07 fevereiro, 2007

O maestro... e a orquestra das vaidades

“O cantinho do Sr. António”

O maestro não está a saber lidar com a orquestra das vaidades

Pois é, a azia continua e a porcaria do fim-de-semana custa mesmo a digerir, não há Rennie que me valha. Tal como todos os companheiros Blues fiquei em estado de choque com aquilo que assisti este Sábado. O “Palco dos Sonhos” rapidamente se transformou no “Palco dos Pesadelos”, e isso não só não pode acontecer, como é inadmissível. Muito menos depois dos “intérpretes do jogo” saberem de antemão que o “pseudo-clube” da capital tinha levado com um xeque-mate dos seus conterrâneos. Incrível a apatia generalizada, exceptuando, tal como o caríssimo Blue Boy aqui escreveu, o Lisandro, o Bosingwa e (acrescento eu) o Bruno Alves, que na dura missão de fazer as posições de defesa central e de lateral esquerdo não se portou nada mal. Tudo o resto foi demasiado pobre para merecer qualquer referência positiva. Por amor de Deus, mas que andamos nós a fazer Mister??

Se uma equipa de futebol fosse uma orquestra, os intérpretes da música seriam os jogadores, o maestro seria o treinador, o compositor da sinfonia seria o Presidente (ou a SAD), e temos ainda o público que ora aplaude, ora assobia conforme o espectáculo que lhe proporcionam, que seríamos nós. Estão a seguir o raciocínio?? Estão?? Então prossigamos. Quem não estiver a seguir não leia mais pois eu compreendo que isto de música clássica é um fastio dos diabos, mas não consegui encaixar aqui o Heavy Metal.

Eu como fanático que sou de Sua Santidade o Presidente Pinto da Costa, quero partir do princípio que ele delineou com cuidado a “sinfonia” que iria ser tocada ao longo da época, mas parece que anda alguém a borrar as “pautas musicais”. O maestro é que coordena e harmoniza o “recital” a ser apresentado, e o que eu assisti no Dragão suou-me mais a “grupo de bombos dos bombeiros voluntários” do que a música clássica. Tudo muito descontraído, descoordenado, e pior, sem respeito por quem faz de tudo para assistir ao espectáculo. E se assim tivesse sido desde o início da época não me iria admirar, mas a verdade é que nunca ao longo desta época se jogou tão mal.

Foi desde a paragem do campeonato que tudo mudou e pergunto-me eu, será que os jogadores desaprenderam de jogar?? Não me parece. Será que o Presidente deixou de saber compor a “sinfonia”? Também não me parece. Então o que se terá passado?? Na minha singela opinião, o treinador deixou de saber mexer a “batuta”. Aquele que deveria ser o garante da humildade, da capacidade de trabalho, do rigor e da disciplina foi o primeiro a dar o exemplo de desleixo aos seus pupilos. O Professor Jesualdo cometeu um grave erro ao defender a paragem do campeonato como sendo uma coisa benéfica. Transmitiu uma imagem deturpada do profissionalismo que é exigido a quem pretende ser campeão, e em especial a quem defende as cores do nosso mítico clube. O que sempre nos distinguiu dos “pseudo-clubes” da capital foi a capacidade de sofrimento e de trabalho, o discurso do treinador nunca seria possível há uns anos atrás. Enquanto antigamente as “vedetas” que se pavoneavam nas “revistas cor-de-rosa” eram sempre dos lados da capital, agora os nossos também começam a aparecer por lá. As cabecinhas dos nossos jogadores ficaram adormecidas com tantos pontos de avanço, e com um discurso tão permissivo como aquele que Jesualdo fez.

Um General, em tempo de guerra, não diz às tropas: “podem dormir descansados pois ninguém ataca à noite”, um General que se preze mantêm as tropas sempre em estado de alerta máximo. E Jesualdo não o tem conseguido fazer. Ainda lhe continuo a dar o benefício da dúvida, pois sei que ele é um estudioso do futebol, mas não pretendo professores, pretendo um líder de grupo, que saiba controlar devidamente o balneário, elogiar quando é preciso e colocar rédea curta sempre que necessário. Espero que tudo mude nos próximos jogos, caso contrário vou ter que me render às evidências. Já chega de meninos mimados!!

Saudações,
Sr_Antonio

06 fevereiro, 2007

Algumas razões… do actual insucesso!

Estávamos nos últimos dias do ano de 2006 e nada fazia prever o que está actualmente a acontecer no universo do Dragão. O que tinha tudo para ser um alegre e descontraído passeio até à consagração final, começa inexplicavelmente a dar um ar de contornos muito próximos de uma qualquer ‘tragédia grega’, com tendência para piorar, se nada for feito rapidamente.

Aqui neste espaço, e mesmo contra a opinião de alguns ‘amigos’ comentadores (sim, todos os que aqui comentam são amigos!), que não mais, mas que acredito piamente possam ser tão Portistas quanto eu, que ando a dizer que algo vai mal, muito mal no FC Porto, quer na área administrativa, quer na técnica.

Ainda agora, e mesmo contra as evidências que estão aos olhos de todos os que as queiram ver, apesar de respeitar totalmente a opinião de cada um, não concordo, não aceito, nem concebo que um Portista que se preze, aceite resignado e com a maior das tranquilidades ao que está a acontecer. Volto a repetir que respeito, mas não concordo!

Não posso aceitar que me supliquem: "ah e tal não se pode assobiar, ah e tal não se pode criticar, ah e tal não se pode apontar o dedo; ah e tal temos é de apoiar, ah e tal etc". Querem mesmo saber a minha opinião? Eu digo-vos:

“Ah e tal, o carago. Eu não sou adepto d’um qualquer clube de m****. Sou adepto do mágico FC Porto e como tal, não estou habituado, nem quero pactuar com o que estou a ver. Se o estão vocês que querem pactuar com o que estamos a ver, mudem vocês de clube, porque eu não mudo; eu sou Portista, e Portista morrerei. Eu, aceito qualquer derrota, qualquer empate, qualquer coisa, mas que se ‘perca de pé’, não como cobardes, falhados ou meninos mimados”

Como tal, deixo aqui a minha visão sobre o que ‘na minha modesta opinião’ vai mal no Reino do Dragão, quer na vertente administrativa, quer na técnica:

Vou dizer algo, mas que não é uma critica, mas sim e apenas uma constatação. Quer gostem, quer não gostem, o nosso Grande Presidente PdC está claramente fragilizado, aliás, muito fragilizado pelo tornado Apito Dourado e pela obra ‘merdária’ da Vaca Carol. Já tenho saudades do ‘guerrilheiro’ que não dava tréguas a quem nos ofendia, a quem nos atacava, a quem nos ousava defrontar. Hoje em dia, o que vemos afinal? Resignação! Não posso admitir, repito, não posso admitir. Não misturo as coisas, ou seja, podem acusar-me do que quiserem, menos de não ter memória. Se hoje somos quem somos, devemos tudo a esse homem, de seu nome: Jorge Nuno Pinto da Costa, e isso não esqueço e só tenho a agradecer e mostrar o meu respeito. Agora, o actual ‘silêncio estridente’, incomoda-me, incomoda-me muito mesmo.

Como muitos de vocês sabem, desde o início sempre fui um defensor da contratação do Prof. Jesualdo Ferreira, o nosso técnico… e podem ter a certeza que o continuo a ser. Agora, isso não me ‘impede’ em nada de criticar quando acho que algo vai mal. E mal, vão muitas coisas:
1) Uma estupidez do tamanho do mundo a defesa da paragem natalícia, aliás, o único treinador a fazê-lo. Os ‘meninos mimados’ já agradeceram.
2) Incompreensíveis e sistemáticas apostas em jogadores que já nem '0' conseguem dar ao FC Porto, mas sim '-0'. Vide caso de Ricardo Bosta com João Paulo a penar no banco.
3) Onde páram Fucile ou Marek Cech que estavam bem e a cumprir, e principalmente, com habituação ao sistema de jogo?
4) Para quê continuar a insistir em Paulo Assunção e Raul Meireles em jogos claramente de pender ofensivo para o FC Porto, e ainda para mais, estando à vista de todos que Raul Meireles caiu vertiginosamente de rendimento após as férias?
5) Para quando uma explicação sobre o desterro a que foi votado o goleador da época passada, Adriano, em detrimento de Sokota que está apenas parado há 2 anos?
6) Na ausência de Anderson, e porque não há mais ninguém no plantel com essas características, porquê o desaparecimento de Jorginho? Ainda se lembram do jogo em Setúbal?
7) Para quando uma atitude firme e de ‘general da tropas’ do treinador perante o plantel ou perante uma exibição (e já tantas oportunidades teve para isso desde o inicio de Janeiro), em vez da conversa mole que já começa a meter nojo?

Estas são na minha opinião, algumas das razões para o actual insucesso. Ou rapidamente encontram um ‘antídoto’ para reparar os actuais ‘erros de casting’, ou preparem-se que o mau tempo está à porta, e com tendências para piorar.

Uma coisa é apoiar e estar com o FC Porto e estou, podem ter a certeza disso, porque como já o disse atrás e quem me conhece, sabe bem que é assim, ‘Portista nasci, Portista morrerei, nem que seja a vê-lo jogar nos distritais’outra coisa bem diferente, e para isso não contem comigo NUNCA!, é assistir passivamente ao desmoronar do ‘castelo do Dragão’ que tanto trabalho deu a erguer e fazer de conta que nada se passa de mal e que tudo está bem, quanto tudo ou muita coisa está mal.

Vamos aguardar que nestes próximos 15 dias (enaaaa, mais umas férias para os nossos meninos que eles estarão ao que consta muito cansadinhos), e até ao próximo jogo no Dragão com a Naval 1º de Maio, muita coisa mude… muita coisa mesmo!!

Apesar de tudo, e como sempre, aposto todas as fichas no meu FC Porto... mostrem-me que eu estou completamente errado, e então, humildemente, baixarei a guarda com todo o gosto!!

Adenda – Só depois de publicado é que reparei faltar aqui qualquer coisa… os jogadores. A esses, sinceramente, conoto-lhes a ‘maior’ responsabilidade na actual situação, porque são esses que marcam, são esses que defendem, são esses que correm, mas também são esses os primeiro a não correr, a não lutar, a deixar andar, etc. Aliás, como se calhar ao contrário de muita ‘opinião generalizada entre adeptos’, eu falo por mim, muito antes de me lançar à Direcção ou ao Treinador, começo sempre ‘apontar o dedo’ aos jogadores, porque são esses sempre os primeiros obreiros das vitórias, mas também das desgraças quando elas chegam. E quando eles nada querem, nada a fazer mesmo; o treinador bom ou mau, é que paga sempre. E como às vezes o futebol é tão injusto. Por isso, se são os primeiros a ser recompensados quando as ‘vitórias’ chegam, por mim, são também os primeiros a ser ‘responsabilizados’ quando chega a desgraça e ponto final!

03 fevereiro, 2007

Total falta de vergonha e respeito!


Competição: bwin 06/07 (17ª jornada)
Data: 03.02.2007
Local: Estádio do Dragão, Porto
FC Porto: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, Bruno Alves e Lucas Mareque (Ibson); Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles (Alain); Lisandro Lopez, Hélder Postiga e Vieirinha (Sokota)
Golos:

Sinto-me triste, envergonhado e humilhado por tudo o que hoje vi… aquilo não é uma equipe de futebol; aquilo é uma manta de retalhos da pior qualidade, com uma atitude e orgulho que equivalem a ZERO TOTAL… ganhem vergonha na cara e por mim, reconquistarão o meu respeito e admiração. Até lá, ficam já a saber o que vos espera da minha parte!

