18 novembro, 2016

17 novembro, 2016

O DRAGÃO, O ETERNO CAPITÃO E OUTRAS NOTAS MAIS.



Dragao – foi há 13 anos
Foi em 2003 que fomos pela primeira vez ao Dragão. Fez ontem 13 anos. Um dia e uma noite felizes, daquelas que ficam para sempre. Pedro Burmester tocou nesse dia num piano suspenso sobre o relvado. Só voltaria a tocar na cidade do Porto passado uma década, em desacordo com as políticas de Rui Rio para a cultura.
Olhando para trás, é difícil classificar a mudança operada das Antas para o Dragão. Ganharam-se muitos títulos desde então, ganhou-se modernidade, o clube e a cidade transformaram-se. A massa associativa, essa, também mudou. Assistimos no Dragão a duas grandes caminhadas europeias: a primeira até Gelsenkirschen; a segunda até Dublin. Nada disso poderá ser apagado e é um verdadeiro livro de honra e de glórias.
Parece no entanto que a relação do clube com a cidade e com a “rua” se perdeu. Um estádio mais distante, mais frio e mais desaculturado. Diria que parte da mística ficou a meio caminho entre as antigas Antas e a Alameda, não chegando ainda a entrar na sua totalidade no Estádio do Dragão. Perdeu-se um pouco de sotaque nortenho com a mudança. A maioria dos adeptos são os mesmos ou pelo menos são filhos ou netos dos anteriores, mas algo parece ter mudado na cúpula dirigente que se reflectiu, inexoravelmente, no público do estádio.
Qual o meu desejo? O formato e as linhas do Dragão e a alma e o espírito das Antas.

João Pinto
Devia ser óbvio e consensual há muitos anos, mas incrivelmente não é. João Pinto passa a integrar a estrutura do futebol do FC Porto. Na prática, só há uma coisa a comentar: devia ter sido para ontem. O lugar de João Pinto é no FC Porto, seja nos corredores, seja no relvado. O João Pinto tem lugar onde e sempre que quiser, seja onde for. Ou alguém duvida que o a figura e a história de João Pinto fazem mais pela raça e alma dos nossos jogadores do que mil palestras do NES em blocos de papel? O lugar do eterno Capitão é ali no nosso banco de suplentes, servindo de exemplo e inspirando os novos atletas que chegam. Só valorizando a nossa história e os nossos ex-jogadores – e isto é algo que o nosso actual Presidente nunca soube capitalizar da melhor maneira – é que conseguimos manter a mística e fazer perceber aos novos que chegam que este lugar e esta casa são especiais.
Saúda-se esta novidade e só se lamenta o tempo que o Sr. João Pinto esteve fora. E mais: lamenta-se que, muitos outros baluartes do portismo, não estejam onde fazem falta: nos corredores e nos relvados do FC Porto.

O Dilema Existencial
O FC Porto e os seus adeptos vivem num dilema profundo. O clube é roubado jornada sim jornada sim pelos senhores do apito. Contudo, não nos podemos queixar dos árbitros, porque uma equipa do FC Porto tem que estar preparada para ganhar na raça, contra tudo e contra todos. E porque queixar-se dos árbitros é coisa de benfiqueiro e de lagarto. Por outro lado, se a Direcção e o Presidente não se insurgem contra as arbitragens, somos claramente a imagem um clube amorfo, adormecido, sem chama, sem garra nem vontade de ganhar. Em que ficamos, meus senhores?
Dilema complicado este...

A Independência
Na televisão e nos jornais portugueses, no que ao futebol diz respeito, há uma distinção óbvia entre i) os que representam o seu papel de forma digna e independente; ii) os que estão ali a soldo e pagos por alguém, para transmitir mensagens previamente definidas e alinhadas com a versão oficial dos acontecimentos.
Os primeiros são os comentadores e cronistas portistas, pessoas independentes e imparciais, capazes de elogiar o nosso clube numa semana para, logo de seguida, criticarem de forma veemente as opções do actual Presidente, da SAD, do treinador, dos jogadores, etc. Falo de Miguel Sousa Tavares, Miguel Guedes, Rodolfo Reis e até o próprio Bernardino Barros, que trabalha para o canal gerido pelo clube.
Os outros estão ali plantados para defenderem as suas agremiações e os seus chefes. Repetem mentiras até à náusea, são incapazes de admitir coisas óbvias, negam que o branco é branco e que o preto é preto. São pessoas sem coluna vertebral, rasteiros, que exalam um fedor pútrido sempre que cospem alarvidades da boca para fora.
Vem isto a propósito, claro está, do mais recente episódio dos balneários nacionais. Bem sabemos que as cabinas da capital lisboeta encerram mistérios e segredos difíceis de perceber ao cidadão comum. Basta que nos lembremos do que sucedeu num certo acesso aos balneários a Hulk e Sapunaru. Mas neste caso, com imagens de alta definição e sem qualquer pixelização, temos a verdade nua e crua perante os nossos olhos.
Como podemos esperar que esta gentalha imunda e rastejante reconheça um penalty ou uma mão na bola se são capazes de jurar mentiras a pés juntos e, qual milagre da Rainha Santa Dª. Isabel que transformou o pão em rosas, operam a transformação de uma cuspidela em vapor de cigarro electrónico?!
Bem sabemos que a Norte as pessoas não se vendem ao desbarato e têm tendência a manter a coluna vertebral mais rectilínea. No entanto, o horrendo espectáculo televisivo que nos é proporcionado durante a semana nas principais cadeias televisivas nacionais, devia merecer uma intervenção do regulador. O nojo tem limites e o surrealismo já não está tão em voga.

Rodrigo de Almada Martins

16 novembro, 2016

INJECÇÃO DE PORTO.


Pinto da Costa falou recentemente dos 4 pilares que norteiam o dia a dia do clube: Rigor, Competência, Ambição e Paixão. Sem dúvida que se em cada pessoa que serve diariamente o nosso clube estiverem presentes estas 4 virtudes, o futuro será certamente mais risonho!

A verdade é que se há pilar que julgo que tem falhado no passado recente é o da PAIXÃO! Já por diversas vezes manifestei aqui o meu desacordo com o facto de, ao longo dos últimos anos, se ter vindo a apostar cada vez mais num profissionalismo puro e desligado dos valores do FC PORTO, por oposição a se afastar um conjunto de pessoas que fizeram do AMOR e PAIXÃO ao clube a sua forma de viver.
Quero bons profissionais, gente que saiba o que faz e como faz. Gente que ganha o seu salário e que faz do nosso clube a sua profissão e forma de vida. Mas tudo isto agregado de forma crua, sem sentimento e sem emoção, então não é servir bem a instituição que tanto amamos. É bom não esquecer que a grande diferença de um clube desportivo para uma empresa é precisamente o sentimento que reúne em seu redor, pois toda a restante forma de gestão deve ser similar.

Tudo isto para dizer que vejo com enorme satisfação a inclusão de inquestionáveis Portistas na estrutura mais próxima e efetiva do nosso clube. Primeiro foi Fernando Gomes, agora João Pinto e ainda temos muitos por onde escolher, pois espero que este seja um trabalho em construção. E estes dois senhores até já lá andavam, conjuntamente com outros, um pouco perdidos pelos corredores do Dragão, em funções pouco visíveis e essencialmente com pouca influência no dia a dia.

Não sou hipócrita e claro que não me esqueço de um passado não muito distante do nosso bi-bota. Mas, quem nunca se chateou com um irmão? E não é por causa disso que se deixa de amar essa pessoa com ligações de sangue! Acontece o mesmo com Fernando Mendes Soares Gomes, um ídolo de gerações, um portista inquestionável, uma pessoa que nos fez viver tardes e noites inesquecíveis e que contribuiu decisivamente para aquilo que é hoje o FC PORTO. Além disso, em tempo de “guerra”, somos todos precisos e não temos que estar com “pruridos” de qualquer espécie. Fernando Gomes é Porto, Fernando Gomes faz bem ao nosso clube, Fernando Gomes é necessário!

O mesmo se apelida naturalmente a João Pinto, o nosso eterno número 2, sobre o qual julgo que há uma unanimidade em seu redor que o torna um figura sem qualquer reserva. Diria que ele corporiza verdadeiramente o que é ser PORTO. Alguém capaz de fazer das fraquezas forças, de nunca desistir ou virar a cara à luta, de antes quebrar que torcer. Cada palavra que o João possa dizer no balneário será um acréscimo de PORTO que todos temos que agradecer, será uma injeção de valores e cultura que de outra forma não seriam possíveis. O seu exemplo e postura podem vir a ser o exemplo que faltava para que a equipa dê um pouco mais em cada lance e em cada segundo... e isso, só o nosso “broas” poderia dar!

Mas a ascensão de figuras como estas só faz sentido se tiverem impactos efetivos e não forem meras figuras decorativas. De nada vale ter um João Pinto perto do grupo de trabalho se ao primeiro “berro” que ele der aparecer logo um jogador muito incomodado que se queixa ao seu querido empresário, o qual vai logo reclamar que o seu atleta sofre de dores de cabeça quando lhe falam alto. Idem para Fernando Gomes, que de nada vale selecionar bons atletas a apresentar a quem manda, fazendo-o apenas e só tendo por base critérios de qualidade e a sua relação com o fator preço, se depois outros valores e interesses mais altos se levantarem.

Que a inclusão destas duas figuras míticas represente o corte com uma série de vícios enraizados ao longo dos últimos anos, que o PORTO seja uma PAIXÃO e não apenas uma profissão ou uma fonte de ganhar dinheiro, que outros interesses que não os estritamente ligados ao FC PORTO fiquem fora das portas do Dragão e que este seja o indicador que os poderes e guerras internas no clube terão cada vez mais vida difícil para existirem. O caminho não é fácil, mas está aí para ser trilhado, e só poderá ser percorrido com gente desta!

