10 agosto, 2012

Estamos de volta… à Curva Pinto da Costa!

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Começa amanhã oficialmente a temporada desportiva 2012/2013, três meses depois de findada a anterior. Mais uma vez em Aveiro, os Dragões tentam a 4ª Supertaça consecutiva. Chega de fins-de-semana mortos, queremos a bola a rolar que as saudades de ver o mágico em jogos a sério já são muitas.

Viseu, Valência e o jogo de apresentação no Dragão, deram para nos ambientarmos ao ritmo. Os bilhetes para amanhã destinados aos adeptos do FC Porto estão esgotados, tendo sido pedida nova remessa a meio desta semana. Espera-se por isso uma invasão ao Municipal de Aveiro, que todos juntos possamos ajudar a nossa equipa ao primeiro título da nova temporada. Se no campo eles se vão esforçar por conquistar o primeiro título, que lhes possa dar moral para a temporada desgastante que aí vem, nós na bancada temos que os apoiar ao máximo durante 90 minutos, também de forma a mostrarmos que estamos com o FC Porto desde o primeiro minuto de competição.

Da Briosa não espero uma bancada lotada, à semelhança do que aconteceu o ano passado frente com os vitorianos, mas que marquem presença e ajudem à festa. Afinal de contas é uma Supertaça, a terceira prova do futebol português. Como imaginam, ansiosos que a viagem se inicie, o espírito será o mesmo de sempre, grande ambiente e amor ao clube do coração.

Jogo de apresentação frente ao Lyon, empate a zero. Jogo onde naturalmente se experimentam novos modelos, inclusivamente com algumas adaptações dos jogadores. Nada de alarmante, quero ganhar é a partir de agora. Jogo em início do mês de Agosto, mês em que os emigrantes “regressam à base” e aproveitam para verem os seus clubes ao vivo. É sempre assim nesta altura do ano, durante este mês de férias vão acompanhar-nos no apoio à equipa em todos os jogos. Vindos especialmente da Alemanha, Luxemburgo, Suíça e claro, da França, os portistas espalhados por essa Europa fora estiveram no estádio do Dragão.

A grande procura que se verificou durante a semana nos diferentes locais de venda traduziu-se na presença de 42.709 espectadores nas bancadas. Que seja sempre assim!! Pena o horário do jogo (20h45!!!), nem na apresentação aos sócios e adeptos facilitam, ponderando colocar o jogo à tarde. A TV manda.

A meio da tarde já havia adeptos nas redondezas do estádio. Era o regresso a casa. Uma tarde de calor, refrescada com uns finos nos locais habituais. Já lá dentro, o primeiro grande aplauso foi para Cissokho, a quem foi entregue uma camisola com o seu nome e o número que ele utilizava. Equipas no centro do relvado e minuto de silêncio pelo falecido Costa Soares. Mais um minuto de silêncio cheio de modernice, com parolos aplausos à mistura.

De Lyon viajou um pequeno grupo de adeptos, que se instalaram num dos cantos da bancada nascente, e embora sem se ouvirem trouxeram algum material. Das nossas claques posso elogiar a presença de ambas, com sectores muito bem compostos, praticamente lotados. Em relação ao apoio concretamente dito, tudo dentro dos parâmetros normais, C95 pouco audível mas raramente com momentos mortos, SD com picos de forma entre o mau e o muito bom.

Desejo um ano de muito apoio e mentalidade na curva portista, com raça os 90 minutos e sem parar de cantar. Que a malta mais velha e com mais experiência puxe nos momentos de maior quebra, de modo a que os nosso ultras continuem a ser os melhores nacionais!

E esperarmos pelo sorteio da “Champions” para darmos “show” também por essa Europa fora.

“Fazemos tudo para te ver jogaaaar…. Ganhes ou percas nós iremos cantaaaaar”

Um abraço ultra e até amanhã… que é dia de trabalho!

FC Porto estreita ligações com Moçambique

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09/08/2012

O FC Porto e o Clube Ferroviário de Maputo concretizaram esta semana uma parceria de âmbito sócio-desportivo, dando corpo à estratégia azul e branca para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Esta associação prevê a implementação das metodologias de trabalho da formação portista no clube moçambicano e a criação de escolas Dragon Force no país.

A parceria entre os Dragões e o Clube Ferroviário de Maputo foi oficializada esta quinta-feira na sede da Federação Moçambicana de Futebol, com a presença do presidente da entidade, Faizal Sidat, e do vice-presidente, Amir Gafur, e traduz-se no culminar de uma série de abordagens com vista ao estreitamento das relações entre os bicampeões nacionais e os PALOP.

Este é um projecto a longo prazo, com o objectivo de levar até Moçambique as metodologias adoptadas na formação azul e branca, além da criação de escolas Dragon Force, inicialmente em Maputo, mais tarde em outros pontos do país. O Ferroviário será então um aliado na expansão da vivência portista no continente africano.

No mesmo campo de acção, o Porto Canal já tem emissão em Moçambique desde 1 de Agosto, através da plataforma ZAP.

fonte: fcporto.pt

09 agosto, 2012

O amor não mete férias

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Armado em comentador de futebol, mister para o qual não tenho talento nenhum, estive no Dragão para o jogo de apresentação do nosso mui amado Porto. A TSF pediu, e à melhor rádio do mundo não se pode dizer que não.

Do jogo, que não fugiu ao tipo joguito de pré-época, não desgostei. Temos ali uma belíssima equipa: o miúdo Atsu já é um jogador extraordinário, e se não começarem a brincar com o talento do rapaz vai ser do outro mundo; o Jackson é, sem um pingo de dúvida, um excelente ponta de lança e vai fazer-nos esquecer o Falcao. O resto da rapaziada está bem e recomenda-se. Aquela equipa com o Alex e o Danilo vai ser um caso muito sério.

