02 março, 2018

MAIS DO QUE TRÊS PONTOS.


FC PORTO-SPORTING, 2-1

O campeonato português entrou na recta final. Com muitas tentativas de desestabilização, muitos golpes baixos e muitas estratégias delineadas para desviar as atenções dos casos do maior escândalo do futebol português, assim vai prosseguindo a luta desigual pela conquista do título nacional 2017/18.

Depois das tretas e historietas maquiavelicamente inventadas, resultantes do jogo no Estoril e que lhes saiu pela culatra, depois das esperanças esfumadas decorrentes do jogo em Portimão, o nacional-benfiquistão e todos os “lambe-cus” deste país que o servem tiveram esta noite mais uma derrota em toda a linha.


O FC Porto recebeu o Sporting no seu reduto e grande parte do país virou verde mas acabou podre antes de ter tempo para ficar vermelho-maduro. O Dragão venceu uma importante etapa e deu um passo significativo rumo ao grande objectivo da época. Apesar de tudo, teve que sofrer, passou por grandes dificuldades na parte final do jogo mas provou estar à altura do desafio.

Sem poder contar com jogadores importantes na manobra da equipa, os azuis-e-brancos defrontaram um Sporting também desfalcado de algumas peças importantes no seu onze. Sérgio Conceição manteve a equipa que jogou em Portimão mas surgiu uma alteração importante na frente de ataque: Soares, lesionado, deu o lugar a Gonçalo Paciência que acabou por ter importância no desfecho da partida.

A equipa portista iniciou bem o jogo e na primeira meia hora esteve quase sempre por cima do jogo. Dominou a partida, criou várias oportunidades, mas quando não se aproveita, sofre-se a bom sofrer. O Sporting criou alguns sustos aos portistas.

Aos 12 minutos, os Dragões criaram a primeira grande oportunidade. Num canto batido por Sérgio Oliveira, a bola sobrou para Marega que de cabeça enviou ao poste e, na recarga, o maliano voltou a cabecear para a baliza. Em cima da linha, Bryan Ruiz salvou o golo.


Aos 18 minutos, o Sporting reclama uma grande penalidade sobre Doumbia mas depois de vista a repetição e com o árbitro a recorrer ao VAR para decidir, mandou jogar. Não houve qualquer falta. Dalot ganhou posição e Doumbia procurou a falta. Mas na sequência deste lance, Mathieu impediu que Marega se isolasse, cortando a bola com a mão. O árbitro nada assinalou.

Aos 21 minutos, numa bola em profundidade, Marcano não protege bem o esférico e Doumbia quase faz o empate. Casillas defende e evita o primeiro golo. Dois minutos depois, Bruno Fernandes, com um remate traiçoeiro, obriga Casillas a uma defesa apertada.

Aos 27 minutos, Gonçalo Paciência recebeu a bola perto do meio-campo, descaído na direita e, à meia volta, isolou Marega. O maliano cavalgou para a baliza mas, na hora de rematar, disparou ao lado do poste da baliza de Rui Patrício. Mais uma oportunidade desperdiçada.

Até que aos 29 minutos, o FC Porto inaugura o marcador. Jogada de Maxi à entrada da área, desmarca Herrera na direita e este cruza para a área onde Marcano, de cabeça, atira e faz o 1-0.


O Sporting procurou reagir mas sem sucesso. Os Dragões continuaram a criar perigo. Num lançamento em profundidade pela esquerda, Dalot acreditou que chegaria à bola perto da linha final, cruzou atrasado e Gonçalo rematou à malha lateral, de forma precipitada.

A fechar a primeira parte, já em período de descontos, o Sporting empata o jogo. Brahimi perde a bola a meio-campo, a jogada prossegue e Bryan Ruiz desmarca Rafael Leão à entrada da área que, com um remate forte, colocou a bola na baliza com algumas culpas para Casillas mas não só. O guarda-redes deixou passar a bola entre pernas, mas Dalot e Felipe também poderiam ter feito um pouco mais para evitar o remate do avançado leonino.

A etapa complementar iria exigir um FC Porto mais agressivo e mais assertivo. Sérgio Conceição manteve o onze e a segunda parte começa com o FC Porto em vantagem novamente. Otávio recuperou uma bola no meio-campo contrário e serviu Gonçalo Paciência. O avançado portista entrou pela direita e cruzou rasteiro atrasado. Brahimi dominou a bola com a sola da chuteira e com o pé esquerdo atirou ao ângulo superior da baliza de Rui Patrício. Estava reposta a vantagem.

O jogo entra numa fase de indefinição, com alguma disputa a meio-campo. Até que aos 66 minutos o Sporting começa a mostrar superioridade territorial. Num canto, Bryan Ruiz cabeceia a rasar o poste, cinco minutos depois Coates, também de cabeça, atira por cima da baliza e aos 74 minutos, Mathieu bate um livre para defesa de Casillas.


Entretanto, os Dragões já tinham feito duas substituições. Otávio cedeu o lugar a Corona e Gonçalo Paciência saiu para a entrada do regressado Aboubakar. O jogo pedia o reforço do meio-campo para impedir a avalanche ofensiva leonina mas Sérgio Conceição lá terá pensado noutro sentido. O certo é que o FC Porto começou a sentir o aperto à medida que o tempo ia avançando perante um Sporting que arriscava o tudo-por-tudo por não ter nada a perder.

Os leoninos dominavam o jogo por completo mas o FC Porto tem, aos 81 minutos, oportunidade de acabar com o jogo. Numa transição ofensiva, Aboubakar isolou Marega que, à saída de Rui Patrício, efectuou um chapéu. A bola foi novamente cortada em cima da linha de baliza, desta vez, por Battaglia. Na sequência do lance, Marega saiu com uma lesão muscular. Mais um lesionado a juntar ao rol interminável de lesionados que assola a equipa portista.

Reyes entrava para o lugar do maliano para travar o jogo aéreo dos leões mas o meio-campo continuava a ser uma auto-estrada para a equipa verde-e-branca.

Aos 87 minutos, o Sporting tem uma grande oportunidade negada por Casillas. Num canto batido na direita, a bola é cabeceada por Coates e Montero remata para a mancha do guarda-redes portista. Uma enorme defesa! O FC Porto passava por um sufoco nunca visto neste campeonato e, muito menos, nos três outros jogos com os leões.

Dois minutos depois, Rúben Ribeiro escapa-se pela esquerda, cruza para a área e, nas costas da defesa portista surge Rafael Leão a atira por cima da baliza, falhando escandalosamente o empate.


Um minuto depois, numa boa iniciativa de Brahimi, Corona não dá o seguimento conveniente à jogada e perde uma oportunidade soberana de atirar à baliza.

Depois foram cinco minutos de compensação em que o Sporting não conseguiu criar oportunidades de golo e o FC Porto defendeu como pôde para aguentar a vantagem preciosa. Assim se ganham campeonatos e assim se vencem jogos. Quem pensar que, em todos os jogos, haverá goleada e rolo-compressor está completamente enganado. Jogo após jogo o que é importante é vencer com maior ou com menor dificuldade. Ópera? Aproveitem a boleia dos verdes e desloquem-se ao S. Carlos.

Destaques finais para as boas prestações de Dalot e de Paciência, para as intervenções decisivas de Casillas e para a união do grupo em prol de um objectivo. Pela negativa, registo a lesão de Marega e o comportamento habitual de Coentrão, mais uma vez a mostrar toda a sua javardice.

O FC Porto não tem mãos a medir. Na próxima Terça-feira, o Dragão desloca-se a Liverpool para jogar a 2ª mão dos 1/8 de Final da Champions League. Praticamente eliminados da prova, os Dragões têm apenas o prestígio a defender. Uma boa oportunidade para Sérgio Conceição apostar em jogadores menos utilizados e dar algum descanso a outros, para preparar da melhor maneira a recta final das provas nacionais em disputa: o Campeonato e a Taça de Portugal.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Objetivo cumprido”

A justiça da vitória
“A chave do jogo foi termos marcado, termos sido eficazes. Começámos o jogo bem, fizemos uns primeiros 15/20 minutos de grande qualidade. O Marega mandou ao poste, esteve isolado e acabámos por fazer golo numa terceira oportunidade. É verdade também que o Sporting nunca abdicou de jogar e de explorar ao máximo o espaço. É uma equipa bem orientada, muito competitiva e com muita qualidade. A primeira parte acabou com um golo deles, não sei se com falta ou não sobre o Brahimi. Aí a mensagem foi simples: entrar da mesma forma, condicionar ao máximo a construção e dinâmica de jogo deles. Fizemos o golo e procurámos depois o 3-1, querendo sempre a baliza adversária. A partir do momento em que metemos o Reyes ficámos um pouco mais baixos, podíamos ter feito o 3-1, mas a verdade é que o Sporting também poderia ter feito o 2-2. Estamos felizes pelos três pontos. Era esse o objetivo.”

Identidade sempre para manter
“Sofremos um bocadinho, mas mantivemos os três jogadores no meio. Podíamos ter feito o 3-1, porque a defesa do Sporting estava muito subida e podíamos ter aproveitado. Talvez tenha faltado um bocadinho de critério a sair com a bola em algumas situações, mas estivemos algo ansiosos nesse momento. Em termos estratégicos o jogo correu bem. Obviamente que o Sporting também tem qualidade e consegue condicionar-nos.”