Conforme já referi, espero honestamente que estes sejam sinais de uma nova estratégia e de um trabalho em “reconstrução”. Isto não marca golos nem garante vitórias imediatas. Mas, sustenta um futuro com maior identidade e cultura PORTO, o que seguramente nos deixa a todos mais otimistas. Para isso, a injeção de PORTO tem que se manter e não pode ter tido aqui apenas dois “fogachos”. Temos muita gente com a nossa marca, com capacidade, com perfil, rigor, competência, ambição e paixão que nos pode servir. Deixo aqui mais um nome de alguém que muito me agradaria voltar a ver em breve no Dragão por acreditar que reúne todas estas características: Fernando Couto!
E já agora, sei que vou dizer algo que não vai colher a unanimidade dos opiniões, mas é um desejo que formulo: porque não promover as “pazes” e o regresso de Vítor Baía? Não gostei do seu comportamento recente, mas gosto muito mais do PORTO... portanto, se ele for útil, que fiquem os gostos e preferências pessoais de lado, pois mais do que nunca, está mais do que na hora de apenas o FC PORTO estar em primeiro lugar!

Um abraço, e até sexta no sítio do costume...

15 novembro, 2016

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

Depois de um fim-de-semana curto a nível de modalidades, voltamos à normalidade com as 3 modalidades em competição, o que complicou a escolha para jogo da semana. Ainda assim, a escolha acabou por recair sobre a receção da equipa de BASQUETEBOL ao Galitos do Barreiro, equipa essa, uma espécie de besta negra da época da reconquista, 2015/16, já que durante a 2ª fase do campeonato, este conjunto do distrito de Setúbal, levou de vencida o FC Porto nos 2 jogos realizados, e por isso, a nossa equipa devia essa “vingança”.

A equipa entrou forte no jogo e desde cedo assumiu a liderança do marcador. A maior profundidade do plantel campeão nacional ajudou a manter o marcador sempre favorável, prova disso, os 67% pontos vindos do banco de suplentes face aos apenas 30% dos barreirenses.

Vitória para o FC Porto nos 4 períodos do jogo. O caminho para a revalidação do título é longo, e teremos de estar atentos e competitivos em todos os momentos.

O próximo jogo é para as competições europeias com a receção ao Nanterre (amanhã, 16/11, pelas 21h00), regressando o campeonato com a deslocação a Guimarães no próximo dia 19/11, pelas 18h00.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de HÓQUEI EM PATINS superou da melhor forma o trauma da estreia em falso para a Liga Europeia, e na sempre difícil deslocação à ilha do Pico, levou de vencida o Candelária por uns esclarecedores 10-4. No próximo jogo, receção ao Paço d’Arcos, dia 19/11, pelas 18h00.

Já a equipa de ANDEBOL, recebeu o Arsenal da Devesa e, como esperado, alcançou mais uma vitória que desde o 1º momento do jogo parecia estar destinada. O próximo jogo será a receção ao Madeira SAD, hoje (3ª feira), pelas 21h00. Entretanto, no fim-de-semana, regressam as competições europeias com a deslocação ao terreno do Bregenz no último obstáculo antes da fase de grupos. Esta equipa foi afastada da Liga dos Campeões pelo abc e assim, apenas a vitória na eliminatória poderá ser o nosso desejo.



Abraco,
Delindro

14 novembro, 2016

A DESFERNANDIZAÇÃO DE NÓS.


Sempre foi um homem arrebatado, apaixonado e de emoções e lágrimas e poesias à flor da pele. Desde logo, desde sempre, pelas causas, pelo seu clube e pela cidade onde um dia de Dezembro (ditoso que foi!) nasceu, com uma intensidade digna das mais incríveis lendas, fantasias e odisseias, com um fogo próprio das mais belas histórias de amor, chegando a empalidecer os mitos de Tristão e Isolda, Romeu e Julieta ou mesmo de Cristiano e Irina, num ardor e numa abundância e veemência tal que nos pôs -- contra a vontade e inveja de muitos -- em todos os mapas e planisférios do futebol, esse desporto que tão mal tratado e nojificado, acolinizado e voucherizado é neste país. Não espantaria pois que, a jusante, viesse também a arrastar, a arrastar forte e frequente e profusamente a sua imensa e azul asa de Dragão por muitas e seguramente maravilhosas e lendárias criaturas que foram surgindo no seu caminho de forma mais ou menos ortodoxa, mais ou menos… calorosa, de dia, de tarde ou de noite.

Elas foram as incógnitas, as disfarçadas, as platónicas, as assolapadas, as declaradas, as tórridas. E também as Manuelas, Filomenas, Marias, Carolinas, Lizas. Até que… a Fernanda. A Nandinha, como era carinhosa e desveladamente apodada pela Nação Portista. Apenas 48 anos mais jovem que o seu príncipe garboso, tive esperanças que com ela fosse a valer e para sempre. Que o amor puro e desinteressado e de mil suspiros vencesse. Mas não. Acabou o idílico romance que tantos fez sonhar e editar manchetes. Com isso, as soirées, as vernissages, os eventos vários, os fatos Chanel ou Valentino e as jóias de griffe. E a conta no Instagram! Quem vai agora defender o Presidente quando alguém e a sua namorada ousar pensar em beliscar o trono repimpado? Promover as pazes e as beijocas com o filho pária e desavindo sempre que este amua, parte coisas ou perde uma comissão? Uma perda irreparável. Uma terrível sensação de orfandade nos assola e trespassa durante três, quatro segundos quase inteiros.

Lamento pela Nandinha. Foi uma mulher sem sorte e quis dedicar-lhe este texto, numa iniciativa acho que única a nível mundial. Não sendo já suficiente a dor de ter sido trocada, foi trocada por uma mulher mais velha, o que passa a dor para níveis julgo que estratosféricos! Porta dos fundos aberta, sai sem honra e sem glória e com pouco ou nada ter angariado desde 2012, ano em que começa o seu casamento e termina o nosso reinado e estado de graça ou quase-de-graça. Frequentemente, vox populi, o seu nome é apontado como a razão da Maldição em que nos encontramos, a causa de todas as nossas maleitas e mal de todos os nossos pecados. Com ela ao lado do Presidente não tivemos os títulos e as honrarias a que estávamos habituados. Com ela acabaram-se os mimos todos. Todos.


Ao contrário da Reverendíssima Senhora Dona Carolina Salgado. Oh, essa sim! Recordámo-la invariavelmente com gratidão, olhos lacrimejantezinhos e plenos de nostalgia. Com ela como rainha-con(sorte) ganhámos tudo o que havia para ganhar. Uma sucessão de troféus aquém- e além-fronteiras. Sempre exibiu orgulho por essa façanha (isso nos intervalos dos livros, dos realities, das reuniões inúmeras que a dada altura pós-período áureo manteve com exemplares de gado bovino que lhe surgiam nas pastagens por si frequentadas). Foram anos dourados e ela era como que um talismã santificado que até ao Vaticano foi, levada para beijar o Papa. Em toda a sua imperial majestade.

Sim, eu sei que tudo são recordações e dá-me quase vontade de cantar, não fosse estar triste e apoquentada pela Nandinha que de olhos vermelhos e inchados agora sai à rua e apenas para passear o cão. Ruíram os seus sonhos praticamente todos e até os de amor. Mas não há como negar: a par da tristeza incontornável do processo de desfernandização que por estes dias vivemos, surge inesperado, levezinho, aconchegante, crepitante, um outro sentimento… a Esperança. A fé de fim de ciclo. O fim da Maldição. Do jejum prolongado. Ventos e brisas novas, renovações… o começar do zero. Uma nova paixão do Presidente é anunciada. A Primavera que vai estar no ar. Virão rosas na nossa direcção?

A modos que estamos todos expectantes. O frisson é indisfarçável. O que nos espera com a nossa nova rainha, a mulher que vai dormir e comer e dançar e passear e declamar poesia com o Presidente e, como tal, que tudo vai saber sobre ele e, cumulativamente, grande influência e importância terá para o seu bem-estar, qualidade de vida, paz de alma? Tudo isso se repercutirá e reflectirá no dia-a-dia do nosso clube e nas decisões que venham a ser tomadas. Disso não tenho a menor dúvida. Dela dependerão o nosso presente e o nosso futuro. Os jogadores, os treinadores, os directores de SAD, os escolhidos nas Galas dos Dragões de Ouro, os próprios aliados.

Pelo sim e pelo não, jogava pelo seguro e sugeria desde já que a levássemos ao Vaticano. Não para a ainda precoce beatificação, mas para receber a benção papal. Deus sabe como carentes e necessitados andamos de vitórias, pelo que toda a ajuda conta!

E por falar em ajudas… em dias recentes o Spor Lisbôa e Voucherzitos veio ao Dragão e, mesmo coadjuvado e amparadinho, voltou a desiludir. Por um lado quando empatou fortuitamente e por (h)erro nosso o jogo; por outro, por não ter mostrado aos adeptos azuis e brancos, todo o seu potentado, a máquina de jogar futebol que tem sido, em especial nos últimos três anos das nossas vidas, varrendo tudo e categoricamente a ponto de já grunhirem e clamarem pelo tretacampeonato em nome do seu santo apanteonado. Um estádio cheio para os receber saiu defraudado. Olhos murchos.

Cá em nossa casa, com o aprozacado treinador a facilitar nos empates, nas substituições e no discurso, continuamos a ser os bobos da corte e os bombos da festa, existindo e respirando apenas via heterónimo já gasto e recauchutado do “Dragões Diário”. Até quando a permissividade e passividade na nossa SAD envelhecida e exausta? Toda esta imbecilidade? Os adeptos não gostam. Não acham o mínimo de piadinha e, convenhamos, estão a ficar algo… importunaditos e enfadaditos. Just saying. Alguns mostram-no amuando e opinando e disparando em casa, nos cafés, festas, escritórios ou redes sociais. Muitos sofrem para dentro, suspirando e limpando as lágrimas que caem. Já outros assobiam e invectivam treinador e equipa no relvado, como um pai que sabe que faz mal mas que mesmo assim castiga o filho que ama acima de tudo.