Quanto ao Hulk e ao Álvaro, se ficassem no plantel éramos sérios candidatos a ir muito longe na Champions, mas as coisas são como são. Sairão e não da melhor forma. O mercado estragou-se, nada que tenha a ver com o futebol, todos o sabemos. Isso é flagrante no caso do Hulk, e ninguém se surpreenda se o virmos sair por uma verba muito abaixo do que todos esperávamos. Quanto ao Álvaro não custa nada admitir que os nossos dirigentes estiveram mal. Por uma teimosia não o vendemos por muito dinheiro quando toda a gente sabia que nunca mais iríamos ter esse tipo de oferta.

Houve coisas, porém, dentro e fora do campo que não me fizeram regressar ao sul na melhor das disposições. Nada de preocupante diga-se, mas, a bem da verdade, incomodaram-me. Então o Iturbe é uma aposta séria ou não? É que se é não se compreende que se ponha o rapaz em campo a dois minutos do fim e só porque o Sereno se lesionou. Dispensa-se o Addy (que é um bom jogador, disso ninguém tenha dúvida) e fica-se só com o Alex para a esquerda? Será que vamos regressar à sina de comprar a correr um tipo qualquer por uma fortuna por não termos solução? A ver vamos. Também não compreendo a situação do Bellushi, e essa acho inexplicável. Temos poucos jogadores para o meio-campo (nem me vou dar ao trabalho de explicar o óbvio desta afirmação) e dispensamos ou vendemos por meia dúzia de patacos um jogador da qualidade do argentino? Será que é para comprar um rapaz qualquer por 9 ou 10 milhões que depois percebemos que é pior dos que cá tínhamos? Para quem anda esquecido, o rapaz foi decisivo num campeonato e numa Liga Europa. Estou mesmo para ver quem vamos comprar para o meio campo...

Jurei a mim próprio que não ia falar do fim do basket com ninguém, mas encontrei muita gente que me veio falar do assunto e não fui capaz de assobiar para o lado. Não gostei, não gostei mesmo. Não é que seja fã do jogo (do praticado em Portugal) mas a coisa foi muito mal explicada e encerramento de secções é coisa típica dos nossos rivais, não nossa.

Também não gostei de ouvir rumores sobre dificuldades financeiras. Devem ser mesmo boatos. Não é possível que um clube que tem feito o dinheiro que tem feito esteja com problemas financeiros. Repito: não acredito. Mas, claro, o amor ao meu clube é demasiado grande para que estas coisas não me preocupem.

Bom, vamos mas é comê-los e papar já a primeira taça no Sábado. E depois há um campeonato e uma Champions para ganhar.

Ia desejar boas férias, mas o amor pelas nossas cores não mete férias.

08 agosto, 2012

Anda comigo ver os Aviões

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Acontece todos os anos, um pouco como aquela notícia da silly-season que dava o “Beto do suporte clubing de Portugal” no Real Madrid, mas desta feita, é de novo a Santa Aliança dos clubes do sul contra o FC Porto.

No ano passado, depois de uns beijinhos e de pagarem uns almoços, uns aos outros, o verniz estalou passado 2 semanas, seguiu-se a peixeirada do costume nos jornais com acusações mutuas e até um tête-à-tête entre dirigentes nos túneis (alguém que diga ao eterno rival que ganhar dentro das 4 linhas não é ganhar nos túneis).

Isto tudo é muito bonito, mas as noticias que circulam é que o suporte agora utiliza a táctica do FC Porto e anda a roubar jogadores que o eterno rival está interessado, casos do Rojo e depois o Viola. São casos que enterram cada vez mais esta aliança contra o Norte.

Bem, ontem, isto foi amplamente discutido em plena cimeira do anti-Portismo na SIC- Noticias pelos bananas do costume: Paulo Garcia, Álvaro Magalhães, Joaquim Rita e João Rosado. As conclusões são sempre as mesmas, e o culpado disto tudo é sempre o Pinto da Costa, o sistema e as arbitragens. Lá iam eles pausadamente elogiando o nosso clube (amanhã vou ao médico!), e logo a seguir dar a táctica, dizendo nas entrelinhas que os dois da segunda circular juntos, podiam fazer roubar Títulos ao FC Porto num sistema, agora ganho eu, depois ganhas tu!

Ao que isto chegou!

Autêntica prostituição jornalística em horário nobre com conteúdos no mínimo pornográficos para não dizer sado-masoquistas, com uns “pozinhos” aqui e ali de sexo oral aos clubes em causa. Ainda bem que isto não aconteceu no canal publico.

Mas nem tudo são rosas. Por falar em canal público, com as modernices do facebook, lá dei uma vista de olhos pela página do facebook da RTP, vulgo RanchoTV, e constato que além de uma promoção a espectáculos de tortura a animais paga pelo contribuinte na sua factura da luz (imposto de contribuição áudio-visual), ainda levamos com um gestor da página que nem disfarça a sua clubite, tendo colocado, no mínimo, 3 vezes uma foto onde se podia ler:
    “Eusébio foi homenageado num jogo que defrontou o Benfica ao Real Madrid, e onde a Eusébio Cup acabou por ficar na Luz ;)”
A outra é de saudosismo badalhoco. De notar que a frase que coloquei aqui, é de três dias depois do jogo, pelo que ainda durava o saudosismo. Quanto à prestação do FC Porto no dia 28, desse é que nada, nem uma notícia... nada que me surpreenda.

O que me surpreende é ainda andar a pagar porches a administradores deste canal e ordenados a tanto camelo que trabalha naquele aido. Do que estão à espera para privatizar aquele poço sem fundo que ao final de 30 anos é que deu lucro?