Caminho ainda não está concluído
“Acreditamos no trabalho que realizamos. Esta era uma oportunidade de treinar jogadores com grande qualidade. Falo por mim e pela equipa técnica. Mas a verdade é que ainda não ganhamos nadam só perdemos um título. Fico contente por tudo que temos feito, mas o caminho ainda não está concluído. Estamos a realizar um trabalho competente e todos estamos determinados em conseguir o campeonato.É importante ter este realismo presente.”


Sporting ainda na luta a três
“Não está fora da luta. É uma equipa que já demonstrou várias vezes que tem alma, estofo e vontade de vencer o campeonato. Sinto a forma como eles estão dentro de campo e por isso acho que ninguém está fora. Continuam três equipas a lutar pelo título e vai ser uma luta até ao fim. Não preciso de mandar mensagens para o exterior. A mensagem que eu passo é para dentro do balneário. Um jogo pode modificar tudo, até o estado de espírito das equipas, porque caminhamos para o fim. Olhamos para o jogo seguinte sabendo que nesta fase são autênticas finais. Hoje demos um passo importante, frente a um rival, mas não mais do que isso.”

Marega é dor de cabeça
“Ainda não sabemos a extensão da lesão. Vamos saber amanhã, mas é mais uma dor de cabeça.”

Elogios a Gonçalo Paciência
“O Gonçalo é um talento. Tem qualidade e, se continuar a evoluir, pode dar grande ajuda à nossa seleção. Hoje jogou, deu um bom contributo à equipa.”



RESUMO DO JOGO

01 março, 2018

PLANTEL - ANÁLISE INTERCALAR.


10 jogos no campeonato. 1 jogo na Champions League. 1 ou 2 jogos na Taça de Portugal. No total são 12 ou 13 jogos até ao final da época. Descontando o jogo em Anfield Road, são estes vários 90 minutos que vão decidir como iremos recordar a época 2017/2018.

Tempo, pois, para o BiBó PoRtO Carago!! fazer um balanço do que tem sido a prestação do nosso plantel até aqui e perspetivando o que poderá suceder até Maio. A época já vai longa, o cansaço já se faz sentir nas pernas, as lesões têm-se feito sentir e há uma enorme expectativa no ar. Sabemos e temos noção que, a partir de agora, as pernas vão tremer mais, os minutos vão demorar mais a passar e a pressão aumentará. É assim quando não se ganha nada há 4 anos. Mas também é por isso que estes rapazes foram os escolhidos para envergar a camisola do FC Porto: para saber aguentar a pressão, para saber lidar com as ânsias e os desejos de milhares de portistas que querem chegar a Maio e festejar nos Aliados.

Assim sendo, tomemos, pois, liberdade para analisar um a um os nossos atletas:
  1. Iker Casillas: é ele o número 1 e o resto é conversa de café. Apesar da idade, o trajeto de Iker no FC Porto tem sido em crescendo. Não começou bem, fruto da falta de confiança que trazia do Barnabéu, mas aos poucos foi-se aculturando à cidade e ao clube e é hoje um atleta totalmente identificado com a chamada Mística. Iker só não terá um peso maior na história do FC Porto porque neste clube um dia houve Baía. E Baía só há um.
    O Mister Conceição lá teve as suas razões para o relegar para o banco. A decisão agradou a uns e desagradou a outros, como sempre nestas coisas. Mas numa coisa a nação portista esteve sempre de acordo: Iker é o melhor guarda-redes do FC Porto. Em todo o caso, a (longa) passagem pelo banco fez-lhe bem e voltou seguríssimo e ultra-confiante. A sua presença gera confiança na defesa e atemoriza os adversários. A sua voz será fulcral agora que a pressão vai fazer-se sentir a sério.

  2. José Sá: assumir a baliza do FC Porto não é para qualquer um. É mesmo para muito poucos. Que o digam Rui Correia, Hilário, Kralj, Eriksson, Wozniack, Silvino, Nuno Espírito Santo, Fabiano, entre outros. Os últimos 25 anos de baliza do FC Porto fazem-se com 2 nomes: Vítor Baía e Helton. O primeiro era único; o segundo era um enormíssimo guarda-redes.
    Nenhum de nós quereria estar no papel de José Sá: assumir a baliza do FC Porto e olhar para o banco e ver o melhor guarda-redes mundial da última década. Se o primeiro desafio já é difícil, juntar-lhe a segunda contrariedade é tarefa hercúlea. Mas José Sá cumpriu e excedeu-se, inclusive com um punhado de grandes defesas em momentos decisivos. Não resistiu a 2 falhas: um lance mal batido na 1ª parte do Estoril x Porto; a intranquilidade demonstrada frente ao Liverpool.
    Tenho para mim que Sá é tão culpado do desaire liverpooliano como Fabiano foi culpado da tragédia de Munique, isto é, a sua culpa é zero ou próxima disso. No entanto, a baliza é como a política: o que parece é. E pareceu que Sá estava intranquilo e que essa intranquilidade afetou o resto da defesa.
    O maior desafio da carreira de José Sá será a forma como vai encarar este regresso ao banco. Se voltar mais forte e mais sereno, poderemos ter guarda-redes para os próximos anos.

  3. Ricardo Pereira: uma época em crescendo que se iniciou com algumas debilidades defensivas, nomeadamente na forma como protegia o segundo poste e o espaço nas suas costas. Corrigiu essas falhas durante a temporada e pôde finalmente projetar-se como o lateral ofensivo e a todo-o-vapor que demonstrou ser no Nice. O empréstimo de 2 anos deu-lhe mundo, como se costuma dizer, e conferiu-lhe rodagem e à vontade nos dois corredores. É hoje um jogador feito e consumado, mas que nunca pôde dormir na sombra por causa do profissionalismo e da garra de Maxi Pereira. O lugar é dele por direito próprio e tem tudo para atacar este final de época em grande estilo, deambulando pelo corredor e aterrorizando os laterais contrários. A imagem da sua temporada, até esta fase, é aquele momento em que torce os rins e faz estatelar Coentrão.

  4. Maxi Pereira: cedo se viu que não teria vida fácil com Ricardo Pereira. Os prognósticos confirmaram isso mesmo. Naquela que será a sua última temporada no FC Porto (Maxi tem uma situação contratual no Dragão muito satisfatória e, atendendo à sua idade, a renovação não faz qualquer sentido), tem servido para gerir o esforço de Ricardo Pereira e, por vezes, para atuar atrás do português, quando este é chamado a assumir a ala. Nunca regateou esforços e continua a ser o jogador que sempre vimos em Portugal: aguerrido, combativo, a subir pelo seu corredor e a causar problemas aos adversários. A velocidade já não é a de outros tempos, mas a experiência e a ratice estão lá todas. Um suplente de luxo, portanto.

  5. Felipe: vai em 2 anos de FC Porto e está cada vez mais um jogador maduro. Central à moda antiga, que sabe “bater” e que não tem problemas em jogar feio, na senda da boa e velha tradição de centrais portistas. É pena estes tempos serem outros, caso contrário podíamos vê-lo a fazer uma carreira ao estilo da de Aloísio. Mas é impossível que os velhos tubarões europeus não reparem neste centralão que aqui temos. Duro, impetuoso, intransponível no jogo aéreo, está a um passo de se tornar num central de topo europeu. Grande época está a realizar Felipe!.

  6. Marcano: é para mim o melhor central em Portugal. Com calma e serenidade, limpa tudo o que lhe aparece à frente. Mais estável psicologicamente que o seu parceiro de zaga, é o verdadeiro líder da defesa. Na retina fica aquele olhar a Fábio Veríssimo antes do célebre Feirense x FC Porto. Um jogador que, sem ser exuberante, foi conquistando a massa adepta portista. Já nos trintas, procura obviamente o contrato da sua vida e não é certamente no FC Porto que o vai conseguir, o que se lamenta. Grande temporada e merece, tal como Maxi, sair como Campeão do FC Porto.

  7. Reyes: patinho feio durante muitos anos, começa finalmente a justificar a sua contratação. Pena que o faça tão tarde, já em cima do final do contrato. Apesar da sua exígua figura, o seu jogo aéreo tem feito mossa e tem-se assumido como um terceiro central de mão cheia. Uma espécie de José Carlos ou de Lula dos tempos modernos. A sua presença neste plantel tem sido importantíssima. Podemos também catalogá-lo hoje em dia como um suplente de luxo

  8. Ozório: uma incógnita.

  9. Alex Telles: um dos melhores da época, se não o melhor. Lateral eminentemente moderno, ofensivo, com capacidades relevantes no cruzamento, técnica elaborada, aceleração, velocidade, pulmão invejável, disponibilidade para as constantes piscinas que a posição de lateral obriga. Um dos preferidos dos adeptos. A lesão no Estoril fez tremer as hostes azuis-e-brancas, mas felizmente tudo não passou de um susto. O seu pé esquerdo é já lendário: canto de Telles é penalty para o FC Porto! Leva 11 assistências e lidera essa tabela em Portugal, seguido de Brahimi e Esgaio com 8. Estes números dizem bem da importância deste brasileiro na manobra da equipa. A cereja no topo do bolo: não se sabe quem é o seu empresário, porque nunca se lhe ouviu dizer nada. Um craque de todo o tamanho!

