08 fevereiro, 2013

Mãos de ouro, pés de diamante

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Estádio do Bonfim, 53 minutos do jogo, 1-0 no marcador. Ele recebe o passe de Mangala, em zona de forte pressão do adversário junto à nossa baliza. Finta um, finta dois, desequilibra-se, mas não cai, e ainda ultrapassa o terceiro para lançar o contra-ataque. O protagonista da jogada não se chama Alex Sandro, nem Fernando nem João Moutinho, chama-se Helton. Helton da Silva Arruda, o melhor guarda-redes que vi defender a baliza deste clube.

No banco, o treinador reprova tão arriscada decisão; afinal, não o conhece há assim tanto tempo. Mas nós, adeptos, mesmos os mais sensíveis, já devíamos estar habituados. Eu, pelo menos, há muito que deixei de me assustar quando a bola lhe chega aos pés. Ora pensem comigo: desde que ele cá chegou, quantas vezes já assistiram a um filme com contornos semelhantes àquele. Quantas vezes já disseram ou ouviram na bancada algo do género como, "qualquer dia, corre-lhe mal..."? Na verdade, esse dia nunca chegou e atrevo-me mesmo a dizer que nunca vai chegar. (Ó Helton, vê se não me lixas...)

Nos últimos 15 anos, vi jogar dezenas de guarda-redes e nunca vi nenhum como ele a tratar por tu a bola com o pé. Não me venham com histórias. A seguir ao Artur - aquela fífia no galinheiro foi por culpa do Jackson, que não tinha que lá estar a chateá-lo… -, Helton é, actualmente, o "keeper" com o melhor jogo de pés a actuar na Europa, quiçá no mundo. Com aqueles pés, põe a bola onde quer e por isso não espanta que até já tenha dado golos a marcar. A isso alia uma elasticidade incrível, uma velocidade a sair da baliza como poucos se podem dar ao luxo de ter na sua posição e que lhe permite ganhar 90% dos cruzamentos que são feitos para a área. Ele é tão rápido que na era do Co Adriaanse chegou até a jogar a libero.

Sim, Helton não é um prodígio a defender penaltis, mas não há guarda-redes perfeitos. Sim, Helton dá os seus frangos (à brilhante média de praticamente um por época) como os melhores como ele também os dão, mas poucos na Europa serão tão completos como ele.

Foi ele que matou, de vez, o fantasma que assombrou a nossa baliza durante anos e que nem Wozniak, Eriksson, Silvino, Rui Correia, Hilário, Ovchinnikov, Kralij ou Costinha foram, obviamente, capazes de afastar. Baía regressou, mas quando Helton cá chegou, ao fim de seis meses, a baliza foi dele, não só porque o Baía estava em final de carreira, mas também porque Helton é melhor. No relvado e fora dele. Helton é um senhor com “S” maiúsculo, um homem importantíssimo no balneário, que depressa apreendeu a mística deste clube e que revela, como poucos, um respeito enorme e gratidão pelos adeptos. É por isso que em qualquer jogo, quando ele chega à baliza, recebe de pronto os meus aplausos. Sempre.

Em oito anos e meio, conquistou seis campeonatos, quatro Taças de Portugal, três Supertaças e uma Liga Europa. Notável. E se ele, como um dia disse, regressar ao Brasil para terminar a brilhante carreira, não devia sair daqui sem cumprir o sonho que tantas vezes já disse acalentar: vencer a Liga dos Campeões com a mais bonita camisola do mundo. Se não for este ano que seja para o outro, na final no nosso salão de festas. Helton merece. Mais do que ninguém.

FC Porto não pode ser eliminado porque "71 horas e 45 minutos são 72 horas"

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A possível eliminação do F. C. Porto da Taça da Liga, por ter utilizado os jogadores Fabiano, Abdoulaye e Sebá sem cumprir um intervalo de 72 horas entre dois jogos, promete dar que falar. Segundo Armando Leitão, professor na Faculdade de Engenharia do Porto e docente das cadeiras de Estatística e Gestão da Manutenção, os dragões cumpriram a lei, mesmo que a diferença entre um encontro e o outro tenha sido de 71 horas e 45 minutos.

"O tempo mede-se e não se conta", começa por dizer, ao JN, para abordar o que está escrito no artigo 13.1 do Regulamento da Taça da Liga: "Quem fez a lei definiu uma precisão à hora e não ao minuto. A partir do momento em que a precisão é a hora, 71 horas e 45 minutos são 72 horas". E explica o arredondamento: "Setenta e duas horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado até 72 horas e 30 minutos aberto". No entender de Armando Leitão, o F. C. Porto só corria o risco de ser eliminado da Taça da Liga se a norma tivesse uma precisão diferente: "Se estivesse escrito 72 horas e zero minutos".

fonte: jn.pt
# caso já destacado pelo RCBC aqui neste post em 28.01.2013

07 fevereiro, 2013

A minha visão B

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Sou um apoiante da existência da equipa “B”.

Não a existência pela existência, não para se fazerem favores a empresários, não como aeroporto de jogadores, ou como mero conjunto de jogos frente a adversários de 2.ª.

Sou a favor de um projecto de equipa secundária com fortíssima ligação e cooperação com a equipa principal e equipa de juniores, onde os planteis são curtos e a permuta entre equipas é uma constante.

Numa fase de inequívoca redução de custos, tamanha é a crise a que o futebol também não escapa, é cada vez mais difícil garantir investimentos rentáveis, sendo que é preciso fazer apostas mais cedo, fazendo desta equipa uma espécie de incubadora, onde os jogadores são preparados, integrados, crescem, ganham ritmo e rotinas associadas á mística e cultura do clube.

Para sermos fieis ao princípio da redução de custos, não podemos ter dois planteis completos, com 25 jogadores cada, totalizando 50 jogadores. Se tal acontecer, ao invés de pouparmos, passamos a gastar mais em ordenados, a utilização de atletas em ambas as equipas passa a ser menos provável e o investimento em jovens passa a ter menor probabilidade de sucesso.

Tenho como ideal de equipa secundária o Barcelona.

Se repararmos, o plantel dos catalães é curto em termos de atletas principais (20 jogadores), jogam quase sempre os mesmos, sendo que as alternativas passam essencialmente pelos jovens da cantera, muitas vezes recrutados noutros países ainda com tenra idade (Messi é o melhor exemplo disso). O que é facto é que desta forma vão surgindo nomes atrás de nomes, vão surgindo aos poucos novas alternativas, o que propicia que o Barça faça apenas 2 ou 3 aquisições por época.

No nosso caso, e após um início de época onde me pareceu que as duas equipas não estavam correctamente sincronizadas, existindo pouca ligação na conjugação de recursos e existindo 2 planteis praticamente completos, os passos recentes que foram dados apontam no sentido de um projecto mais amadurecido, mais pensado, e onde quem está na equipa B sabe que pode subir à equipa A, e quem está na equipa A percebe que jogar na B não é um desprestígio mas sim uma forma de estar em forma para ser chamado.

A recente redução do número de jogadores no plantel principal (são actualmente 21, já após a saída de Kleber), acompanhada igualmente por 21 jogadores da equipa B, é em meu entender um bom sinal disso mesmo. Ainda assim, no meu ideal de plantel, aponta para 38 jogadores (20+18). E isto porque considero que, tal como referenciei no princípio, mesmo os melhores jogadores dos juniores devem igualmente ir jogando no “escalão superior” fazendo face ás oscilações de disponíveis no conjunto das duas equipas. Desta forma aceleram o seu crescimento (é bom não nos esquecermos que há muitos valores que se perdem nesta fase de transição por não se adaptarem aos seniores) e podem ainda aplicar essas melhorias no seu próprio campeonato de juniores. Mas ok, compreendo que para primeira ano de projecto, seria pedir já demais e seria até arriscado. Quero pensar que se estão a dar passos sólidos nesse sentido para num futuro próximo chegarmos a esse ponto.

