08 fevereiro, 2016

INSÓLITO.

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FC PORTO-AROUCA, 1-2

Primeira Liga, 21ª jornada
dom, 7 Fevereiro 2016 • 19:15
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: -


Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: Tiago Leandro e Miguel Aguilar
4.º Árbitro: Hugo Pacheco

FC PORTO: Casillas, Miguel Layún, Maicon (c), Martins Indi, José Ángel, Danilo, Herrera, André André, Brahimi, Aboubakar, Corona.
Suplentes: Helton, Rúben Neves (69' Maicon), Varela (63' André André), Marega (74' Brahimi), Sérgio Oliveira, Suk, Chidozie.
Treinador: José Peseiro.

AROUCA: Bracali, Gegé, Velázquez, Hugo Basto, Lucas Lima, Nuno Coelho (c), Artur, Adilson, Zequinha, Walter, Mateus.
Suplentes: Rui Sacramento, David Simão, Jorginho (78' Mateus), Nuno Valente (73' Artur), Nelsinho, Wallace, Maurides (90+3' Walter).
Treinador: Lito Vidigal.

Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Walter (1'), Aboubakar (14'), Walter (66').
Disciplina: cartão amarelo a Adilson (45+1'), Lucas Lima (59'), Maicon (65'), Walter (66'), Velázquez (76').

Tinha prometido a mim mesmo não fazer duras críticas até ao fim da época mas isso não vai ser possível. O que se está a passar é mau demais para me manter calado, deixar as coisas rolarem e acontecerem como se nada se passasse.

Não é possível a um verdadeiro portista assistir impávido e sereno ao que se passa à frente dos nossos narizes. O que está acontecer no clube é terrivelmente mau e as coisas têm que ser ditas e faladas. E quanto mais se falar nelas, melhor porque senão ninguém vai arrepiar caminho.

Onde está o FC Porto? Onde está o FC Porto com raça de Dragão? Onde está a cultura FC Porto? Onde está o jogador à Porto? Onde está a mística do Dragão? Onde estão os símbolos que encarnam o espírito de Dragão? Onde estão os verdadeiros capitães do FC Porto?

Tudo isto e muito mais não existe. O FC Porto que dominou o futebol português durante quase 30 anos “morreu”. E já está “morto” há mais tempo mas só agora é se vê a realidade nua e crua.

Moribunda, feita em frangalhos, à deriva, sem norte, a equipa actual do FC Porto não tem referências. Não tem um patrão, não tem um génio, não tem jogadores com a cultura de clube e nem sabem transmitir essa mesma cultura. Não sabem porque não a conhecem. Não sabem o que é o FC Porto. Estão aqui de passagem para rumarem a campeonatos mais apelativos e fazer os contratos com que tanto sonham nas suas carreiras. Legítimo, perfeitamente legítimo. Mas nós precisamos é de jogadores do clube, nados no clube, criados no clube, que vivam o clube, que saibam e conheçam a história do clube e que transmitam a cultura do clube.

Nunca tinha visto um momento tão insólito, tão cobarde e tão triste por parte de um jogador do FC Porto como o que vi esta noite no Dragão. E mais grave foi por ter sido protagonizado pelo jogador que enverga a braçadeira de capitão do clube. Não é digno de envergar a braçadeira, não é o capitão mas sim o homem que leva a braçadeira no braço porque capitão não é de certeza.

A esta hora capitães do FC Porto como João Pinto e Jorge Costa, verdadeiros capitães da história do clube, estão envergonhadíssimos com o que viram no relvado após o 2º golo da equipa visitante. Um desses grandes capitães estava no camarote presidencial e acredito que tenha ficado profundamente triste, desiludido e envergonhado com o que se passou.

Algum dia, um jogador do FC Porto abandonou autenticamente um jogo de futebol a meio depois de ter cometido um erro colossal que ditou a derrota da sua equipa? Algum dia um jogador do FC Porto simulou uma lesão por estar borrado de medo, por não ter a coragem de encarar as asneiras que cometeu e meter a cabeça na areia como a avestruz? Algum dia um jogador do FC Porto sai do campo pelo seu próprio pé com o jogo a decorrer, deixando a equipa a jogar com 10 depois de ter oferecido um golo à equipa adversária?

A todas essas perguntas, essa resposta é SIM!!! Sim, o INSÓLITO aconteceu. Sim, o impensável aconteceu. Sim, esse jogador existe. Chama-se Maicon, nomeado para ser um dos capitães do FC Porto e fez tudo isso que se escreveu no parágrafo anterior. Um jogador que ainda há bem pouco tempo teceu duras críticas a Ricardo Quaresma acusando-o de não ter cultura de clube. Acusando-o de Quaresma falar de mais e fazer de menos. E o mais insólito ainda é atentar nas suas declarações nessa altura. Disse Maicon: “Infelizmente, não conseguimos os nossos objetivos, mas estávamos todos no mesmo barco. Não é um ou outro que tem que sair ileso. Todos erraram e ninguém tem que culpar ninguém. Agora é trabalhar e dar a volta por cima”.

Wtf?! Estávamos todos no mesmo barco?! Quem abandonou o barco???? Quem é que aos 66 minutos abandonou um jogo? Quem é que fez uma figura tão triste que envergonhou todos os portistas pelo mundo fora? Quem é que simulou uma lesão após ter feito uma asneira de jogador da Distrital?

VERGONHOSO!!! INQUALIFICÁVEL!!!

Ter um golo limpo anulado num momento crucial da partida e ficar calado no fim do jogo é solução? É a decisão certa? Não se compreende como não há uma reacção enérgica da parte dos dirigentes do clube. Comer e calar é o que está a dar. Ver o árbitro apitar tudo o que mexe e toca contra nós e o mesmo árbitro deixar passar em claro faltas, penaltis e foras-de-jogo mal assinalados a nosso favor e não reagir é muito, muito triste. Fala-se na comunicação social apenas quando tudo está bem? Vai-se reclamar o quê? Os louros? Quando ainda nada se ganhou?

Volto a dizer que o FC Porto está “morto”. Podem contratar os melhores jogadores do mundo e os melhores treinadores do mundo que não é por aí que o FC Porto vai ressuscitar, não é por aí que o FC Porto vai renascer e não é por aí que o FC Porto vai voltar a ser o que foi nos últimos 30 anos.

E enquanto os portistas foram deixando passar a caravana e enquanto os portistas não se convencerem de que há que haver mudanças profundas na estrutura do clube, vamos continuar a assistir a esta travessia no deserto. E a cada ano que passa, irá ser cada vez pior. Estou a falar na forma como o clube é tratado pelos árbitros; estou a falar de como o clube não tem uma voz activa e contestária que deveria actuar sempre que é essencial e imprescindível actuar; estou a falar de como o clube não tem uma cultura de vitória e vai-se enterrando semana a semana com Aroucas, Feirenses, Famalicãos e outros.

Em Dezembro quando saltámos para a liderança da liga (coisa rara nas ultimas 3 épocas) vi o presidente Pinto da Costa aparecer na zona mista todo vaidoso a falar para a comunicação social. Hoje depois de mais um roubo de um golo limpo e quando se exige que haja uma voz contestatária, reacções nem vê-las.

Mas também não admira porque para quem se ri depois de ver a equipa a sofrer um golo em Famalicão e perder esse mesmo jogo, nada faz, então nada mais há para dizer. Sou do tempo em que em certas entrevistas o presidente dizia e vincava que era o primeiro a dar cara nas vitórias e nas derrotas e que assumia todas as responsabilidades. Ouvi-o dizer muitas vezes que quem foge são os ratos que abandonam o barco.

Estou muito grato ao Sr. Pinto da Costa pelos 30 anos de vitórias, por ter transformado um clube que andava pelas ruas da amargura numa potência mundial e por ter feito uma propaganda forte e feroz contra Américo de Sá entre 1980 e 1982. Sei que não tenho o direito de o criticar e nem o vou fazer em nada, obviamente, mas chegou a hora de sair pelo seu próprio pé.

