15 dezembro, 2016

O GRUPO ECONÓMICO DO PORTO.


Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O golo de Rui Pedro afastou fantasmas e fez com que a equipa se soltasse dentro de campo e, com isso, conseguisse crescer e catapultar-se para novos patamares. Daí para cá, mais 9 golos, com exibições seguras à mistura. A prova de que não há maldição que sempre dure quando não se desiste e se luta até ao fim pelos objectivos.

Uma coisa é marcar golos. Outra bem diferente é não os sofrer. E nisso a equipa de NES tem estado sublime. Se no passado se contavam os minutos que Baía passava sem sofrer golos, há que começar a fazer esse exercício para Iker. Mérito do guarda-redes, claro está, da dupla de centrais, obviamente, mas também de NES e da sua máquina bem oleada no processo defensivo. Todos defendem, a começar por André Silva e Diogo Jota. Uma pressão avassaladora ao adversário portador da bola, daquelas que não deixam respirar. E, depois, Marcano e Felipe controlam a profundidade e o espaço aéreo de forma mandona e impositiva.

Vamos agora às frases que vêm marcando a semana, porque no FC Porto 3 vitórias não bastam nem nunca bastarão para que tudo esteja bem. O nosso actual Presidente deu uma entrevista de cerca de 1h ao novo projecto do Jornal de Notícias e convirá analisar algumas declarações:

“Senti um grande apoio dos verdadeiros portistas, das claques (…)”.
Vou adoptar o estilo Euronews: No comments.

“Pensei que Adrián Lopez era um novo Maradona”.
Assim se enxovalha na praça pública um activo do clube. Venham depois também chorar e dizer que o Jorge Mendes só faz bons negócios com outros.
No comments x2.

“Rolando era um peso morto que ninguém queria no clube, embora eu achasse que poderia ter sido aproveitado.”
Não era, não era um peso morto, caro Presidente. E se achava que poderia ter sido aproveitado, porque é que não usou dos seus poderes enquanto Presidente? O ano passado, por exemplo, teria dado muito jeito à defesa da equipa. Não teria sido apenas titular, como também teria sido o patrão da defesa. Mas por qualquer motivo não serviu. O mesmo se passou, aliás, com Otamendi. Está recordado? Porquê?

“Rui Pedro só está no FC Porto em virtude dessa empresa da qual o Alexandre fazia parte ter interferido em prol do jogador para assinar um contrato”.
Será mesmo assim? Então o rapaz não estava no FC Porto desde pequenino? Iria mudar porquê, logo ele que é portista? O que se terá passado para ter que ser Alexandre Pinto da Costa a intervir neste processo?

“O jogador (Rui Pedro) punha como condição que arranjássemos um emprego para o seu pai (…) Falei ao José Américo Amorim (…) e resolvemos o problema”.
E assim se expõe a vida privada da família do Rui Pedro, assim como uma matéria que deve ficar no segredo empresarial de qualquer empresa.

“O Alexandre conseguiu vender o Rolando e segurar o Rui Pedro.”
Falando assim, parece que Rolando se trata de um central do nível do Barreirense e que Rui Pedro, criado nas escolas do clube e com 18 anos neste momento, tinha convites do Barcelona e do Real Madrid.

“Joaquim Oliveira deixou de aparecer e de me falar”
O negócio televisivo MEO/Altice vs NOS/Joaquim Oliveira já começa a cheirar mal. Se calhar conviria não mexer muito mais neste tipo de assunto. Nem expôr os nomes e os diálogos de Miguel Almeida e Joaquim Oliveira, que dirigem grupos económicos que no passado foram muito úteis e importantes para o FC Porto.

Há muitos grupos económicos em que é o filho a suceder ao pai como acontece, por exemplo, com o grupo do Expresso", diz o Director de Comunicação do FC Porto.
Desculpe, mas deve haver aqui algum lapso. Desde logo porque o FC Porto não é nenhum grupo económico, embora por vezes pareça que os negócios estão à frente de tudo. Depois porque, há aqui um erro de base no diagnóstico: o Expresso pertence realmente a Francisco Pinto Balsemão, é propriedade sua, por isso é normal e natural que o pai passe o negócio para o seu filho, como acontece em tantas outras empresas por esse Portugal fora.
Sucede que o FC Porto não é uma empresa. É um clube de futebol que pertence aos seus sócios, que a seu tempo terão oportunidade de mostrar que no FC Porto não há dinastias.

Voltamos ao assunto inicial: o FC Porto resolveu o seu problema com as balizas, mas isso não chega para se aproximar do 1º lugar, pois as arbitragens continuam sempre a remar para o mesmo lado, mantendo-se o clube quieto e calado com os sucessivos roubos a que é votado todos os fins-de-semana. Pudera. Basta ver os ditos acima para perceber que o nosso actual Presidente e a sua estrutura há muito que se deixaram de preocupar com futebol e com o panorama futebolístico português.

Rodrigo de Almada Martins

14 dezembro, 2016

DESERTOR E O GANG.


Há muito que se assistem a tentativas claras de criar fatores de conflito e desunião entre os portistas, com o objetivo evidente de descredibilizar quem gere o FC Porto, dando a ideia de que os desertores é que eram o lado bom do clube, pois não concordavam com as supostas atrocidades que eram cometidas. Ora, nada melhor do que montar uma época, construir um plantel, deixá-lo com fragilidades e lacunas, cultivar o empréstimo por substituição da venda faltando assim liquidez para o equilíbrio financeiro da sociedade, importar nigerianos para a B e sub19 retirando desta forma espaço aos que connosco cresceram, e depois disto ir à sua vida... top, fantástico, quem vier atrás que feche a porta porque agora vou ver de camarote!
Mas melhor ainda, é estar do alto da sua seriedade a “sofrer” no dito camarote presidencial, fazer-se acompanhar por “parceiros estratégicos” para a área do futebol, ser nosso representante em algumas instituições, ou seja, manter um portismo vivo e militante, um portismo como nunca antes sequer se tinha visto, mas ao mesmo tempo “roer as unhas” para que a bola bata no poste e saia ou ficar de sorriso amarelo só porque o Xistra devia ter dado apenas 4 minutos de desconto.

Confesso que desde 1 de Setembro me ando a conter para não escrever determinado tipo de coisas, mas o limite da decência, da falta de vergonha na cara e da dissimulação tem vindo a ser ultrapassado momento após momento, semana após semana, notícia após notícia. Tenho muito respeito por quem serve ou serviu o FC Porto, partindo do pressuposto de que terá dado o melhor de si. Mas a tentativa de dividir para reinar, a tentativa de passar a ideia de “eu ou o Apocalipse”, a tentativa de criar cenários de crise para depois aparecer como “D. Sebastião no meio do nevoeiro”, a intoxicação constante de notícias sobre o filho do presidente mas nada sobre o ex-genro, já são tão descaradas, tão óbvias e tão evidentes, que já não me consigo conter mais e até o mais distraído dos portistas já percebeu quem está por trás disto tudo.

Já não bastavam as fotografias em Londres no restaurante do mouro Idalécio (sim, o calmeirão ex-defesa central de Braga e outros), já não bastava a “relação amorosa” com Joaquim Oliveira (a tomar compensan desde o negócio das tv's), já não bastava a triologia com Carlos Gonçalves (esse icónico empresário da capital que ainda não se percebeu bem como, passou a agente de algumas pérolas da nossa formação) e Teodoro Fonseca (a bem do nosso clube, felizmente ainda não apareceram documentos sobre as suas comissões), já não era suficiente a coincidência de Raul Costa (moço de mão do nosso ex-CEO e ex-elemento do nosso gabinete jurídico) menos de 10 dias depois de ter saído do nosso clube, ter tratado da multimilionária transferência de André Villas Boas (o tal que amava o FC Porto até à morte), ainda temos que levar com a hipocrisia suprema da “solidariedade” mais falsa do que Judas.

O rei da comunicação social em Portugal, aquele que manda e desmanda, aquele que ordena e não precisa de pedir, aquele que planta e não precisa de condicionar, ainda não teve a coragem de vir dizer que Pinto da Costa mente em relação ao processo MEO vs NOS... pudera! Sobre isso, nada vou dizer pois já tudo foi dito e esclarecido... Joaquim Oliveira, depois de o slb ter rasgado contratados e o ter apelidado de ladrão, afinal pôs-se de cócoras para o seu presidente, e tinha que garantir que não pagaria mais aos outros. Perdeu a corrida no FC Porto, perdeu porque houve concorrência, perdeu porque houve quem tivesse oferecido mais. Mas pelos vistos, mais importante do que fazer um bom negócio para o clube, havia gente com algum poder interno de decisão, que estava mais preocupado em que o negócio fosse com a NOS do que em saber quanto lucraria o clube. Estranho ou talvez não, tantas e tantas vezes que o mesmo aconteceu... allô Caballero, Quiñones e sus muchachos!!!

Começamos depois a assistir às repetidas notícias, Bernardino Barros chamou-lhe no último domingo “encomendadas” mas eu prefiro chamar-lhe “alheiras e chouriços” em homenagem ao bom fumeiro do Norte do país, que vão sempre no sentido de atacar Pinto da Costa e quem lhe está próximo. E desenganem-se aqueles que pensam que o objetivo é atacar essas pessoas... não, nem pensar! O objetivo é criar um ambiente externo de desagrado pela ausência de vitórias, aproveitar o impacto das redes sociais e o seu anonimato, para criticar e achincalhar o presidente, desunir e pôr em pé de guerra todos os portistas. E isso é tão escancarado, que nem vale a pena repetir a explicação que ontem o diretor de comunicação do FC Porto deu sobre as trocas de mail's com o Expresso, nem vale a pena recordar que o Football Leaks deu à estampa a vergonhosa transferência de Oblak mas que ninguém lhe “pegou”. O objetivo é óbvio: minar, desunir, desestabilizar, criar focos de contestação, pôr toda a gente à espera que alguma coisa corra mal para apontar o dedo.

