05 maio, 2017

CONTIGO ATÉ AO FIM!


Faltam três jogos para o final da época, queremos nove pontos nas próximas três jornadas e esperar que o rival perca um jogo. Nada mais há a fazer neste momento, depois de um polvo muito bem confeccionado e mais uma época com bastantes erros próprios, vamos acabar bem o campeonato, vamos conquistar três vitórias para pelo menos minimizar a dor, em caso de não conseguirmos o tão ambicionado título. E só depois pensaremos no futuro, que é já daqui a três meses.

Deslocação a Chaves a fazer recordar velhos tempos. Numa altura em que a equipa transmontana era presença assídua na primeira divisão, os jogos no Municipal de Chaves eram sempre picadinhos, rasgadinhos, intensos, quer no campo quer na bancada. Uma bonita zona do país e uma deslocação convidativa a passar o dia na cidade, até pela altura do ano em que estamos. Não choveu, o tempo ajudou à grande mobilização dos adeptos do FC Porto. O preço dos bilhetes também ajudou, ao contrário do praticado na deslocação anterior e na próxima!

Mais de 2000 Dragões rumaram a Chaves, alguns almoçaram já em Trás-os-Montes e por lá passaram a tarde enquanto outros se deslocaram mais em cima da hora do jogo. Uma província do nosso país que bem merece uma equipa na primeira divisão, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos. Fico satisfeito quando nos deslocamos a sítios onde aparentemente o futebol profissional não existe. Fico satisfeito por saber que o Algarve vai contar novamente com uma equipa na primeira divisão na próxima época, fico contente que a Madeira esteja representada e ficaria contente até se o Alentejo tivesse representação, como já teve. Só faz bem ao futebol essa diversidade e só ajudaria se os adeptos tivessem mais orgulho no clube da sua terra/região, algo que em Portugal é posto para segundo plano.


Gostei de passear em Chaves e ver adeptos do Chaves. Não gostei foi de passear em Chaves e ver várias bandeiras do nosso rival a esvoaçar nas varandas, quem sabe, de propósito para nos provocar. Não gostei de entrar num restaurante para almoçar e numa outra mesa estarem adeptos do Chaves com cachecóis do nosso rival. A situação repetiu-se várias vezes durante a tarde, infelizmente não é novidade de Norte a Sul, em alguns locais acontece mais do que noutros mas não é novidade para quem acompanha a equipa regularmente, simplesmente só demonstra a podridão que paira no futebol português. É mais bonito apoiar-se um clube que tem sede a quase 500 quilómetros das nossas origens do que o clube da nossa terra, que naquele caso, até está na primeira divisão. São os chamados parolos do Norte. O “parolismo” no seu esplendor.

Os Dragões deram festival na bancada e no campo os jogadores ganharam 0-2. Foi a nossa segunda deslocação a Chaves esta época, depois de termos ido lá em Novembro para a taça de Portugal. Desta vez fomos nós a sorrir.

Temos mais três semanas pela frente e vamos com tudo apoiar o nosso FC Porto, até ao apito final.

Mesmo “sem estrada” para andar, a gente não vai parar...

Um abraço ultra.

04 maio, 2017

SALAZARICES E HIPOCRISIA.


Esta semana a Diretora Executiva da Liga, Sónia Carneiro, em entrevista ao Record, levantou a possibilidade de penalizar os clubes com pontos, caso os Jogadores, Treinadores ou Dirigentes de determinado clube ousarem criticar as Equipas de Arbitragem.

Em primeiro lugar, trata-se de uma proposta que, desde logo, restringe a liberdade de expressão e que denota alguns tiques Pidescos e Fascistas de quem propõe tal norma. O cérebro desta ideia absolutamente absurda todos sabemos quem é e já lá vamos.

Em segundo lugar, o timing desta Entrevista e deste anúncio não deixa de ser caricato. Numa altura em que faltam 3 Jornadas para terminar um Campeonato, cuja classificação tem sido completamente manipulada pelos senhores do apito, a senhora Diretora Executiva da Liga vem a publico ameaçar com uma autêntica “Lei da Rolha”, que não passa de uma forma de condicionar as manifestações de indignação, perfeitamente legítimas e justificadas, de quem tem sido espoliado ao longo da Época e, ao mesmo tempo, passar a mensagem aos senhores do Apito que podem continuar a desvirtuar resultados à vontade porque quem não gostar, só tem de comer e calar.

E em terceiro lugar, esta medida faz parte de um conjunto de propostas apresentada pelo atual líder do Campeonato à Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Esse clube, armado em ONU do Futebol, vem agora com este discurso Hipócrita e Salazarento, quando não vai há muito tempo, se essa norma vigorasse, hoje em dia estariam a jogar contra o Damaiense nos Distritais da AF Lisboa tamanho era o berreiro contra as arbitragens.

Todos nos lembramos quando o Presidente desse clube apelava a que o atual Presidente da Liga de Clubes não voltasse mais a apitar o seu clube do coração.


Todos nos lembramos quando o na altura Diretor Comunicação desse clube dizia que os Títulos ganhos com todo o mérito pelo FC Porto era um tributo aos árbitros.


Todos nos lembramos quando o na altura Treinador desse clube, em plena conferência de Imprensa, acusava um árbitro assistente de ter errado de propósito contra a sua Equipa.


E estes são só alguns exemplos, porque poderia escrever quase uma Enciclopédia só a enumerar os casos em que esse clube, através de Dirigentes seus ou funcionários, veio a público atirar-se para cima da arbitragem para justificar sucessivos insucessos Desportivos.

Para não falar que ao primeiro Empate na 2ª Jornada deste Campeonato, o Presidente desse clube já estava a dirigir-se numa total indignação ao Sr. João “Pode Ser” Ferreira a questionar porque é que ele tinha nomeado aquele árbitro, que segundo ele e passo a citar: “Na Época passada tinha roubado três Penalties ao benfica”.

Portanto, no que diz respeito à legitimidade e moral desse clube para vir propor qualquer norma que seja que impeça clubes de criticar arbitragens estamos conversados. O que esse clube pretende, e pelas palavras da Srª Carneiro parece que a Liga está disposta a isso, é que as Equipas de arbitragem continuem a manipular a classificação de forma constante e tendenciosa em seu benefício, sem que ninguém possa sequer abrir a boca.

Mas claro, de um clube que se habituou a viver sob a proteção de um Regime Totalitário e Fascista, não se pode esperar inputs para a suposta melhoria da Competição que fujam da ideologia que guiava esse mesmo Regime.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

03 maio, 2017

QUEM ME DERA SER PEDREIRO.


Sou por princípio respeitador de todas as profissões, desde que as mesmas tenham a seriedade e dignidade de quem se aplica e recebe a respetiva remuneração, muitas das vezes, francamente abaixo do esforço despendido.
Em Portugal, uma das profissões que regra geral assumimos como remunerada abaixo da média é a de Pedreiro... mas, felizmente para todos esses homens e mulheres que fazem do trabalho nas obras a sua vida, ficamos esta semana a saber que, afinal, um Pedreiro de Rio de Mouro que se preze, tem argumentos financeiros para pagar um dos melhores advogados de Lisboa. Mas vamos por partes!

O Tanolas dos No Name, assumiu que atropelou mortalmente Marco Ficini na madrugada do Sporting-slb e entregou-se na passada quinta-feira à PJ. Mais um adepto do benfica que assassina um adepto de outro clube. Sobre o crime em si, não faz sentido divagar muito porque as imagens são alegadamente esclarecedoras e chocantes.
Mas o rapaz de 36 anos, pai de 4 filhos, trabalhador nas obras, anteriormente referenciado por crimes de tráfico de droga, roubo e posse de arma proibida, já havia ficado com pena suspensa na sequência de desacatos antes de um outro Sporting-slb em 2011. Não era portanto um “menino virgem” nestas andanças!
No entanto, como o alegado autor dos crimes se entregou, fez-se uma onda de quase “solidariedade comunicacional”, apenas ao alcance da plebe lampiã, só faltando dizer que o pobre rapaz que estava às 3h da manhã no estádio da luz a rezar o terço, havia anteriormente sido vítima de bárbaras agressões, e numa tentativa desesperada de se manter vivo por ser o único sustento da família, viu a sua viatura automóvel ser abruptamente vandalizada pelo corpo de um transeunte. Um escarro o papel a que certos jornalistas se dão apenas pelo fulano ser adepto lampião.
Esqueceram-se foi de dizer que antes disso ele andou a monte quase uma semana, escondeu o carro numa casa desabitada, e só depois do carro ser localizado é que se entregou, num espetáculo televisivo (quantas equipas de reportagem costuma ter a SIC todos os dias à porta da PJ???) onde se pode ver o ar pesaroso do criminoso, bem como a sua postura de comprometimento com toda aquela situação. Haja paciência!

Mas voltando ao início do texto, felizmente que um sério pedreiro pode pagar a um dos mais afamados advogados da capital... e pelo que que reza a história, esta já não vai ser a primeira vez que Carlos Melo Alves vai defender o Tanolas. Será que o salário anual declarado é suficiente para pagar os honorários que o senhor doutor vai auferir? Bem sei que o senhor referenciou que este não é o seu único caso, e como tal, seguramente que lhe vai fazer um desconto, até por já ser cliente da casa. Abençoado Lué (outra das suas alcunhas) que nasceu com cor negra e longe da Ribeira do Porto... é que se fosse branquinho, loiro, da Ribeira e desse uns pinchos como um Macaco, iam logo querer saber a sua declaração de rendimentos.

