08 maio, 2015

“BÊS” SEM SORTE DERROTADOS PELO CITY.

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manchester city U21-FC PORTO B, 1-0

Premier League International Cup, final
8 de Maio de 2015
City Academy Stadium, em Manchester (Inglaterra)


Árbitro: Ollie Yates.
Assistentes: Harry Hawkins e Leigh Doughty.
Quarto árbitro: Tom Nield.

MANCHESTER CITY SUB-21: Andus Gunn (g.r.); Evans, Ellis Plummer, Pablo Maffeo, George Glendon (cap.), José Ángel Pozo, Olivier Ntcham, Jack Byrne, Jorge Íntima, José Ángel Pozo e Kelechi Ihanacho.
Substituições: Brandon Barker por George Glendon (63m), Kean Bryan por Kelechi (63m), Manu Garcia por Jack Byrne (85m).
Não utilizados: Ashley Smith-Brown, Billy O’Brien, James Horsfield, Aaron Nemane.
Treinador: Patrick Vieira.

FC PORTO B: Ricardo Nunes (g.r.); David Bruno (cap.), Igor Lichnovsky, Diego Carlos, Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos, Leandro Silva, João Graça; Frédéric e André Silva.
Substituições: Anderson por João Graça (72m), Pavlovski por Leandro Silva (72m), Pité por Tomás Podstawski (86m).
Não utilizados: Kadú (g.r.), Mikel, Víctor García, Roniel.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcador: Kelechi Ihenacho (4m).
Disciplina: cartão amarelo a Igor Lichnovski (90+2m).

​A boa campanha do FC Porto B na Premier League International Cup terminou com uma derrota injusta diante do Manchester City (0-1), na final que teve lugar esta sexta-feira no City Academy Stadium, em Manchester. Um golo de Kelechi, logo aos quatro minutos, permitiu que o troféu ficasse em Inglaterra, num jogo em que os Dragões foram superiores e em que até podiam ter goleado tantas foram as oportunidades que tiveram para marcar.

Face ao calendário preenchido - este foi o 49.º jogo oficial da equipa nesta temporada -, Luís Castro optou por fazer seis alterações no onze que alinhou de início no jogo de terça-feira, frente ao Sporting de Braga, para a Segunda Liga. Igor Lichnovsky foi um dos que regressou à titularidade e foi nos pés do central que teve origem o golo dos citizens, logo aos quatro minutos: mau atraso do internacional chileno para Ricardo Nunes interceptado por Kelechi Ihanacho, que não perdoou quando se viu sozinho perante o guarda-redes portista.

Foi a primeira e a maior oportunidade de golo dos ingleses num jogo dominado pelo FC Porto B, que teve uma excelente reacção à desvantagem precoce no marcador. Exercendo uma pressão alta, que bloqueava a construção do jogo do Manchester City a partir da defesa, os azuis e brancos ameçaram o empate por diversas vezes. Primeiro, foi de Frédéric um excelente remate (31m) na conclusão de uma boa jogada de envolvimento do ataque portista; no minuto seguinte, foi André Silva quem teve o golo nos pés; depois, foi David Bruno a assustar Andus Gunn (38m); e, por fim, André Silva obrigou o guardião britânico a aplicar-se com uma boa defesa (47m).

Faltava eficácia na hora da finalização ao FC Porto B, que chegava ao intervalo com um resultado injusto face àquilo que produziu e que não deixou o adversário produzir. E a verdade é que a história da segunda parte também não foi muito diferente: os Dragões mais dominadores, mais rematadores, com mais posse de bola e com os mesmos problemas de eficácia. Logos nos primeiros minutos, André Silva voltou a dispor de duas boas oportunidades para colocar (alguma) justiça no marcador. Mais tarde, o avançado portista voltaria estar em evidência mais tarde ao isolar Rafa que também não conseguiu bater Gunn (67m).

A cerca de um quarto de hora do fim da partida, os azuis e brancos viram ainda um golo anulado por suposto fora-de-jogo de André Silva, num lance que parece ter sido mal ajuizado pelo árbitro Ollie Yates. Azar para o FC Porto B, muita sorte para o City, que também pode agradecer ao seu guarda-redes o facto de ter terminado a partida com a baliza inviolada. A cinco minutos do fim, Gunn voltou a negar o empate a Anderson, garantindo que o troféu da primeira edição da Premier League International Cup ficava mesmo em mãos britânicas.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

EU SOU POR LOPETEGUI!

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Fica difícil falar do que foi esta época no FC Porto. É verdade que ainda não acabou, sim. Mas assumamos: só um cataclismo tiraria o título aos nossos rivais.

Não é só um campeonato que se perde. São duas épocas, dois penosos anos a não ganhar nada. Sim, porque no FC Porto ganhar uma Supertaça (com Paulo Fonseca) é o normal e mais que habitual e não pode servir de contagem para coisa nenhuma.

Um clube que se revela amorfo a cada dia e a cada ano que passa. Um clube que parece finalmente, passados anos e anos de inconformismo, habituado a não ganhar. Antigamente, havia respeito pelo FC Porto em qualquer campo onde este estivesse em território nacional. E se esse respeito fosse posto em causa quer por árbitros, quer por jogadores e adeptos adversários, lá estavam João Pinto, André, Jorge Costa, Baía, entre outros, para pôr a malta em sentido.

Não sei se foi a tal coisa da mística que se perdeu. Essa dimensão sobrenatural, intangível e enigmática. Para mim, a mística traduz-se também numa coisa: ganhar. E, deixando de se ganhar, lá se vai a mística. É como tudo no desporto.

O que se passa não é coisa nova, claro. Não há fórmulas mágicas. Antes de José Mourinho, o FC Porto estava há três anos sem ganhar: um campeonato perdido para o Boavista e outros dois para o Sporting. Mas agora as coisas são diferentes. Há uma cada vez mais clara bipolaridade no futebol português e o nosso rival tem ganho títulos, tem cimentado a sua estabilidade, tem cada vez mais força nos meandros do luso-futebol, tem, em suma, ganho poder e influência nas mais altas instâncias.

É verdade que nem tudo é mau. O FC Porto apresenta o melhor futebol em Portugal, conta com adeptos fiéis que acompanham a equipa, tem um treinador que abraçou a causa portista e que tem fome de vitórias, além de um modelo de negócio enraizado assente em formar jogadores e vendê-lo por quantias exorbitantes.

