25 outubro, 2008
24 outubro, 2008
Tó Ferreira em directo no BiBó PoRtO
Quem não se recorda de Tó Ferreira, 2º base do basquetebol do FC Porto na década de 80? Um dos 2 «barbudos» da equipa (o outro era Júlio Matos, actual técnico do FCPorto), o Tó Ferreira sempre foi uma das mais valias da equipa treinada por Jorge Araújo e Alberto Babo. Ganhou 2 campeonatos (1980 e 83), 3 taças de Portugal (1986, 87 e 88) e 1 supertaça (1986) num percurso glorioso no clube que sempre amou.
Não foi por acaso que tanto Jorge Araújo, como Alberto Babo, o colocaram no cinco ideal quando também aqui foram entrevistados. É com todo o orgulho que nas próximas linhas deste post, temos «a voz» de uma grande glória do basquetebol do nosso mágico FC Porto.
Tó Ferreira, ex-jogador de basquetebol do FC Porto
O FC Porto é um grande clube e merece-me o maior respeito e admiração. Espero que o clube possa voltar a dar a mesma atenção às outras modalidades que já deu noutros tempos. A construção de um pavilhão parece-me do maior interesse para o clube e para a cidade, tendo em conta a localização do pavilhão, parece-me ser um sucesso garantido.
Se o Professor Jorge Araújo me colocou no melhor cinco de sempre do FC Porto, deve ter sido num dia de menor inspiração, mas agradeço a amabilidade.
3. Qual o cinco ideal da história do FC Porto? Melhor Português e Americano de sempre do FC Porto?
Julgo que o melhor atleta que me foi dado conhecer foi aquele que foi o meu capitão, foi para mim um ídolo e um exemplo para toda a vida. Tenho dele as maiores saudades - Dr. Fernando Gomes, actual dirigente do FC Porto.
O melhor americano que conheci no FC Porto foi o Crawford, atleta que marcou uma diferença tal que parecia doutro planeta. Não me lembro de ninguém que fizesse o jogo parecer tão fácil. Eu era atleta dos juniores e não imaginam o prazer que era vê-lo dançar em frente aos adversários. Era cada nó !
O cinco ideal do Porto na minha humilde opinião:
Fernando Gomes, primeiro base, grande atirador, inteligência superior, verdadeiro líder;
Júlio Matos, segundo base, grande atirador, indomável, defensor implacável;
Crawford, extremo, inigualável, difícil de caracterizar;
Aniceto do Carmo, Poste alto, esteio na defesa, imparável no perímetro, atleta da maior seriedade, injustamente afastado do clube;
Jarred Miller, Poste Baixo, fenomenal atleta, muito inteligente na leitura de jogo, frieza implacável.
A todos eles o meu abraço.
Recordo ainda com muita saudade os meus treinadores Silva, Domingos e Aníbal do Vasco da Gama, Assunção e Babo do FC Porto, Luís Magalhães da Ovarense, Adriano Baganha e José Curado da Selecção Nacional.
5. Qual a equipa favorita para este novo campeonato da LPB? O que pensa de Júlio Matos?
A equipa favorita pode ser o FC Porto, desde que se assuma de uma vez por todas como a melhor equipa. Nem sempre as equipas "mais equipadas" são as melhores e julgo que o FC Porto tem todas as condições para fazer valer toda a sua história, assim os atletas acreditem no seu trabalho.
O Júlio Matos é uma aposta certa, tem todas as condições para fazer um excelente trabalho e estou certo do seu sucesso. Espero que o público lhe dê o maior apoio nesta transição sempre difícil de treinador adjunto para principal. Força Júlio !!!
Os tempos são outros, o profissionalismo pode induzir algum distanciamento ao clube, mas pelo que tenho visto parece-me que o gosto por vencer é o melhor amor à camisola que se pode ter. Sejam os atletas bons profissionais, seguramente que os clubes e os seus adeptos poderão ficar satisfeitos.
Sou de opinião que é importante que os atletas tenham outras actividades para além do basquete, que estudem ou se preparem para uma outra vida futura, que chega demasiado rápido, normalmente quando menos se espera.
7. Peço-lhe para enumerar os campeonatos e taças de Portugal ou supertaças que o Tó Ferreira ganhou ao serviço do FC Porto.
8. Julgo que está afastado do basquetebol. O que faz a nível profissional, actualmente?
Completamente afastado, embora sempre com muita saudade dos adeptos que se tornaram amigos ao longo do tempo e dos grandes amigos que deixei em todos os campos por onde passei (terá sido essa a minha maior vitória). Professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
9. Na NBA qual é a sua equipa preferida? (Já agora, aqui o Lucho torce pelos LA Lakers)
Não ligo nenhuma à NBA, não me interessa de todo. A televisão deveria passar antes o campeonato Universitário, é muito melhor e teria um impacto muito mais interessante na qualidade do basquete juvenil.
