14 agosto, 2012

O caso Palito

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Depois de, na época passada, Álvaro Pereira quase ter batido em alguns Portistas depois do jogo em Barcelos. Desta feita, o uruguaio volta a ser o centro das atenções por tentado agredir um colega de equipa. Atenção, eu próprio já senti várias vezes vontade de bater no Kléber. Infelizmente, nunca tive oportunidade para isso. Palito teve essa oportunidade e desperdiçou-a. Primeiro aspecto a censurar na atitude do uruguaio.

Em segundo lugar, a desculpa que deu é esquisita. Segundo Álvaro Pereira, ele terá reagido daquela forma intempestiva porque se sentiu "gozado" depois de estar a perder por 10-0 no treino. 10-0? Assim, de facto, não há condições para continuar no Porto. Um jogador que só se começa a sentir "gozado" quando o resultado já vai em 10 secos não pode ser jogador do FC Porto. Um jogador verdadeiramente à Porto já teria mandado o Kléber de maca aos 3-0. Esperar pela dezena de golos para se sentir "gozado" é coisa de jogador do Arrifana.

Em terceiro lugar, tendo em conta o que foi divulgado pela imprensa desportiva, o diálogo entre os 2 jogadores, Kléber e Alvaro Pereira, foi no mínimo bizarro. Palito terá dito ao brasileiro: "No jogo, tu não festejas assim!". O que é estúpido pois Kléber nos jogos normalmente nem sequer festeja. O "assim" está claramente a mais na frase. A discussão terá depois terminado com Palito a dizer: "Vamos então resolver as coisas sem bola!". Cá está mais uma prova da falta de inteligência do uruguaio. Toda gente sabe que Kléber é muito melhor a resolver sem bola do que com bola.

Tudo se resolveu com os dois miúdos a irem para o balneário acompanhados por um segurança. Como normalmente acontece nos infantis. Resta esperar pela imagens do túnel para saber se também terão tentado agredir o segurança. O mais certo é o Hulk e o Sapunaru voltarem a ser suspensos.

Neste momento, a minha única questão é: estão à espera de quê para o vender o rapaz? Só falta ao uruguaio bater no Presidente e no Antero para nos limpar a estrutura toda. Urge livrar-nos desta erva daninha. Nem que seja por aquilo que ele vale, que é: nada (salvo seja).

13 agosto, 2012

Faltam 18 dias…

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Faltam 18 dias para o fecho do mercado de transferências e parece-me evidente que o plantel do FC Porto terá que obrigatoriamente sofrer alterações, por aquilo que se viu ao longo da pré-época, e de certa forma por aquilo que se viu ontem em Aveiro em mais uma vitória na supertaça.

Como seria de esperar, e tendo em conta o apuradíssimo sentido crítico dos adeptos azuis e brancos, no qual obviamente me incluo, da parte de alguns sectores da massa adepta azul e branca já chovem imensas críticas a VP, ao planeamento do plantel, aos jogadores que já deveriam ter saído e àqueles que porventura podiam entrar. Enfim, antes de começar e mesmo com uma supertaça no papo, já existe um imenso coro de queixumes, de pessimismo e de bater em “tudo o que mexe”. 56 títulos conquistados desde que Pinto da Costa assumiu a presidência elevam de facto a fasquia ao nível máximo! Não basta ganharmos, temos de ganhar sempre por muitos e nunca podemos sentir dificuldades, porque os adversários nunca têm mérito em nada do que fazem, o demérito é sempre nosso quando não damos 5-0 a um qualquer adversário, mesmo que numa final da supertaça frente a uma defensiva e organizada Académica que muitos problemas já nos tinha criado a época passada.

Pela minha parte, a análise que faço da pré-época é, apesar de tudo, positiva. Independentemente de tudo aquilo que se passou (e continua a passar) em termos de indefinição do plantel, nomeadamente muitos jogadores que deveriam sair a bem do grupo, acho que existem notas positivas a retirar do que se tem visto. Não se pode esquecer que o FC Porto trabalha desde o início de Julho sem nenhum dos laterais supostamente titulares (Danilo e Alex Sandro), sem o seu melhor jogador Hulk, e com um Moutinho que chegou tarde e longe das melhores condições físicas.

Quanto ao jogo de ontem, sinceramente não embarco em muitas das criticas à exibição do FC Porto. Se calhar é da minha televisão, mas o que eu vi é completamente diferente de muitas análises que tenho visto. Se houve alguma equipa que quis ganhar o jogo desde o início foi única e exclusivamente o FC Porto. O Helton fez uma defesa ao longo de todo o jogo (aos 70 e tal minutos), no resto do jogo a Académica limitou-se a defender com imensos jogadores e o FC Porto a tentar entrar na sua muralha defensiva. É certo que o ritmo de jogo não foi elevado, mas em que parte do mundo se vê jogos de pré-época com ritmo muito elevado? Houve aspectos de que gostei mais, como a exibição de Fernando, a coesão defensiva e o golo de Jackson Martinez, e outros de que gostei menos, como o pouco rendimento de James e Lucho, e a falta de dinâmica que Defour demonstrou na zona intermédia.

