21 novembro, 2017

UM PONTO DECISIVO.


BESIKTAS-FC PORTO, 1-1

Um FC Porto personalizado apresentou-se em Istambul para discutir o jogo e a vitória. Na primeira parte, os Dragões conseguiram impor-se num estádio sempre complicado pelo ambiente infernal que o público empresta à equipa da casa.

Sérgio Conceição colocou José Sá na baliza, na defesa Maxi ocupou a lateral direita, no meio-campo Herrera regressou e Sérgio Oliveira complementou o trio com Danilo. Na frente, Ricardo Pereira apoiou Aboubakar e Brahimi.


O jogo teve um equilíbrio na primeira meia hora, sem ascendente de qualquer uma das equipas. Oportunidades de golo nem vê-las. As equipas estavam cautelosas e respeitavam-se, talvez, demasiadamente.

Babel ainda obrigou José Sá a uma defesa aparatosa mas aos 29 minutos, em jogada ensaiada, os Dragões inauguraram o marcador. Alex Telles lançou Ricardo, este cruzou e Felipe na área rematou de forma fulminante à baliza turca. Estava inaugurado o marcador. Um golo deveras importante para o desenrolar do jogo.


Quaresma ainda assustou José Sá e Aboubakar na resposta não imitou Felipe. A centro rasteiro de Ricardo, o camaronês rematou para a bancada. Aos 41 minutos, Cenk Tosun lançou a bola, Felipe ficou nas covas e o avançado turco avançou para a baliza. À saída de José Sá, o jogador turco cruzou e Talisca só teve que encostar para a baliza.

Na etapa complementar houve mais futebol, mais perigo, mais jogo e lances que poderiam ter dado ao resultado outro volume. O Besiktas encostou o FC Porto às cordas, teve duas oportunidades soberanas para desfazer o empate mas primeiro a barra e depois José Sá salvaram o clube azul-e-branco de sair de Istambul com uma derrota. Babel e Quaresma foram os perdulários da noite.


Depois o FC Porto mostrou que não estava ali para perder. Aboubakar ganhou a bola a Medel, a bola sobrou para Ricardo e este, perante Fabri, desperdiçou um golo feito com uma trivela disparatada.

A partir daí faltavam cerca de 20 minutos. O jogo acalmou, as equipas começaram a jogar para não perder e o empate final acaba por se justificar. Apesar de um ascendente da equipa turca, o FC Porto conseguiu provar hoje que está pronto para a luta e trouxe um precioso ponto da Turquia que poderá ser determinante para as contas do apuramento para os oitavos-de-final da prova.


Os Dragões regressam de imediato aos trabalhos com vista ao jogo do próximo Sábado na Vila das Aves. Um jogo importantíssimo em que a vitória é obrigatória pois antecede a recepção a um adversário directo.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “O resultado ajusta-se”

Primeira parte de grande nível
“Mentiria se dissesse que o resultado não me deixa satisfeito. Penso que fizemos um jogo consistente, principalmente na primeira parte, que foi de grande qualidade. Em termos estratégicos preparamo-lo da melhor maneira, os jogadores interpretaram muito bem o que se queria a nível defensivo, para depois explorar também algumas debilidades do Besiktas. Fizemos o golo, o Aboubakar teve uma oportunidade para fazer o 2-0, dois ou três minutos antes de sofrermos o golo, talvez com algum mérito do adversário, talvez com alguma falta de agressividade na disputa de bola.”

Pressão do Besiktas na segunda parte
“Na segunda parte houve uma pressão muito forte sobre a nossa equipa, numa ou outra vez fomos algo precipitados na forma como podíamos ou devíamos sair a jogar, utilizando mais o nosso avançado. Não fizemos, perdemos algumas bolas nesse início de transição e o Besiktas aproveitou para colocar mais alguma pressão. A partir dos 60 e poucos minutos, quando o Ricardo teve aquela oportunidade, o jogo ficou outra vez muito equilibrado. Nesse período forte do Besiktas, há uma excelente defesa do Sá e há outra bola na trave. Se tivéssemos sido mais eficazes a fazer o 2-0 ou se o Ricardo tivesse feito o 2-1 poderíamos ter sido mais felizes, mas o resultado ajusta-se.”


Aposta ganha em José Sá?
“Não quero abordar individualmente os jogadores, nesse caso teria de falar também das grandes exibições do Sérgio Oliveira e do Maxi. No fundo, toda a equipa teve um bom comportamento. Não é fácil jogar num estádio como estes, contra uma equipa com cinco vezes o nosso orçamento, a par do Leipzig e do Mónaco. Se pensarmos no início da época, com todos as restrições que tínhamos em termos financeiros e tendo vindo o Sérgio Conceição treinar o FC Porto, nem o melhor dos otimistas poderia pensar que só dependeríamos de nós para passar aos oitavos e que estaríamos em primeiro lugar na nossa Liga. É de frisar e louvar, porque grande parte do mérito vai para os jogadores, que acreditam verdadeiramente. Têm uma ambição e espírito competitivo que me agrada muito.”

O clima da arbitragem em Portugal
“Acho que este clima que se vive em Portugal é completamente exagerado. Não é bom para ninguém e deviam dar mais voz aos verdadeiros intervenientes, que são os jogadores e treinadores. E nesta pausa vi entrevistas de jogadores que foram muito elogiadas. Mas nisso nós também somos um bocadinho culpados, porque há a tendência para nos fecharmos e vivermos no nosso casulo, mas fica aqui prometido que vou tentar abrir mais esse casulo para que um ou outro jogador possa falar mais vezes.”



RESUMO DO JOGO

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