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21 maio, 2014

O SONHO DO TÔNE.

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Falta muito
Quando o Tône viu, na televisão, a estátua do Marquês de Pombal equipada de bermelho e branco percebeu que estava a sonhar.

Nesse sonho ele apagava a televisão e descia à rua, a caminho dos Aliados, onde uma grua, provavelmente fretada pelo Edil dos Paços do Conselho da cidade (leia-se paga por todos nós), colocava uma enorme tarja azul e branca nesse edifício.
Edifício que, curiosamente, se situava mesmo ao lado de onde tinha sido já mandado retirar um pendão de cumprimento do clube aquando uma visita do Papa.

Nesse sonho o FCPorto iria ser recebido pelo mesmo Edil.
E ninguém, mas mesmo ninguém, iria considerar tal acto como uma inaceitável mistura entre política e futebol.

Nesse sonho todos os meios da RTP, comandados pelo Carlos Daniel, acompanhariam este momento com uma emissão quase contínua sem notícias.
Apenas e tão só só com as emoções da multidão.

Nesse sonho o Culatra, simples espectador no Dragão e desconhecedor dos corredores da SAD reconhecia que tanto Adelino Caldeira, como Antero Henrique ou o próprio Pinto da Costa tiveram parte parte da responsabilidade naquela época desastrosa. Da mesma maneira que tiveram nos inúmeros êxitos.
E ele, simples espectador no Dragão, não iria em especulações.
Apenas não tinha todos os dados que lhe permitiam, em consciência, emitir uma opinião válida.

Nesse sonho, e nessa época, os adeptos não tinham sido os únicos a comparecer nos jogos do Dragão.
Os jogadores tb. tinham marcado presença.

Mas, já quase no fim do sonho, aparecia o Culatra que tinha ouvido dizer que o importante era perder de vez em quando.
Ouviram? Era perder e não ganhar.
E de vez em quando.

Entretanto o sonho acabou.
Na televisão uns gajos cantarolavam 'o campeão voltou!'
O Tône, ainda meio adormecido, sorriu: 'Fodace, ganda volta que foi dar.'

26 fevereiro, 2014

Haja decoro

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Lã de rocha
São tantas as vitórias que até o Rato tem de recorrer à Wikipédia.
E a acreditar na mesma até arrepia, permitam que ele relembre.

No Futebol:
8 Campeonatos nos últimos 10 anos.
4 Taças de Portugal nos últimos 10 anos.
8 SuperTaças nos últimos 10 anos.
Querem assobiar?

No Andebol:
6 Campeonatos nos últimos 10 anos.
2 Taças de Portugal nos últimos 10 anos.
3 Taças da Liga nos últimos 10 anos.
2 SuperTaças nos últimos 10 anos.
Querem assobiar?

No Hóquei:
9 Campeonatos nos últimos 10 anos.
5 Taças de Portugal nos últimos 10 anos.
7 SuperTaças nos últimos 10 anos.
Querem assobiar?

Temos, sem dúvida, o melhor presidente de todas as histórias.
Vamos à bola 10 minutos antes dela começar, temos cadeirinha azul de plástico, não apanhamos chuva e ainda temos pipoquinhas entregues na mão.
Vamos ao Dragãozinho em cima da hora, temos cadeirinha azul de plástico, não apanhamos chuva mas aqui podemos reclamar... não temos pipoquinhas.
Estamos, este ano, em todas as competições europeias e talvez se conte pelos dedos de uma única mão os troféus que faltam aBiar.

Mas não, não é suficiente.
Basta uma época menos bem conseguida e é malhar em todos e em tudo.
É o PF, é o VP, é o Pinto da Costa, é o bmg, é o Antero, é o avião que veio e voltou sem passageiros, é o gajo que trata a relva, é o facebook, é o caralho.
E, pasme-se, ainda se aplaudem os gajos que passaram a partida a atirarem-se para o chão, e um que agora está na moda e mais não fez que vir jogar à Manuel Machado.
O Tône diria que com adeptos destes dificilmente necessitaríamos de manhas, serpas e outros quejandos.

Haja decoro e confiança cega no homem do leme.
Não é a primeira vez que lemos notícias sobre a sua morte, sobre a morte do nosso FC PORTO.
E todos nós sabemos que são sempre, ou pelo menos quase sempre e para ambos os dois, exageradas.

Para terminar, dica do Culatra, que não passe despercebido que este ano já ganhamos a SuperTaça.
E para os outros um conselho do Bino: não adiantem já o sinal para a reserva do Marquês.
É que ele tem um feeling que isto ainda não terminou...

12 fevereiro, 2014

Uns são filhos da mãe...(T1E2)

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Lã de rocha
Continuam a existir regulamentos, mais regulamentos e ainda o regulamento ai em cima no post.
Da mesma maneira que uns continuam a serem filhos da mãe e outros... nem tanto.
Siga a lã de rocha, de fibra de vidro ou até mineral.

