05 abril, 2014

MEIAS VERDADES

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O FCP assinou, no Estádio do Dragão, uma excelente exibição perante o Sevilha. É verdade: esteve por cima o jogo todo, não consentiu grande desenvolvimento ofensivo à equipa andaluz, foi sempre mais rápida e mais consistente e, por tudo isto, merecia partir para a segunda mão com um resultado mais gordo.

O FCP produziu, na Choupana, uma exibição desastrosa perante o Nacional. Também é verdade: incapaz de construir jogo, vivendo e abusando de um Alex Sandro que, legitimamente, não apresenta frescura física suficiente para carregar a equipa às costas e demonstrando fragilidades defensivas aterradoras (as mais das vezes com denominador comum, o Senhor Ba).

O FCP parece querer dar a volta. Luís Castro parece ter estabilizado os níveis mentais e de confiança da equipa, que mostra vontade de ter a bola e de a trocar com segurança, aguardando pacientemente pela melhor altura para desenvolver jogadas de perigo, com velocidade e apoio constante, sem abusar, de forma disparatada, do jogo em profundidade, que nunca foi - e, esperemos, nunca vir a ser - o timbre dos azuis e brancos. É verdade.

O FCP encontra-se a 15 pontos de distância do primeiro classificado e, se olhar para cima, ainda vê o seguindo classificado a uns cada vez mais irrecuperáveis 8 pontos. Não me recordo de um cenário tão negro como este. Também é verdade.

E a pergunta é: em que é que ficamos? Nós, adeptos, em que é que devemos acreditar?

Digamos que o FCP nunca foi de meias verdades, de recuperações aparentes ou de quebras anunciadas. O segredo deste FCP, ao longo de todos estes anos, parece-me, tem sido a consistência, o cerrar fileiras nos momentos certos e, dessa forma, a manutenção de um certo estado de coisas, evitando sobressaltos e contornando obstáculos. Houve pontos baixos e pontos altos? Claro que sim. Mas, mesmo nos momentos mais periclitantes, sempre emergiu uma consistência que nos tranquilizava, uma espécie de voz de comando invisível que nos - a nós adeptos, aos jogadores e ao staff técnico - relembrava o que é pertencer a esta casa e poder envergar, com orgulho, esta camisola.

Confesso que, durante esta época, senti falta desse apelo.

Confesso, também, que já senti mais falta do que sinto hoje.

Perdemos o campeonato de forma infantil e, tirando um ou outro lance de arbritagem, só nos podemos queixar de nós próprios.

Mas a época já pareceu definitivamente perdida e, agora, consolidam-se as possibilidades de o FCP vencer a Taça de Portugal e, quem sabe, a Liga Europa.

São essas meias verdades que o FCP deve limpar rapidamente do seu horizonte.

Pedro Ferreira de Sousa

PS - Na próxima crónica lancaremos pistas para aquilo que poderá vir a ser a próxima época em termos de plantel do FCP. Contributos serão, portanto, muito bem-vindos.

04 abril, 2014

POSTES ADIAM AS MEIAS

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FC Porto-Sevilha, 1-0

Liga Europa 2013/14, quartos, 1.ª mão
03 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 31.122


Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha).
Assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel; Marco Fritz e Robert Hartmann.
4º Árbitro: Christoph Bornhorst.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Carlos Eduardo (57m), Herrera por Defour (70m), Ghilas por Varela (76m).
Não utilizados: Kadú, Licá, Ricardo, Mikel.
Treinador: Luis Castro.

SEVILHA: Beto, Coke, Pareja, Fernando Navarro, Moreno, Iborra, Carriço, Rakitić, Marin, Bacca, José Antonio Reyes.
Substituições: Diogo Figueiras por Iborra (63m), Kevin Gameiro por Marin (63m), Vitolo por José Antonio Reyes (74m).
Não utilizados: Varas, Trochowski, Samperio, Luismi.
Treinador: Unai Emery.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Mangala (31m).
Cartões amarelos: Moreno (15m), Jackson Martínez (42m), Reyes (69m), José Antonio Reyes (69m), Fernando (86m+86m), Mangala (87m).
Cartões vermelhos: Fernando (86m+86m).

De volta às competições europeias, o FC Porto defrontou, esta noite, o Sevilha no jogo da 1ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa. O resultado é escasso para aquilo que o FC Porto produziu ao longo de todo o jogo. Os Dragões podem queixar-se da falta de sorte e vão à Andaluzia com um golo de vantagem que, no entanto, dá algumas garantias para a 2ª mão. O Sevilha bem pode respirar de alívio pois a esta hora poderia estar a eliminatória decidida a favor dos Dragões.

Além disso, vão receber o FC Porto desfalcado de duas pedras importantes no seu onze. Jackson Martínez viu o cartão amarelo num lance com Vicente Iborra. O colombiano falha o jogo da segunda mão. Como uma contrariedade nunca vem só, Fernando fez uma falta na direita do meio campo portista, o árbitro deixou seguir e Fernando fez mais uma na sequência da mesma jogada.

Insólito no mínimo, o árbitro Wolfgang Stark deu a lei da vantagem mas guardou o cartão e mostrou dois de seguida ao jogador do FC Porto na mesma jogada pelas duas faltas.

Mangala fez o resultado num lance rápido pelo lado esquerdo após cobrança de um livre. Quaresma recebeu a bola, fez um cruzamento de trivela e Mangala entrou fulminante para bater o guarda-redes Beto.

O Sevilha só deu um ar da sua graça na parte final do jogo e regista-se uma única oportunidade de golo. No entanto, esse registo da parte final do jogo do Sevilha pode ser um tónico para o que vai ser o jogo da 2ª mão. O FC Porto tem que fazer o seu jogo, à semelhança do que fez em Nápoles.

