21 junho, 2013

Carolice

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Meus amigos, só vos digo uma coisa: quem puder, para o ano, vá ao III Encontro da Bluegosfera. Já sabem que será mais ou menos por esta altura, depois do final da época e antes do início da seguinte, por isso reservem esses fins-de-semana. Façam questão, mesmo. Em dias como o Sábado passado, cresce-se como Portista.

Tal como em 2012, houve tempo a menos para entusiasmo a mais. Visões e perspectivas do presente e do futuro do clube, a nível desportivo, financeiro, de comunicação, de relação com os adeptos. Apresentações interessantes e bem estruturadas, algumas praticamente profissionais, comentários relevantes e perguntas pertinentes, muitas das quais tiveram de ficar sem resposta. Aliás, como qualquer bom debate, o II Encontro da Bluegosfera resultou em tantas perguntas como respostas.

Faz sentido um Porto Canal generalista, ou o ideal seria coexistirem um Porto Canal e um FC Porto Canal? Por que razão escasseia a publicidade de valor acrescentado no Porto Canal, quando as audiências já a justificariam? Seria possível haver no Porto Canal um espaço de debate protagonizado por adeptos que não fossem figuras públicas? A identificação do FC Porto com a cidade do Porto e a região Norte, e a consequente rivalidade com Lisboa, podem ser desconfortáveis para os Portistas de fora do Porto e do Norte? Se e quando um dia os Portistas vierem a estar em maioria no país, o clube arrisca-se a perder a sua identidade? É mesmo importante ter jogadores que sintam a camisola que vestem, ou basta que tenham talento e profissionalismo? O que tem falhado na nossa formação? Como se explica o nosso sucesso num país tão pequeno e numa região tão empobrecida? O nosso modelo de negócio é sustentável no actual panorama de crise? Devemos apostar em reduzir custos, aumentar receitas, ou ambos, e de que forma? Será utópico pensar em novos mercados para a marca FC Porto no estrangeiro?

Eis algumas das perguntas que ficaram no ar, acompanhadas de possíveis respostas, argumentos, opiniões e ainda mais perguntas, deixando o sector azul e branco dos nossos cérebros com muita e boa comidinha com que se entreter durante a pré-época.

E “entreter” é aqui a palavra-chave. Encontramo-nos todos, o que é bom, falamos do nosso clube, que está entre as coisas que mais gostamos de fazer, mas que resultado prático sai dali, tendo em conta que o clube não se fez sequer representar, tendo sido, naturalmente, convidado? Esta lamentável ausência não pode deixar de ser vista como uma lacuna no evento, de cuja responsabilidade os organizadores (que estão mais uma vez de parabéns) estão obviamente isentos. É uma pena que o clube subestime o contributo de dezenas de adeptos conhecedores e empenhados, reunidos precisamente para discutir o seu engrandecimento, como, aliás, é dever estatutário de qualquer associado. Reunidos por carolice - outra palavra-chave, usada no Sábado por um dos intervenientes. Carolice, diz o dicionário, é “acto de carola”. E “carola” é o “que ou quem é muito apaixonado por uma ideia, sistema ou religião”. É isso mesmo. Uma sala cheia de carolas, com muito orgulho. Sempre à disposição para partilhar com o clube os frutos da nossa carolice. É só apontarem-nos uma porta aberta ou um ouvido atento.

Um estado de graça de duas semanas

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O hóquei em patins português durou na ribalta duas semanas. Acompanho o hóquei em patins do meu clube há já vários anos. Chegam-me aos ouvidos histórias de familiares de que estive no Américo de Sá. Aí, ainda sem memória, mas em Fânzeres era um ritual de Sábado à tarde e muitas vezes em terças e quartas à noite. Embora acompanhe o FC Porto em tudo o que é modalidade, não tenho problemas em assumir que tenho um carinho especial pelo hóquei, desde pequeno. Jogada em pavilhões, é a minha modalidade predilecta.

À cerca de duas semanas, esta modalidade tornou-se, por pouco tempo, no desporto-rei do nosso país. Jornais e Telejornais com inteiro destaque ao feito do regime. Em toda a minha vida tenho memória de cerca de 4 ou 5 vitórias do regime sobre nós, não mais, pelo menos na última década. Infelizmente uma delas foi a que lhes deu o título de campeão europeu... por golo d'ouro. Seja no Dragão, no mini-galinheiro ou noutro lugar qualquer, ganhámos claramente uns 8 jogos em cada 10, aos encornados.

