19 maio, 2008

18 maio, 2008

1955/1956 – Primeira “dobradinha” do FCP

Andava entretida na net à procura de algo para acompanhar a minha antevisão para a Final da Taça, quando dou de caras com uma belíssima fotografia, acompanhada do seguinte texto “A equipa de sonho do treinador Dorival Yustrich, campeã nacional e vencedora da taça de Portugal.”

Vai dai, embarco na viagem à procura do referido Dorival (que me perdoem os adeptos mais antigos do Futebol Clube do Porto, pela minha ignorância na matéria). E não é que venho a descobrir que foi o primeiro treinador do FC Porto a conseguir a famosa "dobradinha"?! Corria então o ano de 1956, e o nosso FC Porto não ganhava há 16 anos … belíssima forma esta de quebrar um jejum tão longo.

Ainda no mesmo artigo, fico a saber que se suspeita que Yustrich terá ido "afastado" por ordem de Oliveira Salazar… como adepto do Sporting CP, não via com bons olhos o sucesso do nosso FC Porto.

Ora digam lá se não há coincidencias fantásticas?!! Tivéssemos já na altura um Presidente como Jorge Nuno Pinto da Costa, e eu queria ver se o rumo teria sido o mesmo. Agora, temos o "melão-môr" de tão incomodado com a nossa supremacia, a espumar por todos os lados e a mandar postas de pescada para a UEFA tal é o desespero de não ganharem nada.

Adiante. A dobradinha em questão, não foi contra o Sporting CP, mas sim com o Torrense, jogo que ganhamos por duas bolas a zero.

Hoje, dia 18 de Maio, e passados 52 anos sobre esse marco histórico, vamos a Oeiras (está bem… está bem… Estádio Nacional), defrontar o Sporting CP para conquistar mais uma dobradinha .

Vamos lá fechar esta época em grande.

Saudades, vou ter do Bosingwa.
Tenho pena da sua saída… e desejo-lhe as maiores felicidades.

Até mais logo,
Heliantia

ps - no meu onze inicial, o Nuno não fazia parte… mas como o Helton não me parece que esteja disponível, apesar do meu treinador-adjunto me garantir que sim…

ps2 - haverá entre vós, quem consiga identificar os jogadores da foto ?!!

Estranha-se e depois repugna

1 - A Coca Cola teve em tempos uma publicidade em que se dizia mais ou menos isto "Primeiro estranha-se, depois entranha-se"- uma bela frase da autoria de Fernando Pessoa. Lembrei-me disto quando ontem lia duas notícias de capa de jornais de Lisboa. Numa delas, na linha do que vem sendo hábito, o Benfica atirava o F.C. Porto para fora da Europa do futebol. Na outra notícia, avançavam-se mais uns pormenores do chamado Apito Dourado.

Ao princípio estranha-se. Estranha-se que alguém ache possível passar consecutivamente a mensagem de que a corrupção atingiu todos os passos dados pelo F.C. Porto. Estranha-se ainda mais quando vem um jurista defender a possibilidade de uma justiça retroactiva, impossível à luz de qualquer princípio do Direito. Estranha-se que coisas destas sejam utilizadas para intoxicar, para torcer a realidade, para criar um clima. Nem a maioria dos seis milhões de benfiquistas acreditará serem possíveis tais coisas. É por isso que, depois se estranhar, não se entranha. Repugna.

No outro caso, o que se estranha é uma colagem notícias com origem na mesma pessoa são preferencialmente publicadas no mesmo jornal. Não se estranha que as coisas vão sempre no mesmo sentido, pois o objectivo é consolidar a acusação. O que se estranha é que já nem a fonte sinta a necessidade de diversificar os meios que utiliza para a divulgação. Começa-se por estranhar e acaba por também repugnar tamanho à vontade.

Quem julgar que tudo isto é apenas futebol, desengane-se. É bem mais do que isso.

...

# À letra, José Leite, Pereira, Director
publicado no JN, 2008.05.17

17 maio, 2008

A final entre o Bem e o Mal...

Faltam ainda algumas horas para a final da Taça de Portugal e o desassossego já se apoderou de mim. É crónico. No longínquo Maio de 92, afundado no sofá com a televisão pela frente, assistia – inebriado com a paixão azul e branca – à primeira final do Jamor com olhos de gente.

O cenário horripilante, com traços similares ao Estádio de Berlim, influenciado pelos princípios fascistas vigentes na altura da sua construção, transformou aquela final de futebol numa guerra entre o bem e o mal, fruto da minha fértil imaginação infantil. Os estóicos onze jogadores, acérrimos defensores do bem, trajados de azul e branco defrontavam os maléficos e perigosos axadrezados de Marlon, Ricky e João Pinto. O princípio base do eterno confronto entre o bem o mal cumpriu-se: supremacia inicial para o lado obscuro. Os axadrezados saíram na frente do marcador mas, o bravo Jaime Magalhães, equilibrou a balança. O triunfo sobre o mal parecia estar encaminhado, seguindo os princípios vitoriosos das fábulas infantis. A minha alma, entusiasmada com o final feliz, cerrava os pulsos e esbracejava contra os cavaleiros do mal quando, subitamente, Marlon prostrava o meu imaginário idílico através de uma machadada no marcador. No final, a balança pendeu para o mal, com a prepotência ditatorial vincada na tribuna e o cinzentismo profundo das bancadas adjacentes a saírem vitoriosos sobre os portadores da descaracterização centralista que reinava e/ou reina em Portugal.

O Bem tinha sido derrotado e a partir daí o meu espírito ficaria atormentado para sempre. O desdém e desconfiança com que, desde então, encaro esta prova são sintomáticos desse meu baptismo negativo.

Actualmente, a missiva do bem contra o mal ainda está bem presente no meu inconsciente vitorioso. A turbulência jurídica dos últimos dias no futebol português veio enfatizar isso mesmo. A pobreza de espírito e falta de lucidez desportiva quer, a todo o custo, camuflar a manifesta incapacidade de derrotar a hegemonia dos guerreiros do Bem.

Por isso a razão do meu desassossego. Na tarde de domingo, num Estádio que envolve todo o espírito e uma época nacionalista, caracterizada pela impunidade sectária de um clube, vai estar o Campeão Nacional contra o sentimento secretariado de vitória impregnado de inveja.

Aguardo, que no final do apito, a profecia da vitória do Bem contra o Mal se cumpra religiosamente não dando azo a alegrias tenebrosas... e a imagem do capitão João Pinto a erguer a Taça, debaixo de garrafas e impropérios viscondados, reforce o espírito de conquista dos nossos jogadores.

Abraço,
CJ

Um olhar de fora…

Eu não sou portista, mas tal facto não me impede de encarar os factos com seriedade e de os tratar como tal; factos e não convicções. Presentemente tenho que confessar que já não consigo calar a minha revolta e estupefacção pelo momento que atravessa Portugal.

Assistimos, neste momento, ao assassinato social de uma personagem pública, em absoluto frenesim mediático e perante o gozo, finalmente alforrio, de três quartos do país. Pinto da Costa é o seu nome e atrás dele arrasta-se pelo chão o nome do clube a que ele preside – o Futebol Clube do Porto.

Na entrega dos Globos de Ouro, onde o Jesualdo Ferreira recebeu o galardão de treinador do ano, as vaias e apupos que se ergueram só não foram mais explícitas na transmissão televisiva por causa das palmas pré-gravadas; esta reacção fez-me corar de vergonha como se tivesse sido eu o alvo. Perante a audiência das elites mediáticas sufragou-se o nojo do país por tal clube e presidente.

No dia seguinte a um outro espectáculo mediático, este o da leitura da sentença da Liga de Clubes, publicaram-se notícias sobre a perda de sigilo bancário de Pinto da Costa em relação a contas de empresas suas, vítimas de denúncias de Carolina Salgado. Quando o inimigo cai no lodo não se deve cometer o erro estratégico de o deixar levantar; as solas das botas servem para alguma coisa.

