14 agosto, 2010

Novas caras, a ambição de sempre...

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A entrada de Guarin para o lugar de Raul Meireles é a única alteração nos convocados do FC Porto para o jogo no reduto da Naval 1.º de Maio, da jornada inaugural da Liga de futebol, tendo como comparação os eleitos de há uma semana para a Supertaça Cândido de Oliveira, numa partida que será dirigida pelo árbitro Paulo Baptista (Portalegre),

André Villas-Boas referiu na antevisão do jogo com a Naval que pretende manter o mesmo ímpeto evidenciado na vitória frente ao Benfica (2-0) e entrar a vencer para evitar dissabores.

A preparação para o jogo com a equipa da Figueira da Foz ficou concluída com nova sessão de treino à porta fechada, no Olival, que já contou com as presenças de Castro e Ukra, regressados da selecção de sub-21.

O boletim clínico dos “dragões” refere que Mariano Gonzalez permanece em tratamento e ginásio.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Maicon, Álvaro Pereira, Rolando, Sereno, Sapunaru e Miguel Lopes.
Médios: Guarin, Belluschi, João Moutinho, Fernando e Souza.
Avançados: Falcao, Cristian Rodríguez, Hulk, Varela e Ukra.

Superstições

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No passado Sábado, em Aveiro, tive o prazer de assistir à partida da Supertaça ao lado de dois insignes escribas desta casa: junto a mim estava o Pedro Porto e logo a seguir o Sevilha03. Durante o intervalo, com o Pedro ausente do seu lugar, eu e o Sevilha conversávamos sobre a nossa comum obsessão pelo FC Porto (e os seus contornos nem sempre saudáveis), tendo o Sevilha ocupado o lugar do Pedro para facilitar o diálogo. Ao regressar, ainda durante o intervalo, o Pedro sentou-se no lugar que estava vago – o que fora ocupado pelo Sevilha na primeira parte – e a conversa prosseguiu até os jogadores reentrarem em campo. Nessa altura, ambos se levantaram e trocaram imediatamente de lugar. “Superstições”, disse-me o Sevilha. No final do jogo, já junto ao autocarro, o meu irmão confessou: “Quando vi o Pedro a sentar-se no lugar do Sevilha até bati mal!”.

A realidade é que nunca saberemos o que teria acontecido se o Pedro e o Sevilha não tivessem regressado aos seus lugares originais. Talvez a segunda parte tivesse sido totalmente diferente. Já toda a gente ouviu falar no efeito borboleta: uma pequena diferença nas condições iniciais pode transformar toda uma situação. Não é descabido pensar-se que uma diferença na posição de dois adeptos na bancada possa transformar um jogo de futebol, através de um efeito dominó de motivos que nos seria muito difícil descortinar. Mas a verdade é que, pensando nesses termos, a troca de lugares poderia ter transformado o jogo para pior... ou para melhor. Se o Pedro e o Sevilha tivessem mantido os lugares que assumiram ao intervalo, se calhar teríamos ganho por 3-0. Ou talvez reeditado os 5-0 de 1996. Ou então poderíamos ter ganho por 2-0 na mesma, mas com um golo do Hulk ou do Cebola. Ou com um golo de bicicleta. (Mas ganhar ganhávamos, porque estávamos a jogar muito! ;))

Mas nós, os supersticiosos da bola, não fazemos esse tipo de raciocínio. Não nos baseamos na teoria do caos, na teoria dos múltiplos mundos ou em qualquer outra teoria científica. Sabemos que não faz sentido que o Porto vá jogar bem e ganhar apenas porque estamos sentados no mesmo lugar que ocupámos na primeira parte, porque estamos a usar a mesma camisola que usámos em 2004 ou porque beijámos uma medalha no início do jogo, mas fazemo-lo na mesma. O que nos leva a isso? Somos pessoas racionais todos os dias da semana, mas chega o dia e hora do jogo do Porto e arrumamos a razão na gaveta para acreditarmos que pequenos gestos e decisões nossas terão influência no resultado. E mais: julgamos saber em que sentido é que esses gestos e decisões influenciarão o jogo, pelo que procuramos fazer ou evitar cada um deles consoante o seu efeito positivo ou negativo, criando pequenos rituais que vamos cumprindo semana após semana, de forma perfeitamente consciente, como se não houvesse nada de estranho nisso.

Chamo a atenção para a redacção do parágrafo anterior na primeira pessoa. Sim, também eu me deixo levar por este tipo de crendices, mesmo tendo a perfeita noção de que não fazem qualquer sentido. “Mas é melhor não arriscar”, costumo pensar. Quando era miúda, se um jogo importante estivesse a correr mal ao Porto, rezava. Pedia a deus que ajudasse o Porto a marcar e a ganhar. Até que ganhei juízo suficiente para perceber que se todos os adeptos de futebol rezassem por golos e vitórias, o destinatário de tanta oração não saberia para que lado se virar. Como dizia o célebre jornalista e treinador brasileiro João Saldanha, “se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava empatado”. E além disso, se efectivamente orações ganhassem jogos, caso fosse dada prioridade aos clubes que tivessem mais gente a rezar por eles, a coisa corria-nos mal. E por isso deixei, ainda em tenra idade, de rezar pelo futebol, embora tenha mantido outras (e "inventado" novas) superstições. Já bem mais tarde, na final da Taça Intercontinental em Yokohama, surpreendi-me ao dar por mim absolutamente indignada por ver os jogadores do Once Caldas de joelhos a rezar durante os penalties. Olhava para eles e pensava: “se realmente existir uma entidade omnipotente e com pachorra para influenciar resultados de futebol, por que raio vos há-de ajudar a vocês, que não fizeram nada o jogo todo para merecer a vitória, e não a nós, que demos o litro, massacrámos os postes e ainda tivemos dois golos mal anulados?” É que fiquei genuinamente ofendida, numa reacção interior obviamente exacerbada pelo meu estratosférico estado de nervos na altura. Mas sim, fiquei ofendida por eles estarem a pedir a ajuda de um ser em quem eu nem sequer acredito. Mais racional é impossível ;) Mas que melhor lugar do que um estádio de futebol para deixar por momentos a lógica à porta?

Por mera coincidência – mesmo! - hoje é Sexta-feira 13. Amanhã começa um novo campeonato e com ele todas as nossas pequenas superstições que, sabe-se lá, podem ter contribuído para fazer do FC Porto o gigante que é hoje. Continuemos, então! É melhor não arriscar...