A sorte naquela tarde, não esteve connosco. O regime mostrou então o seu poderio imediatamente no jogo a seguir, no último Sábado em Valongo. Para eles a época já terminou, enquanto que para nós ainda falta a conquista de mais uma taça de Portugal (podemos ultrapassá-los!!), este próximo fim-de-semana, em Barcelos. Rumo à 14ª!! Rumo à Dobradinha!!

No Sábado dia 8, estivemos presentes no último jogo do campeonato, em casa com o Candelária. Apoiámos do inicio ao fim e festejámos o título nacional. Nesse jogo, o nosso grande capitão, juntamente com toda a equipa, receberam a taça! Num jogo à porta aberta para sócios, fica a nota que os comandados de Tó Neves mereciam mais gente presente, na despedida de jogos no Dragãozinho, esta temporada.

O último fim-de-semana começou sexta à noite, com a deslocação de alguns membros SD a Vigo, para apoiar o FC Porto Vintage na Liga Fertiberia. O FC Porto foi eliminado na meia-final mas apoio à equipa não faltou, os nossos ídolos de outrora foram seguidos até terras espanholas pelos nosso ultras, que fizeram questão de marcar presença.

Domingo foi dia de Valongo x FC Porto em hóquei. Os nossos juniores tinham obrigatoriamente que ganhar para garantir lugar na final-four onde se discutirá o título de campeões nacionais do escalão. Entraram a perder, deram a volta mas acabaram por não segurar a vantagem. Ainda assim, foi notório todo o esforço e empenho em virar o rumo dos acontecimentos.

Na bancada, cerca de 20 bravos ultras marcaram presença, apoiando o FC Porto. Seja em que escalão e em que modalidade for, o emblema é sempre o mesmo e nós lá estaremos! A tarde de Domingo foi dedicada a apoiar aquela rapaziada. Atrás de uma das balizas, a bancada que nos é destinada ainda cheirava a estrume. 24h antes tinha estado ocupada pelos infiéis. Poucos mas bons, ali no nosso local preferido, entoámos cânticos do inicio ao fim, para espanto dos nossos próprios jogadores e equipa técnica.

No final todos nos cumprimentaram, sem excepção. Obrigado rapazes. Com o Porto sempre, pelo Porto tudo!

Próximo fim-de-semana: Invasão a Barcelos em dose dupla, assim o esperamos!!

Um abraço ultra.

20 junho, 2013

Responda quem souber...

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Por alturas do último terço do campeonato passado, ao contrário daquilo que é hábito no meu percurso neste blog, adotei uma postura mais “pacífica”, menos “agressiva” e de maior união do que apontar os defeitos internos. Fi-lo pois entendi que de nada valeria outra postura, numa altura em que as coisas estavam tão difíceis e era preciso acreditar e lutar até ao fim pelos objectivos.
Felizmente, tudo acabou e o povo voltou a estar feliz, e parece que agora tudo está outra vez muito bem e sem problemas....puro engano, em minha opinião!

Sem muitas divagações, deixo apenas por aqui algumas questões que, se houver alguém que saiba, por favor responda a todas elas:
  • Porque foi Vítor Pereira isolado após o empate na Madeira, não querendo ninguém ser associado a ele, e depois na hora da vitória todos o abraçavam?
  • Porque quis Vítor Pereira estar sozinho em Paços de Ferreira na hora da vitória, confraternizando apenas com os adeptos, se até estava em cima da mesa a sua eventual renovação?
  • Porque razão alguns funcionários do clube (alguns que só aparecem na hora da fotografia) andaram a “fazer campanha” das redes sociais (quer com o campeonato em curso, quer já após o seu final) pela aquisição de Jorge Jesus?
  • Já alguém percebeu o que veio afinal de contas Liedson fazer ao Porto?
  • Como se pode anunciar reduções dos preços dos lugares anuais, e depois de analisada, a tabela em nada beneficia os mais fiéis e aumenta consideravelmente alguns setores?
  • Como se explica que o último jogador de hóquei em patins a renovar, tenha sido precisamente o capitão Reinaldo Ventura, quando a questão principal não era dinheiro e o processo foi arrastado para além da Liga Europeia?
  • Qual era o prémio dos nossos jogadores de hóquei em caso de vitória na Liga Europeia?
  • Qual a justificação para Antero Henrique passar a ser vice-presidente do FC Porto nesta direcção, ele que já mandava em toda a parte desportiva do clube? É para deixar de ser remunerado por tal?
  • Porque razão os funcionários da S.P.D.E. (empresa que faz a segurança no Dragão) não são pagos há meses pelos serviços que prestam no nosso estádio?
  • Afinal quem foi o intermediário do negócio do mexicano Reyes, que gerou cerca de 15% de comissões, e levou a uma venda substancial do passe poucos dias após a sua aquisição?
  • Afinal o que se passou com o negócio de aquisição de Carlos Eduardo, no que diz respeito aos direitos de intermediação?
  • Foi o presidente que avançou com o negócio quando Antero o deu sem efeito, tendo em conta o empresário que iria receber a comissão?
  • E quem foi afinal que recebeu essa comissão e porquê ele e não outro?
  • Jorge Fucile, porque foi readmitido no plantel depois de tantas e tão grandes demonstrações de falta de profissionalismo, porquê?
  • Estando as carências do nosso plantel bem definidas, porque continuamos a não as atacar devidamente, com alvos (alguns deles) bem baratos e próximos de agarrar (Ghilas, por exemplo)?
  • Será que há jogadores que por serem baratos demais e não terem o empresário certo, não justificam o investimento?
Muitas e até mais incisivas, e por ventura até mais graves, perguntas poderiam ficar para resposta de quem souber, mas eu fico por aqui, e se for caso disso, já temos por aqui muita lenha para queimar...responda quem souber!

