11 abril, 2009

Vitória.... estrela guia do tetra!!

Personalidade, qualidade colectiva, tacticamente irrepreensíveis, pena que o empate como resultado final seja apenas espelho de um triunfo virtual, que tem tanto de indiscutível como de meritório.

Assim tal e qual, estes e outros adjectivos, firmes e escorreitos insertos nas mais comuns frases ou clichés futebolísticos, todos eles ditosos de boca em boca.

Quando em Old Traford Mariano disparou para a conquista parcial, no íntimo de cada Dragão aceleraram-se os espíritos de conquista alicerçados nas mais-valias patenteadas Sine Die.

Acredito que a Champions faça ainda correr muita tinta e os nossos motivos de regozijo e orgulho, carreguem atrozmente os semblantes dos infames detentores da verdade desportiva. Mas se a Europa é objectivo que poucos conseguem ainda mensurar, ninguém olvide a importância capital que a 24ª jornada encerra no caminho para o Tetra.

O Estrela regressa ao Dragão poucas semanas depois de para a Taça de Portugal ter provado parte das virtudes que a semana uefeira pós a nú.

Depois de Manchester, a contenda deste Sábado de Pascoa parecem "amendoas" contadas, desprovidos de pressão na tabela classificativa os Amadoristas a viverem dias conturbados face aos meses de salários em atraso, têm o objectivo manutenção encaminhado, salvo alguma hecatombe de final de estação.

Cientes de que têm pela frente a espinhosa missão de fazer feliz este mundo e a 2ª circular, ou de entremeio a certeza dos alforges desafogados de euros, onde só o brio e profissionalismo com que nos têm brindado, os fará prolongar o ânimo de um qualquer investidor que os faça ver a cor do dinheiro.

A sequência de jogos próximos entre os dois clubes em compita atira-me para poucas observâncias de teor diferente as lançadas num passado recente, os da Reboleira não os antevejo a apontar a mais que a possibilidade de manter o nulo inicial, é certo que não deixarão por certo de ser agressivos, compactos e velozes nas saídas para a contra ofensiva.

Lázaro Oliveira o técnico estrelista apontará a sua estratégia para uma organização assente num bloco baixo, superpovoamento e marcação cerrada, capaz de confrontar as adversidades impostas pelos azuis e brancos, com o habitual altruísmo colectivo de quem vende cara a derrota ou deixa a pele em campo em prol da veste e símbolo que enverga.

Atributos naturais aliados a um ou outro nome de valor individual acima da mediania onde se destacam Varela e Jardel na capacidade para por a prova o ultimo reduto anfitrião, mas onde a surpresa é um nome afecto as adeptos da casa, Nuno André Coelho, esteio da defensiva tricolor e que não enjeitará o ensejo de marcar pontos no regresso à casa mãe.

Tão certo como a onda de euforia que inflama o Dragão são as mexidas no Onze portista, logo à cabeça o castigo de Lisandro obriga a que o tridente sofra alterações, com Farias a encabeçar o lote dos principais candidatos ao lugar em aberto.

Gerir promete ser diferente de poupar, Jesualdo parece agora mais distante das outrora desequilibrantes adaptações da matriz de jogo azul e branca. O jogo é bem menos mediático, mas a génese desta partida terá que viver simbioticamente entre a identidade que assumiu grandeza europeia e ambição de processos expressos internamente.

Factor incontornável e de cariz relevante, a importância de um golo cedo, baixar-se-ia a relação risco/pressão ajudando por certo ao desmembrar do acerto táctico e organização rival.

Com a vantagem pontual a carecer de confirmação matemática para o alcançar do título, o 4*3*3 deve articular a habitual explosividade de Hulk e seus pares, com os corredores laterais a aparecerem como expressão máxima da largura e profundidade do nosso futebol.

Na prática e mesmo que os da Reboleira potenciem dificuldades a dimensão atingida pela interligação de sectores emancipa este Dragão, onde a cada jogada e jogo se correlacionam as cada vez mais inteligentes movimentações harmónicas entre Lucho e Rodriguez, sem descurar a astúcia do sentido posicional de Fernando com a nova dimensão do futebol de Meireles.

De intenções tácticas estão as antevisões cheias, os campeonatos vivem de vitórias e de golos, como tal espero que impulsionados pelo fervor clubistico habitual que inunda o nosso palco de sonhos, se confiram mais três pontos e que uma vez mais este Estrela nos guie rumo ao título.

Até porque quanto mais cedo se encerrarem as contas, mais cedo a Liga desmultiplica as complicativas ordens de entrega das encomendas da Taça de Campeão.

10 abril, 2009

Confiança Realista

Ainda que a hora seja de focar a concentração novamente na Liga Sagres e no importante jogo com o Estrela da Amadora que se avizinha, a grande noite do FC Porto em Old Trafford continua bem viva na nossa memória. O grande resultado obtido perante o campeão europeu e mundial em título, e sobretudo a exibição conseguida pelos nossos guerreiros, enchem-nos de orgulho e fazem-nos acreditar em glórias que há poucos meses julgávamos francamente improváveis.

Havia a plena consciência de que a tarefa que esperava os pupilos de Jesualdo Ferreira no 'Teatro dos Sonhos' era espinhosa, dado o poderio superior do adversário. Notava-se, todavia, uma confiança latente nos portistas, alicerçada no crescimento que a equipa tem exibido e nos desempenhos de classe que tem protagonizado de há uns meses a esta parte. À pergunta 'Confias num bom resultado do FC Porto em Manchester na próxima 3a feira?', que esteve à consideração de todos, nos dias anteriores ao jogo, responderam 177 visitantes do blog. 105 (59%) revelaram uma confiança inabalável, 61 (34%) acreditaram num empate e apenas 11 (6%) se mostraram pessimistas. Incluo-me nas 61 pessoas que, de certo modo, acertaram no resultado que veio a acontecer. Não que não acreditasse num triunfo. Simplesmente, mesmo sabendo do momento favorável que a equipa vem atravessando, tenho sempre bem presente a qualidade dos 'red devils'.