  10. Diogo Dalot: lançado às feras na já mítica 2ª parte no Estoril não comprometeu e mostrou que era um menino-homem com quem se podia contar. Dias depois, Conceição percebeu a mensagem e deu-lhe a titularidade. Respondeu com 2 assistências, não denotando problemas de maior no momento defensivo, que ainda é a sua pecha. Depois disto, dizer o quê? Apenas que estamos na presença de um predestinado. Apenas é necessário que se saiba gerir as expectativas em torno de um jovem de 19 anos, que necessariamente ainda vai cometer bastantes erros. Mas este é como o algodão.

  11. Danilo: começou a época pesado e sem fulgor, emperrando o meio-campo portista. Causou muitos calafrios nos primeiros jogos, mas foi subindo de produção a tempo de se assumir como o verdadeiro patrão do meio-campo, um panzer que joga sempre em alta rotação e que vira tudo e todos, um dos melhores do 11 azul-e-branco.
    Paradoxalmente, a melhor fase do FC Porto dá-se aquando da sua lesão no gémeo para a Taça da Liga. Conceição inventa então um meio-campo de 2 homens (Sérgio Oliveira e Herrera) e de repente Danilo parece não tão importante.
    Não obstante, na fase a doer, este homem será absolutamente crucial e terá que reentrar na equipa dê por onde der. Com Brahimis e Coronas marcam-se golos, mas é com Danilos que se ganham campeonatos.

  12. Herrera: o mexicano é o Semedo do século XXI, o eterno mal-amado. De um profissionalismo exemplar, foi recolhendo as pedras que o caminho lhe reservava até que conseguiu finalmente erguer um castelo. O castelo é o atual meio-campo do FC Porto, essa fortaleza erguida pelo mexicano, que já teve como colegas de sector Danilo e Sérgio Oliveira. Um verdadeiro cavalo de corrida, que ora está a pressionar na saída de bola adversária, ora está na área portista a limpar os lances de perigo. Um atleta que, sem ser genial, é de uma importância tremenda no futebol de Sérgio Conceição. Para que uns brilhem, é necessário que haja quem faça o trabalho sujo e, esse, ninguém o faz tão bem como o nosso Hector.

  13. Sérgio Oliveira: a sua vida no FC Porto é uma montanha russa de emoções. Passou de uma cláusula 30 Milhões e de grande esperança da formação portista, para um exílio forçado e uma passagem por Paços de Ferreira. Nunca virou a cara à luta e tentou sempre mostrar que tinha lugar no seu clube de coração. As suas recentes exibições devem ter surpreendido tudo e todos, tamanho é o perfume e a categoria do seu futebol. Apareceu primeiro no Mónaco, repetiu depois a dose em Alvalade, mas é quando a lesão de Danilo chega que Sérgio Oliveira se faz homem e se assume na sua plenitude: um box-to-box que joga e faz jogar, que coloca a bola onde quer e que tem uma senhora meia distância. Neste momento, tem as portas do futebol abertas de par em par: pode ser um novo Moutinho, um novo Pedro Mendes, um novo Meireles, um novo Maniche. Ou pode facilmente ser o grande Sérgio Oliveira. Tem a palavra até ao final da época.

  14. Oliver: a desilusão da época até agora. Todos os jogadores subiram os níveis exibicionais com Sérgio Conceição, exceto o pequeno espanhol. A qualidade está lá, mas é tudo um problema de galáxias: o FC Porto joga no planeta Terra, mas a Oliver joga em Plutão. Este Porto é voraz, de bola para a frente, de atacar o espaço, de ganhar metros nas costas dos adversários. Oliver é a antítese disso, o seu prazer está em pensar o jogo, pedir a bola no pé e não no espaço. Oliver prefere jogar parado e pôr os outros a correr, mas com Sérgio todos têm de receber no espaço vazio e em corrida. São dois mundos distintos, difíceis de compatibilizar. Não obstante um ou outro bom momento, Oliver parece estar a meio caminho de coisa nenhuma.

  15. Paulinho: a sua entrada na equipa pareceu precipitada. Conceição deu-lhe a titularidade em Moreira de Cónegos e esse foi um dos poucos erros do treinador esta temporada. A entrada de um elemento novo no meio-campo baralhou a equipa e o médio perdeu-se em campo, parecendo que a camisola ainda lhe pesava um pouco. A sua qualidade enão está em causa, mas este ano não há grande margem para experimentalismos. Na próxima época terá mais espaço e estes meses podem ter sido essenciais para quebrar barreiras no seu processo de adaptação a um clube desta dimensão.

  16. Corona: outro jogador que ainda não confirmou todo o seu potencial, tardando em explodir de vez. Detentor de uma técnica e de uma aceleração poderosas, é capaz do 8 e do 80. Ora faz um jogo a todo-o-vapor, ora pura e simplesmente desaparece da partida. O problema parece ser mais do foro psicológico. Registe-se, ainda assim, o seu enorme crescimento no processo defensivo. É hoje um jogador mais maduro e com condições para explodir para uma grande carreira, o que esperemos que aconteça nesta reta final da temporada.

  17. Hernâni: tal como Oliver, tarda em demonstrar o seu potencial. Aceleração estonteante, pé esquerdo com qualidade, precisa de definir melhor no momento da verdade. Quando deve passar, chuta; quando deve rematar, passa. Precisa de minutos, tal como Sérgio Oliveira precisou. O problema é que a temporada está quase no fim e agora é a doer.

  18. Brahimi: um génio. Só que os génios, tal como os grandes compositores, não constroem obras-primas todos os dias. Yacine sofre da síndrome de quaresmite aguda: só joga para a genialidade, a vida mudana não lhe interessa. Mas precisa de trabalhar essa parte do jogo, para perceber aquilo que Picasso ensinava: “A inspiração quando vem, encontra-me sempre a trabalhar”.
    Dizendo isto, que fique claro que o argelino é um dos jogadores-chave da época até agora, causando o pânico nas defesas adversárias. A bola colada ao seu pé vai ficar para sempre gravada na memória dos portistas.

  19. Otávio: o génio do brasileiro está finalmente a vir ao de cima. Começou a época de gatas fisicamente, mas assim que se livrou das lesões começou a demonstrar o porquê de ter sido resgatado ao Guimarães. O pequeno criativo é ainda uma incógnita, mas tem tudo para se tornar num jogador marcante no clube, mesmo sabendo que jogadores de perfil 10 são cada vez mais raros no futebol mundial.

  20. Waris: viu-se pouco do ganês, mas o pouco que se viu foi positivo. Vontade de ir a jogo, comprometimento, solidez, capacidade de aparecer na área. O golo ainda não apareceu, mas podia ter surgido perfeitamente. Dos 4 reforços de Inverno, foi o que mostrou mais até agora.

  21. Aboubakar: provou, para quem tinha dúvidas, que a sua dispensa para a Turquia foi um erro colossal, uma decisão de gestão absolutamente danosa para o clube. Vicent é um diamante e tem tudo para se tornar num ponta-de-lança de referência do clube. Ainda não é um matador nato, joga demasiado fora da área e por vezes parece cansado no momento em que deve aplicar o killer instinct. Mas esse é também o registo que um PL de Sérgio Conceição deve apresentar. Começou a temporada em grande estilo, aterrorizando as defesas adversárias, mas foi perdendo a explosão. E o africano, perdendo a dimensão física, apaga-se um pouco. A concorrência não lhe tem dado descanso e Vincent sabe que não pode dormir à sombra da bananeira.

  22. Soares: uma trajetória oposta à de Aboubakar. Começou mal, mas aparece agora em grande nesta reta final. O episódio no banco com o Mister ia-lhe custando caro, mas o brasileiro acabou por ficar no Dragão e em boa hora o fez, pois, os seus golos têm sido preciosos. Soares necessita de realizar uma temporada inteira sem lesões para percebermos se temos aqui um Mielckarski/Jankauskas ou um Derlei/Lisandro. Inclino-me mais para a segunda hipótese.

  23. Gonçalo Paciência: os portistas aguardam com expectativa este regresso. Sendo um filho da casa, as bancadas babam só de ouvir o seu nome. A sua saída de Setúbal pode ter-lhe roubado um lugar no Mundial, pois Aboubakar, Soares e Marega são concorrência duríssima de bater para um jovem que pela primeira vez estava a ter uma sequência de jogos digna desse nome. Couceiro diz que, para ele, há 3 grandes jogadores portugueses: CR, Quaresma e Gonçalo Paciência. Ninguém pode dizer isto da boca para fora. O Gonçalo é um talento, um talento que, tal como Sérgio Oliveira, pode demorar a explodir, mas que está lá à espera de quem o desvende. Poderá ser esta época ou na próxima. Veremos o que o futuro nos reserva.