Da minha parte, todos têm que contar sempre com uma postura interventiva, atenta à vida o clube, alerta para o que de bom e o de mau se faça. Uma postura de crítica construtiva, de querer mais e melhor para o clube e cortar com um caminho que foi trilhado na última década e nos trouxe até aqui. Um caminho onde perdemos identidade em nome da marca! Um caminho onde perdemos referências em nome do negócio! Um caminho onde perdemos Porto para ganhar hastags!
De qualquer forma, fá-lo-ei sempre com respeito. Respeito por quem lidera, respeito por mim, respeito pelo meu amor ao Futebol Clube do Porto. Não tenho que defender nada nem ninguém a não ser o meu muito amado clube. Mas se há coisa que quero, muito mais do que as minhas preferências pessoais, é o sucesso do mágico Porto!
Uma coisa é certa, nunca poderão esperar de mim que pise quando as coisas não estão bem só para dizer “eu tinha razão!”. Nunca poderão esperar de mim o silencio em relação áqueles que estando de fora apenas querem minar. Aqueles que enquanto estavam lá dentro eram sobranceiros e “pidescos” para com quem abria a boca, mas que agora fomentam a mais vil e nojenta de todas as opiniões: o boato!
Não sou eu que o digo! Quem o diz são funcionários do clube que até lhe eram muito próximos mas que desde a sua saída dizem que ele era “a cabeça do polvo” e que ainda estão muitos lá dentro que contam a vida do clube ao minuto e se riem com as nossas derrotas.

Até quinta, no sítio do costume!

13 dezembro, 2016

O QUE UM GOLO PODE OU NÃO MUDAR.


O ditado “não há fome que não dê em fartura” aplica-se quase na perfeição ao atual momento do FC Porto. Depois de uma longa, penosa e complicada (e que pode ter consequências lá mais para frente) fase de seca, em que a nossa eficácia ofensiva foi nula, onde os árbitros fecharam os olhos a vários penalties que poderiam influenciar decisivamente certos jogos e decisões (setúbal e chaves!) e onde que os maus resultados se acumularam com consequências complicadas, nomeadamente alargamento da desvantagem para o líder e saída da taça de Portugal, eis senão quando um golo aos 95 minutos desanuviou o ambiente e parece que virou por completo a nossa sorte.

O futebol tem de facto muita piada e uma componente de imprevisibilidade superior a qualquer outro desporto, também por isso, é o desporto mais amado e visto no mundo inteiro. Senão vejamos, aos 93 minutos do jogo frente ao Braga, o cenário estava próximo da catástrofe, à beira de mais um jogo sem marcar golos, com a agravante do 1º classificado ter caído no "caldeirão dos barreiros" no dia anterior e perante um Braga cuja única estratégia se centrava no mais nojento e miserável anti-jogo "marafoniano" (já vi muita coisa, mas um GR tão ordinário, creio que nunca tinha visto nada assim). Apenas 120 segundos depois, um golo justíssimo de um rapaz que não custou 6 milhões de € e que tem idade de júnior parece ter mudado a maldita "sorte", ao mesmo tempo que tombou de forma tão cruel, quanto justa e saborosa um clube que me começa a meter tanto ou mais nojo que os nossos "amigos lá de baixo".

É curioso também que, após finalmente o clube na pessoa do Presidente e dos seus vários canais de comunicação (Dragões Diário e não só...) ter gritado e berrado contra as arbitragens (12 penalties depois) e após o golo de Rui Pedro, em apenas dois jogos marcaram-se 9 golos, carimbou-se a passagem aos oitavos-final da Champions perante o campeão inglês (sim, o campeão!), recuperou-se o 2º lugar e reduziu-se para 4 pontos (o que ainda assim, é muito!) a desvantagem para o 1º classificado. Mais incrível ainda, os árbitros até já marcam penalties claros a nosso favor, expulsam jogadores adversários e tomam decisões corretas de arbitragem. Ajudou ter-se berrado um pouco, mas também ajuda muito o facto de já termos uma desvantagem considerável para o líder, ou seja, depois das "cacetadas" em vários jogos, nomeadamente, setúbal e chaves, as coisas ficam mais favoráveis para finalmente se começarem a tomar decisões de arbitragem corretas. Faz-me lembrar o ano passado, quando já estávamos a dezenas de pontos do 1º lugar e num longínquo 3º lugar, os senhores de preto lá começaram a marcar penalties a nosso favor... Pois.

Apesar de tudo isso, não posso deixar de direcionar a minha análise para uma componente mais racional e realista. O golo de Rui Pedro obviamente mudou a atual conjuntura, mas não apaga, nem corrige os muitos erros que foram cometidos na preparação da época, na constituição do plantel e noutras coisas mais, que todos nós bem sabemos. O golo de Rui Pedro foi ótimo, mas ter os pés no chão, manter a calma, concentração e atenção máximas não fará mal a ninguém. Foi saboroso marcar 10 golos em apenas 8 dias e manter os objetivos da época a salvo, pelo menos por agora. Mas há 2 jogos antes do Natal que imperiosamente se têm de vencer "sem espinhas", 2 jogos em que vai novamente abundar o anti-jogo e todas as estratégias ordinárias das equipas pequeninas do nosso futebolzinho português. Por isso, é necessário ritmo elevado desde o primeiro minuto e tentar resolver o jogo o mais cedo possível.

O golo de Rui Pedro pode ter mudado o contexto mas pode não ser suficiente para resolver problemas estruturais. Sei que dizer isto neste momento em que estamos todos muito contentes com os últimos resultados obtidos pode soar a contra-corrente e desmancha-prazeres, mas é bom que não nos esqueçamos que:
  1. Apesar dos desenvolvimentos recentes, a desvantagem de 4 pontos continua a ser enorme num campeonato como o português. Já se perderam pontos demasiado estúpidos, nomeadamente os perdidos em tondela e setúbal, duas equipas miseráveis, em que apenas se admitia a vitória. Enquanto esta desvantagem se mantiver, a nossa margem de erro é nula, não podemos errar, não podemos perder mais pontos para o líder. É óbvio que andar sempre a correr atrás do prejuízo desgasta muito mais psicologicamente do que estar na frente, e aí o papel do treinador é fundamental para estabilizar mentalmente a equipa;

  2. Para mim é fundamental que haja alterações no mercado de janeiro. Deixemo-nos de falinhas mansas, Depoitre tem sido miserável sempre que põe os pés em campo, Herrera está a tentar ser recuperado e até Brahimi já marca golos. Mas não consigo encontrar forma mais suave de dizer isto: é preciso despachar alguns jogadores, se possível fazer encaixe financeiro e ir buscar um avançado com números e historial que aconselhe a sua contratação. Todas as contratações têm a melhor das intenções e são como os melões (só depois de abertos...) mas é diferente ir buscar um jogador que marcava meia dúzia de golos na Bélgica ou ir buscar outro que já marcou dezenas deles em várias épocas em boas equipas e bons campeonatos. Não tenho dúvidas que uma boa aquisição para o ataque, que acrescente mais experiencia e qualidade que André Silva e Diogo J pode fazer toda a diferença lá mais para a frente da época.

  3. Por último, mas não menos importante. A sacramental questão das arbitragens. Para além de todos os problemas internos com que nos temos de debater, continuam os erros sempre mas sempre no mesmo sentido, ou seja, no sentido de favorecer o 1º classificado. Torna-se muito complicado lutar sempre contra tantos e tantos obstáculos e a verdade é que as coisas atingiram uma dimensão inimaginável. E também já começa a fartar o sentido dos erros, sempre mas sempre a favor do mesmo e contra os mesmos. Já farta e enoja, sinceramente...
PS: No sorteio da Champions, pior só mesmo o Barcelona... Mas é de momentos históricos em que ninguém dava um chavo pelo FC Porto que se fez a história europeia deste grande clube. Julgo até que teremos mais hipóteses agora que na mítica final de Viena ou que naquela eliminatória frente ao todo-poderoso Manchester de Ferguson em que embalamos rumo ao 2º título de campeão europeu. O objetivo principal da passagem da fase de grupos já foi conseguido, agora tudo o que vier será por acréscimo, há que desfrutar de uma eliminatória frente a uma das grandes equipas europeias da atualidade e tentar vencer. Porque é preferível cair a tentar vencer do que apenas tentar não perder. Foi de audácia, coragem e tenacidade que o grande FC Porto europeu foi construído. De uma coisa tenho a certeza, é uma ótima oportunidade desta equipa para entrar numa página de glória do clube, porque eliminar Roma e Juventus na mesma época, não é para qualquer equipa. FORÇA FC PORTO!!!

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

De novo, o HÓQUEI EM PATINS. Após a primeira escorregadela a nível interno, o FC Porto recebeu uma Oliveirense que este ano bem se reforçou, contando entre os reforços com Jordi Bargalló.

Os oliveirenses até entraram melhor no jogo e colocaram-se em vantagem por 2-0 antes dos 5 minutos da 1ª parte. O FC Porto conseguiu assentar o seu jogo e voltar ao encontro com Jorge Silva a reduzir para 2-1. No entanto, ainda antes dos 15 minutos, já a nossa equipa se encontrava na liderança do marcador. Até ao intervalo, 2 bolas paradas para os oliveirenses e 1 para o FC Porto que tiveram o mesmo desfecho, não deram em golo. Assim, o intervalo chegou com a nossa equipa na liderança.

Na 2ª parte, logo aos 2 minutos, o ampliar da vantagem por Reinaldo Mallea, tendo a equipa conseguido manter a liderança no marcador, mesmo tendo desperdiçado mais 2 bolas paradas. Felizmente que estas não fizeram falta no passado sábado, mas, deveremos ser capazes de inverter esta situação para em jogos mais equilibrados não sofrermos dissabores.

A lamentar apenas a provocação durante o jogo por parte de um jogador formado na nossa casa para com os adeptos, e no final, pelos gestos que dirigiu para a bancada. Pedro Moreira, com essas atitudes, cada vez fico mais contente com a decisão do FC Porto em não ter renovado contrato contigo em 2014/15, tendo apenas pecado por tardia esta atitude.

Para quem não viu o jogo, pode VER AQUI um resumo.

