30 janeiro, 2012

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 17ª jornada

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Tribunal O JOGO: Gil Vicente FC 3-1 FC Porto
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal) / Assistentes: António Godinho e Paulo Ramos / Quarto árbitro: Vasco Santos.


Erros prejudicam dragões

Apenas num dos lances mais polémicos é que há unanimidade na análise dos nossos especialistas: todos entendem que há fora-de-jogo na jogada que precedeu o penálti a favor do Gil Vicente. Sobre dois alegados penáltis que ficaram por marcar contra a equipa de Barcelos, no de Daniel sobre Defour apenas Pedro Henriques entende que não houve nada e, no de Adriano sobre Kléber, é Jorge Coroado que defende ter sido correcta a decisão do árbitro.



Momento mais complicado

23' Ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Daniel sobre Defour?

Jorge Coroado
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Óbvio que sim. Daniel, sem necessidade, rodou o braço esquerdo para trás e a altura despropositada para evitar a progressão de Defour. Atingiu-o na face e contribuiu para a sua queda. Impunha-se grande penalidade e cartão amarelo por comportamento antidesportivo.

Pedro Henriques
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Daniel, ao rodar sobre si próprio e tendo a posição definida e ganha, toca com o braço em Defour. Parece um contacto natural e sem infracção que acontece em função do movimento de ambos os jogadores na procura da bola.

Paulo Paraty
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Daniel, na sua rotação, abre o braço esquerdo, atinge a face de Defour e impede-o de disputar a bola. É um lance difícil de avaliar pela sua velocidade, mas justificava punição através de uma grande penalidade.



Outros casos

15' Há mesmo falta de Souza sobre Rodrigo Galo no livre que dá origem ao 1-0?
20' Mão na bola ou bola na mão de Otamendi na sua área? Era grande penalidade?
45' Pedro Moreira está em fora-de-jogo antes do lance que dá origem ao penálti?
45' Bem assinalada a grande penalidade por braço na bola de Otamendi?
49' Havia penálti por falta de Adriano sobre Kléber?

Jorge Coroado
+
Ambos levantaram os pés em jogo perigoso. Souza fê-lo ligeiramente mais cedo, justificando a punição de que foi alvo. Livre indirecto bem assinalado.
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Bola na mão: pontapé muito próximo, Otamendi encostou o braço ao ventre em gesto de protecção. Considerar passível de penálti é absoluta estultícia.
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Estava e não era pouco, mas o assistente António Godinho estava bem pior colocado, por isso não viu e não assinalou. E dão insígnias a esta gente...
+
Otamendi foi objectivo no gesto efectuado, alargando o movimento com o braço direito e travando a trajectória da bola.
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Foi bem visível Kléber a movimentar o pé esquerdo na procura de contacto com o guarda-redes. A haver infracção, seria do portista por simulação.

Pedro Henriques
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Souza e Rodrigo Galo disputam a bola de igual forma, ambos com os pés levantados, não havendo por isso motivo para infracção alguma.
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O remate é de muito perto, de forma inesperada. Otamendi tem o braço esquerdo numa posição normal, e é a bola que lhe vai bater. Acção não deliberada.
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Pedro Moreira, quando recebe o passe do seu colega, está adiantado em relação ao penúltimo adversário. Estava por isso em fora-de-jogo.
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Otamendi, de forma deliberada e ostensiva, com o braço direito, toca na bola. Uma grande penalidade correctamente assinalada por indicação do assistente.
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Um lance de televisão, mas com acesso à repetição vê-se que Adriano sai da baliza e, em tackle deslizante e fora de tempo, derruba Kléber.

Paulo Paraty
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Souza pratica jogo perigoso, e Bruno Paixão pune-o com livre indirecto. Poder-se-á discutir se Rodrigo Galo age em protecção ou tem uma acção análoga.
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É uma bola chutada de muito próximo que terá batido no braço ou no ventre de Otamendi, que estavam encostados. Seria sempre uma acção (legal) de protecção.
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A imagem parada da TV mostra-nos Pedro Moreira adiantado em relação à linha de fora-de-jogo no momento do passe. Lance difícil para o assistente por ser muito próximo de si.
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Otamendi, no seu salto, roda o corpo e joga a bola com o cotovelo, obstruindo a sua passagem. Grande penalidade e cartão amarelo correctos.
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Equipa de arbitragem com dúvidas sobre se a bola estaria no terreno de jogo. O que é facto é que Adriano não joga a bola e rasteira Kléber.



Apreciação global

Jorge Coroado
Em jogo com algumas complicações, por culpa própria ou de terceiros, não saiu da irregularidade que lhe é conhecida. Falhou técnica e disciplinarmente.

Pedro Henriques
Entre muitas e boas tomadas de decisão da equipa de arbitragem, houve algumas importantes, influentes e decisivas menos bem conseguidas.

Paulo Paraty
Um jogo com muitos lances complicados e decisivos. Algumas decisões incorrectas demonstram que o trabalho final terá saído aquém do planeado.



fonte: ojogo.pt

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