  24. Marega: o jogador mais decisivo da época, em minha opinião, e por isso fica para o fim. Simboliza, no fundo, o FC Porto de Sérgio Conceição, completamente desacreditado no início da época. Quando se comentava o facto de não se ter feito qualquer contratação, o comum adepto lá referia: “até tivemos que deixar o Marega no plantel!”.
    Ora bem: 20 golos no campeonato e um punhado de arrancadas e de amassos nas defesas são o melhor cartão de visita para aquele a quem chamavam de tosco e de pior-jogador-de-sempre-do-clube. Ora colado à direita, ora em cunha na frente de ataque (com Bouba ou com Soares tanto faz, ele não se importa), o maliano quer fazer sangue desde o primeiro ao último minuto. É de bico, de cabeça, de direita ou de esquerda, Marega tem o condão de ninguém conseguir adivinhar bem o que vai fazer, fruto da sua pouca escola futebolística. É um jogador pouco trabalhado que, na sua simplicidade e até alguma inabilidade, se transforma num grandíssimo jogador, capaz de pôr uma defesa em sobressalto. O Tribunal do Dragão dirá que o Marega não serve para a Champions, mas quem não ganha um título há 4 anos quer mais é que a Champions se #%&$...
    Lembro-me de estar na fila 3 do Dragão esta temporada e ver uma bola metida nas costas de Grimaldo. Ver os dois a correr era como observar um sénior e um juvenil. Marega veio dar esse punch e essa agressividade que faltava há muitos anos ao ataque do FC Porto, desde Hulk. Nem só de Quaresmas e Brahimis vive um clube de topo.
    “Mete o Marega” diziam os viscondes há pouco mais de 1 não. Pode ser que o tiro lhes saia pela culatra mais cedo do que imaginam.
Para terminar e para vos deixar a pensar:
Marega em PT: 111j/48g – marcou em 43% dos jogos
Marega no Porto: 46j/19g – marcou em 41% dos jogos
Marega no Porto este ano: 33j/18g – marcou em 56% dos jogos
Marega Vitória + Marítimo: 65j/29g – marcou em 44% dos jogos
Derlei Porto: 92j/39g = marcou em 42%
Derlei Portugal: 244j/104g = marcou em 42% dos jogos

Venha de lá o resto da época!

Rodrigo de Almada Martins

28 fevereiro, 2018

AMEAÇA VERMELHA.


Nas últimas semanas, temos visto, por diversas vezes, um personagem obscuro do futebol nacional a querer atingir especial protagonismo, vedado à priori pelos seus parcos méritos próprios, contudo sempre pronto a ser amplificado desde que o alvo seja azul e branco, algo comum num país onde a corrupção, falta de ética e, porque não dizer, vergonha, são postais de visita tão comuns como uma qualquer paisagem balnear algarvia.

O personagem a que me refiro, é obviamente César Boaventura. Em época alta de Hollywood, este actorzeco de classe menor, foi injustamente omitido dos principais galardões para os aclamados Rotten Tomatoes, prémio em que ele seria decerto favorito a pior actor do século, pela sua saga de justiceiro da verdade desportiva, com títulos tão expressivos como "O vídeo do Cássio", baseado em goleada sofrida pelo Rio Ave em pleno Dragão, ou "A culpa é do Pedro Monteiro", em massacre ofensivo protagonizado pelo FC Porto, em 45 minutos de futebol na Amoreira.

Escusado dizer que Cássio até era repetente em manitas, e Pedro Monteiro tão culpado, que até meteu o nosso "amigo" César em tribunal.

Mas quem é afinal César Boaventura?

Baseando-me num bom trabalho de investigação efectuado pelo concorrente e rival "Mister do Café" que aconselho a ler, bem como em vários elementos públicos, sabemos que César Boaventura é o CEO da empresa de agenciamento de jogadores GIC. Sobre a carteira de atletas, a esmagadora maioria não passa de jogadores de escalões inferiores, sendo porventura os nomes de maior cartaz os de Rúben Ribeiro (Sporting), Edgar Costa (Marítimo), Carlos Santos (Boavista) e Mika (Sunderland) além do treinador Daniel Kennedy (Leixões). Como se pode facilmente induzir, por este caminho, ainda lhe falta "um bocadinho" para chegar ao dedo mindinho do ídolo Jorge Mendes.


Uma das razões para o senhor ter saído do anonimato, foi ter servido de intermediário, entre o slb e o Inter de Milão, no empréstimo desse "grande matador" da nossa liga que dá pelo nome de Gabigol. Ao constatar a lista de nomeados e premiados do slb ou seus adeptos, numa risível gala terceiromundista da GIC, podemos mesmo deduzir que o enlace entre o CEO desta empresa e os encarnados já deve ter inclusivé entrado na fase do noivado, tal a quantidade de encarnado nos convivas. O que diz tudo sobre a credibilidade da tentativa de colagem deste personagem ao FC Porto. Mais grave ainda, induzir a possibilidade de alguém relacionado com o FCP poder ter tido algum tipo de contacto com o nosso "amigo" César. Se para um banal contacto de negócios é impensável as partes se encontrarem, insinuar aliciamentos de pagamentos ilícitos só mesmo para alguém que sofra de alucinações ou perturbações do foro psiquiátrico.


No entanto, quando se fala de negócios obscuros no mundo do futebol, César Boaventura é um indivíduo que deve saber do que está a falar. Mais não seja pelas dicas que o seu (antigo?) sócio na GIC, Abel Silva, lhe deveria dar. Abel Silva, campeão do mundo em Riade e ex-jogador do slb, está, como se sabe, no centro do processo "Jogo Duplo", juntamente com jogadores do Leixões e Oriental, processo esse que se debruça sobre combinação de resultados através do aliciamento e suborno de jogadores, para fins de apostas ilegais.


Decerto os portistas devem-se lembrar deste caso, e das letras gordas nas notícias do Correio da Manhã, a tentar colar o FC Porto, devido a um dos suspeitos pertencer alegadamente aos Super Dragões. Por aqui se vê a honestidade jornalística desse pasquim.

A minha análise, e chamada de atenção para as alarvidades que este personagem vem debitando na comunicação social, prende-se com o que, a meu ver, esteja a ser uma movimentação mais ampla que o slb anda a efectuar na sombra, como aliás é o seu timbre. Mais de meio-ano depois de humilhações públicas através das revelações dos e-mails, buscas da PJ, investigação de corrupção activa, investigação por compra de resultados e associação à Operação Lex, no último mês tem-se intensificado um contra-ataque vermelho, quer através do eco que os jornais do regime dão às palavras deste esbirro César Boaventura, passando pela doutrina crítica alucinada que o famigerado twitter benfiquista passa aos seus apaniguados da imprensa, o ataque ao Baluarte do Dragão e, o mais importante para todos nós portistas e portugueses, a uma curiosa inversão que se deu nos casos de justiça. De emails tudo continua no segredo dos deuses sem acusações à vista, da Operação Lex existiu um brusco e anormal abafamento mediático para a grandeza dos envolvidos (compare-se por exemplo com o caso Sócrates), na passada semana viu-se a tentativa de voltar a ressuscitar das cinzas a Operação Fenix, com o alvo claro em Pinto da Costa, além da decisão do Tribunal sobre a interdição de divulgação dos emails, decisão essa no mínimo estranha, que conflitua com o próprio conceito de liberdade de imprensa. Parece que aquelas horas em que o slb andou na liderança à condição voltaram a despertar-lhes os instintos obscuros e corruptos...

Faz bem o FC Porto em recorrer às instâncias internacionais no caso da liberdade de divulgação dos e-mails, e fará ainda melhor se na próxima sexta-feira levar de vencida o Sporting. Por diferentes razões teremos um país a torcer contra nós. Um país que irá criar todo o ruído para nos desconcentrar e desunir. Um país que irá fazer de tudo para falharmos.

Mas nós não lhes vamos dar esse gosto. Pois não Sérgio?

Força Porto!

27 fevereiro, 2018

UMA VANTAGEM MUITO CURTA...


Já o disse aqui noutras ocasiões quando a nossa vantagem para o 2º classificado era menor do que a atual, mas reafirmo-o agora, com a máxima convicção e clareza, a classificação do FC Porto não reflete na totalidade aquilo que se tem passado dentro de campo, ao nível sobretudo da qualidade exibida por cada um dos candidatos ao título de campeão nacional.

Independentemente do que possa vir a acontecer até final da época, até esta altura do campeonato o FC Porto não tem sido melhor que todas as outras equipas, tem sido MUITO melhor que todos os outros, tem jogado melhor, tem o melhor ataque, a melhor defesa e ainda não foi derrotado internamente por ninguém. Subjetivamente falando, é a equipa que melhor qualidade exibicional tem demonstrado desde a 1ª jornada, exibindo uma constância incrível, e como sabemos o fator regularidade costuma ser fundamental na decisão do campeão nacional numa prova tão longa como esta.

Isto que eu digo, não é exclusivo de Portistas que eventualmente podem ter um "filtro azul", acaba por, com maior ou menor azia, ser admitido pela generalidade dos comentadores das várias tvs, sejam elas mais afetas ao verde ou ao vermelho, a verdade é que há evidências que por mais que se queira não se conseguem evitar. Com exceção daqueles seres abjetos dos vários programas onde constam 3 paineleiros, um de cada cor clubista, a generalidade dos restantes comentadores admite o que é evidente e claro. Na antevisão do jogo de Portimão, tropecei na sic notícias onde falava um comentador insuspeito de ser afeto ao FC Porto (muito pelo contrário!), de seu nome Ribeiro Cristóvão, em que o mesmo dizia isto: "Todos nós reconhecemos que o FC Porto nesta altura é uma equipa com muita qualidade, a produzir bom futebol, com bons jogadores, e portanto com um futuro certamente muito mais promissor do que os adversários mais chegados a ele". Sim, Ribeiro Cristóvão disse isso palavra por palavra! A partir daí, fica mesmo claro que estamos a ser muito melhores que os outros...