O Tône percebe tanto destas coisas dos regulamentos como dos modelos técnico-tácticos infalíveis.
Mas fechou os olhos por apenas um minuto e imaginou que toda esta situação se tinha passado no Dragão...

31 janeiro, 2014

29 janeiro, 2014

Olha para o que digo agora...

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O síndrome do Calimero é tão velho como o do Calabote.
Assim como a vontade insaciável de ganhar os jogos na secretaria partir sempre do mesmo azimute.
Apenas de quando em vez com um infeliz aliado do Norte.
Em todas um lugar-comum: o cheiro! Nauseabundo e pestilento!
E nesta história, verdadeira, apenas muda uma mosca, a que tem um ar anafado e voz de bagaço.
No resto do enxame continuam os manhas das notícias com origem de quem pediu o anonimato, os que misturam uísque com peixe e os que acham esquisito árbitros no negócio do Culatra.

Siga.
Era um fim de tarde de um 20 de Maio de 2007.
Jogava-se a última jornada da, à altura, Bwin liga 2006/2007.
FC Porto em primas, calimeros em sigas a um ponto e o benfas em tirças a dois pontos.
As partidas decisivas, com início marcado para as 19.15, eram um FC Porto - Aves, um calimeros - Belenenses e um benfas contra alguém que nem sequer recordo e tão pouco vem ao caso.
Já o que o Tône recorda perfeitamente é que chegamos ao intervalo empatados a uma bola e os calimeros a ganhar por 2.
O Lisandro Lopez fez o 2- 1 aos 52 minutos, POUCOS SEGUNDOS após o recomeço do jogo de Alvalade.
Isto é, já a segunda parte no Dragão tinha, pelo menos, 6 minutos aquando do reinicio da partida mais a sul.
Se não falha a memória a desculpa foi que o Belenenses tinha entrado atrasado...
Peixeiradas? Fartar vilanagem? Palhaços? Notícias de anónimos? Frutas ou Carnes?
Nada... afinal o FC Porto era Bicampeão!!!

Claro que já em 2008 a história foi quase a mesma mas, claro, o síndrome da calimerice já veio ao de cima.
Exactamente como nos nossos dias.

Por isso quando vierem com dossiers sobre a verdade desportiva e reuniões de moralização já todos sabemos do que se trata.
Olha para o que digo agora... e não para o que já fiz.
Ou, apenas e como tão bem bem disse o nosso mister.
Não somos anjinhos!

18 dezembro, 2013

Bom Natal

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Falta muito
Como é Natal o Rato estava em ideia de pedir uns 'pénaltiezitos' fora do campo mas achou que seria pedir demais.
Contenta-se assim com a chegada do cigano.

O Culatra ainda pensou em pedir uns golitos como o do Jackson dos Arcos mas seria flagrante demais.
Mas que não lhe mencionem sequer a chegada do traidor.

Fica assim apenas o pedido do Bino por uns golitos 'em linha', como o do Lima em Faro, ou do Montero em Alvalade.
E isto porque é Natal.

E enfim, como é Natal e o Tône anda lá pela sua cubata lá prós lados do Brasil e eu desconfio que os estimados leitores aqui do tasco ainda tem que ir comprar, na superfície comercial do oriente mais próxima, as meias ou os chinelos para as prendas da ordem, fica assim aqui um conto (não confundir com 5 Euros) alusivo à época.
Não é estreia, eu sei. Mas, no meio desta tal de austeridade, é o que se pode arranjar.

Um Portista de meia-idade contemplava, como de costume, a imponência do Estádio do Dragão, num belo e tranquilo amanhecer de véspera de Natal.
Pela indumentária azul e branca que orgulhosamente envergava era, naturalmente, alvo da imensa curiosidade dos turistas e visitantes de outros lugares.
Naquele dia com aquele nascer do sol aproximou-se uma jovem que lhe colocou a questão habitual:
- O senhor é o Pai Natal?
- Não menina, sou Portista.
- Portista?
- Sim menina, com muito orgulho!
- Um verdadeiro Portista?
- Mas claro!!!
- Há muitos anos?
- Sim, quase todos os dias faço a minha visita ao Dragão e este retribui sempre a minha dedicação.
- E o que é isso de ser Portista?
- É assistir aos jogos sabendo que a equipa joga sempre para ganhar sem esperar que as coisas se façam por outro lado!
- É lutar contra os invejosos e oportunistas, não viver do passado e acreditar que o dia de amanhã será sempre melhor do que o dia de hoje!
- É dedicar os nossos títulos aos nossos adversários pois sem eles não seriam tão deliciosos e eles sabem que pró ano há mais!
- É saber que as nossas vitórias não são duradouras. Queremos mais. Queremos sempre muito mais!
- É não admitir, de maneira alguma, ser pouco incompetente. Temos que ser sempre competentes!

