09 janeiro, 2013

Vítor Pereira chama Tozé para o jogo com o V. Setúbal

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A estreia do médio Tozé, do plantel do FC Porto “B”, constitui a principal novidade da lista de convocados divulgada hoje por Vítor Pereira para o jogo com o Vitória de Setúbal, da Taça da Liga de futebol.

Em relação à última convocatória portista, Vítor Pereira deixou de fora Helton, Jackson Martinez, James Rodriguez e Dellatorre, quer por opção quer por lesão, e promoveu a estreia de Tozé e os regressos de Kadu, Maicon e Quinonez.

Ausentes do plantel portista, curto em avançados não só para a receção de quarta-feira ao Vitória de Setúbal como para a deslocação de domingo à Luz, continuam Atsu e Iturbe, a representar as seleções do Gana e Argentina, respetivamente, e Kléber, por lesão.

James Rodriguez e Kléber falharam o treino e cumpriram hoje apenas tratamento, tendo Vítor Pereira colmatado as várias ausências do plantel com as chamada dos “B” Tozé e Sebá.

O FC Porto defronta o Vitória de Setúbal pelas 17:30 de quarta-feira, no Estádio do Dragão, na derradeira jornada da 3.ª fase da Taça da Liga, em jogo que definirá o apuramento para as meias-finais.



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Kadu e Fabiano.
Defesas: Danilo, Mangala, Abdoulaye, Maicon, Otamendi, Alex Sandro e Quiñonez.
Médios: Lucho Gonzalez, Castro, João Moutinho, Fernando, Defour e Tozé.
Avançados: Varela, Kelvin e Sebá.

08 janeiro, 2013

FC Porto de Tó Neves, silencia o pavilhão da luz…

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Durante toda a semana, Sénica e seus pupilos, fartaram-se de dizer que este era o melhor Benfica de sempre e que quase não tinham pontos fracos.

O FC Porto fez o seu trabalho, motivou os jogadores e a eficácia das bolas paradas voltou em boa altura. A equipa de Tó Neves jogou à sua imagem, e à raça do nosso treinador nos seus tempos de jogador, juntou-se ainda a classe, o talento, a eficiência e a eficácia.

Ganhamos na Luz sem espinhas! E depois do 3-6, os últimos minutos foram jogados sob um silêncio sepulcral, um autentico ambiente de velório que metia dó... os comentadores daquela espécie de TV já não sabiam o que dizer e calavam-se a cada golo do FC Porto.

Os meus 12 Amigos que com coragem de Dragão estiveram nas bancadas da Luz, mereceram mais do que ninguém esta vitória, tão saborosa e tão merecida que deixa agora o Dragão na frente do campeonato com 2 pontos de avanço.

Nada está ganho, faltam ainda 17 jogos...

No final, o mau perder do costume, com lamentáveis cuspidelas por parte dos adeptos encarnados no momento da saída para o túnel dos jogadores Portistas, e depois ainda se queixam da intervenção da PSP que, em meu entender, só pecou por escassa...



ANDEBOL
  • FC Porto vence pela 2ª vez Torneio de Limburg
No andebol, o FC Porto venceu o torneio de Limburg na Holanda (27 a 29 de Dezembro), repetindo o feito de Dezembro de 2009, batendo na final o Polva Servitti da Estónia por 29-21, depois de ter deixado para trás o 5º classificado da principal liga Espanhola (ASOBAL), o Ciudad Encantada, vergando esse adversário na semi-final por 34-29.

Gilberto Duarte e Pedro Spínola, foram os Dragões que mais se destacaram neste torneio Holandês que o FC Porto de Obradovic concluiu com 100% de vitórias, tal como em 2009!

Este sábado, pelas 19h30 (Porto Canal), regressa o campeonato com o líder FC Porto a receber o Avanca no Dragão Caixa, em jornada de Benfica/Sporting.



HÓQUEI EM PATINS
  • Benfica 4-6 FC Porto
Grande vitória dos pupilos de Tó Neves no pavilhão da Luz, onde morava o anterior líder do campeonato.

O FC Porto já não perde na Luz há 4 anos, desde Janeiro de 2009...

O FC Porto entrou concentrado e destemido, tendo chegado aos 0-2 com um bis de Jorge Silva. A equipa da casa fez ainda o 2-2 com um dos golos (o 1º) a ser obtido de forma irregular. Antes do intervalo, Jorge Silva voltou a marcar e na Luz, a desorientação tomava conta de jogadores e adeptos.

Na 2ª metade, o 3-3 ainda animou as bancadas, mas Edo defendeu um penalty que podia mudar o jogo, para logo de seguida, o Portista Ricardo Barreiros, numa execução magistral, ter batido Ricardo Silva fazendo o 3-4 no livre directo da 15ª falta dos anfitriões.

Edo defendeu depois o livre da nossa 15ª falta, para de seguida, o jovem prodígio Hélder Nunes, marcar o 3-5 em grande jogada colectiva do FC Porto para delírio de todo o banco azul e branco.

Na execução de novo livre directo (20ª falta), Hélder Nunes fez com frieza e classe o 3-6 e o velório que já se adivinhava ganhou forma.