Para finalizar, ainda estou à espera de saber afinal o que se passou com Paulo Pereira Cristovão, o que se passou na realidade e o que se vai fazer daqui para a frente, e já agora, porque é que o Sporting ficou de fora de toda esta trapalhada?

Também fico à espera de saber se o que disse Dumbo Bieira a um dirigente do suporte e que gerou um castigo, um castigo de 45 dias, quando faltavam exactamente 45 dias para começar o campeonato, e tudo isto referente a um jogo da 11ª jornada da liga zon sagres.

Isto, onde o dirigente analfabeto teceu algumas palavras e algumas frases no mínimo escandalosas que mereciam no mínimo uma investigação, porque não se pode dizer as coisas que se disse como “controlar a arbitragem”, “não me faças falar” e coisas como:
    “Devias ter vergonha”, - “Era para isto que vocês queriam controlar tudo”, - “Era para isto que queriam que a gente controlasse a arbitragem”, - “Foste tu que me disseste que tínhamos que controlar tudo”, - “Não me faças falar, não me obrigues a pôr a boca no trombone”.
Além destas palavras, Luís Filipe Vieira também terá dito a Duque que: “Não tens vergonha, chulo, bandido; não tens vergonha, vai jogar à bola, vai para o c...!; diz lá outra vez que eu é que domino a arbitragem! Sim, foi isto que andaste para aí a dizer, que eu dominava a arbitragem! Foste tu que disseste!”.

Bem isto merecia uma investigação e não um castigo do fazer de conta!

Bem, com este arrufo de namorados, me despeço...

Um grande Abraço Tripeiro e muito... muito Portista.

3 Dragões medalhados!

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FC Porto, único clube português com medalhas olímpicas!

3 de Ouro ou Prata estão garantidas, já cá cantam! O FC Porto, através dos seus atletas Hulk, Danilo e Alex Sandro, é o único clube português com medalhas já conquistadas nas Olimpíadas Londres 2012.

3 Dragões de Ouro ou Prata: eis a questão. A outra questão, não se põe; somos o melhor Clube nacional.

Parabéns, Dragões em Londres!

07 agosto, 2012

A época do resgate e, quem sabe, de algo mais...

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Depois de uma época em que apenas vencemos a supertaça, mas chegamos a apresentar o melhor hóquei dos últimos 5 anos (pelo menos na primeira metade do campeonato), parece justo lançar a questão: porque falhamos? E a resposta tem várias pontas soltas.

Desde logo, parece óbvio que falhamos dois objetivos por infelicidade, pois na liga europeia perdemos um jogo em Itália no último segundo, para além de termos sofrido um golo fatídico na Corunha a 7 segundos do fim, sobrando ainda a história do campeonato que teve no decisivo jogo da Luz um corte de 42 segundos (confirmado por quem se deu ao cuidado de cronometrar o jogo desde o início) que o Conselho Disciplinar da FPP não considerou relevante. Uma decisão escandalosa e que agora o Conselho de Justiça terá que reparar ou não. Vale sempre tudo quando o Regime está em causa.

Não se podem ignorar também as culpas próprias de quem perdeu em Itália depois de estar a vencer por 5-1, e não se pode passar uma esponja sobre a falta de atitude da equipa em Espinho num jogo que deitou tudo a perder.

Tó Neves, um dos melhores jogadores de sempre do nosso clube, e em quem eu deposito enormes esperanças, tem agora a sua 2ª época ao nosso leme com um plantel retocado com um bicampeão Europeu (Barreiros), com um regresso por todos desejado (Jorge Silva), um goleador nato (Vítor Hugo) e um jovem que muito promete (Hélder Nunes). Confio muito no nosso treinador, e espero nesta temporada o resgate do título que nos espoliaram e quem sabe até, a glória Europeia que nos escapa há 22 anos.

É verdade que saem grandes jogadores, desde logo, o genial Pedro Gil, o capitão Filipe Santos e ainda Nelson Pereira e Gonçalo Suíssas, mas as entradas que se registaram, mais a revolta que vai no grupo depois do assalto que nos fizeram na Luz, deixam-me confiante!

Já foi sorteado o campeonato e na 1ª jornada, o FC Porto volta a receber o Paço de Arcos como na época passada (6 de Outubro), jogando de novo em casa na 2ª ronda (13/10) frente ao Sporting. Na 1ª volta, jogamos na Luz e no Pico, para na 2ª volta recebermos os encarnados na antepenúltima jornada (18 de Maio) e os Açorianos na ronda final da prova (8/6). Um bom calendário em perspetiva.

O sorteio da Liga Europeia será efetuado apenas em Setembro (provavelmente durante o Europeu de Paredes), com uma alteração importante, já que depois da fase de grupos, os 8 apurados (2 de cada grupo) terão que jogar os quartos-de-final em eliminatória casa/fora. Os 4 que passarem, é que vão à final-four (25 e 26 de Maio de 2013).

    E, enquanto isso, parece já certo que Moncho López aceitou o convite para ser o coordenador geral de todo o basquetebol Portista, ficando com a responsabilidade de formar e preparar uma equipa para o FC Porto regressar aos seniores no próximo ano ou daqui por 2 anos. É uma notícia excelente e que demonstra, uma vez mais, a forma como Moncho sente o clube de todos nós. Era a única luz que havia ao fundo do túnel e Moncho segurou essa luz acesa quando já quase ninguém vislumbrava algo de bom. Obrigado Mister! Nós estaremos lá para apoiar o projecto. Juntos conseguiremos...

Até daqui por três semanas, dia 28 estou de volta. Pode ser que nessa altura, já tenha havido a apresentação do nosso andebol à imprensa...

Um abraço do Lucho.