PS – Escusado será dizer, mas digo-o na mesma pelo sim pelo não, que espero não ter ofendido as crenças e/ou superstições de quem quer que seja nesta minha pequena reflexão sobre o tema. E, já agora, peço aos Dragões supersticiosos que partilhem nos comentários de que formas altamente criativas e provavelmente irracionais têm vindo a empurrar o nosso clube para a vitória ;)

13 agosto, 2010

Somos o pobo mais forte!

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Que alegria no coração!

Se ainda havia dúvidas, no passado Sábado elas foram certamente dissipadas no estádio municipal de Aveiro. Os melhores Ultras nacionais são os Ultras do FC Porto! Tal como apelei na minha crónica da semana passada, o ambiente vivido no último FC Porto – benfica, em Maio, repetiu-se. E não estávamos no Dragão. O tão esperado encontro da Supertaça Cândido de Oliveira, acabou com o nosso mágico azul e branco a conquistar o 17º caneco do nosso historial. Uma imensa felicidade tomou conta de nós, depois de derrotarmos os infiéis por 2-0. As lágrimas não se esconderam. Os adeptos do FC Porto fizeram a festa antes, durante e depois do jogo. Tamanha foi a superioridade evidenciada em relação ao outro lado do estádio. Fantástico o dia 7 de Agosto de 2010, para mais tarde recordar certamente.

Só o simples facto de ser o primeiro jogo oficial da época já nos deixava ansiosos, ainda para mais sendo contra o nosso eterno rival. O dia tinha chegado finalmente. Mas a concentração era só à tarde e portanto lá andei desde manhã de um lado para o outro com a sagrada camisola vestida. Pouco depois de almoço, já estava a caminho do estádio do Dragão (local de partida para qualquer deslocação!). Antes do pessoal começar a juntar-se, tinha de haver tempo para dar um saltinho ao outro lado da rua, para tratar da refrigeração. A viagem não era longa, mas o calor apertava. E sempre se afinava as vozes. Minis atrás de minis foram ficando vazias, ainda antes de entrarmos para a camioneta. O pessoal ia chegando à medida que se aproximava a hora da partida rumo à batalha.

Às 17h em ponto, 50 Dragões fizeram-se à estrada rumo a Aveiro. Como é habitual, os cânticos foram uma constante e já era difícil mantermo-nos sentados. Uma paragem apenas em Espinho, para resgatar mais seis elementos… e siga a marinha!

Por volta das 18h estávamos a parar à porta do estádio. Cheirava a clássico, um mar azul e branco esperava-nos. O Corpo de Intervenção estava espalhado por todo o lado, sempre com a sua pressa habitual, a ordenar rapidamente a entrada no estádio, mas nós ainda estávamos à espera de uns amigos que se tinham deslocado de carro. Quando o grupo estava completo, passamos a primeira barreira de segurança. Foi visto o bilhete e fomos todos revistados. O normal, nada ficou para trás.

Subimos a escadaria toda até às portas do estádio, mas como ainda faltavam quase duas horas para o início da partida, deixamo-nos ficar mais um bocado cá fora. O ambiente era o de um grande jogo. A hora aproximava-se rapidamente e os corações palpitavam. Havia segurança destacada para todo o lado. A única coisa que me escapou é de vez em quando terem aparecido vermelhos no nosso meio, às portas das bancadas, que supostamente eram de portistas. Impropérios da organização. Nada de relevante, sorte a de alguns terem continuando a caminhada apenas sem o cachecol. Adiante.

Quando estamos todos preparados para entrar, vem um segurança à minha beira, para me dizer que o tubo da bandeira não pode entrar. Hilariante, no mínimo, quando lá atrás ao ser revistado não tinham impedido a passagem. Depois de várias conversas com seguranças, uns com mais poder que outros, nada feito, o tubo não podia entrar e teve de voltar para a camioneta. Depois de quinhentas revistas ao tubo, ninguém soube explicar o porquê da proibição, mas a verdade é que não entrou. Mariquices.

Faltava pouco mais de uma hora para o início quando entrámos. Que saudades daquilo! O topo sul e a bancada nascente eram azuis e brancas, o topo norte e a bancada poente cheiravam a estrume. Num estádio que contou com a presença de 28.000 espectadores, calculo que tenham estado 14.000 para cada lado.

A entrada das equipas para o aquecimento principiou as picardias de um lado e do outro. Mas diga-se que esperava mais do lado de lá. Tanta algazarra se criou, que eles são mais que as mães, etc, etc… e afinal pouco alarido fizeram! Nem o facto de terem ganho o último campeonato os ajudou. O nosso lado, pelo contrário, esteve avassalador, desde a entrada no estádio até à saída!

Um dos pontos altos da noite foi a entrada das equipas em campo. Ultras do FC Porto em peso, "Super Dragões" com muitas bandeiras que deram um efeito visual extraordinário na curva, alguns estandartes, petardos e tochas abertas no lado do "Colectivo". Do outro lado, os poucos "Diabos Vermelhos" que ainda resistem presentes, algumas bandeiras também e os "No Name Boys" a estenderem um grande pano com o milhafre. Avistei também algumas tochas, mesmo no segundo anel.

O golo aos 3 minutos fez-me correr pelas escadas abaixo. Tudo em êxtase! É difícil explicar o que se sente num momento daqueles. O poder vocal foi sempre mais intenso do nosso lado e só a espaços se ouviam os “nnennucos”. Gritava-se “PORTO!!” do primeiro para o segundo anel. Senti em todos uma enorme vontade de apoiar a equipa. Todos cantavam, ninguém estava calado. Foi assim durante todo o jogo.

Na segunda parte o “show” continuou e a explosão veio com o golo do Falcao. Via os olhos de felicidade no rosto dos meus amigos. Escrevemos mais uma página de história! A partir dos 70 minutos os mouros começavam a abandonar o estádio e eram brindados com cânticos e acenos dos portistas. A Curva azul e branca cantava e saltava toda de costas para o relvado, davam-se “olés” aos lampiões e cantava-se “É a pronúncia do norte, somos o povo mais forte”! Autêntico festival!

Momentos após o apito final, todo o plantel correu na nossa direcção e ofereceu as camisolas. Amo-te Grande Porto!

Enquanto os derrotados recebiam as suas medalhas, puseram no estádio o hino do clube do regime. Uma tremenda provocação, um atentado! Era eu que estava surdo, ou no estádio do Algarve em Março não deu o hino do FC Porto quando perdemos?!? Pouco antes dos nossos heróis subirem ao palco improvisado, houve uma carga policial no sector dos Diabos Vermelhos, que pelo que percebi, estavam a recusar-se em sair do estádio. A cabeça não passava nas portas.