Obrigado Presidente mas a hora de sair, essa chegou! Só não vê quem não quer ver. Todos somos finitos. Ninguém é eterno, não há ninguém eterno. Eterno só o FC Porto. Esta foi outra das suas célebres frases. Pois, dê o lugar a outro.

Com o Benfica a seis pontos e o Sporting provavelmente, mais logo, a oito pontos e com uma visita à Luz já na próxima sexta-feira, torna-se difícil imaginar um cenário mais desgraçado no Dragão, que faz com que o FC Porto esteja fora do título a longas 13 jornadas do fim da prova.

Precisamos urgentemente de pessoas capazes de defender o FC Porto e de actuar activamente em prol do clube. Precisamos urgentemente de mudar tudo o que está mal no clube. Não podemos manter-nos nesta passividade, não devemos fazer barulho, nem insultar e assobiar quando perdemos mas também não podemos entrar em histerias e euforias quando vencemos em Barcelos para a taça de Portugal ou então quando “roubamos” Maregas, Suks, Danilos e Sás ao rival. É deprimente!

É deprimente termos uma defesa que mete água por todo o lado, assistirmos à passagem do mês de Janeiro com a dispensa de jogadores que nada davam ao clube e ir buscar outros para os seus lugares que nada acrescentam, sendo que nem um veio para reforçar a zona da defesa. É deprimente ver que o nosso melhor defesa é um médio-ala. É deprimente, inacreditável e incrível! O que é que ainda falta acontecer para ver o FC Porto tombar de vez?

Perder pontos com o Aroucazinho? Sofrer um golo aos dez segundos, sem sequer tocar na bola? Isto é normal? Não, não é normal. Isto não pode, nem nunca poderia acontecer. É mau demais. Mas nem vou culpar o treinador porque esse é o que tem menos culpa no cartório. Pode não ter tido as melhores opções mas isso é discutível.

Para mim nunca deveria ter mexido como mexeu na defesa. Já não bastava ter que estar privado de Maxi e Marcano, foi mexer no lado esquerdo da defesa, deslocando Layún para a direita. Numa defesa que mete água regularmente, que não tem defesas de grande categoria, deve-se mexer o menos possível. Manter Layún na esquerda e chamar Victor García para a direita, teria sido a decisão mais acertada. Mas isso é apenas uma opinião. O mal no clube é outro e muito maior.

O jogo começou mesmo pelo lance dos 10 segundos. Ao segundo dez, os Dragões já estavam a perder sem sequer terem tocado na bola. O Arouca deu um pontapé de saída com Adilson a fazer um lançamento em profundidade para as costas de José Angel. Este foi ultrapassado por Zequinha que cruzou para a pequena área onde surgiu Walter González que encostou para a baliza.

Balde de água gelada no Dragão mas o FC Porto tinha 90 minutos para dar a volta ao marcador. Aos 14 minutos, Aboubakar, de cabeça, rematou para defesa apertada de Bracali e na sequência, o mesmo Aboubakar conseguia o empate com novo golpe de cabeça. O empate estava alcançado e pensava-se no Dragão que chegar à vantagem seria uma questão de tempo.

Mas não aconteceu. Apesar do FC Porto dispor de outra oportunidade de golo na primeira parte, numa bonita jogada que culminou com um remate de cabeça de Corona para nova defesa de Bracali, foi o Arouca quem esteve perto do segundo golo. Primeiro por Nuno Coelho e depois o Mateus. Casillas teve que se aplicar.

O FC Porto tremia na defesa e apanhado em contrapé o Dragão viu-se em sérios apuros. O mês de Janeiro esteve aí e, volto a repetir, nem um reforço para a defensiva foi contratado. Não se compreende! O intervalo chegava e era imperioso fazer mudanças.

Mas a segunda parte começou com Aboubakar a falhar (para não variar) na cara do golo e, como um mal nunca vem só, o FC Porto viu ao minuto 62 um golo limpo anulado a Brahimi pelo árbitro auxiliar. Abertura para A. André sobre a direita que cruzou para o coração da área onde o argelino só teve que encostar.

Após o golo anulado, surge o INSÓLITO já aqui relatado. 66 minutos, Maicon apertado e sob pressão à saída da área, em vez de cortar para a bancada, tenta sair a jogar. Perde a bola e Walter González aproveita para fazer o 2º golo da vitória do Arouca. Imperdoável!

Depois disso, o FC Porto tentou carregar mas as coisas não saíam. José Peseiro foi infeliz nas substituições. Tirar A. André para colocar Varela e tirar Brahimi para entrar Marega não fez sentido nenhum. Sentido fez ao sair Maicon para entrar Rúben Neves. Aos 87 minutos num centro rasteiro da direita, Marega e Aboubakar falharam na bola, perdendo a possibilidade do FC Porto chegar ao empate.

O FC Porto não tem capacidade nem está preparado para enfrentar o ciclo decisivo que começa já na próxima 6ª feira. O que se pede é que os estragos sejam os menores possíveis e que o FC Porto consiga, pelo menos, vencer a taça no Jamor. Ao que chegámos. Tentar salvar a época com uma Taça de Portugal! Triste, deprimente! Em pouco mais de um mês, os dragões passaram de líderes da Liga a uma despedida precoce da luta pelo título.

Notas finais para as prestações positivas de Danilo e Layún. O menos do jogo destaco a complacência do árbitro com as perdas de tempo dos jogadores do Arouca e o rendimento da equipa do FC Porto no seu conjunto. A atitude do Maicon nem é digna deste momento.

O FC Porto desloca-se à Luz na próxima 6ª feira para defrontar o Benfica para depois iniciar (e terminar?) a sua participação na Liga Europa frente ao B. Dortmund. Que calafrio sinto pela espinha abaixo!!!



DECLARAÇÕES

José Peseiro: “O momento-chave é quando fazemos o segundo golo”

José Peseiro destacou o golo mal anulado ao FC Porto como o momento que fez a diferença na partida em que os azuis e brancos foram derrotados pelo Arouca (1-2), no Estádio do Dragão, em jogo da 28.ª jornada da Liga NOS. O treinador portista reconheceu ainda os “momentos menos bons” da equipa, mas reiterou que os Dragões criaram “oportunidades suficientes até para resistir ao erro de arbitragem”.

“O momento-chave é aos 62 minutos, quando fazemos o segundo golo, que não é fora de jogo, e que nos foi invalidado. Foi um golo limpo, mal invalidado, e passado pouco tempo sofremos o 1-2. Independentemente dos momentos menos bons que tivemos, de alguma tensão e da pressão de não poder perder pontos, criámos várias situações de golo, em ambas as partes. Criámos oportunidades suficientes até para resistir ao erro de arbitragem. Não ganhámos porque não fomos eficazes, por erros nossos e de outros”, afirmou José Peseiro após o desafio que opôs o FC Porto ao Arouca e que resultou na primeira derrota caseira da época, no que ao campeonato diz respeito.

Destacando a “forma” como o FC Porto sofreu os dois golos, José Peseiro falou ainda de uma história “diferente” se o 1-2 fosse um 2-1. “Sofremos dois golos da forma que sofremos, ambos da nossa responsabilidade. Não conseguimos ser tão estáveis após o segundo golo como fomos depois do primeiro. Não deixámos de procurar a baliza mas não tivemos tranquilidade na forma como o fizemos. Se estivéssemos a ganhar 2-1 em vez de estarmos a perder 1-2, como deveria ser, a história deste jogo tinha sido outra. Além disso, jogou-se muito pouco, houve demasiadas paragens, mas creio que são estratégias, nada positivas para o espetáculo e para o campeonato”, prosseguiu o técnico.

Apontando desde já ao clássico com o Benfica da próxima jornada, marcado para sexta-feira (20h30), no Estádio da Luz, José Peseiro apelou à presença e ao apoio dos adeptos. “Pensamos jogo a jogo, treino a treino, e amanhã vamos trabalhar com a certeza de que demos tudo hoje, apesar da insatisfação dos nossos adeptos. As incidências do jogo criaram alguma instabilidade na equipa, e alguns jogadores são novos aqui, mas espero que os nossos adeptos estejam connosco no próximo jogo e nos ajudem a conseguir o que queremos, a vitória”, finalizou.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

07 fevereiro, 2016

“BÊS” DÃO A VOLTA AO FREAMUNDE.