10. Já conhecia o nosso blog? O que dizer da nossa atenção às outras modalidades com um dia em exclusivo (3ª feiras) para abordar essa temática?
Abraço,
Tó Ferreira.
passatempo 2008/09
23 outubro, 2008
Eu preferia abordar outro assunto...
E até porque como digo, o jogo da passada terça-feira é mais um para esquecer, portanto faço assunto com a Taça. Talvez alguns chamem a isto uma fuga para a frente, mas não, é um desvio para baixo, carago! Porque para baixo, é Lisboa, e assim sendo vamos lá ver o que se pode fazer, nas «baixas mas falsas pressões». Sim porque, transmitem-me mais confiança as circunstâncias em que esse jogo decisivo à 4º eliminatória será jogado, do que vários dos últimos para as Taças que tivemos em tempos recentes. As circunstancias em que se disputaram a última Final da Taça de Portugal, onde o FC Porto se apresentou em ritmo de férias, campeão previamente já em título, à 20 pontos do adversário no campeonato, mas com pouco pé para o acelerador - fora o resto, como a última grande venda que rendeu milhões, Bosingwa, mas a chorar na bancada - ou a equipa de início de época a ser construída de empreitada que jogou a Super-Taça, sem as devidas rotinas mas, que até me parecia prometedora - com outra (suposta) grande venda que aí, parece-me que sim, a prudência recomendava no banco de
Desta feita, "et voilá", a 4ª eliminatória, resolve-se o assunto de vez, sendo que ao FC Porto lhe vão ser exigidos nivéis de concentração e exibição próprios de campeão, tendo em conta que não só a liderança do campeonato custará muita camisola molhada, que a deslocação nas vesperas a
E estas circunstancias transmitem-me confiança no nosso Porto, pois independentemente do resultado na Ucrania, e que o diabo seja cego, surdo, e mudo, é nestes ambientes de pressão ou desaires que a chama do Dragão inflama. A ponto tal que por vezes até chateia, parece que os nossos rapazinhos são dependentes daquela adrenalina gerada pela pressão diaria e constante, rotinada, e se adivinham umas folgas pelo caminho, começa a cobra a enrolar ao pescoço.
O que me parece que é tido como certo, é que uma equipa como o FC Porto, para ganhar o nosso campeonato, é bom, mas é pouco. A champions vamos lá ver como fica, mas a "fruteira", tenham lá paciência, despachem lá a bisca seca na quarta ronda, que a fruteira é nossa!
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PS: Isto vai vai, que qualquer dia o baralho do Mister ainda fica tão famoso como o dossier do Dr. Pôncio! Querem lá ver?! :-D
No andebol e no hóquei... só deu empatas!
Sporting CP, 29 - FC Porto, 29
No pavilhão do Casal Vistoso, o FC Porto manteve-se invencível decorridas 7 jornadas. Com este empate (o 3º), a equipa azul e branca alcança a liderança mas tem mais 1 jogo que o Benfica que apenas joga amanhã na Madeira. Em 7 jogos, 4 vitórias e 3 empates dos Dragões num bom registo que poderia até ser melhor depois do jogo de ontem. É que os Dragões estiveram a ganhar por 18-12 ao intervalo e já na 2ª metade por 9 golos de diferença mas a reacção Leonina fez-se nos últimos 15 minutos e o empate acabou por suceder.
Dos 29 golos do Porto, 13 foram de Eduardo Filipe (melhor em campo), 5 de Inácio Carmo, 4 de Ricardo Moreira, 3 de Filipe Mota, 2 de Wilson Davyes e 1 de Sérgio Martins e Tiago Rocha.
Arbitragem com bastantes erros na parte final cedendo à pressão do público verde e branco chegando ao cúmulo de validarem um golo que nem sequer entrou na baliza Portista. Assim vai o nosso andebol...
O FC Porto assumiu a liderança com 18 pontos (7 jogos), mais um que o Benfica e mais 4 que o Belenenses, tendo ambos menos 1 jogo que os pupilos de Carlos Resende.