Mas afinal qual a causa que levou, finalmente, à condenação, não dos tribunais – que estes são o que sabemos – mas em sede da opinião publica (desportiva?), do homem por causa de quem foi formada a segunda equipa especial de investigação do Ministério Público em toda a história da terceira república em Portugal. Antes desta só uma foi criada e foi-o para investigar um outro fenómeno de "proporções equivalentes": as FP 25 de Abril.

O que está aqui em causa não é se ele é corrupto ou não. Eu disso não sei e se o for não sei se é muito diferente dos que o perseguem, inclusive dos que dirigem o meu clube. O que está aqui em causa são duas acusações específicas, ocorridas numa determinada data, envolvendo determinadas pessoas. Acusações que são o corolário de anos de investigação por parte da mais cara e mais "independente" equipa de investigação em Portugal e que continuamos a pagar como se não houvesse problemas mais graves a resolver neste pais. Por mais que alguns queiram, não se trata de absolutamente mais nada.

Todos os que comentam este caso confessam, em privado ou na televisão, o seu desconhecimento do processo, mas no entanto louvam a coragem da condenação. Como é possível? Que estado de loucura é que nos atingiu?

De certeza que não é por causa das escutas telefónicas que Pinto da Costa será condenado, porque se for, não se compreende por que é que as escutas que mostram Luís Filipe Vieira, João Rodrigues e Veiga a escolher árbitro e pedir favores, e que foram publicados nos mesmos jornais, não deram origem a processos.

De certeza que não é por causa do testemunho de Carolina, porque em qualquer parte do mundo ela não seria considerada uma testemunha credível. Não por causa do seu passado de alterne, mas porque é uma companheira desavinda e com pronunciada e notória intenção de denegrir o antigo companheiro. Para além disso nunca conseguiu apresentar qualquer prova do que afirmou, exibindo apenas testemunhos contraditórios. E testemunhos valem o que valem. Todos podemos dizer mal ou bem de quem nos apetecer.

Pinto da Costa é condenado porque existe uma generalizada convicção de culpa. De que é corrupto e que arquitecta os resultados do clube a que preside à mais de vinte e cinco anos e que portanto este não os merece e que lhes deviam ser retirados. Esta convicção continua a ser uma convicção e não uma certeza, depois do falhanço da toda-poderosa equipa de Morgado em apurar factos novos e emancipados da Carolina. Neste momento a equipa da eminente magistrada investiga transferências de jogadores do FCP e mais recentemente empresas de Pinto da Costa para apurar fugas ao fisco. Tudo com base nas informações de Carolina. Já não se trata de futebol. É a procura de um ponto fraco, do calcanhar de Aquiles. Trata-se de um inimigo que urge abater a qualquer custo. Se doer melhor. Eu nisto não me revejo.

E quem possui, então, esta convicção tão forte que até se confunde com uma certeza? Esta convicção que desmobiliza qualquer interesse sobre aspectos legais ou morais e apenas direcciona para o pelourinho. Os adeptos do Porto não a têm, claro. Têm-na os adeptos dos seus dois clubes realmente rivais, os quais constituem perto de três quartos dos adeptos em Portugal.

E como é possível que massas tão colossais de pessoas tenham crenças tão parecidas ou tão diferentes?

A explicação não me parece difícil. Todos se lembram do campeonato ganho pelo Sporting em 1999/2000? Pois o Sporting chegou ao último jogo com dois pontos de vantagem sobre o Porto, depois de o segundo ter sido "roubado" de uma forma – mesmo eu tenho que admitir - inacreditável, por Bruno Paixão em Campomaior. Os meus amigos portistas ficaram cabalmente convencidos da corrupção desse campeonato que lhes roubou o "Hexa".

No ano seguinte o mundo do futebol escandalizou-se com a benevolência com que o "sistema" permitiu ao Boavista molhar a sopa em praticamente todos os relvados do país, deixando uma esteira de mortos e feridos nas fileiras adversárias.

Em 2001/2002 o Sporting ganhou um campeonato em que os adeptos contrários se indignaram com o número de jogos resolvidos com penaltis. As suspeitas foram como de costume descomunais.

Em 2004/2005 o Benfica arrecadou um campeonato invulgar, pisando com pezinhos de lã o que se convencionou chamar de "passadeira vermelha". Mais uma vez foi grande e generalizada a revolta e a suspeita.

Ora, este curto parágrafo contém a descrição de todas os campeonatos ganhos por equipas adversárias do Porto desde 1994 e isto é que constitui o cerne do problema. Basta aplicar a fórmula explicada em cima para se perceber o porquê do ódio ao Porto e da convicção, por parte dos adversários, da sua culpa e da do seu presidente que tem permanecido o mesmo.

Neste país ninguém ganha por merecimento. Tudo ganha na batota. Ganhasse o Porto dois campeonatos por década e era um clube simpático e o presidente um tipo culto que até declama poesia, passe a pronúncia.

É claro que existe corrupção no futebol. Ninguém é ingénuo. No futebol e na politica, nas modalidades amadoras e sociedades recreativas. A corrupção existe onde existem interesses. Nas mesas de café, por entre cervejas e tremoços, os amigos e conhecidos repartem amigavelmente estas histórias e convencimentos, riem-se do golo que marcaram com a mão e ofendem-se com a vista grossa feita à bola que bateu em pelo menos 15% do ombro e portanto deveria ser penalti.

Falta apenas o catalisador de todas estas energias, positivas e negativas e o catalisador são os media. No momento em que escrevo este texto não sei quantas pessoas o vão ler, mas se o fizer na televisão sei que vai ser escutado por milhões. Os dirigentes dos clubes que não ganham o suficiente, ou então velhas comadres desavindas, extravasam os seus ódios e dissimulações nos meios de comunicação e catalisam todas as frustrações dos adeptos que conduzem da mesma forma que os políticos gerem os povos nos comícios e mesas de voto.

Temo que o processo tenha ido longe demais e apenas a justiça civil tenha oportunidade de repor o estado de direito que permanece na aparência mas que foi suspenso de facto. Nesta sociedade, quem acusa tem que provar, não o contrário. Nesta sociedade, perante a justiça, causas iguais originam processos iguais. Não pode haver descriminação. Não pode haver perseguição.

Aquilo que está aqui em causa é apenas demonstrar se os dois acontecimentos de que Pinto da Costa é acusado são provados ou não. O resto é política, mediatismo ou clubite.

Quando a chacina de uma pessoa por causa de campeonatos ou outra coisa tão mesquinha como esta, é permitida - gostemos da pessoa ou não da pessoa, e eu não gosto - mais vale passarmos mudarmos de vida. No fim, o trago será sempre amargo. Assim não vale a pena.

# autor desconhecido

16 maio, 2008

Um Clássico… ou talvez não!

Domingo, dia 18 de Maio… está tudo preparado para mais um jogo da final da Taça de Portugal. O FC Porto defronta mais uma vez a lagartagem, que andam tão entusiasmados por terem chegado ao segundo lugar da liga Bwin, o que equivale a dizer que lá ganharam o «seu» campeonato (terminar à frente das galinhas).

De facto, há um grande entusiasmo quer por parte da lagartagem, quer por parte dos adeptos azuis e brancos. Os de «berde», estão de tal forma convictos, que para se justificarem, argumentam com o jogo no WC XXI, em que sem saberem ler nem escrever, venceram por 2-0.

Afinal, o que esperar desta final?
Um jogo de muitas emoções?
Um jogo de roer as unhas até sangrar?
Um jogo pacífico, em que vamos dominar nas calmas?
Uma luta renhida?

Por um lado, apetecia-me ver um jogo pleno de emoções, de roer as unhas, de estar nervosa, etc. Mas por outro, desejo um jogo onde o FC Porto mostre toda a sua supremacia, pregando um valente estalo de «luva branca» a todos os que nos criticam e têm inveja do nosso GRANDIOSO CLUBE!

Importante mesmo, é que se faça a nossa festa e se festeje, aqui em Lisboa, a festa do TRI, da Taça, da dobradinha... mostrando a toda essa gentinha o que de bom tem Portugal!

Esta é a parte que mais gozo me dá… festejar no meio dos rivais, as nossas conquistas!

Desejo fortemente que o FC Porto mostre toda a sua GRANDEZA e festeje alto e em bom som!

