17 abril, 2017

PRECISAMOS DO ESPÍRITO SANTO, DE JESUS, E MESMO ASSIM...


Infelizmente, aconteceu o que mais temia neste fim-de-semana: acordar no domingo e constatar o destaque garrafal do FC Porto nas capas dos três jornais desportivos! Tal significa obviamente que as coisas correram mal ao FC Porto porque em caso de vitória, o FC Porto apenas tem direito ao seu habitual e envergonhado cantinho pequenino. Os anti-Portistas ficaram histéricos com o empate do FC Porto e alargamento da desvantagem para o 1º classificado, foi vê-los a sair da toca, de onde se encontravam quando a liderança estava presa por apenas um ponto.

Se um ponto de diferença para o 1º classificado já tornava o cenário complexo, 3 pontos tornam realisticamente o cenário MUITO complexo. Digamos que antes de braga as coisas estavam difíceis, depois de braga ficaram muito difíceis, continuamos a depender de terceiros, sendo que na próxima jornada em caso algum ficaremos completamente isolados na liderança, o que obviamente complica muito.

Relativamente ao jogo, creio que não há muito mais a dizer face ao que já foi dito neste e noutros espaços da blogosfera azul e branca. É verdade que os primeiros 45 minutos do FC Porto foram maus, tal como por exemplo os 90 minutos do líder em moreira de cónegos na semana passada foram miseráveis (não são palavras minhas, mas sim de muitos ilustres adeptos encarnados), é verdade que na 2ª parte o FC Porto fez mais do que suficiente para fazer a reviravolta (perdidas inacreditáveis de Brahimi e Danilo com a baliza escancarada), é verdade que Brahimi foi expulso por um 4º árbitro que nem percebeu bem o que o argelino disse, ao contrário do que aconteceu a luisao (com entrada violentíssima para vermelho) e samaris (com um murro no estomago do adversário) na semana passada e é verdade também que o árbitro teve alterações oftalmológicas e de interpretação das leis do futebol ao longo dos 90 minutos. Segundo esses mesmos 3 jornais de que vos falava no início (em que 2 deles são assumidamente anti-Portistas), há um penaltie claro por marcar a favor do FC Porto e uma expulsão perdoada a cartabia aos 58 minutos, mas aos 45 minutos o sr. árbitro não teve qualquer dúvida e apitou imediatamente penaltie contra o FC Porto. Tinha prometido a mim mesmo que não iria falar mais de arbitragens, mas parece que o nível ainda pode descer mais baixo no que toca às arbitragens dos jogos do FC Porto. Acho que já se passou de uma situação grave para uma situação patética e caricata, que muito provavelmente só irá parar quando o desígnio nacional se concretizar definitivamente.


Muito sinceramente, a última oportunidade do FC Porto almejar alguma, mesmo que reduzida, esperança de ainda atingir o título de campeão nacional reside no próximo fim-de-semana. Com uma agravante, mesmo que as coisas corram muito bem ao FC Porto na próxima jornada, seguem-se duas difíceis deslocações à Madeira e a Chaves, e olhando para os 4 pontos perdidos ultimamente com setúbal e braga (equipas que jogam bem menos que marítimo e chaves) então as perspectivas não são as melhores. Ou seja, depois do tropeção em braga, em nenhuma situação sairemos confortáveis da próxima jornada, o que ainda faltando 4 jornadas difíceis torna tudo muito mais complexo. Pelo contrário, com imenso desgosto meu, uma não-derrota do nosso rival direto em alvalade, tornará o título deles uma quase-realidade.

Neste momento, não considero muito relevante dissertar sobre a minha confiança na equipa para as últimas 5 jornadas, cabe aos jogadores, treinadores e principais responsáveis do clube fazer o seu trabalho da melhor forma possível até à última pinga de suor. O tempo de balanços, decisões, reflexões e preparação da próxima época far-se-á apenas em maio quando o campeonato estiver acabado. Aí sim, terão que haver reflexões muito sérias e importantes para o futuro próximo do clube, doa a quem doer, tomem-se as decisões que se tiverem de tomar. Até lá, temos todos de apoiar, como aliás, têm feito os adeptos ao longo de toda esta época. Arrisco em dizer que nunca vi, mesmo em épocas brilhantes, um apoio tão constante dos adeptos, mesmo com as coisas a correrem menos bem, mesmo sem o FC Porto ainda nada ter ganho e nunca ter estado em 1º lugar.

Uma nota final para NES. Não vou falar de táticas, se é melhor jogar com 4 médios do que com 3, se Corona faz mais sentido que André Silva ou se Óliver encaixa melhor neste ou naquele sistema tático. Mas digo apenas o seguinte: a história do FC Porto não se fez de treinadores que estavam mais preocupados com a sua imagem exterior ou com o facto de serem uns gajos porreiros e pacíficos. Um treinador do FC Porto, seja ele qual for em que altura for, apenas tem de se preocupar com o FC Porto, em defender os seus, em contribuir unica e exclusivamente para levar o clube aos títulos (sim, aos títulos, porque sem títulos, não há ninguém que fique para a história!), não pode estar preocupado se em algum momento vai dizer algo que irá ferir suscetibilidades ou abrir inimizades. Apenas três de muitos exemplos que poderia dar, Vítor Pereira foi gozado e achincalhado por muita comunicação social, mas nunca teve medo de defender o clube e os seus alto e bom som seja em que sítio fosse, António Oliveira nunca teve medo de dizer as verdades inconvenientes mesmo nos sítios mais polémicos e Villas-Boas calou um a um os meios de comunicação social que desconsideraram no início da época. NES não pode querer ser um gajo porreiro, elogiado pela generalidade da comunicação social perante tudo aquilo que se tem passado neste campeonato ao nível das arbitragens nos jogos do FC Porto. No final, não serão apenas os resultados a ditar o desempenho do treinador, mas toda a sua atitude, nomeadamente a forma como defende o clube das poucas-vergonhas quase diárias das quais o nosso clube é alvo. A fase é terrível, porque cresce uma hegemonia que determinado clube nem nos tempos da ditadura teve, por isso é preciso um treinador do FC Porto que não tenho medo de chamar os bois pelos nomes. E por aqui me fico...

15 abril, 2017

TROPEÇAR SEM COMPROMETER.


SC BRAGA-FC PORTO, 1-1

O FC Porto escreveu esta noite na pedreira mais um episódio da presente edição da Liga NOS com mais uns casos polémicos a juntar à extensa lista de situações decorridas ao longo da época.

Somando um ponto e perdendo dois, os Dragões viram o líder distanciar-se, havendo agora uma diferença entre eles de 3 pontos. Tudo isto quando faltam 15 pontos por disputar.

A entrada em jogo dos azuis-e-brancos voltou, tal como em várias jornadas, a não ser a melhor. Dar avanço de 45 minutos ao adversário tem sido a sina da equipa de NES. E isso costuma pagar-se caro! Com esta postura, o FC Porto vai no 8º empate na prova. Aguardemos pelo fim da competição para fazermos uma avaliação, sem nunca esquecer as habilidosas e polémicas arbitragens verificadas.

Aos 6 minutos já se festejava o golo no Estádio Municipal de Braga. Os dragões, trôpegos, presos e sem ideias, não conseguiam explanar o seu futebol e viram o Sp. Braga a pressionar bem na frente, jogando futebol de régua e esquadro. Por isso, Pedro Santos inaugurou o marcador bastante cedo, o que tornou a tarefa portista mais difícil do que o que se esperava.


Sabendo que o líder tinha vencido no dia anterior, os azuis-e-brancos acusaram a responsabilidade de vencer este jogo e o golo sofrido veio complicar ainda mais o cenário. Os Dragões não conseguiam reagir e durante a primeira parte pouco ou nada fizeram de significativo. A excepção foi a grande penalidade que ficou por assinalar sobre Soares à passagem dos 25 minutos (mais uma para a conta).

Grande penalidade que já foi vista contra o FC Porto a fechar a primeira parte. Aqui já sem quaisquer dúvidas da parte do árbitro que viu uma bola no braço de Óliver. Pedro Santo tirou as medidas à baliza, mas acertou estrondosamente no poste. Com este lance, terminou a primeira parte e o FC Porto evitava o xeque-mate no campeonato.

As tentativas do FC Porto, no primeiro tempo, terminavam facilmente na defensiva arsenalista que apostava nas transições rápidas para surpreender o Dragão. Na primeira fase de construção, Danilo esteve muito trapalhão e não foram raras as vezes em que perdeu bolas em zonas perigosas. Esta intranquilidade reflectiu-se nos companheiros do meio-campo, mais concretamente em A. André e Óliver.

E para terminar a análise da primeira parte, tempo ainda para falar sobre a excessiva agressividade da parte dos minhotos, pactuado pela equipa da arbitragem que permitiu aos minhotos fazerem faltas atrás de faltas sem qualquer admoestação.

Ora muitas vezes é assim que se condicionam os jogos e se inclina o campo conforme as conveniências. Se as cartolinas fossem mostradas quando tiveram que ser exibidas, o Sp. Braga teria tido mais cuidado na abordagem aos lances e o FC Porto, quiçá, teria construído o seu jogo de forma mais produtiva.

A dualidade de critérios, no entanto, esteve presente no relvado, não fosse o árbitro tão lesto a exibir o primeiro cartão amarelo a Felipe ainda decorria o 2º minuto de jogo. Depois disso, deixou as cartolinas sempre guardadas no bolso para a equipa da casa. “Façam o que tiverem que fazer, estejam à vontade que eu não vejo nada.”


De regresso dos balneários, esperavam-se mudanças na equipa portista. Mas NES resolveu manter o onze. A equipa pouco conseguia produzir. Por isso, o treinador colocou Corona em campo e retirou Óliver aos 55 minutos. Foi então que os Dragões começaram a carburar e encostaram os arsenalistas às cordas.

O mexicano fez-se logo notar. Mal entrou, fez um cruzamento milimétrico para a cabeça de Brahimi mas este rematou muito mal frente a Matheus. Depois a dinâmica de jogo da equipa subiu de produção. A ala direita ganhou profundidade, ao contrário da primeira parte em que se via única e exclusivamente Maxi a fazer todo o corredor.