HC Braga, 4 - FC Porto, 4
O FC Porto empatou, também ontem, no hóquei em patins: 4-4 em Braga num jogo em que estivemos a perder até bem perto do fim. Com 2 golos na parte final, acabamos por conseguir manter a liderança com os mesmos 7 pontos de Viana e Oliveirense tendo este trio mais 1 ponto que o Benfica.
ps - Nesta temporada, os jogos (mais) importantes das modalidades voltam a ter destaque individual a meio da semana (post específico para cada jogo) sempre que se realizarem de 3ª a 5ª feira. Se calharem nos dias que mais se enquadram no fim de semana (de 6ª a 2ª feira) então aí serão «apenas» integrados na crónica semanal do «lucho» que se publica neste blog às 3ªs feiras. Assim, calhou então a este Sporting CP / FCPorto (que se jogou ontem) em andebol a estreia nesta temporada do tal post específico para cada jogo grande a meio da semana. No andebol, tal se repetirá se os jogos com o Benfica e ABC também calharem a meio da semana. No hóquei, tal acontecerá com o Benfica e o Viana; no basquetebol, com o Benfica e a Ovarense.
Irreverência e qualidade
Liga Intercalar 2008/09
22 de Outubro de 2008
3ª jornada do Campeonato de Inverno
Estádio do CTFD PortoGaia, no Olival
FC Porto: Ventura «cap.»; Ivo Pinto, Rafhael, Tengarrinha e Massari; Sérgio, Ramon e Josué; Candeias, Claro e Chula.
Jogaram ainda: Hugo, João Beirão, Flávio e Amorim.
Não utilizados: Maia, Paulinho e Miguel Galeão.
Treinador: Rui Barros.
CD Aves: Rui Faria; Grosso, Henrique, Nuno Mendes e Pedro Geraldo; André Carvalho, Gouveia, Sami e Luciano; Octávio «cap.» e Rui Miguel.
Jogaram ainda: Robert, Romeu Torres, Ruben Lima, Romeu Ribeiro e Vinicius.
Não utilizados: Pedro e Sérgio Nunes.
Treinador: Henrique Nunes.
Marcador: Candeias (7 min), Chula (25 min) e André Carvalho (43 min)
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Geraldo (64 min).
Uma exibição muito agradável, aliada ao primeiro triunfo na edição 2008/09 da Liga Intercalar, são o balanço da estreia portista em casa no Campeonato de Inverno da competição. Perante uma equipa do CD Aves mais madura e experiente, a formação portista, maioritariamente constituída por jovens jogadores, deu muito boa conta de si, apresentando na medida ideal a irreverência e a qualidade necessárias para a justa vitória final, 2-1.
A entrada determinada da formação azul e branca rendeu frutos logo aos sete minutos de encontro, quando Josué serviu na perfeição Candeias, que não hesitou em encaminhar a solicitação para o fundo da baliza contrária.
Dois golos de belo efeito e uma exibição convincente atribuíam uma expressão lógica à vantagem portista, que poderia até ter ganho outros contornos até ao descanso. Pouco antes do intervalo, a formação visitante reduziu a desvantagem, com André Carvalho a marcar para os avenses.
A segunda parte trouxe maior equilíbrio à contenda, mas foram do F.C. Porto as melhores ocasiões para o avolumar do resultado: em duas ocasiões, aos 63 e 74 minutos, Flávio e João Beirão, respectivamente, levaram a bola aos ferros da baliza adversária.
Os jovens Dragões souberam gerir a vantagem até ao apito final, garantindo um merecido triunfo inaugural na Liga Intercalar 2008/09, deixando em simultâneo indicações promissoras para o que resta de competição. Na próxima jornada da prova, o F.C. Porto desloca-se ao terreno do Feirense, em partida agendada para 29 de Outubro.
Confira aqui o calendário desta nova competição no seu site oficial.
22 outubro, 2008
Como se diz f**a-**, em ucraniano?
21 de Outubro de 2008
UEFA Champions League 2008/2009 (Grupo G – 3ª jornada)
Estádio do Dragão, no Porto
assistência: 32.209 espectadores
árbitros: Terje Hauge (Noruega), Jan Petter Randen e Kim Thomas Haglund; Kjetil Saelen.
FC Porto: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Lino; Lucho «cap», Fernando e Raul Meireles; Mariano, Lisandro e Rodríguez.
Substituições: Fernando por Hulk (46m), Rodríguez por Sektioui (62m) e Mariano por Tomaz Costa (67m).
Não utilizados: Ventura, Pedro Emanuel, Guarín e Farias.
Treinador: Jesualdo Ferreira.
Dynamo Kyiv: Bogush; Betão, Kiakhate, Mikhalik e Nesmachniy «cap»; Vukojevic e El Kaddouri; Ghioane, Aliyev e Ninkovic; Bangoura.