Não convém dramatizar o que não é de dramatizar. Nem tudo está mal, óbvio. E começar tudo do zero como já se ouve por aí dizer seria um erro. Tal como foi um erro mandar embora Vítor Pereira (não me canso de o dizer...) para ir atrás dos “amanhãs que cantam” e das fábulas miraculosas de descobrir novos mourinhos em Paços de Ferreira. Como se ganhar no FC Porto fosse como andar de bicicleta. Não é. Nem todos aqui são campeões, ao contrário do que se diz. Para se ganhar aqui um título não é preciso ser-se bom nem muito bom. É preciso ser-se excelente. É isso que falta perceber no adepto portista e, até, na estrutura azul e branca.

Lopetegui terá defeitos, certamente. Acabar aquele jogo em casa do rival a fazer tiki-taka na nossa linha defensiva, por exemplo, não lembra a ninguém. Entrar com Ruben Neves e Evandro no 11 e com Oliver numa ala não lembra a ninguém. Tudo isso é certo. Mas ninguém nos garante que o próximo será melhor ou que o próximo será o treinador que o FC Porto necessita para voltar aos títulos.

Eu sou por Lopetegui. Aponto-lhe erros, insuficiências nas abordagens de determinados jogos, falta de noção das exigências do clube em certos momentos, ausência de estratégia contra equipas demasiado fechadas, falta de ousadia aqui e ali. Mas para mim tem todas as condições de dar a volta por cima e erguer-se após este ano de desilusões. Quem diria que o rival, após aquele ajoelhar no nosso estádio, caminha agora a passos largos para um inédito bi-campeonato em mais de 30 anos?

A história vale o que vale, mas não garante títulos nem joga por nós. O momento Kelvin passou e há que aceitar que é preciso batalhar e treinar no duro para voltar a ser Campeão Nacional, que é o desígnio de qualquer portista. E também deve ser desígnio de qualquer portista e de qualquer SAD e Direcção que se preze defender o nosso clube contra os ataques extra-relvado de que tem sido alvo. E nesse aspecto digamos que Lopetegui navegou sozinho por mares tempestuosos. Eu sou por Lopetegui. Eu sou pelo FC Porto!

Rodrigo de Almada Martins

07 maio, 2015

UM CICLO QUE PROMETE... SEM ADN!

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Pelos dias de hoje, as conversas andam todas em redor do mesmo: o final de época que se aproxima com ZERO títulos, a perda de ADN Porto, a falta de atitude, etc, etc, etc. Como muito se tem falado sobre isso, tudo aquilo que nesta fase pudesse dizer, seria repetição daquilo que outros já disseram.
Sendo assim, prefiro abordar um outro tema ao qual tem sido dada menor importância dentro do contexto actual e que tem a ver com as mudanças da equipa de hóquei.
Sobre este tema, em 13-03-2015, já AQUI fiz uma detalhada análise, sobre a qual não tenho um ponto a retirar. Pode ter causado azia a alguns, mas como para mim os superiores interesses do FC Porto estão acima dos meus gostos pessoais, continuarei sempre a emitir a minha opinião.
Mas então, o que me leva 2 meses depois, a voltar ao tema?
A entrevista do nosso futuro treinador ao jornal “O Jogo” da passada 3.ª feira.

É opinião mais ou menos unânime no universo azul e branco que a renovação/revolução que vai ocorrer seria expectável. Quase todos concordam igualmente que o aspecto mais negativo é a saída do capitão Reinaldo Ventura.
Pela amostra, e tendo em conta a tal verdadeira revolução no nosso plantel, nesta entrevista, Cabestany aproveita já para se demarcar da construção deste novo grupo, ficando claro que não foi ele que o escolheu. Sim, porque dizer que espera vir um dia a treinar Reinaldo Ventura, um jogador que faz a 16 de Maio, 37 anos, e que acaba de ser dispensado do clube onde vai ser treinador, o espanhol está claramente a dizer que não foi ele quem tomou esta decisão, ou então, está a ambicionar ser o futuro treinador do Óquei de Barcelos.
Ora, este novo ciclo que todos dizem há “boca cheia” ser tão importante que se inicie, começa com um treinador que não escolhe os seus jogadores. Ok, promete!

Mas não fica por aqui!
Depois de lamentar a perda do jogador, Cabestany lamenta também a perda da referência Reinaldo Ventura. Surpreendidos?? Claro que não... está na cara de todos que Reinaldo é uma referência do clube e que seria absolutamente essencial neste período de transição.
Faça-mos um pequeno exercício: Tenhamos presente todos os jogadores de todas as modalidades do clube. Tenhamos igualmente presente o tal perfil Porto, o tal ADN Porto de que agora tanto se fala. Conjugando estas duas premissas, conseguem encontrar em todo o universo FC Porto, algum atleta que melhor corporize o que é ser Porto? Digam-me um... eu, só me lembro de Reinaldo Ventura.
Ora, perante isto, perante uma tão grande crise de valores “à Porto” que vivemos em todo o clube, ainda nos conseguimos dar ao luxo de dispensar um dos últimos baluartes mais representativos desse ADN?

Mas ainda não fica por aqui!
Cabestany lamenta a perda do jogador Reinaldo, da referência Reinaldo, e ao mesmo tempo, tece rasgadíssimos elogios aos 2 novos reforços do 5lb, nunca tendo uma palavra sobre os nossos reforços, falando de Hélder Nunes mais a “refrear” os ânimos e as expectativas em seu redor.
Recordemos que, a Adroher (ex-Breganze, actual clube de Cabestany) e Torra (ex -Barcelona), ambos internacionais espanhóis, o dito clube junta Traball, Nicolia, João Rodrigues, Valter Neves e Diogo Rafael. Portanto, lamentando as nossas perdas, elogiando as aquisições dos outros, recordando que são eles os campeões, e ainda por cima numa época nova com 4 jogadores novos e treinador novo, o que podemos esperar nós da época que aí vem? Muito pouco, digo eu!

E antes de terminar, pergunto eu: ninguém do FC Porto “validou” esta entrevista a “O Jogo”? Ninguém tomou o cuidado de a ler antes de ser publicada ou acompanhar o treinador na referida entrevista? É que isto a mim soa-me a amadorismo, e que me desculpem os responsáveis por isto!
No desporto de alta competição, num clube da nossa dimensão, não se pode simplesmente facilitar neste tipo de coisas.

Finalizo dizendo: caiu a máscara! Bonito seria saber quem decidiu (e porquê!) a saída do capitão Reinaldo Ventura. E mais ainda: não há quem realmente mande? Não há quem seja capaz e tenha autoridade para chegar e dizer: "Não, este não sai!"?

Um abraço, até domingo no sítio do costume!

