22 abril, 2015

21 abril, 2015

VENHA DE LÁ O VIC.

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HÓQUEI EM PATINS
(1º benfica-70p; 2º FC Porto-64p; 3º valongo-49p)
  • benfica 5-1 FC PORTO
Os pupilos de Tó Neves fizeram uma 1ª parte notável, mas pecaram na finalização (1-1 com golaço de Hélder Nunes). Depois, no 2º tempo, com a dupla minhota condicionada pelos incidentes do público da casa junto ao banco dos dragões, foi mais fácil aos anfitriões gerir o jogo e acabarem por ganhar o jogo e o campeonato.

Para o FC Porto, segue-se agora a champions league (onde afastaram este mesmo adversário), uma excelente oportunidade para que alguns nomes fortes da nossa equipa tenham a despedida em glória que merecem. Eu acredito!

  • próximos jogos
O FC Porto volta a jogar no dia 2 e 3 de Maio na final-four da liga europeia em Bassano. Dia 2 na meia-final frente ao Vic, com transmissão na Porto Canal pelas 16h00 Portuguesas. A final, será dia 3 Maio, também pelas 16h00.



BASQUETEBOL
(1º FCP Dragon force-40p; 2º eléctrico-36p; 3º terceira-32p)
  • esgueira 41-93 FC PORTO Dragon Force
Os pupilos de Moncho demonstram a cada jogo o seu valor, e acima de tudo, que esta época já deveria ter sido jogada no escalão principal. É esmagadora a nossa superioridade. António Monteiro (29 pontos e 10 ressaltos) foi o MVP, Ferrán Ventura (15 pontos), Pedro Bastos (13 pontos) e Miguel Queiroz (12 pontos e 9 ressaltos) foram outros elementos entre os mais inspirados da equipa azul e branca que ao intervalo já vencia por 21-40!
  • próximos jogos
No próximo sábado, às 18h00, o Porto Canal transmite o jogo 2 dos quartos do play-off que será jogado no dragão caixa. Depois, se necessário, o 3º jogo será domingo pelas 15h30. Na meia-final, deveremos encontrar o Casino Ginásio da Figueira da Foz. Por fim, na final, onde esperamos chegar com naturalidade, deveremos vir a encontrar o Eléctrico.



Um abraço do Lucho e parabéns à secção de bilhar apurada para a fase final europeia.

LOPETEGUI: “CONCENTRADOS, AMBICIOSOS E COM ILUSÃO”

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A Fussball Arena München é, por estes dias, o palco de todos os sonhos azuis e brancos. Na sala de imprensa do recinto que vai receber o Bayern Munique-FC Porto de amanhã (19h45), Julen Lopetegui repetiu a ideia de que os Dragões têm pela frente “uma das melhores equipas da história do futebol”, mas nada que retire aos portistas a “ilusão de ser protagonistas”. No momento de lançar o grande desafio de amanhã, o treinador não esqueceu a energia transmitida pelos adeptos na emocionante despedida que antecedeu a viagem para Munique.

“É natural que tenhamos de fazer alterações, mas amanhã veremos que equipa vamos apresentar e como vamos abordar o jogo. Somos uma equipa ofensiva quando tem a bola e agressiva na forma como a queremos recuperar quando não a temos mas, no fundo, não somos uma equipa de grandes surpresas. Temos de estar concentrados, ser ambiciosos e ter a ilusão de sermos protagonistas, não esquecendo que, pela frente, teremos uma das melhores equipas da história do futebol. É essencial estarmos preparados para responder às dificuldades que o Bayern Munique nos vai criar, por isso temos de nos preocupar apenas connosco e com o nosso trabalho”, declarou Julen Lopetegui antes de orientar o treino de adaptação dos Dragões ao relvado do Fussball Arena München.

Desconhecendo o que pensa o compatriota e amigo Pep Guardiola, Julen Lopetegui não poupou nos elogios ao caminho trilhado pelo FC Porto na presente edição da Liga dos Campeões e prometeu “rapazes iguais a eles próprios”. “Não sei o que vai na cabeça de Guardiola, mas espero uma grandíssima equipa, jogue quem jogar. Temos de saber dar resposta a todas as situações do jogo, atacando quando pudermos e defendendo sempre que o nosso adversário o exigir, sempre com o intuito de recuperar a bola o mais rápido possível. Os jogadores fizeram um trabalhão extraordinário e ganharam por mérito próprio o direito de estar aqui, a competir com uma equipa fantástica”, prosseguiu o técnico portista, maravilhado com o momento protagonizado pelos adeptos na despedida da Invicta.

“Contamos com a energia, o apoio e o carinho dos nossos adeptos para seguir em frente. Que nos empurrem quando não conseguirmos correr mais e que nos transmitam toda a energia como fizeram à nossa partida para aqui. Aquilo que eles fizeram antes de deixarmos o Porto foi uma injecção de energia, mas não ficámos surpreendidos. De qualquer forma, foi um momento emocionante para todos nós e dá-nos ainda mais força para, mais uma vez, tentarmos ser protagonistas. Os rapazes foram eles próprios até aqui e vão continuar a sê-lo, apesar de termos pela frente aquele que eu considerei o maior candidato a vencer a Liga dos Campeões no início da competição. Não há uma chave para vencer, temos de fazer tudo bem frente a uma equipa desta dimensão. O jogo de amanhã é um desafio colossal”, concluiu Julen Lopetegui.

MARCANO: “QUEREMOS JOGAR BEM E QUALIFICAR-NOS”

Na antecâmara da partida decisiva da segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League, desta quarta-feira, frente ao Bayern Munique (19h45), Iván Marcano afirmou que não tem dúvidas de que a equipa vai “tentar jogar com muita ilusão e ganas”, de forma a tentar “fazer um jogo parecido com o da primeira mão”, em que os Dragões venceram o Bayern Munique por 3-1, no Estádio do Dragão. Em declarações na conferência de imprensa de antevisão do encontro, que decorreu no Fussball Arena München, o espanhol prometeu ainda “muita energia e muita força de vontade” caso seja escolhido por Julen Lopetegui para ajudar os Dragões a chegar ao seu objectivo.

O defesa-central, que não jogou na vitória do FC Porto no Estádio do Dragão (3-1), por estar a cumprir um jogo de suspensão, disse não ter ficado surpreendido pela despedida dos adeptos no aeroporto – “são adeptos fiéis e já demonstraram várias vezes o seu carinho” -, mas revelou que “foi incrível” e que ficou “emocionado”: “Foi uma despedida a que vamos tentar dar a melhor resposta no jogo de amanhã. Vamos tentar jogar com muita ilusão e ganas, para fazer um jogo parecido com o da primeira mão. Somos uma equipa jovem, mas acredito que todos vão estar ao mesmo nível no jogo; não interessa se uns têm mais ou menos experiência”.