O Sevilha apresentou onze jogadores atrás da linha de bola, com linhas bastante recuadas e curtas. A estratégia de Unai Emery passava por transições rápidas, tendo como referências Rakitic, a estrela da companhia, e Bacca, ponta de lança colombiano. Mas este Sevilha não mostrou nada de nada, excepto nos últimos 15/20 minutos do jogo. Durante grande parte do jogo remeteu-se atrás e a praticar o pontapé para a frente.

O FC Porto entrou muito bem no jogo, à semelhança do que tinha feito com o Nápoles e mais recentemente com o Benfica, principalmente nos primeiros 20 minutos de jogo.

Ao minuto 31, Alex Sandro sofreu uma falta. Fernando cobrou rapidamente, apanhando o adversário desprevenido. Quaresma recebeu na esquerda e ensaiou a trivela, colocando a bola no coração da área onde surgiu Mangala a cabecear sem hipóteses para Beto.

O FC Porto não desarmou e continuou à procura do 2º golo, o golo da tranquilidade. Mangala esteve perto do bis e logo a seguir Jackson fez um passe rasgado para um pontapé de primeira de Quaresma. Beto fez a defesa da noite. Em cima do intervalo, o poste evitou o segundo golo do FC Porto, na sequência de um remate fortíssimo de Defour. O intervalo sabia a pouco. O 2-0 seria o resultado mais acertado.

Na segunda parte, os dragões continuaram a assumir as despesas do jogo, procurando a baliza de Beto. Mas a bola nunca quis entrar. Jackson teve uma boa oportunidade num remate que saiu por cima da baliza e ao cair do pano, Ricardo Quaresma rematou ao poste da baliza sevilhana, após recarga a um livre cobrado por si. Os postes impediram o passaporte imediato para as meias-finais da prova mas o FC Porto vai até à Andaluzia fazer tudo para carimbar esse passaporte para depois discutir o acesso à Final de Turim.

No Domingo, o FC Porto recebe a Académica de Coimbra para a Liga Portuguesa.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto mostrou-se satisfeito com o desfecho da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, mas considera que o 1-0 deixa tudo em aberto para o reencontro em Sevilha. Mesmo privado de Fernando e Jackson Martínez, o técnico portista garante que, jogue quem jogar, “o FC Porto vai a Sevilha para ultrapassar a eliminatória”.

​“O resultado é desconfortável para ambos os treinadores e não nos deixa descansados para o jogo da segunda mão. Como prevíamos, será uma eliminatória muito disputada entre duas grandes equipas”, começou por dizer Luís Castro na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre os andaluzes.

O técnico dos azuis e brancos elogiou os primeiros 45 minutos do FC Porto e sublinhou a justiça do resultado, ainda que este pudesse ter sido mais dilatado. “Dominámos na primeira parte e estivemos muito equilibrados defensivamente, jogando a maior parte do tempo no meio-campo adversário. Houve mais equilíbrio na segunda parte, mas creio que fomos justos vencedores. A justiça do futebol está sempre no resultado e aceito-o, apesar de considerar que poderíamos ter feito mais golos”.

Considerando “exagerado” o cartão amarelo exibido Jackson Martínez, Luís Castro confessou ainda não entender o que motivou a expulsão de Fernando e deixou uma promessa: “Jogue quem jogar, o FC Porto vai a Sevilha para ultrapassar a eliminatória”.

VÁRIOS JOGADORES

Foram vários os jogadores do FC Porto que passaram pela zona mista do Estádio do Dragão, após a vitória contra o Sevilha (1-0), e havia um denominador comum no seu discurso: era importante vencer a partida contra o conjunto espanhol e também não sofrer golos, de forma a passar à próxima eliminatória.

​Feliz pela exibição e por “poder ajudar a equipa”, o defesa Danilo foi o primeiro a falar aos microfones dos meios de comunicação social, dizendo que, “por tudo o que a equipa fez”, o resultado podia ter sido mais amplo, além de realçar o trabalho dos seus companheiros de sector mais recuado: “Era importante não sofrer golos e a nossa defesa, uma das mais jovens da Europa, mostrou-se compacta e fez um bom trabalho. Agora vamos descansar para podermos continuar a fazer o nosso melhor”. O jogo em Sevilha vai ser, segundo Danilo, complicado: “É difícil jogar lá e eles já demonstraram isso nesta temporada. É uma equipa perigosa, mas nós temos um plantel forte, com muita qualidade, com jogadores que podem suprir qualquer necessidade que tenhamos”.

O guarda-redes Fabiano espelhou, na zona mista, a tranquilidade que tem demonstrado no campo e foi sucinto nas declarações: “O resultado não me surpreendeu. Foi um jogo difícil, como resultado do grande trabalho que fizemos e temos feito durante a semana. A determinação que mostrámos durante o jogo fez-nos vencer. Merecíamos uma vantagem maior, pois tivemos mais oportunidades, mas o importante é sair daqui com uma vitória. Agora é ir a Sevilha e alcançar a qualificação”. A ausência de Jackson e Fernando foi falada por todos os atletas do FC Porto e Fabiano não foi excepção: “São grandes jogadores e acho que ajudam muito a equipa. Creio que o nosso plantel tem muitos jogadores de qualidade e quem entrar vai fazer um bom trabalho e ajudar a equipa”.

O avançado Quaresma, autor do cruzamento para o golo de Mangala, não esteve com meias-medidas na abordagem à vitória contra o Sevilha e, apesar de dizer que “está tudo em aberto” na eliminatória, desejava mais: “Penso que podíamos ter acabado o jogo com dois ou com três golos marcados. Há que continuar a trabalhar, com a mesma vontade, para irmos a Sevilha ganhar e passar a eliminatória”. Confiante de que quem ocupar o lugar de Jackson e Fernando vai cumprir a missão, Quaresma agradeceu a confiança do plantel e da estrutura do FC Porto: “O plantel sempre me ajudou, confiou em mim, sempre me ajudou a passar todas estas fases. É um orgulho ouvir as palavras do presidente, que confia e acredita em mim. O que dizem os outros não interessam. Parece que o Mundo acaba com tudo o que digo ou faço, mas eu tenho as costas largas e lido bem com isso”.