Domingo, podendo estar no estádio, ou então em casa a assistir ao jogo, irei apoiar incondicionalmente a equipa do meu coração!

Saudações Azuis e Brancas,
Sodani

Final da Taça: informação aos adeptos do FC Porto

Na expectativa de proporcionar a maior comodidade possível aos adeptos, o FC Porto divulga agora no seu site oficial algumas informações importantes para o jogo da final da Taça de Portugal (Sporting - FC Porto), agendado para as 17h00 de domingo, 18 de Maio, no Estádio do Jamor, em Lisboa.

- Comunica-se que os adeptos do FC Porto ficarão localizados no Sector Sul do Estádio Nacional;

- No que diz respeito ao estacionamento, todos os adeptos (quer viajem de autocarro, quer em viaturas particulares) deverão dirigir-se ao Parque 1 – o FC Porto disponibilizou um dístico, para colocação nas viaturas, com indicação P1, que contém todas as informações necessárias para que os adeptos acedam a este parque (ver imagem e indicações rodoviárias);

- A área envolvente ao Parque 3 está reservada aos adeptos do Sporting CP e deverá ser evitada pelos adeptos do FC Porto;

- Para os adeptos que viajem para o estádio a partir do Norte do país, o FC Porto sugere o seguinte itinerário:
- A1 (saída do carregado, direcção A10)
- A10 (saída A9 – CREL)
- A9 (direcção Av. Marginal – não sair na indicação laranja «Estádio»)
- Acesso P1

- Para os adeptos que viajem para o estádio a partir do centro de Lisboa, o FC Porto sugere o seguinte itinerário:
- A5 (direcção Cascais)
- Saída Caxias – Av. Marginal
- Acesso P1
(nota: Na A5, não utilizar a saída com indicação laranja «Estádio»; prosseguir e utilizar sempre a saída Caxias – Av. Marginal)

- Na zona envolvente ao Parque 1, serão instalados, pela organização da FPF, bares e sanitários, que podem ser utilizados pelos espectadores. Haverá também uma ampla área de lazer para os tradicionais piqueniques dos adeptos;

- Para sua maior comodidade, os adeptos do FC Porto poderão entrar no estádio por todas as portas, independentemente do sector que conste no seu bilhete (por exemplo, os adeptos que tiverem bilhetes para as bancadas central ou lateral poderão entrar pelos torniquetes do Topo Sul); O FC Porto aconselha todos os adeptos do FC Porto a acederem ao interior do estádio pelas entradas existentes no Topo Sul, evitando as entradas existentes no lado da Maratona;

- As crianças com menos de três anos não poderão entrar no estádio, conforme a legislação em vigor. A partir dessa idade, estão autorizadas, mas terão de possuir um bilhete válido;

- Não será permitida a entrada de objectos proibidos por lei nem de alimentos arremessáveis. A organização permitirá a entrada de garrafas de água até 500ml, sendo que a tampa das mesmas será retirada;

- O controlo das entradas e apoio aos espectadores no Estádio Nacional é da responsabilidade da FPF, através dos seus colaboradores de segurança e voluntários; No entanto, o FC Porto também terá no Estádio Nacional colaboradores na área da segurança (ARD’s), que, não tendo intervenção directa nas questões relacionadas com controlo de acessos e segurança do evento, estarão à disposição dos adeptos, apoiando-os no que for necessário.

fonte: fcporto.pt

Dragão soltou a segunda labareda

FC PORTO, 72 - AD OVARENSE, 69
(3º jogo da final do play-off -- FCPorto, 2 - Ovarense, 1)

Grande ambiente em Matosinhos com mais de 3 mil pessoas que naturalmente fez empolgar os jogadores de ambas as equipas. Estive lá a sentir as emoções ao vivo na companhia do Estilhaço e vi por lá muitas caras conhecidas, desde logo o nosso amigo Dragão Vila Pouca, passando pelo treinador de andebol do FC Porto, Carlos Resende, pelo ex-técnico do basquetebol Portista, Jorge Araújo, e pelos diversos directores do Clube azul e branco.

O FC Porto entrou muito bem no jogo com Marçal, Figueiredo, Gentry e Terrel inspirados conseguindo uma vantagem de 11 pontos logo no 1º período. No 2º período, a Ovarense ameaçou mas o Porto nunca se desuniu e um triplo de Payton no último segundo dava 12 pontos de vantagem ao intervalo (38-26).

No 3º período, os Vareiros pareciam já condenados ao verem o FC Porto a já 17 pontos, mas algumas desconcentrações deram mau resultado e no início do 4º período, a diferença estava já em 9 pontos. O FC Porto falhava imensos lances livres (11), claramente um dos aspectos a rever já que nos triplos a desinspiração foi mútua.

No 4º período o meu coração acelerou descontroladamente, a Ovarense foi-se aproximando com Stempin e Brown inspirados e o jogo ficou com intensidade máxima quando a 1.12 minutos do fim, Stempin empatou a 69 pontos (a Ovarense nunca esteve em vantagem e este foi o 1º empate após o 0-0). O FC Porto volta a falhar e com menos de um minuto, a Ovarense podia passar para a frente mas falhou e Terrel (o melhor em campo com 23 pontos e 10 ressaltos) ganhou um tremendo ressalto e sofreu falta.

O Pavilhão levantou-se e em uníssono gritaram por Terrel e pelo FCPorto e aí se sentiu a força do Dragão. Terrel também sentiu essa nossa ajuda e converteu os 2 lances livres para júbilo da plateia. A Ovarense tinha ainda a posse de bola mas Marçal defendeu com mestria o base da Ovarense e desarmou-o sobrando para Figueiredo que sofreu falta. Nos lances livres falhou 1 e colocou o Porto a ganhar por 3 (72-69) deixando ainda 12 segundos para a Ovarense tentar o prolongamento que não conseguiu por 2 vezes pois pode lançar duas vezes de três pontos.

Naqueles décimos de segundo, vi por 2 vezes «a minha vida a andar para trás» mas ainda bem que isso não sucedeu. Ganhamos, carago!! A alma daqueles guerreiros é imensa e quem já não acredita que tudo é possível?

Parabéns ao Professor Babo e a Julian Terrel, MVP da partida.

Sábado às 17h em Matosinhos (RTP2) joga-se a 4ª partida de uma final à melhor de 7 jogos (4 vitórias). Para já, lidera o FC Porto por 2-1.

Em 84, Basileia poderia ter sido nossa...

O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escóssia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

E os vencedores, foram...

Parabéns à equipa do Maia Stars, vencedora do passatempo 2007/08, conquistando por mérito próprio, o prémio final em disputa (camisola oficial do FC Porto), que será entregue em mãos nos próximos dias. Os parabéns são igualmente extensivos aos 2º e 3º classificados, Makinho e El Dragon, que muito em breve, também irão receber os seus prémios devidamente autografados e personalizados (livro "Largos dias têm 100 anos" - autobriografia oficial do nosso Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, e a autobiografia do nosso mítico nr. 1, Vítor Baia). A todos os restantes 18 participantes que participaram ao longo deste período no passatempo, comigo incluido, resta-me dizer que "não desanimem, porque pró ano, há mais!".

15 maio, 2008

15 minutos de fama...

É o tema do momento, recorrente na Nação Portista. E não só. Bastam meia dúzia de cliques no teclado de qualquer computador e a blogosfera aparece em todo o seu esplendor. O ciberespaço debate o Apito. O Apito Final. O último acto, perpetrado para coincidir cirurgicamente com o encerrar do pano, na peça teatral que foi esta Superliga.