Recusando falar de uma eventual final da competição, o espanhol lembrou o jogo da primeira mão, sublinhando a grande exibição dos companheiros: “O que vi foi um grande Porto. Os meus colegas fizeram um grande jogo e não interessa se o Bayern Munique nos subestimou ou não. A realidade é que ganhámos a uma das melhores equipas do Mundo. Se jogar, vou tentar fazer o meu melhor para ajudar os meus colegas com muita energia e muita força de vontade”.

A carga física a que os Dragões têm estado sujeitos – recorde-se que os portistas receberam o Bayern na quarta-feira, venceram a Académica no sábado e vão estar, novamente, em acção esta terça-feira – mereceu ainda um comentário do defesa: “Temos a sorte de ter um grande plantel e, no jogo com a Académica, houve algumas alterações e o facto é que os que jogaram estiveram a grande nível, com muita competência. Creio que fizemos dois bons jogos nos dois primeiros desta sequência de três e falta-nos agora este jogo em Munique”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton, Fabiano e Ricardo.
Defesas: Ricardo Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano e Reyes.
Médios: Casemiro, Quintero, Evandro, Herrera, Óliver e Ruben Neves.
Avançados: Quaresma, Brahimi, Hernani, Jackson Martínez, Aboubakar e Gonçalo Paciência.

20 abril, 2015

ENTRE O SONHO E O REALISMO.

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Independentemente do que possa vir a acontecer na próxima 3ª feira no Allianz Arena, há algo indesmentível entre o universo Portista, mesmo entre alguns "ressabiados orgulhosos", aquela exibição frente ao Bayern Munique entra seguramente na vitrina de grandes noites europeias do FC Porto da sua história. Mais, aconteça o que acontecer, é quase impossível que durante estes 6 dias que medeiam entre aquele belo jogo e a decisão de Munique, os Portistas não sonhem com o apuramento para as meias-finais, nem tenham a tentação de pensar que após o 3-1, estamos tão perto do sonho.

Mantenho a coerência de tudo o que disse antes e após o sorteio dos quartos-final da Champions League. Quem lê regularmente as minhas intervenções neste blog, viu que classifiquei o Bayern Munique como o pior adversário possível para se apanhar, sendo que racionalmente reduzi ao mínimo as hipóteses do FC Porto. Mas viu também um post dois dias antes do jogo, em que renovei as minhas esperanças de que o impensável, mais uma vez, acontecesse à semelhança do ocorrido tantas vezes na história do nosso clube. Mesmo com reduzidas probabilidades, acreditava que espantássemos a Europa e o mundo do futebol. E espantámos mesmo, com uma grande exibição, um grande resultado frente a uma grande equipa, uma equipa com 6 campeões do mundo e 10 jogadores que já venceram a CL. Uma equipa que leva 12 pontos de vantagem sobre o Wolfsburgo (que eliminou o scp) e 19 pontos sobre o Leverkusen (que esmagou o slb), equipa que há uma semana atrás também foi eliminada por este mesmo “Bayern Munique B” na taça da Alemanha.

Confesso-vos que tenho andado por estes dias com uma enorme dicotomia interna entre o sonho e o realismo. Por um lado, o 3-1 conjugado com aquela magistral exibição fazem-me acreditar cada vez mais que é possível, se antes da eliminatória a probabilidade de passarmos às meias-finais considerando a generalidade dos comentadores desportivos e casas de apostas variava entre 10 e 20%, agora esta percentagem aumenta muito. Por outro lado, o meu necessário realismo aliado ao meu habitual pessimismo (que nem 30 anos de glória conseguiram reduzir!), dizem-me que vai ser tremendamente difícil jogar frente a uma equipa com tantos campeões mundiais, europeus e alemães.

Na Alemanha vai ser necessário novamente um grande FC Porto, ao nível daquele que se viu no Dragão. Uma equipa concentrada, com enorme capacidade de luta e sem medo de ser feliz. As melhores versões que me lembro de ver do FC Porto tinham em comum uma característica: enorme capacidade de sacrifício. E isto vai ser mesmo necessário em Munique numa quantidade enorme, muita capacidade de luta, concentração defensiva e necessariamente colocar algum respeito a eles em termos ofensivos. Obviamente não podemos jogar remetidos apenas à nossa defesa, mas não podemos errar defensivamente nem ter desequilíbrios defensivos por termos gente a mais na frente, temos de obrigá-los a criar muito para poder entrar na nossa área. Em suma, escrever umas linhas sobre este jogo como estou aqui a fazer é facílimo, colocar em prática todas estes pressupostos necessários para vencer o tubarão Bayern Munique é que é infinitamente mais difícil. Julen Lopetegui e seus pupilos têm a palavra e a árdua tarefa de o conseguir.

FORÇA FC PORTO!!!!!!!!!

NOTA OFF-TOPIC: Ninguém me contou, nem li em nenhum lado, vi com os meus próprios olhos algo completamente inacreditável após o jogo da Académica. Dois porcos (desculpem mas não consigo dar-lhes outra adjetivação), um chamado viterbo, outro chamado nuno piloto tiveram a lata de dizer coisas que eu julguei nunca possíveis ouvir num campeonato em que se supõe o mínimo de igualdade e vergonha entre todos os intervenientes. O sr. piloto disse com todas as letras o seguinte: “limpámos hoje a má imagem deixada na luz, inclusivamente, tivemos até uma atitude muito mais séria hoje do que na semana passada…”. O sr. viterbo disse com todas as letras o seguinte: “hoje, à semelhança de todos os jogos, com a única exceção do jogo da luz, tivemos uma grande atitude, jogando no campo todo, sem nenhum medo de perder…”. Pergunto aos senhores porcos então: mas não foram sérios na luz? Mas porque é que em todos os jogos da era viterbo jogaram sem pânico de perder inclusivamente aqui no Dragão e apenas no jogo da luz entraram borrados de medo, tal e qual uma equipa de distrital? Neste campeonato por várias vezes que coloquei a mim próprio e aos meus próximos a seguinte questão: mas estamos na Etiópia ou no Uganda? Será isto mesmo possível?