Foi sem qualquer surpresa que o FC Porto alcançou o empate aos 61 minutos. Na cobrança de um canto sobre a direita, A. Telles colocou a bola no coração da área onde apareceu Soares a repor alguma justiça no jogo.

O Sp. Braga, completamente asfixiado na sua defensiva, usava e abusava do jogo faltoso. Cartolinas amarelas para a equipa da casa viram-se apenas as flagrantes e uma delas foi mostrada a Cartabia por entrada assassina sobre A. Telles, quando a vermelha teria sido a adequada. Mas siga a música e o jogo porque o árbitro não vê nada.

Tanto que não vê que exibiu a cartolina vermelha a Brahimi no banco (não se percebeu a sua substituição de NES), perto do fim da partida por algo que não viu. No entanto, ela foi exibida porque o 4º árbitro deu a sinalética, dizendo que o argelino terá dito algo em francês, mas que não percebeu o que terá dito! Uau!

Vamos ver que castigo virá aí para Brahimi mas suspeito de um bom par de jogos. Desta forma, retiram de cena o jogador mais desequilibrador da equipa azul-e-branca da ponta final do campeonato. Isto faz-me lembrar a época 2009-10 quando Hulk foi afastado da equipa até o campeonato dessa época estar sentenciado.

E já nem vou abordar a grande penalidade sobre Felipe durante a segunda parte. Porque se para a Taça de Portugal em Chaves, ao FC Porto foram sonegadas duas iguais a esta, porque seria a de Felipe assinalada?


Danilo perdeu a última grande oportunidade da noite num lance ensaiado aos 86 minutos, cabeceando para a bandeirola de canto quando estava em frente à baliza. E a terminar, André Silva (apagadíssimo) lançado nas costas da defensiva do Minho, perdeu a oportunidade de rematar à baliza.

Com este empate, os Dragões somam 68 pontos, menos três do que o líder da classificação. Na próxima jornada, Domingo, os portistas recebem o Feirense no Dragão já conhecedores do resultado do jogo em que o líder vai cumprir no Sábado em Alvalade.

O FC Porto está, claramente, dependente do que o Sporting conseguir fazer frente ao líder. Em caso de derrota do líder, os Dragões saltam para a liderança ex-aequo com o rival se vencerem o Feirense. Os outros dois resultados do líder, deixarão as contas do campeonato praticamente resolvidas a favor do rival.

Notas finais.

Em primeiro lugar, dizer que o FC Porto empatou o jogo de ontem por culpa própria. Não foi capaz de entrar bem no jogo e sofreu um golo madrugador que condicionou e comprometeu o desenrolar do jogo. Mas isto não é inédito na equipa de NES. Além disso, os seus jogadores perderam oportunidades soberanas para desfazer o empate. Mas a incompetência e a falta de sorte não permitiram o golo da vitória.

Nesta fase da temporada, não há margem para erros e o FC Porto tem dado alguns “tiros nos pés” que podem comprometer irremediavelmente a conquista do campeonato.

Em segundo lugar, uma palavra para a equipa de arbitragem. Se o FC Porto perdeu dois pontos por culpa própria, a equipa de arbitragem teve também a sua cota de responsabilidade. Há uma clara intenção de ver um novo tetracampeão no futebol e por isso vale tudo. Desde beneficiar de auto-golos constantes, contratos celebrados com jogadores de equipas adversárias antes dos jogos, passando por árbitros com decisões escandalosas durante os encontros, até à influência em jogos de terceiros.


E ontem houve mãozinha, de forma a que o jogo fosse conduzido a preceito. E quando o árbitro quer condicionar uma equipa, é muito fácil. Se a quiser condicionar defensivamente, basta começar a mostrar cartões amarelos a torto e a direito. Se a quiser condicionar ofensivamente, o caminho é pactuar fortemente com o jogo faltoso e com o anti-jogo da equipa adversária.

Ontem verificou-se o segundo caso. Tirem as vossas ilações.

Por último, quero fazer aqui uma apreciação a certos adeptos do FC Porto. Passam da depressão à euforia e vice-versa num ápice.

Quando estava o FC Porto com a possibilidade de desalojar o líder do primeiro lugar há um par de jornadas, eram só frases como “vamos ser campeões”, “somos os maiores”, vamos para a frente e de lá já ninguém nos tira”, blá, blá… Veio o jogo com o V. Setúbal que em caso de vitória colocaria os Dragões na liderança. Correu mal, foi ver insultos, palavrões que aqui não posso reproduzir, já eram todos os nabos, etc, etc…

Ontem antes do jogo, o optimismo exacerbado estava patente e visível nestes adeptos bipolares. No fim do jogo, lá regressou de novo a depressão e um chorrilho de insultos e de impropérios. Vou aguardar pelo próximo Sábado, primeiro, e pelo dia seguinte, depois, para ver se a bipolaridade vai regressar em força. Faço votos para que não aconteça, mas prefiro esperar para ver.

Faço também aqui um forte apelo a todos. Não se precipitem. Continuem a apoiar a equipa até ao fim do campeonato. Nessa altura, critiquem, insultem, elogiem, soltem loas, façam o que quiserem. Mas, neste momento, do que a equipa precisa é de apoio constante mesmo quando as coisas correm mal ou quando jogam de forma, se quiserem, confrangedora.

Estão vivos, estão na luta, estão a 3 pontos da liderança mesmo contra todas as contrariedades. Faltam 5 jogos, vamos TODOS dar o nosso apoio para vencer esses jogos. Até lá, contenham-se. É um favor que fazem à equipa e a toda a navegação.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Não nos rendemos”

O mau início e a boa resposta
“O início do jogo foi algo que nos preocupou. Sabíamos que ia ser um jogo difícil, com um SC Braga muito pressionante. Foi uma boa reação da equipa, mas sofrer o golo cedo condicionou-nos. Soubemos jogar, produzir, chegar à igualdade e procurar a vantagem, que era o que todos queríamos. Eles fizerem uma boa pressão, mas recorreram muitas vezes à falta. O início do jogo é mau, mas também ajustamos rápido e a segunda parte é toda nossa. Foi um bom trabalho dos jogadores, faltou um melhor critério. Estamos tristes, mas não acabou.”

A mudança estratégica durante o jogo
“Desde o princípio vamos analisando e vendo o rendimento dos jogadores. Todas as decisões são sempre muito pensadas e na procura do melhor. Já apresentámos várias vezes este modelo e mudámos durante o jogo. Com a entrada de Corona tivemos largura, mas quero destacar o grande jogo e grande capacidade de luta de todos.”

Luta pelo título continua
“​Os nossos adeptos que vieram hoje aqui fizeram-nos sentir como no Dragão. Nós estamos tristes também por eles, mas quero dizer-lhes que não acabou. Três pontos é uma derrota do nosso adversário e estamos na luta. Vamos lutar todos os dias. Como grupo não nos rendemos nunca. Temos que fazer o nosso trabalho, pois faltam cinco jogos e são muitos pontos.”



RESUMO DO JOGO

13 abril, 2017

TODOS A BRAGA!!!


Vão continuar a sentir o bafo do Dragão até não aguentarem mais, vamos com todas as forças continuar em cima deles até caírem, e quando caírem, estaremos lá para de uma vez por todas chegarmos ao primeiro lugar. Vamos fazer a nossa parte, cada um fazer a sua parte para que seja possível estarmos efetivamente todos juntos daqui a um mês a festejar o campeonato. Eu acredito!

Os jogadores têm de ganhar todos os jogos até ao fim do campeonato. Ponto final. E dessa forma, acredito que vamos ser campeões. Mas os jogadores são apenas uma parte do jogo. A outra somos nós todos, sócios, adeptos, simpatizantes, ultras, todos os Dragões são necessários nestas batalhas que faltam até ao final.

Como fizemos até aqui, vamos continuar a gritar “num grito só de todos nós.” Para onde fores, nós também vamos!! De Norte a Sul, à ilha incluído! Próxima paragem: Braga!!!

A pedreira é por tradição um local onde levamos sempre muito adeptos. 5% da lotação, que é o que tem obrigatoriamente de nos ser cedido, corresponde a menos de 2000 mil bilhetes, o que é muito mas muito pouco para uma deslocação destas. Por norma, estão no mínimo o dobro no estádio AXA e esta temporada ainda estarão mais.


Presumo que pelo menos 5 mil Dragões se façam à estrada rumo ao Minho. Larga o sofá e a TV, diz à namorada que combinam antes sexta-feira que é feriado, diz aos pais e ao familiares que estão juntos no Domingo de Páscoa e Sábado ajuda-nos a invadir Braga!!

Vamos cantar do primeiro ao último minuto e não só, vamos dar tudo o que temos em busca de três pontos importantíssimos, talvez os mais importantes até final da competição! Vemo-nos lá!

Último fim-de-semana... um Super Sábado! À moda antiga, do almoço para o hóquei, do hóquei para o futebol e do futebol para o andebol, cerca de 9h fora de casa, um dia de praia para uns, mais um dia de apoio ao mágico para outros. Três vitórias importantíssimas, com destaque natural para o andebol.

Acredito não só no título do futebol, acredito que seja possível conquistar os quatro campeonatos das quatro principais modalidades!

Força Porto, vence por nós!

Um abraço ultra.

12 abril, 2017

ALERTA MÁXIMO... OS PIORES SÃO OS DISFARÇADOS!


A 14 de Dezembro do ano passado, escrevi aqui algo intitulado como “Desertor e o Gang”.
Como é óbvio e salutar em democracia, existiram opiniões concordantes e discordantes, as quais eu saúdo tendo por base o pressuposto de que foram emitidas por portistas intelectualmente honestos.
Mas, infelizmente, a pouca vergonha parece não ter fim, e o aparente silêncio dessa Seita que esmifrou e quase arruinou o nosso clube, apenas se deve ao clima menos propenso para tal, visto que felizmente a união e comunhão dos adeptos com o clube parece ter regressado para ficar.