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FREAMUNDE-FC PORTO B, 1-2

Segunda Liga, 28.ª jornada
7 de Fevereiro de 2016
Estádio do Freamunde


Árbitro: Tiago Antunes (Coimbra).
Assistentes: Paulo Brás e Pedro Miguel Ribeiro.
Quarto árbitro: Nuno Pereira.

FREAMUNDE: Marco (g.r.); Leandro, Eridson, Luís Pedro e Huguinho; Paulo Grilo, Robson e Fausto; Pedrinho (cap.), Pedro Pereira e Diogo Ramos.
Substituições: Pedro Pereira por Celeste (63m), Fausto por Cafú (74m) e Diogo Ramos por Dalla Costa (83m).
Não utilizados: Dany (g.r.), Amadeu, Barbosa e Ivan Perez.
Treinador: Carlos Pinto.

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Verdasca, Rui Moreira e Rodrigo; Omar Govea, João Graça e Francisco Ramos (cap.); Ismael Días, Gleison e André Silva.
Substituições: Francisco Ramos por Tomás Podstawski (75m), Gleison por Ruben Macedo (81m) e João Graça por Jorge Fernandes (90m+3).
Não utilizados: João Costa (g.r.), Fede Varela, Sérgio Ribeiro e Leonardo.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Robson (10m), Ismael Díaz (71m), André Silva (80m).
Disciplina: cartão amarelo a Eridson (53m), Francisco Ramos (58m), Verdasca (64m), Raúl Gudiño (65m), Robson (67m), Ismael Díaz (82m), Omar Govea (89m).

O FC Porto B venceu este domingo no terreno do Freamunde (2-1), na 28.ª jornada da Segunda Liga, num jogo em que os azuis e brancos até estiveram em desvantagem no marcador. Robson abriu o ativo para os locais na primeira parte (10m), mas Ismael Díaz (71m) e André Silva (80m) assinaram a reviravolta portista no segundo tempo. Com este triunfo, o FC Porto B mantém a liderança da competição, agora com 55 pontos, mais cinco do que o Desportivo de Chaves, segundo classificado.

Não começou de feição para os Dragões o jogo em Freamunde, que viram a equipa da casa ganhar vantagem logo aos dez minutos Na sequência de um canto cobrado por Pedrinho, Eridson cabeceou para boa intervenção de Raúl Gudiño, mas a bola foi parar caprichosamente ao pé de Robson, que atirou a contar sem hipóteses para o guardião mexicano. O FC Porto B procurou reagir e fê-lo através de Gleison, mas as intenções do extremo brasileiro esbarraram literalmente na cara de Marco (20m), que voltaria a brilhar já perto do intervalo com uma grandíssima defesa ao remate à meia volta de André Silva (44m). O golo madrugador de Robson acabou por fazer a diferença ao intervalo, tal como a performance do guarda-redes do Freamunde.

A etapa complementar foi em tudo idêntica à primeira e o equilíbrio foi a nota dominante. Pese embora a maior pressão exercida pelo FC Porto B, os Dragões continuaram a sentir algumas dificuldades para encontrar espaços no bloco defensivo do Freamunde. Num desses momentos, Rodrigo cruzou com conta, peso e medida para a cabeça de Ismael Díaz, e o avançado panamiano desfeiteou finalmente o guardião da casa (71m). Ora, Ismael Díaz também esteve no golo que permitiu a reviravolta portista, assistindo André Silva para o 2-1 após um ressalto em Tomás Podstawski que isolou os dois avançados dos azuis e brancos (81m). O FC Porto B resistiu ao assalto final do Freamunde e segurou um triunfo que cimenta a liderança na prova.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

JOSÉ PESEIRO: “ESTAMOS NUM MOMENTO MUITO BOM”

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De regresso a casa após a vitória em Barcelos, para a Taça, o FC Porto tem encontro marcado com o Arouca para este domingo (19h15, no Estádio do Dragão) e José Peseiro confirmou qua equipa está “pronta para encarar qualquer desafio”, fruto do trabalho que vem sendo realizado em contexto competitivo e nos treinos, e elogiou os jogadores pela “vontade de assumir” as ideias que trouxe para dentro do grupo. Em conferência de imprensa de antevisão à receção aos arouquenses, referente à 21.ª jornada da Liga NOS, o técnico garantiu que o foco da equipa está em conseguir os três pontos frente ao atual oitavo classificado da competição, tendo para isso “noção do poder, da capacidade e da qualidade” que tem de demonstrar em campo.

“Estamos num momento muito bom e estamos prontos para encarar qualquer desafio. Amanhã o jogo é com o Arouca e estivemos a preparar a equipa para o que é o essencial – as características do nosso jogo e o que cada jogador pode aportar à equipa, em termos individuais e coletivos. Também tivemos em atenção algumas especificidades do adversário para podermos definir estratégias. Preocupamo-nos com o modelo de jogo e nunca temos temor, seja qual for o adversário. Estamos nos limites, não temos outra forma de pensar e encarar cada jogo, pois queremos sempre ganhar os três pontos. Os jogadores têm muita apetência, muita responsabilidade, humildade e vontade de assumir as minhas ideias e têm treinado com empenhamento total, com a certeza de que, passo a passo, vamos ser mais fortes”, disse José Peseiro, numa análise ao momento atual da equipa.

O treinador afiançou que os Dragões conhecem bem o Arouca e não deixou de recordar que o adversário de domingo tem dez partidas realizadas fora de casa, com um saldo de uma vitória, sete empates e de apenas duas derrotas: “Sabemos que é preciso estar muito bem para ganhar o jogo. Creio que é uma equipa que vai fechar-se, pois as equipas com menos recursos têm a estratégia de reduzir os espaços e de incluir todos os jogadores no processo defensivo. Também temos noção do poder, da capacidade e da qualidade que temos para levar de vencida o Arouca. Temos de encarar todos os jogos nos limites da concentração, do empenhamento e da organização. O Arouca fez coisas boas com outros adversários, sabemos a quem ganhou ou não e isso é um sinal para nós. Mas o mais importante é o sinal que vamos dando aqui, com o tempo que temos tido disponível, com as condições de competição e de treino que temos absorvido até agora, traçando o caminho que traçámos e que queremos percorrer”.

Sem poder contar com Maxi Pereira e Ivan Marcano – suspensos por acumulação de cartões amarelos –, José Peseiro afirmou não estar “preocupado com os que não vão jogar”, mas sim “confiante com o que os jogadores que vão entrar em campo vão fazer”, até porque todos têm dado boas respostas quando são chamados: “O plantel tem de ter soluções, qualidade e extensão para que haja opções em qualquer situação. Se os atletas estão aqui é porque têm muita qualidade, não só porque o FC Porto os contratou mas porque também eu já verifiquei isso; tenho confiança neles, sei o que cada um deles pode dar e sei que amanhã vamos dar muito para vencer o Arouca. Uma equipa faz-se das 20 ou 21 opções que tem e eu considero que todos são primeiras opções. A utilização de cada um tem a ver com a consolidação de uma ideia, com as estratégias que achamos adequadas e o momento que cada jogador vive. Todos estão a lutar por uma oportunidade, mas a oportunidade maior é a da nossa equipa e estão todos a lutar pelo mesmo objetivo”.

Com jogos com Benfica e Dortmund no horizonte, o técnico garantiu que vai colocar em campo a equipa que acha mais bem preparada para abordar o encontro (mesmo com Danilo, Rúben Neves e Marega em perigo de exclusão para o clássico) e assegurou que não teve dificuldade alguma em focar os jogadores na partida frente aos arouquenses: “O futebol é o momento e amanhã vamos ter de estar no nosso melhor nível. Os que vão entrar amanhã têm de ter confiança para vencer e a equipa tem de estar preparada para fazer uma boa exibição. Estamos concentrados no jogo com o Arouca. Sobre o resto, a seu tempo irei falar”.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas e Helton.
Defesas: Chidozie, Martins Indi, Maicon, Layún e José Ángel.
Médios: Rúben Neves, Danilo, André, Brahimi, Herrera e Sérgio Oliveira.
Avançados: Aboubakar, Marega, Suk, Varela e Corona.

06 fevereiro, 2016

FORÇA LEONARDO!

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Vergonhosos, tristes, repugnantes, verdadeiros cobardes sem nome. No final de um jogo entre equipas B no mítico estádio em Londres, The Den, um grupo de nenucos roubou com toda a valentia uma criança portista que se desloca em cadeira de rodas. Rapidamente uma onda solidária envolveu o nosso jovem adepto. Todos reprovaram a atitude e os Super Dragões entraram em contacto com a família do Leonardo, convidando os pais e o pequeno Leo a deslocarem-se ao Porto no próximo dia 25 de Fevereiro para assistir ao FC Porto x Dortmund para a Liga Europa, pagando todas a despesas como viagens, estadia e bilhete de jogo.

Certamente o nosso jovem adepto viverá um dia que o marcará para sempre, amenizando o trauma que cobardemente o fizeram passar.

Nesse mesmo o jogo o FC porto B voltou a vencer a equipa B de Carnide, depois de o ter feito categoricamente no Seixal, em Dezembro. Desta vez 1-0 chegou e os Dragões presentes no jogo apoiaram e festejaram. Do lado encornado, uma garrafa arremessada contra o banco do FC Porto, o tal acto heroico de um roubo a uma criança e o impedimento da nossa comitiva sair e chegar naturalmente ao estádio. À saída, foi mesmo necessário um dispositivo policial reforçado.


Nesse mesmo dia, em Barcelos, a equipa principal defrontou o Gil Vicente para a primeira mão das meias-finais da taça de Portugal. Se há clubes que não merecem a primeira divisão é o Gil Vicente, estádio “morto”, sem adeptos da casa, nem numa meia-final de uma taça, algo que raramente acontece, consegue chamar adeptos ao estádio. Portistas em maioria, Ultras do FC Porto em casa.

Desta vez numa bancada “nova” que nos foi destinada, o Fíusa, sendo um jogo para a taça de Portugal, não nos conseguiu roubar no preço dos bilhetes como fazia todos os anos. Dia de semana, sair do trabalho e siga para a estrada. Bem antes das 20h os adeptos foram formando fila para entrar. Filas enormes e o tratamento anedótico de sempre. Uma presença policial digna de um Boca Juniores x River Plate, “robocops” armados até aos dentes, só com os olhos de fora, com aquele olhar ansioso para que alguém dê o passo errado. Mas não tiveram esse prazer. Aguentámos aquela vergonha nas entradas, revistas propositadamente lentas e uma porta de entrada no estádio que mais parecia que tínhamos de entrar de lado para conseguirmos passar.

Já estavam mais de 20 minutos jogados quando todos chegámos à bancada. Um apoio extraordinário, poder vocal fantástico, a bancada também muita ajuda a esse resultado. Em campo, também resultado incontestável e o Jamor aqui tão perto!

No fim-de-semana anterior tinham sido só mais 600 quilómetros. O Sábado foi passado na faixa de gaza, em terra de inimigo. Na Amoreira os ultras do FC Porto também marcaram presença em grande número e fizeram-se ouvir ao logo de todo o jogo!

Seja a Norte ou Sul… o nosso grande amor és tu!

Um abraço ultra.





05 fevereiro, 2016

PARA MEDITAR.

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    "O menino Leonardo, de sete anos, que foi roubado ontem, no estádio do Millwall, por adeptos do Benfica, foi naturalmente apoiado de imediato pelos responsáveis do FC Porto que acompanharam a equipa B a Londres. Logo na altura ficou prometida nova camisola e cachecol, bem como o convite para vir conhecer o Estádio do Dragão e o Museu. Antes, será convidado a assistir ao jogo da meia-final da Premier League International Cup, que se joga em Inglaterra, onde Leonardo reside. Leonardo é um lutador, nasceu com uma doença mitocondrial rara mas tem tido progressos assinaláveis, consequência da dedicação que põe nos tratamentos, bem como do apoio que recebe dos pais. Veja esta página do Facebook para saber mais.

    Bonita a atitude dos Super Dragões, que convidaram o Leonardo e os pais a assistirem ao jogo com o Borussia Dortmund, no dia 25 de Fevereiro, no Dragão.

    Correta a atitude do Benfica, que se demarcou do triste comportamento dos adeptos do clube que roubaram o pequeno Leonardo. Muito nos separa do Benfica, mas felizmente nesta matéria estamos do mesmo lado, contra a violência e os excessos.

    Finalmente, o comportamento de uns quaisquer selvagens foi o que foi e todos sabemos que a falta de civismo e o fanatismo são sempre de condenar, mas tão ou mais grave foi o silêncio, o branqueamento, da generalidade da comunicação social portuguesa, com a honrosa exceção do Jornal de Notícias, para quem este incidente só aconteceu depois do Benfica se demarcar. Até lá, nada. É contra este silêncio cúmplice que havemos sempre de gritar e denunciar."
fonte: dragões diário

04 fevereiro, 2016

“FREEEEEEDOMMMM!!!!!!!”

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    Muda-se o ser, muda-se a confiança:
    Todo o mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.

    Continuamente vemos novidades,
    Diferentes em tudo da esperança:
    Do mal ficam as mágoas na lembrança,
    E do bem (se algum houve) as saudades.

    O tempo cobre o chão de verde manto,
    Que já coberto foi de neve fria,
    E em mim converte em choro o doce canto.

    E afora este mudar-se cada dia,
    Outra mudança faz de mor espanto,
    Que não se muda já como soía.


    Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
E foi-se o meu Lope e veio o Peseiro e a sua lufada de ar fresco. E chegaram reforços mas não os que nós queríamos e houve entretanto entrevista do Presidente no Porto Canal. Sei que passaram já muitos dias, muita água correu debaixo de todas as pontes e mais alguma, mas é sobre ela que quero hoje palrar… perdoem-me se vos maço. Mantive-me calada durante dias e dias. Pode ter sido um período de interiorização do sumo que se conseguiu espremer dessa conversa ou simples, palerma letargia. Também posso tê-lo feito por respeito ou algo semelhante a tabu, aquela sensação de interdição social ou cultural implícita no abordar de determinado assunto, apenas normal quando o tema é o nosso Jorge Nuno Pinto da Costa, esse ser sagrado e impoluto que nos preside e de quem tínhamos tantas saudades. Ele. A nossa Lenda Viva. A Personificação do Porto. Do que é Ser Porto.

A Nação Portista como que estacou. Rufaram os tambores e soaram os trompetes. O Grande, Querido e Almighty Líder ia falar às hostes orfãs e carentes, que dele precisam como as flores sequiosas da água e o pão quentinho da manteiga. Trepidação inegável no ar. Nuns e noutros, mesmo nos mais ferozes críticos internos, mesmo naqueles que pedem a sua saída e exigem a sua cabeça, mesmo nos que duvidam da sua sanidade física e mental… todos sem excepção o queriam ver, ler, sentir… mesmo que dissessem que não, mesmo que mostrassem desinteresse pela – segundo eles – certeza da entrevista fácil e pelas perguntas pouco incómodas e encomendadas pelo jornalista seu assalariado. Descendo no mapa, por detrás do recente tom jocoso assumido, do tsunami de escarninho e do céu em que deram por si a viver, nos reinos de Sodoma e Gomorra também se sentiu um burburinho e foi notória a frisson. Sabemos que acordam e se deitam a pensar nEle e que ficam suspensos nas suas palavras. Mesmo que não confessem, sentem receio do que ele possa fazer, dizer, empreender… atribuem-lhe também eles faculdades especiais. Melhor que estivesse calado, melhor que não tivesse despedido o treinador que tantas alegrias lhes foi proporcionando. Mudar para quê? Se o país tão feliz anda?

