07 fevereiro, 2018

VITÓRIA (MUITO) CURTA.


FC PORTO-SPORTING, 1-0

A primeira metade da meia-final da Taça de Portugal permitiu ao FC Porto colocar-se em vantagem no acesso à final do Jamor. No terceiro jogo frente ao Sporting, o FC Porto mostrou pela terceira vez a sua superioridade em campo.

A primeira vez tinha sido em Alvalade para a Liga NOS. Os Dragões desperdiçaram a oportunidade de vencer o jogo e saíram com um nulo. A segunda vez foi há poucos dias em Braga no jogo da meia-final da Taça dos correios. Novo nulo, um golo anulado, superioridade a toda a prova sobre os verdes mas os Dragões acabaram por claudicar no desempate por grandes penalidades. Esta noite, para a Taça de Portugal, o FC Porto não enjeitou a possibilidade de vencer o jogo mas ficou a dever a si 4 golos feitos para arrumar praticamente a questão quanto ao finalista da prova. É certo que o Sporting poderia ter feito um ou dois golos mas é diferente vencer por 1-0 ou ganhar por 5-2.


Ainda assim, o 1-0 é uma vantagem que dá algumas garantias, até porque o FC Porto não sofreu golos em casa, o que lhe permite gerir o jogo e o resultado em Alvalade. Apesar de tudo, Sérgio Conceição não gosta nem joga para a gestão do jogo e do resultado. Os Dragões irão jogar a Alvalade como se o resultado estivesse 0-0.

Esta noite, Sérgio Conceição fez apenas uma substituição no onze inicial em relação ao jogo com o Sp. Braga. Soares surgiu no lugar de Aboubakar que nem sequer se sentou no banco de suplentes. Também nestas opções, o técnico portista surpreendeu ao deixar de fora Paulinho e Waris mas estas opções só surpreendem quem andar distraído. Com a sequência interminável de jogos, o treinador tem que gerir o plantel e no Domingo há já outro jogo importante para vencer.

O domínio portista foi notório desde o princípio do jogo. Foi um jogo mais aberto do que os dois anteriores entre as duas equipas. Os jogadores de parte a parte procuraram jogar mais ao ataque, soltando-se um pouco do condicionamento tático que caracterizou os outros dois jogos.


Os Dragões apostaram muito no jogo pelas alas. Com Ricardo, Corona e, por vezes, Marega, pela direita e Telles e Brahimi pela esquerda, o FC Porto colocou em sentido a equipa leonina que foi com o intuito de não sofrer golos como grande prioridade, apresentando um figurino de 5x3x2.

Nesta etapa inicial, o FC Porto poderia ter construído um resultado robusto em dez minutos. Entre o minuto 20 e o minuto 30, os portistas desperdiçaram três oportunidades soberanas de se colocar em vantagem. Primeiro foi Brahimi, que isolado por Corona frente a Patrício, rematou contra o seu adversário. Depois, Sérgio Oliveira na cobrança de um livre, rematou estrondosamente ao poste. E, por fim, Herrera, a passe de Corona, falhou na bola quando estava quase em cima da baliza.

O Sporting teve dois remates perigosos em dois lances irregulares. O primeiro foi assinalado e bem um fora-de-jogo a Doumbia após remate de B. Fernandes. O segundo passou incólume à equipa da arbitragem quando Acuña controlou a bola com a mão e deixou para Ristovski que atirou para defesa de Casillas.


A segunda parte começou melhor o Sporting em termos de oportunidades. Aliás, a melhor oportunidade da equipa de lá de baixo, foi aos 49 minutos quando B. Fernandes, junto à linha do fundo, fez um cruzamento atrasado para a entrada da grande área para Doumbia que rematou fraco ao lado da baliza portista. Depois aos 58 minutos, numa perda de bola infantil de um jogador portista à saída da área, Alex Telles foi obrigado a fazer falta. No livre, B. Fernandes rematou ao lado.

Dois minutos depois, surgiu o golo que ditou o resultado. Sérgio Oliveira cruzou com conta, peso e medida para o coração da área e Soares cabeceou sem hipóteses para Patrício. Começava a fazer-se justiça no marcador mas o resultado era muito curto para o que se via em campo.

Cinco minutos depois, Soares, de novo, rematou de cabeça para Patrício fazer a defesa da noite para canto, após ir buscar a bola ao ângulo superior da sua baliza. E ainda antes de terminar, Brahimi (jogo muito pobre e sem ideias), desmarcado na área, permitiu a mancha de Patrício, desperdiçando o 2-0.