06 maio, 2015

TOALHA AO CHÃO. PERDEMOS O CAMPEONATO.

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Não. Não, não é um título sensacionalista para chamar a atenção como se este blog fosse um tablóide inglês. É a mais pura das verdades. Perdemos o campeonato.

"Então não eras tu que não desistias e que estavas com a equipa até ao fim?" - Era. Sou, e serei.

No entanto, este campeonato, ainda que o ganhemos desportivamente, já revelou a pior derrota que eu alguma vez poderia imaginar enquanto adepto do Futebol Clube do Porto.

A derrota da identidade. A derrota do ser e pensar à Porto. A derrota da essência Porto.

Desde que terminou o jogo no Galinheiro que tento perceber o que se passou naquela bancada. Na recepção à equipa.

Não tenho formação técnico táctica para destilar orgasmos teóricos sobre se aquele era o onze ideal, se a posse não foi construtiva, se o entre linhas funcionou ou não. Para mim é fácil. Bola dentro, bola fora e no final ganha o Porto.

Tenho é formação, sensibilidade, identidade para perceber o que é ser Porto e o que não é ser Porto. E aquilo não foi ser Porto.

Lá estão vocês. Quero lá saber se o Brahimi demorou a sair. Se o Quaresma abraçou o JJ! Ainda não perceberam?!

O meu problema resume-se ao bater de palmas no final do jogo à equipa.

Esforçaram-se? Deram tudo? Deram o que poderiam dar? Não deram? Então, estás a bater palmas porque razão? Foste recebê-los porque razão? Dignificaram a camisola? Então, porque raio é que contínuas com esse sorriso ao sair do Galinheiro? Ganhaste o jogo? Então, porque raio é que cantas "olha a cabeça do lampião"? Estás em primeiro e vais ser campeão? Não? Então, porque é que cantas "quem os viu na Madeira a festejar..."? Perdeste as noções? Tens noções?

Não me confundam. Não defendo o assobio. Defendo o apoio. Mas durante os 90 minutos. Deram tudo? Deste tudo? Se ambos deram tudo, vamos os dois felizes para casa. Se eles não dão tudo, tu tens que dar por eles, motivá-los a dar. Se ainda assim não dão, depois do apito, tens que ser o primeiro a questionar. Apontar o dedo. Exigir. Perdem e dão tudo. Perdem e não dão nada. Qual é a diferença de atitude que tem da bancada? Zero. Nenhuma. Queres o quê? Que percebam o que é ser Porto quando tu não lhes mostras? Não lhes exiges nada?

Ir ver o Porto é "um programa familiar interessante"? Ganha juízo. Se vais ao estádio, tens que ser uma referencia. Eles têm que personificar a tua atitude. Eles têm que ter a raiva e a vontade de vencer que tu tens. Que tu deverias ter!

Críticas o Quaresma quando, tu estás todo sorridente no final do jogo?!

Críticas que o Helton vá felicitar o Julio César quando, tu cantas músicas ridículas no final do jogo!?

Se não te "doí" a ti, vai doer a eles porquê? São mais que tu em quê? Tu pagas quota. Pagas bilhete. Pagas deslocação. Perdeste a hipótese de colar aos gajos e estás aí todo contente. Queres que eles estejam como!?

Só sabes pedir, exigir, mas no café!! Reclamar nos blogues e facebooks como se fosses o rei e senhor da razão, mas na altura de definir o ser Porto, vais com a maralha que se desnorteia porque um jogador lhe disse "olá" depois de ter cumprimentado metade da equipa adversária, não ter dado tudo no jogo, e ter demorado a sair.

E, o quanto eu agradeci estarmos no 3 anel! Estivéssemos nós lá em baixo, e ainda ia ver os pseudo ultra de casaco da moda a engalfinharem-se, quais Marias Chuteiras, para terem uma meia de um qualquer dito craque que por lá passava.

Noutros tempos. Os meus tempos de sempre. Aqueles que eu julguei que nunca acabariam! A equipa viria cabisbaixa à curva. Pedia desculpas. Assumia o erro. Sobre o grito de cobrança da curva. Noutros tempos, já antes teríamos um Bruno Alves a dirigir-se à curva a assumir o erro. Noutros tempos, já os teríamos educado.

E não me venham com os "comissionistas", com os "interesses", com as BMG's e as Doyen's. O problema aqui é outro. O problema aqui, és TU!

"Vieste-te" (desculpem meninas o Português, mas já estou por tudo) com o golo do Kelvin e ainda andas com a cara de menino à procura do guardanapo, excitado pelo acontecimento. Acorda. Kelvin já foi há dois anos e a história agora é outra. Esse golo destruiu-te. Deixaste de ser Portista. Exigente. Atento. Pensas sempre que "pode acontecer" e relaxas e apoias incondicionalmente. Tens que apoiar e exigir, só assim aumentas a concentração deles. Todos agora esperam que "mais tarde ou mais cedo" a coisa acontece. E os outros agora já não "reservam". Aprenderam. Com quem? Com os melhores. Nós! E nós? Que letargia é esta? Que passividade é esta? Que anormalidade é esta?

Vais receber a equipa depois do jogo no Galinheiro porquê?!? Para lhes dar ânimo? Eles fazem a exibição que fazem e ainda têm palminhas? Mas estamos onde?

Ahhhh... alto. Agora é o momento em que me mandas com o argumento - "os outros podem escorregar".

MAS SERÁ QUE AINDA NÃO ENCONTRASTE O GUARDANAPO!?

O Portista dá, mas exige. O Portista sofre, mas luta. O Portista exulta, mas cobra. O Portista não desiste, insiste. O Portista apoia, mas não é cego.

Sê Portista.

Arriscas-te a ir para o segundo ano sem ganhar o campeonato. Arriscas-te a não ganhar nada este ano, e a três jornadas do fim, andas a bater palmas à equipa depois desta ter empatado o jogo crucial na luz.

Volto a dizer. O culpado não é o Presidente. Não é a estrutura. Não é o treinador. Não é o jogador. Não é a claque.

És TU.

Como disse no título. Ainda que haja um milagre desportivamente. O campeonato que eu nunca quero perder. O da identidade. O da mística. O dos valores Portistas. Está neste momento perdido.

Espero que ainda vá, contigo, a tempo de recuperar o "tempo" perdido.

05 maio, 2015

“BÊS” DERROTADOS EM PEDROSO.

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FC PORTO B-braga B, 2-3

Segunda Liga, 43.ª jornada
5 de Maio de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia


Árbitro: Rui Rodrigues (Lisboa).
Assistentes: Rui Cidade e Pedro Felisberto.