PS: Existe uma ideia geral que o jogo de terça-feira influenciará decisivamente o jogo de domingo no galinheiro. Pela minha parte apenas digo o seguinte: a menos que haja uma hecatombe imprevista em termos de resultado mas que pode sempre acontecer quando se joga com meia equipa campeã do mundo (ou seja, uma sova monumental!) o jogo de terça-feira não pode, nem deve influenciar o que se passará no domingo. São jogos de competições diferentes, ambos decisivos, mas frente a adversários também com características diferentes. O papel de Lopetegui na passagem do "chip Champions" para o "chip Campeonato" será obviamente fundamental. Mas creio que nem a passagem na terça-feira significa vitória certa no domingo, nem a eliminação remete para o fatalismo certo no domingo. A ver vamos...

19 abril, 2015

GOLO DE ANDRÉ SILVA DÁ EMPATE AOS "BÊS".

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FC PORTO B-leixões, 1-1

Segunda Liga, 40.ª jornada
19 de Abril de 2015
Estádio Luís Filipe Menezes, em Olival, Vila Nova de Gaia


Árbitro: Manuel Moreira (Porto).
Assistentes: Bruno Rodrigues e Alexandre Freitas.

FC PORTO B: Kadú (g.r.); Víctor García, Igor Lichnovsky, Zé António, Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos e Leandro Silva (cap.); Frédéric, Roniel e André Silva.
Substituições: David Bruno por Víctor García (42m), Pavlovski por Tomás Podestawski (42m), João Graça por Leandro Silva (79m).
Não utilizados: André Caio (g.r.), Diego Carlos, Pité e Anderson.
Treinador: Luís Castro.

LEIXÕES: Ricardo Moura (g.r.), Gonçalo Graça, Pedro Pinto, Alabi, Zé Pedro; Novais, Tiago Lenho, Bruno Lamas, Mendes, Alemão e Enoh.
Substituições: Moedas por Tiago Lenho (61m), Yuanyi Li por Alemão (70m), Zé Pedro por João Novais (82m).
Não utilizados: Nuno Pereira (g.r.), Zé Pedro, Caio, Hugo Monteiro e Tiago de Leonço.
Treinador: Horácio Gonçalves.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Bruno Lamas (21m) e André Silva (57m).
Disciplina: cartão amarelo a Igor Lichnovsky (40m) e Leandro Silva (69m).

O FC Porto B somou este domingo o segundo empate (1-1) consecutivo na Segunda Liga, frente ao Leixões, em jogo a contar para a 40.ª jornada, disputado esta tarde no Estádio Luís Filipe Menezes. Os matosinhenses adiantaram-se no marcador na primeira parte, tendo os portistas chegado à igualdade já na segunda, por intermédio de André Silva, que fez o seu sexto golo na competição.

Com o ex-campeão europeu pelo FC Porto Deco na bancada, foi o Leixões a entrar por cima no jogo. Agressiva sobre a bola, pressionante e a ocupar bem os espaços, a equipa matosinhense começou cedo a criar perigo junto da baliza de Kadú, explorando algumas dificuldades dos azuis e brancos na primeira fase de construção de jogo. E depois de duas boas oportunidades para se colocar em vantagem, a estratégia começou a colher frutos ao fim de pouco mais de 20 minutos, num grande remate de Bruno Lamas, que inaugurou o marcador.

Nessa altura, os Dragões já davam sinais de querer tomar conta do jogo, mas o golo do Leixões despertou-os de vez. Na resposta, logo na jogada seguinte, Zé António, de cabeça, enviou a primeira de três bolas que os azuis e brancos viram devolvidas pelos ferros da baliza de Ricardo Moura durante o jogo. Cinco minutos depois, foi André Silva a acertar no poste, com um remate forte e colocado que levava selo de golo.

O Leixões, porém, continuava a dominar, pelo que Luís Castro entendeu mexer na equipa na tentativa de mudar o rumo dos acontecimentos: David Bruno e Pavlovski entraram para os lugares de García e Tomás Podstawski ainda antes do intervalo. As alterações surtiram efeito na segunda parte, em que os papéis se inverteram, com o FC Porto B a tomar conta do jogo. E foi já depois de lhes ter sido negado um penálti que devia ter castigado uma mão na bola de um jogador leixonense na grande área que os azuis chegaram ao empate: na recarga a um remate de Leandro Silva, mais uma vez devolvido pelo poste, André Silva, sem marcação, só teve que empurrar para dentro da baliza e apontar o sexto golo na prova.

Faltava mais de meia hora para o fim e durante essa fase foram os portistas que ameaçaram, de forma mais evidente, o segundo golo, que não chegou a aparecer: primeiro por Roniel (60m), que não conseguiu bater Ricardo Moura, depois Leandro Silva (75m), com mais um remate de fora da área, e, já perto do fim, Pavlovski também não esteve longe do 2-1.

No final do encontro, Luís Castro admitiu que o Leixões foi melhor nos primeiros 45 minutos, mas que o FC Porto B dominou após o intervalo: “Na segunda parte tivemos um bom volume de jogo ofensivo, fomos melhores do que o adversário e podíamos até ter chegado à vitória”, sublinhou o treinador da equipa azul e branca, que assim mantém o nono lugar da tabela, com 60 pontos.

Na próxima jornada da Segunda Liga, marcada para domingo, às 11h15, os Dragões deslocam-se ao terreno do Atlético. Antes, porém, na quarta-feira (19h00), há jogo com o Fulham, em Inglaterra, a contar para as meias-finais da Premier League International Cup.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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18 abril, 2015

SERVIÇOS MÍNIMOS CUMPRIDOS.

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FC PORTO-académica, 1-0

Primeira Liga, 29ª jornada
Sábado, 18 Abril 2015 - 18:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 36.117


Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa).
Assistentes: André Campos e Nuno Vicente.
4º Árbitro: João Malheiro Pinto.

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Reyes, Alex Sandro, José Ángel, Campaña, Rúben Neves, Evandro, Quintero, Aboubakar, Hernâni.
Suplentes: Helton, Marcano (59' Quintero), Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez (82' Aboubakar), Adrián López, Óliver Torres (65' Campaña).
Treinador: Julen Lopetegui.

ACADÉMICA: Cristiano, Ricardo Esgaio, Iago, João Real, Oualembo, Fernando Alexandre, Lucas Mineiro, Nuno Piloto, Rui Pedro, Rafael Lopes, Ivanildo.
Suplentes: Lee, Ricardo Nascimento, Magique (67' Lucas Mineiro), Cissé, Diallo (71' Rui Pedro), Ofori, Hugo Seco (82' Ivanildo).
Treinador: José Viterbo.

