08 agosto, 2015

FESTA TERMINOU SEM GOLOS.

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FC Porto-Nápoles, 0-0

Jogo preparação
Sábado, 8 Agosto 2015 - 20:30
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 48.109


Árbitro: Vasco Santos.
Assistentes: Álvaro Mesquita e Bruno Trindade.
4º Árbitro: Rui Costa.

FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Cissokho, Rúben Neves, Imbula, Herrera, Varela, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton (46' Casillas), Raúl Gudiño, Martins Indi (46' Danilo), Dani Osvaldo (62' Aboubakar), Tello (18' Brahimi), Sérgio Oliveira (62' Imbula), José Ángel (40' Cissokho), Evandro, Hernâni (71' Tello), André Silva, André André (46' Herrera), Ricardo (62' Maxi Pereira), Danilo Pereira (46' Rúben Neves), Bueno (46' Varela), Lichnovsky (84' Maicon), Alex Sandro.
Treinador: Julen Lopetegui.

NÁPOLES: Pepe Reina, Maggio, Albiol, Chiriches, Hysaj, Valdifiori, Hamsik, Insigne, Allan, Gabbiadini, Mertens.
Suplentes: Rafael (78' Pepe Reina), Gabriel, Henrique (84' Hysaj), Callejón (46' Mertens), Jorginho (59' Valdifiori), Higuaín (59' Gabbiadini), David López (46' Hamsik), Dezi, Koulibaly (71' Insigne), Ghoulam (78' Allan), El Kaddouri (71' Albiol), Inler (78' Maggio), Luperto.
Treinador: Maurizio Sarri.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: -.
Disciplina: cartão amarelo a Sérgio Oliveira (87').

O plantel bem gostaria de ter presenteado a casa cheia no Dragão com golos, mas o jogo de apresentação do FC Porto para a época 2015/16 terminou mesmo com um nulo. Ao velho estilo italiano, o Nápoles apresentou uma equipa cautelosa e determinada em não sofrer golos, o que se pode ter revelado um bom teste para encontrar soluções para a nova temporada. Este sábado, houve falta de pontaria e algumas boas intervenções de Pepe Reina, que impediram os portistas de marcar na noite em que em que Dani Osvaldo se estreou e em que Cissokho voltou a vestir de azul e branco, seis anos depois. O francês, bem como Brahimi, saíram lesionados, na nota mais negativa do encontro, que terminou com os adeptos portistas a aplaudir a equipa.

Nas escolhas iniciais, pareceu detectar-se a vontade de Julen Lopetegui estabilizar um onze tipo. Quatro dias depois de regressar ao clube, Cissokho assumiu a titularidade na esquerda da defesa, com Rúben Neves, Imbula e Herrera a comporem o meio-campo. Na frente, Varela, Aboubakar e Brahimi iniciaram o encontro, mas o argelino foi forçado a dar o lugar a Tello logo aos 18 minutos, por lesão. Esse facto não travou uma primeira parte dominadora dos Dragões, que demonstraram uma clara vontade de agradar aos sócios e de impor um ritmo elevado.

Perante um adversário que procurou essencialmente defender bem (mas não muito recuado no terreno) e lançar contra-ataques, foram os Dragões a criar mais situações de perigo. Aos quatro minutos, Herrera quase abria o marcador numa intercepção que saiu caprichosamente por cima da trave; aos 13, Marcano cabeceou ao lado, após cruzamento de Varela; e aos 28 foi Herrera a não acertar no alvo, servido por Maxi. Varela esteve especialmente activo, quer na ala direita quer na esquerda, e praticamente ofereceu o golo a Tello, que rematou ao lado, aos 37. A falta de pontaria foi evidente e do outro lado o Nápoles não parecia estar tão disposto a perdoar - na única oportunidade da primeira parte, Insigne obrigou Casillas a uma defesa difícil, aos 23.