A referida Seita, cujo seu rosto maior até teve a desfaçatez de tentar arrastar o nosso presidente para o processo da SPDE, continua activa naquilo que sempre foi o core da sua actividade: gestão da carreira de jogadores! Só que antes tinham a vantagem de ter os escritórios da SAD do Dragão como sede social. Agora, apesar de não o terem, fazem uso do tempo que lá passaram e dinheiro que lá amealharam para continuar a desenvolver o seu core, mas ainda assim com outros rostos, pois não vão assumir quem são ou o que são, dado que isso poderia hipotecar as ambições futuras de um dia terminarem aquilo que começaram.

Na semana passada, tivemos três momentos fantásticos que ilustram o poder que essa Seita continua a manter dadas as suas parcerias estratégicas em diferentes sectores que concorrem com o mundo do futebol.

Começamos por ver o eng. Luís Gonçalves na zona mista do estádio da luz a ter uma atitude na qual 99,99% dos portistas se revêm. Só faz o que o nosso diretor-geral fez, aqueles que têm o portismo a correr nas veias, aqueles que se sentem maltratados pelo centralismo, aqueles que se sentem injustiçados pela comunicação social ao serviço do regime, aqueles para quem as vitórias do FC Porto são o seu único objectivo. Outros, no seu lugar, e perante momentos ainda mais graves e cáusticos (basta lembrar que há 40 anos não eram tri e nem durante a ditadura foram tetra), ignoraram, calaram, esconderam-se e deixaram-nos desaparecer dos centros de decisão, como quem faz sumir a água de um poço.
E eu pergunto: Quem publicamente elogiou a sua atitude? Quem publicamente teve a coragem de dizer que isto é ser Porto? Quem publicamente traçou termos comparativos com o passado? NINGUÉM!!!

Mas, curiosamente na mesma semana, e vamos agora entrar no segundo momento fantástico da semana passada, tivemos o jornal O Jogo a fazer o culto da personalidade do desertor, com a notícia do suposto interesse do Sevilha nos seus préstimos. Estrelinha que o levasse para a Andaluzia, para ver se se esquecia que nós existimos. Mas, infelizmente, este convite foi igual ao do PSG, do Tottenham, do City ou de tantos outros que nunca passaram de falácias plantadas por quem apenas sempre se preocupou com a auto promoção e divulgação da sua imagem interna e além fronteiras.
O artigo do referido jornal fazia eco do rei Midas que tudo em que tocou transformou em ouro, só faltando dizer que tinha sido ele a ensinar a Pinto da Costa o que é o futebol e que depois da sua saída, apenas de golfe se percebe alguma coisa naquela SAD. Para mal dos nossos pecados, tivemos que levar com os Quinoñes, Caballeros ou Predigers desta vida, sempre em negócios clarinhos como a cor de pele do Danilo.

Tivemos depois o terceiro momento da semana, porventura, o mais épico de todos.
Ao cabo de mais de um ano sem agenciamento, e depois de muita disputa entre empresários (entre os quais, Jorge Mendes), o nosso Rui Pedro assinou pelo iraniano Kia. Finalmente, apareceu alguém que cobrisse as suas exigências financeiras (300.000,00 de prémio de assinatura e um bónus de 4 rodas para o pai) e o puto de Castelo de Paiva lá entrou na galeria dos milionários. Até aqui tudo normal! O resto é épico.
Quem foi o advogado de Kia neste negócio? Raul Costa! Recordam-se dele? O assessor jurídico que saiu pouco tempo depois da “demissão” de Antero. Curioso como o senhor em causa trata dos negócios de empresários que mantinham negócios com o FC Porto, quando o mesmo trabalhava no clube. Claro que tal não acontecia quando o distinto advogado exercia funções... é que nem pensar! Longe de mim pensar que o douto ex-colaborador jogava nos "dois lados".
Curioso é que quando Raul Costa e o seu "guru" estavam no clube, o processo de renovação com o Rui Pedro foi muito complicado... será que só agora descobriram que afinal o natural de Pedorido tem muita qualidade? Só falta perguntarem ao Kia porque razão decidiu “ele” investir tamanha quantia no nosso menino.
Mas, não será curioso que na passada sexta-feira, o jornal O Jogo (o tal do culto da personalidade transmontana) tenha feito uma nota sobre Rui Pedro na sua primeira página, ele que andava tão desaparecido desses espaços? Não... ninguém está a dizer que quem está por trás deste negócio e respectiva promoção mediática do jogador, é alguém que controle este jornal e seja “língua na boca” com Joaquim Oliveira... é que nem pensar!
Vergonha... tenham a vergonha e a decência de não continuarem a gozar com o nosso clube! Terem enriquecido à custa dele e agora continuarem a querer ainda enriquecer mais.

Meus caros, tudo isto para dizer que temos de estar muito atentos, os nossos verdadeiros adversários continuam bem vivos.
Por muito que se disfarcem de aliados, as suas verdadeiras intenções são precisamente as opostas.
É por isso que temos de nos unir em redor de nós próprios, em redor do que é nosso e de quem nos defende.
Temos que elogiar quem nos serve com portismo e ignorar aqueles que nos levaram quase tudo... identidade, valores e mística!
A guerra até ao fim vai ser árdua, mas a única hipótese de a vencer, é sermos verdadeiros soldados no campo de batalha... um por todos e todos por um... um por todos e todos pelo Porto!
Cada minuto conta, cada metro de terreno é uma conquista, cada batalha um bem precioso.

Até sábado... no sítio do costume!

11 abril, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

Esta semana, a escolha para jogo da semana terá que recair sobre um par de jogos da nossa equipa de ANDEBOL.

Na quarta-feira, deslocação a Braga para defrontar o ABC local, num jogo que contou com 2 apitadores bem conceituados da nossa praça. Convém relembrar que foram estes dois apitadores de leiria que, na época passada, apitaram o 1º jogo da meia-final do FC Porto, onde no último segundo, com uma vontade fora do normal, assinalaram um livre de 7m que ditou o desfecho final.

Nova aparição na passada semana, e se ao intervalo o FC Porto parecia manter o rumo das vitórias, na segunda parte, o inclinar do campo foi de tal forma notória que bastaria para isso analisar o tipo de defesa que foi permitida a uma das equipas. Também é de salientar o excesso de desportivismo dos bracarenses. As imagens abaixo, permitem que quem ainda não tomou conhecimento do que se passou em Braga, perceba o que antes foi escrito.


Espero que, dia 28 deste mês, quando recebermos esta mesma equipa de Braga, o pavilhão esteja cheio para os receber como merecem.

Mas, o jogo mais importante era o de sábado passado, na receção ao sporting, com uma mudança de peso desde o último jogo no Dragão, mais propriamente, agora com muito menos peso.

Uma primeira parte de baixo nível da nossa equipa causava enorme apreensão para o resto do campeonato, já que uma derrota originaria uma mudança no topo da classificação e obrigaria a contar por vitórias os jogos que faltariam até ao fim do campeonato.

No entanto, com uma segunda parte de grande nível da nossa equipa, foi possível recuperar 6 golo de desvantagem. Na realidade, apenas 25min e 25seg foram suficientes para recuperar dos 6 golos de desvantagem.

É verdade que a vantagem de 3 pontos na tabela classificativa não é ainda suficiente para garantir a conquista do título, uma vez que o caminho é ainda muito longo e cheio de obstáculos.

Na próxima quarta-feira (20h30), receberemos os de carnide em jogo da 4ª jornada da fase final, para depois no sábado, deslocação a Águas Santas para o fecho da primeira volta.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL recebeu a Oliveirense em jogo da 6º jornada da 2ª fase, jogo onde a vitória era fundamental antes da deslocação a lisboa. Não só o FC Porto sabia que era imperioso vencer, mas também a federação o sabia, e para tal, nomeou de entre os poucos árbitros disponíveis - só assim se justifica o 4º jogo em 6 dias - Carlos Santos, um conhecido árbitro de lisboa e que vinha bem preparado para provocar equipa e adeptos.

Foi ainda no decorrer da 1ª parte que, com ar de gozo, assinalou uma falta técnica a Moncho Lopez. O primeiro período foi favorável à nossa equipa, mas apenas por margem curta. Já o 2º período foi favorável aos visitantes. Quando se esperava que a pressão arbitral fosse colocar pressão na nossa equipa, os nossos atletas foram capazes de ser mais fortes e abriram uma diferença no marcador de 14 pontos. O 4º período serviu para manter a liderança no marcador e a vitória chegou por uma diferença de 10 pontos.

A diferença no número de faltas (28-18) é um claro exemplo das ideias que a arbitragem trazia para este jogo.

A equipa de HÓQUEI EM PATINS, na ressaca da eliminação europeia, deslocou-se a Oeiras para disputar mais uma eliminatória da Taça de Portugal. O resultado saldou-se numa clara vitória por 10-2 e o apuramento para os 1/4 final da prova.

No regresso ao campeonato, o confronto com os Açorianos do Candelária era o 1º prato do menu servido aos adeptos na tarde de sábado. Uma primeira parte equilibrada ditava um empate a 2 ao intervalo. Na 2ª parte, fruto da maior qualidade do FC Porto, e da ausência de substituições nos visitantes, levaram o marcador para esclarecedores 9-2.

O próximo jogo será apenas a 22/4 com a deslocação ao difícil pavilhão do Paço d’Arcos.



Abraco,
Delindro

10 abril, 2017

RESPEITO PELAS LEIS DO JOGO!


Foi emocionante de assistir à bonita campanha lançada pela APAF para os jogos da Liga deste fim-de-semana, onde árbitros e jogadores seguraram orgulhosamente uma tarja com a comovente mensagem: “RESPEITO PELOS ÁRBITROS, POLICIAMENTO OBRIGATÓRIO JÁ!”.

Humildemente, proponho que para os jogos do próximo fim-de-semana seja lançada uma nova campanha, desta feita, uma campanha multidisciplinar, que relacione medicina (na vertente da oftalmologia) e verdade desportiva (respeito pelas leis do jogo). Não tenho em minha posse provas que evidenciem intencionalidade nas dezenas (talvez centenas, se somarmos tudo desde a 1ª jornada) de erros de arbitragem que têm acontecido durante este campeonato, sendo assim, resta apenas uma explicação para tudo isto: problemas oftalmológicos! Problemas oftalmológicos com uma característica especial, dificuldades de visão quase sempre a favor do mesmo lado, quase sempre contra o mesmo clube. Se na loucura os árbitros começassem, mesmo que tarde e a más horas, a aplicar as leis jogo adequadamente, vendo e ajuizando corretamente os lances, já não seria mau...