Ao mesmo tempo, a maior frequência com que vejo os jogadores da equipa principal a jogarem os jogos da 2.ª liga agrada-me. Sou defensor de que todos os não utilizados e não convocados da A devem jogar na B. Sempre! Dessa forma ganham mais ritmo, podem recuperar activamente de lesões, além de estarem mais prontos e disponíveis física e mentalmente para a competição. Bom sinal o dado no passado fim de semana, onde dos 4 não utilizados em Guimarães, 3 evoluíram no domingo em Pedroso, juntando-se Kelvin a estes.

Simultaneamente a abertura de espírito com com os atletas encaram este percurso, é sem dúvida outro sinal positivo. Fantástico exemplo o dado por Maicon! Sem tiques de vedetismo ou nariz empinado, “desceu” à equipa B, foi capitão, ajudou à vitória, deu tudo o que tinha em campo e no fim ainda agradeceu a oportunidade, dizendo que vestir a camisola do clube é um orgulho, seja em que equipa for. Fantástico!

É caso para perguntar, porque não fizeram o mesmo Kleber ou Rolando? Não teriam se calhar consigo assim mais espaço para jogar?

E porque razão Iturbe teve sempre tantas reservas nesta alternativa, ele que agora até a guarda redes está disponível para jogar no River Plate?

Terá sido defeito dos jogadores ou uma questão comunicacional interna? Fica a dúvida...

A acrescentar a isto, há ainda a possibilidade dos mais novos se mostrarem e poderem crescer como homens, jogadores e até se afirmarem no plantel principal.

Sebá é sem dúvida um excelente exemplo.

Defendi neste espaço a contratação de um extremo desequilibrador neste mercado de Inverno.

Tal não se tendo verificado, e numa altura em que Iturbe viajou para outras paragens, Kelvin continua a mostrar o seu futebol inconsequente, e perante as ausências de James e Atsu, Sebá ganhou pontos, apresentou um futebol mais maduro, consequente e evoluído, mostrou qualidade, e afirmou-se justificadamente como mais uma alternativa.

Também Tozé que está a fazer um excelente campeonato, foi já chamado à equipa principal, e mesmo não se tendo ainda estreado, promete que tal aconteça a qualquer momento, e digo eu, com forte probabilidade de sucesso.

Perante tudo isto, começo agora a ver uma equipa B como eu imaginava e como julgo que faz sentido. Se assim acontecer, acredito que este projecto terá pernas para andar, com fortes ganhos financeiros e desportivos.

Um forte abraço,

PS – Um senão, que não é mais do que um alerta: pese embora entender como importante um bom recrutamento no estrangeiro de potenciais valores futuros, devemos ter atenção ao número de portugueses!

Mais um Assalto ao Castelo!!

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Sábado foi dia de uma das deslocações mais aguardadas ao longo de toda a temporada: a deslocação à aldeia espanhola! Temos quinze deslocações ao longo do campeonato e esta última que passou, arrisco-me a dizer, é a mais perigosa de todas. Coloco-a mesmo à frente da deslocação a Carnide! Isto claro, também tem muito a ver com a forma como te deslocas até lá, mas a deslocação a Carnide, tirando um problemazinho ou outro é um passeio autêntico, vás de carro ou de camioneta e o mesmo já não se pode dizer da ida a terras espanholas, principalmente para quem o faz de carro.

“É um suicídio ires ver o Porto a Guimarães!”, é o que ouço todos os anos antes de partir. Mas isto é mais forte que eu, é mais forte que qualquer um de nós que anda neste mundo. É difícil de explicar, mas quanto maior é o risco, mais vontade temos de ir até lá. Estar em minoria, numa cidade que destila ódio ao FC Porto, mas defender, apoiar, honrar e lutar sempre pelas nossas cores. É isso que nos move!

Guimarães é uma terriola que não sabe receber quem a visita. O Vitória é um clube pobre, insignificante e de gente sem escrúpulos e os vimaranenses são um povo reles e nojento (atenção, refiro-me concretamente aos apoiantes vitorianos e não a eventuais portistas que lá morem)!!

Como sempre tenho feito quando falo desse clube, não vou permitir que as mentiras que a comunicação social prega acerca deles de tornem verdade! Admito que, dentro dos pequenos são o clube que têm mais adeptos, que apoiam em todas as horas, não só nas boas mas também nas más (lembro-me de os ver na segunda divisão, de onde nunca deviam ter saido!) e exemplo disso é o jogo contra nós, os White Angels a perder 0-4 em casa cantaram até final de uma forma que pareciam que estavam a festejar. Eles sabem apoiar, é verdade, mas não são 100% aquilo que dizem deles.

Nos jogos fora são iguaizinhos aos outros e tirando a deslocação a Braga, o seu maior rival, não deve haver estádio onde metam mais de 200 ou 300 pessoas. O ano excepcional foi aquele em que ficaram em 3º lugar em 2007/2008. Tirando esse, têm prestações perfeitamente normais.

Falando concretamente na ida à aldeia espanhola, todos os anos é a mesma coisa, um povo cobarde que ataca em grupo os indefesos e pelas costas. O único “elogio” que lhes faço é que não são assim só connosco, mau demais era só terem estas atitudes com os portistas. Eles odeiam tudo o que não seja do VSC. Até ao dia. Até ao dia em que sejam surpreendidos, fora de casa ou até mesmo na sua cidade e a partir daí deixem de brincar aos heróis.

Todos os anos é vê-los a mandar pedras (no jogo das pedras eles são verdadeiros rambos) e a partir carros de portistas ao biqueiro e à martelada. Depois quando aparecem no Dolce Vita do Dragão, três ou quatro, passeiam à vontade pois a maioria dos portistas desconhecem aquilo de que somos alvo em Guimarães.

Com todos os riscos que corriamos, juntando ainda os nossos queridos amigos da PSP, lá fomos nós mais uma vez. A PSP em Guimarães está-se a marimbar para a nossa segurança. Querem é fazer o trabalhinho deles rapidamente e mais nada, se um portista estiver em apuros no meio do bairro estão-se por e simplesmente a borrifar na situação.

O nosso grupo foi dos primeiros a chegar ao local da concentração, atrás da esquadra. As camionetas iam chegando e o cortejo formou-se. Com os cânticos já serem entoados, uma coluna azul e branca atravessa o bairro (depois de mais de meia hora, de pé, à espera da sagrada ordem da PSP!) para estupafação dos habitantes que vinham “saudar-nos” às janelas. O cortejo é curtíssimo e a entrada foi muita rápida.

O que se passou lá dentro foi um recital dos Dragões, os de campo que espezinharam o Vitória por 0-4, e os da bancada que deram mais um festival no topo Norte do D. Afonso Henriques! Até pelo ambiente que lá se vive, ir a Guimarães desponta em nós os niveis de adrenalina, os quatro secos ficarão na memória, assim como já lá perduram os recentes 0-5 e 1-4, todos eles ao vivo e a cores!