Entretanto o pai da tal jovem, que se tinha deslocado uns metros para tirar umas fotos, acerca-se e pergunta à filha:
- Então, já sabes o que queres para prenda de Natal?
Resposta pronta da jovem com um sorriso de encher os olhos:
- Sim Pai, quero ser Portista!!!

Até sexta e um Excelente Natal para todos!
E, conselho do Rato, se virem por aí alguém equipado de vermelho e branco não lhe atirem pedras.
É que pode ser o Pai Natal.
Oh! Oh! Oh!

04 dezembro, 2013

Rendermo-nos? NUNCA!!!

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Rendermo-nos? NUNCA!!!
O Rato até tinha em ideia enveredar por uma dissertação de um modelo técnico-táctico infalível, mas não vale a pena.
Não é entendido em futebol, em 4-2-qualquer-coisa, em tácticas ou em estratégias e afins.

O Bino, homem de luta, era apologista da criação de uma página numa qualquer rede social a exigir a demissão do Mister, mas não vale a pena.
Só acerta no totobola à segunda e detesta armar-se em juiz sem ter ideia de todos ou apenas um qualquer detalhe.

Já o Culatra ia mais naquela de insultar toda a gente, o Pinto da Costa, o Antero, o Caldeira e até o gajo que marca as linhas, mas não vale a pena.
Dá a mão à palmatória e recusa-se a assumir uma posição de ignorância atrevida criticando todos e desdenhando tudo, como se fosse o único dono da razão.

Mas o que eles têm em comum com o Tône é que todos amam o FCPorto.
Ganhar e perder faz parte do jogo mas o que mais nos distingue é ganhar mais, muito mais.
E situações como esta já aconteceram várias vezes com os resultados finais que todos conhecemos...
Cheira bem lá em baixo? Apenas porque o manha tomou banho!
verde e vermelho? As nossas cores são o Azul e Branco!

Não é assim altura para se discutir tácticas, armar ao juiz ou insultar.
A única solução é unirmo-nos todos em torno da equipa e do seu treinador.
Quando? Já No Sábado!
Para demonstrar que não aceitaremos!
Não amoleceremos!
Não haverá derrota!
Nós temos vitória! Somos vitória!
Rendermo-nos? NUNCA!!!

20 novembro, 2013

30 outubro, 2013

Carta aberta e... casual

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bico fechado
O Tône até tinha em ideia de dar umas palavras a abater pela maneira que a tua equipa jogou, mas não vale a pena. É que já todos aqui percebemos que afinal não passas de um bale(nada) e azevedo berde, de um orelhas versão 0.01.

És daqueles que não gostam de fruta, especialmente bananas.
Mas fazem depósitos no Banif e não conseguem dizer não a melões, tipo pagam um e levam três.
Com embrulho e tudo!

És daqueles que rezam por hostilidade.
Mas fazem depois queixinhas por não terem uma televisão.
Calimerices!

És daqueles que aparenta ter a coragem dos simples.
Mas apenas tem a dos ignorantes.
Bazófia!

És daqueles que dizem sempre o que querem.
Mas depois não conseguem educar os que o ouvem.
Principalmente os que se ataviam de cores negras!

És daqueles que semeiam ventos mas não querem colher tempestades.
E depois vem chorar com acompanhamento de escribas manhosos que têm a ideia que somos todos ceguinhos.
Se um dia, por acaso, uma qualquer família for a descer, uma qualquer Alameda, para um qualquer jogo de bola e for agredido, por um qualquer grupo de cobardes, quero ver o que vão fazer!

O Bino gostaria, para terminar, de te desejar Bom Natal(altura propícia para começares a queixar-te da arbitragem)... mas não consegue.
Mas fica, agora do Rato, um conselho para que não te vejas Grego e depois não dizeres que ninguém te avisou.
Para bom entendedor meia palavra basta!

16 outubro, 2013

Uma não nutícia

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Umas quantas linhas de não notícias.
Parafraseando um antigo superintendente, 'a claque lá de baixo' agrediu um adversário no fim de um evento desportivo.
E o Proença distraído.
Imaginem se fosse no Xis...

Tal adversário até nem fez o famoso gesto de dedo no cú, patenteado por um sr. de apelido óbvio.
E o Saldanha distraído.
Imaginem se fosse no Dragão...

Tal adversário até nem ameaçou não estar presente sem 'a protecção dos interesses e segurança dos seus adeptos'.
E o Ministério da Administração Interna distraído.
Imaginem se fosse no Dragão...

Tal adversário até não necessitou de implantes de platina.
E os da comunicação social distraídos.
Imaginem se fosse no Dragão...

Mas nem tudo foi mau.
Tal adversário saiu, sob escolta policial, são e salvo.
Não existem não notícias de autocarros incendiados ou bloqueios nas portagens.

O Rato espera, sentado, que alguém de direito se pronuncie.
Mas andam todos distraídos.
Imaginem se fosse no Xis, no Porto ou no Dragão...