Andy Warhol, a figura maior da pop art, profetizou um dia que “In the future everyone will be famous for fifteen minutes [No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos]. Ricardo Costa, distinto justiceiro da Liga e da sua Comissão Disciplinar, teve os seus. Na conferência de imprensa, anunciadora dos castigos, as luzes da ribalta incidiram, por momentos, naquela figura que se movimentava, até então, apenas na sombra. A excitação mal contida, os olhos brilhantes de alegria, o timbre na voz, denunciador da tensão que o consumia, eram os sinais exteriores do júbilo sentido por uma personagem singular. Nesta homilia sobre a virtude, tivemos que suportar a catadupa de auto-elogios, com a personagem a vangloriar-se perante as tv’s. E, enquanto os holofotes mediáticos se entretinham com ele, o “quem nós sabemos” sorria, em casa. Foi uma vitória pírrica, é certo, mas o aguilhão da vingança picava-o. E o Orelhas sentia-se medianamente satisfeito. Não seria para menos…

O trabalho de sapa efectuado por Ricardo Costa merecerá os encómios dos autores da trama. Estrategicamente colocado nos órgãos decisores do futebol, foi capaz de viver na sombra, meses a fio. Estudou as lições das células terroristas, decorando os seus principais mandamentos. Chegar, misturar-se, não levantar suspeitas, integrar-se e, quando a oportunidade surgir, agir de acordo com o estipulado. E foi isso que ele fez. Quando a “mãe de todos os ataques” contra o Porto se pôs em marcha…

Haverá quem considere isto um amontoado de disparates, sem ponta de sustentação, ou uma mirabolante teoria da conspiração. Que seja. Habituei-me, com o passar dos anos, a ser senhor do meu próprio nariz. E das minhas convicções. Atribuo, por isso, pouca importância aos detractores da minha fé no azul e branco e na flâmula do Dragão. As suas críticas resvalam na couraça da minha indiferença. Confesso-me, sem pudores. Sou adepto incondicional de Pinto da Costa. E sim, o “Apito” para mim não é mais do que uma cabala. Bem urdida. Monstruosa.

Seria demasiado evidente justificar que, após décadas de suspeições, as culpas atribuídas agora ao presidente da nau portista se centrem em dois casos. Dois míseros casos. Ambos em épocas vitoriosas além-fronteiras, contra adversários medíocres, e com margens pontuais reconfortantes de avanço. Não é estranho que décadas de suspeições contra nós tenham redundado nisto? Milhares de escutas telefónicas, centenas de horas gastas em investigações, debitados ao erário público, para conseguirem a patetice que apresentaram?

Houve quem quisesse ver, em jogos inócuos, mensagens subliminares de coacção. Armados com a palavra de uma concubina e com a “fruta” e o “cafezinho com leite” transformados em léxico de atitudes sicilianas, pune-se um clube secular, com uma história toda feita de resistência indómita e combate aos poderes vigentes.

A pedra de toque, agora, dos nossos inimigos é o facto de o clube portista não recorrer da decisão. “Quem cala consente”, gritam os velhos do Restelo, apegados a ideias preconcebidas. “Se não recorrem, são culpados”, bradam os antagonistas conhecidos, alicerçados em dogmas antigos. Mas, racionalmente, os que eles queriam, sei eu…

Novamente, de forma brilhante, Pinto da Costa oferece o peito às balas. Sacrifício pessoal, salvaguardando o clube, numa estratégia que visa colocar o emblema numa redoma, longe dos vitupérios de uma justiça desportiva pouco confiável. A inocência não se prova. É inata. O clube poupa-se a uma roda-viva de humilhações de recursos atrás de recursos, avivando e alimentando o ódio natural que sentem por nós, preparados para, de forma cirúrgica, nos sonegar os pontos na próxima época, quando os milhões do acesso à Champions estarão apenas ao dispor do 1º classificado. E, por intermédio do seu presidente, o recurso pode chegar a qualquer Tribunal. Até a um, pasme-se, longe dos tentáculos comprometidos da Liga de Clubes. Por esta não esperavam eles!

ps - Lembrem-se das palavras do Luís Paixão Martins, da Agência de Comunicação: "A curta experiência de trabalho com o FC Porto confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa." E chamo a atenção para a parte "MESMO QUANDO SE TRATA DE SITUAÇÕES QUE PODERÍAMOS DESCREVER COMO DE LEGÍTIMA DEFESA”.

ps2 - Sou altruísta e bom samaritano. Assumo-o. Por isso, fica a dica para alguns "velhos" conhecidos. A Liga dos Campeões disputa-se às terças e quartas. Os jogos são sempre à mesma hora. 19h45. Por isso, apreciem a mais distinta competição de clubes do Velho Continente. Sentem-se num bom sofá, preparem uma bebida [não misturem, de preferência, o café com o leite], preparem uns acepipes [a fruta, às vezes, é indigesta] e deslumbrem-se. Talvez, um dia, o vosso clube da treta lá consiga chegar...

Revolução Azul e Branca!

Conheça a verdadeira história do 25 de Abril, também conhecida como a revolução portista ou a revolta do dragão. Descubra quais foram as verdadeiras motivações do 25 de Abril e os homens, até agora esquecidos, que fizeram história em 1974.

Veja também as imagens inéditas e surpreendentes das comemorações religiosas do 27 de Maio, o dia em que o FC Porto se sagrou campeão europeu pela 1ª vez.


fonte: cavaleiros do apocalipse

14 maio, 2008

Curto e conciso

Há alturas em que as frases simplesmente não saiem.

No meio de tantas situações alegadamente tentadas e/ou consumadas perdemo-nos a tentar entender acórdãos de centenas de páginas, leis, contraditórios ou a falta deles, sentenças pré assumidas e bodes expiatórios. Ficamos, como comuns mortais, sem conseguir passar para o papel o que nos vai na alma.

Que se coloquem, por agora, as lagostas e as pistolas de lado e se deixe então assentar a poeira para se poder fazer um juízo mais claro sobre tais assuntos. Para o imediato 'vamos fazendo as coisas por outro lado', ou seja, será mais do que suficiente que o FC Porto continue a debitar o seu habitual bom futebol pois afinal quem adora e tenta perceber um pouco do jogo compreende perfeitamente que o melhor futebol é precisamente aquele que ganha aos seus adversários e conquista títulos.

E quem fala em futebol pode tb. falar em hóquei, basquetebol, andebol, etc.

Entretanto a Sul, onde mais uma vez os minutos para os inícios dos jogos não careceram do habitual atraso, levantou-se uma voz.

Uma voz em discurso directo e conciso, sem sequer ter a necessidade de ser curto.

Mas foi até muito mais. Foi breve, resumido, curto e conciso.

A noite ia já longa mas teria valido a pena a espera porque mesmo para aqueles que ousam em duvidar das suas próprias certezas ficou transmitido o sentimento de todos. Entre parcos aplausos, alguns assobios e caras enjoadas ficou demonstrado a razão de tanto sucesso, de tanta perseguição.

E provou o que nem sequer necessita de ser provado.

Que Pinto da Costa é um GRANDE dirigente.

Terá os seus defeitos (quem não os tem?) mas faz parte, por mérito próprio, de um escasso grupo de líderes de personalidades inabaláveis que se fundem com os Clubes. Demonstrou, através de um empenhamento total, até onde pode ir uma organização exímia. A sua paixão é reconhecida e que nem sequer pensem em retirar-lhe a memória a que tem direito.

Poderá faltar-lhe o apoio de alguns que agora se escondem mas nós por aqui ficaremos para que essa mesma memória não se apague.

Para que seja eterna.

ps - Faltou, opinião pessoal, no discurso, uma pequena menção aos adeptos. Facilmente perdoável com uma vitória no Domingo!

Contas finais: os protagonistas

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

Ah, onde estão, onde estão agora, major, os amigos de ontem? Os que diziam que era mais importante estar associado a si do que ter uma boa equipa de futebol?

Comecemos pelo fim a ronda pelos principais protagonistas desta Liga.

Rui Costa

Só não saiu em grande, como merecia, porque saiu a carregar aos ombros a tristeza do futebol do seu Benfica. Mas todos, correlegionários e adversários, só podem prestar-lhe uma homenagem muito sincera pelo grande jogador que foi e pelo grande senhor que sempre soube ser no futebol. Numa época em que há tanto mercenarismo e tão pouco amor à camisola, em que qualquer miúdo acabado de chegar e recém-tatuado, que faz dois bons jogos, desata logo a suspirar por um «grande da Europa», o exemplo de dedicação de Rui Costa ao seu clube do coração cala fundo em todos, mesmo nos que não são benfiquistas. Que diferença para o suposto amor de Figo ao Sporting! Ao Rui Costa nunca lhe ocorreu acabar num Al Qualquer Coisa, a jogar petro-futebol. Preferiu acabar de bem consigo, mais rico por dentro e menos rico no banco. Chapeau!