12 novembro, 2016

MAIOR QUE A REPRESSÃO É A NOSSA PAIXÃO!


Dois jogos em cinco dias e dois episódios entre os ultras do FC Porto e a PSP. Continua esta luta com armas desiguais e em que a autoridade leva a melhor simplesmente por ser a autoridade. Nem que para isso tenha de provocar ou abusar de alguém. Levam sempre a vantagem perante os ultras.


Na quarta-feira da semana passada, recepção ao Brugge para a Liga dos Campeões. Da Bélgica viajaram mais de dois mil adeptos. Invadiram a nossa cidade e nós cá estávamos para a defender. Por entre família e adeptos normais, estavam grupos mais radicais que vinham não só com o propósito de apoiar. Foi bem notório, principalmente para quem se deslocou com antecedência para o estádio, que esses grupos de belgas, com estilo casual, andaram nas redondezas do nosso estádio a desafiar adeptos/ultras para o confronto.

Se durante o jogo a malta estava desprevenida, no final do jogo houve quem não se ficasse perante tal provocação. Quando vou ao estrangeiro, e não são assim tão poucas as vezes, dou com a polícia local a dar razão e a defender os locais!! E bem, claro!! Se nos esticarmos um mínimo que seja, estamos logo a “comer por tabela”. Então se for aqui ao lado em Espanha, até nos partem um braço se for preciso.


A nossa polícia parece ter receio de enfrentar os estrangeiros. Além disso, é formada para reprimir os ultras e mesmo quando há problemas com adeptos de outros países, defende-os a eles e ataca-nos a nós. Sob clima de medo, de ameaça ou de identificação pessoal, persegue-nos em vez de colocar na ordem quem vem à nossa terra para armar a confusão.

Domingo, mais do mesmo. Desta vez mais sério. Quem acompanha o movimento ultra recorda-se perfeitamente de há uns três ou quatro anos atrás, num lagartos x lampiões em Alvalade, a polícia de choque ter entrado pela bancada da Juveleo a distribuir porrada por todos. No passado Domingo queriam fazer uma igual! "Curiosamente" é sempre contra os lampiões! Sem que nada o fizesse prever e quando tudo estava a correr dentro da normalidade, o corpo de intervenção da PSP, minutos após o golo, tenta entrar pela bancada Sul do Dragão, de bastões no ar e a bater em quem assistia ao jogo! A resposta foi imediata e rapidamente recuaram. Ainda gostava de saber o que fizeram os Super Dragões para merecer aquela investida animalesca e desmesurada.



Em relação aos jogos, excelentes apoios com destaque natural para as coreografias no clássico. Ambiente arrepiante, o meu aplauso tanto ao Colectivo como aos SD. Um clássico que se viveu como deve ser vivido. Durante toda a semana com a preparação das coreografias nas respectivas sedes, na chegada do inimigo no Sábado ao hotel em Gaia e já no Domingo que desde a hora de almoço andámos pelo Dragão.

Pausa para as selecções, mas há modalidades para apoiar este fim-de-semana. Continuamos sempre ao lado do FC Porto!

Um abraço ultra.

11 novembro, 2016

7 NOTAS MAIS SOBRE O CLÁSSICO.


1ª Nota – o mundo mudou e alguém não se apercebeu
Há que recordar algo importante à nação portista: o FC Porto no último Domingo vulgarizou e dominou por completo o tri-campeão nacional e grande favorito à conquista do título desta temporada, que partia para este jogo com uma já confortável vantagem de 5 pontos. Por muito que nos custe, as coisas são mesmo assim e este já não é o Benfica de outrora. Nem nós, assuma-se, somos o Porto de antigamente.
A forma (negativa e traumática) como se reagiu e interpretou a este empate caseiro não tem cabimento com as actuais circunstâncias do clube e da sua equipa de futebol. É caso para dizer a alguns portistas o mesmo que se diz às novas gerações à procura do primeiro emprego: “o mundo mudou e trabalhar da mesma forma já não é garantia dos mesmos resultados”.
Os portistas estavam habituados a um tempo em que receber o rival encarnado era sinal de saco cheio, goleadas e grandes exibições. Habitualmente eles chegavam às Antas de peito feito e com promessas de que “este ano é que vai ser”, mas invariavelmente saíam derrotados de forma fácil e inequívoca. Esse mundo, está visto, acabou.

2ª Nota – os campeonatos ganham-se com os pequenos
Podemos garantir aqui que se o FC Porto enfrentar todos os desafios até final do campeonato como o fez no Domingo, com a mesma qualidade, entrega e intensidade, será certamente Campeão Nacional 2016/17. O problema dos últimos 3 anos nunca foram os jogos com o Benfica (no ano passado até vencemos em pleno estádio do rival) e isso, sim, é de preocupar, pois é uma característica das equipas pequenas dar tudo contra os grandes e facilitar contra os pequenos.
Será até interessante recordar aqui Co Adriaanse, campeão nacional sem vencer um único jogo contra os grandes.

3ª Nota – banho táctico de NES + 11 ideal
Foi o melhor jogo esta temporada do FC Porto e um dos melhores dos últimos 3 anos. Um desafio cheio, pleno de intensidade, objectividade e agressividade. O FC Porto dominou o Benfica em todos os capítulos do jogo, alternando o toque curto com o passe longo, evoluindo a toda a largura do terreno, quer pisando terrenos interiores, quer junto à ala com a mesma qualidade e sentido de baliza.
Também no momento defensivo foi visível a esmagadora superioridade azul e branca, com Danilo e Oliver, quais carraças, a recuperarem todas as bolas divididas e a endossá-las de seguida com critério para Corona, Jota ou Otávio, este último finalmente bem no centro do terreno, o seu lugar natural. Os encarnados mal conseguiam respirar, apresentando um bloco subido e uma pressão baixa e frouxa, o que fez com que naturalmente desistissem de assumir o jogo.
O segredo táctico de NES esteve na construção atacante que partia do flanco esquerdo. Vimos finalmente Oliver fazer aquilo para que é talhado: vir buscar jogo até ao central Marcano e, a partir dessa zona do terreno, servir de alavanca para todo o jogo da equipa. Oliver tanto assitiu Corona, como não se cansou de criar jogo e solicitar arrancadas a Jota e a Telles, criando os três um dos triângulos mais bonitos de ver nos últimos anos. O pequeno Tsubasa foi um autêntico carteiro: distribuía a redondinha por todo o relvado, acertando sempre no destinatário.
Do lado contrário, Eliseu e a sua (falta de) velocidade mereciam uma maior acutilância por aquela banda, mas Maxi mostrou-se sem a frescura física pretendida, não podendo servir de muleta ao algo trapalhão Corona.
Descobriu-se também o posicionamento ideal de Jota, em constantes diagonais esquerda-meio/meio-esquerda, ora assumindo-se como extremo colado à linha, ora transformando-se em avançado-centro juntamente com André Silva. Foi sempre um quebra-cabeças para Semedo, que nunca soube lidar com as suas movimentações. Mais um golo marcado e a certeza de que Jota é mesmo um finalizador por excelência.
O 11 ideal do FC Porto (trocando Maxi por Layun) está definitivamente encontrado e convém não mudar muito até final do ano. VP, se bem nos lembramos, foi campeão com o 11+Défour.

4ª Nota – o minuto 92 assumiu-se e é bissexual
Falar depois é fácil. O futebol é fértil em surpresas e o minuto 92 finalmente saiu do armário e é bissexual: dá para os 2 lados. E perceber isto é importante para desdramatizar o sucedido. Foi duro? Claro que foi. Mas muito mais duro foi o minuto 92 de há 4 anos. Daí para cá, o Benfica já arrecadou não 1, não 2, mas 3 títulos de campeão. Os ventos estão sempre a mudar.
Se Lisandro não tivesse cabeceado aquela bola, provavelmente seria hoje unânime que NES tinha metido Rui Vitória no bolso mais pequeno. Depois surgem as mais variadas conjecturas: se NES tivesse feito entrar Brahimi e Lisandro tivesse na mesma cabeceado aquela bola, aquele seria acusado de inexperiência e falta de manha, que mais vale defender o 1x0 que ir à procura do segundo golo, dir-se-ia que devia ter colocado em campo jogadores mais fortes fisicamente e capazes de aguentar o chuveirinho encarnado dos últimos minutos, etc, etc, pardais ao ninho!

5ª Nota – nos 90’s este jogo dava goleada
Poucos se aperceberam disto, mas um jogo desta categoria e intensidade por parte do FC Porto teria dado direito, nos anos 90, a goleada histórica. Só que o rival mudou bastante, já não é o clube pequenino e medroso que se esfrangalhava após o rugir das Antas, após um slalom de Capucho ou depois de um berro de Jorge Costa. Os encarnados hoje em dia sabem sofrer em campo, têm estaleca emocional para aguentar 90 minutos debaixo de grande pressão sem nunca se deixarem à mercê de um knock-out. O facto de terem um plantel experiente e rotinado, agora também com experiência de Champions League, fê-los crescer e nem mesmo as ausências de Jonas, Fejsa, Grimaldo e do seu capitão Luisão (saiu por lesão) pareceram abalar sobremaneira a estrutura e espinha dorsal da equipa.