Basicamente, os 18 dias que faltam até ao fecho do mercado podem (ou não) resolver os problemas que atualmente se debate o FC Porto, que a meu ver são sobretudo:
  • Não vale a pena ser-se hipócrita e dizer que só faz falta quem cá está. Hulk é o melhor jogador não só do FC Porto mas também do campeonato, e uma coisa é o FC Porto sem Hulk, outra é o FC Porto com Hulk. Do meu humilde ponto de vista, o cenário não é muito simples. Há a evidente vontade do jogador em experimentar outros campeonatos, há a normal pretensão do clube em vender o seu melhor jogador pelo preço mais elevado, e há também a maior crise económica das últimas décadas como conjuntura actual. Tudo isto junto dá um imbróglio que não será fácil de resolver. Não sou como aqueles que pensa o futebol como uma mera gestão de números. No futebol, mais do que números, gerem-se seres humanos, com vontades próprias, ambições e especificidades. É óbvio também que os clubes que investem milhões de € em contratações e também em salários dos jogadores (pagos principescamente) não podem abrir mão facilmente dos seus melhores activos. Enfim. De uma coisa estou certo, se Hulk sair, o FC Porto terá URGENTEMENTE de procurar uma solução no mercado. E atenção, que gosto de Atsu, mas também não embarco em demasiada histeria à volta do rapaz nem lhe exijo tudo e mais alguma coisa. Atsu é jovem e tem qualidade, mas o fardo de ter de substituir Hulk parece-me excessivo e até prejudicial para o próprio.
  • Será basicamente uma tragédia se Álvaro Pereira ficar no FC Porto. Porque vai minar o balneário, porque já se percebeu que VP não conta com ele, e porque pior que tudo isso, começa a criar enormes anti-corpos mesmo entre os colegas. Foi um erro não o ter vendido no ano passado. Mas agora não há volta a dar, é vendê-lo pelo máximo preço possível, e o mais rapidamente de preferência.
  • Existe quanto a mim um desequilíbrio entre sectores no actual plantel. Há excesso de extremos e falta de médios. A possível saída de Moutinho, apenas reforçará uma ideia: temos falta de médios, é necessário ir ao mercado. Por contraste, temos excesso de extremos, a venda de por exemplo Varela e a dispensa de Djalma (acho Kelvin bem melhor) permitiriam um encaixe financeiro interessante.
Resumindo e concluindo, das peripécias que irão decorrer nos próximos 18 dias, irá depender fortemente o sucesso da próxima época. A ver vamos...



A vantagem ampliou-se: FCP 72 versus 69 SLB versus 45 SCP!

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O FC Porto conquistou a sua 19.ª Super Taça de Portugal em 34 edições da prova! Quer dizer, mais de metade das vitórias são do nosso Clube.

E o troféu veio pela quarta vez consecutiva para a cidade do Porto, fazendo-se jus a novo TETRA para os azuis-e-brancos e a um feito inédito na competição. De realçar uma outra peculiaridade: o FC Porto disputou as últimas 7 Supertaças Nacionais. 7 finais seguidas! Ninguém pode celebrar o mesmo. Das 7 os Dragões ganharam 5 e perderam 2.

Evidentemente que, no que ao Ranking (futebol sénior) diz respeito, a vantagem portista aumentou. Muito embora os pasquins insistam em “bater na tecla”, o FC Porto tem hoje a seu favor uma diferença de 3 títulos para o sLB. O “Rascord” diz que são 2…! Coitado do chefe de redacção do panfleto, continua a sofrer da síndrome de “taça latrina”…

Caros leitores, de seguida o fundamento deste post: o RANKING GERAL actualizado e o registo de todos os vencedores em todas as competições.

Abraço – Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)

BIBÓ PORTO!

12 agosto, 2012

FC Porto B arranca com empate em Tondela

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Tondela 2-2 FC Porto B

II Liga 2012/13, 1.ª jornada.
12 de Agosto de 2012.
Estádio João Cardoso, em Tondela.
Assistência: cerca de 1500 espectadores.


Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).
Assistentes: Paulo Ramos e Valter Rufo.