O próximo jogo irá realizar-se no sábado, pelas 15h00 (editado), com a recepção ao Barcelona para a Liga Europeia.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL, depois da derrota em Guimarães, levava já uma série consecutiva de 3 vitórias em igual número de jogos, e no sábado, na deslocação à Maia, tinha a possibilidade de alargar essa séria vitoriosas para 4 jogos.

A entrada no jogo foi favorável aos visitados e chegamos ao fim do 1º período a perder por 25-20. No entanto, até ao intervalo, conseguimos passar para a liderança por num score de 51-37. O 3º quarto foi novamente favorável à nossa equipa que chegou ao fim de 30 minutos na frente do marcador por 66-44. Um último parcial de 24-22 permitiu o resultado final de 90-66.

No próximo jogo, recepção ao Elétrico, sábado, pelas 18h00 (editado).

A equipa de ANDEBOL deslocou-se à Marinha Grande para defrontar o SIR 1º Maio para a Taça de Portugal e conseguiu o apuramento para a próxima eliminatória.

Entretanto, no próximo sábado, pelas 18h00, recepção ao Avanca - adiado para janeiro (editado).



Abraco,
Delindro

12 dezembro, 2016

JUVENTUS É O ADVERSÁRIO NOS “OITAVOS”.


Sorteio realizado em Nyon colocou os italianos no caminho do FC Porto na Liga dos Campeões

O sorteio dos oitavos-de-final da UEFA Champions League, realizado esta manhã em Nyon, na Suíça, ditou um duelo entre o FC Porto e os italianos da Juventus. O jogo da primeira mão, no Estádio do Dragão, está agendado para 22 de fevereiro (19h45), enquanto a segunda, no Estádio da Juventus, em Turim, será a 14 de março (19h45).

Atual tetracampeã italiana, a Juventus qualificou-se para os oitavos de final depois de ter terminado o Grupo H na primeira posição (14 pontos), à frente de Sevilha (11), Lyon (8) e Dínamo de Zagreb (0). Em 2014/15, a Juventus atingiu a final da Liga dos Campeões, mas perdeu o jogo decisivo frente ao Barcelona.

Ao fim de 16 jornadas da Liga italiana, a equipa orientada por Massimiliano Allegri, na qual pontifica o ex-Dragão Alex Sandro, é líder, com 39 pontos, mais sete do que a Roma, segunda classificada e com menos um jogo disputado. No seu palmarés, a Vecchia Signora conta com 32 Campeonatos de Itália, 11 Taças de Itália, sete Supertaças de Itália, duas Ligas dos Campeões, três Taças UEFA, uma Taça das Taças, uma Taça Intertoto e duas Supertaças europeias.

Sorteio dos oitavos de final:

Manchester City (Inglaterra)-Mónaco (França)
Real Madrid (Espanha)-Nápoles (Itália)
sl merda -Borussia Dortmund (Alemanha)
Bayern Munique (Alemanha)-Arsenal (Inglaterra)
FC PORTO-Juventus (Itália)
Bayer Leverkusen (Alemanha)-Atlético de Madrid (Espanha)
PSG (França)-Barcelona (Espanha)
Sevilha (Espanha)-Leicester (Inglaterra)



Nuno: “A Juventus é uma grandíssima equipa”

Nuno Espírito Santo considerou esta segunda-feira, numa primeira reacção ao sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões, que “a Juventus é uma grandíssima equipa” e, “sem dúvida”, um dos adversários mais difíceis que poderia tocar em sorte aos Dragões. Ao Porto Canal, o treinador garantiu que a equipa se irá apresentar motivada e respeitando os pilares estabelecidos no início da época, mas acima de tudo sublinhou que ainda falta mais de dois meses para se iniciar a disputa. O jogo da primeira mão, no Estádio do Dragão, está agendado para 22 de fevereiro, enquanto a segunda mão, no Estádio da Juventus, em Turim, será a 14 de março.

“Nesta fase da competição, estando entre as 16 melhores equipas da Europa, não seria nenhum adversário fácil. A Juventus é uma grandíssima equipa, mas devo dizer algo importante: estamos a falar de 22 fevereiro, falta bastante tempo e há muitas coisas a que dar prioridade antes, a começar já por quinta-feira [jogo com o Marítimo, para a Liga NOS]. Começaremos a pensar nessa data e uma coisa é certa: vamos com a maior motivação, a nossa ambição e os nossos pilares fundamentais, o compromisso e cooperação, para tentar superar este obstáculo difícil”, declarou.

11 dezembro, 2016

NO CAMINHO CERTO.


FEIRENSE-FC PORTO, 0-4

O FC Porto continua com as goleadas. Depois dos 5-0 da passada Quarta-feira, os Dragões golearam o Feirense por quatro bolas sem resposta no reduto deste. Assim vai o Dragão, com a consciência e a noção de que começa a trilhar os caminhos certos mas também, certamente, com a certeza de que há muito para pedalar e para evoluir.

Ainda há uma semana, o FC Porto estava no 4º lugar, ameaçando colocar-se no 5º posto da classificação e hoje encontra-se no 2º lugar a 4 pontos do 1º classificado.


Os Dragões foram a Santa Maria da Feira com o propósito de conquistar 3 pontos, de modo a beneficiar da escorregadela de, pelo menos, um dos dois rivais directos. E foi isso que aconteceu.

Uma entrada forte do FC Porto permitiu aos portistas chegar ao golo bastante cedo. Numa desmarcação em profundidade de Óliver, André Silva dominou a bola de peito na grande área e foi agarrado pelo braço por Ícaro. Penalti e expulsão ditaram o início de um jogo com um resultado mais ou menos previsível.

André Silva converteu a grande penalidade e colocou o FC Porto na frente. A jogar contra o 10, os azuis e brancos acentuaram o domínio mas não se livraram de um susto.

Alguns minutos volvidos, o Feirense, na sequência de um pontapé de canto, viu uma bola esbarrar no poste, num remate de fora da área de Tiago Silva que apanhou desprevenido I. Casillas.


Mas o FC Porto continuou a fazer o seu jogo com naturalidade. E foi com essa mesma naturalidade que chegou ao 2-0 pouco depois da meia hora de jogo. Na sequência de um lançamento de linha lateral efectuado por Maxi, Diogo Jota deixou para Brahimi e este voltou a faturar depois de o ter feito na última Quarta-feira.

Brahimi que tem substituído Otávio, parece estar de regresso ao que de melhor poderá fazer mas dois jogos é muito pouco para avaliar a actual condição do jogador argelino.

Na etapa complementar, os portistas fizeram o que tinham feito no início da partida: marcar cedo. Aos 49 minutos, Ivan Marcano confirmou em cima da linha um cabeceamento de Felipe para a baliza do Feirense.

O resultado e o destino do jogo estavam à vista. Com a etapa complementar quase toda para cumprir, coube ao FC Porto saber gerir da melhor forma o jogo e o resultado com vista aos dois jogos que se aproximam no espaço de uma semana.

Mas não se pense que o FC Porto teve uma tarde descansada. Até ao 3-0, a equipa da casa, apesar da inferioridade numérica, esteve em bom plano e tentou contrariar o favoritismo azul e branco.


Nuno Espírito Santo retirou Corona e Óliver e fez entrar Herrera e A. André. E mais tarde, logo a seguir ao 4º golo, Rui Pedro entrou para o lugar de André Silva.

O 4º golo surgiu, aos 69 minutos, num bonito de lance de Alex Telles e Brahimi, com um cruzamento do brasileiro para a cabeça de André Silva. O jovem ponta-de-lança fez o 9º golo no campeonato e está a um da liderança.

Com 20 minutos para jogar, o FC Porto jogava em modo de gestão mas antes de terminar o encontro houve dois lances de golo. Um para cada lado. Herrera, numa jogada individual atirou ao lado com tudo para fazer o golo e depois Platiny rematou à trave da baliza de Casillas.

Uma boa vitória portista que fez 10 golos nos últimos 3 jogos, depois de um jejum longo de 5 jogos sem abanar as redes.

Destaques finais para a grande exibição de Óliver Torres no miolo portista, o gesto altruísta de Marcano no golo que marcou, atribuindo a Felipe a autoria do mesmo e o maciço apoio da bancada que se fez sentir durante todo o jogo.


Aproxima-se o interregno de Natal mas antes o FC Porto tem dois jogos da Liga NOS para cumprir. Na Quinta-feira recebe o Marítimo em jogo antecipado da 15ª Jornada e quatro dias depois será a vez de receber o Desp. Chaves, jogo respeitante à 14ª Jornada da mesma prova. Dois jogos em que os 6 pontos são obrigatórios, de forma a continuar a perseguir o líder do campeonato.



DECLARAÇÕES

Nuno: “Soubemos como desbloquear o Feirense”

Marcar cedo?
“Foi mais fácil porque tornámos o jogo mais fácil. Conseguimos controlar totalmente o jogo, isso é o mais importante, independentemente da inferioridade numérica. Soubemos como desbloquear o Feirense nessa circunstância e chegar ao golo. O mais importante é manter sempre o equilíbrio, estar sempre dentro do jogo e conseguir uma vitória que é justa.”

Sete jogos sem sofrer golos
“É fruto de uma boa organização, um grande trabalho dos jogadores, determinados. Sabem que todos têm que defender e isso é um dos pilares que defendemos para esta equipa, é importante manter a nossa baliza a zero porque assim estamos muito mais perto de conseguir a vitória.”


As substituições
“Fizemos o que o jogo pedia. Os jogadores que entraram estiveram bem, tem sido sempre assim. É mais uma demonstração de que contamos com todos e de que todos são importantes.”

O apoio dos adeptos
“Queria deixar uma palavra aos nossos adeptos, que hoje nos fizeram sentir como se estivéssemos no Dragão. O seu apoio foi constante e isso é muito importante para nós.”

O resultado do dérbi
“O fundamental era hoje cumprirmos com a nossa obrigação, fazermos um bom jogo e consolidar o que vínhamos fazendo, crescendo mais. Agora tudo o que acontecer é positivo para nós porque cumprimos com a nossa obrigação.”