Em relação aos grupos da casa, os White Angels merecem um elogio pelo apoio que deram durante todo o jogo, mesmo a levar goleada chegaram a saltar de costas quase no fim do jogo. O mesmo não se pode dizer dos Insane Guys e daqueles núcleos/grupos(?) que ficam naquele sector mesmo ao nosso lado. Metade do jogo foi a insultar-nos e a outra metade, mais para o final, foi a ouvir o nosso show!!

Arremesso de vários objectos a tudo o que era azul e branco, não só ao banco de suplentes mas também à nossa bancada. Ao meu lado cairam várias moedas, isqueiros, garrafas e até bolachas!! Numa das investidas da C + S de Guimarães, uma garrafa atingiu um dos nossos adeptos, que prontamente a devolveu ao remetente. Imediatamente os Spotter’s agarram nele para identificação e assim aconteceu com mais dois ou três elementos. É engraçado, no mínimo, que do lado de lá tudo era permitido, o Moutinho a marcar cantos era cuspido, mas do nosso lado os adeptos, que apenas respondiam, é que eram levados para identificação.

A festa é indescritivel, só mesmo para quem lá esteve. Parabéns aos Super Dragões e ao Colectivo pela excelente presença e actuação, festejar um 0-4 em casa daquela ralé e qualquer coisa de extraordinário!

A imbecilidade não tem limites e no final os cabeçudos ainda nos faziam gestos a dizer que nos iam esperar fora do estádio. O rápido cortejo de volta à esquadra correu tranquilamente, assim como a viagem de regresso.

Ainda estou para ver quando chegará o dia em que eles tragam mais de 150 e que 20 ou 30 estacionem o carro na Alameda do Dragão.


Para fechar, deixo aqui ficar um grande vídeo, com muita qualidade, feito a partir de uma bancada central, que nos dá a percepção exacta do “outro jogo”, o nosso jogo, o jogo onde somos nós os protagonistas. A superioridade dos Ultras do FC Porto é evidente, assim como também é evidente o apoio e o espectáculo que as claques proporcionam ao mundo do futebol! Vale a pena perder uns minutos a ver isto.

De dia, de noite, barato ou caro, ao sol ou à chuva, perto ou longe, perigoso ou tranquilo, “em qualquer lado, em qualquer estádio!!”.

Eu cantarei por TRI!

Um abraço ultra.

06 fevereiro, 2013

FPF manda investigar benfica, Sporting B e Marítimo B

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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) remeteu hoje para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) denúncias sobre a alegada utilização irregular de jogadores por Benfica, Sporting B e Marítimo B, sob a forma de processo disciplinar. Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que os três clubes utilizaram jogadores em jogos disputados em menos de 72 horas de intervalo, pelo que o Conselho de Disciplina da FPF, que não pode apreciar o caso nesta fase, remeteu-o para a Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da LPFP.

De acordo com a mesma fonte, um dos casos refere-se à utilização do colombiano Santiago Arias, no jogo da equipa principal dos "leões" da terceira eliminatória da Taça de Portugal, que terminou com a derrota no terreno do Moreirense (3-2, após prolongamento), em 21 de outubro de 2012, às 20:15, e também na visita do Sporting B ao Santa Clara, que os "verde e brancos" venceram por 2-0, em 24 de outubro, a partir das 20:00.

No caso do Marítimo B, a denúncia visa a utilização de Gonçalo Abreu no encontro com a Oliveirense, da terceira eliminatória da Taça, que os insulares venceram por 2-1 após prolongamento, disputado em 21 de outubro de 2012, às 16:00, e na deslocação do Marítimo B ao recinto do Trofense, que os "verde-rubros" ganharam por 1-0, em 24 de outubro de 2012, também às 16:00.

Estes dois casos diferem da utilização irregular de Emídio Rafael por parte do Sporting de Braga e a sua equipa B, bem como da alegada utilização irregular de três futebolistas nas duas equipas do FC Porto, uma vez que nestes estão em causa a utilização de jogadores numa competição organizada pela FPF e outra pela LPFP.

Quanto ao Benfica, em causa está a marcação de dois jogos de duas competições organizadas pela LPFP, casos da vitória dos "encarnados" no terreno do Estoril-Praia por 3-1, em jogo da 13.ª jornada da I Liga disputado em 06 de janeiro de 2013, às 20:15, e a receção à Académica, para a Taça da Liga, que a formação lisboeta venceu por 3-2 e foi jogado a partir das 19:45 de 09 de janeiro de 2013. Neste caso, a denúncia contestava a marcação de dois jogos num período inferior às 72 horas, sendo que o treinador da equipa encarnada, Jorge Jesus, utilizou Jardel, Pablo Aimar, Lima e Ola John nos dois encontros.

fonte: ojogo.pt
# casos a que o RCBC já tinha alertado aqui neste post em 28.01.2013

Negócios "à Porto"?

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Os tempos mudaram, sim. Hoje, uma potencial contratação obedece a vários critérios, sendo o mais óbvio, perante a crise mundial, a junção de investidores nesses negócios. Temos o exemplo do Danilo e outros que, sendo "caros", são investimentos relativamente pouco talhados a fracassar (perante a qualidade indiscutível do jogador) e, mesmo falhando, é um "erro" a pagar por parte do FC Porto e dos demais investidores, por isso, a "carga" de dinheiro gasto nas comissões.

Podemos comparar com as acções bolsistas: EDP, PT, e outras empresas, são potenciais negócios, de reduzido nível de "crash". Os investidores competem pelos jogadores da mesma forma. Negócios "à Porto"? Sim, são e, pelos vistos ainda com grande retorno, como se sabe pelo histórico de vendas de há 10 anos para cá, com grande sucesso e com muitos "estrangeiros" a apelidarem de "case study"!!!

E porque será que os "ditos" jogadores preferem o FC Porto? Porque, acima de tudo, vivem do dinheiro e não de pretensos amores à camisola. Esse tempo já lá vai...

Em Portugal, o FC Porto paga mais e, mesmo em igualdade de circunstâncias, preferem o FC Porto pelo historial recente de clube ganhador, ou seja, é um potencial trampolim para outras paragens de sucesso financeiro, nem sempre desportivo, diga-se. E porque paga mais? Porque tem mais facilidades de ir ao mercado bancário e também por o risco de "crashar" ser mais reduzido relativamente à concorrência em Portugal.

Não se pode esquecer que o FC Porto é, no momento, dos três grandes o que tem menos riscos de "insolvência". São, portanto, riscos calculados e o FC Porto, repita-se, não está sozinho: ganham todos (muitas vezes!) e perdem todos (poucas vezes!).

Por isso, essa famosa história do FC Porto "roubar" jogadores aos carneiros da 2ª circular, aos meus olhos, não tem ponta por onde se lhe pegue, a não ser pelos efeitos mediáticos do mesmo, vender mais jornais, captar mais audiências...

Hoje, mais do que nunca, os clubes vivem das transferências. Trata-se de uma grande indústria em que cada vez há mais protagonistas há sua volta.

Para que sejam todos felizes, o mais importante para o sucesso: treinador com perfil de potenciar jogadores, comunicação social (boa e amiga; o que em relação ao FC Porto, é para rir) a potenciar também os mesmos, boas provas europeias, chamadas às selecções e, acima de tudo: títulos!

05 fevereiro, 2013

O leão ainda assustou, mas depois o Dragão acordou!