06 agosto, 2012

O sistema…

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    “Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes estiveram reunidos esta terça-feira, num restaurante situado na Avenida da Liberdade, em Lisboa. O encontro foi descoberto pela Antena 1, mas no final do almoço de trabalho nenhum dos protagonistas prestou declarações. (…) No final, Godinho Lopes mandou o seu motorista ir buscá-lo à porta das traseiras, Luís Duque saiu por outra porta lateral, enquanto Luís Filipe Vieira abandonou o local pela entrada principal.”
    in RELVADO.SAPO.PT, 06 Setembro de 2011
    “O Conselho de Disciplina da Liga deu por provadas algumas das palavras que Luís Filipe Vieira dirigiu a Luís Duque, (…) o CD apenas valorou como prova as declarações que foram confirmadas por testemunhas não afetas aos dois clubes Os factos provados, conforme se conta no acórdão do CD: "No final do jogo, cerca de 5 minutos após o seu término, o sr. Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, após sair do balneário da sua equipa, mais concretamente na designada zona técnica, interpelou, em tom alto e exaltado, o dr. Luís Duque, administrador da Sporting SAD, que se encontrava no hall de acesso aos balneários, proferindo, pelo menos, as seguintes expressões: - “Devias ter vergonha” - “Era para isto que vocês queriam controlar tudo” - “Era para isto que queriam que a gente controlasse a arbitragem” - “Foste tu que me disseste que tínhamos que controlar tudo” - “Não me faças falar, não me obrigues a pôr a boca no trombone”
    in RECORD.PT, 27 Julho de 2012
Por acaso até achei alguma piada a isto. E eu que pensava que aqueles dois se tinham reunido a bem da transparência e verdade no futebol português contra o “demoníaco” Pinto da Costa.

Sinceramente, não acredito mesmo nada que os clubes da 2ª circular tenham alguma coisa a ver com controlos de arbitragens ou qualquer tipo de estratégia menos clara para tentar ganhar em campo.

Até porque, nunca um presidente do slb foi apanhado em conversas com o presidente da liga a escolher árbitros para uma meia-final da taça de Portugal dizendo que o “João pode ser” ou que “as coisas estão a ser feitas por outro lado”.

Até porque nunca um ex-dirigente do sporting mandou efetuar um depósito de 2.000€ na conta de um árbitro num banco do Funchal.

Até porque nunca um árbitro chamado Howard King admitiu que lhe foram oferecidas prostitutas pelo benfica e sporting em jogos das competições europeias disputados na capital portuguesa.

Até porque nunca existiu um episódio chamado Calabote.

Este, deve ser o sistema de que tantos falam...

05 agosto, 2012

Faltou o golo... e não queimar Iturbe

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04/08/2012

FC Porto-Lyon, 0-0
Jogo de Apresentação 2012/13
4 de Agosto de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 42. 709 espectadores

Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).
Árbitros assistentes: Rui Licínio e João Silva.
Quarto árbitro: Hugo Pacheco.

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Defour e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Atsu.
Substituições: Fernando por João Moutinho (46m), James por Varela (67m), Atsu por Djalma (67m), Defour por Castro (67m), Otamendi por Rolando (78m), Helton por Fabiano (78m), Jackson Martínez por Klebler (78m), Lucho por Kelvin (78m), Miguel Lopes por Sereno (78m), Sereno por Iturbe (89m).
Não utilizados: Kadú e Álvaro Pereira.
Treinador: Vítor Pereira.

LYON: Lloris; Réveillère, Cris, Koné e Cissokho; Fofana, Gonalons (cap.) e Gourcuff; Briand, Gomis e Lacazette.
Substituições: Gomis por Benzia (56m), Fofona por Malbranque (56m), Cris por Untiti (72m), Réveillère por Dabo (72m), Lacazette por Pied (79m), Briand por Grenier (79m).
Não utilizados: Vercoutre.
Treinador: Rémi Garde.

Cartão amarelo: Koné (89m).

À apresentação só faltou o golo, porque brilho houve de sobra; do relvado à bancada e do jogo ao momento que aproximou equipa e adeptos no fecho da noite. Da exibição, a meio gás e vários ritmos, sobressaíram notas de qualidade e mostras de uma capacidade que o tempo tornará demolidora. Desta vez, o Lyon, derrubado em Março de 2004 no caminho para Gelsenkirchen, saiu ileso do Dragão.

Um início promissor, marcado pela mobilidade do tridente atacante e por uma intervenção de Lloris, a interromper, ainda nos primeiros segundos, um passe de James que convidava Lucho a marcar, foi substituído por um ritmo menos intenso antes de poder produzir resultados. A velocidade decresceu com o encaixe e a resposta do Lyon, que procurou, invariavelmente, Gomis.

No extremo oposto do relvado, Jackson Martínez testava os reflexos de Lloris. As oportunidades não eram propriamente flagrantes, mas Atsu, James e Lucho não se cansavam de as trabalhar. Na melhor delas, já próximo do intervalo, o remate cruzado do colombiano esbarrou nas pernas do guarda-redes francês.

O recomeço do jogo recuperou o modelo inicial e da dinâmica atacante dos Dragões resultou apenas a sensação de golo, que o estádio chegou a gritar. Mas a bola rodopiava do lado errado das redes, depois de um remate colocado, mas não o suficiente, de Lucho, assistido por Atsu, que cruzou atrasado quando o seu opositor directo ainda se recompunha da maldade do drible e procurava a bola e o ganês no terreno.

Já com o vencedor da Supertaça de França conformado com o desempenho praticamente exclusivo de tarefas defensivas, o livre também chegou a parecer solução nos pés de Maicon, mas a tentativa de transformação saiu um pouco por cima da trave. O golo, justificado, acabaria por não surgir, num jogo em que vencer não era o mais importante e no qual o bicampeão português utilizou dois equipamentos e 21 jogadores.

