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11 maio, 2014

FINAL(MENTE).

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

FC PORTO-benfica, 2-1

Liga 2013/14, 30.ª jornada
10 de Maio de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 25.121


Árbitro: Rui Costa (Porto).
Assistentes: Nuno Manso e Miguel Aguilar.
4º Árbitro: Pedro Ferreira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Reyes, Alex Sandro, Mikel, Defour, Herrera, Ricardo, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Herrera (61m), Josué por Defour (71m), Kelvin por Quaresma (79m).
Não utilizados: Kadú, Varela, Licá, Abdoulaye.
Treinador: Luis Castro.

benfica: Paulo Lopes, João Cancelo, Steven Vitória, Jardel, André Almeida, Salvio, André Gomes, Enzo Pérez, Ivan Cavaleiro, Djuricic, Funes Mori.
Substituições: Markovic por Ivan Cavaleiro (60m), Vítor Lindelof por João Cancelo (65m), Bernardo Silva por Djuricic (82m).
Não utilizados: Bruno Varela, Hélder Costa, Rúben Pinto, Rui Fonte.
Treinador: Jorge Jesus.

Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Ricardo (4min), Enzo Pérez (26min pen), Jackson Martínez (39min pen).
Cartões amarelos: Reyes (25min), André Almeida (38min), Jardel (40min), Alex Sandro (74min), Danilo (90+2min), Funes Mori (90+2min).

Chegou ao fim uma Época que mais parecia não querer acabar... há muito que a mesma estava a ser um verdadeiro sacrifício para todos os Portistas. A má preparação de toda esta época, passando pelos “Egos e Super-Egos”, um treinador teimoso e que não soube lidar com a diferença que é estar num Clube de topo ou numa Equipa de meio da tabela, e terminando num grupo de atletas que não fez tudo o que podia, nem sabia e muitas vezes não honrou a camisola que vestiu. Numa semana que serviu para atenuar especulações e corrigir erros do passado recente com a apresentação atempada da nova equipa técnica, chegava ao final a última competição da época na recepção ao novo campeão nacional, servindo como passagem de testemunho.

Jogo por si só com pouco ou nenhum interesse para ambas as partes a não ser salvar a “honra do convento” vencendo no último jogo o grande rival que este ano não nos trouxe nenhumas boas recordações. Do outro lado, Jorge Jesus abdicou claramente deste jogo, dando toda e clara importância para a final da Liga Europa que vem já a seguir. E jogando frente a uma equipa claramente sem rotinas, era esperado muito mais do Porto. Tivemos oportunidade de ouro para os humilhar e mais uma vez, não fomos competentes, capazes, nem me pareceu que quiséssemos.

Apesar da entrada forte, jogando o 11 esperado, a única surpresa foi talvez a inclusão de Mikel, jovem da equipa B que fez uma bela exibição e está pronto para ser solução. Aos 4 minutos, remate cruzado e rasteiro de Ricardo para o fundo da baliza de Paulo Lopes, abrindo o marcador bem cedo no jogo. E a partir daqui, tantas que estavam a ser as facilidades em chegar à área, podíamos e devíamos ter construído outro resultado.

A velocidade durou cerca de 10/15 minutos e depois... bem, depois foi o jogo todo o espelho do que foi a época. Deixar andar, vamos indo e vamos vendo e quando demos por ela já tínhamos oferecido o empate num erro gigante de Reyes (fez dupla com Maicon) que nem os infantis cometem, e Enzo não desperdiçou a grande penalidade. Não há alma nesta equipa, nunca houve e o golo da vitória surge ainda na 1ª parte, por Jackson a converter, também ele, uma grande penalidade que o próprio sofreu.

Os últimos 45 minutos não têm explicação nem comentários possíveis. Melhor Benfica, foi até com alguma sorte que saímos com os 3 pontos, não fosse a bola de Funes Mori ter batido na trave e não sei se ganharíamos o jogo.

Que Jules Lopetegui, devolva ao FC Porto a alma necessária para voltarmos a ser consistentes, mais fortes, melhores e um conjunto de jogadores que remem todos para o mesmo lado. O que se passa cá fora, que não chegue lá dentro e haja paz necessária para trabalhar descansado. As “férias” que sejam boas conselheiras e que tragam bons reforços que tanto são precisos. Os que não quiserem ficar, façam o favor de pedir para sair e sejam felizes, porque para andarem de cabeça para baixo, irreconhecíveis e sem vontade, já bastou esta época.

Melhor em campo: Ricardo.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

Depois do último compromisso oficial do FC Porto em 2013/14, Luís Castro considerou que os Dragões foram justos vencedores na recepção ao Benfica (2-1), sublinhando a exibição colectiva da equipa que liderou até agora. O técnico portista aproveitou ainda para manifestar o seu “total apoio” a Julen Lopetegui, o senhor que se segue no banco do FC Porto.

​“O jogo teve um vencedor merecido, embora saibamos que a justiça é feita pelos golos que se marca e se sofre. Foi um jogo bem disputado, em alguns momentos intenso, durante o qual estivemos quase sempre por cima. Com Quintero e Josué, voltámos a ter mais bola, depois de um período de algum adormecimento, mas creio que fizemos uma primeira parte melhor do que a segunda. O resultado é justo. Gostei muito da exibição da equipa. Todos os jogadores foram fantásticos e deixo as avaliações individuais para outros. Mas é óbvio que fico satisfeito por ver jogadores a evoluírem e a lutarem pelo seu lugar no FC Porto”, começou por dizer Luís Castro na conferência de imprensa que se seguiu ao desafio com os lisboetas.

Numa espécie de retrospectiva daquilo que foi o FC Porto sob o seu comando, Luís Castro lamenta a irregularidade de resultados, mas ressalva a forma como a equipa técnica se entregou à “missão” que lhe foi atribuída. “Tivemos muitos jogos com um grau de dificuldade muito elevado. Foram várias montanhas que tivemos de subir. Tivemos resultados maus, mas também tivemos resultados muito bons. Em alguns, a nossa vitória até pecou por escassa. Resumindo, tivemos momentos bons e momentos maus. Entregámo-nos de corpo e alma à missão que nos foi incumbida. Gostaríamos de ter dado mais ao clube e aos adeptos, mas trabalhámos sempre com a máxima entrega e dedicação. Terminamos com o sentimento de que demos o nosso máximo”, prosseguiu o técnico.

Luís Castro acredita que o triunfo sobre o Benfica no último jogo da presente época pode e deve servir de estímulo para a próxima, reservando ainda algumas palavras para o seu sucessor, o espanhol Julen Lopetegui. “Este jogo revestia-se de uma especificidade própria. Não tínhamos nada a ganhar, mas tínhamos muito a perder. Fundamentalmente, esta vitória deve servir de ponte para a próxima época. Foi a imagem de um FC Porto com gente nova, ambiciosa e com muita entrega. Enquanto treinador da estrutura do FC Porto, terá todo o meu apoio. Desejo-lhe as maiores felicidades, pois o seu sucesso será o nosso sucesso. Tem muita competência e muita gente a apoiá-lo”.



RESUMO DO JOGO

28 abril, 2014

INCOMPETÊNCIA!

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FC PORTO-benfica, 0-0 (3-4, gp)

Taça da Liga 2013/14, meia final
27 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 26.109


Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Nelson Moniz e Sérgio Serrão
4º Árbitro: Manuel Mota

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Herrera, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Defour (56m), Ghilas por Quaresma (72m), Ricardo por Danilo (82m).
Não utilizados: Kadú, Josué, Reyes, Carlos Eduardo.
Treinador: Luis Castro.

benfica: Oblak, André Almeida, Steven Vitória, Jardel, Siqueira, Ivan Cavaleiro, Rúben Amorim, André Gomes, Sulejmani, Lima, Cardozo.
Substituições: Garay por Lima (37m), Markovic por Cardozo (63m), Enzo Pérez por Rúben Amorim (78m).
Não utilizados: Paulo Lopes, Funes Mori, Djuricic, Maxi Pereira.
Treinador: Jorge Jesus.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: -.
Cartões amarelos: André Almeida (81m), Danilo (82m).
Cartões vermelhos: Steven Vitória (32m).

Começo por algumas palavras que coloquei no final dos 90 minutos numa rede social..."Desconcentrados como os jogadores do FCP estão, não prevejo muito sucesso nos penaltys...LC também não soube acautelar essa situação..."

Há tanto por explicar e tanta coisa que não terá explicação...tantos que vestem azul e branco e esses mesmos e outros que não merecem estar de Dragão ao peito! Desde que começou a época a cabeça não esteve no Dragão e quem os aconselhou não foi o melhor conselheiro. Ninguém da estrutura teve peso o suficiente para inverter o rumo dos acontecimentos e pelos vistos, este ano os cães ladram e a caravana passa...mas passa mal, muito mal e metros percorridos são todos de marcha atrás que parece nunca mais chegar ao final da época.

Hoje era a última oportunidade de chegar a uma final e logo sobre o grande rival, merecido e justo Campeão Nacional, factos são factos, números também. Ainda que o jogo de hoje seja referente a uma competição que todos estes anos foi menosprezada pela estrutura FC Porto, ainda hoje não percebo muito bem os motivos, este ano essa mesma estrutura fez desta competição quase como que uma bandeira após perceber que a época seria desastrosa.