Ficam como verdadeiras notícias as vitórias do anfitrião.
Mas apenas e tão só quando não andam distraídos e defrontam um colosso como o Sampaiense...

18 setembro, 2013

O leãozinho

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Falta muito
Em dia de Liga dos Campeões fica, para acalmar a habitual ansiedade, uma historieta sobre um tal de leãozinho, bem apelidado por alguém de Vale e Azevedo Verde ou, como diria o Tône, Bale e Azevedo Berde. Divirtam-se.

O leãozinho andava feliz, muito feliz.
Três vitórias e um empate em quatro jogos, o melhor arranque do século, e já se sentia rei.
- O Sporting é o maior clube português..., dizia ele, talvez para si mesmo, com o habitual ar anafado e cheio de bazófia.
E fartava-se de miar, em inúmeras entrevistas escritas e em frente de todo e qualquer microfone.
Dos golos em fora de jogo nada, era tudo mérito próprio.
Como seria culpa do árbitro em caso de derrota.
Calimerices...

- Ora, vozes de leãozinho não chegam ao céu! - diria o Tône, mas chegaram aos ouvidos do Dragão.
- Não tinha ideia de ter adversários de tamanha qualidade. - retorquiu o Dragão, extremamente bem disposto depois de um 31-22 com ares de festival.
Este Dragão era mais de resultados e menos de bazófia.
- Vamos lá então falar com esse tal que se intitula de rei.

Encontrou-o passado oito semanas, curiosamente, em visita ao próprio covil do Dragão.
O leãozinho quando o viu estremeceu mas lá fez um esforço para não dar parte de fraco.
Bem mal pareceria que um rei fugisse de um imponente dragão, de asas enormes, poderes mágicos e hálito de fogo.
É que o leãozinho aparentava ter a coragem dos simples.
- Mas tinha de certeza a dos ignorantes - diria o Bino.
- Ora então - adiantou o Dragão - consta na praça que és o novo rei. Será isso verdade?
- Claro! - respondeu o leãozinho.
- E em que é que te baseias para fazer alarde de tal título? Quantas são as tuas vitórias, o teu palmarés?
- Não tenho nenhuns nem nenhum ainda pois estou a começar o meu reinado - gaguejou o leãozinho.
Então o Dragão abriu as asas que cobriram o Sol.
A sua sombra, enorme e majestosa, deixaram o coitado do leãozinho em silêncio e com frio.
- Olha, - disse o Dragão - vamos lá dentro ao meu covil e eu mostro-te as minhas vitórias, as minhas taças, o meu palmarés.
Só no futebol são mais que meia centena, mas podes tb. ver as restantes.
O leãozinho balbuciou algo que não foi possível mas até o Rato garantiria que este se tinha borrado todo.
E já o Dragão se afastava, imponente e majestoso.
Mais palavras para quê?
A verdade sempre dispensou a bazófia.

Já em sentido contrário ao do Dragão ia o leãozinho, de orelhas murchas e andar esquisito.
Ia em direcção a Alvalade.
- E levava muito, mas muito, em que pensar. - terminaria o Culatra.

04 setembro, 2013

Em busca do comando afundado

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Falta muito
Convenhamos que o anúncio é o adequado.
A entrada é digna de um qualquer Spielberg da segunda circular.
O artista, de ar anafado e num tom de 2001 - Uma Odisseia no Espaço, a correr, ou pelo menos a tentar, por um campo amarelado e atirando um comando, tipo loja dos chineses, para o lago.
O cenário muda para uma tv de marca duvidosa colocada num móvel do ikea onde o tal artista de 100kgs revê um qualquer jogo de apresentação de uma época não assim tão recente.
Então uma voz de fundo, feminina e na ânsia de ver um big brother qualquer, pergunta pelo tal comando ao qual o habitante de Bedrock responde com um "Comando, qual comando?"
Já o fim é servido em duas versões.
Uma em que tremoço é marisco e outra em nem um nem outro é nada disto.

Mas convenhamos novamente que o anúncio é o adequado.
Haverá melhor maneira de mostrar, a uma boa meia dúzia de... milhões de espectadores, o que lhes interessa escondendo o que convém?
E conseguem imaginar o Tône a ver, na sua televisão, a cara de um par de marretas de cabeça baixa e mudos por um bom bocado no minuto Kelvin?

Mas não, não desanimem.
E nem sequer ousem pensar em mergulhar na busca do comando afundado.
Sigam o conselho, bem simples e mais do que sensato, do Rato.
Mudem de clube.
E ficarão surpreendidos ao sentirem-se pessoas bem mais felizes.

17 julho, 2013

Exterminador implacável

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O exterminador
Toda esta situação de ainda não ter chegado o momento de passar uns dias naqueles sitios onde o pessoal se queixa que a praia tem areia e que a água está molhada, cortam a inspiração do Tône, rezando assim a necessidade de revisitar antigos posts que, surpreendemente ou apenas não, continuam na ordem do dia.
Segue então um de Setembro de 2009 referente a uma capa do pasquim da queimada de um individuo que ficou soberbamente conhecido como o Jorge da OrelhasNet.
Assuma-se que a realização não estaria ao nível de um WWZ, mas prometia episódios de suspense pleno de reviravoltas e a abarrotar de fortes emoções.