Quanto a si, Prof. Jesualdo Ferreira, já é tempo e hora de se lembrar que já não mora na cidade dos arcebispos, mas sim na ‘terra do Dragão’. Sabe o que isso significa? Começo a ter sérias dúvidas, sinceramente. E então, depois dessa ‘estupidez’ tal em defender as férias dos seus meninos, está agora a receber deles aquilo que fez por merecer.

Apesar dos adeptos portistas não terem comparecido em massa ao Dragão, tal como tinha sido pedido durante a semana, estava criado o clima para ser um jogo tranquilo e de ‘subida exponencial’ da moral… aliada ao resultado dos ‘mouros’ na noite anterior, que permitiria recuperar os pontos perdidos na semana passada.

Nem uma coisa, nem outra… pior mesmo!!

É verdade que tal como venho já dizendo há muito tempo, principalmente depois das tais ‘férias natalícias’ tão ao bom gosto do Prof. e dos seus ‘menininhos mimados’, que o futebol do FC Porto estava a depender em demasia, quase em exclusivo do virtuosismo técnico de um jogador apenas, de seu nome: Ricardo Quaresma.

Cedo se percebeu que não existiam soluções ofensivas nos azuis-e-brancos, onde o jogo desde o primeiro minuto era muito mal organizado e com a já habitual intranquilidade dos últimos jogos. Mas ainda pior que isso, era o meu sentir olhando lá para dentro daquele relvado, a uma total passividade por parte dos nossos jogadores, que pouco ou nada faziam para mudar o rumo da partida… enquanto isso, os ponteiros do relógio iam andando a passo acelerado.

Desde o primeiro minuto de jogo (e que se prolongou até ao 90º minuto), apenas vislumbrava 2 jogadores com mentalidade e vontade férrea de vencer este jogo: Lisandro e Bosingwa, porque no resto, era a total ‘pasmaceira mental’.

Chegados ao intervalo, esperávamos um FC Porto mais atrevido, acutilante e pressionante sobre o adversário… puro engano! Nem o balneário, nem as substituições efectuadas ao longo da 2ª parte, trouxeram nada de novo ao jogo, com a condicionante de o ainda ter piorado. Nesta altura, a equipe adversária começava a chegar à nossa baliza com uma aparente facilidade, que só a ‘burrice’ não deixava aproveitar melhor.

Quando já jogávamos num completo desespero em busca da vitória (atitude que já a deveriam ter demonstrada ainda antes do inicio do jogo…), o ‘balde de água gelada’ estava reservado para os minutos finais do jogo. Quando faltavam apenas 5 minutos para o apito final, aconteceram 4 lances que colocaram a adrenalina nos limites de todos nós que ali nos encontrávamos presentes nas bancadas.

Primeiro, um lance isolado de um adversário que cara-a-cara com Hélton, assustou-se e mais não fez que permitir o corte de Bosingwa. No seguimento dessa jogada, Sokota marca golo de cabeça, que é anulado por pretenso fora de jogo. Logo a seguir, contra-resposta do Estrela com uma jogada de insistência pela direita, seguida de cruzamento para o interior da pequena área portista… e golo! Naquele momento, admito, deu-me real gana de entrar por aquele relvado dentro e, como pagante (!), adepto e sócio do FC Porto, começar à chapada, pontapé e murro em todos os que me aparecessem na frente. Isto não é brincar ao futebol; é gozar com a cara dos adeptos!!. Até ao fim, ainda oportunidade para Alain enviar uma bola ao poste… e fim do jogo.

Resumindo, a campanha pós-natalícia continua negra, muito negra, e cada vez pior… em 4 partidas ‘oficiais’, 3 derrotas com colossos europeus. Em um ‘treino’, empate com uma grande revelação dos distritais. Está o bom e o bonito está.

Continuamos líderes, é verdade, mas a jogar assim, ou arrepiam caminho e rapidamente, ou não deve ser por muito tempo. O que poderia estar a ser um 'passeio alegre' até ao final do campeonato, poderá vir a tornar-se um pesadelo… oxalá, e desejo piamente, estar enganado, mas a esta hora, temos já 2 adversários directos na 'cola' a morder-nos os calcanhares, com apenas 3 e 4 pontos de distância. Como tal… andamos a brincar com o fogo, andamos, andamos.

Resumindo este jogo apenas em 4 palavras, seria: ‘tenham vergonha, muita vergonha’.

azul + : unicamente Lisandro e Bosingwa

azul - : todos os restantes, porque foi mau demais para ser verdade.

PS – sr_antónio, grandes momentos de salutar e agradável confraternização que se esperam sejam para repetir muitas e muitas mais vezes… esperam-se são outros estados de espírito bem mais propícios para a 'galhofa'.

Desejos de um regresso vitorioso!

Passaram-se 27 dias depois do último jogo realizado no Dragão, por sinal, de muita má memória para todos nós, e logo num dia que até ao final da tarde estava a ser um dia tão bem passado entre amigos, divertido e alegre, não é BiChO? Depois, naquele remate ao poste por Quaresma, tudo se desmoronou… o céu caiu-nos redondamente em cima.

Hoje, passado que foi para nós o efeito desse ‘valente estalo’, parece que já no que toca ao plantel, tais efeitos ainda não se desvaneceram completamente das mentes dos jogadores. Nos jogos seguintes (Vila das Aves e Leiria), uma vitória, uma derrota… e exibições, na minha opinião, em ligeiro decréscimo de forma.

Há que salvaguardar obviamente o caso de Leiria ocorrido na semana passada, porque esse, bem, esse teve outros contornos bem mais próximos de um qualquer ‘apito avermelhado’, do que outra coisa qualquer. Se nos recordarmos de todas as incidências (bolas ao poste, bolas na trave, grandes penalidades por marcar, expulsões ainda antes do final da primeira parte… e uma tendência ‘irritante’ do ‘insuspeito’ homem para encaminhar o jogo para outras zonas do campo), temos e devemos a obrigação de prestar o nosso benefício da dúvida aos jogadores e continuar a acreditar na sua vontade e querer. Eu acredito!!

Como já diz o ditado, “não adianta chover no molhado”!

Por isso, daqui por umas horas, quando os nossos ‘bravos guerreiros' de azul-e-branco vestidos entrarem em campo para defrontar a equipe do Estrela da Amadora, não quero ver medo ‘de errar’ no rosto dos nossos bravos campeões, mas sim e tão só: ORGULHO de vestir as mágicas cores do FC Porto!

Está na hora de demonstrar todo o nosso «amor» e apoio incondicional… vamos encher o ‘Dragão’!!!

PS - Porque será que esta noite me lembrei de Leiria?... lá se vai o stock nas farmácias de RENNIE!! eheheh ;-)

02 fevereiro, 2007

Bem no fecho das inscrições...

“O cantinho do Sr. António”

A esta hora estarão muitos dos caríssimos Blues a perguntar “quem é este postal dos correios”? Pois muito bem, na blogosfera respondo pelo nick de “Sr. António”, vivo no Portugal profundo, para lá das montanhas transmontanas portanto. Sou adepto do vitorioso FC Porto, e como bónus sou ainda sócio de bancada e com direito a lugar anual. Sou um leitor assíduo, mas recente, do melhor blog desportivo português que é este.

O digníssimo Blue Boy teve um acesso de loucura e decidiu convidar-me para dar uma ou outra “pincelada” neste projecto, o que penso que venha a acontecer a partir deste momento. Digamos que me considero assim como que uma espécie de contratação, no mercado de Inverno, a custo zero, e acho que o facto de ser a custo zero vos dá uma ideia da qualidade que possuo. Tinha várias propostas em carteira, uma para um blog de um realizador porno da Antártida (brrrr… era muito frio), outra para o blog de um camarada que frequentou a mesma instituição hospitalar que eu (vulgo Júlio de Matos) durante a minha adolescência (era demasiado filosófico). Mas claro que eu não hesitei em optar pelo blog do meu coração que é e sempre foi o “Bibó Porto Carago”..

Quanto ao nosso querido (e não me importo se isto é uma palavra abichanada) FC Porto, eu Amo de morte este clube. Pois por causa dele já deixei de comer, já chorei de alegria, de tristeza, já discuti com os pais e amigos, enfim, já passei por um turbilhão de emoções que só quem Ama sabe compreender.

Sou um fanático por “Sua Santidade” o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, e mete-me um bocado de impressão quando vejo portistas falar mal do seu Presidente, acho que muitos ainda não perceberam que se não fosse Ele, o expoente máximo das suas alegrias hoje em dia seriam dois orgasmos ao fim-de-semana e as vitórias no futebol salão jogado com os compinchas, ou seja o FC Porto não seria o colosso que é hoje. Não alinho portanto na teoria de “o homem está chéché…” ou “o tempo passa para todos…”, mas sei ver quando o Homem erra e já errou muitas vezes como foi no caso de ter deixado misturar o nome da nossa mítica Instituição, com o nome de um pedaço de carne que ele comprou numa vacaria clandestina sem as mínimas condições sanitárias.

Quanto ao plantel, considero que nos tempos que correm não é possível ter muitos Luchos, daí que só um plantel do calibre do nosso poderia contar com semelhante jogador, sou fã incondicional. Gosto da segurança do Hélton, mas não esqueço o eterno Vítor Balizas. Sonho com as fintas de Anderson e tenho pesadelos com o lance em que o mandar para o estaleiro, era a irreverência que faltava à equipa, e acho que hoje em dia ainda estamos a pagar a sua ausência, o Lucho apagava-se um bocadinho, mas dava-me gosto ver o miúdo “brincar” com a bola e aliar a isso o sentido de responsabilidade próprio de quem tem que empolgar a equipa e não empolgar-se a si mesmo. Com o Quaresma tenho uma relação de “Amor - Ódio”, e não, não viro a mão ao contrário, nem fiquei grávido, mas o gajo enerva-me pela sua postura irresponsável no que toca à disciplina, e por outro lado deixa-me maravilhado com as suas fintas estonteantes, passes de trivela, e todo o manancial técnico que possui. Foi o grande responsável pela nossa brilhante 1ª metade do campeonato, e é sem dúvida o melhor jogador do campeonato até agora. Mas não o considero um jogador à “Porto”, ao contrário do Lucho por exemplo, acho que ainda não limpou de vez os ares mouriscos que traz na cabeça. Tenho saudades do Peter Emanuel, volta “Peter” que o Bruno Alves está a precisar de umas lições de posicionamento. O Pepe é uma máquina, e acho que o facto da máquina estar tão bem oleada deve-se à época passada, com aquela táctica suicida, em que ele tinha que se virar para os que vinham da esquerda, da direita, do centro, a verdade é que é o melhor central a jogar em Portugal, mas não concordo nada com a sua ida à selecção portuguesa, pois para mim a selecção não deveria ter um único jogador ou seleccionador não nascido em Portugal. Nas laterais nem gosto de falar pois o Bosingwa é muito intermitente, apesar desta época estar a ser mais consistente, e até já faz cruzamento bons e tudo, e o Fucile é sem dúvida o jogador que eu menos gosto na equipa principal, desde que o gajo abriu aquela auto-estrada quando ganhámos 3-2 aos nenucos. Não “posso com ele”, que querem que eu faça, espero que este argentino que veio agora agarre de uma vez por todas o lugar na esquerda e o Bosingwa fique na direita. Tenho um carinho especial pelo Lisandro, mais um jogador “à Porto”, aliás como acho que é consensual. Paulo Assunção é bom, e Raul Meireles é ainda melhor e vai ser mais melhor bom. O Hélder Prestige surpreendeu-me este ano e voltou ao que sempre foi, um excelente jogador e ainda com muita margem de progressão, o homem bem dizia que só precisava de apoio para ganhar novamente confiança, será que ninguém sabia dizer ao rapaz que os serviços de uma boa psicóloga brasileira fazem milagres?!