A verdade é que se tivesse havido justiça no marcador, eu não teria acertado no empate final. O FC Porto mereceu ganhar. Fez uma exibição memorável, com classe, personalidade e maturidade, não se deixando influenciar pelo ambiente infernal vindo das bancadas. Aliás, o ambiente é que se foi tornando mais silencioso à medida que os 'dragões' iam impondo a excelência do seu futebol. A primeira parte foi soberba, tal a superioridade evidenciada pelo FC Porto. Mais qualidade de jogo, mais objectividade, mais remates, mais cantos, mais ocasiões claras de golo; foram 45 minutos em que a Europa se terá espantado e finalmente reparado que no Dragão mora uma das equipas mais fortes e traquejadas do continente. Já na etapa complementar, o Manchester United deteve algum ascendente, natural diga-se, mas o FC Porto nunca se deixou encostar às cordas, continuando, por outro lado, a constituir uma ameaça para a insegura defesa inglesa.

Após a adrenalina de 90 minutos vividos intensamente, não pude deixar de sentir o mesmo que senti aquando da igualdade em Madrid: apesar da alegria por um desfecho muito positivo alcançado fora de portas, foi inevitável uma certa frustração pela oportunidade perdida de ganhar sem espinhas. Mais ainda, pela forma infeliz como oferecemos um dos golos ao opositor. Erros primários podem suceder a qualquer um, mas eles têm-nos perseguido na Liga dos Campeões, sempre em jogos decisivos e em alturas em que estamos em vantagem: Helton em Londres e em Madrid e agora Bruno Alves em Manchester. Dói sofrer golos assim. Quem sabe não teríamos afastado o Chelsea de José Mourinho há duas épocas? Quem sabe não teríamos alcançado um triunfo histórico em Old Trafford?

Mas a resposta da equipa a essa adversidade foi formidável. Deu gosto ver o desempenho de alguns jogadores e a excelência táctica da equipa. Hulk era o jogador mais temido pelos ingleses e a nossa maior esperança. O certo é que o 'Incrível' não esteve particularmente brilhante e não foi por isso que o todo não funcionou. Lucho, na minha opinião, também não esteve muito inspirado e não foi por isso que nos ressentimos. O FC Porto é hoje uma equipa na verdadeira acepção da palavra, não depende de individualidades específicas, mas da harmonização entre todas elas. De repente, jogadores que nos pareciam inicialmente medianos ou nem isso, começam a apresentar performances admiráveis. Isto é fruto da organização colectiva que foi implementada. Fernando esteve enorme no centro do terreno. Posicionalmente irrepreensível, jogando simples e sendo intenso na pressão ao adversário, perdi a conta aos cortes providenciais e recuperações de bola, algumas delas aos pés de Cristiano Ronaldo. Cissokho foi outro dos jovens que brilhou a grande altura. Sapunaru já não parece aquela unidade insegura do princípio da temporada. Rolando, Raúl Meireles, Lisandro ou Rodríguez apenas confirmaram os grandes jogadores que são. Helton não tremeu e conferiu segurança ao sector mais recuado, com algumas paradas meritórias. Até Mariano, tantas vezes causticado com críticas, entrou para resolver.

Sabendo a pouco, o empate é bom, sem dúvida. Mas o que mais me emocionou foi a exibição, o carácter, a ambição. Foi maravilhoso ver um onze com seis jogadores que chegaram ao FC Porto e se estrearam na Champions apenas nesta época, muitos deles autênticos miúdos, controlarem daquela maneira uma equipa tão poderosa e com tantas estrelas cintilantes. É reconfortante ver uma equipa a ser construída em tão curto espaço de tempo, enquanto noutras paragens se pede paciência para consolidação de projectos e se prometem novos ciclos todas as semanas. É ainda melhor, quando sabemos que o país inteiro, excepto os portistas, ansiava por uma derrota copiosa, como forma de descarregar as frustrações de tantos insucessos, dentro e fora do campo.

Agora, para a segunda mão, no Dragão, estamos em vantagem. No entanto, será um erro crasso pensarmos que já estamos apurados. Equipas como o Manchester United são capazes de ganhar em qualquer campo, contra qualquer adversário e em que circunstância for. Só actuando com a mesma postura da primeira mão poderemos ser felizes. Tenho para mim que o jogo no Porto será sempre extremamente traiçoeiro e mais complicado que o de terça-feira passada. A equipa deve apresentar-se mediante duas premissas fundamentais: confiança nas próprias capacidades e prudência com as capacidades contrárias. Não nos enganemos, a eliminatória continua em aberto.

Foi no sentido de conhecer a opinião de todos os leitores acerca das perspectivas para o segundo jogo, a realizar no próximo dia 15 de Abril, que o blog promoveu nova sondagem, logo após o embate de Manchester. Foram recebidos 166 votos. 42 pessoas (25%) responderam 'Cum carago, já passámos!', 117 (70 %), inclusivé eu, disseram 'Calma, bamos com calma!' e somente 7 (4%) afirmaram 'Não percebo tanta euforia!'. Esta distribuição dos resultados da votação é esclarecedora quanto ao sentimento dos portistas. Nada de optimsimos ou pessimismos exagerados. O melhor é adoptar uma postura realista, ter confiança na passagem às meias-finais, mas sempre com cautela e muito respeitinho pela turma de Alex Ferguson.

Aconteça o que acontecer, esta equipa criada por Jesualdo merece o nosso reconhecimento. Soube crescer, vê-se espírito colectivo, união do grupo, respeito pelo emblema que ostenta no peito. Ali há trabalho, há suor, há evolução, há qualidade. O FC Porto continua a ser o único clube português com dimensão internacional e reconhecido como tal. Olhando em redor, para tudo o que se vai passando e dizendo, é fácil concluir que o futebol português não merece ter um clube como o Futebol Clube do Porto. Somos bons demais para esta realidade medíocre.

PS: Porque adoro este jogo, é impossível ficar indiferente à grandiosidade do futebol do Barcelona... Só nós os vamos conseguir parar! :-)

passatempo 2008/09

# até às 19h30 de 14Abr, prazo limite para refazer a tua equipa para a 2ª mão dos 1/4 final da Champions League #

# até às 17h15 de 16Abr, prazo limite para refazer a tua equipa para a 2ª mão dos 1/4 final da UEFA Cup #

# clica na imagem; até às 18h00 de 16Abr, prazo limite para refazer a tua equipa para a 24ª jornada da liga SAGRES #

09 abril, 2009

A cuspidela do Dragão

É notável a capacidade que o Dragão tem de cuspir em tudo aquilo que não presta. Naqueles que já não conseguem arranjar mais argumentos, por mais patéticos que sejam, para denegrir a sua imagem, para relativizar e minimizar os seus êxitos. Para tudo isto o FC Porto tem tido resposta pronta. Como? Ganhando. Convencendo... e em campo. Que é sempre a melhor forma de calar os "anónimos" prontos a meter a cabecinha de fora sempre que têm uma pequenina oportunidade...

