18 fevereiro, 2018

O REGRESSO À NORMALIDADE.


FC PORTO-RIO AVE, 5-0

O regresso à normalidade no FC Porto é o regresso às vitórias gordas no Dragão. Os azuis-e-brancos, na ressaca da noite trágica europeia, retomaram os caminhos das vitórias na Liga NOS, principal objectivo da temporada. E não se fizeram rogados. “Esmagaram” um Rio Ave que é das melhores equipas do campeonato quer em termos de pontuação, quer em termos de futebol jogado.

De regresso também esteve Iker Casillas ao onze inicial para a principal prova portuguesa. O espanhol já não actuava na Liga Portuguesa desde Outubro e não foi surpresa para a generalidade dos adeptos do futebol assistir a este regresso. Depois da pouca inspirada exibição de José Sá na última partida e da necessidade de acrescentar experiência e maior qualidade na recta final da presente época, só aos mais distraídos, pode surpreender a opção de Sérgio Conceição na entrega da baliza a Iker Casillas.


O jogo do FC Porto, frente aos vilacondenses, ficou facilitado logo aos 2 minutos da partida. Jogada pela esquerda, cruzamento de Telles para a área onde Soares tocou para Sérgio Oliveira e este, num remate colocado à entrada da área mas sem muita força, abriu o marcador na noite do Dragão. O FC Porto ameaçou de seguida com um livre cobrado por Brahimi a castigar derrube a Soares em que só faltou a amostragem da cartolina certa. Mas como sabemos, os padres fazem o que querem e só assinalam o que lhes interessa.

Aos 22 minutos, Soares fez o segundo golo num cabeceamento após canto de Telles e aos 34 minutos Marega, desmarcado na esquerda por Brahimi, cruzou contra o corpo de Marcelo e a bola só parou no fundo das malhas, ampliando o resultado para três golos sem resposta.


Ao intervalo a vantagem era bastante confortável e merecida. O Rio Ave não abdicou do seu modelo de jogo e não alterou o seu sistema por defrontar o FC Porto. Tentou jogar o jogo pelo jogo. É de saudar mas perante equipas com qualidades distintas, não há muito a fazer.

Na etapa complementar, o FC Porto geriu o jogo e deu iniciativa ao seu adversário em alguns momentos, mas não deixou de tentar visar a baliza de Cássio. Sérgio Oliveira saiu, por questões de gestão, e entrou Óliver. João Novais colocou duas vezes Iker Casillas à prova e o jogador portista correspondeu como se esperava. No primeiro lance, o jogador vila-condense beneficiou de um livre que só existiu na cabeça do artista do apito.


O quarto golo apareceu aos 72 minutos da partida na cobrança de um livre junto à bandeirola de canto. Alex Telles (quem havia de ser?) cobrou e Marega correspondeu de cabeça obtendo um golo de belo efeito.

Doze minutos depois, Hernâni, entrado para o lugar de Corona, teve uma bela jogada dentro da grande área e foi carregado pelas costas. O árbitro “fechou os olhos”, a bola sobrou para Maxi que rematou contra Marcelo e Soares colocou-a, de seguida, dentro das redes.

Prontamente anulado o golo pelo padre, o VAR interveio para validar o golo, corrigindo a calinada do padre de campo. Não podendo assinalar a grande penalidade sobre Hernâni por questões de protocolo, o VAR limitou-se a corrigir o erro do artista na questão do golo anulado. Fique sabendo o Sr. Xistra que um empurrão na grande área nas costas dá direito a grande penalidade e em situações destas não se aplica a lei da vantagem.


Notas finais para a estreia de Diogo Dalot no campeonato, substituindo Alex Telles e para a bela moldura humana no Dragão. Pela negativa, o excesso de zelo e de necessidade de protagonismo do padre xistrense que assinalou ao FC Porto quase 30 faltas ofensivas (muitas delas absurdas) num jogo em que a goleada por cinco bolas sem resposta torna mais do que evidente que este padre é um péssimo promotor do espectáculo.

Próxima paragem na Amoreira na Quarta-feira para jogar os segundos 45 minutos da partida com o Estoril que foi interrompida no dia 15 de Janeiro. Ao intervalo, o FC Porto encontra-se em desvantagem. Entrar com tudo e contra tudo são as palavras de ordem para conseguir resgatar 3 pontos muito importantes rumo ao objectivo.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não tinha dúvidas de que íamos dar o máximo”

Caráter e personalidade
“Não entrámos a pensar no jogo com o Liverpool. Preparámos o jogo de forma tranquila, sabendo o que tínhamos de fazer frente a uma boa equipa, que está a realizar um excelente Campeonato. O caráter e a personalidade dos jogadores ficou sempre demonstrado após resultados negativos, não foi só hoje. Não tinha dúvidas de que íamos dar o máximo, mas podia acontecer que esse máximo não fosse suficiente. Entrámos forte, agressivos, no bom sentido, e conseguimos não deixar o Rio Ave sentir-se confortável no jogo. A nível de equilíbrio defensivo, também estivemos muito bem. Fizemos cinco golos, poderíamos ter feito mais, mas a diferença ajusta-se ao que se passou em campo.”

A prioridade é o Campeonato
“Há quatro ou cinco equipas que lutam pela Liga dos Campeões e depois pode haver uma ou outra surpresa. Defendemos um clube que tem história na Liga dos Campeões, mas mesmo os clubes que querem ganhar a Liga dos Campeões têm como principal objetivo a conquista do Campeonato. O nosso foco é o Campeonato, mas é claro que não gostamos de perder da forma que perdemos frente ao Liverpool. Não existe aquela diferença entre as duas equipas. Foi uma noite má da nossa parte.”


Casillas na baliza
“Faz parte das minhas opções, não mais do que isso. Os quatro guarda-redes têm trabalhado de uma forma fantástica e cabe-me escolher. Se puder escolher, creio que não existe qualquer maldade nisso. Foi simplesmente uma opção. Houve jogos em que o José Sá se calhar não esteve tão bem e continuou a jogar. Achei que neste período era importante a experiência de alguns jogadores em campo, além da qualidade, claro. Foi um conjunto de situações que avaliámos para depois decidirmos.”

Intensidade é imagem de marca
“Salvo raras exceções, temos sido intensos a época toda. Somos uma equipa que quer recuperar a bola rápido e que constantemente ganha duelos no jogo. Hoje foi isso que aconteceu. É pena por vezes os árbitros não interpretarem esses duelos e marcarem demasiadas faltas. Por vezes, apita-se demasiado no futebol português.”

Os 45 minutos que faltam no Estoril
“Desde o início do Campeonato que procuramos sempre a baliza adversária. Às vezes é preciso gerir melhor a posse de bola, etc, mas somos uma equipa muito objetiva, sempre à procura do golo. Da mesma forma que não pensámos no jogo com o Liverpool, também não pensámos nos 45 minutos que faltam jogar no Estoril. É um jogo especial e vamos entrar com muita vontade de ganhar, como sempre.”



RESUMO DO JOGO

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