Ao intervalo: 1-2.
Marcadores: Hernâni (11').
Disciplina: cartão amarelo a Oualembo (19'), Iago (40'), Ricardo Esgaio (57'), Reyes (56'), Ricardo (62').

Nesta tarde de Sábado, o FC Porto cumpriu a 29ª Jornada da Liga Colo-Colo. Depois de uma grande jornada europeia, menos de 72h antes, frente ao Bayern que abre perspectivas de qualificação para as meias-finais da Champions League, ao FC Porto foi negada, pela FPF e pela LPFP, a possibilidade de adiar o jogo com a Académica para poder recuperar de um jogo muito intenso e desgastante da última 4ª feira e para poder preparar, com tempo, o jogo da próxima 3ª feira com os Bávaros. Assim, o jogo com a Académica teve que se realizar no intervalo muito curto de uma eliminatória crucial para os Dragões.

O FC Porto, único representante português na alta roda do futebol europeu, é tratado desta forma pelos máximos organismos do futebol nacional. Pois a inveja e a mesquinhez revelam-se e o receio que o Benfiquinha não faça o “bi” após 30 anos é medonho. Ainda ontem, num programa desportivo, Costinha dizia que ao FC Porto não era reconhecido em Portugal o seu real valor. Apenas no estrangeiro o FC Porto tem o reconhecimento merecido como um grande clube europeu.

Não é por acaso que estas coisas acontecem. Basta comparar os comentários feitos pela tv portuguesa com os comentários da tv ESPN Brasil que transmitiram o jogo FC Porto-Bayern da 4ª feira passada. Tudo claro como a água.

Posto isto, vou dedicar-me à crónica do jogo com a Académica. O FC Porto apresentou-se sem 9 habituais titulares pelos motivos acima referidos. Mantiveram-se Fabiano na baliza e Alex Sandro que não jogará em Munique. Hernâni foi a figura do encontro e, aos poucos, começa a mostrar a qualidade e a justificar a contratação. Decidiu o jogo e esteve nas principais jogadas de perigo. Missão cumprida com serviços mínimos numa gestão de recursos bastante arriscada mas que mostra bem a coragem e a determinação de um técnico de que muitos duvidaram no início da época.

Apesar desta revolução no onze, o FC Porto merecia outro resultado. Apresentou alguns momentos de futebol, sem ter sido deslumbrante, mas que se revelou suficiente para vencer por 2 ou 3 golos de diferença.

Aos 12 minutos, uma boa abertura de Aboubakar para Hernâni lançou o ex-vimaranense para a baliza contrária. Cristiano, guarda-redes vitoriano, defende o primeiro remate de Hernâni e na recarga o ex-vitoriano abre o marcador.

O FC Porto marcava cedo e parecia dar alguma tranquilidade à equipa e à plateia. Mas o segundo golo teria sido determinante se a falta de sorte não se tivesse revelado. Num lance de insistência de Evandro, o médio brasileiro apareceu na área e rematou com estrondo ao poste. A seguir, Alex Sandro voltou a fazer uma das suas, num dia em que esteve menos bem. A Académica não soube aproveitar uma autêntica oferta de Alex Sandro que quase borrou a pintura. O avançado academista Rafael Lopes rematou por cima da baliza de Fabiano.

O FC Porto, no entanto, continuava no comando das operações e teve ensejo para bater o guarda-redes contrário mas este esteve em bom plano. A 2ª parte houve necessidade de Julen Lopetegui proceder a alguns ajustes na equipa para tranquilizar os jogadores e garantir os três pontos. A Académica subia no terreno e o FC Porto começou a sentir dificuldades. Lopetegui mexeu nos três sectores do onze. Lançou Marcano para a defesa e Óliver para o meio-campo mas as dificuldades continuavam a notar-se. Mais tarde mexeu no ataque.

A Académica, com uma motivação que nunca se chegou a ver no último jogo que realizou, quase que empatou o jogo numa defesa completamente por instinto de Fabiano que poderia ter causado danos. Mas a 10 minutos do fim, Jackson entrou para o lugar de Aboubakar e o FC Porto pareceu ter tranquilizado. A equipa começou a circular melhor a bola e, em cima do apito final, o colombiano recém-entrado no jogo teve um falhanço incrível em cima da linha de baliza.

O FC Porto parte este Domingo para Munique pelas 14h onde na próxima 3ª feira tentará, contra uma equipa poderosíssima e um campo inclinado, carimbar o passaporte para as meias-finais da liga dos campeões. Está previsto uma grande enchente de adeptos azuis e brancos na hora de partida para a Baviera, numa demonstração maciça de apoio à equipa. Estamos todos esperançados numa jornada épica e, na próxima 3ª feira, desejo estar a escrever a crónica do jogo com um grande sentimento de felicidade.



DECLARAÇÕES

​​Lopetegui: “A equipa fez um grande trabalho”

Menos de 72 horas depois do primeiro de dois exigentes duelos com o Bayern Munique, para a UEFA Champions League, o FC Porto entrou em campo para defrontar a Académica, em jogo relativo à 29.ª jornada da Liga NOS​. Um teste difícil, reconheceu Julen Lopetegui, mas que foi superado com nota alta pelos jogadores, que fizeram “​um grande trabalho”.

“Foi um jogo muito complicado para nós, que tivemos pouco tempo para preparar, e pelo adversário, que melhorou muito nesta segunda volta. Só foi pena não termos feito o segundo golo que daria alguma tranquilidade, porque tivemos várias ocasiões para chegar ao segundo e ao terceiro. De qualquer forma, estou tremendamente orgulhoso pelo grande trabalho que a equipa fez, pelo esforço e pela atitude que demonstrou; justificou plenamente a vitória”, afirmou o treinador espanhol em declarações no final do encontro deste sábado.

O FC Porto apresentou-se neste jogo com um onze renovado, motivado pelo desgaste “físico e psicológico” a que os jogadores foram sujeitos na partida de quarta-feira, para a Champions, explicou Lopetegui. “Vínhamos de um jogo tremendamente exigente física e mentalmente e entendemos que esta era a equipa mais apropriada. Tínhamos que fazer mudanças, porque precisávamos de uma equipa fresca para ganhar este jogo”.

Uma aposta de risco, com uma equipa praticamente nova, com poucas rotinas de jogo? “Não, tenho imensa confiança em todos eles. Há momentos da época em que é necessário gerir. E estou satisfeito com a resposta de todos. Parabéns aos jogadores, porque não é fácil para alguns deles que não jogam tanto, terem que entrar num jogo que tinha uma importância vital e este surgia numa altura exigente e complicada. Eles sabem que têm de estar preparados e estão”.

