20 novembro, 2017

EXCESSO DE CONFIANÇA.

Nos primeiros 25 minutos do jogo de 6ª feira no Dragão, o FC Porto poderia, tranquila e naturalmente, ter marcado 3 golos e resolvido facilmente um jogo frente a um adversário teoricamente bem acessível, que já tinha sido derrotado, quer num jogo amigável, quer no jogo do campeonato com um agradável score de 10 golos marcados.

Muito sinceramente, a única duvida que passou pela minha cabeça nesse período do jogo foi por quantos golos iríamos ganhar ao Portimonense, tão fácil e simples estava o jogo. O problema não é eu, um simples adepto que não joga, nem treina (apenas apoia!), pensar dessa forma, o problema foi a equipa ter pensado assim. Basicamente entre o minuto 25 e o minuto 80, a equipa eclipsou-se por completo e teve o pior desempenho de entre todos os jogos até aqui realizados.

Foi literalmente o surgimento de um grande perigo quando menos se esperava, algo para o qual já tinha alertado há uns posts atrás, que as coisas podem correr mal quando menos se espera, a equipa descontraiu, pensou que era demasiado fácil e num ápice, o Portimonense fez dois golos (é certo que nas únicas duas oportunidades de que dispôs, mas o futebol é eficácia!) e operou a reviravolta. Foi por muito pouco que o FC Porto não perdeu já (demasiado cedo diga-se) um dos grandes objetivos da época, a reconquista da taça de Portugal. Seria hipócrita não admitir que caso a derrota surgisse numa altura destas, depois de todo o bom trabalho realizado até aqui, tal seria um enorme “soco no estômago” de todos nós e muitas duvidas voltariam a pairar no reino do Dragão. É assim o futebol, a memória é curtíssima. Por outro lado, uma vitória assim eleva muito os níveis de confiança.

Neste sentido, percebe-se bem que o bom trabalho feito até aqui, aliás, o excelente trabalho feito até aqui, consubstanciado em 12 vitórias em 13 jogos domésticos e 6 pontos na Champions que permitem aspirações de passagem aos oitavos, de muito pouco valerá se a partir se entrar em excessos de confiança e euforias exageradas de que está tudo feito. Não, não e não! O que se jogou até aqui foi pouco, é preciso perceber que há muito caminho a percorrer, sem euforias, nem excessos. E pareceu-me que alguns jogadores no jogo de 6ª feira se sentaram numa vantagem obtida muito cedo, relaxaram e pensaram que tudo estava feito. Não pode voltar a acontecer, muito menos com um adversário bem mais acessível que o FC Porto. Que Sérgio Conceição tenha sabido retirar as devidas ilações de algumas exibições vistas neste jogo, tal como tem sabido gerir muito bem o seu grupo de trabalho ao longo desta época.

O ciclo de jogos que se avizinha é, inegavelmente, fundamental para os principais objetivos da época. Pontuar na Turquia garante pelo menos a entrada para a última jornada em lugar de apuramento e abre boas perspetivas de passagem, pelo contrário uma derrota pode significar o adeus à Champions League. Depois o Aves, um jogo que direi é tão ou mais importante do que o jogo seguinte no Dragão. Vencer na Vila das Aves garante que, independentemente do que aconteça no clássico da jornada seguinte, o FC Porto permaneça na liderança do campeonato, e isto é muito diferente e melhor do que andar sempre atrás do prejuízo, algo que foi regra nos últimos 4 anos. É por isso tão importante o jogo da Vila das Aves quanto o da jornada seguinte. Que tudo corra bem!



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