Substituições: Bangoura por Milevskiy (46m), Ghioane por Eremenko (60m) e Ninkovic por Asatiani (82m).
Não utilizados: Shovkovskiy, Shatskikh, Romanchuk e Zozulya.
Treinador: Yuri Semin.
Disciplina: cartão amarelo a Nesmachniy (32m) e Rolando (65m).
Golos: Aliyev (27m).
É sempre um dia especial. O regresso da prova de elite. Com tudo a que temos direito. A ansiedade crescente. A multidão que se acotovela, na ânsia de entrada no majestoso recinto. O hino que arrepia, na sua lembrança de campanhas épicas. A magia que se solta. É noite de Campeões. Nada mais se lhe compara, no panorama futebolístico actual.
Não será, no entanto, um jogo mediático. Daqueles que movimentam jornalistas em magotes histéricos, com máquinas fotográficas a disparar em cada segundo. O opositor, apesar de respeitado, não é um dos “tubarões” europeus.Equipa com historial de sucesso, o Dínamo de Kiev faz jus ao estereótipo das gentes de leste, no seu futebol. Frios. Cerebrais. Implacáveis. Mortíferos. Colectivamente fortes, desenvolvem um futebol feito de passes certeiros, movimentações dinâmicas. Com enorme coesão defensiva.
Mas será, por certo, um jogo vibrante. Alegre. Táctico. Feito de jogadas de envolvimento, remates inesperados ou cruzamentos milimétricos. Com emoção. Com impropérios intraduzíveis. Gestos de exasperação. E, esperemos, com celebração. Muita. Porque nada melhor para celebrar o regresso à Europa do que uma vitória. Com espectáculo.
Na antevisão da partida e no tom professoral que o caracteriza, Jesualdo abdicou do suspense. Joga Nuno. Helton out. Joga Lino. Fucile de fora. De Benitez, nem se fala, com o trucidado defesa-esquerdo em Londres a deixar de ser opção. Quanto ao resto, nada de novo, deixando aos suspeitos do costume a obrigatoriedade do controlo da partida e a responsabilidade de alvejar as redes adversárias. Fernando. Lucho. Meireles. Tomas Costa. Rodriguez. Lisandro.
Tudo imutável. Tudo? Nah! Tomas Costa, que se vinha afirmando como pedra basilar no meio-campo, reforçando defensivamente as tibiezas de Sapunaru, dando alento à ala direita na procura do golo, não apareceu na constituição inicial da equipa. Mistérios…
Com a chuva a marcar o ritmo, foi um Porto acutilante aquele que entrou no bem tratado relvado do Dragão. Disposto a tomar conta do jogo, procurando jogar em velocidade, com a bola a ser lançada amiúde para os flancos. Rapidamente se percebeu que a equipa, pela dinâmica que imprimia, mancava. Visivelmente. Era o flanco esquerdo que ganhava em protagonismo, com Lino a denotar a sua propensão ofensiva, aparecendo bastas vezes em posições mais avançadas, ajudando Rodriguez. O flanco direito vivia refém de receios espúrios, com a banalidade de Mariano a aliar-se às dúvidas existenciais do lateral vindo da Roménia.O domínio, visível, nunca foi suficiente para empurrar os ucranianos para uma defesa porfiada. Equipa com excelente técnica, capaz de gerir na perfeição as transições, foram aguentando golpe atrás de golpe, nunca descurando o contra-ataque, feito essencialmente por intermédio de Bangoura, pleno de força e provocando arritmias constantes a Rolando.
Num jogo agradável de seguir, Mariano procurava justificar, mais uma vez, a sua titularidade, mostrando-se agradavelmente activo. Contudo, o primeiro sinal de golo eminente surgiu no lado oposto. Uma incursão de Lisandro, com os predicados do costume, deixa a bola para Lucho, já dentro da pequena área. A saída desesperada do guarda-redes do Dínamo constituiu a salvação dos ucranianos, desviando o remate do argentino para o poste. Nova manifestação do destino [com esta, quantas é que já vão, em alturas sempre cruciais?], impedindo que os azuis-e-brancos inaugurassem o marcador. Era o sinal mais portista, com Lucho a ser um dos mais inconformados, aparecendo sempre em zonas perigosas.
Pressentia-se o golo. E ele apareceu. Mas para o adversário. Livre para o Dínamo e Aliyev a enviar uma bomba para Nuno. O remate, forte e repleto de trajectórias diferentes, era mesmo assim defensável. Isso mesmo. Defensável. Golpe tremendo nas aspirações, legítimas, à vitória, num golo algo fortuito.