O futuro
“Ganhámos um jogo num campo difícil, com um rival necessitado de pontos, que conseguimos dominar. O futebol é momento, tivemos momento menos bons mas não perdemos o caminho que projetámos e vamos continuar a potenciar os jogadores, porque o talento existe. É nossa obrigação, como equipa técnica, trabalhá-lo. O resultado não invalida a necessidade de melhorar e a consciência de que queremos que a equipa seja sempre assim, que ganhe os jogos de forma contundente.”



RESUMO DO JOGO

10 dezembro, 2016

OLÍMPICO MARCOLINO DE CASTRO.


E depois de tantos jogos sem marcar um golo, seis golos em dois jogos! As vitórias regressaram com um golo do jovem ponta de lança Rui Pedro aos 94 minutos do jogo contra o Braga e quatro dias depois o campeão inglês foi dizimado no nosso estádio. Encurtámos distâncias no campeonato e passámos aos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Sábado à noite recepção ao então terceiro classificado do campeonato. Nós que tínhamos saltado para quarto após o empate em Belém, tínhamos ali uma oportunidade para escalar na classificação. Um jogo de sentido único, de verdadeiro “tiro ao meco” durante mais de 90 minutos. E foi já sobre o apito final que o menino Rui Pedro fez explodir o estádio do Dragão, os adeptos em geral e os ultras do FC Porto em particular.

Estádio bem composto e uma excelente deslocação dos ultras do Braga. Cerca de 2000 vieram à Invicta e tiveram uma boa prestação na bancada, diga-se.


Do nosso lado, destaque neste jogo para os Super Dragões, que à passagem do minuto 30 cobriram toda a bancada Sul com um pano gigante com o emblema da claque. A comemoração dos 30 anos dos SD originou uma enorme “tochada” como há muito por ali não se via. O efeito visual ficou naturalmente bonito, principalmente para quem está noutras bancadas.

Na última quarta-feira, véspera de feriado, noite categórica no Dragão!! 5-0 ao campeão inglês, quero lá saber que jogadores trouxeram, ganhámos 5-0 ao campeão inglês em título e é isso que vai ficar na história!!! Cumprimos o objectivo, passámos aos oitavos de final. O segundo lugar pode eventualmente fazer-nos cruzar com equipas mais fortes, mas este ano ficou tudo muito dividido, ficando em segundo também evitamos vários “tubarões”.

Enorme jogo da nossa equipa, correspondido pelos adeptos na bancada. Os ingleses vieram em peso, cá fora ainda fizeram barulho mas dentro do estádio vieram mesmo só ver o jogo. Pouco ou nada se fizeram ouvir.


Apontar agora baterias para o Feirense, ganhar o jogo e naturalmente ganhar pontos aos rivais que jogam logo a seguir, no próximo Domingo. E por falar em Feirense, eis mais um clube de CHULOS! O bilhete mais barato para público foi inicialmente apontado para os 19 euros. Após várias negociações (infelizmente não por quem se devia preocupar com isto) os bilhetes baixaram para os 17,5 euros.

Um portista que queira apoiar a sua equipa nesta curtíssima deslocação, tem de desembolsar a módica quantia de 17,5 euros para entrar em Anfield de Castro de Santa Maria da Feira!! Nunca está tudo 100% bem, desta vez em que até marcaram o jogo para uma excelente hora (16h), espetam-nos com um preço destes, com fogaça incluídas certamente.

Mais um assalto à mão armada, é este o respeito que merecem aqueles que respiram futebol e a sua equipa, aqueles que mantém a economia do futebol viva, aqueles que trocam a lareira numa tarde de Inverno por apoiar a sua equipa no Marcolino Bernabéu. Lá dentro ou cá fora, sei que os Dragões vão invadir Santa Maria da Feira!!

Um abraço ultra.

09 dezembro, 2016

CUIDADO COM A MONTANHA RUSSA.


Apenas uma semana depois de nos sentirmos num beco sem saída após um novo empate sem golos para a Taça da Liga, eis-nos devolvidos às boas sensações. Uma sequência de 2 jogos diferentes mais igualmente saborosos trouxeram-nos outra cara, mas é este o momento para alimentar euforias ou ficarmos desde já com a certeza de que estamos finalmente no rumo certo? Não.

Valorizar as boas sensações e alimentar o sentimento de insegurança que vemos a crescer nos adversários é obrigatório, mas todo o cuidado é pouco porque se há coisa que aprendemos nos últimos anos é que o FC Porto ganhou uma tendência estranha para viver no fio da navalha, numa montanha russa de resultados que nos levam frequentemente a estados de alma completamente distintos com poucos dias de intervalo.

Domingo temos um jogo que deve ser encarado como uma final de Liga dos Campeões. Será exagerado pensar assim uma vez que se trata de um jogo com o recém-promovido Feirense? À primeira vista admito que sim, mas depois de todas estas emoções fortes das últimas semanas e com um Benfica-Sporting na agenda outra coisa não pode passar pela cabeça que não a vitória, sob pena de darmos um enorme passo atrás na corrida ao lugar que pretendemos.

Para quem se deixou empatar nas vésperas e no jogo seguinte ao clássico com o Benfica, também ele objecto de um empate obtido da forma mais amarga possível, todo o cuidado é pouco para não desperdiçar esta nova vida. A estrondosa queda dos vermelhos na Madeira, somadas às dúvidas que lhes trouxe uma miserável exibição na “final” com o Nápoles, põe sob pressão uma equipa que parecia definitivamente lançada rumo a um impensável tetra campeonato. A festa após o golo no Dragão e as atitudes que se seguiram pressupunham um clima de pré-festa, fazendo lembrar o célebre dia em que os vimos na Madeira a festejar, no entanto a realidade diz-nos outra coisa: eles não são intocáveis nem sequer valem metade do que se afirmava por aí à boca cheia.

Quanto ao outro adversário, já sabemos do que a casa gasta. Liderados por um indivíduo que tem tanto de bom treinador como de pessoa instável, têm andado num autentico turbilhão de momentos bons com outros assim-assim, num retomar clássico da velha tradição verde e branca. Irão à Luz sob pressão e a nós interessa-nos que pelo menos não percam esse jogo, sabendo à partida que mesmo saindo de lá na liderança terão provavelmente muito mais dificuldades de se manterem firmes do que o outro rival da capital. Para reforçar a ideia de que o sucesso dos verdes na Luz é o menos mau para nós devo acrescentar que o título verde é muito menos difícil de engolir do que um inacreditável tetra vermelho, mesmo que ambos os clubes me mereçam níveis semelhantes de desprezo.

Posto isto voltemos a nós e à nossa final de Santa Maria da Feira. A nossa vitória neste terreno não nos garantirá nada, no entanto algo que não passe pelos 3 pontos será um balde de água fria quiçá definitivo nas nossas opções de reconquista do Campeonato, que foram alavancadas decisivamente no passado fim-de-semana.

A equipa está sólida, não sofre golos e permite pouquíssimas oportunidades aos adversários, está aparentemente unida em torno do seu treinador que, malgrado algumas opções, está de novo revitalizado junto do universo Portista após o reencontro dos seus pupilos com as balizas adversárias. Depois de dias muito difíceis o momento é nosso, saibamos capitalizá-lo e não voltemos a dar tiros nos pés nos momentos decisivos!

07 dezembro, 2016

NOITE PERFEITA.


FC PORTO-LEICESTER, 5-0

Noite de gala no Dragão. O FC Porto repetiu as grandes exibições desta época nomeadamente frente à Roma, ao V. Guimarães, ao Benfica e ao Sp. Braga. E a boa notícia é que os Dragões conseguiram duas proezas: primeiro fazer dois bons jogos conseguidos – Sábado passado e esta noite com os ingleses – e segundo marcar uma mão cheia de golos depois de quatro jogos consecutivos sem marcar.

Apesar do Leicester apresentar uma segunda equipa, os Dragões fizeram pela vida. E justificaram plenamente o resultado gordo. Uma bela exibição coroada com cinco golos sem resposta e a qualificação para os oitavos-de-final da Champions League, objectivo mínimo exigido aos portistas.


O FC Porto atingiu 11 pontos e quedou-se pelo 2º lugar no Grupo G a dois pontos do Leicester que venceu o grupo. 26 milhões de euros entram nos cofres do Dragão, muito necessitado para pagar contas e canalizar o dinheiro da forma mais correcta.

O jogo de Sábado passado foi um bom tónico para os portistas encararem o jogo frente aos ingleses. E não poderia ter começado melhor. Aos 6 minutos, o Dragão festejava o primeiro golo. André Silva de cabeça inaugurou o marcador e reconciliou-se com a baliza e os golos. O mais difícil estava feito e cedo o FC Porto tranquilizou-se para explanar o seu futebol.

O jogo foi muito fluído da parte azul e branca. Boas trocas de bola, rapidez de execução, equipa em movimento constante e controlo absoluto da partida. O Leicester tentava fazer pela vida mas era muito curto para este FC Porto.

À passagem dos 29 minutos, Corona fez o 2-0. E que golaço!!! Respondendo a um cruzamento de Alex Telles, o extremo mexicano, de pé esquerdo na área e sem deixar a bola cair, rematou estrondosamente ao ângulo superior da baliza inglesa.


E perto do fim da primeira parte, Madjer regressou ao Dragão. O calcanhar voltou a funcionar tal como em Viena 87. Numa jogada muito bonita entre Corona e Maxi, o defesa uruguaio cruzou para a área e Brahimi, regressado à titularidade, fez o 3-0 de calcanhar. Yacine Brahimi imitou o seu compatriota de 1987 e reconciliou-se com a plateia do Dragão.

Brahimi substituiu o lesionado Otávio e esteve em bom plano. Apesar de várias incursões individuais à área contrária e algumas perdas de bola, o argelino pareceu mais solto e procurou jogar para a equipa.

Atrevo-me a dizer que um dia destes, Casillas arrisca hipotermia. O guarda-redes espanhol esteve na primeira parte contra o Leicester, tal como no jogo todo com o Sp. Braga. Completamente acampado na sua baliza. Um mero espectador.