Sobre as substituições que fez na partida, o técnico espanhol garantiu que “não estavam pré-definidas”. “Quisemos, a dado momento, dar mais tranquilidade à equipa na gestão da bola com as entradas do Marcano e do Óliver e com o Jackson procurámos ter mais posse de bola no meio-campo do adversário".



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

TUDO POR TODOS.

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As últimas semanas, com bons jogos e algumas vitórias na raça, tinham sido travadas por dois jogos na Madeira que nos fizeram esmorecer um pouco as expectativas.

Vila do Conde foi o primeiro “match point”, um jogo que nada apetecível e recheado de perigos. A este desafio respondeu a equipa com qualidade, deixando apenas uns minutos de incertezas antes de rematar a faena com classe.

Estádio do Dragão, 15 de Abril de 2015.

Não sei o que se seguirá a este dia. Já hoje com a Académica poderemos ter um jogo mais complicado do que parece em teoria, Munique será tudo menos um passeio e ir discutir o título a Lisboa nestas circunstâncias será um desafio só ao alcance de um Super FC Porto.

Podemos fazer história ganhando troféus, podemos fazer história ficando em branco. Tudo é possível neste momento e todos sabemos disso. Acordamos e pensamos nisso, algures pelo meio das tarefas do dia-a-dia todos imaginamos o “E se?”, à noite não adormecemos sem pensar no que ai vem. Para o bem e para o mal, sonhamos com a glória e ficamos apreensivos com a possibilidade de não a sentir. Porque a merecemos, mais do que ninguém.

No entanto, e por mais estranho que isso possa parecer num Clube que vive de vitórias, o mais importante por estes dias é sentir e saber que, mesmo com todos os feitos e defeitos, o FC Porto está VIVO.

Sobreviveu a uma época terrível. Sobreviveu à necessidade de mudar (quase) tudo. Sobreviveu ao funeral que muitos lhe quiseram fazer diversas vezes ao longo desta época. Pela enésima vez continua a meter MEDO aos rivais invejosos.

Estamos na luta. Não em todas as frentes, mas nas que mais interessam. Depois de um ano horrível sonhamos com um mais um título Europeu. Não da Intertoto ou da taça amizade Portugal-Luxemburgo, mas da Liga dos Campeões, o desafio máximo que qualquer clube pode aspirar. Cá na “terrinha”, mesmo roubados e enxovalhados pela esmagadora maioria dos poderes deste país deprimente, estamos a uma vitória de igualar uma equipa que tem tido tudo a seu favor, num andor sem igual.

Quantos clubes se regeneram assim?

Nesta última quarta-feira o FC Porto escreveu uma página que pode ficar para a história como uma das mais brilhantes da sua já longa epopeia. Faltam 90 minutos para o ser efectivamente. E depois ainda se pode tornar maior, com outros 180. E talvez outros 90. Porque não?

Daqui a uma semana podemos escrever outra, numa casa que tão bem conhece as nossas vitórias. Seria mais uma, nada inédita porque já se repetiu várias vezes, mas a acontecer será igualmente saborosa. E se demos 3-1 ao Bayern, porque não havemos de fazer o mesmo contra quem nem metade joga? Os mesmos que a quem já demos cinco. Ou três... Ou dois... Ou os que foram precisos. Sem medo, aconteça o que acontecer nós só temos a ganhar neste momento. Porque o campeonato já é deles há muitos meses.

O momento chegou. É agora. É hoje. É todos os dias até estar terminado. Sonhar com a glória, lutar por ela, cada um no seu posto, sem olhar para trás.

Porque as Antas afinal estão vivas. O “filho” Dragão também tem gente com raça, que sabe intimidar e empurrar os seus para as vitórias. Gerações de Portistas, aqui no planeta Terra ou seja onde for, estão orgulhosos neste momento e a sonhar com mais. Porque temos razões para isso.

A luta continua e o FC Porto está ai, capaz de tudo, uma vez mais. O possível e o impossível. A história continua a ser escrita e o “livro de honra” está longe de estar terminado. Venham dai mais “vitórias sem igual”.

Bom fim-de-semana e vamos a eles!

ELOGIOS "NÃO AJUDAM A MARCAR GOLOS", FRISA LOPETEGUI.

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A Académica, próximo adversário dos Dragões (29.ª jornada da Liga NOS, sábado, 18h00) é uma equipa “tremendamente organizada”, que apenas perdeu um dos últimos dez jogos na prova, e por isso o FC Porto terá de estar “de corpo e alma” em campo para a vencer, afirmou esta sexta-feira Julen Lopetegui, na conferência de imprensa de antevisão do encontro. O técnico não quis falar da vitória de quarta-feira frente ao Bayern Munique e frisou que os elogios que foram feitos aos Dragões “não ajudam a marcar golos”.

“A Académica é uma equipa tremendamente organizada, com bons jogadores, e que recuperou dois atletas muito importantes para amanhã. São muitos fortes defensivamente e nas transições e vão exigir-nos um grande jogo. Teremos de dar resposta e contamos muito com o apoio e energia dos nossos adeptos. São três pontos tão importantes ou mais do que quaisquer outros. Tudo o resto não interessa absolutamente nada”, declarou Lopetegui. Nessa categoria incluem-se as duas partidas seguintes dos Dragões: a deslocação a Munique para a segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões e o desafio da 30.ª jornada da Liga portuguesa frente ao Benfica, no fim-de-semana seguinte. “Poupanças” foi por isso um termo rejeitado.

“Vamos tentar fazer o melhor onze para dar uma resposta, dado o estado do plantel. Só pensamos no que temos de fazer amanhã e escolheremos o onze mais conveniente”, explicou o basco, que admitiu que, esta sexta-feira, “muitos jogadores” ainda não estavam recuperados do esforço físico da Liga dos Campeões. “Amanhã vamos ver o estado geral de todos para decidir”, revelou Lopetegui.

As regras da UEFA ditam um intervalo mínimo de 72 horas entre dois jogos, que neste caso não será cumprido. O treinador do FC Porto reconheceu que essa análise é correcta, mas agora só resta fazer um “grande trabalho ofensivo e defensivo“ para vencer: “Estávamos de acordo em mudar, havia datas, mas não decido isso e alguém decidiu que não era possível. Havia essa hipótese, mas isso agora não interessa”.