Por seu lado, Jackson Martínez confessou que “era importante manter a outra equipa a zero e marcar” e que foi “duro levar amarelo naquela jogada”, algo que o tira do jogo da segunda mão, mas está pronto para apoiar a equipa: “Vai haver muita tensão em campo e vou estar a apoiar os meus companheiros. Tenho a certeza de que quem me substituir vai fazer um belo trabalho. Ghilas fez um excelente trabalho contra o Nápoles e sei que vai dar o seu melhor pelo FC Porto”.

O mexicano Diego Reyes, titular novamente na formação de Luís Castro, estava satisfeito no final do jogo: “A equipa jogou bem e tivemos muitas oportunidades, pelo que acho que podíamos ter feito mais um golo. Os nossos adversários quase não remataram à nossa baliza e fizemos bem as coisas. O resultado é favorável e temos uma pequena vantagem, mas não podemos relaxar: temos de ter a mesma atitude, determinação e continuar a trabalhar para conseguir um bom resultado em Sevilha”. Em termos individuais, Reyes não conseguiu disfarçar a felicidade pelo momento que atravessa: “Estou tranquilo, contente, a aprender muito e feliz por ajudar a equipa no muito ou pouco que seja”.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga Europa 2013/14, quartos, 1ª mão

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Tribunal O JOGO: FC Porto-Sevilha, 1-0
Árbitro Principal: Wolfgang Stark (Alemanha) / Assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel; Marco Fritz e Robert Hartmann / 4º Árbitro: Christoph Bornhorst.




fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

03 abril, 2014

O FUTURO COMEÇA AGORA!

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Por caprichos do calendário, a publicação dos meus textos quinzenais tem coincidido com dias de jogos da Liga Europa… Hoje temos o importante jogo com o Sevilha pela frente, sendo esta competição o grande objectivo que resta em função da péssima prestação no Campeonato Nacional. Ligados às máquinas desde há meses, uma conquista europeia e um assomo de dignidade nas taças internas são os últimos “escapes” de uma temporada que começou promissora até se transformar num autêntico pesadelo dentro e fora do campo.

Como escrevi no início, hoje é dia de jogo e não será o momento ideal para analisar demoradamente o campeonato fraquíssimo que temos vindo a realizar. Mas não resisto a um desabafo… Partindo da escolha de um timoneiro com poucas credenciais e com qualidades que nunca se revelaram adequadas à função, observamos nesta época uma péssima gestão de recursos humanos que transformou um plantel tricampeão numa manta de retalhos onde por exemplo se utilizam 9 duplas de centrais diferentes e quase todos sub 23, isto numa posição fulcral em termos de liderança no terreno de jogo e onde a experiência conta e muito… Somamos a tudo isto curiosidades como a braçadeira que anda de braço em braço, opções estranhas num mercado de inverno onde se descarta um capitão e um patrão da defesa sem grandes alternativas, culminando com o regresso de um indiscutível génio que no entanto andava perdido pelas Arábias e que mal chega se vê com toda a liberdade do Mundo para assumir a batuta e a liderança quase indiscutível do ataque e das bolas paradas, como se o sucesso no futebol fosse uma questão “sebastiânica” ou o FC Porto fosse um qualquer clube de vão de escada… Não, não é assim que se forma um campeão, foram erros a mais para chegarmos a bom Porto. Mesmo contando com incompetências alheias (e elas bem que existiram…), com tanta confusão é impossível conquistar uma prova de regularidade.

A tudo isto se soma o habitual andor que nos persegue quando estamos em baixo. Estoril, Luz, Alvalade, Madeira, em todos estes palcos (curiosamente os mais complicados…) fomos prejudicados de forma grosseira. São no entanto daquelas “curiosidades” que costumam atacar em força quando estamos na mó de baixo, nada que não se tenha visto igualmente em 2004/05 ou 2009/10. Mas mesmo assim e olhando para a Madeira, bastava não ter dado 45 minutos de avanço, ter concretizado um penalty ou não ter centrais que marcam com os olhos para sair de lá com outro resultado e vencer os Capelas da vida. Claro que contra estes cambalachos é complicado vencer, mas não tem sido sempre assim, ainda com mais força desde 2004, ano em que graças ao “Apito Dourado” passamos a ter a uma nova regra na arbitragem portuguesa - “na dúvida contra o FC Porto porque não quero que pensem que ando metido com putas”?

Mediaticamente temos sentido nas últimas semanas um natural crescimento da “onda vermelha”, que este ano andou bem mais tímida nos primeiros meses da temporada em função do terramoto de Maio de 2013 e a relação amor/ódio com o réu Jorge Jesus. Agora parece estar de volta, mesmo com alguns a terem de engolir um sapo se o mal-amado JJ conseguir renascer das cinzas, mas não nos podemos surpreender com estas “estratégias”… Se mesmo quando eram uns desgraçadinhos, nos saudosos anos Damásio e Vale e Azevedo, tinham toda uma máquina de propaganda que nunca deixava de os alavancar enquanto amesquinhavam o FC Porto, iria ser agora que as coisas esmoreceriam? A grande diferença é que nesses anos tínhamos outra atitude e eles também “levavam o troco”, agora sentimo-nos demasiadas vezes isolados por uma estratégia institucional que por vezes exagera na gestão do silêncio.