DECLARAÇÕES

Apesar do empate, o treinador do FC Porto considera que a equipa mostrou já a consistência desejada para o jogo da Supertaça com a Académica, agendada para 11 de Agosto.

«Houve alguns aspetos positivos mas faltou o golo. Houve momentos em que estivemos bem mas depois recuámos demasiado no terreno e permitimos a iniciativa do jogo ao adversário. Na segunda parte, crescemos, pressionámos e ficámos por cima do jogo. Conseguimos criar algumas situações. Defrontámos uma boa equipa e foi um bom teste», disse Vítor Pereira, sublinhando que não pretende ver a equipa «defender com um bloco tão baixo» como aconteceu em algumas fases da partida.

«Houve aspeto que nos agradou, estamos seguros e coesos e não permitimos oportunidades de golo ao Lyon», prosseguiu, mostrando-se igualmente satisfeito com a festa dos adeptos no Dragão:

«O apoio dos adeptos é sempre fundamental para nós. Ainda não temos um jogo bonito e com dinâmica mas estamos consistentes e só assim podemos conquistar títulos. Não é fácil marcarem-nos golos, hoje não marcámos, esperamos marcar na Supertaça», atirou.

fonte: fcporto.pt

04 agosto, 2012

Os irredutíveis

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Estreia-se a nova temporada desportiva, regressam os Ultras Porto às bancadas dos estádios para dar espetáculo! Espetáculo também, foi saber há algumas semanas atrás que o nosso mágico Porto se deslocaria a Valência para um jogo de preparação. Com base nos ideais que temos e fazemos questão de demonstrar, cedo nos reunimos de forma a organizar a primeira “transferta” ao estrangeiro de 2012/2013! Sim, tratou-se de um “mero jogo amigável”, como lhe queiram chamar… mas os irredutíveis lá estiveram!!

Em muitos casos adiamos férias, noutros não as marcamos para esperar por estes momentos, que só realmente quem vive isto intensamente consegue perceber o quanto é importante para nós mantermos o espírito vivo. Uma excelente cidade para um “jogo de Verão”, a capital da Comunidade Valenciana recebeu-nos de forma extraordinária. Aceito que não nos percebam, também já tive que ouvir que “preferem gastar dinheiro a ver jogos do FC Porto!” E é também por isto que somos diferentes.

A deslocação a Viseu deu para aquecer um bocadinho mas o que realmente nos açulava era a ida a Valência. Entre 25 a 30 bravos Dragões estiveram no Mestalla, onde o nosso bicampeão empatou a uma bola com a equipa local, vindo depois a ser derrotado nas grandes penalidades. Sexta-feira ao início da tarde chegámos ao Sá Carneiro. Embarcámos com o pensamento que esta seria a primeira de muitas “loucuras” pelo mágico Porto, ao longo da temporada que agora se inicia, e uma hora depois estávamos a aterrar em Valência. Calor abrasador com os termómetros no mínimo nos 35º.

Foi um fim-de-semana fantástico, com grande ambiente entre o grupo presente! Deu para conhecermos vários locais da cidade. Nesta altura do ano, o calor é mesmo uma das notas dominantes daquele local, onde de madrugada a temperatura ronda os 30º. Sexta à noite andámos pelo centro da cidade espanhola, enquanto Sábado durante a tarde passeámos já de camisola bem visível.

Chega a hora de rumar ao estádio. Aliás, ao “estádio”. Mais um estádio espanhol absolutamente degradado por fora, não estou a ser muito exagerado quando digo que dá a sensação que a qualquer momento vai cair aos bocados. Não me enganei quando ia dizendo que o acharia parecido ao Sanchèz Pijzúan e ao Riazor. De salutar o preço dos bilhetes, desde os 5 aos 18 euros. A receita revertia a favor das vítimas dos incêndios florestais que afectaram aquela zona da península ibérica.

Duas horas antes do jogo já o movimento era muito em redor do recinto. Portistas nem vê-los, foram as cerca de três dezenas que viajaram da Invicta, e nem mais um. Visitámos a loja do clube da parte da manhã e à chegada ao estádio ao final da tarde fomos ter com o restante pessoal, que entretanto se juntou num restaurante da zona. A maioria dos espanhóis estavam tranquilos com a nossa presença, embora alguma “ala dura” mais activa nos tentasse intimidar com alguns olhares de lado, assobios e apupos. A verdade é que nós lá estivemos mesmo em inferioridade em número de elementos!! A polícia sempre disponível para nos dar as melhores indicações, acompanhou-nos até à nossa porta.

Já lá dentro e à semelhança do que encontrei cá fora, um estádio simples mas claramente degradado. Daí até se falar que vão construir outro. Ambas as faixas das claques presentes. Em relação a núcleos, Ramalde marcou presença com a bandeira da Colômbia e o Grupo Penta com a bandeira e o estandarte.

Do outro lado tivemos o privilégio de assistir ao primeiro jogo dos “Ultras Yomus” na “Curva Nord” do Mestalla, o seu novo sector. E logo com uma bela prestação, diga-se. Sector lotado, com bastante material presente e acima de tudo muita raça durante os 90 minutos no apoio vocal. Um forte apoio à equipa de casa, pena os cânticos serem quase todos copiados. Certamente também já estavam com saudades…

Final do jogo e já depois dos penaltis(?) a que assistimos, a equipa olha na nossa direcção, dá uns passos em frente e ao chegar à linha de meio campo, bate umas palmas, vira-se de costas e entra no balneário. Não vou massacrar novamente, já sei como as coisas são, não fiquei nada surpreendido, mas quem faz 2000 km para ver um amigável merecia ver os mesmos aplausos depois da linha de meio campo.