As referências à exibição frente ao Bayern de Munique foram uma constante nas perguntas dos jornalistas, mas Lopetegui sacudiu sempre o assunto para canto: “O que se disse do jogo anterior não vai ajudar a marcar golos, mas apenas o que fizermos a partir do início deste jogo. Teremos de estar focados. A minha prioridade é fazer frente ao próximo jogo e a Liga é a competição mais importante e aquela em que amanhã queremos continuar a competir e em que precisamos dos três pontos”.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: -;
Defesas: -;
Médios: -;
Avançados: -.

17 abril, 2015

VERGONHOSO!

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Venho por este meio fazer uma publicação que merece ser divulgada para ver que a vergonha ultrapassou todos os limites.

Ontem, estava a consultar a minha caixa de entrada de mensagens da minha página do facebook, quando me deparo com uma mensagem na pasta "Outras". Fiz um printscreen tal como todos vós podem ver nas imagens deste post.

Na passada 3ª feira, assisti, excepcionalmente, ao programa GRANDE ÁREA da RTP. Por curiosidade queria ver que destaque davam ao FC Porto. Pretendi ver que comentários teciam em relação ao único representante português na champions league no que concerne ao jogo com o Bayern e também interessou-me ver nesse programa o ex-jogador Domingos Paciência. Decidi assistir calmamente à sessão.

Depois de muitos comentários de parte do painel e de teorias trauliteiras, dignas de competir com programas do Fernando Rocha, com todo o respeito para com o comediante de Rio Tinto, depois de ouvir mais comentários sobre o Bayern do que o FC Porto (estaríamos a ver a DSF?), decidi fazer um comentário na página do facebook do programa no momento em que tinha sido dito pelo sujeitinho de Paredes que o FC Porto teria 5%de hipóteses de bater o Bayern e que de 5% passaram para 20% as possibilidades por causa das baixas do clube alemão. Isto no meio de outras saídas fantásticas desta personagem, misturadas com opiniões engraçadas do treinador reformado das Arábias.

A contrapor estes momentos de comédia, ouvi com atenção as opiniões de Bruno Prata, sempre muito correcto e bastante isento nas suas análises, bem como as de Domingos Paciência. E foi após a reacção do sujeitinho de Paredes a um comentário do ex-jogador do FC Porto que decidi fazer o comentário na página do facebook de GRANDE ÁREA.

Domingos Paciência defendeu a tese que, hoje em dia, não há vencedores antecipados e que o FC Porto tinha as suas possibilidades de vencer o Bayern. E se assim não fosse, quem é que diria que o FC Porto ganharia na Alemanha por 5-0 ao campeão germânico?

O tal sujeitinho, interrompeu Domingos em forma de protesto, quase como se estivesse indignado com tal declaração. Acrescentou que os tempos são outros e nem há comparação possível.

Foi nessa altura que coloquei um comentário na página do facebook do programa GRANDE ÁREA, apelidando o sujeitinho de parolo de Paredes e que fosse tomar um xanax para a azia. Sei que o meu comentário foi apagado da página desse programa e hoje recebi uma obra-prima na caixa de mensagens do facebook, tal como podem ver numa das imagens.

Um chorrilho de insultos proferidos por um sujeitinho com responsabilidades neste país e que após me ter insultado de tudo, bloqueou-me o acesso à sua página. Como se eu quisesse responder-lhe.

Fica aqui a postura de um jornalista de top!!!

Não satisfeito com a sua atitude, o sujeitinho insultou mais gente com linguagem baixa e rasca indigna de um profissional de uma TV pública paga com os nossos impostos. Podem ver nas imagens que acompanham este post o teor das mensagens e a linguagem utilizada por tal personagem.

ISTO É VERGONHOSO!

CARTA A JACKSON MARTINEZ.

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Caro Jackson,

Não me conheces, mas eu conheço-te bem. Acompanho o teu trabalho desde que vieste para o FCPorto e, a partir desse momento, tentei descobrir o máximo sobre ti e sobre o teu percurso.

Sou admirador das tuas qualidades. A começar pelas físicas – não só possuis extraordinárias capacidades físicas, como as sabes utilizar de forma igualmente extraordinária, com pouco, muito pouco paralelo. Tecnicamente, és bastante evoluído para um ponta-de-lança: finalizas com facilidade e classe, partes para cima dos defesas com grande facilidade e colocas ao serviço da técnica a tua velocidade e força física. Tacticamente, desempenhas superiormente aquele papel de pressionar os defesas, arrastar marcações, aparecer em zonas de recepção, carregar o jogo para a frente, aparecer e pedir jogo, não ter medo de ser protagonista (como diz, amiúde, o nosso mister).

Por tudo isto, admiro-te muito, Jackson. Admiro-te como jogador.

Admiro-te e muito te agradeço todos os golos, as jogadas, as vitórias e as alegrias que me dás.

Mas, hoje, não podia deixar de te dizer, desta forma singela, que te admiro muitíssimo pelo profissional extraordinário que és e que te devo um enorme obrigado.

Não nasceste no Porto. No FCPorto.

Mas, Jackson, no passado dia 15 de Abril de 2015, naquele jogo no Dragão, perante aquele Bayern de Munique, tu foste o Porto. O FCPorto.

O Porto, o FCPorto, foi sempre assim.

Sempre fomos olhados de lado, sempre fomos os parolos, os que falam mal e têm pronúncia, os que não têm hipótese, os que vão perder, os que já perderam e só ganham com árbitros.

Mas sempre fomos os que, não obstante essas vozes, acreditam no valor do trabalho, do esforço, da ambição e da competência.

Os que privilegiam o sacrifício em detrimento do auto-elogio. Os que acreditam que podem fazer história em contraponto daqueles que vivem da história de outros tempos. Os que não calam a revolta contra aqueles que se alimentam da ofensa e da injúria.

No tempo em que os generais não tinham medo e as palavras cortavam como facas, em que outro local se poderiam reunir, corajosa e impressionantemente, 200.000 pessoas contra a censura e o pensamento único?

E tudo isto se encontrava em causa naquele jogo. Já tínhamos perdido. Os jornais só nos permitiam dizer uma palavra: “adeus”. Os jornalistas só nos davam 5% de hipóteses. Os nossos detractores anunciavam e ansiavam por uma humilhação.

Mas tu não.

Tu concentraste-te na recuperação de uma lesão muscular. Trabalhaste para estar em condições de jogar. E, atingido esse primeiro objectivo, trataste de entrar em campo e de materializar, de personificar a alma, a raça do Dragão.

Pressionaste até as forças te faltarem. Correste até à última gota de suor. Deste tudo e tudo foi para nós uma enorme alegria.

Assumiste o jogo. Nunca te escondeste. Foste o primeiro a guiar a equipa e a indicar o caminho.

