13 janeiro, 2011

É a verdade desportiva (do 5LB) a carburar...

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    Jardel certo na Luz
    Por João José Pedro, aBola.pt

    O defesa central Jardel é o novo reforço do Benfica. O jogador brasileiro do Olhanense, de 24 anos, prepara-se para assinar pelas águias.

    O acordo entre os encarnados e os algarvios ficou fechado esta manhã, no dia em que os dois emblemas se defrontam, na Luz (18.45 horas), para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

    Com 1,92 metros, Jardel chegou a Portugal na temporada passada para representar o Estoril. O brasileiro transferiu-se para o Olhanense e deu nas vistas na primeira volta da Liga. O SC Braga e o Estugarda foram alguns dos clubes interessados no defesa central, mas Jardel vai mudar-se para o Benfica.

    15:11 - 12-01-2011


Ora cá está um exemplo riquíssimo daquilo que LF(O)relhas do 5LB apelida de verdade desportiva!

Dia de jogo do 5LB com o Olhanense, dia escolhido para o seu orgão de informação privilegiada divulgar a contratação do defesa central... da equipa adversária.

Imaginem se fosse um determinado clube, a "untar" a tesouraria do Olhanense, umas horas antes do jogo entre ambos...

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

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Imaginemos que um líder partidário organizava uma reunião com vários militantes e dois dos mais importantes jornalistas dum dos maiores órgãos de comunicação do país.

Na agenda, como ponto principal, estaria a discussão duma táctica que tivesse como objectivo minar a credibilidade dum adversário político.

Por incúria ou simplesmente por consciência de impunidade, passadas umas horas, toda a gente sabia desse encontro e das medidas que foram combinadas.

Ficaríamos a saber que os comentadores políticos presentes não tinham qualquer margem de independência e apenas seriam veículos de transmissão da vontade do tal líder, que os jornalistas tinham desistido das regras mais básicas de isenção e de cumprir o seu estatuto profissional tornando o seu órgão de comunicação numa espécie de órgão oficial do partido.

Como não quero insultar a inteligência de quem me lê, não vou descrever exaustivamente o escândalo que esta situação criaria. No entanto, há alguns pontos que quero salientar.

Primeiro, o reconhecimento da incapacidade dum partido em actuar duma forma limpa na luta política. A assumpção de que as suas propostas, os seus valores, as suas personalidades não seriam suficientes para convencer os portugueses da bondade dos seus objectivos, e assim sendo recorriam àquilo a que todos chamamos uma guerra suja.

Em segundo lugar, que utilizariam, para essa campanha, órgãos de comunicação que se encarregariam de promover toda a espécie de mentiras, vilanias e intrigas para que esse partido ganhasse. Estes media prescindiam assim de qualquer tipo de independência, construiriam um novo pacto com o consumidor explicando de forma explícita ou implícita que tudo o que ouvissem, vissem ou lessem estava sujeito à estratégia desse partido.

Repito, a coisa levantaria um grande escândalo, mas, no entanto, teria algumas vantagens: ficava absolutamente claro o papel de cada um dos intervenientes.

Assim, de repente, estou-me a lembrar duma coisa parecida no futebol. Só que no futebol ninguém fica surpreendido. Já todos sabemos, e há muito tempo, quem é quem. O que pode espantar é o descaramento. Mas é sempre a mesma coisa: o desespero leva à insânia.

Atingir as «meias» em défice exibicional... e de finalização

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assistência: 15.512 espectadores.

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa), Assistentes: Ricardo Fernandes e Hernâni Fernandes; 4º árbitro: Quitério Almeida

FC PORTO: Keszek; Sapunaru, Rolando, Maicon e Rafa; Fernando, Belluschi e Rúben Micael; Mariano «cap.», Hulk e James.
Substituições: Rúben Micael por Guarín (46m), Mariano por Varela (54m) e James por Walter (80m).
Não utilizados: Helton, Fucile, Souza e Otamendi.
Treinador: André Villas-Boas.

PINHALNOVENSE: Pedro Alves; Diogo Figueiras, Tomaz, Dorival e Pedro Caipiro; Semedo e Mustafá «cap.»; Pedro Alves II, Miguel Soares e Quinaz; Miran.
Substituições: Miguel Soares por João Peixoto (84m), Quinaz por Pedro Dionísio (89m).
Não utilizados: Renato Mata, Hugo Costa, Hélder Monteiro, Jorge Peixoto e Adul Baldé.
Treinador: Paulo Fonseca.

Marcadores: Hulk (78m e 90m).

Disciplina: cartão amarelo a Miran (63m), Miguel Soares (73m) e Pedro Alves (77m).

O FC Porto viu-se aflito para eliminar o Pinhalnovense, da II Divisão, marcando o primeiro golo apenas ao minuto 77, em jogo dos quartos de final, no Estádio do Dragão, perante 15 mil adeptos. O segundo, também do avançado brasileiro, chegou depois dos 90 minutos.

O FC Porto contou com vários titulares habituais em campo, como Rolando, Maicon, Belluschi, Fernando e Hulk, mas mesmo assim teve dificuldades em estrear a bola dentro da baliza do Pinhalnovense, equipa da II Divisão que chegou ao Dragão depois de ter eliminado o Leixões.

Durante a primeira parte, a equipa de André Villas-Boas até desenhou bons lances de jogo, algumas pintadas de grande técnica individual, mas no momento de “matar” o lance os homens de azul e branco não foram bem sucedidos.

A formação de Pinhal Novo defendeu como pôde mas as deficiências na construção do jogo a partir do meio-campo fizeram-se notar.

De todos as jogadas de grande perigo dos Dragões durante o primeiro tempo, destacaram-se os remates de Mariano ao minuto 13 e outro de Rúben Micael ao minuto 30.

Mas a grande oportunidade deu-se ao minuto 37, quando Fernando, isolado perante o guarda-redes Pedro Alves, enviou a bola para a bancada norte do Estádio do Dragão.

O árbitro Hugo Miguel apitou para o intervalo, as equipas saíram do relvado, e os ecrãs gigantes mostravam um 0-0.

Na segunda parte, a formação orientada por Paulo Fonseca optou pela estratégia do “autocarro à frente da baliza” guardada por Pedro Alves.

No segundo tempo, o FC Porto carregava, e carregava, mas não conseguiam derrubar a muralha pinhalnovense. Valeu ainda a intervenção de Kieszek ao minuto 70, evitando um cenário pior para os portistas.

O primeiro golo do encontro aconteceu ao minuto 77, já com os adeptos azuis em brancos à beira de um ataque de nervos, com Hulk a enviar uma bomba de fora da área, sem hipótese para Pedro Alves, que teve muito bem esta noite.

Já com o jogo mais aberto, o FC Porto conseguiu aumentar a vantagem quando passava um minuto dos 90, com Hulk a rematar em jeito, à entrada da área, para o fundo da baliza.

Com esta vitória (sofrida), os detentores do troféu são a primeira equipa a marcar presença nas meias-finais da Taça de Portugal.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Procurámos sempre o golo, umas vezes com mais critério, outras com menos, mas fomos sempre atrás dele. Encontrámos uma equipa organizada e motivada, que levou o encontro até ao fim. Com um pouco mais de dinâmica, poderíamos ter resolvido o jogo mais cedo. Estou satisfeito por termos criado muitas oportunidades, aparecemos em frente à baliza um número de vezes suficiente para resolver mais cedo. Não é que não o tenhamos procurado fazer, mas falhámos na finalização. É verdade que tentámos mais a finalização de meia distância do que dentro da área. Temos de estar satisfeitos com o rendimento da equipa. O FC Porto tem um percurso forte até este momento. De vez em quando, choca com exibições menos conseguidas, como foi o caso. Porém, temos um percurso para valorizar. Independentemente do adversário, estamos nas meias-finais da Taça e temos um percurso excelente no campeonato. Na Taça da Liga, as coisas estão comprometidas, mas não são impossíveis. Estamos orgulhosos com o nosso trajecto. São dinâmicas diferentes, já que o Hulk, o Walter e o Falcao são jogadores diferentes. A mudança requer criar novos hábitos, enquadramentos e relações com os companheiros. Com o Marítimo correu melhor, pelo menos uma análise ‘a posteriori’ assim o dita. Hoje poderíamos dizer que correu pior, mas o Hulk marcou dois golos. Ele oferece outro tipo de variabilidade. A IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística de Futebol) não o define, apenas constata. Os resultados é que levaram o FC Porto a essa atribuição. É algo que se conquista e o FC Porto conseguiu-o com mérito total. Tivemos um Dezembro bom, fizemos um percurso imaculado até agora e queremos continuar no mesmo nível nos próximos cinco meses, em que se definem os títulos. Queremos acrescentar troféus ao nosso trajecto.»