Jesualdo Ferreira

Foi o grande vencedor do campeonato. Depois de uma dúzia de contratações quase todas falhadas (e cuja responsabilidade permanece incerta), meteu mãos à obra com o mesmíssimo onze do ano passado, mas desfalcado de Pepe e Anderson. Tratou da condição fisica da equipa, devolveu-os ao espírito de vitória e conquista que se tornou imagem de marca dos dragões, fez de Bruno Alves um inimaginável central de luxo, reinventou Lucho González e inventou Lisandro como ponta-de-lança devastador. E os resultados foram incomparavelmente melhores. Ganhou, nesta Liga, tudo o que havia para ganhar: o equivalente em pontos a sete vitórias de avanço sobre o segundo classificado, melhor registo em casa e fora, melhor resultado em casa e fora, maior número de vitórias, maior número de golos marcados e menor número de sofridos, melhor marcador, melhor jogador, Copa BES, equipa mais disciplinada. Com absoluta limpeza e autoridade dentro do campo e com elegância e desportivismo como ninguém mais.

Manuel Cajuda

Não faço parte do clube dos seus fãs, mas factos são factos: trouxe o Guimarães da segunda divisão e entregou-o no terceiro lugar da Liga. Melhor era impossível.

Carlos Carvalhal

Tacticamente, julgo que foi, a par de Jesualdo, o melhor treinador deste campeonato. Com o orçamento mais baixo da Liga e o plantel menos numeroso, pegou num clube à deriva e condenado a descer e deixou-o no 5º lugar, a somar à vitória na Taça da Liga e às meias-finais da Taça de Portugal. E isto, mesmo depois de lhe terem levado dois dos únicos três avançados que tinha, a meio do campeonato.

Lucho González, Lisandro López e Ricardo Quaresma

Para mim, constituíram o trio dos melhores jogadores deste campeonato. Como sou portista, dá para desconfiar, mas 20 pontos de avanço (vinte, sim, conquistados em campo e não nos caberets!) justificam a escolha. Lucho (que diferença para a época anterior!) foi puro perfume destilado em doses industriais nos relvados: com ele o futebol flui, em perpétuo movimento ascendente e cadenciado, feito de linhas de passe tão lógicas quanto inimagináveis. Lisandro foi o seu perfeito escudeiro e matador, aparecendo onde o pensamento de Lucho estava e sempre com uma fome de bola que só merece uma qualificação: que grande profissional! Enfim, o por vezes mal-amado Quaresma, digam o que disserem, contem mais ou menos golos e assistências, é o único que eu vejo hoje, a par de Cristiano Ronaldo, capaz de inventar com uma bola nos pés coisas que desafiam todas as leis da física e da geometria. Pode, até, muitas vezes, não servir para nada: mas eu pago bilhete para ver. Sempre.

Luís Filipe Viera

Foi o grande derrotado do campeonato. Anunciou a melhor equipa dos últimos dez anos (18 contratações!), e acabou em 4.º lugar, atrás de um clube vindo da segunda divisão. Escolheu e despediu treinadores, culpou os árbitros, o «sistema», o governo e Pinto da Costa por todos os erros próprios, declarou solenemente que os «resultados estão viciados» e apresentou supostas «provas», que, como de costume, nenhum jornalista teve coragem de lhe perguntar em que consistiam. Acabou desacreditado por todos, incluindo os próprios adeptos. Rui Costa pode ser a sua única aposta certa — se tiver a humildade suficiente para abandonar a frente do palco.

Valentim Loureiro

O outrora sócio e camarada de armas de Luís Filipe Vieira na direcção da Liga, o verdadeiro rosto do «sistema» viveu um ano de amargura. Julgado por causa dos seus empenhos telefónicos a favor… do Gondomar (coisas de um regente autárquico à moda caciqueira antiga), vê agora o seu Boavista arrastado pela lama: público ausente do estádio, equipa de recurso, ordenados em atraso, sentença preliminar de descida de divisão por «coacção sobre os árbitros», jogadores em debandada, direcção em fuga. Talvez mesmo, o fim de tudo. Ele, que até cumpriu a sua parte do acordo com Vieira, que ajudou a que o Benfica fosse campeão em 2004 sem jogar nada, ele que — como o revelou aquela escuta interceptada com o presidente do Benfica em que tanto se esforçava para arranjar um árbitro à medida dos desejos do parceiro (mandada arquivar pelo Ministério Público por não ter importância), ele, afinal, deve estar a pensar a esta hora de que serviu a parceria. Ah, onde estão, onde estão agora, major, os amigos de ontem? Os que diziam que era mais importante estar associado a si do que ter uma boa equipa de futebol?

Sporting

Acaba no segundo lugar, garante a Champions sem pré-eliminatória e até está na final do Jamor. Nada mau para quem tão pouco jogou. O paradigma da época do Sporting pode ser dado pelo jogo de Alvalade contra o FC Porto: foi massacrado desde o primeiro até ao último minuto, mas marcou um golo no primeiro remate à baliza graças a uma oferta imensa do Helton e um segundo, logo a seguir, em off-side. E ganhou o jogo sem saber como. O facto de, mais uma vez, ter sido, e de longe, a equipa que mais penalties teve assinalados a seu favor, é também apenas um dos lados de um fenómeno que aqui venho reportando paulatinamente: no meio desta tempestade dos Apitos Dourados e Finais, das eternas guerras contra o «sistema» e as arbitragens, o Sporting é o cavalheiro que passa entre os pingos da chuva sem se molhar. Mas, ano após ano, são eles os mais beneficiados pelas arbitragens. Não é o Porto nem o Benfica: é o Sporting. Isso não lhe tira nenhum dos seus méritos próprios, incluindo o de se bater contra os outros dois com armas desiguais. Mas é assim.

Ricardo Costa

Quase a terminar a contenda, o presidente da Comissão Disciplinar da Liga cumpriu a sua promessa de dar o veredicto sobre o «Apito Final». Sobre esse e o outro apito, pronunciar-me-ei em breve, com a atenção que toda essa fantochada justifica. Por ora, limito-me a registar a declaração do Dr. Ricardo Costa de que, já em Dezembro, o CD da Liga estava em condições de dar a sua sentença, faltando apenas elaborar a «fundamentação jurídica». Acontece, porém, que a nota de culpa foi enviada aos arguidos em Abril; eles contestaram, e a sentença saiu em 8 de Maio. Quer isto dizer que, confessado pelo próprio acusador e juiz, a sentença já estava estabelecida antes mesmo de haver acusação e defesa. Que tudo o que os arguidos apresentassem como contra-prova- documentos, testemunhos, etc — de nada serviria. Eu deixei de ser advogado no dia em que cheguei a um julgamento e o juiz, furioso por não haver acordo entre as partes e ambos os advogados insistirem que queriam fazer o julgamento, ter dito: «Querem o julgamento? Vamos a isso, mas olhem que a sentença já está dada!». Lembrei-me disso agora.

in jornal “A BOLA” de 2008.05.13
fonte: "fórum do All Dragons"

13 maio, 2008

Júlio Matos, glória do passado, acredita neste Porto

No futebol acabou o campeonato. O FC Porto fechou o TRI com mais uma vitória, a 24ª em 30 jornadas. O FC Porto foi TRIcampeão com 20 pontos de avanço, mas parece que vamos ficar «apenas» com 14 pontos de vantagem sobre o Sporting, nosso adversário na final da Taça de Portugal no próximo domingo, em jogo a que assistirei ao vivo. O Vitória de Guimarães conseguiu segurar o 3º lugar, enquanto o clube do Berardo e C.ª ficou em 4º e fora da Champions League. Para o ano há mais...

Uma palavra de felicitação para o RIO AVE que assegurou, de forma sofrida mas justa, o regresso à I divisão. Como Vilacondense, fiquei feliz mas, todos sabem que para a próxima época nos 2 jogos entre o FC Porto e o Rio Ave, o meu coração, como sempre, será 100% azul e branco.