Sou anti-nenucos, anti-manhas, anti-cartaxanas, anti-records, anti-abolas, anti-scolari, anti-madail, anti-azias, anti-tvi, anti-sporttv, e anti-qualquer-bardameco-que-seja-contra-o-melhor-clube-do-mundo.

Futebol é “Porto” e o resto é conversa!!

Por aqui me fico, puxa, parece que estou no primeiro dia de escola a apresentar-me aos colegas.

Saudações,
Sr_Antonio

PS - Combinei com o Blue Boy que todos os donativos que fossem dados para a anulação deste post seriam devidamente entregues a instituições “mouriscas”, por isso não o façam.

01 fevereiro, 2007

Sexy Shop do Bulhôm, carago!

Vamos hoje inaugurar aqui um novo espaço no blog 'BiBó PoRtO, carago!', para o qual estão desde já todos convidados a dar uma visitinha pela nossa barraquinha, que é nem mais nem menos, que as vendas on-line do nosso material, que tal como o diz o título do post, a nossa 'Sexy Shop do Bulhôm, carago!'.

(clica aqui para ampliar a imagem; posteriormente, terás a barra no inicio dos posts para aceder)

O que começou por ser uma 'brincadeira' entre um grupo muito restrito de Grandes Amigos e Portistas que habitualmente se juntam para acompanharem ao vivo todas as conquistas e façanhas do nosso mágico FC Porto, no qual eu obviamente me incluo, a determinada altura, e digamos que com uma frequência anormal, passamos a ser bombardeados por Portistas 'anónimos' com as dúvidas da praxe: "onde compraram isso?", "como podemos comprar?", "não me vendem uma?", etc, etc.

Se de inicio, tudo era levado um bocado na risota, e respondiamos logo de imediato, "desculpe lá, mas nem se vende, nem vendemos, porque este material foi feito unicamente para um grupo de Amigos, e como vê, até é personalizado e tudo… lamento, mas não podemos ajudar". Já não bastavam os anónimos, e agora começam também a surgir encomendas de outros amigos, amigos de amigos, conhecidos de amigos, primos e primas de amigos, etc, etc.

Depois de discutido este assunto em conjunto, chegamos à triste conclusão (eheheh)… se é verdade que a ideia desde o inicio deste projecto assentava em 3 principios básicos: reforçar os laços de amizade entre todos, mostrar o nosso amor e paixão desenfreada pelo mágico FC Porto e por último, mas não menos importante, utilizar este material como um importantissimo e vital veículo de passagem de palavra do nosso endereço na blogosfera; porque não, e havendo interessados, permitir uma 'globalização planetária' (que palavra bonita… lol) do nosso material?

Selado o acordo de sangue azul entre todos os ‘criadores’, aqui está a oportunidade para que todos os que o desejem, possam vestir a ‘nossa camisola’ (personalizada ou não), o ‘nosso boné tipo baseball’ (personalizado ou não) ou então o ‘nosso cachecol’… e em breve, o ‘nosso casaco com capuz’, a divulgar futuramente.

Os preços individuais por produto estão assinalados na imagem acima postada, bem como a única forma de pagamento possivel (vale postal CTT), pelo que aqui passo mais uma vez a explicar o procedimento normal para a encomenda:

1) Remeter um vale postal dos CTT no valor global da encomenda, acrescido de mais 3,00 € para portes de envio de correio, para a seguinte morada: Apartado 1012 -- 3721-909 Bustelo, Oliveira de Azeméis.

2) De seguida, deverão remeter um email para 'blogdoblueboy@gmail.com', com c/c para 'alves111@msn.com', com a descrição completa do vosso pedido em termos de nomes (nos casos das camisolas e bonés), tamanhos e quantidades, informando ao mesmo tempo a data em que enviaram o referido vale postal dos CTT.

O prazo de entrega do material é de 10/15 dias úteis para a morada que indicarem. Não esquecer que as camisolas e bonés podem ser personalizados, caso o pretendam obviamente, bastando para tal indicar o ‘nome’ a ser impresso.

Nota: Só avançaremos com o pedido da encomenda, depois de recepcionado o vale postal dos CTT no valor global da encomenda, acrescido dos tais 3,00 € para portes de envio de correio. Caso contrário, lamentamos, mas 'nem hablar, carago!'.

Agora que penso estar tudo bem explicado e mais que explicado, a 'bola passa a estar nas vossas mãos'. Qualquer dúvida ou pedido de esclarecimento, não hesitem em contactar-me via email para 'blogdoblueboy@gmail.com'.

PS - Entretanto, restam, apenas mais 24 horas para a entrada em cena… de quem, carago?

31 janeiro, 2007

7ª Aniversário da Casa do FC Porto de Espinho

Realizou-se na 2ª feira passada, dia 29 de Janeiro, a festa-jantar do 7º aniversário da Casa do FC Porto em Espinho. O ponto alto da festa foi a entrega do ‘Dragão de Espinho’ ao andebolista Rui Rocha, figura que se destacou ao serviço do FC Porto e da Casa de Espinho dos Dragões, pondo fim este ano à sua carreira neste clube.

O apresentador de serviço, como não poderia deixar de ser, o portista Júlio Magalhães.

Na entrada da sala de espectáculos do Casino, estavam já instalados uma carrada de fotógrafos e televisões, tudo à espera do momento alto da festa, a chegada do Sr. Presidente do FC Porto e restante comitiva que o acompanhavam. Mas como sempre, o nosso Presidente sendo uma pessoa imprevisível e cheia de surpresas, decidiu tramar todos os ‘abutres’ que se preparavam para a sua chegada, fazendo uma entrada de rompante, fintando-os com uma grande pinta! Surgiu na sala directamente pelo elevador porta-paletes, não se cruzando deste modo com os ‘abutres’. De imediato, todas as portas se fecharam e os ‘abutres’ não tiveram qualquer possibilidade de se infiltrar ou de conseguir uma foto, nem mesmo uma única palavra ao Sr. Presidente.

O jantar começou… entretanto iniciarem-se os espectáculos no palco, e posso-vos dizer que até foram muito interessantes.

Ao longo da noite, foram diversas as pessoas, umas mais anónimas que outras, que subiram ao palco para homenagear da melhor forma o FC Porto os seus dirigentes, assim como a Casa de Espinho dos Dragões.

Mas a esta hora, já todos esperávamos pelo momento chave da noite… a presença no palco do nosso Presidente, Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa. Naquele momento, o salão onde nos encontrávamos, quase veio abaixo com o entusiasmo e a adrenalina que se apoderou de todos os presentes. O que seria que ele hoje teria para nos dizer?

Chegada a hora, começou a discursar, dizendo que não se iria pronunciar em demasia, pois o seu estado de espírito não estava no seu melhor, mas mesmo assim, e outra coisa não seria de esperar, surpreendeu tudo e todos com o seu vocabulário (como sempre faz!!!).

Num EXCLUSIVO deste blog, o discurso do Nosso Grande Presidente, Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa:


"Podem contar comigo sem qualquer receio, porque sempre darei o meu apoio ao FC Porto. Não há nada, nem ninguém que faça mudar o meu caminho em prol do FC Porto.
Hoje mesmo, estive na Polícia Judiciária para o qual fui convocado para ser testemunha na semana passada em determinada questão. Estive lá muito tempo, muito tempo mesmo, 3 horas (!) porque avariaram-se as impressoras… devem ter ficado intimidadas com a minha presença. Três horas para serem escritas 2 páginas!!!
Mas como estou habituado e preparado para tudo, de lá saí como entrei; de consciência tranquila e como testemunha. Quando cheguei cá fora, apesar de toda a confidencialidade da matéria e da forma como fui solicitado e convocado para lá estar, quando saí eu julguei que era alguma manifestação, fiquei sem saber se era pelo SIM ou pelo NÃO!!!. Eram os jornalistas de todas as televisões, de todas as rádios e de todos os jornais que tinham adivinhado que eu lá estava - não há dúvida nenhuma que a nossa comunicação social é muito inteligente!
Saí e fiz questão de não faltar a esta festa, a qual tenho de me ausentar daqui a pouco, pois eu e na companhia do Sr. Reinaldo Teles temos de ir trabalhar ainda, porque amanhã, pelas 10h00 da manhã temos de entregar uma exposição para ver se aqueles que dirigem o nosso futebol me sabem explicar o porquê de que para os jogos do FC Porto fora são requisitados árbitros não internacionais, e para os outros clubes, árbitros internacionais.
Como nós não conseguimos compreender, temos de recorrer a quem sabe mais do que nós. Vão certamente ter argumentos que nos vão convencer de que de facto o Sr. Elmano Santos deve continuar a arbitrar todos os meses o FC Porto.
Podem dizer tudo o que quiserem.
Eu serei sempre o mesmo em defesa do FC Porto.
Não me incomoda nada saber, como soube hoje ao chegar ao Estádio do Dragão, que haviam faxes que diziam que eu estive na Polícia Judiciária para ser ouvido no processo Casa Pia! - esse não é o meu forte, podem ter a certeza. Que mais me vão acusar?!
Para terminar, vou transmitir tudo o que penso, tudo o que quero, tudo o que sinto através de um poema dedicado a todos vós, um poema de José Régio."

Como poderão imaginar, foi um momento muito marcante para mim, sendo a primeira vez que estive presente num acontecimento destes… deixo-vos aqui as imagens e o som recolhidos por telemóvel naquele momento. A imagem não está perfeita, mas o som está muito bom. Divirtam-se, porque eu diverti-me e muito!... não me ouvem a rir? eheheheheh

Para finalizar, aconselho vivamente a todos os BLUES a pensarem no 8º aniversário da Casa dos Dragões em Espinho… temos de marcar isso, sem falta! Um bem haja a todos,

BiChO
# e-mail recebido pelo Grande Amigo BiChO

PS1 – Ouvi dizer que; disseram-me que; contaram-me que; soou-me que ‘alguém’, terá ficado muito agradado com o espectáculo musical grego presenciado… ou afinal, terá sido com a desenvoltura das «gregas»? eheheheh

PS2 – E não é que já só faltam mais 24 horas?... e depois outras tantas para… ;-)

PS3 – Admito que não queria estragar este magnífico post, e logo o primeiro remetido pelo Grande Amigo Bicho, mas não resisto, não consegui, é mais forte do que eu: 2 jogos para o Quaresma? 2 jogos?... não vão ser muitas as vezes que me ouvirão a dizer estas coisas aqui neste espaço, mas desta vez é demais e quando é demais, é hora de chamar os BOIS pelos nomes: CAMBADA DE F***** DA P***, PREPAREM-SE PARA O QUE VOS ESPERA!! QUEREM BRINCAR? OK!! LET'S GO PARTY.