O Porto, aparentemente, não sentiu os efeitos colaterais de se encontrar em desvantagem. Lisandro desperdiça o ensejo de empatar, numa fuga pela esquerda. Até ao intervalo, só se viu Rodriguez. A cruzar. A rematar. Sempre impetuoso. Galvanizando companheiros. E, quando o apito do árbitro parecia uma realidade imutável, novo “bruáaaa” de decepção. Cruzamento de Cebola, com a dupla argentina – Lisandro e Lucho – a falhar por milímetros. O triste fado luso acompanhava a equipa para o retemperar de forças.
O intervalo foi bom conselheiro para o treinador portista. Desfez-se dos espartilhos conservadores, mandou às urtigas a tradicional cautela e fez pela vida. Sacrificou Fernando, demasiado apagado, e meteu no jogo a electricidade de Hulk. O Porto tomou de assalto o último reduto do opositor. Com Meireles a desempenhar, e bem, a função de pivot defensivo, conseguindo efectuar na perfeição a transição defesa-ataque, o Porto foi mais equipa, encostando finalmente o oponente às cordas.
Vendo que a equipa, apesar de voluntariosa, estava longe de conseguir ser brilhante, Jesualdo opta por nova e necessária mexida. Tarik, o supersónico extremo, estava prestes a iniciar nova aventura, depois do calvário da lesão. Entendia-se a substituição. O Dínamo, com a atitude defensiva cada vez mais patente, era mais permeável nos flancos. Tornava-se necessário alguém capaz de dinamizar a posse de bola, levando-o até à linha de fundo.
Surpreendentemente, o marroquino entra para o lugar de Rodriguez. Longe da inspiração que se esperava do uruguaio, mesmo assim é questionável a sua troca, deixando em campo a banalidade de Mariano. Por pouco tempo. Vendo que com Tarik a equipa ficou dotada de maior velocidade e imprevisibilidade, o treinador azul-e-branco opta por nova substituição. Sai Mariano, entra Tomas Costa. De pouco serviu.
O futebol portista, feito de coração mas com cada vez menor discernimento, foi perdendo clarividência. Os sinais de desnorte avolumavam-se, perante a impassibilidade de um adversário que, justiça seja feita, nunca viveu momentos de verdadeiro desespero. Hulk procurava remar contra a maré, enfermando de males ainda não corrigidos. Com uma capacidade de choque acima da média, um remate poderoso e uma capacidade técnica invejável, o brasileiro consegue sempre agitar as águas, mesmo quando teima em ser de um individualismo exasperante. Um diamante com evidentes qualidades para delapidar.
Sem uma verdadeira ocasião de golo, na 2ª parte, o conformismo foi tomando conta da equipa, pese a abnegação do costume. O espectro da derrota, depois de 3 profícuos anos, abateu-se clamorosamente sobre a Invicta. E a noite que se esperava de festa e celebração deu lugar ao mais profundo breu. Nuvens bem escuras que pendem sobre a suposta qualidade de uma equipa que teima em defraudar expectativas…Notas finais: 3 míseros pontos, 3º lugar no grupo, com duas deslocações a redutos difíceis para realizar, na 2ª volta. Com um encontro caseiro a ser anfitrião dessa verdadeira máquina demolidora de jogar futebol, o Arsenal, que futuro para este Porto bucólico, melancólico e tristonho? Sinceramente, nesta fase, apenas e só o desejo de que se consiga o desiderato mínimo: o apuramento para a UEFA. Aliás, vistas bem as coisas, a única coisa que o clube teria a ganhar, com uma eventual e improvável qualificação para os oitavos, seria o chorudo bónus financeiro. Porque, sejamos sinceros, esta equipa é uma pálida imagem de outras que granjearam respeito na Europa. E, quando assim é, nada melhor do que alimentar as expectativas dos adeptos, jogando num escalão com uma grau de dificuldade bem menor.
Melhor do FC Porto: Raul Meireles. Primeira parte esforçada, segunda parte a demonstrar o quão equivocado estava Jesualdo, ao conceder o beneplácito da titularidade a Fernando. Meireles dinamizou por completo o meio-campo portista. Recuperou bolas, efectuou passes, manteve a clarividência necessária no desenvolvimento das jogadas de ataque, servindo os interesses do colectivo.