Na próxima época temos FC Porto, Rio Ave, Leixões, Trofense e Boavista (ou Paços), todos na I Liga. É a força da Associação de Futebol do Porto, é acima de tudo o empenho, a raça, a qualidade, a competência dos seus atletas, técnicos e dirigentes. As equipas do Distrito do Porto, e não só o FC Porto, estão em força na próxima Super Liga. E isso a mim deixa-me feliz.

O único senão deste fim de semana futebolístico foi a descida do Nogueirense (III divisão Nacional) para a Divisão de Honra da AF Porto. Nesta hora de infortúnio, o meu «mano» merece uma palavra de conforto e apoio. Para mim serás sempre o melhor do Mundo.

No domingo à noite, assisti aos Globos de Ouro da SIC e foi com satisfação e surpresa que vi Jesualdo Ferreira erguer o trofeu de melhor treinador do ano. Um prémio justo, mas o facto de ser do Porto cria sempre muitos anticorpos... Jesualdo subiu ao palco, dedicou o prémio à família e de forma emocionada dedicou-o também ao FC Porto e a Pinto da Costa exclamando que no Clube azul e branco aprendeu que nada se ganha sozinho. Ao Mister, o meu obrigado pelo momento de orgulho, emoção e prazer que proporcionou aos adeptos deste clube perante uma plateia cheia de gente embasbacada perante o discurso do nosso Campeão.

Começou no domingo passado, a fase final do Nacional de Juvenis em futebol. Na 1ª ronda, o FC Porto empatou em Alvalade 1-1 com Ramon a marcar já em tempo de descontos. Um excelente resultado para os pupilos de José Guilherme que é, como sabem, auxiliado por Paulinho Santos. Na próxima jornada (no domingo dia 18 às 11h no Olival), o FC Porto recebe o Benfica (ganhou 2-0 ao Boavista).

A secção de natação do FC Porto comemorou, recentemente, 25 anos de actividade do seu dirigente máximo, Luís Fernandes. Desde 1983 que tem sido responsável pelo surgimento de jovens campeões, que muito dignificam o clube e a natação nacional. Entendemos ser esta uma justa homenagem a quem tanto tem dado a esta modalidade e em particular ao nosso clube.

Na semana em que se soube de forma oficial que o FC Porto sempre vai manter a modalidade de Basquetebol integrando a prova da FPB, iniciou-se a final do play-off desta última edição da Liga. O FC Porto entrou da melhor maneira ganhando em Ovar o 1º jogo e com isso adquirindo a vantagem do factor casa, mas nada está decidido (1-1).

Nesta crónica, abordarei também o passado de uma «velha» glória do FC Porto, o ex-jogador de basquetebol do FC Porto, Júlio Matos. Na conversa que mantive com Alberto Babo há dias atrás no pavilhão de Matosinhos, solicitei ao Professor o email do Júlio Matos. Assim foi possível juntar a esta recordação do seu passado como jogador, uma entrevista exclusiva conseguida com... Júlio Matos.

Basquetebol: Vantagem do factor casa passou agora para o FC Porto
Final do play-off (à melhor de 7 jogos, ou seja, 4 vitórias); FCPorto-1-Ovarense-1.

crónica do Ovarense/FC Porto (59-61): Grande vitória do FC Porto em Ovar contra a maioria dos prognósticos. Uma excelente exibição de Toree Morris (14 pontos), sempre bem acompanhado pelo fantástico Nuno Marçal (15), causaram surpresa em Ovar e agora a vantagem do factor casa passou para os Dragões. Uma falta assinalada nos últimos instantes causou muita confusão com o público de Ovar a insultar o banco do FC Porto e um dos árbitros. Estão habituados a ajudas dos árbitros, e desta vez não a tiveram.

crónica do Ovarense/FC Porto (74-72): Vi pela RTP2 esta partida em que Nuno Marçal (29 pontos) fez uma exibição extraordinária e merecia mais do que ninguém nova vitória. Pena a fraca exibição de Paulo Cunha com erros atrás de erros... no entanto, Gentry (18 pontos) falhou um triplo no segundo final que poderia ter silenciado Ovar. O público de Ovar pressionou a arbitragem de forma decisiva em vários momentos do jogo. Um abraço para o meu colega ANTILAMP do fórum dos Dragões que uma vez mais lá esteve e desta feita, até com direito a 1º plano na TV. Esta quinta feira conto estar em Matosinhos (21h) para o 3º jogo da final. O 4º jogo é sábado às 17h e dá na RTP2. Era bom que os adeptos do FC Porto aparecessem em força porque esta equipa merece. No ano passado a Ovarense trouxe muita gente ao Porto...

Andebol: FC Porto perde Bosko Bjelanovic

Este fim de semana, o FC Porto descansou no andebol e aproveitou para preparar a final-four da Taça de Portugal que se joga no próximo fim de semana em Guimarães. No sábado, o FC Porto joga a meia final com o Sporting (15.30h-RTP2) enquanto o ABC joga com o Isave. No domingo é o dia da grande final que se disputa às 15h e dá na RTP2. O FC Porto procura revalidar este título. No campeonato está tudo em aberto com ABC e Benfica (1-2) na busca do título. Na última semana, soube-se que Bosko Bjelanovic irá para o Sporting uma vez que o FC Porto não conseguiu renovar-lhe o contrato, o que se lamenta, uma vez que este era um dos elementos mais promissores do nosso plantel. Em contrapartida, ao que parece, o FC Porto acaba de contratar Inácio Carmo, um dos melhores jogadores do São Bernardo. Os estrangeiros Saric e Kavalenka também devem sair.

Hóquei: FC Porto está a uma vitória da final rumo ao hepta
Meias finais do play-off (à melhor de 3 jogos, ou seja, 2 vitórias); FCPorto-1-J.Viana-0.


crónica do Porto/J.Viana (4-2): Estive em Fânzeres juntamente com o Estilhaço (que uma vez mais elaborou um slide e um vídeo sobre o jogo) e assisti a uma partida muito equilibrada onde também estiveram presentes Tó Neves (ex-capitão do FCP e actual técnico da Oliveirense) e Manuel Arezes (jogador de andebol do Porto que cumprimentei à saída do pavilhão). O jogo estava igualado ao intervalo a duas bolas (Ventura e Caio) e na 2ª metade, um livre directo defendido por Edo, talvez tenha sido o momento do jogo. Instantes depois o FC Porto fez o 3-2 por Emanuel Garcia e Ventura com um belo golo fechou as contas a nosso favor. Sábado às 21.30h em Viana joga-se a 2ª mão e se o FC Porto ganhar, está desde logo na final do campeonato. O Juventude de Viana tem uma bela equipa, mas este FC Porto de Franklim já provou que pode ganhar em qualquer recinto. Os árbitros não assinalaram um penalty claro sobre Caio após jogada brilhante e admoestaram (com rigor excessivo) com cartão azul, Ventura e Filipe Santos.


Treinador da Semana: Franklim Pais
Jogador da Semana: Nuno Marçal

Para técnico da semana, escolho Franklim Pais, por ter iniciado as meias finais com uma vitória difícil mas muito importante sobre um Juventude de Viana bastante aguerrido... e para jogador da semana, a escolha recai novamente em Nuno Marçal por mais duas belas exibições na final do play-off, sendo que no 2º jogo, ele foi absolutamente fantástico. Pena que só haja um craque assim na nossa equipa. Pode ser que outros apareçam, era bem preciso.

Recorde agora Júlio Matos, antiga glória do basquetebol do FC Porto, em entrevista exclusiva ao BiBó PoRtO:

Júlio Matos era o base do Porto quando em 1991 marcou um triplo milagroso que deu o prolongamento na meia final da Taça de Portugal diante do forte Benfica. No prolongamento, Rui Santos decidiu o jogo a nosso favor com outro triplo fulcral... e no dia seguinte, o FC Porto ganhou a Taça batendo facilmente a Ovarense. Do Júlio recordo sempre a forma dedicada e apaixonada com que jogava pelo nosso Clube. Capitão do Porto em épocas difíceis, foi passando a mística aos seus sucessores. É hoje o principal adjunto do Professor Babo e foi com extrema simpatia que acedeu em responder ao nosso pedido para uma curta entrevista.