Um abraço,

Manto Azul e Branco - 1976-1977 e início de 1977-1978 – O azul também nas meias

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Equipamento em tudo idêntico ao do post anterior, mas com as meias brancas tendo riscas azuis no topo do cano.

Uma equipa de 1976-77 com Gabriel, Octávio e Oliveira. Em cima, da esq. p/direita: Murça, Simões, Freitas, Gabriel, Taí e Torres; em baixo: Seninho, Octávio, Oliveira, Fernando Gomes e Rodolfo.

Gabriel Mendes é, a par de João Pinto, um dos defesas-direitos da história do FC Porto mais acarinhados pela massa associativa e pelos adeptos. Notabilizou-se graças às invejáveis qualidade técnica e disciplina táctica. Ficou ligado ao regresso aos títulos quando, sob orientação de José Maria Pedroto, se sagrou bicampeão nacional.

Octávio Machado, médio dinâmico, de passe fiável; um notável "trinco", raçudo e destemido. Como imprescindível do FC Porto de Pedroto, integrou um losango de luxo (Octávio – Oliveira – Ademir - Cubillas) e foi um dos pilares do regresso aos triunfos, em 1977-78. Na função de treinador não deixou as mesmas saudades...

António Oliveira, médio ofensivo prodigioso, um génio à solta sob a batuta de Pedroto. Dono de um drible instintivo e de uma rara visão de jogo, tecnicista nato, de rasgos brilhantes, rara era a tarde em que não empolgava o público das Antas. A sua carreira no FC Porto (de júnior à equipa sénior e como treinador) honra o jogador e o clube de cuja equipa foi capitão.

Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos

19 junho, 2013

O Dragão e a galinha (V2.0)

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Galinhas
Em dias que sair pela manhã de casa de manga curta é arriscado cumpre botar bitaite aqui no tasco.
E como há histórias que nunca se perdem no tempo permitam-me recordar uma, já aqui apresentada em Janeiro de 2011, que demonstra, na perfeição e novamente, o que se passou na época terminada. Embora a galinha continue simbolizada pelo mesmo mascar de chicletes poderíamos, nesta nova versão, ter o Vitor Pereira na personagem de Dragão e o Kelvin como convidado especial mas, como história que se preza começa sempre por 'Era uma vez', aqui vai ela:

Era uma vez uma galinha que tinha a mania de cantar de Dragão.
Este, indignado, lançou-lhe um repto.
- 'Com que então andas armada em Dragão! Assim sendo daqui para a frente passas a ganhar sempre o campeonato!'
Óbvio que a galinha fugiu à responsabilidade. Que não tinha estofo para tal, não tinha plantel e que mais aquilo e mais isto.
- 'Então deixas de cantar de Dragão!', ordenou o Dragão.
A galinha anuiu mas esqueceu-se logo na primeira oportunidade e lá cantou, novamente, de Dragão.
- 'Brincamos com a tropa, não? E então o combinado?', inquiriu, chateado, o Dragão.
A galinha lá se desculpou, tinha-se esquecido e tal e até andava em maré de bons resultados.
Jurou que não voltaria.