E assim após o insucesso da cyborg enviada com a missão de descredibilizar o líder da Resistência, eis que surge, numa qualquer noite escura nos arredores do Colombo, envolvido num emaranhado de efeitos electromagnéticos e também criado pela OrelhasNet, a mais assustadora e implacável máquina.
Utiliza, como disfarce, um par de óculos escuros, de feira.
Um casaco de cabedal negro, emprestado.
Desloca-se em motas de alta cilindrada, alugadas.

É um exímio mascador de chiclete, versado nas complicadas artes da playstation, versão 3.1 e até forma quadrados com... 3 lados.
A sua missão: destruir os que vencem por dedicação, trabalho e mérito, e assim (tentar) ameaçar o Tetra.
A sua farta cabeleira é, a maior parte das vezes, branca e o seu nome de código é Jorge.
- "Jesus!!!", diria o Tône

Tem ao seu dispor os fundos da Orelhasnet. Fundos que 'vêem de uma via normal, de uma via completamente transparente', seja lá o que isso for.
E quando estes aparentam não serem suficientes, utiliza ainda algumas armas secretas.
A primeira ao ritmo de uma grande penalidade, convertida ou não, por jornada.
A segunda na defesa. Com o seu ar de guerreiro esforçado, farta-se de barafustar e de dar pau, imune a todo e qualquer rectângulo de cor, pelo menos, amarela.
A terceira, na linha da frente. Este, maior, tipo pinheiro, mas também com tiques de galáctico, passa o tempo a tentar tropeçar nos cotovelos do adversário e até, vejam lá, empurrar o Jorge.

O resto da história é sobejamente conhecido.
Conseguirá a Resistência proteger-se desta ameaça? Ou correrá o risco de ser eliminada?
Apesar das aparentes poucas hipóteses, os que vencem por dedicação, trabalho e mérito, liderados por um ilustre conhecido de nome código 'Comandante do Norte', teimam em ganhar vantagem.

E lá para meados de Maio, perante a iminência da derrota, a OrelhasNet não terá outra solução se não a de recorrer às velhas tácticas de fazer a guerra por outro lado. Mas nem as pessoas importantes da Liga, as barricadas nas portagens, os paus mandados dos jornais, as queixinhas na UEFA ou as apitadelas diversas lhes valerão.

- "Hasta la vista Jorge!", dirá o Rato.

03 julho, 2013

Falta muito carago?

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Falta muito
E pronto.
Uma vez mais em plena silly season, aka defeso.
O 10 de Agosto tarda e enquanto uns choram lágrimas, de crocodilo ou outro bicho qualquer, pela partida do Tio Gaspar do borda d'água e do Tio Portas das feiras, outros esperam, sentadinhos, que finalmente alguém, em vez de se simplesmente demitir e ir à sua vida para a ONU, para Bruxelas, para Belém ou para Paris como se de nada se tratasse, seja responsabilizado pelos seus actos.

Na bola os motivos para bitaites escasseiam e o Tône apenas tem como preocupação escolher as praias onde passar os seus dois meses de férias. Está assim pró confuso entre a Emília Barbosa (mesmo por debaixo da bola de Nívea), Leça (por bandas do Obelisco da Memória) ou mesmo Salgueiros (junto ao Corsário).
E sim, apenas dois meses, pois a tal de austeridade encurtou as ditas cujas em 30 dias.
Assim, pleno de vontade e com os bolsos cheios de notas de 1.500€ apenas se queixa da falta de... tempo.
Um gajo sortudo, este Tône.

Já o Culatra segue, com o interesse habitual, as notícias, claramente exageradas, da morte do nosso FC Porto.
Mais um ano e mais umas dezenas de vendas, mais um anúncio do fim do ciclo vitorioso do nosso clube.
Tem sido assim. Desde a morte do Mestre até às mais mediáticas e modernas saídas.
Um gajo informado, este Culatra.

Mas o Rato não desmoraliza.
Tem em ideia que os protagonistas do novo ciclo estarão à altura de limpar tudo o que vier para se ganhar.
E sabe que muito mais que as vendas o que é realmente de valorizar é a imensa capacidade de auto renovação desta equipa.
Está assim em crer que por mais que mudem os protagonistas as vitórias suceder-se-ão.
A um ritmo empolgante e pleno de sucessos.
Sucedidos.
Sucessivamente.
E sem cessar.
Um gajo filósofo, este Rato.