Como é que isso se consegue? Com uma enorme capacidade trabalho. Com uma excelente organização a nível técnico, mas também a nível organizativo. Com profissionalismo, com competência.

Com a permanente consciência de que só competindo no limite das forças, suando, sofrendo, sem perder tempo com lambidelas pacóvias e cada vez mais ridiculamente cansativas, se conseguem atingir os títulos e as devidas compensações por eles conquistados.

Sem adormecer acordado, à espera que surja um "Pai Natal" (ou outros seus colaboradores) capaz de produzir o "milagre".

Só assim se torna possível, ano após ano, resistir a várias contrariedades, entre elas a obstinada e permanente campanha anti-FC Porto, uma exaustiva e cansativa luta contra os seus alegados poderes macabros e ocultos (como se tudo o que resta para além do FC Porto no futebol português seja um oásis de rectidão, bons costumes, gente impoluta, incapaz de cometer qualquer batotice, ou de recusar que a façam para seu proveito próprio).

Pelos vistos continua a ser difícil de entender que é nestas batalhas que o FC Porto se sente melhor. É nelas que o clube e a sua cada vez maior massa adepta se inspira e se alimenta para lutar com cada vez mais afinco, em prol de uma causa que para todos eles é cada vez mais nobre: "A Vitória!". Como símbolo de afirmação de personalidade, de prestígio internacional, de cada vez maior capacidade de aglutinação popular, quer em Portugal, quer em países de expressão portuguesa. Não por imposição ou por qualquer obrigação familiar, mas como forma de marcar terreno... porque são indiscutivelmente mais fortes, mais poderosos e, por isso, ganham mais do que os outros.

É disso que o povo gosta: de vencedores!

A jornada europeia de Manchester foi gloriosa, (igual a muitas outras que nos últimos 20 anos o FC Porto tem repetidamente conseguido), deixando orgulhosos os verdadeiros amantes do que de melhor o futebol português é neste momento capaz de produzir. O resto... é "chover no molhado"... é mais do mesmo!

Esta jornada não merecia, por isso, ser despachada para segundas caixas de informação desportiva, dando lugar, em primeira instância, às crises existenciais de alguns habituais protagonistas, num exercício de minimização e de branqueamento que até pode agradar a meia dúzia de "cromos" mas que envergonha todos aqueles que não deixaram de se sentir orgulhosos pelo que viram, não olhando a mais nada que não tenha sido a enorme qualidade da exibição portista e, em especial, a sua permanente "atitude", a tal expressão tão difícil de mastigar!

Também eu me associo a uma cuspidela generalizada contra tanta cegueira! Quer passe ou fique nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, parabéns FC Porto! E obrigado pela noite fantástica de Old Trafford... entre outras, claro!


fonte: Paulo Garcia, Jornalista, SIC online, opiniao@sic.pt, 08.04.2009

"...a rádio foi o veículo de todas as emoções"

Recebi do Amigo e nosso leitor (assíduo), Miguel Costa, o email que segue em forma de «convite-provocação», que dado o teor de elevado interesse para este espaço e seus leitores/visitantes, foi prontamente aceite, mas onde sem o apoio (já habitué!) inexcedivel do nosso colaborador, MrCosmos, no que toca à produção/montagem do técni-color, nunca tal teria sido possivel. Obrigado, a ambos!

    Caro ?!?!?,

    Depois da vitória de ontem, que bem me sabe trabalhar hoje (08Abr)..... acho que para todos os portistas, será o mesmo.

    Grande vitória, grande atitude, e uma certeza: de que poderemos baquear no futuro, mas a atitude que os Nossos demonstram, é um Orgulho demasiado Grande. A entrega que os Nossos demonstram, faz-me sentir cada vez mais que Este é o Espírito, Esta é a Gente, Este é O Clube. Força FC Porto!!!

    No entanto, hoje escrevo por um outro motivo.

    Numa altura em que a corja que, qual "papoila", saltita na imprensa em Portugal, quero enaltecer uma atitude que me fez sorrir e acho eu mereceria destaque.

    Ontem vi o jogo na SporttvHD e os comentários não me mereceram especial destaque.

    Mas hoje, foi diferente. :)

    Ao ouvir a repetição na TSF do relato dos golos do Porto, fiquei com um sorriso de orelha a orelha, e um arrepio na espinha tal foi a surpresa. Julgo que o "relatador" foi o Ricardo Pateiro, (não tenho a certeza), mas o empenho, a garra e a emoção que ele mostrou no momento dos golos mexeu comigo. Até um pouco do Hino não oficial ele cantou. ehehe. Não sei se o jornalista é portista ou não, mas, meu Deus, é de arrepiar. :)

    Sei que um blog como o "Nosso", se assim o posso chamar, que denuncia a sujidade da imprensa lisboeta diariamente, deveria também enaltecer esta atitude.

    Infelizmente não tenho a gravação do relato, mas também não sou um expert de net e afins. :) Creio que se conseguires obter essa "fita" e a puseres no blog, seria um bom motivo de "postagem".

    Espero que esta humilde contribuição te agrade, assim como a todos os Portistas.

    um grande abraço

    (o portista de guimarães)


08 abril, 2009

Ferguson, que rico sorteio hein?!

assistência: --- espectadores.

árbitros: Konrad Plautz (Áustria), Bernhard Zauner e Armin Eder; Thomas Einwaller.