Mas... voltou! E tantas foram as vezes que soou a desafio.
Não era, pois a galinha era brincalhona. Gostava de fazer imitações.
Mas o Dragão não gostava muito de brincadeiras e afrontou a galinha.
- 'A partir de hoje tu ganhas sempre o campeonato e eu começo a ficar sempre em segundo!'

Correu a notícia. O Dragão iria ficar em segundo.
Vieram os média de todo o Pais e arredores.
Os da bola, do record, do correio da manha, da sic, da tvi, da rtp.
Todos à espera de tal fenómeno.
- 'Ora bolas!', disse o Dragão.
- 'Com toda esta gente à minha volta, não consigo.'
Tentou colocá-los a uma distância segura mas não conseguiu.
Era tal a curiosidade que ninguém queria perder o momento.
- 'Desisto!!!', gritou o Dragão - 'Isto de ficar em segundo e, ainda por cima, com todos estes papalvos à minha volta, não é para mim!'
Conclusão ajuizada, diria o Rato.
- 'Ganhas tu sempre o campeonato.', disse então o Dragão para a galinha que, às vezes, cantava de Dragão.
A galinha lá tentou, tentou e tentou mas não conseguiu.
Para disfarçar lá tentou cantar, uma vez mais de Dragão mas, desta, tb. não conseguiu.
Desta vez nem lhe saiu uma Taça da Liga, apenas um cacarejo tímido mas prontamente apelidado de melodioso pelos papalvos do costume.

A galinha, enfurecida, corou.
Corou até à crista e não voltou a cantar de Dragão.
Bem, não é bem assim.
De quando em vez lá esganiça a voz para tentar cantar de Dragão.
Mas só consegue contentar os papalvos do costume.

II Encontro da Bluegosfera – 15 de Junho – Imprensa

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na IMPRENSA ESCRITA...

[ jornal Grande Porto, em 14-06-2013 ]

[ site RR, em 14-06-2013 ]

[ jornal online PÁGINA 1, em 14-06-2013 ]



na TELEVISÃO...


[ Porto Canal, em 17-06-2013 ]



página oficial no Facebook em
http://www.facebook.com/Bluegosfera

18 junho, 2013

Mais Verdade

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18/06/2013

Há órgãos de comunicação social que estranhamente convivem mal com a verdade. Entre eles, pelo menos no que tem a ver com o FC Porto, está o site Mais Futebol, sempre mais perto da ficção do que da notícia.

Desta vez a novela tem a ver com uma alegada transferência do jogador Otamendi, com a história relatada a incluir reuniões, acordos e outros pormenores que só servem para tentar credibilizar a mentira.

É falso que o FC Porto esteja a negociar Otamendi, é falso que ao FC Porto tenha chegado qualquer proposta pelo jogador, como também é falso que a cláusula de rescisão do atleta seja de 15 milhões de euros, como repetidamente tem escrito o Mais Futebol.

Como todos sabem, as cláusulas de rescisão dos jogadores são públicas, estão publicadas no site do FC Porto e no site da CMVM, e se um órgão de comunicação social repetidamente a passa a metade é porque ou é incompetente ou é desonesto.

fonte: fcporto.pt

Em busca da 11ª dobradinha azul e branca no hóquei!

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Há cerca de um mês, vencemos o nosso 21º campeonato Nacional de hóquei em patins, e dessa forma igualamos o clube do regime em número de campeonatos.

Agora, na final four da taça de Portugal que se vai jogar em Barcelos, sábado e domingo próximo, o nosso FC Porto tem a oportunidade de conseguir vencer a sua 14ª taça de Portugal, e dessa forma ficar isolado no que a conquistas da taça diz respeito, com mais uma que o clube do Regime. Para isso, teremos que vergar o Valongo (20h15 de sábado, sporttv1), que neste último fim-de-semana eliminou o clube do regime (6-5).

No domingo, a final joga-se às 19h15 (sporttv1), e caso o FC Porto fique apurado, vai ter pela frente provavelmente a Oliveirense (que sábado, às 18h15, defronta a Sanjoanense da II Divisão), clube que venceu esta prova nas 2 últimas edições.

Tarefa dura! Mas é destas tarefas complicadas que nós gostamos!

Força Porto, em busca da nossa 11ª dobradinha de hóquei em patins!