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Quando ao intervalo, a equipa de hóquei em patins do FC Porto perdia em Loures por 2-0 com o Sporting, as contas do resgate do título estavam negras, mas felizmente que na 2ª metade os dragões de Tó Neves entraram a todo o gás e fizeram um parcial de 0-6, virando o encontro para 2-6, de nada valendo a constante perseguição que a arbitragem fazia ao nosso banco.

O Dragão saiu incólume de Lisboa e a depender apenas de si.

Na próxima ronda, volta o nosso Caio, 7 meses depois!



ANDEBOL
  • Maia Ismai 31-36 FC Porto
Na Maia em jogo que presenciei ao vivo, Obradovic deixou os titulares no banco, mas a perder por 3 golos perto do fim da 1ª metade, não teve outro remédio tal o empolgamento da jovem formação Maiata com muitos jogadores emprestados pelo FCPorto.

Na 2ª parte, o 16-16 rapidamente foi ultrapassado e o FC Porto ainda com 15 minutos para se jogar, já fazia contas ao apuramento, pois já vencia por 7 golos de diferença nessa altura.

Gilberto Duarte e Ricardo Moreira com 6 golos foram os melhores marcadores, seguidos por Tiago Rocha com 5 e Jacob e ainda Daymaro com 4. O sorteio dos quartos é hoje pelas 17 horas.

MAIS INFOS DO JOGO AQUI

No próximo sábado, volta o campeonato com o reforçado Belenenses a receber o FC Porto pelas 18h00, em jogo que passará em directo na ABOLATV. Importantíssimo vencer!



HÓQUEI EM PATINS
  • Sporting 4-8 FC Porto
Grande jogo em Loures, com uma 1ª parte onde o Sporting foi eficaz e o FC Porto parecia só saber acertar no corpo do guardião Igor Alves.

Na 2ª metade tudo mudou, e o Dragão degolou o leão, passando de 2-0 para 2-6 em apenas 10/15 minutos. Depois, foi só gerir e ter algum cuidado com a dupla de Lisboa que tudo fez para dar uma prenda ao clube que torcia por fora.

Ricardo Barreiros e Vítor Hugo marcaram 3 golos, sobrando 1 para Jorge Silva e outro para Pedro Moreira.

Vitória importante num jogo que não deixa de ser um clássico, mesmo que o leão ainda seja um gatinho.

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No sábado, o Cambra vem ao Dragão Caixa pelas 15h30, e o jogo passará no Porto Canal.

Parabéns ainda ao Renato Garrido e aos miúdos dos juniores do FC Porto que se sagraram campeões distritais, depois de uma final emocionante ganha por 4-3 ao Valongo em terras Penafidelenses.



BASQUETEBOL
  • FCP Dragon Force 85-55 Alfenense
Jogo acessível, com o Dragon Force a voltar ao activo depois do título distrital, vencendo por números claros um digno e lutador Alfenense que deu o estouro na 2ª metade.

Destaque para os 21 pontos do sempre fantástico Pedro Bastos, seguido por Miguel Soares com 13, Hugo Sotta e José Miranda com 12.

MAIS INFOS DO JOGO AQUI

Amanhã, quarta feira, pelas 21h30, começa a fase zonal do campeonato nacional de sub20 com o Dragon Force a deslocar-se ao Galitos de Aveiro, e no sábado, deslocação (21h00) ao Diogo Cão para a CNB2.



Um abraço do Lucho.

Formação: FC Porto reconquista Distrital de Juniores (hp)

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HÓQUEI EM PATINS
Num jogo disputadíssimo e em ambiente fabuloso no Pavilhão “Fernanda Ribeiro” em Penafiel, a equipa Azul e Branca voltou a conquistar o Titulo em Juniores, depois da época passada ter perdido precisamente frente ao rival de hoje o AD Valongo, com o golo da vitória portista a acontecer já no período de prolongamento em golo de Ouro marcado por Miguel Costa (autor de 3 golos).
Com o jogo a chegar ao fim do tempo regulamentar com um empate a 3 bolas, foi preciso ir para prolongamento e aí a equipa orientada por Renato Garrido acabou por conquistar o troféu ao fazer o 4.º golo em golo de Ouro através de uma grande penalidade.



FUTEBOL - SUB 17
Sempre a somar, o FC Porto deslocou-se ao terreno da Académica para obter mais uma vitória, conseguindo os seus intentos de forma natural, justificando o seu estatuto de claro favorito para este agrupamento que dará também a qualificação para a Fase Final e no caso do emblema da Invicta a continuação do objectivo de revalidar o título conquistado na época passada. Com efeito, os dragões posicionam-se já na liderança da classificação, em igualdade pontual com o Sporting de Braga, pontificando ambas as equipas como as únicas que até ao momento neste escalão contam os seus encontros apenas por vitórias, colocando-se os azuis-e-brancos numa já clara oposição em relação ao adversário desta noite, que antes do desaire perante o FC Porto havia concedido um empate.
FICHA DO JOGO... AQUI.



FUTEBOL - SUB 15
De regresso a casa desde o final da primeira fase, os Iniciados do FC Porto não desperdiçou mais uma oportunidade para vencer e colocar-se na liderança, tendo encontrado pela frente um rival valoroso como o Vizela, que apesar de ter procurado responder na segunda parte acabou por não evitar mais um triunfo por parte dos dragões. A equipa do FC Porto manteve-se na rota do sucesso ao dar continuidade a um encontro marcado por uma vantagem de dois golos para assim alcançar um 4-2 que a colocou a salvo de qualquer surpresa que os vizelenses pudessem procurar, mantendo-se assim invicta nesta fase intermédia do Nacional de Iniciados.
FICHA DO JOGO... AQUI.



Os destaques desta última semana, ficam aqui retratados, no entanto, se queres saber mais pormenores destas ou outras modalidades e/ou escalões de formação, convido-te a visitar o blog "BiBó PoRto, júnior!!", CLICANDO AQUI ou no banner respectivo aqui ao lado na sidebar lateral.

Pela nossa parte, apenas prometer continuar a desenvolver trabalho em prol do FC Porto, em regime de "voluntariado", da forma que melhor sabemos: com orgulho, com dedicação e com muita paixão.

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Fiquem bem e até para a semana.
Pedro Porto

04 fevereiro, 2013

Uma carta ao Mister

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Caro Vítor,

Conheço o teu trajeto enquanto treinador de futebol há mais tempo que a maioria dos Portistas. E não, isso não tem a ver com superiores conhecimentos de futebol, mas sim por, coincidência da vida, teres treinado o único clube açoriano na II Liga de futebol, clube que acompanho com interesse há já vários anos.

Lembro-me bem dos dois anos que treinaste aqui nos Açores. No primeiro ano que cá estiveste, em 2008, lembro-me bem que com um plantel limitadíssimo, e depois de na época anterior o Santa Clara ter vegetado a meio da tabela, a subida de divisão falhou por muito pouco, por míseros dois pontos. No segundo ano, novamente com muitas dificuldades, inclusivamente financeiras, conseguiste novamente lutar pela subida até à última jornada. Mais uma vez, o Santa Clara ficou a pouquíssimos pontos da subida, conseguida por uma equipa algarvia e outra de Aveiro (viagens bem mais baratas para as equipas continentais do que vir aos Açores). Mas retive o teu excelente trabalho, a forma atrativa e organizada como um clube de pequena dimensão e habituado a andar no meio da tabela, jogava sempre com uma ideia de jogo bem definida, defendendo com segurança, privilegiando a posse de bola mas sempre com mentalidade ofensiva.

