07 janeiro, 2019

O DRAGÃO SÓ SABE GANHAR.


FC PORTO-NACIONAL, 3-1

Aí está o Dragão de vento em popa. Há quase três meses que só conhece uma palavra: GANHAR. Seja qual for o adversário, seja qual for a prova, o FC Porto acaba os jogos com mais golos do que os seus oponentes. Não há volta a dar. A equipa de Sérgio Conceição é uma equipa terrivelmente poderosa e atinge os seus objectivos com maior ou menor dificuldade.

Depois de batidos o recorde da equipa de Artur Jorge da época de 1984-85 e do recorde da equipa do Sporting de Robert Kelly de 1946-47, os Dragões de Sérgio Conceição igualaram o recorde do Benfica de Jorge Jesus de 2010-11. Já lá vão 18 vitórias consecutivas que se traduzem no recorde nacional partilhado pelos dois clubes. Cabe ao FC Porto quebrar esse recorde já no próximo sábado, na visita a Alvalade.

Mas à equipa azul-e-branca não interessa quebrar recordes. Como diz Sérgio Conceição, os recordes não dão títulos. Interessa, sim, continuar a vencer os seus adversários e vencer o Sporting na próxima jornada terá um significado muito importante para as contas do título, manterá, pelo menos, boa parte da concorrência à distância e deixará os leoninos mais longe do primeiro lugar. Isto é que é importante.

Mas para lá chegar, o FC Porto teve que vencer esta noite o Nacional. Depois de conhecer os resultados dos seus concorrentes directos, a equipa de Sérgio Conceição, que alargou a vantagem nas últimas duas jornadas, entrou no relvado do Dragão com a consciência de que poderia aumentar essa vantagem para os seus perseguidores em três jornadas consecutivas.


Para isso, seria imperioso levar de vencida uma equipa do Nacional, muito bem orientada por Costinha que se apresentou no Dragão exclusivamente para jogar futebol. E fê-lo com muita qualidade e sapiência. A vitória do FC Porto teve bastante significado, atendendo à excelente réplica dada pela equipa madeirense.

Não foi nada fácil para o campeão nacional encontrar o caminho da vitória. Sérgio Conceição voltou a apostar no 4x4x2 utilizado na Vila das Aves, apenas com uma alteração de força maior. Felipe, castigado, cedeu o lugar a Mbemba. O defesa central portista revelou bons pormenores e mostrou bom jogo de pés, saindo a jogar com bastante qualidade. A defender, cumpriu sem comprometer.

Os insulares apresentaram-se bastante bem no relvado do Dragão, com a equipa a explanar bom futebol, não permitindo que os azuis-e-brancos sufocassem o seu adversário como é seu timbre, na maioria dos jogos. O equilíbrio foi a nota dominante na primeira meia hora de jogo.

No entanto, aos 7 minutos, Corona desmarcou Marega na área, mas o maliano permitiu a defesa de Daniel por instinto, quando estavam todas as condições para se assistir à inauguração do marcador. O Nacional correspondeu com dois lances de perigo. Primeiro num canto em que Rosic cabeceou a rasar o poste da baliza de Casillas e logo a seguir, Camacho, num remate de fora da área, obrigou o Guarda-Redes espanhol a uma estirada difícil.


O FC Porto passou então a ter maior predominância ofensiva, mas as oportunidades não surgiam como seria expectável. Até que aos 32 minutos, numa iniciativa atacante, Marega foi travado por Rosic, a bola ficou na posse de Maxi que, numa desmarcação perfeita, serviu Brahimi. O argelino não se fez rogado e abriu a contenda no Dragão.

O jogo abriu mais e foi então que o FC Porto aproveitou os espaços para alcançar o segundo golo da partida. Corona teve uma jogada magistral na direita, partindo os rins a Camacho, cruzou para o coração da área, onde Soares, num cabeceamento perfeito, atirou para a baliza defendida, desta vez, por Lucas França.