Os erros e omissões do FC Porto 2013/14 estão todos identificados mas agora há que olhar para a frente porque um regresso rápido ao nosso patamar habitual também passa muito pela maneira como fecharemos esta temporada. A luta do universo FC Porto tem de ser feita jogo a jogo, de forma a diminuir o ruido e colocar um sorriso amarelo nos festejos de um título que infelizmente teremos de suportar.

Está nas nossas mãos começar a construir um novo ciclo, sem sequer termos de chorar o final do anterior. Será que temos um Porto à altura da tarefa?

Continuação de boa semana e força FC Porto!

PS1: Mesmo num cenário de fábula (atendendo à temporada) em que se conquiste Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga, os erros cometidos não podem ser branqueados e desvalorizados. Espero que as vitórias que ainda teremos nesta temporada não funcionem como um “minuto 92” que tornou tudo cor-de-rosa e elevou os espíritos Azuis e Brancos a um sentimento de invencibilidade que pagamos bem caro este ano…

PS2: Não podia deixar de dar aqui os meus parabéns ao Moncho Lopez e seus pupilos pela conquista deste fim-de-semana, obreiros do renascimento de um Basquetebol do FC Porto que, na verdade, nunca morreu! E deixar também uma palavra de alento ao Andebol e ao Hóquei, com uma crença forte que saberão dar a volta após os últimos desaires (espero inclusive que quando este texto for publicado já tenhamos tido uma boa noticia em Paço de Arcos).

A vossa repressão só aumenta a nossa paixão!

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Quarta-feira da semana passada, dia de clássico no estádio do Dragão. Numa época para esquecer a nível de campeonato nacional, o FC Porto tem tudo para brilhar nas taças internas e na Liga Europa, isto depois de já ter conquistado a Supertaça, logo em Agosto. Uma má época para nós é uma época de sonho para muitos.

Creio que foi a pior assistência que o Dragão presenciou num clássico com o clube do regime. Um jogo que dispensa apresentações, tal é a ânsia para que chegue o dia, para que chegue a hora do pontapé inicial. A meio da semana lá estavamos a defender as nossas cores, a nossa cidade, a nossa gente, o nosso estádio e acima de tudo o nosso Clube. Muitos a sairem directamente das suas responsabilidades profissionais para a zona do estádio, mesmo a tempo de dar de caras com o cortejo dos lampiões, com muitas parecenças com a parada gay.

Cá fora o ambiente de clássico só se notou cerca de uma hora antes do jogo. Nos locais do costume a malta encontrou-se, trocou umas palavras antes de entrar para a Curva. 2500 lampiões ocuparam o sector visitante e pela primeira vez em muitos anos entraram com grandes bandeiras.

Do nosso lado, Super Dragões e Colectivo estiveram em imparáveis!! Logo à entrada das equipas começaram a brilhar, com panos gigantes que cobriram toda a bancada e ao serem retirados deram início a uma brutal “tochada”!! Destaco particularmente a da Curva Norte, talvez pelo sector ser mais pequeno, o efeito visual foi extraordinário! O apoio foi de 90 minutos sem parar. Embora o local onde esteja, como já disse várias vezes, não é o melhor para analisar a actuação dos grupos que nos visitam, foram raras as vezes que os ouvi. Muito raras mesmo.

A vitória dos Dragões foi comemorada como qualquer vitória sobre aquela agremiação desportiva. Contra eles até por meio a zero fico satisfeito da vida.

Enquanto os cabeçudos assistiam ao nosso show já após o jogo ter terminado, a polícia decidiu fazer das suas. Sem razão aparente entra a varrer pela bancada do Colectivo, levando à sua frente tudo o que mexia, e até o que estava parado. E aqui começa mais um episódio que revolta qualquer um, principalmente um ultra que sabe bem o que é levar na pele destes seres irracionais. Foram ali vividos minutos de terror, com o Corpo de Intervenção a “brincar” com os ultras do C95, batendo-lhes indiscriminadamente. Um alarido enorme que também envolveu Sportter’s e agentes “normais” da PSP.

No sector derrotado, davam-se “vivas” à polícia e cantava-se “tudo a correr”. Viva a Mentalidade!

Chegámos cá fora e pensávamos que os seres irracionais já tinham descarregado tudo. Pois bem, enganámo-nos. Desde o fundo da Alameda até cá em cima já perto do Mc Donald’s, os cães raivosos espancaram tudo o que lhes apareceu à frente. Atenção que cá fora a cobardia aumentou consideravelmente, pois já não eram só os ultras que levavam, era tudo, mulheres e crianças a correr pela Alameda a fugir. Uns heróis e uns valentões estes senhores (??) de bastão na mão!

O Porto Canal repugnou esta actuação da PSP, mostrando imagens do interior do estádio. Pois bem, cá fora ainda foi pior. O Corpo de Intervenção da Polícia de Insegurança Pública continua a espalhar o terror por esses estádios, de cada vez que lhes apetece. Basta quererem. Passam as semanas nos ginásios e depois ao fim-de-semana têm como único objectivo “andar à mocada com adeptos”. De preferência de armadura e bastão na mão, assim é tudo mauzão!

Honra seja feita a todos aqueles, que por mais dificuldades que tenham, nunca desistem de apoiar a sua equipa! Apoiar não é crime!

Chegou mais um fim-de-semana e os ultras do FC Porto lá dedicaram “um tempinho” ao Clube do coração. Sábado presentes no basquetebol e no hóquei em patins. Domingo uns estiveram presentes na equipa B e no andebol, outros decidiram dar um saltinho à Choupana.

Com o FC Porto em terceiro lugar e a uma distância inimaginável do primeiro, lá tivemos vários bravos Dragões na bancada a puxar pela equipa. Uma saudação especial a todos eles!

Venham as próximas batalhas!

Um abraço ultra.