Um silêncio sepulcral na TV e nas bancadas com o FC Porto a gerir com mestria os últimos minutos que apenas permitiram um golo final aos anfitriões a pouco mais de um minuto do fim do jogo.

Arbitragem excelente da dupla do Minho, só errando no 1º golo do Benfica.

O FC Porto sai da luz na liderança, mas no próximo sábado, há novo jogo complicado com os Dragões a receberem a Oliveirense (16h30/Porto Canal) em jornada de Sporting/Benfica.



Os incidentes no final do jogo provam o mau perder daquela gente, mas a RTP que não liga patavina ao hóquei, só soube falar do malvado do Edo, quase nem referindo o resultado do jogo. São os moços de recados do lampião de Paredes que este fim de semana também levou que contar no voleibol e no futsal. Azia e mais azia!... Todos ao dragão caixa no sábado pelas 16h30! Lá estarei!



BASQUETEBOL
  • GD André Soares 53-106 FCP Dragon Force
No basquetebol, o FC Porto jogou para a CNB2 e venceu sem mácula em Braga o GDAS por 53-106, continuando a sua caminhada até agora 100% triunfal.

Neste jogo, Eduardo Guimarães com 24 pontos e José Miranda com 23, destacaram-se, sendo seguidos de perto por Francisco Rothes (14) e João Gallina (10).

A meio da semana, mas para o nacional de Sub20, vitória sobre o Fides Gondobasket por 125-28 com 30 pontos de José Miranda e 14 (+13 ressaltos) de Hugo Sotta.

Amanhã, jogamos em casa do Vasco (21h30) para o Nacional de sub20, e no sábado (18h), há deslocação difícil a Viana do Castelo para a CNB2.

A final-four distrital de Sub20 vai ser jogada em Guifões de 18 a 20 de Janeiro, numa escolha curiosa da AB Porto, quando tinha disponível o Dragão Caixa para esse evento. Também há “Saldanhas” na AB Porto? Enfim... triste o rumo deste pobre basquetebol.

Ainda um último destaque para a excelente vitória dos Sub18 este último sábado em Leça (62-67), carimbando o passaporte directo para a final-four distrital (em Paços Ferreira de 24 a 27 de Janeiro).



Um abraço do Lucho.

07 janeiro, 2013

Confiança

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Devo dizer que discordo inteiramente da ideia de que este campeonato se irá decidir em grande medida na próxima visita ao galinheiro. Na minha opinião, os campeonatos decidem-se muito mais nos outros 28 jogos do que nos 2 jogos com o maior rival. Ainda me lembro da forma infeliz com perdemos 2 pontos em Vila do Conde, ou do empate na 1ª jornada em Barcelos. Se no final perdermos o campeonato, para mim esses jogos serão mais determinantes do que um eventual mau resultado no galinheiro.

Dito isto, não posso também deixar de admitir a enorme importância do jogo do próximo fim-de-semana, não só pela vertente pontual, mas essencialmente pela vertente psicológica que a vitoria num jogo destes confere a quem o ganha. É por isso um jogo importante, e que tem de ser encarado com a máxima concentração da parte de todos, tendo em conta também que as duas equipas apresentam índices de produtividade praticamente iguais.

Bem sei que a história não ganha jogos e que cada jogo tem uma história diferente, mas não deixa de ser elucidativo o facto de nos últimos 10 anos, os encornados apenas nos terem vencido 2 vezes no seu galinheiro (um deles o famoso jogo do túnel), contra 5 vitórias nossas e 3 empates em jogos a contar para o campeonato.

Estando em melhor ou pior forma, tem sido regra nos últimos largos anos que naquele jogo os jogadores do FC Porto se transcendam e envergonhem os jogadores encornados perante o seu próprio público. Desde que me conheço, as recordações que tenho da visita ao galinheiro são excelentes, provavelmente das melhores recordações futebolísticas que tenho. Invariavelmente, antes de uma visita àquele antro de porcos, vem-me à memória aquela fantástica vitória por 5-0 em 96, a forma heroica como viramos o jogo das meias-finais da taça e espetamos 3/1 eliminando aqueles palermas que já pensavam ter carimbado o passaporte do Jamor e finalmente o momento de maior brilhantismo e que me causou um estado de histerismo tal que nem imaginava ser possível: a vitória que nos garantiu o título de campeão nacional 10/11, as luzes apagadas, a rega ligada, a azia daqueles cornos com cara de patetas a verem o FC Porto festejar o título em pleno galinheiro, enfim tudo aquilo foi mágico, foi perfeito, um verdadeiro momento inesquecível. Como é óbvio há sempre a hipótese de perdermos lá, da mesma forma como também às vezes perdemos em Barcelos ou Coimbra, mas que aquele é um estádio “fetiche” para o FC Porto lá isso é.

Apesar da minha confiança sempre em alta antes de um jogo destes, não deixo de refletir sobre algumas coisas que do meu ponto de vista poderiam ser “endireitadas” antes do final do fecho do mercado de transferências. A resolver o mais rápido possível:
  1. Vender o Rolando o mais rápido possível. Há seguramente 2 anos que vejo tantas notícias de interessados de Espanha, Itália, Turquia e não sei mais quantos países que alguma deve ser verdade. O seu empresário que ao menos uma vez na vida faça algo de útil e arranje um clube para o craque! Estão à espera de quê: Que Rolando fique mais 2 anos no banco a desvalorizar-se e depois sair a custo 0 no final do contrato? Ou que continue a ser a ultima opção para central, sendo que propriamente não deve ganhar tão pouco como isso?