6ª Nota – Herrera e mais uns quantos tiros nos pés
É curioso constatar que os portistas perdoam mais depressa os dois erros grosseiros de Artur Soares Dias do que o infeliz lance de Herrera. Mais uma vez, a tendência para o tiro nos pés manifesta-se alto e bom som. Mas vamos recordar os mais esquecidos:
- 25 minutos: Mitrouglou toca a bola com a mão na área encarnada, antes de Felipe fazer o mesmo. Penalty por assinalar a favor do FC Porto;
- 55 minutos: Lindelof agarra André Silva dentro de área, impedindo-o de disputar o lance. Penalty por assinalar a favor do FC Porto.
Herrera teve uma péssima decisão no final da partida, mas não justifica nem de perto nem de longe todo este coro de ressabiados. Lisandro salta livre de marcação na área portista, sobrepondo-se a Danilo, Felipe e Marcano. Além disso, o caso do mexicano não é sequer comparável a outros que tenho na memória:
Secretário já deu um golo de bandeja a Beto Acosta.
Baía fez figura triste após livre de Laurent Robert.
Bruno Alves ofereceu um golo feito a Rooney.
Helton deu uma grande frangalhada em Stamford Bridge.
Guarín ofereceu a Messi o golo mais fácil da sua carreira.
Porquê então a diferença de tratamento? Se queremos voltar a ter uma estrutura forte, se queremos voltar a fazer bons negócios e se queremos ter um plantel e uma massa associativa unidos e em comunhão, temos que deixar de perseguir os nossos atletas ao mínimo deslize. Devemos, pelo contrário, apoiá-los neste momento e mostrar a nossa fibra e resiliência. Quando se ganha, a vitória é de todos. Quando se empata, o empate é de todos. Ou por acaso alguém se lembra de dizer que a vitória do ano passado na Luz é de Herrera e de Aboubakar, autores desses 2 golos ?!

7ª Nota – capitalizar este jogo para o que resta da época
E depois disto? Depende de NES trabalhar esta partida e utilizá-la como alavanca para o que resta da temporada. Ficou cabalmente provado que este FC Porto, dentro de campo, pode vir a ser superior a este Benfica. NES tem que fazer crer nos jogadores que este empate não foi uma derrota (como por aí se diz), mas sim o início de uma era de crescimento e estabilização da equipa titular. A fórmula ideal está encontrada e agora urge limar as arestas e trabalhar o aspecto psicológico.
Vai ser difícil? Claro que vai. O rival encarnado vai crescer com toda a certeza na segunda volta, quando tiver à sua disposição a artilharia pesada: Jonas, Rafa e Carrillo são bem melhores que Mitroglou, Cervi e Salvio. O Sporting terá ainda uma palavra a dizer, com William, Adrien, Bas Dost, Markovic, Campbell e Gelson Martins a serem um conjunto que oferece muitas e boas soluções.
Uma coisa temos a certeza: se o FC Porto jogar o que resta da temporada com a inteligência e o coração que teve no Domingo acabará como Campeão Nacional 2016/17.

Rodrigo de Almada Martins

10 novembro, 2016

SEGUIR EM FRENTE.


1. Por 1 ou 2 minutos, o FC Porto não venceu o clássico e como prémio ficamos com um amargo de boca durante a paragem para seleções. Costuma-se dizer que quando o resultado não é o melhor, treinadores, jogadores e adeptos querem que o jogo seguinte chegue rápido, mas neste caso, nada poderemos fazer a não ser aguardar, tentando acalmar as más sensações que se sucederam após aquele fatídico lance final.

Não havendo grande margem de manobra, resta-nos seguir em frente, sabendo de antemão que o caminho estreitou e muito nas últimas 2 semanas. Só um FC Porto rigoroso, concentrado e unido poderá reentrar na luta pelo campeonato. Difícil? Claro. Mas o FC Porto que precisamos talvez não esteja assim tão longe, “basta” ser aquele que durante 70 minutos banalizou o tão louvado tricampeão nacional.

2. Talvez não tenhamos empatado por culpa de Artur Soares Dias. No entanto, deve ficar bem explícita uma nota: a arbitragem continua a ter muitas dificuldades de ajuizar um lance de dúvida a nosso favor, contando-se pelos dedos de uma mão os jogos em que fomos favorecidos nos últimos anos. Deste domingo, também poderíamos falar de diferentes coisas, no entanto, se os altos responsáveis optam por ficar calados e preferir ficar bem na fotografia do fair-play, porque devemos nós perder mais tempo com isso?

3. Bem ou mal, Herrera foi promovido a bode expiatório de toda e qualquer desgraça que se abata sobre a equipa no relvado.

Depois de um jogo onde foi particularmente enxovalhado sem grande razão (Oliver, Otávio ou mesmo Ruben Neves nada fizeram para merecer mais tolerância que o mexicano contra o Bruges), Herrera provavelmente poderia ter sido poupado ao azar que acabou por ter.

Temos no entanto que contextualizar as coisas: Herrera arriscou e falhou num período onde não se podia falhar, mas não foi o único a gerir mal os últimos minutos. A sofreguidão estava instalada e a corda partiu pelo lado mais frágil, quase como um karma impossível de tornear.

Confesso contudo, que me enervei mais com a passividade com que o Herrera (não) reagiu ao erro, virando costas e perdendo o timing para atacar André Horta, do que propriamente com a falha anterior, mesmo que esta tenha surgido de um momento de excessivo risco que devia ter sido evitado.

Estou à vontade para falar de Herrera, uma vez que não tem propriamente o perfil que admiro em futebolistas. Capaz do melhor e do pior, alterna momentos de brilhantismo com outros de más decisões que nos colocam sempre na dúvida quando queremos definir qual é afinal a verdadeira valia do mexicano. Meio a brincar meio a sério, costumo dizer que Herrera é o símbolo do FC Porto pós 2013 – instável, brilhante a espaços, mas incapaz de manter a regularidade, frágil psicologicamente e demasiado dado a estados de alma.

Não acho no entanto que o insulto ou o assobio vá resolver alguma coisa, bem pelo contrário. Primeiro pelo individuo: Herrera não desrespeitou a nossa camisola, falhou em campo como muitos outros já o fizeram e nem sequer parece ter o perfil que lhe permita melhorar com este ambiente à volta dele. Por outro lado, não me parece que a restante equipa beneficie com este ambiente em torno do mexicano. Pelo contrário, provavelmente este tipo de comportamento agressivo para com o Herrera só os fará desenvolver em campo um excessivo medo de errar e a própria postura social dos nossos jogadores poderá ainda ser mais fria connosco, uma vez que no tratamento dado ao companheiro, poderão ver o seu próprio futuro, caso as coisas lhes saiam mal.

4. O empate é um mau resultado, mas a resposta dada em campo, a qualidade de jogo, a ambição e a agressividade demonstradas não são uma má noticia, mais ainda porque as expectativas não eram muito altas à partida.

Mesmo que no final não existam diferenças, teria sido bem mais preocupante vermos um FC Porto manietado, sem alma e sem capacidade durante o jogo, a empatar num bambúrrio de sorte qualquer em cima da hora.

Infelizmente, não temos por onde fugir: temos um plantel cuja base vem da pior época dos últimos anos, com a junção de alguns jovens que andavam pelo Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, FC Porto B e pelo banco do Atlético de Madrid.

Somando-lhe um treinador também ainda à procura do seu lugar ao sol, pouco mais nos restará do que aguardar e continuar a apoiar, na certeza de que só o tempo nos dará as respostas que ansiamos.

5. Num cenário de apresentação de um relatório e contas “difícil”, a que se somava o fantasma da saída do antigo Diretor-Geral da SAD e Vice-Presidente do FC Porto, Antero Henrique, pouco depois da eleição para um mandato de 4 anos, a Assembleia Geral da passada semana decorreu numa sala bem preenchida, mas longe de evidenciar uma massa humana condizente com a importância do momento.

Em menor número do que na anterior reunião magna, os presentes discutiram e votaram o documento relativo a 2015/16, cabendo agora a palavra seguinte à Direção: as medidas apresentadas para inverter o mau resultado apresentado têm forçosamente de ser cumpridas e as responsabilidades assumidas terão de ser honradas, de modo a que o futuro do Clube não seja comprometido por um novo mau exercício.

Também aqui não nos resta muito mais do que seguir em frente, sendo certo que só com uma postura atenta, ativa, presente e interventiva, poderemos servir os interesses nosso Clube.

09 novembro, 2016

NUNO ESPIRITO SANTO.


Por princípio, não sou de criticar os nossos treinadores antes de eles apresentarem credenciais. Aprendi isso com Jesualdo Ferreira, o único treinador que critiquei abertamente antes da sua chegada e do qual sou à data de hoje um seu enorme admirador. Para mim, desde que envergam as nossas cores, são os melhores treinadores do Mundo pela simples razão de que são os únicos que temos.

NES não tinha pela frente um trabalho fácil, com uma equipa descaracterizada e longe da identidade própria do nosso clube, uma pré-eliminatória da Champions pela frente, e três anos sem títulos. Apanhou uma estrutura em confronto claro, mas nunca assumido, uma construção de plantel que muito prometia mas que não confirmou as expectativas, e todo um “sistema” extra futebol com uma adversidade ao nível dos anos 60.

NES foi apelando ao espírito e à coesão, à identidade e à união!
Mas NES foi também dando nota de uma aparente indefinição de estilo e estrutura, tão depressa dizendo na entrevista à revista Dragões que iria jogar em 4-3-3, como a seguir utilizando sistemas alternativos. Qual o melhor? O que ganha!

Factualmente, a leitura que faço de NES é que é forte a preparar os jogos. É capaz de preparar um bom plano de jogo, definir o correto posicionamento dos atletas em campo e perceber as dinâmicas que devem ser impostas no terreno. Consegue perceber as forças e fraquezas do adversário, lê bem o seu perfil, e é capaz de o maniatar em campo.
O problema vem depois! NES parece-me demasiado rígido perante esse mesmo plano de jogo, incapaz de dar ao jogo o que cada um dos momentos pede. Tem de tal forma sistematizadas as decisões no decorrer do mesmo, que fica bloqueado perante uma evolução diferente daquele que perspetivou.

E digo isto porque quando as coisas correm bem, as responsabilidades não podem ser de uns, e quando correm mal já são de outros. O treinador dos primeiros 70min de domingo, é o mesmo dos últimos 20min. Não podemos portanto acusá-lo do mal e não o sublinhar pelo bem!