Tudo isto já começa a roçar o ridículo, já farta e enoja de tão repetitivo que se tornou na presente época. Num campeonato que está a ser disputado ao ponto, já todos percebemos também que o fator arbitragem pesa e muito na atual classificação do campeonato.

Não é pelo facto do FC Porto ter ganho ao belenenses por 3-0, num jogo claramente dominado e controlado pelo FC Porto ao longo de todos os 90 minutos, que os dois penalties claros cometidos por jogadores do belenenses e não assinalados pelo sr. de preto (que no início do jogo segurou uma tarja pedindo respeito pela sua classe!) deixam de ter relevância. O que se tem passado, repetida e reiteradamente ao nível da arbitragem neste campeonato, é VERGONHOSO! Está tudo preparado para os festejos do tetra-campeonato, esfregam-se histericamente mãos à espera que no próximo fim-de-semana o ordinário anti-Portista simão trave o FC Porto, mas seja de que ponto de vista for, a verdade é só uma: a arbitragem deste campeonato só pode corar de vergonha os responsáveis pelo sector.

A ideia com que fico, é que ando a fazer figura de tolo quando ainda dispenso parte do meu tempo a ver jogos do atual campeonato. Já nem os habituais meios de comunicação social afetos ao clube do regime conseguem disfarçar aquilo que se passa, de tal forma escandaloso e evidente que é, torna-se impossível de esconder.

Quando no jogo de moreira de cónegos, de resultado magro e muito equilibrado, se vê luisão a ter uma entrada para vermelho e apenas levar amarelo (lembram-se da explusão de Maicon aos 25 minutos num jogo de dilúvio no Dragão frente ao boavista?!), se vê o golo do nosso rival surgir de um livre em que não houve qualquer falta do jogador moreirense e finalmente se vê samaris a dar um murro na barriga de um adversário (tal como já tinha esmurrado Alex Telles) e não ser expulso, penso que não vale a pena falar muito mais de tudo isto.

Já se ultrapassaram todos os limites do razoável. Acabe-se de uma vez por todas esta palhaçada, entregue-se o tão ambicionado campeonato da “treta” e deixemos TODOS de fazer figura de tolos ao perder tempo a ver um campeonato que de verdade desportiva pouco ou nada tem!

PS - Aconteça o que acontecer até final da época, uma verdade não pode ser apagada nunca, o FC Porto tem sido reiterada e brutalmente prejudicado pelas arbitragens desde o início do campeonato. Nem é necessário fazer muitas contas para perceber que o FC Porto já podia e devia estar em primeiro lugar. Admito que para os jogadores não deve ser fácil lidar meses e meses com erros sempre contra e em momentos importantes. Confesso que já não tenho muitas forças para lutar e falar contra isso. Será provavelmente a ultima vez que escrevo de arbitragens porque já estou farto e já enjoa este tema. Sabem que mais, roubem à vontade, preparem a festa no marquês, façam uma grande festa no parlamento e na presidência da republica para festejar o treta-campeonato inédito, mas uma coisa não tenham a lata de dizer: que este campeonato não foi uma das maiores vergonhas de que há memória.

08 abril, 2017

SOARES DE VOLTA.


FC PORTO-BELENENSES, 3-0

O FC Porto regressou às vitórias este Sábado no Estádio do Dragão depois de dois empates e prossegue o seu caminho na luta pelo título.

À hora excepcional a que escrevo a crónica, o líder da classificação acaba de obter uma vitória em Moreira de Cónegos cheia de casos e de vergonhas. Mas os Dragões não vão desistir. Vão continuar a trilhar o seu caminho com o título como horizonte. Estamos a um ponto, mas estamos na luta.


O objectivo será vencer todos os jogos que faltam (6) e esperar por boas novas do outro lado em uma ou mais dessas seis jornadas e depois no fim fazem-se as contas.

Nuno Espírito Santo voltou a colocar André Silva ao lado de Soares, relegando Corona para o banco, mantendo-se fiel ao trio do meio-campo Danilo-A. André-Óliver. Na defesa Felipe fez parelha com Boly que substituiu o castigado Marcano, auxiliados pelos habituais laterais e com o guardião Casillas.

O jogo com o Belenenses não começou muito bem. O Dragão teve, porém, um adversário que não exigiu muito e a vitória acabou por surgir com alguma naturalidade. A meia hora inicial deixou algo a desejar, mas depois o FC Porto conseguiu produzir um pouco mais e perto do intervalo (38 minutos), Danilo com assistência de André Silva abriu o marcador.

Brahimi foi quem cobrou o livre que iria parar à cabeça de André Silva para assistir Danilo. Isto depois de já terem sido cobrados vários livres por Alex Telles sem sucesso.

Uma primeira parte com pouco sumo e que exigia um Dragão mais forte e mais intenso para a segunda parte, sob pena de acontecer o que tinha acontecido na recepção ao V. Setúbal.


Na segunda metade, o Belenenses tentou a sua graça logo nos minutos iniciais, mas as intenções ficaram-se por um remate à figura de Casillas. Os portistas sabiam que tinham de carregar no acelerador, não só para ampliar o resultado do jogo, mas também para terem a noção de que para vencer os próximos jogos é necessário mais produção, mais futebol, mais intensidade e maior velocidade.

Foi isso que aconteceu. Oportunidades não faltaram e a produção portista subiu consideravelmente. Em poucos minutos, Soares rematou ao lado, Óliver ultrapassou o guarda-redes contrário e rematou para a baliza, mas um defesa de Belém salvou sobre a linha e Felipe na cara do guarda-redes rematou escandalosamente por cima da baliza.

Perto dos 70 minutos, Nuno Espírito Santo tirou André Silva e colocou Corona que, logo de seguida, teve uma jogada pela direita, partiu os rins a um defesa contrário e centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Soares. O avançado brasileiro regressava assim aos golos depois de um jejum de dois jogos sem faturar.

O Belenenses resignou-se ali mesmo, mas quatro minutos volvidos, Brahimi foi carregado na grande área. O árbitro, desta vez, assinalou para a marca de onze metros. O próprio argelino converteu o castigo máximo com facilidade, fixando o resultado em 3-0.


O FC Porto continua em segundo lugar a um ponto da liderança, num jogo em que viu mais duas grandes penalidades sonegadas pelo árbitro e numa jornada em que o seu rival jogou em Moreira de Cónegos e foi protagonista de entradas graves por trás sem expulsões, cartolinas amarelas a ficarem no bolso durante a partida e, para culminar, socos a não serem sancionados, passando claramente com toda a impunidade que caracteriza esse clube.

Depois de na jornada anterior a comissão disciplinar da FPF não vislumbrar nada de anormal no jogo da Luz, esperemos com toda a serenidade para ver quais vão ser as decisões que a mesma comissão disciplinar vai tomar ou não sobre as cenas vergonhosas que todo o país pôde assistir no jogo do Minho.

Vencer no Minho, na próxima jornada, é o objectivo do FC Porto. Um jogo muito difícil com o Sp. Braga que vai obrigar os Dragões a ter um desempenho muito mais elevado que o demonstrado no jogo deste Sábado.

Continuamos na luta! Ninguém desarma!




DECLARAÇÕES

Nuno: “Vitória inteiramente justa”

Uma vitória de todo o Dragão
“Foi um bom jogo, com um grande apoio do Dragão e um grande trabalho dos jogadores. Vitória inteiramente justa do FC Porto. Entrámos bem, a controlar o jogo, com muita posse de bola. O golo poderia ter chegado mais cedo, mas chegou e isso é que importa. Conseguimos objetivo principal na nossa fortaleza, que era conquistar os três pontos.”

Domínio absoluto
“A equipa fez um bom jogo, controlado e dominado. Não permitimos praticamente nada ao Belenenses, que não teve nenhuma oportunidade flagrante para marcar. Tivemos muita produção, muita circulação, criámos oportunidades e fizemos três golos. A equipa esteve muito bem.”

Crescimento sustentado
“Isto faz parte do crescimento sustentado de que tanto falamos. Cada treino é uma oportunidade para melhorar e cada jogo é uma oportunidade para mostrar essa melhoria. Temos muitas opções e podemos criar novos problemas a quem defende. Temos jogadores com diferentes características e cabe-nos potenciar o seu rendimento em prol da equipa.”


Bolas paradas
“Todos os momentos do jogo são trabalhados até à exaustão. A qualidade e confiança são importantes em lances de bola parada. Estes lances são fundamentais, quer na defesa, quer no ataque.”

Marcar e não sofrer
“É essencial marcar e não sofrer, pois a luta vai ser muito intensa até ao fim. É tão importante marcar como não sofrer.”

A liderança, ainda que à condição
“Estamos onde queremos estar.”

Segue-se uma deslocação a Braga
“Amanhã já começamos a preparar o próximo desafio que temos pela frente.”



RESUMO DO JOGO

DRAGÕES NA CAPITAL… UM FESTIVAL!


Mais uma grande deslocação por parte dos ultras do FC Porto, desta vez em território inimigo, em plena lixeira do nosso ódio de estimação. O tal dia chegou, acordámos sem sono, iríamos fazer-nos à estrada, representar a nossa cidade, o nosso clube, na casa daqueles que nos querem mal e não nos podem ver.

3250 bilhetes esgotaram facilmente como seria de esperar. A procura foi muito superior à oferta, o que originou filas intermináveis nas bilheteiras e adeptos que se sacrificaram ao ponto de aparecerem no local de venda a sócios, 48 horas antes da abertura. Tal situação foi noticiada várias vezes ao longo da última semana. Por um lado é entusiasmante ver esta onda toda à volta da equipa, é uma alegria ver vídeos de um fila enorme na bilheteira, com todos os adeptos a cantar, para fazer passar o tempo da melhor forma, junto daqueles que são como nós. É com uma grande alegria que recebo a notícia de que o FC Porto “seleccionou” sócios para aquisição de bilhete para o clássico, para além do lugar anual tinham de ter comparecido no mínimo a 11 jogos em casa. Tendo em conta que jogamos cerca de 20 jogos em casa, considero apenas que a medida peca por ser escassa.