TONDELA: Bruno; Edson Silva, Pica, Carlos André, Pedro Araújo; Fábio Pacheco, Tiago Barros, Márcio Sousa, L. Aurélio, Dyego Sousa e Piojo.
Substituições: Luís Aurélio por Ericson (46m), Dyego Sousa por Jo (60m), Márcio Sousa por Bacar (82m).
Treinador: Vítor Paneira.

FC PORTO B:
Stefanovic, David, Zé António, Tiago Ferreira, Victor Luís; Mikel, Sérgio Oliveira, Edu; Sebá, Fábio Martins e Dellatorre.
Substituições: Sérgio Oliveira por Vion (66m), Fábio Martins por Tozé (90m).
Treinador: Rui Gomes.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores: Dellatorre (11m e 76m)), Tiago Barros (42m), Piojo (47m).

Cartões amarelos: Sérgio Oliveira (38m), Edson Silva (45+1m), David (49m), Ericson (53m), Carlos André (75m), Edu (80m).

Cartão vermelho: Pica (26m)

O FC Porto B estreou-se no campeonato da Segunda Liga com um empate em Tondela a dois golos. Dellatorre bisou e foi a figura da partida, mas os jovens Dragões acabaram por ser traídos por erros colectivos em dois pontapés de canto, que impediram a vitória.

O jogo começou com o FC Porto B a controlar a bola e o jogo e logo aos 11 minutos adiantou-se no marcador, com um belo remate de cabeça de Dellatorre, após cruzamento de Vítor Luís da esquerda. Pouco depois Seba surgiu pela esquerda em boa posição, mas o remate do jovem brasileiro bateu na trave. Ainda na primeira parte, Seba foi travado em falta quando seguia isolado, provocando a expulsão do central Pica.

A verdade é que a vantagem numérica acabou por ser contraproducente para os jovens jogadores dos Dragões, que permitiram o empate ao Tondela, com Tiago Barros a concluir de cabeça um pontapé de canto, aos 42 minutos.

A segunda parte começou da pior forma possível para o FC Porto B, que sofreu novo golo de canto, apenas dois minutos após o recomeço. A defesa demorou a afastar a bola, que acabou por sobrar para Piojo, que atirou para a rede.

A perder, a equipa foi para o ataque, encontrou um Tondela de bloco baixo, que dificultou muito a tarefa dos Dragõezinhos. Uma grande jogada de Dellatorre, aos 76 minutos, valeu o empate: arrancada pela direita, tabelinha com Edu, com o brasileiro a concluir com um remate cruzado e indefensável.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

4 anos seguidos a começar a ganhar

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FC Porto-Académica, 1-0

Supertaça Cândido de Oliveira 2012
11 de Agosto de 2012
Estádio Municipal de Aveiro
Assistência: 26.825 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: João Santos e Luís Marcelino.
Quarto árbitro: Jorge Tavares.

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Lucho (cap.) e Defour; James, Jackson Martínez e Atsu.
Substituições: Defour por João Moutinho (57m), Atsu por Djalma (57m) e Lucho por Varela (86m).
Não utilizados: Fabiano, Rolando, Castro e Kleber.
Treinador: Vítor Pereira.

ACADÉMICA: Ricardo; Rodrigo Galo, João Real, Reiner Ferreira e Hélder Cabral; Flávio Ferreira (cap.), Makelele e Cleyton; Marinho, Cissé e Afonso.
Substituições: Afonso por Ogu (71m), Marinho por Magique (86m) e Makelele por Edinho (91m).
Não utilizados: Peiser, João Dias, Henrique e Bruno China.
Treinador: Pedro Emanuel.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson Martínez (90m).
Cartões amarelos: Defour (53m), Hélder Cabral (61m), Otamendi (88m) e Jackson (91m).

Esmagador. Total. Absoluto. Incontestável. Assim se pode descrever o domínio do FC Porto na Supertaça Cândido de Oliveira.
Fácil de explicar. O troféu, à excepção de um jogo disputado nos anos 40, teve o seu início na temporada 78/79. Ou seja, a estatística não está "manchada" pelos tempos da "outra senhora".
Coincidência, dirão uns. Mais uma, diremos nós.

São 19 Supertaças com esta há pouco em Aveiro. Um número avassalador. As últimas quatro edições têm o mesmo vencedor, aliás: o FC Porto. Mais um dado: temos mais troféus que os outros todos juntos, o que diz bem da superioridade azul e branca nos últimos 35 anos. Basicamente, é normal a época começar com o Porto a ganhar. Outro qualquer clube a vencer este troféu constitui mais que uma surpresa. É uma autêntica raridade.

Posto isto, convém dizer que a Supertaça costuma ser um jogo chato, um típico jogo do pós pré-época, com os jogadores sem chama e pouco ligados à corrente. Dá quase sempre a ideia que ninguém quer estar ali, que estão ali por obrigação.
O jogo de hoje, apesar de jogado a alguma velocidade, não se pode dizer que tenha fugido à regra.