E isto diz muito de ti, desde logo como profissional. É sabido que estás de saída. Mas, ainda assim, debelaste uma lesão, correste o risco físico de voltar (certamente não a 100%) e dar 300%, deste tudo e saíste esgotado.

Terias sempre a segunda mão para brilhar. Mas não. Quiseste dar-nos uma alegria. Mais uma alegria.

E é por isso que te devo um enorme obrigado.

Pedro Ferreira de Sousa

PS - Já muita coisa foi dita e escrita. A equipa esteve soberba. Mas falta ainda falar e escrever sobre Lopetegui. Aquele que não sabia treinar. Aquele que não percebia nada disto. Os guarda-redes não dão bons treinadores, lembram-se? Pois bem. A resposta está dada.

DANKE SCHON, FC PORTO!

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Os portistas viveram uma noite histórica na passada quarta-feira. Ganhámos 3-1 a um colosso do futebol mundial e actualmente, para mim, a melhor equipa do mundo. O melhor clube do mundo ganhou à melhor equipa. É para isto que vivemos, para presenciar e vibrar com jogos como este. Absolutamente fantástico e estamos todos de parabéns.

Desde o dia do sorteio que mal podiamos esperar pelo dia do jogo. Com o estádio lotado já há alguns dias, desde cedo se começou a ver movimento nas redondezas do Dragão. Para alguns ultras do FC Porto, o “jogo” começou na noite anterior, quando nos deslocámos ao Dragão para preparar a coreografia. Já a madrugada ia alta quando saímos do estádio e poucas horas depois lá estávamos novamente para que tudo ficasse pronto a horas.

A partir das 16h30 já parecia um Sábado ou um Domingo à tarde. Muita gente equipada nas ruas, muitos portistas mas também alemães que vieram em grande número. Esgotada a cerveja nos cafés em redor do estádio, a marcha azul e branca encaminha-se para as bancadas.

Duas grandes coreografias ajudaram a um ambiente extraordinário que ali se viveu. Mais de 50 mil espectadores marcaram presença, numa das melhores assistências de sempre em nossa casa. A maior de sempre continuam a ser os quase 51 mil com o Corunha em 2004.

Apoio estrondoso de todo o estádio, arrepiante em muitos momentos, principalmente depois dos golos e no final do jogo. Se acreditava antes do jogo, agora com 3-1 é óbvio que acredito mais, embora continue a ser muito difícil. Basta estar atento ao que o Bayern Munique faz em casa.

Os onze no campo e as centenas na bancada lutarão em conjunto pelas meias-finais. Sigo-te até à morte, tu és a minha paixão!

No campeonato continuamos na luta, Sábado vamos receber a Académica entre estes jogos com o Bayern, isto depois de termos passado em Vila do Conde no último fim-de-semana. Dia convidativo, horário convidativo, não foram os 15 euros que nos demoveram de marcar presença e os ultras do FC Porto, assim como restantes sócios e adeptos, lá estiveram no estádio dos Arcos a empurrar a equipa para a vitória.

Uma invasão que pintou por completo a bancada de azul e branco. Um apoio que mais uma vez os jogadores agradeceram.

Venha Sábado e depois Terça-feira, juntos nós vamos, a todo o lado!

Um abraço ultra.

16 abril, 2015

NOITE DE SONHO.

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FC PORTO-bayern munique, 3-1

UEFA Champions League, 1/4 final, 1ª mão
Quarta-feira, 15 Abril 2015 - 19:45
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 50.092


Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Assistentes: Roberto Alonso e Juan Yuste; Carlos Del Cerro e Jesús Gil Manzano
4º Árbitro: Raúl Cabanero

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Helton, Quintero, Reyes, Evandro (84' Quaresma), Hernâni (79' Brahimi), Rúben Neves (75' Óliver Torres), Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

BAYERN MUNIQUE: Neuer, Rafinha, Boateng, Dante, Bernat, Xabi Alonso, Lahm, Thiago Alcântara, Müller, Lewandowski, Götze.
Suplentes: Pepe Reina, Pizarro, Gaudino, Rode (56' Götze), Badstuber (74' Xabi Alonso), Weiser, Lucic.
Treinador: Pepe Guardiola.

Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Quaresma (3' pen), Quaresma (10'), Thiago Alcântara (28'), Jackson Martínez (65').
Disciplina: cartão amarelo a Neuer (2'), Bernat (16'), Casemiro (31'), Alex Sandro (37'), Lahm (38'), Rode (71'), Danilo (83').

Magia! Numa palavra como descrevo a noite de champions no Dragão. Quase perfeita. Só faltou evitar o golo para as meias-finais estarem de portas escancaradas para os portistas. Permite a todo e qualquer portista sonhar. E se fomos para o jogo desta noite com o sonho e com a ilusão, eles continuam vivos e bem vivos. Temos, pois, esperanças de estar entre as 4 melhores equipas da Europa e vamos fazer por isso.

O que o FC Porto fez esta noite não é para qualquer equipa. É um feito alcançado perante uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor, a par de Barcelona e Real Madrid. O FC Porto deu um valente susto e um safanão que o Bayern e a sua arrogância germânica jamais esquecerão. Mas isso eles nunca vão perder. Já depois do jogo, Thomas Müller fez questão de mostrar a arrogância de que são feitos. Está-lhes no sangue.

Com muita classe, com categoria só ao alcance das grandes equipas, o FC Porto teve uma exibição quase perfeita, mas pedir mais seria injusto. O céu está à porta mas teremos 90 minutos muito difíceis que serão cumpridos na próxima 3ª feira.

O FC Porto gosta de ter bola, o Bayern também. Mas o FC Porto, vendo que não tinha os mesmos recursos para entrar por aí, teve que ceder a bola mas não permitiu que o Bayern jogasse a seu belo prazer. E é assim que terá de ser na 2ª mão onde não teremos os nossos dois melhores laterais amarelados. Ao contrário, o Bayern vai poder contar, injustamente, com Neuer e com Benat.

O jogo começou muito bem para os Dragões que, aos dois minutos, exercendo uma pressão altíssima sobre os Bávaros chegou ao golo. Jackson Martínez pressionou Xabi Alonso, caminhou para a área e foi derrubado pelo guarda-redes germânico. Penalty e expulsão de Neuer mas o árbitro ficou-se pelo amarelo ao gigante alemão. Dou, no entanto, de barato que Jackson terá feito falta sobre Xabi Alonso antes de ser derrubado.