Aconteceu algo com o Brugge e com o slb que para mim é paradigmático desta rigidez.
Em ambos os casos estávamos perante vantagens mínimas no marcador, o que faz com que o resultado estivesse indefinido. Ora, perante isso, estiveram 3 jogadores a aquecer, e à medida que iam entrando, nunca o nosso treinador mandou aquecer outros jogadores, completando os 3 que podem estar a aquecer simultaneamente. De sublinhar também que nenhum dos atletas que aqueceu (excepção a Corona no jogo com o Bruge) foi opção atacante.
Pergunto: então, e se tivéssemos sofrido um golo aos 80m, era nessa altura que NES colocaria Brahimi ou Depoitre a aquecer? O mesmo Depoitre que em Setúbal nem aqueceu... só consigo interpretar isto com a dita rigidez anteriormente indicada.

NES não é forte a mexer na equipa quando se pede que o treinador possa ter um papel importante.
Estranhei a retirada de Corona no domingo aos 65min e os 90min de Otávio.
Numa altura de claro mas exagerado recuo estratégico, Corona não apresentava qualquer défice físico, e como claramente demonstrou na sua última ação do jogo, seria seguramente uma peça importante a “puxar” a equipa para a frente, ganhar metros de terreno, ganhar faltas e criar desequilíbrios. E quando perto do fim se pretende segurar bola, ganhar tempo e faltas... haveria alguém melhor do que Brahimi???

Estou à vontade para o dizer porque isto não é “fazer o totobola à segunda-feira”... disse-o a quem comigo estava a ver o jogo, e não o sublinho aqui como crítica a NES, mas sim como alerta!
É preciso ser mais interventivo e mais pró-ativo no jogo, ser capaz de tomar decisões mais desequilibrantes e inesperadas, não funcionando como um relógio Suíço que antes de fazer o que quer que seja, já todos sabem o que vai acontecer.

Nuno, és um dos nossos, precisamos e acreditamos em ti! Mas, também é necessário que tu próprio percebas onde estás a falhar, que tu próprio cresças enquanto treinador, compreendendo as tuas lacunas. Mas, essencialmente, que te lembres que a força deste clube não é a força com que cai, mas sim a capacidade com que luta e se levanta.

Um abraço.

PS – Para tantos milhares de comentários, teorias e estratégias sobre o nosso clube, tivemos uma AG na quinta-feira que deixou muito a desejar em termos de número de associados presente. Viva as redes sociais e a opinião sem rosto!

08 novembro, 2016

"COITADINHO" DO HERRERA... E A "BESTA" DO TREINADOR!


Hoje vou ser “politicamente incorreto”, não quero entrar em falinhas mansas, em frases feitas ou linguagem tipicamente eufemística do futebolês. Podem-me vir com conversas de que o futebol é um jogo coletivo, que o resultado de um jogo depende do desempenho de todos os jogadores mais o treinador, que qualquer jogador pode errar, que somos todos humanos... pois, a tudo isso respondo neste momento: balelas, conversa da treta, conversa para entreter tolos.

Já são 3 anos a levar com Herrera, são 3 anos em que já muito foi escrito, analisado e avaliado sobre o mexicano. Sempre tive um grau de paciência para com Herrera superior à maioria dos Portistas. Pensava eu na minha ingenuidade que o rácio 1 jogo bom e 10 jogos maus se alteraria mais cedo ou mais tarde, e teríamos em Herrera um importante elemento do meio-campo, consistente, útil e fiável. Mas, ontem, o que se passou é inadmissível, não há falinhas mansas que menorizem a gravidade do ocorrido.

Aquilo que eu vi ontem, analiso-o independentemente do que se passou ao minuto 91. Sejamos frontais, mas sejamos sobretudo honestos intelectualmente. E o que se passou é muito simples, aliás é tão simples de analisar que pela primeira vez em muitos anos vi na generalidade da comunicação social (até mesmo de jornais que nos odeiam!) uma unanimidade geral em relação ao que se passou durante os 94 minutos de jogo. O que se passou é relativamente simples de analisar: durante 65 minutos, o FC Porto foi escandalosamente superior ao seu adversário, pressionou alto, atacou pela direita, pela esquerda, pelo centro, rematou, falhou várias oportunidades mais ou menos claras, obrigou o adversário a jogar apenas no seu meio-campo, ao GR a queimar tempo e até à demora ad eternum do capitão na sua saída de campo. Infelizmente, tudo isto apenas permitiu a marcação de um golo. Nos últimos 25 minutos é verdade que o FC Porto abrandou o ritmo, concedendo o meio-campo ao adversário. Mas sejamos sérios: quantas oportunidades de golo o adversário criou nos últimos 25 minutos? Eu respondo, teve um remate de samaris a 25 metros, remate defendido por Casillas. Aliás, a par de um ressalto na sequência de um canto a terminar a 1ª parte, esse remate de samaris resumiu os dois momentos ofensivos mais relevantes do adversário até aos 91 minutos.

Só que, infelizmente para mal dos nossos pecados, neste tipo de jogos, pode-se estar 91 minutos a jogar muito bem, mas um erro ao minuto 92 ou 93 deita tudo a perder. E aquilo que efetivamente nos impediu de arrecadar os 3 pontos foi o que aconteceu ao minuto 91. Sem filtros, nem falinhas mansas, Herrera fez uma palermice que nem nos distritais é admissível. Provavelmente Herrera aufere um vencimento anual na ordem do milhão de € (senão mais!), aquele lance não é normal num jogador profissional a este nível e pago a peso de ouro. Herrera tinha 2 linhas de passe, tinha a linha lateral e tinha também a possibilidade de tentar cobrir a bola, esperando o contacto do jogador adversário. Preferiu chutar na direção da linha de fundo, independentemente do que aquela "alminha" quisesse fazer, só o facto de rematar na direção da sua própria linha de fundo aos 91 minutos de um jogo daqueles não é normal.

Um dos grandes problemas dos últimos anos tem sido também a forma como se encara a incompetência. Não sou apologista de assobios ao minuto 5 quando as coisas não correm bem, nem exigência excessiva que por vezes se torna em estupidez. Mas a incompetência tem de ser combatida de forma dura e implacável (alô, SAD?!), sobretudo quando estamos a falar em profissionais principescamente pagos, com todas as condições e mais alguma para desempenhar a sua atividade. Pode ser duro o que vou dizer mas aqui vai: Herrera fez uma estupidez inclassificável, deitou pelo cano abaixo o esforço de 13 colegas seus durante 91 minutos, esbanjou a esperança de milhões de Portistas numa vitória que era FUNDAMENTAL para o relançamento da possibilidade de título nacional, Herrera ao longo de 3 anos já teve dezenas e dezenas de paragens cerebrais (lembram-se da expulsão aos 5 minutos frente ao Zenit na Champions?), prejudicou o clube já por diversas vezes, é um jogador inconstante e nada fiável. Estou farto até à ponta dos cabelos de Herrera. É verdade que todos os nossos problemas não se têm resumido a Herrera, mas ontem com toda a certeza vos digo: não fosse a estupidez do mexicano e teríamos ganho o raio do jogo.

Finalmente, as análises a NES. Pelo que leio e ouço, está encontrado o principal responsável pelo resultado, é a besta do treinador, um estúpido que não sabe ler o jogo, que faz substituições defensivas e que é um treinador de equipa pequena, bom, bom, mesmo muito bom é o Rui Vitória, que exibe uma qualidade futebolística que só encontra paralelo em Guardiola ou Carlo Ancelotti. Sinceramente, acho muita piada, o FC Porto faz um grande jogo, a elevado ritmo, durante 65 minutos, mas o treinador não tem nada a ver com isso. A equipa baixa o ritmo nos últimos 25 minutos, aí sim a culpa é da besta do treinador. Se calhar, na loucura, só mesmo na loucura, alguém já pensou que o abaixamento de ritmo tem a ver com o facto exatamente da equipa ter jogado em altíssima rotação durante 65 minutos? Seria possível manter um ritmo a 200 km/hora durante 94 minutos ? E se sim, de que maneira, recorrendo a doping, injetando pilhas duracell aos jogadores ou ligando os jogadores à corrente elétrica?

A minha nota final vai para uma reflexão muito séria sobre o que se tem passado sobretudo nos últimos 3 anos. Pensem só um pouco comigo... Vítor Pereira não teve mérito algum no bicampeonato (o tal dos 60 jogos, 1 derrota), qualquer "macaco" sentado no banco faria o mesmo... Paulo Fonseca era horrível, muito pior que Vítor Pereira... Lopetegui era o pior treinador à face da terra, muito mais horrível que V. Pereira e Paulo Fonseca... depois, veio Peseiro, ainda mais horrível que V. Pereira, Paulo Fonseca e Lopetegui... Paulo Fonseca entretanto ganhou uma taça de Portugal ao FC Porto e caminha para o título de campeão ucraniano, Vítor Pereira ganhou a dobradinha na Grécia, fez um contrato milionário nas arábias e levou o Fenerbahce a lutar pelo campeonato até ao fim, sendo vice-campeão (este ano, o Fenerbahce anda pelo 5º lugar, sem VP), Lopetegui até já é elogiado pela imprensa espanhola no seu cargo de selecionador. Ou seja, já entramos na fase de "o NES é pior que V. Pereira, P. Fonseca, Lopetegui e Peseiro"... assim, estamos no bom caminho.

PS - Em 38 anos, frente ao adversário de domingo, eles no Dragão apenas nos venceram 3 vezes, em 1991, 2005 e 2014. 3 vezes apenas em 38 anos! Realmente, há um bloqueio psicológico daquela gente quando põe os pés no Dragão, entram realmente cagados, cheios de medo. Percebe-se bem o porquê de jogarem igualmente da mesma forma que o Aves, o Gil Vicente ou o Arouca quando vêm ao Dragão, fechadinhos, a jogar para o pontinho. Felizmente, já vi várias vezes o meu clube ir a alvalade ou galinheiro, a jogar como equipa verdadeiramente grande, ganhando, convencendo e até festejando títulos com a rega ligada e as luzes apagadas.