PS - Sempre me mostrei convicto nas minhas opiniões. E nunca, felizmente, pedi a cabeça de ninguém. Detesto solenemente os linchamentos mediáticos. Defendi, neste espaço, em muitos comentários, a manutenção de Helton na baliza. Felizmente que Jesualdo não me fez a vontade. Imagino o que se diria do brasileiro se fosse ele o titular, sofrendo um golo num livre a mais de 30 metros da baliza. Ficou provado que o brasileiro não pode, em circunstância alguma, servir de bode expiatória a culpas colectivas.
liga privada UEFA Cup Fantasy Football 2008/09
Deixo-vos então aqui o CONVITE para participar neste passatempo, e também na nossa liga privada, bastando para tal que utilizem o código de acesso à nossa liga acima descrito na imagem.
E prontos, a partir daqui, passas a ser um treinador de bancada como um outro qualquer e só tens que ir acompanhando os desenvolvimentos da/s vossa/s equipa/s. No final de cada jornada da Taça UEFA e nas noites de cada 5ª feira, colocarei um post a relatar as incidências da nossa liga privada.
Resta-me desejar BOA SORTE a todos os participantes… e que no final, vença o melhor!
21 outubro, 2008
Contra Czares, Vodka e Matrioskas…
A terceira ronda da Champions, coloca no alinhamento os Ucranianos do FC Dynamo Kyiv, duas décadas e uns pozinhos depois o FC Porto volta a cruzar-se com os antigos Czares Soviéticos, corria então a época 86/87, e rumo aquele que seria o seu 1º troféu europeu os portistas aplicavam, a então apelidada de uma das mais fortes formações de futebol, um duplo 2-1 e carimbavam o passaporte para a final.
Depois de terem dado a conhecer ao mundo da bola nomes como Shevchenko, Blokhin ou Rebrov, e de mais recentemente terem acabado com a serie de oito vitórias caseiras consecutivas para às competições europeias do Fenerbahce, tendo com isso mantido o registo de invencibilidade na época europeia em curso, os ucranianos chegam ao Dragão com dois pontos no pecúlio, após terem defrontado Arsenal e turcos, mantendo assim intactas as aspirações de seguirem para a fase seguinte. Oriundos das pré eliminatórias de acesso a fase de grupos, a formação ucraniana deixou para trás com alguma dificuldade os Irlandeses do Drogheda, (2-1, 2-2), confrontando-se em seguida com os russos do Spartak Moscovo, tendo obtido desta feita, façanha de relevo ao aplicarem um inebriante festival de golos, duplo 4-1.
É pois com moral em alta e ímpeto reforçado que os pupilos de Yuriy Semin se vão apresentar no anfiteatro azul e branco. Mas nem tudo são rosas para o emblema ucraniano. O campeão Luso tem a seu favor o estigma que o Kyiv transporta sempre que visita território português. Foram quatro as derrotas do Dynamo em terras lusas, sendo que nas últimas nove deslocações a contar para a Champions, logrou apenas obter dois resultados positivos somando sete derrotas, o que a juntar ao excelente registo dos Dragões intra muros, apenas uma derrota em vinte e um confrontos caseiros, (onde até Jesualdo consegue manter a invencibilidade e o índice de bons resultados europeus apesar da parca experiencia nestas andanças), se dito assim nada de bom se augura para as cores ucranianas.
A visita do Dynamo despertará pois variadas sensações, boas recordações, coloridas memórias, mas em abono da verdade a realidade mostra-se bem mais comedida, a classificação do Grupo G mostra um FC Porto que soma apenas mais um ponto que o opositor, encontrando-se assim apenas um lugar acima do contendor de 3ª feira, sem conseguir capitalizar a vitória frente aos turcos, deixando mesmo que a goleada sofrida ante os londrinos desvanecesse o efeito de ter conseguido estrear-se com uma vitória na prova, facto que já não ocorria algumas épocas.
Para além dos registos históricos e estatísticos pouco mais transpira para os média sobre a preparação dos ucranianos, envoltos nas habituais medidas e dispositivos de segurança, sabe-se que entram cedo no blindado centro de estágio, cumprem treinamentos bi-diários, aparentemente com o plantel todo disponível às atenções focalizam-se tão-somente no confronto com os dragões, preparando com minúcia o embate, com os índices de autoconfiança ainda mais elevados fruto da goleada infligida ao Fc Zorya a contar para a ultima jornada do campeonato, os ucranianos tacticamente bebem ainda muitas influencias do futebol russo, frios e calculistas dotados de boa técnica individual, fazem do rigor táctico uma forte arma do seu futebol. Fortes nos duelos individuais muito por culpa da sua propensão atlética, são extremamente dinâmicos na redução dos espaço, que lhes permite apesar de não exercerem grande pressão em zonas avançadas do terreno, parecem sempre dispostos a lançar rápidos contra-ataques. Exímios
Possivelmente nem os mais identificados com o futebol da era moderna serão capazes de identificar muitas estrelas ao serviço do opositor dos azuis e brancos, só isso é motivo para considerar que o colectivo é a força maior deste conjunto de Semin. No entanto existem alguns artistas, logo a cabeça um extremo esquerdo de nome Milos Ninkovic, arma apontada a qualquer ultimo reduto, faz da velocidade e da precisão dos seus cruzamentos o verdadeiro perigo, mais atrás para além do competente Stanislav Bogush um keeper na linha da escola russa, temos o esteio da defensiva Betão um brasileiro que chegou a Kyiv já com a pré-época em curso mas desde logo impôs a sua condição de líder, sendo mesmo um dos ídolos dos adeptos, que reforçam ainda a sua importância no seio do grupo com a eleição para melhor reforço.