Quaresma, marcador oficial de grandes penalidades, com toda a calma do mundo bateu Neuer e colocou o Estádio ao rubro. Empurrados pelo público, o FC Porto continuou a pressionar o Bayern e, ainda se festejava o primeiro, chega o segundo golo e, novamente, por Harry Potter. Estavam decorridos dez minutos!!! Dez!!! O Bayern já perdia por 2-0. Numa perdida de bola de Dante, interceptada por Quaresma, este embala sozinho para a área e bate, sem apelo nem agravo, o guarda-redes Neuer.

Choque no Dragão. Europa e o Mundo boquiabertos. Nada a dizer perante o que se passava no relvado. O Bayern reagiu e conseguiu subir no terreno mas o melhor que fez foi reduzir aos 27 minutos por Thiago Alcântara no único lance em que os Bávaros tiveram algum espaço.

Foi este momento que não tornou a noite perfeita. Antes do intervalo há ainda dois lances de registo e ambos para o FC Porto. Alex Sandro num cruzamento envia a bola à trave, embora com a cooperação de Neuer e, num pontapé de canto, Casemiro de cabeça rematou por cima da barra.

Na etapa complementar, havia alguma expectativa sobre como o FC Porto se iria apresentar. Se em contenção ou se na procura de mais golos. Claramente a segunda via. O FC Porto entrou de peito feito. A pressão sobre o Bayern mantinha-se, a agressividade estava presente e o Bayern talvez algo surpreendido não mostrou capacidade para criar perigo e para ser o que costuma mostrar.

Sentia-se que o FC Porto poderia ampliar o resultado e tornar a ida à Baviera mais tranquila e mais confortável. Herrera teve uma oportunidade soberana para marcar numa jogada brilhante pela direita entre Quaresma e Danilo que, ao primeiro poste cruzou onde Herrera rematou para a defesa da noite de Neuer. O estádio estava incansável com a equipa e isso ajudou o FC Porto a chegar ao terceiro golo.

Aos 65 minutos, num lançamento longo de Alex Sandro para Jackson Martínez, Boateng falha o corte de cabeça, o colombiano dominou a bola na perfeição, encarou Neuer, passou por ele e de ângulo apertado atirou para a baliza deserta. Fantástico! Sublime! Mágico!

A partir daí, o FC Porto procurou segurar a vantagem, uma boa vantagem, embora deixe em alerta a equipa mas que permite encarar a 2ª mão com algum optimismo. Julen Lopetegui começou a operar substituições. Retirou Óliver, esgotado, colocando Rúben Neves, fez entrar Hernâni para o lugar de Brahimi e depois Quaresma saiu para entrada de Evandro. A consistência defensiva era a prioridade nesta fase do jogo, embora o contra-ataque não seria de descurar, aproveitando a velocidade de Hernâni.

O jogo terminou. Nesta noite quase perfeita, dois pontos menos positivos há a registar. O golo sofrido que deixa tudo em aberto e as admoestações a Danilo e a Alex Sandro que vai obrigar Julen Lopetegui a encarar a 2ª mão com duas adaptações ou uma e meia. Na ala direita deverá jogar Ricardo e na ala esquerda, com algumas rotinas de jogo na selecção holandesa, deverá jogar Martins Indi.

O FC Porto não pára. Desde já, vai preparar o jogo difícil e exigente de Sábado com a Académica no Estádio do Dragão onde os 3 pontos serão essenciais para continuar a luta pelo ceptro nacional. Será natural que Lopetegui opere algumas mexidas na equipa, sem perder a identidade e a base que caracteriza o onze e, quiçá, ensaiar, de alguma forma, o jogo da 2ª mão com o Bayern aprazado para a próxima 3ª feira, dia 21 no Allianz Arena.



DECLARAÇÕES

Lopetegui: “Esta vitória não garante nada”

Para Julen Lopetegui, o FC Porto obteve o prémio merecido no duelo da primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões (3-1) ante o Bayern Munique, “uma das melhores equipas da história do futebol”, mas lembra que a vitória “não garante absolutamente nada”, porque “ainda há um longo caminho para percorrer”.

"Foi um jogo jogado nos limites contra uma das melhores equipas da História. Tivemos o prémio justo de vencer o jogo, pela boa exibição, mas isto é só a primeira parte e ainda falta o mais difícil, em Munique. Não está nada resolvido", frisou o treinador espanhol, em declarações no final do encontro no Estádio do Dragão.

Lopetegui admitiu que a forma como a equipa entrou foi “muito importante” e que a estratégia para o jogo foi cumprida, apesar de ter ficado mais satisfeito com os segundos 45 minutos do que com os primeiros: “Na primeira, entrámos muito bem, marcámos dois golos. Mas depois o Bayern teve mais bola, marcou um golo e tivemos de saber defender e saber sofrer frente a uma grandíssima equipa. Na segunda parte estivemos mais tranquilos, tivemos mais bola e fomos superiores, em circulação e em ocasiões de golo, e até podíamos ter marcado mais um”.

No cômputo geral, “a equipa esteve muito bem, tanto a nível ofensivo como ofensivo, foi ambiciosa e teve a capacidade e o discernimento de saber esperar pelo seu momento e saber aproveitá-lo”. “Sabíamos que tinha que ser assim, que tínhamos que ir aos limites para poder competir com uma equipa como esta, orientada por um dos melhores treinadores da actualidade”, acrescentou o técnico basco.

Convidado a comentar a decisão de Velasco Carballo em não expulsar Manuel Neuer no lance do penálti, quando Jackson seguia isolado para a baliza, Lopetegui foi peremptório: “Creio que poderia ter visto o vermelho, o que condicionaria o resto do jogo. Infelizmente, o árbitro não decidiu assim, nem nos lances em que poderia ter mostrado o segundo amarelo ao Lahm e ao Bernat”, argumentou o treinador portista, que também lamentou ter ficado sem os dois laterais titulares para a partida da segunda mão e ter que jogar com a Académica menos de 72 horas depois de um jogo da Champions. "Perdemos Danilo e Alex Sandro mas trataremos de nos preparar. Temos apenas seis dias e vamos jogar daqui a três. Acho que não é bom para o futebol português, mas é a minha opinião".

Três dias depois de defrontar a Académica, para a 29.ª jornada da Liga NOS, há um jogo decisivo no Fussball Arena München, onde o FC Porto terá de “fazer um trabalho fantástico a todos os níveis, tanto defensivo como ofensivo”: “Tentaremos fazer um grande jogo, com toda a ambição. Não pode ser de outra forma frente a uma equipa como esta, com jogadores de qualidade mundial”, concluiu Lopetegui, o treinador da única equipa invicta na Liga dos Campeões.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO