16 janeiro, 2013

Aquele dia do Ano

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Ando o ano todo atrás do FC Porto, vibro em muitos estádios por esta Europa fora com o meu FC Porto, deliro com as nossas conquistas, defendo o nosso clube com unhas e dentes, defendo aqueles que me são próximos com a minha vida se for preciso, mas há um dia por ano que fico fora de mim, tudo me sobe à cabeça, o sangue ferve com facilidade, não consigo comer direito nas vésperas do grande dia, a comida não passa, fico nervoso, cometo pequenas loucuras, daqueles dias que mesmo que ninguém vá comigo, até de carro sozinho vou e tenho de lá estar. Domingo passado, foi um destes dias...

O dia em que o FC Porto vai àquele aido nojento jogar com o clube que mais odeio neste mundo, o dia em que a incerteza no resultado é grande!

O meu ódio àqueles cabrões é tanto que só o saber que eles não gostam da minha presença, é quando me dá mais vontade de estar ali a gritar, por tudo o que já passei ali com aqueles camelos, com tudo o que já engoli em seco de autênticos roubos de igreja, que no dia seguinte esfumaram-se nas inúmeras tentativas de colocar os carneiros de serviço a “FAZER OPINIÃO”.

Outros personagens que não conseguem esconder o ódio que têm ao azul e branco; falo daquela malta que ao que parece, gosta de estar a levar com pedras durante uma hora, mas quando se trata de adeptos de futebol, e à mínima palavra, sai bastonada. Ainda no Domingo, tive um breve diálogo com um desses, deu para ver que, coitado, o cromossoma 21 sofreu alterações... não dão para mais!

Não podia deixar de fora aquelas intermináveis revistas à entrada para bancada; tira boné, levanta a camisola, vê o cinto, não leva isqueiro... e uma demora propositada que apenas ajuda a exaltar os ânimos à medida que a hora do jogo se aproxima.

O galinheiro onde somos colocados, só vem ajudar ao apoio, porque fica tudo junto e canta tudo ao mesmo tempo, mas claro, não podia deixar de levar com os cromos da prossegur a dizer que não se pode pôr as mãos no barão metálico, não pode ter o pé na linha amarela, não se pode estar no degrau 2 e até houve um cromo que passou uns bons 10 minutos de jogo a tapar-me a vista para a baliza onde os camelos atacavam.

Mas logo esqueço todas estas dificuldades e foco-me em apoiar o nosso clube, ajudar a carregar a equipa até aos 3 pontos.

O que vi, foi um grande FC Porto, muita maturidade, com identidade muito própria, a dar chocolate ao adversário com toques de bola do outro mundo, e fazer um jogo de posse, em plena casa dos carneiros.

Um jogo que João Ferreira tentou sempre equilibrar, valeu tudo de um dos lados, não preciso falar em foras de jogo, apenas pergunto como é possível o lateral direito dos carneiros ter liberdade para bater em tudo o que mexe?

Há uma coisa que são faltas, outra, são as faltas para cartão. Infelizmente, o lateral direito dos camelos não só acabou o jogo com um só amarelo numa jogada que dava vermelho directo, como andou o jogo todo a distribuir lenha à vontade, sem que se quer fosse avisado.

Mas com isto posso eu muito bem. O que não aceito, é que a caminho de casa, no dia seguinte (não, não me estou a referir ao programa pornográfico), haja um controlo total e totalmente manipulador da opinião das pessoas. De repente, já tudo é possível, já não há problema nenhum com as arbitragens, foi um excelente jogo onde tudo correu bem e não há nada apontar.

Até se chega ao ponto de ir buscar erros cometidos lá fora para justificar que não há problema, sob o lema "se lá fora no jogo do city não se marcou, é porque está bem".

O que eu vi, foi muito simples.Mal acabou o jogo, a vermelhada nas bancadas a sair depressinha e com a sensação de quem não lhes cabia um feijão no cu, e que aquele resultado tinha sido a melhor coisa que lhes aconteceu nos últimos tempos, que já não era preciso ir para a secretaria pedir repetições dos jogos como fizeram no volley.

A juntar a esta odisseia, lá fomos impedidos de entrar em todas as estações de serviço, nem para ir à casa de banho ou até mesmo para atestar o depósito. Como já tinha dito, estes agentes da autoridade vivem noutro planeta. Nunca fiz mal a ninguém, não tenho histórico criminal de roubos, pago os meus impostos e pago bem; acho que o mínimo que mereço, é poder pelo menos usar a casa de banho e esticar um bocado as pernas... Mas o país não é de todos, é só de alguns, por isso é que se ouve muitas vezes "se é em adeptos da bola, é bem feito, vândalos, animais”. Por isso, da próxima vez que alguém vier gritar que a polícia bateu em manifestantes... nhé nhé nhé blá blá blá, leva logo com o “midle finger”, porque para hipocrisias, eu não dou troco!

Acima de tudo, valeu a pena, vale sempre a pena. Pelo FC Porto, tudo e contra todos, se assim for necessário. Por isso, aqui fica um cheirinho da festa lá em baixo, sempre com o pensamento já na próxima jornada.


Meus amigos, um abraço Tripeiro e muito... muito Portista.

15 janeiro, 2013

Jogo alucinante no hóquei e liderança mantida!

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Dezassete (17) golos num jogo de HÓQUEI EM PATINS, é sempre sinal de espectáculo. Na verdade, o FC Porto, actual líder do campeonato, venceu na tarde de sábado, um dos seus maiores rivais nesta modalidade, a Oliveirense, por números pouco habituais, 9-8.

Foi um jogo memorável com vitória justa da melhor equipa, mas que só pôde respirar de alívio no apito final da arbitragem. Equipas viradas para o ataque, com o FC Porto a demonstrar grandes atributos ofensivos, mas com a Oliveirense a responder sempre, fosse pela tarde menos inspirada de Edo, fosse pela qualidade e talento de um tal de Gonçalo Alves, fosse até pela sorte em 3 ou 4 golos algo fortuitos.

O Dragão continua líder, e tem agora no Pico, dia 23, mais um teste de fogo perante uma equipa sempre macia com uns e sempre tão motivada com outros...

No final de Setembro, para o torneio das Vindimas, ganhamos no Pico (2-7) de forma clara e inequívoca.

É com esse espírito de conquista que teremos que ganhar em França no sábado (para a liga europeia), e depois na quarta-feira seguinte nos Açores (para a próxima ronda do campeonato).



ANDEBOL
  • FC Porto 33-24 Avanca
O jogo com o Avanca traduziu-se claramente num treino para a equipa orientada por Obradovic. O adversário, com as suas limitações, deu a réplica possível, com o atual líder do campeonato, FC Porto, mesmo sem forçar muito, a ganhar por números claros e de forma tranquila. Gilberto Duarte com 7 golos, seguido por Ricardo Moreira e João Ferraz com 6 golos cada, foram os 3 elementos mais influentes do lado dos azuis e brancos.

No sábado (18h00), na receção ao Águas Santas, a dificuldade do jogo (que assistirei ao vivo) vai aumentar bastante. Para manter a liderança da prova e começar a fase final com 32 pontos (os mesmos que vai ter o benfica, pois nos 5 jogos fáceis que lhe faltam, não vai perder nenhum ponto certamente), o FC Porto só pode dar-se ao luxo de empatar um jogo, tendo que ganhar os outros 4, quando sabemos que ainda se vai deslocar ao Restelo, a Alvalade e à Madeira.

Para já, antes de mais nada, há que vencer o Águas Santas e manter o ponto de avanço sobre o Benfica. Depois, passo a passo, prosseguiremos...



HÓQUEI EM PATINS
  • FC Porto 9-8 Oliveirense
Grande jogo no Caixa com o FC Porto a entrar a perder por 0-3, com a dupla de arbitragem em destaque pela negativa, mas com os pupilos de Tó Neves a nunca perderem a cabeça e a conseguirem empatar a 3-3.

Depois da Oliveirense ainda ter estado a ganhar por 4-3, e de o Porto ter permitido a igualdade a 5 após ter conseguido aos 5-4 a sua 1ª vantagem, os últimos 5 minutos da 1º parte do FC Porto foram avassaladores, com os Dragões a irem para o descanso a vencer com justiça por 7-5 e com o redes da equipa forasteira a evitar mais uns 4 ou 5 golos feitos.

Na 2ª metade, o ritmo baixou, mas enganaram-se os 1.426 espectadores presentes quando respiraram de alívio aos 8-5 e 9-6. A Oliveirense marcou 2 golos seguidos, sendo que no 9-8, ainda faltavam mais de 7 minutos para o fim. Até ao final, o Porto não permitiu mais veleidades ao adversário e merecia até o 10º golo, que o poste insistiu em evitar diversas vezes.

Bela exibição de Ricardo Barreiros (3 golos), mas também em grande nível estiveram Pedro Moreira (2) e Hélder Nunes (1). Tiago Losna marcou 2 golos, sobrando ainda um (talvez o melhor da tarde) para Reinaldo Ventura.

Sábado, pelas 19h30 de Portugal, jogamos em França para a Liga Europeia perante o Saint Omer, e depois na quarta-feira seguinte (dia 23), pelas 22h de Portugal Continental, jogamos no Pico perante o Candelária, procurando manter a liderança e a vantagem de 2 pontos que dispomos sobre o Benfica.



BASQUETEBOL
  • CB Viana 55-73 FCP Dragon Force
Depois de na quarta-feira a nossa equipa ter ido vencer a casa do Vasco da Gama por 71-73 (resultado que lhe permite disputar a liderança da série no nacional de sub20, tendo para isso que ganhar amanhã, pelas 21h, na receção à Ovarense, por mais de 11 pontos)...

No jogo com o Vasco destacou-se Miguel Soares com 24 pontos, logo seguido por Eduardo Guimarães com 15 e Pedro Bastos com 14 tendo Hugo Sotta anotado 7 pontos e 14 ressaltos

...continuamos a cavalgada invicta (9 jogos e 9 vitórias) na CNB2, depois do triunfo indiscutível obtido em Viana do Castelo por 55-73.

Neste jogo em Viana, o jogador Eduardo Guimarães foi MVP com 15 pontos, logo seguido por Pedro Bastos com 14, Hugo Sotta com 12 e José Miranda com 10.

No próximo fim-de-semana, a equipa vai disputar a final-four distrital em Guifões, com a nossa semi-final a ser jogada sábado pelas 15h provavelmente frente ao Leça (jogo em que marcarei presença). A final, joga-se domingo pelas 17h30.



Um abraço do Lucho.

14 janeiro, 2013

Com James ou sem James (Comigo ou Sem Migo), o Porto Vai Ser Campeão!

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sl benfica 2-2 FC Porto

Liga 2012/13, 14.ª jornada
13 de Janeiro de 2013.
Estádio da luz, em lisboa.


Árbitro: João Ferreira (Setúbal).
Assistentes: António Godinho e Luís Ramos.
Quarto árbitro: Marco Ferreira.

BENFICA: Artur; Maxi (cap.), Jardel, Garay e Melgarejo; Salvio, Matic, Enzo Pérez e Gaitán; Lima e Cardozo.
Substituições: Enzo Pérez por Carlos Martins (57m), Lima por Aimar (68m) e Gaitán por Ola John (87m).
Não utilizados: Paulo Lopes, Roderick, Bruno César e Kardec.
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Defour, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: Defour por Izmaylov (75m), Varela por Abdoulaye (87m) e Lucho por Castro (90m+2).
Não utilizados: Fabiano, Kelvin, Sebá e Tozé.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 2-2.
Marcadores: Mangala (8m), Matic (10m), Jackson Martínez (15m) e Gaitán (17m).
Cartões amarelos: Enzo Pérez (47m), Matic (62m), João Moutinho (81m) e Maxi (85m).
Cartões vermelhos: nada a assinalar.

Mais um ano e mais do mesmo. A descida do FC Porto a Lisboa para defrontar o Benfica começa a transformar-se, claramente, num episódio marcante para o portismo. A Luz assemelha-se quase a um talismã, um lugar onde os portistas podem assistir às mais belas páginas da história do seu clube. Por isso, não surpreende que, ano após ano, sejam cada vez mais os portistas presentes nas bancadas encarnadas. Muito embora os jornalistas continuem, época após época, a insistir no número das três mil pessoas, todos sabemos que são mais, muitos mais aqueles que todos os anos se deslocam àquele estádio para ver jogar o seu Porto.

É notória, aliás, a mudança de estado de espírito. Longe vão os tempos dos tremores mal passávamos a ponte, é certo. Mas ainda há relativamente poucos anos, as viagens à Luz eram encaradas com tremendo pessimismo. Afinal de contas, íamos defrontar o maior rival nos seus feudos e coutadas. Contudo, muito por culpa do famoso Apagão (e nunca é demais voltar a ele...), a verdade é que o medo se dissipou, tendo em conta a forma como, nessa saudosa noite de boa memória, o rival se auto-humilhou e perdeu a dignidade que, lá no fundo dos fundos da sua alma, julgávamos ainda ter.

No entanto, houve coisas que, desde então, não se alteraram: uma delas é, desde logo, a tremenda auto-confiança da nação benfiquista antes das contendas. Que ninguém duvide que para aqueles lados se transpirava confiança e superioridade, desde o jogador ao seu presidente, passando pelos jogadores; a outra é a forma como a comunicação social lisboeta continua a enaltecer, a difundir e a propagar a confiança ilimitada das hostes benfiquistas. As referências ao poderio ofensivo encarnado, assim como à ausência de James Rodriguez, foram repetidas até à exaustão, quase se proclamando um vencedor antecipado. Às vezes quase que parece que o nosso Porto vai entrar na Luz a perder!

Só que, para felicidade nossa, os jogos continuam a ganhar-se no relvado. E, além disso, até indicação em contrário, podemos colocar alguém no lugar de James, coisa que muitos entendidos do futebol se esqueceram.

Vítor Pereira mostra a cada dia que passa a sua enorme valia. Longe vão os tempos em que era motivo de chacota para muitos jornalistas da praça. Sem James, o timoneiro azul e branco serviu-se do seu Capitão e entregou-lhe a chave táctica do jogo. Lucho Gonzalez, incansável guerreiro nortenho, não virou a cara à luta e voltou a uma posição que não lhe é totalmente desconhecida, a de apoio ao ponta-de-lança. Mas Lucho não foi apenas um municiador de Jackson Martínez, nem de perto, nem de longe. Ele foi, antes de tudo, o primeiro homem a efectuar pressão sobre os centrais benfiquistas e sobre o esclarecido Matic, fechando todas as linhas de passe e enredando a equipa de Jorge Jesus num novelo táctico de que nunca se conseguiu libertar. Lucho fez, a meu ver, uma exibição de sonho, pressionando a todo o campo, recuperando bolas no meio-campo adversário, recuando para lançar o ataque numa zona mais recuada, aparecendo a tabelar com Jackson ou com Varela, cobrindo uma enorme área de terreno sempre com qualidade e critério. Diz o chileno Luis Sepúlveda que um homem não é de onde nasce, mas de onde melhor se sente. Lucho González não nasceu certamente na Sé ou em Campanhã, mas tem um coração tripeiro como poucos.

El Comandante foi muito bem apoiado por uma batalhão abnegado e trabalhador. Fernando, Moutinho, Défour e Varela deram a resposta desejada à ausência de James e uniram esforços para ganhar a luta do meio-campo, fazendo a equipa quase funcionar num 4x5x1 a determinada altura do desafio. Fernando e Moutinho foram dois panzers para todo o serviço, aliando a isso uma enorme calma e qualidade na posse de bola. Varela soube esticar o jogo quando se lhe pedia (dando cabo da cabeça a Maxi Pereira) e entrar no toque e corre do carrossel do miolo quando a isso era chamado. Já Défour provou saber jogar bem em todo o lado, ora na direita, fechado muitas vezes as incursões interiores de Danilo (algo atabalhoado, mais uma vez), ora na esquerda, quando Varela "fugia" para a outra linha. Um jogador muito útil, dada a sua enorme versatilidade desde que chegou ao FC Porto: imagine-se que já fez de trinco, já fez de box-to-box e até já fez de extremo!

Já na defensiva, de realçar as monstruosas prestações de Mangala (imperial) e de Alex Sandro, uma autêntica locomotiva a todo o vapor, com verticalidade e qualidade técnica. Já Otamendi e Danilo, não comprometendo no capítulo mais importante, o defensivo, tiveram desatenções que deveriam ter sido evitadas.

É verdade que, no final do jogo, era óbvio o sabor amargo na língua dos portistas. Faltou-nos talvez mais calma e experiência de, quando em vantagem, saber mudar o chip e cerrar fileiras, com unhas e dentes. Não obstante esse facto, custa-me atribuir qualquer tipo de culpas à equipa. O Prof. Vítor Pereira, aliás, foi o primeiro portista a demonstrar o sabor amargo que nos corrói hoje por dentro, apontando os três foras-de-jogo mal assinalados e as mais que escandalosas entradas de Matic e Maxi, a pedirem claramente a cartolina vermelha. Pelo contrário, o ar apático e conformado (quiçá feliz) com que Jorge Jesus encarou a flash-interview diz bem daquilo que se passou dentro das quatro linhas. O Porto não foi apenas melhor. Nem sequer muito melhor. Foi esmagadoramente melhor, demonstrando cabalmente que, com James ou sem James (na senda do célebre "comigo ou sem-migo ..."), é a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. O sabor amargo transforma-se em doce quando nos apercebermos, dentro de dias, que é este tipo de jogo que nos costuma catapultar para o título.

O Benfica de Jesus, por seu lado, faz lembrar um certo tipo de mulheres que agradam a muitos homens. Falo daquele tipo de mulher que entra num restaurante e o deixa em silencioso alvoroço. Todos param para a medir de alto a baixo: altíssima, roupa colada ao corpo, botas até ao joelho, saia diminuta a mostrar as pernas bem torneadas, cintura delgada, a fazer adivinhar a pose altiva e confiante aliada a um caminhar seguro e altivo. A voz é afectada e mandona, saindo de lábios carnudos e bem desenhados. Em suma, uma mulher de fazer parar o trânsito.

Contudo, quando alguém mais atento começa a esmiuçar a tal mulher, tudo muda de figura. É altíssima, sim, mas apenas quando sobe para os seus tacões de dez centímetros. A roupa é colada ao corpo, mas aqui entre nós, as amigas sabem que ela mal respira dentro daquele top. A cintura fina não é obra dos genes, mas sim do cirurgião plástico que há cerca de seis meses lhe fez uma fantástica lipoaspiração. E os lábios carnudos e sexy mais não são do que resultado de uma caríssima injecção de silicone. A confiança e o ar altivo devem-se às muitas sessões de psicólogo e de anti-depressivos. Resumindo e concluindo: promete muito mas não cumpre. É esta, cada vez mais, a aparênca deste Benfica. Mais olhos que barriga.

No FC Porto, felizmente, não vemos nada parecido com isso. Somos o que somos. Uma equipa que prefere jogar futebol a falar nas antevisões dos jogos. Somos cautelosos, tal qual as gentes do Norte. Preferimos jogar pelo seguro, estudando bem o adversário, concentrados nos momentos decisivos, mentalizando-nos de que só com trabalho e ambição se chega lá. Sabemos que não há atalhos para o sucesso e que só se lá chega com muito suor nos treinos. Somos, por princípio e por tradição, pessimistas. Nunca achamos que vamos ganhar de caras. Pelo contrário, basta passar pelas ruas do Porto antes destes jogos para se perceber que a maioria das pessoas até tem receio e está algo insegura. Somos assim. Mesmo com tantos campeonatos, taças e troféus internacionais no bolso, continuamos a ser cautelosos, prudentes, pessimistas, concentrados, sem embandeirar em arco. Somos do Norte. Temos os pés no chão. Chamam-nos bairristas. Talvez. Mas Invictos. Sempre!

Rodrigo de Almada Martins




DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

O empate na Luz não serviu a Jackson, o autor do segundo golo dos Dragões, nem a Vítor Pereira, que sublinhou a exibição personalizada da sua equipa e não poupou críticas à arbitragem. O treinador, que enalteceu ainda o apoio dos adeptos, apontou a João Ferreira e aos seus assistentes três foras-de-jogo mal assinalados ao FC Porto e duas expulsões perdoadas ao Benfica.

"Só não viu quem não quis"
"Quero, em primeiro lugar, dar os parabéns à minha equipa, porque foi igual a si própria, revelou qualidade e procurou impor o seu jogo. Foi um FC Porto personalizado que vi jogar no Estádio da Luz. Depois, quero dar os parabéns à nossa massa associativa e a todos aqueles que aqui estiveram, porque são grandes, porque nos ajudaram e acreditam na equipa. E vale a pena acreditar nesta equipa. Por fim, lamento os três foras-de-jogo mal tirados, que nos dariam a possibilidade de nos isolarmos para golo, e duas expulsões claríssimas perdoadas ao adversário. Uma delas é à minha frente e só não viu quem não quis. Nos últimos 15 minutos, o Benfica deveria ter jogado com menos dois jogadores. Vi um FC Porto de qualidade e vi o Benfica, o grande Benfica, a bater bolas na frente e a jogar nas segundas bolas. O jogo foi isto."

"Estamos aí para a luta"
"Não queríamos o empate, queríamos ganhar o jogo e tentámos consegui-lo ao longo dos 90 minutos. Fizemos tudo para ganhar, mas o importante é que estamos aí para a luta, e ainda falta muito caminho para percorrer. Não soubemos segurar a vantagem em dois momentos cruciais, mas vamos prosseguir melhorando rumo ao nosso objectivo, que é o título."



RESUMO DO JOGO

13 janeiro, 2013

Sérgio Oliveira garante um ponto nos descontos

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FC Porto B 1-1 Tondela

II Liga 2012/13, 22.ª jornada
13 de Janeiro de 2013
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia


Árbitro: Cosme Machado (Braga).

FC PORTO B: Stefanovic, David Bruno (Diogo Mateus, 87), Tiago Ferreira, Zé António, Quinõ, Pedro Moreira, Sérgio Oliveira, Edú, Fábio Martins (Vion, 69), Michael (Mikel, 77) e Dellatorre.
Treinador: Rui Gomes.

TONDELA: Cláudio, Edson, Pica, Materazzi, Pedro Araújo, Ericson, Fábio Pacheco, Luís Aurélio, Márcio Sousa, Bacar (Tiago Barros, 89), e Fonseca (Dyego Sousa, 75; Vasil, 89).
Treinador: Vítor Paneira.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Dyego Sousa (78m) e Sérgio Oliveira (90+5m).

Um espectacular golo de Sérgio Oliveira no quinto minuto de compensação salvou o FC Porto B da derrota com o Tondela, tendo a equipa de Rui Gomes somado o quarto empate consecutivo.

A sorte voltou a ser madrasta com os jovens da segunda equipa do FC Porto, que jogaram o suficiente para somar os três pontos, mas estiveram em risco de nem um adicionar. Valeu o livre directo de Sérgio Oliveira, apontado de forma magistral, fazendo a bola entrar no ângulo.

O jogo começou com o FC Porto B ao ataque, com Dellatorre a desperdiçar uma boa chance para marcar. O Tondela jogava na expectativa, tentava lançar contra-ataques, mas quem dominava era a equipa de Rui Gomes.

Na segunda parte o FC Porto tentou forçar o ataque, numa fase em que o Tondela era bem mais perigoso nas transições. E acabariam por ser mesmo os forasteiros a marcar, com Dyego Sousa a aproveitar uma perda de bola de Mikel para rematar, Stefanovic ainda defendeu o primeiro remate, mas não conseguiu impedir a recarga.

Jogava-se já o último quarto de hora e parecia que o resultado estava feito, mas o grande coração desta equipa empurrou o Tondela para trás e o empate surgiu no quinto e último minuto de compensação, quando Sérgio Oliveira marcou de forma perfeita um livre directo.

fonte: fcporto.pt

CLASSIFICAÇÃO II LIGA
1º - Belenenses 22j, 16v, 4e, 2d, 52pts
14º - FC Porto B, 22j, 6v, 10e, 6d, 28pts



RESUMO DO JOGO

É hoje o dia !

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É hoje o dia tão esperado. É tão agradável ver que há quem pense que, por faltar o James, este jogo são favas contadas para o outro lado. Espero que comecem já a alargar as portas do galinheiro – se não, as gentes mouriscas não vão conseguir sair de lá com as cabeças tão inchadas. Só tenho pena das mulheres que depois do jogo vão ter que levar com "6 milhões" de bêbados frustrados – uma tristeza!

Deixemo-los fazer a festa antes que depois é tudo nosso. É verdade que a falta de um jogador como James, com um talento acima da média e qualidade técnica invulgar, se fará sentir na equipa do FC Porto – a menos que tivéssemos o Iniesta no banco. É também certo e não esqueço que o ano passado foi James – depois da sua atribulada e épica chegada de Miami – quem nos deu a vitória, com um golão e uma assistência para o golo do Maicon. Não ignoro nenhum desses factos. No entanto, nem por um segundo hesito em arriscar que hoje vamos ganhar!

Afinal, o jogo é no salão de festas aqui da malta. Logo, partimos em vantagem para o encontro nem que tivéssemos meia equipa lesionada. A grande incógnita é: qual vai ser a invenção do Jasus este ano? Normalmente, costuma ser por aí a chave das nossas últimas vitórias – mérito total dos nossos jogadores e estupidez/burrice do JJ.

Tinha dito que era importante que o FC Porto cavasse uma vantagem para os mouros até ao final do ano. Tal não foi possível, muito graças ao colinho que os salvou em momentos cruciais de certas partidas. Amanhã, com a nomeação do árbitro do túnel, esperasse o pior e é preciso estar alerta. A conferência de imprensa de Vítor Pereira foi inteligente, nesse sentido, ao dizer que vai estar “atento” aos bloqueios na área adversária. Vai estar o Vítor Pereira e todos os Portistas. Esperamos que não haja novo voleibol nem pisadelas a passar impunes à expulsão – felizmente, o sarrafeiro Garcia já não andava por estas bandas.

É todavia uma desvantagem, não o vamos escamotear, ir ao galinheiro na primeira volta. Toda a gente sabe como são as equipas do chiclas: na primeira volta, correm que nem uns loucos e querem fazer notas artísticas como se isto fosse ballet. Na segunda volta, chega a fatura de tanta correria estouvada e já não se aguentam das canetas. Era mais fácil ir na segunda volta? Era, pois. Mas mesmo assim somos melhores.

Espero uma grande estreia do Jackson em clássicos e, quiçá, um cheirinho do Izmailov só para a Segunda Circular ficar toda satisfeita - de ambos os lados! Somos Porto e hoje vamos dar um passo importante rumo ao tri. Força Porto! Até os comemos!

25 Anos da Supertaça Europeia

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Ajax 0-1 FC Porto
Supertaça Europeia 1987 [1ª mão]
24 de Novembro de 1987

Estádio De Meer, em Amsterdão (Holanda)


árbitro: Robert Valentine (Escócia)

Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter, Witschge; Van't Schip, Bergkamp, Wouters; Bosman, Muhren e Dick.
jogaram ainda: Wouters por De Boer, Muhren por Richard Witschge.
treinador: Barry Hullshof.

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Inácio, Geraldão, Lima Pereira; Frasco, Jaime Magalhães, Rui Barros; Gomes, Sousa e André.
jogaram ainda: Frasco por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

marcadores: 0-1, Rui Barros (5m).

FC Porto 1-0 Ajax
Supertaça Europeia 1987 [2ª mão]
13 de Janeiro de 1988

Estádio das Antas, no Porto


árbitro: Lucien Van Nuffel (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Jaime Magalhães, Rui Barros; Sousa, André e Gomes.
jogaram ainda: Bandeirinha por Semedo, Gomes por Jorge Plácido.
treinador: Tomislav Ivic.

Ajax: Menzo; Blind, Larsson, Wouters, Hesp; Van't Schip, Muhren, Winter; Bergkamp, Bosman e Witschge.
jogaram ainda: Bergkamp por Meijer, Rob Witschge por Roy.
treinador: Barry Hullshof.

marcadores: 0-1, Sousa (70m).

Por esta altura, já o FC Porto tinha ganho a Taça dos Campeões e também a Taça Intercontinental, que lhe atribuía automáticamente o título justíssimo de Campeão Mundial de Clubes. Faltava a Supertaça Europeia para completar um ciclo de grandes conquistas internacionais! E os Dragões não falharam, conseguindo um feito único até hoje na história do futebol português! Aliás, ainda hoje, contam-se pelos dedos de uma mão os clubes Europeus que conseguiram esta "tripla".

Só de olhar para o palmarés actual, qualquer adversário fica com medo dos portistas, mas houve uma altura em que não era assim. Como em 1988, quando a equipa treinada por Ivic venceu por duas vezes o Ajax (detentores da Taça das Taças).

O frio que fazia no dia 13 de Janeiro de 1988 na cidade do Porto não devia ser muito diferente daquele que hoje se sente. Afinal, em 20 anos nem tanta coisa mudou nas condições meteorológicas. Mas esse dia foi diferente para os adeptos portistas, que acordaram com a expectativa de aumentarem o palmarés do clube. Quando a noite caiu, o FC Porto tinha ganho a primeira, e única, Supertaça Europeia da sua história. Um feito marcante, que hoje comemora o 23º aniversário.

Depois de ter espantado a Europa ao vencer o Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões Europeus, em Viena, o FC Porto foi jogar com o Ajax, a Amesterdão, para a primeira mão da Supertaça Europeia, realizada em 24 de Novembro de 1987. Rui Barros marcou um golo aos cinco minutos e o resultado não se alterou mais.

"Não havia favoritos, mas fizemos um jogo especial na Holanda e vencemos. O Ajax, que era uma potência mundial, pressionou-nos bastante, pelo que optámos pelo contra-ataque, aproveitando a velocidade do Rui Barros", conta Jaime Magalhães, extremo-direito que actuou nas duas partidas.

Antes da segunda mão, o FC Porto teve tempo de ir a Tóquio vencer a Taça Intercontinental, como recorda Fernando Gomes. "Estávamos na senda dos êxitos. Em Amesterdão fizemos um jogo extraordinário e um golo até foi escasso para o que jogámos".

A explicação tem-na Jaime Magalhães. "Falhei um golo que até a minha filha marcava. Inclinei o corpo para trás e a bola subiu muito".

No Porto, no tal dia 13 de Janeiro de 1988, os holandeses foram despachados com o mesmo resultado de Amesterdão, desta vez com um golo de Sousa, aos 70 minutos, e o troféu ficou nas Antas. "Estava a chover e o relvado ficou todo empapado. Tínhamos uma equipa boa, mas acima de tudo tínhamos jogadores que queriam fazer história. Era uma equipa forte e solidária", lembra Fernando Gomes.

Após o jogo houve festa no balneário e nas ruas. "É verdade que a festa não foi tão grande como quando vencemos em Viena, mas foi uma celebração bonita", recorda Jaime Magalhães.

"Jogo muito complicado para o adversário"

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Vítor Pereira antecipou esta sexta-feira o jogo da Luz, mostrando confiança ilimitada nas capacidades dos seus jogadores. Sem revelar se Izmaylov se poderá estrear com a camisola dos Dragões, o treinador assume que o jogo será "muito complicado para o adversário" e que quer impor o futebol habitual do FC Porto.

Izmaylov vai ser convocado para o jogo da Luz?
Vão ter de esperar para ver se Izmaylov é convocado ou não. É um jogador que se enquadra perfeitamente no nosso jogo, muito técnico, com capacidade de decisão, que gosta de ter bola, que se enquadro no nosso jogo de posse, técnico, de talento.

Izmaylov teve mais baixos do que altos, isso não o preocupa?
Absolutamenbte nada. Vi Izmaylov a treinar bem, com qualidade. Pelo que vejo, é um jogador motivado, a querer mostrar a sua qualidade.

Izmaylov chega em condições de competir?
Se lhe responder já lhe estou a dizer se estou a contar com ele ou não. Izmaylov é um jogador de grande qualidade, que nos vai ajudar e nós também o vamos ajudar a que volte a atingir um grande nível. Pode acrescentar mais qualidade à que já temos.

Este jogo vale mais do que três pontos?
Vale três pontos, como valeu três pontos o jogo anterior, com o Nacional. São três pontos que queremos conquistar, tenho a certeza absoluta que não será um jogo fácil para o adversário, apesar de jogar em casa. Será um jogo técnico, acreditamos no nosso jogo, independentemente de ser com A, B ou C, vamos de certeza absoluta de jogar com a nossa identidade, vamos confiantes, acreditamos no nosso trabalho e vamos para conquistar os três pontos.

Jorge Jesus disse que o Benfica tinha a vantagem de estar em todas as competições…
Sinceramente, relativamente a essa afirmação têm de perguntar ao treinador do Benfica, eu pelo menos não conheço o adversário do Benfica na Liga dos Campeões.

A ausência de James é um problema?
Não vamos poder contar com o James, infelizmente para nós, que é um jogador de talento. O que nós temos e nos transmite confiança total é a equipa. O essencial é a nossa identidade, jogarmos como queremos, impor a nossa forma de jogar. Sinceramente, não estou preocupado, conto com aqueles que estão em condições de jogar e tenho confiança naqueles que vão jogar no domingo.

O empate já será para si um bom resultado?
Nós estamos num clube extremamente exigente, um clube em que o grau de exigência não nos permite pensar em empates. Não estou a ver a nossa massa associativa a receber-nos com aplausos depois de sermos eliminados da Liga dos Campeões. Conheço os objectivos do clube, não podemos ir à Luz nem a lado nenhum com o objectivo de vir de lá com um empate. Sou ambicioso e não vamos alterar absolutamente nada e vamos ser exigentes connosco e assumirmos as coisas quando tivermos de assumir.

No ano passado falou em bloqueios, teme que isso volte a acontecer?
Li muitas vezes que o campeonato foi decidido com um golo do Maicon em fora de jogo. Vejo sempre branqueado o jogo de voleibol do Cardozo que nos daria um penalti e os bloqueios que prejudicaram todas as equipas. Agarrar ou impedir movimentos deve ser penalizado. Espero um árbitro atento a essa forma ilegal de conseguir oportunidades de golo. Vou estar atento e se tiver de falar falo, isso de certeza absoluta.

Moutinho vai poder jogar?
Têm de aguardar pelo convocatória.

A ausência de James altera a forma de jogar da equipa? O FC Porto tem vantagem mental nestes jogos com o Benfica?
Em relação ao James, é um jogador importante, tem muita qualidade, um talento que o diferencia. Por isso é que já é de um nível muito alto, com a idade que tem. Nós valemos pelo colectivo e é com essa forma de trabalhar o jogo que nos apresentaremos na Luz. Pode alterar uma ou outra nuance em termos de movimento, mas nada mais do que isso. Relativamente à questão mental, este jogo vem numa altura, num contexto engraçado. Normalmente quando vamos à Luz, o Benfica está num momento de forma altíssimo, a jogar um jogo espectacular, o melhor em Portugal. Tem sido esse o contexto que nós temos quando vamos jogar à Luz, mas, se calhar por ironia do destino, os resultados são o que são. O Benfica está sempre em grande forma, mas o Porto chega à Luz impõe o seu jogo, o seu futebol e ganha. É mais uma história que se vem repetindo, a avaliar pelas críticas.

O que acha de Jorge Jesus? Qual o impacto do jogo em caso de vitória ou derrota?
Reconheço competência e qualidade no trabalho de Jorge Jesus. Já reconheci uma vez que estive mal e fiz uma avaliação em que não fui correcto. Pessoalmente já lhe pedi desculpa por esse momento. Tem a sua ideia de jogo, julgo que é um técnico competente. Estrategicamente estar a antever um cenário que não seja positivo é errado da minha parte. Não posso estar aqui a falar em vitória, em impor o nosso jogo e depois estar a falar no cenário virtual de derrota. Acredito que chegamos à Luz e vamos assistir a um grande jogo, muito complicado para o adversário, isso podem ter a certeza absoluta.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Danilo, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro e Otamendi;
Médios: Lucho, Castro, João Moutinho, Fernando, Kelvin, Defour e Tozé;
Avançados: Jackson Martínez, Izmailov, Varela e Sebá.

12 janeiro, 2013

Andam loucos por aí...

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É já amanhã!! O jogo grande da jornada 14, o jogo em que todos querem marcar presença, o jogo em casa do eterno rival, o dia em que fazemos (mais) 600 km para estar ao lado do nosso grande amor, o FC Porto. Lá estaremos no arranha-céus de Carnide, com uma rede à frente dos olhos, a cantar durante 90 minutos, empurrando o mágico para a vitória!

Chova ou faça sol, seja de dia ou de noite, barato ou caro, perto ou longe, para o campeonato ou para um torneio amigável, isso a nós não nos interessa para nada! Interessa-me sim é marcar presença, estar no meio dos meus, apoiar os meus, garantir mais três pontos rumo ao Tri Campeonato! Em terra de infiéis, demonstraremos mais uma vez a nossa superioridade! Com mais de 3000 vozes a puxar pelo FC Porto, vamos ao nosso salão de festas, onde ganhámos três vezes em menos de dois anos!

A viagem, a concentração em Telheiras, o cortejo até ao circo, a entrada no estádio sem luz, a moldura humana azul e branca na capital, o jogo e o “show” que certamente daremos na bancada, tudo será vivido intensamente nas próximas 24 horas. Como em todos os jogos, para uns será novidade, para outros já será “mais uma ida à mouraria”. O que interessa é que lá estejamos todos pelo mesmo objectivo, pela mesma causa!

Largar o comando, saltar do sofá, desligar a SportTv e rumar ao Sul, estamos prontos! Existimos para acompanhar este emblema, nos bons e nos maus momentos, nos jogos tranquilos mas também nos jogos de alto risco, onde automaticamente a adrenalina está por cima. Sujeitos à natural repressão policial (já sei que não nos vão largar durante mais de 12h!!), tudo isso é posto de parte quando a finalidade é apoiar o FC Porto!

Os últimos dois jogos antes do clássico foram no Dragão, ambos terminaram com a nossa vitória por 1-0. Se com o Nacional, no regresso ao campeonato, estiveram 27 109, com o Setúbal para a taça da Liga estiveram 12.808.

12 808 foi assim a quarta pior assistência no estádio do Dragão, desde a sua inauguração a 16 de Novembro de 2003. A pior continua a ser a recepção ao Gil Vicente, num jogo para a taça de Portugal da época 2007/2008, numa quarta-feira, em que estiveram 12 117 adeptos no estádio.

Entre a assistência da última quarta-feira e a pior de sempre, estão dois jogos, ambos na casa dos 12 mil. Uma recepção ao Rio Ave para a taça de Portugal, depois de termos ganho 1-3 em Vila do Conde, jogámos em casa e ganhámos 4-0. A outra é curiosamente, também com o Setúbal e também para a taça da Liga.

Passando esta parte das estatísticas, desta vez não posso criticar tão fraca assistência. Não posso porque a culpa é entregue totalmente aos dirigentes. Quando devem colocar jogos à tarde, colocam à noite e quando devem colocar à noite, colocam à tarde!! É preciso serem mesmo incompetentes!!! Admite-se um jogo, num dia normal de trabalho, às 17h30?? Ao Sábado e ao Domingo, quando devia ser a essa hora, é à hora de jantar! Os rumores que me chegaram aos ouvidos na semana passada afinal não tinham fundamento e o jogo de amanhã é mesmo na sua hora habitual... 20h15! Prontíssimos para chegar ao Porto às 4h da manhã, na melhor das hipóteses! Sendo que no dia seguinte é segunda-feira...

Estádio despido, o que afectou também os sectores das nossas claques, mas com mais ou menos gente, lá estiveram a apoiar a equipa como é seu dever. Na Superior Norte a mesma mentalidade de sempre, mesmo com poucos conseguem aguentar bem os cânticos, durante largos minutos, enquanto que na Superior Sul, devido à bancada também ser maior, o material, principalmente as bandeiras gigantes, iam “tapando” as cadeiras vazias. Os mesmos de sempre lá estavam e fizeram-se ouvir.

Sábado dia 5, foi também dia de jogo em Carnide, mas em hóquei em patins. O FC Porto venceu e convenceu e aqui vai o meu rasgado elogio, não só à equipa mas como aos bravos que lá estavam, vocês sabem quem são. Estamos anos-luz à frente de quaisquer outros adeptos em Portugal, no que às deslocações diz respeito. Não contando exclusivamente com o futebol, orgulho-me de me sentir representado em todo o lado, seja em que modalidade e em que escalão for. Respeito e muito obrigado a todos, meus amigos!

É verdade que não ando nos pavilhões quando não está o FC Porto a jogar, mas duvido que, por exemplo, os adeptos do regime andem pelo país a acompanhar as modalidades de pavilhão como nós o fazemos.

Então no Dragão Caixa... devem aparecer no dia 30 de Fevereiro! Estamos à frente, mas muito à frente. É uma enorme satisfação para mim, claro.

Hoje como aperitivo temos o hóquei (jogo difícil!) e o andebol no nosso pavilhão, amanhã é o grande dia!

Aqui vai a invasão, dos Ultras do (BI) Campeão!

Um abraço ultra.

Adeptos portistas concentram-se na Pontinha

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11/01/2013

O Parque de Estacionamento da Pontinha, junto à estação de metro da Pontinha, é o ponto de encontro ideal para os adeptos do FC Porto que pretendam assistir ao jogo da 14.ª jornada da Liga, que opõe os Dragões ao benfica no Estádio da Luz, a partir das 20h15 de domingo.

Com a abertura das portas marcada para as 18h15, a saída em cortejo dos seguidores azuis e brancos para o estádio será acompanhada pelas forças policiais e está agendada para as 17h30. A entrada dos adeptos portistas no estádio processar-se-á pela porta 23.

Para mais informaçõeses, os adeptos portistas deverão contactar Fernando Saúl, Oficial de Ligação aos Adeptos, através do número de telemóvel 961711646.

Consulte aqui os mapas e as indicações para a concentração.

fonte: fcporto.pt

11 janeiro, 2013

"O dia vai chegar..."

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Durante o ano há quem conte os dias para ir de férias para um paraíso qualquer, para que chegue o Natal ou para festejar o aniversário (nunca percebi, sinceramente, quem quer ficar mais velho, mas enfim...). Não é, de todo, o meu caso. Desde que a época começou, ou melhor, desde que o sorteio do campeonato se realizou, que aquela data não me sai da cabeça: 13 de Janeiro de 2013. É sempre assim todo o santo ano: o dia mais aguardado de todos é aquele em que vamos ao galinheiro ou aquele em que o Dragão tem num dos topos uma pequena jaula para lá meter umas centenas de animais.

Mas não escondo que ir lá abaixo tem um gostinho especial. É uma deslocação diferente de todas as outras. A chegada a Telheiras e ao Parque Tecnológico já carregado de “bófia” para nos receber, a espera pelo arranque do ansiado cortejo, a digressão pelas artérias da capital onde damos sempre de caras com carneiros, como sempre cheios de moral, mas onde também damos vivas aos corajosos portistas que vivem nas redondezas e aparecem sempre à janela com aquele lindo cachecol azul e branco... Anunciar que o campeão voltou, cantar e gritar pelo nosso Porto e insultar o “povo de merda” pelas ruas daquele antro, são momentos que ajudam a aliviar a tensão e que dão um enorme gozo reviver, até porque são os únicos em que é possível fazê-lo em segurança num território hostil.

Mas não me apetece falar mais sobre este domingo. Está quase a chegar. A ansiedade já é grande. E por isso não me apetece falar da lesão do James ou da ausência do Atsu, da escassez de opções que temos para o ataque e da falta de alternativas credíveis no banco. Não me apetece pensar na ideia de que o Maicon, o herói da última festa no salão, não está a 100%, ou de que provavelmente vai jogar o Defour, que continua longe de justificar o investimento que nele fizemos. E também não me apetece nada falar sobre o árbitro. Quem quer seja o escolhido, algo me diz que vamos jogar contra doze, porque não se iludam, este ano já se viu que tudo irá ser feito para que eles não prolonguem o jejum.

Para tentar descontrair e aliviar esta tensão e deste nervosismo que se apoderam de mim nesta alturas, prefiro ouvir as conferências de imprensa do mestre da táctica, que são sempre momentos de rasgada comédia, ou de ler bitaites que meio mundo vai dando sobre o jogo. Ainda esta semana, alguém dizia que na Luz manda o 5LB. “Tem dias”, comentei, entre sorrisos, com os meus botões. É que nesta memória perdurarão para sempre aqueles dois dias de Abril de 2011 em que experimentei o doce sentimento da felicidade suprema. Como cantamos na curva, “O dia vai chegar…”. O dia está mesmo a chegar. Quantas horas, quantos minutos, quantos segundos, quantos milésimos de segundo faltam para voltar a ser verdadeiramente feliz?

10 janeiro, 2013

Será desta??

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A contratação de Marat Izmaylov não foi propriamente uma surpresa.

Ao que sabemos trata-se de um namoro já de outras épocas com epílogo nesta altura.

Antes de tecer outras considerações sobre as quais o meu post pretende incidir, gostava de dizer que discordo desta aquisição. Fica aqui escrito para o futuro e espero naturalmente vir a “ferrar na língua” pois tal seria um óptimo sinal.

Penso que ninguém coloca em causa a qualidade do russo que sempre teve uma especial apetência para nos marcar grandes golos. Tem classe, excelente qualidade de passe e remate, boa visão de jogo, e um bom Izmaylov será sem dúvida uma mais valia para o nosso debilitado plantel.

Mas das duas uma: ou o jogador fez “fita” ao longo das últimas épocas para não jogar, e se o fez não é um bom profissional, ou então tem o joelho ao nível do Mantorras, e como tal ameaça ser o novo Sokota, Pizzi ou Esnaider.

Naturalmente que não acredito que o competentíssimo departamento médico do nosso clube, superiormente liderado pelo dragão Nelson Puga, não tenha feito os devidos exames médicos. Mas também não acredito que só nós sejamos competentes e todos os outros incapazes de superarem os problemas físicos do atleta.

Ora, é baseado em tudo isto que considero que aos 30 anos, com este histórico, com a necessidade de reforço imediato que o plantel necessita, Izmaylov não era o reforço que precisávamos.

Fica o meu ponto de vista registado para o futuro, e queira Deus (e o n.º15 do Dragão também) que eu esteja redondamente enganado.

Este negócio surge na senda de outros negócios já ocorridos com os lagartos, os quais muita tinta já fizeram correr, com muitas “bocas” e opiniões de muita gente, especialmente os lampiões que sempre gostam de palrar sobre nós.

Os energumenos do costume, repetidamente passam a ideia de que os seus vizinhos da 2.ª circular, nos fazem fretes na troca de jogadores, e que nós saímos sempre a lucrar. Ora, eu confesso que tenho uma posição absolutamente oposta, e que têm sido mais as vezes e que saímos a perder. Senão vejamos:
  • Rui Jorge e Bino por Costinha e Peixe - Quem saiu a ganhar? Sporting! Peixe fez meia época de bom nível no FCP e Costinha terá jogado meia dúzia de vezes na taça de Portugal. Já Rui Jorge foi titular indiscutível do Sporting e da Seleção vários anos e Bino contribuiu de forma decisiva para a conquista do título ao fim de 19 anos.
  • Clayton por Ricardo Fernandes – Quem saiu a ganhar? Empate técnico, com ligeiríssima vantagem para o Sporting! Ricardo Fernandes jogou aos bocados no FCP, pese embora ter conquistado város títulos com as nossas cores, mas sem qualquer preponderância na equipa, em que a sua presença não era importante e a sua ausência irrelevante. Clayton não teve uma passagem de sonho por Alvalade, tendo apesar de tudo tido mais tempo de utilização.
  • Helder Postiga por Diogo Viana – Quem saiu a ganhar? Sporting! Por muito nabo que Helder Postiga fosse ou ainda seja, não há comparação possível. Diogo Viana arrasta-se na 2.ª divisão, nunca tendo feito nada de relevante com a camisola azul. E para os mais esquecidos que falem em dinheiro que encaixamos, recordo o comunicado da altura “...a FC Porto SAD tem direito a receber 50 por cento do montante que resultar de uma eventual transferência de Postiga para um terceiro clube ou, em alternariva, 2,5 milhões de euros, se a Sporting SAD optar por não aceitar a proposta para a transferência do seu futebolista, ou seja, se Hélder Postiga se mantiver no Sporting, sem que surja qualquer proposta concreta, a FC Porto SAD nada tem a haver. Se o jogador Diogo Viana (incluído no negócio da transferência de Hélder Postiga para Alvalade) for transferido do FC Porto para um terceiro clube, o Sporting terá, igualmente, direito a receber 50 por cento do montante da transferência". Ilucidativo sobre quem o beneficiado...
  • João Moutino por Nuno André Coelho + Dinheiro – Quem saiu a ganhar? Desportivamente saimos nós a ganhar, mas é bom que se perceba que foi uma transferência paga, e bem paga! Foi a maior transferência de sempre entre clubes portugueses, com 11 milhões de euros, mais o passe de NAC avaliado em 2 milhões de euros, mais percentagem em futura venda. Frete? De borla? Favor? Dá vontade de rir...
Perante tudo isto, acho que não temos tido vantagem nestes negócios!

Será desta com Izmaylov? Não é que Miguel Lopes me deixe com especiais saudades, mas e se Danilo se lesionar, for castigado, precisar de descansar ou outra coisa qualquer? Jogará Maicon? Só se for...

Antes de terminar, duas notas:

A nossa equipa de hóquei em patins, em mais um comportamento ao seu nível, venceu no passado sábado em casa do “dono das galochas”. Ao contrário de alguns, não considero esta vitória brilhante, pois esta equipa, estes jogadores, este treinador, são do melhor que temos desportiva e humanamente. São Porto da cabeça aos pés, nas vitórias e nas derrotas! E quanto a Edo, defendeu-se quando supostamente quem o deveria ter feito seria a polícia! Onde é que essa estava nessa altura? À espera de malhar...

Domingo estaremos em território inimigo a defender as nossas cores. Ferrar-lhes é pouco! Comê-los não chega! Mas atenção, perder não é o fim do Mundo nem coloca nada em causa!

Um grande abraço,

09 janeiro, 2013

Penálti de Moutinho garante meia-final

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FC Porto 1-0 Vitória Setúbal

Taça da Liga, 3ª fase, grupo A, 3.ª jornada
9 de Janeiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 12.808 espectadores.


Árbitro: João Capela (Lisboa).
Assistentes: Tiago Rocha e Pedro Felisberto.
Quarto árbitro: José Rodrigues.

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Maicon, Abdoulaye e Mangala; Fernando (cap.), Castro e João Moutinho; Kelvin, Sebá e Defour.
Substituições: Maicon por Alex Sandro (intervalo), Fernando por Lucho (intervalo) e Defour por Varela (60m).
Não utilizados: Kadú, Quiño, Otamendi e Tozé.
Treinador: Vítor Pereira.

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Amoreirinha, Jorge Luiz e Nélson Pedroso; Bruno Turco, Bruno Amaro (cap.) e Bruno Gallo; Jorginho, Pedro Santos e Bruninho.
Substituições: Bruno Gallo por Meyong (52m), Nélson Pedroso por Cristiano (52m) e Jorginho por Paulo Tavares (73m).
Não utilizados: Caleb, Miguel Pedro, Frederico Venâncio e Ney Santos.
Treinador: José Mota.

Ao intervalo: 1-0.
Marcador: João Moutinho (44m, pen.).
Cartões amarelos: Kelvin (31m), Mangala (37m), Cristiano (63m), Pedro Santos (83m), Pedro Queirós (85m) e Paulo Tavares (90m+3).
Cartões vermelhos: nada a assinalar.

O FC Porto garantiu esta quarta-feira a passagem às meias-finais da Taça da Liga, após vencer, no Estádio do Dragão, o Vitória de Setúbal, por 1-0. O golo foi de João Moutinho, na conversão de um penálti, após falta sobre Sebá. Numa exibição autoritária dos Dragões, Vítor Pereira geriu a equipa, em vésperas de “clássico”, dando oportunidade a jogadores menos utilizados e do FC Porto B.

O FC Porto procurou entrar pressionante na partida e criou uma série de lances de ataque nos primeiros minutos. Destaque para os remates de Sebá, aos seis minutos, e de Kelvin, aos 14, após ultrapassar dois adversários. Os sadinos, que se apresentaram com uma equipa de contenção e a tentar explorar o contra-ataque, acertaram depois marcações e dificultaram mais o jogo portista. Porém, Fabiano apenas teve de se aplicar num par de remates de meia-distância.

Sebá esteve de novo em foco aos 33 minutos, quando, isolado por João Moutinho, tentou passar pelo guarda-redes Kieszek. Porém, acabou por perder tempo e a bola. O avançado do FC Porto B nunca desistiu de lutar e, três minutos depois de atirar ao lado após cruzamento de Castro, sofreu carga para penálti de Nélson Pedroso. João Moutinho converteu e ofereceu aos Dragões uma liderança no marcador que premiava a formação mais ofensiva nos primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, Vítor Pereira fez entrar Alex Sandro e Lucho para os lugares de Maicon e Fernando, no âmbito de uma gestão da equipa tendo em vista o “clássico” de domingo frente ao Benfica. Se, no primeiro tempo, os visitantes não mostraram grande vontade e acutilância para atacar a baliza portista, no segundo não tiveram qualquer hipótese de o fazer. Mais agressivo e eficaz na circulação de bola, o FC Porto criou situações suficientes para apontar o segundo golo e assegurar a vitória ainda antes do apito final.

Contamos três oportunidades claras, todas inviabilizadas por Kieszek: aos 59 minutos, Sebá flectiu para o centro e rematou colocado; aos 67, Danilo isolou Varela (que entrou em campo aos 60), mas o extremo não conseguiu ultrapassar o guardião setubalense; aos 72, Alex Sandro “furou” na esquerda e Sebá rematou sem sucesso na “cara” do guarda-redes polaco.

Num encontro completamente controlado pelo FC Porto – cuja equipa se revelou bastante concentrada, mesmo não sendo esta competição a principal prioridade da época –, apenas há a acrescentar o facto de a equipa de arbitragem não ter sido capaz de assinalar algumas faltas evidentes. Os Dragões vencem assim o grupo A da Taça da Liga, com sete pontos, e defrontam na meia-final, no Estádio do Dragão, o Rio Ave. O encontro está agendado para 27 de Fevereiro, o que significa que a equipa de Vila do Conde vai visitar o Dragão por duas vezes no espaço de uma semana. No fim-de-semana de 23 e 24 de Fevereiro, desloca-se ao terreno portista para disputa da 20.ª jornada da Liga.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

O triunfo sobre o Vitória de Setúbal, que selou a qualificação para as meias-finais da Taça da Liga, não foi alvo de análise profunda na conferência de imprensa de Vítor Pereira, que acabaria por sublinhar o desempenho de Sebá, a qualidade do Rio Ave, o próximo adversário na prova, e a certeza de que Izmaylov encaixa no jogo do FC Porto.

No momento certo
"Fundamentalmente, gostava de salientar que jogadores como o Kelvin, o Sebá, o Abdoulaye e o Castro, que têm jogado poucas vezes, deram uma resposta importante num momento importante."

Satisfeito com Sebá
"Fiquei muito satisfeito e gostei muito da qualidade e daquilo que o Sebá deu ao nosso jogo. Tenho que enaltecer o trabalho que é feito na equipa B. Tivemos, inclusive, o Tozé no banco, que terá a sua oportunidade para se estrear."

O adversário nas meias-finais
"O Rio Ave é uma boa equipa. Já os defrontámos e sentimos dificuldades. Está a fazer um campeonato excelente e será motivo de uma análise mais profunda no devido momento."

Izmaylov encaixa bem
"O Izmaylov é um jogador técnico, com passe de qualidade, qualidade de decisão e poder de remate. Encaixa bem no nosso tipo de jogo."



RESUMO DO JOGO

Quem cospe para o ar...

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Bom Natal
Era uma tarde como outra qualquer.
A esposa do Tône caminhava, sozinha, rondariam as três da tarde ou coisa assim quando alguém lhe cuspiu na cara.
Poderá soar engraçado mas foi assustador. Rápido e assustador.
Estava ela caminhando pela tal rua simpática quando alguém foi de encontro a ela.
Ela deu um passo para o lado mas o indivíduo fez o mesmo.
E foi tão perto que ela teve a certeza que não iria escapar.
Talvez um roubo, um encontrão. Mas não.
O tal de indivíduo não lhe bateu, não a empurrou nem tão pouco lhe tocou.
Foi uma cuspidela. Sem catarro mas daquelas tipo chuveiro ou mesmo se tivessem casca era ovo.
Atónita olhou para trás e reparou que o tal de individuo continuava a caminhar tranquilamente, como se nada se tivesse passado.
Atordoada nem sequer conseguiu articular uma sílaba e recordou a mãe que lhe dizia que cuspir nas pessoas era a pior falta de respeito que se podia demonstrar.
Logo a ela, que nunca tinha cuspido em ninguém, é que lhe havia de calhar a medalha da estupidez de um desconhecido.
Seria um lunático? Um antigo namorado? Ou apenas alguém que não tinha gostado da cara dela?
Ou seria um daqueles que atacam quando tem oportunidade?
E que melhor oportunidade que uma senhora sozinha e distraída.

Levou a cuspidela e perdeu, se calhar, mais do que um bom bocado da sua dignidade.
E mesmo após ter lavado a cara e ter tomado banho sentia o nojo daquele cuspe nela.
Tentou entender mas não entendeu.
Ficou com raiva mas não a guardou por muito tempo.
Restou-lhe apenas o dó daqueles que nunca foram ensinados sobre a falta de respeito.

O mais importante e moral da história é que todas começam assim mas nem todas terminam da mesma maneira.
Há aquelas em que alguns, mesmo no fim e protegidos entre um qualquer acrílico e uma manga semi-recolhida, cospem para o ar e levam ou deviam levar, em resposta, com aquilo que está mais à mão.

Edo, um Excelente Ano para ti!

Marat Izmaylov é reforço do FC Porto

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Marat Izmaylov é reforço do FC Porto até Junho de 2015 e vai envergar a camisola 15. O médio russo já prestou declarações ao Porto Canal e ao www.fcporto.pt, sublinhando a sua determinação na conquista de títulos e na progressão como "jogador e pessoa".

"Toda a gente sabe que o FC Porto é uma grande equipa, uma organização grande e forte. Os resultados são melhores do que os das outras equipas portuguesas. Estou em Portugal há quase seis anos e quase todos os anos o FC Porto é campeão. Espero ganhar títulos e progredir como jogador e pessoa, para jogar com prazer um futebol bonito", declarou.

Admitindo que, em primeiro lugar, terá "muito trabalho" pela frente, Izmaylov prometeu apenas "dar o máximo" e deixou depois uma mensagem aos portistas: "Que apoiem a equipa sempre. Nos bons e maus momentos, é muito importante ter os adeptos do nosso lado. Da nossa parte, apenas podemos prometer que vamos jogar com toda o coração. É importante estarmos juntos, apenas unidos poderemos vencer".

O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, tem a expectativa de que o russo seja uma "mais-valia no plantel". "Temos felizmente uma bela equipa, mas uma equipa não são apenas 11 e acho que o Izmaylov se enquadra dentro da maneira de jogar e espirito do clube. Tenho uma esperança grande de que esta contratação vá ter sucesso", afirmou

"Acho que um negócio só é bom quando o é para as duas partes. O Izmaylov, como era opinião generalizada, tinha terminado o seu ciclo no Sporting. Não era uma mais-valia, basta ver a forma como era utilizado. O Miguel Lopes também não era titular, pese o seu valor, mas com o Danilo as hipóteses de jogar eram poucas. Mostrou vontade de jogar mais, até para poder manter-se na selecção, e creio que para o Sporting, depois da saída do João Pereira, será um jogador importante. Espero que o negócio seja bom para ambos e que o Miguel tenha uma rápida integração no Sporting para ajudar a que melhorem, são esses os votos que todos os que gostam de futebol fazem", concluiu.

fonte: fcporto.pt