A entrevista em si foi catita. Supimpolas. O Júlio Magalhães fez perguntas interessantes, às quais PdC foi respondendo com bonomia, total disponibilidade. Foi prazenteira, bem-disposta, descontraída. Fiquei felicíssima com o bom aspecto do nosso Presidente, com as garantias da sua perfeita condição. Achei-o melhor, o que me anima (há cerca de um ano vi-o frente a frente e achei-o muito, mas muito frágil). Pelo meio, tivemos um vislumbre do outro lado da lua. O obscuro e muito, muito negro. O que ninguém vê, cá de baixo. Ou o que eles querem que não se veja. Respondeu em muitos dos casos com o que nós queríamos e tínhamos necessidade de ouvir, seguramente não com a verdade. Foi tudo demasiado cirúrgico, muito sintetizado, uma entrevista agendada para naquele dia e àquela hora sossegar a Nação a viver dias de pré-motim, da revolução que se anuncia. E teve esse efeito. Que teve. Em grande parte dos adeptos, pelo menos. Quanto a mim, leiga confessa que sou, o Jorge Nuno ficou muito mal na história dos empresários, na versão rebuscada que contou relativamente à sua cria e que não convenceu ninguém, na questão da competência técnica do Julen Lopetegui, da qual quis lavar rápida e quase levianamente as mãos, qual Pôncio Pilatos. Certo. Pois. Não gostava do estilo de jogo mas teimou e insistiu – FORAM 77 JOGOS, metade dos quais dignos de um filme de terror!!! -- ignorou a cara feia do seu staff imediato, os traumas visíveis do plantel, praticamente troçou do desespero dos adeptos e com isso equacionou seriamente as hipóteses de virmos a ter Aliados em Maio. Porquê? Por ainda acreditar no trabalho do espanhol, para não contrariar o filhotezinho – pária durante tanto tempo, tanto, tanto mesmo que de aborrecimento e total boa fé até aproveitou para se aproximar do arqui-rival do pai, José Veiga, curiosamente hoje detido --, para não admitir os crassos erros seus, ou para evitar a questão da choruda indemnização? Era giro saber.

Mas em meu entender a GIGANTESCA lacuna do seu discurso foi a ausência de crítica pura e dura e que se exigia à Máquina e Ordem Suprema que reina na estrutura do futebol neste país de mafiosos acéfalos centralistas e que tanto odeia e prejudica gravosa e talvez letalmente o nosso clube. Uma passividade que magoa e choca, um silêncio ensurdecedor e que me esclareceu cabalmente. Não quer ou não pode falar, por um motivo certamente enorme que desconhecemos. Um mistério tenebroso. Inquietante. Que não compreendemos. Que não aceitamos. Que se adensa. Porque os bandidos saqueiam e andam a monte e fazem coisas de bradar aos céus, sem que ninguém brade do alto do nosso castelo. Predomina na SAD a patética filosofia do “comer e calar”. E só neste “pequeno” pormenor se vê que tudo mudou, que ELE mudou e que dificilmente ou nunca voltará a ser o nosso William Wallace dos tempos modernos, aquele que em vez de kilt, usou calças e, no lugar da espada, exibiu a bandeira azul e branca para derrubar inimigos e reconquistar a liberdade. E isso é, para mim, inaceitável. Neste país de reles, só um Guerreiro, um Insubmisso, um Insurgente nos conseguirá levar novamente a bom Porto.

Havendo aspectos extremamente positivos da gestão e trabalho diário desta SAD que me enchem de felicidade, como que tudo se torna pardacento à luz fria dos factos da realidade do futebol. Um clube como o nosso vive de vitórias, títulos, orgulho e glória, não de lucro$, empresário$, contentores de jogadore$ dos quais temos já dificuldade em decorar os nomes. Que eu saiba, o C no emblema é de Clube, não de Comissõe$. Que se lixem as comissõe$, pois, e todos aqueles que se curvam perante o seu altar.

A intenção de recandidatura deixa-me, digamos, no mínimo desconfortável. É que o que não está bem muda-se. Diz a vox populi. A mesma que, a páginas tantas, também refere que a paciência é a mãe de todas as virtudes. Que é. Mas até esta tem limites. Até uma mãe tem limites. Quando se esgota, das duas uma: ou há palmadas bem dadas ou um castigo.

Da entrevista ressalvo também algo que misteriosa e incrivelmente não mudou: continuo a adorar feroz e desalmadamente o homem. E talvez precisamente por esse motivo, tudo isto me mate. Ser ou não ser? Manter… ou mudar? Progredir ou estagnar?

Porque se mudaram os tempos, sim, mas não, e NUNCA, se mudarão as vontades. E nós? Nós nascemos para vencer.

P.S. Alguém por caridade e que esteja a ler este texto que ajuste o tamanho das mangas do novo treinador ao seu braço. Obrigada. Tal como está, parece que herdou o fato do primo mais velho, or something…

03 fevereiro, 2016

PÉ E 3/4 NO JAMOR.

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GIL VICENTE-FC PORTO, 0-3

Taça Portugal, meia-final, 1ª mão
qua, 3 Fevereiro 2016 • 20:00
Estádio: Cidade de Barcelos
Assistência: -


Árbitro: Manuel Mota (Braga).
Assistentes: Jorge Oliveira e Pedro Fernandes.
4.º Árbitro: Rui Oliveira.

GIL VICENTE: Serginho, Pedro Lemos, Cadú (c), Renan, Bruno Silva, Djamal, Alphonse, Vítor Gonçalves, Vágner, Simy, Avto.
Suplentes: Iván Cruz, Sandro, Platiny, Yeo Bong (74' Djamal), Toro (84' Simy), Yartey (62' Avto), Fatai.
Treinador: Nandinho.

FC PORTO: Helton (c), Maxi, Maicon, Marcano, Layún, Rúben Neves, Danilo, Brahimi, Marega, Suk, Varela.
Suplentes: José Sá, Martins Indi, Aboubakar (75' Suk), Sérgio Oliveira (69' Brahimi), José Ángel (69' Layún), Herrera, Corona.
Treinador: José Peseiro.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Rúben Neves (45'+1), Suk (59'), Sérgio Oliveira (70').
Disciplina: cartão amarelo a Vágner (6'), Maicon (34'), Djamal (42'), Simy (81'), Yeo Bong (84'); cartão vermelho a Bruno Silva (67').

O jogo em Barcelos com o Gil Vicente carimbou praticamente o acesso ao Jamor 5 anos depois de lá ter estado pela última vez. Na altura, o FC Porto acabado de vencer a Liga Europa, venceria o V. Guimarães por concludentes 6-2. Desta vez, o FC Porto só tem que confirmar no Dragão o bom resultado alcançado em Barcelos por 3-0 para defrontar na final o vencedor da eliminatória Sp. Braga-Rio Ave.

José Peseiro fez uma selecção bastante criteriosa e equilibrada para o jogo desta noite com um misto de titulares e segundas escolhas. Mas o onze titular deu e dava garantias de poder alcançar um bom resultado no Estádio Cidade de Barcelos, pese embora a sorte ter estado do lado dos Dragões em alguns momentos-chave do jogo. Mas sem sorte, não há campeões.

O jogo começou bem para os Dragões que dominavam a partida e procuravam o golo. Mas apesar de uma primeira parte aceitável o golo não surgia. Em contrapartida, o Gil Vicente criou alguns embaraços a Helton. Na melhor oportunidade, os galos de Barcelos atiraram uma bola com estrondo à barra da baliza portista.

No entanto, o FC Porto já se queixava de uma grande penalidade a castigar carga sobre Suk na área contrária que o árbitro não assinalou. Árbitro que minutos depois assinalou prontamente uma falta idêntica sobre o mesmo jogador mas no meio-campo.

Critérios!!!

Apesar de algumas ameaças e duas oportunidades perdidas por Suk e Marega, o FC Porto chegaria ao golo aos 45 minutos. Após um pontapé de canto, a bola sobrou para a entrada da área onde Rúben Neves rematou colocado ao ângulo inferior da baliza dos gilistas.

Ao intervalo, esta vantagem foi motivadora para o FC Porto. Na segunda metade, o Gil Vicente começou por criar nova grande oportunidade com Renan a surgir na área com a bola a beijar o ferro da baliza de Helton.