No meio campo reside a criatividade dada por alguns dos estrangeiros desta equipa, sendo Bangoura o diamante que mais cintila no ataque, possante e veloz alia as duas condições na hora de se afiançar como principal aríete dos ucranianos, tendo por norma como companheiros na frente Aliyev e Milevskyy, óptimos complementos e com gosto pelas redes contrárias.
A verdade é que os ucranianos parecem bem familiarizados com o futebol dos dragões, muito por força de contarem na sua equipa técnica com Ovchinnikov, ex guardião portista, o que os elucida para o potencial que o Dragão sempre apresenta, cientes que o importante é pontuar e que um resultado que não a vitória azul e branca deixa as contas do apuramento para o jogo no Olímpico de Kyiv, onde ai o Fc Porto teria de correr mais riscos, certo mesmo é o Dynamo não jogar aberto no Dragão, onde a cautela vai por certo imperar, pois são bem sabedores da experiencia e qualidade do futebol portista.
Para dançar é preciso ter-se par, um jogo da Champions não foge a regra, para se ter um confronto é preciso ter um opositor, talvez por isso fique bem nesta antevisão antecipar um pouco sobre o que se espera dos comandados do Professor Jesualdo. Já muito se falou ou escreveu sobre este Porto do mister azul e branco, mais que uma equipa em construção este é um Porto em renovação, ou direi reconstrução, muito por força das novas dinâmicas que o técnico se viu obrigado a introduzir, o dragão apresenta uma nova face, mesclando o clássico 4x3x3 com extremos bem abertos, a realidade é que as características dos elementos associados a solução táctica obrigaram a novas disposições no relvado configurando um 4x3x3 alternativo.
Com as dúvidas na baliza a serem tema de conversa do universo azul, a convocatória dissipa em definitivo a controvérsia que versava sobre a mudança de mãos da baliza Azul. Nuno atravessar indiscutivelmente um grande momento, como aliás ficou demonstrado na Sertã, coloca Helton ao abrigo e no abrigo de qualquer incauto que o transformasse no bode expiatório de qualquer resultado menos conseguido, mas a sua exclusão dos eleitos põe muito boa gente a conspirar já umas quantas teorias justificativas sobre a sua não convocatória.
Depois de a taça não ter contribuído para a habitual gestão nas laterais, somente Sapunaru foi brindado com essa regalia, com Fucile a contrariar as notícias que o davam como apto e apontavam a titularidade na esquerda. A surpresa chegou com divulgação dos eleitos e ausência
Ao onze devem regressar os agora mais frescos e habituais titulares Bruno Alves, Rolando, Lucho, Fernando, R. Meireles e Lisandro, serão certos numa equipa no máximo da sua força colectiva, ainda que cognitivamente os processos e a modulação das dinâmicas do sistema não estejam ainda no auge dos seus automatismos, a verdade é que depois daqueles 30 minutos da jornada inaugural, ficou água na boca dos adeptos, sobrando contudo dúvidas momentâneas.
Se em cada um de nós habita um treinador não é menos verdade que o plantel azul apresenta uma panóplia vasta de cenários apetecíveis e de inimagináveis configurações possíveis. Desde Hulk a poder-se posicionar como parceiro de Lisandro na linha da frente, com Tarik a poder ocupar o lugar de “Cebola”, obrigando a que Tommy e Meireles tivessem de ocupar zonas diferentes de forma a potenciar novos equilíbrios defensivos e balanços ofensivos, Mariano e Farias ainda que menos prováveis não ficam descartados de todo.
Jesualdo promete ambição e grande espírito de união como factores integrantes e necessários para a vitória, na verdade e antevendo que à medida que a equipa vá ganhando expressão na componente física mais se notará o crescimento da mesma, gerindo melhor cada posse de bola e obrigando-se a saber o que fazer com a mesma, mais se aproximará de uma equipa da alta-roda europeia, com ritmos eloquentes e futebol de grande capacidade competitiva.
