http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
Estádio do Bonfim, 53 minutos do jogo, 1-0 no marcador. Ele recebe o passe de Mangala, em zona de forte pressão do adversário junto à nossa baliza. Finta um, finta dois, desequilibra-se, mas não cai, e ainda ultrapassa o terceiro para lançar o contra-ataque. O protagonista da jogada não se chama Alex Sandro, nem Fernando nem João Moutinho, chama-se Helton. Helton da Silva Arruda, o melhor guarda-redes que vi defender a baliza deste clube.
No banco, o treinador reprova tão arriscada decisão; afinal, não o conhece há assim tanto tempo. Mas nós, adeptos, mesmos os mais sensíveis, já devíamos estar habituados. Eu, pelo menos, há muito que deixei de me assustar quando a bola lhe chega aos pés. Ora pensem comigo: desde que ele cá chegou, quantas vezes já assistiram a um filme com contornos semelhantes àquele. Quantas vezes já disseram ou ouviram na bancada algo do género como, "qualquer dia, corre-lhe mal..."? Na verdade, esse dia nunca chegou e atrevo-me mesmo a dizer que nunca vai chegar. (Ó Helton, vê se não me lixas...)
Nos últimos 15 anos, vi jogar dezenas de guarda-redes e nunca vi nenhum como ele a tratar por tu a bola com o pé. Não me venham com histórias. A seguir ao Artur - aquela fífia no galinheiro foi por culpa do Jackson, que não tinha que lá estar a chateá-lo… -, Helton é, actualmente, o "keeper" com o melhor jogo de pés a actuar na Europa, quiçá no mundo. Com aqueles pés, põe a bola onde quer e por isso não espanta que até já tenha dado golos a marcar. A isso alia uma elasticidade incrível, uma velocidade a sair da baliza como poucos se podem dar ao luxo de ter na sua posição e que lhe permite ganhar 90% dos cruzamentos que são feitos para a área. Ele é tão rápido que na era do Co Adriaanse chegou até a jogar a libero.
Sim, Helton não é um prodígio a defender penaltis, mas não há guarda-redes perfeitos. Sim, Helton dá os seus frangos (à brilhante média de praticamente um por época) como os melhores como ele também os dão, mas poucos na Europa serão tão completos como ele.
Foi ele que matou, de vez, o fantasma que assombrou a nossa baliza durante anos e que nem Wozniak, Eriksson, Silvino, Rui Correia, Hilário, Ovchinnikov, Kralij ou Costinha foram, obviamente, capazes de afastar. Baía regressou, mas quando Helton cá chegou, ao fim de seis meses, a baliza foi dele, não só porque o Baía estava em final de carreira, mas também porque Helton é melhor. No relvado e fora dele. Helton é um senhor com “S” maiúsculo, um homem importantíssimo no balneário, que depressa apreendeu a mística deste clube e que revela, como poucos, um respeito enorme e gratidão pelos adeptos. É por isso que em qualquer jogo, quando ele chega à baliza, recebe de pronto os meus aplausos. Sempre.
Em oito anos e meio, conquistou seis campeonatos, quatro Taças de Portugal, três Supertaças e uma Liga Europa. Notável. E se ele, como um dia disse, regressar ao Brasil para terminar a brilhante carreira, não devia sair daqui sem cumprir o sonho que tantas vezes já disse acalentar: vencer a Liga dos Campeões com a mais bonita camisola do mundo. Se não for este ano que seja para o outro, na final no nosso salão de festas. Helton merece. Mais do que ninguém.
No banco, o treinador reprova tão arriscada decisão; afinal, não o conhece há assim tanto tempo. Mas nós, adeptos, mesmos os mais sensíveis, já devíamos estar habituados. Eu, pelo menos, há muito que deixei de me assustar quando a bola lhe chega aos pés. Ora pensem comigo: desde que ele cá chegou, quantas vezes já assistiram a um filme com contornos semelhantes àquele. Quantas vezes já disseram ou ouviram na bancada algo do género como, "qualquer dia, corre-lhe mal..."? Na verdade, esse dia nunca chegou e atrevo-me mesmo a dizer que nunca vai chegar. (Ó Helton, vê se não me lixas...)
Nos últimos 15 anos, vi jogar dezenas de guarda-redes e nunca vi nenhum como ele a tratar por tu a bola com o pé. Não me venham com histórias. A seguir ao Artur - aquela fífia no galinheiro foi por culpa do Jackson, que não tinha que lá estar a chateá-lo… -, Helton é, actualmente, o "keeper" com o melhor jogo de pés a actuar na Europa, quiçá no mundo. Com aqueles pés, põe a bola onde quer e por isso não espanta que até já tenha dado golos a marcar. A isso alia uma elasticidade incrível, uma velocidade a sair da baliza como poucos se podem dar ao luxo de ter na sua posição e que lhe permite ganhar 90% dos cruzamentos que são feitos para a área. Ele é tão rápido que na era do Co Adriaanse chegou até a jogar a libero.
Sim, Helton não é um prodígio a defender penaltis, mas não há guarda-redes perfeitos. Sim, Helton dá os seus frangos (à brilhante média de praticamente um por época) como os melhores como ele também os dão, mas poucos na Europa serão tão completos como ele.
Foi ele que matou, de vez, o fantasma que assombrou a nossa baliza durante anos e que nem Wozniak, Eriksson, Silvino, Rui Correia, Hilário, Ovchinnikov, Kralij ou Costinha foram, obviamente, capazes de afastar. Baía regressou, mas quando Helton cá chegou, ao fim de seis meses, a baliza foi dele, não só porque o Baía estava em final de carreira, mas também porque Helton é melhor. No relvado e fora dele. Helton é um senhor com “S” maiúsculo, um homem importantíssimo no balneário, que depressa apreendeu a mística deste clube e que revela, como poucos, um respeito enorme e gratidão pelos adeptos. É por isso que em qualquer jogo, quando ele chega à baliza, recebe de pronto os meus aplausos. Sempre.
Em oito anos e meio, conquistou seis campeonatos, quatro Taças de Portugal, três Supertaças e uma Liga Europa. Notável. E se ele, como um dia disse, regressar ao Brasil para terminar a brilhante carreira, não devia sair daqui sem cumprir o sonho que tantas vezes já disse acalentar: vencer a Liga dos Campeões com a mais bonita camisola do mundo. Se não for este ano que seja para o outro, na final no nosso salão de festas. Helton merece. Mais do que ninguém.
ANTEVISÃO ANDEBOL: BELENENSES Vs. FC PORTO... 




















ANTEVISÃO ANDEBOL: ISMAI Vs. FC PORTO... 