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Diego Carlos, Zé António e Rafa; Graça, Francisco Ramos (cap.), Pité e Pavlovski; Roniel e André Silva.
Substituições: Roniel por Frédéric (55m), Pavlovski por Mikel (58m) e Francisco Ramos por Leandro Silva (65m).
Não utilizados: Kadú (g.r.), David Bruno, Igor Lichnovsky e Anderson.
Treinador: Luís Castro.

SPORTING DE BRAGA B: José Costa (g.r.); Thales, Pedro Monteiro, Gonçalo Silva (cap.) e Núrio; João Gamboa, Nuno Valente e Chidi Osuchukwu; Fábio Martins, Erivaldo e Carlos Fortes.
Substituições: Carlos Fortes por Dolly Menga (60m), Nuno Valente por Joca (67m) e Chidi Osuchukwu por Nené (82m).
Não utilizados: André Silva, Pedro Eira, Oto´o e Oti.
Treinador: Abel Ferreira.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Francisco Ramos (23m), Fábio Martins (47m), André Silva (57m), Dolly Menga (60m) e Pedro Monteiro (85m).
Disciplina: cartão amarelo a Nuno Valente (30m), João Gamboa (59m), Diego Carlos (63m) e Fábio Martins (72m).

O FC Porto B perdeu esta terça-feira frente ao Sporting de Braga B (2-3), no Estádio de Pedroso, em jogo a contar para a 43.ª jornada da Segunda Liga. Francisco Ramos (23m) e André Silva (57m) foram os marcadores de serviço nos azuis e brancos, que estiveram duas vezes em vantagem, enquanto Fábio Martins (47m), Dolly Menga (60m) e Pedro Monteiro (85m) apontaram os golos arsenalistas.

A etapa inicial mostrou um FC Porto B superior aos minhotos e o primeiro aviso surgiu logo aos quatro minutos, com Graça a rematar ligeiramente ao lado em zona frontal à baliza. O Sporting de Braga B reagiu pouco depois e Carlos Fortes, já dentro da área, também ficou perto do golo, mas o avançado bracarense falhou o remate no momento de tentar desfeitear Raúl Gudiño (6m). À passagem dos 23 minutos, Francisco Ramos (na foto) “encheu” o pé direito a quase 30 metros da baliza e abriu o activo com um golaço que fez toda a diferença no primeiro tempo.

A segunda parte trouxe um Sporting de Braga B mais atrevido e o empate aconteceu apenas dois minutos após o reatamento. Num lance muito idêntico ao de Francisco Ramos, o ex-Dragão Fábio Martins restabeleceu a igualdade com um pontapé indefensável para Raúl Gudiño (47m). André Silva ainda voltou a dar vantagem aos azuis e brancos no aproveitamento de uma bola perdida na área bracarense (57m), mas o pior estava para vir. Apenas três minutos volvidos, Dolly Menga aproveitou uma perda de bola do guardião mexicano do FC Porto B e rematou para a baliza deserta, fazendo o 2-2 (60m).

Já na recta final do encontro, na sequência de um pontapé de canto, o central Pedro Monteiro apareceu solto de marcação na área portista e cabeceou para a reviravolta do Sporting de Braga B (85m), que soube resistir ao pressing final do conjunto comandado por Luís Castro. Segue-se agora a final da Premier League International Cup, marcada para esta sexta-feira, às 19h00, frente ao Manchester City, no City Academy Stadium, em Manchester, Inglaterra.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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FIM DE CICLO.

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HÓQUEI EM PATINS
(1º benfica-70p; 2º FC Porto-64p; 3º valongo-49p)
  • vic 3-2 FC PORTO (a.p.)
O Golo de Ouro voltou a ser ingrato para o hóquei do FC Porto. Depois da final de má memória em 2013 no Dragão Caixa, voltamos a ser infelizes.

Mas para lá do sofrimento e infelicidade, deixem-me fazer aqui um desabafo. Com excepção do capitão Reinaldo Ventura, parece-me que as saídas anunciadas se justificam completamente. A equipa precisa de sangue novo, de ambição e por isso, encaro as mudanças anunciadas com boas sensações, mesmo que no 1º ano tenhamos dificuldades normais de uma equipa em renovação.

Frente ao Vic, Reinaldo e Jorge Silva marcaram os nossos golos, mas a 10ª falta dos Catalães não mais surgiu e no prolongamento, foi a sorte do costume. Na final, o Barcelona ganhou 4-3 ao Vic.

Continuamos sem conseguir a 3ª Champions, 25 anos após a nossa última conquista.

  • próximos jogos
Sábado, pelas 18h00, jogamos em Paço de Arcos (sem tv).



BASQUETEBOL
(1º FCP Dragon force-40p; 2º eléctrico-36p; 3º terceira-32p)
  • ginásio 63-72 FC PORTO Dragon Force
No basquetebol, já lideramos a meia final, depois da vitória na Figueira da Foz, surpreendentemente, com algumas dificuldades anotadas. Mas ganhou-se e isso era o fundamental. Destaque para Queiroz com 14 pontos, Ferran e Bastos com 13 e Torrié com 12.
  • próximos jogos
Sábado, pelas 21h30, vamos por certo confirmar a nossa presença na final (Porto Canal).



ANDEBOL
(1º FC Porto-62p; 2º sporting-58p; 3º abc-55p; 4º slb-54p)

No andebol, começa a grande final, com o jogo 1 entre Porto e Sporting a decorrer já este sábado, no Dragão Caixa, pelas 18h30 (Porto Canal). O jogo 2, joga-se depois só na 4ª feira, dia 13, também na nossa casa (21h00).


Um abraço do Lucho.

04 maio, 2015

BRIO QUANTO BASTE.

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setúbal-FC PORTO, 0-2

Primeira Liga, 31ª jornada
Domingo, 3 Maio 2015 - 19:15
Estádio: Bonfim, Setúbal
Assistência: -


Árbitro: Marco Ferreira (Madeira).
Assistentes: Nelson Moniz e Sérgio Serrão.
4º Árbitro: Ricardo Baixinho.

SETÚBAL: Lukas Raeder, Frederico Venâncio, João Schmidt, Paulo Tavares, Pedro Queirós, Suk, François, Hélder Cabral, Dani, Advíncula, Zequinha.
Suplentes: Miguel Lázaro, Miguel Pedro (60' Hélder Cabral), Uli Dávila (72' Paulo Tavares), Kiko, Rambé (82' Pedro Queirós), Miguel Lourenço, Ney Santos.
Treinador: Bruno Ribeiro.