No entanto, e embora muito coisa tenha sido positiva, ainda não está tudo 100% bem. Uma palavra para aqueles que tiveram de lutar com unhas e dentes por um bilhete mais que merecido, ao invés daqueles que se lembraram de ir à luz porque o FC Porto ia disputar o primeiro lugar, e até então tinham ido a três ou quatro jogos. Uma palavra ainda maior aqueles que, mesmo lutando, não conseguiram garantir a entrada para a lixeira.

Honra aos que não desistiram e estiveram na Choupana em 2012/2013. Honra aos de Olhão em 2013/2014. Honra aos de Belém em 2014/2015. Honra aos de Vila do Conde e Paços de Ferreira em 2015/2016. Honra aos de Chaves, Copenhaga Belém, Setúbal, Estoril em 2016/2017!!

Injustiças nestas alturas sempre haverá, é incontornável, mas fico satisfeito por ver serem aplicadas medidas de forma a minimizar essas mesmas injustiças.


A capital foi invadida de azul e branco no dia 1 de Abril. Era mesmo verdade, os Dragões estavam a chegar e mostraram mais uma vez o forte nível a que se encontram. Nas paragens, na viagem, na concentração, no cortejo e no estádio. Uma mancha azul e branca deslocou-se à lixeira e apoiou do início ao fim.

Estádio completamente cheio e grande ambiente vivido. O nosso sector encheu e num anel intermédio, por baixo do nosso, estava um sector também repleto de azul e branco. Os adeptos da casa prepararam coreografias e destaco duas tochas abertas fora da zona das claques, nos anéis superiores.

No nosso sector o melhor momento foram os minutos vividos após o 1-1. Cânticos, pirotecnia e mais um momento que ficará gravado na memória dos ultras do mágico Porto.


Destaque pela negativa, como foi previsto, para o tempo de entrada dos nossos adeptos. O sector só ficou lotado à passagem do minuto 30. Um escândalo. E pior que isso, algo que também já não é novidade, o comportamento animalesco da polícia. Um comportamento digno exactamente daquilo que o CI representa, uns animais selvagens, umas autênticas máquinas de bater. Nos olhos reproduziam a ânsia de espancar todos os adeptos que se cruzavam com eles. Não falam, agridem. Não pedem, ordenam. Infelizmente nada de novo para nós.

A luta mantém-se, nós cá continuaremos até ao final, rumo ao título, estrada sem retorno.

Um abraço ultra.

06 abril, 2017

DIJSSELBLOEM, O CANELAS E UMA GRANDE CAMPANHA ORQUESTRADA.


26 de Março de 1997. Sá Pinto não foi convocado para um jogo da Selecção. Antes de apanhar o avião para Casablanca onde ia disputar um particular ao serviço do Sporting, foi ter com Artur Jorge e, sem conversa prévia, deitou o Rei Artur ao tapete com 2 socos, seguidos de 3 pontapés. Minutos depois, já à saída do Estádio Nacional, encontrou ainda tempo para agredir Rui Águas no seu bom estilo de boxeur, facto do qual existem fotografias. Tal episódio não o impediu de, surpreendentemente, voltar a envergar a camisola da Selecção Nacional.

14 de Junho de 2002. Estávamos no Oriente e jogava-se um Portugal x Coreia do Sul, na cidade de Incheon, a contar para o Campeonato do Mundo. Aos 27 minutos de jogo, João Vieira Pinto recebe ordem de expulsão por parte do juiz mexicano Angel Sanchez, após entrada violenta sobre Ji-Sung Park. Não contente com o facto de praticamente ter arruinado as esperanças lusas de transitar à fase seguinte do certame, o ex-jogador do benfica e sporting decide dar um violento soco na barriga do árbitro. Uma vergonha nacional exposta em directo para milhões de teleespectadores em todo o mundo. Tal facto não impediu que JVP seja hoje Director da FPF.

20 de Novembro de 1996. Estávamos nas Antas e era noite de Champions League, mais concretamente um FC Porto x AC Milan. George Weah, descontente com a marcação cerrada e impiedosa de Jorge Costa, espera pelo mesmo no túnel das Antas e rebenta o nariz do Bicho à cabeçada. Tal facto não impediu o liberiano de receber o Prémio Fair Play da FIFA desse ano.

9 de Julho de 2006. Jogava-se a Final do Campeonato do Mundo de Futebol, entre França e Itália, no Olympiastadion de Berlim. Zidane despede-se do desporto-rei com uma violentíssima cabeçada em Materazzi. É imediatamente expulso e isso significa o adeus francês ao ceptro maior. Tal facto não impediu Zidane de vencer a Bola de Ouro da competição.

11 de Agosto de 2012. Jogo de pré-época, em Dusseldorf. Um árbitro mostra um amarelo a Javi Garcia. No sururu que se seguiu, o famoso capitão encarnado, Luisão, mais conhecido como Girafa, decide fazer gala da sua condição de líder incontestado do balneário e aproxima-se rapidamente do homem do apito, desferindo-lhe uma peitada do alto do seu 1,95. O árbitro, surpreso, cai por terra e é alvo de assistência médica. Quando finalmente recupera da agressão e se levanta, decide dar por terminado o particular entre o Fortuna Dusseldorf e o benfica, por entender não estarem reunidas as condições de segurança adequadas ao desenrolar da partida. Estavam decorridos apenas 40 minutos de jogo.

2 de Abril de 2017. Um jogo a contar para o Campeonato Distrital português. Defrontam-se os grandes Canelas e Rio Tinto. Um tal de Marco Gonçalves, após receber ordem de expulsão, agarra a cabeça do árbitro e desfere uma valente joelhada.

Pára tudo, meus amigos! O caldo finalmente entornou-se. Isto sim, é um acontecimento grave. Não interessa aqui referir que esta agressão de Marco Gonçalves é apenas uma no meio de 43 (lerem bem: quarenta e três) agressões registadas em Portugal Continental & Ilhas na temporada 2016/2017 contra membros de equipas de arbitragem, quase todas elas em jogos de campeonatos distritais.

No entanto, para o infeliz país, o acto de Marco Gonçalves representa o maior terror, a maior perfídia, assumindo contornos de crueldade e vil carácter. A TVI abre telejornais com o sucedido; a SIC Notícias faz edições especiais de mais de meia hora a escalpelizar o sucedido; experts são chamados à televisão para explicar o perfil psicológico do “assassino”; o Observador envia alertas de hora a hora com histórias e curiosidades sobre o grandioso Canelas; o país clama por maior segurança às equipas de arbitragem.

Os jornais desportivos, esses, que não fazem capa quando o Moreirense ganha a Taça da Liga, chamam finalmente para as suas manchetes os acontecimentos das Distritais, exigindo maior segurança para os homens do apito. Pela internet fora, surgem compilações em vídeo de entradas maldosas dos atletas do Canelas ao longo da temporada, alvos de maior crítica e atenção do que Samaris, Luisão ou Pizzi, caceteiros profissionais jubilados.

Os portistas podem ter opinião própria sobre a equipa do Canelas e sobre a proximidade entre a claque Super Dragões e a Direcção do FC Porto. Esse é um exercício que cabe a cada um e que só aos próprios compete.

Mas têm que perceber que o objectivo de toda esta campanha orquestrada é, sabe-se desde o início, fazer uma colagem dos actos do Canelas ao seu atleta Fernando Madureira. E, depois dessa colagem, o objectivo é generalizar e atacar os Super Dragões no seu todo. Por fim, a ambição cimeira, é associar o acto de Marco Gonçalves ao FC Porto, querendo colar nos seus adeptos e dirigentes o rótulo de “brutamontes” e de “facínoras”. No fundo, trata-se da velha ideia lisboeta de que acima do Mondego é só tiranos e trogloditas. Isto não é invenção da minha cabeça, pois está presente no documento revelado no Porto Canal por Francisco J. Marques, Director de Comunicação do FC Porto. Estamos portanto a chamar a atenção dos portistas para um facto verídico.


Nós sabemos o que a casa gasta. É mais ou menos o mesmo que dizer que, devido às palavras do táxista Jorge Máximo, todos os benfiquistas são potenciais violadores de meninas virgens. Ou que todos os benfiquistas, devido a terem eleito João Vale e Azevedo, são perigosíssimos caloteiros em potência. Ou pior: que os benfiquistas gostam mesmo é de brincar aos verylights.

Digamos, para resumir, que o joelho de Marco Gonçalves tem quase tanta importância hoje em dia como a bomba no metropolitano de Moscovo ou como a venda do Novo Banco.

E por falar em Novo Banco, é curioso constatar que o País se indigna mais com a pancadaria nas distritais do que quando vê em horário nobre, em pleno Sábado, um dos maiores devedores à banca nacional e, por assim dizer, aos bolsos dos contribuintes portugueses, sentado entre o actual Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças. Vamos a factos: Promovalor de Luís Filipe Vieira deve ao Novo Banco 381 milhões de euros, Oliverca Capital deve ao Novo Banco 184 milhões de euros, slbenfica deve ao Novo Banco 107,8 milhões. Perante isto, é só fazer as contas, como diria o actual Presidente da ONU. Este gráfico pode ajudar a desfazer as dúvidas: 672,96 milhões euros de dívida global de Filipe Vieira e slbenfica.

Dijsselbloem disse que quem pede emprestado não pode depois andar a gastar dinheiro em mulheres e álcool. De Norte a Sul do País, o infeliz presidente do Eurogrupo foi arrasado e insultado, alvo de pedidos de demissão imediata.


O holandês, em certa medida, tem razão. Só se esqueceu foi de dizer que Portugal é um verdadeiro micro-clima do sul da Europa, um país especial de corrida com tradições específicas e muito próprias: é que aqui na terra, os credores sentam-se amigavelmente com os maiores caloteiros e ainda lhes dão palmadinhas nas costas. Afinal de contas, sempre são 6 milhões de contribuintes vermelhos, que não se devem importar em demasia com estas coisas.

Rodrigo de Almada Martins

05 abril, 2017

ALIADIZEMOS!