Para além da troca de Cissokho por José Ángel, no final da primeira parte, Lopetegui fez cinco substituições ao intervalo. Casillas, Marcano, Rúben Neves, Herrera e Varela cederam o lugar a Helton, Martins Indi, Danilo, André André e Bueno, que se posicionou como extremo esquerdo. A ideia parece ter sido ver em campo cinco concorrentes directos dos jogadores que iniciaram a partida. Os dados da partida não se alteraram muito, se bem que, com tantas substituições, o futebol se tenha tornado mais incaracterístico. Aos 58 minutos, parece ter ficado por marcar uma falta de Hysaj sobre Maxi, que daria direito a uma grande penalidade.

As substituições continuaram - nenhum jogador do FC Porto alinhou os 90 minutos - e a menor organização táctica favoreceu o futebol mais expectante do Nápoles, com Maggio a isolar-se na direita, aos 66 minutos, mas a rematar por cima. Dois minutos antes, Tello não tinha conseguido servir Dani Osvaldo, que se encontrava livre na área e pronto para marcar. Num último assomo, aos 74 minutos, Ricardo forçou Pepe Reina a uma defesa de recurso e depois foi José Ángel a disparar de fora da área, ligeiramente ao lado. Já nada havia a fazer e agora há que apontar baterias para a estreia na Liga portuguesa: é exactamente daqui a uma semana, no Dragão, às 20h45, e o adversário é o Vitória de Guimarães.



DECLARAÇÕES

​Lopetegui: “Vamos trabalhar muito para poder ganhar”

Julen Lopetegui sente que há no plantel do FC Porto uma enorme vontade de vencer e por isso promete “muito trabalho” para proporcionar alegrias aos adeptos na época que está prestes a arrancar. O último teste antes do início da Liga NOS frente ao Nápoles (0-0) foi ultrapassado com boa nota, considerou o técnico em declarações no final do encontro deste sábado, o primeiro no Estádio do Dragão em 2015/16.

As estatísticas finais da partida não deixam margem para dúvida. Os Dragões tiveram mais posse de bola (54 por cento contra 46), mais ataques (32-21), mais remates (15-9) e mais cantos (4-1). “Foi um jogo de grande nível, com ritmo, intenso, contra um adversário muito exigente, com jogadores de qualidade e experientes. Na primeira parte e nos primeiros 25 minutos da segunda fomos nitidamente superiores e tivemos oportunidades claras para marcar, mas nos últimos minutos houve alguma desordem, frutos das substituições que foram sendo feitas, porque quisemos utilizar quase todos os jogadores. Mas penso que foi positivo”, referiu Lopetegui. O técnico agradeceu a presença maciça dos adeptos que encheram a casa “num dia bonito de festa”, esperando que ela se repita no próximo sábado, na partida de estreia na Liga NOS, frente ao Vitória de Guimarães.

O treinador basco considera por isso que a equipa fez “uma boa exibição”, lembrando que o Nápoles não teve nenhuma ocasião clara de perigo, à excepção do último quarto de hora, e desvalorizou o facto de os portistas terem terminado a partida sem qualquer golo marcado: “Temos que continuar a trabalhar, a insistir, a criar oportunidades, esse é o caminho”. A nota negativa da noite foram mesmo as lesões: “Temos a lesão do Brahimi e a possível lesão do Cissokho. Vamos esperar para ver o que se passa com eles, mas quanto ao Brahimi suspeitamos que se trate de um problema muscular, infelizmente. É um jogador importante, que fez uma boa pré-época”, observou.

Ainda antes do início do encontro, no momento em que acordou o Dragão, após a tradicional dança pelo relvado, escreveu num papel a palavra “vencer” seguida de três pontos de exclamação. Lopetegui explicou o significado da mensagem: “Sinto que queremos vencer. Por todo o carinho que esta gente nos dá, pela cidade, pelos nossos adeptos. Vamos trabalhar muito para melhorar, ser competitivos e poder ganhar”.



RESUMO DO JOGO

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