  2. Com o possível benefício financeiro de uma venda de Rolando, ir ao mercado ir buscar um avançado para prevenir um eventual problema de Jackson Martinez. Kleber esta lesionado e não tem feito muito de útil esta época.

  3. Muito sinceramente, e correndo o risco de ser desagradável, acho que nem Kelvin, nem Atsu têm categoria para ser titulares no FC Porto. Quaresma, numa só perna tem mais qualidade que estes dois jogadores juntos. Ir buscar o internacional português que está livre, seria para mim um negócio tão bom como foi o de ir buscar Lucho no ano passado.

  4. Não haver outra vez a gracinha de vender um titular no dia 31 janeiro às 23h 59m. Tipo um Moutinho para o Tottenham por 30 M€, um James para o Manchester por 40M€ ou um Fernando para o Inter por 15M€. A menos que o objetivo este ano seja apenas o 2º lugar e vencer a taça da liga…
Bem sei que a confiança que demonstrei neste post se calhar não é partilhada por muitos portistas e é provavelmente um exercício arriscado. Só domingo veremos quem tinha ou não razões para ter confiança, mas sempre que vejo muita desconfiança nas hostes portistas lembro-me do mítico torneio de Paris em que perdemos os dois jogos, na semana antes da supertaça, em que íamos ser goleados pela “máquina trituradora do mastigador de pastilhas elásticas”. O que aconteceu depois é o que se sabe…

06 janeiro, 2013

Golo de Dellatorre insuficiente para garantir vitória

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FC Porto B 1-1 Naval

II Liga 2012/13, 21.ª jornada
6 de Janeiro de 2013.
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia.


Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco).

FC PORTO B: Fabiano; David Bruno, Abdoulaye, Tiago Ferreira e Quiño; Pedro Moreira, Sérgio Oliveira e Michael Seri; Sebá, Dellatorre e Fábio Martins.
Substituições: Fábio Martins por Mikel (66m), Michael Seri por Vion (79m) e Sérgio Oliveira por Edu (80m).
Não utilizados: Elói, Diogo Mateus, Zé António e Frédéric.
Treinador: Rui Gomes.

NAVAL: Guilherme; Carlitos, Diogo Silva, Tikito e Tinoco; Filipe Melo, Vítor Alves e João Martins; André Fontes, André Carvalhas e João Pedro.
Substituições: Tinoco por Raul Martins (67m) e Carlitos por Tiago Mesquita (90m+2).
Não utilizados: Ricardo Neves, Diogo Vila, João Diogo, Léo Bonfim e Vítor Nogueira.
Treinador: Álvaro Magalhães.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Dellatorre (34m) e André Carvalhas (67m).
Cartões amarelos: Michael (34m), Tinoco (26m), André Carvalhas (28m) e Filipe Melo (48m).

O FC Porto B encerrou a primeira volta da Segunda Liga com um empate caseiro frente à Naval (1-1). Dellatorre pôs os portistas na frente, com um golo de cabeça, na sequência de um pontapé de canto, aos 34 minutos, mas a vantagem foi anulada por André Carvalhas, aos 67. Os Dragões avançam para a segunda parte da prova no 12.º lugar, com 27 pontos.

O encontro proporcionou a estreia do marfinense Michael Seri e as inclusões de Fabiano, Abdoulaye e Quiño, da equipa principal. Sebá e Delatorre, que estiveram no sábado no banco da primeira formação, foram igualmente integrados no “onze” de Rui Gomes. O FC Porto B assumiu o controlo do jogo desde o apito inicial, com mais posse de bole e remates.

O golo acabou por surgir através de um pontapé de canto apontado por Sérgio Oliveira que Sebá desviou de cabeça e Dellatorre concretizou ao segundo poste. Antes do descanso, o segundo tento poderia ter surgido na cobrança de um livre directo, mas o guarda-redes Guilherme desviou o remate de Sebá para canto.

Na segunda parte, a equipa forasteira surgiu mais atrevida e adiantada no terreno, mas, aos 52 minutos, Dellatorre teve nos pés o 2-0; porém, atirou para fora, quando tinha apenas o guarda-redes pela frente. No lance anterior, a Naval tinha estado igualmente próxima do golo, mas Abdoulaye “limpou” o lance, quando a baliza do FC Porto B estava deserta.

O golo do empate da formação da Figueira da Foz, que não perde há 12 jornadas, apareceu aos 67 minutos, num lance de contra-ataque em que André Carvalhas apareceu isolado, precisamente quando os Dragões pareciam retomar o controlo do encontro.

O mesmo jogador esteve perto de consumar a “reviravolta” no marcador, tendo acertado no poste, aos 73 minutos. Foi o último sinal de ataque dos figueirenses, que procuraram a partir daí preservar o empate. O FC Porto B “carregou” e Sebá, a cruzamento de Quiño, aos 88 minutos, obrigou Guilherme a defesa apertada.

fonte: fcporto.pt

CLASSIFICAÇÃO II LIGA
1º - Belenenses 20j, 15v, 3e, 2d, 48pts
12º - FC Porto B, 21j, 6v, 9e, 6d, 27pts



RESUMO DO JOGO

Primeira parte de bom nível podia ter dado em goleada

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FC Porto 1-0 Nacional

Liga 2012/13, 13.ª jornada
5 de Janeiro de 2013.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 27.109 espectadores.