Hulk: «Vitória minha? Não, foi uma vitória de toda a equipa que trabalhou muito. Tivemos dificuldades dado que não conseguimos aproveitar as muitas oportunidades. Faltou alguma concentração na hora de finalizar. Sabíamos que este jogo valia a presença numa meia-final. O Pinhalnovense, apesar de ser de uma divisão inferior, mostrou ser uma boa equipa. Com determinação conseguimos vencer e esperamos chegar novamente à final.».

Eleição BiBó Melhor Jogador 2010/11, carago! - ronda 29

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A vitória por 4 a 1 frente ao MARÍTIMO contou com golos de Guarin (2), Hulk e James. Todos estes jogadores encontram-se na lista dos melhores em campo, na lista que aqui se segue:

1º - Guarin (dois golos e uma exibição de encher o olho por parte deste "tanque" de guerra).
2º - Moutinho (a acompanhar Guarin no meio campo, sempre com um nível elevado).
3º - James (mais um golo para o novo menino prodígio e uma bela exibição).
4º - Hulk (o incrível voltou a marcar e a jogar bem em mais um jogo do campeonato).
5º - Otamendi (cada vez mais a mostrar que vale bem os 4 milhões gastos na sua transferência).

Para a Taça recebemos e vencemos o PINHALNOVENSE por 2 a 0. Os golos foram apontados já na segunda parte e foram ambos de Hulk. Para melhores em campo podem votar em:
    "Kieszek, Rafa, Rolando, Maicon, Sapunaru, Fernando, Belluschi, Ruben Micael, James, Mariano, Hulk, Guarin, Varela e Walter".
Um abraço e boas votações,
Tiago Teixeira

Faz hoje 23 anos...

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Ajax 0-1 FC Porto
Supertaça Europeia 1987 [1ª mão]
24 de Novembro de 1987

Estádio De Meer, em Amsterdão (Holanda)


árbitro: Robert Valentine (Escócia)

Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter, Witschge; Van't Schip, Bergkamp, Wouters; Bosman, Muhren e Dick.
jogaram ainda: Wouters por De Boer, Muhren por Richard Witschge.
treinador: Barry Hullshof.

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Inácio, Geraldão, Lima Pereira; Frasco, Jaime Magalhães, Rui Barros; Gomes, Sousa e André.
jogaram ainda: Frasco por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

marcadores: 0-1, Rui Barros (5m).

FC Porto 1-0 Ajax
Supertaça Europeia 1987 [2ª mão]
13 de Janeiro de 1988

Estádio das Antas, no Porto


árbitro: Lucien Van Nuffel (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Jaime Magalhães, Rui Barros; Sousa, André e Gomes.
jogaram ainda: Bandeirinha por Semedo, Gomes por Jorge Plácido.
treinador: Tomislav Ivic.

Ajax: Menzo; Blind, Larsson, Wouters, Hesp; Van't Schip, Muhren, Winter; Bergkamp, Bosman e Witschge.
jogaram ainda: Bergkamp por Meijer, Rob Witschge por Roy.
treinador: Barry Hullshof.

marcadores: 0-1, Sousa (70m).

Por esta altura, já o FC Porto tinha ganho a Taça dos Campeões e também a Taça Intercontinental, que lhe atribuía automáticamente o título justíssimo de Campeão Mundial de Clubes. Faltava a Supertaça Europeia para completar um ciclo de grandes conquistas internacionais! E os Dragões não falharam, conseguindo um feito único até hoje na história do futebol português! Aliás, ainda hoje, contam-se pelos dedos de uma mão os clubes Europeus que conseguiram esta "tripla".

Só de olhar para o palmarés actual, qualquer adversário fica com medo dos portistas, mas houve uma altura em que não era assim. Como em 1988, quando a equipa treinada por Ivic venceu por duas vezes o Ajax (detentores da Taça das Taças).

O frio que fazia no dia 13 de Janeiro de 1988 na cidade do Porto não devia ser muito diferente daquele que hoje se sente. Afinal, em 20 anos nem tanta coisa mudou nas condições meteorológicas. Mas esse dia foi diferente para os adeptos portistas, que acordaram com a expectativa de aumentarem o palmarés do clube. Quando a noite caiu, o FC Porto tinha ganho a primeira, e única, Supertaça Europeia da sua história. Um feito marcante, que hoje comemora o 23º aniversário.

Depois de ter espantado a Europa ao vencer o Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões Europeus, em Viena, o FC Porto foi jogar com o Ajax, a Amesterdão, para a primeira mão da Supertaça Europeia, realizada em 24 de Novembro de 1987. Rui Barros marcou um golo aos cinco minutos e o resultado não se alterou mais.

"Não havia favoritos, mas fizemos um jogo especial na Holanda e vencemos. O Ajax, que era uma potência mundial, pressionou-nos bastante, pelo que optámos pelo contra-ataque, aproveitando a velocidade do Rui Barros", conta Jaime Magalhães, extremo-direito que actuou nas duas partidas.

Antes da segunda mão, o FC Porto teve tempo de ir a Tóquio vencer a Taça Intercontinental, como recorda Fernando Gomes. "Estávamos na senda dos êxitos. Em Amesterdão fizemos um jogo extraordinário e um golo até foi escasso para o que jogámos".

A explicação tem-na Jaime Magalhães. "Falhei um golo que até a minha filha marcava. Inclinei o corpo para trás e a bola subiu muito".

No Porto, no tal dia 13 de Janeiro de 1988, os holandeses foram despachados com o mesmo resultado de Amesterdão, desta vez com um golo de Sousa, aos 70 minutos, e o troféu ficou nas Antas. "Estava a chover e o relvado ficou todo empapado. Tínhamos uma equipa boa, mas acima de tudo tínhamos jogadores que queriam fazer história. Era uma equipa forte e solidária", lembra Fernando Gomes.

Após o jogo houve festa no balneário e nas ruas. "É verdade que a festa não foi tão grande como quando vencemos em Viena, mas foi uma celebração bonita", recorda Jaime Magalhães.

Tribunal d'O JOGO - taça Portugal 2010/11, 1/4 final

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Tribunal O JOGO: FC Porto 2-0 CD Pinhalnovense
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa) / Assistentes: Ricardo Fernandes e Hernâni Fernandes.


Penálti por marcar

Uma falta na área de Quinaz sobre James, aos 35', foi ignorada por Hugo Miguel, que voltaria a errar na segunda parte quando não viu Hulk ser agarrado, aos 64'. À medida que o nervosismo se acentuava, com o empate a zero, aumentaram as dificuldades para controlar o jogo, ainda que, no único crédito positivo que lhe deve ser dado, nunca tenha perdido o controlo disciplinar.



fonte: ojogo.pt

12 janeiro, 2011

A galinha que cantava de Dragão

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Para começar uma nota do Tône.
Uma que ele leu no jornal.
Era uma notícia que passou a ser uma história (favor não rir).
E por falar em histórias vai a da semana.
Em Português. Com ou sem o tal de acordo ortográfico e sem qualquer desculpa inicial de ser em Português.

Era uma vez uma galinha que tinha a mania de cantar de Dragão.
Este, indignado, lançou-lhe um repto.
- 'Com que então andas armada em Dragão! Assim sendo daqui para a frente passas a ganhar sempre o campeonato!'
Óbvio que a galinha fugiu à responsabilidade. Que não tinha estofo para tal, não tinha plantel e que mais aquilo e mais isto.
- 'Então deixas de cantar de Dragão!', ordenou o Dragão.
A galinha anuiu mas esqueceu-se logo na primeira oportunidade e lá cantou, novamente, de Dragão.
- 'Brincamos com a tropa, não? E então o combinado?', inquiriu, chateado, o Dragão.
A galinha lá se desculpou, tinha-se esquecido e tal e até andava em maré de bons resultados.
Jurou que não voltaria.

Mas... voltou!
E tantas foram as vezes que soou a desafio.
Não era, pois a galinha era brincalhona. Gostava de fazer imitações.
Mas o Dragão não gostava muito de brincadeiras e afrontou a galinha.
- 'A partir de hoje tu ganhas sempre o campeonato e eu começo a ficar sempre em segundo!'