Nada se ganha sem se ser competente, nada se ganha sem querermos vencer, nada se conquista sem suor e capacidade de luta e trabalho...a sorte, ela virá connosco quando tudo o resto estiver a ser rigoroso e aí sim acredito que a sorte nos acompanhará!

Hoje, tive a sensação de Deja Vu relativamente ao jogo da Luz na Taça de Portugal...contra 10 desde a meia-hora de jogo, se até aqui estávamos melhor a criar 2/3 boas situações de golo (a competência e concentração também se nota e bem no momento de finalização), a partir da expulsão de Steven Vitória foi, mais uma vez, miserável e desconcertante assistir a este Porto. Não se aprende com os erros? Num total de 120 minutos em superioridade numérica contra o Benfica conseguimos fazer apenas 1 golo e não criar situações de golo?!?!? No Dragão não há chama, ambição e depois de tudo o mais que não fizemos durante a época possa tornar-se em motivação de jogar em casa uma passagem a uma final?

E LC, à imagem do jogo da luz, foi receoso, teve medo de assumir e ir para cima de um Benfica em gestão de esforço e com muitos titulares de fora, as alterações que produziu foram inconsequentes e não arriscou uma unha que fosse para pressionar o adversário e expô-lo aos erros. Entre Quaresma ou Varela, porque saiu o cigano? Nem um nem outro produziam nada, mas quem pode mais facilmente tirar um coelho da cartola?

O que foi construído desde a época de AVB contra este mesmo Benfica, como é possível deitá-lo fora em tão pouco tempo...na Luz não conseguimos jogar e no Dragão o que era temeroso para eles, deixou de o ser...

Nada mais a dizer sobre este Porto. Mau demais, nem orgulhar conseguiu e que merecido seria o Prof. Hernâni Gonçalves!!!



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador dos Dragões manifestou o seu desalento pelas “várias oportunidades de golo” que o FC Porto não conseguiu concretizar na derrota diante do Benfica, após grandes penalidades (3-4), nas meias-finais da Taça da Liga, considerando ainda que a equipa trabalhou muito para poder dedicar a vitória aos adeptos.

​“A bola não entrou e isso faz a diferença no futebol. Tivemos várias oportunidades de golo, mas não conseguimos concretizar. Estivemos melhor na primeira parte, na qual fizemos uma melhor circulação de bola. A partir da expulsão, o Benfica reduziu-nos os espaços e sentimos mais dificuldades para entrar na grande área, sobretudo na segunda parte, na qual não fomos tão incisivos”, declarou Luís Castro na conferência de imprensa que se seguiu ao embate com os lisboetas.

Para o técnico dos azuis e brancos, os resultados menos positivos e os infortúnios que marcaram a época acabaram por se reflectir neste jogo. A dimensão psicológica é fundamental no desempenho de uma equipa. As derrotas deixam marcas, tal como as vitórias. As eliminatórias que perdemos deixaram marcas negativas, é a realidade. Os jogadores trabalharam muito, mas voltámos a não ser bafejados pela sorte. Queríamos muito dedicar esta vitória aos adeptos, mas infelizmente não conseguimos”, prosseguiu Luís Castro.

Desgostoso com o balanço da época 2013/14, o treinador portista acredita que o futuro vai voltar a ser ouro sobre azul. “O principal objectivo é sempre conquistar o título nacional. Depois, durante a época, há outras competições que o FC Porto quer vencer, naturalmente. Assumo o falhanço de uma época em que não conseguimos chegar aos títulos a que estamos habituados. Há que levantar a cabeça e seguir em frente, pois há muitas coisas que se ganham na adversidade e tenho a certeza de que o FC Porto voltará a ser o melhor”.



RESUMO DO JOGO

22 abril, 2014

3º LUGAR CONFIRMADO, SEM LUGAR A FESTEJOS

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FC PORTO-Rio Ave, 3-0

Liga 2013/14, 28.ª jornada
21 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 17.509 espectadores


Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).
Assistentes: Pais António e Valter Pereira.
4º Árbitro: José Laranjeira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera, Josué, Ricardo, Jackson Martinez, Varela.
Substituições: Ghilas por Varela (38m), Quintero por Josué (46m), Licá por Alex Sandro (77m).
Não utilizados: Kadú, Reyes, Carlos Eduardo, Kelvin.
Treinador: António Folha.

RIO AVE: Ederson, Lionn, Rodríguez, Marcelo, Edimar, Filipe Augusto, Tarantini, Rúben, Braga, Pedro Santos, Hassan.
Substituições: André Vilas Boas por Lionn (40m), Ukra por Braga (68m), Diego por Rúben (75m).
Não utilizados: Ventura, Tiago Pinto, Júlio Alves, Velikonja.
Treinador: Nuno Espírito Santo.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson (61m, pen), Herrera (72m), Danilo (90m+4).
Cartões amarelos: Mangala (34m), Josué (34m), Alex Sandro (36m), Marcelo (60m), Edimar (62m).

Com 17.509 espectadores nas bancadas do Estádio do Dragão, naquela que foi a segunda pior assistência da época, a verdade é que o jogo esteve longe de ser interessante. Durante os primeiros 45 minutos, a qualidade do futebol praticada não foi a melhor e por isso foram poucas as vezes que o FC Porto esteve perto de marcar.

Ao longo do primeiro tempo, foram três as vezes em que o FC Porto esteve perto de inaugurar o marcador. Primeiro foi Herrera a obrigar Ederson a uma boa defesa ao rematar rasteiro e logo a seguir foi a vez de Mangala, de cabeça, a fazer com que o guarda-redes mostrasse ter bons reflexos, pois a defesa ao cabeceamento do francês foi feita por instinto.

A última grande situação para marcar por parte dos dragões foi da autoria de Ricardo, que rematou com força para defesa de Ederson.

Ao contrário da primeira parte, o FC Porto entrou bem na segunda parte e não precisou de muito tempo para se aproximar com perigo da baliza do Rio Ave. Logo nos primeiros segundos, Danilo obrigou Ederson a uma defesa a dois tempos após um remate forte.

Os dragões mantinham a posse de bola e, embora sempre a um ritmo baixo, tentavam levar a melhor sobre a defesa organizada do Rio Ave que, no entanto, não dava mostras de ceder. Já no ataque, os homens de Vila do Conde raramente conseguiam colocar o setor mais recuado do FC Porto em sentido, exceção feita ao minuto 58, quando Tarantini cabeceou com perigo após surgir sem marcação na área.

Porém, dois minutos depois, Marcelo teve uma entrada imprudente sobre Jackson Martínez e carregou em falta o avançado colombiano dentro da área, quando este tentava rececionar um passe de Quintero, que tinha entrado ao intervalo.

O árbitro Nuno Almeida de pronto assinalou grande penalidade e Jackson Martínez não desperdiçou a oportunidade de inaugurar o marcador, e reforçando o estatuto de melhor marcador do campeonato.

Quintero foi inteligente na forma como descobriu e conseguiu colocar a bola em Jackson Martínez e voltou a mostrar a excelente visão de jogo aos 72 minutos, altura em que voltou a colocar a bola pelo ar na área do Rio Ave, onde apareceu Herrera a dominar de peito e de cabeça a ampliar a vantagem para dois golos. Contudo, o resultado final, apenas foi estabelecido no último lance do jogo, com Danilo de livre e com a ajuda da barreira a bater Ederson e a tornar o resultado demasiado pesado para o Rio Ave.



DECLARAÇÕES

ANTÓNIO FOLHA

Em flash-interview após a vitória (3-0) sobre o Rio Ave, da 28.ª jornada da Liga, António Folha, que substituiu Luís Castro no banco do FC Porto, devido a castigo, considerou justa a vitória sobre os vila-condenses e declarou a intenção do FC Porto de continuar a trabalhar para vencer os restantes jogos da temporada.

O treinador-adjunto portista considerou que houve mais FC Porto na segunda metade, mas que os Dragões foram superiores ao Rio Ave: "A primeira parte não foi tão bem conseguida, mas na segunda, pelo que fizemos, merecemos inteiramente esta vitória. É sempre importante vencer, pois é para isso que trabalhamos diariamente e vamos continuar a trabalhar".

Em relação a Jackson Martínez, que marcou o seu 19.º golo na Liga, António Folha foi sucinto: "Primeiro estão os objetivos colectivos e depois os individuais. Naturalmente, esperamos que ele consiga".



RESUMO DO JOGO

17 abril, 2014

VERGONHA E FALTA DE CARÁCTER... E É POUCO!