Dito isto, sabe a muito pouco olhar para a tabela classificativa e constatar que "apenas" são 5 os pontos de vantagem sobre o 2º classificado. A mentalidade dos jogadores e treinador tem de ser muito simples: pensar que o rival irá ganhar todos os jogos até final do campeonato. Assim, resta ao FC Porto um jogo onde terá margem de erro, exatamente o jogo na casa do rival direto, em tudo o resto a margem de erro será diminuta. Claro que é muito fácil dizer isso, fazer é bem mais difícil. Mas a verdade é que a equipa de Conceição tem dado sempre uma excelente resposta ao longo da época.

Se neste momento a vantagem refletisse a realidade do que se tem passado, ou seja uma equipa muito superior a todas as outras, a diferença para o 2º classificado estaria algures entre o que se passa em Espanha (Barcelona com 7 pontos de vantagem) ou o que se passa em Inglaterra (City com 13 pontos de vantagem), mas infelizmente a realidade é o que é, e daqui até final da época o pé tem de permanecer a fundo no acelerador. A sensação de que qualquer descuido pode ser fatal é também frustrante porque ao mesmo tempo pensa-se "tanta superioridade para uma vantagem tão curta"!

PS: É um excelente sinal a azia bem evidente nos nossos rivais mais odiosos após a vitória na Amoreira. Muita gente apostou todas as fichas numa possível derrota do FC Porto e sobretudo por isso, as reações histéricas e ridículas àquilo que foi o jogo seguiram-se nos dias a seguir. É um fantástico sinal quando os nosso rivais salivam de raiva, procurando teorias, cada uma mais estúpida que a outra, para explicar as nossas vitórias. Foi isso um dos ingredientes do nosso sucesso durante tantos anos, ou seja, os nossos rivais enfiarem a cabeça na areia, não querendo ver o óbvio. Que continue a azia, as teorias, as notícias inventadas do correio das mentiras, etc, etc... Será um excelente sinal!!!

PS2: Se já haviam poucas dúvidas sobre a veracidade dos mails divulgados no escândalo nacional que anda a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção, o presidente do clube que anda a ser investido pelo Ministério Público assumiu para o país inteiro que tudo aquilo que foi divulgado é verdadeiro, real, existiu, não é fake, nem manipulação! A partir daqui, penso que está tudo dito, e já agora o Ministério Público tem o trabalho ainda mais facilitado com esta admissão de que tudo aquilo é verdade...

25 fevereiro, 2018

MÁQUINA TRITURADORA.


PORTIMONENSE-FC PORTO, 1-5

Depois da goleada estrondosa que o FC Porto sofreu na Uefa Champions League na recepção ao Liverpool, muitos temeram o pior, outros esfregavam as mãos de contentes e já faziam contas para mais um ano sabático dos Dragões. Puro engano! Os azuis-e-brancos na noite da derrota frente aos ingleses deixaram uma clara mensagem de união, força, crer, vontade e coragem para enfrentar o que resta da época.


De lá para cá, os portistas responderam muito bem com três jogos de grande intensidade e “trituraram” os adversários que lhe apareceram pela frente. Primeiro o Rio Ave no Dragão que foi brindado com cinco golos sem resposta. Depois na Amoreira, o FC Porto tinha os segundos 45 minutos do jogo que ficara suspenso 37 dias antes por cumprir, onde a perder por 1-0, fez três golos de rajada. E agora esta noite deu um festival de futebol em Portimão, derrotando por 5-1 os algarvios. Não foram só os resultados que mostraram a reacção à derrota com a equipa britânica. Viu-se também união dentro de campo com todos a remar para o mesmo lado e um futebol bonito, dinâmico com jogadas rápidas e golos em catadupa.

Estamos, frequentemente, a ver e a ouvir os paladinos da verdade e os defensores hipócritas do futebol a manifestar as suas preocupações com o espectáculo, com a promoção do futebol português aqui e além-fronteiras. No entanto, esta semana que passou vi e ouvi alguns aziados a colocar em causa os adversários que o FC Porto defrontou, pedindo investigações às suas actuações e, empoleirados numa comunicação social cada vez mais conspurcada, deixaram no ar suspeitas e interrogações sobre a seriedade dos jogadores. Metem nojo! Usam mentiras fabricadas nesses pasquins ao serviço do regime para do nada tentarem fazerem um caso, criarem climas de ódio e adoptarem estratégias ordinárias para tentar, sem olhar a meios, impedir o título azul-e-branco.


Mas não se esforcem muito. Nós não andamos a comer gelados com a testa. Já percebemos há muito tempo que a estratégia vai ser esta: lamber o cú ao vieira e tentar levar o clube do regime a mais uma vitória da mentira. Desengane-se quem pensar que vai conseguir algo. Nós estamos atentos e vamos continuar a estar bastante concentrados em fazer o nosso trabalho apenas dentro das quatro linhas. Estamos fortes, estamos coesos, estamos preparados para recuperar aquilo que nos pertence e que nos últimos quatro anos, não nos permitiram disputar e conquistar o título de uma forma séria e justa.

O FC Porto entrou no jogo de Portimão, à semelhança do que fez na Amoreira. Com intensidade, muita pressão sobre o adversário e uma estratégia que asfixiou por completo a equipa da casa. Foi desta forma que os Dragões trabalharam para construir mais uma vitória robusta. O FC Porto teve muita qualidade. Antes do primeiro golo, os Dragões tiveram duas oportunidades por Soares e Otávio.

O Portimonense teve aos 9 minutos a sua melhor oportunidade nesta etapa inicial. Foi na sequência de um livre cobrado por Nakajima em que Casillas saiu com pouco acerto e Fabrício rematou para a baliza, onde Felipe salvou um golo quase sobre a linha de baliza. Mas aos 10 minutos, numa jogada de grande nível, Brahimi deixou para Otávio, este desmarcou Soares na esquerda que, de primeira, colocou a bola na área e Marega abriu a contenda. Jogada de grande qualidade, digna de se ver e rever, meritória de ser promovida pelos paladinos. Mas, ah bem! Está quieto que o vieira não quer!


Aos 16 minutos, os portistas dilataram a diferença no marcador. Marega escapou pela esquerda, cruzou para a área e Otávio rematou para o 2-0, aumentando a vantagem. Depois desta entrada demolidora, os azuis-e-brancos pausaram o seu jogo e o Portimonense tentou reagir mas sem qualquer efeito. Apenas registo para uma incursão de Nakajima pela esquerda que terminou com um remate à malha lateral de Casillas. Só que aos 44 minutos, os Dragões sentenciaram a partida. Numa jogada pela direita, Maxi (boa exibição) cruzou tenso e rasteiro e Marega só teve que disparar para a baliza. 3-0 ao intervalo era um resultado muito bom e que dava ao FC Porto margem para gerir, pensando nos jogadores e nos próximos compromissos.

Mas na etapa complementar, Sérgio Conceição não admitiu poupanças. No jogo de estreia a titular, Dalot, que substituiu o lesionado Alex Telles, esteve em grande. Após uma primeira parte mais discreta mas cumprida com acerto, o miúdo da formação portista abriu o livro. Por outro lado, Herrera e Marcano em risco de exclusão para o próximo jogo, caso fossem admoestados, mantiveram-se em campo. O primeiro jogou até aos 60 minutos e o segundo fez o jogo completo.

Aos 59 minutos, Diogo Dalot desceu à área, puxou a bola para o pé direito e cruzou a bola milimetricamente para a cabeça de Soares. O brasileiro só teve que encostar, obtendo o quarto golo da noite. A seguir, Herrera (que pulmão!) cedeu o lugar a Óliver Torres e uns minutos mais tarde Marega foi poupado, sendo rendido por Hernâni e Soares, com uma mialgia, passou o testemunho a Waris.


Mas antes das duas últimas substituições, aos 68 minutos, Dalot não se ficou pela amostra. Cruzou de pé esquerdo para a área e Brahimi atirou para a baliza. Cinco golos sem resposta e com Dalot a fazer de Telles nas assistências. O festival de golos azuis-e-brancos poderia ter sido maior, caso Hernâni tivesse concretizado duas oportunidades de golo. A primeira num cruzamento em que a bola bateu na trave da baliza e depois num chapéu soberbo, quase do meio-campo que passou a rasar a baliza algarvia.

Em tempo de descontos, o Portimonense reduziu para 1-5. Na conversão de um livre à entrada da área portista, a bola foi cabeceada por Lucas Possignolo, que desviou de cabeça para a baliza. Casillas ainda lhe tocou mas a bola já tinha o destino das redes.

Destaques finais para a grande forma que a equipa atravessa que faz com que as ausências de jogadores importantes por lesão como Danilo, Ricardo, Telles e Aboubakar não se tenham feito sentir; para Dalot com uma estreia absolutamente soberba; para Marega com mais dois golos; e para a boa actuação de Maxi que pareceu estar a ganhar grande confiança para o que resta da época.