HÓQUEI EM PATINS
[1º FCP-82; 2º SLB-76 3º OLIV-64]
  • Candelária 1-7 FC Porto
No jogo do Pico, que acabou por se jogar apenas no domingo, o FC Porto entrou muito bem e conseguiu cedo chegar aos 0-2, com golos de Pedro Moreira e Reinaldo Ventura. Ricardo Barreiros, perto do intervalo, trouxe maior tranquilidade aos azuis e brancos fazendo o terceiro golo, já depois de Edo ter defendido um penalty de Resende.

A tarefa do FC Porto neste jogo dos quartos-de-final da taça parecia bem encaminhada, e mais ainda ficou depois dos golos de Barreiros e Vítor Hugo no reinício da 2ª parte (0-5). Montivero reduziu de livre direto, mas logo de imediato, Pedro Moreira bisou.



Ainda houve tempo para Tiago Losna de penalty fechar o marcador em 1-7 para o FC Porto, que assim se apurou com justiça e algum brilhantismo para a final four do próximo fim-de-semana.

Num ringue sempre muito complicado, o FC Porto desta vez não deu hipóteses, e tal como em 2009, eliminou os Picarotos nos quartos-de-final em sua própria casa.

É bom recordar 2009... pois foi o ano da nossa última vitória na taça de Portugal! Força Porto!



Um abraço do Lucho.

II Encontro da Bluegosfera – 15 de Junho – Rescaldo

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Um FC Porto moderno, exige uns adeptos dinâmicos e actualizados, com recurso às novas tecnologias da informação e da comunicação, facilitando a comunicação e interacção entre todos.

Após quase mais de um ano passado, foi com este renovado espirito de missão e dever, que se realizou o II Encontro da Bluegosfera Portista. Desta vez, não foi uma tarde passada no Estádio do Dragão, mas sim, um dia em Espinho (15 Junho, sábado), no Auditório da Biblioteca Municipal.

Afinal, toda e qualquer oportunidade que proporcione presença, encontro e partilha entre iguais e Portistas, não deve ser desperdiçada. Foi um dia de muitas conversas, muita partilha, debate de ideias e opiniões, mas acima de tudo, de muito Portismo... praticado. Dias assim, dá vontade que não acabem.

O importante mesmo, é não perder a oportunidade de partilhar uma paixão nossa... comum a tantos!

Obrigado pois ao José Correia (Reflexão Portista), ao Jorge Bertocchini (Porta 19), ao "reforço" Nuno Gois (Somos Porto), ao Pedro Blue (Fotos da Curva) e ao Bruno Sousa (Design).

Obrigado ao Sr. António Coutinho (Presidente da Casa do FC Porto em Espinho) e ao Sr. Dr. Vicente Pinho (Vice-Presidente da CM Espinho), por todo o apoio, colaboração e cedência de instalações.

Obrigado, por fim, a todos aqueles que participaram e não deram o seu tempo por mal perdido.

É verdade que nem tudo correu na perfeição, mas olhando para trás, e vendo tudo aquilo que já conseguimos alcançar/atingir, somos, TODOS NÓS, sem excepção, uns autênticos heróis!

Voltaremos pois a encontrar-nos no III Encontro...

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17 junho, 2013

Arábia, mau para a carreira, bom para a carteira

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Vítor Pereira fez uma clara opção pela carteira ao invés da carreira, nada contra, mas não deixa de ser um pouco caricato vê-lo assinar por um clube que nem chega a ser menor, porque para isso teria que contar para alguma coisa, simplesmente por dinheiro.

Ele tinha a opção de esperar mais algum tempo e conseguir um bom contrato, não tão bom como este, mas um agradável contrato numa equipa de meio da tabela dum campeonato competitivo, poderia não aparecer já este mês, até poderia esperar um pouco mais, mas esperava do alto do seu sucesso, ou seja, com a certeza que mais cedo ou mais tarde iria ter uma boa proposta.

Preferiu não o fazer, e optar pela segurança financeira, não se pode censurar, afinal passar de um salário anual limpo de 200/300K€ para 3 milhões de euros limpos, ainda por cima para um homem que ainda não é rico, dá que pensar, mas esperava-se mais ambição e segurança de um homem que mostrou que tinha essas qualidades em quantidades abundantes no tempo que passou pelo Porto.

O resultado desportivo desta má decisão desportiva será a diminuição imediata de estatuto internacional, e mesmo que as coisas lhe corram bem, daqui a dois anos ele não mais será o bicampeão português, mas o treinador de uma equipa do 3º Mundo do futebol, ou seja, dificilmente ele recuperará a posição que tem hoje, como é exemplo de alguns quantos que tiveram sucesso numa equipa similar, e que não mais tiveram qualquer oportunidade numa boa equipa europeia.