[REWIND] 31 de MARÇO. Tenho andado oh tão feliz da vida. O meu Porto como que a renascer das cinzas de 4 anos de incêndios, secas, cheias, maremotos, furacões, queimadas e todo o género de inclemências e cenários apocalípticos… a ganhar pontos e a espalhar pétalas de rosas em horas mais leves, radiosas, inspiradas e diáfanas. Nem o afastamento nos quartos de final da Champions League às mãos da Super-Mighty Juventus me causou grande mossa. Era um desfecho esperado, vencedor anunciado numa jornada dupla e algo estranha. É verdade que esta porcaria já enoja e que em circunstâncias normais me mereceria muito barulho e much ado about all this european and giants shit, mas por ora – que os tempos são parcos e de míngua - os recursos terão de se circunscrever ao círculo e circo nacional, onde a querida UEFA não sabota os clubes pequenos e onde o bolo financeiro no futebol está ainda a anos-luz (porra, que até esta palavra conspurcaram!) de ser o mais importante no critério de favorecimento das equipas. Aqui ainda reina o mais puro dos amores, o proselitismo e a nacional-propaganda. Até nisto estamos atrasados.

Pelo que continuei de sorriso fácil, porque o objectivo de aliadizar* em Maio (por mim pode até ser em Abril, não me causa transtorno!) se começara a tornar mais palpável, bem menos impossível, molusco cefalópode de tentáculos e tudo. A mais bela das esperanças a instalar-se. Aquela que torna bonito o feio dia. Vá… confesso: o jogo da mala frente ao AJFC** (aka, Vitória de Setúbal) deixou-me arrasada. Tudo como dantes, mas esbanjamos uma golden oportunidade de recuperarmos o 1º lugar sem condições, o lugar que é nosso por natureza e do qual andamos arredados há tanto, tanto tempo, ainda as galinhas tinham penas e alguma vergonha no focinho. E as dúvidas dos efeitos psicológicos na tenrinha equipa assoberbaram-me. Aliado a isso, a semana de pousio para os jogos da Selecção, busto do CR7 incluído, apenas prolongou o estado de alma. Uma alma há muito inquieta e ansiosa pelo dia 1 de Abril no antro fétido e último reduto dos coisos.

Amanhã é o dia D deste campeonato, mas até que pode nem o ser, já que – ai, que custa tanto escrever isto! - ambas as equipas podem ganhar e depois perder estrondosamente pontos onde menos se espera. Amanhã é o dia em que se pode decidir o campeão nacional, aquele dia em que podemos subir e não mais descer nem que os porcos grunham e a vaca tussa, aquele dia em que queremos mostrar a raça, a mística, a fé, a glória, a classe, o orgulho e a fibra de que somos feitos, aquele dia em que queremos esfregar nas fuças dos trolls a nossa superioridade a todos os níveis, aquele dia em que queremos servir doce, fria e sumarenta a vingança das nossas almas, aquele dia em que queremos fazer ajoelhar os infiéis, calar aquelas matracas de fanfarrões… aquele dia em que queremos honrar o nome do clube que somos.

Mas hoje é ainda a véspera do Dia D que tão difícil e complicada é de viver e sentir e passar e ocupar. Um nervoso miudinho e miudão de querer que os ponteiros voem e depois receio e pavor porque estão a voar. Aquelas ambivalências dos adeptos de futebol. Porque queremos alegria e euforia e deleite de todos os sentidos e saber perfeitamente que podemos nem sequer os cheirar. Hoje é o dia em que se fervilha, o dia em que se imaginam cenários, o dia em que se procura o camarada Portista, em que se vêem vídeos e textos motivacionais, o dia da tempestade tropical de likes e adoros no Facebook, o dia em que se ouvem os cânticos mágicos, o dia em que se recorre a tudo o que mexe e não mexe para fortalecer a alma e se preparar a jornada. O dia dos embates entre o peso da nossa carcaça mortal e a leveza do nosso espírito, entre o racional e o religioso, o supersticioso e o sagrado. O fio de pensamento é só um. E o ponteiro que não se mexe.

Por me conhecer sobejamente e saber como vivo os clássicos no covil dos orcs (ao longo dos anos criança, adolescente, mulher, adepta à beira de um ataque de nervos -- e na iminência de colapso cardíaco) e dada a repugnância, a enorme revolta, a indignação, a raiva, a tristeza (vá... a fominha também) acumuladas durante as últimas 3 épocas e mais os longos meses da que ainda se joga decidi que, a bem da Humanidade, não tenciono, não posso ver o jogo. Primeiro, porque não pretendo morrerBARRAsuicidar-me e porque desejo que a minha filha tenha mãe ainda por uns bons aninhos e completamente sã de cabeça. O meu pobre coração (dilaceRado e fRagilizado que anda) não vai aguentar e o meu estômago sempre foi delicado. Se com Bragas e Setúbais foi o que sei, amanhã não posso arriscar. Entretanto, procurarei métodos e formas e programas de evasão. Estou num ponto em que pondero tudo: desde praias solitárias e longe de tudo e todos, acunpunctura, cinema de headphones nos ouvidos, sequestros cirúrgicos, arrumações de Primavera, calmantes cedidos por alguém, ginásios, pancadas na cabeça, grutas escuras e sem wi-fi… Por aí.

Que os jogadores saibam honrar a Camisola que têm a incrível sorte de vestir e usar junto ao peito enobrecido por ela, que dêem tudo pelo que Ela representa… se não tanto para si, para os seus adeptos. Que nada Lhe recusem. Lhes recusem. Que vistam a capa de heróis e que resistam a tudo o que for provocação australopiteca. Que dêem brilho aos nossos sonhos. Eles têm de pagar. É até ao osso, até à última gota de suor e adrenalina. Nada interessa a táctica. Queremos é sangue a correr quente nas veias, raiva, ganas y ilusión (sim, não o consigo esquecer, que querem?), a vontade de os reduzir às pilecas choronas, mimadas, reles e batoteiras que são.

Que os nossos adeptos, os nossos irredutíveis adeptos tenham a alegria que tanto merecem, que há tanto merecem. Os que ficam… a puxar cabelos, a roer unhas, a esfolar joelhos e a esfregarem as caras. Os que vão… quais guerreiros e guardiões do Templo, munidos de cachecóis, bandeiras, braços, mãos, pés, pernas, vozes mais ou menos afinadas e boletim de vacinas actualizado. Que vejam recompensada a coragem de entrarem na antecâmara pútrida de Hades.

[…] [FAST FORWARD de sofrimento intenso]
2 DE ABRIL. Ah, tremenda decepção. Falhei em alhear-me do jogo, falhou o pizzi na tentativa do quinto amarelo e falhamos novamente no assalto ao primeiro lugar. Falhamos também em meu entender na abordagem ao clássico: um empate, um mísero empate NUNCA é suficiente na casa do inimigo figadal e principalmente por estes dias de náusea PFEC, Processo Fascizóide em Curso.

Mas que penalty qual quê, porra? Aquilo na minha terra nunca é penalty (e acreditem, nós por cá sabemos bem, bem até demais o que não são penalties, pois raramente nos são concedidos!). O Jonas Pistolas – um nome à altura do intelecto de quem o inventou… loas pois para essa pessoa – é uma sereia nas águas cristalinas da sua piscina imaginária, um portento na arte do mergulho, natação e natação sincronizada. À beira dele, o Greg Louganis, a Esther Williams e o Michael Phelps não passam de meninos, meros aprendizes. Notas soltas: o San Iker voltou a ser assombroso, o Soares está como que a murchar, a gestão dos amarelos preocupa-me e de que maneira, achei lindo o supremo capricho do destino de ter sido o Victorio Maximiliano a marcar o golo que os matou (TWISTED, yeah!) e não gostei nada, mesmo nada que os nossos responsáveis não tivessem apontado o dedo a mais uma xistralhada e ao branqueamento OMOiano e neoblanquiano a que se assiste (curiosa, estrondosa, cómica e estupidamente foi o spordém a fazê-lo no nosso lugar!)


Os monstros são reais e parecem pessoas normais. Uma observação mais atenta e revelam-se benfiquistas. Uma maneira de ver e fazer e jogar e manobrar o futebol que é de revirar as entranhas ao mais insensível dos adeptos. IGNOMÍNIA TOTAL. Não entendo, não concebo como é que um clube que manda e controla e manipula quase a seu bel-prazer o raio dos meandros de todo o país e nas mais diversas esferas e instâncias, com a faca e o grande, bruto queijo na mão, se pode borrar/acaguinchar/piar/grunhir de pavor autêntico perante o intenso e óbvio crescer da onda azul e branca, à força pura e bruta dos seus adeptos. Foi eloquente a imagem do presidente da Escória aconchegadinho na tribuna entre o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças, em plenos dias de compras, dramas e resgates. O contribuinte aflige-se com o que já pagou e ainda vai ter de pagar e estes marmanjos parasitas (figuras de Estado!) ainda têm tempo e o desplante de ir ver o seu benficazeco, bebendo cocktail e tremoços, soltando risadinhas e batendo nas costas de um criminoso e traficante que é SÓ um dos maiores devedores à Banca!

Os Aliados continuam a ser, apesar de tudo, do esbanjamento e de algumas debilidades, o Objectivo Uno. Continuaremos a sonhar com eles e na sua doçura. Enquanto houver estrada, como diz o outro. Enquanto nos deixarem. Pensar que tudo é possível. Pensar que faremos a nossa parte e que venceremos todos os jogos até ao fim. Pensar que sim.

(THIS IS US). COMO NEGAR ESSE PRESENTE A ESTA MARAVILHOSA GENTE? COMO?


* neologismo da língua portuguesa, 31 de Março de 2017, DC.
** Anti-Jogo Futebol Clube.

04 abril, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A equipe de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Espanha para defrontar o Réus e lutar por uma vaga na Final 4. Após o empate a 7 bolas no Dragão, no passado dia 11 de Março, perder em Espanha significava a eliminação, sendo que empate significaria sempre o prolongamento.

Os comandados por Enrico Mariotti entraram melhor no jogo e logo aos 4 minutos chegaram à vantagem por Marc Torra. Até ao intervalo, apenas a registar um cartão azul para Reinaldo Garcia e outro para Joan Salvat.