No entanto, este jogo que marca a abertura da temporada serve habitualmente para, como se diz na gíria, tirar a bissectriz aos reforços, verificar quais as ideias do treinador e dissipar as dúvidas quanto a quem parte como titular e quem parte como suplente.
Mas, acima de tudo, ninguém o poderá negar, esta partida pode significar o catapultar de um plantel para a rota do título. Os hábitos de ganhar criam-se desde cedo, mesmo que...tivéssemos que esperar 90 minutos para isso!

Vítor Pereira não fugiu muito daquilo que lhe adivinhávamos. Exceptuando a opção por Défour em detrimento de Moutinho, confirmou as indicações da pré-época: a aposta em Mangala para a lateral-esquerda e o lançamento do jovem Atsu às feras.
Nota estranha, refira-se, para a não chamada aos convocados de Kelvin. De Iturbe, nem tanto, tendo em conta o sucedido no jogo de apresentação - mas isso são contas de outro rosário.

Ninguém poderá dizer que gostou do jogo de hoje em Aveiro. Ritmo médio, com uma ou outra mudança de velocidade, mas na maioria das vezes uma partida confusa, com lances inconsequentes e com as duas equipas a não conseguirem apresentar um fio de jogo coerente.
Melhor o FC Porto em quase toda a 1ª parte, muito por culpa de um Fernando que já se apresenta em níveis muito elevados de forma, lendo bem as movimentações adversárias e jogando na antecipação, além de recuar no terreno - colocando-se muitas vezes entre os centrais! - para recolher a bola e iniciar o jogo ofensivo da equipa, funcionando como autêntico pivot do colectivo. Um ou outro pormenor de classe fazem-nos não compreender qual a surpresa dos jornais pelo facto deste brasileiro ser mais caro que o holandês De Jong.
Dizer ainda que apreciei ver a nossa agressividade nas bolas paradas ofensivas. Mangala, Maicon, Otamendi e Jackson constituem uma autêntica força aérea e assustam neste tipo de lances.

Nota também positiva para a largura e profundidade do nosso jogo atacante, ao contrário do que veio acontecendo em quase toda a pré-época, o que denota evolução. No lado direito por obra e graças de Miguel Lopes, que jogou sempre em alta voltagem (algum défice de agressividade no momento defenivo) e que protagonizou um interessante duelo com Hélder Cabral, dando a sensação, a certa altura, que estava a jogar a extremo. Fez-me crer que Danilo, ao contrário do que se dizia, terá que suar bastante a camisola para agarrar o lugar; no lado esquerdo por intermédio do irrequieto Atsu. É verdade que nem sempre tomou as melhores decisões, mas pareceu o jogador mais inconformado na primeira parte, esticando o jogo sempre que podia, arriscando o duelo com o seu marcador, tentando chegar à linha para cruzar e atrevendo-se a rematar.

Não podemos ficar indiferentes a Atsu. É notória a empatia dos adeptos com ele. Diria até que está encontrada a nova coqueluche. De facto, como não gostar dele? Extremo esquerdo à moda antiga, daqueles que pega na bola na sua banda e sai a driblar em direcção à linha, ora cruzando, ora arriscando um remate cruzado. Depois, além disso, percorreu um caminho que muito agrada aos portistas: chegou, esteve nas equipas júniores, foi emprestado, regressou à casa-mãe e mostra dotes que lhe auguram um enorme futuro. Além disso, aparenta ser discreto, não tem um pai sempre a falar para a imprensa, o empresário também pouco se ouve. Em suma: só é notícia no relvado. E nós, por cá, gostamos disso.

E depois há Jackson. Jackson Martinez. Tem nome de ponta-de-lança, sem dúvida.
Face ao ano passado, já se nota uma diferença. A equipa ganhou uma referência no centro do terreno. Ele recua no relvado, pede a bola, a equipa repara e confia nele e entrega-lhe a bola. Ele recebe-a, de modo impositivo, e entrega-a nas linhas. Logo de seguida, roda de forma agressiva e lá vai ele, qual predador a caminho do seu habitat: a área.
Ter um jogador com estas características faz toda a diferença, como sabemos. Terá que percorrer um longo caminho de adaptação ao futebol europeu, mas cheira-me que este é como o algodão: não engana. Prova disso mesmo é o golo em cima do minuto 90, num golpe de cabeça felino entre os centrais premiando o jogador que mais farejou o golo durante toda a partida.

Fiquei contente, assumo-o, com as caras novas.