PS2 - Não falei propositadamente no futuro, se temos hipóteses, se não temos. A tabela classificativa por si só nada nos diz, não faltam exemplos, em Portugal e no estrangeiro, de grandes desvantagens recuperadas. A grande questão prende-se com a evolução da equipa, com o facto de jogarmos futebol com cabeça, tronco e pés e de nos sabermos adaptar às dificuldades que irão ser criadas pelos tondelas e aroucas desta vida. Uma coisa tenho por certa: mais pontos perdidos contra um qualquer tondela desta vida e passaremos para aquela triste e premonitória fase do "matematicamente possível". Tenho dito!

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Num fim-de-semana curto a nível de jogos das modalidades, a escolha do jogo da semana torna-se fácil, recaindo sobre a estreia da equipa de HÓQUEI EM PATINS na Liga Europeia.

A estreia, ditou o calendário, que fosse na receção ao vice-campeão francês, o que deixaria antever uma tarde calma no nosso pavilhão. Errou quem previa esse desfecho. A bola teimou em não entrar e a equipa foi acusando o nervosismo de apenas ter a vantagem mínima no marcador. As bolas paradas, 3 livres diretos e um penalti, a castigarem a virilidade gaulesa foram-se sucedendo, mas o resultado permanecia inalterado. Dentro do último meio minuto da partida, um golpe de teatro aconteceu no Dragão Caixa e os gauleses chegaram ao empate por intermédio da jovem promessa gaulesa Antoine Le Berre.

Os planos para esta competição não incluiam, de forma alguma, perder pontos em casa perante este adversário e a recuperação terá agora que ser feita com a deslocação a Bassano del Grappa, no próximo dia 26 Novembro.

Esperemos que este resultado seja o alerta de que nenhum jogo é fácil, nem está ganho à partida, e impeça a tradicional escorregadela num qualquer pavilhão de um dos adversários menos cotados como temos tido ao longo dos últimos anos.

A equipa mantém a invencibilidade desde o início da época, e estará seguramente mais alerta nos próximos desafios.

O próximo jogo a nível interno, é a tradicional deslocação ao terreno do Candelária, onde esperemos que a equipa entre super-concentrada e super-focada na partida para evitar algum dissabor.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL desloca-se esta 3ª feira a Antuérpia, recebendo no próximo sábado o Galitos do Barreiro (21:00).

Já a equipa de ANDEBOL, recebe o Arsenal da Devesa no próximo sábado (17:00) e o Madeira Sad no dia 15Nov (21:00), antes do duplo confronto europeu com o Bregez Andebol para a Taça EHF, no último degrau para a entrada na fase de grupos.



Abraco,
Delindro

06 novembro, 2016

NO MELHOR PANO, CAI... HERRERA.


FC PORTO-BENFICA, 1-1

O resultado desta noite no Estádio do Dragão é tão mentiroso como 2+2 serem 5. Uma equipa que dominou cerca de 75 minutos, que desperdiçou várias oportunidades de golo e que, no fim, comete um erro crasso e outros que levaram à desilusão, pode-se dizer que empatou quase por culpa própria.

No melhor pano cai a nódoa. Eu direi que cai em Herrera. Saiu do banco para entregar ao adversário um ponto e desperdiçar uma vitória que seria importantíssima para o resto do campeonato. O que fazer a um jogador destes que teve uma atitude de amador? Nem sequer de amador porque vejo muito futebol amador e não vejo ninguém fazer o que Herrera fez.


Cabe na cabeça de alguém ter a bola controlada perto da linha de fundo, tentar chutar contra o adversário, falhar e rematar estrondosamente para a própria linha de fundo, oferecendo um canto e respetivo golo ao adversário? Nem nos infantis.

O FC Porto teve quase todo o jogo controlado, merecia a vitória claramente mas também algumas opções de Nuno Espírito Santo não foram as melhores. Refiro-me às substituições.

No entanto, também há que realçar os pontos muito positivos desta noite. O treinador portista operou mudanças e reintroduziu o 4x3x3. O FC Porto não tinha Herrera em campo (aleluia!) e jogou com Danilo, Óliver e Otávio no miolo a apoiar Diogo J., André Silva e Corona. Na defesa surpreendeu a ausência de Layún mas Maxi esteve em bom plano.

Durante a primeira parte toda, a equipa portista dominou o jogo e criou três ou quatro oportunidades que em situações normais entrariam pelo menos duas. Neste capítulo, estiveram em destaque Corona e André Silva mas a sorte não quis nada com os Dragões.


Depois a actuação do árbitro. Num lance na área do benfica em que a bola bate no braço de Mitroglou e depois ressalta para a mão de Felipe, o juíz do apito marca falta ao jogador portista. Incrível! Não é a FIFA que diz que se deve privilegiar quem ataca? Pois aqui foi ao contrário. E a máxima regra continua em vigor: se o vermelho jogar com a mão não é falta, se o azul e branco o fizer é falta imediatamente. Bravo!

O lampião via-se grego para segurar o ímpeto do Dragão que foi sempre apoiado e empurrado por um estádio que esteve soberbo e não merecia a “prenda” de Herrera ao cair do pano. Na primeira parte, o adversário criou perigo apenas num lance em que Felipe quase fez auto-golo mas a bola bateu no poste. De resto, muito pouco se viu do adversário.

A segunda parte começou muito bem para o FC Porto. Logo aos 5 minutos, os Dragões chegaram ao golo. Corona, numa jogada individual, abriu para Diogo Jota na área. O avançado fez gato-sapato de Semedo e atirou para a baliza vermelha. Estava aberto o marcador tardiamente.

Os vermelhos tentaram reagir mas era o FC Porto que estava mais perto do 2º golo. Samaris ainda assustou Casillas mas os Dragões continuavam a desperdiçar as melhores oportunidades.


Até que depois dos 70 minutos, o FC Porto começa a recuar no terreno e a entregar o jogo ao adversário. Primeiro com as substituições operadas: Ruben Neves para o lugar de Corona, Óliver cedeu a vaga a Layún e depois o desastre Herrera rendeu Diogo J.

Os Dragões começam a abdicar do jogo que até aí tinham feito e estavam reféns das oportunidades desperdiçadas e da vantagem mínima. Os vermelhos nada faziam para os Dragões se sentirem ameaçados mas o minuto 92 teve o reverso da medalha.

Herrera faz um disparate de todo o tamanho e cede canto. Lisandro restabelece a igualdade e “Herrera, vai-te encher de moscas!”.

O que poderia ter sido o relançar do campeonato, serviu para os vermelhos se manterem confortavelmente no primeiro lugar, deixando a concorrência de outros quatro a lutar pela 2ª posição. Onde é que eu já vi este filme nos últimos 30 anos mas ao contrário?

Enfim, uma noite fantástica do Dragão e uma grande actuação da equipa azul e branca manchada por uma nódoa mexicana.

O campeonato sofre nova interrupção para compromissos das selecções nacionais. O FC Porto regressa à competição a 18 deste mês com uma complicada deslocação a Chaves a contar para a 4ª Eliminatória da Taça de Portugal que antecede outras difíceis deslocações a Copenhaga (Champions League) e a Belém (Liga NOS).




DECLARAÇÕES

Nuno: “Fomos melhores”

Superioridade e mágoa
“Fomos melhores, superiores, pelas ocasiões e pelo desenrolar do jogo. É um jogo que nos deixa magoados, pela forma como decorreu e pelo minuto em que sofremos o empate. Era importante vencer para encurtar distâncias, mas empatámos. Não é definitivo, ainda falta muito campeonato, mas é um jogo que nos vai deixar magoados. O importante é levantarmo-nos rapidamente.”

As substituições
“Tivemos as opções que achámos convenientes. Dentro da pró-atividade do nosso jogo, procurámos as melhores soluções para a equipa. Era difícil que a ideia de jogo se sustentasse durante 90 minutos. Fizemos uma pressão muito alta, intensa, condicionando o jogo do adversário. Havia que ajustar e equilibrar a equipa. Os que entraram conseguiram-no, continuámos a controlar, tivemos alguma posse e saídas.”

Exibição e motivação
“Os primeiros 45 minutos são muito bons, estivemos muito próximos da ideia e do que gostaríamos que fosse o nosso jogo. Os jogadores souberam interpretar o jogo. Ontem falámos para que a motivação não se tornasse ansiedade. Conseguimos demonstrar que somos uma grande equipa.”

A entrada de Corona no onze
“Foi uma opção, o Corona e o Herrera são jogadores com caraterísticas diferentes. Sabemos as caraterísticas do Jesús, que fez um bom jogo.”

Crença e orgulho
“Vamos ter de trabalhar mais, melhorar muito mais. A crença existe, vamos lutar até à exaustão para encurtar distâncias e chegar onde queremos chegar. Sem dúvida que temos de estar orgulhosos e satisfeitos pelo jogo que fizemos, pela superioridade que demonstrámos. A equipa produziu, pecámos por não conseguir fechar o jogo, porque tivemos oportunidades para tal. Palavras de orgulho, mas de tristeza ao mesmo tempo, porque o resultado é cruel e injusto. Neste momento o mais importante é o próximo jogo e os jogadores desejariam que chegasse rápido. Temos de trabalhar e levantarmo-nos muito rapidamente porque o resultado não é definitivo. Quando jogámos assim e conseguimos submeter o rival, estamos na luta. Queríamos estar só a dois pontos, estamos a cinco mas convictos de que vamos estar até ao final na luta.”



RESUMO DO JOGO

05 novembro, 2016

DOIS SUPER SÁBADOS.


Segue o meu relato dos dois últimos fins-de-semana de apoio ao mágico Porto! Um deles em dose tripla, o outro com mais 700 quilómetros feitos.