Árbitro: Rui Costa (Porto).
Assistentes: João Santos e Bruno Rodrigues.
Quarto árbitro: Carlos Reis.

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: James por Defour (46m), Varela por Kelvin (72m) e Lucho por Castro (90m).
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Dellatorre e Sebá.
Treinador: Vítor Pereira.

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Moreno (cap.), Revson e Diego Barcellos; Candeias, Mário Rondon e Mihelic.
Substituições: Mihelic por Keita (46m), Revson por Claudemir (55m) e Diego Barcellos por Isael (65m).
Não utilizados: Gottardi, Jota, Edgar Costa e Sérgio Duarte.
Treinador: Manuel Machado.

Ao intervalo: 1-0.
Marcador: Jackson Martínez (24m).
Cartão amarelo: Moreno (53m), Mexer (73m), João Aurélio (88m) e Fernando (90m+1).

Podia, mas não deu.

Não deu em goleada porque o guarda-redes adversário esteve soberbo na baliza e só não defendeu o cabeceamento de Jackson no golo que fez o resultado final.

Não deu porque a 2ª parte foi má e intermitente, tendo acabado o jogo com uma equipa pouco rotinada.

Para a 1ª jornada após pausa de Natal e na semana anterior a visitarmos o Estádio da Luz para um clássico que já está aceso à algum tempo, o mais importante seria vencer o jogo de hoje, independentemente do resultado final. Não deixar fugir o 1º lugar ainda antes dessa viagem era a prioridade.

O 11 mais forte estava em campo, tendo em conta os disponíveis. Entrada forte do Porto no jogo, tomando de assalto, desde logo a área do Nacional. Boas dinâmicas, qualidade de jogo e até velocidade na posse de bola permitiam criar perigo quase em catadupa.

A equipa do Nacional, apesar da boa organização defensiva, nunca conseguiu sair bem no ataque, nem contra-ataque, pelo que foi uma nulidade em termos ofensivos.

Aos 25’ canto do lado esquerdo do nosso ataque e Jackson a aparecer muito forte ao 1º poste a fazer o desvio para o espaço liberto junto ao poste contrário. À imagem do jogo com o Moreirense, voltava a ser de canto e de cabeça que o nosso melhor marcador faz o 1-0. Desde este momento até ao intervalo só deu Porto e com fortes possibilidades de tranquilizar o resultado a seu favor.

A destacar pela negativa a lesão de James. Lesão muscular que ainda não se sabe a gravidade, mas aparentemente afastará o colombiano do clássico da Luz (esperemos que não…).

Para o seu lugar entrou Defour, passando Lucho a movimentar-se mais sobre o corredor direito, sempre com a grande profundidade e liberdade que Danilo tem no corredor direito.

Na 2ª parte a exibição do Porto teve menos qualidade e foi um jogo com menos ritmo que na 1ª parte. Os espaços desapareceram, muito por força da subida de linhas do Nacional e consequente maior pressão no meio-campo do Porto.

Foi uma exibição pálida nos últimos 45 minutos, ainda assim com Vladan a ser figura, mais uma vez, e a negar alguns golos aos azuis e brancos.

Para o final do jogo e sem nunca ter ameaçado verdadeiramente a nossa baliza, os homens do Nacional conquistaram muitos livres que colocaram na área, mas com a defesa sempre bem colocada a serem todas as tentativas de golo do empate anuladas com sucesso.

Boa vitória pela exibição na 1ª parte. Segurança defensiva e novamente sem golos sofridos foi importante e transmite confiança. Mais um azar com a lesão de James a colocar no ar a ideia de aparecimento de soluções rápidas para os flancos (neste momento apenas disponíveis Kelvin e Varela... Equipa B? Mercado?).

Vamos fortes à Luz e saíremos de lá reforçados, é o que todos esperamos!

Melhor em campo: Danilo – gostei muito do brasileiro hoje, tanto em termos defensivos e mais ainda na envolvência que dá ás nossas acções ofensivas.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Vítor Pereira considerou que a vitória sobre o Nacional (1-0) deveria ter sido mais ampla. Em conferência de imprensa, após o jogo da 13.ª jornada da Liga, o técnico destacou o facto do adversário se ter apresentado “organizado”, a boa exibição do guarda-redes contrário e a segurança da defensiva portista, que não permitiu grandes oportunidades aos madeirenses.

“Defrontámos uma equipa organizada, que nos defrontou pela terceira vez em pouco tempo, pelo que é natural que corrija erros. Eles foram solidários e nós, com a nossa dinâmica, procuramos encontrar os espaços. Só tenho a lamentar a lesão do James e as ocasiões de golo que desperdiçámos. Depois, também apanhámos um guarda-redes inspirado, que em alguns lances evitou o 2-0, que nos traria tranquilidade para um jogo de melhor qualidade”, resumiu.