Mas quem é o Dr. Carlos Melo Alves?
O reputado advogado alfacinha, acumula um vasto leque de processos cujos seus clientes apresentam um denominador comum, mas obviamente por mera coincidência: ligações ao benfica!
Para além dos já citados casos do elemento dos No Name, foi por exemplo advogado de um colombiano (Luis Macias Nieto conhecido por “El Doctor”) acusado de ser um dos responsáveis pela entrada de 340 kgs de cocaína em Portugal. Colombianos e droga... faz lembrar alguma coisa?
Defendeu também o inspetor da PJ apanhado numa rede internacional de narcotráfico (coincidência??), que por acaso foi um dos que investigou o processo “Apito Dourado” e fez parte da comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira... tudo boa gente!
O Sr. Dr., ex cronista do extinto jornal O Crime, tem de facto uma queda para casos difíceis!

Ora, se o pobre Tanolas, que segundo o seu advogado, estava a fugir dos elementos da Juve Leo, com a sua profissão de Pedreiro consegue ter recursos para pagar a este tipo de advogados, meus amigos, então eu quero aqui publicamente dizer QUEM ME DERA SER PEDREIRO!

Um abraço,

02 maio, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A escolha para jogo da semana recaiu sobre o primeiro jogo realizado neste fim de semana, o de ANDEBOL. O calendário marcava a receção ao abc, a 1ª equipa a nível nacional a nos ter derrotado esta época e ao fim de 28 jogos realizados. Convém não esquecer que a derrota surgiu num jogo em que, do lado bracarense, tudo valeu para parar os atletas do FC Porto.

Nesta jornada, a palavra de ordem passava exclusivamente pela vitória de modo a continuar-se a trilhar o caminho da reconquista. A equipa entrou focada e determinada em logo desde o inicio da partida passar para a liderança do marcador, e assim foi ainda antes dos 10 minutos que alcançou uma liderança superior a 1 golo. Até aos 25 minutos, foi esta a marcha do marcador, mas aí, voltamos a permitir que os de braga chegassem ao empate.

A partir daí e até ao intervalo voltamos à liderança confortável de 3 golos. Mesmo sobre a buzina e quando o marcador começava a ficar desnivelado, eis que surgiu um daqueles lances caricatos. A bola não se encontrava disponível para marcar o livre de 9m e Daymaro Salina também não estava a 3m da marca, mas sem qualquer aviso para se posicionar na marca devida, o atleta foi excluído por 2 minutos.

O início da 2ª parte não se revelou aquilo que certamente a dupla madeirense esperaria, o abc ser capaz de se aproximar no marcador e, pelo contrário, foi o FC Porto que ainda mais se distanciou no marcador. É certo que a meio da 2ª parte ainda fizeram nova incursão e num lance despropositado, a mesma vítima, Daymaro Salina, só que desta vez desqualificado, mas o FC Porto já liderava por 9 golos e não se deixou afetar. Até ao fim, o marcador ainda dilatou um pouco mais, chegando ao fim com 36-24.

O próximo jogo será agora apenasa 13/5, na deslocação ao pavilhão do casal vistoso para defrontar o sporting que, em caso de vitória, significará a reconquista do nosso título.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de HÓQUEI EM PATINS recebeu o último classificado, a Sanjoanense, e foi sem surpresa que a vitória foi alcançada. Ao intervalo, a vantagem era já de 6 golos. Na 2ª parte, foram marcados outros 6 golos.

O próximo jogo é para a Taça de Portugal com a receção à Oliveirense agendado para sábado próximo, pelas 15h00.

A equipa de BASQUETEBOL deslocou-se ao Barreiro para defrontar o Galitos em jogo da última jornada da 2ª fase, e já com o destino traçado para os play-off - vantagem em todas as eliminatórias, face ao 1º lugar no fim da 2ª fase.

A equipa do barreiro até entrou mais forte e chegou ao fim do 1º período com uma vantagem de 3 pontos (15-12). O 2º período foi favorável ao FC Porto, mas ao intervalo o galitos ainda liderava por 33-31. O 3º período voltou a ser-nos favorável e ao fim de 30 minutos a vantagem da nossa equipa era já de 10 pontos (56-46). O último período voltou a ser pintado de azul e branco, o que elevou para uma vantagem final de 22 pontos (83-61).

O basquetebol regressa agora na próxima 6ª feira ao Dragãozinho, para o 1º jogo dos play-off diante da Ovarense. Vamos encher o pavilhão em todos os jogos desta fase decisiva para alcançarmos o ambicionado BICampeonato.



Abraco,
Delindro

01 maio, 2017

UM “SIMULACRO” DE COMPETIÇÃO.


Numa brilhante intervenção no “Trio de Ataque” de ontem, Miguel Guedes, de longe o comentador afeto ao FC Porto mais competente e eficaz, disse logo na sua intervenção inicial tudo aquilo que eu penso em relação a este campeonato, ao FC Porto em particular e aos vários fatores que contribuíram decisivamente para o previsível desfecho do mesmo.

Por mais que nos nossos sonhos imaginemos um cenário perfeito nas últimas 3 jornadas do campeonato (e todos lá no fundo, enquanto for matematicamente possível, esperamos sempre um “milagre”), nesta altura creio que para todos nós, Portistas que sofrem pelo clube, o melhor mesmo é consciencializar-nos de que “isto já está entregue”, como tão bem disse Miguel Guedes na sua brilhante intervenção. A expressão que melhor se adequa a tudo isto, da autoria também de Guedes, é que em muitos momentos este campeonato não foi uma competição séria e verdadeira, mas sim um “simulacro de competição”.

Do que ressaltou deste fim-de-semana, nem vou falar de mais uma grande penalidade por marcar a favor do FC Porto, tal como admitiu o insuspeito Duarte Gomes, acho que já se tornou em algo tão frequente que acaba por fazer parte naturalmente do campeonato. Da mesma forma que não vemos um jardim sem flores, raramente vimos, e provavelmente iremos ver até ao fim do campeonato, um jogo em que não haja uma ou duas grandes penalidades por assinalar a favor do FC Porto- Faz parte, naturalmente. O que verifiquei com curiosidade foi a expulsão de Maxi Pereira, a 2ª em 60 jogos de FC Porto, por contraponto com 1 expulsão em mais de 250 jogos no seu anterior clube. Não vou discutir a justeza da expulsão, um lance em que o uruguaio entra de sola, apesar de tocar na bola, mas o que me chateia muito (e depois leva-me a concluir que isto é um "simulacro de competição") é que o talocha do boavista tenha entrado brutalmente ao calcanhar de aquiles de Corona (que por isso ficou no estaleiro 3/4 semanas) e tenha sido admoestado com amarelo, chateia-me que a entrada duríssima do cartabia do braga sobre Alex Telles apenas tenha valido amarelo e chateia-me ver jogadores que dão murros na barriga de colegas e devem ser julgados lá para o verão. Isto tem um nome: GRAVE DUALIDADE DE CRITÉRIOS!!

Independentemente dos deméritos próprios, dos erros no planeamento da época do FC Porto e dos apagões em momentos fundamentais da época, este campeonato nunca poderá ser considerado uma competição séria. Quem pensa que o FC Porto irá perder este campeonato apenas por incompetência própria, está errado! Quem pensa que o FC Porto irá perder este campeonato apenas por fatores externos nomeadamente erros de arbitragem, está errado! São dois caminhos paralelos que acabam por se cruzar e não podem ser dissociados um do outro.

Faltam 3 jornadas para o fim, a minha previsão é que o FC Porto pode perder este campeonato por uma diferença entre 1 a 5 pontos. Perder por 1 ou 5 pontos não altera substancialmente todas as conclusões que advirão do que se passou no presente campeonato, sejam elas de que natureza for.

A reflexão que os responsáveis do FC Porto terão de fazer daqui para a frente tem de focar vários aspetos, sejam eles internos e externos. Mas a verdade é que os fatores externos não são diretamente controláveis, há trabalho de comunicação que tem de ser feito, há questões pertinentes que se têm de levantar atempadamente, mas tudo isto é relativo. Naquilo que o FC Porto pode e deve melhorar internamente é que se tem de concentrar em exclusivo. Planear melhor, vender o excedentário, comprar o necessário e dotar o plantel das melhores valências para suprir as lacunas que estão bem identificadas há já algum tempo.

Nota final: Para não haver mal-entendidos, a minha opinião de que isto está entregue tem a ver com todos os fatores que se tem passado ao longo deste campeonato, e não apenas com as fraquezas do FC Porto. O FC Porto tem lutado contra as suas fraquezas é verdade, mas também tem lutado e muito contra fatores externos que não controla e que surgiram desde as primeiras jornadas do campeonato. Acreditar por exemplo que é possível o nosso rival, que joga pouquíssimo mas mesmo assim não perde, perca 3 pontos nas últimas 3 jornadas é um ato de fé pura e simples. E tal não tem seguramente a ver com aquilo que o nosso rival joga, que como se viu mais uma vez é pouquíssimo, mas sim com as "forças do além" que seguramente não deixarão cair em 3 jornadas aquilo que demorou tanto tempo a construir. Nem que se matem pessoas, arranquem olhos ou se coloque uma bomba no parlamento, o "treta-campeonato", é um desígnio que se tem de realizar MESMO, custe o que custar. A ala psiquiátrica dos hospitais portugueses não iria aguentar caso o desígnio falhasse na ponta final do campeonato. Para bom entendedor, acho que já disse tudo...