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benfica-FC PORTO, 3-1

Taça de Portugal 2013/2014, meia-final, 2ª mão
16 de Abril de 2014
Estádio: Luz, Lisboa
Assistência: 45.380


Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).
Assistentes: Tiago Trigo e Bertino Miranda.
4º Árbitro: Duarte Gomes.

benfica: Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay, Siqueira, Salvio, André Gomes, Enzo Pérez, Gaitán, Rodrigo, Cardozo.
Substituições: André Almeida por Cardozo (36m), Lima por Rodrigo (66m), Markovic por Gaitán (90m+6).
Não utilizados: Paulo Lopes, Steven Vitória, Sulejmani, Djuricic.
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Herrera, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Josué por Herrera (64m), Ghilas por Varela (74m), Quintero por Reyes (82m).
Não utilizados: Kadú, Maicon, Carlos Eduardo, Ricardo.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Salvio (17m), Varela (52m), Enzo Pérez (59m pen), André Gomes (80m).
Disciplina: Cartão amarelo para Quaresma (22m), Siqueira (25m), Danilo (48m), Reyes (58m), Herrera (64m), Varela (70m), Defour (75m), Jardel (78m), André Gomes (81m), Ghilas (90m), Artur (90m+2). Duplo amarelo e vermelho para Siqueira (28m), Quaresma (88m).

Jogava-se novo clássico no Estádio da Luz, 2ª mão da Meia-Final da Taça de Portugal. Uma das duas últimas oportunidades de “festejar”, segundo o que disse o nosso Presidente ainda esta semana, ainda que a meu ver, festejos contidos, muito fruto da péssima época realizada pela equipa azul e branca. Fora da corrida pelo Campeonato, 2º classificado distante, fracasso na Liga dos Campeões e eliminação com estrondo na última semana frente a um Sevilha que não é de todo do nosso “campeonato”. A juntar a isto a sucessiva falta de atitude competitiva em grande parte da temporada, trazia para este jogo a necessidade de limpar alguma da má imagem espalhada durante estes longos meses de competição e a vantagem estava do nosso lado com 1-0 da 1ª mão.

Para o jogo, Luís Castro começou com o 11 mais habitual desde que pegou na equipa. Do lado contrário um 11 mais forte do que aquele que foi ao Dragão, mostrando a importância de vencer o rival e conquistar a final da Taça. Entrada forte do Benfica e o Porto sem conseguir pegar no jogo, teoricamente com vantagem numérica no meio-campo adversário, nunca isso foi confirmado em campo, fruto da velocidade, dinâmica e capacidade de pressão do adversário, deixando por completo o Porto sem ideias e sem bola.

Não demorou muito até chegar o empate na eliminatória, aos 17’ Salvio corresponde de cabeça a um bom cruzamento perante a passividade da defesa portista. A partir daqui o Porto começou a ter mais bola, mais permitido pelo adversário do que mérito nosso, procurando o Benfica rápida transição após recuperar bola. Aos 28 minutos, corte completo com o perfil do jogo até então... Siqueira expulso por duplo amarelo em 2 minutos. Porto em igualdade na eliminatória e vantagem numérica no muito jogo que ainda havia pela frente mas sem consequências até final da 1ª parte. Ridicula a forma como encarámos a vantagem numérica, tendo mais bola mas pouca gente perto de Jackson.

Estranhamente não entrou Quintero ao intervalo para o lugar de um dos médios, pois os mesmos não estavam a dar profundidade nem criatividade ao jogo ofensivo. Estranhamente também, com vantagem numérica foi o o Benfica a mostrar mais vontade em aumentar a vantagem do que o Porto em empatar o jogo e decidir praticamente a eliminatória.

Mas Varela inventou o golo do empate. Perto da área, conseguiu enganar 2 adversários, entrou na área e rematou cruzado para o golo do Porto. 1-1 no jogo, vantagem de poder sofrer 1 golo e continuar na frente. Estavam decorridos 52 minutos. A partir daqui pedia-se cabeça, tranquilidade e segurança no jogo. Tudo ao contrário... não houve bola, não conseguimos ligar o jogo, parecíamos nós em desvantagem e a cometer erros atrás de erros. Assim o Benfica acreditou e começou a criar perigo, fez o 2-1 de penalty cometido por Reyes e não fez o 3-1 logo depois porque Rodrigo escorregou na cara de Fabiano.

Mas estávamos a correr riscos demasiados em não saber e não querer dominar o jogo, em não ser ambiciosos e não querer ganhar o jogo.

Daqui para a frente não comento... como ninguém me obriga a fazê-lo, é preferível não comentar porque tinha muito para dizer para além de chamar VERGONHOSOS aos “jogadores” azuis e brancos... vejam e tirem as vossas próprias conclusões. Depois do 3-1 fizemos o jogo que eles queriam de picardias e passar do tempo... anjinhos de M****, SE FOSSEM TODOS A UM SITIO QUE EU CÁ SEI...



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

Após uma derrota (3-1) frente ao Benfica que valeu ao FC Porto o afastamento da final da Taça de Portugal, Luís Castro assumiu responsabilidades na sala de imprensa. O técnico considerou que os erros defensivos dos Dragões fizeram pender a eliminatória para os lisboetas e que o objectivo Jamor não foi alcançado por “culpa própria” da equipa.

“Cabia-nos fazer mais e não o fizemos. Não estamos na final por culpa própria, isto sem tirar o mérito ao Benfica, mas num jogo quase sem oportunidades não é muito lógico sofrermos três golos”, realçou o técnico, que reconheceu ainda que, depois do golo de Varela (1-1), “nada fazia prever que o jogo tomasse o rumo que tomou”.

“A seguir ao golo do empate o Benfica teve uma reacção, mas sem grandes oportunidades. Era a nós que nos competia procurar mais essas oportunidades, porque tínhamos mais uma unidade em campo, embora o resultado de 1-1 nos levasse à final mesmo sofrendo um golo. Fomos vítimas de mais um erro defensivo que cometemos, instalou-se o 3-1 e a partir daí não houve mais jogo. Não aconteceu nada que que não levasse a perda de tempo constante”, declarou o técnico, que sublinhou que essa não é a sua justificação para a derrota, porque “houve tempo útil para conseguir outro resultado”.

Luís Castro considerou que se se tratou de um encontro em que “os dois guarda-redes praticamente não tiveram trabalho”, pelo que o resultado pendeu para a equipa “que cometeu menos erros defensivos”. O técnico apontou ainda erros de posicionamento que não proporcionaram ao FC Porto “fluidez de jogo”, mesmo com mais um homem, e foi frontal: “Tenho de me responsabilizar pelo que aconteceu”.

O treinador dos Dragões descreveu ainda o momento da sua expulsão, já nos minutos finais: “A única coisa que disse ao Pedro Proença foi que não estava a haver jogo desde que o Benfica tinha chegado ao 3-1. Disse-o de forma educada, o Pedro Proença entendeu que eram palavras ofensivas”.



RESUMO DO JOGO

07 abril, 2014

CONSTRUIR PARA GERIR

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FC Porto-Académica, 3-1

Liga 2013/14, 26.ª jornada
06 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 29.309


Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Paulo Vieira e Jorge Oliveira
4º Árbitro: Ricardo Coimbra

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro, Fernando, Herrera, Quintero, Varela, Ghilas, Jackson Martínez.
Substituições: Danilo por Alex Sandro (60m), Quaresma por Varela (60m), Josué por Ghilas (68m).
Não utilizados: Kadú, Carlos Eduardo, Kelvin, Licá.
Treinador: Luis Castro.

NACIONAL: Ricardo, Marcelo, Halliche, João Real, Grilo, Makelele, Fernando Alexandre, Marcos Paulo, Ivanildo, Salvador Agra, Rafael Lopes.
Substituições: Marinho por Grilo (64m), Ogu por Marcos Paulo (71m), Diogo Valente por Salvador Agra (83m).
Não utilizados: Peiser, Aníbal Capela, Manoel, Nuno Piloto.
Treinador: Sérgio Conceição.

Ao intervalo: 3-0.
Marcadores: Jackson Martínez (4m), Ghilas (24m), Jackson Martínez (40, pen), Marcos Paulo (52m).
Cartões amarelos: Abdoulaye (45m+2'), Marcelo (80m), Ogu (88m).

A pensar em Sevilha, com Luís Castro claramente com a gestão do grupo na cabeça, foram algumas as mexidas e as surpresas para o jogo de hoje relativamente aos últimos jogos.

Entradas directas para o 11 inicial de Ricardo, Herrera, Quintero e Ghilas, para os lugares de Danilo, Defour, Carlos Eduardo e Quaresma. Apanhando uma Académica consistente, segura e tranquila na classificação, com um bom treinador, seria importante conquistar 3 pontos antes da decisão no Sul de Espanha para a Liga Europa – injecção de confiança, dinâmica de vitória e para a Liga regresso às vitórias.

Sinceramente partilho um pouco da opinião de Sérgio Conceição, alguma da diferença do jogo esteve na finalização e concretização das oportunidades. A entrada do Dragão foi óptima, e logo aos 4 minutos Jackson a corresponder de cabeça a um cruzamento de Ghilas na direita e abriu o marcador, numa boa acção ofensiva da equipa. A sorte que não tivemos na 5ª Feira hoje funcionou para o nosso lado. Em poucos minutos e por duas vezes, a bola bateu na trave e no poste da baliza de Fabiano, em ambas as situações graças a desvios oportunos do guarda-redes brasileiro (Fabiano foi em muito boa parte grande responsável pela vitória e não só neste jogo, provando que a sucessão de Hélton estava, há muito assegurada).