Voltaram as dores de cotovelo

'Nortada' do Miguel Sousa Tavares...

Jesualdo Ferreira fica a saber que é muito mais difícil triunfar no FC Porto do que por outras paragens. E, se já era difícil antes, agora, com o «factor Carolina», vai ser bem mais.

Sexta-feira à noite, eu estava fora e, para dizer a verdade, nem sequer me lembrei que o FC Porto jogava em Leiria. Por volta da meia-noite recebi uma mensagem de um amigo benfiquista: «Já nem à equipa B conseguem ganhar…Vá lá que perderam só por 1-0.» Foi assim que fiquei a saber do desastre de Leiria. O resto, os pormenores, só fiquei a saber três dias depois. E conclui que, manifestamente, o meu amigo benfiquista tinha feito um relato muito particular e resumido dos acontecimentos de Leiria. Por junto, a única coisa incontroversa é que o Porto tinha perdido 1-0.

Desde logo, a piada da «equipa B», reflectindo aquilo que é a atitude de vida dos benfiquistas, hoje em dia: eles desconfiam de tudo, tudo o que mexe. Treinado pela antiga glória portista Domingos Paciência (ai, que saudades!), com dois ou três jogadores emprestados pelo FC Porto, está bom de ver que outra coisa não era de esperar do que o Leiria facilitar a vida ao FC Porto. Azar o deles: o Leiria ganhou, Paulo Machado foi dos melhores em campo e Ivanildo marcou de forma perfeita o livre que ditou o resultado. Satisfeitos? Não, na próxima oportunidade voltarão a desconfiar. A semana passada, aliás, tive ocasião de ler um texto benfiquista onde, em todo o seu esplendor, se explicava como é que tudo serve para desconfiar. A propósito da expulsão do leiriense Harrison no jogo da Taça contra o Benfica, dizia-se que ele, claro, tinha sido bem expulso. Mas, ao mesmo tempo, levantava-se a suspeição: é que, tendo sido expulso, ele não iria poder jogar o jogo seguinte. E, contra quem era o jogo seguinte? Contra o Porto — estão a ver, não estão?

A mensagem do meu amigo pecava, a seguir, por deformação jornalística: «Perderam só por 1-0.» O «só» dava a entender que poderiam ter sido mais. Mas o visionamento do jogo e os comentários lidos, afinal, revelaram uma coisa bem diferente: o União de Leiria não teve mais nenhuma ocasião de golo, marcou através de um livre inexistente e o FC Porto atirou três bolas à trave, viu um penalty perdoado ao Leiria e jogou meio jogo com um a menos. Detalhes.

Enfim, faltava, obviamente, dizer o principal: o FC Porto não jogou só em inferioridade numérica toda a segunda parte, jogou o jogo inteiro, porque aos onze de Leiria juntaram-se mais duas adjacências insulares, verdadeiramente decisivas para o desfecho final. O FC Porto já tinha sido prejudicado pela arbitragem várias vezes esta época, mas sempre havia conseguido superar esse obstáculo e sair vencedor. A novidade em Leiria, é que foram coisas de mais e todas juntas fizeram o resultado. Salvo o devido respeito pelo União de Leiria, o FC Porto não foi vencido pela equipa de Domingos: foi vencido pela dupla Elmano Santos-Sérgio Lacroix.

Dos dois penalties reclamados pelos portistas, um aceito que não tenha existido ou tenha sido duvidoso. O outro foi claro, embora subtil, mas de frente para o árbitro: uma mãozinha marota que corta deliberadamente um remate com destino a golo. Há um offside arrancado a Postiga que é bem claro que não existe e, sem o qual, ele ficaria frente a frente com o guarda-redes. No livre que dá o golo único ao Leiria, pese às sentenças catedráticas do sr. Coroado e passadas e repassadas as imagens as vezes que se quiserem, não há hipótese de descortinar qualquer falta, ou sequer contacto, do Pepe sobre o avançado leiriense. E há, enfim, a expulsão do Quaresma, que é determinante para o resultado: a partir daí, o Porto não ficou apenas com um jogador a menos, ficou com o Quaresma a menos, o que faz toda a diferença.

Sobre a expulsão do Quaresma, li e ouvi todo o tipo de opiniões: que sim, que não, que talvez. Antes de dizer qual é a minha, não posso deixar de fazer notar duas coisas. Uma é que a moda da perseguição às cotoveladas, viveu-se intensamente há três anos e custou ao FC Porto um campeonato, quando o Deco e o McCarthy passaram uma infinidade de jogos de fora devido a cotoveladas, reais ou supostas. Foi uma época em que se achou absolutamente normal acreditar que só os jogadores do FC Porto é que tinham cotovelos. Passada essa moda, e depois de os jogadores portistas terem sido instruídos para evitarem tudo o que, de perto ou de longe, se pudesse assemelhar a uma cotovelada, as cotoveladas desapareceram misteriosamente do futebol português: o Costinha chegou a sair do campo em semicoma, com traumatismo craniano, o Quaresma saiu de maxilar fracturado e nada aconteceu aos cotovelos alheios. Mas eis que agora, com o FC Porto na liderança com oito pontos de avanço, regressam as cotoveladas. E pela mão do bandeirinha Sérgio Lacroix, que parece ter-se especializado em detectar cotoveladas ao Ricardo Quaresma.

A segunda coisa que queria fazer notar é a ironia da situação: o Ricardo Quaresma, justamente porque é o mais brilhante jogador do campeonato, é também o mais massacrado com faltas dos adversários. Há jogos em que chega a ser revoltante assistir à passividade dos árbitros perante o massacre estratégico a que ele é sujeito, não apenas para bloquear o seu génio, mas também para o desgastar fisicamente e intimidá-lo. Pois foi precisamente o Ricardo Quaresma que o sr. Lacroix resolveu escolher exuberantemente para exemplo de má conduta disciplinar. E, cúmulo da ironia, ele, a quem Tixier tinha fracturado o maxilar no jogo da 1.ª volta, sem sequer ter visto um amarelo, acaba expulso agora, com um vermelho directo, por suposta agressão ao mesmo Tixier. Há coincidências fantásticas!

Mas, enfim, agrediu ou foi sem querer— qual é a minha opinião? Estou no meio-termo: nem acho que tenha havido agressão, nem acho que tenha sido involuntário. Vista e revista diversas vezes a jogada, concluí isto: primeiro, que ele mandou uma braçada para trás, com intenção de atingir o adversário; segundo, que o movimento do braço, aberto, não é de cotovelada nem é com o cotovelo que atinge Tixier, mas sim com as costas da mão; terceiro, que, obviamente, tal gesto não justificou o espalhafato de Tixier, rebolando-se no chão como se tivesse sido atingido com um tiro de uma Magnum entre os olhos; quarto, que Quaresma não quer agredir o adversário, nem sequer o está a ver quando faz o gesto, quer apenas soltar-se de quem o está a agarrar pela camisola, impedindo-o de jogar; e quinto, que, de toda a gente presente no estádio, o único que não estava em situação de ver o lance de frente e desimpedido era justamente o sr. Lacroix, que tinha os dois jogadores de costas para si e engalfinhados um no outro. Mas o sr. Lacroix podia e devia ter visto o Tixier a agarrar a camisola a Quaresma e, se tivesse assinalado a falta, nada mais teria sucedido. O que se torna incompreensível é que num lance em que, no máximo, haveria lugar à mostragem de um amarelo, o árbitro aceite a indicação do seu bandeirinha e nem hesite em mostrar o vermelho directo a um jogador por uma jogada em que ele, árbitro, de frente, nada viu, e o bandeirinha, tapado, é que jura ter visto tudo. E fazê-lo, sabendo que, com isso, poderia estar a decidir o jogo, como sucedeu.

Razão teve Jesualdo Ferreira para, no final, quebrar pela primeira vez o seu absoluto silêncio sobre arbitragens (aliás, extensivo a qualquer elemento do FC Porto). Mas agora o professor ficou a saber do que a casa gasta. Irá descobrir, como tantos antes dele, que uns têm a má fama e outros o proveito. E que é muito mais difícil triunfar no FC Porto do que por outras paragens.

E, se já era difícil antes, agora, com o «factor Carolina», vai ser bem mais. Ai do árbitro que doravante se atreva a, na dúvida, não decidir contra o FC Porto: arrisca-se a passar logo a suspeito do próximo best-seller literário-processual!

# no Jornal “A BOLA”, 2007.01.30

30 janeiro, 2007

Hoje, tal como ‘sempre’…

… estávamos no dia 22 de Março de 1959, na 26ª e última jornada do campeonato de 1958/59. FC Porto e Benfica estavam empatados no cimo da tabela com 39 pontos cada. Nos jogos entre ambos, dava outro empate: 0-0 nas Antas e 1-1 na Luz. Em golos, os azuis-e-brancos tinham 78 marcados e 21 sofridos, o ‘clube do regime’ 71 marcados e 19 sofridos, o que dava uma vantagem de 5 golos para o FC Porto.

Nesta última jornada, o FC Porto deslocava-se a Torres Novas para defrontar o Torreense, enquanto que o ‘clube do regime’ recebia na Luz a CUF. Vencemos o nosso jogo em Torres Novas com um resultado final de 1-3, enquanto que o ‘clube do regime’ conquistava idêntica vitória, mas por números diferentes (7-1).

Em termos aritméticos e classificativos, o FC Porto acabou por ganhar o campeonato por 1 golo de diferença, tendo terminado ambos com 41 pontos cada, o FC Porto com 81-22 em golos marcados e sofridos, o ‘clube do regime’ com 78-20. Mas no futebol, e então no tempo do ‘antigo regime’, tamanhas são as histórias que não se apagam dos livros, há sempre mais alguma coisa a discutir para além da frieza numérica das estatísticas.

Há, pelo menos, «os árbitros». E o árbitro que interessa aqui falar é o que estava na Luz a apitar o ‘clube do regime’ - CUF, o famoso Inocêncio Calabote, que começou o jogo da Luz 5 minutos (!) depois do de Torres Novas e prolongou-o por mais 7 minutos (!!). Marcou ainda três penáltis para o ‘clube do regime’, que José Águas transformou em outros tantos golos, ultrapassando o anterior líder, Teixeira, do FC Porto, e sagrando-se o melhor marcador da prova.

Mas o ‘clube do regime’ acabou por não conseguir ser campeão com todo esse «roubo descarado», e tudo porque faltou um único golo, ou então um penálti à Calabote (!!!).

Esta é mais uma daquelas histórias que não se apagam… mais uma história de espantar!

PS – E não é que já só faltam 2 dias para... e apenas 3 para... ;-)

29 janeiro, 2007

Um ‘mito’ falso como judas...


Apitos - comer e calar
Ontem apercebi-me de um dos muitos efeitos secundários do processo Apito Dourado, para além do evidente condicionamento do trabalho das equipas de arbitragens nos jogos com os portistas. De acordo com alguns colunistas, o FC Porto não se pode queixar das arbitragens. Não alegam que não tenha razões de queixa, alegam que não se pode queixar. Tem que comer e calar. Apesar de nenhum dirigente portista ainda ter sido considerado culpado de coisa nenhuma, o FC Porto já não tem direito a reclamar justiça. E os julgamentos ainda não começaram...