A terminar o jogo, Ricardo, que fez uma excelente exibição e fez gato-sapato de Coentrão, quase borrava a pintura quando se deixou antecipar por Rúben Ribeiro. Valeu Felipe e Casillas para salvar o erro crasso do lateral direito.

Quanto à equipa de arbitragem fez o que lhe competia, não deixando de cometer alguns erros mas sem influência no resultado. No duplo amarelo a Acuña, no meu entender, seria vermelho directo atendendo a que o jogador leonino pontapeou Hernâni, esquecendo completamente a bola que estava a passar nas suas costas.

Os portistas prosseguem a sua caminhada na presente época, virando as agulhas para Chaves onde no Domingo defrontam o Desportivo local para a 22ª Jornada da Liga NOS. Um jogo sempre difícil em terras tra(n)smontanas, mas em que os três pontos são obrigatórios.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Fomos superiores”

A resposta da equipa
“Depois do último jogo, com o SC Braga, no dia seguinte disse aos meus adjuntos que o Jorge Jesus vinha aqui com uma linha defensiva de cinco. E não me surpreendeu nada. Trabalhámos a equipa e sabíamos que era importante que os nossos avançados tivessem uma diversidade de movimentos e ocupassem espaços diferentes dos habituais. Na primeira parte tivemos três ou quatro oportunidades, a bola no poste, e o Iker [Casillas] não fez uma defesa. No início da segunda parte o Sporting criou uma ou outra situação, mas a partir daí voltamos a ser nós os melhores e criámos situações mais do que suficientes para sair daqui com uma diferença maior, frente a uma equipa forte. Tivemos muitas situações no último terço e, se as formos contar, comparando com o Sporting, então demos uma goleada. E aí, se as definíssemos melhor, se calhar acabávamos com outro resultado. Fomos à procura da despesa do jogo e por isso penso que foi um jogo bem conseguido. Fomos superiores, embora ache que o resultado é curto, mas temos que sair satisfeitos.”

Sporting satisfeito com o resultado
“Acho que o Sporting sai mais satisfeito, tendo em conta o que foi o jogo. Depois de ver aquilo que conseguimos criar e o que se passou no jogo, com inúmeras situações de perda de tempo, penso que eles saem satisfeitos com o resultado.”

O conhecimento da equipa do Sporting
“Na Liga dos Campeões o Sporting teve uma situação idêntica: no jogo com o Barcelona jogaram desta mesma forma. Foi inteligente da parte do Jorge Jesus em tentar vir aqui e não sofrer golos.”

Eliminatória em aberto
“Está tudo em aberto. Mesmo se fosse 2-0, estaria. Estamos a falar de duas das melhores equipas de Portugal e tudo é possível. São sempre jogos difíceis de prever. Controlamos aquilo que queremos para o jogo, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Não sofrer é sempre bom e depois nós somos o FC Porto. Vamos a Alvalade para ganhar o jogo, como sempre. Não abdicamos do que são os nossos princípios.”


A dupla Sérgio Oliveira-Herrera
“Estamos à espera do Danilo, pois é um jogador muito importante para nós a todos os níveis. Eu confio em todos os jogadores e se me disser que o Sérgio e o Herrera estão em grande forma, para mim não é surpresa nenhuma. O Danilo é diferente, mas eu tenho soluções e os treinadores trabalham para arranjá-las. Esta é uma vitória dos jogadores e destes adeptos, que foram fantásticos.”

A ausência de Aboubakar
“No jogo com Braga sentiu uma dor. Não treinou estes três dias e nem um treino com baixa intensidade foi capaz de fazer. Mas temos muita esperança nos outros três avançados.”

A confiança em Soares
“Depois daquele episódio, o Soares logo a seguir refletiu e pediu desculpa. Um momento infeliz acontece, o importante é que não se repita. Mas o golo do Soares é fruto do trabalho de muitos jogadores e por isso temos que dar os parabéns a todos.”

A primeira vitória num clássico
“Tem a importância que tem. Estamos a meio de 180 minutos. Depois daquilo que se passou na Taça da Liga, em que falhámos a final de forma injusta, isto dá-nos algum conforto. Mas vêm aí mais lutas e a partir de amanhã já estamos a pensar no jogo com o Chaves e no campeonato, que, como sabem, é a nossa grande luta.”



RESUMO DO JOGO

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