Quem não marca, sofre e assim sucedeu, felizmente para as nossas cores. Combinação de Ghilas com Jackson, novamente, desta feita invertendo os papéis e o argelino a desviar com qualidade na saída de Ricardo, aumento para 2-0 à passagem dos 24 minutos. Ghilas foi um quebra-cabeças para Grilo no corredor direito. Confiante, agressivo, veloz, fez o que quis e a equipa percebeu isso mesmo, intensificando a circulação de bola nesse corredor. Mérito de Luís Castro que percebeu alguma capacidade em Ghilas para, em recurso, jogar junto à linha, e dando voto de confiança para o jogo Europeu que aí vem e no qual será titular.

Novamente a equipa forasteira a tentar e conseguir incomodar a nossa baliza, sem sucesso e com Fabiano novamente em bom plano. Aos 40’ Quintero sofre falta dentro da área e Jackson, aumentou com sucesso para 3-0. Resultado pesado e injusto ao intervalo para a equipa de Coimbra.

Para a 2ª parte seria expectável por força da diferença no marcador e do sucessivo acumular de jogos uma gestão de esforço. Mas essa mesma gestão não foi feita com sucesso. A gestão dos jogos pode e deve ser feita com bola, com poucas oportunidades para o adversário, com a equipa bem organizada, boa gestão dos ritmos e o mesmo não sucedeu. Dando por momentos o controlo ao adversário, sofremos o 3-1 ainda cedo no último período. Remate de fora da área em zona central.

De LC continuou a gestão do grupo, entrando Danilo, Quaresma e mais tarde Josué, para as saídas de Alex Sandro, Varela e Ghilas. Se a 1ª nada de novo alterou a não ser o posicionamento de Ricardo, a 2ª trouxe velocidade mas ao mesmo tempo o complicómetro e excessivo individualismo para dentro do jogo. Nada que não tenha acontecido nos últimos jogos. Quaresma não tem que provar nada a ninguém! Quaresma tem de jogar para a equipa e não para si próprio e quase sempre tem sido ao contrário. Exagerado nos lances individuais, muito raramente decide bem o que fazer à bola e um potencial lance perigoso acaba perdido numa bola dividida. Alguém que o faça perceber, definitivamente que não é o caminho certo!

Até final mais um par de defesas de Fabiano a evitar a tremideira habitual do Dragão. 2ª parte fraca, dos piores jogos em termos de situações de perigo (remates, cantos) da nossa equipa.

Exigência máxima para a semana europeia. Esperamos o melhor Porto, o mais rigoroso e ambicioso, com vontade de lutar por mais uma final europeia, que depois de 5ª Feira poderá ficar ali tão perto! Sem campeonato, façam das tripas coração e lutem até à última gota de suor, lutem porque o símbolo que trazem no peito assim vos exige. Sejam Porto, SOMOS PORTO!

Melhor em campo: Ghilas.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O plano de jogo implicava uma entrada forte na partida e isso foi feito, mas Luís Castro admite que, na segunda parte, os Dragões tiraram o pé do acelerador e começaram a pensar na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, em Sevilha. No rescaldo do triunfo sobre a Académica (3-1), o técnico elogiou a exibição no primeiro tempo, os três pontos conquistados e garantiu que o plantel está motivado para "escalar a montanha" e atacar os títulos em disputa.

​"Por muito que queiramos tirar o foco do jogo seguinte, com o resultado em 3-0 é sempre muito difícil tirá-lo da cabeça dos jogadores. O jogo em Sevilha é demasiado importante para nós. Não deveria ter acontecido, mas agora passamos à frente. Pensámos em Sevilha 45 minutos antes do que devíamos", admitiu Luís Castro no Auditório José Maria Pedroto, em conferência de imprensa.

Porém, o técnico não deixou de destacar a primeira parte dos Dragões: "Tivemos grande volume ofensivo e várias situações de golo, sendo que a Académica também teve duas, mas aí o Fabiano, tal como o Helton, demonstrou grande qualidade. A segunda parte foi menos bem conseguida e mais repartido em termos de posse, sem ter existido um domínio avassalador da Académica". Ainda em relação aos primeiros 45 minutos, o treinador revelou que existia o objectivo de marcar cedo, o que, tendo sido conseguido, "deu confiança" à equipa, que geriu o 3-0 na segunda parte, mesmo não tendo isso sido feito nas "zonas do terreno" que o técnico pretendia.

Luís Castro confessou igualmente que as substituições que efectuou na segunda parte tiveram em conta uma gestão do esforço para o encontro de quinta-feira na Liga Europa, "sem faltar ao respeito à Académica e tendo em consideração o que estava a acontecer no jogo". Conseguida mais uma vitória, é tempo de olhar em frente: "Estamos motivados para tudo o que falta no campeonato e para as três outras competições. Os jogadores estão entusiasmados e vamos continuar a escalar a montanha".



RESUMO DO JOGO

27 março, 2014

O GRITO DO DRAGÃO! SOMOS PORTO!

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FC Porto-benfica, 1-0

Taça de Portugal 2013/2014, meia-final, 1ª mão
26 de Março de 2014
Estádio do Dragão, Porto
Assistência: 34.499 espectadores


Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Nelson Moniz e Sérgio Serrão
4º Árbitro: Jorge Ferreira

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Herrera, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Ghilas por Varela (63m), Carlos Eduardo por Herrera (75m), Quintero por Defour (87m).
Não utilizados: Kadú, Licá, Ricardo, Abdoulaye.
Treinador: Luís Castro.

benfica: Artur, Maxi Pereira, Luisão, Garay, Sílvio, Salvio, Fejsa, Rúben Amorim, Sulejmani, Rodrigo, Cardozo.
Substituições: Gaitán por Sulejmani (65m), Lima por Rodrigo (68m), Markovic por Salvio (81m).
Não utilizados: Oblak, Jardel, André Almeida, Enzo Pérez.
Treinador: Jorge Jesus.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Jackson Martínez (6m).
Disciplina: Cartão amarelo para Maxi Pereira (18m), Defour (25m), Herrera (49m), Sílvio (58m), Fernando (62m), Jackson Martínez (90+2m), Danilo (90+4m).

Como dito na minha última crónica, bem recente, ou mudávamos radicalmente de postura ou ficava desde já hipotecada uma presença no Jamor. Presença essa, que me face das circunstâncias, é exigida ao Porto pelo fracasso no campeonato.

Quero, desde já, deixar uma pergunta no ar…foi Luís Castro que conseguiu mudar tanta coisa de Domingo para hoje ou a própria equipa interiorizou este jogo como mais motivante que os jogos de campeonato?

Não podemos andar aqui a brincar aos jogos a sério e aos jogos a brincar, alterando posturas e comportamentos, mentalidades e empenho…no Porto todos os jogos servem para arregaçar as mangas, e muitas vezes, esta época tal não aconteceu.

Por ser contra ao grande rival exigia-se tudo a esta equipa. Alma, vontade, alegria, raça de Dragão. E tivemo-la! Entrada determinada e fortíssima da nossa equipa, como há muito não se via. Excelentes na 1ª linha de pressão, ora Herrera ora Defour impediram na perfeição a construção desde zonas recuadas do Benfica, criando com a ajuda do Polvo superioridade em zona intermédia face ao meio-campo adversário.

Os frutos surtiram aos 6 minutos em lance de bola parada. Canto marcado sobre a direita e Quaresma a levantar para Jackson, mais alto que toda a gente, cabecear forte para o 1-0. Maior injecção de confiança não podia esta equipa conseguir. E continuou assim durante 30/35’, período durante os quais não conseguimos alargar o marcador.

Até ao intervalo baixaram os índices de pressão e o domínio foi repartido conseguindo o Benfica chegar por uma vez com perigo à baliza de Fabiano.

No começo da 2ª parte e até final da partida, não mais conseguimos controlar o jogo no meio-campo adversário. Alterações de dinâmicas nas acções colectivas do adversário, equilibraram uma 2ª parte praticamente toda longe das balizas, excepção feita aos últimos 15 minutos. Neste período e já com alterações realizadas por Luís Castro (entradas de Ghilas, Carlos Eduardo e Quintero, esta já perto do final, para os lugares de Varela, Herrera e Defour), o Porto conseguiu duas ocasiões flagrantes para dilatar a vantagem.

Jackson após cruzamento de Defour, consegue com uma recepção fenomenal ficar na cara de Artur e na saída deste desvia a bola caprichosamente para o poste da baliza. Pouco depois, é Fabiano que salva o empate com grande mérito, após desatenção numa bola parada do Benfica.

Na entrada do período de compensação, a melhor oportunidade para levar uma vantagem mais confortável para a Luz... Quintero ganha as costas da Defesa e fica isolado nos últimos 40 metros. Mais rápido que todos, ao entrar na área e com Artur fora da baliza não quis arriscar e deu ao lado em Quaresma. Mas deu tão curto que a bola ficou a meio do caminho e perdeu-se assim uma soberba e merecida oportunidade de golo.

Esperamos que esta vitória tenha sido a tónica para um melhor final de época e que todos os jogos sejam encarados da mesma forma, mas... vamos aguardar. É com lamento que levamos uma magra vantagem, mas lá estaremos para seguir viagem ao Jamor.