No reinicio da partida, a nossa equipa chega à igualdade por Hélder Nunes. Aos 12 minutos, nova exclusão para Joan Salvat, que levou Gonçalo Alves para a marca de livre direto, mas que não foi capaz de transformar em golo. Nos 4 minutos seguintes, foi a vez do Reus estar na marca de livre direto, e logo por 2 vezes, mas onde não foram capazes de fazer golo. Mas dado que 2º livre direto resultou da exclusão do Telmo por 2 minutos, e quando jogávamos em powerplay, Marc Torra fez o 2-1. Este resultado deixava-nos fora da Final 4, mas no minuto seguinte, Raul Marin viu azul e levou Gonçalo Alves para a marca de livre direto que, desta vez, resultou em golo, o que significava prolongamento caso não houvesse qualquer alteração no marcador.

Assim foi, e mais 10 minutos iriam ser jogados em sistema de golo de ouro, ou seja, ao 1º golo, terminaria a partida. O prolongamento não trouxe alterações e a eliminatória iria ser resolvida nos penalties. Do nosso lado Ton Baliu, Helder Nunes, Rafa e Reinaldo Mallea não foram capazes de desfeitear Pedro Henriques, enquanto do lado catalão, Alex Rodriguez e Joan Salvat levaram o Reus para a Final 4.

A nossa equipa entra em campo amanhã para defrontar o Oeiras na Taça de Portugal. O campeonato regressa apenas no próximo sábado, com a receção ao Candelária (15h).


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de ANDEBOL deslocava-se a Göppingen para tentar o milagre do apuramento para os 1/4 Final. Seria necessária a conjugação de 3 resultados e de diferenças de golo. Desde logo, a nossa vitória em território alemão conjugada com a não vitória do Granollers na deslocação à Dinamarca. Para terminar, precisávamos ainda da derrota do St. Raphael em Berlin perante o Fuchse. Quer espanhóis, quer franceses, venceram, o que conjugando com a nossa derrota, ditou o nosso afastamento da próxima fase.

Outra equipa integrante da nossa federação entrava em campo com tudo para seguir para a próxima fase, mas Bela Guttman não dorme, apenas descansa e resolveu desde já impedir poucas vergonhas na próxima fase da taça EHF.

O nosso próximo jogo é já amanhã (21h) com a deslocação ao pavilhão Flávio Sá Leite para a 2ª jornada da fase final. No próximo sábado, (21h) e após o jogo de futebol, receberemos o Sporting para a 3ª jornada da fase final do campeonato nacional. 2 vitórias nestes 2 jogos, poderão significar um passo muito importante no resgate do título nacional.

A equipa de BASQUETEBOL recebia o Galitos do Barreiro, e necessitava de uma vitória para fazer desaparecer os fantasmas que a derrota em Guimarães tinha trazido. O jogo começou pautado pelo equilíbrio e no fim do 1º período o marcador marcava 23-23. No 2º período, a nossa equipa superiorizou-se claramente por 23-10 e a meio da partida a vantagem era de 46-33. O terceiro período foi pautado pelo equilíbrio, mas caiu para o lado do Galitos (16-17). O último período voltou a ser favorável à nossa equipa (20-8), fazendo que o marcador final registasse um score de 82-58.

O 2º classificado perdeu em Ilhavo, e permitiu nova folga na classificação favorável à nossa equipa.

O próximo jogo será quinta-feira (21h) com a receção à Oliveirense.



Abraco,
Delindro

03 abril, 2017

UMA BOA ARBITRAGEM?!?


Confesso que fiquei espantado com a conferência de imprensa de NES e com as posteriores palavras de Pinto da Costa em relação a uma suposta “boa arbitragem” no jogo de sábado.

Antes de ir ao jogo em si, não posso deixar de emitir a minha opinião em relação a algumas situações, a maior parte delas cirurgicamente escondidas pelo canal de m**** que transmitiu o jogo (em que país do mundo desenvolvido, existe um clube que transmite os seus jogos em casa a contar para o campeonato num canal do qual é proprietário?), não tivesse esse canal um diretor de conteúdos do mais porco e ordinário que há:
  1. Já ouvi e li várias opiniões de que o lance de penaltie é bem assinalado e já li e ouvi outras de que o lance é limpo (2 dos 3 ex-árbitros do painel d'OJogo dizem que não foi penaltie, logo, não haveria motivo para penaltie). Mas de uma coisa tenho a certeza, observando o que se passou ao longo dos 90 minutos (e recuperando também outras coisas dos últimos 2 anos) estaremos a falar do jogador, a larga distancia de todos os outros, do mais porco, do mais nojentinho, do mais provocador e sem caracter do campeonato. É sim um bom jogador, mas é do mais ordinário e nojento que há;

  2. Se o lance protagonizado pelo porco brasileiro acontecesse ao contrário, ou seja, se um qualquer jogador do FC Porto não travasse propositadamente para dar um encontrão ao treinador rival, provavelmente, a generalidade dos meios de comunicação diria que o vermelho seria o cartão mais adequado. Nesse lance, nem amarelo houve!!!

  3. Como é possível pizzi ter passado mais um jogo sem levar um único cartão amarelo, após ter feito 5 faltas, uma delas por trás sobre Brahimi num lance de perigo junto à grande área adversária?!

  4. Aos 79 minutos, é assinalado mal um fora-de-jogo a Diogo Jota que seguia completamente isolado para a baliza. O fiscal de linha estava mal colocado, já ouvi dizer, pois, todo e qualquer lance que prejudica o FC Porto tem sempre uma qualquer desculpa esfarrapada;

  5. Finalmente, o critério disciplinar e técnico. Só houve amarelos para jogadores do FC Porto, após várias pauladas que os jogadores do FC Porto sofreram sobretudo na 1ª parte do jogo. Na 2ª parte a partir dos 60 minutos, tudo valia para parar os contra-ataques do FC Porto, bem como uma falta claríssima sobre Corona já perto da grande área que o senhor de preto pura e simplesmente ignorou.
Perante tudo isto, ver o Presidente dizer que foi uma boa arbitragem num jogo normal, e ver o treinador desvalorizar uma nojentice de que foi alvo, deixa-me, no mínimo, espantado. Depois do que se tem passado esta época, de vários lances em que o FC Porto foi claramente prejudicado, em alturas cruciais da época, os principais responsáveis da equipa terem um discurso leve e simpático, não faz o menor sentido. Não pode ser a newsletter diária, nem um programa semanal no Porto Canal os únicos a denunciarem as situações em que o FC Porto tem sido constantemente prejudicado.

Não perceber que estamos perante uma guerra diária, em que não podemos ceder um milímetro, em que temos de ser feios e antipáticos com tudo e todos, é não perceber a importância de evitar que o clube do regime alcance algo que nem nos tempos áureos do regime salazarista conseguiu.

Quanto ao jogo, para além do árbitro, apenas desmentir também algumas mentiras que vou vendo por aí. Não é verdade que o FC Porto tenha sido dominado o jogo todo e apenas salvo por Iker Casillas, é uma mentira alimentada pelos palhaços do costume (com todo o respeito pelos verdadeiros palhaços) com os mesmos objetivos de sempre.

A verdade é que eles tiveram uma entrada forte, mas só marcaram através de um penaltie duvidoso. A verdade é que Casillas na 1ª parte não fez uma única defesa difícil, ao contrário do GR adversário que evitou o golo a Brahimi num livre direto a pouco menos de 10 minutos do intervalo. Na 2ª parte, o FC Porto teve 15 minutos muito fortes, onde logicamente marcou o golo do empate. Aos 59 minutos, Soares só não fez a reviravolta porque o GR rival fez uma defesa in-extremis. É verdade que nos últimos 30 minutos, o FC Porto baixou o bloco e permitiu dois (sim, dois, não mais do que isso) lances de grande perigo, superiormente resolvidos por Casillas. Ou seja, a suposta grande superioridade do nosso rival, resumiu-se aos últimos 30 minutos, em que jogando em casa e tendo grande oportunidade para dar a estocada final no FC Porto arriscou mais, e aos 15 minutos iniciais, em que apenas marcou através de um penaltie no mínimo duvidoso.

Agora, a margem de erro acabou definitivamente. Se o FC Porto quer ser campeão, tem de vencer sem apelo, nem agravo, os 7 jogos que faltam e depois esperar que algum terceiro lhe dê uma ajudinha. Não há tempo para meias-palavras, para contas de mais ou menos ou para táticas mais ou menos defensivas, o tempo agora é apenas de ganhar ou ganhar. Porque, caso contrário, é mais um ano a ver navios e é ver o rival fazer algo que nunca fez, abrindo ainda mais caminho para a hegemonia deles. Ganhar este campeonato para o FC Porto, é provavelmente, das coisas mais importantes na história do clube, como foi por exemplo ganhar aquele campeonato 19 anos depois. Não perceber isso, é precipitar e contribuir para um longo e penoso caminho sem títulos, mas com muita contestação de várias setores. TODOS têm de estar obcecados em ganhar este campeonato, e não só os jogadores e adeptos, mas todos os OUTROS profissionais do clube, do mais alto cargo do clube, até ao roupeiro. TODOS!!!

01 abril, 2017

NA LUTA ATÉ AO FIM.


sl benfica-FC PORTO, 1-1

Jogo apelidado como decisivo há mais de 15 dias, deixou tudo na mesma na frente da classificação. Com uma pequena diferença que poderá ou não fazer a diferença: o FC Porto deixou de depender de si para chegar ao tão almejado título. Faltam 7 jornadas para cumprir e aos Dragões não basta vencerem os seus jogos. Terão de, pelo menos, esperar por um empate do adversário desta noite.


No entanto, o empate pode ser considerado um mal menor, tendo em conta a forma como decorreu o jogo. O FC Porto apresentou-se no estádio da Luz com um 4x3x3, com o intuito claro de vencer a batalha do meio-campo. Mas o jogo não começou de feição para os portistas. O adversário teve uma entrada forte e surpreendente. Os Dragões ressentiram-se disso e aos 7 minutos de jogo já estavam a perder através de uma grande penalidade superiormente convertida por Jonas.