Em conclusão, Vítor Pereira optou claramente pela carteira, é uma decisão normal para o comum dos mortais com contas para pagar e família para sustentar, mas terá que viver com essa decisão para o resto da sua carreira desportiva sem se queixar de ninguém mais do que dele.

16 junho, 2013

Tudo por Tri. Vamos para Tetra!

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Falar desta época sem se nos desenhar imediatamente um sorriso nos lábios é difícil. De facto, atendendo a toda a conjugação cósmica de acontecimentos no final da época, desde o histórico e inesquecível golo de Kelvin, passando pelos títulos de andebol e de hóquei em patins festejados no Dragão Caixa e terminando no decisivo jogo de Paços de Ferreira, este foi mais um ano de ouro para o FC Porto.

Olhando agora para trás, cada portista sentirá, bem lá no fundo, que tudo estava escrito nas estrelas. Que todas as provações que a sua equipa de futebol iria passar tinham um motivo e uma razão de ser. Impossível não estarmos agradecidos aos deuses do futebol.

Eu, então, fui um feliz contemplado. Pude escrever crónicas quase todos os fins-de-semana aqui para o BibóPorto e “cobri” o jogo do título em Paços de Ferreira. Acompanhar esta época a par e passo foi um privilégio que só tenho que agradecer.

Como referiu certa vez Vítor Pereira, a sorte dá muito trabalho. Desde logo porque a equipa técnica se viu a braços com uma equipa muitíssimo jovem e inexperiente. Se hoje parece consensual que Mangala, Alex Sandro e Jackson representam literalmente dinheiro em caixa num futuro mais ou menos próximo, no início da temporada eram muitas as dúvidas que recaíam sobre determinados jogadores. Além disso, o facto de não haver substitutos para as laterais, obrigou o ex-treinador portista ao malabarismo de adaptar em dados momentos os centrais à posição de lateral. Funções onde quer Maicon, quer Mangala se saíram particularmente bem e sem registos de preocupações.

Já aqui destacamos Mangala. Seria impossível não nos referirmos a esta força da natureza, a este poço de força sobrenatural, que faz com que a impulsão de Bruno Alves pareça banal ao seu lado. A sua capacidade de recuperar metros quando a bola era endossada para as costas da defensiva retiraram muitas dores de cabeça a Helton. Além disso, impôs-se facilmente no campeonato nacional fazendo uso do seu poderio físico, chegando a parecer um Golias à solta sem o menor indício de um David. A forma altiva como sai a jogar, aliada a uma marcação duríssma, na senda daquilo que costuma ser designado por um “central à Porto”, conquistaram a massa adepta portista.

Mas a meu ver o patrão da defesa foi outro, muito embora assuma não ser o meu jogador de eleição. É tempo de assumir sem rodeios: que grande época fez Otamendi! Imperial no jogo aéreo (apesar da altura), fantástico na marcação homem a homem, exímio nos carrinhos, incansável na pressão alta, magnífico nas antecipações, foi ele o patrão da defensiva. Complementou-se com Mangala, permitindo que o FC Porto pudesse jogar adiantado no terreno. Se por um lado o francês consegue ir buscar os avançados que se aventuram em terrenos mais perigosos, o argentino é capaz de “varrer” as jogadas logo no meio-campo adversário. Foi, assim, uma dupla de centrais clássica e digna dos pergaminhos do FC Porto.

Para o ano, assumindo que continuará a “solitária” imposta a Rolando, espera-se uma maior concorrência de Maicon, assim as lesões o poupem. Aliás, parece-me muito possível que a Direcção encare como aceitável a venda de um dos titulares da “zaga”, atendendo à qualidade já demonstrada por Maicon e à esperança depositada em Diego Reyes, que até poderá actuar na posição 6, dependendo daquilo que Paulo Fonseca entender e de como decorrer o processo em torno de Fernando.