Melhor em campo: Defour.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto destacou a grande exibição colectiva dos Dragões no triunfo sobre o Benfica (1-0), na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Luís Castro mostrou-se “feliz” pela estratégia delineada ter funcionado, voltando a sublinhar o “apoio incondicional” dado pelos adeptos portistas.

​“Estou feliz por termos feito um jogo de qualidade, no qual fomos muito consistentes. O resultado podia ter-se avolumado ao longo do jogo. Ganhámos não sofrendo golos, que era o nosso objectivo. Tivemos seis ou sete oportunidades que podíamos e devíamos ter concretizado. Estamos em vantagem, mas ela não é decisiva ou confortável”, afirmou o técnico dos tricampeões nacionais na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre os lisboetas.

Sem querer individualizar ou pormenorizar a exibição azul e branca, Luís Castro realçou o espírito guerreiro e colectivo da equipa que comanda. “A chave dos jogos está na qualidade dos jogadores e os nossos estão cada vez mais disponíveis e determinados. Foi visível que tentámos bloquear as saídas do Benfica para o ataque. A nossa estratégia deu certo e estou feliz por isso. Não sei se foi o nosso melhor, mas sinto que fizemos um bom jogo. Estivemos por cima frente a um Benfica forte, mas fomos muito determinados e corajosos”, prosseguiu o treinador.

Depois de um triunfo que considerou escasso, Luís Castro garante que o crescimento do FC Porto não acontece só em termos futebolísticos, guardando ainda uma palavra para os adeptos portistas que marcaram presença no Estádio do Dragão. “Hoje foi um FC Porto intenso ao longo de todo o jogo, percebendo todos os momentos do mesmo. Continuamos a sedimentar a nossa identidade e os jogadores estão confiantes e motivados. Neste momento, é importante realçar o apoio incondicional dos nossos adeptos e a qualidade da nossa exibição. O nosso plantel tem muito mais qualidade do que aquela que andaram a apregoar”, concluiu.

REYES e HERRERA

Após a vitória por 1-0 sobre o Benfica, os mexicanos Reyes e Herrera mostraram-se satisfeitos pela prestação da equipa e pelas exibições individais, naquele que foi o primeiro jogo de ambos frente aos "encarnados". O defesa central realçou ainda que o plantel tem de continuar a trabalhar para alcançar os seus objectivos, enquanto Herrera afirmou que “o grupo está preparado para qualquer tipo de jogo”.

​Em declarações ao www.fcporto.pt e Porto Canal, Diego Reyes foi tranquilo e assertivo, à imagem da exibição que realizou no clássico: “Podíamos ter alcançado um resultado melhor. Ganhámos, o que foi o mais importante, e agora temos de continuar a trabalhar. A equipa tem estado bem nos últimos jogos e estou muito contente com o que fiz esta noite e com a prestação de todos. É um jogo bonito, que todos os jogadores querem sempre jogar e que temos de ganhar. Como sempre me disseram, os clássicos não se jogam, ganham-se”.

O central não tira os olhos da final da Taça de Portugal e dos próximos desafios: “Esta foi a primeira mão e temos de continuar a trabalhar com a mesma atitude, todos comprometidos, para dar o nosso melhor em campo. De minha parte, estou satisfeito com a exibição, mas tenho de continuar a ajudar a equipa, que é o mais importante. Nesta equipa, ganhamos todos e perdemos todos”.

Por seu lado, o médio Herrera considerou sublinhou o facto do FC Porto ter sido superior ao adversário: “Creio que estivemos bem e que poderíamos ter alcançado um resultado um pouco melhor. Estou contente por termos ganho e pela pequena vantagem que temos na eliminatória, mas isto não acaba aqui. Temos de ir lá e demonstrar que somos superiores e que queremos continuar nesta competição”.

O mexicano declarou que o grupo “está preparado para qualquer tipo de jogo” e que vai agora saborear o resultado, antes de iniciar a preparação para a deslocação ao terreno do Nacional (domingo, 19h15): “Temos de estar ainda mais concentrados e jogar bem na partida da segunda mão. Neste jogo eu estava com amarelo, estávamos cansados por causa dos últimos jogos e tive mais cuidado nos lances. Vamos desfrutar a vitória e continuar a trabalhar para o próximo jogo”.



RESUMO DO JOGO

24 março, 2014

Diferença entre Campeonato e Liga Europa…

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FC Porto-Belenenses, 1-0

Liga 2013/14, 24.ª jornada
23 de Março de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 27.509


Árbitro: Carlos Xistra.
Assistentes: Nuno Pereira e Jorge Cruz.
4º Árbitro: José Laranjeira.

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Defour, Carlos Eduardo, Josué, Varela, Jackson, Ghilas.
Substituições: Quintero por Josué (46m), Kelvin por Varela (55m), Licá por Reyes (77m).
Não utilizados: Kadú, Herrera, Abdoulaye, Mikel.
Treinador: Luis Castro.

BELENENSES: Matt Jones, André Geraldes, João Meira, João Afonso, Gonçalo Brandão, Fernando Ferreira, Filipe Ferreira, Bruno China, Miguel Rosa, Tiago Silva, João Pedro.
Substituições: Duarte por João Pedro (60m), Fredy por Miguel Rosa (76m), Tiago Caeiro por Fernando Ferreira (87m).
Não utilizados: Rafael Veloso, Kay, Danielsson, Rojas.
Treinador: Lito Vidigal.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Quintero (79m).
Cartões amarelos: Tiago Silva (45+1m), Alex Sandro (59m), Ricardo (83m), André Geraldes (86m), Filipe Ferreira (90m).
Cartões vermelhos: João Afonso (44m).

Novamente o Porto não conseguiu dar continuidade à difícil mas meritória passagem aos Quartos-de-final da Liga Europa, eliminando uma equipa fortíssima. O mesmo já se havia passado na eliminatória anterior e em vez de tirarem daí a motivação necessária para os jogos seguintes, os mesmos são um sacrifício para todos.

Quando se esperava um Porto motivado e forte, não se assistiu a nada disso. Continuo-me a repetir e para quem ainda não teve oportunidade de ler, para mim é uma diferença gritante no que toca essencialmente ao respeito, atitude, determinação, vontade, garra, ambição que os atletas colocam em campo quando jogam para as competições internas, do que quando jogam para as competições europeias. Este ano foi sempre assim, ou quase... mesmo apesar dos erros que continuam a ser cometidos numa e noutras competições, mas o resto ninguém me tira da cabeça que a exposição a que estão sujeitos externamente e a partir de agora ainda mais vai ser, os faz correr mais, lutar mais, empenharem-se mais.

E por isso o jogo de ontem foi miserável. Último classificado da Liga, necessidade de vencer, jogo no Dragão, dados positivos não faltavam para uma boa exibição do Porto.

As mexidas necessárias foram feitas, o mais lógico aconteceu da parte de Luís Castro e aposta em Reyes continua bem patente. Não vou falar muito do jogo porque não há necessidade, tal foi a falta de qualidade apresentada pela equipa.

Luís Castro mexeu no meio-campo ao intervalo, tirou Josué e entrou Quintero, mais alegria a jogar, mas com pouca dinâmica de toda a equipa. Mais tarde foram lançados Kelvin e Licá, frente de ataque alargada e apenas nos últimos 20 minutos algum cerco à baliza de Matt Jones. Contra 10 desde o final da 1ª parte, só perto do final (80 minutos), conseguimos ganhar o jogo. E foi Quintero, que muito tentou mexer no jogo – nem sempre bem – a aproveitar uma 2ª bola na área após cruzamento de Licá desviado pelo GR adversário.

O jogo seguinte é sempre o mais importante e sempre aquele em que temos de dar tudo, seja em que circunstância for. Assim merece o símbolo que trazem no peito, e por muitos não está a ser respeitado. Por casualidade o próximo jogo será com o rival de sempre, Benfica a contar para a Taça. Com a postura deste jogo, nem contra 9 ganhamos ao rival. Será um Porto europeu ou um Porto interno?!?!?

Melhor em campo: Quintero



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

A vitória frente ao Belenenses foi curta (1-0) e obtida já nos minutos finais do jogo da 24.ª jornada da Liga portuguesa, mas para Luís Castro os três pontos eram o objectivo fundamental, “entre dois jogos com uma carga psicológica elevada”. Depois de ter eliminado o Nápoles da Liga Europa, na quinta-feira, o FC Porto defronta o Benfica na próxima quarta-feira, em desafio da primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal.

​“Foi um jogo com uma intensidade baixa e, em determinados momentos, com uma intensidade psicológica alta. Teve várias interrupções e isso instabilizou um pouco a equipa. Queríamos aumentar a velocidade e o jogo parava e tínhamos de a repor. Nunca houve uma sequência lógica, também por culpa própria”, admitiu o treinador, em conferência de imprensa, no Auditório José Maria Pedroto, no Estádio do Dragão.

Luís Castro frisou que a equipa “percebeu o que tinha de fazer na segunda parte” e arriscou “tudo”, colocando em campo vários jogadores de cariz ofensivo, vindos do banco. Para além do golo de Quintero, “mais ficaram por marcar”, fez notar o treinador, que acrescentou que o melhor treino para os atletas menos utilizados “é o jogo” e que, por isso, os seus índices estão a subir.