Não me esqueço também da forma como chegaste ao teu clube do coração. Lembro-me bem que não foste escolhido por AVB para seu adjunto, mas sim que foste escolhido por Pinto da Costa para ser adjunto de AVB, ao contrário do processo normal em que os treinadores escolhem os seus adjuntos.

Não me esqueço de que fizeste parte da época mais fantástica para mim enquanto Portista, então como adjunto. Jamais me esquecerei daquele fantástico jogo em que apagámos a luz e festejamos o título no antro de porcos do colombo, de termos virado um resultado negativo de 0-2 no Dragão, nesse mesmo antro de porcos, garantindo a final da taça que tive a fantástica oportunidade de ver ao vivo, de termos festejado a conquista de mais uma Liga Europa. Tu também fizeste parte desse grande sucesso!

Não me esqueço também do enxovalho de que foste vítima na época passada em que acabaste por muito justamente te sagrar campeão nacional contra tudo e contra todos! Não me esqueço do gozo de que eras vítima por tudo e por nada, pelo teu adjunto ter óculos de determinada cor, pelo facto de fazeres determinados movimentos no banco, pelo facto de olhares para as notas do teu caderno, enfim por tudo e por nada. O que mais me chocava não era o enxovalho e gozo que te era feito pela porca da bola, do record, do correio das mentiras ou por encornados ou lagartos. O que mais me chocava era ver em blogues, em facebooks, em tudo que era sitio, Portistas a achincalharem-te não enquanto treinador, mas enquanto homem. Sabes, até houve cabrões que fizeram contagens no facebook para saber quanto tempo mais durarias como treinador do FC Porto!

Aqueles que te criticavam construtivamente, agora dão a mão à palmatoria e admitem que afinal se calhar estavam enganados. Admitem que afinal não és tão mau como o Octávio Machado, que não és um incompetente inveterado que nada sabe de futebol. E admitem também que foi bom a SAD te ter dado tempo para explanares tudo o que sabes. Mas sabes Vítor, pela vontade de seguramente mais de metade dos Portistas, tu não terias tempo sequer de acabar a época passada, em que justamente te sagraste (tu e nós todos!) campeão nacional, vencendo categoricamente no galinheiro, em braga, em guimarães, etc, etc.

Agora é muito fácil dizer que foi boa a decisão de na altura não te ter despedido, mas claramente é sempre muito melhor falar depois das coisas acontecerem, no fundo acertar no totobola às segundas feiras. Aliás, os blogues (blogues do FCPorto que não este, onde verdade seja dita tens sido justamente reconhecido mesmo por quem não confiava em ti!) que tanto falavam em ti no ano passado, agora escolhem outras temáticas "muito mais importantes" do que propriamente esmiuçar o "incompetente do Vítor Pereira". Calaste a boca a muita, muita gente!

Sinceramente, o que vejo neste momento é um FC Porto a jogar MUITO FUTEBOL, MUITO MESMO! Vejo uma equipa a defender impecavelmente, a não permitir situações de golo aos adversários, a pressionar alto, um meio-campo criativo, um ataque demolidor. Vejo que o teu FC Porto desta época em 17 jogos para o campeonato tem 14 vitórias e ainda não perdeu, tem 44 golos marcados e apenas 8 sofridos, o melhor ataque e a melhor defesa. O FC Porto de AVB à 17ª jornada, tinha apenas mais uma vitória que o teu, apenas menos um golo sofrido e menos 4 golos marcados.

Tu soubeste incutir uma qualidade indiscutível na equipa, que respira saúde por tudo quanto é sítio. O melhor elogio que o teu trabalho pode ter são as palavras de um ex-lampião Alex, o capitão do Vitória, no final do jogo de ontem… "Que o FC Porto em Portugal era como o Barcelona em Espanha"... Se calhar é o contrário, o Barcelona pela frequência com que tem ganho títulos nos últimos anos é que se pode considerar o FC Porto espanhol...

Não sei se irás ganhar o título este ano, porque os adversários também jogam e também têm a sua qualidade, e porque obviamente o futebol não é uma ciência exacta. Nem sei se chegamos mais longe na champions. Provavelmente não terás a oportunidade de na taça da liga dar mais um banho tático ao analfabeto labrego, algo que tão bem sabes fazer, nem já há taça de Portugal (a única coisa em que não estiveste bem). Mas o que sei, é que pela qualidade que a equipa tem demonstrado, com a recuperação de um génio chamado James e os novos reforços na sua melhor forma, podemos ser um caso sério na champions, e obviamente podemos perfeitamente ser campeões. Se o vamos ser, não sei, se temos todas as condições para o ser e estamos a jogar para isso, isso estamos claramente.

Em suma, acho que o teu trabalho até hoje dia 4 fevereiro de 2013 pode considerar-se fantástico (sim fantástico!). Alguém que como tu aguentou o balneário da época passada, que ganhou inequivocamente nos campos que tinha de ganhar e foi campeão com 6 pontos de vantagem, sem espinhas portanto. Alguém que já deu duas lições táticas em pleno galinheiro ao palerma que se auto-proclama de “mestre da tática”. Alguém que conseguiu este ano fazer uma limpeza de balneário, mas que também perdeu em 2 anos consecutivos Hulk e Falcão, e que mesmo assim consegue manter uma bitola exibicional elevada com ótimos resultados até agora. Alguém que tem feito tudo isso só pode ser um treinador muito competente e sério! Parabéns, Vítor!

Abraço de alguém que te admira enquanto GRANDE HOMEM E GRANDE TREINADOR!... independentemente do que aconteça até final da época manterei vírgula por vírgula, parágrafo por parágrafo, tudo o que te disse nesta carta!

03 fevereiro, 2013

A subir com um “chapéu” de Maicon

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FC Porto B 3-1 Oliveirense

II Liga 2012/13, 26.ª jornada
03 de Fevereiro de 2013.
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia.


Árbitro: Bruno Esteves, de Setúbal.
Assistentes: Rui Teixeira e Hernâni Fernandes.

FC PORTO B: Fabiano, David Bruno, Maicon, Zé António, Quiño, Pedro Moreira, Kelvin (Tiago Ferreira, 86), Edú (Sérgio Oliveira, 66), Tozé, Michael e Dellatorre (Vion, 79).
Suplentes: Elói, Tiago Ferreira, Fábio Martins, Diogo Mateus, Bruno, Vion e Sérgio Oliveira.
Treinador: Rui Gomes.

OLIVEIRENSE: João Pinho, Carela, Diego, Diogo Santos, Chico Silva, Zé Pedro, Hélder Silva (Carlitos, 61), Renan, Rui Lima, Avto (Guima, 67) e Barry.
Suplentes: Mamadu, Paulinho, Guima, Joca, Carlitos, João Paulo e Ivan Santos.
Treinador: João de Deus.

Marcadores: Tozé (7m), Maicon (51m) e Dellatorre (72m); Barry (27m).

Cartões amarelos: Zé António (69m), Diego (85m).

Com Fabiano, Maicon e Kelvin no onze e uma das melhores exibições da época, o FC Porto B venceu a Oliveirense (3-1) e ascendeu ao sétimo lugar da Segunda Liga. Em Pedroso, neste domingo, marcaram Tozé, Maicon e Dellatorre para os Dragões, com o último a fechar o resultado num lance idêntico ao interpretado por Fernando e Jackson em Guimarães, menos de 24 horas antes.