29 abril, 2017

PARA CÁ DO MARÃO, MANDOU O DRAGÃO.


CHAVES-FC PORTO, 0-2

Regresso dos azuis-e-brancos a Chaves, poucos meses depois de ali ter sido atirado para fora da taça de Portugal por uma arbitragem que irá ficar registada para a posteridade.

Mas desta vez, o Dragão, de regresso a Trás-os-Montes, não permitiu que a história se repetisse, apesar do intentos “xistrenses”.


A primeira parte foi mais do mesmo em termos exibicionais da turma de NES. Equipa sem ideias, incapaz de rasgar a defesa contrária, muita circulação de bola mas sem sentido de baliza. A única coisa positiva a retirar desta parte inicial foi que o Chaves não teve qualquer situação ofensiva de registo perante a boa organização defensiva portista.

Mesmo sem Danilo, o FC Porto apresentou-se seguro defensivamente, surgindo R. Neves à frente da habitual defesa no lugar 6 com o apoio de A. André. Otávio fechou o triângulo do meio-campo. Na frente, NES colocou Corona e Diogo J. no apoio ao brasileiro Soares.

Para terminar o registo dos primeiros 45 minutos aborrecidos e enfadonhos, saliento dois livres frontais muito bem batidos por R. Neves a que António Filipe correspondeu com grandes dificuldades e um remate estrondoso de Soares à figura do mesmo guardião que defendeu de uma forma aparatosa.

De resto, acabaram por ser 45 minutos muito pobres, com muitas perdas de bola e com um futebol sem ideias e sem sentido.

Começava a ver o filme dos últimos jogos. Dar meia parte de bandeja ao adversário e depois correr atrás do prejuízo. Mas não!

Ao intervalo, houve um abanão na equipa. Os azuis-e-brancos vieram com outra postura mais aguerrida, encostaram os flavienses atrás e intensificaram o “assalto” à baliza de António Filipe.


Por isso, aos 52 minutos numa iniciativa atacante, A. André rematou forte, António Filipe defendeu para a frente e Soares surgiu oportuno a abrir o marcador no Municipal de Chaves.

Estava feito o mais difícil. O FC Porto alcançava a vantagem. Sabendo do resultado que o líder tinha alcançado alguns minutos antes, os Dragões não poderiam distanciar-se mais do que o que já permitiram nos últimos encontros.

Ora este golo, fez com que o Chaves abrisse mais o jogo e permitisse ao Dragão ter mais espaços para a exploração do seu futebol. Os portistas agradeceram e passaram a jogar de uma forma mais fluída e com o perigo a rondar mais a baliza flaviense. Pelo seu lado, os transmontanos ficaram-se pelas intenções. Casillas nem teve tempo para aquecer numa noite bastante fria e ventosa.

Otávio era empurrado na grande área à passagem dos 70 minutos mas o árbitro, mais uma vez neste campeonato, fez vista grossa e mandou seguir a jogada. Mais um penalty por assinalar para a contabilidade.

No entanto, a justiça acabaria por ser feita aos 72 minutos quando o mesmo Otávio, numa transição ofensiva, viu a desmarcação oportuna de André André e endossou-lhe a bola. O caxineiro, isolado e perante a saída de António Filipe, rematou ao canto inferior da baliza, fazendo resultado final.

Vitória alcançada, sem espinhas e mais uma barreira ultrapassada.


Antes do final, Maxi seria bem expulso por uma entrada desnecessária sobre um jogador contrário. Uma entrada que fez lembrar as entradas de Luisão em Moreira de Cónegos (bem mais grave) e as de Pizzi sobre A. André na Luz e no Algarve sobre um jogador do Moreirense que não foram sancionadas da mesma forma.

É a tal dualidade de critérios. Maxi foi prontamente expulso tal como mandam as leis. Luisão foi admoestado com um cartão amarelo e Pizzi passou incólume nas duas em que interveio, sendo que na situação do jogo do Algarve agrediu autenticamente o adversário. Isto é a verdade desportiva tantas e tantas vezes apregoada pelos candeeiros.

Nota final para o que vi e ouvi hoje na televisão. O presidente do benfica do minho veio a terreiro manifestar-se contra as arbitragens, afirmando que o seu clube tem sido vítima das arbitragens nos últimos 6 jogos.

Continuou dizendo que é fácil marcar penaltis contra a sua equipa. Como?! No jogo que fez contra o FC Porto vi três grandes penalidades cometidas por jogadores da sua equipa. Alguma foi sancionada? Sr. Salvador, sem comentários!

Terminou com esta frase: “Este campeonato é uma mentira.” Ai sim? Olha o iluminado! Chegou tarde a esta conclusão! Até ontem não disse nada. Que interessante!

Próxima paragem: Barreiros, Funchal, Madeira. Tradicionalmente complicado, o Dragão vai ter que entrar com tudo desde o minuto inicial sem ter medo de errar. Porque ao dar meia parte ao adversário, a probabilidade de acabar em asneira é grande.

Há duas opções: ganhar ou ganhar! Escolham.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Tivemos o controlo total sobre o jogo”

Domínio absoluto
“Tivemos o controlo total sobre o jogo, ainda que com duas partes distintas, e frente a uma equipa difícil, bem orientada e com uma ideia de jogo clara, mas a realidade é que não concedemos nenhuma possibilidade de chegar à nossa baliza. Na primeira parte fomos menos eficazes e menos precisos, mas na segunda fomos dominadores, controladores e mais eficazes e precisos. Estivemos sempre bem posicionados, mas sem tirar partido disso. Na primeira parte faltou mobilidade para atacar melhor a baliza e definir melhor.”

A ausência de Danilo Pereira
“Todos sabemos que o Danilo é um jogador importante para nós, mas ao longo do ano sempre dissemos que temos um plantel amplo, que dá garantias e respostas. Nenhuma individualidade está acima do coletivo no FC Porto.”


André Silva no banco de suplentes
“Foi uma decisão. Achámos melhor a entrada do Diogo Jota e do Corona numa fase inicial. Já jogámos nesse modelo e noutros. Temos diferentes abordagens aos jogos, mas temos sempre o objetivo de ser dominadores. Temos um plantel versátil e tomámos uma decisão em prol da equipa.”

A luta pelo título
“Temos que lutar até ao fim, dedicarmo-nos até ao fim. Será uma luta até ao último dia e estamos nela. Trabalhando como equipa estaremos mais perto. Todos acreditamos e a equipa deu uma boa resposta. É menos uma jornada que falta, mas vamos competir até ao fim.”

Com e pelos adeptos
“Foi um bom jogo do FC Porto, apoiado por muitos portistas que vieram a Chaves. Os adeptos têm sido muito importantes para nós. Também é por eles que vamos competir no máximo das nossas forças até ao fim.”

Maxi Pereira de fora na Madeira
“É uma ausência importante.”



RESUMO DO JOGO

A MÚSICA OFENDE, O VERY-LIGHT MATA!


Temos assistido nos últimos dias a um ataque feroz da comunicação social portuguesa ao FC Porto e aos Super Dragões. Ao FC Porto já é constante diga-se, é como uma imagem de marca, és bom jornalista se disseres mal de Pinto da Costa e do FC Porto. Se juntares a esses ódios de estimação as gentes do Norte, e alcançares também as claques, principalmente os Super Dragões, pela sua maior dimensão e notoriedade, então és um verdadeiro herói do jornalismo. És um cãozinho bem comportado e tens uma grande carreira pela frente, sempre comandado pelo regime.

Directo ao assunto: cânticos ofensivos sempre houve e sempre haverá. Mas sempre mesmo! O que acontece é que vivemos na era das tecnologias, das selfies, das redes sociais, dos directos, e isso muda tudo no panorama pois sabe-se tudo quase instantaneamente.

Se não vejamos, desde sempre se cantaram músicas ofensivas por parte de todos os grupos ultras, principalmente quando se defrontam os maiores rivais. Mas antigamente só ouvia quem estava presente e mesmo os que estavam presentes só ouviam os interessados, os que prestam atenção, nem todos estão atentos ao que as claques cantam. Desde que me lembro que ouço esse tipo de cânticos, independentemente de serem bons ou maus. Eles existem há anos.


O que é absolutamente inacreditável é a dualidade de critérios da nossa comunicação social, um tentáculo musculado do grande polvo. A comunicação social tem uma força muito grande, manipula descaradamente e os parolos engolem tudo o que lhes dão de comer.