Assim, amanhã pela hora do costume, a minha aposta vai para: Nuno, Sapunaru, Bruno Alves, Rolando e Lino, como elementos da defensiva, Fernando, Raul Meireles e Tomas Costa, os eleitos para o tridente de meio campo, Lucho, Lisandro e Rodriguez as setas mais venenosas no ataque a baliza ucraniana, o tal 4x3x3 de nova dimensão que tarda em nos dar garantias mas que promete ser o de muitas alegrias.
Guarda-redes: Nuno e Ventura.
Defesas: Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Rolando e Lino.
Médios: Fernando, Guarín, Raul Meireles, Lucho e Tomás Costa.
Avançados: Cristian Rodriguez, Farias, Hulk, Lisandro, Mariano Gonzalez e Tarik.
# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal
FC Porto humilha Campeão Francês
No basquetebol, o próximo jogo é já este sábado (16h00) em Matosinhos diante do Vagos (onde irei estar presente), enquanto no hóquei em patins, o FC Porto joga amanhã (21h00) em Braga e no sábado em Fânzeres (18h00) diante do reforçado Juventude de Viana, em jogo de dificuldade máxima para os 2 conjuntos.
(1º Benfica - 8 pts/4 jgs; 2º CAB - 8 pts/4 jgs; 8º FC PORTO - 5 pts/3 jgs)
- Académica, 82 - FC Porto, 71
- FC Porto, 83 - Sangalhos, 68
O FC Porto voltou a acusar a falta do 3º americano, de João Figueiredo e Paulo Cunha, além das ainda evidentes limitações de Daniel Monteiro e Nuno Marçal. O resultado só no 3º período começou a ficar evidente pois até aí, os forasteiros deram sempre muito que fazer ao vice-campeão Nacional. Vitória justa do FC Porto num jogo pouco interessante.
(1ª jornada da fase de grupos da Liga Europeia)
- HC Quevert (França), 1 - FC Porto, 11
Na outra partida do grupo, o Nóia (Espanha) venceu o Igualada (Espanha) por 6-4. Na próxima ronda (15/11) há um FC Porto - Nóia em Fânzeres, jogo importante, num grupo difícil com 3 candidatos para 2 lugares de apuramento para a final a 8.
Quem mais mereceria este destaque? Christian Burns é craque, pelo menos pelo que dizem os jornais, porque só no próximo sábado é que terei oportunidade de o ver ao vivo. 34 pontos em Coimbra e mais 28 frente ao Sangalhos deixam indicações muito positivas quanto ao seu real valor. Que venha o tal 3º americano e se possível de valor idêntico a este. Já o Kevin Martin tem números inferiores mas a crítica também tem sido positiva... a ver vamos. No hóquei, Filipe Santos voltou a estar muito eficaz, tal como Emanuel Garcia e Pedro Moreira (recuperado de lesão).
Lucho.
# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal
20 outubro, 2008
O azar estragou a festa do Dragão
O F.C. Porto partiu da quinta posição para a prova matinal e andou sempre nos lugares da frente, rodando ao ritmo dos primeiros e provando que tinha todas as condições para somar muitos pontos nesta ronda portuguesa da Superleague Formula. Tristan Gommendy esteve consecutivamente em quinto, mas a cerca de cinco minutos do final da corrida, viu o motor do bólide azul e branco perder potência, tendo sido forçado a abandonar.
Este azar, todavia, era amenizado pela perspectiva de arrancar bem posicionado na corrida da tarde. A grelha de partida invertida dizia que o F.C. Porto arrancaria da terceira posição e, tendo em conta o ritmo patenteado pela manhã, esperavam-se emoções fortes para os cerca de 25 mil espectadores presentes no Estoril. Esta foi, registe-se, a maior enchente verificada em corridas da Superleague Formula, competição que já passou pelo Reino Unido, Alemanha e Bélgica.
A avaria no carro azul e branco, porém, não era de fácil resolução e não foi possível corrigi-la a tempo de integrar a grelha para a corrida das 14h00. Forte desilusão para Tristan Gommendy e, naturalmente, para os portistas que pintaram de azul e branco das bancadas do autódromo.
O F.C. Porto está agora no 13º lugar da classificação geral da Superleague Formula, com 145 pontos. A próxima etapa está agendada para Vallelunga, Itália, dentro de duas semanas.
fonte: fcporto.pt

