A etapa complementar trouxe algumas mudanças. Os ingleses tentaram reagir à desvantagem de 3 golos nos minutos iniciais. E conseguiram criar algum calafrio na defesa portista com alguns remates perigosos. Registo para uma defesa apertada de I. Casillas e uma bola rematada na zona de grande penalidade que saiu por cima da baliza. Além disso, perto do fim, os ingleses enviaram uma bola a roçar a trave da baliza portista.


Mas a noite era azul e branca. André Silva pôde redimir-se de ter falhado duas grandes penalidades nos últimos jogos. Aos 65 minutos, após ser agarrado na área contrária, concretizou uma grande penalidade com sucesso, obtendo o 4-0 para os Dragões.

Nuno Espírito Santo fez então duas substituições. Herrera e R. Neves entraram para os lugares de Danilo e Corona mas o FC Porto manteve o domínio do jogo.

Aos 75 minutos, Diogo Jota numa bela jogada de combinação com André Silva, fez o resultado final, levando as bancadas do Dragão ao êxtase.

Logo a seguir, André Silva foi substituído por Rui Pedro e das bancadas ouviram-se aplausos estrondosos. Até ao fim, o FC Porto controlou o jogo e o resultado com a certeza de que estaria presente no sorteio da próxima 2ª feira que irá ditar o adversário dos oitavos-de-final da prova.


A noite foi perfeita. Os Dragões devem aproveitar este bom momento para ver se de vez, encarrilam na linha certa no campeonato nacional com vista ao título que já foge há quase quatro anos.

Notas finais para a equipa, para a mão cheia de golos de belo efeito, para um grande futebol praticado, para as bancadas do Dragão e… para o aumento drástico de vendas de Kompensan.

Próxima paragem: Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira. Conquistar 3 pontos obrigatórios para recuperar mais alguns degraus em relação a, pelo menos, um adversário directo.



DECLARAÇÕES

Nuno: “Estar entre os 16 melhores da Europa é um grande orgulho para nós”

Felicidade e orgulho
“A equipa fez um bom jogo. Sabíamos da importância deste jogo, mas depois do empate em Copenhaga, afirmámos que queríamos dar este passo decisivo no Dragão. Cumprimos o objetivo que traçámos e não falhámos num jogo que era absolutamente decisivo. Estamos felizes por nós, pelos adeptos e pelo clube. O Dragão esteve com a equipa e merece festejar esta vitória, merece esta alegria. Continuar na Champions era um objetivo que tínhamos traçado e é preciso não esquecer que o nosso caminho começou no play-off, no qual eliminámos uma grande equipa. Estar entre os 16 melhores da Europa é um grande orgulho para nós. O nosso grupo não era fácil e não começámos bem, mas soubemos levantar-nos.”


Qualidade e maturidade
“No jogo do campeonato (frente ao Sporting de Braga, 1-0), sofremos para vencer, mas a vitória foi justa. Os jogadores têm perfeita consciência de que tudo fizeram para ganhar. Hoje foi diferente porque marcámos, e o facto de termos marcado cedo permitiu-nos jogar futebol como queremos. Com confiança, as coisas saem melhor e foi isso que aconteceu. Fizemos um jogo de muita qualidade e a equipa demonstrou grande maturidade. Estamos a melhorar e a crescer. O jogo mais importante é sempre o seguinte e nunca deixaremos de preparar os jogos da forma que fazemos.”

Fortaleza defensiva
“A equipa é um processo que nunca está acabado. Um dos nossos pilares é o equilíbrio, a capacidade de estarmos concentrados em todas as tarefas. Todos os jogadores têm tarefas importantes nesse equilíbrio. A equipa vai muito para além da eficácia ofensiva. Temos de trabalhar sempre, em todos os aspetos fundamentais do jogo. Além disso, é essencial potenciar tudo o que temos de bom. Somos uma equipa organizada desde a primeira fase e esse é um trabalho de todos.”

Brahimi e os outros
“O Brahimi fez um bom jogo, mas muitos outros jogadores fizeram um bom jogo. Trabalhou bem para a equipa, mas não é segredo para ninguém que privilegiamos o compromisso e a cooperação entre todos. São coisas essenciais numa equipa, num coletivo. O grupo é a força e estão todos de parabéns.”



RESUMO DO JOGO

CONTRA TUDO E CONTRA TOLOS.


A nossa história recente com Pinto da Costa ao leme, nunca foi marcada pela unanimidade, pela simpatia ou pelo elogio. Num país elitista e centralista, onde o sucesso é sempre tratado com desdém, qualquer pessoa ou entidade que ouse ser ou viver fora da área metropolitana da capital e simultaneamente ser líder da sua atividade, sabe que vai ser combatida pelo poder central, pelas forças de bloqueio e lobbies que fazem da capital do império um dos tesouros mais bem guardados do tempo que antecedeu a democracia.

A comunicação social sempre de cócoras e pronta para as maiores sabujices em nome da coesão nacional, as mais altas instâncias deste país que jamais ousam descentralizar ou pensar que Portugal não termina depois de Vila Franca de Xira, sempre tiveram no Futebol Clube do Porto um opositor acérrimo e que demonstrou nos últimos 30 anos que afinal tudo isto não passa de uma torre de babel, desde que bem atacada.

Eles não mudaram!
Eles continuam desavergonhados e despudorados, capazes de se prostituírem para nos derrotar.
Eles continuam obcecados contra o que é do Norte, do Porto, do que não é de Lisboa.
Eles continuam a querer dizer que nós é que somos regionalistas e separatistas quando aquilo porque sempre lutamos foi por igualdade... igualdade de direitos, de oportunidades e tratamento.
Eles continuam a ter dois pesos e duas medidas, continuam a escrever com tinta vermelha, continuam a arrotar alarvidades em nome do centralismo.

Quem mudou fomos nós!
Nós é que deixamos de os combater com a mesma garra e a mesma determinação.
Nós é que nos deixamos embalar por um suposto discurso “pequenino” e “esquizofrénico”.
Nós é que alteramos a postura guerreira e capaz de os atormentar.
Nós é que esquecemos que eles nos odeiam muito mais a nós do que nós a eles.
Nós é que nos esquecemos que “antes quebrar que torcer” é uma marca da nossa identidade.
Nós é que temos que recuperar uma guerra que eles nunca abandonaram, uma guerra na qual sempre nos sentimos confortáveis, uma guerra que faz tanto sentido como há 30 anos atrás.


O Futebol Clube do Porto é um clube com índole regional e regionalista, mas com uma cobertura nacional e internacional. Não temos que negar as nossas marcas ou as nossas raízes. Pelo contrário, devemos ter orgulho nelas e perceber que foram essas mesmas que nos fizeram ser referência para milhões de portugueses espalhados por todo o Mundo.
Não foi com discursos moles e apaziguadores que crescemos exponencialmente em todos os cantos do país e do Mundo... foi a lutar contra tudo e contra todos, contra tudo e contra tolos!
Portanto, não deixemos que os outros nos enganem, que digam que o nosso discurso está ultrapassado e pequeno. Não, de todo e de forma alguma!

A nossa cultura e identidade, os nossos valores e história, a nossa atitude e postura, a nossa tradição e valores, têm por isso de ser interpretados em campo por aqueles que são os atores maiores das nossas cores, aqueles que traduzem na prática os sonhos que todos temos.
Para isso, é preciso que lhes sejam transmitidos esses valores, essa identidade, essa mística. É só isso que nos falta, é só isso que tem faltado.
Com isso subjacente, a união entre todos vem por arrasto e em doses industriais!
Foi isso que me pareceu ver no passado sábado de diferenciador. Querer ganhar, todos querem! Fazer tudo por tudo para ganhar, dar um pouco mais de si próprio quando tal já não parece possível, isso já nem todos fazem. Mas é isto que temos que fazer, é disto que precisamos.

O Futebol Clube do Porto é diferente de todos os outros.
A Paixão e o Amor que os seus adeptos sentem, é diferente de todos os outros.
É preciso que cada adepto volte também a ser um guerreiro e não um mero espetador.
Somos todos nós que fazemos o Porto todos os dias, não são só aqueles que lá trabalham.
Cada um de nós é responsável por “ser Porto” e não apenas estar à espera que os outros “sejam Porto”.
A luta, a batalha, a guerra que temos de travar é de todos e não apenas de alguns.
Não nos podemos deixar dividir, não nos podemos deixar influenciar, não nos podemos deixar intoxicar. Isso é o que os outros querem, isso foi o que vimos os outros fazer durante décadas.

Entramos no passado sábado numa fase decisiva da época.
Passamos o primeiro teste, temos hoje outro, e mais três até ao Natal.
Só junto, só com todos a remar para o mesmo lado lá poderemos chegar.
Não por sermos carneirinhos, não por sermos subservientes, não por temermos represálias daqueles que deveriam ser os primeiros a unir.
Juntos, sempre juntos, porque isto é o Futebol Clube do Porto e porque o Futebol Clube do Porto se superioriza sempre aos gostos ou interesses pessoais de cada um... AMO-TE PORTO!

Até logo, no sítio do costume.

06 dezembro, 2016

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A escolha de jogo da semana recai sobre o HÓQUEI EM PATINS, no jogo que envolveu o FC Porto e um dito grande do futebol nacional, mas que nos últimos 15 anos, tem menos títulos que o rival maior do Ramaldense.

A deslocação do FC Porto ao pavilhão do Alverca para defrontar os viscondes, iniciou-se da melhor maneira para as nossas cores e com menos de 10 minutos da 1ª parte já vencíamos por 1-0. Até ao intervalo, ainda ampliamos a vantagem e vimos Pedro Gil desperdiçar o livre direto a penalizar a 10º falta da nossa equipa. Assim, ao intervalo, o resultado era de 2-0 a nosso favor.

A 2ª parte começou com livre direto a nosso favor a castigar a 10ª falta dos viscondes e Helder Nunes permitiu a defesa a Ângelo Girão. Antes dos 7 minutos, novo livre direto a castigar o vermelho a Sergio Miras por agressão a Jorge Silva. Novo duelo entre Helder Nunes e Ângelo Girão e o mesmo resultado. O povo diz que quem não marca sofre e a verdade é que fomos castigados com o empate.