Após a varridela, Hélton levanta aos céus mais uma Supertaça para o nosso rico palmarés! Os portistas com cachecóis e bandeiras em punho, entoavam o seu hino. Arrepiante!

Seguidamente aos jogadores entrarem para as cabines, ficámos 1 hora(!!) à espera de puder sair do estádio. Já os mouros deviam estar em Alverca quando nos abriram as portas. Tudo a cantar pelos corredores até às camionetas. Abraços de vitória entre todos e lá dentro a festa não parou até à Invicta. Chegados ao Dragão, alguns elementos, onde eu me incluía, ainda foram esperar a equipa que pouco depois apareceu a saudar a multidão! Depois do nosso grande presidente em primeiro lugar, os jogadores foram ovacionados um a um enquanto saiam da garagem nos seus carros.



Nós vivemos para momentos destes. Momentos que nunca mais iremos esquecer.

Como verdadeiros apaixonados marcaremos presença no Sábado na Figueira da Foz, no arranque da Liga ZON Sagres 2010/2011.

“Onde fores, aí vão, os RAPAZES DO DRAGÃO!”

Um abraço Ultra.

12 agosto, 2010

Capítulo 2: 1911 a 1920 – Auspiciosas vitórias (Parte I)

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FCPorto – Dragões de Azul Forte
Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do F. C. do Porto


Capítulo 2: 1911 a 1920 – Auspiciosas vitórias (Parte I)


Em 30 de Janeiro de 1911, morre José Monteiro da Costa, com 30 anos, no dia em que o seu clube de coração recebia, mais uma vez, o Real Fortuna de Vigo, ainda no Campo da Rua Antero de Quental (antiga Rua da Rainha).

José Monteiro da Costa (n. 1880 – m. Porto, 30 Jan.1911) presidente do FC Porto desde a refundação.
• Coube a José Monteiro da Costa, grande mentor e timoneiro do FC Porto, dar novo impulso ao clube. Havia sido fundado, em 28 de Setembro de 1893, por António Nicolau d’Almeida. Depois, prolongado torpor, até que…
• Em 1906, Monteiro da Costa regressou de Inglaterra fascinado pelo mesmo desporto que encantara, há mais de uma década, o seu amigo Nicolau d’Almeida. Este falou-lhe do projecto que iniciara em 1893 e José Monteiro da Costa não hesitou: membro de uma agremiação denominada "Grupo do Destino", sugeriu aos seus colegas que o acompanhassem na aventura, ao que a maioria acedeu.
• Em 2 de Agosto de 1906 terminava o "Grupo do Destino" e renascia o FC Porto, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético. O novato FC Porto caminhou, a passos largos, pela mão do preceptor Monteiro da Costa.
• Deu-lhe uma sede, campo de jogos na Rua da Rainha (actualmente Rua Antero de Quental) com instalações modelares para a época: primeiro campo relvado do país, vestiário, balneário, bufete, ginásio, bancos para o público, tribuna. E deu-lhe emblema, equipamento e estatutos para a fundação oficial. Para além do Futebol começaram a ser praticadas outras modalidades tais como Atletismo, Boxe, Cricket, Ginástica, Halterofilismo, Natação, Patinagem, Pólo Aquático e Ténis.
• Eram já os frutos do génio de Monteiro de Costa. Líder. Carismático. Revolucionário. Aventureiro. Republicano. Liberal. …Ditador. Ivo de Lemos, certamente o seu braço direito no lançamento do FC Porto, em artigo carregado de sentimentalismo e saudade, publicado no "Jornal de Sports", em Novembro de 1933, traçou-lhe poético retrato:
"José Monteiro da Costa, liberal e... ditador – José Monteiro da Costa foi não só o idealista (re)fundador e propulsor desse enorme edifício que é o F. C. Porto, como o organizador impecável de tudo que dizia respeito à sua agremiação, quer no campo material ou associativo. Soube lançar á terra, e cultivá-la como mestre que era em floricultura, a semente que produziu uma das mais belas flores desportivas do nosso país. Apesar de ideias liberais, ele, como dirigente, era ditador, e todos lhe obedeciam sem restrições, porque a sua energia, o seu sacrifício, os seus conhecimentos e a sua isenção, eram postos à prova a todo o momento. Dedicava-se a tudo que fosse para engrandecer o seu clube, e a Fé que dimanava da sua Alma foi tanta que ainda hoje perdura em todos os que sinceramente continuavam a sua obra. Vimo-lo praticar o futebol e dirigir desafios, treinar os grupos, organizar festas desportivas, gincanas, corridas pedestres, provas atléticas, torneios de ténis, sessões de boxe, luta greco-romana, pesos, ginástica, tudo enfim que dissesse respeito a exercícios físicos e que se praticavam no clube..."

• Antes de refundar o FC Porto, foi José Monteiro da Costa dirigente da União dos Jardineiros do Porto, onde demonstrou como era "um homem vigoroso e de longa visão", criando, imediatamente, escolas, bibliotecas, gabinetes de leitura e uma caixa de socorros para associados, para além de exposições e conferências hortícola-agrícolas.
• Enquanto liderou os destinos do clube, nunca em qualquer momento refreou a inspiração, o entusiasmo, o vigor, a vontade indómita de edificar a obra que "O Destino" lhe colocara nas mãos. Na cidade, o eclectismo do FC Porto e o parque de jogos da Rua da Rainha, tornaram-se o centro das atenções desportivas do burgo. Ao Porto começaram a deslocar-se equipas de futebol estrangeiras como Real Fortuna de Vigo, Real Madrid, Europa de Barcelona ou Médoc de Bordéus – vieram jogar com equipas portistas. E o FC Porto entrava na antecâmara do desporto internacional.
• Republicano convicto, exultante em 5 de Outubro de 1910. Viva a República! Monteiro da Costa, repassado de esperança. Breve o seu ardor, o ímpeto abruptamente interrompido…
• Em 30 de Janeiro de 1911 morre, só com 30 anos. Logo no dia em que o seu querido clube, o FC Porto, recebia, mais uma vez, o Real Fortuna de Vigo.
• António Nicolau d'Almeida lançou as sementes. José Monteiro da Costa retomou a utopia. Não deixou esmorecer o sonho. Ressuscitou a agremiação de uma efémera existência. Visionário, imaginoso, arrojado, lutador, organizador nato, é a imagem do FC Porto do nosso tempo.
• Nunca é demais enaltecer o bairrismo, o entusiasmo e a capacidade dirigente de José Monteiro da Costa, o primeiro Presidente eleito do FC Porto.