Sempre que há jogos com os rivais, principalmente modalidades ou equipa B (quando vamos ao Seixal!!), ouvem-se coisas inacreditáveis. Na TV do regime, há meia dúzia de anos atrás, mas sempre actual, apelou-se em directo à morte de Pinto da Costa e ao confronto com armas contra o FC Porto!!! Quando nos encontramos em pavilhões por esse Portugal fora, é perfeitamente perceptível cânticos indignos que festejam a morte de alguém (Sardoeira Pinto, Pôncio Monteiro, Pedroto), ou desejam-no, tendo sempre como alvo principal o nosso Presidente, isto sem esquecer ultras portistas que já partiram também.

Vêm agora os moralistas falar, estes anos todos depois, de uma música que os Super Dragões cantaram num jogo de andebol, baseando-se na tragédia que sofreu a Chapecoense há uns meses. Os Super Dragões respeitam a Chapecoense e homenagearam a equipa mais que uma vez!! Para que fique claro, os Super Dragões não deitaram o avião abaixo e não tiveram nada a ver com o acidente. E para que fique mais claro, ao contrário de outros grupos rivais, os Super Dragões respeitaram o minuto de silêncio na luz uma semana após a morte de Eusébio, algo que é facilmente comprovável.


Coisa que não aconteceria se fosse ao contrário, ponho as minhas mãos no fogo!!

Ao contrário de um very-light e de um atropelamento, uma música insulta e ofende, mas não rouba a vida a ninguém. Em mortes já bisaram em pouco mais de 20 anos, estão com uma média de um assassinato por década e continuam a entrar todas as semanas nos estádios os escroques.

Contra essa comandita toda, eles e quem os protege a eles, continuamos nós a apoiar o nosso clube do coração. Aconteça o que acontecer nunca deixaremos o FC Porto sozinho. E é por isso que enchemos o Dragão no passado Domingo e é por isso que vamos marcar presença nos quatro jogos que faltam.

Queremos quatro vitórias. Sintam o Porto, joguem como nós vos apoiamos.

Um abraço ultra.

28 abril, 2017

É PRECISO MARCAR GOLOS.


Antes de começar o meu primeiro artigo aqui no blog, não queria deixar de agradecer o convite que me foi feito e dizer que é um privilégio poder contribuir para um projeto que já sigo há alguns anos e onde se pratica um Portismo no qual me identifico praticamente a 100%.

Chamo-me Pedro Ferreira, tenho 24 anos e sou sócio do FC Porto desde o meu segundo dia de vida porque a burocracia não permitiu que o fosse desde o primeiro. Gosto de acompanhar o FC Porto em todas as Modalidades, tanto em casa como fora, sendo que depois do Futebol a Modalidade que mais gosto é o Basquetebol.

Feita esta pequena apresentação, passo para o tema do meu primeiro texto que se prende com o momento da nossa Equipa de Futebol e aquela que, na minha opinião, tem sido a grande causa própria para termos estagnado no 2º lugar da tabela classificativa.

Sem dúvida alguma que as arbitragens têm tido um papel fundamental no desfecho de alguns jogos, e irei abordar esse tema em futuros textos, mas não é menos verdade que uma Equipa que é candidata ao Título, que anda há várias semanas taco a taco com o seu maior rival e que sabe que não pode perder pontos sob pena de deixar o adversário mais confortável no topo da tabela, não pode ter tanta dificuldade para colocar a bola dentro da baliza do adversário como nós temos.

Dir-me-ão que somos o melhor ataque, é verdade. Mas somos o melhor ataque muito por culpa de goleadas construídas contra adversários bastante frágeis ou que fruto das contingências do próprio jogo ficaram bem à nossa merecê. Ora vejamos: 0-4 na Choupana, 0-4 na Feira com o Feirense reduzido a 10 desde os 3 minutos, 7-0 ao Nacional em casa com os madeirenses com 10 desde os primeiros minutos da 2ª parte, 4-0 ao Tondela com o visitante reduzido a 10 Homens desde o final da 1ª parte e 4-0 em Arouca contra uma Equipa que na altura era Treinada pelo Homem que conseguiu a proeza de ser despedido de 2 clubes na mesma Temporada. E, só nestes 5 jogos, temos mais de 1/3 dos golos que marcámos no presente Campeonato.

O problema da finalização aparece quando, irremediavelmente, precisamos que a bola entre para ganhar os 3 pontos. Prova disso são os imensos jogos onde ficamos em branco: Tondela fora, Belém fora, Setúbal fora, Paços de Ferreira fora e Feirense em casa. Só aqui estão 10 pontos perdidos sem que sequer tenhamos conseguido introduzir a bola na baliza do adversário.

Neste aspeto, claramente, nota-se a falta de experiência da nossa Equipa. Muitos dos jogos não se resolvem cedo, ou por culpa nossa que entramos a deixar passar o tempo e a jogar devagarinho quase parado, ou também por culpa do adversário que por mérito seu consegue contrariar a ideia de jogo que trouxemos para as 4 linhas. E é nesses jogos onde o golo custa a entrar que, quase sempre, se definem os Campeões e onde nós quase nunca conseguimos marcar no último terço da partida porque temos uma Equipa que treme por todos os lados quando chega a hora de bater o Guarda-Redes adversário.

Pode parecer uma forma simplista de olhar para o problema, mas acreditem que num Campeonato onde existe um fosse qualitativo relativamente grande entre os 3 principais candidatos e as restantes Equipas, a eficácia torna-se absolutamente decisiva.

No entanto, e como não faz parte da nossa cultura nem do nosso ADN, é proibido atirar a toalha ao chão. Está muito complicado, é verdade, mas o Futebol sempre nos mostrou que quase nada é impossível. Digo quase nada porque há quem continue a não conseguir ganhar Finais Europeias.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

27 abril, 2017

TESTE A UMA GERAÇÃO DE PORTISTAS.


Não há volta a dar - neste momento o objectivo reconquista está mal encaminhado, após uma sequência de empates que pode ter deitado tudo a perder.

No futebol tudo pode acontecer e até se esgotarem todas as opções cabe-nos aguardar e desejar que os nossos jogadores não atirem a toalha ao chão nas 2 difíceis deslocações que se aproximam. Quanto ao resto, está quase tudo dissecado. As forças e fraquezas de treinador e plantel são sobejamente conhecidas por todos nós. A dimensão do polvo é evidente e tem sido finalmente exposta pelo Clube, nomeadamente no excelente Universo Porto – da Bancada. As dificuldades são portanto óbvias e o caminho é tudo menos simples.

Mas mais do que focar nestas questões imediatas gostaria de tentar alargar o foco. É incontornável que não vivemos um momento fácil enquanto Portistas. Após (mais um) tricampeonato em 2013, ninguém imaginaria que a quebra seria tão rápida e acentuada mas foi isto que nos aconteceu.

Parece hoje claro que cometemos erros que facilitaram a vida aos nossos rivais. Dilacera-nos o coração recordar que tivemos a um passo de liquidar a era Vieira (provavelmente bastaria ter ganho em 2013/14) e lançar assim o clube vermelho em mais uma das suas derivas que fizeram escola nos anos 90 mas agora de pouco nos vale pensar no que poderia ter acontecido. Perdemos (para já) 3 campeonatos, e, mais do que isso, perdemos chama, crença, capacidade de luta e qualidade nas diferentes vertentes.

Mas nem tudo é mau, por mais paradoxal que possa parecer. A época 2015/16 fez-nos cair num fundo que parecia inimaginável, sendo que a presente temporada foi lançada em bases semelhantes, com a saída do Administrador para o Futebol, CEO e mais não sei quantos cargos a 1 de Setembro de 2016.

Os dados pareciam (mal) lançados mas o que é um facto é que estamos na luta até ao fim, envolvidos numa aura de apoio e espírito de missão que há muito que não se sentia no Universo FC Porto, com a honrosa excepção de 2010/11 (um ano atípico para fazer comparações, pela perfeição que representou essa temporada).

Durante 30 anos foi relativamente fácil ser Portista. Sendo já um número de anos apreciável, poderemos concluir que boa parte da massa associativa não está habituada a outra coisa que não às alegrias com o desporto. Os anos de derrotas foram poucos, espaçados entre vitórias, e mesmo durante os 3 anos de jejum no virar do século tivemos Taças de Portugal para nos salvar temporadas, aliadas ao gostinho especial de mesmo assim continuarmos a ver o grande rival pelo retrovisor. Infelizmente o tempo agora é outro e penso que estamos perante o primeiro grande teste que muitos de nós temos enquanto Portistas.

Este cenário menos feliz não simboliza contudo que o Clube tenha deixado de ser grande ou que nos devamos envergonhar com a situação actual, baixando a cabeça perante os rivais. O desporto é assim, feito de ciclos, e o que nos está a acontecer neste momento era já altamente provável há muito tempo, por mais que quiséssemos adiar este cenário.

Benfica e Sporting passaram por isto, em muito pior escala. Todos estamos recordados que de 1995 a 2013 o Benfica ganhou 2 campeonatos e que o Sporting ganhou 3 desde 1981 até aos dias de hoje. Deixaram de ter adeptos dedicados? Deixaram de ter dimensão e peso a nível nacional? Não. Diria até melhor – infelizmente não!

Pela Europa fora o mesmo cenário. Real Madrid, Barcelona, Manchester United ou mesmo o hegemónico Bayern Munique têm ou tiveram as suas quebras, sendo que até dominadores de países periféricos como o Anderlecht ou Celtic Glasgow têm os seus momentos de menor fulgor.