Num lance conduzido pelo artista de circo Jonas, o avançado vermelho entrou na área, desviou a bola de Felipe e depois autenticamente procurou o contacto com o defesa central portista. O jogador azul-e-branco, apanhado de surpresa, acabou por cometer a falta. Direi que é uma grande penalidade “cavada” por um espertalhão que, aproveitando o contacto com Felipe, lançou-se contra as suas pernas. Um lance que suscita bastante polémica, atendendo a que Jonas foi, como disse, autenticamente, procurar a falta.

Há quem seja a favor de ter existido grande penalidade, há quem não seja. Eu digo que é grande penalidade mas bem “cavada” por um artista ordinário que, além deste lance, andou a provocar o treinador Nuno Espírito Santo e tentou “cavar” nova grande penalidade na segunda parte. Tenha vergonha!


Após o golo, o FC Porto a pouco e pouco começou a libertar-se da pressão a que estava submetido. A resistência ao futebol apoiado por parte dos vermelhos, com pressão sobre o portador de bola e rápida reacção à perda da mesma, dificultou muito a vida ao Dragão. Era necessário arrepiar caminho e encontrar formas dos Dragões soltarem-se das amarras do adversário.

Neste capítulo, Brahimi e Óliver conseguiram aos poucos fazer subir a equipa e obrigar a equipa contrária a recuar no terreno. O argelino começou a desenvolver o futebol mais pelo meio e ia, aqui e acolá, criando alguns embaraços aos vermelhos.

Nesta fase do jogo, cerca dos 20 minutos, os portistas já controlavam o jogo com paciência, mas também com cautelas. O adversário passava a jogar em transição, procurando a velocidade de Rafa (que flop de 18 milhões!!!) e de Salvio. Mas os azuis e brancos continuavam a trilhar o caminho até ao golo, pausadamente e sem precipitações.

Aos 36 minutos, Brahimi na cobrança de um livre directo, obrigou Ederson a desviar uma bola para a linha final com as pontas dos dedos e o intervalo acabaria por chegar pouco tempo depois, sendo bom conselheiro.


O primeiro tempo acabava com a equipa vermelha a ter supremacia pela melhor entrada no jogo e com os portistas a reporem o equilíbrio gradualmente para encararem a etapa complementar da melhor forma. E foi o que aconteceu.

Aos 49 minutos, o FC Porto repunha a igualdade na partida. Numa jogada de Brahimi pela esquerda, permitiu ao argelino cruzar para a área, a bola sobrou para A. André que, à segunda vez, cruzou para o coração da área. Soares amorteceu para Maxi e este não se fez rogado. Atirou colocado ao ângulo inferior direito da baliza contrária.

A partir deste momento, o árbitro escalonado cirurgicamente para este jogo, começou a inclinar o campo. Qualquer iniciativa atacante do FC Porto era prontamente cortada com faltas habilidosas e cirúrgicas ou então através de foras-de-jogo mal sancionados da parte de Xistra e seus pares. Era preciso ter cuidado para não afrontar o inferno da Luz (inferno só se for para ele – Xistra –, porque para o FC Porto é como estar num verdadeiro salão de festas). Apesar disto, os Dragões estavam determinados a não voltar a sofrer golos e, se possível, marcar outro.


Aos 59 minutos, poderia ter surgido o 1-2, caso Soares tivesse dado o melhor seguimento a uma jogada em que, lançado em profundidade por Danilo, não conseguiu concluir da melhor forma, permitindo que Ederson fosse mais lesto a chegar à bola. Com o 1-2, o que teria sido o jogo? Não sabemos.

Depois deste lance, o FC Porto recuou no terreno e a equipa vermelha voltou a ter o ascendente da partida. Foi a vez de Iker Casillas demonstrar porque é que ainda é um dos melhores guarda-redes da Europa. Aos 62 e aos 73 minutos salvou a sua equipa de sofrer o 2º golo, quiçá, contribuindo com um precioso ponto para a conquista do título.

Nuno Espírito Santo refrescou o ataque com as saídas de Corona, Soares e Brahimi e com as entradas de Jota, André Silva e Otávio. O meio-campo e a defensiva portista foram obrigados a um jogo bastante desgastante mas que valeu a pena, mantendo o FC Porto a um ponto da liderança e preparado para a luta até ao fim da Liga.

O FC Porto recebe o Belenenses na próxima jornada, jogo que inicia o ciclo final de 7 jogos, o primeiro de sete vitórias obrigatórias.


Nota final para o árbitro da partida.

Ouvi e li muitas coisas durante a semana sobre a nomeação do árbitro da partida. Carlos Xistra, árbitro que já não arbitrava um clássico há quase uma década, regressou aos grandes jogos. Conhecido pelas suas decisões polémicas e incrédulas, o árbitro da Covilhã não se fez rogado com o FC Porto em termos disciplinares e técnicos. Mostrou 5 vezes a cartolina amarela aos Dragões e, por duas vezes, deixou-a no bolso em relação aos jogadores contrários. Um deles foi Pizzi que, mais uma vez, de uma forma fantástica, escapou incólume ao 5º amarelo.

Xistra esteve também mal auxiliado na segunda parte num fora-de-jogo mal tirado a Diogo Jota quando este se escapava para a baliza e após o golo do empate, tratou de inclinar o campo a favor dos vermelhos. Cada queda dos jogadores de Lisboa, era assinalada falta, ao contrário das muitas infracções cometidas sobre os portistas, vistas quase sempre pelo árbitro como inexistentes. Assim é fácil a uma equipa proteger a sua baliza e atacar com todo o conforto, sabendo que no sector defensivo pode-se fazer jogo faltoso sem ser punido por isso.

É a isto a que eu chamo de arbitragem habilidosa. E Xistra sempre foi um árbitro habilidoso. Teve influência directa no resultado final? Não. Teve influência no desenrolar do jogo na 2ª parte? Teve.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Vamos ter que trabalhar e lutar até ao fim”

Má entrada, boa reação
“Entrámos mal e o Benfica apareceu demasiadas vezes na nossa área. Faltou-nos a bola para controlar o jogo e ficámos em desvantagem numa grande penalidade. A partir daqui, a equipa mostrou personalidade e a vontade que tinha de dominar o jogo, mas em alguns momentos faltou-nos profundidade. Mas foi uma demonstração clara do que queríamos fazer aqui. Conseguimos o empate no início da segunda parte e, a partir de certa altura, soubemos defender. É um empate que nos mantém na luta e todos sabemos que a luta será até ao fim.”

Ainda há muito para jogar
“Qualquer que fosse o resultado, nada ficaria decidido, pois ainda faltam sete jornadas. O campeonato é muito competitivo e sabemos que temos de ser muito fortes, mas o nosso pensamento é jogo a jogo. O processo de preparação deste jogo começou logo depois do jogo com o Vitória de Setúbal. A partir de agora vamos já preparar o próximo. Dos onze que iniciaram o jogo com o Benfica, nove trabalharam connosco durante estas duas semanas”

Tudo em aberto
“Estamos tristes, pois viemos aqui com a vontade de conquistar os três pontos. É um resultado que não muda nada e que nos deixa na mesma posição. Vamos ter que trabalhar e lutar até ao fim.”


Arbitragem
“Sofremos faltas que não foram assinaladas e, a mim, preocupa-me esse desnível nas decisões. Quanto ao penálti sobre o Jonas, é penálti.”

A entrada maldosa de Jonas
“Tenho 1,90m e 105 quilos. É muito difícil derrubarem-me.”

Demora na entrada dos adeptos do FC Porto
“Não se entende após 40 minutos do início do jogo. Não se entende. O nosso agradecimento a todos os que ficaram de fora e aos que nos apoiaram ate ao fim. Esta ligação entre os nossos adeptos e a equipa é fundamental.”

Um grupo de jogadores “muito forte”
“Todos têm dado uma resposta muito boa. Para a equipa técnica é muito bom saber que vamos preparar o próximo jogo com todos os jogadores, totalmente comprometidos com o nosso objetivo de sermos campeões nacionais. Conseguimos levantar-nos de um momento mau, no qual somámos muitos empates. O FC Porto tem um grupo muito forte de jogadores, que querem muito ajudar a equipa. Não há nomes nem individualidades, é o FC Porto.”



RESUMO DO JOGO

31 março, 2017

FOTO MÍSTICA #5 - Rui Filipe [1994]


O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com.


Época: 1994/1995.
Local: Estádio das Antas.
Data: 21.08.1994.
Resultado: FC Porto 2x0 Sporting de Braga.
Aparecem na fotografia: Rui Filipe e jogadores do Braga.
No dia 21 de Agosto de 1994, à passagem do 21º minuto da jornada inaugural do Campeonato Nacional 1994/1995, no Estádio das Antas, Rui Filipe inaugura o marcador para o FC Porto, batendo o guardião bracarense Rui Correia.

Rui Filipe não o sabe, nem ninguém no estádio suspeita, mas este golo dará o pontapé de saída para a mais bela epopeia futebolística de uma equipa em competições nacionais: o PentaCampeonato. Essa jornada gloriosa e inspiradora começa aqui, neste remate de ressaca do nosso querido Rui Filipe.

Mas este golo esconde também um destino cruel. Dentro de 7 dias, Rui Filipe já não fará parte do plantel do FC Porto. Na madrugada de 28 de Agosto, a morte virá prematuramente ao seu encontro, após um brutal acidente de viação em Vale de Cambra, sua terra natal.

Mesmo assim, nesse dia, os azuis e brancos subiram ao relvado do Estádio Mário Duarte, perante uma inaudita e insultuosa impossibilidade de adiamento da partida. Disse um dia o saudoso Prof. Hernâni Gonçalves que “no FC Porto ganhar não é o mais importante. É a única coisa”. Terá razão. Só assim se explica que, tal como na 2ª parte do encontro que vitimou Pavão, os Dragões conseguissem a poder de sangue, suor e lágrimas a vitória. Rui Barros e Emerson garantem essa (triste) vitória para a turma das Antas, que o pudor e o nojo impediram de celebrar.

Já em 1995, alguns meses depois, na noite em que o FC Porto se preparava para conquistar o primeiro campeonato da série do Penta, uma faixa no Estádio de Alvalade não deixava apagar a memória:

“Rui Filipe, este título também é teu”
FONTES UTILIZADAS, A QUEM AGRADECEMOS:
  • Jornal de Notícias
  • Fotobiografia do Tri
Rodrigo de Almada Martins