A Monteiro da Costa sucedeu, na presidência do FC Porto, o Dr. Guilherme Carmo Pacheco.
Nota: Rodrigues Teles, em “A História do Futebol Clube do Porto”, alude à escolha do Tenente Júlio Garcez de Lencastre para a presidência da Direcção. Contudo a “Galeria de Presidentes”, do sítio do clube, não o menciona e, sucedendo a José Monteiro da Costa, consta o nome do Dr. Carmo Pacheco. Adoptámos o parecer oficial.


José Bacelar – Figura de relevo deixou o nome ligado ao clube, primeiro como futebolista nas primeiras equipas; depois, pela sua acção em vários actos como dirigente, entre os quais o da instituição da Taça José Monteiro da Costa, a nível regional, em homenagem ao ex-presidente da direcção. Foi presidente da Assembleia-geral.

2 Abr.1911 – Primeiro triunfo numa competição
A equipa do FC Porto venceu a primeira edição da Taça Monteiro da Costa (1910-11), batendo na final o Boavista por 3-1. A prova iria ter mais cinco edições e, pelo menos inicialmente, as equipas em competição eram formadas apenas por jogadores portugueses. O troféu em disputa ficaria na posse do clube cuja equipa ganhasse em 5 épocas consecutivas ou não.
Eis uma curiosa crónica, publicada num dos jornais do Porto, a propósito do encontro: “Do princípio ao fim, o jogo carregou sobre o campo do Boavista. Os jogadores deste Clube tinham uma predilecção sobre os ‘marretas’ e, pelos inúmeros trambolhões que davam, mais parecia assistir-se a um ensaio de acrobacia, que a um match oficial de futebol. Backs, half-backs e forwards entendem (lá devem ter as suas razões) que jogar football é atirar continuamente com a bola ao ar. A fazerem excepção à regra, contam-se os portistas Elísio Bessa, que esteve soberbo, revelando-se um admirável back e teve passagens magistrais; Maçãs, o incansável e valente half-back, Bacelar e Cal; Megre tem um shoot muito calculado e bom, marcando os goals com muita precisão. Causou-nos decepção o jogo de Ivo Lemos; habituados a vê-lo jogar bem e a quase ser um Messias na hora do perigo, no domingo nem parecia o Ivo.”

A equipa que alinhou contra o Boavista - A partir de cima, o guarda-redes Manuel Valença, ladeado pelos defesas laterais Elísio Bessa e Vitorino Pinto; Mário Maçãs, Adelino Costa e Magalhães Bastos; José Bacelar, Camilo Moniz, Carlos Megre, João Cal e Ivo Lemos.


23 Abr.1911 – Médoc, a primeira equipa francesa a jogar em Portugal
A internacionalização, os jogos com equipas de além-fronteiras, eram um expediente para assimilar tácticas e estratégias que servissem de mais-valia para a competição interna. A avidez de ensinamentos removia obstáculos e nem os chorudos “cachets” das importantes e valiosas equipas da Europa impediam que o FC Porto as defrontasse; até os sócios se quotizavam para custear a sua vinda ao campo da Rua Antero de Quental! E, assim, o FC Porto recebeu a primeira equipa gaulesa a jogar em solo português, o Vie au Grand Air du Médoc, de Mérignac (Bordéus). O campeão de França (de 1912 a 1914), fortíssimo conjunto, jogou no Porto a troco de 500 francos, um valor elevado para a época. O resultado do encontro (1-0 para o Médoc) dignificou os portistas que mereceram dos franceses encómios rasgados.


O “team inglês”, como chamavam a esta equipa do FC Porto constituída só por estrangeiros (não apenas ingleses), no campo da Rainha, em 23 de Abril de 1911, quando jogou contra o Médoc. De pé: Webber, Watson, Kendal, Albert d’Almeida, Burgmann e Stamby Charlles. Sentados: Haary Dutton, John Jones, Janson, Alex Caw e Harrison.


18 Jun.1911 – Jogos atléticos
O FC Porto organizou, no Campo da Rainha, na Rua Antero de Quental, um concurso atlético, com provas de 100 metros, 110 metros barreiras, 800 metros, salto em comprimento, salto em altura, salto à vara, lançamento do peso, lançamento do disco e pesos e halteres.


A equipa principal do FC Porto em 1911: atrás, a partir da esquerda, Vitorino Pinto, Cap e Jansen; ao meio, Dutton, Allwood e Magalhães Bastos; à frente, José Bacelar, Webber, Carlos Megre, Harrison e Ivo Lemos.

- No próximo post.: Capítulo 2 (Continuação) – Vitória concludente; empate com o Campeão de França; primeiro jogo e visita do Benfica; primeira vitória em Lisboa; a criação da APF; o Campo da Constituição; primeiro torneio internacional em Portugal; Académica de Coimbra deixa Porto em estado de choque.

11 agosto, 2010

FORMAT B: /q [enter]!!!

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Há dias de manhã, que de tarde dá gosto ver o FC Porto jogar à noite.

Sábado pela manhãzinha o Tône e o Rato no passadiço em direcção a Espinho.
Andam que não andam param num café, à beira mar plantado, mesmo a tempo de ouvir a bazófia do rapazola das barracas de praia. De leite achocolatado na mão arengava, de boca cheia de croissant, que seriam, pelo menos, dois a zero. Ambos a cargo de um tal de Jara. O companheiro, de dragão tatuado nas costas e Super Bock na mão, olhou para o rapazola com um sorriso e piscou o olho para a mesa onde estavam o Rato e o Tône.
'Amanhã falamos', retorquiu.
Não falaram, pois no Domingo não houve barracas para ninguém.
Ficou a praia com os esqueletos das mesmas e os clientes a barafustarem com o nadador salvador por terem que colocar, eles próprios, os respectivos toldos. Alguns exigiram mesmo o livro de reclamações para lavrar, quase em acta, que o culpado de toda aquela situação era... o Pinto da Costa.
Olé!!!

Sábado ao anoitecer o Tône e o Rato em frente ao televisor.
Nada surpreendidos pela garra do onze de azul e branco mas deveramente agradados com o esboço deste novo FC Porto.
Número elevado de remates, controlador e quase dominador do jogo.
Os cantos parecem ser de laboratório com o afastamento de parte da equipa da linha de baliza para posterior entrada. Boa pressão, modificando as zonas de quando em vez, baralhando a equipa adversária.
Um Moutinho que não dá muito nas vistas mas tem um papel importantíssimo, um Falcao sempre esforçado e um super Varela que, pelo que se lê por ai, poderia ter lesionado gravemente o Luisão no nó cego que atou.
O Jorge da orelhasnet, de olhos esbugalhados, quase se esquecia de mascar a sua chiclete ficando até com a placa gráfica severamente danificada.
Consta até que com este ecrã azul já se inscreveu num curso intensivo de... informática.
FORMAT B: /q [enter]!!!