Depois disso, só deu FC Porto, não obstante, Maicon ter-se safado de um segundo amarelo e consequente expulsão que o árbitro não sancionou, deixando passar uma falta clara perto da grande área portista.

Aos 59 minutos, Layún, quem havia de ser, fez um cruzamento com conta, peso e medida onde Suk cabeceou e marcou o segundo golo da partida. O 0-3 surgiu aos 71 minutos com Layún, novamente como protagonista. O mexicano arrancou um livre à entrada da grande área. Foi substituído, nesse momento, juntamente com Brahimi e entraram para os seus lugares, José Angel e Sérgio Oliveira. Foi o médio português cobrar o livre de forma superior fazendo o terceiro golo e “matando” praticamente a eliminatória.

Até ao fim, o FC Porto poderia ainda ter dilatado para 0-4 mas seria castigo demasiado severo para o Gil Vicente que justificou outro resultado.

Registos finais para as boas prestações de Layún, Varela na 2ª parte e Sérgio Oliveira com uma boa entrada. Também o golo que Rúben Neves marcou pode ter sido importante para o futuro. No entanto o MVP do encontro foi claramente Danilo. Imperial!

O FC Porto recebe no Domingo o Arouca a contar para a 21ª Jornada da Liga NOS.



DECLARAÇÕES

José Peseiro: “O 3-0 é um resultado justo”

José Peseiro considerou que o 3-0 conseguido no terreno do Gil Vicente foi um “resultado justo” para o que aconteceu na partida da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, esta quarta-feira. O treinador julga que se trata de uma vantagem "boa” para a segunda mão e antecipou que a equipa vai “encarar com a mesma responsabilidade, mas se calhar com mais tranquilidade” o encontro do Estádio do Dragão, a 2 de março. Sobre a partida em Barcelos, revelou que o “empenho, determinação, humildade e exigência” dos seus jogadores o satisfizeram.

“Para vencer tínhamos de fazer um bom jogo. Sabíamos o que tem sido a força do Gil Vicente em casa e o 3-0 é um resultado justo, digo eu. Foi um jogo em alguns momentos mais difícil, que depois tornámos mais fácil, e assim concretizámos o objetivo. Acabou a primeira mão, mas para estar no Jamor ainda falta um jogo”, declarou o técnico, na entrevista rápida que se seguiu ao apito final. Aí, mostrou-se ainda satisfeito com a evolução da equipa e com mais uma vitória, que dá consistência a essa construção: “Sabemos que temos coisas para melhorar. Como já disse várias vezes, temos um grupo de gente que tem qualidade e potencial”.

O treinador do FC Porto apelidou a exibição azul e branca de “contundente” e reconheceu que o adversário criou mais problemas nos primeiros 45 minutos. Depois, não quis fazer comparações com o passado em termos de presença na grande área: “Chegámos com os jogadores que entendemos que é necessário, por vezes de mais, e até nos pusemos a jeito das transições do Gil Vicente” assinalou. Já na sala de imprensa, e em relação à escolha de Brahimi para a posição de médio mais avançado, lembrou que Varela, André André ou Corona são outras escolhas possíveis para esse posto específico.

Quanto à lesão de Suk, Peseiro confessou ainda “não ter dados” para a avaliar, admitindo depois que já pensa no próximo jogo da Liga NOS (este domingo, às 19h15): “Queremos recuperar os jogadores, nestes três dias, para ganhar ao Arouca. É esse o principal desafio neste momento”.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

GOLO DE GLEISON ABRIU A PORTA DAS MEIAS-FINAIS.

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FC PORTO B-BENFICA B, 1-0

Premier League International Cup, quartos de final
3 de fevereiro de 2016
Estádio The Den, em Londres (Inglaterra)


FC PORTO B: Raúl Gudiño; Rodrigo, Verdasca, Rui Moreira e Víctor García; Omar Govea, João Graça, Francisco Ramos (cap.); Gleison, Ismael Díaz e André Silva.
Substituições: Rui Moreira por Jorge Fernandes (46m), Gleison por Ruben Macedo (60m), João Graça por Tomás Podstawski (82m).
Não utilizados: João Costa; Fede Varela, Sérgio Ribeiro, Ruben Macedo e Leonardo.
Treinador: Luís Castro.

BENFICA B: André Ferreira; Hildeberto, João Nunes, Lystcov e Yuri Ribeiro; Gilson Costa, Dawidowicz e Raphael Guzzo; João Carvalho, Diogo Gonçalves e Filipe Ferreira.
Substituições: Filipe Ferreira por Sancidino (46m), Gilson Costa por Dálcio (64m), Diogo Gonçalves por Sarkic (75m).
Não utilizados: Miguel Santos (g.r.), Rúben Dias, Pedro Rebocho, Pedro Rodrigues e Sarkic.
Treinador: Hélder Cristóvão.

Ao intervalo: 1-0.
Marcador: Gleison (34m).
Disciplina: cartões amarelos a Gilson Costa (20m), Rui Moreira (25m), Dawidowicz (40m), Verdasca (62m e 90m) e Sancidino (84m); cartão vermelho, por acumulação de amarelos, a Verdasca (90m).

​O FC Porto B está pela segunda vez consecutiva nas meias-finais da Premier League International Cup, depois de esta quarta-feira ter vencido por 1-0 sobre o Benfica B, no Estádio The Den, em Londres, Inglaterra. Um golo de Gleison na primeira parte selou o segundo triunfo dos Dragões sobre o rival lisboeta esta temporada, depois da goleada (3-0) imposta em Lisboa, em jogo relativo à 22.ª da Segunda Liga.

Com Rodrigo, Verdasca, Rui Moreira e João Graça de regresso ao onze, os azuis e brancos demoraram a entrar no jogo, sentiram algumas dificuldades em impor o seu jogo, sobretudo, pela pressão alta exercida pelo adversário, muito agressivo e rápido na reação à perda da bola. Os encarnados tiveram um ligeiro ascendente nos primeiros 20 minutos do encontro, mas apenas por uma vez assustaram verdadeiramente o guarda-redes Raúl Gudiño, num desvio de Rafael Guzzo que não levou a direção certa. No último quarto de hora, o FC Porto B apareceu finalmente quando André Silva, de primeira, errou o alvo por pouco. Era o aviso para o que iria acontecer dois minutos depois: um passe sublime do avançado português a rasgar a defesa contrária encontrou Gleison, que rematou forte e colocado para adiantar os o portistas no marcador (34m).

O golo animou os Dragões, que voltaram a ameaçar o 2-0 logo a seguir e que viam o intervalo chegar numa fase em que estavam por cima do adversário. A verdade é que o descanso não alterou muito a face da partida, ainda que o Benfica tenha surgido com o bloco mais baixo, o que deu mais espaço à equipa portista para controlar o jogo, que não teve a intensidade da primeira parte. Oportunidades de golo, essas, quase não se viram, à exceção de um forte disparo de Ismael Díaz (54m) de um cruzamento de Hildeberto que levou a bola a tabelar num defesa azul e branco que quase surpreendeu Gudiño, que reagiu com um oportuno desvio (80m).

O FC Porto B junta-se, assim, ao Chelsea no lote de equipas que vão discutir um lugar na final da Premier League International Cup.

NOTA: O jogo ficou marcado por incidentes absolutamente lamentáveis, protagonizados por adeptos do benfica, uns valentões que roubaram um menino portista em cadeira de rodas.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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DESCULPEM LÁ QUALQUER COISINHA...

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No passado fim de semana, ocorreu cá pelo nosso cantinho à beira mar plantado, um fenómeno cuja raridade ultrapassa em muito os eclipses totais do sol. Um árbitro da nossa I Liga admitiu um erro numa sua decisão.

Uma atitude deveras nobre, que se aplaude, não seja a nobreza do interveniente directamente proporcional à sua pilosidade capilar. Não me vou alongar na forma da confissão, onde o Sr. Cosme Machado mais do que aceitar culpas, procurou empurrar a responsabilidade do erro para o seu colega de equipa, Alfredo Braga. Nem sequer me vou debruçar sobre lance que precipitou o imbróglio, onde um jogador da Académica marca efectivamente golo em fora-de-jogo. A questão que me merece mais atenção, está nos porquês em torno desta situação.