O treinador admitiu que a vantagem de apenas um golo colocou a equipa azul e branca “exposta”, mas realçou que o FC Porto “não consentiu nenhuma ocasião ao adversário”: “Fomos consistentes, desperdiçámos algumas oportunidades e o resultado poderia ter sido de 2-0 ou 3-0, o que seria mais justo. Estou satisfeito com os três pontos, continuamos no nosso caminho e na nossa luta”.

A extensão da lesão de James ainda será determinada pelo departamento médico, revelou Vítor Pereira, que preferiu abordar a recepção de quarta-feira ao Vitória de Setúbal (quarta-feira, 17h30), em detrimento do clássico no terreno do Benfica (domingo, 20h15). “Em primeiro lugar vamos ter o Setúbal para defrontar, o que não vai ser fácil e vai determinar a nossa continuidade na Taça da Liga”, declarou.

Em relação ao estado da relva do Dragão, o treinador acredita que ela necessita de “um pouco mais de tempo”. “Acredito que com mais tempo será uma boa relva”, frisou.


RESUMO DO JOGO

05 janeiro, 2013

Uma rivalidade transformada em guerra...

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“O bom entendimento com o Benfica aqui retratado na conversa com Domingos Claudino, uma legenda do clube da Luz”
Revista Dragões, Março 1986

Imagens e frases como estas, vistas à luz dos tempos que correm, são quase anedóticas. Eis uma grande rivalidade desportiva, que actualmente praticamente monopoliza o desporto de alta competição colectivo em Portugal e que progrediu nas últimas décadas para uma autêntica guerra disputada diariamente nos jornais, rádios e internet, muito para além dos recintos desportivos. Aliás as batalhas desportivas, quase sempre vencidas pelo FC Porto, são quase remetidas para segundo plano, numa subversão daqueles que devem ser os princípios que norteiam a actividade de qualquer clube: a luta por vitórias.

Se olharmos apenas para a grande maioria dos opinion makers desportivos e respectivos sound bites repetidos até à exaustão, rapidamente chegaríamos à conclusão de que a ascensão do FC Porto foi forjada a partir da guerra, logo a responsabilidade do clima que se gerou seria sobretudo nossa. Mas será que é mesmo assim?

Após largos anos de domínio vermelho intercalado com uns fogachos verdes, surge em cena uma revolução democrática e a chegada da dupla Pinto da Costa / Pedroto aos comandos do FC Porto. O seu trabalho esteve alicerçado em dois vectores: a criação de um Clube unido e de uma estrutura forte, imune às eternas lutas internas que tanto fragilizaram os nossos propósitos de conquista, e aproveitar a liberdade de expressão para começar a disputar o palco mediático, trazendo para a praça pública as “verdades inconvenientes” que o regime silenciava. Após 1974 já não era possível, por exemplo, discretamente irradiar um Presidente e mais 6 membros da direcção por se insurgirem contra o adiamento de um FC Porto - Sporting, devido ao facto de Travassos ter ficado retido no Aeroporto de Madrid por causa do nevoeiro, como fizeram a Cesário Bonito e seus pares. E assim começou a inversão de ciclo.

Foi portanto aqui, com esta mudança de paradigma e com as “línguas afiadas” de Pedroto e Pinto da Costa que se inquinaram definitivamente as relações? Ao contrário do que muitos querem fazer querer, não foi bem assim. Aliás, a presidência de Pinto da Costa inicia-se com um amigo ao comando dos destinos do clube da Luz, Fernando Martins, sendo esta primeira fase marcada pelo domínio repartido em títulos e finais europeias. Em 1986 ainda era possível ouvir em plena tomada de posse dos órgãos sociais do FC Porto um Presidente da AG do Benfica dizer “trago-vos os cumprimentos de outro grande clube, que muito vos respeita e vos estima”, salientando que a cidade do Porto “já era Portugal quando nós lá em baixo ainda éramos moirama”, sendo interrompido inúmeras vezes pelos aplausos dos sócios do FC Porto!

Surge então aquele que será o factor decisivo para a mudança de mentalidades a sul. Taça dos Campeões 1987 após o bicampeonato 1984-86, a confirmação de um FC Porto europeu, a derradeira prova de que não estávamos na luta pelas “migalhas” do Sporting, o seu querido rival, mas sim para lhes disputar a hegemonia!

A partir desse ano tudo se altera, o desespero apodera-se das hostes vermelhas e Fernando Martins é vencido nas urnas por um tal de João Santos a reboque do “mecenas” Jorge de Brito e a promessa de um Benfica Europeu, milhões foram gastos em jogadores (provocando uma grave crise financeira em troca de 2 campeonatos e duas finais perdinas na TCE) e surgiram personagens como um tal de Gaspar Ramos, cuja agenda era a mesma da do actual presidente: a do ataque sem escrúpulos ao FC Porto. Provoca-se o FC Porto, centra-se o discurso nos árbitros e no “sistema”. Desvia-se o brasileiro Ademir de Guimarães para a Luz quando já tinha tudo apalavrado connosco e rompe-se um pacto de não-agressão, sendo que após a nossa resposta com a contratação de Dito e Rui Águas rompem relações connosco, transferindo para nós as culpas, com o sempre eterno beneplácito dos órgãos de comunicação social. Aliciam e dão elevadas somas de dinheiro a nossos jogadores durante a época (por exemplo Geraldão) mas continuam a insistir na mensagem de que no Norte é que residem os criminosos, lançando o país a ferro e fogo, com a curiosidade de que eram os nossos dirigentes, treinadores e jogadores a serem agredidos em Portimão, Faro, Loulé, Guimarães, Braga entre outras localidades. Criam um mega caso em torno de um FC Porto – Benfica em 1991 e transformam definitivamente o país desportivo numa guerra que dura até hoje.