# Jorge Maia no jornal 'O JOGO' de 2007.01.28


O ‘mito’ há muito que está criado, para o bem ou para o mal… pouco interessa se jornada a jornada, ficam penalties por marcar a nosso favor; pouco interessa se os nossos jogadores são massacrados com dureza excessiva, sem qualquer castigo disciplinar; pouco interessa se ‘inventam’ faltas virtuais que nunca existiram; pouco interessa se temos ou não razões de queixa, etc, etc.

Desde que começou essa história do ‘Apito Dourado’, que ao que vemos diariamente na imprensa escrita e falada, se resume única e exclusivamente a um nome: o nosso Presidente PdC; passou a vigorar a lei que diz que «em caso de dúvida, apite-se sempre em desfavor dos azuis-e-brancos»… desde o inicio desta época desportiva, parece ter sido feita uma adenda a essa regra imposta na arbitragem neste Portugal dos pequeninos e invejosos. Desde esse já longínquo mês de Agosto de 2006 que passou a vigorar uma nova lei nos relvados: «apite-se sempre em desfavor dos azuis-e-brancos».

Já não bastava ter que se suportar toda essa estratégia nojenta com origem num ‘clube com nome de bairro’, e agora, apesar de toda a tendência que vemos jornada a jornada, ainda nos querem amordaçar a nossa liberdade de expressão, o nosso direito a reclamar e a protestar, traduzindo-se, a nossa voz!

Tomem bem consciência do que vos dizemos, sua cambada de chulos, cobardes e vendidos… por muito que se esforcem, nunca conseguirão atingir o fim a que há muito e muito anos se propuseram: extinguir-nos!

Pela nossa parte, não voltaremos a permitir que brinquem connosco. É hora de ressuscitar o TRIBUNAL e porque não, amigável e cordialmente, fazer ver a todos esses ‘insuspeitos’ que nos olham de soslaio, que não voltaremos a permitir que brinquem com o nosso suor, com o nosso trabalho, com o nosso orgulho, com o nosso amor e com a nossa honra.

Portistas, mantenham-se atentos, muito atentos… por mim, o copo já transbordou!!

26 janeiro, 2007

‘Insuspeito’ Elmano & Quaresma… uma dupla eficaz

Competição: bwin 06/07 (16ª jornada)
Data: 26.01.2007
Local: Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, Leiria
FC Porto: Helton; Fucile, Pepe, Bruno Alves e Lucas Mareque; Paulo Assunção (Vieirinha), Raul Meireles (Ibson) e Lucho; Quaresma, Postiga (Bruno Moraes) e Lisandro
Golos:

E há 16ª jornada, na 1ª jornada da segunda volta, sofremos a 2ª derrota para a Liga Bwin, o que irá concerteza provocar nos próximo dias, em muitos lares, em muitos estúdios e também em muitas redacções deste 'país de invejosos', uma tal excitação, que até ao próximo jogo, não vai haver mais assunto.

E para não variar, depois da longa paragem natalícia, tão ao bom gosto do nosso Prof. Jesualdo Ferreira, ao que parece, o único que lhe deu nota ‘positiva’, os resultados e as exibições vieram aos trambolhões por uma descida acentuada, que não está a parecer agora fácil encarreirar na ‘nossa normalidade’.

Não vi os primeiros 20 minutos de jogo, mas pelo que fui ouvindo, como já é corrente, o FC Porto entrou a pressionar muito forte o meio campo adversário, não deixando a equipa do Lis sequer respirar. Ainda o jogo estava nas ‘primeiras caminhadas’, decorridos apenas 5 minutos de jogo, e já Ricardo Quaresma rematava na direcção do poste da baliza de Fernando. Logo a seguir, passado outro número de minutos, Postiga já dentro da área dispara com a bola a ser desviada por um defesa leiriense.

Pensava eu cá para mim que era apenas uma questão de tempo até ao 1º golo, o que é certo é que lentamente, fomos perdendo segurança a meio-campo, o que originou um equilíbrio no jogo. Apesar de tudo, fomos sempre os únicos a criar oportunidades de golo, com maior ou menor facilidade, mas sem conseguir atingir o objectivo final - o golo.

Até ao fim da 1ª parte, tempo ainda para entrar em cena o ‘insuspeito’ Elmano com miopia total e completa em 2 lances que poderiam ter tornado a história do jogo completamente diferente… no 1º lance, fechou os olhos ‘à carícia’ do Marcos António às pernas de Postiga… no 2º lance, piscou os olhos ao defesa Renato, como que a dizer não ter visto a defesa da bola com a ‘mãozinha marota’… nessa altura, se dúvidas ainda tinha, elas ficaram-me completamente dissipadas… o ‘insuspeito’ Elmano sabia bem ao que vinha e com que intenções.

Estávamos então neste ‘roubo à mão armada’, quando mesmo em cima do intervalo, numa disputa de bola, Ricardo Quaresma tem mais uma daquelas suas atitudes do mais estúpidas e parvas que lhe reconheço, ao nível da sua qualidade técnica, mas que pensava já irradiadas da sua cabeça há muito tempo e faz o melhor favor que alguma vez poderia ter feito ao ‘insuspeito’ Elmano; dar-lhe razões para o colocar no balneário… estúpido Quaresma! estúpido Quaresma!! Chega o fim da 1ª parte, com o FC Porto com mais oportunidades de golo, bolas ao poste, 2 penalties ‘escamoteados’ e um jogador expulso.

Com menos um jogador para a 2ª parte, e ao contrário do que se calhar não era suposto, o FC Porto volta a entrar por cima no jogo, mesmo com menos um jogador em campo, mas obviamente manifestando algumas dificuldades em preencher todos os espaço do campo, o que não invalidava manter a tendência para ser a única equipe em campo a criar oportunidades de golo.

Estávamos a 20 minutos do fim do jogo, quando o União de Leiria chega ao golo e faz o 1-0 através do defesa Tixier, no seguimento de um livre marcado por Ivanildo para a molhada na entrada da pequena área. Hélton, limitou-se a olhar a bola a encaminhar-se para o fundo da sua baliza.

A partir daqui, o jogo portista não teve mais cabeça, não teve mais pulmão… a não ser, o coração e o desespero, o que facilitou e de que maneira a tarefa à equipe adversária. Admito que qualquer equipe dificilmente se voltaria a recompor a tão pouco tempo do final do jogo, depois de 2 penalties escamoteado pelo ‘insuspeito’ Elmano, pela expulsão de um colega de equipe justíssima (!!!) e ainda sofrer um golo, sem que a União de Leiria tivesse feito o que quer que fosse para tal. Se já era difícil, tornou-se quase impossível a partir daí.

Até ao final do jogo, assistiu-se apenas ao desespero, e pensei que a determinada altura, ao descontrolo total por parte de alguns dos nossos jogadores, o que admito, ainda bem que não chegou a acontecer, caso contrário, o ‘insuspeito’ Elmano esfregaria as mãos de felicidade para poder fechar o ‘trabalhinho’.

azul + : Lisandro Lopez muito esforçado; no resto, pouco mais, muito pouco mais.

azul – : arbitragem a roçar a escandaleira; estupidez mental de Ricardo Quaresma; substituições que nada trouxeram de novo à equipa; e continuação da ‘má onda’ pós-natalícia com a 2ª derrota na Liga Bwin

PS - Elucidativa a 'gaguez embriagada' do comentador da Sportv a tentar esconder o sol com a peneira no lance das grandes penalidades... parecia o Orelhas com os seus tipicos 'hummm, hummm' que nada dizem, nada esclarecem... era o Rui Águas a tentar num e noutro lance confirmar as nossas razões de queixa da arbitragem, e o tal da 'gaguez embriagada' como que a mandá-lo calar por gestos... elucidativo!! Cada vez mais me convenço que esta 'merda de país infestada de invejosos', está a saque, a saque literal. Está na hora de lhes fazermos «guerra» sem medo, sem tréguas e sem piedade; não vão a bem, vão 'ao pontapé e a estalo'. Que 'filha da putice' nesta Sportv 'vermelha', côr de merda quando foge!!

As verdades, duras como punhos…

Ontem, e cumprindo a rotina diária que é já como um vicio, ‘vagueava’ por alguns dos meus blogs de referência, quando reparo num comentário escrito pelo ‘Menphis_child’ do blog Sangue Azul, comentário esse que automaticamente me fez perguntar a mim próprio: ‘c’um carago, porque é que eu nunca me lembrei desse documento para publicar no blog?’… mas afinal, ‘que documento’ é esse, perguntam vocês?

Esse documento é tão só uma relíquia ‘original’ que guardo religiosamente desde 1992 (ou será 1993?), que fora distribuindo na entrada para um jogo no antigo Estádio das Antas (não me recordo o jogo), distribuição essa a cargo da claque ‘Super Dragões’ que davam ainda nessa altura os seus primeiros passos na conquista da mágica curva sul; o considerado ‘mítico Tribunal’. Por essa altura, já o Miguel Sousa Tavares escrevia os ‘seus artigos de opinião’ no Jornal PÚBLICO.

Juntou-se o útil ao agradável, ou seja, nesse período, já toda a ‘corja de invejosos’se espumava perante a nossa conquista da supremacia do futebol em Portugal, lugar esse que pensavam eles, além de lhes pertencer por ‘direitos adquiridos no tempo da outra senhora’, era eterno… como eles já andavam tão distraídos, digo eu!

Os ‘Super Dragões’, aproveitando uma crónica recente do Miguel Sousa Tavares que tinha sido publicada no Jornal PÚBLICO, colocaram mãos à obra e mandaram produzir milhares de fotocópias a cor azul (só podia, não é?) em papel de gramagem mínima. O resultado foi o que abaixo podem verificar… sublime este «Em defesa do FC Porto»!

(http://i101.photobucket.com/albums/m66/blogdoblueboy/blog%20-%20post%20images/mst_em_defesa_do_fcp.png)

No meio de tantos outros, descobri mais uma pérola do Miguel Sousa Tavares no mesmo jornal, mas relativa ao ano de 1998, com o título «A revolta dos medíocres».

(http://i101.photobucket.com/albums/m66/blogdoblueboy/blog%20-%20post%20images/MST-arevoltadosmediocres-1998Public.gif)


Portanto, volto a repetir: a história nunca se apaga, porque essa está nos livros!!

NOTA MUITO IMPORTANTE

Felizmente que sou PORTISTA e não informático lol... só por isso, não consigo dar fim a este 'nice problem' da visualização das imagens. Contudo, já consegui melhorar a imagem da crónica do MST em 1992 ou 1993. Têm 2 formas para visualizar a imagem: através do link que está disponivel logo abaixo da imagem ou se preferirem e para ainda lerem melhor a imagem, seguem o 1º passo e depois copiam a imagem para o vosso pc e abrem-na num qualquer programa de imagem e é só dar-lhe zoom... eu faço assim e fica mais que legivel a leitura... melhor, só mesmo o original na está no meu arquivo à 'Pôncio Monteiro' eheheheh.Se alguma dúvida ainda subsistir, é favor deixarem aqui mensagem na caixa de comentários.

25 janeiro, 2007

A "fruta" da 2ª Circular

Estou farto das ‘meninas virgens do calor da noite’, estou farto das ‘justiceiras dos tribunais’, estou farto dos ‘traficantes de pneus’, estou farto dos ‘devedores ao fisco’, estou farto do ‘canal oficial dos invejosos’ (TVI), estou farto dos ‘Lucilios Calabotes’, estou farto dos ‘Manhas’, dos ‘Cartaxanas’, das ‘oleosas de ganga roçada e por lavar’, estou farto de muitas mais «personagens nojentas».