MANCHESTER UNITED: Van der Sar «cap.»; O’Shea, Vidic, Evans e Evra; Carrick, Fletcher e Scholes; Park, Rooney e Cristiano Ronaldo.
Substituições: Park por Giggs (58m), Scholes por Gary Neville (72m) e Evans por Tavez (72m).
Não utilizados: Ben Foster, Nani, Macheda e Eckersley.
Treinador: Alex Ferguson.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González «cap.» e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Raul Meireles por Tomás Costa (79m), Rodríguez por Mariano González (80m) e Tomás Costa por Madrid (90m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Sektioui e Farías.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: Cartão amarelo a Bruno Alves (75m) e Helton (90m).

golos: Rodríguez (4m), Rooney (15m) e Tevez (85m) e Mariano González (89m).


Se é verdade que o sonho comanda a vida do homem, então, deixem-me sonhar, porque quem, como o FC Porto, joga em Old Trafford, de olhos nos olhos, o jogo pelo jogo, ambiciosa, sem medos ou receios de qualquer outra espécie, e acima de tudo, sem mudar o seu esqueleto táctico de origem, o 4x3x3, como se estivesse a defrontar um qualquer menor oponente, tem naturalmente direito ao sonho e muito mais.

Nada ainda está ganho, é verdade, restam ainda 90 minutos de muito sofrimento, mas quem como eu, partilha desta paixão imensa, direi até que estúpida e mentalmente incontrolada e exacerbada, por este clube que tanto nos enche de orgulho, só tem mesmo é que acreditar nos “nossos meninos”, os verdadeiros e únicos fazedores de sonhos!

O poderio “bélico” do adversário, por sinal, apenas e só, os actuais campeões europeus e mundiais, era por demais conhecido e reconhecido, no entanto, não deixava de ser verdade que o FC Porto, nas 3 eliminatórias disputadas até hoje com os de Manchester, guardava melhores recordações, tendo saído vitorioso em duas delas (1977/78 e 2003/04) e eliminado por uma única vez (1996/97). Em jogos, 2 vitórias para cada lado e 2 empates.

Mas como o futebol jamais será considerada uma ciência exacta, para ser apenas e só, 11 jogadores que se perfilam de cada lado da barreira em busca do melhor resultado possível, muitas das vezes, uma luta titânica entre os “Davides” e os “Golias”, acabado o jogo com um empate a duas bolas, fica na retina, mais até que as soberbas exibições individuais de alguns dos “nossos meninos”, a clara e inequívoca demonstração de enorme qualidade dos comandados do Prof. Jesualdo Ferreira.

E porque falo neste último, não posso deixar de dizer que, na minha opinião, o Prof. Jesualdo Ferreira conquistou definitivamente o estatuto de treinador da «europa», deixando de ser apenas um bom treinador para consumo interno. Talvez, quero acreditar que sim, os erros cometidos no inicio das suas aventuras pela nata do futebol europeu, tiveram o condão de o obrigar a correcções basicamente do foro mental que lhe permitem hoje, mostrar outra tarimba mais própria de quem quer ser definitivamente considerado de «super» e com isso, perder o rótulo de «normal». Por todas as dificuldades que teve que vencer com um inicio de época para muito reflectir, para quem teve (e continua a ter!) que aguentar com a desconfiança da massa «assobiativa» que vê nele um limitado e pouco competente e lhe fez inúmeras vezes o enterro (alguém hoje se lembra de pronunciar o nome de um qualquer Carlos Azenha?), para quem teve que sozinho enfiar a vestimenta de justiceiro na praça pública na defesa do FC Porto, para quem (mais uma vez!) teve que ensinar e moldar desconhecidos à sua maneira e estilo (Fernando, Cissokho, Hulk, entre outros), peço desculpa pela ousadia das minhas palavras, mas pela minha parte, e porque estou à vontade para isso, porque nunca fui um seu adepto incondicional, apesar de há muito o respeitar e admirar, só quero deixar aqui registada uma palavra: Professor, muito obrigado!

Depois, Fernando, um “miúdo” enorme, imenso, simplesmente fabulástico com uma exibição de calibre europeu, para não dizer planetária… o “miúdo” secou literalmente tudo o que se mexia no seu raio de acção, ora a subir no terreno, a recuar no apoio à defensiva, a fazer inúmeros cortes no ataque adversário que a determinada altura, até perdia a conta, simplesmente, uma exibição FABULÁSTICA. Alguém mais se lembra do (peseteiro) Paulo Assunção?

Outro que merece uma nota de grande destaque, é Cissokho, mais um “miúdo” que ainda há 6 meses atrás, jogava na 2ª divisão de França, sem ninguém saber sequer da sua existência, com uma passagem por Setúbal de intermeio e hoje, a ver-se na alta rotação do futebol europeu, com as cores listadas do FC Porto. Sempre é verdade que os sonhos podem ser realizados, este, é mais um desses casos. E se pensarmos que não deixou em 90 minutos de futebol, o proclamado “melhor jogador do mundo” (como sempre digo e não me canso de repetir, um verdadeiro flop, com o selo de produto made by Mc Donald’s), pisar em ramo verde, direi que não é para qualquer um, dando ao mesmo tempo, um equilíbrio táctico à equipa que não existia antes da chegada deste.

Por fim, e para finalizar as minhas avaliações individuais, dizer que o Bruno Alves é, para mim, e demonstrou-o ontem mais uma vez com toda a sua classe, tranquilidade e sentido posicional, apesar do tremendo e enorme erro que deu origem ao golo do empate a uma bola para os da casa, um dos melhores centrais a nível mundial, com lugar em qualquer equipe de mundo. Só um Bruno Alves como este, suportaria nas suas costas, e da forma como o demonstrou inequivocamente ao longo de todo o resto do jogo, o erro que nestas competições, costumam ser catalogadas de «morte do artista». Bruno Alves, é enorme e tem o meu apoio a 101%. Quem nunca errou, que atire a primeira pedra…

Quanto ao jogo jogado, direi que a entrada do FC Porto em jogo, com muita maturidade e uma grande segurança, rapidamente colocou em sentido os de Manchester, que nitidamente, e como já vem sendo hábito, não nos pretendeu respeitar, quase que avisando de antemão, que este jogo, eram favas contadas… mais uma vez, saíram trocadas!!

Fruto desta entrada em jogo sem receios, como que jogando na Trofa, na Amadora ou em Vila do Conde, logo aos 4 minutos de jogo, Rodríguez fez balançar as redes para o FC Porto, inaugurando o marcador e levando ao rubro os cerca de 3.000 adeptos Portistas que se encontravam no Teatro dos Sonhos. Se já antes desse momento, Van der Sar se tinha mostrado a um remate de Lisandro, continuo mesmo depois do golo madrugador a mostrar atenção única, já que o jogo, tinha sentido único… e para surpresa, na direcção errada ao que seria suposto antes do jogo se iniciar.