Júlio Matos, como jogador, foi campeão pelo FC Porto em 1979, 1980 e 1983, ganhou as Taças de Portugal em 1979, 1986, 1987, 1988 e 1991 terminando a carreira pouco depois. Ganhou ainda a supertaça de 1986. Espero que gostem da entrevista.

ENTREVISTA EXCLUSIVA
Júlio Matos, treinador-adjunto do basquetebol

Lucho: Quais os títulos ganhos pelo FC Porto que mais prazer lhe deram como jogador?

Júlio Matos: Todos os títulos dão um prazer enorme, mas também há sempre um que mais nos marca e esse para mim foi o campeonato nacional de 1983. Foi também para mim o ano que marcou o meu começo de carreira. Tive também uma taça de Portugal ganha ao Benfica em Ovar por um ponto que foi demais...

Lucho: Chegou a ser capitão do FC Porto. O que significava para si essa braçadeira?

Júlio Matos: Fui capitão do FC Porto durante alguns anos com muito prazer, mas com a responsabilidade de com tudo o que aprendi com os capitães anteriores como, a mística, os valores do clube, o amor ao clube e o respeito por todos de com seriedade, passar a todos os que comigo jogaram. Quando deixei, tive a alegria de ouvir e ler o capitão que assumiu o cargo dizer publicamente que aprendeu comigo e irei dar continuidade a todas estas regras e valores.

Lucho: Qual o cinco ideal da história do FC Porto?

Júlio Matos: Cinco ideal são todos aqueles que representaram o clube com respeito e dignidade. Só com estes valores se pode fazer parte do FC Porto.

Lucho: Os treinadores que mais o marcaram, e porquê?

Júlio Matos: Fundamentalmente e com respeito por todos os outros o Prof. Jorge Araújo. Conhecimento, disciplina e rigor.

Lucho: A época actual (onde Júlio de Matos é adjunto do Prof. Alberto Babo) já nos deu a taça da liga mas a equipa quer mais. Acha possível bater a Ovarense?

Júlio Matos: Acho possível bater a actual Ovarense e vamos preparados para isso, tudo pode acontecer.

Lucho: Na época em que jogava (década de 80), o Júlio era dos jogadores que mais demonstrava o seu Portismo. Hoje em dia estes exemplos começam a escassear, não é assim?

Júlio Matos: Completamente de acordo. No tempo em que jogava, havia identidade, passávamos muito tempo no mesmo clube, defendíamos as cores com garra, vontade, amor. Hoje, vive-se outra era.

Lucho: Já conhecia o nosso blog? O que dizer da nossa atenção às outras modalidades com um dia em exclusivo (3ª feiras) para abordar essa temática?

Júlio Matos: Já conhecia o blog, por vezes vou visitar. É na minha opinião, um blog com respeito pela minha modalidade e sério para com todas as outras. Parabéns pela vossa iniciativa. Se dermos um pouco cada um, o nosso FC Porto será cada vez melhor. Vamos fazer do nosso basquetebol, a modalidade querida de todos os sócios.

Um abraço do,
Júlio Matos
E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.

12 maio, 2008

Vem festejar connosco...

O blog Bibó Porto, carago!! vai realizar no próximo dia 24 de Maio de 2008 (sábado), na cidade do Porto, o seu jantar de 2º aniversário (25.05.2006), onde, mais uma vez, esperamos encontrar velhos e novos amigos, promovendo o convívio e boa disposição entre todos os participantes, sempre num ambiente descontraído e alegre, onde tudo respira azul-e-branco.

Este ano, e ao contrário do ano anterior, vamos também realizar um jogo de futebol de 5 prévio no rinque com relvado sintétivo e ao ar livre (bem ao lado do complexo desportivo do Estrela Vigorosa e Sport), sendo este o inicio das festividades que culminarão no referido jantar, para o qual contamos com a tua presença.

Pela nossa parte, apenas podemos prometer duas coisas… um fantástico dia de convívio e boa disposição entre velhos e novos amigos da causa Dragoniana... e a entrega de um brinde surpresa alusivo ao blog, a todos os participantes... o resto, dependerá depois unicamente de vocês!

Programa:
18h00 -
jogo de futebol de 5, junto ao complexo desportivo do Estrela Vigorosa e Sport - CANCELADO.
18h00 - assistir ao jogo de hóquei FC Porto x Juventude de Viana (3º e decisivo jogo 1/2 final play-off), no Pavilhão Municipal de Fânzeres - nota: encontro pelas 16h45 na Porta 29 do Estádio do Dragão.
20h00 - jantar do 2º aniversário na Casa Picanha (Avenida Fernão Magalhães, nr. 1084 - Porto).

Ementa:
Ementa para grupos... podes vê-la, clicando aqui.

Custo:
€ 25,00/pessoa com tudo incluido, à excepção dos extras que são pagos em separado.
§ o custo do aluguer do pavilhão (€ 35,00/hora), será repartido apenas e só entre os que comparecerem.

Data limite para inscrição/pagamento:
21 de Maio de 2008, com pagamento obrigatório e antecipado até essa data.

Para inscrição, é condição obrigatória envio de email para blogdoblueboy@gmail.com.

Este convite é extensivo a todos vocês que nos visitam regularmente, sem excepções, pelo que contamos com a tua presença... não faltes!!

“Apitos”

Não havendo dúvidas da delicadeza do actual momento, quero manifestar, de forma muito clara e evidente, a minha solidariedade incondicional para com o presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, independentemente daquilo que penso em relação àquilo que deveria ser a posição do nosso clube perante toda esta situação.

Percebo, mas não concordo com a decisão tomada pela direcção do clube em não recorrer. Acho que o FC Porto deveria recorrer dessa decisão em virtude da honra e do bom-nome do clube, tal como concordo que Pinto da Costa recorra da punição que lhe foi imposta. Os riscos de que, compreensivelmente, o eventual recurso ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol fosse adiado e cirurgicamente o FC Porto perdesse os pontos na próxima temporada, não justificavam o não recurso do FC Porto. Meus caros amigos, correr-se-ia o risco de começar a próxima época com menos 6 pontos? E daí… obviamente, que o historial de decisões do Conselho de Justiça da FPF é claramente indiciador do futuro que o recurso do FC Porto iria ter… no entanto, acho que a dignidade está acima dos poucos riscos que se corriam em começar a próxima época com menos 6, 12 ou até 15 pontos… acredito que os efeitos práticos não seriam muitos!!

Mas voltemos aos resultados do denominado processo “Apito Final”, um processo que teve origem noutro bem mais mediático, o “Apito Dourado” que ainda decorre nos tribunais civis:

- 6 pontos perdidos
- Suspensão por dois anos do seu presidente
- A multa de 150.000 euros para o clube e 10.000 euros para o seu presidente

De referir que tudo isto resulta da acusação de “corrupção tentada”, ou seja, segundo os senhores que emanaram essa decisão, o FC Porto tentou mas não conseguiu corromper os ditos árbitros… tanta investigação, tanta escuta aos telefones, telemóveis (e mais não sei o quê) de Pinto da Costa, tantas buscas a tudo aquilo que se relaciona com Pinto da Costa, nomeadamente, a sua empresa, tantos “best-sellers” aludindo à vida e obra de Pinto da Costa, tanta análise detalhada a tudo o que se relaciona com o FC Porto e, PASME-SE, o FC Porto é acusado de tentar corromper um árbitro, isto é, os árbitros foram punidos, mas o FC Porto tentou corrompê-los?!?!?

Alguém me explica o que se entende por tentativa de corrupção porque, se o FC Porto tivesse, sem efeito, tentado corromper os árbitros e estes tivessem recusado, não era lógico que os árbitros fossem ilibados?!?!? Não foi isso que aconteceu porque os árbitros foram punidos.