Luís Castro: ​“Temos uma ambição muito grande”

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O treinador do FC Porto prevê uma eliminatória muito disputada frente ao Sevilha, nos quartos-de-final da Liga Europa, prova que os Dragões já conquistaram e querem “voltar a conquistar”. Luís Castro sublinha ainda a qualidade do opositor dos portistas e garante que os jogadores têm consciência da importância do jogo no Estádio do Dragão, aproveitando para voltar a apelar ao apoio dos adeptos.

​“Vai ser um jogo extremamente difícil frente a uma equipa que vem de uma boa série de resultados. Estamos optimistas e esperamos vencer a primeira parte desta eliminatória, sem sofrer golos. Estamos esperançados num bom resultado. Queremos um bom FC Porto, um FC Porto equilibrado defensivamente e a sair bem para o ataque. O FC Porto tem de ser atrevido, corajoso e determinado para fazer um bom jogo e para o vencer”, afirmou o técnico dos tricampeões nacionais na conferência de imprensa de antevisão do encontro com os andaluzes.

Vencedor da Taça UEFA/Liga Europa em duas ocasiões (2003 e 2011), o FC Porto assume óbvias ambições nesta competição, mas respeita todos os adversários que se lhe atravessarem no caminho. “Pela história que tem e pelos títulos que já conquistou, o FC Porto não precisa de salvar o que quer que seja. Salvar é uma palavra demasiado forte para aquilo que é a nossa história. Temos consciência da importância deste jogo e queremos continuar em prova, como é óbvio. Temos uma ambição muito grande”, garantiu Luís Castro, que afasta qualquer cenário de favoritismo antecipado.

“O favoritismo não ganha jogos. Temos de provar aquilo que valemos dentro do campo. O Sevilha venceu oito dos últimos dez jogos e é uma equipa repleta de jogadores de qualidade, mas vale essencialmente pelo seu todo. De qualquer forma, estamos focados em nós e naquilo que temos de fazer. É essencial encararmos este jogo com uma grande paixão”, prosseguiu o técnico, que voltou a falar ao coração da massa adepta azul e branca: “Os nossos adeptos voltarão a ser fundamentais para o nosso sucesso e contamos com eles do primeiro ao último segundo”.

Indiferente à pressão extra inerente a esta fase das competições europeias, o FC Porto alimenta genuínas ambições de reerguer um troféu que lhe é familiar. “Trabalhar no FC Porto é um acto de responsabilidade. A Liga Europa é uma prova de grande prestígio, que o FC Porto já conquistou e quer voltar a conquistar”, concluiu Luís Castro.

Fabiano preparado para uma “batalha difícil”

​A viver aquele que será o melhor momento da carreira, Fabiano mostra-se preparado para mais uma “batalha difícil”, frente ao Sevilha (quinta-feira, 20h05, primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League). Em conferência de imprensa, o guarda-redes recusou-se a apontar um favorito para esta eliminatória e elogiou o adversário.

“Passámos uma eliminatória muito difícil contra o Nápoles e vamos continuar a trabalhar. Amanhã temos mais uma batalha difícil e o intuito é sempre sair com um resultado positivo. O favoritismo não cai muito nesta questão: temos a nossa qualidade e sabemos do nosso potencial, mas o Sevilha também é uma equipa muito qualificada, que tem pontos fortes. Vamos concentrar-nos muito no jogo”, garantiu Fabiano.

O guarda-redes, que assumiu a titularidade após a lesão de Helton em Alvalade, considerou-se adaptado ao papel de número um de uma grande equipa – “a bola chega poucas vezes à nossa baliza, mas nos treinos trabalhamos com o intuito de estarmos sempre concentrados durante 90 minutos” – e comentou ainda as mensagens de apoio que tem recebido do compatriota, nomeadamente através das redes sociais. “Partindo do Helton não é novidade. Sempre me apoiou e conversou comigo, para me ajudar. Fico muito feliz, mas dele só poderia esperar isso”, acrescentou.

A caminho do quinto jogo consecutivo como dono das redes azuis e brancas, Fabiano confessou estar “muito feliz”. “Estou a realizar um dos objectivos da minha vida. Desde o dia em que cheguei aqui que penso em jogar, mas levo tudo um passo de cada vez e com a cabeça no lugar. Estar num grande clube é uma responsabilidade e tenho de melhorar sempre o meu trabalho para estar ao nível exigido”, declarou.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro,
Médios: Herrera, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Fernando, Mikel e Defour;
Avançados: Quaresma, Jackson Martínez, Quintero, Varela e Ghilas.

02 abril, 2014

ATÉ NUNCA

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Há a lei. E há o sentimento. Há a palavra. E há os actos.
Melhor que ele, sei o poder da lei (trabalho com ela). Melhor que eu, ele sabe o poder da palavra (trabalha com ela).
A Lei é usada para quando a palavra, a conversa, o dialogo se esgota. A palavra antecede a lei. A consideração antecede a palavra.
Quando quero pedir algo, fui educado a perceber a viabilidade do meu pedido antes de o formular. Quando quero usar a lei, fui habituado a perceber se a via do dialogo já se tinha esgotado. Quando uso a lei, sei que é o último recurso. O recurso que não tenho receio de usar porque a palavra de amanhã, hoje, já não me interessa. Quando uso a lei, uso-a, sem sentimentos.

Amanhã, como todos sabemos, o dia irá chegar. E aí, não vai ser com sentimentos que te vou receber. Não te vou acolher de braços abertos. Não és um salvador. Não és um Sebastião. Muito menos um filho pródigo. Se há algo que me ensinaram, (rezo para que seja mais uma das coisas que o teu chá das cinco não te tenha ensinado) é que o mundo é redondo. Não devemos cuspir onde comemos. Nem devemos esquecer quem nos deu a mão. Quem nos fez crescer. Como um bebé cresceste connosco, aprendeste connosco, valorizaste-te connosco. Como um filho mal agradecido colocas agora os teus num "lar abandonado". Não me esqueço disso. Faço questão de passar a mensagem. De que a lição viva para além de ti. De defender com unhas e dentes que a cadeira que apelidaste de sonho nunca mais seja tua. Conseguiste-o. Fiquei na dúvida com a saída para o Chelsea, hesitei com Will Coort. Tive a certeza pelas tuas palavras. "Fiz tudo como manda a Lei".
Meu ganapo.