FC PORTO: Helton, Ricardo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez.
Suplentes: Andrés Fernández, Martins Indi (25' Marcano), Quintero, Evandro (66' Quaresma), Hernâni (80' Brahimi), Rúben Neves, Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Brahimi (15'), Jackson Martínez (90') .
Disciplina: cartão amarelo a Zequinha (35'), Dani (42'), Pedro Queirós (61'), Ricardo (74'), Casemiro (90+4m').

O FC Porto não teve que fazer um jogo superior esta noite no Bonfim para levar de vencida a equipa do V. Setúbal. Por norma, os Dragões vencem os jogos naquele estádio. Não é por acaso que está invencível há 33 anos e obteve esta noite a 15ª vitória consecutiva sobre os sadinos no Bonfim.

No entanto, este jogo ficou dividido entre duas partes bem distintas. O FC Porto só garantiu a vitória, que nunca esteve em causa, no minuto 90. A superioridade foi tão evidente que a reacção que os sadinos tiveram na 2ª parte nem sequer chegou para fazer cócegas.

Sem carregar muito, os azuis e brancos dominaram o encontro como quiseram, principalmente no primeiro tempo. O jogo teve sentido único. O FC Porto, ao entrar forte, asfixiou por completo o V. Setúbal que foi aguentando até onde pôde.

O FC Porto aproveitou, desde o minuto inicial, para instalar-se no meio-campo contrário. O primeiro golo surgiu aos 15 minutos por Brahimi mas já dava para perceber que o golo era uma questão de tempo.

Na segunda parte, o FC Porto permitiu uma subida no terreno da parte dos sadinos, deixando o jogo em aberto. O Vitória de Setúbal ficou-se pelas intenções pois só aos 78 minutos é que incomodou Helton com um remate de cabeça que o guarda-redes brasileiro sacudiu para canto. Os Dragões jogaram com o relógio nesta etapa complementar. O jogo foi mais fraco e quase sem história.

Ao minuto 90, num passe de Herrera a desmarcar Jackson na área, o colombiano teve uma excelente recepção de bola e estabeleceu o resultado final.

O árbitro Marco Ferreira foi protagonista. Fechou os olhos a várias faltas cometidas à entrada da área sadina e na dúvida marcou sempre contra o FC Porto. Como tem sido norma em toda a época. Fica na retina um lance perto do intervalo quando Brahimi foi derrubado por Dani no limite da grande área. Livre e expulsão do jogador sadino por assinalar.

Os jogadores portistas mostraram brio e continuam a fazer o que lhes compete. Ganhar os jogos todos até ao fim do campeonato, pois mais do que isso não depende deles.



DECLARAÇÕES

Lopetegui: “A equipa mostrou carácter e personalidade”

Julen Lopetegui considerou que o FC Porto fez um “grande jogo” no Estádio do Bonfim, destacando uma “grandíssima primeira parte” na qual os Dragões poderiam ter construído um resultado mais amplo. Reconhecendo algumas dificuldades sentidas no segundo tempo frente a uma equipa que “também está a fazer pela vida”, o técnico espanhol elogiou a generalidade do trabalho realizado pela equipa portista, que venceu “com toda a justiça”.

“Era nossa obrigação entrar bem, apesar de o envolvimento emocional não ser fácil. A equipa mostrou carácter e personalidade, entrou forte e dominante. Fizemos uma grandíssima primeira parte e criámos situações suficientes para construir uma vantagem maior até ao intervalo. Jogámos demasiado futebol para termos apenas um golo de vantagem. Apesar de termos sentido algumas dificuldades na segunda parte, soubemos controlar as coisas perante uma equipa que também está a fazer pela vida e que fez o seu trabalho. Creio que acabámos por fazer um grande jogo e vencemos com toda a justiça”, afirmou Julen Lopetegui após a vitória sobre os sadinos (2-0), na 31.ª jornada da Liga NOS.

Sublinhando a ideia de que os Dragões lutarão com unhas e dentes enquanto for possível, Julen Lopetegui garantiu que os três jogos que faltam disputar no campeonato são para vencer. “Temos de continuar a fazer o nosso trabalho e de manter esta atitude, empenho, carácter e personalidade. Vamos lutar até ao fim e procurar vencer todos os nossos jogos, pois só podemos controlar aquilo que nós fazemos. Queremos vencer os três jogos que restem e, se possível, a praticar bom futebol”, concluiu o treinador basco.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

03 maio, 2015

DE POUCO VALE...

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De pouco vale que o novo jornal eletrónico do FC Porto aponte para os erros gramaticais de alguém que não sabe falar português (e novidades?), quando ao longo de toda a época, aconteceram coisas bem mais graves e bem menos empoladas.

De pouco vale que o treinador continue SOZINHO a enfrentar a p*** da comunicação social, quando a estrutura andou praticamente calada durante a época inteira perante sucessivos e constantes “erros” ou “azares” ou, como se gosta de chamar quando convém, “erros humanos” sempre com o mesmo sentido.

De pouco vale que Antero Henrique venha dar uma entrevista no final da época ao jornal “o Jogo” e diga que o “título do ******* é um tributo dos árbitros”. Vale sim que se aponte exata e concretamente em que jogos, em que alturas e por que motivos este é um campeonato completamente aldrabado e viciado desde as suas primeiras jornadas. Basta recorrer a imagens e vídeos disponíveis em qualquer sítio da internet, algo que não será com certeza difícil a uma estrutura profissional como a do FC Porto.

De pouco vale andarmos nós adeptos preocupados com o clube, com a mística, com as consequências de um acontecimento que não ocorria há mais de 30 anos, logo numa época em que as tendências de “coisas feitas por outro lado” foram tão evidentes quanto branqueadas e silenciadas pela generalidade da comunicação social, quando num jogo em que tínhamos a nossa última oportunidade (era ali e em mais nenhum jogo que tínhamos de dizer presente e não ter medo de ser felizes!) de chegar ao título nacional, o que vimos no fim? Beijos e abraços, por entre sorrisos, entre os jogadores mais antigos do clube (e que supostamente deveriam perceber melhor que todos a mística do clube!) e funcionários não de um adversário, mas sim de uma instituição que ao longo dos últimos 30 anos tem sido um verdadeiro inimigo odioso do FC Porto.