“As dinâmicas começam a sedimentar-se e a forma como jogarmos é entendível por todos e posta em prática a cada jogo. Os jogos têm um grau de dificuldade elevada e trazem desgaste psicológico, mas não podemos querer não ter desgaste e ser apurados nas competições em que estamos. A gestão é obrigatória, há sempre uma ou outra lesão ou castigo. Já tinha três jogadores castigados, um ou dois lesionados e não podia fazer gestão em cima da obrigatoriedade de fazer gestão. Não posso promover alterações profundas, tenho de dar o máximo conforto à equipa e as dinâmicas necessárias”, afirmou.

Recusando abordar o jogo com o Benfica, que adiantou ainda não ter começado a preparar por falta de tempo, o técnico reconheceu que há um “desgaste natural”, mas a função do treinador é “acelerar as dinâmicas de recuperação”. “Com dois jogos por semana, é natural que um ou outro jogador esteja mais sobrecarregado; à medida que se aproxima o fim da época, mas é bom estarmos em todas as frentes e não nos podemos queixar de termos jogos a mais. Estamos muito satisfeitos por continuar a disputar as provas em que estamos inseridos”, concluiu.



RESUMO DO JOGO

10 março, 2014

Luís "Clic" Castro

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FC Porto-Arouca, 4-1

Liga 2013/14, 22.ª jornada
09 de Março de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 27.507 espectadores


Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa).
Assistentes: Pedro Garcia e Hernâni Fernandes.
4º Árbitro: Humberto Teixeira.

FC PORTO: Helton, Danilo, Abdoulaye, Maicon, Mangala, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Quaresma, Jackson Martinez, Varela.
Substituições: Quintero por Carlos Eduardo (65m), Ghilas por Varela (78m), Licá por Quaresma (87m).
Não utilizados: Fabiano, Reyes, Josué, Ricardo.
Treinador: Luis Castro.

AROUCA: Cássio, Ivan Balliu, Diego Queiroz, Nuno Coelho, Tinoco, Bruno Amaro, Rui Sampaio, David Simão, André Claro, Ceballos, Cissé.
Substituições: Pintassilgo por Cissé (60m), Roberto por André Claro (60m), Hugo Monteiro por David Simão (83m).
Não utilizados: Rui Sacramento, Miguel Oliveira, Stephane, Soares.
Treinador: Pedro Emanuel.

Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Quaresma (11m, pen), Carlos Eduardo (23m), Rui Sampaio (29m), Quaresma (83m), Jackson Martínez (90+1m).
Cartões amarelos: Nuno Coelho (35m), Quaresma (81m), Mangala (84m).

Mais dia menos dia, seria inevitável a mudança de treinador ou seria um sacrifício até final da época para todas as partes envolvidas neste Clube. Para o bem de todos, a solução que já devia ter sido tomada há mais tempo, surgiu... não querendo com isto dizer que a culpa morre solteira em PF, longe disso. Aqueles que dão à sapatilha, muitas vezes pareciam jogar de pantufinhas, estando a léguas daquilo que podiam e deviam deixar em campo, longe dos registos a que nos habituaram, jogando contrariados, amuados, sem cabeça, cometendo erros incríveis, nunca antes vistos.

Ainda com tempo de minimizar estragos e dentro de 3 competições, aparece a solução que para mim faria mais sentido... Luís Castro transita da Equipa B para a Equipa A. Treinador da casa, muitos anos consecutivos no Clube, sabe o que é Ser Porto e era líder da II Liga. Não há milagres, ninguém lhe exige nada no imediato, apenas que consiga alterar algumas mentes turvas que pairam no Dragão e que transmita uma nova alma a esta equipa.

Na sua estreia, recepção ao Arouca, mudanças no 11, umas forçadas, outras por opção. No meio campo Fernando, Defour e Carlos Eduardo formavam o triângulo, invertendo claramente a sua disposição para o seu ADN natural (1+2). Se o seu antecessor viu o jogo de hoje, deverá estar a dar cabeçadas na parede para com a sua teimosia. A inversão do triângulo, permite desde logo chegar com mais gente perto da área, em zonas de perigo e hoje foi notória essa decisão, permite ter Jackson mais apoiado, chega-lhe mais bola, estamos mais pressionantes e em zonas mais subidas conseguimos em muitos momentos ter a bola e controlar o jogo. Este é o nosso registo, este é o modelo que acho mais benéfico e o modelo que nos tem dado tantas alegrias ano após ano.

Inteligente, LC ganhou os jogadores com esta alteração... com bola sentiram-se muito mais confortáveis, mesmo Fernando. Sem bola, a porca torceu o nariz algumas vezes e demos algum espaço ao Arouca, muito por culpa da zona de pressão não estar muito bem definida e a não ser feita da melhor forma. Não há milagres, para pressionar alto como antes, é necessário algum tempo para voltar a ser possível, senão os espaços aparecem.

Entramos determinados, com boa dinâmica e aos 11’ boa envolvência em jogo interior do Porto, a bola chega a Varela que na rotação dentro da área sofre penalty. Chamado a marcar, Quaresma não facilitou e fez o 1-0 para os Dragões. Passado pouco tempo, as 23 minutos, insistência do Porto no corredor esquerdo, ganhando uma 2ª bola numa zona mais adiantada, os dois médios interiores do Porto aparecem na área em zona de finalização e o belga amortece para um grande golo num remate em volley de Carlos Eduardo, para o 2-0. Este golo seria impensável no esquema anterior, pelo menos com estes 2 intérpretes.

Não fomos perfeitos, longe disso e até final da 1ª parte baixámos a intensidade de jogo e quem lucrou foi o Arouca. 1º reduziu num lance fortuito, ganhando um ressalto na cara de Hélton e depois conquistou alguns cantos e situações de contra-ataque perigosos para a nossa baliza. Pouco tempo passou e nova grande penalidade para os Dragões, desta feita desperdiçada por Quaresma.

Para a 2ª parte, esperava-se um conforto mais cedo no encontro, para evitar os dissabores vividos recentemente, até porque isso entraria na cabeça dos jogadores azuis e brancos. Foi difícil, o complicómetro ligou-se e por pouco não sofremos o empate em duas ocasiões. Boa equipa do Arouca, que não se limitou a defender e vinha bem preparada para explorar algumas fragilidades do Porto. Fomos lentos e não conseguimos aproveitar os espaços correctos para jogar.

O sossego chegou após as alterações de Luís Castro. Aos 65 minutos Quintero por Carlos Eduardo e aos 78’ Ghilas para substituir Varela. O jovem colombiano mostrou serviço, esteve muito bem a pegar no jogo, assumiu sem problemas o jogo ofensivo da equipa e serviu melhor que ninguém os colegas. Muito colectivo, tentou sempre que possível desequilibrar o jogo e o adversário, tendo sucesso em muitas ocasiões. Porque não jogava este Quintero?!?!?

A 7 minutos do final, ataque rápido pela esquerda, Ghilas cruza largo e Quaresma de primeira ao 2º poste, na passada, faz um grande golo para tranquilizar todos os adeptos azuis e brancos. A partir daqui só deu Porto e ainda houve tempo para Jackson fazer o 4-1 final com a colaboração de um defesa do Arouca. Ele que mereceu o golo, trabalhou que se fartou. Boa vitória, embora por números algo exagerados, no entanto foi bom para dar alguma confiança ao reino do Dragão.

Aproximamo-nos do Sporting, 2º classificado e com a visita lá no próximo fim-de-semana, investir tudo nesse jogo, porque garantir a Champions é muito importante. Antes disso jogo para a Liga Europa, com o Nápoles, no Dragão. Fora do Campeonato, é colocar as energias nesta competição, sabendo que vamos enfrentar um adversário forte.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

Na conferência de imprensa que se seguiu à vitória por 4-1 sobre o Arouca, no seu primeiro jogo no comando técnico do FC Porto, Luís Castro considerou que a exibição dos Dragões foi “agradável”. O técnico admitiu que houve “instabilidade” face ao golo do adversário, mas elogiou a forma como a equipa se reequilibrou e chegou a um resultado final folgado.

“Tivemos uma entrada muito forte. Chegámos ao 2-0 com relativa facilidade e depois houve o 2-1 e tivemos períodos de alguma instabilidade. Porém, depois fizemos o 3-1 e o 4-1 e quem ganha por três golos tem de fazer uma exibição agradável. Penso que foi isso que fizemos”, afirmou.

O treinador sentiu a equipa adaptada à estratégia de “4-3-3 com um único pivô”: “Nós, treinadores, passamos modelos e dinâmicas em que acreditamos, comportamentos ofensivos e defensivos, e foi isso que procurei transmitir no pouco tempo com os jogadores. Penso que eles se sentiram confortáveis, aceitaram as ideias de jogo de forma aberta e desempenharam as suas funções com bastante eficácia. Estou agradado com as dinâmicas que implementaram”.

A equipa foi “estabilizando” depois de ter sofrido o 2-1 e terminou em “bom plano”, segundo o técnico, que descartou perspectivar o desafio do próximo domingo no terreno do Sporting, visto que pelo meio ainda há a recepção ao Nápoles, para os oitavos-de-final da Liga Europa: “As contas fazem-se no fim, projectamos sempre o jogo seguinte e é isso que procuro transmitir aos jogadores. Só podemos jogar um jogo de cada vez e no fim fazem-se as contas”.