O FC Porto defronta o Sporting na próxima Sexta-feira. Um jogo decisivo que poderá definir muito da época que agora entrou no seu último terço. Em caso de vitória, os portistas afastam praticamente o seu adversário da luta pelo título.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Continuamos no nosso caminho”

A análise ao jogo
“Foi um jogo que tornámos mais fácil do que o previsto. Como sempre entrámos fortes, conseguimos marcar cedo. Sabíamos como explorar algumas fragilidades defensivas do Portimonense e o primeiro golo é um bom exemplo disso. A estratégia passava por meter intensidade no jogo, condicionar a dinâmica do Portimonense. Estávamos precavidos para o jogo direto, estivemos também muito bem na aproximação à segunda bola… Acho que estivemos bem em todos os momentos do jogo. Fizemos um jogo muito positivo, sempre atentos ao ponto forte do adversário, que são as transições defesa-ataque. Depois do 2-0, baixámos um pouco a agressividade e a intensidade, o que permitiu ao Portimonense criar uma ou outra situação no seu último terço.“

“Foi um jogo muito bem conseguido, dentro daquilo que têm sido os nossos jogos, em que ficou demonstrado, mais uma vez, que somos uma equipa com uma dinâmica muito forte, com um espirito ganhador muito grande. Mas não passa de três pontos, temos muitos pontos em disputa, uma caminhada grande a fazer. Volto a dizer, como disse na antevisão, que ainda não conseguimos nada, não conquistámos nada, continuamos no nosso caminho e deixo uma palavra ao Portimonense, que tem feito um campeonato muito bom, é uma excelente equipa, cheia de jogadores de qualidade, mas que hoje encontrou um FC Porto muito forte.”

O momento da equipa
“Sinto que estamos bem, a jogar bem, confiantes, estamos a ganhar, mas estamos sempre alerta e desconfiados do momento. Estes cinco pontos de vantagem não querem dizer absolutamente nada. Volto a dizer que o mais importante é acabar com mais um ponto do que o segundo classificado.”


Demonstração de força antes do clássico
“Não jogamos para demonstrar nada aos outros, mas para demonstrar a nós próprios que somos capazes de meter em prática o que trabalhamos e meter essa exigência, esse rigor, essa determinação e grande ambição diária que existe em todo o jogo. Depois, obviamente que ficamos agradados em ganhar jogos, em fazer exibições fantásticas como esta, mas não jogamos nem vivemos a pensar naquilo que os outros podem ou não fazer.”

A estreia de Dalot a titular
“É um miúdo que tem feito um trabalho excecional na equipa B. Aproveito para mandar um abraço ao Folha, porque esta preocupação e este trabalho que está aqui hoje tem a ver com o trabalho de Folha na equipa B. Nós damos orientação e trabalhamos no processo da nossa equipa. Dalot tem um comportamento muito bom, mas é só um jogo. O sucesso não tem a ver com fazer uma ou outra boa exibição, mas sim dar continuidade e cada vez mais afirmar-se no FC Porto, e ele tem qualidade para isso. É um jogador de grande qualidade.”

A lesão de Soares
“Ainda não tenho informações, amanhã vamos avaliar e vamos saber com mais pormenor o que se passa.”

​O apoio dos adeptos
“O fim do jogo com o Liverpool foi um momento muito marcante, verdadeiramente importante, Não é normal a forma como os adeptos apoiarem a equipa e mostraram que estão com ela. Esse momento está marcado na minha cabeça e no dos jogadores. Merecem que cheguemos ao fim do campeonato e lhes dêmos essa enorme alegria, que é sermos campeões.”



RESUMO DO JOGO

21 fevereiro, 2018

45 MINUTOS À PORTO.


ESTORIL-FC PORTO, 1-3

Soberbo, mágico, vertiginoso, asfixiante, terrível, poderoso… poderia começar a minha crónica com o título destes. Mas o título que atribuí é muito mais abrangente. O FC Porto cumpriu os segundos 45 minutos do jogo interrompido frente ao Estoril e revelou-se implacável. Derrotou os canarinhos em toda a linha com ataques fulminantes à sua baliza.

Encontrando-se a perder ao intervalo por 1-0 desde o dia 15 de Janeiro, o FC Porto teria que entrar fortíssimo para virar o jogo a seu favor e, deste modo, aumentar a vantagem para os seus perseguidores de 2 para 5 pontos. Este jogo revelava-se de uma extrema importância para o que aí vem: as grandes decisões do último terço da prova.


O FC Porto apresentou-se neste jogo com o mesmo onze com que esmagou o Rio Ave no Domingo passado. Mas em relação ao onze que jogara na Amoreira a 1ª parte deste jogo com o Estoril, os Dragões mudaram seis peças. Sabendo que caso os jogadores que alinharam nesse primeiro tempo saíssem da equipa, não poderiam ir para o banco, Sérgio Conceição aproveitou muito bem a embalagem do jogo frente ao Rio Ave e não hesitou em deixar de fora dos convocados jogadores como José Sá e Reyes. Outros por lesão ou por terem saído do clube no mercado de Janeiro já não entravam nas contas. O banco não foi o melhor banco, mas para 45 minutos de jogo, a sua preponderância no jogo era reduzida.

O FC Porto entrou com tudo no jogo, procurando o golo desde o primeiro minuto. Até ao golo do empate, os Dragões tiveram duas oportunidades de perigo para chegar ao golo. Marega, na primeira jogada, ganhou a bola e arrancou pela direita, provocando calafrios na defensiva contrária. Depois Soares fugiu pela esquerda, cruzou para a área e Herrera, de pé esquerdo, rematou colocado para grande defesa de Renan.


Aos 53 minutos, o FC Porto empatava a partida. Num livre superiormente cobrado por Alex Telles na direita do ataque portista para a área, a bola caiu na grande área e depois entrou a bater no poste de Renan. Na repetição do lance a benfica tv3… perdão, a sporttv, mostra o lance de um possível fora-de-jogo de Soares que terá tentado jogar a bola e, dessa forma, condicionou a acção do guarda-redes contrário. Mas depois verificou-se que a sporttv mostrou ser pouco rigorosa (intencionalmente ou não, eu não sei) porque no momento em que parou a imagem e colocou a linha de fora-de-jogo, a bola já tinha partido do pé de Alex Telles.

Uma forma muito habilidosa de influenciar massas, criar a discórdia e alimentar ódios e rivalidades malignas. Até ao momento, a Sporttv ainda não veio corrigir este erro (se é que foi um erro), mantendo-se impávida e em silêncio perante este lance. Depois uns comentários nojentos de um frustrado, torna este canal cada vez menos credível e sério perante a opinião pública. Tenham vergonha, cartilheiros e avençados do regime. Uishhh!


Logo a seguir ao golo portista, Alex Telles lesionou-se com gravidade num lance em que cortou a bola mas o joelho cedeu. Telles foi forçado a sair e a deixar as hostes azuis-e-brancas em sobressalto, uma vez que estamos perante um dos jogadores mais decisivos da equipa. Para o seu lugar, entrou Diogo Dalot.

O FC Porto precisava de mais um golo para conquistar os três pontos. Jogando com uma intensidade alucinante, o Dragão chegou ao segundo golo seis minutos após o golo do empate. Marega escapou-se pela direita, rematou para defesa de Renan, Herrera fez a recarga, o remate sobrou para Soares que, à boca da baliza, só teve que encostar. O jogo diabólico dos azuis-e-brancos colocou a equipa canarinha com a cabeça à roda, completamente perdida.

Aos 67 minutos, o FC Porto fechou a partida com mais um golo. Remate de Corona na direita, defesa de Renan e Soares, mais uma vez, a encostar para a baliza. Em 14 minutos, o Dragão fez três golos e arrumou a questão do jogo que muita gente por aí alimentava com a esperança que o Dragão se mantivesse colado aos dois rivais da segunda circular.


Depois dos três golos, surgiram as alterações e o ritmo de jogo baixou. Os azuis-e-brancos geriram o jogo a seu bel-prazer. Mantiveram-se atentos a eventuais investidas dos canarinhos que nunca aconteceram e aproveitaram para substituir Corona (lesionado num dedo) por Hernâni e Brahimi por A. André, a pensar no próximo jogo no Domingo em Portimão.

Com cinco pontos de vantagem na liderança, o FC Porto tem uma boa almofada para poder gerir o último terço do campeonato com alguma margem, lamentando apenas as lesões de Alex Telles e Corona que, apesar de tudo, não serão tão graves como se chegou a temer.

O FC Porto cumpre agora um mini-estágio em Lagos até Domingo, dia em que joga frente ao Portimonense a contar para 24ª Jornada da Liga NOS. Uma vitória será fundamental, uma vez que cinco dias depois receberá, no seu reduto, o Sporting. Poderemos estar perante a primeira grande decisão da época no que respeita ao campeonato.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Fomos uma equipa à nossa imagem”

Continua o “campeonato fantástico”
“Retificámos uns primeiros 45 minutos não muito bem conseguidos, mas devo lembrar que nessa primeira parte tivemos três ou quatro oportunidades para fazer golos. Hoje tínhamos que dar a volta e, além da estratégia para o jogo, sabíamos que tínhamos de entrar com a intensidade máxima em apenas 45 minutos. Foi o que fizemos e acho que não o fizemos diferente dos outros jogos. Simplesmente não conseguimos estar sempre a mil por cento no que à agressividade e intensidade diz respeito, pois há jogos menos conseguidos. Em termos gerais, temos sido isto. Por isso é que estamos em primeiro e a fazer um campeonato fantástico.”