Nota positiva também para a primeira metade de Lucho, com uma ou outra abertura sensacional, tabelando muito bem ora com Miguel Lopes, ora com James, procurando sempre espaços vazios para receber a bola e pressionando bem alto. A meio da segunda parte começou a quebrar, Vítor Pereira viu isso e retirou-o do onze. Mas fica a prova de que temos El Comandante em forma neste novo ano, desta feita com a braçadeira no braço, que lhe assenta como uma luva. E havendo Lucho em forma, isso normalmente significa títulos.

Uma palavra para Maicon. Na senda de Celso, Geraldão, Demol, Bruno Alves, entre outros (conforme referiu e bem o comentador da RTP, mostrando atenção), temos um novo central a bater livres. Não, não é uma brincadeira de pré-época: Maicon bate mesmo bem as bolas paradas.

E, já agora, gostei das opções do nosso treinador no banco. Mexeu quando tinha que mexer e mexeu bem. Moutinho, obviamente, pegou na batuta e agarrou o jogo - outra coisa não se espera dele; Djalma trouxe vivacidade ao jogo; e Varela pareceu uma opção lógica.
Não sei se foi por causa disso que chegamos ao golo, admito. Mas que a dados momentos parecia já termos feito o cerco à baliza da Briosa, isso parece-me inquestionável. A justiça da vitória, essa, nem se coloca.

Resumindo, os jogos da Supertaça costumam prometer mais do que cumprir. Eles anunciam o que aí vem. E deixam sempre uma curiosidade sobre o futuro, aquele bichinho que nos vai fazer andar atrás do Porto durante toda a temporada.

E pensar que ainda estão para chegar Danilo, Alex Sandro e Hulk. E James, já agora...

Como se diz aqui na Invicta: mais um caneco! Mas, acima de tudo, que isto seja o início e o catapultar para a conquista de muitos mais! É para isso que serve este troféu.

Um abraço a todos e... vou de férias!!

Notas adicionais:

- Após ver a Final do Torneio Olímpico de Futebol Masculino, parece-me escandalosamente incompreensível que ande meia Europa babada por um rapaz de cabelo estilo Songoku que joga sozinho e não é capaz de efectuar um passe ao colega do lado.

- Já em jeito de despedida: dentro de uns anos vamos poder dizer aos nosso filhos e netos que vivemos na era de Hulk, o super-herói do Dragão. Jogadores deste calibre e espectacularidade, no nosso clube, aparecem de 20 em 20 anos. Tal como só houve um Cubillas e só houve um Futre, um Hulk será irrepetível.



DECLARAÇÕES

Depois de conquistada a 19.ª Supertaça, a quarta consecutiva, Vítor Pereira falou de uma vitória “justa”, de um adversário digno e de uma equipa “coesa”, a do FC Porto, que terminou mais um jogo sem sofrer qualquer golo. Sobre Jackson Martínez, o autor do cabeceamento decisivo, sublinhou a oportunidade e a capacidade de trabalho do colombiano. Para melhorar, acrescentou o próprio.

Vítor Pereira e a “coesão” da equipa
“Tivemos momentos bons, mas no final da primeira parte deixámos de fazer o nosso jogo característico de controlo com bola. Voltámos bem na segunda parte e, por aquilo que fizemos, creio que foi um resultado justo, frente a um adversário que valorizou o jogo e o espectáculo. Foi mais um jogo em que não consentimos qualquer golo. É, portanto, uma equipa coesa. Os golos do Jackson vão acontecer naturalmente, porque se trata de um jogador com muita qualidade, que vai ajudar-nos a crescer. Trabalhou muito e, na hora certa, apareceu a fazer um golo. É isso que se pede a um ponta-de-lança.”

Jackson Martínez: “Estava difícil…”
“Estava difícil fazer a bola entrar na baliza. A Académica foi um adversário difícil, que complicou muito o nosso trabalho. Agora é desfrutar e continuar a trabalhar para melhorar. Creio que o FC Porto vai ser ainda mais forte na Liga.”



RESUMO DO JOGO

FC Porto 1 – Académica 0 – Tetra na Super Taça!

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O FC Porto conquistou a sua 19.ª Super Taça de Portugal em 34 edições da prova! Os outros, todos juntos, não chegam para os Dragões! Acresce que o Clube azul-e-branco venceu o troféu pela quarta vez consecutiva. A Supertaça das épocas 2008-2009, 2009-2010, 2010-2011 e 2011-2012 veio para o Porto.

Mais um Tetra para a colecção! Enquanto os tristes se entretêm com a treta dos “6 milhões”, as “taças latrina” e as “Eusébio cup”…

Parabéns, FC Porto!