O importante é pois olhar para o futuro e não perder o foco e a paixão pelo FC Porto. Com toda a sinceridade sinto que neste momento estamos mais conscientes do que precisamos de fazer e mais capazes de nos reerguer do que me pareceu no final das temporadas transatas. Com uma ressalva: para que isto se confirme teremos de ser capazes de sair de cabeça erguida do campeonato, deixando uma boa imagem final que sirva de rampa de lançamento para 2017/18.

Estamos portanto num momento de teste a todos nós Portistas, quer sejamos mais ou menos velhos. Os mais velhos poderão pensar que relançar um clube com o número de troféus e de adeptos que temos hoje será muito mais fácil do que no início desta caminhada em 1976. Mesmo que tal possa ser verdade é bom que todos estejam cientes que, tal como outrora, ninguém nos dará nada e que o sonho de boa parte do país é que nos tornemos numa espécie de Liverpool: uma casa assombrada, eternamente à espera do dia em que tudo volte a ser como dantes, como que por milagre.

Pede-se ambição, exigência e inconformismo, mas também racionalidade e inteligência. O teste está aí. Vamos agarrá-lo?

26 abril, 2017

RAINHA DE INGLATERRA BY CARNIDE.


A lata e falta de vergonha na cara que existe no futebol português, continua a ser a nota dominante de um campeonato desvirtuado desde o seu início por aqueles que deviam ser o garante do equilíbrio de forças entre todos. É óbvio que temos culpas próprias, mas as mesmas seriam seguramente menores se tivéssemos assistido a 30 jornadas onde as decisões arbitrais fossem corretas. Grande parte das vezes, a diferença entre ter uma boa ou má época, é o ganhar ou não o jogo X e fazê-lo mesmo quando não se joga bem, porque ganhar quando tal acontece é o natural.
A diferença entre os campeões e os outros é ganhar quando se joga mal! E por vezes, quantos e quantos jogos estão “atados” e não é um golo que o “desata”? Basta recordar os 7-0 em casa ao Nacional, onde apenas após o 1-0, cerca da meia hora de jogo, é que as coisas engrenaram.

Mas se é verdade que o desplante tem a tradução prática nos “erros” de arbitragem, a verdade é que esses são o produto final de um Polvo com muitos e muitos tentáculos, que abrange um número enorme de áreas e atinge todos os poderes diretos ou indiretos que concorrem com o desporto rei.
Desde o conselho de disciplina à arbitragem, da federação à liga, da apaf ao sindicado dos jogadores, da comunicação social escrita à falada, em todo o lado o Polvo se instalou e dita lei num país absurdo onde se pedem penalizações para um clube cuja claque canta “quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do benfica”, mas não se encontra nexo causal com o clube cujos adeptos MATAM adeptos de clubes adversários - 1996 e 2017.

O presidente do clube mais corrupto de Portugal, com escândalos também internacionais, o único com casos de assassinatos, o único com casos provados em tribunal em que as suas instalações serviam para traficar droga, está neste momento para o futebol como a rainha Isabel II está para Inglaterra... não faz nada, tem moços para tudo, mas nada se faz sem ela deixar!
O dumbo de benfica, continua a arvorar-se ao direito de se apresentar como pacificador, alguém que nunca fala para não criar mau estar, um verdadeiro exemplo de educação e saber estar, muito respeitador das instituições, alguém que nunca levanta a voz contra nada, mas na verdade é o verdadeiro líder da máfia, o cobarde que atira a pedra e esconde a mão, aquele que manda fazer mas nada faz, alguém que incendeia mas aparece num carro de bombeiros.

Tudo isto acontece porque tem João Gobern, André Ventura, Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra e muitos outros que dizem tudo e mais alguma coisa, fazem todo o trabalho sujo em nome de quem lhes paga a avença, mas a Rainha de Inglaterra de nada sabe.
Nas diferentes instituições, há quem meta processos na gaveta, há quem ignore denúncias, há quem faça tudo e mais alguma coisa para agradar à Rainha de Inglaterra, mas claro que o traficante de pneus nada fez e nada sabe.
Ele tem o filho a mamar comissões do arco da velha, tem uma sociedade com Jorge Mendes para mamar em tudo, tem colombianos e um motorista a transportar droga no seu carro, mas a impoluta Rainha de Inglaterra nada sabe ou fez.
Ele programou assaltos a camiões, ele financiou-se no BES e BPN e a guita desapareceu, ele deve milhões aos cofres do estado que todos nós estamos a pagar, mas é o paladino da seriedade e o protótipo do cidadão exemplar, pois jamais a Rainha de Inglaterra iria borrar a pintura.

Mas tudo isto acontece e continuará a acontecer, porque num país onde se fazem manchetes dignas de um qualquer país subdesenvolvido, existe uma comunicação social vendida e de cócoras, onde a Rainha de Inglaterra controla os Delgados, os Guerras, os Otávios, e muitos mais, sempre prontos a servirem de mulheres da limpeza, com vassoura e balde em punho, com as calças pelos tornozelos e mangas arregaçadas para branquear tudo o que acontece.

Não, não estou eu a branquear os nossos erros ou as nossas falhas com os outros. Mas que bom é poder cometer todos os erros e todas as falhas quando se sabe que vai haver alguém que nos vai ajudar na mesma, alguém que nos vai fazer o trabalho de higienização da imagem, alguém que tudo vai branquear. Assim, é fácil errar...

Até sábado no sítio do costume!

25 abril, 2017

ESTE ANO, OS ADEPTOS DERAM TUDO E VÃO RECEBER ZERO!


Confesso com a maior das sinceridades que, mesmo depois dos últimos resultados não terem sido famosos, nunca me passou pela cabeça que o FC Porto não fosse capaz de vencer em casa o feirense.

Mesmo considerando os habituais problemas oftalmológicos dos senhores do apito, que voltaram a ocorrer no jogo do Dragão (curioso, um árbitro que apitou 40 ou 50 faltas a meio campo, mas que depois não viu duas grandes penalidades na área do feirense), mesmo considerando mais uma fantástica exibição do gr adversário, mesmo considerando tudo e mais alguma coisa, não é aceitável que nesta altura do campeonato o FC Porto tenha falhado novamente perante um adversário esforçado mas muito fraquinho. Não conseguir vencer em casa o Feirense, perdendo mais uma oportunidade de encostar ao 1º lugar e colocar pelo menos alguma pressão no nosso rival direto, é inadmissível.

Não há que ter medo das palavras, nem receio das análises, mesmo que ainda faltem 4 jogos para o final do campeonato. Os últimos jogos, sobretudo após o jogo da luz, decepcionaram-me muito. Sim, admito que cheguei a acreditar realmente que podíamos chegar a um título que já nos foge à 3 anos (e também por isso tão ambicionado pelo universo Portista), cheguei a ver sinais muito positivos nesta equipa, um fio de jogo, um modelo de jogo bem definido, até alguns aspetos tão raros nos últimos anos como por exemplo o aproveitamento dos lances de bola parada ou reviravoltas após desvantagens em vários jogos (algo inexistente na era Lopetegui).

Não é aceitável que, chegados à fase decisiva da época, com um rival direto que joga pouco e até tem perdido pontos (6 pontos perdidos no último mês e meio, era suficiente para nós, caso tivéssemos sido suficientemente competentes nos nossos jogos), o FC Porto tenha regredido assustadoramente e perdido, do meu ponto de vista, imensa qualidade de jogo. Desde o jogo com o setúbal é visível que a equipa entrou numa espiral de nervos, intranquilidade e falta de estofo, falta da chamada estaleca que foi imagem de marca do grande FC Porto ao longo dos anos. Esta é a verdade.

Não vale de muito NES vir dizer que "ainda estamos vivos" ou os jogadores balbuciarem que "ainda é matematicamente possível", nesta altura soa tudo a conversa da treta apenas para entreter os adeptos, que este ano deram tudo de si e receberam ZERO da equipa. A verdade é que mais uma vez a equipa e o treinador falharam em vários momentos decisivos e terão de ser TODOS julgados por isso em tempo adequado, sem falinhas mansas, nem paninhos quentes.

É com muita pena que digo isso mas já esgotei a minha paciência com NES. Não vou ser politicamente correto, nem polido no que vou dizer a seguir mas: estou farto do estilo de liderança de NES, dos silêncios, das preocupações com a imagem exterior, farto dos elogios a NES dos nossos maiores inimigos. Estou farto de uma atitude de pasmaceira, que nos vai levar novamente a um ano de seca. Farto, farto, estou farto. E acho que tenho todo o direito de estar assim. E atenção, não estou farto só de NES, se é que me entendem!

Nota final: Não deve faltar muito para um post meu sobre aquilo que penso em relação à escolha dos últimos treinadores, bem como àquele que deverá ser o nosso próximo treinador. Mas por uma questão matemática, ainda não o vou fazer. No entanto, de uma coisa podem todos ter a certeza, defenderei sempre aquilo que em consciência penso ser o melhor para o nosso clube, independentemente de ser mais ou menos politicamente correto. O FC Porto encontra-se numa encruzilhada, se calhar ainda paga a treinadores que despediu (Peseiro, Lopetegui...), mas há opções que têm de ser tomadas sob pena de se cavar mais o buraco em que nos encontramos. As coisas não estão nada fáceis, mas a verdade é que olho para o Relatório e Contas e vejo que o FC Porto é o que mais dinheiro gasta em salários de entre os 3 grandes. Há dinheiro e provavelmente irá continuar a haver, a questão fundamental é: o dinheiro é bem gasto? Para reflexão...