Estava o jogo nesta toada, e eis que, Bruno Alves comete um erro gravíssimo e ao procurar atrasar a bola para Hélton, isola Rooney que perante Helton, fez o que se pede a um avançado, empatando a partida a uma bola. Pensar-se-ia que o FC Porto, a sua defensiva, iria tremer perante esta infelicidade de um dos nossos jogadores (mais uma! já noutros, tinha sido o Helton…), mas enganou-se redondamente, com o FC Porto a conseguir manter o domínio do jogo, ainda que a espaços, os da casa se abeirassem da nossa defensiva com maior frequência. O intervalo chegou com um empate a uma bola.

Para a parte complementar da partida, o Manchester tentou de certa forma “cair” em cima do FC Porto logo na entrada, mas foi sol de pouca dura, passe a expressão, pois rapidamente retomamos o controlo do jogo e continuamos no assalto à baliza adversária, demonstrando ao poderoso campeão inglês, europeu e mundial, que não estávamos ali para ver a banda passar, discutindo o resultado taco a taco e proporcionando um jogo aberto e entusiástico a todos os que o estavam a assistir, com ambas as equipas sempre na procura do golo e consequente vantagem no marcador.

Na passagem do quarto de hora, Helton mostrou que desta vez, não seria por ali que ia acontecer barracada, respondendo com duas fabulásticas defesas a uma fase de maior aperto dos da casa, segurando a igualdade e dizendo “presente” à restante equipa, que bem agradeceu.

Superada esta fase mais crítica de jogo, e com nova cavalgada para cima da defensiva de Manchester, passou Van der Sar a ser o inimigo público nr. 1 dos avançados portistas, Hulk e Lisandro, respondendo também “presente”, com defesas fantásticas a segurar a igualdade. Contudo, estes dois lances tiveram o condão de voltar a impor respeito e porque não até dizê-lo, medo aos da casa que rapidamente se procuraram agrupar e não partindo desenfreadamente para o ataque, descurando a sua defensiva que a qualquer momento, poderia ser desfeita, qual manta de retalhos, pelas diabrites do nosso tridente ofensivo, onde Rodriguez também participava muito activamente.

Quando já se aproximava o final da partida, o argentino Teves furtou-se ao aperto de Rolando, num lançamento de linha lateral, onde Rooney de calcanhar coloca a bola a jeito deste desfeitear Helton que nada podia fazer… estava colocada a injustiça no marcador, perante toda a demonstração de classe do FC Porto no terreno do todo-poderoso, Manchester United. Um autêntico balde de água fria!!!

Mas qual super-herói da BD, o FC Porto não se deu por derrotado e com 5 minutos de jogo ainda por jogar, não temeu, não vacilou, não esmoreceu, dando uma prova a todos os seus adeptos que com estes, podemos segui-los até ao fim do Mundo, porque mesmo que derrotados, nunca vergaremos sob o peso de uma injustiça, nem tão pouco nos deixaremos jamais de orgulhar dos nossos heróis.

A qualidade, a classe, a alma, a crença, a fé de Dragão, que move mundo e montanhas, ainda lá morava e pairava no Teatro dos Sonhos, onde uma vez, voltou a dar frutos em jeito de final feliz, quando Mariano, na queima dos 90 minutos de jogo, tal como em 2003/04, restabelece a igualdade a 2 bolas e assina a letra de ouro, este assomo de sem vergonha com que nos apresentamos em Manchester. Lisandro num último suspiro, pela direita do ataque, coloca a bola na área que vai de encontro ao tal mal-amado argentino, que perante Van der Sar, e quando parecia que a bola ia fugir de mal dominada, não perdoa e dá a estocada final nos «red devils». Foi o final perfeito, o sublime The End para os galácticos de Manchester!

Agora, ainda que partindo em vantagem para a segunda-mão a disputar no Estádio do Dragão no próximo dia 15 de Abril, haverá que recuperar energias, porque mais 90 minutos de sofrimento, muito sofrimento nos esperam a todos nós… uns, como eu, lá no meu Palco dos Sonhos, outros, acompanhando as incidências por outras vias, ainda que com o mesmo sentimento que a todos nos une embrionariamente e orgulha… os “nossos meninos” tratam-nos assim, que fazer?!

MELHOR DO PORTO: Sinceramente, deveria falar num colectivo que esteve perfeito, indomável, intratável, sem vergonha, sem medos, sem receios, com muita classe, categoria, grandeza e tantos quantos mais adjectivos para aqui sejam chamados, mas estaria a ser injusto comigo próprio, se não destacasse, um só que esteve um nadinha a mais acima de todos os restantes… esse, foi Fernando, o fabulástico Fernando… que jogaço, meu deus!!!

ADEPTOS DO PORTO: 70.000 ou 75.000 arrogantes ingleses que foram completamente abafados perante 3.000 fabulásticos adeptos do FC Porto que nunca em momento algum, abandonaram a equipa e a levaram ao colinho até ao supremo gozo do último minuto… o FC Porto é isto, estes adeptos, esta fé, esta crença, esta paixão, este orgulho, este gozo, este prazer, este orgasmo mental que nos tolhe o raciocínio… menos que isto meu caro, se não partilhas de todos estes sentimentos, bem que podes ser adepto do Nacional, GAYvotas ou Calimeros, porque do FC Porto, não serás concerteza! Como disse e repito: o FC Porto é isto!!!