Sempre deu a sensação ao longo de toda esta época que de pouco valeria o esforço de 17 equipas, na medida em que 1 teve SEMPRE em momentos complicados uma “ajudinha extra”. Mas também deu sempre a sensação que o FC Porto, na pessoa sua estrutura, andou demasiado adormecido quando semana após semana os “erros humanos” aconteciam, curiosamente sempre nas alturas de maior aperto e dificuldade para uma determinada equipa. Pior do que isso, nas alturas de crise de uma Liga praticamente falida por única e exclusiva responsabilidade de um bando de anti-Portistas, bando esse encabeçado por um figueiredo qualquer, o que fez o FC Porto? Ora bem, sentou-se à mesma mesa com um clube que há 7 anos tentou da forma mais TORPE E NOJENTA possível atirar com o FC Porto para fora da Liga dos Campeões, um clube que foi o principal patrocinador do anti-Portismo mais primário e ordinário que há ao longo das últimas 3 décadas… Pelo amor de Deus!

Lopetegui fez m**** em várias alturas da época, foi teimoso em determinadas alturas e excedeu-se noutras. Mas de uma coisa não tenho a menor dúvida: EM TODO O CLUBE, ESTE ANO A ÚNICA PESSOA QUE POR VEZES SE APROXIMOU MINIMAMENTE DO QUE É A ESSÊNCIA VERDADEIRA DO “SER PORTO” QUE TANTO SE FALA MAS QUE POR VEZES NÃO SE SABE DO QUE SE FALA (POR EXEMPLO, O SER PORTO FINAL DA TAÇA DE 1994) CHAMA-SE JULEN LOPETEGUI! Tenho dito.

NOTA FINAL: Não posso deixar de dizer que É MUITO IMPORTANTE que os jogadores e o treinador tenham uma atitude séria e competente nos últimos 4 jogos, que apenas servirão para adiarmos por mais uma ou duas semanas aquilo que é inevitável. Estes últimos 4 jogos devem servir não só para começar a perceber com quem podemos ou não contar para a próxima época, como também deve servir para a equipa demonstrar a sua qualidade mais que suficiente para em “condições normais” ter obtido uma melhor classificação, se é que me faço entender...

PS: Ainda ao longo do mês de maio publicarei um post sobre o que é para mim SER PORTO! Porque é muito bonito repetir-se mil vezes esta expressão e depois não se saber exatamente do que se fala (não estou a dizer que acontece sempre, mas nalguns casos diz-se isso pensando que SER PORTO se resume apenas a ganhar!). Um desafio interessante para toda a blogosfera azul e branca, incluindo todos os estimados colaboradores deste blog para o qual tenho a honra de participar: mas afinal o que É SER PORTO para cada um de nós? De que forma podemos construtiva e inteligentemente contribuir para uma reflexão séria e positiva sobre 2 épocas consecutivas sem ganhar nada (uma época com uma supertaça ganha e outra sem nada ganhar é para mim a mesma m****)?

“CONTINUAREMOS A COMPETIR ATÉ AO FINAL”

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Julen Lopetegui garantiu esta sexta-feira, em conferência de imprensa, que o FC Porto vai continuar em busca do título nacional nos quatro encontros que restam até ao final da Liga NOS. Sem pensar onde o Benfica (primeiro classificado, com mais três pontos do que os Dragões) pode escorregar, o técnico concentra-se em vencer no terreno do Vitória de Setúbal (domingo, 19h15), “uma equipa que melhorou muito na segunda volta” e que luta pela permanência. “Não há outras contas” a fazer para além de triunfar nas restantes jornadas.

“Estamos preparados para abordar cada jogo que resta com a máxima energia e tentando conseguir os 12 pontos, a começar já no jogo de domingo frente ao Vitória, que tem as suas dificuldades, que temos de conseguir ultrapassar. Continuaremos a competir até ao final, dando resposta a cada partida, e as contas do que se pode passar noutros campos não sou capaz de fazer”, afirmou o técnico. O facto de o FC Porto não ter vencido no Sul do país nos últimos dez encontros foi uma estatística desvalorizada: “Preocupa-me sim a equipa que vamos encontrar, a nossa resposta e o que vamos fazer futebolisticamente, num jogo que vai apresentar dificuldades”.

O Benfica-FC Porto do último domingo foi, naturalmente, tema da conferência de imprensa. Confrontado com diversas análises, Lopetegui preferiu destacar “o carácter” que os portistas mostraram “num campo muito difícil”: “Fomos com a intenção de conseguir os três pontos e tivemos oportunidades reais de passar para a frente e o jogo teria sido diferente. Minimizámos a equipa que tinha preparado uma grande festa e que praticamente não entrou na nossa área. As interpretações de fora interessam-me pouco e o primeiro crítico da nossa situação sou eu. A equipa fez o que tinha a fazer, mas não conseguimos o golo que poderia ter dado a oportunidade de chegar a outro resultado”.

A troca de palavras com Jorge Jesus no final do encontro também mereceu um comentário. O treinador do Benfica regressou ao tema na quinta-feira, em declarações a um jornal, o que Lopetegui interpretou como uma cortina de fumo sobre a nomeação de João Capela para o Benfica-Gil Vicente deste sábado. “Talvez o que pretende é que não se fale de quem nomeou o árbitro que vão ter. Talvez seja essa a estratégia, ele tem experiência. Quem nomeou e expôs Capela não se engana”, afirmou.

Já no final da conferência de imprensa, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, houve palavras elogiosas para Helton – “estamos muito contentes com o que traz à equipa, o trabalho e experiência” – e todo o grupo de trabalho: “A mística passa por profissionalismo, orgulho, responsabilidade e a equipa mostrou isso muito esta época, ainda para mais com 16 novos jogadores. Outra coisa é reconhecer isso”.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Andrés Fernández.
Defesas: Ricardo, Maicon, Marcano, Martins Indi e Alex Sandro.
Médios: Casemiro, Ruben Neves, Evandro, Herrera, Óliver, Quintero e Brahimi.
Avançados: Quaresma, Hernâni, Jackson Martínez e Aboubakar.

02 maio, 2015

CLÁSSICO FOI AMARGO PARA OS "BÊS"

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FC PORTO B-sporting B, 0-1

Segunda Liga, 42.ª jornada
2 de Maio de 2015
Estádio Luís Filipe Menezes, em Olival, Vila Nova de Gaia


Árbitro: Artur Soares Dias.
Assistentes: Rui Licínio e Álvaro Mesquita.

FC PORTO B: Ricardo Nunes (g.r.); David Bruno, Igor Lichnovsky, Diego Carlos, Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos e Leandro Silva (cap.); Frédéric, Roniel e André Silva.
Substituições: Roniel por Anderson (63m), Tomás por Pavlovski (68m) e Francisco Ramos por Pité (86m).
Não utilizados: André Caio (g.r.), Víctor García, Zé António e João Graça.
Treinador: Luís Castro.