Comecemos pelo primeiro. Dia 22 de Outubro o calendário foi feito a pensar em nós. Depois do almoço “fizemos as malas e fomos acampar” para o Dragão. Às 15h hóquei em patins contra o Turquel. Uma casa longe de estar cheia, mais ainda assim os que estiverem presentes apoiaram sempre a equipa numa vitória super tranquila. Uma palavra para os adeptos que viajaram de Turquel ao Porto para apoiar o clube da sua terra. É este o espírito não só do hóquei como do desporto em geral. Equipados a rigor, com cânticos e uma bandeira gigante para se identificarem. Bom ambiente!


Termina o hóquei e há que aproveitar esse intervalo para comer e beber. Porque 1h30 depois, às 18h, já estávamos novamente dentro do Dragão Caixa para o clássico em andebol contra os calimeros. Escusado será dizer que não cabia mais ninguém no pavilhão. Tal como acontece também no futebol, há gente que considera que ganhando os clássicos somos automaticamente campeões. E nestes jogos não há casamentos, bodas, baptizados, exames, testes, eventos de família, aniversários, está tudo disponível para aparecer. Deviam era aparecer sempre.


Grande apoio, ganhámos mesmo no fim (uma coisa que esta equipa já nos habituou!) contra aqueles que são os nossos principais rivais na luta pelo título. Festa da vitória celebrada com os jogadores e mais 1h de intervalo para recarregar baterias.

20h30 futebol contra o Arouca e vamos para o terceiro apoio do dia! Terminar em grande com uma vitória categórica e a conquista de mais três pontos! Um dia bem passado, sempre junto dos meus de azul e branco!

A meio da semana marcámos presença no pavilhão da Académica de São Mamede de Infesta e ajudámos a equipa a conquistar uma difícil vitória no campo do último classificado. Uma vitória bem mais complicada do que aquilo que se previa.


Novo fim-de-semana, novo Sábado, o coração volta a bater e novo dia à Porto! A maior deslocação em Portugal Continental tinha chegado e lá fomos nós até Setúbal. A maioria de autocarro mas também muita gente de carro, o estádio do Bonfim recebeu uma das maiores deslocações dos Dragões dos últimos anos. Foram abertas três bancadas só para nós! Um mar azul e branco pintou o Sado, o apoio foi bom mas a equipa não correspondeu com a vitória. Num jogo onde era fulcral vencer para manter a distância antes do clássico, passamos de três para cinco pontos.

Ganhar ou vencer são as possibilidades no Domingo.

“Guardo ódio a todos eles, o dia vai chegar!”
Um abraço ultra.

04 novembro, 2016

NES: UM FATO QUE PARECE NÃO LHE ESTAR A ASSENTAR.


[1ª Parte]

Ponto prévio: gosto dele, acredito nele, torço por ele, acredito que é o homem certo no lugar certo.
Mas…

Olha-se para ele e vemos um homem bem posto, bem falante. Barba bem aparada, óculo da moda, voz grave e educada, quase dificilmente audível. O fato é de boa marca, assenta-lhe bem, as palavras são caras. Fala de modelo de jogo, sistema de jogo, jogador à Porto, ambição, compromisso, comunicação, os 3 C’s, trabalho, união, colaboração. Uma série de chavões debitados da boca para fora. Pede quadros, pede marcadores, fala como se fosse um professor universitário.

Nuno Espírito Santo quer ser um novo filósofo do futebol. Umas vezes parecer querer imitar Jesualdo Ferreira, outras vezes Mourinho, outras AVB. Tudo misturado, contas feitas, tudo somado, não se sabe bem quem é e o que quer Nuno Espírito Santo.

Nuno quer ser um experiente sem ter idade para tal. Quer vestir-se à Mourinho quando não tem carreira para tal. Quer falar como Artur Jorge, quando não tem à vontade para tal. Não está aqui em questão a capacidade ou a qualidade, o que está em jogo é o fato que se veste. E Nuno cai mal neste fato. Parece sempre esforçado no que faz, as conferências de imprensa saem-lhe toscas, sem brilho, sem alma. Representa um papel que não é o dele. Veste uma personagem não escrita para ele.

Nuno enche a boca para falar da união, compromisso e ambição. Não se cansa de elogiar o jogador à Porto, o tal das 3 pernas. Mas, no final do encontro de Setúbal, esquece-se de ir com os seus, junto do árbitro, protestar contra a vergonhosa atuação do senhor do apito. Na flash-interview diz que do sítio onde está não consegue ler bem o lance, está longe e mais não sei o quê.

Percebem? Não bate a bota com a perdigota. Não se pode falar de “jogar à Porto” e de “união” e “espírito de equipa” se isso forem apenas chavões ocos e desprovidos de sentido. Não se pode dizer este chorrilho de coisas para alegrar ao adepto comum e depois não dizer as verdades na cara dos árbitros e da comunicação social. Nesse aspecto, ao menos, podia tentar imitar um pouco Vítor Pereira.

[Intervalo]

King foi um defesa central que habitou a década de 90 do futebol português, com passagens por Braga, Farense e Benfica. O relevante que retiro da recente entrevista que deu ao MaisFutebol é isto:

«O Porto era um clube especial, jogava com uma garra diferente, assustadora. Isso acabava por fazer a diferença, essa união»
Oh King, como nós te percebemos...

[2ª Parte]

Folheio um dos novos blogs de tácticas e curiosas histórias do desporto-rei quando me deparo com uma fotografia de Matterazzi e Rui Costa, apoiados um no outro, perante um San Siro repleto de tochas e fumo cinzento. A legenda postulava o seguinte:

“Materazzi e Rui Costa, um dos melhores jogadores de sempre a vestir a camisola do AC Milan, (…)”
Assim de repente, sem grande esforço: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Shevchenko, Pirlo, Maldini, Nesta, Papin, Insaghi, Seedorf, Cafu, Van Basten, Gullit, Rijkaard, Costacurta, Ibrahimovic, Baresi, Crespo, Baggio, Beckham, Savicevic.

É reconfortante verificar que os mitómanos e os megalómanos continuam a proliferar para aquelas bandas. Há quem se tenha tornado mais ou menos vaidoso com trinta e tal anos de vitórias. A outros bastam-lhes 2 ou 3 campeonatos para retomar a mania das grandezas. Bom sinal.

[Conferência de Imprensa]

Depois de Setúbal, apetece perguntar isto: com é possível terem-se gasto 6M de Euros num avançado-centro como Depoitre que não serve para entrar nem quando é altura de se jogar em chuveirinho?

Rodrigo de Almada Martins

03 novembro, 2016

ASSEMBLEIA GERAL REALIZA-SE A 3 NOVEMBRO (HOJE).


24/10/2016 - Sócios votam Relatórios e Contas Individuais e Consolidadas referentes a 2015/16

O Relatório e Contas Individuais e o Relatório e Contas Consolidadas do FC Porto relativos ao período de 1 de julho de 2015 a 30 de junho de 2016 serão discutidos em Assembleia Geral ordinária agendada para as 20h30 do dia 3 de novembro, no Auditório do Estádio do Dragão (piso -3), com a seguinte ordem de trabalhos:

1 - Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas Individuais e respectivo Parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar, referente ao período compreendido entre 1 de julho de 2015 e 30 de junho de 2016;

2 - Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas Consolidadas e respetivo Parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar, referente ao período compreendido entre 1 de julho de 2014 e 30 de junho de 2015;

3 - Meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

Se à hora marcada não estiver presente o número de associados imposto estatutariamente, a assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, meia-hora depois, com qualquer número de associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

Mais informações disponíveis aqui.

fonte: fcporto.pt

02 novembro, 2016

DÉJÀ-VU?


FC PORTO-CLUB BRUGGE, 1-0

Lembram-se do jogo com o Copenhaga? Ontem quase que vi o mesmo filme. Com uma diferença. O Porto venceu esta noite. No jogo com o Copenhaga empatou e desperdiçou dois pontos em casa.

O resumo do jogo de ontem fica-se pelo pouco mais do que os 3 pontos. Além disso, pouco produziu este FC Porto que continua a ser muito curto para uma champions league e insuficiente para se assumir como candidato sério ao título nacional. Valeram os 3 pontos que relançam os portistas para os oitavos-de-final. No entanto, uma prova de fogo esperam os Dragões lá para o fim do mês na Dinamarca.

O jogo foi pobre e de pouca produção. O FC Porto apresentou o onze habitual com uma única alteração que não consegui perceber. Maxi no lugar de M. Layún. Poupar o mexicano para Domingo? Ou apenas uma opção? Fico-me pela primeira, embora não compreenda.


A falta de tranquilidade e a inexperiência nesta equipa azul e branca é mais do que notória. Os Dragões encaram os jogos com vontade mas é claro que a equipa não consegue desenvolver o seu futebol com calma e com maturidade.

Os belgas criaram a primeira oportunidade de jogou e isso inquietou ainda mais os jogadores portistas. Foi preciso um Dragão de reacção para fazer face a este Clube Brugge que, continuo a dizer, é das equipas mais frágeis desta edição da Champions League.

O FC Porto foi crescendo no terreno aos poucos e contrariando o adversário gradualmente. Até que começaram a surgir algumas oportunidades. Alex Telles atirou à trave, na cobrança de um livre, Marcano cabeceou para as nuvens em frente à baliza e aos 37 minutos de jogo, finalmente André Silva fez o resultado do jogo num cabeceamento que ainda sofreu um desvio na cabeça de um adversário antes de entrar na baliza.


O golo trouxe alguma tranquilidade aos Dragões mas não por muito tempo. Esta equipa respira ansiedade, nervosismo e intranquilidade por todos os poros.

O Clube Brugge subiu no terreno na etapa complementar. O FC Porto não soube tirar partido para acabar com o jogo e este facto retirou toda e qualquer tranquilidade que a equipa necessitava. Corona que rendeu Diogo Jota ainda deu um ar da sua graça mas faltou o que a equipa precisava: o golo da tranquilidade.