Saída do estádio sem problemas, regresso ao local onde estávamos instalados e continuação da bela estadia. O restaurante onde mais dinheiro deixámos tinha um empregado romeno que passava a vida a cumprimentar-nos e a dizer “Sapunaru! Sapunaru!”. Também teve direito a uma foto com a malta!

Regresso à Invicta Domingo depois do almoço e segunda-feira de manhã de volta às obrigações quotidianas. Ansiosos pela próxima!

Para hoje, só me vem à cabeça: “As saudades que eu já tinha, da minha alegre casinha…”

Um abraço ultra.

Dança do Dragão lança jogo com o Lyon

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03/08/2012

O Estádio do Dragão dá este sábado as boas-vindas à versão 2012/13 do FC Porto, numa festa que promete eternizar-se na memória dos adeptos azuis e brancos. Jogadores e equipa técnica regressam a casa para um evento recheado de emoções fortes.

As portas do estádio abrem às 19h15 para acolher os sócios e simpatizantes do bicampeão nacional, dando tempo suficiente para que todos os seguidores se acomodem nos seus lugares. O pontapé de saída é dado com a já tradicional Dança do Dragão, de bom augúrio para os que vestem de azul e branco.

Segue-se, às 20h45, um dos pontos fortes da festa, com o jogo particular entre o FC Porto e os franceses do Olympique Lyon.

Após a partida, a apoteose, com um momento Somos Porto: equipa e adeptos terão oportunidade de interagir numa simbiose que promete ser marcante.

fonte: fcporto.pt

03 agosto, 2012

Em que mãos está o futuro, afinal?

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Há duas semanas, Hulk disse que do seu futuro era o seu empresário que tratava. A semana passada, disse que o seu futuro estava nas mãos de Deus. Hoje, Hulk deixa a entender que quer ir para o Chelsea. É curioso constatar que o futuro de Hulk passa por mais mãos em duas semanas do que a tocha olímpica em 4 anos. Por outro lado, é também interessante verificar que durante um semana, o passe de Hulk esteve nas mãos de Deus. É caso para dizer que Jorge Mendes tem concorrência à altura.

Não vou censurar as declarações de Hulk ao FourFourTwo, até porque compreendi os argumentos que ele usou. Hulk disse que queria ganhar títulos, o que, como se sabe, é o motivo que leva mais atletas a abandonar o FC Porto. São os títulos que nesta Casa raramente se ganha. Ainda se na última década tivéssemos mais títulos europeus que o Chelsea ou se fôssemos bicampeões nacionais, agora assim, não vejo como podemos segurar um jogador que "quer ganhar títulos".

Mas, atenção, não é só Hulk que quer títulos. Os lampiões também. E à força toda. Nos dias que correm, os benfiquistas estão tão desesperados por títulos que até já são capazes de passar horas a fio a introduzir cartões Andante à bruta nas máquinas do Metro só para poderem ler a mensagem "Você possui 1 título.". O que me vai descansando nesta insossa pré-época, é o facto de ser muito difícil um mouro ter dinheiro suficiente para carregar o Andante com tantos títulos como aqueles que o Porto "carregou" nos últimos trinta anos. Vá lá, ao menos isso.

Contudo, e nos antípodas da depressão vermelha, estão os sportinguistas, que vivem dias de incontida felicidade. Ao que parece, a IFFHS voltou a considerar a lagartagem o melhor clube português da actualidade. Ao que consegui apurar, o presidente do Sporting já está a pensar seriamente em prometer aos adeptos, listas em vez de títulos. Sempre é mais seguro e evita-se que o Rogério Alves passe vergonhas - fazendo, claro está, um esforço para ignorar a maneira esquisita como ele pronuncia quase todas as palavras.

Infelizmente para os adeptos do visconde, há um pequeno pormenor que lhes devia estragar a festa: as listas da IFFHS têm menos credibilidade que o Alberto João Jardim vestido de Shaka Zulu. Basta olhar para a 2ª posição da última lista publicada (a tal que diz que o Sporting é o melhor clube de Portugal) e constatar que, logo atrás do Barcelona, o 2º melhor clube do mundo é afinal uma tal de Universidade Chile (oi? como disse?). No meio desta palhaçada que são as listas IFHHS, só espero que a Universidade Lusófona não se deixe ficar e peça umas equivalências para ficar à frente do Real Madrid, do Bayern e, claro está, da Universidade Chile (esse colosso mundial!).

Só para finalizar, queria dizer que fiquei triste com o pouco destaque que foi dado à goleada do Porto frente aos «bês». Lembro que, há uma semana, houve uma equipa que derrotou os juniores do Real Madrid por exactamente o mesmo resultado e, no dia a seguir, já eram os melhores do mundo e arredores - menos para o Mourinho, mas esse coitado também percebe pouco do assunto.

02 agosto, 2012

ESTÁ QUASE...

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Falta pouco mais de uma semana para que a bola comece a rolar a sério e possamos alargar ainda mais a nossa vantagem em número de títulos para os menstruados.

Enquanto tal não chega, vamos ainda ter mais um jogo de preparação contra a equipa A do Lyon para aferir o nosso estado de forma.

Nesta fase da época, os resultados desportivos são meras indicações pouco relevantes, na medida em que os 90 minutos de jogo são unidades de treino integradas num plano de treino global, e não o consumar de uma semana de trabalho preparada para esse fim conforme ocorre durante a época.

De qualquer forma, não gosto de ter grandes vitórias na pré época, grandes títulos ou floreados em nosso redor, pois normalmente, dão em excessos de confiança e maus resultados posteriores. Ainda há 2 anos atrás, recordo-me do torneio de Paris ao qual me desloquei, e onde fizemos duas exibições pouco mais do que ridículas, ao que se seguiu uma estrondosa vitória de 2-0 uma semana depois em Aveiro frente aos menstruados.