Correu a notícia. O Dragão iria ficar em segundo.
Vieram os média de todo o Pais e arredores.
Os da bola, do record, do correio da manha, da sic, da tvi, da rtp.
Todos à espera de tal fenómeno.
- 'Ora bolas!', disse o Dragão.
- 'Com toda esta gente à minha volta, não consigo.'
Tentou colocá-los a uma distância segura mas não conseguiu.
Era tal a curiosidade que ninguém queria perder o momento.
- 'Desisto!!!', gritou o Dragão - 'Isto de ficar em segundo e, ainda por cima, com todos estes papalvos à minha volta, não é para mim!'
Conclusão ajuizada, diria o Rato.
- 'Ganhas tu sempre o campeonato.', disse então o Dragão para a galinha que, às vezes, cantava de Dragão.
A galinha lá tentou, tentou e tentou mas não conseguiu.
Para disfarçar lá tentou cantar, uma vez mais, de Dragão mas, desta, tb. não conseguiu.
Só lhe saiu um campeonato, um cacarejo tímido mas prontamente apelidado de melodioso pelos papalvos do costume.

A galinha, enfurecida, corou.
Corou até à crista e não voltou a cantar de Dragão.
Bem, não é bem assim.
De quando em vez lá esganiça a voz para tentar cantar de Dragão.
Mas só consegue contentar os papalvos do costume.

Dragão ou Morcão?? Paulo Assunção.

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Paulo Assunção

Data de nascimento: 25-01-1980 (30 anos)
Posição: Médio.
Clube anterior ao FC Porto: AEK Atenas.
Clube posterior ao FC Porto: At. Madrid.
Clube actual: At. Madrid.

Épocas no FC Porto: 4 (2004/05,05/06, 06/07, 07/08)
Campeonatos ganhos no FC Porto: 3

Pontos de exclamação: Era um médio de garra, muito útil na missão defensiva, pouco aventureiro no ataque pois os pezinhos também não ajudavam! Foi uma peça-chave da equipa nos anos que por cá passou. Daqueles jogadores sóbrios mas eficazes, de quem Jesualdo não abdicava.

Reticências: Tudo muito bonito e tal e coisa, mas o certo é que se transformou num pesetero, bem ao estilo de outros que conhecemos por aí! Começou por pedir um ordenado exorbitante para renovar contrato, tal como a direcção pretendia, depois descobriu-se-lhe a careca quando se começou a falar da famigerada Lei Webster, que permite a um jogador rescindir contrato unilateralmente após três anos num clube, para representar um clube estrangeiro, tendo de indemnizar o clube pelo valor dos vencimentos que teria direito a receber por mais um ano que tinha de contrato. Foi o que fez Paulo Pesetero Assunção, utilizou a lei e rescindiu contrato. Voilá!

Alguns jogadores importantes com quem jogou: Vitor Baía, Jorge Costa, Lucho González, Lisandro López, Quaresma.

Foi uma esmagadora maioria aquela que elegeu Léo Lima como Morcão. Nada mais nada menos que 96 dos nossos 107 participantes! Contra "cliques" não há argumentos não é verdade?! Bom, também houve gente indecisa, cerca de 9 alminhas azuis que optaram por "Nem Dragão, nem Morcão, há um senão". Argumentos para tal decisão? Pois, não encontro, e também não houve quem se justificasse na caixinha de comentários. Fica a dúvida. Mas então que dizer dos 2 cliques em "Dragão"? Seria caso para parafrasear o Fernando Pessa, e esta hein? Já sabem, Bibó Porto escolheu, está escolhido!


Na próxima semana, será o "joker" de Mourinho que estará sob escrutínio. O joker? Quem?

Saudações e bons votos,
Dragon Soul


«Temos de estar muito alerta»

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O FC Porto persegue um objectivo inédito na história da Taça de Portugal: vencer a competição pela terceira vez consecutiva. Essa é mais uma razão para os Dragões não facilitarem na recepção ao Pinhalnovense (quarta-feira, 20h45), um adversário que se vai apresentar extremamente motivado, como sublinhou André Villas-Boas, em conferência de imprensa.

Tudo em aberto
«Tudo pode acontecer num jogo. Qualquer convocatória dá-nos máximas garantias de sucesso. Se o FC Porto se apresentar ao nível habitual, podemos chegar à meia-final da Taça. O FC Porto também se pode mostrar no seu nível habitual e sofrer um golo em três ou quatro lances de ataque do Pinhalnovense, que, motivado, pode aguentar a vantagem. O FC Porto tanto pode ser eliminado em casa, passar com grande espectáculo ou passar com grande dificuldade.»

A importância da Taça
«Esta é uma competição importante para nós, já que nunca foi ganha pelo mesmo clube três vezes consecutivas. Interessa-nos em absoluto fazer história esta época, esta é uma competição que não queremos deixar fugir. Teremos focalização máxima no objectivo de passar esta fase e seguir para as meias-finais.»

Adversário moralizado
«Esperamos e queremos acreditar que vamos encontrar um adversário extremamente motivado, que neste fim-de-semana obteve uma vitória importante sobre uma equipa que desceu da Liga de Honra. É uma formação que quer entrar na Liga de Honra e que tem um treinador ambicioso. Apesar das limitações em termos de qualidade individual, vai estar num patamar altíssimo de motivação e para nós isso tem um valor extremo. Temos de estar muito alerta.»

Análise ao Pinhalnovense
«Tem uma experiência variada em termos de jogadores, tendo no plantel alguns que passaram pela Liga de Honra e mesmo pela Primeira Liga. Possuem um ponta de lança poderoso, que gosta de deixar jogo nos médios, enquanto cria espaço para os extremos, muito rápidos, jovens e com qualidade técnica. Têm um lateral direito agressivo na profundidade e perdem o lateral esquerdo habitual por lesão. Na globalidade, é uma equipa bem organizada, com uma ideia de jogo que me agrada. Tiveram o sorteio que desejavam. Todos estes factores, aliados a esse factor de motivação, tornam este jogo importante para nós.»

Nível exibicional alto
«O FC Porto tem-se mantido dentro do objectivo delineado: conquistar a vitória em cada jogo. Temos pena de termos falhado em Guimarães e em Alvalade, porque poderíamos estar na liderança da Liga com uma margem ainda mais confortável. Resta muito campeonato pela frente, sendo que Janeiro e Fevereiro são muito complicados em termos de calendário, e o inesperado pode acontecer se não formos capazes de manter este nível exibicional. Do jogo com o Marítimo ficou o prazer enorme de termos sido capazes de mostrar um nível elevadíssimo durante 90 minutos, num jogo com forte impacto emocional. Volto a dizer o que disse em conferência de imprensa: em termos de princípios de jogo, o que fizemos foi fantástico, foi um dos jogos mais bem conseguidos em termos de regularidade. É bom chegar ao fim da primeira volta com este tipo de margem, mas não podemos permitir-nos a claudicar, porque o adversário está forte, perto e motivado. Estamos alerta e concentrados no objectivo.»

Janeiro tranquilo
«O único reajustamento que prevemos fazer em Janeiro tem a ver com o Castro, que deve ser cedido ao Sporting de Gijón. Neste momento, não estamos a perspectivar qualquer entrada. O Castro sai sem direito de opção do Gijón, porque temos todo o interesse em que ele regresse a esta casa.»

O prémio de Mourinho
«Foi para mim um privilégio enorme ter feito parte de uma equipa técnica como aquela e ter ajudado a conquistar alguns dos títulos que Mourinho conquistou. A singularidade e a exclusividade do prémio reflectem aquilo que é a carreira de José Mourinho. Com ele, deixa de haver limites. Tudo o que é delineado como objectivo é imediatamente alcançado e abraçado. Estamos perante uma carreira inédita, que não tem comparação na história nem terá no futuro. Como vos tenho dito uma série de vezes, o José Mourinho vai tornar-se o melhor treinador de todos os tempos, sem sombra de dúvida. A transcendência do que atinge é algo fora do normal.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Pawel Kieszek.
Defesas: Sapunaru, Fucile, Maicon, Rolando, Otamendi e Emidio Rafael.
Médios: Guarin, Belluschi, Souza, Fernando e Ruben Micael.
Avançados: Mariano Gonzalez, Hulk, Varela, Walter e James Rodriguez.

11 janeiro, 2011

Vitória na fase regular está quase "encestada"...

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Duas vitórias saborosas e muito importantes alcançadas este sábado pelas nossas equipas de basquetebol e hóquei em patins.