PS: Gostei de ver o esforço sobre-humano dos pupilos do sr. manta. Mal terminou o jogo, era vê-los cair no chão completamente exaustos, língua de fora, após tanto suor derramado. Gostei também de ver a exibição fantástica do gr, defendeu tudo e mais alguma coisa, sempre com a concentração a um nível máximo. E gostei de ver os defesas com cortes acertados, todos certinhos e alinhados. Sem auto-golos, nem frangalhadas do gr... gostei, a sério que gostei!

23 abril, 2017

APATIA CRÓNICA.


FC PORTO-FEIRENSE, 0-0

5 jogos, 1 vitória e 4 empates. É o saldo do FC Porto que continua a lutar pelo título apesar das probabilidades terem diminuído consideravelmente. Quem quer ser campeão não pode perder 8 pontos em 5 jogos e entrar nos mesmos com uma apatia confrangedora.

Tinha acontecido na luz, em Braga e agora em casa com o Feirense. A intensidade, o crer, a vontade e a determinação andam arredadas do Dragão. O FC Porto tem dado autênticas partes dos jogos aos adversários e depois os resultados não são o que se espera.


Há uma intranquilidade enorme na equipa, os jogadores entram apáticos e psicologicamente deixam-se afectar por factores externos, nomeadamente as arbitragens e as bancadas.

Uma equipa com estofo de campeã, não pode ser tão vulnerável e tão sujeita a estas situações. A mentalidade tem que ser outra, caso contrário jamais vamos ver o FC Porto a vencer campeonatos.

Mas, tal como em Braga e em casa com o V. Setúbal, o FC Porto tem fortes e graves queixas das arbitragens. Grandes penalidades evidentes, vistas a olho nu não são sancionadas, há uma gritante dualidade de critérios, cartões por mostrar e pactos com o anti-jogo da parte dos árbitros… De tudo um pouco, acontece a este FC Porto que merece bem melhor do que o que lhe tem saído na rifa.

Sem Brahimi, castigado em Braga por um Antunes desta vida de uma forma ordinária, e sem Corona devido a lesão contraída no último treino da semana, os Dragões apresentaram-se na frente de ataque com André Silva, Soares e Diogo Jota descaído na direita. Não terá sido a melhor solução pois durante os primeiros 45 minutos, o FC Porto pouco produziu.


Com os habituais laterais a fazerem os corredores, o jogo do FC Porto não tinha continuidade. O meio-campo foi o trio habitual, mas ao FC Porto exigia-se que tivesse profundidade nas alas.

O que estava Otávio a fazer no banco?

Ao intervalo, percebeu o treinador do FC Porto que Otávio teria de ser lançado. Foram precisos 45 minutos para chegar a essa conclusão. Óliver Torres saiu e entrou o extremo brasileiro que abanou com o jogo.

Foi então que passou a haver intensidade e futebol da parte dos azuis e brancos. Otávio foi protagonista de algumas jogadas de perigo. Um penalty que Rui Costa não quis marcar, um remate que Vaná defendeu com a ponta dos dedos e um perigo constante sobre a esquerda com o apoio de Alex Telles.

O golo tardava em aparecer e NES refrescou o meio-campo e o ataque. Tirou A. André, colocando Herrera e saiu a nulidade André Silva para a entrada do agitador Rui Pedro.


Verificou-se o assalto à baliza do Feirense. Marcano foi agarrado por um defesa na área contrária, mas o árbitro voltou a recusar marcar a respectiva grande penalidade. E depois até ao fim, Maxi por duas vezes obrigou Vaná a defesas de recurso e Rui Pedro, ágil e endiabrado atirou à figura do guardião contrário.

Todas as bolas esbarraram nas pernas e troncos dos jogadores de Santa Maria da Feira e sempre que um jogador do Feirense caía, o artista da arbitragem apitava. Assim se condiciona claramente um jogo.

Incompetência e dualidade de critérios com a chancela do Polvo em grande e em força. Eis o resumo do jogo do Dragão!

Os Dragões mantêm a desvantagem de 3 pontos para o líder. Com três jogos fora e um em casa, resta aos azuis-e-brancos vencer e esperar…

Próxima paragem, em Chaves, local onde o Dragão foi, esta temporada, afastado da Taça de Portugal por uma arbitragem vergonhosa!

Haja decoro, de uma vez por todas!




DECLARAÇÕES

Nuno: “Falhámos golos, mas o árbitro também falhou”

Falta de pontaria
“Falaram golos, faltou concretizar muitas ocasiões. Assistimos a duas partes diferentes no jogo: na primeira tentámos uma circulação mais elaborada, procurámos chegar ao golo, criar situações, desequilíbrios, conseguimos situações de cruzamento e algumas situações de golo. Na segunda, com um desenho diferente, criámos ainda mais ocasiões.”

Erros graves da arbitragem
“Devemos valorizar, acima de tudo, o grande trabalho realizados pelos jogadores. O mesmo não posso dizer do árbitro. É muito difícil explicar aos jogadores e depois aos adeptos o porquê de tantas ocasiões e também de tantas falhas por parte da equipa de arbitragem. Na verdade, aconteceram erros graves por parte da arbitragem que nos penalizaram.”

Mea culpa
“Esta situação também há responsabilidade nossa, é claro, porque desperdiçámos pontos importantes para nós, embora todos os empates que tivemos tiveram sempre muito mais perto de ser vitória.”


Vivos na luta
“Perdemos uma oportunidade para encurtar distâncias, é verdade, mas temos que continuar a confiar e a acreditar nesta equipa que quer lutar, que quer ser campeã… É menos um jogo, menos uma oportunidade, mas estaremos vivos e até ao fim na luta, porque acreditamos e confiamos em nós e no nosso trabalho.”

Manter a intensidade
“Já passámos por um ciclo semelhante durante esta época e soubemos resolver e encontrar soluções para melhorar. Também somos, muitas vezes, penalizados por não conseguimos manter a intensidade durante os 90 minutos. Há ambição, há qualidade, mas que tem que ser posta em prática em muitos momentos e cabe-me a mim e a nós equipa técnica encontrar soluções para melhorar o rendimento.”

Contas no fim
“É uma luta até ao fim. Sabemos que faltam quatro jogos, temos que nos debruçar no nosso calendário, no nosso foco, que é jogo a jogo. Dizemos isto hoje e diremos na próxima semana, porque independentemente do que se passa nos outros campos, temos que cumprir o único dever que é o de ganhar para depois, no fim, fazermos as contas.”



RESUMO DO JOGO

22 abril, 2017

FOTO MÍSTICA #6 - Yuran [1994]

O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com.



Época: 1994/1995.
Local: Estádio da luz.
Data: 02.10.1994.
Resultado: sl benfica 1x1 FC Porto.
Aparecem na fotografia: Yuran, Kulkov e jogadores do sl benfica.
Foi um dos grandes momentos que os portistas viveram nas bancadas do antigo estádio da luz. E logo protagonizado por quem.

Sergey Yuran não marcou muitos golos com a camisola do FC Porto, mas o seu papel no título de 94/95 foi importantíssimo, muito devido à impressionante capacidade física que, aliada à sua garra, lhe permitia pressionar e desgastar as defesas adversárias como poucos.

A sua transferência para as Antas, consumada a 3 de Setembro de 1994, é mais uma das muitas jogadas de mestre do Presidente Pinto da Costa junto dos rivais de Lisboa, apenas suplantada pelos episódios Futre, Deco e João Moutinho. E, para cúmulo, Yuran veio envolvido num pacote 2 em 1: com ele chegou também o centro-campista Kulkov (mais atrás na fotografia), detentor de fina técnica e de sentido táctico apuradíssimo.

Artur Jorge havia chegado a Carnide para treinar os vermelhos e decide que os russófonos não teriam lugar na equipa. Bobby Robson e o seu adjunto José Mourinho – que os conheciam do Hospital São José em Lisboa, por serem visitas assíduas de Cherbakov, que ficara paraplégico após um terrível acidente na Avenida da Liberdade – após tomarem conhecimento de que os dois futebolistas eram jogadores livres, não deixaram escapar a oportunidade e o empresário Paulo Barbosa intermediou o negócio.

A transferência dos dois soviéticos (Yuran é ucraniano e Kulkov é russo) na imagem foi alvo de forte polémica. Quando confrontado com a fama de Yuran e Kulkov gostarem demasiado de vodka e de se fazerem acompanhar de esculturais russas à bôite Maxime, o Presidente teve pronta resposta: "Não contratámos dois santos nem eu sou o abade das Antas". Também Sir Bobby Robson alinhava pelo mesmo diapasão e dizia que "Vamos dar-lhes uma nova oportunidade na vida", sabendo que ser vermelho é estar perdido na vida.