Apesar de todos estes valorosos esforços, estes brilhantes líderes levam o anteriormente hegemónico Benfica à quase falência (mesmo chegando ao ponto de utilizar verbas da RTP para contratar jogadores) e surge em cena um benfiquinha de meia tigela, com jogadores e treinadores ridículos, que tem sido um adversário muito modesto com apenas 2 títulos nacionais contra 13 nossos em 18 anos, para já não falar das nossas conquistas europeias e do domínio em outras modalidades.

Perante estes avassaladores números os nossos rivais arrepiaram caminho e perceberam que em contexto de guerra só conseguiram piorar as coisas? Nada disso, continuaram a eleger tipos como um Vale e Azevedo, que entre críticas ao FC Porto e a Pinto da Costa foi sendo levado em ombros, apesar de andar a fazer um excelente trabalho de destruição total da agremiação. Agora têm o seu presidente com mais longevidade no cargo, o bem-amado Bieira, mais conhecido pelas profecias que nunca se concretizam, qual Maia (ou Maya). E ainda conseguem criar instrumentos de propaganda caceteira como a benficatv, cuja comparação com o nosso Porto Canal é absolutamente reveladora da cultura e identidades actuais dos dois clubes...

Todo este longo texto para quê? Muito simplesmente para desmistificar a ideia de que uns são santos e outros são demónios, como tanto se lê e ouve por ai. Os anos passam mas a memória tem de existir, não queremos guerras mas não viramos a cara à luta quando para tal somos desafiados, não podendo nunca deixar que tracem de nós a imagem de fomentadores de terror, quando simplesmente somos gente decente que não aceita que o maior e o que faz mais barulho é aquele que tem de ganhar, mas sim o MELHOR!

O timing desta crónica não é obviamente inocente, uma vez que neste início de ano de 2013 temos desde já dois importantes confrontos com os rivais, hoje no Hóquei e para a semana no Futebol, duas partidas muito importantes tendo em vista os nossos objectivos de conquista dos respectivos campeonatos. Focados no essencial e concentrados no que melhor sabemos fazer, vamos para já deixá-los falar e vamos lutar pelas vitórias, dando mais dois passos seguros rumo ao que realmente nos interessa: os títulos!

PS: Uma nota muito especial para a Natação do FC Porto pelo inédito penta campeonato da equipa Feminina e pelo honroso 3º lugar da equipa Masculina nos Nacionais de Clubes disputados no final do mês de Dezembro. Esta modalidade, apesar dos problemas gerados pela demolição das nossas piscinas, soube-se reinventar e continuar a produzir campeões e a conquistar importantes resultados para as nossas cores. Parabéns portanto a todos os Atletas, Treinadores e Dirigentes!

"Tenho uma equipa focada nos objectivos do clube"

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Na conferência de imprensa de antevisão do FC Porto-Nacional (13.ª jornada da Liga, sábado, 20h30), Vítor Pereira acabou por perder mais tempo a responder a perguntas relacionadas com o mercado do que com o jogo em si. Porém, o treinador sublinhou que o plantel está dedicado ao trabalho e quer retribuir o carinho dos adeptos. As especulações sobre transferências estão longe do Olival e do Dragão.

Por força das circunstâncias, e até por ter uma jornada em atraso, este torna-se o jogo mais importante da época?
É o jogo mais importante da semana! Queremos a vitória e somar os três pontos, é essa a importância que o jogo tem.

Terminou o jogo com o Estoril sem Jackson e com Varela como avançado centro. O FC Porto precisa, face a uma época desgastante, de contratar mais um avançado?
O FC Porto tem o Kleber, mas ele está lesionado. No jogo com o Estoril sentimos que o Jackson não estava nas melhores condições e não arriscámos. Estamos bem servidos se o Kleber estiver em condições: dois pontas-de-lança chegam, até porque podemos recorrer à equipa B. Pode acontecer algum ajustamento, mas estou satisfeitíssimo com o plantel que temos.

Falando sobre a possível entrada de Izmailov, considera-o uma mais-valia?
Só falo sobre jogadores que aqui estão. Ele está no Sporting, pelo que não comento.

Já há até nomes para eventuais saídas envolvidas no negócio…
Nos jornais já saíram e entraram vários jogadores. Sei os que tenho no plantel, não posso falar sobre atletas de outros clubes.

Está preparado para perder algum jogador?

Essas situações são trabalhadas dentro do clube e não podem ser tratadas publicamente. O que digo, claramente, é que estou muito satisfeito com o plantel que tenho, desde que não haja lesões. Poderá acontecer algum ajuste, se o mercado o permitir, mas estou muito satisfeito com o meu plantel em termos de treino e de jogo e estamos preparados para a luta.