Quando tudo se encaminhava para uma vitória fácil e tranquila antes de terminado o primeiro tempo, o Nacional reagiu de pronto. Dois minutos depois, numa desatenção e desconcentração dos Dragões, a equipa madeirense bateu um livre rapidamente por Nuno Campos, a bola sobrou para Palocevic que, num ressalto, teve a sorte de colocar a bola em Róchez. O avançado insular, dentro da área, bateu Casillas e relançou o jogo.

A etapa complementar prometia bom futebol e alguma incerteza no resultado. No entanto, nos minutos iniciais, num choque entre Rosic e Lucas França, o defesa madeirense apareceu estatelado no chão, perdendo os sentidos. O jogo esteve parado longos minutos e gerou-se alguma preocupação. Rosic teve que ser retirado de ambulância e, consequentemente, substituído.


Retomada a partida, o FC Porto voltava a ampliar o resultado. Brahimi correspondia a uma grande desmarcação de Corona e, frente a Lucas França, fazia o resultado do jogo. 3-1 aos 57 minutos traduziam a supremacia do Dragão e deixavam a equipa com mais folga para gerir o jogo.

Apesar disso, o Nacional procurou dignificar a modalidade até ao fim do encontro. Não se verificaram verdadeiras oportunidades, mas o golo andou perto quer numa, quer noutra baliza. Destaque para a estreia de Fernando Andrade que logrou rematar com algum perigo à baliza nacionalista após solicitação de Óliver Torres.

Com esta vitória, o FC Porto aumentou a sua vantagem para o 2º classificado (desta vez, o Sp. Braga) para seis pontos e aproveitou da melhor forma a derrota do Sporting em Tondela. Registos finais para a grande exibição de Jesús Corona, para a boa actuação de Mbemba e para a estreia de Fernando Andrade.

Os Dragões regressam à competição no próximo Sábado, com um jogo em Alvalade, diante do Sporting. Com este jogo, os portistas terminarão a primeira volta da presente edição da Liga NOS.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos um grupo muito competitivo"

Ganhar a um adversário confiante
“Sabíamos que o Nacional ia ser um adversário que gosta de jogar, foi assim em Alvalade, onde criou muitas dificuldades no início do jogo, mas estávamos prevenidos para isso. Fizemos o primeiro e o segundo golo mas entretanto fomos algo surpreendidos pela marcação de um livre de forma rápida que deu algum alento ao Nacional. Na segunda parte, entrámos para fazer o terceiro, o que acabou por acontecer. Não fizemos um jogo espetacular, mas acho que a vitória foi justíssima.”

A gestão de Brahimi
“Sabíamos da condição de Brahimi antes do jogo. Estava a 100 por cento para jogar, por isso é que jogou. Quando fizemos o 3-1, fizemos a gestão que era necessária, não a pensar no próximo jogo, mas sim para não agravar a sua situação, apenas isso.”


Vantagem não é suficiente
“Estamos atentos ao que se passa à nossa volta, mas, principalmente, damos valor ao que é o nosso trabalho, o nosso foco diário e damos uma resposta muito positiva na preparação para os jogos. As coisas têm corrido bem e é para continuar. Nem sempre se pode ganhar de uma forma espetacular, mas continuamos a ganhar. Esta vitória foi ainda mais valorizada graças ao bom jogo do nosso adversário.”

A estreia de Fernando
“Ainda há muitas coisas que tem de perceber, até porque pode jogar em mais do que uma posição. Tentámos nestes poucos dias passar a informação necessária para este jogo, mas vamos continuar a trabalhar e vai de certeza assimilar de uma forma diferente, num futuro próximo, aquilo que queremos para o jogo.”

Competitividade do plantel
“Temos um grupo muito competitivo, eles sabem disso. Essa competição que existe internamente é saudável e esse também tem sido um dos segredos deste FC Porto.”



RESUMO DO JOGO

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