E até o Bino, comodamente instalado no seu sofá na lixeira, sabe que não é pela força de vontade dos escribas de serviço que se destrói uma trintena de anos de quase total domínio dentro das quatro linhas.
Está ciente que perder o treinador e, possivelmente, alguns jogadores importantes custa sempre a assimilar, seja a estrutura o mais perfeita que possa ser.
Tem ideia que o Sol nasce todos os dias mas comparar esta situação com equipas que tem várias dezenas de novos jogadores, por mais fora de série que sejam, talvez não passe de apenas uma utopia.
Um gajo poeta, este Bino.

E após o choque dos aumentos dos lugares anuais na antiga Lateral G (a ver se pró ano têm a lata de o fazer de novo) nada mesmo como a bola recomeçar a rolar para se fazerem as primeiras avaliações.
Optimistas?
E ainda falta muito carago?

19 junho, 2013

O Dragão e a galinha (V2.0)

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Galinhas
Em dias que sair pela manhã de casa de manga curta é arriscado cumpre botar bitaite aqui no tasco.
E como há histórias que nunca se perdem no tempo permitam-me recordar uma, já aqui apresentada em Janeiro de 2011, que demonstra, na perfeição e novamente, o que se passou na época terminada. Embora a galinha continue simbolizada pelo mesmo mascar de chicletes poderíamos, nesta nova versão, ter o Vitor Pereira na personagem de Dragão e o Kelvin como convidado especial mas, como história que se preza começa sempre por 'Era uma vez', aqui vai ela:

Era uma vez uma galinha que tinha a mania de cantar de Dragão.
Este, indignado, lançou-lhe um repto.
- 'Com que então andas armada em Dragão! Assim sendo daqui para a frente passas a ganhar sempre o campeonato!'
Óbvio que a galinha fugiu à responsabilidade. Que não tinha estofo para tal, não tinha plantel e que mais aquilo e mais isto.
- 'Então deixas de cantar de Dragão!', ordenou o Dragão.
A galinha anuiu mas esqueceu-se logo na primeira oportunidade e lá cantou, novamente, de Dragão.
- 'Brincamos com a tropa, não? E então o combinado?', inquiriu, chateado, o Dragão.
A galinha lá se desculpou, tinha-se esquecido e tal e até andava em maré de bons resultados.
Jurou que não voltaria.

Mas... voltou! E tantas foram as vezes que soou a desafio.
Não era, pois a galinha era brincalhona. Gostava de fazer imitações.
Mas o Dragão não gostava muito de brincadeiras e afrontou a galinha.
- 'A partir de hoje tu ganhas sempre o campeonato e eu começo a ficar sempre em segundo!'

Correu a notícia. O Dragão iria ficar em segundo.
Vieram os média de todo o Pais e arredores.
Os da bola, do record, do correio da manha, da sic, da tvi, da rtp.
Todos à espera de tal fenómeno.
- 'Ora bolas!', disse o Dragão.
- 'Com toda esta gente à minha volta, não consigo.'
Tentou colocá-los a uma distância segura mas não conseguiu.
Era tal a curiosidade que ninguém queria perder o momento.
- 'Desisto!!!', gritou o Dragão - 'Isto de ficar em segundo e, ainda por cima, com todos estes papalvos à minha volta, não é para mim!'
Conclusão ajuizada, diria o Rato.
- 'Ganhas tu sempre o campeonato.', disse então o Dragão para a galinha que, às vezes, cantava de Dragão.
A galinha lá tentou, tentou e tentou mas não conseguiu.
Para disfarçar lá tentou cantar, uma vez mais de Dragão mas, desta, tb. não conseguiu.
Desta vez nem lhe saiu uma Taça da Liga, apenas um cacarejo tímido mas prontamente apelidado de melodioso pelos papalvos do costume.

A galinha, enfurecida, corou.
Corou até à crista e não voltou a cantar de Dragão.
Bem, não é bem assim.
De quando em vez lá esganiça a voz para tentar cantar de Dragão.
Mas só consegue contentar os papalvos do costume.

05 junho, 2013

O Nosso capitão, o Nosso treinador

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Alma Portista
Em habitual altura de se gastar muita tinta e nada de realmente importante se ler um par de notas.

A primeira do Rato e para a pessoa do nosso Grande capitão do pessoal dos patins.
Conhecido pelas suas meias azuis-e-brancas em treinos da selecção é apelidado de Rei por uns e por outros, talvez os de mais confiança ou mais atrevidos, apenas de Careca.
Num final de tarde doloroso, contrariando uma tal de cultura desportiva demonstrada ainda há um par de semanas no Jamor, retirou, de certeza de depois de engolir em seco, a sua luva, e saudou os vencedores.
Um a um, sem memórias de apagões de luz ou regas e sem os mandar banho ao cão...
Da próxima vez que o Tône te encontrar, mais os teus, pelas bandas do Sr. de Matosinhos terá todo o gosto de te pagar uma dúzia, ou mesmo dúzia e meia, de farturas.