Tribunal d'O JOGO - supertaça Portugal 2012

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Tribunal O JOGO: FC Porto 1-0 Académica
Árbitro Principal: Olegário Benquerença (Leiria) / Assistentes: João Santos e Luís Marcelino / Quarto árbitro: Jorge Tavares.


a aCTUALIZAR mais tarde...



fonte: ojogo.pt

11 agosto, 2012

APRESENTAÇÃO - Rodrigo de Almada Martins

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Costumo dizer que sou portista em terceiro grau e de forma dupla. Na verdade, filho e neto de portistas pelo lado paterno e materno, o Dragão foi-me gravado no peito à nascença.

Recordo com saudade e orgulho a minha “educação” azul e branca, marcada pelas míticas tardes das Antas: os almoços com os avós no restaurante Vitória (tripas, para não variar) seguido de um café - na altura carioca de limão - no Bom Dia ou no Velasquez e depois a procissão até ao estádio em ritmo de passeio, com o Avô a indicar a casa do Mestre Pedroto e o meu inevitável pedinchar de bandeiras e cachecóis. Depois aparecia o cheiro viciante da gasolineira e as senhoras despediam-se dos maridos e iam para os carros ouvir o relato e fazer crochet. A partir daí era a romaria: o barulho áspero e maquinal dos torniquetes, a atmosfera escura e húmida do interior da bancada, o bar com lanches de aspecto duvidoso, as filas intermináveis nas escadas, com aquele relvado inigualável lá em baixo e aquela pala que (mal) nos abrigava do sol ou da chuva.

E, depois, lá saíam os nossos heróis do túnel, ao som do hino e da corneta, os foguetes e fumo no relvado, os rolos de papel higiénico desenrolados, no tempo em que não nos era proibido empunhar uma bandeira. E, no meio desta ingénua confusão, os sempre presentes vendedores de gelados, chocolates e da Dragões.

Hoje em dia o ambiente já não é o mesmo, é certo. Mas o emblema, a camisola e o hino permanecem, iguaizinhos. É por isso que não abdico de ir às Antas (ir ao Dragão é ir às Antas e ponto final!).

Nos próximos tempos, após convite do Paulo Jorge – que agradeço - vou ter a oportunidade de opinar para a comunidade do BiBó PoRtO as partidas fora de casa do nosso clube, que normalmente vejo no conforto do sofá.

Espero acompanhar a par e passo, junto convosco, a caminhada do nosso Porto rumo ao TRI!

Um abraço a todos,
Rodrigo de Almada Martins

"Este troféu é fundamental"

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Vítor Pereira esteve esta quinta-feira na sala de imprensa do Olival para realizar a antevisão do FC Porto-Académica, encontro da Supertaça que terá lugar às 20h45 de sábado no Estádio Municipal de Aveiro. Para o técnico dos Dragões, este é “um jogo muito importante” porque inclui "um troféu muito desejado" e pode funcionar como "um bom impulso" para mais uma grande temporada.

Prémio merecido
"Fundamentalmente, disputar este jogo é o premiar de uma época vitoriosa, uma época em que ganhámos o campeonato. Só duas equipas podem discutir este título, nós como campeões, a Académica como vencedora da Taça de Portugal. Mais ninguém aqui chegou, por isso considero que é uma final especial e importante. Mais importante ainda por poder ser a quarta Supertaça consecutiva do clube, se de facto a conquistarmos."

Respeito q.b.
"A Académica criou-nos muitas dificuldades na última época e ganhou a taça ao Sporting, portanto espero uma Académica à semelhança da do ano passado: organizada e a sair muito rápido para o ataque. Acredito que têm argumentos para discutir connosco a Supertaça, mas acredito ainda mais na nossa qualidade de jogo, na nossa consistência e no talento individual dos nossos jogadores."

Trabalho = Sucesso
"O favoritismo é uma questão que cada vez menos se confirma. Para mim, o favoritismo é para provar dentro de campo. É preciso jogar melhor do que o adversário, marcar mais golos e sofrer menos golos do que quem está do outro lado. A Académica tem mérito por ter chegado aqui, eliminou vários adversários até à final – o FC Porto incluído -, e está aqui com todo o valor. Nós disputamos o campeonato, ganhámos, fomos a equipa que somou mais pontos, que marcou mais golos e sofreu menos golos. Espero uma final bem disputada. A pré-época serviu para ir crescendo e preparar este jogo da melhor maneira. Esperamos, no sábado, colocar em campo todo o trabalho que temos vindo a fazer e levar de vencido este jogo."