Luís Castro recusou ainda abordagens individuais ao encontro, não dando especial relevância ao facto de esta ter sido a sua estreia no banco, já que representa o clube há “oito anos”, no âmbito de uma “estrutura que dá muito apoio a quem nela trabalha”. “O Luís Castro espera desenvolver o seu trabalho diariamente com muita dedicação e determinação e espera que esse trabalho seja acompanhado muito de perto pelos adeptos, que são peça fundamental para o seu desenvolvimento”, concluiu.



RESUMO DO JOGO

24 fevereiro, 2014

Mais do mesmo e... fim de linha?!?!

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FC Porto-Estoril, 0-1

Liga 2013/14, 20.ª jornada
23 de Fevereiro de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 25.807


Árbitro: Vasco Santos (Porto).
Assistentes: Alexandre Freitas e Luís Cabral.
4º Árbitro: Manuel Mota.

FC PORTO: Helton, Danilo, Abdoulaye, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Herrera, Josué, Quaresma, Jackson Martínez, Varela.
Substituições: Carlos Eduardo por Josué (62m), Ghilas por Herrera (71m).
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Quintero, Licá, Ricardo.
Treinador: Paulo Fonseca.

ESTORIL: Vagner, Mano, Yohan Tavares, Rúben Fernandes, Tiago Gomes, Filipe Gonçalves, Diogo Amado, Babanco, Carlitos, Balboa, Evandro.
Substituições: Bruno Lopes por Babanco (65m), João Pedro Galvão por Evandro (81m), Evandro por Bruno Miguel (88m).
Não utilizados: Ricardo Ribeiro, Anderson, Gerso, Emídio Rafael.
Treinador: Marco Silva.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Evandro (78m, pen).
Cartões amarelos: Carlitos (51m), Balboa (68m), Evandro (72m), Filipe Gonçalves (74m), Carlos Eduardo (90m), Alex Sandro (90+1m).
Cartões vermelhos: Mangala (77m).

Não estou com espírito para escrever grande coisa sobre o jogo de hoje, pedindo desculpa, a quem nos lê, mas quem acompanha as minhas crónicas já sabe a minha opinião sobre o que este FC Porto faz (ou não faz).

Hoje estive no Dragão, num jogo de obrigação de vitória perante umas das melhores equipas do campeonato, o Estoril. Sabendo do valor do adversário, andámos 45 minutos a assobiar para o lado com os mesmos erros do costume. Lentidão nos processos, tecnicamente deficientes e tacticamente limitados.

Olhando para o global do jogo, nem foi das piores coisas que já se viu esta época... principalmente pelas melhorias na 2ª parte. Mas se o treinador conseguiu motivar e mudar o “chip” para os últimos 45’, também foi ele que deitou por terra as aspirações de vitória dos Dragões. As alterações, principalmente a entrada de Ghillas e saída de Herrera, desfizeram por completo o meio-campo portista, nunca mais se encontrando a partir deste momento.

Culpas repartidas, jogadores e treinador devem muito mais aos sócios e adeptos do que aquilo que têm dado. Discurso fraco, ridículo por vezes, atletas de costas voltadas com PF e este sem pulso para segurar o plantel. Os records ficam ligados a quem de direito e o registo vai ficar:
    • 1ª Derrota em 5 anos no Dragão;
    • Ao fim de 74 jogos em casa, não marcamos qualquer golo;
    • 4 Jogos em casa nas competições europeias, 0V 2E 2D;
    • Provável margem para a liderança de 7 pontos no final desta jornada;
    • Pior futebol e pior equipa desde Octávio Machado;
O fim da linha parece-me ter chegado para PF, se é a melhor altura para sair (caso suceda), não sei?!?! Quem tem de decidir, que decida em consciência e tranquilamente. O que for decidido, tenho a certeza que será o melhor para o FC Porto.



DECLARAÇÕES

PAULO FONSECA

O treinador do FC Porto considerou injusta a derrota diante do Estoril (0-1), no Estádio do Dragão, para a 20.ª jornada da Liga. Paulo Fonseca reconhece que a situação ficou mais difícil mas garante que os tricampeões nacionais vão lutar até ao fim.

​“Este jogo, seguindo o seu rumo normal, teria sido ganho pelo FC Porto. Não houve falta de entrega ou atitude por parte dos jogadores, mas o que fica para a história é o resultado. A realidade é que perdemos, o que deixou as coisas mais difíceis, mas não vamos baixar os braços”, afirmou Paulo Fonseca na conferência de imprensa após o jogo.



RESUMO DO JOGO

10 fevereiro, 2014

Lã de vidro fez mal ao Dragão

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FC Porto-Paços de Ferreira, 3-0

Liga 2013/14, 18.ª jornada
09 de Fevereiro de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 17.307


Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Assistentes: Alfredo Braga e Inácio Pereira
4º Árbitro: Luciano Maia

FC PORTO: Helton, Danilo, Abdoulaye, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Herrera, Josué, Quaresma, Jackson Martínez, Varela.
Substituições: Quintero por Josué (68m), Licá por Quaresma (78m), Ricardo por Varela (90m).
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Ghilas, Defour.
Treinador: Paulo Fonseca.

MARÍTIMO: Matias Degra, Jaílson, Flávio Boaventura, Tiago Valente, Hélder Lopes, André Leão, Rodrigo Antônio, Seri, Del Valle, Minhoca, Bebé.
Substituições: Sérgio Oliveira por Rodrigo Antônio (61m), Romeu por André Leão (65m), Fernando Neto por Minhoca (55m).
Não utilizados: António Filipe, Nuno Santos, Ricardo, Manuel José.
Treinador: Henrique Calisto.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Quaresma (43m pen), Jackson Martínez (88m), Ricardo (90+1').
Cartões amarelos: Jaílson (14m), Hélder Lopes (33m), Alex Sandro (63m), Seri (82m), Fernando (82m).

Cobertura a funcionar, bola no Dragão a rolar. Em dia de tempestade com nome de princesa, exibição a não coroar o que é Ser Porto!

“Quem tem telhados de vidro, não deve atirar pedras ao do vizinho”, já dizia o ditado, e com exibições constantes deste gabarito, mais vale estarmos quietos, pois mais dia, menos dia a queda vai ser ainda maior. Não há volta a dar, temos um futebol pobre demais, fraco demais...

Hoje com o penúltimo classificado, uma das piores equipas da Liga, a jogar em casa, passámos maus bocados, deixámos criar oportunidades de quase uma mão cheia, não controlámos sempre o jogo, enfim... torno-me repetitivo, jogo após jogo, crónica após crónica!

Ouvi uma frase de um comentador que assenta que nem uma luva no jogo de hoje... para quem apregoou que tinha receio que o Paços levasse o “autocarro” para o Dragão, foram os jogadores do Porto que nem do autocarro saíram! Sem tirar nem pôr!

Não é só falta de velocidade que o nosso jogo não tem; não tem imaginação, não tem criatividade, não tem inspiração, é atabalhoado, aos trambolhões. Depois de tudo isso, a gestão que continua a ser feita de não dar estabilidade ao 11 é impensável. Como posso pedir rotinas se todos os jogos altero 2/3 jogadores? Como posso querer motivação se, quando determinados atletas têm cumprido as suas tarefas, são postos na prateleira sem explicação aparente? E abro este parêntesis para falar de uma situação particular – a dupla de centrais escolhida por Paulo Fonseca para iniciar a época foi sem sombra de dúvidas Ota e Mangala. Otamendi rapidamente percebemos que não estava com a cabeça no Porto, completamente desconcentrado, erros atrás de erros até que Maicon passou a ser opção ao lado de Mangala. Mais estabilidade a partir deste momento, reabertura do mercado e com a saída de Otamendi, Abdoulaye foi repescado. Para espanto de todos, com Maicon disponível, aparece Abdoulaye a titular ao lado de Mangala. Mas porquê?

Para a história ficam golos de Quaresma de grande penalidade e já ao cair do pano Jackson e Ricardo dão injusta margem dilatada ao marcador fazendo o 3-0 final. Aguardamos pelo desfecho do derby para saber que dividendos tirar do mesmo.



DECLARAÇÕES

PAULO FONSECA

Ainda que o resultado final não o demonstre, o treinador do FC Porto sublinhou as dificuldades sentidas pelos tricampeões nacionais no triunfo sobre o Paços de Ferreira (3-0), em jogo da 18.ª jornada da Liga. Com esta vitória, os azuis e brancos assumem provisoriamente a segunda posição da tabela.

​“Foi uma vitória difícil, perante uma equipa bem organizada e que complicou a nossa tarefa, sobretudo na primeira parte. Fizemos uma grande circulação de bola, mas não conseguimos criar muitos espaços no último terço. Mesmo a perder, o Paços de Ferreira não arriscou. Quando o fez, tivemos mais espaço para jogar e criámos mais oportunidades de golo. Fizemos três golos, mas até poderíamos ter feito mais”, afirmou Paulo Fonseca.