RECADO: O meu recado vai direitinho para o papa-chiclas de Manchester, um tal a que muitos gostam de principescamente tratar por Sir Alex Ferguson, mas que de Sir, não tem nada, senão a habitual arrogância e petulância do ser invejoso e malcriado que pensando ter um killer-instinct de mestre dos mind-games, mais parece um anormal que não sabe o que diz, o que faz, o que pensa. Agora meu caro, continuas ainda a soletrar que o FC Porto “compra títulos no supermercado”? continuas ainda a soletrar que só foste de patins em 2004/05, porque “foste roubado em casa”? Como muitos outros que se julgam “specials”, também tu não passas de um verme rastejante, porque ontem, quem mostrou e demonstrou medo e receio, foste tu, unicamente tu, quando com pavor do nosso herói da BD, um tal de Hulk, apenas e só um jogador em onze de campo, porque o futebol é e sempre será um jogo de equipa, mudaste sistemas de jogo, mudaste jogadores, mas esqueceste-te de 2 detalhes muito importantes: o orgulho de um clube como o FC Porto, a quem nunca nada foi dado ou oferecido, mas sim, apenas e só, conquistado com muito sangue, suor e lágrimas, mas também, porque o tal Hulk, é apenas um entre onze, e foram esses tais outros dez que te fizeram no final do jogo, corar de vergonha e engolir a chicla em seco. Tal como a outros a quem vou mantendo o meu ajuste de contas diário (porque será que me lembrei ontem dele? onde será que ele terá visto o jogo? na tv?), a ti, também o vou mantendo actual… no dia 15, voltaremos a falar do assunto.

07 abril, 2009

Man(ches)ter o Porto United!!!

9 de Março de 2004, Old Trafford, o denominado “Teatro dos Sonhos”, é uma das mais coloridas e efusivas recordações que o Dragão guarda, como antecedente inolvidável, em nova incursão a terras de sua majestade.

O solo britânico, usual estigma incessante de inusitados confrontos com muitos dos maiores clubes e endinheirados símbolos do futebol moderno.

É em parte deste passado que repousam as nossas recordações, não sendo o balanço famoso para as cores que nos orgulhamos de apoiar. Não sejam algumas destas experiências traumáticas que nos impeçam de continuar a acreditar que Roma é possível.

A Champions regressa com toda a sua ambiência e elitismo. A fase adiantada da competição, compromete-se com os melhores, apenas e só com os melhores, e os Dragões, têm assento entre os 8 melhores. Como tal, o presente duelo empurra-nos para obrigações e desempenhos consentâneos com os pergaminhos granjeados além fronteiras, época após época.

Antever Manchester, é tarefa árdua. Há quem preconize um encontro de contrastes, em termos económicos, um David contra Golias, e também por isso, um encontro que reúne enorme expectativa em seu redor.

O United, constelação de qualidade, plantel de luxo, onde pontificam alguns dos nomes mais sonantes do planeta futebol, onde os menos qualificados tecnicamente, compensam as limitações com polivalência e supra suada abnegação.

O Sir Ferguson, que de senhor tem por vezes muito pouco, orquestra no seu 4x4x2 clássico, a mistura da emoção do kick and rush, com nuances muito pouco britânicas, futebol de passe curto, apoiado com grande variância de futebol flanqueado, assente em passes de ruptura, onde as mudanças de velocidade e sagacidade de algumas das suas melhores unidades, são perigos que irrompem de todo o lado.

Para além do óbice que se torna enfrentar o Manchester como onze experiente, há ainda que contar com o ambiente frenético e entusiasmante do mítico Old Trafford. O reduto do United é feérico para quem o visita, onde 19 jogos sem perder em casa, são números que atestam bem da hercúlea tarefa dos azuis e brancos, como tal, achar-se que os red devils entram em campo como favoritos, não é sobranceria, nem superioridade exacerbada.

Mas contra a previsão geral, existe um nome que nos momentos da verdade, raramente engana os seus correligionários… de nome: FC Porto, moralizados com ímpetos renovados face a inúmeras vitórias fora de portas, creio existirem argumentos sustentáveis capazes de nos fazer discutir a eliminatória.

O tridente ofensivo é cabeça de cartaz, ainda que o enfoque natural dos ingleses se centralize no todo, a maturidade colectiva azul, ainda que em fase de progresso sucessivo, é evidente, mesmo que se possam assacar erros individuais pontuais que traíam esse processo evolutivo.

O técnico dos Dragões, não enjeita, mesmo no campo do rival, a crença no seu método e identidade, onde apesar de básica e politicamente correcta, a regra de defender bem e atacar conscientemente, é efectivamente de ouro nestas competições a eliminar.

Coragem, foi outra das máximas que se ouviram da press release de opiniões já em solo britânico. Em boa verdade, se os azuis e brancos mostrarem um futebol consentâneo com o discurso do seu técnico, vamos ter um jogo de grande qualidade e incerteza no resultado final, deixando perspectivas aureadas de glória para a 2ª mão, dentro de oito dias, no Estádio do Dragão.

Ainda que muitas das individualidades portistas apareçam num patamar inferior, nomes como Lisandro, Hulk, Lucho, Meireles, Bruno Alves e Rodriguez, oferecem garantias para a conquista de uma meta intermédia, o golo…. tal desígnio, oferece-se como desafio primordial.

Norteados por uma ambição segura que não desmesurada, circunstanciada pelo espírito ofensivo da explosividade das transições, tão ou melhor conseguidas que os eloquentes momentos do jogo em Madrid, ninguém pode dizer impossível.

Os eleitos para pisar o Teatro dos Sonhos não fugirão à base do nosso melhor onze, amputados apenas de Fucile. Residem nos flancos defensivos, o ónus das maiores brechas do bloco defensivo, algo que também pode ser aproveitado como factor desequilibrador no adversário, caso Nevile seja o escolhido para ocupar a lateral direita da defensiva anfitriã.

Com centrais fortes no jogo aéreo, tanto uma como outra formação, podem ganhar pontos nos duelos acima da relva, aqui, um dos poucos pontos de vantagem azul, dada a lesão de Ferdinand.

No miolo, residem as forças destas equipas, com Meireles a denotar um potencial de amplitude ofensiva e de influência capital nas zonas de finalização, antevejo um duelo titânico com Scholes. Destas notas e confrontos de meio terreno, podem sair as vulnerabilidades ou a eficácia das transições, tornando-se fulcral a capacidade eficaz e sapiente de recuperar a posse de bola nos momentos em que as equipas não tenham bem definidas as linhas que defendem atrás da linha da bola.