A lei. É uma "merde" (fica sempre melhor em francês...!). É que a lei, na sua maioria, não passa de uma enumeração de direitos subjectivos. É verdade que estão lá. Mas sou eu que escolho seguir o caminho da Lei.
Posso escolher o caminho do sentimento. Sentimento que se superioriza à razão. E que me levaria a ao seguinte raciocínio.
"Will Coort é um grande treinador, mas o sentimento que nutro pelo F.C.Porto". Meu clube de coração. Atenção. Não fui eu que o disse. Foste tu. Foste tu que me disseste isto. Foste tu que apregoaste isto. Foste tu, entre o barulho dos torniquetes da Arquibancada (última bancada a cair, como nós, guarda a alma SEMPRE resistente) que gritaste, não sussurraste, GRITASTE o teu portismo. Sem que ninguém te pedisse isso.
E tu escolheste o caminho da lei.
Ignorando o sentimento.
Ignorando a palavra.
Ignorando o respeito.
Depois de alertado. Depois de criticado.
Respondes. "Fiz tudo conforme a lei."
Usaste porque desinteressaste-te pelo dialogo. Usaste porque não quiseste saber do sentimento.
Usaste-a porque fugiste.

Isto tudo para dizer, ou melhor, questionar. Não a ti. Nem o teu nome digo. Só o facto de correr risco de que o Google associe este texto a ti, repele-me. Mas a todos aqueles portistas que ainda têm a secreta esperança que tu um dia voltes.
Acham. Sinceramente. Que esse senhor merece alguma vez ter o privilegio de que só poucos tiveram?
Conhecem Zeljko Obradovic? Saiu do clube que amava. Pela Porta Grande. Entrou pela Porta Grande. Aqui está a resposta ao "dinheiro é dinheiro", "futebol é um negocio", "o desporto hoje é um negocio". É verdade, mas não deixa de ser um negócio baseado em paixões e sentimentos. Tu podias ter uma recepção, já não digo semelhante, digo amigável. Mas preferiste esquecer o sentimento. Meu caro o Sentimento, é tudo. Preferiste escolher a lei para estragar, ainda mais, tudo. Preferiste a lei, para maltratar, achincalhar o teu clube. Preferiste refugiar-te num argumento vazio, "lei", para justificar o injustificável. Um dia vais perceber o que digo, mas esse dia... para mim já é tarde.
Por mim. Podes sentar-te no lugar hoje ocupado por Jorge Jesus. Não imaginas o prazer que me dava de teres sido tu a ajoelhar no Dragão.
Como comecei. Até nunca.


    "Zeljko Obradovic é um conceituado treinador sérvio de basquetebol. Esteve 13 anos ao serviço dos gregos do Panathinaikos. Esta época, mudou-se para a Turquia, para o Fenerbahçe. E, como o destino, gosta destas partidas, na EuroLiga, as equipas cruzaram-se no mesmo grupo. Até aqui, tudo simples. O difícil é explicar o que se passou no primeiro "regresso a casa" do técnico sérvio. 20.000 pessoas lotaram o pavilhão do Panathinaikos numa das mais belas homenagens que o desporto já mostrou.
    O vídeo (abaixo) está a correr o Mundo. E, é bom de perceber porquê. É que o que se passa entre o 1m20s e o 2m20s é... um minuto arrepiante. Tudo o mais dispensa traduções e outros comentários. No dia em que o resultado (o Panathinaikos venceu 76-67) não foi notícia, mas sim a carreira de um Homem e o amor dos "seus" adeptos. No fim de tudo, o que seria do desporto sem emoções?"
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01 abril, 2014

BASQUETEBOL DE VOLTA À LIGA PRINCIPAL

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BASQUETEBOL

  • FCP DRAGON FORCE 70-58 Illiabum
Era um jogo decisivo, o FC Porto tinha que vencer por 8 ou mais pontos para se sagrar campeão da fase regular da proliga e garantir desde logo o direito desportivo de jogar a LPB da próxima época, além de garantir o fator casa no play-off que sábado se inicia.

Foi um jogo tremendo que tive o prazer de acompanhar ao vivo, num quase lotado e efervescente Dragão Caixa! Os pupilos de Moncho e J.Tiago, campeões SUB20 na temporada passada, estão este ano a brilhar intensamente na Proliga, e conseguiram mesmo dobrar este fortíssimo Illiabum, mais forte que metade das equipas da atual LPB.

No 4º período, os aveirenses ainda assustaram, mas a raça dos nossos miúdos, complementada pelo talento de todos eles, sem esquecer o apoio fenomenal de um público que só existe no nosso clube, tudo isto em conjunto, levou a equipa para a diferença necessária para haver festa azul e branca!

Parabéns aos miúdos, ao Moncho e restante staff desta equipa que tanto nos orgulha.

Estamos onde merecemos estar, e agora temos um play-off para ganhar!

Queiroz foi MVP com 12 pontos e 12 ressaltos, com Bastos a marcar 21 pontos, Ferran 12 e Bessa 9.

  • PRÓXIMOS JOGOS
Sábado, começam os quartos de final do play-off (à melhor de 2 vitórias), com o Dragon Force a visitar o benfica b pelas 21h30. Dia 12 e 13 de Abril, se necessário, os jogos passam para o Dragão Caixa.