Estou farto de assistir a toda esta orquestração que mais não é do que a maior campanha de ‘julgamento popular’ que alguma vez se viu neste triste país repleto de invejosos e ridículos, e tudo só porque há um homem a abater, custe o que custar, doa a quem doer: o nosso Presidente Pinto da Costa.

Eles querem lá saber da verdade desportiva, eles querem lá saber da justiça; o que eles querem mesmo é a ‘cabeça’ dele e não param de sonhar com o dia de o ver com as correntes de ferro nos pés e a caminhar para a forca.

Toda esta ‘novela mexicana’ é um desplante para quem tenha vivido nos tempos da ditadura e saiba como eram feitas as coisas, num período que durou décadas em Portugal e no entanto, os adeptos desse ‘clube com nome de bairro & Ca. Lda’ tenham a lata de apontar «hoje» o dedo aos outros!

Era bom que nunca se esquecessem, ao contrário do que demonstram de há muitos anos para cá, que neste Portugal houve um regime que os ‘beneficiou descaradamente’ e lhes beijou o ‘traseiro’ durante décadas. Portugal, nesse momento da história, era Lisboa e o resto que se f*******!

Infelizmente, há coisas que por muitos anos que se passem após a «revolução dos cravos», não mudam neste país, o que vale dizer que ainda hoje, todo esse ‘bajulamento e baixamento das calças’ do antigo regime, mantém-se no novo regime por parte das televisões, da imprensa escrita, dos políticos, etc.

Resta-nos apenas uma coisa, e é com ela que nos agarramos diariamente com toda a força para continuarmos a nossa luta contra o centralismo de Lisboa. Eles bem que podem apagar semanalmente todos os roubos ‘camuflados’, todas as escandaleiras ‘abafadas’, todas as tramas ‘mentirosas’, porque por muito que se esforcem, nunca apagarão a «HISTÓRIA»… essa está nos livros!!

Vai aqui um exemplo dessa ‘tal história’ que eles gostariam que se apagasse na história... azar, mas por muito que passem a «borracha» por cima, ela teima em não se apagar!!

Em Dezembro de 1995, o jornal do regime, vulgo "A Bola", reproduziu uma entrevista dada pelo ex-árbitro inglês Howard King, onde o mesmo revelava que fora aliciado com prostitutas oferecidas por Sporting e Benfica nos dias que antecederam os jogos para as competições europeias.

O primeiro caso passou-se em 1984, num jogo entre o Sporting e o Dínamo de Minsk em que os leões viriam a vencer por 2-0. Na noite anterior, afirma King, foi levado a um local "onde se encontravam muitas raparigas das mais belas e bonitas" (citação de King), tendo-lhe sido dada a possibilidade de escolher a que ele desejasse (o que veio a suceder).

No segundo caso, de regresso a Portugal em 1992, desta vez para um jogo entre o Benfica e o Sparta de Praga, mais uma vez Mr. King teve a oportunidade de confraternizar com uma jovem, desta vez supostamente encarregada para o efeito pelo clube encarnado e ainda com o bónus de receber prendas que excediam em muito o autorizado pela UEFA.

Estas afirmações, que me recorde, são verdadeiras, porque nunca!! foram contrariadas pelos clubes envolvidos… os tais clubes do antigo regime e que se auto-intitulam eternos «donos da verdade suprema».

Para lerem toda a noticia, basta clicar na imagem e poderão recordar letra a letra, palavra a palavra, frase a frase, toda a ‘tal verdade’ que eles se esforçam por apagar da história… mas como disse, a «HISTÓRIA» não se apaga nunca, porque essa está nos livros.

Amanhã, colocarei outra descoberta muito interessante nas minhas navegações pela Internet… e até é recente, muito recente mesmo. Gostava de ‘o ouvir’ agora, o que teria então para dizer, mas aposto que a «gaguez» o atraiçoaria… aguardemos então por amanhã.

24 janeiro, 2007

Segredos do apito

'Nortada' do Miguel Sousa Tavares...

A sugestão que tenho a fazer é simples: que a televisão que na altura transmitiu o tal FC Porto - Estrela da Amadora volte a transmiti-lo, em horário que permita a todos os que se interessam pelo Apito Dourado voltar a recordar o jogo. Assim, todos poderiam perceber bem a existência ou não do tal nexo de causalidade e julgar por si a dimensão da tarefa que aguarda a Dr.ª Maria José Morgado.

A Dr.ª Maria José Morgado está zangada e com razão porque o despacho que fez determinando a reabertura do processo relativo ao jogo FC Porto - Estrela da Amadora de 2004, apareceu publicado na net pouco depois de ter sido enviado a várias entidades, entre as quais os advogados dos arguidos no processo. Ela desconfia, e provavelmente também com razão, que a fuga de informação terá partido de um desses advogados. Em consequência, a Sr.ª procuradora adjunta determinou mais um daqueles inquéritos, sempre rigorosíssimos e para ontem, para determinar quem será o violador do segredo de justiça. Há, porém, dois pequenos problemas a toldar o fundamento da fúria da senhora procuradora.

Em primeiro lugar, é altamente discutível que estejamos perante uma violação do segredo de justiça. É que, face à lei, tal só existe quando o processo está em segredo e, neste caso, o processo estava já arquivado e não havia, portanto, segredo algum a resguardar. Só a partir do despacho dela é que o segredo se reinstala. Em segundo lugar, não deixa de ser curioso que só esta situação tenha enfurecido a ilustre procuradora, e não todas as outras situações de violação do segredo de justiça - e, essas sim, indiscutíveis - que têm ocorrido com os interrogatórios à pessoa da D.ª Carolina Salgado, levados a cabo por ela. De há duas semanas para cá, desde que Maria José Morgado iniciou tais interrogatórios, temos sido confrontados com a descrição detalhada dos mesmos, publicada em alguns jornais e em tais termos que, mais do que relatos dos interrogatórios a uma testemunha, parece estar-se perante o teor de uma sentença sumária e condenatória dos arguidos. Ora, correndo uma vez mais o risco de enfurecer a fúria justiceira instalada tranquilamente em tantos espíritos moralizadores da praça, faço notar o seguinte: a Dr.ª Maria José Morgado tem beneficiado do privilégio processual de interrogar livremente uma testemunha quando quer, onde quer, as vezes que quer, pelo tempo que quer. Fá-lo sem a presença de um juiz que possa impedir ou limitar formas inadmissíveis de interrogar, sem a presença dos acusados e de advogado que os represente e que possam contestar as perguntas, contra-interrogar, assegurar um princípio fundamental de direito penal, que é o do contraditório. Que estes interrogatórios, onde os arguidos não têm a menor hipótese de defesa e que se passam apenas entre gente do Ministério Público, apareçam depois publicados nos jornais, isso sim, é que é uma grave violação do segredo de justiça - que no passado e em casos semelhantes tem funcionado como uma forma de pré-condenação de suspeitos e pré-determinação da opinião pública. Que a ninguém ocorra mandar investigar essas fugas parece-me, de facto, curioso.

Mas vale a pena dizer algumas coisas mais sobre o segredo de justiça, cuja natureza e alcance, em minha opinião, tem sido totalmente deturpado. O segredo de justiça visa duas coisas: proteger a eficácia das investigações judiciais e os direitos de defesa dos arguidos. À acusação, isto é, a quem investiga, compete garantir a protecção de ambos os interesses; mas à defesa, aos arguidos, apenas é exigível, a meu ver, a protecção do segredo em benefício próprio. Se eu for chamado para ser interrogado num processo-crime, que está em segredo de justiça, não vejo que fundamento me poderá impedir, em minha defesa (e, numa fase processual em que praticamente não existem meios de defesa), de sair cá para fora e declarar: «Fui ouvido sobre isto e aquilo, coisas que não têm fundamento algum». Aliás, se algum dia me acontecer tal coisa, declaro desde já que, depois de interrogado, tratarei de dizer o que me apetecer - antes que a versão do meu interrogatório que possa convir à acusação apareça, soprada por ela, nos jornais. Assim como, se algum dia previr que me possa acontecer aquilo que aconteceu a alguns dos suspeitos do Apito Dourado, que foi o facto de, sem fundamento algum para suspeitar da fuga, terem sido mandados deter previamente para interrogatório, ficando depois presos dois ou três dias à espera que a juíza tivesse tempo para os ouvir, eu farei o mesmo que fez Pinto da Costa: vou para Vigo ou para Badajoz, e de lá telefono à juíza a perguntar-lhe o dia e a hora certa em que me quer ouvir, e só então me apresento. Porque, lá por serem juízes e magistrados, não têm o direito de ofender a liberdade das pessoas e enxovalhá-las previamente. Só não resiste aos abusos da autoridade quem está habituado a amochar habitualmente.

Em minha opinião, portanto, a suposta violação do segredo de justiça cometida por quem pôs a circular na net o despacho da Dr.ª Maria José Morgado:

- não me parece que possa ser juridicamente classificada como violação do segredo de justiça;

- a ser considerada tal e a ter sido cometida pela defesa dos arguidos, tem toda a legitimidade, face a anteriores violações - essas sim, indiscutíveis e graves;

- e, finalmente, num processo mediático como este, o conhecimento do teor do despacho da Procuradora reveste-se e revestiu-se de todo o interesse público.

Vejamos esta última afirmação. O despacho de Maria José Morgado confirma que a única razão que ela encontrou - os tais «factos novos» que permitem a reabertura de um processo já arquivado - são os depoimentos da D. Carolina Salgado. E permitiu-nos também ficar a saber que a Dr.ª Maria José Morgado não considera relevante a questão da credibilidade da testemunha, bem como a das razões que a levaram ao acto de traição e vingança pessoal que o seu livro e a sua súbita disponibilidade para colaborar com a Justiça revelam. E considera mal, obviamente: ao contrário do que ela escreveu, seja qual for o juízo final que, em tribunal, se venha a fazer sobre a credibilidade da testemunha, é evidente que tal facto não é «estranho ao processo», mas absolutamente decisivo para se chegar depois à conclusão subsequente sobre a veracidade do seu testemunho. Sustentar que Carolina Salgado é uma testemunha como outra qualquer, a quem nada de pessoal move contra Pinto da Costa, é uma crença manifestamente condenada ao fracasso em qualquer tribunal normal.

Resta depois o essencial. Pelo que li do que ela terá dito nos interrogatórios, se há coisas que ela não trouxe foram justamente «factos novos» - como aliás já se esperava. O que ela trouxe no livro e repetiu agora foi comida requentada. Disse o que já todos sabiam sobre o árbitro Jacinto Paixão, o empresário António Araújo e a fruta. Sobre isto, quero repetir o que já antes escrevi e que me parece absolutamente honesto: julgo que, de facto, o FC Porto terá proporcionado serviços, e não propriamente de fruta, ao referido árbitro e a pedido deste. Mas, reconhecido isto, restam por provar duas coisas: uma, que tal não é ou não era prática corrente em todos os clubes e em diversos jogos, incluindo os das competições europeias - onde os clubes da casa são supostos receber, instalar, oferecer as refeições e acompanhar os árbitros internacionais, satisfazendo-lhes as vontades e mordomias. Quem acha que tais coisas não sucedem em Lisboa, seguramente que imagina que em Lisboa também não existem respeitáveis estabelecimentos como o Calor da Noite. É preciso demonstrar, pois, que o tratamento dado pelo FC Porto a este árbitro foi a excepção e não a regra. Desconfio que há muita e insuspeita gente, entre a qual extremosos pais de família e dirigentes desportivos, a quem tal investigação não convirá por aí além.