A vitória no Funchal do nosso basquetebol foi muito suada, mas também é neste tipo de jogos que se vê a fibra e a coragem da equipa. Além desses importantes 2 pontos, o FC Porto saiu beneficiado pela derrota surpreendente dos vermelhos em Ílhavo, o que aumentou a nossa vantagem na fase regular do campeonato (1º lugar) para duas vitórias de diferença (situação muito vantajosa para as nossas cores quando estamos a meio dessa fase). Ganhar a fase regular é de uma importância extrema para se iniciar o play-off com uma segurança e uma confiança superiores à da temporada anterior... isto, numa semana em que o nosso antigo jogador, Paulo Cunha (agora no V.Guimarães), foi absolutamente decisivo na eliminação (71-76) desses mesmos vermelhos em jogo dos oitavos de final da taça de Portugal, em pleno pavilhão da Luz.

No próximo fim-de-semana, é altura de se jogar a fase final da Taça Hugo dos Santos (antiga taça da liga de basquetebol), com o FC Porto a defrontar Guimarães, Académica e Benfica (4 primeiros da 1ª volta da fase regular). É, portanto, altura de se decidir o 3º troféu oficial da época do basquetebol 2010/11 (a supertaça foi para a Luz, o Troféu António Pratas veio para as Antas).

Relativamente ao hóquei em patins, o FC Porto venceu no pavilhão sempre difícil da Física de Torres Vedras por números folgados, e continua na perseguição do actual líder. Dois pontos separam o Porto da liderança quando estamos a duas jornadas do fim da 1ª volta de um campeonato que ainda tem muitas histórias por contar.



ANDEBOL

FC Porto espera pelos seus jogadores da selecção rumo à Supertaça...
( 1º FC PORTO-44 pts e 16 jgs; 2º ABC Braga-42 pts e 16 jgs; 3º Sporting-39 pts e 16 jgs...)

No andebol, os clubes estão ainda sem competição, esperando pela fase final da supertaça (em Portimão) que se inicia a 19 de Janeiro (na próxima terça feira farei a antevisão da prova que para nós começa com um Sporting/Porto). Entretanto, a Selecção Nacional tem aproveitado para fazer uns jogos particulares, com muitos jogadores do FC Porto, sendo que o nosso Tiago Rocha (na foto) tem sido, quase sempre, o jogador mais em destaque nesses encontros disputados, salientando-se a vitória em casa da Rep.Checa (27-31).



BASQUETEBOL

FC Porto vence no Funchal e aumenta vantagem sobre o Benfica...
(1º FC PORTO-21 pts e 11 jgs; 2º Benfica-19 pts e 11 jgs; 3º Ac.Coimbra-18 pts e 11 jgs...)

  • CAB Madeira 65-69 FC Porto
Vitória muito sofrida dos Dragões no Funchal (65-69), onde o nosso antigo jogador Gentry nos fez “vida negra”. O Porto ganhava por 11 ao intervalo, mas no 3º período, houve algum desacerto e o CAB Madeira encostou no marcador (53-54). No último quarto de jogo, o Porto esteve a perder, mas um triplo de Ogirri empatou o jogo a 62 pontos, e nos últimos instantes, os Dragões não tremeram da linha de lance livre e souberam defender com acerto uma vitória fundamental para o objectivo de vencer a fase regular (agora até com mais avanço após a derrota do Benfica perante o Iliabum por 63-62). Neste jogo no Funchal, o melhor do Porto foi Terrell com 16 pontos e 10 ressaltos, logo seguido por Ogirri e Stempin (engripado) com 12 pontos cada um, sem esquecer os 10 pontos anotados quer por Miguel Miranda, quer por Carlos Andrade (na foto), numa partida onde José Costa, lesionado, não foi utilizado.

No próximo fim-de-semana, os 4 primeiros da classificação, FC Porto, Benfica, Académica e Guimarães, jogam a fase final da taça Hugo Santos no Sabugal, Distrito da Guarda. O FC Porto estreia-se na competição frente ao Guimarães (sexta dia 14 pelas 19 horas), jogando depois sábado (16 ou 18h) e domingo (14 ou 16h) com as outras duas equipas. Esta taça foi criada para substituir a taça da liga e foi ganha no ano passado pelo Porto que bateu na final a Ovarense em Lagoa por 74-53 (1º título de Moncho Lopez no nosso clube).



HÓQUEI EM PATINS

FC Porto continua firme na perseguição ao actual líder da prova...
( 1º Benfica-36 pts e 13 jgs; 2º FC PORTO- 34 pts e 13 jgs; 3º Oliveirense-32 pts e 13 jgs...)

  • Física 1-6 FC Porto
A nossa equipa de hóquei em patins vingou a derrota na taça ocorrida em Torres Vedras na época anterior, e manteve-se na luta pelo decacampeonato, quando estamos a 2 jogos de se atingir o final da 1ª metade do campeonato. Os Dragões venceram por números esclarecedores (1-6), com Pedro Gil a inaugurar o marcador logo aos 4 minutos. Em 2 minutos, entre o 15º e o 16º, o FC Porto decidiu o jogo com 3 golos consecutivos (Filipe Santos, Reinaldo Ventura e Emanuel Garcia). Na 2ª parte, a Física ainda reduziu (1-4), mas Pedro Gil e Emanuel Garcia (na foto) bisaram e fecharam as contas deste jogo que se previa mais complicado do que na realidade foi. Uma vitória que deixa vários indicadores positivos quanto à recuperação física e psicológica que os eneacampeões estavam a necessitar.

No sábado, lá estarei no sector 4 do dragãozinho (18h) no apoio à nossa equipa frente ao Barcelos. É preciso continuar na senda das vitórias e das boas exibições, até porque o líder (2 pontos mais que o Porto) recebe um débil Cambra e não será ainda desta que o alcançaremos. Na última jornada da 1ª volta (dia 26), vamos à Oliveirense, enquanto os vermelhos se deslocarão a Porto Santo e aí sim poderão haver mexidas na tabela.



DRAGÃO DE OURO DA SEMANA

JULIAN TERRELL (BASQUETEBOL)

Para Dragão da semana, poderia escolher os hoquistas Pedro Gil e Emanuel Garcia que bisaram em Torres Vedras, mas inclino-me mais para Julian Terrell pela dificuldade da vitória alcançada pelos nossos basquetebolistas no Funchal. Carlos Andrade, Miguel Miranda, Ogirri e Stempin apresentaram bons números, mas foi Julian Terrell (o nosso camisola 5) quem mais se destacou na nossa equipa. O poste Norte-Americano apontou 16 pontos e conquistou 10 ressaltos (duplo-duplo) em mais uma bela exibição ao serviço do clube azul e branco.



Saudações Portistas,
Lucho.

formação: resultados e classificações

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FUTEBOL
  • COMPETIÇÕES NACIONAIS
LEIXÕES 1-1 FC PORTO

Campeonato Nacional de Juniores - Zona Norte - 19ª jornada
Local: Complexo Desportivo Leça do Balio

Equipa de Arbitragem: Filipe Reis - Porto

LEIXÕES SC: José Chastre; Tiago Andrade; Diogo Costa; João Paulo (Nélson Sampaio, 24'); César Oliveira; Dias; Jorge Ferreira (Hugo Guedes, 84'); Danilo Almeida; João Beirão; Joel Silva (Voluntário, 69') e Luís Silva (Capitão)
Treinador: Sérgio Ribeiro.

FC PORTO: Tiago Maia; David Bruno; Romário; Hugo Sousa; Tiago Ferreira; Paulo Jorge (Bacar Baldé, 86'); Fábio Martins (Rafael Diniz, 65'); Eduardo Silva; Pipo; Tozé e Christian Atsu (Fábio Nunes, 81').
Treinador: Rui Gomes.

Resultado ao intervalo: 0-0.

Marcadores: Rafael Diniz (75 min.) e João Beirão (76 min.).


SÃO ROMÃO 1-9 FC PORTO

Campeonato Nacional de Juvenis - Série B - 22ª Jornada
Local: Estádio Nossa Senhora da Conceição - Seia

Árbitro: Ângelo Correia - Castelo Branco

AD SÃO ROMÃO: Rui Pedro; João Carlos (Pinto, 65 min.), Feijão, João Pedro e Leandro (Rui, 41); Paulo, Mauro (Carlos, 41) e Samuel; César, Pedro e Rui.
Treinador: David Oliveira.