A menos de 3 minutos do fim voltamos à liderança no marcador e o sporting viu Pedro Gil ser sancionado com cartão azul com 2min e 12 segundos para o fim. Com 14 faltas para cada lado e o FC Porto com mais um atleta, tudo parecia caminhar para uma vitória do FC Porto, mas a ingenuidade tomou conta da nossa equipa e, em vez de termos a 15ª falta a nosso favor, cometemos a 15ª falta e sofremos o golo do empate.

Todos os campeonatos perdemos pontos com os adversários mais fracos, e este ano, foi a vez dos que foram derrotados por 10-0 ante o Paço d’Arcos a conseguirem tal façanha.

No próximo sábado, recebemos a Oliveirense para tentar retomar o caminho vitorioso no campeonato.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL, depois da deslocação e vitória em Ovar, recebeu a Oliveirense. A entrada no jogo foi-nos favorável e chegamos ao fim do 1º período a vencer por 21-1. Até ao intervalo, a nossa equipa manteve-se sempre na frente do marcador por 38-31. Já o 3º quarto foi favorável aos visitantes, que lideravam por 54-49 ao fim de 30 minutos. Um último parcial de 19-12 permitiu o resultado final de 68-66 para as nossas cores.

No próximo jogo, recebemos o Illiabum, quinta-feira, pelas 15h00.

Por fim, a equipa de ANDEBOL deslocou-se ao pavilhão Acácio Rosa para defrontar o Belenenses e conseguiu alargar a série vitoriosa para 14 vitórias.

Na próxima quinta-feira, pelas 18h00, recebemos o Ismai, para no fim de semana nos deslocarmos à Marinha Grande para realizar jogo da Taça de Portugal



Abraco,
Delindro

05 dezembro, 2016

“CONFORTAVELMENTE ENTORPECIDO” *


“I turned to look but it was gone,
I cannot put my finger on it now,
The child is grown,
The dream is gone.
And I... have become
comfortably numb.”
Largos dias tem este livro. Largos dias tive para o ler, seguramente vários múltiplos de 100, mas apenas recentemente o fiz, até porque apenas há alguns meses cedi ao ímpeto de o comprar e em super-irrecusável promoção. Não deixa de ser a Mãe de todas as Ironias fazê-lo só agora, deixá-lo só para agora, lê-lo só agora. Agora que o clube por ele lenta e dedicada e incansavelmente erguido e afirmado definha, agora que a glória é apenas uma cada vez mais distante memória, agora que as lentes douradas com que víamos o mundo foram substituídas por umas bem mais pardacentas (tristes, tristes, desoladoras que são!), agora que o seu brilho e estatuto de lenda ou semi-lenda dão tristemente lugar à crítica, ao quase insulto, ao completo escárnio e à mais total descrença, num hino puro à monumental e fatídica injustiça dos Homens, incrível capricho dos deuses.

Com a promessa de terem sido escritas pelo punho único e sempre mordaz do nosso Presidente, as páginas autobiográficas deste livro bonitito, esteticamente apelativo, não reservariam surpresas até porque conhecidos eram os desfechos, as histórias, os factos, as pessoas, não acreditando pois -- quando embarquei na aventura -- em grandes, surpreendentes e sumarentas revelações. Mas viradas as 252 páginas que se lêem muito facilmente, paramos para pensar. Uns 37 segundos mais 14 nanossegundos de silêncio e... vemos já não somos a mesma pessoa. Eu, pelo menos, saí diferente da experiência. Mais pensativa. “Será ele, Jorge Nuno – hoje -- a mesma pessoa? A pessoa que entrou no clube em 1958? A pessoa que permanece no clube neste 2016?”


Até que ponto tudo o que ele escreve do fundo e confins da SUA memória, da sua verdade e frontalidade é efectivamente real? Até que ponto tudo em que acreditávamos como pedras basilares da nossa filosofia enquanto clube é autêntico e não retorcido, distorcido, embelezado? A dúvida instala-se e já faz sombra, mais ainda agora nos dias curtos deste quase Inverno. A desconfiança brotou e começa a infiltrar-se, de mansinho em mim. Terá sido este livro (aliado à presente e pornográfica realidade) a mola para desmistificar e desconstruir um Homem que sempre adorei e admirei e tive como referência máxima de bravura, revolta, rebelião, insurgência, idealismo e amor puro e desinteressado a uma causa que por mero acaso e feliz coincidência era a minha? Ah, o despeito, a mágoa… que tudo transformam e moldam! A perfídia. Entre outros factos “oferecidos” pelo cérebro vivo e vivaço do Presidente e bem patentes nas páginas lidas, retive dois que julgo moldam como nenhum outro a sua personalidade pública: 1. A total deferência, a graxa repetitiva e a vassalagem para com alguns “peões” importantinhos que o apoiaram a dado momento de dificuldade, algo que NUNCA esquece (v. acontecimentos desta semana). 2. As “mariquices” e as renitências e as reservas que sempre mostrou ter em aceitar os mais diferentes cargos e estatutos ao longo da sua carreira desportiva no nosso clube ou fora dele, desde os tempos de vogal, chefe de secção, a director do departamento de futebol até em 1982 se consumar no Presidente que todos conhecemos, de que todos nos orgulhamos.

Como se explica tanta relutância em entrar, em permanecer, quando praticamente todos queriam que entrasse e fosse ficando, e tanta obstinação hoje em sair, quando tantos pedem que renuncie? Como se explica o silêncio autista de hoje face ao discurso apaixonado, incómodo e inflamado de outrora? As contradições do livro em colisão com a realidade que hoje confrontamos chega a ser chocante.

“A nossa vida é tão curta, que não podemos dar-nos ao luxo de ser apenas espectadores passivos em relação aos factos, aos acontecimentos que nos emocionam. Há ocasiões únicas em que, ou somos determinados e tentamos dar o nosso contributo para a glória daquilo em que acreditamos, ou desistimos, e optamos por ser apenas mais um número anónimo [….]”.

“Aquela imagem do choro dos nossos emigrantes na Alemanha, tristes com a derrota de uma equipa portuguesa – no caso, o FC Porto – nunca mais me abandonou, até por perceber como na circunstância em que se encontram aqueles homens e mulheres, é para eles de uma importância inimaginável, no dia seguinte poderem olhar os outros de frente, orgulhosos pelo triunfo dos seus. Essa consciência obriga-me, sempre que nos deslocamos ao estrangeiro, a pedir a todos um empenho e um esforço suplementares… [….]”.

“(…) sou convidado a ir aos estúdios da RTP para responder às ameaças da Federação. Ali, em directo, exijo que não se metam connosco, pois no nosso emblema existe um Dragão, símbolo de uma cidade que estava adormecida, mas poderia a qualquer momento levantar-se em defesa do “seu” clube. Na reunião seguinte, é-me solicitado pelo Presidente que não fale mais no “Dragão”, porque poderia representar um espírito muito guerreiro [….]”.

“Habituados que estavam os nossos adeptos e associados às vitórias e a um tipo de atitude dos seus dirigentes que se traduzia num inconformismo e reacção ao centralismo que cada vez mais no futebol (como em tudo, em geral) acontecia no nosso país, vai crescendo um movimento de mudança, na esperança de alterar o rumo dos acontecimentos”.

“Estávamos eleitos. Uma nova era começava no FC Porto, mesmo se naquele dia, nenhum de nós, nem no mais estapafúrdio dos seus sonhos, alguma vez se atrevera a pensar que o clube que ali despontava, sendo o mesmo de sempre, seria diferente de tudo quanto até ali se conhecera”.

“Foram palavras que ainda hoje relembro, e de grande importância para a minha vontade de servir (…) Acrescentei que considerava estar o FC Porto numa corrida que teve início e não terá fim. Por isso, era uma honra para mim receber o testemunho das suas mãos, para o entregar daí a dois anos a quem quer que fosse”.

“Entendi, a minha Direcção entendeu, que aceitar esta situação era “aninhar” ao princípio de “Lisboa quer, pode e manda”. (…) mas sim um asssumir do carácter das gentes do Porto, o bater o pé ao modo como em Lisboa se olhava (e ainda se olha!) para o resto do País: mera paisagem(…)”.

“Passámos de clube simpático que muito raramente arranhava os poderes estabelecidos, para um clube de dimensão mundial”.

“Só que nós nunca ficaremos cansados de vencer”.

“Se o ambiente criado era para intimidar os nossos jogadores, o tiro saiu-lhes pela culatra como costuma dizer o nosso povo. Ainda não perceberam que, quanto maiores são as dificuldades, quanto mais aumentam as adversidades e quanto mais forte é a pressão, tanto mais a nossa equipa se agiganta e demonstra por que é que, ao longo destes anos, venceu tudo o que venceu”.
Mas onde está este Presidente? ONDE? Perdeu-se nas brumas do tempo, na espuma dos anos? Onde está este querer, esta vontade de servir, de ser útil, este sentimento, esta emoção, esta vontade de resposta, este espírito, todo este fogo? Onde está o sonho? O que mudou? Onde está este Presidente? Foi lobotomizado numa das operações a que foi infelizmente submetido? Quem o entorpeceu? Quem o adormeceu assim tão confortavelmente que até se nos parte o coração por o termos de acordar?

Presidente, Meu Presidente, meu querido Presidente: não será já suficiente? Não basta de agonia? Para si, para nós? Quando – atrever-me-ia a dizer, mais de 80% dos associados e adeptos já lhe aponta o dedo e/ou pede a sua cabeça? Há algo que pessoa alguma pode contestar: você ama o clube tanto ou mais que ninguém. Pois se lhe deu Vida, pois se lhe deu a sua vida, se o mimou, se o curou e tratou e agigantou, dias e noites, tantos dias, tantas noites. Porquê agora pôr tudo isso a perder? Todos esses dias? Todas essas noites? Toda essa maravilhosa obra? Está na hora de passar o testemunho que recebeu naquele dia e àquela hora das mãos de Américo de Sá. De dar o lugar a quem sonhe, a quem a alma diga não a perseguições, maquinações, racismos e centralismos, a quem se exalte e se encha de labareda, e possa voltar a pôr o nosso Porto, seu e meu, na tal da corrida que um dia começou e que não terá fim.