Na frente de ataque, contam-se as espingardas capazes de abater as redes de Van der Sar. O super herói azul, Hulk, ameaça explodir com o ultimo terço ofensivo, com as câmaras a dividirem o protagonismo com Ronaldo, até na similaridade de acções de ambos, o jogo se antevê mais equilibrado que o que à partida seria de prever. Em boa verdade, qualquer um dos dois predestinados, surgem como fonte de desequilíbrios, com aparições nas alas, quer como calcorreantes do terreno intermédio nas transições centrais, sem deixarem de chamar a si, os excessos artísticos e individualismo reconhecido.

Com tantos e tão bons argumentos à flor da relva, naturalmente ficam outros nomes na sombra, que numa qualquer nesga, se transformam nos “man of the match”. Tevez, Rooney, Giggs, Lisandro, Lucho ou Rodriguez, deixam a certeza de um embate de cartaz de altíssimo nível.

Há coisas que penso, e quanto maior eu penso, maior é o que almejo. Se há coisas que refuto, é que não se lute, não se ouse conquistar, por falta de existir, quem ao menos queira tentar!!!! Pois impossível, é palavra grande demais, que muitos usam para nos oprimir os sonhos.

Num jogo onde o adepto deixa o coração falar mais alto que a razão, anseio que o Dragão multiplique os seus talentos, que as muralhas que se levantem, a força Azul as derrubem, pois ser-se Dragão, é nascer para conquistar.

LISTA DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Nuno;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Cissokho e Stepanov;
Médios: Raul Meireles, Fernando, Lucho, Tomás Costa, Guarín, Mariano e A.Madrid;
Avançados: Tarik, Farías, Lisandro, Hulk e C.Rodríguez.

E porque não, 3 dobradinhas à moda do Porto?

Sei que as atenções de hoje estão todas viradas para a 1ª mão dos quartos-de-final da Champions League (19.45h - RTP1) onde a nossa equipa de futebol procurará um bom resultado num estádio (o do Manchester United) onde, até hoje, uma só equipa Portuguesa conseguiu pontuar. Exactamente. Uma só! O FC Porto de Mourinho no ano de 2004! Conseguimos empatar a uma bola com um golo de Costinha já nos instantes finais, numa caminhada que terminou com a conquista da nossa segunda taça dos Campeões Europeus. Esperemos então que este FC Porto, versão 2008/09 que, a cada dia que passa, parece jogar melhor (brilhante vitória em Guimarães por 3-1), consiga mais uma noite de sonho como essa inesquecível de há 5 anos atrás...

Mas como hoje é terça-feira, é também dia de modalidades «amadoras». E desde já aproveito para tornar público que os «Caixa Seat», lugares anuais no novo pavilhão Portista, já se encontram à venda (ver aqui).

Este fim de semana, só a nossa equipa de hóquei esteve em actividade, uma vez que a de andebol só inicia os quartos-de-final do play-off no dia 18 na Póvoa (17h) diante do Sp. Horta, enquanto a de basquetebol, nesse mesmo dia (16h) em Matosinhos, tem obrigatoriamente que derrotar o V. Guimarães (penúltima ronda) para lograr o apuramento para o play-off.

A nossa equipa de hóquei venceu nos Açores e apurou-se para a final four da taça de Portugal, havendo actualmente a possibilidade de conseguirmos a dobradinha nesta temporada em 3 modalidades: futebol, andebol e hóquei em patins. 3 dobradinhas à moda do Porto, 3 campeonatos Nacionais e 3 taças de Portugal, que vinham mesmo a calhar...

FC Porto vence, à tangente, nos Açores e está na «final four»
(FC PORTO apurado para a final four da taça de Portugal que se jogará a 13 e 14 de Junho em local a designar)

  • Candelária, 0 - FC Porto, 1

Este jogo dos quartos-de-final da Taça de Portugal, que se disputou na Ilha do Pico, nos Açores, era encarado com muita responsabilidade pelo FC Porto, uma vez que os Dragões nunca haviam ganho no pavilhão daquele opositor. E como este era um jogo a eliminar, a preocupação era evidente. Um golo de Reinaldo Ventura a 6 minutos do intervalo, na transformação de uma grande penalidade (falta evidente sobre Filipe Santos), deu a vitória aos Dragões que depois souberam sofrer, aguentando a reacção dos homens da casa que para o campeonato, até nos haviam ganho. Mas diga-se que na 2ª metade, as melhores ocasiões até foram dos azuis e brancos com o redes dos Açorianos, Paulo Matos, a ser considerado o melhor em campo, o que não impediu a habitual azia do técnico Paulo Baptista, quando derrotado pelo FC Porto... vitória justa dos Portistas que continuam em todas as frentes e que agora só voltam a jogar oficialmente no dia 25 de Abril, recebendo em Fânzeres o Benfica para a 1ª mão das meias-finais do play-off (6 dias depois, jogamos para a «final eight» da Liga Europeia em Itália, frente ao clube da casa, Bassano, em jogo dos quartos-de-final).

Quanto a esta taça de Portugal, ainda não há local designado para a final four, mas esperemos que desta vez não nos mandem, novamente, para o Alentejo, quando 3 das 4 equipas são do Norte. A final four realiza-se a 13 e 14 de Junho, e nas meias finais, o FC Porto defronta o Valongo, enquanto o Benfica ainda espera pelo vencedor do encontro Barcelos-Braga (3 de Maio).

Reinaldo Ventura

O hoquista do FC Porto, foi o melhor marcador do campeonato da época transacta e esta temporada já ganhou o «prémio» de melhor marcador da fase regular do actual campeonato, com 32 tentos. Reinaldo Ventura (na foto com a camisola 66) é, com toda a justiça, o dragão de ouro desta semana, pois foi ele quem apontou o golo que colocou os Dragões na final four da taça de Portugal, um golo de penalty, num pavilhão onde os Dragões têm sempre muitas dificuldades.

No ano passado, ganhamos este troféu, derrotando o HC Braga na final. Esta época, voltamos a conseguir o apuramento para a final four depois de derrotarmos os sempre difíceis, Juventude de Viana (em casa e com golo de ouro) e Candelária (fora e à tangente), enquanto o Benfica, por exemplo, apenas teve que eliminar equipas de escalões secundários e sempre à tangente...

No futebol, destaco que os nossos sub-19 ganharam 2-1 em São Mamede de Infesta (golos de Josué e Jakubov) e estão há muito apurados para a fase final de juniores A juntamente com o Sporting esperando ainda pela companhia de outros 2 finalistas (Guimarães ou Braga no Norte e Benfica ou Belenenses no Sul). Faltam 2 rondas para o final da fase regular (25 de Abril).