A supremacia portista, perceptível desde os instantes iniciais, redundou na primeira situação de vantagem, conseguida logo ao sétimo minuto por intermédio de Tozé (uma das grande exibições da tarde, a par de Michael Séri), depois de um remate cruzado e de uma boa iniciativa de Quiño.

Contra a corrente e de forma inesperada, a Oliveirense chegaria ao empate ainda antes do intervalo, com Barry a marcar num remate forte e colocado, aos 27 minutos. Mas a igualdade não resistiria a um momento de inspiração de Maicon, que fez um longo “chapéu” ao guarda-redes João Pinho na transformação de um livre directo, quando estavam decorridos 51 minutos.

Antes e depois de outras oportunidades flagrantes para encerrar a discussão, a vitória foi selada aos 72 minutos, num movimento de ataque rápido em quase tudo semelhante ao que permitiu a Jackson Martínez isolar-se e marcar o segundo golo do “hat-trick” rubricado em Guimarães. Em Pedroso, Pedro Moreira fez a vez de Fernando, com um passe sobre a defesa adversária, e Dellatorre, isolado, colocou a bola ao poste mais distante, à saída de João Pinho.

Outra coincidência, já agora, que não será muito mais do que isso, uma mera coincidência: na noite da véspera, no Estádio D. Afonso Henriques, Jackson também marcou aos 72 minutos, mas fazendo então o terceiro golo da sua conta pessoal. Esta tarde, no mesmo minuto, Dellatorre assinou a autoria do terceiro golo portista.

fonte: fcporto.pt

CLASSIFICAÇÃO II LIGA
1º - Belenenses 26j, 18v, 6e, 2d, 60pts
7º - FC Porto B, 26j, 9v, 11e, 6d, 38pts



RESUMO DO JOGO

No Berço nasce o Campeão e hoje foi um grande Dragão!

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V. Guimarães 0-4 FC Porto

Liga 2012/13, 17.ª jornada
2 de Fevereiro de 2013
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Assistência: 17.244 espectadores


Árbitro: Marco Ferreira (Madeira).
Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão.
Quarto árbitro: Pedro Campos.

V. GUIMARÃES: Douglas; Alex, Freire, Paulo Oliveira e Addy; Tiago Rodrigues e Siaka Bamba; Ricardo, Barrientos e Marco Matias; Amido Baldé.
Substituições: Barrientos por Crivellaro (61m), Alex por André (61m) e Ricardo por Machis (80m).
Não utilizados: André Pereira, João Ribeiro, Jona e Josué.
Treinador: Rui Vitória.

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson e Izmaylov.
Substituições: Lucho por Castro (70m) e Izmaylov por Sebá (70m) e João Moutinho por Liedson (76m).
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Tozé.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-2.
Golos: Mangala (14m) e Jackson (36m, 56m e 72m).

Cartão amarelo: Varela (9m), Alex (35m), Barrientos (40m), Otamendi (65m).

Começo esta crónica por expressar um sentimento... Nossa, que classe!

Temos sido brindados com exibições fantásticas do nosso Porto a roçar o absurdo dos que temos visto nos últimos tempos em Portugal.

Digo desde já, que não me acredito que isto caia do céu e acabe por desaparecer este nível exibicional como quem abre e fecha um olho, tal como não se conquista esta qualidade de jogo num ápice. E como me acredito que isto será para manter, digo-vos que na minha opinião este Porto é muito melhor que o Porto de Villas Boas e tantas alegrias nos deu! E só não digo que é melhor que a equipa de Mourinho Campeã Europeia porque falta passar esta bitola para a Europa e aí sim, acredito que provaremos de uma vez por todas que Porto é este (e estamos a atingir o nosso melhor momento da época bem próximo dessa etapa a eliminar da Champions, o que nos deixa muito confiantes).

E não falo apenas de números, porque esses estão à vista de todos... os níveis de posse de bola são abismais seja em casa, seja fora, não permitimos ao adversário ter bola perto da nossa área, não existem situações de perigo contra há muito tempo, as dinâmicas são fantásticas, procura imediata da bola após perda da mesma com uma intensidade altíssima. Digam o que disserem, muita gente estará a começar a engolir alguns sapos!

O líder está lá, nunca se escondeu e é o mesmo da época passada, que nos levou ao título, que teve coragem de assumir um posição difícil com um plantel dividido entre a permanência ou saída do clube. Deram-lhe tempo e ele mostrou que conseguiu colocar o seu cunho pessoal na equipa e mudar algumas mentalidades dentro do grupo. E sem poder esticar muito a corda no que toca a opções, continuamos a ganhar e com muita qualidade!

Mantendo esta postura, não daremos hipótese.

Sobre o jogo, contrariedade a meio da semana com mais uma lesão, desta feita de Defour, que vinha numa boa condição a obrigar a nova mexida. Vítor Pereira optou por dar a titularidade a Izmaylov pela 1ªvez de azul e branco, mantendo assim o modelo de jogo que tem sido utilizado após a lesão de James.

Não me vou alongar muito na análise ao jogo, quem não viu espero que possa ver, mesmo que não possam acho que vão ter oportunidade de assistir a mais Porto deste nos próximos jogos ver mais episódios parecidos com este.

Entrada forte do Dragão, mandão no jogo e pressionando muito alto, sempre com bola próxima da área adversária. Os 2 golos da 1ª parte foram fotocópia... canto do lado esquerdo batidos por Moutinho e Mangala a subir ao 2º andar (a lembrar Bruno Alves) e com uma cabeçada fortíssima faz o 1-0; pouco depois Moutinho novamente a levantar o canto e ao 1º poste uma rápida entrada de Jackson também muito alto faz o 2-0 para o Porto com outras tantas perdidas e oportunidades tiradas pelo mau assistente pelo meio.

Para a 2ª parte ficou reservado quase a mesma receita. Só não foi totalmente igual porque houve curtos períodos de menos qualidade na posse de bola a meio desta segunda metade para terminarmos novamente em grande intensidade e completamente por cima do Vitória.

Destaque para mais 2 golos de Jackson a fazer 18 golos em 17 jogos!

Também a realçar a estreia de Liedson fazendo dupla com Jackson na frente de ataque, mas a mostrar que se encontra muito perro e com muito trabalho pela frente.

Alex capitão do Vitória no final da partida: “Este Porto está para o campeonato Português, como o Barcelona está para o campeonato Espanhol”. Está tudo dito meus caros…

Melhor em campo: Grande jogo de toda a Equipa, mas Jackson pelo Hat-trick.



DECLARAÇÕES

VÍTOR PEREIRA

Muita qualidade
“Tivemos uma entrada muito forte no jogo, mostrando muita qualidade do princípio ao fim, com uma intensidade altíssima, circulando a bola a toda a largura, com jogo interior e exterior e uma agressividade tremenda em relação à perda. Fizemos mais um belíssimo jogo, frente a um adversário difícil, que estava entusiasmado, mas o FC Porto foi igual a si próprio. Marcámos quatro, mas poderiam ter sido mais.”

Refinar o jogo
“Atingimos uma maturidade muito grande em termos de jogo, com uma qualidade alta e, graças à personalidade que tem o nosso plantel, todos jogam em qualquer campo da mesma forma. Estamos num patamar alto a nível de jogo e agora temos de o refinar e acrescentar ainda mais coisas para podermos continuar a evoluir.”

Os reforços
“O Izmaylov acrescenta muita qualidade técnica e está como peixe na água neste grupo. O Liedson vai ganhar condição física, ligar-se com os colegas e acredito que nos vai ajudar muito.”