Domingo à tarde o Tône e o Rato nas areias de Matosinhos, por bandas da bola de nívea, onde se sentem entre os seus. Entre olhadelas de soslaio para as vizinhas na área notaram logo a chegada de muitos envergando a camisola azul e branca.
Bem mais perto mas a destoar um que, timidamente e com vergonha, sacudia a areia da toalha de milhafre ferido (na cabeça).
Cabisbaixo, dirigiu-se ao mar onde tentou um mergulho à Coentrão mas como não lhe saiu grande coisa lá voltou, a resmungar com ele mesmo.
@!!*#¿/*!!!

Nota final a um futuro perto de nós.
A arbitragem (leia-se roubalheira) do Sr. João Ferreira e dos seus ajudantes de campo é bem a amostra do que estará para vir. Sendo este o preferido do orelhas muitos mais virão, agora que a roubalheira (leia-se arbitragem) é imposta por decreto.
O bosta da liga foi já despedido mas não faltará quem teime em empestar o ar.
A bem da tal berdade desportiba.
Siga a Marinha!!!

Qual vai ser a grande figura da equipa nesta época?

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O FC Porto devia apostar no Futsal. Mas (e há sempre um mas) cautela! Só o deve fazer desde que isso não implique desinvestir nas modalidades que já existem. Ou seja, a maioria gostaria de ver as cores azuis e brancas na modalidade mas sem entrar em loucuras! Assim escolheram 83 alminhas, entre as quais a minha. Muito próxima na votação ficou a opção "Não vejo a hora que isso aconteça" com 68 votos, o que demonstra que há muito bom portista com uma vontade férrea de ver o clube a disputar a emocionante modalidade, "no matter what"! Houveram 33 cliques mais conservadores, que ainda suspiram pelo voleibol, onde o clube sempre teve tradição e que foi extinto abruptamente. Como eu os compreendo! 26 votantes abominam a modalidade achando que isso é coisa de mouro. Em suma, uma boa votação e talvez das mais repartidas até hoje!


Num plantel tão vasto haverá muitas certezas, muitas dúvidas e muitos assim-assim, mas iluminem lá o meu caminho: quem será a vedeta a dar nas vistas este ano? Será este? Será aquele? Será aquele-outro? Armem-se lá em "Zandingas" e façam as vossas apostas.

Nota - esta rubrica de pré-época termina hoje. Obrigado a todos os que a acompanharam religiosamente. Num próximo post estará de volta o "Dragão ou Morcão", aguardem!

Saudações e bons votos,
Dragon Soul





Z Produções [bÍDEO] - "FC Porto 2010/2011 - Rendidos ao vosso talento!"

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Depois de uma época para esquecer, o nosso FC Porto inicia agora um novo ciclo!

Ciclo este que se espera bem diferente da antetior, e onde as palavras de ordem serão: DEDICAÇÃO, FORÇA, VONTADE e GLÓRIA.

E nada melhor que uma entrade de rompante do FC Porto na temporada 2010/2011, com a conquista da 17º Supertaça.

Deixemo-nos de palavras... siga as imagens!

10 agosto, 2010

Em 1988 fizemos o "TRI" na Taça de Basquetebol...



O basquetebol do FC Porto antes da «era Jorge Araújo» tinha como registos mais significativos 2 campeonatos nacionais na década de 50 (1952 e 1953) e um último em 1972 já com o lendário Dale Dover como treinador/jogador. Em 1978 Jorge Araújo chega à Invicta e o basquetebol azul e branco ganha uma nova organização e metodologia até aí nunca vistas. Foi sem surpresa que os Dragões se sagraram campeões em 1979, 1980 e 1983 ganhando ainda a taça de Portugal de 1979 (1ª da nossa história).



O vídeo que hoje vos trago reporta-se aos instantes finais (em directo na RTP) da final da taça de Portugal de basquetebol ganha pelos Dragões em 1988 (FC Porto 90 - Benfica 77). Esta foi uma conquista histórica pois traduziu-se num culminar de 3 épocas consecutivas a vencer a taça de Portugal na modalidade.

Na época 1985/86 o FC Porto chegou à final da taça depois de eliminar o Benfica e o Barreirense. A final jogou-se em Coimbra em Maio de 1986 tendo o FC Porto vencido a competição depois de derrotar o Estrelas da Avenida por 119-76.

Em 1986/87 a final da taça de Portugal jogou-se em Ovar a 28 de Fevereiro de 1987 (dia de Carnaval) tendo como intervenientes Benfica e FC Porto. Os Dragões venceram a competição derrotando os encarnados por 101-100 com 2 lances livres de Tó Ferreira no último segundo! Estava consumada a 2ª vitória consecutiva na taça de Portugal de basquetebol...


Em Dezembro de 1987 (já pertencente à época 87/88) os Dragões ganharam ainda a supertaça relativa à época anterior (86/87) batendo em Setúbal o Benfica por 79-69. A supertaça relativa à época 85/86 não se jogou (deveria ter sido disputada em finais de 1986).



Em 1987/88 os Dragões chegaram novamente à final da taça de Portugal que se disputou em Olhão a 10 de Abril de 1988. Nessa final (relativa ao vídeo inédito que hoje vos disponibilizo) o FC Porto bateu o Benfica por 90-77 com uma exibição irrepreensível. Grandes prestações de Tó Ferreira (12 pts.), Lee Stringfellow (21), David Miller (15), Steve Rocha (12), Júlio Matos (15), Pedro Miguel (7) e Charuto (8). José Cardoso e Fernando Sá (entre outros) não foram utilizados na final por Jorge Araújo e Alberto Babo. Estava assim conseguido este fantástico "tri" (vitória em 3 taças de Portugal consecutivas no basquetebol, 1986,1987 e 1988).