O primeiro ponto, e o mais intrigante, é o facto de que os árbitros não falam sobre jogos, não porque não o queiram, mas sim porque não podem. Diz-nos o regulamento da arbitragem, art. 19, nº1, alínea g) o seguinte:
    "Não emitir declarações ou opiniões públicas, em qualquer local e sem autorização prévia, sobre matérias relativas ao sistema específico da arbitragem e a qualquer jogo"
Partindo do pressuposto de que todos os árbitros conhecem bem este ponto do regulamento, porque veio agora Cosme Machado quebrar uma regra quase secular da arbitragem?

Se este senhor árbitro é tão íntegro como afirma, ao ponto de violar o regulamento para defender a sua honra, porque não se retratou de igual forma, das asneiras aberrantes que fez no SC Braga - FC Porto, da Taça da Liga na passada época?

Mais grave ainda. Caso Cosme Machado não venha a ser punido disciplinarmente pelo Conselho de Arbitragem, significa que pediu autorização prévia a Vitor Pereira para explanar a sua visão do lance. E se Vitor Pereira a deu (ou pediu?), que conclusões podemos tirar?

Muitas questões por explicar no nebuloso sistema da arbitragem nacional.

Na minha ignorância de adepto, poderia juntar mais algumas:
  • Qual o mais directo beneficiário de uma eventual perda de pontos dos sportinguistas?
  • Qual a equipa recordista mundial em grandes penalidades ou expulsões não assinaladas contra si?
  • Qual a equipa mais satisfeita com o trabalho de Vitor Pereira?
Pois... talvez não interesse mudar o enfoque das arbitragens para outras paragens bem perto de Alvalade.

E nós, FC Porto, quedos e calados a ver a caravana passar. Nem cócegas fazemos para forçar um Sr. Jorge Ferreira vir a público para pedir desculpas por qualquer coisinha.

Uma nota para as nossas movimentações no mercado de inverno.

Todos os portistas podem neste momento sossegar, pois reforçamo-nos condignamente para o título... da II Liga.

Relativamente à primeira equipa, vendemos o nosso activo mais caro (Imbula) e despachamos um central (Lichnovski). Entretanto, Tello e Osvaldo já tinham abandonado o clube sem saudades mútuas.

Em sentido contrário, para além de Casillas, Helton, Gudino (e Bolat, Fabiano, Ricardo, João Costa e André Caio) reforçamos esta debilitada posição com José Sá. Para a frente de ataque, Marega e Suk aparentemente são trocas directas com os avançados catalão e italo-argentino.

Utilizando a matemática simples, saíram 4 e vieram 3. Analisando criticamente o contributo dos 4 jogadores que saíram, o que nos vem à mente, é de que não perdemos grande coisa. Mas será que ganhamos algo?

No entanto, o facto de termos apenas 3 centrais (e fracos) no plantel não parece preocupante para a SAD. Talvez já se tenham apercebido que Chidozie é melhor do que qualquer um deles. Olhamos para a lateral esquerda nas alternativas a Layun, e desesperamos com a calma que impera no nosso Estado Maior, dando-se ao luxo de emprestar o promissor Rafa à Académica, para manter o inepto Angel. Tentar recuperar Octávio, ou contratar um médio ofensivo, não parecem ser problemas de fazer perder o sono aos nossos magnânimos administradores.

A grande movimentação que se constou da nossa parte, foi a tentativa de contratação de mais um extremo, Rafa do Braga, para eventualmente ser adaptado a médio ofensivo, com a época em curso. Brincadeira essa que seria para custar uns meros 16 milhões. Ou seja, não aprendemos nada com as recentes asneiras.

Pede-se títulos a Peseiro. Contudo, nem uma lambreta para reforçar a equipa. Em Maio, se ganharmos algo, o mérito será do Presidente e da sua mini-limpeza do balneário. Caso a coisa corra mal, já sabemos de quem é a culpa.

O que aconteceu à nossa famosa estrutura?

02 fevereiro, 2016

DIA 13, OLIVEIRENSE VAI LEVAR RESPOSTA.

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BASQUETEBOL

  • FC PORTO 72-81 oliveirense
Este domingo, perdemos a invencibilidade caseira, e temos agora 15 dias para trabalhar afincadamente, já que dia 13/fevereiro, há jogo importante frente a este mesmo adversário, para a meia-final do troféu Hugo dos Santos em Oliveira do Hospital.

Este jogo de domingo, não correu nada bem, com percentagens muito más em lançamentos de 2 pontos com destaque para os 0/5 de Fontet, os 0/6 de Bessa, os 2/8 de Arnette e os 3/8 de Washburn. Assim, não se ganham jogos. Destaque apenas para o bom jogo de Tinsley com 17 pontos e Pedro Bastos com 13, mas também com 3/8 em triplos.

Moncho assumiu a má forma da equipa e mostrou preocupação. Sei que, mais do que ninguém, o Mister quereria manter a invencibilidade caseira que já vinha desde 2012 e por isso, a equipa vai ter que rapidamente dar a volta, e dia 13 estar preparada para a vingança!

  • PRÓXIMOS JOGOS
Já amanhã, recepção ao Sangalhos, para os oitavos-de-final da taça de portugal (21h30 Porto canal). Depois, no sábado, dia 6, pelas 18h00, jogo no Barreiro frente ao Galitos (Porto canal).



ANDEBOL

  • belenenses 26-30 FC PORTO
Para o campeonato, vitória no Restelo, num jogo que só se resolveu na 2ª metade. Os dragões levaram a partida muito a sério - só Areia foi poupado - e acabaram por ganhar com Gilberto, Hugo Santos e Roque a marcarem 6 golos cada. E vão 20 seguidas!

  • camões 23-36 FC PORTO
Entretanto, para a taça de portugal, ganhamos no Camões, com Ricardo Costa a rodar toda a equipa, destacando-se os 7 golos de Nuno Gonçalves e 7 também de Alexis Borges. Seguimos para os quartos-de-final com sorteio no dia 11/fevereiro.

  • PRÓXIMOS JOGOS
Hoje, jogamos em casa diante do Avanca (21h00 Porto canal). Depois, no sábado, no Passos Manuel (18h00 bolatv).



HÓQUEI EM PATINS

  • cambra 1-7 FC PORTO
Vitória tranquila diante do Cambra, com Gonçalo Alves e Vitor Hugo a bisarem, tendo os outros golos sido da autoria de Jorge Silva, Alvarinho e Reinaldo Garcia. O Cambra lutou o que pôde diante do seu público, mas é naturalmente bastante limitado.

  • PRÓXIMOS JOGOS
Sábado, pelas 20h00 (Porto canal), recepção ao Breganze na liga europeia (o campeonato só regressa dia 10/fevereiro).



Um abraço do Lucho.

1985-1986: Bicampeão com “Adidas” e “Revigrés”.

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O equipamento é, no seu todo, muito semelhante ao anterior que, aliás, até foi usado em parte desta época de 1985-1986. Vejamos as diferenças:
- Camisola com uma inovação importante, a elegante gola que se iria tornar imagem de marca durante algumas épocas;
- Calções sem símbolo da Adidas.

A equipa Bicampeã em 1985-86 sob o comando de Artur Jorge.
Em cima, da esquerda para a direita: Lima Pereira, Mlynarczyk, Celso, Eduardo Luís, Jaime Magalhães e Inácio.
Em baixo: André, Fernando Gomes, Elói, Madjer e Futre.
Os festejos do Bicampeonato, nas Antas, com Celso, Mlynarczyk e Gomes.
Mlynarczyk, guarda-redes internacional polaco, chegou do Bastia para o FC Porto na época 1985-86 para suceder a Zé Beto. Veio para conquistar títulos e depressa denotou uma rara frieza entre os postes ao que aliou uma segurança fantástica. As suas mãos pareciam "garras" implacáveis para a bola! Foi um pilar da equipa Campeã Europeia e venceu todas as competições internacionais em que participou ao serviço do FC Porto. É tido como o "professor" de Vítor Baía, que lhe sucedeu.

Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos



Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU

CLIQUE no banner localizado na parte superior direita do blogue e identificado com “MANTO AZUL-E-BRANCO”; o ÍNDICE abre; CLIQUE na hiperligação que escolher e ei-lo no POST pretendido.

01 fevereiro, 2016

O “EVEREST” QUE PESEIRO TERÁ DE ENFRENTAR.

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Ao 30º dia do ano de 2016, o FC Porto lá decidiu brindar os seus adeptos com algo que há muito tempo não se via para os lados do Dragão (aliás, em 2016 jamais tinha sido visto em qualquer um dos jogos até agora realizados): futebol com cabeça, tronco e membros!

Sem qualquer tipo de hipocrisia ou desonestidade, devo dizer-vos que quando vi o FC Porto sofrer um golo de canto aos 3 minutos num estádio tradicionalmente difícil e após mais uma derrota sem honra, nem vergonha na taça da Liga, temi o pior. Temi que a casa já de si a arder, caísse completamente e apenas restassem as cinzas até final da época.

Foi, portanto, num estado de total resignação e silêncio amargurado que tive pela primeira vez na presente época uma agradável surpresa vinda dos jogadores e treinador do meu clube. Ao contrário de todas as minhas expetativas (que confesso neste momento são muito reduzidas!), a reação ao golo sofrido foi excelente e a equipa manteve-se inacreditavelmente calma, viram-se ocasiões de golo, viu-se jogo vertical, viu-se os laterais totalmente envolvidos na ação ofensiva, viu-se o André André do início da época, viu-se Herrera (o jogador mais enigmático que jamais vi na minha vida, ora excelente, ora péssimo!) numa exibição fantástica e viu-se, sobretudo e mais importante que tudo isso, uma equipa com sentido coletivo, todos a remar para o mesmo lado e até uma entreajuda que raramente se tem visto na presente época.

É óbvio que os problemas ainda permanecem numa quantidade bem superior ao que era desejável, mas a verdade é que o jogo de ontem no Estoril, trouxe-nos boas notícias, algo de que já estávamos necessitados, tão mau tem sido este ano de 2016 desportivamente falando.

Peseiro tem o desafio de olhar para o futuro próximo tentando corrigir os erros que se têm cometido ultimamente e logicamente potencializar a qualidade evidente do plantel de que dispomos. Continuo a dizer que comparativamente aos outros dois candidatos, o FC Porto tem o melhor plantel dos 3, em condições teóricas tem o melhor GR, os melhores laterais, imensas opções para o meio-campo e bons jogadores no ataque. É verdade que não temos um plantel de luxo e existem carências, mas pergunto: nos outros plantéis também não existem carências em vários setores? Também me parece evidente que sim…

Em minha opinião, o grande desafio de Peseiro, e infelizmente não é a belíssima vitória no Estoril que muda o cenário atual, assume uma dimensão enorme. Metaforicamente falando, direi que Peseiro tem o “Everest” para escalar, ou seja, vencer um campeonato entrando a meio da época, em 3º lugar e com 8 pontos para recuperar até à liderança, num campeonato com um nível geral baixo como é o português (ou seja, mais difícil para quem não depende de si), é um desafio às probabilidades, é na realidade lutar contra a lógica das coisas.

O grande problema é que já se perderam demasiados pontos “estúpidos” neste campeonato. Não existem campeonatos sem derrotas ou empates, mesmo nas épocas de grande glória, o FC Porto empatou ou perdeu alguns jogos. O grande problema é quando se perdem pontos com equipas miseráveis, equipas essas que depois são aviadas sem apelo, nem agravo, pelos rivais nossos diretos com 4, 5 ou 6 golos. Infelizmente, perder pontos frente a moreirenses e rio aves em casa são resultados que nunca podem estar nos planos de uma equipa que luta pelo título.

Direi que Peseiro terá apenas a obrigação de lutar pelo título até à fase mais avançada da época que lhe for possível. Não tem obrigação de ganhar um campeonato que já está praticamente perdido, depois do despedimento de um treinador que tinha um projeto para 3 anos e posteriormente da equipa ter estado praticamente 15 dias a navegar à deriva, sem capitão, nem rumo. Nessa fase do piloto automático, perderam-se também 3 pontos em guimarães, que agora fazem toda a diferença na luta pelo título.

Se em termos de campeonato as coisas assumem um desafio quase estratosférico, há ainda outra dimensão na época do FC Porto não menos relevante e extremamente fundamental para o clube não só nesta, como nas próximas épocas. É importante encarar a taça de Portugal com a máxima seriedade, quer nos jogos das meias-finais, quer numa eventual final seja contra quem for. O FC Porto está há um ano sem ganhar rigorosamente nada, em 13/14 apenas ganhou a supertaça, logo é importante que o FC Porto arrecade o 2º troféu nacional mais importante. Não podem haver demasiadas poupanças em nenhum dos jogos da taça, é uma competição para ganhar e encarar com a máxima seriedade. Espero que na 4ª feira em Barcelos não veja novamente o filme de ver imbulas e outras m***** do género arrastarem dentro de campo toda a sua mediocridade. Temos de apresentar um onze competente para vencer uma das boas equipas da II Liga e tentar resolver já a eliminatória.

Se em termos de campeonato, dependemos de terceiros, na Liga Europa dependemos apenas de nós mesmos. Só que aqui com uma pequena agravante: saiu-nos a fava, a pior equipa que nos poderia ter saído, a 2ª melhor equipa alemã, só superada pelo super Bayern Munique, uma equipa de Champions League. Logicamente, e nenhum de nós pode ignorar isso, o desafio é dificílimo, teremos de lutar com todas as nossas forças mas o favoritismo é neste momento todo para os alemães. Terá de ser um grande FC Porto, ao nível dos melhores Portos da história internacional do clube, para levar de vencida os alemães. A Liga Europa terá obviamente de ser, independentemente da enorme dificuldade do desafio, uma grande prioridade da época neste momento porque é uma competição em que dependemos unica e exclusivamente da nossa competência para a vencer. Uma competição em que nos últimos 13 anos, vencemos brilhantemente por duas vezes.

Em resumo, os desafios são difíceis e complexos, mas há ainda tanto por ganhar, tanto para melhorar e tanto para corrigir que é impossível não termos uma ponta de esperança neste momento que não deixa de ser difícil e delicado para os Portistas. Peseiro tem de ter a máxima tranquilidade para trabalhar e expor a sua ideia de jogo, o seu modelo e a sua estratégia, sem assobios, sem insultos, ameaças ou gritarias à primeira contrariedade. Pelo menos que se dê essa tranquilidade ao homem para ver do que ele é efetivamente capaz de fazer.

PS - Na pretérita jornada, o FC Porto foi gravemente prejudicado pela sr. Jorge Ferreira, com dois penalties claríssimos por marcar sobre Maxi Pereira, que como prémio ainda levou um amarelo por suposta "simulação". Excetuando uma ténue referencia na newsletter diária do clube, NINGUÉM do clube falou sobre isso. Esta jornada, um dos rivais diretos foi prejudicado por um golo mal validado ao adversário, esse clube na pessoa dos seus dirigentes falou, contestou e reagiu. Nós temos de reagir quando somos prejudicados por alguém, seja o treinador, seja o Presidente, seja um dirigente, alguém tem de falar.

PS2 - Foge à minha inteligência e se calhar não é suposto eu compreender mas... há um jogador que custou 20 milhões de euros, esse jogador teve muitas oportunidades de jogar a titular no inicio da época, jogou varias vezes e nunca jogou bem. Fez um penaltie estúpido e desnecessário no jogo mais importante da época na Champions League e ultimamente no pouco que joga apresenta um nível tão medíocre e desinteressado do jogo que até mete dó. Aparecendo uma proposta por 25, 27 ou 30 milhões não seria vender de olhos fechados essa inutilidade completa? Pois se calhar há coisas que não é mesmo suposto perceber ou compreender... Se calhar ainda vamos valorizar essa criatura até aos 40 milhões...