assistência: 26.706 espectadores.Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco), Assistentes: José Cardinal e Jorge Cruz; 4º árbitro: Augusto Costa.
FC PORTO: Helton «cap»; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Rafa; Guarín, João Moutinho e Belluschi; Varela, Hulk e James.
Substituições: Varela por Fernando (67m), Sapunaru por Maicon (74m) e Belluschi por Mariano (83m).
Não utilizados: Kieszek, Walter, Souza e Rúben Micael.
Treinador: André Villas-Boas.
MARÍTIMO: Marcelo Boeck; Ricardo Esteves «cap», Roberge, Robson e Alonso; Rafael Miranda, Roberto Sousa e Tchô; Marquinho, Baba e Djalma.
Substituições: Roberto Sousa por Sidnei (52m), Tchô por Cherrad (64m) e Marquinho por Heldon (81m).
Não utilizados: Marafona, Luciano Amaral, Luís Olim e João Guilherme.
Treinador: Pedro Martins.
Marcadores: Guarín (37m e 75m), Hulk (60m), Baba (70m) e James (80m).
Disciplina: cartão amarelo para Robson (16m), Otamendi (20m), Ricardo Esteves (31m), Rafa (35m), Djalma (43m), Roberge (66m), Rafael Miranda (67m), Sapunaru (69m), Guarín (76m) e Sidnei (80m).
O FC Porto venceu, este sábado, o Marítimo por 4-1, em jogo da 15ª jornada, terminando a primeira volta do campeonato português 41 pontos e 11 pontos de vantagem sobre o segundo classificado (com um jogo a menos).
Guarín (37’ e 74’), Hulk (59’) e James (80’) marcaram para os portistas e Baba (70’) para o Marítimo.
Durante a primeira parte, a formação insular conseguiu anular alguns desenhos de ataque da equipa da casa e circulou bem a bola no meio do relvado. Mas a verdade é que a equipa de Pedro Martins não criou situações de grande perigo perto da baliza de Helton.
O FC Porto, que esta noite contou com Hulk como ponta-de-lança, com a ajuda de James e Varela nos extremos, esteve activo mas falhou vários lances perto da grande área de Marcelo Boeck que podiam ter dado a vantagem mais cedo.
Antes do golo do colombiano, nota para o remate de Varela às malhas laterais e o cabeceamento de James, com a bola a passar perto da trave do guardião doa madeirenses.
O (grande) golo, único da primeira parte, surgiu ao minuto 37, com Guarín a fazer aquilo que tão bem sabe fazer: surpreender o guarda-redes da equipa adversária com um “tiro” de fora da área.
Antes do apito do intervalo, João Moutinho enviou uma bola ao poste.
Carlos Xistra enviou as duas equipas para o balneário e com o resultado favorável aos Dragões.

No segundo tempo, ao minuto 59, o FC Porto aumentou a vantagem por intermédio do brasileiro Hulk, a fazer outro grande golo de fora da área, sem hipótese de defesa para Boeck.
Com dois golos “no bolso”, os Dragões cresceram mas foi a equipa da Madeira que conseguiu marcar, reduzindo a desvantagem para 2-1. Ao minuto 70, Baba, após livre indirecto, conseguiu livrar-se da defesa portista e cabecear para o fundo das redes de Helton.
O FC Porto, ou melhor Guarín, mostrou a sua insatisfação com o golo sofrido, repetindo o “tiro” que deu origem ao primeiro golo. O colombiano voltou a puxar a culatra e desferiu outro potente remate, sem defesa para o guarda-redes.
Os adeptos do Estádio do Dragão pediram mais um golo e James Rodríguez, depois de um generoso passe de Hulk, fez facilmente o quarto para os portistas.
André Villas-Boas deu ainda outra alegria aos adeptos ao colocar em campo Mariano González, que regressou às competições 10 meses depois.
DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDAAndré Villas-Boas: «Tendo sido menos incisivos na altura, fizemos um jogo parecido com este frente ao Nacional e acabámos por perder. O futebol é imprevisível. Hoje, o Marítimo colocou-nos um desafio difícil, até porque vinha de um percurso de oito jogos sem perder. Fazer uma exibição destas, com grande carga incisiva, foi fantástico. Foi óptimo para o jogadores darem esta resposta, depois de terem sido tão criticados de forma tão agressiva. Foi uma semana longa, em que parecia que a organização do FC Porto já valia pouco. Fomos sempre competentes, só que o imprevisível aconteceu. Acreditamos na nossa competência e no nosso trabalho. Num jogo destes, fazermos o que fizemos foi uma prova clara de competência. É importante que o público mantenha a empatia com o grupo e que não se deixe levar pela crítica fácil. Demos um sinal forte e demonstrámos que unidos é que fazemos a diferença. Sem o Falcao na frente, viu-se a qualidade, o talento e a polivalência do Hulk para jogar em várias posições. Estamos satisfeitos com o que temos e não é por o mercado abrir que nos sentimos obrigados a mexer numa estrutura competente.»
Guarin: «Acho que é mérito, antes de mais. Tenho tentado sempre rematar de fora da área, às vezes saem disparates, mas continuo a tentar e felizmente hoje saiu bem. Quero agradecer à equipa, porque somos um grupo. Ter a oportunidade de marcar dois golos deixa-me muito contente, dedico-o à minha família e aos meus pais».