O sucesso do basquetebol Portista atingiu o pico máximo em 1996 com a recuperação do título Nacional após a última conquista que já datava de 1983. Depois do TRI das taças de Portugal (que hoje aqui vos destaco) de 1986 a 1988 e antes desse ano glorioso de 1996 há apenas registo para mais uma taça de Portugal ganha em Março de 1991 numa final no Seixal frente à Ovarense (89-74). Em todas estas conquistas que aqui referi (de 1979 a 1996) o nosso treinador principal era o Professor Jorge Araújo. Depois de 1996 continuamos a ganhar troféus, ainda com Jorge Araújo, depois com Alberto Babo, Luís Magalhães, de novo Alberto Babo e finalmente Moncho Lopez…


Vídeo do FC PORTO, 90 - SL BENFICA, 77 (FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL 87/88)




Um agradecimento especial para o Rogério Almeida (que me facultou a VHS), para o Dragão Vila Pouca e para o Armando Pinto por me terem facultado as imagens das revistas dragões alusivas a estas vitórias na década de 80 do nosso basquetebol. O vídeo tem menos de 2 minutos mas foi o que se conseguiu encontrar sobre o troféu em causa, pelo menos apanha a parte principal, o final do jogo e os festejos dos Portistas, mal soou o apito final. Um agradecimento também para o actual Vice-Presidente do FC Porto, Sr. Júlio Matos, jogador e um dos capitães do FC Porto nesses anos 80, por me ter revelado algumas informações preciosas.


Seguem-se duas semanas sem crónicas do Lucho (férias) mas dia 31 estou de volta com a antevisão da poule de apuramento para a champions league de andebol que se disputará no dragão caixa de 3 a 5 de Setembro. Nesse dia prometo-vos um vídeo inédito, um documentário da RTP quando o FC Porto se sagrou campeão de andebol em 1999 quebrando um jejum de 31 anos. É um documentário “delicioso” com imagens do título ganho pelos Portistas em 1968 (o último antes desse jejum) e com uma entrevista ao Senhor andebol dos Dragões, Armando Campos (faleceu em 2002, cerca de 3 anos após essa entrevista concedida, aquando do título ganho pelo FCP em 1999), nosso treinador na gloriosa década de 60. Até dia 31 e se puderem passem na Póvoa de Varzim de 20 a 22 pois o andebol do FC Porto vai lá estar num torneio com o Barcelona e depois de 26 a 29 novo torneio de andebol em Viseu com o nosso FCP...

Um abraço do Lucho.

Mantivemos a distância para os mouros…

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Andámos quinze dias a suster a arrogância dos benfas (que, diziam, nos iam humilhar…!) e a aturar a palanfrório dos pasquins da mouraria (éramos uma equipa inferior, já derrotada…!).

Pois bem, em Aveiro as papoilas saltitantes tiveram uma lição correctiva exemplar, ministrada pelo mestre André e pelos seus assistentes de campo. Não a vão esquecer tão cedo. E a dita Comunicação Social, envergonhada, aturdida, quase emudeceu… Por pouco que as edições do dia seguinte ficavam suspensas, pois as manchetes já estavam preparadas em tons rosa. Foram para o lixo, como o foram a sobranceria e a insolência, como o foi o desdém pelo FC Porto. Embrulhai, com papel de lustro…

Já sabemos que vão ser decretados três dias de luto nacional por reverência à nação moura. Eu vou rir, cantar, saltar e repetir, vezes sem conta, BIBÓ POOOORTO!

Então eles diziam que nos próximos 10 anos não lhes ganhávamos mais (!). E, assim, iam começar a deixar-nos para trás no “ranking” do futebol nacional que nós, orgulhosamente, comandamos. Enganaram-se, está claro.

No princípio da época 2009-2010 tínhamos 116 títulos conquistados, contra 109 dos benfas. Agora, disputado o último troféu referente àquela época, temos 119 contra 112. Mantivemos a distância, está claro.

Nas competições de seniores estávamos a um título de igualar as papoilas dos túneis (64 do FC Porto v 65 do milhafre). Agora as contas são: 66 do FC Porto v 67 do milhafre. Mantivemos a distância, está claro. E não fora a “taça lucílio” igualávamo-los; e não fossem os túneis, os capangas, o avançado Ricardo Bosta da “Liga Vermelha” passar-lhes-íamos à frente, está claro.

Em baixo o “ranking” actualizado.




Vale a pena darmos uma vista de olhos ao palmarés dos “3 Grandes” na década (2001/2010).

- SENIORES: o currículo do FC Porto é impressionante: 6 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 6 Supertaças! A “taça lucílio” não é para nós, está claro.

- JUNIORES: o Sporting domina, mas o FC Porto tem supremacia perante o benfas, está claro.

Só mais esta: vitórias em jogos oficias (Seniores) entre FC Porto e SL Benfica - FCP 82 vitórias; SLB 81 vitórias. Está AZUL-E-BRANCO, claro: histórico!

Um abraço, BIBÓ PORTO!

09 agosto, 2010

Agradecimentos e Dedicatórias

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Hoje apetece-me, de uma forma espontânea e muito sincera, dirigir algumas palavras de agradecimento e dedicatória a todos os que, de uma forma ou outra, merecem ser referidos neste momento de grande felicidade:

• André Villas-Boas é o grande vencedor desta Supertaça. Depois de ter sido colocado em causa após as duas derrotas no torneio de Paris, o jovem treinador “arrumou” o mestre da táctica, e só não infligiu goleada das antigas por mero acaso. Parabéns!

• Os jogadores foram inexcedíveis durante todo o jogo. Realçar nomes individualmente soa a injustiça face ao excelente jogo colectivo que a equipa realizou ao longo dos 90 minutos, não perdendo nunca os elevados níveis de concentração, e criando ofensivamente muitas e boas jogadas de perigo. Para mim, o grande mérito de AVB, e já tinha visto isto aquando da sua passagem pela Académica, tem a ver com a maneira positiva com que encara o jogo, sempre com os olhos postos na baliza. Regra geral, o campeão é sempre aquele que ataca mais e mais golos marca. E AVB já percebeu isso!

• Os sócios, adeptos ou meros simpatizantes merecem uma palavra de apreço e elogio pelo apoio à equipa, nomeadamente, a fantástica claque de apoio presente em Aveiro. Independentemente, de maior ou menor acutilancia, maior ou menor seguidismo das políticas da SAD, de mais ou menos críticas nos momentos menos bons, é MUITO IMPORTANTE que o momento seja de união e força entre todos os adeptos independentemente do seu modo de pensar ou agir. Juntos, será mais fácil apoiar e levar a equipa ao título nacional;

Gostava também de fazer algumas dedicatórias especiais:

• À equipa de arbitragem que tudo fez para que o FC Porto não ganhasse…. Perdoadas 3 expulsões a um clube que no ano passado jogou mais de metade dos minutos do campeonato frente a adversários em inferioridade numérica… é muito mais fácil expulsar jogadores que jogam contra o benfica, do que propriamente o contrário….porque será?