No entanto, na qualidade de Portista livre e de boa fé, que não critica por criticar, nem diz que “sim” com a cabeça a tudo o que lhe querem impingir, vou deixar aqui algumas notas sobre o que tenho visto, correndo o risco natural de depois tal não ser confirmado com o decorrer da época.

SURPRESA – Kelvin: Mesmo não tendo feito nada do outro Mundo, mostrou-se como opção útil e válida. Quer na ala quer no meio, pode acrescentar mais qualquer coisa. Precisa de ser mais eficaz e menos brincalhão, mas após uma época de nível mediano em Vila do Conde, não esperava vê-lo com esta determinação. No entanto, convém perceber que tipo de utilização lhe será dada, pois na ala tem poucas chances de jogar e no meio aparenta pouca agressividade defensiva. Não pode parar de competir, e caso tenha espírito aberto, ir jogando na equipa B com possibilidade frequente de dar o contributo à equipa principal, seria útil para todos;

DÚVIDA – Jackson Martinez: Os valores foram elevados, e isso faz toda a diferença. Começando a rolar a bola, pouco interessa quanto custou, mas é óbvio que em função do valor envolvido e da necessidade que o plantel tinha, o colombiano tem às suas costas a responsabilidade dos golos. Pareceu bom de costas para a baliza, mas ainda não se viu aquilo que todos pedem: instinto goleador! Temos que ser pacientes e não exigir este mundo e o outro a quem ainda só agora chegou. Mas que todos os olhos estão neles concentrados, isso não à volta a dar.

CONFIRMAÇÃO – Christian Atsu: Conheço bem o ganês, pois acompanhei-o frequentemente nos juniores. Sempre achei estar ali um diamante em bruto, com necessidade de muito trabalho, mas um potencial tremendo. Tem que ter lugar no plantel, tanto pelo que mostrou como pelo que vale, podendo ser sempre alternativa credível frente a qualquer adversário, pois a velocidade que tem pode arrancar cartões atrás de cartões aos adversários. É a minha aposta para 2012!

AFIRMAÇÃO – Lucho Gonzalez: Pode parecer estranho falar-se de afirmação em relação a um capitão e trintão. Mas sim, Lucho mostra que as más línguas que o colocaram muitas vezes em causa na época passada, não passaram de velhos do restelo, que querem exigir ao Comandante que resolva sozinho o que tem que ser a equipa a fazer. Na pré época, lembrei-me muito do Lucho de há 5\6 anos atrás: sem falhar um passe, confiante, imponente, líder, sem medo de assumir e sempre pronto a pressionar. Quem tinha dúvidas sobre o seu rendimento, percebeu que ele está aí para as curvas.

DESILUSÃO – Castro: Gosto muito de ter no plantel jovens jogadores criados por nós, Portistas e Portuenses, que sentem a camisola que envergam. Castro encaixa-se no perfil, mas mais uma vez, pareceu que a camisola lhe pesa em demasia. A bola não sai redonda do seu pé. Parece fazer sempre tudo em esforço e sem a confiança devida. Gostava de o ter no plantel. Mas se não subir uns degraus consideráveis, julgo ser tempo de o deixar em definitivo e lucrar algo com a transferência.

O MELHOR – Lucho Gonzalez: Por tudo o que atrás já indiquei, El Comandante foi, em minha opinião, o melhor da pré época. Com este Lucho, muito do mau que ocorreu na época passada (como diria o octávio malvado: “vocês sabem do que é que eu estou a falar”) este ano não se repetirá, dentro e fora do relvado. Avança Comandante!

O PIOR – Kleber: Fui dos que mais o defendeu na época passada, pois sempre achei que tinha qualidade para poder fazer melhor, mas foi “lançado às feras” cedo demais, numa altura em que vinha pronto a aprender foi obrigado a assumir o papel principal de uma história que não poderia estar escrita para ele. Vi melhorias no final da época, vi-o mais astuto e inteligente a ocupar o espaço frente ao Servette, mas... eclipsou-se! Esconde-se, chega sempre tarde, perde os duelos físicos, não ocupa o espaço correctamente, não faz o que um ponta de lança deve. Por mim, deve ficar no plantel, mas se até Dezembro se mantiver igual, que seja emprestado, pois com Jackson e Janko, mais algum miúdo da B para qualquer eventualidade, Kléber torna-se desnecessário.

PARA DESPACHAR – Álvaro Pereira: Sobre este apenas digo que ele não quer, não lhe apetece, não está para se chatear e portanto despachem-me este elefante branco, antes que ele se torne no nosso Cardozo, que toda a gente o quer mas a preço de saldo. Se não dão 20 milhões, despachem-no por 15 milhões. Não dão 15 milhões, despachem-no por 10 milhões... mas despachem-no! É má influência no grupo, é um mau exemplo de profissionalismo, é um bom exemplo de quem deveria levar um correctivo! Por menos do que isso, Adriano teve “um encontro de primeiro grau” junto ao Forte de Vila do Conde...

A CONTRATAR – um médio: Mesmo que João Moutinho ou Fernando não saiam, ficaremos com 4 médios de raiz no plantel. Bem sei que Danilo e James também são opções, mas qualquer um deles não tem a agressividade defensiva que se exige para aquela zona (imaginem um meio campo com Danilo, Lucho e James). Precisamos de um médio agressivo, box to box, ao estilo Manuel Fernandes do Besiktas. Se tivermos uma lesão num dos 4 jogadores actuais, ficamos sem soluções alternativas credíveis para abordar jogos de intensidade elevada.