SPORTING B: Luís Ribeiro (g.r.), Gelson Martins, Jonathan Silva, Nuno Reis, Samba, Rabia, Wallyson, Matheus Pereira, Podence, Dramé e Rubio.
Substituições: Podence por Sacko (56m), Sacko por Mica (76m) e Matheus Pereira por Seejou King (86m).
Não utilizados: Guilherme Oliveira, Domingos Duarte, Jorge Silva e Zezinho.
Treinador: João de Deus.

Ao intervalo: 0-0.
Marcador: Wallyson (82m).
Disciplina: cartão amarelo a Rabia (12m), Diego Carlos (22m), Lichnovsky (35m), Tomás (66m), Samba (84m) e Seejou King (92m).

Um golo de Wallyson, a 12 minutos do fim do jogo, ditou a derrota do FC Porto B no clássico frente ao Sporting B (0-1), disputado este sábado, no Estádio Luís Filipe Menezes, no Olival. Os azuis e brancos terminam a 42.ª jornada da Segunda Liga na nona posição, com os mesmos 60 pontos.

Luís Castro fez três alterações ao onze que apresentou na jornada anterior, frente ao Atlético: André Caio cedeu a baliza a Ricardo Nunes, Lichnovsky ocupou o lugar de Zé António no centro da defesa e Roniel substituiu Gonçalo Paciência. E foi precisamente o guarda-redes da equipa principal dos Dragões a assumir o papel de protagonista no início do jogo, com três boas defesas em pouco mais de dez minutos, que impediram que o marcador fosse inaugurado.

Mais pragmáticos e mais rápidos a chegar à baliza contrária, os lisboetas entraram melhor, mas aos poucos o FC Porto B foi equilibrando a partida. Roniel deu o primeiro aviso, num remate que acabou interceptado por Rabia, mas a grande oportunidade de golo dos azuis e brancos durante a primeira parte pertenceu a Frédéric Maciel, num cabeceamento bem defendido por Luís Ribeiro (40m), que manteve o empate com que se chegou ao intervalo.

A segunda parte foi uma réplica da primeira: jogo lento, disputado a um ritmo baixo, feio como o tempo que se fez sentir no Olival. Luís Castro ainda tentou mudar o rumo aos acontecimentos, com as entradas de Anderson, Pavlovski e Pité e os azuis e brancos passaram a rondar mais a área dos lisboetas. Mas aos 83 minutos, a defesa portista deu tempo e espaço a Wallyson para desfazer um empate com que o jogo parecia caminhar para o desfecho.

O FC Porto B foi em busca do empate e Pavlovski teve-o nos pés, logo a seguir, na execução quase perfeita de um livre em que levou a bola a sair rente ao poste da baliza leonina. Apesar do último forcing, o resultado não se alterou e os portistas acabaram por sofrer uma pouco habitual derrota em casa, a quarta em 21 jogos até agora disputados.
Na próxima jornada, já na quarta-feira (15hh00), a formação orientada por Luís Castro tem encontro marcado com o Braga B.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

DESABAFOS.

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Duas semanas depois de sonhar com tudo a realidade chegou e o temor de não ganhar nada parece estar a caminho de se transformar em realidade.

E se assim for, será tão surpreendente?

Na minha opinião não. Aliás em certa medida só temos mesmo o que merecemos e, a analisar pelos “zunzuns” que se ouvem ainda merecemos pior.

A última “novidade” é que o culpado está identificado e temos muitos a querer começar do zero outra vez. Se depois de ganhar ao Bayern era um génio, agora já voltou a ser um cancro.

Confesso que ando parvo com isso. Será que o FC Porto foi transportado para a 2ª Circular?

Que se esperava desta época? Aqui está o problema e a resposta… A verdade é que, pelos vistos, 80 % do universo Portista visualizava um passeio, como agora se tornou moda esperar. Futebol bonito, vitórias robustas, humilhações aos adversários… Só assim “Somos Porto” e só assim “Este é o meu Porto”.

Agora queime-se o espanhol e venha outro, clamam muitos… Provavelmente os mesmos que quiserem ver longe um treinador campeão para apostar num macaco (até dá vontade de chorar lembrar-me dessa “piada), os mesmos que eram capazes de fazer um trono de ouro para aquele que abandonou o sonho sem dar cavaco a ninguém. Mesmo que ande há 4 anos a coleccionar insucessos… Tudo em nome de uma imagem e de uma ilusão.

É tempo de acabar com as ilusões e enfrentar a realidade.

O FC Porto não pode viver cristalizado em 2010/11 ou no golo do Kelvin. Esses momentos passaram, foram fantásticos, fizeram-nos sentir no topo do mundo mas, como em tudo na vida, ACABOU!

As vitórias não são um dado adquirido, não são inerentes ao simples facto de existirmos, dão trabalho, carecem de união e de uma estratégia comum.

Não podemos reagir à possível derrota no campeonato com desesperos. Não se pode contratar um treinador novo, estrangeiro e inexperiente, entregar-lhe uma equipa vinda da pior época em décadas, contratar 17 jogadores que chegam a um balneário despido de referências e esperar que tudo seja um passeio.

Não se pode reagir a um final de época que não vá de encontro às nossas expectativas e esquecer tudo o que se passou até aqui. Não se pode esquecer que o mais que provável campeão o será à conta de muita vergonha. Não se pode esquecer que o ÚNICO que remou contra essa maré foi o tal treinador que agora há quem queira ver pelas costas.

Não se pode assumir um projecto de 3 anos e no final de 1 ano querer deitar ao lixo porque não se ganhou o campeonato, volto a dizer, em circunstâncias muito especiais. É criminoso, até os parolos lá de baixo ao fim de 20 anos já perceberam que não há treinadores imbatíveis e que mudar por mudar não faz sentido e é um tiro no pé. E, já agora, quem defende isso que seja coerente e defenda também a saída do mentor do projecto...

A quem anda chateado e se acha o baluarte da exigência só por exigir a porta da rua para o Lopetegui, permitam-me que dê uns conselhos:
  • Gastem energias a exigir que a SAD seja actuante e não uma mera gestora de recursos sem alma nem garra.

  • Exigam que os negócios com jogadores sejam feitos em prol do clube e dos nossos sucessos desportivos/financeiros e não para alegrar a diferentes capelinhas.

  • Interroguem-se porque é que jornais e jornalistas cuja agenda é o ataque constante ao FC Porto tem livre acesso ao Dragão e Olival.