• À TVI que fez o favor de, 2 minutos após Helton ter erguido o troféu, suspender a emissão, impedindo os adeptos que não se deslocaram ao estádio de verem a festa dos jogadores no relvado. Gostava de ver se a vitória vestisse outras cores, provavelmente, faziam directos de 3 horas, escalpelizando todos os pormenores da festa;

• A Miguel Sousa Tavares, escritor que admiro e sigo atentamente, mas que na sua crónica dias antes do jogo escreveu as seguintes pérolas: “(…) Ao contrario do que diz AVB, o FC Porto não está minimamente preparado para enfrentar o Benfica daqui a 5 dias.” Ou então: “Seria um milagre que o FC Porto não começasse já a pagar um preço no jogo com o Benfica para a Supertaça”. Caro Miguel, e atenção que te admiro enquanto escritor e comentador, milagre foi o FC Porto não ter ganho por vários golos no jogo de sábado! Às vezes, nem tudo o que parece é…

• Ao departamento de prospecção do nosso adversário de ontem por ter descoberto Falcão. Que continue assim que vai bem;

• Ao departamento de formação do Sporting pelo brilhante trabalho de formação de Moutinho e Varela;

• A José Mourinho, cuja sabedoria e competência contribuíram, com toda a certeza, para o desenvolvimento profissional de AVB, seu colaborador durante vários e frutuosos anos;

• A todos aqueles que, com maior ou menor intensidade, acordaram no dia seguinte ao jogo com uma enorme azia… para estes uma mensagem: comecem a preparar os túneis, os jogos contra adversários a jogar em inferioridade numérica e, se der tempo, a preparar a vossa equipa, porque este ano isto vai ser mais difícil que no ano passado… e se já no ano passado, ganharam apenas na última jornada e depois de muitos, muitos episódios neste futebolzinho português, este ano preparem-se porque não vai ser fácil…

Como nota final, apenas deixo os votos para que o momento de grande alegria proporcionado de forma brilhante pela equipa no sábado não impeça toda e qualquer análise ao actual plantel, nomeadamente, o preenchimento de algumas lacunas importantes. Mesmo depois daquela brilhante vitória, continua a ser necessário um defesa-central e mais um avançado. Não nos iludamos com esta vitória…agora, que os sinais dados foram muito positivos, lá isso foram! Há que continuar este caminho de sucesso que eu acredito pode terminar com o título de campeão nacional! Temos FC PORTO!

08 agosto, 2010

Podemos tremer, mas jamais cairemos...

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assistência: --- espectadores.

árbitros: João Ferreira (AF Setúbal), Pais António e Luís Ramos; 4º árbitro: Bruno Esteves.

BENFICA: Roberto; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Airton, Carlos Martins, César Peixoto e Aimar; Saviola e Cardozo.
Substituições: Aimar por Jara (59m), Luisão por Sidnei (69m) e Fábio Coentrão por Gaitán (77m).
Não utilizados: Júlio César, Maxi Pereira, Javi Garcia e Nuno Gomes.
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Varela por Rodríguez (69m), Sapunaru por Miguel Lopes (74m) e João Moutinho por Raul Meireles (81m).
Não utilizados: Beto, Sereno, Souza e Ukra.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: Rolando (3m) e Falcao (67m).

Disciplina: cartão amarelo para Fernando (20m), Fábio Coentrão (30m), Luisão (47m), Aimar (51m), Álvaro Pereira (56m), David Luiz (57m), Jara (63m), João Moutinho (76m) e Helton (86m).

O FC Porto conquistou a sua 17ª Supertaça Cândido de Oliveira, ao vencer o Benfica por 2-0, em Aveiro. Rolando e Falcao assinaram os golos de uma grande noite do FC Porto, que ofuscou o campeão nacional.

A Supertaça dava azo a um alegado favoritismo do Benfica, face à boa pré-temporada efectuada e pelas maiores rotinas do campeão nacional em relação a um FC Porto em transformação. No entanto, o FC Porto refutou completamente essa ideia com uma entrada muito forte na partida e que não deixou o Benfica respirar nos primeiros minutos.

Aos 2’, Varela desperdiçou a primeira oportunidade de golo, ao rematar isolado na área com a bola a ser desviada por Ruben Amorim para canto. E foi na sequência desse canto que Rolando inaugurou o marcador, com um cabeceamento na pequena área (3), onde os centrais e o guardião Roberto deixaram o defesa portista à vontade para marcar.

Melhor início era impossível para a equipa de André Villas Boas, que assim ‘roubou’ ao Benfica a confiança que os encarnados tinham para esta partida. O golo sofrido foi sentido pela formação de Jorge Jesus, que cometeu então sucessivos erros defensivos, muito por culpa da excelente actuação do meio-campo azul e branco, com Belluschi, João Moutinho e Fernando a exercerem grande pressão sobre os jogadores do Benfica.

O clube da Luz só começou a despertar da letargia inicial aos 20’, com o seu primeiro remate, através de um livre rasteiro de Carlos Martins para boa defesa de Helton.

Fábio Coentrão protagonizou então o segundo caso do jogo, ao sofrer um toque de Sapunaru na área do FC Porto, reclamando penálti, mas com João Ferreira a considerar simulação.

O FC Porto vencia ao intervalo e dominava com inteira justiça o jogo. E se era esperada uma reacção do Benfica no segundo tempo, os dragões encarregaram-se de a anular com maior ou menor dificuldade.

Aliás, o nervosismo encarnado foi a imagem mais visível dos campeões nacionais no recomeço da partida, acumulando faltas e cartões amarelos, sem criar ocasiões de golo.

O FC Porto controlava a partida e não foi surpresa o segundo portista. Um notável trabalho de Varela a ultrapassar Luisão no flanco esquerdo resultou numa assistência mortífera para Falcao entrar de rompante e fazer o 2-0. Mais um lance onde a defesa encarnada abriu espaços pouco habituais na época passada.

O segundo golo sentenciou o jogo e a oportunidade desperdiçada por Saviola (84) foi o mero canto do cisne para o Benfica, numa noite em que o FC Porto foi melhor e soma mais uma Supertaça para o seu palmarés.