A grande maioria destes sub-19, foi também responsável pelo facto de o FC Porto se ter sagrado campeão da Liga Intercalar Norte (ver foto acima) na última quarta-feira, derrotando, na Maia, no desempate por penaltys, o Paços de Ferreira que apresentou uma equipa com muitos seniores... o empate a 1 golo (marcou Vítor aos 90 minutos), teve depois direito a festa nos penaltys, com o FC Porto a triunfar por 4-3 (golos de Josué, Massari, Chula e Ivo Pinto), destacando-se o guarda-redes Ventura, com 3 defesas fantásticas. Por isso, os meus parabéns aos juniores A do FC Porto treinados por Patrick Graveraars, que irão agora disputar a final Nacional desta Liga Intercalar com o Belenenses ou Mafra.

Agora, a taça respeitante à Liga Intercalar Norte, essa, foi de imediato entregue pelo Dr. Lourenço Pinto, mal terminou o encontro, uma postura bem diferente da Liga Profissional de futebol senior que ainda não entregou o trofeu de (tri) campeão ao FC Porto, tudo indicando que o deverá fazer no próximo sábado (21h sportv1), 1 ano e 5 dias depois da conquista do tri, e curiosamente, também com um FC Porto-Estrela, o tal jogo que nos consagrou tricampeões em 6 de Abril de 2008 (tal como em 2008, também desta vez lá estarei).

Nos sub-17, o FC Porto (100% vitorioso na 1ª fase), iniciou a 2ª fase, goleando o Varzim por 5-0 (3 golos de Filipe Barros, 1 de Gradísssimo e outro de João Beirão), enquanto nos sub-15, ganhamos em Guimarães por 2-1, estando bem encaminhados rumo à fase final (golos de Lima Pereira e Ricardinho).

No basquetebol juvenil, jogou-se este fim-de-semana em Portimão, um torneio entre todas as associações nos escalões sub-14 (iniciados) e sub-16 (cadetes) em masculinos e femininos. A Associação de Basquetebol do Porto, conseguiu um feito inédito de estar presente nas 4 finais, ganhando as duas no sector masculino (65-53 a Lisboa em iniciados e 65-57 a Setúbal em Cadetes), enquanto no feminino, se perderam as finais para Aveiro (37-30 em cadetes e 72-45 em iniciadas). Alberto Babo, ex-técnico do FC Porto, esteve presente como director de uma das equipas da A.B. Porto (sub-16 masculinos).

Um abraço do Lucho.

# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal

Petição "Eduardo Filipe - Mais um ano"


Sérgio Gomes, adepto, sócio e fiel seguidor dos jogos da equipa de andebol do FC Porto teve a ideia. Com os apoios do Blog "BiBó PoRtO, carago!!" e do Portal dos Dragões, surgiu uma iniciativa que se pretende que tenha impacto junto dos adeptos do FC Porto, e que respondam em peso à petição que visa convencer o Eduardo Filipe em prolongar a sua carreira por mais um ano.


Eduardo Filipe Coelho, natural do Porto, nasceu a 15 de Maio de 1974, contando nesta altura com 34 anos e mais de 25 anos dedicados ao andebol, passando por clubes como o Colégio de Carvalhos, Boavista, ABC, Santander, Algeciras e claro está o nosso Futebol Clube do Porto, onde tornou-se uma referência quer dentro e fora dos pavilhões, sendo um verdadeiro exemplo a seguir e facilmente passou a ser uma referência do nosso clube e não nos esquecemos que nas grandes conquistas do clube, o Eduardo esteve presente e foi fundamental para esses títulos, sendo um dos jogadores em maior destaque seja como lateral esquerdo e até como central, dando sempre o seu máximo em prol do FC Porto, clube que o próprio identifica como o seu clube desde sempre.

Este é um pedido feito por todos aqueles que sofrem e vibram com o FC Porto e esperemos que seja considerado pelo Eduardo, uma vez que este pedido é feito em virtude das suas qualidades enquanto jogador e por tudo o que representa para nós enquanto amantes do andebol:

Caro Eduardo Filipe, como todos nós sabemos o seu regresso ao FC Porto e a Portugal deveu-se sobretudo a poder conciliar as duas vertentes que mais gosta, isto é, o andebol e a medicina e na altura assinou um contrato válido por duas temporadas, estando em final de contrato e ao que parece poderá equacionar o abandono da modalidade, algo que deu a entender na sua apresentação na temporada passada.

Esperemos que caso pretenda abandonar a carreira, reconsidere essa hipótese de continuar no mínimo mais uma temporada de azul e branco e assim continuar a dar cartas nos pavilhões, onde continua a evidenciar uma excelente condição física e acima de tudo é um jogador muito importante na equipa, fazendo claramente a diferença nos momentos cruciais de um encontro, através daqueles remates em suspensão ou apoio na linha de 9 metros, onde por norma o destino é sempre o mesmo, ou seja, o golo!

Por tudo o que o Eduardo Filipe representa para nós e para o clube, entendemos fazer este pedido para que não abandone o andebol e que sirva para reconsiderar, mas seja qual for a decisão vamos estar do seu lado e jamais vamos esquecer tudo o que fez pelo FC Porto e pelo andebol português.

Este é um pedido feito por adeptos, simpatizantes e sócios do FC Porto e que muito apreciam o andebol e o Eduardo Filipe.

Parceiros associados na petição:
Blog "BiBó PoRtO, carago!!" - http://bibo-porto-carago.blogspot.com
Portal dos Dragões - http://www.fcporto.ws
Fórum do Portal dos Dragões - http://www.fcporto.ws/Forum


Prazos para assinaturas e entrega da petição ao Eduardo Filipe:
No dia 18 de Abril, por ocasião do FC Porto-SC Horta, a contar para os 1/4 de final do play-off, será feita a primeira entrega de assinaturas, da responsabilidade de Sérgio Gomes e do Blog "BiBó PoRtO, carago!!"
No dia 1 de Maio, por ocasião do Belenenses-FC Porto, a contar para a Taça de Portugal, será feita a segunda entrega de assinaturas, da responsabilidade do Portal dos Dragões.