As laterais parecem estar com dono. Se Alex mostrou ser um atleta de eleição, com selo de qualidade para vir a ser o melhor do mundo na sua posição, Danilo ainda não convenceu os adeptos portistas. E se é verdade que os 13M de euros pagos pelo seu passe pesam nos seus ombros e na cabeça dos adeptos mais exigentes, a forma como acaba o campeonato, sendo expulso na Mata Real com o jogo totalmente sob controlo, é o reflexo de grande parte sua época. Não se lhe detectaram grandes erros no seu posicionamento defensivo (ao arrepio do que se dizia dele), mas foi no momento ofensivo que revelou mais dificuldades, nomeadamente na incapacidade de progredir com a bola controlada e no facto de não conseguir esticar o jogo até à linha de fundo. A temporada de Danilo pode considerar-se globalmente positiva. O problema é que o termo de comparação é Alex Sandro. A notícia de que Paulo Fonseca quererá ver Fucile no estágio de pré-época, embora não agradando a quem não compactua com faltas de profissionalismo no FC Porto, poderá ser o tónico que faça agitar Danilo, logo ele que confessou deixar-se adormecer nos jogos menos importantes.

O trio centrocampista revelou-se essencial na conquista deste campeonato. Castro e principalmente Défour conseguiram actuar nessas posições, mas a batalha estava perdida à partida. Fernando, Moutinho e Lucho eram os detentores dos lugares. Realizaram temporada à altura dos seus estatutos. Fernando fez aquilo em que se devia concentrar mais vezes: jogar futebol ao invés de falar, seja por intermédio do Facebook, seja por intermédio do seu empresário. A sua permanência no Dragão, infelizmente, parece muito complicada e não me admiraria que o Presidente prefira perder uns milhões a ceder à chantagem de um jogador do plantel. Uma solução estilo Rolando não me parece posta de parte. De realçar ainda a classe e a entrega do nosso grande Capitão, jogos a fio como o jogador que mais quilómetros percorreu em campo, o que diz bem da sua temporada. Moutinho confirmou todo o seu potencial, de forma mais amadurecida, carimbando justamente o passaporte para um contrato milionário, naquela que consubstancia juntamente com James Rodriguez mais uma transferência choruda para os cofres da SAD.

Em boa verdade se diga que o prodígio colombiano, por seu lado, não fez por justificar uma transferência tão sonante. Contrariamente ao que se lhe pediu, não foi capaz de ocupar o lugar de Hulk como figura maior da orquestra atacante portista. Sai como mais um grande talento que passou pela cidade do Porto, sem nunca confirmar toda a magia e categoria que dele se esperava. Em todo o caso, foi um prazer ver James Rodriguez com a camisola azul e branca.

Os outros avançados não deram nunca garantias a Vítor Pereira. Se Varela apenas surgiu em grande plano já no final da temporada, Atsu, Kelvin e principalmente Iturbe nunca foram capazes de se assumirem como alternativas válidas. É certo que o ganês e o brasileiro tiveram os seus momentos interessantes, mas a verdade é que ninguém apostaria que seria Kelvin a resolver os jogos frente ao Braga e frente ao segundo classificado. O futebol tem destas coisas imponderáveis e Kelvin será dos três o único a manter-se no plantel portista, muito embora fosse aquele que partisse na posição menos vantajosa. Atsu e Iturbe, pelas palavras que foram tendo ao longo do ano, dificilmente voltarão a vestir a nossa camisola.

O defeso indicia uma viragem na política de contratações do clube. Se Reyes e Herrera assumem a face da continuação da política anterior, já Licá e Carlos Eduardo parecem consubstanciar o regresso a uma estratégia bem conhecida e frutuosa, a de recrutar talentos emergentes dentro de portas e depois catapultá-los para altos voos. Vêm-nos assim à cabeça Paulo Ferreira, Bosingwa, Derlei, Pedro Mendes, Zahovic, Capucho, Drulovic, entre muitos outros.

Já Ricardo e Tiago Rodrigues parecem ser mais apostas para o futuro do que para o presente imediato. Mesmo sabendo que Ricardo, em certas movimentações e imaginação em ampo faz lembrar Ricardo Quaresma e que Tiago Rodrigues, pelo dinamismo e qualidade no passe e remate se assemelha a João Moutinho, não nos parece estarem ainda à altura de integrar o plantel do Campeão Nacional. Carlos Eduardo mostrou qualidade interessante no Estoril, com muita imaginação, técnica e capacidade de fazer a diferença. Licá terá que se adaptar a um futebol de ataque continuado, sabendo que não terá metros para correr nas costas das defesas contrárias. Mas poderá estar aqui um talento a ser potenciado, fruto do remate fácil que detém e da baliza sempre em mira. Quem sabe mais um a ser colocado pelo nosso clube na Selecção Nacional.

Assim sendo, prevê-se interessante a luta pela titularidade no meio-campo. Se Moutinho e James já estão com os dois pés fora do Dragão, Fernando terá um pé e meio. Castro e Défour já têm rodagem, mas Carlos Eduardo e Herrera não deixarão os seus créditos por mãos alheias.