Casillas teve a sua quota parte no triunfo portista ao defender um lance com selo de golo ao cair do pano. Foi um triunfo sofrido dos Dragões, em que foi preciso suar as estopinhas. Com este FC Porto não será nada fácil vencer o benfica. Taticamente, os Dragões têm muito para aprender e resistir a um clube como o Brugge foi uma tarefa bastante árdua.


Não se pense que o FC Porto está quase nos oitavos-de-final da prova. Pelo contrário. Será um teste muito difícil e decisivo o jogo frente ao Copenhaga. Se fosse um FC Porto a que nos habituámos, diria que teríamos o primeiro lugar na mira. Sendo este Porto, direi que vou esperar para ver, salvaguardando que, na pior das hipóteses, o clube será relegado para a Liga Europa.

Nota final para uma missão bastante dura para Nuno Espírito Santo no que respeita à preparação do jogo do próximo Domingo que poderá ou não definir muito da presente edição da Liga NOS.

A Champions League regressa perto do final do mês com o FC Porto a deslocar-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga a contar para a 5ª Jornada da Champions League.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Estamos mais próximos daquilo a que queremos chegar”

Análise ao jogo
“Sabíamos que era um jogo difícil. Na Champions é importante, depois de chegar à vantagem, saber controlar e matar o jogo. Quando não é assim acabamos por sofrer naturalmente. Nesse aspeto a equipa esteve bem, soube interpretar a necessidade, porque ganhar era fundamental. Parabéns aos jogadores, que fizeram um trabalho fantástico, isto é saber sofrer e estar unido. Faltou-nos matar o jogo, tivemos muitas saídas perigosas e continuámos com um défice de eficácia, mas é bom ter oportunidades e vamos continuar a crescer, a melhorar. Estamos mais próximos daquilo a que queremos chegar, mas ainda falta caminho.”

A falta de eficácia
“Consideramos que a juventude é uma virtude que temos de potenciar. Isso vai chegar naturalmente. A produção é boa e os jogadores vão naturalmente chegar ao golo. Não só isso, mas quero também realçar que a equipa soube defender, soube sofrer.”


A entrada de Rúben Neves
“São decisões que temos de tomar. O Rúben entrou bem, faltava mais controlo e posse à equipa e o Rúben Neves entrou bem e deu-nos isso. A equipa foi baixando mas mantendo o controlo. Na parte final, o Brugge começou a fazer um jogo direto que é sempre incómodo, faltou-nos saber matar o jogo e o Dragão sairia com um resultado diferente. São três pontos, o Dragão ajudou-nos, obrigado ao Dragão”.

Maxi no onze
“A equipa consolidou-se, frente ao Vitória de Setúbal fez um bom jogo, o resultado poderia ter sido outro. É importante dar continuidade, por isso entrou o Maxi, mas todas as opções são fundamentais e é bom ter todos os jogadores disponíveis.”

O jogo com o Benfica, no domingo (18h00)
“A melhor maneira de preparar o próximo jogo é com uma vitória anterior. Agora sim, vamos começar a prepará-lo. Vencendo tudo é mais fácil, tudo se consolida. Os jogadores agora têm de descansar, recuperar e estar preparados para enfrentar o próximo jogo no Dragão.”



RESUMO DO JOGO

CALMA... O CARAÇAS!


Os erros de arbitragem em nosso prejuízo têm sido inequívocos, constantes e descarados.
O despudor e facilidade com que se prejudica o FC Porto é uma realidade que remonta aos últimos anos, e que não é surpreendente por quem o pratica. É que um erro em nosso favor dá direito a primeiras páginas de jornais, artigos de opinião e histeria coletiva. Já um erro contra nós, dá direito a uma referência do dragões diário dois dias depois, e ponto!

A máquina de propaganda que abafa nuns casos e empola noutros, está oleada como nunca! Elogia a postura cordial de uns e critica a postura guerreira de outros... e parece que isso nos fez adormecer.
Será preciso recordar o que fazia Luís Filipe Vieira quando não ganhava? Entrava pelos programas televisivos dentro, referia-se a Pinto da Costa como O estrebuchar do morto!, exigia “briefings” à Comissão de Arbitragem, etc. E o discurso durante esse mesmo período que se ouvia na btv? Desejava-se a morte ao nosso presidente, dizia-se que era preciso ir para a rua combater com armas, repetiam-se até à exaustão escutas do apito dourado, etc.
Agora como ganham, claro que estão mais sossegados e pacíficos, e nós ao invés de assumirmos uma postura guerreira, não, assumimos com cordialidade esta aparente pacificação do futebol.

Não haja dúvida nenhuma que poderíamos ter ganho o jogo de Tondela se tem sido assinalado o penálti aos 64m sobre o Boly, como poderíamos ter vencido em Setúbal se tivesse sido assinalado o penálti sobre o Otávio aos 84m.
Mas em ambos os jogos, será que tudo fizemos para prevenir que esses erros de arbitragem não tivessem influência direta no resultado final?
Será que estávamos avisados, especialmente em Setúbal, que tudo iriam fazer para nos impedir de chegar à vitória?
Mas será que os jogadores e estrutura não estavam envolvidos num ambiente de “agressividade” para saberem que tudo nos iriam fazer para nos prejudicarem?
Como é possível que não estivéssemos prevenidos para estas tentativas de nos roubarem?
Não se exigiria muito mais garra e determinação desde o primeiro minuto para minorar ao máximo aquilo que sabemos que está montado?
Não têm todos aqueles que estão envolvidos no nosso clube, ter que ser muito mais pro-ativos, agressivos e apaixonados no que fazem, para nos fazerem regressar ao caminho das vitórias?

É esta calma e aparente serenidade que eu não compreendo!
Uma calma que já vai no seu quarto ano, uma calma que é pedida aos adeptos, uma calma que impera no clube!
Calma? Mais calma? Qual calma?
Esquecem-se que quando ganhávamos, raro era o jogo na capital em que carros ou camionetas dos nossos adeptos não eram apedrejados, e inclusivamente a camioneta do clube e carros da comitiva?
Esquecem-se que sempre que fomos calmos eles “nos comeram as papas na cabeça”?
Esquecem-se que somos mais pequenos em número e inerentemente em peso institucional?
Esquecem-se que querem levar os clubes da capital ao colo e empurrar-nos cada vez mais para baixo?
Esquecem-se que somos um clube de luta e trabalho, que não temos os lobbies que os outros têm, que só sendo 10 vezes melhores que eles poderemos ganhar?

O discurso da estrutura e a postura dos atletas, parece ser de um clube “novo rico”, para quem a palavra “ganhar” é um detalhe, para quem a saúde da indústria do futebol é o maior de todos os desígnios, para quem o desespero dos adeptos é uma postura exagerada, para quem o importante é todos os dias cumprir “bem” a sua função.
Esquecem-se que sem vitórias não há rentabilização dos activos, logo não existem vendas, logo não há dinheiro.
Esquecem-se que sem vitórias há contestação e não há serenidade para trabalhar.
Esquecem-se que sem vitórias estão a criar uma “panela de pressão” que um dia destes rebenta.
Esquecem-se que sem vitórias os adeptos estão a perder a paciência...

ACORDEM... Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre Comidos!

Até logo, no sítio do costume

PS – Se o escandaloso valor de comissões paga pelo 5lb, assumido pela primeira vez em Relatório e Contas, mas sem identificar os agentes que as receberam, fosse no nosso clube, eram 2 meses sempre a falar no mesmo, iam-se descobrir as ligações mais sórdidas com administradores da SAD e todos falariam em ética, ou falta dela. Mas como é no clube do regime, o tema passa por entre os pingos da chuva, e importante é o rendimento desportivo, como quem diz, “desde que a bola entre, roubem à vontade!”

01 novembro, 2016

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

A escolha para jogo da semana recaiu desta vez no BASQUETEBOL, com a receção ao Sampaense.

Na ressaca da jornada europeia em França, a nossa equipa entrou determinada a conseguir um bom resultado desde o 1º período. No entanto, a equipa de São Paio de Gramaços conseguiu dar uma boa réplica no 1º periodo e a vantagem ao fim dos primeiros 10 minutos era curta. Nos períodos seguintes, a nossa prestação defensiva foi mais acertada e a diferença no marcador alargou para os 49 pontos de diferença no fim dos 40 minutos.

Nota positiva para o tempo de jogo dado a todos os atletas e o facto de todos terem contribuído para o score final.


AS OUTRAS MODALIDADES

Em relação ao ANDEBOL, cumpriu a sua obrigação na noite de 4ª feira em São Mamede de Infesta ao derrotar a Académica local, num jogo que se veio a tornar mais complicado do que o esperado inicialmente, e onde foi possível assinalar um pavilhão cheio, o que só podem ser boas notícias para a modalidade.

Por fim, o HÓQUEI EM PATINS. É verdade que o momento que a modalidade atravessa em Portugal merecia um momento de luto, mas a nossa equipa continua a merecer o destaque por alargar o número de jogos consecutivos só com vitórias, nas vésperas da estreia europeia, desta vez, com a vitória em Tomar a ser conseguida apenas nos minutos finais, fruto da boa réplica dada pelos locais.

A modalidade em Portugal tem vindo a ser vilipendiada pelos srs. do apito como se pode verificar na deslocação do nosso inimigo a Viana do Castelo. Num jogo que já se previa difícil e com o aproximar do término da partida, um senhor de Aveiro, resolveu assumir todo o protagonismo e transformar um golpe duplo, por bola presa no equipamento do guarda-redes, em novo penalti a favor dos do regime.

No que à modalidade jogada diz respeito,realçar ainda a vitória da nossa equipa de sub-15 no Campeonato da Europa da categoria jogado em Villanova i Geltru. Parabéns ao projeto liderado pelo Filipe Santos que, neste escalão, conta ainda como técnicos o Jorge Ferreira e Vitor Hugo, ficando o papel de team-manager a cargo de José Campos.



Abraco,
Delindro