Um grupo exemplar
"A experiência vai-nos dizendo que, independentemente das indefinições - algumas justificadas, outras por expectativas que se criam, outras por especulação da imprensa -, tudo tem consequências do ponto de vista emocional. Eu tenho de preparar uma equipa independentemente deste contexto emocional. Tenho de apresentar uma equipa em condições de discutir um título que queremos. Essa é a minha linha e para a qual temos trabalhado tranquilamente. O grupo está motivadíssimo e consciente da importância do jogo que vamos realizar. Está tranquilo, com maturidade, está um grupo forte. Tenho a convicção plena de que o FC Porto vai ser este ano uma equipa muito forte e coesa, mesmo do ponto de vista relacional, que também conta para conquistar títulos. De certeza que vamos apresentar um estilo de jogo que reflecte essa união e essa força do grupo."

Onze na balança
"A equipa é definida em função de uma avaliação que eu faço, que a mim me cabe fazer. Eu escolho aqueles que achar que transmitem mais confiança a determinado momento. O meu papel é avaliar os jogadores, técnica, táctica e emocionalmente e, juntamente, colocar na balança o tempo de trabalho com o grupo, etc. As minhas decisões são tomadas em cima de vários factores. Avalio, escolho e sigo em frente com as minhas escolhas."

Ganhar, ganhar, ganhar
"Este troféu é fundamental porque, entre outras coisas, no FC Porto todos os troféus são para ganhar, todos são fundamentais. É importante sentirmos a nossa massa associativa, sentirmos que ela está connosco. Vamos abordar este jogo com a máxima seriedade e um foco muito grande na vitória, vamos trabalhar muito num jogo que nos vai dar muito trabalho, mas sempre num sentido de conquistarmos mais um título. Um título que para nós é muito importante e que pode ser também um impulso para o início do campeonato."

Alvaro Pereira não é caso
"Neste clube trabalhámos sempre no limite da agressividade e sempre para ganhar, em todos os exercícios. Estamos permanentemente no limite, sob uma exposição mediática muito grande e níveis de stress muito altos. Esta situação aconteceu como acontece em qualquer lado. No FC Porto é raro passar-se um episódio destes, mas vai acontecendo, como acontece em todos os clubes. São situações para se resolver na hora e foi isso que foi feito: foi ultrapassada na hora. Não vi nem ouvi nada de especial que justifique tantas páginas de jornais. Foi uma situação normalíssima num treino disputado nos limites da competitividade. O Alvaro está autorizado pelo clube a tratar de assuntos pessoais e este episódio disciplinar nada tem a ver com essa autorização."

Saudação aos atletas olímpicos
"Do meu ponto de vista não faz sentido absolutamente nenhum haver competições de selecções nesta altura. O FC Porto, a Académica, as equipas que discutem um título em consequência do que fizeram na época anterior deveriam ter disponíveis todos os jogadores, para apresentarem a melhor qualidade de jogo. Isso não é possível e é um ponto a reflectir. Os Jogos Olímpicos deveriam acabar antes das Supertaças. Temos muito orgulho nos jogadores que lá temos e acreditamos que vão sair de lá com a medalha olímpica. Estamos orgulhos deles porque trabalham connosco todo o ano, merecem lá estar e merecem disputar este torneio, mas também nos fazem falta e deveriam estar aqui a tempo de os utilizarmos na nossa final."

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Miguel Lopes, Rolando, Maicon, Mangala e Otamendi;
Médios: Lucho, Castro, João Moutinho, Djalma, Fernando e Defour;
Avançados: Jackson Martinez, James Rodriguez, Kléber, Varela e Atsu.

10 agosto, 2012

O Dragão chama por quem quer o Tri

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1. Cá estamos então à porta de uma nova época, após uma pré-época atípica, em que nenhum tubarão financeiro do futebol internacional nos veio despojar das nossas maiores estrelas. Não sei bem se fique triste ou contente, excepto se falarmos de um ou outro personagem a quem não chamarei estrela e que não desdenhava ver pelas costas a troco de alguns euritos. Quanto às verdadeiras estrelas, é claro que gosto de as ter por cá e gostaria que vestissem a nossa camisola ao longo de mais algumas épocas, mas esse benefício pode acarretar custos significativos. E se é verdade que a transferência desses jogadores é fundamental para o equilíbrio das nossas contas época após época, pior do que isso é o custo de manter no plantel um jogador nuclear contrariado, como já nos aconteceu em épocas não muito remotas.

Já não se fazem Joões Pintos, Paulinhos Santos ou Jorges Costas, que, nas suas próprias palavras, "preferia ter dado cabo dos dois joelhos a ter sido obrigado a emigrar". Não. Hoje em dia, antes de mais, a maioria dos nossos jogadores nem Portista é, pelo que não se pode, à partida, esperar uma lealdade maior do que aquela que é devida por um funcionário ao seu patrão. E além disso há duas cruzes que, independentemente dos títulos, do prestígio e de todas essas coisas que nos enchem de orgulho, o nosso clube terá sempre de carregar: a inferioridade financeira relativamente a muitos clubes estrangeiros e o nível da liga que disputamos. Esses dois "detalhes" determinam que, por mais que cresçamos e vençamos - e que empreitada é crescer e vencer neste contexto; somos talvez a única equipa europeia que o consegue - nunca seremos o destino final de futebolistas estrangeiros sedentos de fama e fortuna. Seremos sempre um ponto de passagem.