  • Perguntem-se porque é que os portugueses ou os jogadores da casa não servem mas o Ruben Neves com 17 anos é melhor do que qualquer puto brasileiro ou belga que contratamos com essa idade ou até mesmo mais velhos. Será que o Ruben é a excepção ou a vontade de negociar é tanta que até se criam mitos para tentar justificar porque é que já não existem planteis como antigamente?

  • Questionem se jogadores que fazem a figura de sair a passo em jogos decisivos são multados e devidamente “incentivados” a não repetirem a gracinha.

  • Perguntem-se se é com líderes e capitães como as características dos actuais que se faz Viena ou Gelsenkirchen ou até uma vitória como a Jamor em 1994.
Provavelmente se canalizarmos energias para estas questões em vez de centralizar a nossa insatisfação na figura de A, B ou C estaremos mais perto de voltar a ganhar.

O nosso problema é que infelizmente o “velho” FC Porto mudou e, como já tive oportunidade de aqui escrever inclusivamente em fases de sucesso, isso é uma má notícia.

A boa é que estamos sempre a tempo de arrepiar caminho, porque sabemos o segredo do sucesso.

Basta haver vontade…

Bom fim-de-semana

CINCO DIAS, MAIS DE 5.000 KM.

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Quatro jogos para o fim, quatro pontos para recuperar. Algo aparantemente impossível mas cá estaremos até ao fim, como desde a 1ª jornada. Mais de 5 mil quilómetros percorreram os ultras do FC Porto na última semana. Coisa pouca! Depois da deslocação à Alemanha a meio da semana, algo sempre complicado pois é necessário pedir dois ou três dias de férias, cinco dias depois a deslocação mais aguardada do ano: Luz.

Os 3250 bilhetes a que o FC Porto tem direito foram poucos para tanta procura. Mais um ano, mais uma invasão dos nossos adeptos à lixeira a céu aberto. Nem o facto de estarmos em segundo lugar, nem os 25 euros do bilhete mais a viagem, nem os 600 quilómetros de estrada, nem o facto de utilizarmos o Domingo para sairmos de casa e estar fora durante 17h ou 18h, nada impediu de fazermos o que mais gostamos, invadir o recinto do inimigo e apoiar o clube ao vivo.

Tem sido uma constante desde Agosto, os ultras do FC Porto, Super Dragões e Colectivo, têm dado espectáculo de cada vez que o nosso Porto joga, particularmente nos jogos fora quando estão juntos na bancada.

Domingo não foi excepção! Viagem entre amigos, chegada a Alverca e a partir daí o habitual. Fomos encaminhados para o local de concentração que desde a última época passou a ser a Pontinha. 28 autocarros chegaram por volta das 14h30.

O cortejo saiu um pouco mais tarde do que o que estava previsto mas ganhámos esse tempo a andar e antes das 16h já estávamos no estádio sem luz. Os primeiros Dragões entraram ainda faltava uma hora para o início do encontro. Hora de “montar” a bancada com o material que viajou desde a Invicta. Tudo pronto para mais 90 minutos de apoio ao mágico Porto! Curral cheio e mais de 3 mil Dragões a silenciá-lo.

Empatamos 0-0, não foi o jogo perfeito da nossa parte mas deixo as questões técnico-tácticas para os especialistas. Da parte dos ultras do FC Porto, garanto-vos que lá estarão no Domingo no Sado, a mostrar que o seu amor ao clube não tem limites.

Para um jogo de um campeonato que não depende de nós e para mais uma chegada de madrugada à Invicta, sendo que no dia seguinte é dia de trabalho.

Um abraço ultra.

01 maio, 2015

AINDA DOS BEIJOS E ABRAÇOS.

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Acordou ensonado. Não dormiu bem de noite.

Há alguns dias que não dorme descansado. O trabalho também não lhe tem corrido especialmente bem.

Algo desconcentrado, pouco focado. Ansioso.

Desde o jogo em Munique que as coisas não rolam tranquilamente. Parece que há sempre mais uma confusão, um mal-entendido.

A verdade é que acordou, a viagem ainda é longa e não há grande tempo a perder. Toque no telemóvel – o plano está a correr conforme combinado. Todos acordados e em preparação.

Vestiu-se a rigor – camisola azul e branca e cachecol.

Não é um cachecol qualquer. É azul, de apoio ao FCPorto e, no verso, traz a inscrição “antes morto que vermelho”. Tudo certo, portanto.

Mas, como se dizia, não é um cachecol qualquer. É o cachecol. É o seu cachecol. É o cachecol que o acompanhou para todo o lado, que assistiu e consigo festejou grandes feitos e vitórias.

Fizeram-se à estrada. Os três amigos que, por regra, se juntam para apoiar o seu clube do coração.

Estava inquieto, mas, à medida que os quilómetros se sucediam, o nervosismo ia dando lugar à confiança – é o FCPorto, é para ganhar.

Chegaram. Deixaram o carro nas imediações e integraram o quadrado que rolou (não há quadrado que não role) até ao Estádio da Luz.

Pelo caminho ainda levou com um cassetete policial.

A polícia pedia: “afunila! afunila!”. Mas a multidão não é facilmente domesticável e acabou por afunilar à força.

Chegado ao estádio, dirigiu-se para uma das filas e foi revistado por um segurança privado.

“Abre os braços!” (revista)
“O que é isto?”
“É o meu cachecol.”
“Quero ver.” (abriu o cachecol)
“Vira ao contrário.”

Assim que virou o cachecol, o segurança arrancou-o das suas mãos e, secamente, disse: “este não entra”.

“Porquê?!” – exclamou.

Atirando o cachecol para um outro segurança, sorrindo, replicou - “É ofensivo.”

“Porquê?!” – repetiu.

“Fala com o chefe”.

Dirigindo-se ao dito chefe, acabou por questionar: “Porquê?! Esse cachecol é meu e esteve comigo em todos os estádios!”

O suposto chefe, sem sequer abrir o cachecol e perceber o que nele se encontrava inscrito, deixando-o cair para dentro do saco, limitou-se a responder: “Já vi que este não pode entrar”.

Nunca mais viu o seu cachecol. Tentou procurar por ele no fim do jogo, mas nem sabia de nada. O chefe desaparecera no meio de seguranças, outros chefes e de outros verdadeiros chefes.

É também por isto que a troca de camisolas e os beijos e abraços, em pleno relvado onde nos apagaram a luz e ligaram a relva e no estádio em que inventaram túneis e agressões, não é aceitável.

Pedro Ferreira de Sousa