A segunda coisa que será necessário provar é a tal chatice do «nexo de causalidade» entre o suposto acto de corrupção e o pagamento do favor por parte do corrompido. É, de facto, uma chatice, mas a lei assim o exige, e eu poderia explicar longamente porque é que tal exigência não é um formalismo oco, mas uma garantia essencial de que a justiça é feita, não por palpites, presunções e interesses de terceiros, mas por provas irrefutáveis. Sobre isto, e presumindo (se calhar, mal) que a Dr.ª Maria José Morgado não se interessa ou perceba de futebol, a sugestão que tenho a fazer é simples: que a televisão que na altura transmitiu o tal FC Porto - Estrela da Amadora, e que terá os direitos sobre ele, volte a transmiti-lo, com a devida publicidade e em horário que permita a todos os que se interessam pelo Apito Dourado voltar a recordar o jogo. Assim, todos poderiam perceber bem a existência ou não do tal nexo de causalidade e julgar por si a dimensão da tarefa que aguarda a Dr.ª Maria José Morgado. Seria um acto de serviço público.

# in Jornal “A BOLA”, 2007.01.23

23 janeiro, 2007

Um fantástico 'tributo' ao FC Porto

Estava eu no fim-de-semana ocupado com as ‘lides domésticas’ do blog, quando deparo com um e-mail enviado por um novo amigo desconhecido de seu nome sr_antónio (nome muito original, diga-se de passagem eheheh). Além dos enormes elogios ao blog, o que já o tendo feito por e-mail, volto a agradecer mais uma vez, convidou-me a visualizar um vídeo relativo ao FC Porto que se encontrava alojado no YouTube e que o deveria fazer de imediato, pois de certeza, iria adorar.

Admito que nunca o tinha visto, nem sequer ouvido falar dele, apesar das frequentes pesquisas que faço pelos sites de alojamentos de vídeos que se encontram pela Internet. Estava então na hora de aceitar o repto lançado pelo tal novo amigo desconhecido, e clicar no link do ‘tal vídeo’… que grande e imenso estalo que levei, admito!

Ver aquele vídeo, com todas aquelas imagens (algumas um nada fracotas…), todo aquele ritmo musical que diga-se de passagem, está excelentemente bem seleccionado, fez-me ficar ‘petrificado’ e a viajar em pensamentos numa outra qualquer constelação planetária. A primeira visualização foi quase como que um aquecimento que antecede um grande jogo de futebol… depois, foi só novamente clicar em ‘play’, não sem antes colocar o som do portátil nos “limites”, acomodar-me confortavelmente e ‘viajar’ até que as lágrimas (é verdade!) me percorressem os olhos, é que este vídeo, tributo ou como lhe queiram chamar, é arrepiante, intenso, brutal, mágico e LINDOOO!

Se «amam» o Mágico FC Porto de igual forma tal como eu o sinto, recomendo a todos vocês que o vejam e que se preparem para ‘fortes emoções’, não sem antes, colocarem o som bem alto, mas bem alto mesmo, caso contrário, muito do «efeito surpresa» perde-se pelo meio… para quem já viu, olhem, vejam novamente que não ficam a perder nada.

PS – mais uma vez, obrigado ao sr_antónio por este grande momento. Aqui está o blog dele; visitem-no.

22 janeiro, 2007

Durante o fim-de-semana…

… empate (1-1) no jogo-treino de sábado com a equipe do Tourizense, o que equivale a dizer que pelos vistos, foi bem mais difícil do que defrontar a «turma lampiona». Parece que a ‘má sina’ das equipes teoricamente mais fracas, continua a manter-se. Engraçado que ao intervalo perdíamos, apresentando um 11 maioritariamente titular. Só na 2ª parte, e com os habituais não titulares, chegamos ao empate e logo através do 50º «regresso» ao activo de Sokota. Quanto aos ‘habituais ridículos’ que brincam com estes resultados, aproveitem, digo eu, porque oportunidades ao longo da época para o fazerem, não há muitas, não é verdade?

… e ainda no sábado, será verdade que se apresentou o seu mais recente reforço de Inverno? Apesar de eu próprio já não depositar muita confiança neste regresso, e com a sorte do ‘caraças’ que o homem tem, não tarda nada que daqui a 2 semanas esteja novamente no estaleiro e para mais uns bons meses. Oxalá desta vez, e para satisfação de toda a gente (jogador, direcção e adeptos), tenha voltado de vez para ficar em ‘full’. Pela parte que me toca, saúdo o regresso de Sokota e desejo-lhe a melhor sorte para de hoje em diante, porque apesar de todos os azares, sempre mostrou força de vontade, manifestando-se um jogador bastante lutador e que nunca desiste. Boa sorte!

… e para não variar, ainda no mesmo dia, estreou-se o até agora único reforço de Inverno, o lateral esquerdo Mareque. Integrou a equipe titular e manteve-se em jogo até meio da 2ª parte. Pelo que li na imprensa escrita, ter-se-á integrado muito bem, tendo até confirmado alguns dos seus atributos que o fizeram ser contratado: boa técnica individual, acrescentada por uma enorme propensão ofensiva. Será que se perfila a titularidade para Leiria na próxima 6ª feira, em virtude do desvio de Fucile para o lado direito defensivo, dado o impedimento por castigo de Bosingwa? A ver vamos.

… mas no domingo, saiu na imprensa o potencial interesse do FC Porto na aquisição do avançado do Rennes (França) e já internacional sub-21: Jimmy Briand. Admito que nunca ouvi falar do rapazinho, mas se levarmos em conta a excelente aptidão natural das camadas jovens em França para fabricarem ‘grandes promessas’ do futebol, talvez não seja uma oportunidade a descurar. É verdade que a sua folha de serviço enquanto avançado não é ‘por ai além’ (desde 2002/03, já marcou 7 golos, 3 deles esta temporada), mas como sempre digo, os jogadores são como os melões; só depois de contratados é que se vê a sua qualidade. Será sinal que Adriano estará mesmo de partida?

… ainda no mesmo dia, ao que parece, também corre por aí um zum-zum qualquer sobre um potencial interesse no central norte-americano Oguchi Onyewu, de 24 anos e a actuar no Standard Liège (Bélgica), com contrato a terminar no final da época. Outro tal que sinceramente, nunca ouvi falar nem bem, nem mal. Talvez se justifique esta ou uma outra contratação para esta zona especifica do terreno dado o retrocesso no regresso de Pedro Emanuel que para esta época desportiva, ‘já era’, e depois porque Ricardo Costa nunca foi (nem será) alternativa aos habituais titulares. Como cartão de visita, muito forte na marcação e jogo aéreo, mas ao que consta, o FC Porto tem a concorrência de Chelsea e Fulham, o que diga-se de passagem, não traz muitas boas perspectivas para a concretização desta operação, mas aguardemos por desenvolvimentos futuros.

20 janeiro, 2007

Grande PdC… e os eternos ‘invejosos’!!

Mais uma pérola do nosso Presidente. Está tudo na Revista ‘Dragões’ deste mês. Deixo-vos aqui mais um testemunho actual, muito actual:


“Sem que esse facto notável constitua qualquer motivo de interesse jornalístico, como se tem visto pelos pasquins de sempre, a verdade é que o FC Porto continua a vencer e acima de tudo a convencer, a dar espectáculos desportivos e a contribuir decisivamente para o aumento do PIB nacional ao provocar uma procura fora do comum nas farmácias de pastilhas contra a azia. Parece sina, mas não é... As vitórias do FC Porto serão sempre secundarizadas hoje, como o foram no passado, e sê-lo-ão no futuro, completamente ultrapassadas pelos êxitos fantasmas dos clubes da toda poderosa Lisboa que nos tenta sufocar, nos persegue em permanência e se esforça para nos calar a alma! Valha à pena, ao menos isso, que no momento presente não nos encontramos sós neste abandono por parte da comunicação social... Curiosamente, ou não, o Caso Casa Pia queixa-se do mesmo, da mesma falta de atenção jornalística. Mas, como contra factos não há argumentos, aí vai o "pouco" que já fizemos esta época:

- Vencedor da Supertaça.
- Qualificação para os oitavos-de-final da Champions.
- Líder convincente no Campeonato Nacional.
- Melhor ataque.
- Melhor defesa.
- Melhor goleador

Não chega, nós sabemos bem! No FC Porto já nos habituamos à ideia de que tudo o que for menos do que vencer os marcianos, e se possível por 15-0, é pouco. Paciência! Porém é o que temos para dar a este Portugal doente, com tanto esquizofrénico à solta e com uma plêia de estúpidos que gostam de tratar os outros como eles são: isso mesmo, estúpidos!

19 janeiro, 2007

Últimas do Dragão

Pedro Emanuel – o nosso capitão voltou ao bloco operatório, logo agora que se prestava para entrar na última fase de recuperação. Pelos visto, o tendão de Aquiles voltou a dar de si. Espero que regresses bem rápido, porque o ‘nosso capitão’, faz sempre falta. Rápidas melhoras Grande Capitão.

Cláudio Pitbull – a «fera» está de volta, ao que parece, apenas para fazer número nos treinos, até novo despacho por DHL. Desde quando, é muito pior do que Tarik ou Alain? Não brinquem comigo e tratem mas é de ‘aproveitar’ os nossos recursos humanos e se for para fazer número, de certeza que melhor cumprirá do que Tarik ou Alain (juntos!).

Ricardo Costa – Maiorca? Será desta que a «eterna promessa» vai de vez? Nada de pessoal me move contra o ‘homem’, mas sim unicamente contra o ‘fraquíssimo jogador’. Se as palavras da SAD há uns dias atrás a confirmar que este era um elemento fulcral no plantel, se é verdade, eu vou ali e venho já. Por isso, a confirmar-se esta saída, resta-me desejar-te ‘boa viagem’, porque na minha óptica, o João Paulo jogando ou não, é mais que ‘jogador’ para te fazer esquecer em 3 tempos.

Leandro do Bonfim – não há Anderson? não há Jorginho? Há Leandro do Bonfim. Continuo a confiar nas capacidades deste jovem de 22 anos que prometeu muito nos 6 meses que por cá passou, antes de ter servido de moeda de troca para «recompensas comissionistas». É verdade que nunca se conseguiu afirmar totalmente (a equipa dessa altura também pouco ou nada ajudava), mas das poucas e breves aparições, deu para ver ali um atleta tecnicamente dotado, mas com falta de confiança. Mais uma vez, vamos lá a apostar no que temos dentro de portas, em vez de andar a fazer daqueles negócios que ninguém percebe para que servem, senão, acredito!, para encher os bolsos de alguns ‘habitués’.

Bruno Moraes – nem quero pensar numa reedição da novela ‘Diego-Pai-Empresário’. Rapazinho, espero bem que tenhas juízo na cabeça e que te lembres de todo o tempo, excessivamente longo, lembras?, que o FC Porto cumpriu com a sua parte no final do mês, sem tirar qualquer proveito financeiro ou desportivo. Portanto, agora, vê lá se pedes ao teu paizinho (ou será empresário?) que não é preciso andar a mandar recados pelos jornais, que isso fica-lhe muito mal. Espero bem que desde pequenino te tenham ensinado o significado correcto das palavras ‘gratidão’ e ‘respeito’. Preocupa-te é em lutar dentro de campo como um Puro Dragão e deixa que o futuro se encarregue do resto.