45 minutos à imagem do FC Porto
“Penso que quem estava a ganhar entrou para este jogo em vantagem e o Estoril também alinhou com outros jogadores, mais disponíveis e mais frescos. No segundo tempo ia fazer duas substituições, metendo dois jogadores que jogaram hoje, que era o Tiquinho e o Corona, e com maior ou menor dificuldade era nossa intenção dar a volta ao jogo. Foi mais um espelho do que é o FC Porto desta época, com um espírito muito forte e uma capacidade de perceber que o jogo depende sempre do que nós fazemos. Os jogadores têm percebido isso e assim fica mais fácil ganhar.”


As contas do campeonato
“Acho que vai ser uma luta até ao fim. Temos dois grandes rivais atrás de nós, duas equipas muito competitivas, duas grandes instituições. Estamos na luta e os pontos estão mais difíceis para toda a gente. É com esta mentalidade que nós nos queremos manter em primeiro e no fim não precisamos de ter cinco, precisamos de ter só mais um do que o segundo classificado para festejar.”

As lesões de Alex Telles e Corona
“Sobre o Alex Telles, as notícias não parecem muito favoráveis. Vamos esperar. Ele vai fazer os exames, tal como o Corona, que teve um problema na mão. Vamos ver com calma e falaremos amanhã. Nesse sentido o jogo custou-nos caro. Talvez tenhamos perdido hoje dois elementos do grupo, mas aqui continuamos.”



RESUMO DO JOGO

SOB A SOMBRA DOS CINCO.


Nesta última semana, quer parecer que o número 5 assentou arraiais no Dragão. Tanto por péssimas como por mais simpáticas razões. Metendo o coração de adepto no congelador, os últimos dois jogos foram em tudo semelhantes. Se os resumíssemos, em cada um deles existiu uma equipa mais forte de um lado, e outra arrojada e voluntariosa no outro. Em ambos, a goleada foi-se avolumando sem que tenhamos visto os favoritos suarem em demasia a camisola. Se continuássemos nestes jogos de espelhos e semelhanças, temos que numa delas, só a mais recente contratação de inverno (Van Dijk) representa quase todo o orçamento para o futebol portista. No outro oposto, só o suplente Óliver representa mais do dobro do orçamento para o futebol do Rio Ave. Cruas analogias racionais que ajudam a explicar em muito os seus resultados gélidos e pouco românticos.

Como parca consolação, mesmo que contra todas as probabilidades, prefiro ver uma equipa que almeja ombrear com os gigantes, apesar de correr o risco de que numa noite má possa por eles ser esmagada, do que jogarmos com os subterfúgios e a mesquinhez defensiva das mentes pequenas, com o ideal do empate ou a derrota mínima, deixando aos deuses (ou ao Nhaga) a possibilidade da vitória. O resultado da passada semana está longe de ser um exclusivo nosso. Todos os grandes colossos europeus algures já saborearam o travo amargo de tão dilatadas derrotas. Contudo, não foram esses desaires que os fizeram deixar de ganhar. Pelo contrário, nas grandes equipas a raridade do desaire é combustível maior e obrigatório para a sede de vitória.

Nesse aspecto, Sérgio Conceição e seus rapazes não nos defraudaram neste domingo. Tão, ou mais, importante do que a queda, é a forma como se levanta dela. O que vimos anteontem, foi um campeão (re)erguer-se no Dragão.

Já que o cinco nos destroçou, e nos devolveu um cândido sorriso, que o algarismo se mantenha depois do jogo de logo com o Estoril. 5 pontos de avanço para os rivais seriam uma importante almofada de conforto para alcançarmos aquilo que queremos, e merecemos. O título de Campeão!


Quem segue os meus escritos sabe que defendo sempre a inclusão dos melhores jogadores na equipa titular. Como tal, para além do resultado, no passado domingo demos um importante passo para fortalecer a equipa. Refiro-me obviamente ao regresso de Iker Casillas à titularidade. Para os detractores do espanhol, concordo que não será decerto com esta idade que Iker vai começar a acertar as saídas em todos os cruzamentos, ou que consiga colocar milimetricamente as bolas nas reposições. O que os "haters" terão também de concordar comigo, é que Iker vai dar aos colegas, algo que o jovem português ainda não é capaz, algo tão simples como dois estados de espírito básicos: Segurança e Confiança!

Apesar da mudança para melhor, longe de mim insinuar que José Sá seja um mau guarda-redes. Ou mesmo um caso perdido no FCP. Se compararmos, por exemplo, com Rui Patrício naquela idade, o jovem portista está num patamar superior. Decerto todos se lembram das "infelicidades" contínuas que o actual guardião do Sporting e da Selecção Nacional tinha no início da carreira. Apenas a insistência no jovem Patrício pelo Paulo Bento, mesmo com nomes mais ou menos cotados no banco, permitiu a sua evolução. Contudo, se o Sporting pôde (ou deu-se ao luxo) de investir cegamente na formação de um activo para agora tirar frutos, é uma opção leonina. No FC Porto queremos títulos. Não podemos andar a brincar com uma posição tão específica e fulcral numa equipa de futebol. Displicências dessas já nos custaram duas taças com NES e uma com o já desgastado Helton na baliza.

Felizmente, ao que tudo indica, ainda fomos a tempo de corrigir uma das (raras) opções erradas de Sérgio nesta temporada. Quanto ao futuro, decerto que José Sá ainda terá uma palavra a dizer.

Cumprimentos Portistas.

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

O jogo da semana será o único jogo disputado em nossa casa. A equipa de BASQUETEBOL entrava para esta jornada depois da má performance no troféu Hugo dos Santos. O adversário era o Lusitânia. O jogo abriu com os Açoreanos fortes e só a boa entrada de Marcus Gilbert permitiu que os visitantes não fugissem no marcador. Depois, e até ao fim do 1º período, a nossa equipa assumiu a liderança do jogo também assente na perda do base "açoreano" Pedro Catarino. O fim do 1º período chegou com 23-16 para a nossa equipa.

O 2º período foi de afirmação da nossa equipa que com um parcial de 23-11 levou o jogo ao intervalo para uma vantagem de 46-27. O 3º período voltou a ser favorável à nossa equipa por 29-17 o que deixava o jogo com uma vantagem de 75-44 com 75% do jogo decorridos. O último parcial seguiu a tendência dos anteriores o que colocou o resultado final em 100-65.

O próximo jogo será a receção à Ovarense (quarta-feira 1/3 às 20h30)


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de ANDEBOL deslocou-se a Avanca em jogo da 23ª jornada e uma vitória por 34-26 foi o resultado de um jogo que ao intervalo apresentava uma vantagem de 20-13 para a nossa equipa.

O próximo jogo será realizado sábado às 18h00 com a receção ao Belenenses.

A equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Vic para a 5ª jornada da Liga Europeia. A nossa equipa já havia garantido o 1º lugar na jornada anterior enquanto o Vic só através de uma conjuntura muito favorável de resultados poderia ambicionar o apuramento.

A equipa do Vic andou sempre na frente do marcador e antes dos 10 minutos já lideravam por 2-0. A nossa equipa ainda reduziu para 2-1 mas aos 15 minutos novo golo dos catalães. Até ao intervalo mais 1 golo para a nossa equipa. A abrir a 2ª parte chegamos ao empate. Até ao fim do jogo mais 1 golo para cada equipa com o nosso a ser alcançado a menos de 3 minutos do apito final.

O próximo jogo é quarta-feira (21/2) com a deslocação a Viana do Castelo.


Abraco,
Delindro

20 fevereiro, 2018

VERDADES DE “LA PALISSE”.


Parece uma verdade de “La Palisse” dizer que todos os jogos até ao final do campeonato serão autenticas finais, cada lance de golo falhado, cada frango sofrido, cada passe mal feito ou cada ponto perdido pode ser a “morte do artista”.

Do meu ponto de vista, a próxima semana não ditará obviamente qualquer decisão definitiva em relação ao futuro campeão mas ajudará muito a perceber quais as linhas em que se vai desenrolar o que resta do campeonato.

O FC Porto depende única e exclusivamente de si para na semana que se segue ganhar uma vantagem interessante (mas longe de ser definitiva claro!) na liderança. Caso contrário, o campeonato continuará com 3 equipas separadas por uma margem reduzidíssima, em que qualquer erro poderá significar a perca de uma liderança que o FC Porto tem segurado praticamente desde a 1ª jornada. Aquilo que o ciclo Amoreira/Portimão vai ditar fundamentalmente é se a margem de erro do FC Porto se vai reduzir a zero (caso não vença os dois jogos) ou se vai alargar para uma margem confortável (caso vença os dois jogos). E isto pode fazer toda a diferença nas contas finais do campeonato.