O jogo assinala ainda o primeiro título da carreira de André Villas Boas, que hoje viu a sua equipa dar uma lição ao campeão Jorge Jesus.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Entrada muito forte»
«Tivemos uma entrada muito forte, sempre muito bem organizados tacticamente, com muita comunicação entre os jogadores e muito sentido de responsabilidade, o que ajudou a manter a equipa coesa e a dominar em todos os sectores, com bola e sem bola. Com essa coesão e com essa disciplina, que foram postas em causa nas últimas semanas, chegámos ao golo cedo. Foi um grito de revolta que o FC Porto tinha que dar, em face das injustiças da época passada, tal como já tinha dado quando venceu o Benfica, por 3-1, no Dragão. Continuaremos o nosso percurso sempre lúcidos e a moldar a equipa à nossa imagem.»

João Moutinho: «A primeira de muitas»
«Entrámos bem, muito agressivos, muito concentrados, provando no campo a força que temos como equipa e que queremos continuar a demonstrar nos próximos jogos. Vamos celebrar um pouco e lutar para vencer as competições em que estamos integrados. Espero que esta seja a primeira de muitas taças no FC Porto. E foi por isso mesmo que escolhi o FC Porto, pelos títulos, dando um novo rumo à minha carreira.»



Tribunal d'O JOGO - supertaça 2010

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Tribunal O JOGO: Benfica 0-2 FC Porto
Árbitro: João Ferreira [AF Setúbal] /Assistentes: Pais António e Luís Ramos.

O critério disciplinar manchou a arbitragem do juiz de Setúbal, que erradamente deixou, segundo o painel de O JOGO, César Peixoto cumprir a totalidade do desafio, quando este agrediu Varela aos 41'. Na área do FC Porto, os lisboetas reclamaram grande penalidade de Sapunaru sobre Coentrão, mas João Ferreira decidiu bem. As acções de Cardozo, David Luiz e Carlos Martins geraram divisão entre os ex-árbitros consultados.

Momento mais complicado: 41'
César Peixoto comete falta sobre Varela merecedora de cartão vermelho?


Jorge Coroado - César Peixoto foi objectivo e deliberado na conduta violenta protagonizada sobre Varela não uma, mas sim duas vezes. Impunha-se livre directo e a exibição do cartão vermelho. As regras são claras.

Pedro Henriques - Para mim é uma falta grosseira, ou seja, César Peixoto usa força excessiva ou brutalidade na disputa de bola, logo era uma infracção merecedora da exibição de cartão vermelho.

Paulo Paraty - Parece-me que há falta grosseira de César Peixoto. Creio que, para além da primeira falta, depois ainda calcou o Varela, e não houve qualquer sanção disciplinar. Mesmo o cartão amarelo, dado o que aconteceu, seria insuficiente.

15' Cardozo agride Sapunaru com uma cotovelada na área do FC Porto? Justificava-se sanção disciplinar?

JC - Cardozo, com o cotovelo esquerdo, atingiu Sapunaru no rosto. A forma como o fez terá induzido o árbitro para uma situação casual, mas justificava livre directo e cartão vermelho.

PH - Não considero agressão, mas sim comportamento antidesportivo. De forma imprudente, Cardozo toca na cara de Sapunaru. Seria apenas advertência, motivo para a exibição do cartão amarelo.

PP - Cardozo atinge, com o cotovelo, Sapunaru. Difícil para o árbitro é ter acesso ao lance com a clarividência da repetição da televisão e perceber a intenção do atleta, que procura a posição. Aceito a desisão.

30' Há falta de Sapunaru sobre Fábio Coentrão dentro da grande área? Motivo para penálti?

JC - Não houve razão para grande penalidade. O cartão amarelo a Fábio Coentrão, por simulação, justifica-se, pois o toque do braço esquerdo de Sapunaru não justificou o aparato da queda.

PH - A decisão do árbitro foi boa. Não há qualquer infracção. Como o Fábio Coentrão simula a queda, fazendo um salto a pés juntos, nota-se que é um momento antinatural.

PP - Não me parece haver razão para grande penalidade. Também não me parece que seja motivo para a exibição do cartão amarelo por simulação. Foi uma situação normal de jogo.

53' Aimar deveria ter visto o segundo cartão amarelo por jogo perigoso sobre Belluschi?

JC - Aimar levantou o pé demasiado, atingindo Belluschi na cabeça. Impunha-se o livre directo e não o indirecto. Cartão amarelo não se justifica, porque não foi um lance deliberado.

PH - É jogo perigoso de Aimar, mas há contacto físico, logo devia ser livre directo. Para mim, é atitude negligente e não é sanção que justificasse a exibição de cartão amarelo.

PP - O árbitro fez e bem a gestão do jogo. Aimar tinha acabado de ver um cartão amarelo. Por isso aceito a decisão do árbitro; teve e tinha de aguardar algumas faltas.

57' Falta de David Luiz sobre Sapunaru justificava a exibição do cartão vermelho e não do amarelo?

JC - David Luiz foi claramente determinado no modo como pisou a perna de Sapunaru. A exibição do cartão amarelo foi pouco e tratou-se de cortesia do árbitro.

PH - É um comportamento antidesportivo. Não é falta para cartão vermelho, apesar de pisar de forma ostensiva o adversário. Não há qualquer agressão, na minha opinião.

PP - Está nos limites. De facto, é mais uma falta de David Luiz, uma situação extrema. Se fosse a primeira vez, era aceitável o cartão amarelo, mas talvez se justificasse o cartão vermelho.

78' Entrada de Carlos Martins sobre Belluschi foi faltosa e merecedora de sanção disciplinar?

JC - A entrada de Carlos Martins foi semelhante à de César Peixoto sobre Varela, logo, devidamente enquadrada, deveria ser punida com cartão vermelho directo.

PH - É falta que o árbitro não assinalou e justificava a exibição do cartão amarelo. Tecnicamente é livre directo, mas não há motivo para a exibição de cartão vermelho.

PP - Entendo que seria motivo para marcar falta; terá escapado ao árbitro. Quanto à gravidade, não me parece um lance maldoso. Deveria ter sido marcada apenas a falta.



APRECIAÇÂO GLOBAL

JC - Arbitragem de início de época, com os ingredientes próprios de um árbitro que, excepcionalmente, na época anterior não os demonstrou. Começou com critério apertado e teve as dificuldades de sempre.

PH - Jogo foi difícil de arbitrar pelo grau de dificuldade que os atletas colocaram em jogo. Estes não facilitaram, entrando em quezílias desnecessárias. Teve alguns erros ao nível disciplinar.

PP - Árbitro demonstrou domínio, controlo e capacidade de liderança suficiente para que o jogo chegasse ao fim com equipas completas. Para quem gosta de arbitragens à inglesa, João Ferreira esteve bem.

fonte: ojogo.pt