O que não é necessariamente mau: nós cumprimos um papel na carreira deles, eles cumprem um papel na nossa história, a sua transferência cumpre um papel na nossa saúde financeira, e todos saímos a ganhar. Foi esta a estratégia que a direcção do FC Porto escolheu e é inegável que tem dado frutos. A necessidade de uma maior aposta na formação é conversa para outro dia, mas sobre os jogadores (sobretudo estrangeiros) contratados a realidade é esta: eles chegam, vêem, vencem e seguem o seu caminho. Como adepta, sei que é assim. Não crio ilusões sobre o seu futuro no clube, não lhes peço promessas nem juras de amor. Só lhes peço o que pedia o poeta: que seja eterno enquanto dure. Enquanto cá estiverem, estejam de alma e coração. Não se ponham a dizer que querem sair, que estão a pensar em outras ligas, que sonham voar mais alto. Ninguém vos proíbe de terem ambições, mas respeitem-nos o suficiente para não terem esse tipo de discurso. E mandem calar agentes, papás e todo o séquito de sanguessugas que vos rodeia. Dêem tudo por nós enquanto cá estiverem, e nós dar-vos-emos tudo o que temos também. E depois vão à vossa vida com a garantia de que terão sempre um lugar no nosso coração.

Ainda há mercado esta época. Mas se alguns dos que sonham sair acabarem por ficar, só espero que tenham a hombridade de ficar a sério. Que tenham orgulho em cá estar e vontade de lutar pelo Tri como se fosse o seu primeiro dia de Dragão ao peito.

Por outro lado, e para manter a nossa parte deste acordo de cavalheiros, do treinador espero uma aposta resoluta nos muitos jovens valores deste nosso plantel. Cortar-lhes as pernas é tão mau para eles quanto para nós.

2. Os Jogos Olímpicos têm o condão de me chamar a atenção para modalidades com as quais não tenho qualquer contacto fora desta época específica. O remo (modalidade muito bonita, por sinal) é uma delas: excepção feita aos Jogos Olímpicos, o remo só faz parte da minha vida quando vejo ocasionalmente os atletas a treinar na nossa belíssima paisagem património mundial. Mas devido aos Jogos Olímpicos e à excelente prestação dos atletas Pedro Fraga e Nuno Mendes, apercebi-me por alto da confusão que reina nesse desporto em Portugal. Posso cometer algum lapso por desconhecimento, mas pelo que percebo o que se passa, para além de vários problemas relativos à federação, é que o Sporting contratou estes dois atletas ao Sport Club do Porto, apesar de não ter secção de remo e, segundo o clube portuense, “nem barcos, nem treinadores, nem atletas, ou sequer remos”. Foi o Sport (sem "ing") quem fez todo o esforço de formação e preparação dos atletas (inclusive o investimento nos barcos), para que agora venha o clube de Lisboa contratá-los às vésperas dos Jogos Olímpicos e colher os louros do seu bom desempenho.

Fiquei surpreendida. É mesmo assim que as coisas se processam? Confesso que a única característica que admiro no Sporting é mesmo a sua aposta na manutenção do ecletismo, que o nosso clube infelizmente tem vindo a deixar cair progressivamente. Mas é disto que vive o ecletismo do Sporting (e, suponho, também o do seu vizinho do outro lado da estrada)? De contratar atletas de modalidades que nem tem, só para poder dizer que tem mais atletas olímpicos, campeões europeus, ou o que seja? Reforço que sei pouco do assunto e corro o risco de estar a ser injusta. Mas se é esta a realidade, o mais lamentável é mesmo que as federações compactuem com isto, em vez de protegerem os clubes que efectivamente formam e apostam nos atletas.

Sou defensora convicta das modalidades amadoras no FC Porto - aquela imagem da Sara Monteiro da Costa a dar aulas de ténis em 1907 até me arrepia. Mas se e quando voltarmos a dar atenção à nossa identidade ecléctica, que seja de forma séria e honesta, que chamar ecletismo a isto é gozar com as pessoas.

3. Só para terminar: "O Dragão chama por Tri" é muito bom. Mais um ponto para a nossa comunicação. Mas antes do Tri, o Dragão chama pela primeira taça da época. Até Sábado, em Aveiro!