Fica bem evidente, portanto, a importância destes 2 jogos, antes da receção ao Sporting. Soa a verdade de "La Palisse" mas joga-se por isso muito do futuro do FC Porto nas próximas semanas.

Sobre o “furacão Liverpool” que assolou o Dragão na passada 4ª feira, gostaria também de dizer algumas verdades de “La Palisse” sobre o que me pareceu o jogo e sobre vários disparates que vi escritos sobre o que se passou no jogo:
  1. Perder 5/0 é, em qualquer das circunstancias, um resultado demolidor para um clube recordista de participações na Champions League, a par do Manchester United e Real Madrid, como é o FC Porto. Nada disfarça, nem reduz a enorme dor em relação àquele resultado de 4ª feira, o pior da história do FC Porto nas competições europeias em jogos caseiros;

  2. Não é verdade, como pateticamente vi escrito e dito em alguns lados, que o FC Porto tenha tido uma atitude de medo em relação ao Liverpool. Analisando seriamente o jogo, e retirando a carga emocional do mesmo, os primeiros 25 minutos foram equilibrados, sendo que a única equipa capaz de criar uma ocasião de golo foi mesmo o FC Porto através de um remate de Otávio transviado num defesa inglês. Depois surgiu o primeiro golo após dois erros graves de Sá, logo a surgir surgiu o segundo e o FC Porto caiu a pique. Quase a terminar a 1ª parte, Soares ainda podia ter dado alguma esperança com um remate a pouca distancia da baliza e… a partir daí assistimos a uma exibição confrangedora e a uma enxurrada de erros e disparates, atrás de disparates, o que num jogo frente a um Liverpool pode sempre dar no que deu;

  3. Resta reparar a imagem no jogo da 2ª mao em Anfield, mesmo tendo em conta que no mesmo se terão de poupar vários jogadores a pensar obviamente naquilo que até final da época terá de ter prioridade maxima: o campeonato!
Resta desejar que tudo corra bem e que o bom trabalho realizado até aqui continue a dar os seus frutos até final da época. A verdade é que dá claramente a sensação que teremos de ser perfeitos para levar de vencida este campeonato. Se queremos ser campeões não poderemos perder a liderança até final do campeonato, porque uma vez perdida, e sabemos bem para quem, jamais a recuperamos. Por isso há que mantê-la com unhas e dentes!! FORÇA FC PORTO!

18 fevereiro, 2018

O REGRESSO À NORMALIDADE.


FC PORTO-RIO AVE, 5-0

O regresso à normalidade no FC Porto é o regresso às vitórias gordas no Dragão. Os azuis-e-brancos, na ressaca da noite trágica europeia, retomaram os caminhos das vitórias na Liga NOS, principal objectivo da temporada. E não se fizeram rogados. “Esmagaram” um Rio Ave que é das melhores equipas do campeonato quer em termos de pontuação, quer em termos de futebol jogado.

De regresso também esteve Iker Casillas ao onze inicial para a principal prova portuguesa. O espanhol já não actuava na Liga Portuguesa desde Outubro e não foi surpresa para a generalidade dos adeptos do futebol assistir a este regresso. Depois da pouca inspirada exibição de José Sá na última partida e da necessidade de acrescentar experiência e maior qualidade na recta final da presente época, só aos mais distraídos, pode surpreender a opção de Sérgio Conceição na entrega da baliza a Iker Casillas.


O jogo do FC Porto, frente aos vilacondenses, ficou facilitado logo aos 2 minutos da partida. Jogada pela esquerda, cruzamento de Telles para a área onde Soares tocou para Sérgio Oliveira e este, num remate colocado à entrada da área mas sem muita força, abriu o marcador na noite do Dragão. O FC Porto ameaçou de seguida com um livre cobrado por Brahimi a castigar derrube a Soares em que só faltou a amostragem da cartolina certa. Mas como sabemos, os padres fazem o que querem e só assinalam o que lhes interessa.

Aos 22 minutos, Soares fez o segundo golo num cabeceamento após canto de Telles e aos 34 minutos Marega, desmarcado na esquerda por Brahimi, cruzou contra o corpo de Marcelo e a bola só parou no fundo das malhas, ampliando o resultado para três golos sem resposta.


Ao intervalo a vantagem era bastante confortável e merecida. O Rio Ave não abdicou do seu modelo de jogo e não alterou o seu sistema por defrontar o FC Porto. Tentou jogar o jogo pelo jogo. É de saudar mas perante equipas com qualidades distintas, não há muito a fazer.

Na etapa complementar, o FC Porto geriu o jogo e deu iniciativa ao seu adversário em alguns momentos, mas não deixou de tentar visar a baliza de Cássio. Sérgio Oliveira saiu, por questões de gestão, e entrou Óliver. João Novais colocou duas vezes Iker Casillas à prova e o jogador portista correspondeu como se esperava. No primeiro lance, o jogador vila-condense beneficiou de um livre que só existiu na cabeça do artista do apito.


O quarto golo apareceu aos 72 minutos da partida na cobrança de um livre junto à bandeirola de canto. Alex Telles (quem havia de ser?) cobrou e Marega correspondeu de cabeça obtendo um golo de belo efeito.

Doze minutos depois, Hernâni, entrado para o lugar de Corona, teve uma bela jogada dentro da grande área e foi carregado pelas costas. O árbitro “fechou os olhos”, a bola sobrou para Maxi que rematou contra Marcelo e Soares colocou-a, de seguida, dentro das redes.

Prontamente anulado o golo pelo padre, o VAR interveio para validar o golo, corrigindo a calinada do padre de campo. Não podendo assinalar a grande penalidade sobre Hernâni por questões de protocolo, o VAR limitou-se a corrigir o erro do artista na questão do golo anulado. Fique sabendo o Sr. Xistra que um empurrão na grande área nas costas dá direito a grande penalidade e em situações destas não se aplica a lei da vantagem.


Notas finais para a estreia de Diogo Dalot no campeonato, substituindo Alex Telles e para a bela moldura humana no Dragão. Pela negativa, o excesso de zelo e de necessidade de protagonismo do padre xistrense que assinalou ao FC Porto quase 30 faltas ofensivas (muitas delas absurdas) num jogo em que a goleada por cinco bolas sem resposta torna mais do que evidente que este padre é um péssimo promotor do espectáculo.

Próxima paragem na Amoreira na Quarta-feira para jogar os segundos 45 minutos da partida com o Estoril que foi interrompida no dia 15 de Janeiro. Ao intervalo, o FC Porto encontra-se em desvantagem. Entrar com tudo e contra tudo são as palavras de ordem para conseguir resgatar 3 pontos muito importantes rumo ao objectivo.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não tinha dúvidas de que íamos dar o máximo”

Caráter e personalidade
“Não entrámos a pensar no jogo com o Liverpool. Preparámos o jogo de forma tranquila, sabendo o que tínhamos de fazer frente a uma boa equipa, que está a realizar um excelente Campeonato. O caráter e a personalidade dos jogadores ficou sempre demonstrado após resultados negativos, não foi só hoje. Não tinha dúvidas de que íamos dar o máximo, mas podia acontecer que esse máximo não fosse suficiente. Entrámos forte, agressivos, no bom sentido, e conseguimos não deixar o Rio Ave sentir-se confortável no jogo. A nível de equilíbrio defensivo, também estivemos muito bem. Fizemos cinco golos, poderíamos ter feito mais, mas a diferença ajusta-se ao que se passou em campo.”

A prioridade é o Campeonato
“Há quatro ou cinco equipas que lutam pela Liga dos Campeões e depois pode haver uma ou outra surpresa. Defendemos um clube que tem história na Liga dos Campeões, mas mesmo os clubes que querem ganhar a Liga dos Campeões têm como principal objetivo a conquista do Campeonato. O nosso foco é o Campeonato, mas é claro que não gostamos de perder da forma que perdemos frente ao Liverpool. Não existe aquela diferença entre as duas equipas. Foi uma noite má da nossa parte.”


Casillas na baliza
“Faz parte das minhas opções, não mais do que isso. Os quatro guarda-redes têm trabalhado de uma forma fantástica e cabe-me escolher. Se puder escolher, creio que não existe qualquer maldade nisso. Foi simplesmente uma opção. Houve jogos em que o José Sá se calhar não esteve tão bem e continuou a jogar. Achei que neste período era importante a experiência de alguns jogadores em campo, além da qualidade, claro. Foi um conjunto de situações que avaliámos para depois decidirmos.”

Intensidade é imagem de marca
“Salvo raras exceções, temos sido intensos a época toda. Somos uma equipa que quer recuperar a bola rápido e que constantemente ganha duelos no jogo. Hoje foi isso que aconteceu. É pena por vezes os árbitros não interpretarem esses duelos e marcarem demasiadas faltas. Por vezes, apita-se demasiado no futebol português.”

Os 45 minutos que faltam no Estoril
“Desde o início do Campeonato que procuramos sempre a baliza adversária. Às vezes é preciso gerir melhor a posse de bola, etc, mas somos uma equipa muito objetiva, sempre à procura do golo. Da mesma forma que não pensámos no jogo com o Liverpool, também não pensámos nos 45 minutos que faltam jogar no Estoril. É um jogo especial e vamos entrar com muita vontade de ganhar, como sempre.”



RESUMO DO JOGO