FC PORTO: Aldo Monteiro 'Kadú'; Jorge Pereira (Hugo Baldaia, 54 min.), Gerson Sousa, João Paulo e Luís Rafael Alves (Diogo Mota, int.); Tomás Podstawski, Fredéric Maciel (Pedro Tavares, 54 min.) e Christian Afonso 'Kiki'; Francisco Costa, Rui Cardoso e Ricardinho Costa 'Ricardinho'.
Treinador: Nuno Capucho.

Resultado ao intervalo: 0-5.

Marcadores: César (78 min.); João Paulo (3 min.), Christian Afonso 'Kiki' (18 min.), Ricardo Costa 'Ricardinho' (24 min.), Rui Cardoso (28 min.), Fredéric (40 e 42 min.), Francisco Costa (61 e 76 mins.), Tomás Podstawski (67 min.)

FC PORTO 4-0 CANDAL

Campeonato Nacional de Iniciados - Série B - 17ª Jornada
Local: Centro de treino do Olival - Gaia.

Árbitro: Pedro Oliveira - Aveiro

FC PORTO: Filipe Ferreira; Joel, André Gomes (Bruno Duarte, int.), João Cunha e Raúl Tavares (Tiago Garcia, 52 min.); Luís Peixoto (Tomás Gomes, int.), Cléver França (Emanuel Davide, 57 min.) e Rui Moreira; Rúben Macedo, Sérgio Cardoso (Tomás Mota, int.) e Fábio Miranda.
Treinador: José Tavares.

CD CANDAL: Chaves; Moita, Sérgio, João e Gil; Vilar (Tiago, int), Raposo (Santana, 65), Toy (Cristiano, 67) e Chico; Henrique (Flávio, 30) e Pedro Azevedo.
Treinador: Manuel Costa.

Resultado ao intervalo: 2-0.

Marcadores: Fábio Miranda (18 min.), Rui Moreira (30 min.) e Tiago Garcia (67 e 70 mins.).
  • COMPETIÇÕES DISTRITAIS


ANDEBOL



BASQUETEBOL



Um abraço e até para a semana
PedroPorto

10 janeiro, 2011

Esmagador!

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Terminada a 1ª volta da Liga Zon-Sagres, o balanço é esmagador e não deixa dúvidas a qualquer pessoa minimamente normal: o FC Porto foi muito, muito superior a todos os seus adversários; exibiu o melhor e mais eficaz futebol, sendo o melhor ataque (36 golos) e a melhor defesa (6 golos sofridos); bateu claramente o seu adversário mais directo com um resultado esmagador de 5-0, além de que apenas empatou 2 vezes, em Alvalade com um golo do Sporting em fora-de-jogo (o fora-de-jogo é o único lance do futebol factual, que não deixa margem de discussão!) e em Guimarães, em que me lembro de 2 foras-de-jogo mal assinalados a jogadas perigosíssimas do FC Porto.

Os números e a análise ao desempenho exibicional médio de cada uma das equipas não deixam grandes margens para dúvidas acerca da justeza da liderança do FC Porto. Verdade seja dita, parece-me que a generalidade da comunicação social tem constatado, embora a muito custo e de forma envergonhada, aquilo que é evidente: o FC Porto tem sido melhor e merece estar na liderança da Liga.

Basicamente e repito, todas as pessoas minimamente normais, isto é que não tenham qualquer distúrbio psicológico ou desvio mental, admitem claramente que a liderança do FC Porto é normal e lógica face àquilo que se tem passado. No entanto, paulatinamente alguns dos nossos adversários, treinadores e mesmo dirigentes, têm “saído da toca” e, curiosidade das curiosidades, cerca de 2 meses depois do “massacre dos 5 no Dragão” vêm vomitar algumas barbaridades tais como, que “AVB ainda não sabe o que é pressão” ou que “o FC Porto só está no 1º lugar devido às arbitragens!”…

Ora bem, estes “vómitos verbais” esporádicos por parte dos nossos adversários nem devem ser levados a sério porque vêm de pessoas que ou têm graves problemas mentais ou então ainda se encontram em fase de frustração depois dos 5 (CINCO) que receberam como prenda antecipada aquando da sua visita ao estádio do Dragão. Apelo a que qualquer funcionário do nosso clube, seja ele treinador, jogador ou presidente faça aquilo que se deve fazer a quem não tem todas as suas faculdades mentais: desprezo total a tudo o que for uma tentativa raivosa e ridícula de menosprezar o excelente trabalho do FC Porto. O desprezo é a melhor arma perante os medíocres e frustrados…

De resto, as nossas baterias têm de estar apontadas para o próximo jogo a contar para a Taça frente ao Pinhalnovense, um adversário modesto mas que tem de ser respeitado. O excelente jogo com o Marítimo tem tudo para ser o início de mais um excelente ciclo de vitórias e boas exibições. Por mim, só voltávamos a perder lá para Fevereiro de 2012 :) O regresso de Falcão e Álvaro Pereira, a subida de forma de Fernando e Varela que não têm grande ritmo em virtude do tempo de paragem, bem como a recuperação de outras alternativas válidas como Fucile e Cristian Rodriguez, irão fortalecer ainda mais este plantel e consequentemente dar mais alternativas de qualidade ao onze titular. Há que continuar o caminho para o título nacional!

PS: Apenas mais um dado curioso: o FC Porto deste ano no final da primeira volta tem 41 pontos, enquanto no ano passado o 1º classificado tinha 36 pontos. Um dado curioso, que dá que pensar…

Eduardo Luís – Um dos heróis “centrais” da mágica noite do Prater

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Nascido a 6 de Dezembro de 1955, Eduardo Luís Marques Kruss Gomes, viria a tornar-se um dos obreiros do FC Porto Campeão Europeu 1986/87.

Tendo chegado ao FC Porto no início da época 1982/83, Eduardo Luís, conhecido pela forma elegante como tratava a bola, pouco habitual para um defesa central, viria a converter-se numa referência do clube ao longo das 7 épocas em que vestiu de azul e branco.

Entre todos os sucessos alcançados, esteve ligado a um muito especial, a 1ª grande conquista europeia do clube. Fazendo dupla no eixo central da defesa portista com o brasileiro Celso, Eduardo Luís foi um dos jogadores que nos levaram à glória na mítica noite de 27 de Maio de 1987.

Com um currículo invejável, 3 Campeonatos, 2 Taças, 1 Supertaça , 1 Taça dos Clubes Campeões Europeus, 1 Taça Intercontinental, 1 Supertaça Europeia e ainda a presença numa final da Taça das Taças (a 1ª final europeia da história do FC Porto), Eduardo Luís deixaria o clube no fim da época 1988/89.

Entretanto, é com enorme prazer que vos deixo a entrevista com Eduardo Luís, agradecendo toda a sua disponibilidade, bem como a preciosa ajuda do Dragão Vila Pouca na elaboração da entrevista.


    ENTREVISTA EXCLUSIVA com Eduardo Luís

    Lembra-se do dia em que vestiu pela 1ª vez a camisola do FC Porto?

    Foi num jogo particular nas Antas contra o Strasbourg, se não me falha a memória.

    Começou como defesa direito no Olivais e Moscavide, passou a médio direito nos juniores do Benfica, tendo chegado a defesa central aquando da sua passagem para o Marítimo. Esta sempre foi a sua posição de eleição?

    A partir do momento em que Pedro Gomes, meu treinador, me colocou num treino a defesa central, essa posição passou a ser a minha preferida.

    O que muitas pessoas não devem saber é que ainda jovem era atleta de basquetebol, só tendo optado mais tarde pelo futebol…

    É verdade. Na altura só se podia jogar futebol federado a partir dos 15 anos e então com 14 anos joguei basquetebol no Atlético de Moscavide. Quando fiz 15 anos fui logo para o futebol.

    Ingressou no FC Porto no início da época 82/83. Que recordações guarda desse momento?

    Foi uma emoção muito grande. Até vir ao Porto para assinar contrato andei numa enorme ansiedade. Devo dizer que eu estive para vir para o FC Porto dois anos antes. Não vim porque entretanto se gerou uma enorme polémica, o chamado Verão Quente, e acabei por não vir.

    Curiosamente a sua 1ª grande época no clube ocorre em 83/84 como… defesa esquerdo. Como foi jogar numa posição que não era aquela a que estava mais habituado?

    Não foi fácil. Primeiro que me adaptasse ao lugar... Mas com insistência e o apoio de Pedroto consegui ser um bom defesa esquerdo.