REFERÊNCIAS FINAIS

FABIANO – Mostrou qualidades que confesso não conhecia. Apesar de ter jogado na Olhanense, não acompanhei muito a sua carreira no ano passado. Surpreendeu-me e julgo ser melhor que Bracali. No entanto, dada a sua idade e as poucas possibilidades que terá de jogar com Helton no plantel, julgo ser preferível emprestá-lo, com possibilidade de o recuperar em Janeiro, fazendo face a uma eventual lesão de Helton.

MAICON – Ao contrário de muita gente, ainda não me convenceu totalmente... faz-me lembrar Guarin. As provas que Maicon nos deu até ao presente momento com a camisola do FC Porto, reportam-se apenas a menos de meia época no ano passado. A pré-época não foi tão forte quanto isso, com vários passes errados em zona proibida, o que era típico nele, em que o jogo de Valência foi o retrato mais evidente, mas não único. Acho que os golos de livre directo, taparam muita coisa. A rever!

ITURBE – Tal como Jackson, é preciso não colocar demasiada pressão nem expectativas no miúdo. Além disso, a gestão da sua época terá que ser muito bem feita, pois o pior que lhe podia acontecer, seria passar uma época com pouca utilização, numa fase que precisa de se desenvolver e crescer. Numa posição com tantas opções, será de manter? Ou será que a aposta nele é mesmo forte? É que apenas desta forma se justifica a sua manutenção. Rodá-lo na equipa B não me parece alternativa, a não ser que de facto Lucho o tenha “educado” correctamente.

Um grande abraço, e que role a bola depressa...

PS – Li há dias o Lucho a dizer que é injusto pedir ao Moncho que fique no FC Porto. Sublinho e reitero essa opinião. Já só faltava, depois de um processo que envergonha os pergaminhos de uma história dourada de quase 120 anos, ainda deixar passar a imagem de que o homem não ficou porque não quis, e num futuro próximo justificar o não recomeço da modalidade pelo vazio técnico criado pela sua saída. Não nos envergonhem mais...

Vitória da equipa A em jogo-treino

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01/08/2011

Os plantéis A e B do FC Porto defrontaram-se na manhã desta quarta-feira, num jogo-treino que terminou com o triunfo da equipa principal por 5-2. Devido a lesão, Fernando não integrou a peladinha mas já evoluiu para treino condicionado. Janko fez companhia ao médio brasileiro, enquanto Rafa permaneceu em tratamento.

Relativamente ao duelo entre as formações azuis e brancas, no qual participaram todos os jogadores disponíveis, marcaram para os comandados de Vítor Pereira Jackson Martínez (2), Kléber (2) e Kelvin. Zé António e Dellatorre facturaram para a equipa orientada por Rui Gomes.

fonte: fcporto.pt

01 agosto, 2012

Quem anda a nadar nu?

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26-07-2012

Eu sou do tempo em que o futebol era um divertimento barato. Jogava-se aos domingos à tarde, o único dia da semana livre de trabalho. Os sócios não pagavam para ir aos jogos. Os campos, tal como os comboios, dividiam-se em três classes - o peão (a pé), as superiores (a segunda classe, atrás das balizas) e as bancadas - todas com lugares expostos ao sol, ao vento e à chuva.

O futebol cresceu como uma espécie de novo ópio do povo e era o desporto favorito dos operários até que a televisão se meteu no assunto e lhe mudou a alma.

A televisão começou por aproveitar a bela campanha dos Magriços no Mundial 66 para se massificar. Milhares de famílias portuguesas aproveitaram a ocasião para comprarem o seu primeiro televisor.

Mais tarde, a explosão, um pouco por toda a Europa, de canais privados de televisão, que na sua voracidade por audiências e novas estrelas se apoderaram deste desporto, fez-se sentir em Portugal quando, em 1991, a SIC usou o futebol na campanha para que os portugueses sintonizassem o terceiro canal nos seus televisores, ao comprar os direitos para a transmissão de jogos entre F.C. Porto, Benfica e Sporting.

O futebol deixou de ser o jogo de domingo à tarde. Uma jornada em que todos os desafios se jogam ao mesmo tempo é um enorme desperdício. Por causa da televisão, passou a haver futebol à sexta à noite, ao sábado à tarde, ao sábado à noite, ao domingo ao fim da tarde, ao domingo à noite e à segunda à noite.

Ao inundarem-no de dinheiro, transformaram o futebol num negócio. O futebol ao vivo deixou de ser um espetáculo barato. Os antigos utentes do peão e da superior foram atirados para o sofá de sua casa ou a mesa de um café com Sport TV.

Agora, o futebol joga-se em estádios modernos, com lugares marcados e protegidos dos rigores dos elementos, onde as empresas alugam camarotes, ao preço de T3 com vistas para o mar, onde os convidados beberricam um copo de vinho branco enquanto apreciam a partida.

A caixa que mudou o Mundo foi a gasolina que alimentou a inflação louca que se apoderou do futebol.

Em 1980, Laurie Cunningham, a vedeta número 1 do Real Madrid, ganhava 55 salários mínimos. Hoje, Ronaldo recebe mensalmente o equivalente a 168 salários mínimos.

O futebol viciou-se nas receitas extraordinárias, em particular nas provenientes da venda dos direitos televisivos. É isso que explica a teimosa irracionalidade do Benfica em pedir 40 milhões de euros pela transmissão de 14 jogos.

O problema é que o dinheiro passou a ser um fator escasso, a publicidade está a mirrar, os patrocinadores a falir ou a apertar o cinto, os canais de televisão estão com os bolsos vazios e os Al Mansour e Abramovich já não chegam para disfarçar a crise, que inevitavelmente acabaria por chegar ao futebol. A bolha começou a rebentar. A maré começou a descer - e é só quando a maré desce que se vê quem anda a nadar nu.

fonte: jn.pt, por jorge fiel