HÓQUEI EM PATINS

  • FC PORTO 1-2 Liceo Corunha
No jogo do Dragão Caixa, o FC Porto esteve a vencer com um golo de Vítor Hugo, mas os Galegos conseguiram dar a volta nos últimos 10 minutos.

Eu acredito que ainda vamos obter na Corunha (dia 12 de Abril) o passaporte para a final-four da liga europeia! Nada está perdido!
  • PRÓXIMOS JOGOS
Amanhã, 4ª feira, jogamos às 21h00 em Paço de Arcos, e sábado pelas 18h30, recebemos a Física.



ANDEBOL

  • FC PORTO 20-25 ABC Braga
Não há muito para contar de um jogo onde o redes minhoto obteve 60% de eficácia na 2ª parte. As bolas batiam todas no boneco (!) e o ABC ganhou assim um jogo onde o FC Porto era claramente favorito. Foi um dia infeliz para o nosso clube, mas ainda continuamos líderes (a par dos Minhotos), estando tudo em aberto, naturalmente. Acredito muito nos nossos guerreiros! Força Porto!

Neste jogo, só Gilberto Duarte conseguiu com 7 golos equilibrar a luta com o redes minhoto, sendo que todos os outros nossos jogadores apresentaram grande dificuldade para ultrapassar aquele muro na baliza.
  • PRÓXIMOS JOGOS
O próximo jogo do campeonato, é dia 19 Abril, pelas 18h00, na luz.

CHECK?!

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Mandamos uma bola à barra e falhamos mais um penaltie? CHECK!

Sofremos mais um golo após jogada em CLARO fora-de-jogo? CHECK!

Foi anulado um golo inacreditavelmente limpo a Jackson aos 78m, ainda com cerca de 15 ou 16 minutos para podermos dar a volta completa ao resultado? CHECK!

Os primeiros 45 minutos do FC Porto foram de uma pobreza franciscana a todos os níveis; na 2ª parte, fez-se o suficiente para pelo menos não perder o jogo? CHECK!

Licá não consegue ganhar uma jogada de um contra um a qualquer lateral desde o jogo com o marítimo no Dragão, já lá vão 7 meses? CHECK!

Abdoulaye é um jogador sem classificação possível, um jogador que combina tudo aquilo que um central não deve ter, excesso de agressividade, burrice, falta de posicionamento, enorme falta de concentração e um desorientamento total em quase todos os momentos do jogo? CHECK!

Luís Castro tem um discurso sério e esclarecedor em contraponto com os disparates, lugares-comuns e demais baboseiras com que PF todas as semanas nos presenteava? CHECK!

Que o FC Porto de LC tem problemas, evidencia os mesmos defeitos que se viam anteriormente, mas tenta de alguma maneira remar contra a maré, mesmo após dar partes de avanço, que sofre golos em fora-de-jogo, que marca golos limpos que são anulados, que vê bolas a bater na barra em todos os jogos onde intervém e que, caramba, mostra algum futebol mesmo com inúmeros problemas (lesões de Maicon e Mangala surgiram na pior altura)? CHECK!

Não é uma derrota por 2-1, com um golo sofrido em CLARO fora-de-jogo (mais um!) e outro limpíssimo mal anulado a Jackson, que agora nos poderá deitar ao chão e comprometer o grande objetivo que agora temos de chegar às meias da Liga Europa? CHECK!

Tenho nojo em relação à comunicação social deste país? CHECK!

Tenho nojo de montes de banha que pagos pelo dinheiro de TODOS nós, vomitam barbaridades em relação ao FC Porto em plena televisão pública (paga por todos nós)? CHECK!

Tenho nojo de uma televisão pública, cujos princípios de isenção, ética e seriedade, são jogados ao lixo todas as semanas? CHECK!

Tenho nojo de moderadores de programas da televisão pública que passam horas a fazer campanhas anti-Quaresma, inventando agressões que não ocorreram, e destilando toda a sua filha da putice em relação ao FC Porto? CHECK!

Tenho nojo de médicos com apetência por álcool? CHECK!

31 março, 2014

ERROS E MAIS UMA CAPELADA

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Nacional-FC Porto, 2-1

Liga 2013/14, 25.ª jornada
30 de Março de 2014
Estádio: Madeira, Funchal
Assistência: -


Árbitro: João Capela (Lisboa).
Assistentes: Ricardo Santos e Tiago Rocha.
4º Árbitro: Fábio Veríssimo.

NACIONAL: Gottardi, Zainadine, Miguel Rodrigues, Mexer, Marçal, Aly Ghazal, Gomaa, João Aurélio, Rondón, Djaniny, Candeias.
Substituições: Lucas João por Djaniny (55m), Reginaldo por Rondón (75m), Diego Barcellos por Candeias (87m).
Não utilizados: Ricardo Batista, Claudemir, Jota, Sequeira.
Treinador: Manuel Machado.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro, Fernando, Defour, Herrera, Licá, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Defour (46m), Ghilas por Licá (46m), Carlos Eduardo por Abdoulaye (77m).
Não utilizados: Kadú, Josué, Ricardo, Kelvin.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Candeias (19m), Jackson Martínez (46m), Rondón (48m).
Cartões amarelos: Alex Sandro (29m), Djaniny (55m), Carlos Eduardo (78m), Lucas João (79m), Jackson Martínez (82m), Zainadine (84m), Reginaldo (86m), Quaresma (90+3m).

O Tricampeão Nacional sabia que isto podia acontecer. Os indícios estavam à vista desde a choraminguice e palhaçada das campanhas BASTA, passando pelas conferências de imprensa de ameaças a árbitros até à pressão inaceitável, promovida e desencadeada por uma figurinha dos teletubbies. O FC Porto não entrou bem no jogo é certo, deu 45 minutos de avanço ao adversário mas que a campanha verdusca está a produzir efeitos, isso está com certeza. Acima de tudo, uma certeza: o F.C. Porto irá fazer o melhor possível até acabar esta época e há muito ainda para vencer.