    Nessa mesma temporada, o FC Porto atingiu a final da Taça das Taças perdendo injustamente a final de Basileia com a Juventus. Ainda hoje lhe deve custar relembrar esse jogo…

    Lembro-me desses tempos com saudade e emoção. Foram tempos altos da minha carreira. Essa final de bem jogada que foi da nossa parte podia ter tido um final diferente.

    Recorda-se de um golo do britânico Archibald nas Antas que ditou a eliminação do FC Porto perante o Barcelona de Venables?

    Não. Não me recordo. Sei que podíamos ter eliminado o Barcelona nessa altura. O problema foi em Barcelona. Aí sim, fomos prejudicados pelo árbitro. Cá aconteceu futebol.

    Acredito que o dia mais feliz da sua carreira tenha sido o dia da final da Taça dos Clubes Campeões Europeus frente ao Bayern de Munique no Prater. Que memórias lhe traz essa inesquecível noite de 27 de Maio de 1987 em Viena?

    Foi realmente o melhor momento da minha carreira. Marco importante na carreira dos jogadores e do Clube. Ficámos eternamente ligados a este grande clube.

    O que lhe passou pela cabeça quando viu Madjer a fazer o 1-1 de calcanhar?

    Fiquei com a sensação de que naquela altura do jogo e da maneira como estava a decorrer, que estava ali a grande chance de levarmos a Taça para o Porto.

    Como jogador da selecção, esteve presente no Europeu de 1984 em França não tendo efectuado qualquer jogo. Guarda alguma mágoa dessa altura?

    Alguma, não muita. Houve naquela altura um complô entre jogadores do Benfica e os técnicos da selecção que também estavam ligados ao Benfica para me tirarem da equipa e colocarem, como veio a acontecer, o Álvaro.

    Qual o melhor jogador com quem teve a oportunidade de jogar? E o mais difícil de defrontar?

    O melhor jogador com quem joguei foi Fernando Gomes. E como adversário foi o Rui Jordão, então jogador do Sporting.

    Qual o treinador que mais o marcou no período em que vestiu de azul e branco (Pedroto, Artur Jorge, Ivic)?

    Guardo por todos os treinadores que tive um grande carinho, estima e respeito. Mas há dois que me marcaram: Pedro Gomes porque foi quem me lançou e José Maria Pedroto pela sua inteligência e saber.



    O que representa o FC Porto na sua vida?

    É a minha história. É a minha referência. É a minha vida.

    Para finalizar, gostaríamos que deixasse uma mensagem aos nossos leitores.

    Foi um prazer poder partilhar um pouco da minha vida com pessoas que me assobiaram mas que também me acarinharam e aplaudiram muito. A história deste clube não fica por aqui e ela continuará a ser escrita porque existe muita gente que gosta verdadeiramente deste Grandioso FUTEBOL CLUBE DO PORTO. Bem hajam. Grande abraço.

09 janeiro, 2011

Noite de pistoleiros

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assistência: 26.706 espectadores.

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco), Assistentes: José Cardinal e Jorge Cruz; 4º árbitro: Augusto Costa.

FC PORTO: Helton «cap»; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Rafa; Guarín, João Moutinho e Belluschi; Varela, Hulk e James.
Substituições: Varela por Fernando (67m), Sapunaru por Maicon (74m) e Belluschi por Mariano (83m).
Não utilizados: Kieszek, Walter, Souza e Rúben Micael.
Treinador: André Villas-Boas.

MARÍTIMO: Marcelo Boeck; Ricardo Esteves «cap», Roberge, Robson e Alonso; Rafael Miranda, Roberto Sousa e Tchô; Marquinho, Baba e Djalma.
Substituições: Roberto Sousa por Sidnei (52m), Tchô por Cherrad (64m) e Marquinho por Heldon (81m).
Não utilizados: Marafona, Luciano Amaral, Luís Olim e João Guilherme.
Treinador: Pedro Martins.

Marcadores: Guarín (37m e 75m), Hulk (60m), Baba (70m) e James (80m).

Disciplina: cartão amarelo para Robson (16m), Otamendi (20m), Ricardo Esteves (31m), Rafa (35m), Djalma (43m), Roberge (66m), Rafael Miranda (67m), Sapunaru (69m), Guarín (76m) e Sidnei (80m).

O FC Porto venceu, este sábado, o Marítimo por 4-1, em jogo da 15ª jornada, terminando a primeira volta do campeonato português 41 pontos e 11 pontos de vantagem sobre o segundo classificado (com um jogo a menos).

Guarín (37’ e 74’), Hulk (59’) e James (80’) marcaram para os portistas e Baba (70’) para o Marítimo.

Durante a primeira parte, a formação insular conseguiu anular alguns desenhos de ataque da equipa da casa e circulou bem a bola no meio do relvado. Mas a verdade é que a equipa de Pedro Martins não criou situações de grande perigo perto da baliza de Helton.

O FC Porto, que esta noite contou com Hulk como ponta-de-lança, com a ajuda de James e Varela nos extremos, esteve activo mas falhou vários lances perto da grande área de Marcelo Boeck que podiam ter dado a vantagem mais cedo.

Antes do golo do colombiano, nota para o remate de Varela às malhas laterais e o cabeceamento de James, com a bola a passar perto da trave do guardião doa madeirenses.

O (grande) golo, único da primeira parte, surgiu ao minuto 37, com Guarín a fazer aquilo que tão bem sabe fazer: surpreender o guarda-redes da equipa adversária com um “tiro” de fora da área.

Antes do apito do intervalo, João Moutinho enviou uma bola ao poste.

Carlos Xistra enviou as duas equipas para o balneário e com o resultado favorável aos Dragões.

No segundo tempo, ao minuto 59, o FC Porto aumentou a vantagem por intermédio do brasileiro Hulk, a fazer outro grande golo de fora da área, sem hipótese de defesa para Boeck.

Com dois golos “no bolso”, os Dragões cresceram mas foi a equipa da Madeira que conseguiu marcar, reduzindo a desvantagem para 2-1. Ao minuto 70, Baba, após livre indirecto, conseguiu livrar-se da defesa portista e cabecear para o fundo das redes de Helton.

O FC Porto, ou melhor Guarín, mostrou a sua insatisfação com o golo sofrido, repetindo o “tiro” que deu origem ao primeiro golo. O colombiano voltou a puxar a culatra e desferiu outro potente remate, sem defesa para o guarda-redes.

Os adeptos do Estádio do Dragão pediram mais um golo e James Rodríguez, depois de um generoso passe de Hulk, fez facilmente o quarto para os portistas.

André Villas-Boas deu ainda outra alegria aos adeptos ao colocar em campo Mariano González, que regressou às competições 10 meses depois.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Tendo sido menos incisivos na altura, fizemos um jogo parecido com este frente ao Nacional e acabámos por perder. O futebol é imprevisível. Hoje, o Marítimo colocou-nos um desafio difícil, até porque vinha de um percurso de oito jogos sem perder. Fazer uma exibição destas, com grande carga incisiva, foi fantástico. Foi óptimo para o jogadores darem esta resposta, depois de terem sido tão criticados de forma tão agressiva. Foi uma semana longa, em que parecia que a organização do FC Porto já valia pouco. Fomos sempre competentes, só que o imprevisível aconteceu. Acreditamos na nossa competência e no nosso trabalho. Num jogo destes, fazermos o que fizemos foi uma prova clara de competência. É importante que o público mantenha a empatia com o grupo e que não se deixe levar pela crítica fácil. Demos um sinal forte e demonstrámos que unidos é que fazemos a diferença. Sem o Falcao na frente, viu-se a qualidade, o talento e a polivalência do Hulk para jogar em várias posições. Estamos satisfeitos com o que temos e não é por o mercado abrir que nos sentimos obrigados a mexer numa estrutura competente.»

Guarin: «Acho que é mérito, antes de mais. Tenho tentado sempre rematar de fora da área, às vezes saem disparates, mas continuo a tentar e felizmente hoje saiu bem. Quero agradecer à equipa, porque somos um grupo. Ter a oportunidade de marcar dois golos deixa-me muito contente, dedico-o à minha família e aos meus pais».

Eleição BiBó Melhor Jogador 2010/11, carago! - ronda 28

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Derrota por 1 a 2 frente ao NACIONAL. Foi a primeira esta época e esperamos que tão cedo não se repita. Como melhores em campo, foram eleitos:

1º - Guarin (apesar da apatia geral, dos poucos que remou sempre contra a maré).
2º - Moutinho (não tão brilhante como é costume, mas sempre muito activo).
3º - Hulk (o marcador do nosso único golo).
4º - Sapunaru (apesar dos dois golos consentidos, nada demais houve a apontar ao lateral).
5º - Ruben Micael (tentou lutar contra a apatia embora nem sempre eficaz).