JACKSON MARTÍNEZ

Primeiro “hat-trick”
“Fizemos um jogo muito completo, ofensiva e defensivamente. Tivemos muitas oportunidades e mantivemos sempre o controlo do jogo. Um avançado quer sempre marcar e ajudar a equipa a chegar à vitória e, graças a Deus, hoje tive uma noite maravilhosa e pela primeira vez em Portugal fiz três golos num jogo. Estou feliz pelo triunfo e por estarmos no topo da classificação.”

Sem conformismo
“Julgo que estamos no nosso melhor momento, estamos melhores a cada dia que passa e a aperfeiçoar os movimentos. Não há conformismo, mesmo depois de tudo o que já conseguimos. Quanto a Liedson, jogámos pouco tempo mas o importante é que ele se sinta bem, acolhido por todo o grupo e parte deste triunfo.”



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2012/13, 17ª jornada

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Tribunal O JOGO: V. Guimarães-FC Porto, 0-4
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira) / Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão / Quarto árbitro: Pedro Campos.



fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

02 fevereiro, 2013

"Queremos provar que somos melhores"

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O facto de FC Porto e Benfica estarem igualados no topo da Liga em termos de pontos - com vantagem para os Dragões no saldo de golos - dominou boa parte da conferência de imprensa de antevisão do desafio no terreno do Vitória de Guimarães (sábado, 20h30). Vítor Pereira garante que a equipa está a desfrutar deste grande duelo e chamou a atenção para a qualidade do rival minhoto.

Num campo tradicionalmente difícil, que Vitória espera e que resposta vai dar o FC Porto?
Sabemos que os jogos em Guimarães nunca são fáceis, pelo próprio contexto e ambiente. Sabemos que o Vitória está numa fase boa e respeitamos muito o trabalho do Rui Vitória, mas vamos atrás dos três pontos com tudo o que temos. Temos qualidade e ambição, estamos solidários e conscientes do que temos que fazer e focados nos objectivos.

Na luta pelo título, há duas filosofias de futebol em luta?
Cada um tem a sua ideia de jogo e temos de o respeitar. Eu gosto mais de um determinado tipo de jogo e trabalhámos todos para a construir. Gosto de um jogo pressionante, de toque e posse, mas no interior das linhas adversárias, o que não é para qualquer equipa. É um trabalho que demora o seu tempo. Os jogadores acreditam e desfrutam, sentem prazer em ter a bola, dominar o jogo do adversário e fazer golos. É preciso ser pressionante e ter uma mentalidade agressiva. A equipa está bem e está como eu gosto.

A pressão de não poder falhar torna os jogos mais complicados?
Acho que é um bom desafio. Os jogadores neste nível vivem do desafio, gostam de ir ao limite e sentir essa pressão. Acredito que esta luta vai tornar o campeonato espectacular, com cada uma das equipas a responder à vez. Também acredito que num dia mau, menos inspirado, qualquer equipa tem hipótese de nos conquistar pontos e ao Benfica. Não acredito num campeonato "limpo" até ao fim, porque há equipas com qualidade. Esta pressão é positiva, obriga-nos a estar sempre focados, com um nível de concentração alto, e queremos provar que somos melhores. Isso é o maior desafio que podemos ter na nossa vida profissional.

A diferença de golos pode ser decisiva para determinar o campeão?
Há tantos jogos ainda por fazer… O que quero dizer é que essa diferença é um objectivo e um dado adicional motivador. Não acredito muito que seja pela diferença de golos que se decida o campeonato, mas de qualquer maneira isso é um factor motivador para todos. Queremos marcar mais, sofrer menos e essa é uma disputa bonita.

Fala com um sorriso… Isso tem a ver com o futebol praticado pela equipa?
Neste momento, tem a ver com acreditar numa ideia de jogo e operacionalizá-la no âmbito de um trajecto difícil, fundamentalmente no ano passado. Esta época sinto tranquilidade, há uma ideia de jogo que está claramente a passar, jogadores a desfrutar e treinos de nível altíssimo, com uma competitividade enorme. O que me conforta não são os elogios e a crítica. Tenho orgulho numa ideia de jogo bem definida, que se começa a transformar em realidade. O ano passado foi necessário sobreviver no alto-mar, numa tempestade, e este ano navegamos em bom ritmo e sinto-me orgulhoso do que a equipa e o plantel têm produzido.

Os jogos com SC Braga e Sporting podem ser decisivos para apurar o campeão?
Na última conferência disse que o Braga estaria provavelmente afastado do título, mas quem tem de responder se está fora ou dentro dos objectivos são os treinadores de Braga e Sporting. Não me cabe a mim estar a dizer quais os objectivos do momento. Pode ser que sejam decisivos ou não; numa esquina, num percalço, podem perder-se pontos com equipas do fundo ou meio da tabela. Nos grandes jogos, os atletas estão extremamente motivados e focados e as equipas são tremendamente competitivas. Nos jogos mais pequenos temos de ter a atenção necessária e a mentalidade correcta, porque o contexto pode parecer facilitador, deixamos as coisas correrem e elas não acontecem. Tenho mais em linha de conta esses jogos do que as partidas com Braga e Sporting, em que a equipa sabe que tem de estar ao melhor nível, como terá de estar com o Vitória de Guimarães, que não é pêra doce em sua casa. Estamos preparados e a desfrutar desta competição, deste taco a taco. Vem aí um jogo da Liga dos Campeões e queremos andar para a frente. Se temos expectativas de continuar em prova temos de preparar esse jogo agora, dando respostas fortes e sinais evidentes de que estamos no top para defrontar um adversário difícil como o Málaga. Temos três jogos até lá e queremos apresentar níveis competitivos elevados para provarmos que estamos em condições de discutir uma eliminatória dessa importância.

A chegada de dois reforços e a perda de dois jogadores no Benfica deixa o FC Porto em vantagem?
Só posso falar pelo meu plantel. Passámos um momento em que estivemos, por circunstâncias várias, limitados em termos de opções. Agora temos opções e a equipa está a crescer em termos de qualidade de jogo. Com menos opções, fomos competentes, competitivos e não cedemos qualquer ponto ao adversário.

Nos treinos, o Liedson já se apresenta ao nível de que temos memória em Portugal?
O Liedson veio do Brasil e numa fase em que o campeonato brasileiro não estava a ser jogado. Vem de uma pré-época, aqui estamos em plena época e com um ritmo muito forte. Não esperava que, na sua primeira semana, conseguisse colocar toda a sua qualidade em evidência. É muito difícil entrar num plantel com treinos de intensidade altíssima. Ele precisa de estar bem e adquirir índices físicos e de entrosamento com os colegas. Os movimentos que lhe são solicitados são pedidos pela equipa e ele vai preparar-se para ser uma solução válida e de qualidade, disso não tenho dúvidas. Chegou na semana passada e nem eu nem ninguém pode esperar que esteja ao nível a que o vimos jogar quando saiu de Portugal. A pouco e pouco vai adquirir confiança e nível de jogo. Ele e o Izmaylov são duas mais-valias para o plantel.

Com as saídas de Rolando e Iturbe, o plantel está fechado?
Estou a trabalhar com um plantel claramente focado nos objectivos, que são ganhar o campeonato nacional e passar à próxima eliminatória da Champions. O plantel só está fechado quando o mercado também estiver, mas não espero perder nenhum dos jogadores que têm jogado regularmente. Porém, isso pode acontecer a qualquer treinador do mundo.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano.
Defesas: Danilo, Maicon, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro e Otamendi.
Médios: Lucho, Castro, João Moutinho, Fernando, Tozé e Izmailov.
Avançados: Varela, Jackson Martinez, Liedson e Séba.