O árbitro designado para esta partida, João Capela, cumpriu a sua missão. Mais uma capelada! Validou um golo em fora de jogo ao Nacional, anulou um golo limpo a Jackson Martínez e teve influência clara no resultado final. Não obstante ter assinalado um penalty inexistente sobre Quaresma mas sem efeitos práticos pois o extremo portista acabaria por falhar o castigo máximo. A encomenda foi, pois, bem entregue e os 2 primeiros classificados estão agora à vontade nos seus lugares sem o grande clube dos últimos 30 anos a incomodar.

Os Dragões chegavam ao Estádio da Madeira na condição de ter de vencer para manter, no mínimo, as distâncias. Mas o jogo não começou bem, o meio-campo portista não funcionou e o jogo pautou-se por muitas bolas perdidas, jogadores lentos, sem ideias e incapazes de dar profundidade atacante. Também foi visível falta de intensidade, vontade, querer e certos jogadores revelaram estar no relvado apenas para fazer número.

Alex Sandro é, neste momento, um jogador completamente desastrado, não corre, não marca, não acerta um passe, não acrescenta nada, mesmo nada à equipa e ainda coloca em xeque a mesma com actuações de jogador da distrital. Licá, outro jogador que nem se deu por ele em campo.

Nos primeiros 20 minutos da primeira parte o jogo foi muito mastigado de parte a parte, o Nacional superiorizou-se e chegou ao golo num contra-ataque em em fora de jogo. Estavam decorridos 19 minutos. Cruzamento de João Aurélio, Djaniny escorrega e a bola vai parar ao peito de Candeias, que domina e dispara de pé direito ao canto inferior da baliza do FC Porto, apesar da bola ter ainda batido nas pernas de Reyes e traído Fabiano. O F.C. Porto não fez nada de registo nesta primeira parte, excepto um remate perigoso de Jackson Martínez que Gottardi defendeu por instinto.

Na segunda parte, o FC Porto mexeu e, de que maneira, na estrutura. Sairam Licá e Defour. Entraram Quintero e Ghilas. Na primeira jogada do desafio, o FC Porto igualava o marcador. Estavam decorridos 46 minutos. Ghilas foge pela esquerda, cruzamento rasteiro para Jackson, que domina, rodopia e marca de pé direito.

Mas ainda estavam os adeptos do FC Porto a festejar e o Nacional chegava ao 2º golo. Jogada pela esquerda de Candeias, cruzamento para o coração da área onde surge Rondón a finalizar bem, depois de fugir a Abdoulaye. Ora perante um cenário destes, qualquer equipa sente o golpe. É como um murro no estômago.

A partir dali, o FC Porto encostou o Nacional atrás e criou várias jogadas que mereciam melhor sorte. Aos 54 minutos cruzamento de Alex Sandro, Miguel Rodrigues desvia e quase marca na própria baliza. Aos 58 minutos, Penalty falhado por Ricardo Quaresma. A bola bate no poste. Aos 77 minutos, o FC Porto sem nada a perder, retirava Abdoulaye e metia em jogo Carlos Eduardo.

Um minuto depois, aos 78 minutos, surge o lance mais polémico da partida. Quaresma cruza da esquerda e Jackson Martínez marca mas João Capela considera que fez falta sobre Marçal. A falta é inexistente e revela a incompetência do árbitro que já nos habituou a este tipo de erros e outros semelhantes.

Não obstante isso, o F.C. Porto manteve-se de cabeça erguida e só não saiu da Madeira com outro resultado, porque de facto esta não foi uma noite afortunada para os seus jogadores. Isto para não sublinhar ainda mais a contribuição do homem do apito. Estes factores todos fizeram com que no fim do jogo, Ricardo Quaresma tenha tido uma reacção intempestiva e tenha descarregado toda a frustração.

Na Quinta-feira, o FC Porto regressa à Liga Europa para iniciar a jornada com vista a atingir as meias-finais da prova frente ao Sevilha. É hora de mudar de página, unir forças, reunir o grupo e concentração máxima porque a prova é outra e as grandes decisões estão à porta.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto não escondeu a frustração pela derrota diante do Nacional (1-2), na Madeira. Luís Castro reconheceu que os Dragões estiveram melhor na segunda parte do que na primeira, lamentando os erros da equipa de arbitragem que acabaram por influenciar o desfecho final do encontro.

​“Falar do jogo é falar de várias coisas. Não estivemos bem na primeira parte, na qual não conseguimos ter profundidade, mas a segunda parte foi diferente e subimos de produção, criando várias oportunidades de golo. Os jogadores fizeram uma grande segunda parte mas foram perdendo discernimento, sobretudo devido às incidências do jogo”, afirmou Luís Castro na flash-interview que se seguiu à partida com os madeirenses.

Com o primeiro golo do Nacional a surgir de um lance irregular, devido a fora-de-jogo, e com Jackson Martínez a ver mal anulado um cabeceamento que daria o empate (2-2), Luís Castro considera que as evidências não deixam margem para grandes dúvidas. “Quando nos sentimos prejudicados no nosso trabalho, é natural que percamos algum equilíbrio. Não atribuímos o nosso insucesso ao trabalho do árbitro, mas os factos são indesmentíveis e sentimo-nos prejudicados”.

FERNANDO

O médio Fernando, que capitaneou os tricampeões nacionais neste jogo, também deixou críticas ao trabalho da equipa de arbitragem mas já aponta baterias para os compromissos que se seguem. “O resultado não condiz com aquilo que foi o jogo. Fomos condicionados e creio que fizemos por merecer outro resultado. Fizemos de tudo para vencer, mas não conseguimos. Agora é trabalhar forte porque quinta-feira há mais um jogo para ganhar”.



RESUMO DO JOGO