Para o campeonato houve uma vitória por 4 a 1 frente ao MARÍTIMO. Os golos foram apontados por Hulk, James e Guarin que bisou. OS jogadores que participaram sao os seguintes:
    "Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Rafa, Guarin, Moutinho, Belluschi, Varela, James, Hulk, Fernando, Maicon e Mariano".
Um abraço e boas votações,
Tiago Teixeira

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 15ª jornada

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Tribunal O JOGO: FC Porto 4-1 CS Maritimo
Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco) / Assistentes: José Cardinal e Jorge Cruz.


Sem influência no resultado

Os especialistas de O JOGO entendem que Carlos Xistra fez uma arbitragem positiva. No lance que poderia suscitar dúvidas - uma eventual falta para penálti na área do FC Porto -, defendem que o internacional de Castelo Branco julgou correctamente ao nada assinalar. No livre que resulta no golo do Marítimo, Jorge Coroado e Pedro Henriques condenam a decisão do árbitro, enquanto Paulo Paraty acha que houve mesmo falta de Sapunaru.



Momento mais complicado

58' Rafa empurra Baba na área do FC Porto? Há motivos para ser assinalada grande penalidade?

Jorge Coroado
+
Não houve qualquer infracção cometida por Rafa sobre o avançado do Marítimo, Baba. Decisão correcta do árbitro ao nada assinalar.

Pedro Henriques
+
Um contacto físico normal e natural, mas sem qualquer tipo de infracção. Aceita-se a decisão do árbitro de nada assinalar.

Paulo Paraty
+
Não entendo que haja propriamente um empurrão. Os dois jogadores querem chegar à bola, chocam, Baba desequilibra-se mais facilmente. Fez bem o árbitro em não interferir.



Outros casos

68' Há falta de Sapunaru (vê amarelo) sobre Djalma no livre que dá em golo do Marítimo?

75' Guarín vê cartão amarelo por festejar o golo com o chapéu. Decisão acertada?

78' Ricardo Esteves empurra Belluschi com os braços. Faltou acção disciplinar?

80' Quarto golo portista: Hulk está em fora-de-jogo no momento do passe de João Moutinho?

Jorge Coroado
-
Não houve falta de Sapunaru. Foi Djalma que chegou atrasado e, ao pisar o solo, prendeu o pé do portista. Não se justificava o livre, nem o amarelo.
+
A regra recomenda que festejos excessivos sejam punidos com advertência. Assim, o árbitro cumpriu.
-
O jogador foi objectivo na falta efectuada, tendo, inclusive, evitado jogada prometedora. O cartão justificava-se, independentemente de ser o segundo.
+
Não. Hulk estava legalmente posicionado quando o companheiro lhe endossou a bola.

Pedro Henriques
-
A infracção é de Djalma, que pisa o pé de Sapunaru. Amarelo incorrectamente exibido, e o livre que originou o golo deveria ter sido a favor do FC Porto.
+
A lei diz que as celebrações coreografadas não devem ser permitidas se implicarem uma perda de tempo excessiva. Guarín foi advertido neste contexto.
+
Um choque meramente acidental e casual entre os dois jogadores. Correcta a decisão do árbitro, técnica e disciplinarmente.
+
Correcta a indicação do assistente de mandar seguir o lance, pois, no momento do passe, Hulk não está em posição de fora-de-jogo.

Paulo Paraty
+
O cartão amarelo é exagerado. A falta, mesmo pela televisão, não é clara. Em situação de dúvida, aceito a decisão de Carlos Xistra.
+
Decisão ingrata e acertada. A lei define que os jogadores não podem usar adereços. Situação muito evidente, que levaria o observador a punir Carlos Xistra caso este não agisse.
+
Falta normal, o árbitro aplicou a lei da vantagem, não há razão para procedimento disciplinar.
+
Nem Hulk nem James Rodríguez se encontram em algum momento em posição para punição por fora-de-jogo. Perfeita, a decisão.



Apreciação global

Jorge Coroado
Apesar de um ou outro equívoco, sem relevo, aproveitou o modo cortês como o jogo decorreu para ele próprio não complicar, efectuando um desempenho muito positivo.

Pedro Henriques
Actuação positiva, segura e personalizada de toda a equipa de arbitragem. Com pequenos lapsos, mas sem influência no resultado final.

Paulo Paraty
Competente sob o ponto de vista técnico. Tenho a sensação de que este jogo não mereceu dez cartões amarelos, mas também não será apenas Carlos Xistra que determina os critérios disciplinares.



fonte: ojogo.pt

08 janeiro, 2011

Felizmente, perdemos !

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    Boas, Nação Portista !

    Como este é o meu primeiro texto na qualidade de colaborador do BiBó PoRtO, carago!!, manda a boa educação que me apresente. Este que vos escreve é, pois, um jovem universitário, de 19 anos, residente na cidade do Porto e adepto fervoroso do Futebol Clube do Porto.

    Quanto à minha linha de escrita, nas minhas crónicas podem contar com muito sarcasmo, ironia e humor. O humor vai ser a minha principal arma para defender o nosso tão amado Clube.

    Os meus textos serão publicados quinzenalmente às sextas à noite.

    Espero que com o meu modesto contributo, o BiBó PoRtO, carago!! consolide a sua condição de espaço de tertúlia por excelência da Nação Portista.

    Bom, agora que as apresentações estão feitas, deixo-vos com a minha primeira crónica - primeira de muitas, espero.

    Espero que se divirtam!


"A humanidade só tem uma arma realmente eficaz: o riso."
Mark Twain

Felizmente, perdemos. Os últimos meses têm sido de um grande sofrimento para todos os portistas. Até ao passado domingo, éramos os únicos portugueses que não sentíamos a crise. Todos lamentavam a crise menos nós. Os políticos falavam que o ano de 2011 ia ser terrível, mas nós, conhecedores que somos do fascínio dos políticos pela mentira, insistíamos em ignorar a crise. A crise era, para nós, uma fantasia dos adeptos dos outros clubes. Uma espécie de brincadeira que as massas associativas dos outros clubes tinham inventado para se entreterem, enquanto nós íamos somando goleadas atrás de goleadas - às equipas mais débeis chegávamos mesmo a infligir cabazadas de 5 a 0. Para os lados da Alameda das Antas, a crise era uma ilusão que não tolhia o espírito portista.

Quanto mais o Porto ganhava, mais os portistas eram discriminados. A felicidade que trazíamos estampada no rosto enervava quem à nossa volta tentava controlar a azia de mais uma derrota. Na rua, no café, no emprego, o portista era alvo de olhares incriminatórios. Na paragem de autocarro, a felicidade do portista era imediatamente recriminada por um benfiquista que carregava o pesado fardo de uma goleada em Israel contra uma super-potência chamada Hapoel - que é, aliás, um bonito nome para um stand de automóveis usados.

A Nação Portista vivia numa espécie de cápsula na qual não havia maneira de a crise penetrar. Queríamos ser como os adeptos dos outros clubes, e criticar as escolhas do nosso técnico. Mas a realidade teimava em não nos conceder razões de queixa. Ansiávamos por conhecer a sensação de sair do estádio com o travo amargo da derrota. Mas derrota era, para nós, um fruto proibido. Nós queríamos provar esse fruto, mas a excelência do nosso plantel não nos permitia. Quando na televisão ouvíamos ser pronunciada a palavra "derrota", suspirávamos para fosse uma derrota do Porto. Mas, infelizmente, não. Nunca éramos nós a perder. Ou era o Sporting que tinha perdido por 3-2 com o V.Guimarães, depois de ter estado a ganhar por 0-2. Ou era o Benfica que tinha perdido 2-1 com a Académica, na Luz. Éramos o único clube na Europa que não perdia, e isso começava a irritar muita gente.

Um pouco por toda a Europa, há inúmeros relatos de emigrantes portistas que eram alvo de chacota. Adeptos do Barcelona que se abeiravam de portistas emigrados na Catalunha dizendo "Vocês não têm vergonha de serem tão bons? Até nós já perdemos com o Hércules, e vocês nada?! Ah, a propósito, querem trocar o Villas-Boas pelo Guardiola? Só para vos poupar à vergonha de serem invencíveis.". Os portistas eram mártires que sofriam na pele os sucessos da Pátria Azul e Branca . O número de portistas vítimas de dichotes, que visavam fazer-nos sentir culpados por sermos tão bons, não parava de aumentar . Mas os portistas sempre souberem resistir.