01 fevereiro, 2013

"Antes que fales, vê o que dizes"

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“Não fui sempre feliz no FC Porto. Nesse clube os jogadores dão muito e recebem pouco.”
Rabah Madjer, entrevista à Onze Mondial em Fevereiro de 1988 (aquando do empréstimo ao Valência)

Sim, jogadores que mandam “bolas ao poste” com o microfone à frente não são moda recente... Lembrei-me de destacar esta “pérola” do homem do Calcanhar de Ouro, cuja entrevista à Onze Mondial de que acima falo é simplesmente demolidora para com o Clube que o resgatou ao exílio e lhe deu a oportunidade de conquistar o Mundo. Na altura o nosso Rabah pensava que iria directo para Munique no final da época mas, ironia das ironias, acabou mesmo por voltar ao FC Porto! E o tempo tudo curou e hoje é um caso mais que encerrado.

Assim de memória também poderia relembrar outras novelas mediáticas que foram acontecendo com outros grandes nomes da nossa história, como o Vítor Baía e a sua entrevista ao “proibido” jornal Record em pleno caso com Mourinho ou o António Oliveira a pedir desculpas em directo ao João Vieira Pinto e ao Benfica no pós clássico de 1998. Ou ainda as novas versões, que envolvem papás e empresários, cujas menções honrosas no nosso passado recente iriam sem dúvida para o sr. Washington Alves e para o Marcelo “até ia a nado para Valência desde a Venezuela” Simonian.

Portanto estas coisas tem sempre de levar o devido desconto, basicamente sempre foi assim, mas lá que custa ter de aturar algumas mimalhices e parvalheiras lá isso custa...

Obviamente que esta crónica surge na sequência das infelizes declarações de um mais do que provável futuro jogador de seu nome Hector Herrera e também da concretização do empréstimo do rei do “twitter de intervenção”, Juan Manuel Iturbe.

Apesar destes casos incómodos, hoje os jogadores estão quase isolados dos Media tradicionais, sendo impossível vê-los num “Domingo Desportivo” ou numa entrevista sem guião como há 10 ou 15 anos e participando apenas em flash interviews e conferências de imprensa pontuadas por um conjunto enervante de lugares comuns absolutamente vazios de interesse. Percebe-se o porquê, infelizmente a maioria não acrescenta nada e é um risco para a "normalidade institucional". Se todos fossem como por exemplo o Xavi do Barcelona, cuja entrevista absolutamente fantástica ao Guardian em 2011 nunca mais me saiu da memória, as coisas seriam mais fáceis de gerir, mas com tanto em jogo os clubes preferem jogar pelo seguro e controlar o máximo possível, o que se acaba por entender.

No entanto e não obstante todo este controlo, sob a forma de entrevista a órgãos de comunicação do país natal, twitter, facebook, instagram, empresário ou progenitor, existem sempre formas de “meter a pata na poça”, o que me leva a considerar o seguinte: mais do que a mera imposição de regras, os dirigentes e treinadores têm de ser profiláticos e capazes de elucidar os nossos profissionais (muitos deles bastantes jovens, pouco “batidos” e demasiado mimados pelo excesso de dinheiro e protagonismo) do que é o FC Porto e qual é a “cultura organizacional” dos seus associados e adeptos.

Será possível que quem foi contratar o Herrera não sabe o que os Portistas esperam de um reforço e não o soube aconselhar para não dizer disparates logo à primeira entrevista? Não quero acreditar nisto, espero que estejamos melhor servidos de Portismo, mas já que estou lançado a escrever dou uma pequena ajuda para casos futuros. Longe de mim pretender falar por todos nós, membros da família azul e branca, mas a mim bastavam-me ouvir coisas minimalistas como as seguintes, aqui “encenadas” a título de exemplo:

Cenário 1 – Jovem promessa estrangeira que assina pelo FC Porto
“Estou muito contente por dar este passo e juntar-me a um clube com tanta história e com tantas conquistas, o melhor de Portugal e um dos clubes de top na Europa. Sei que será um grande desafio ganhar o meu espaço numa equipa que tem conquistado tantas coisas mas acredito no meu valor e quero ajudar a mais vitórias. Se espero seguir os passos do Falcao, Pepe, Deco e tantos outros? Claro que gostava de ter o percurso que todos eles tiveram no FC Porto, onde cresceram como jogadores e participaram de tantas vitórias… Se depois o clube puder fazer um grande negócio comigo tanto melhor, mas para já tenho é de estar à altura deste grande clube, que joga sempre para ganhar em todas as competições.

Cenário 2 – Jogador que tem estado “encostado” entre o banco e a bancada
“De facto gostava de jogar mais, obviamente que sim, mas tenho que entender as escolhas do treinador e respeitar os meus colegas, que tem valor e estão a jogar muito bem. A mim cabe-me dar o máximo diariamente, a época é longa e temos de estar todos preparados para poder render quando formos chamados. O colectivo é o mais importante, uma equipa não são só 11 e sinto-me contente por fazer parte deste grupo campeão e dar o meu contributo todos os dias. Fala-se que há interesse de outros clubes? Fico contente que se lembrem de mim mas quero muito ser bem-sucedido aqui e conquistar muitas coisas. Além disso, essas decisões cabem em primeiro lugar ao clube e não a mim.”

Cenário 3 – Vedeta consagrada, com meia Europa atrás
“Fala-se de muita coisa mas eu continuo tranquilo, estou num dos melhores clubes da Europa, que me permite lutar por todos os troféus e sou muito bem tratado por todos. Se não está na hora de sair e entrar para a lista dos negócios milionários do FC Porto? Não sei, isso tem de ser o clube a decidir, obviamente que o FC Porto luta com os maiores porque tem a capacidade de potenciar jogadores e fazer grandes negócios, agora não me cabe a mim tomar essas decisões. Contratos milionários à espera? Felizmente não posso dizer que ganho mal por aqui, até seria pecado dizer uma coisa dessas por isso não me preocupa!”

Portanto, eu não espero gente a “bater no peito”, de lágrimas nos olhos a jurar amor eterno, só gente minimamente inteligente e um ambiente mais saudável e racional em torno do nosso futebol. Para romantismos já tivemos o outro, estamos vacinados... Se até aquele que podia ser considerado como “um de nós” se pós a milhas à primeira oportunidade, como poderia exigir que a malta de Buenos Aires, Montevideo, São Paulo e coisas parecidas fossem diferentes?

Agora uma coisa é certa, mesmo que ao entrar no Dragão já vejam o Santiago Bernabéu, que o banco e a bancada metam nojo ou que tenham um cofre cheio de notas e um harém à espera numa Premier League qualquer, o respeito pelo jogo e pelos adeptos tem de sempre o mais importante. Seja onde for, é o símbolo que está na parte da frente da camisola que mais importa, não o nome atrás… E para isso não bastam regras e guiões, quem tem de se assumir e liderar pelo exemplo, guiando e educando estes jovens são mesmo os dirigentes e técnicos, mesmo que o acto de “cultivar espírito FC Porto” não seja objecto de distribuição de dividendos ou prémios de produtividade! E se precisarem de ajuda não precisam de ir muito longe, basta atravessar a rua e ir até ao Dragão Caixa, onde com bem menos se vive muito mais!

Boa sexta-feira e desde já os votos de um bom fim de semana!