Sabe aquela frase feita “Vencer é o que acontece quando te cansas de perder”? Consigo foram anos e anos a fio a vencer e, agora, como que se cansou de ganhar. As suas pernas estão gastas de tanto correr, se adiantar e driblar, o seu coração generoso e abnegado está exausto. A voz calou-se ou já ninguém o ouve. Já não há fome ou sede. O fogo extinguiu-se. O sonho morreu. Está na hora. Ouça-me, Presidente. Chegou o momento. É este. ELES planearam atirar-nos aos lobos e NÓS, pelo caminho, fomos ajudando quando os subestimámos, quando pensámos que o que tínhamos seria eterno e que podíamos viver dos juros. Precisamos de ressurgir com tudo, de voltar e a liderar o raio da matilha. Recuperar o que é nosso. Não desperdicemos nem mais um minuto, já que cada um deles dói e faz mossa. Está na hora. O clube precisa de si.

* O mesmo nome, na mesma semana, hmmmmmmm... no mínimo esquisito, Lápis Azul e Branco. Ainda que tenhas registado primeiro, juro, juro pelo campeonato desta época que a patente é minha e do Roger Waters, pelo que isso não se faz a ninguém, andar na mente dos outros a usurpar ideias pinkfloydianas para títulos de crónicas, ts, ts, ts! É caso para se dizer: “Great minds think alike, and fools seldom differ”. ;)

03 dezembro, 2016

RUI PEDRO, O EXORCISTA.


FC PORTO-BRAGA, 1-0

Sexto jogo consecutivo e sexto empate a ameaçar. O FC Porto arriscou o sexto empate consecutivo e ameaçou bater todos os recordes de que há memória. Num jogo electrizante com sentido único, os Dragões experimentaram todos os azares possíveis na concretização.

Os portistas tiveram de tudo. Desde golos anulados, penalti falhado, bolas no ferro e um super-marafona que quando joga lá para baixo, envergonha a classe dos guarda-redes. Ontem o guardião bracarense defendeu tudo o que havia para defender. E, além disso, tudo o que se dirigia para a sua baliza, batia no seu corpo.


Pela segunda vez consecutiva, o FC Porto jogou contra 10 mas a dificuldade em concretizar essa superioridade torna-se gritante. Primeiro pelos azares já acima focados e depois pela ansiedade e intranquilidade dos Dragões na hora da finalização.

O Sp. Braga entrou no jogo para não perder. Nos primeiros minutos tentou segurar o ímpeto portista mas não conseguiu. E quando tentava sair para o contra-golpe, esbarrava sempre na defensiva dos portistas.

Virem dizer como vi dizer que o Sp. Braga equilibrou o jogo enquanto teve 11 em campo e que se bateu com o FC Porto é digno de um “cego” que não vê mais que o vermelho do seu equipamento e só revela desonestidade intelectual.

Virem dizer que a expulsão é mal assinalada, bem como o penalty é revelar mau perder. É olhar apenas para a sua pequenez e não se aperceber da vergonha de equipa que foi este Sp. Braga. Desde muito cedo, mostrou estar ali para fazer unicamente anti-jogo e não criou uma única situação de perigo para a baliza portista. Casillas acampou no relvado.

Quando cheguei ao fim do jogo e vi braguistas (antigos benfiquistas) e bracarenses (benfiquistas que não são braguistas quando o seu benfica joga) muito escandalizados, apenas posso fazer uma coisa: ter compreensão, paciência e pena. Deviam olhar para o discurso do seu técnico mas como não têm vergonha na cara, só mostram a “lampionada” de que padecem.


Antes de dizer que não é motivo para expulsão, que leiam bem as regras mesmo que tenham sido alteradas. A lei actual diz que se o jogador for para a baliza isolado e for derrubado por um adversário que tenta jogar a bola, deve ser exibido o cartão amarelo. Ora o sujeitinho do Sp. Braga que eu saiba não pode jogar com as mãos e, portanto, não procurou disputar a bola.

Por outro lado, antes de afirmarem que não é penalty que vejam bem o lance e verifiquem onde começa a falta e onde acaba a mesma. A lei também é muito clara. Toda a falta que começa fora da grande área e termina dentro da grande área, deve ser assinalada a respectiva grande penalidade.

Mas por aí, portistas, estamos à vontade porque o penalty não foi convertido em golo. Pela expulsão, aos benfiquistas e aos braguistas, só digo que estejam calados e que façam melhor do que a miséria que mostraram no relvado.

Por fim, insurgirem-se contra os 7 minutos de desconto é brincar com quem quer jogar à bola. Passar a vida a demorar a repor a bola em jogo e simular lesões atrás de lesões, é vergonhoso. Marafona, tem vergonha!

Ao intervalo o resultado era extremamente injusto perante o que se viu. Um penalti falhado, três oportunidades clamorosas de golo, nomeadamente de Óliver e Diogo Jota e uma bola no poste de Danilo. Do Sp. Braga: nada, zero, nicles. Apenas Marafonice que rima com matreirice.


Na segunda metade: que caudal ofensivo! Que massacre! Que noite atribulada! Que azar! E muita marafonice, qual frangueiro no galinheiro da luz. André Silva, Diogo Jota, Óliver, Brahimi, Maxi, Corona… Por mais que se tentasse, a bola não entrava na baliza de Marafona. E quando entrou por duas vezes, os golos foram (bem) anulados. As oportunidades eram constantemente desperdiçadas ou salvas pelo guarda-redes que só brilha contra o Dragão.

Até que ao minuto 95 numa das 1001 tentativas de chegar ao golo, o FC Porto interrompeu um período de 525 minutos sem marcar um golo. Diogo Jota de costas isola Rui Pedro e este, à saída de Marafona, pica-lhe a bola com classe, repondo uma justiça (muito) tardia.

Rui Pedro foi o exorcista de serviço que impediu o 6º nulo seguido. Desta forma, poderá ter injectado um índice de confiança que esta equipa precisa para continuar a lutar pelas provas que o FC Porto tem pela frente.

Destaco esta noite a equipa toda do FC Porto, staff incluído. A união visível entre todos, a crença, a vontade, a perseverança e a resiliência de todos os jogadores. Apesar de ainda não formarem uma boa equipa e de terem muito caminho a percorrer pela frente, todos nós portistas esperamos que apesar de tudo o que se possa passar à volta, esta equipa venha a fazer algo de bonito na presente época.


Deixem-se lá de Depoitres, Maregas e afins e apostem na formação e na prata da casa onde há muita gente com garra e vontade de vestir de azul e branco com capacidade para chegar à vitória. Hoje foi a vez de Rui Pedro.

Os outros dispensáveis só estão cá a encher os bolsos.

Esta vitória e a forma como foi obtida pode dar um índice de confiança extra para enfrentar os campeões ingleses na próxima 4ª feira e, desta forma, carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da Champions League.

O FC Porto obteve um importantíssimo triunfo porque foi perante um adversário tradicionalmente complicado.

Aproveitou a derrota do 1º classificado para reduzir a diferença e, desta forma, estará em condições de também aproveitar no próximo fim-de-semana para recuperar mais alguns pontos que irão ser desperdiçados, inevitavelmente, pelos dois primeiros classificados ou, pelo menos, por um deles.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Não nos vamos render”

Alegria pelos adeptos
“Estou feliz essencialmente pelos jogadores e principalmente pelo Dragão, pelo apoio que nos deu o Dragão merecia esta vitória. Depois de alguns resultados menos conseguidos, fizemos um jogo sempre dinâmico, sempre dominador, hoje foi por demais evidente o controle total. Foi sofrer até ao fim e no final o Dragão a festejar, juntamente com a equipa, que é importante, sem dúvida.”

Análise do jogo
“A equipa produziu, conseguimos muitíssimas ocasiões. Apareceu o golo no fim mas poderia ter sido antes e a história do jogo teria sido outra. O Braga foi um adversário que se apresentou para disputar o jogo, não se remeteu à defesa, mas quando ficou condicionado, com dez homens, procurou defender bem e a nossa produção aumentou. O importante é a conquista dos três pontos e com este momento potenciar o nosso crescimento e continuar a acreditar, porque não nos vamos render, é esta a mensagem clara.”

Potenciar o crescimento
“Acho que os resultados não têm identificado o jogo que a equipa tem feito. É difícil contrariar as dinâmicas ofensivas do FC Porto, mas temos muitas coisas para melhorar. Vamos potenciar este momento, os jogadores precisavam dele para se libertarem, acreditar no trabalho feito e continuar, porque ainda falta muito campeonato. Quarta-feira há mais um jogo decisivo e vamos apresentar-nos com a mesma ideia de tentar ganhar o jogo e ser dominadores, porque é assim que as equipas crescem.”


O talento de Rui Pedro
“É mais uma opção. Como dizia ontem, nós, como equipa técnica, não abandonamos nenhum jogador, damos a todos as ferramentas. Interpretamos os momentos e tomamos decisões, é para isso que aqui estamos. Hoje foi o Rui Pedro, parabéns, o golo dele valeu três pontos, mas antes apostámos noutros e continuam todos a ser opções.”

A emoção do diretor Luís Gonçalves no banco
“Foi o que o Dragão sentiu. Depois de 30 remates, tantas ocasiões em que não conseguimos marcar, foi um momento de alívio, alegria e de perceber que precisávamos todos deste momento, essencialmente os sócios do Dragão. Foi essa a minha grande satisfação, nós que somos portistas sabemos que quem mais sofre é o nosso adepto.”

A situação na Liga
“Ainda não estamos na posição em que queremos estar. Somámos mais três pontos, estamos mais perto e vamos continuar. Vamos descansar e pensar em quarta-feira.”