A segunda, esta do Culatra, vai sobre o treinador do FCPorto.
Aparentemente ainda existe muita gente a preocupar-se quando o NGP deixar o NGC.
É que pela informação que corre por ai há treinadores para todos os gosto e feitios, magros e altos, baixos e gordos.
Para o Culatra a coisa é simples.
O que o VP fez na sua primeira época foi enorme.
E na segunda, com o Hulk perdido à quarta jornada(ou coisa parecida) e um montão de lesões, fez ainda uma limpeza de balneário, já de si curto, que até nem deu muito nas vistas.
Será o melhor treinador do mundo? Não, mas tb. não é um vendedor de banha da cobra.
Será o melhor comunicador do mundo? Não, mas aprende com os seus erros e sofre, como todos nós, pelo seu, pelo nosso FCPorto.
E ainda tem um miúdo que tem vontade de dar socos nos gajos que dizem que o pai vai sair.
Querem melhor???

Mas isto é como tudo e no final quem tem razão é o Bino.
Para quê derramar tanta tinta sobre um assunto onde existem tantas, demasiadas até, variáveis que se desconhece?
A única certeza que ele tem é que o próximo treinador do FCPorto será o seu treinador.
O nosso treinador.

22 maio, 2013

Os cabeçudos

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Os cabeçudos
Longe vai o tempo em que aqui na tasca se pedia, para divulgação, o envio de vídeos de festejos aquém e além mar. Em relação aos mesmos diria o Culatra, especialista nestas coisas do sexo oposto, que foram 3, quase sem tirar fora.
E assim Sexta, Sábado e ainda Domingo, Portugal e arredores esteve em festa.
Só não viu quem é mouco.
Só não ouviu quem é cego.
Só estiveram calados, ou quase, os cabeçudos.

E isto de falar sobre cabeçudos é sempre um prazer, imenso.
Na Sexta foi o árbitro, no Sábado foi o árbitro e no Domingo foi o... árbitro, pois claro.
Talvez seja então necessário agradecer aos árbitros o PENTA, o 13º nos últimos 15 anos ou mesmo o TRI.
Ou então o melhor marcador, a maior posse de bola ou o menor número de golos sofridos.
Que, no estádio, todos viram e aceitaram a grande penalidade não existe dúvida alguma.
Que, após as repetições, não era grande penalidade(mas um toque efectivo fora da área), é óbvio que não.
E nada, mas mesmo nada, custa a aceitar.

Mas a ideia de quererem colocar em causa a mais que justa vitória do FCPorto no campeonato por este lance só poderá surgir em algumas cabeças que não cabem, por estes dias, em vielas.
Será assim tão difícil de admitir que, num dos campeonatos mais equilibrados de sempre, fosse quem fosse o campeão sê-lo-ia com todo o mérito?
É, não é, cabeçudos? Pois continuem assim a chamar a polícia nas derrotas, continuem assim com a vossa habitual arrogância de vencedores de finais perdidas, de grandezas a preto e branco.
Até porque pró ano há mais!!!

08 maio, 2013

Exige-se Bitória!!!

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Exige-se Bitória
Ficam, para abrir, umas pérolas dos porcos habituais:

'Vítor Pereira, cheio de medo do jogo frente ao Benfica no Dragão, na conferência de imprensa de lançamento do jogo desta noite, atirou a toalha e ia enjoar na Choupana, tudo para que não acontecesse no próximo fim-de-semana a suprema humilhação do Benfica ser campeão em pleno estádio do F.C.Porto.'
'Sim senhor, ó Guerra, e foi por isso mesmo que vocês ontem até tentaram perder o jogo
mas o árbitro não vos deixou. Além de(mais) uma grande penalidade perdoada
até marcou um fora de jogo ao Leal.' Tône.


'Nem lhe toca!', Rui Gomes da Selva e a grande penalidade sobre o Leal.
'Sim senhor, ó Rui, está confirmada a consulta na oftalmologia.', Rato.

'O treinador do FC Porto é tolinho, tolinho, tolinho.'
'Sim senhor, ó Moniz, e Sábado cá te esperamos.
Tens medinho, medinho, medinho? Trás o Vale e o Azevedo!', Bino.


'Convém, por isso, recordar a essa virgem ofendida que só há uma equipa na Liga portuguesa que ainda não sofreu qualquer penalty ao longo do campeonato, um caso que deve ser único na Europa.'
'Sim senhor,ó Gabriel, o Cosme lá te fez o frete mas de nada adiantou.', Culatra.

'Vamos ao dragão e vamos ser campeões.'
'Sim senhor, ó Pereira, podes sarrafar o que quiseres mas no Dragão mandam os que lá estão.', Tône, Rato, Bino e Culatra.

E agora ao que mais interessa.
Jogo D
Data: Sábado, 11 de Maio de 2013
Local: Estádio do Dragão, Porto
Hora: 20h30m
Não, não é ainda S. João. Já há sardinhas, pena que congeladas, mas não chegou ainda a altura de lançar os balões e tão pouco os foguetes.