Rumaram pois à cidade Invicta para se sagrarem campeões nacionais, sendo ainda hoje os dois únicos estrangeiros campeões nacionais em épocas consecutivas por clubes diferentes. No final da temporada, os dois seguiriam para o Milwall, após breve e bem sucedida passagem pelo Spartak de Moscovo. Yuran não mais regressou a Portugal devido a um processo em tribunal após um acidente a altas horas da madrugada na Avenida da Boavista. Da colisão de 24 de Novembro de 1994 resultou a morte de Ângelo Oliveira, sendo que Yuran acabou por ser condenado a 1 ano de prisão efectiva por homícido por negligência (pena que não cumpriu, ao abrigo da Lei da Amnistia) e ao pagamento de 3 mil contos à família da vítima - a sentença, branda, não agradou aos familiares da vítima. Kulkov ainda regressou ao campeonato nacional para jogar no Alverca em 1999/2000.

O disparo de Yuran, aos 66 minutos, simboliza a conversão de um infiel. Kulkov acompanha o lance de perto, também em busca de purificação espiritual. Na fotografia podemos ver que Yuran parece gritar no momento do disparo, tal é a fé que deposita naquele remate. Paulo Madeira bem se esforça para efectuar o corte, mas a sua facies denuncia que corre para uma missão impossível. A bola já passou o crivo defensivo e vai perfurar as redes de Preud’homme. Um tiro de pé esquerdo, à queima-roupa, indefensável. Abel Xavier, aqui ainda católico e de cabelo preto, apenas esboça uma reacção. Depois do golo, Yuran corre para o banco de suplentes para abraçar o jovem Bicho, que não se inibe de lhe dar uns bons cachaços.

Isaías havia de empatar a contenda já na segunda parte, mas o golo de Yuran é inesquecível, por representar a redenção de um pecador. O ucraniano seria expulso aos 74 minutos, juntando-se nos balneários a Paulinho Santos, que havia recebido ordem de expusão ainda durante a primeira parte.

No final do jogo, as opiniões contrastavam. Enquanto que Filipovic afirmava que o clube da 2ª circular havia jogado contra uma das melhores equipas do mundo a controlar o seu espaço defensivo, Inácio referia que o Sr. Bento Marques, juiz da partida, tinha ajudado o clube da casa a conseguir o empate, não marcando faltas a favor dos azuis e brancos.

Quando perguntaram a Yuran qual era a melhor recordação dessa temporada, a resposta é pronta:

“Ahhhh, claro que é aquele golo na luz. Marquei o 1-0 aos 65 minutos, fui expulso por dois amarelos aos 75” e o Isaías empatou aos 90”. Acabou 1-1, mas marcar aquele golo foi muito bom, libertador. A caminho do balneário, o José Mourinho, naquele estilo que ainda hoje lhe é característico, agarrou-se a mim e gritava para o ar ”és o maior”, ”estás aqui é para marcar”, ”mostraste aos gajos que és bom”, ”deste-lhes uma lição”. Eu só me ria, enquanto os jogadores do Benfica seguiam cabisbaixos, como o treinador [Artur Jorge] e até o presidente [Manuel Damásio]. O Mourinho deixou a porta do balneário aberta e continuou a falar altíssimo, para os do Benfica ouvirem.”
A redenção e consequente libertação de Sergey Yuran, pelas palavras do próprio, estava assim consumada. Também Kulkov, anos mais tarde, tinha noção do significado daquele golo. Tal como na parábola da ovelha perdida, parece perceber que há mais júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos, que não precisam de arrependimento.

“Que momento! Marcou de pé esquerdo, festejou à doido e foi expulso. Um momento à Yuran”
Yuran soube resumir na perfeição o que significou o FC Porto na sua vida, dando razão a Bobby Robson quando este adivinhava uma nova oportunidade na vida:

“O FC Porto era uma família, o benfica… uma brincadeira”
Yuran tem actualmente 47 anos e é treinador do FC Mika da Arménia. Kulkov conta 50 primaveras e treina os sub-21 do Spartak de Moscovo.

FONTES UTILIZADAS, A QUEM AGRADECEMOS:
  • Mais Futebol
  • Zero Zero
  • FC Porto Notícias
  • Jornal de Notícias
Rodrigo de Almada Martins

21 abril, 2017

NÓS NÃO PARAMOS DE CANTAR… POR TI!


Aproxima-se a grande passo os momentos das grandes decisões em todas as modalidades. E juntos com as nossas equipas estão os seus adeptos! Em fim-de-semana de Páscoa, uns encolhem as férias, outros prolongam-nas e outros ainda interrompem-nas. Objectivo é comparecer em Braga e 6 mil disseram “presente”. Sim, 6 mil Dragões invadiram Braga!!!

Num passado recente não há memória de tamanha deslocação à capital do Minho. Todos os caminhos foram dar ao estádio AXA. Para cerca de meia centena de adeptos, ainda houve outros caminhos antes. O caminho para o centro da cidade. Às 14h um grupo de ultras do FC Porto (SD e C95) almoçou num restaurante no centro da cidade. De seguida, juntos seguiram para a praça do município e andaram pelas ruas de Braga em pleno Sábado à tarde.

Hora de beber uns finos juntos à Sé, antes de rumar ao estádio. Chegámos ao estádio ainda faltam cerca de três horas para o jogo começar. Junto à roulotte “estádio bar”, mesmo junto à entrada para o recinto, estavam os ultras do Braga escoltados pela polícia. Mais de três horas antes da partida, aqueles que supostamente jogaram em casa, estão retidos pela polícia sem que possam sair daquela zona. Na prática jogaram fora, a invasão foi-se consumando. Era adeptos do FC Porto por todo o lado, e concentraram-se nas roulottes que nos são destinadas.


Picardias entre adeptos e a polícia sempre com um tom provocatório e ameaçador, o ambiente era claramente de jogo grande.

Fora das quatro linhas vencemos por goleada, se cá fora andávamos à vontade e os ultras do Braga é que estavam “presos” na sua própria casa, isto depois de termos passado o dia no centro da cidade (só faltou ir às compras!), dentro do estádio um piso superior era todo nosso, de uma ponta à outra!!!

Um apoio enorme à equipa e só foi pena o resultado, porque a nossa deslocação fica para história. Parabéns a todos os presentes, aos que vão sempre, aos que vão quase sempre e aos que vão de vez em quando. Na minha opinião, relativamente à prestação na bancada, houve momentos muito bons, arrepiantes mesmo, com a bancada toda a cantar! Pena que os adeptos só acompanhem a claque durante alguns segundos e de forma espaçada. Principalmente quando jogamos fora, quem está ali tem de aguentar os 90 minutos, de pé e a incentivar. Os jogadores sentem esse apoio e precisam dele para ganhar os jogos!!

Vamos ter fé que ainda é possível, vamos acreditar até ao fim, vamos apoiar nos cinco jogos que faltam!

Um abraço ultra.

20 abril, 2017

RAQUETADAS.


Mais um set point desperdiçado.

Por inépcia própria, forças alheias ou simplesmente porque os deuses não estão para aí virados, a verdade é que Setúbal, benfica e Braga foram todas elas ocasiões privilegiadas para nos colocarmos na liderança por mérito próprio, ou forçar essa liderança por desgraça alheia.

Do jogo de sábado podemo-nos escudar em razões da lógica para justificar o resultado. Quer sejam os índices motivacionais que o técnico bracarense incutiu à equipa, bem diferentes da equipa amorfa que por 3 vezes esta época defrontou o clube mãe. Ou, como tem vindo a ser recorrente desde Agosto, os problemas de visão do Senhor do Apito, sempre com olhos de águia para as infrações cometidas por jogadores azuis e brancos, contudo, acossado por repentinos e fulminantes ataques de cegueira aguda, sempre que estavam em causa o julgamento das várias tentativas de partir pernas, que os homens da pedr(eir)a perpetraram sobre os nossos jogadores.

Estando absolutamente fora de hipótese qualquer abordagem no sentido da corrupção, compadrios e tráfico de influências entre os membros da nossa honrada classe da arbitragem, penso que cientistas e investigadores deveriam-se empenhar profundamente no estudo das causas de tão grave maleita, tão penalizadora para a saúde de tantos pobres e justos juízes, sempre que alguém trajando o emblema do Dragão é ceifado por um adversário dentro das 4 linhas. Uma verdadeira pandemia.

No entanto, sem detrimento das razões enunciadas nos parágrafos anteriores, haverá uma que de certa forma as tem ofuscado nos jogos mais recentes: A exacerbada falta de confiança de Nuno Espírito Santo (NES).

Desde o empate da equipa vermelha em Paços de Ferreira, que abriu o topo da classificação ao nosso alcance, NES (e a equipa) têm acumulado asneiras, incoerências e um medo gritante de perder. São incompreensíveis as apáticas entradas que tivemos nos últimos 4 jogos. É incompreensível o falhanço táctico que nos custou 2 pontos contra Setúbal, a falta de ambição após o golo do empate na Luz, ou as absurdas substituições Brahimi e A. André em Braga, muito mais próximas de um treinador que quer perder tempo e trancar o resultado, do que procurar os louros do Olimpo.