De facto, e em virtude de toda esta situação, tenho tido imensas dificuldades em perceber os contornos deste processo… tenho tido imensas dificuldades em perceber como a Justiça Desportiva decide algo, que a Justiça Civil, também ela sequiosa de provas que teimam em não aparecer, ainda não conseguiu provar em 4 anos. Tenho dificuldades em perceber o conceito de “tentativa de corrupção”.

É mais importante ter lugares na Liga do que bons jogadores!

11 maio, 2008

Cerrar fileiras, como nunca… em nome do FC Porto!!

Sinceramente, sinto-me desiludido (para não dizer mais) com o Portismo de muitos e muitos companheiros de tantas e tantas guerras… navegando pela blogosfera, tenho tido oportunidade de ler de tudo um pouco, na sua grande maioria, discursos do mais absurdo, levando-me muitas vezes a questionar se de facto esse é um Portista a escrever/falar, ou se não passa de mais um invejoso, anão e ridículo a debitar alarvidades. Acreditem que quanto mais leio, menos entendo certos e determinados auto-intitulados Portistas. Adiante…

Resolvo voltar ao assunto apenas porque hoje no pós-almoço, ao passar os olhos na edição de hoje do Jornal de Noticias, dei de caras com uma afirmação que colhe a minha total concordância e assinatura por baixo, já que desde a primeira hora, é desta forma que vejo o tão apregoado «apito final»… atentem pois na mensagem de fundo da afirmação:

“… O vocalista dos GNR, Rui Reininho, não está nada incomodado com o facto de a imagem poder sair beliscada. "Qual imagem?", questiona-se o conhecido músico, num registo sarcástico. "Em nada afecta, visto que não temos imagem. As nossas vitórias são sempre de rodapé. Por mais que o FC Porto ganhe, nunca passa da segunda página. …”

podem ler toda a noticia, clicando aqui
fonte: Jornal de Noticias, 2008.05.11

Esta, não é mais que a pura verdade… dura como punhos! Recorrer ou não recorrer, expliquem-me que desgaste maior ou menor vai trazer à nossa imagem? O é assim hoje, foi assim nos últimos 10, 20, 30 anos… sempre foi assim, ou não? será que estarei a delirar? o que vai alterar recorrer ou não recorrer? o discurso dos ressabiados e invejosos sempre foi este e há-de continuar a ser, ou não?

Moral da história: a decisão tomada, a gosto ou contragosto de alguns Portistas, quanto a mim, foi a que melhor serve hoje e servirá no futuro, os interesses do FC Porto… o Presidente, individualmente, tratará agora de se defender! Tudo o resto, é cassete rompida de tão gasta que está…

Este, sim... o «apito final»!!

Liga Bwin 2007/08, 30ª jornada
10 de Maio de 2008
Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Assistência: --- espectadores

Naval: Taborda; Mário Sérgio «cap.», Paulão, Diego e China; Bruno, Delfim (Godemeche, 84m) e Davide; João Ribeiro (Dudu, 76m), Marcelinho (Élivelton, 66m) e Marinho.
Não utilizados: Wilson Junior, Carlitos, Gilmar e Gaúcho.
Treinador: Ulisses Morais.

FC Porto: Ventura; Fucile (Pedro Emanuel, 46m), Stepanov, João Paulo «cap.» e Lino; Bolatti, Kazmierczak e Mariano (Castro, 61m); Adriano, Farías e Tarik Sektioui (Hélder Barbosa, 61m).
Não utilizados: Nuno, Cech, Paulo Assunção e André Pinto.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: ---.

Golos: Farías (37m e 41m).

No fecho da edição deste ano da liga Bwin, depois da desilusão caseira da semana passada e porque não até dizê-lo, no dia seguinte ao terramoto com epicentro na (des)liga, o FC Porto, mesmo jogando com a 2ª linha, os da intercalar e mais algum do refugo, chegou à Figueira para defrontar os da Naval, e mesmo sem deslumbrar, mas com uma eficácia extrema, venceu por 0-2… demonstrando mais uma vez para aqueles que ainda continuam a duvidar que talvez os nossos piores… sejam mais fortes do que os melhores dos outros.

Ernesto Farias, com uma exibição ainda que algo apagada, conseguiu bisar na partida ainda antes do final dos primeiros 45 minutos, procurando demonstrar que passada esta fase de adaptação a uma nova realidade, na próxima época, todos poderemos esperar ainda mais dele para a frente de ataque.

O Prof. Jesualdo Ferreira, já com o jogo da final da Taça de Portugal na próxima semana em mente, iniciou a partida com apenas dois habituais titulares nos onze: Fucile e Tarik, com um sinal mais para o primeiro que fez uma primeira parte de bom nível. Momento ainda para a estreia de Ventura com a atribuição da titularidade, fazendo deste também TRIcampeão, com uma exibição muito segura e agradável.

Iniciada a partida num ritmo mastigado e muito pouco organizado, foi o FC Porto a entrar melhor, ainda que fruto da tal desorganização a meio-campo, os da casa tenham acreditado que seria possível encostar o adversário para a sua defensiva.

O FC Porto bem que tentava agarrar no jogo e mostrar-se ofensivamente, mas as perdas de bola consecutivas matavam qualquer jogada logo à nascença. Consequência disto, a Naval ia-se mostrando cada vez mais, criando algumas jogadas de relativo perigo para a nossa defensiva, altura para que Stepanov e o já referido Ventura, mostrassem que não estavam ali para brincadeiras.

Até que numa fase em que já se pedia o intervalo, dado o pouco interesse no futebol jogado, eis que aos 37 minutos, a eficácia de Farias colocou o marcador em 0-1, correspondendo da melhor forma a um cruzamento para o interior da área por parte de Adriano, cabeceando a bola para o fundo da baliza de Taborda.

Volvidos apenas mais 4 minutos, aos 41 minutos, no seguimento de um contra-ataque mortífero de Tarik que correndo todo o campo e ultrapassando todos os adversários que se lhe surgiram na frente, à saída de Taborda, colocou a bola em Farias que isolado, se limitou a colocar a bola novamente no fundo da baliza deserta, dilatando a vantagem para 0-2, resultado que não se alterou até ao apito final da primeira parte.

Na reentrada, Fucile deu o lugar a Pedro Emanuel que se foi colocar no centro da defensiva ao lado de Stepanov, originando o deslocamento de João Paulo para o lado direito da defensiva, onde continuou a bem cumprir a missão que lhe foi destinada.

A partida foi-se arrastando paulatinamente, cada vez mais jogada num ritmo pausado e chato, com poucas ou nenhumas oportunidades de golo para qualquer uma das equipas, tendo permitido ainda a que Castro e Hélder Barbosa entrassem em campo para ganhar minutos, cerca de 30 minutos de jogo, ocupando os lugares de Tarik e Mariano.

A 15 minutos do fim, duas excelentes oportunidades para o FC Porto dilatar a vantagem que se mostrou inalterável até ao final. Primeiro, no seguimento de um livre, Lino coloca a bola no poste de Taborda, sem que ninguém conseguisse finalizar a jogada… no minuto seguinte, Adriano fica isolado em frente a Taborda, depois de um magistral passe de Castro, mas não consegue ultrapassá-lo e a jogada de perigo perde-se naquele instante.

O apito final do árbitro chegou entretanto, e com isso, no que toca à liga Bwin, caiu o pano para o FC Porto, aguardando-se agora com natural expectativa, e já com todos os habituais titulares em campo, a realização do próximo jogo, a final da Taça de Portugal no dia 18 de Maio, com o Sporting, com o objectivo de se conseguir almejar a «dobradinha» nesta época.

Posto isto, de liga Bwin para esta época, estamos conversados…

ps – mais uma vez, apelo ao Portismo «interior» de todos nós neste momento delicado do nosso clube (sem qualquer tipo de medidor!)… e que de uma forma inteligente, todos saibamos bem escutar o que este «silêncio» nos diz.

azul + : Farías (VIPortista), Ventura, Stepanov e Mariano.

azul - : Lino, Bolatti e Kazmierczak.

Arbitragem: Marco Ferreira (Madeira), Sérgio Lacroix e Paulo Soares. Nada a apontar.