Mareque – tanto tempo para ‘finalizar’ a inscrição? Mas o certificado internacional vem de bicicleta? daqui a pouco, estamos no final da época, não tarda nada. Vamos lá a despachar isso rapidamente para termos então mais uma opção para a linha defensiva e podermos começar a emitir a nossa opinião das suas boas ou fracas qualidades. Falo por mim, porque estou praticamente a zero com este jogador e por isso estou curioso com o que dali vai sair.

Hugo Almeida – ao que se ouve e lê, o Werder Bremen vai accionar a opção de compra, pelo que este, já não voltará em troca de uns bons 4 milhões de euros para as finanças do clube. Caso se confirme, terei pena tão só porque se trata de um produto das escolhas e que sempre procurou agregar a simpatia de (quase) todos os adeptos portistas. Contudo, se me permitem a minha opinião mais directa, acho um bom negócio quer desportivo, quer financeiro, o que é o mesmo que dizer, todas as partes ficam satisfeitas (FC Porto, Hugo Almeida e Werder Bremen).

Adriano – parece estar a ser ostracizado e completamente encostado às boxes. Depois de prioritário na época passada, até com direito a renovação, agora passou a perfeitamente dispensável depois do que temos visto e lido nos últimos tempos. As ‘sokatas’ permanecem, mês após mês, ano após ano, a facturar ‘mensalmente’. Os outros, vão para a bancada, servindo apenas para número nos treinos. Realmente, há coisas que não entendo, e até admito, parece tão confuso, que nem quero entender para não me incomodar mais.

18 janeiro, 2007

‘El Comandante’ de regresso?

Agora que estão à porta mais uns dias de férias para os nossos ‘players’, neste caso, tudo obra e graça do espírito de um grupo excursionista chamado lá para os lados da Tapadinha, de seu nome ‘Atlético’, há que abordar uma ou outra situação pontual no nosso plantel que por um ou outro motivo, tenho adiado a sua discussão.

Por hoje, vou centrar-me no ‘El Comandante’, que é o mesmo que falar em Lucho González, o nosso nr. 8, o nosso pêndulo no meio campo. E aproveito este momento, depois de o ver regressado aos golos na última jornada na Vila das Aves, como que a fazer-me lembrar muitos dos bons golos marcados na ‘extraordinária’ época passada.

Esta época e até este momento, quiçá talvez fruto do enormíssimo protagonismo que teve na época passada, onde cumpriu senão 100% dos jogos possíveis, andou lá muito perto, talvez pela falta de descanso por ter terminado a época na Argentina, ingressado de imediato no FC Porto, fazer toda uma época, de seguida acompanhar a selecção Argentina no Mundial da Alemanha, e novo inicio de época no clube, na minha opinião, as suas exibições têm variado entre o bom e muitas mais como satisfatório, apesar de se notar uma subida de forma gradual, ainda que volto a dizer, e na minha opinião, esteja a ser lenta..

É caso para perguntar, mas de um modo apenas como curiosidade e não tentar encontrar bodes expiatórios onde eles nem sequer alguma vez chegaram a existir, onde pára o verdadeiro Lucho que fazia e de que maneira, a diferença a meio-campo? Estará a acusar o peso da braçadeira de capitão? É apenas falta de descanso? É apenas uma acalmia no momento de forma? Quem sabe?

Sei perfeitamente que o esquema táctico de Adriaanse favorecia em muito a forma de jogar de Lucho, porque Raul Meireles e Paulo Assunção serviam ‘defensivamente’ o meio campo, libertando-o para outras zona de terreno mais avançadas, onde este brilhava ao nível da finalização.

Apesar d’uma forma mais nivelada por baixo relativamente à época passada em que não tem sido ‘aquele’ Lucho que muito mal nos habituou, há um facto indesmentível… continua a fazer a diferença em muitos jogos e a marcar golos de ‘levantar qualquer estádio’, o que é caso para dizer que para o bem ou para o mal, ‘Lucho Gonzalez’ será sempre o nosso ‘El Comandante’.

E vocês, o que pensam desta meia época já percorrida por Lucho no nosso meio-campo?

17 janeiro, 2007

Ai Carolina, ó i ó ai!

'Nortada' do Miguel Sousa Tavares...

Ah, houvesse alguém que conseguisse estabelecer, por sentença judicial ou por decreto-lei, que o FC Porto joga pior e não pode, não deve absolutamente, ser campeão!

1 - Pergunta meramente retórica: o que se sucederá se vier a concluir-se que as acusações despejadas em cascata pela D. Carolina Salgado se comprovarem, afinal, serem: a) falsas, b) incapazes de servirem de prova; c) repetição de suspeitas já constantes do processo Apito Dourado e, entretanto, arquivadas por ausência de fundamento; d) um pouco de tudo isso?

O que sucederá, então? A opinião pública ficará convencida? Concluirá que ela afinal não fez mais do que mentir para garantir as luzes da ribalta e o sucesso dessa obra-prima da literatura, do bom-gosto e das boas-maneiras, que dá pelo nome de Eu, Carolina, ou para se vingar de situações amorosas do foro íntimo, que em nada nos deveriam interessar? Não, obviamente que não. A opinião pública, desde que Carolina Salgado veio à praça e o Dr. Pinto Monteiro mandou avançar a Dr.ª Maria José Morgado, já só espera, já só se contentará, com uma e uma única coisa: a acusação, julgamento e condenação de Pinto da Costa e do FC Porto. Qual presunção de inocência, qual ónus da prova de quem acusa, qual princípio do contraditório, qual regra do nexo de causalidade entre os cafézinhos e os resultados no estádio! Se for preciso, crucifica-se também a Dr.ª Maria José Morgado e faz-se um levantamento nacional contra o Estado de Direito. A bem da nação, claro.

Se quiserem saber o que pensa a opinião pública, basta atentar no que diz o presidente do Benfica. Aliás, é sempre útil escutá-lo quando ele vai em romaria às casas do Benfica, ocasiões essas em que garantidamente o coração lhe sai pela boca. Disse ele, de visita a Gândaras: «Começamos a ver as caras do polvo. Todo o país irá saber a verdade sobre a viciação da classificação dos árbitros e dos resultados desportivos. O Benfica já sofreu muito por isso.» Estaria ele a referir-se ao seu ex-aliado e sócio na Liga de Clubes, Valentim Loureiro? Podem crer que não… Da mesma forma que, com a referência aos padecimentos do Benfica, não estava seguramente a pensar no campeonato ganho pelo Sr. Trapattoni…

2 - A pergunta que faço tem a sua razão de ser fortalecida à luz das informações que vêm sendo publicadas no semanário Sol pela conhecida jornalista Felícia Cabrita. Se ela está bem informada e se o que diz é verdade, prevejo um horizonte nada dourado para o apito. Escreve Felícia Cabrita: «Quanto aos documentos que Carolina dizia ter e que sustentariam as suas acusações, o seu depoimento foi vago e inconsistente, o que levou a DCICCEF (Direcção Central de Investigação da Criminalidade e Corrupção Económica e Financeira, da PJ) a fazer uma busca a sua casa. «Nada foi encontrado. Apenas documentos antigos, nomeadamente extractos de contas bancárias» — conta a mesma fonte, acrescentando que em pouco tempo as revelações «revelaram-se um flop». Mais interessante ainda teria sido ouvir o presidente do Benfica comentar a seguinte passagem do artigo de Felícia Cabrita no Sol (e recordo que ela foi a primeira jornalista a registar as acusações de Carolina Salgado, antes mesmo da saída do livro): «Segundo o Sol apurou, o primeiro encontro entre os agentes da DCICCEF e Carolina Salgado ocorreu num hotel da Praça de Espanha, em Lisboa, e teve como intermediário o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. Com Carolina, estava a redactora do livro, Maria Fernanda Freitas, e a jornalista Leonor Pinhão. Duas semanas antes, o presidente do Benfica entregara na DCICCEF um dossier com documentação que, segundo afirmou, iria provocar um abanão no mundo do futebol, contendo provas de corrupção. Mas, segundo a mesma fonte judicial, Luís Filipe Vieira comprou gato por lebre: «os documentos não passavam de fotocópias de peças processuais do processo Apito Dourado que já foram arquivadas».

Curioso tudo isto… Muito, muito curioso. Os agentes da PJ encontram-se com uma pessoa que, aparentemente, lhes quer fazer uma denúncia, num hotel? E o presidente do Benfica serve de intermediário entre as partes? Se isto é verdade, a que título se terão encontrado todos, visto que a título processual não foi, nem podia ser? Seria um encontro de velhos amigos, de benfiquistas, de fundadores do clube A Verdadeira Investigação que Interessa ao Apito Dourado?

Em verdade vos digo, parafraseando o Hamlet: «Há mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã sabedoria supõe.» Eu, por mim, enquanto vou assistindo, deliciado, ao progresso das investigações, mantenho o que disse: no lugar de Pinto da Costa, tinha-me demitido quando saiu o livro de Carolina Salgado. Não porque acredite numa palavra do que ela ditou ou porque me sejam indiferentes coisas como a presunção de inocência e a verdade da prova feita em juízo. Mas porque ele lhe atribuiu um papel e uma importância no clube que lhe permitiu ficar em posição de arrastar pela lama, não apenas o nome dele, mas o do próprio clube. Por razões internas, e não externas, portanto.

3 - Quanto ao resto, quanto à substância das coisas, vou vendo futebol. E o que vejo (mesmo com o inqualificável acidente de percurso do Atlético, à parte), chega-me para perceber as diferenças e quão desesperada é, consequentemente, a esperança sem fim posta aos ombros da Dr.ª Maria José Morgado. Ah, houvesse alguém que conseguisse estabelecer, por sentença judicial ou por decreto-lei, que o FC Porto joga pior e não pode, não deve absolutamente ser campeão! Se houvesse alguém que, nem que fosse por golpe de Estado, pusesse termo a esta monotonia de, ao fim da primeira volta do campeonato, o FC Porto já ter sete pontos de avanço!

4 - Vale e Azevedo prepara-se para voltar à cadeia, para cumprir longas penas. Na altura em que alguns, poucos, ousavam questionar os seus métodos e a moralidade que se auto-atribuía para, também ele, regenerar o futebol português, a multidão da opinião pública caía-nos em cima, defendendo o seu herói, o seu D. Quixote, em cruzada santa contra Pinto da Costa e os bandidos do Norte. Mas, agora, onde estão os seguidores de ontem de Vale e Azevedo? Quem chora por ele uma lágrima, quem se detém a pensar «fomos nós que lhe demos força para todas as malfeitorias que fez, fomos nós que fechámos os olhos e os ouvidos e que fingimos não dar por nada, mesmo quando os próprios opositores internos eram silenciados à força»? Onde está ele agora, o exército dedicado que Vale e Azevedo tinha ontem? Eu digo-vos: está com a D. Carolina Salgado, em nova cruzada. Felizmente, não são e não foram todos: há benfiquistas cuja coragem de então nunca me esquecerei de admirar.

# in Jornal “A BOLA”, 2007.01.16