Exceptuando o trio habitualmente titular no ataque, apenas Kelvin está disponível, devido às ausências de Iturbe e Atsu. Isso não é curto para as exigências?
O que posso dizer de forma mais honesta é que neste momento é curto, pela lesão do Kleber e pela ida do Atsu para a Taça das Nações Africanas e do Iturbe para a selecção argentina. São menos três atacantes, isso é um facto, mas é uma situação pontual. O Kleber não tem nada de tão grave como aquilo que tenho lido. O Kelvin tem qualidade e aguarda espaço e um momento para aparecer. Para além disso, temos possibilidade de recorrer à equipa B, que tem jogadores a despontar. Temos a oportunidade de lhes dar espaço e valorizar o seu trabalho.

Espera que o Benfica vá ter dificuldades no Estoril?
O Estoril é uma equipa organizada, com qualidade e é um campo difícil. Não posso controlar os jogos dos adversários, temos é de ganhar o nosso jogo, que nos vai dar muito trabalho. Temos de estar concentrados e não podemos facilitar, porque o Nacional vai criar-nos dificuldades. Temos de ter qualidade, entreajuda, solidariedade e carácter. Teremos a ajuda da massa associativa, que, no primeiro dia do ano nos deu um sinal de que acredita e está connosco. Foi um sinal de carinho que mexeu connosco e seria bom retribuirmos esse carinho já frente ao Nacional. Todos juntos, conseguiremos ultrapassar o obstáculo.

Como treinador do FC Porto, diverte-se a ler jornais?
A experiência do ano passado faz-me ver a situação de forma diferente. Percebo que é preciso vender e tenho lido coisas sobre entradas e saídas de jogadores de que nem conheço. É algo normal, que faz parte da máquina futebol.

O mês de Janeiro é difícil para um treinador de futebol?
O ano passado tive muito mais problemas. Havia gente com expectativas muito altas e a focalização no trabalho era bem mais complicada. Agora, tenho uma equipa focada nos objectivos do clube, um plantel com objectivos colectivos e individuais bem definidos. Não sinto as influências do mercado.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Danilo, Mangala, Abdoulaye, Otamendi, Alex Sandro;
Médios: Lucho Gonzalez, Castro, João Moutinho, Fernando e Defour;
Avançados: Jackson Martínez, Varela, Dellatorre, Kelvin, James e Sebá.

04 janeiro, 2013

O amor à bola nos tempos da crise

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Começou como uma curiosidade, agora é um hábito e, se se mantiver, não demorará a virar tradição. No dia 1, depois de acordar bem tarde e devorar uma almoçarada de restos da véspera, lá seguimos para o Dragão para ver o treino do Campeão. Este ano até São Pedro ajudou, estava um solzinho simpático, um céu da nossa cor, e o pobo não faltou à chamada. Éramos uns 12 ou 13 mil - número semelhante à média de assistências do Braga e do Guimarães esta época e inferior apenas à dos três grandes. Bancada Poente e Superior Norte quase cheias de Portistas, desde meninas que suspiram pelo James (quando tinha a idade delas, também eu suspirava por um estrangeiro de pé esquerdo de ouro, mas este vinha do leste e deu-me, anos mais tarde, uma desilusão indescritível - embora saiba de fonte segura que continuou e continua Portista) a idosos, passando por grupos de amigos, casais ou famílias inteiras, com crianças ainda pequenas.

Reparei em muitas pessoas pouco familiarizadas com o estádio, possivelmente por lhes ser financeiramente difícil comprar bilhetes. Estes momentos são importantes não apenas pela possibilidade de vermos os nossos ídolos num contexto mais descontraído, mas também pela oportunidade proporcionada a essas pessoas, que são uma parte fundamental do FC Porto. E que são cada vez mais. A cada dia há mais um caso de um amigo, um familiar, um amigo de um amigo que perdeu o emprego, que teve de fechar o seu pequeno negócio ou que, depois de centenas de currículos enviados sem resposta, ficou sem subsídio. Ou que mantém o emprego, mas com os cortes e o aumento de impostos tem de começar a ter mais cuidado com as despesas. A certa altura, a quota de sócio começa a ficar desactualizada. Quem tem lugar anual precisa da quota em dia para entrar no estádio, mas quem não tem vai deixando passar: o dinheiro mal chega para o estritamente necessário. Num piscar de olhos, passaram 6 meses. E 60 euros é muita coisa.

Segundo os nossos estatutos, um filiado pode solicitar a suspensão do pagamento da quota no caso de estar desempregado (ou a prestar serviço militar obrigatório, ausente do país ou com doença que o impossibilite de angariar fundos). Durante esse tempo, não goza dos mesmos direitos que os outros associados (preços especiais, participação em assembleias-gerais, etc.), mas mantém o direito a conservar a condição de sócio, não sendo excluído caso haja uma recontagem. Desconheço como funciona na prática esta suspensão e não sei de ninguém que a tenha pedido, mas em teoria existe e acredito que possa ser útil a muita gente nesta altura, sobretudo a quem já leva muitos anos de casa e certamente faz questão de manter a sua antiguidade. Se alguém sabe mais sobre esta possibilidade, aproveito para pedir que o partilhe na caixa de comentários.

