15 março, 2016

Manto Azul e Branco - 1986-1987 – Equipamento de Campeão Europeu!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Mais um equipamento do modelo (que vigorará até 1990-91) estreado em 1984-85.
De novo com a camisola em que se destaca uma elegante gola que fez furor no mundo da moda desportiva, este conjunto de equipamento principal distingue-se do anterior pelos calções estampados com faixas verticais em dois tons de azul, sem logótipo da “Adidas” e com três riscas laterais brancas nos lados e na vertical.
Note-se, a equipa do FC Porto fez o seguinte uso da camisola “Adidas” com e sem publicidade “reviGrés”:
1) Com publicidade - Jogos “domésticos” e da Taça dos Clubes Campeões Europeus excetuando a Final;
2) Sem publicidade – Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

O equipamento usado na Final da taça dos Campeões com publicidade à “Revigrés” na camisola. O equipamento de Campeão Europeu!

Equipa envergando a camisola com publicidade.
Em cima, da esquerda para a direita: Mlynarzich, Celso, Eduardo Luís, Jaime Magalhães, Lima Pereira e João Pinto.
Em baixo: Quim, André, Fernando Gomes, Madjer e Futre.

Equipa da Final de Viena, envergando a camisola sem publicidade à “Revigrés.
Em cima, da esquerda para a direita: Mlynarzich, Eduardo Luís, Celso, Inácio, Jaime Magalhães e João Pinto.
Em baixo: Madjer, Quim, André, Sousa e Futre.

...77 minutos de jogo – Surge o empate. Gooooolo do FC Porto! Calcanhar de ouro, o célebre golo de Madjer! O golo do século!
O argelino marca de forma fabulosa, inesquecível, “de calcanhar”! Um golo que correu mundo e que ainda hoje se revê com admiração.
Era o arranque para a vitória…

Rabah Madjer (n. Hussein Dey, Argel, Argélia, 15 Fev.1958). Quem não viu Rabah Madjer jogar não sabe o que perdeu. Foi considerado dos melhores jogadores do Mundo nos anos 80 e na Argélia o melhor de sempre. Grande figura do FC Porto, o argelino foi chamado de "O Artista", o "Mágico de Viena", o "calcanhar de ouro" e até "o tacão de Alá". Dele foi aquele golo na capital da Áustria, de calcanhar, que deslumbrou o mundo desportivo e é um dos mais belos da história da maior competição europeia designada por Taça dos Clubes Campeões Europeus e, mais tarde, Liga dos Campeões. O golo "do outro mundo"!
"Os seus dribles fantásticos e imprevisíveis, a sua magia rendilhada, a sua técnica soberba (que lhe permitia tratar a bola com a leveza do algodão), fazem parte do imaginário de muitos dragões. Foi um daqueles jogadores capazes de inventar uma jogada quase do nada e de resolver tudo com um passe magistral. Capaz de reinventar o futebol", escreveu Bruno Prata.
Madjer também deixou a sua marca de magia na Taça Intercontinental (13 Dez.87) quando "tirou da cartola" aquele fantástico "chapéu", a mais de 30 metros da baliza, que surpreendeu o guarda-redes do Peñarol e decidiu a conquista do troféu pelo FC Porto. Madjer viveu os mais altos momentos da sua carreira no clube do Porto onde ganhou tudo. Os êxitos dos azuis-e-brancos ajudaram-no a que fosse distinguido, em 1987, pela revista "France Football", com a "Bola de Ouro", para o melhor jogador africano. Rabah Madjer, um dos mais extraordinários futebolistas que passaram por Portugal. Um ídolo, uma colossal glória do FC Porto!
[In “História do FC Porto, Dragões de Azul Forte” – Fernando Moreira – Em blogue “Bibó Porto, carago!” (trecho da biografia a publicar brevemente)]

Juary, no “Prater”, em Viena, marcando o segundo golo que deu a vitória na final e o título de Campeão Europeu ao FC Porto.

Juary – Juary Jorge dos Santos Filho, iniciou-se na formação do Santos. Em Itália representou vários clubes. Marcou golos memoráveis no FC Porto; por exemplo, os três golos ("hat trick") frente ao Barcelona, nas Antas, em 1985-86, para a Taça dos Campeões. Na época de 1986-87 o pequeno brasileiro foi protagonista na caminhada europeia que levou o FC Porto à final de Viena e onde fez a assistência para o primeiro golo apontado por Madjer, marcando o segundo, o golo da épica vitória, a passe do argelino.
Ganhou tudo no Porto, mas na última temporada foi vítima de lesões e pouco utilizado na equipa.

Vitória épica ante o Bayern de Munique, colossal feito: FC Porto Campeão Europeu!
Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos



Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU

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4 comentários:

  1. Equipamento mesmo à Porto!

    Armando Pinto
    Memória Portista

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  2. "Quem não viu Rabah Madjer jogar não sabe o que perdeu."
    Infelizmente "só" nasci na década a seguir a esta.
    As vezes até penso: "O que eu perdi..."

    Deveria-se jogar-se com este estilo de equipamento em todas as épocas, até porque para além de ser bonito é um dos símbolos do Clube.

    Belo trabalho este de recordar a evolução do Manto Sagrado pelos tempos.

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  3. Sim, Armando: "mesmo à Porto". É neste que nos revemos, não é verdade?
    Grande abraço, meu Amigo e grande Portista.
    Fernando.

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  4. VCaros amigos, as listas das mangas não se devem prolongar pelos ombros até à gola. As listas devem cingir-se às mangas.

    Neste equipamento só em 1984-85 e 1985-86 é que as listas se prolongaram até à gola.

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