Chegou sim a altura de demonstrar o amor à camisola, de a dignificar e, porque não, de a danificar contra o relvado do Dragão.
Chegou a altura de demonstrar quem tem mais equipa e tradição, de apelar ao espírito de luta.
Chegou a altura em que vontade de vencer tem que falar mais alto, melhor, tem que se transformar num berro que ensurdeça tudo e todos.

Sábado não é dia para esquecer os apitos das mais variadas cores, os Guerras, os Ruis, os Monizes, os Pereiras, os bloqueios nas auto-estradas ou nas nacionais e a imparcialidade dos mérdia vendidos à capital.
É sim dia para se pensar no que realmente importa na temporada.

Em PORTOguês claro e audível: é dia para se deixarem de merdas e ganharem o jogo.
Mostrem a vossa gana, batam no peito, corram, caiam, aleijem-se, levantem-se, caiam outra vez e levantem-se novamente.

Pouco importa a pressão, quem são os 11 iniciais, quem é o árbitro, que faça sol ou chova granizo.
Façam apenas aquilo que tão bem sabem fazer. Joguem à bola e ganhem o jogo.
Nós... nós encheremos o Dragão, a Alameda e seremos a Vossa Voz.

24 abril, 2013

Circo Limpinho o caralho!!!

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Bom Natal
E, de repente surge, com o Sol, uma agitação nas hostes que se espalha e segue, por agora ainda em sussurro, pelas ruas.
É o circo! Chegou o circo!
Tráz, com a habitual arrogância do palhaço rico, a etiqueta de circo 'limpinho' mas que só engana aqueles que adoram ser enganados.

Mas sejamos honestos, é um circo completo.
Além do palhaço rico, de um presidente polivalente que tanto conduz um dos camiões de transporte como faz as coisas por outro lado tem agora, como convidados especiais, um par de artistas que vestem de negro: o Bruno de Leixões e o Capela da capital.
Ambos 'os dois' experts no ramo do ilusionismo sem bola e que, contrariamente a sacar coelhos da cartola, conseguem que na mesma desapareçam bem mais que um par de grandes penalidades.
Saliente-se ainda o homem mais forte do mundo que, entre histórias tipo o Pai Natal vai com o palhaço ao circo, continua na saga impune de testar a elasticidade das tíbias, perónios e afins de um qualquer voluntário.

Mas sejamos honestos outra vez.
Quem assiste a este circo tem a oportunidade de deslumbrar momentos únicos de trapezismo que obrigam todo e qualquer artista da escrita a fechar os olhos e não ver a verdade que alguns apelidam de desportiva.
Poucos ainda tentam mas o temor mediaval das bicadas da águia do circo, que efectua piruetas por cima das suas cabeças, dão-lhes aso ao desplante e despudor de passarem por cima dos ilusionismos dos mágicos de negro.

Até porque... o circo tem de continuar.
Ou apenas como diria o Tône.
Circo Limpinho o caralho!!!

10 abril, 2013

Sorriam, estamos na luta

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Bom Natal
Devagar, bem devagarinho, o General Inverno teima em ir embora.
Na janela da sua casa, à espera do calor, o Tône acende um cigarro, lento suicídio, e através do fumo tenta vislumbrar a presença do astro rei.
Nada, népia, nem um sinal que o tire do apelo à tristeza e melancolia.
Põe-se então a pensar quando será o próximo jogo do Bicampeão e a distância para o mesmo torna-se em depressão.
Bute até à sala. Um zapping rápido na TV mostra os outros, ainda a preto e branco e na RTP memória, campeões europeus.
Sorri. Vai até ao computador e entretêm-se a navegar pela net.

Ontem no Dragão estava nervoso.
Fosse do frio, fosse do luto, fosse do que que fosse tremia como naquela malfadada noite do Schalk04.
Mas esta com um final alegre, arrebatador e com olés!
Fosse o Mister outro que não o nosso, nas substituições da última dezena de minutos, seria capa de jornal hoje com elogios de dar nojo.
E isto sem sequer um grande penalidade para além dos descontos.
Fosse o Mister outro que não o nosso, o último golo, seria fruto de uma jogada de laboratório.
Fosse o resultado outro que não a vitória o Peseiro teria entrevista com aquele gajo de Paredes.
E isto para explicar como se vem ao Dragão de autocarro de dois, ou mesmo três, andares.
Fosse o resultado outro que não a vitória e os moderadores deste tasco já teriam feito horas extras na aprovação dos comentários.

Deixa para trás o computador e dirige-se novamente para a janela.
Mais outro prego pró caixão. O sol teima em espreitar e os seus raios, delicadamente pincelados de amarelo, atravessam a vidraça e alegram-lhe a alma...azul, pois claro.
Mas afinal, para quê tanta depressão, tanta angústia, tanta raiva?
Faltam ainda 15 pontos para jogar.
Abandona então a tristeza e a melancolia.
Devagar, bem devagarinho.
E sorri novamente.
Estamos na luta!!!