Quando vamos ao estádio não queremos pensar no estado do país, antes pelo contrário; queremos esquecê-lo por um momento e concentrar-nos em algo que nos faz felizes, na companhia de pessoas com quem nos sentimos bem. Mas isso não significa que o clube possa ou deva ignorar aquilo que se passa nas nossas vidas do torniquete para fora. O clube sabe que a nossa vida não está fácil. E sabe que, embora muitos de nós coloquemos o FCP bem perto do topo das nossas prioridades e façamos grandes sacrifícios para continuarmos a estar presentes, as coisas estão cada vez mais difíceis. Sabendo tudo isso, e sabendo que é uma força social capaz de ter um impacto real no estado de espírito e na motivação das pessoas, o nosso clube devia dar o exemplo e baixar significativamente os preços dos bilhetes. Significativamente, mesmo. Como quem diz: venham. Vamos lotar o Dragão, cantar pela nossa equipa e ser felizes por hora e meia. E encher os pulmões do ar frio da noite tripeira, que nos revigora e encoraja para a luta que é cada dia.

03 janeiro, 2013

Carnide 2013, o dia vai chegar!

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Chegou-me aos ouvidos que o clássico da jornada 14 é às 18h! Ainda não vi confirmado pela Liga, mas se assim fôr é de salutar! Até que enfim uma hora de jeito num clássico! Num jogo normal já é complicado, num clássico não me lembro de um horário destes, sinceramente. Será que o novo ano fez acordar os nossos dirigentes? Será que vão passar a respeitar os adeptos? Esperemos bem que sim! É um jogo a 300 km de casa, que movimenta muita gente de todos os pontos do país, 18 horas é por isso espectacular. Chegar a casa às 4h da manhã ou à 1h é bem diferente.

Bilhete 30 euros. Isto sim, é negativo, é um assalto! Pata que os pôs a todos, cambada de chulos ordinários! Era pôr 50 euros em Maio a cada mouro que cá venha! 30 euros para 90 minutos de futebol, num arranha-céus e com uma rede à frente dos olhos! Pagar a viagem de ida e volta à mouraria, e estar sujeito ainda a levar uma bastonada por abrir a boca e voltar ferido para casa! É um roubo. Só mesmo nós para mesmo assim... marcarmos presença em peso! As duas últimas duas deslocações para o campeonato foram memoráveis. Uma moldura azul e branca de impôr respeito, verdadeiramente imponente! Eles cá acima andam sempre à volta dos 2500. Esse é o número que nós lá levamos para as taças. Em 10/11, no dia em que apagámos à luz, estávamos mais de 5 mil e há fotos que comprovam isso. A temporada passada, em 11/12, entre 3500 a 4 mil. Dizem-se eles os “mais maior grandes”...

Bom, que venha “masé” rápido o dia da invasão! Mais um dia em que veremos o pobinho todo à janela a ver passar os ultras do Bi-Campeão!! Eles bem ficam regalados quando nós lá vamos. A nossa presença excita aquela malta toda! Só mesmo os ultras do FC Porto para colocarem aquela cidade em sentido! É algo indescritível e quem já está habituado a ir sabe bem do que falo. É um dia onde a adrenalina atinge niveis máximos. Apoiar o Porto, no territótio do maior inimigo! Haverá melhor?

Peço apenas que os senhores da ocasião que lá se misturem connosco, participem no apoio ao Bi-Campeão Nacional, vamos dar “show” mais uma vez, aquele Piso 3 até vai tremer!!

Esta temporada, ao contrário do que é habitual, houve jogo entre o Natal e o Ano Novo. A deslocação ao Estoril para a taça da Liga levou os ultras do nosso clube novamente à Linha. Não foi tanta gente como no campeonato, mas os bons marcaram presença e fizeram-se ouvir. Super Dragões e Colectivo apoiaram durante os 90 minutos no último jogo do ano 2012, foi pena a passagem às meias-finais não ter ficado logo ali garantida. Estive lá para o campeonato, não pude marcar presença no passado dia 30. Os betinhos do Estoril mais uma vez quiseram brincar e nas bancadas passaram largos minutos a insultar os Dragões. Foram audiveis também, diga-se.

A nivel de pirotecnia, SD e C95 usaram-na à entrada das equipas, o grupo da casa preferiu no festejo dos golos!

Desejo mais um ano de muito apoio ao nosso clube, seja em que modalidade e em que escalão fôr! Cânticos, bandeiras, estandartes, coreografias, piroctecnia, tudo serve para ajudarmos as nossas equipas a conquistarem as vitórias!

No primeiro dia do ano, como já vem sendo tradição, as portas do treino abriram-se no estádio do Dragão. 4 mil em 2012, 6 mil em 2011, 11 500 em 2012 e 14 mil em 2013!! O Pravda escreve que um “mar vermelho” viu o treino do regime no Seixal. O “mar vemelho” foram 1500 pessoas. Em relação às 14 mil que marcaram presença na terça-feira, o pravda não arranjou palavras e como tal não publicou nada na sua capa do dia seguinte!

Venha de lá o fim-de-semana para cantarmos pelo Porto!!

Um abraço ultra.

02 janeiro, 2013

01 janeiro, 2013