A tragédia do Chapecoense
“Todos o sentimos no universo portista. A resposta do Dragão foi uma clara manifestação de apoio aos familiares das vítimas. Sentimos todos a tragédia e sentiram de forma mais particular alguns jogadores, porque tiveram contacto direto com algumas das vítimas, casos do Alex Telles e do Otávio. São momentos duros, especialmente para eles, mas enquanto grupo soubemos apoiá-los. Também tivemos uma fatalidade entre nós, que foi o falecimento do pai do Boly, e a força do grupo está em saber que há um companheiro ao lado em sofrimento e que é preciso apoiá-lo. Todas as homenagens possíveis no mundo do futebol são poucas, porque isto é que nos faz pensar que há muitas coisas importantes para além do jogo.”



RESUMO DO JOGO

SUPER DRAGÕES - 30 ANOS.


Continua a seca de golos. Não há golos, não há vitórias. Não há vitórias, aumenta a contestação. No espaço de quatro dias voltamos a empatar mais duas vezes a zero e desta vez contra o mesmo adversário!!

Ainda estávamos a desfazer as malas da longa viagem à Dinamarca e poucas horas depois já estávamos de partida para a mouraria. Não é uma deslocação ao estádio dos nossos maiores rivais mas ainda assim é uma deslocação à capital, o que já de si é sempre mais apaixonante do que a outro lado qualquer.


Os mesmos de sempre arrancaram em direcção a Lisboa, vestidos de azul e branco. O Restelo é por tradição um local onde o FC Porto tem sempre um forte apoio! A juntar aos núcleos do Porto e arredores, marcaram presença como habitualmente os núcleos do Sul de ambas as claques. A estes se juntaram os restantes adeptos do FC Porto. Mais de mil apoiantes certamente. Estádio muito longe de estar cheio, como também é habitual naquelas bandas. Em relação ao grupo ultra da casa, uma meia dúzia de gatos pingados.

A equipa não merece o esforço que estes ultras fazem e voltou a não conseguir a vitória. Mais 600 quilómetros percorridos, mais um dia inteiro longe de casa, da família e dos amigos. Mas como quem corre por gosto não cansa, terça-feira lá estávamos no Dragão para novo jogo contra o Belenenses. Seja para a taça da Liga, seja num dia de semana às 21h15 e com transmissão na TV em directo e em canal aberto, a nós não nos interessa nada disso e lá estávamos na curva a apoiar.

Novo empate a zero, continuam sem honrar as nossas cores!

Quarta-feira, véspera de feriado, o grupo do costume esteve em São João da Madeira a apoiar o hóquei em patins em mais uma jornada vitoriosa do campeonato. Mostramos mais uma vez que a época é longa e os jogos contam todos três pontos, não apenas quando defrontamos os rivais eu lutam connosco pelo título.


Quinta dia 1, feriado nacional e dia de jantar comemorativo do 30º aniversário dos Super Dragões. A 30 de Novembro de 1986 nascia aquela que é a maior claque do FC Porto e hoje em dia, uma da maiores e mais respeitadas claques a nível europeu.

Foi na bancada dos Super Dragões que escolhi apoiar o FC Porto, ainda no estádio das Antas. Em pequeno, ainda acompanhado do meu pai e do meu tio, na bancada poente do nosso saudoso estádio, passava imenso tempo a olhar para eles, mesmo enquanto o jogo decorria. Em 2006 tive a primeira experiência de assistir a um jogo no meio deles e não mais vi noutro lado. A última década já tive o privilégio de a presenciar no seio da claque, muito graças aos amigos que desde cedo conheci e com quem me identifiquei. Ultras de verdade com quem aprendi muito do que sei hoje e que me ajudaram principalmente nos primeiros tempos.


Só tenho de agradecer ao FC Porto ter feito na curva amigos para a vida, pessoas a quem hoje posso chamar de irmãos, pessoas que vivem o FC Porto como eu. Parabéns a todos os Super Dragões!

Um abraço ultra.

02 dezembro, 2016

01 dezembro, 2016

UMAS ATRÁS DE OUTRAS.


O futebol é o desporto do povo, vive do povo, depende do povo, só faz sentido com o povo.
O povo são os adeptos, são aqueles que amam o desporto, são aqueles que veneram o seu clube... somos todos nós.
O problema é quando o futebol, e essencialmente quem o comanda, começa a borrifar-se para aqueles que alimentam o desporto rei.
No FC Porto parece que há muito se estão a marimbar para o que pensam e o que sentem os sócios.
Nestes últimos dias, têm-se repetido as faltas de respeito pelos associados,
e já nem falo no absurdo rendimento da nossa equipa de futebol. Vamos a exemplos!

1. Há algumas semanas, fiz aqui a contabilidade do número reduzido de jogos em que havíamos envergado o nosso tradicional equipamento azul e branco. Há aqueles que acham que isso é irrelevante, mas felizmente para a maioria dos portistas não é! Vieram logo os entendidos, presidente Pinto da Costa incluído, dizer que a culpa é da Liga porque a isso obriga. Ora, estava eu a aguardar as partidas da 2ª volta para perceber se nos jogos em nossa casa, todos os clubes iriam usar o equipamento alternativo, mas não foi preciso esperar tanto.
No duplo confronto com o Belenenses, os azuis do Restelo usaram o mesmo equipamento em casa e no Dragão... já nós, jogamos de amarelo em Belém e de azul e branco na terça-feira. Tendo isto acontecido, porque não jogamos então no sábado de azul e branco? Foi a Liga que obrigou? Quem deixou? Ou será que não tinham tempo de lavar o equipamento e colocá-lo a secar a tempo de estar pronto para terça-feira? Fica à análise e reflexão do Sr. Presidente Pinto da Costa que, na última Assembleia Geral, garantiu que só não jogamos de equipamento tradicional quando somos forçados.

2. Entretanto, iniciou-se a taça da Liga, essa bela competição!
Da nossa parte, a estreia fica marcada por mais uma exibição absurda, ficando igualmente o registo de se ter marcado a 1ª jornada desta emocionante competição para as 21:15h, em pleno dia de semana, com transmissão direta em canal aberto, numa fase de rendimento desportivo como aquele que é conhecido. Não foi seguramente para os adeptos que este jogo foi agendado.
Mas de facto esta competição é muito própria, e para a qual eu acredito que o FC Porto nem sequer olha. E concluo isto, não só pelos desempenhos num passado recente, mas essencialmente pela não reacção relativa aos moldes e local a disputar a final four.
O FC Porto permitiu, sem protesto ou posição firme que se conheça, que o inovador modelo de final four implementado para este ano, venha a ser disputado no Algarve, com as meias-finais a serem disputadas em pleno dia de semana. Resumidamente, se formos apurados para as meias-finais, jogaremos frente ao vencedor do grupo do slb numa quarta-feira em pleno estádio do Algarve. Se ganharmos, lá voltaremos no domingo seguinte. Ou seja, qualquer adepto da cidade invicta que queira acompanhar a equipa nesta fase final da competição, terá que não trabalhar, no mínimo na quarta-feira e fazê-lo na quinta-feira quase de direta, após percorrer 1200kms. No domingo repete a dose de mais 1200kms e vai trabalhar segunda-feira quase de direta. Ora, 2400kms em 4 dias, com portagens pelo meio e dias de trabalho a meio gás, é caso para agradecer a tão brilhante mente que se lembrou deste modelo. Mas agradecer ainda mais a todos aqueles que supostamente nos deveriam defender, mas que simplesmente não têm voz.
Se isto é proteger os adeptos, se isto é estar preocupado em ter apoio, se isto é cultivar a relação clube/adepto, então está tudo dito sobre esta ligação.


3. Mas, infelizmente, não ficamos por aqui em situações bizarras!
Ficamos esta semana a saber que vamos disputar a 14ª jornada antes da 15ª, tudo a bem de os jogadores do FC Porto poderem entrar de férias mais cedo e mais prolongadas. Ora, tal não deixa de ser hilariante quando ouvimos até à exaustão a resposta repetida e redonda do nosso treinador a dizer que “Temos que trabalhar mais!”. Pois bem, se vão estar mais tempo de férias, significa que vão estar mais tempo sem treinar, mais tempo sem tentar consolidar processos, mais tempo sem apurar a forma física, mais tempo sem tudo. No estado desportivo actual, é de facto um cenário que se compreende e se aceita de bom grado.
Factualmente, os jogos da 14ª e 15ª jornadas são ambos em casa com Chaves e Marítimo respectivamente. Entretanto, foi antecipado o jogo da 15ª jornada frente ao Marítimo para uma quinta-feira (!!!!), dia 15 de Dezembro às 20:30h, e retardado o jogo da 14ª jornada com o Chaves para uma segunda-feira, dia 19 de Dezembro. Desta forma, todas as donzelas que fazem parte do grupo de trabalho e que são pagas a peso de ouro, entram automaticamente de férias, pois só regressam à competição a 30 de Dezembro, novamente no Dragão, para a palpitante recepção ao Feirense para a taça da Liga.
Se eu não estivesse a escrever em público, diria “Vão todos gozar com o C#r%lh&”, mas como estou num espaço que me merece o maior respeito, apenas pergunto que falta de vergonha é esta, que indignidade é esta, que desrespeito é este? É este o caminho? Então estamos conversados...
Boas férias a todas as donzelas, até porque de facto ainda ninguém percebeu se vocês não estão de férias desde Agosto! Divirtam-se, comam como abades, bebam como desalmados, e depois regressem à estância balnear do Dragão para fazerem o obséquio de jogar à bola, afinal aquilo que supostamente vos faz levar algumas dezenas de milhares de euros no final de cada mês.
Mas atenção: a culpa não é dos jogadores! A culpa é de uma estrutura profissional do futebol absolutamente ridícula que permite, patrocina e promove esta situação. Perderam a vergonha, a compostura, e tratam o clube como se fosse o seu quintal, achando que não têm que dar explicações e justificações a ninguém, e desculpem-me a expressão, mas, estão-se cagando para todos nós!

Termino meramente com uma reflexão: Não há ninguém na estrutura do nosso clube que pense e defenda os adeptos? Não existe ninguém que erga a voz para proteger os adeptos e alertar para estas atrocidades? Será que aqueles que semana após semana, jogo após jogo, acompanham no estádio o nosso Porto, são apenas uns meros fantoches?

Até sábado no sítio do costume!