É inegável o bom trabalho que NES tem feito esta época. Graças a ele, a equipa do Futebol Clube do Porto voltou a ser respeitada nos relvados onde entra. Mas para ganhar títulos é preciso algo mais do que o simples q.b.. É preciso ambição. Coragem para correr riscos. Estofo de campeão. Algo que  urge a NES compreender. A entrada directa na Champions, que o 2º lugar (ainda) confere, não é consolo para nenhum portista.

O mapa classificativo diz-nos que nada está perdido. Sábado passado foi teoricamente o nosso jogo mais difícil. A equipa da Luz também terá que enfrentar o seu. Há (ainda) boas probabilidades de no próximo fim de semana virmos a ocupar essa tão almejada primeira posição, se confiarmos na boa forma leonina e no cumprimento obrigatório da nossa função no Dragão.

Que os deuses da fortuna nos pisquem finalmente o olho e que Nuno consiga meter na cabeça que "SOMOS PORTO" é NÃO TER MEDO de nada, nem ninguém!

Caso contrário, em vez de um set a nosso favor, teremos um match point contra!

19 abril, 2017

O SÉRIO PRESIDENTE DO CONSELHO DE DISCIPLINA.


Desde Junho passado que José Manuel Meirim é o presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, numa escolha que se tem vindo a revelar uma verdadeira falácia, pois o professor de direito desportivo tem por repetidas vezes deixado na gaveta a imparcialidade que se exige a quem desempenha tais funções.

O último episódio, e talvez o mais chocante até à presente data, prende-se com o castigo a Brahimi e Luís Gonçalves após as suas expulsões no sábado passado em Braga.
Em relação a Brahimi, depois de termos assistido a uma série de casos em que nada aconteceu como na semana passada Samaris ter dado um murro num adversário, o mesmo Samaris ter agredido Alex Telles na semana imediatamente anterior, e Luisão (um clássico!) ter encostado a cabeça ao árbitro Nuno Almeida (ok, ficou tudo em família!) no slb-chaves, agora vemos o argelino castigado em dois jogos por alegadamente ter encostado a cabeça ao 4.º árbitro (já alguém viu essas imagens?) e de ter proferido palavras impercetíveis (bandido, não lhe chamou filho da p... pois isso ele já percebia!). Fantástico!
Relativamente a Luís Gonçalves, não sabemos se o descrito como justificação para a sua expulsão é verdade ou não, pois quem mente uma vez, mente quatro ou cinco vezes. O que sabemos é que os casos não são todos tratados da mesma forma, bastando para isso recordar os comportamentos de Rui Costa ontem recordados no Porto Canal e as diversas ocasiões em que o banco do slb (não confundir com Novo Banco, apesar de servir como banco do presidente do slb) pressiona, intimida, insulta e ameaça adversários e equipas de arbitragem.

Mas não é de hoje que José Manuel Meirim tem uma relação difícil com a imparcialidade.
O Sr. Dr., após ser indicado como candidato a CD da FPF, proferiu declarações fantásticas sobre o caso dos vouchers e do caso do atraso do FC Porto num jogo da taça da Liga em 2013/14. Para além de considerar os vouchers algo impoluto (que justiça esperar de quem pensa desta forma?), atente-se ao que diz sobre o atraso do nosso clube: “O ónus da prova está do lado da acusação....”. Ora pergunto eu: Então, que provas factuais existem relativamente aos comportamentos de Brahimi no passado sábado? Basta o 4.º árbitro dizer que este lhe encostou a cabeça quando mais ninguém viu tal coisa? A relação entre coerência e José Manuel Meirim pelos vistos também não passam os melhores dias.

Mas vamos à cereja no topo do bolo!
Em 2014, aquando das eleições para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a sumidade do direito desportivo cá do burgo, mostrou-se muito indignado com a recusa da candidatura de Fernando Seara à presidência da Liga por parte do presidente da Assembleia Geral da Liga.
E o que tem isto de problemático? É que José Manuel Meirim era, à data, advogado de uma Sociedade chamada CSA – Correia, Seara, Caldas, Simões e Associados.
Conseguem adivinhar a quem se refere o nome Seara? Precisamente Fernando Seara, o tal candidato à Liga. Ou seja, Meirim emitiu parecer sobre o colega do mesmo escritório de advogados... ser juiz em causa própria é, de facto, de uma imparcialidade notável. Mas calma, que isto ainda não acabou!
Quem será que também fazia parte desta Sociedade? O dr. João Correia! Este ilustre advogado, entre muitas e muitas coisas, advogado do slb na disputa com Jorge Jesus, chegou a ser o representante do slb na UEFA enquanto era Vogal do Conselho Superior do Ministério Público, eleito pela Assembleia da República. Chega? Não...
Quem também fazia parte desta Sociedade era Nuno Lobo, presidente da Associação de Futebol de Lisboa, o tal que em Setembro de 2013, após um incidente com Pinto da Costa e Adelino Caldeira, afirmou que “Lisboa vai liderar o futebol em Portugal, custe o que custar”.

Em conclusão, o presidente do CD da FPF denota comportamentos não de alguém equidistante dos poderes existentes no futebol, mas sim, alguém que pelo seu passado, percurso e relações, parece não ter condições para desempenhar tais funções. Tem a palavra a direção da FPF.
Até lá, cabe a todos os portistas não se desunirem. Cabe a todos nós continuarmos esta luta com um objetivo comum. Todos remam para o mesmo lado, todos lutam com a mesma orientação. Para desconforto de muitos como Pedro Guerra que criticam Luís Gonçalves e suspiram por Antero Henrique, este clube está diferente. Está lutador, está mais fiel à sua identidade, está mais PORTO. Pode e deve ainda fazer melhor, pode e dever ainda ser mais agressivo e letal como algumas máquinas de propaganda que por aí existem. Mas, ando farto de dizer isto, o caminho que já se percorreu e recuperou esta época, é um ganho que nunca mais poderemos desperdiçar, pois tem que ser um verdadeiro caminho sem retorno.

Um abraço, até domingo no sítio do costume!

18 abril, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

O fim-de-semana de Páscoa, trouxe-nos 2 compromissos do campeonato nacional de ANDEBOL.

Na quarta-feira, a receção aos de carnide era o prato ideal para manter o pavilhão ativo e unido em torno da equipa rumo ao resgate. Uma primeira parte onde nem sempre conseguimos impor o nosso jogo, levava a uma desvantagem de 1 golo ao intervalo. Não só a menor qualidade do nosso andebol nesse período era justificação, mas também os habituais artistas apitadores pretendiam recuperar o “equilíbrio” no campeonato.

Na 2ª parte, a palestra de Ricardo Costa fez efeito e foi já dentro dos últimos 20 minutos que o nosso FC Porto passou para a liderança e foi construindo a marcha do marcador rumo à vitória final. Mais um jogo em que o nosso adversário teve muito menos minutos de exclusão que a nossa equipa. Neste caso, foram 25% das exclusões.

No sábado, foi a vez da deslocação a Águas Santas, onde os locais tentaram fazer encaixe financeiro para o resto da época ao colocarem os bilhetes a 8€ e a impedirem a transmissão do Porto Canal. Na realidade, o que pretendiam, era afastar do pavilhão tudo o que se relacionasse com o azul e branco para assim os lisboetas António Trinca e Tiago Monteiro tentarem “devolver a emoção” ao campeonato. O último jogo após a condenação do Alexis Borges, não começou da melhor forma para a nossa equipa e a 1ª parte foi favorável aos maiatos, que aos 15 minutos lideravam o marcador com 4 golos de vantagem.

A 2ª metade da primeira parte foi favorável à nossa equipa e o intervalo chegava apenas com desvantagem de 1 golo. A 2ª parte manteve o ritmo e alargamos a vantagem até aos 21-17 a 12 minutos do fim do jogo. Em 4 minutos, desperdiçamos essa vantagem e permitimos o empate aos maiatos. Os últimos 8 minutos trouxeram melhor performance da nossa equipa e a vitória final surgiu por 2 golos de vantagem.

O próximo jogo trata-se da deslocação à Madeira, no próximo sábado, pelas 15h00.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL deslocou-se a lisboa para defrontar o carnide, e em sexta-feira santa, resolvemos dar uma pálida imagem do basquetebol que somos capazes de apresentar. O primeiro período foi claramente favorável aos visitados que chegaram ao fim de 10 minutos a vencer por 22-6. Um 2º período favorável à nossa equipa permitiu minimizar a pálida imagem e chegar ao intervalo com o jogo em discussão e uma desvantagem de 7 pontos.

O 3º período voltou a ser favorável aos locais que aumentaram a vantagem para 8 pontos. Como não há 2 sem 3, o último período voltou a ser favorável aos locais que terminaram o jogo com uma vantagem de 17 pontos. Restam 3 jogos até ao final da 2ª fase e necessitamos de vitórias para alcançarmos os play-off em 1º lugar e assim garantirmos o fator-casa em todas as eliminatórias do play-off.

No próximo fim de semana, teremos jornada dupla com a deslocação a Ílhavo (6ª feira, 21h30) e receção ao Guimarães (domingo, 17h45).

A equipa de HÓQUEI EM PATINS regressa à competição no próximo domingo, após pausa para o torneio de Montreux de seleções, com a deslocação a Paço d’Arcos (domingo, 17h).



Abraco,
Delindro