Parece ainda fazer sentido a contratação de uma real alternativa a Jackson, visto que Liedson nunca o conseguiu ser. Ghillas parece-me ser uma excelente opção e confesso aguardar ansiosamente pela conclusão desse negócio. Ghillas poderá crescer como jogador tendo à sua frente um ponta-de-lança da craveira do colombiano, a meu ver o melhor jogador em Portugal neste preciso momento.

Assim sendo, para esta nova época surgem muitas interrogações e poucas certezas. Vítor Pereira parte para o Al-Ahlly da Arábia Saudita mais amado do que quando entrou. O seu festejo no Dragão após o golo de Kelvin entrou definitivamente para a galeria dos momentos místicos do FC Porto. Derreteu, assim, o gelo que possivelmente ainda poderia persistir no coração dos mais frios adeptos portistas. A sua saída, ainda envolta em muitos pontos de interrogação, parece ter sido mal conduzida. Mas, como já se disse por aqui, obrigado Vítor e toda a sorte do mundo. Não será com certeza a última vez que nos encontraremos. E... venha o próximo! Paulo Fonseca entra, por seu lado, após realizar uma época a todos os títulos fantástica em Paços de Ferreira. Que ninguém duvide que este seu terceiro lugar e consequente acesso à Champions é tarefa tão ou mais difícil do que ter sucesso numa equipa como o FC Porto. Se Paulo Fonseca se conseguir habituar e moldar à estrutura, se perceber como as coisas funcionam no nosso clube, se souber conviver com a pressão diária de ganhar, as hipóteses de sucesso aumentam exponencialmente. As primeiras impressões são positivas, mas será jogo a jogo, fim-de-semana a fim-de-semana que terá que provar o que vale.

Para finalizar, impõe-se um agradecimento especial. Um obrigado à Manel, pela paciência e compreensão que teve comigo durante toda a temporada futebolística. Por ter saído de uma festa de anos e ter vindo comigo à Estalagem de Ofir para termos um local com acesso à internet para enviar a crónica. Por ter vindo comigo, já bem depois da meia-noite, para o frio de um Inverno tentar apanhar o wi-fi de um café já fechado em Alvarenga. Por ter acedido, não sem alguma discussão, a adiarmos um fim-de-semana por causa de um jogo decisivo. Pelos fins-de-semana em que fui para casa mais cedo fazer a crónica. Pelas noites em que fui ao estádio. Por aceitar isto que é gostar de um clube de futebol. Não digo compreender, porque é a pessoa que conheço para quem o futebol menos significa. Bem me esforço, desde que conheço a Manel, por fazê-la admirar ou sentir um pouco desta minha paixão. Desde a oferta de um cachecol, passando por inúmeros convites para assistir aos jogos do meu clube, até lhe contar histórias emocionantes de futebol, aquelas em que qualquer adepto fica com pele de galinha e sente as lágrimas virem-lhe aos olhos. Mas sem sucesso. No que toca a futebol, é a pessoa mais insensível que conheço. O que vale é que o futebol é uma coisa. A vida é outra!

Rodrigo de Almada Martins

15 junho, 2013

II Encontro da Bluegosfera – DIRECTO

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Meus amigos, dou início à cobertura do II Encontro da Bluegosfera. A página será actualizada à medida que o evento for prosseguindo, sendo que o blog estará mais silencioso neste primeiro painel porque o moderador estará ocupado... a moderar. Mantenham-se ligados!

podem entretanto continuar a acompanhar os preparativos através da página oficial no Facebook em
http://www.facebook.com/Bluegosfera

Vintage perde meia-final em Vigo

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

A equipa Vintage do FC Porto foi na noite desta sexta-feira afastada da final da Liga Fertibéria, ao perder a meia-final com o Celta de Vigo por 12-10, numa partida em que o factor casa acabou por ser decisivo.

Num pavilhão com 3000 entusiastas adeptos dos galegos, a primeira parte teve duas equipas calculistas, terminando com o FC Porto Vintage a vencer por 2-1.

Na segunda parte tudo mudou, com uma chuva de golos, acabando a vitória por sorrir à equipa galega, por 12-10.

Os golos do FC Porto Vintage foram apontados por Rui Barros (3), Mário Silva (3), Capucho (2), Bessa e Pedro Mendes

fonte: fcporto.pt e ligafutbolindoor.es

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