O Porto era, no fundo, a aldeia do Astérix numa Gália de perdedores. A derrota cirandava à nossa volta, mas não conseguia ultrapassar a robustez da nossa qualidade de jogo. Já desesperados, os sarracenos forçaram a entrada no nosso reduto. "Somos nós que os vamos derrotar", diziam eles. As suas tropas estavam sedentas de nos ver cair, pela primeira vez em meio-ano. Chegaram num autocarro encarnado, traziam os seus melhores legionários e a abundância de guarnições fazia temer o pior - ou, para mim, o melhor. Íamos finalmente sentir o eflúvio da derrota. Esperei ansiosamente por aquele jogo que ia pôr fim ao nosso ciclo de bons resultados. As tropas rivais que, já havíamos derrotado duas vezes durante o nosso longo percurso sem derrotas, bradava aos sete ventos que a nossa invencibilidade se devia ao facto de ainda não termos enfrentado uma equipa a sério - apesar de, repito, já os termos derrotado duas vezes. A imprensa, sempre fiel aos valores do centralismo, dizia que era desta que nós íamos perder.Não havia hipóteses. A sentença estava ditada a priori: estávamos condenados a perder naquele dia. Íamos ser triturados pelos Cruzados de Jesus. No entanto, para surpresa de todos, saímos de novo vitoriosos. E, desta vez, por números ainda mais retumbantes. Não foram 1 ou 2, nem 3 nem 4. Foram 5. Uma mão cheia (e uma mancheia) de tentos.

Mais uma vez, a teimosia dos nossos jogadores não nos deixava exprienciar a derrota. Só podia ser má-vontade. A fúria de Hulk, o calcanhar de Falcão e a classe de Varela eram os fortes argumentos que mantinham a nossa invencibilidade intocável, e a mim desolado por não conseguir provar essa coisa esquisita que é a "derrota" - julgo ser assim que se escreve o mal-fadado vocábulo.

Tudo o que é de mais é moléstia. E ganhar sempre também cansa. Adeptos dos outros clubes, acreditem em mim que eu sei o que vos digo, dêem graças a Deus (e, nalguns casos, a Jesus) por não saberem o que é ganhar sempre. Nem sabem a sorte que é poder injuriar de forma fundamentada as opções dos vossos técnicos. Quem me dera a mim puder fazê-lo também. Só que o sacana do Villas-Boas insiste em perceber muito de futebol. É assim a vida. Cada um tem a sorte que merece.

Amiudadas vezes dei comigo a imaginar como é que se articulava a frase "O Porto perdeu". Na imprensa, jornalistas e cronistas não tinham pejo em anunciar as nossas derrotas, só que anunciavam-nas sempre para o futuro, num tom de desejo. Havia, na sociedade portuguesa, uma incontrolável ânsia de igualdade: eram todos desgraçadinhos menos nós. O "nosso ganhar" era indigno de um país de pobrezinhos. Não havia direito de fazer aquilo que nós fazíamos, ou seja, ganhar.

Domingo foi o dia em que, depois de um longo jejum, sentimos pela primeira vez o sabor da derrota. A primeira derrota em seis meses. A imprensa lisboeta não tem dúvidas: o Futebol Clube do Porto está em crise. Perdemos contra o Nacional, num jogo de pouca importância, para a Taça da Liga. É certo que estivemos a ganhar, e podíamos, com um pouco mais de eficácia, ter mesmo levado de vencida a partida. Mas que importa isso, agora? O que importa é que as massas associativas dos outros clubes têm finalmente um motivo para festejar. Agora, somos todos iguais. Também nós sabemos o que é perder. E, convenhamos, perder, de longe a longe, até sabe bem.É refrescante experimentar sensações que nos são estranhas. Perder por sistema, como fazem os outros, é que é chato. Ainda assim, devo admitir que estava à espera que o sabor da derrota fosse mais gostoso. Se calhar vou esperar por uma derrota num jogo que realmente tenha importância. Dizem-me os meus amigos adeptos de outros clubes que as derrotas para o campeonato são as mais saborosas. Embora tenha um amigo sportinguista que prefere as derrotas para a Liga Europa. Enfim, vou, então, esperar que venham novas derrotas. Mas espero sentado, porque cheira-me que ainda vou ter que esperar um bocadinho.

«Continuamos a acreditar na nossa competência»

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Na conferência de imprensa de antevisão do desafio com o Marítimo (sábado, 19h15), o treinador André Villas-Boas garantiu que a equipa continua confiante nas suas capacidades e está desejosa de «voltar ao sucesso». O técnico reforçou ainda a ideia de que o plantel vai sofrer poucas ou nenhumas alterações.

Sensações positivas
«Há uma mensagem de confiança que tenho de continuar a passar. Tivemos um percurso extremamente interessante, acumulando um número considerável de jogos sem perder e de vitórias. Não será a derrota com o Nacional que nos vai tirar deste trajecto. Uma derrota no Dragão tem determinado tipo de peso e não preciso de relembrar isso aos jogadores. Todos ficámos um pouco tristes pela derrota e pela forma como isso aconteceu. Há duas semanas, saímos da Mata Real com um resultado expressivo, que não traduziu o que se passou. No domingo, houve total domínio do FC Porto, mas o Nacional aproveitou os nossos erros e venceu. A equipa está forte, continuamos a acreditar na nossa competência, e isso é muito importante. Temos sensações que são boas para nós, positivas, e acreditamos que vamos voltar ao sucesso.»

Em busca da regularidade
«Na abordagem que fizemos com os jogadores, referimos que tivemos um período de três jogos em que temos uma primeira ou uma segunda parte más. A equipa quer crescer em termos de regularidade exibicional. Evitar quebrar, manter o ritmo de jogo durante os 90 minutos. Não me parece que isso tenha acontecido com o Nacional, na segunda parte, em relação ao que fizemos na primeira. O primeiro golo surgiu de forma inesperada e infeliz. Isso alterou tudo. O mais importante é encontrar essa regularidade. É esse o nosso desafio e foi para isso que trabalhámos nesta semana.»

O mercado
«Se o FC Porto tiver necessidade de ir ao mercado, irá fazê-lo de forma agressiva e rápida, com pouco mediatismo. O FC Porto tem jogadores referenciados há muito tempo. Não acho que vá acontecer uma novidade nesse aspecto. O Castro e o Ukra têm um mercado enorme, pelo potencial que têm. Têm a possibilidade de continuar ou não, depende deles. São-nos muito úteis aqui. Têm poucos minutos, muito desejo de ter mais oportunidades mas o ambiente competitivo no FC Porto é muito difícil. Estamos satisfeitos com o plantel e não vamos aumentar o número de jogadores. As lesões acontecem quando menos se espera e no FC Porto elas têm tocado em jogadores que têm sido utilizados com maior frequência, mas o nosso plantel oferece garantias. Sentimo-nos confiantes. Não é por termos vacilado no jogo com o Nacional que temos maior necessidade de ir ao mercado.»

O passado conta pouco
«Não posso comentar cada profecia do treinador do Benfica e os seus vaticínios. Acredito mais na nossa competência. Se a pressão externa existe para ele, para nós não existe, porque acreditamos no trabalho que fazemos. Foi o trabalho que nos permitiu ter este seguimento de jogos sem perder e chegar ao estado actual da equipa. Se o Benfica tivesse conseguido isso, que considerações poderiam estar a ser tomadas? O passado conta pouco e queremos crescer para o futuro. Para isso, precisamos de continuar a acreditar no trabalho que fazemos, o que é mais importante do que qualquer mensagem do exterior, que pouco nos diz.»

Regressos à equipa
«Não conto com o Falcao, penso que até ao jogo com a Naval. Fernando e Varela são jogadores que estão a ameaçar a convocatória, como todos os outros. Foi uma semana exigente, porque o Marítimo motiva isso, para além de ser um encontro que se segue a uma derrota. Como vocês sabem, o Marítimo revolucionou-se, cresceu na tabela classificativa, está em forte crescendo no campeonato. Tem jogadores extremamente agressivos na frente. Isso é mérito do trabalho de Pedro Martins.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Pawel Kieszek.
Defesas: Maicon, Rolando, Emídio Rafael, Sapunaru e Otamendi.
Médios: Guarín, Belluschi, João Moutinho, Mariano, Souza, Fernando e Ruben Micael.
Avançados: Hulk, Varela, Walter e James.