Sem dúvidas quanto ao lance da grande penalidade que deu origem ao primeiro golo do FC Porto, o técnico dos Dragões considera que já antes Cosme Machado deixou passar em claro uma infracção na área pacense. Destacando a importância do regresso de Fernando, o treinador portista ficou satisfeito com a exibição de Abdoulaye, titular pela primeira vez esta temporada.

“A titularidade do Abdoulaye foi uma opção nossa e acreditamos muito no seu valor. Foi uma opção em função das características do jogo”, explicou Paulo Fonseca, satisfeito com a atitude dos jogadores: “Mostrámos personalidade, determinação e assumimos sempre o jogo, correndo até riscos desnecessários”.



RESUMO DO JOGO

06 fevereiro, 2014

Novamente ao Cair do Pano...

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FC Porto-Estoril, 2-1

Taça de Portugal 2013/2014, quartos-de-final
05 de Fevereiro de 2014
Estádio do Dragão, Porto
Assistência: 10.507 espectadores


Árbitro: Rui Costa (Porto).
Assistentes: Bruno Rodrigues e Miguel Aguilar.
4º Árbitro: Pedro Miguel Campos.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera, Carlos Eduardo, Quaresma, Jackson Martínez, Licá.
Substituições: Josué por Carlos Eduardo (21m), Varela por Licá (58m), Ghilas por Quaresma (83m).
Não utilizados: Helton, Maicon, Quintero, Mikel.
Treinador: Paulo Fonseca.

ESTORIL: Vagner, Mano, Yohan Tavares, Rúben Fernandes, Tiago Gomes, Gonçalo, Diogo Amado, Babanco, Balboa, Sebá, Carlitos.
Substituições: Emídio Rafael por Tiago Gomes (51m), Gerso por Balboa (64m), João Pedro Galvão por Babanco (89m).
Não utilizados: Ricardo Ribeiro, Bruno Miguel, Filipe Gonçalves, Ricardo Vaz.
Treinador: Marco Silva.

Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Babanco (27m), Quaresma (43m), Ghilas (87m).
Disciplina: Cartão amarelo para Mano (44m), Quaresma (64m), Yohan Tavares (77m), Herrera (79m), Jackson Martínez (90m).

Jogo de Taça no Dragão, com a visita de uma das boas equipas e bem orientadas da nossa Liga, o Estoril. Jogava-se o apuramento para as meias-finais e consequente encontro com o Benfica e seria imperial vencer, se possível com alguma qualidade de jogo, após derrota na Madeira.

Confesso que não consegui acompanhar os primeiros 30 minutos na emissão da Sporttv e apenas pelo rádio. Com a estreia de Reyes a titular no centro da defesa, entradas de Fabiano e Licá para os lugares de Hélton e Varela e Herrera para substituir Josué, foram as mexidas operadas por Paulo Fonseca relativamente ao seu último 11.

Esperava-se uma entrada arrojada e forte do Porto, por forma a contrariar os últimos jogos. No entanto quem entrou mais dominante e esclarecido foi a equipa de Marco Silva, que se colocou em vantagem à passagem do minuto 28’, num golo de Babanco precedido de falta sobre Reyes.

A partir deste momento o Porto, quase sempre através das iniciativas de Quaresma, tentou chegar ao golo do empate. Sem grandes soluções, viria a ser recompensado após boa combinação entre Herrera e Jackson (muito perdulário) com a bola a ir parar aos pés de Quaresma e este com alguma sorte empurra para o 1-1, faltando jogar 2 minutos no primeiro tempo.

Para a 2ª parte e com o golo do empate como factor motivacional, pedia-se e esperava-se outro empenho, velocidade, dinâmica, alegria em jogar e representar em Grande Clube. No entanto, voltou a ser o Estoril a entrar melhor no jogo e dominou nos primeiros 10’ da 2ª parte. Muitos erros de posicionamento não permitiam saídas do nosso meio-campo com qualidade e capacidade de incomodar a baliza de Vagner. A partir dos 60 minutos começou Herrera a querer pegar na batuta e transportou muito jogo ofensivo, com qualidade e quase sempre decisões acertadas. Apesar do domínio apenas por uma vez se pressentiu o golo, numa cabeçada de Jackson um pouco ao lado.

Quando já toda a gente previa tempo extra, surge o golo da vitória por Ghilas, entrado aos 82’ para o lugar de Quaresma. Desta vez PF acertou em cheio, no momento certo e quando passou a jogar em 4-4-2, fez mossa na defensiva contrária. Boa iniciativa de Alex Sandro no corredor esquerdo, bola cruzada rasteira e ao 2º poste o marroquino apurou o Porto para as meias-finais. Estava feito o principal objectivo, vencer e reanimar as tropas.

Não é suficiente! O Porto tem de ser muito mais que isto. Continuam os equívocos na nossa forma de jogar, muitas pontas soltas e já vamos a meio da temporada. Cada jogo, seja ele em casa ou fora, nesta altura é uma dor de cabeça para o sócio/adepto/simpatizante do Dragão. Não é, nem pode ser a nossa forma de estar. PF tem responsabilidades, não é o único culpado, é o alvo mais fácil, os jogadores têm o dever de dar muito mais que “apenas” isto.

Melhor em campo: Herrera.



DECLARAÇÕES

PAULO FONSECA

Elogiando a qualidade do adversário, que reconhece ter criado muitas dificuldades ao FC Porto, Paulo Fonseca realçou a determinação dos seus jogadores na reviravolta frente ao Estoril (2-1), nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Segue-se o Benfica nas meias-finais da competição, numa eliminatória disputada a duas mãos.

​“Fiquei satisfeito por termos vencido e pela exibição que fizemos, sobretudo na segunda parte. Defrontámos uma das melhores equipas portuguesas, que nos criou muitas dificuldades nos primeiros 45 minutos. Reagimos ao golo sofrido e fomos determinados na forma como demos a volta ao resultado”, declarou o técnico portista, satisfeito com a resposta dada pelos jogadores.

Reconhecendo “alguma intranquilidade” em virtude da derrota frente ao Marítimo, no sábado, Paulo Fonseca elogiou o equilíbrio emocional da equipa, mesmo em desvantagem. “Volto a sublinhar a determinação dos jogadores e a forma como se mantiveram emocionalmente equilibrados, assumindo o jogo e não se escondendo das suas tarefas e funções. Foi assim que conseguimos dar a volta ao resultado e vencer este jogo”, acrescentou o treinador do FC Porto.

Sobre a lesão de Carlos Eduardo, Paulo Fonseca considerou que “não deve ser preocupante” e admitiu que esta obrigou a algumas mudanças tácticas. “Fomos forçados a substituí-lo e tivemos de alterar algumas coisas, mas a equipa adaptou-se bem e soube responder às incidências do jogo”.

GHILAS

​No final da partida que garantiu a passagem às meias-finais da Taça de Portugal, Ghilas e Reyes deixaram as suas impressões do triunfo dos Dragões. E se, para o argelino, o foco esteve na alegria de ter conseguido um golo, para o mexicano fica na retina a semana ao serviço da selecção do seu país, do FC Porto B e, finalmente, da equipa principal. Ambos convergiram numa ideia: é preciso trabalhar para continuar a melhorar.
Tendo alcançado o seu primeiro golo ao serviço dos Dragões, Ghilas mostrou-se satisfeito: “A nível pessoal, confesso que estava a precisar de marcar e, para mim, foi muito importante fazê-lo. É o meu trabalho fazer golos e fui festejar com o Helton porque, durante a semana, nos treinos, ele transmite-me sempre ânimo. A equipa precisava de ganhar e fiquei muito contente por ter marcado”.

O internacional argelino não tem dúvidas do que pretende alcançar ao serviço do FC Porto: “Não vou parar por aqui, vou marcar mais golos e vou continuar a trabalhar com seriedade”, reforçou. Até porque o objectivo é sempre o mesmo: “Vamos fazer tudo para continuar a ganhar os nossos jogos e, claro, queremos vencer a Taça de Portugal”.

REYES

O mexicano Diego Reyes, que teve uma semana intensa, estava feliz pela titularidade: “Esta semana foi complicada, mas penso que a equipa jogou bem e estou muito contente com todo o trabalho que fizemos esta noite. Foi uma primeira parte difícil, contra uma equipa muito boa e que nos complicou muito a nossa missão. Felizmente, fizemos uma segunda parte muito boa e conseguimos dar a volta ao resultado. Vamos continuar a trabalhar com humildade para poder chegar a objectivos importantes”.

O internacional mexicano, de 21 anos, demonstrou estar já identificado com a maneira de pensar dos Dragões, quando questionado quanto ao encontro das meias-finais da Taça de Portugal, com o Benfica: “Primeiro há que pensar no jogo seguinte. A equipa está a trabalhar bem para chegar aos seus objectivos e temos de continuar assim. No meu caso pessoal, foi uma semana muito boa e tenho de continuar a trabalhar, pois tenho muito que aprender”.



RESUMO DO JOGO

26 janeiro, 2014

Caído do céu e aos trambolhões, mas não de Mota

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FC Porto-Maritimo, 3-2

Taça da Liga 2013/14, 3ª fase, 3ª jornada do grupo B
25 de Janeiro de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 20.109


Árbitro: Manuel Mota (Braga).
Assistentes: Paulo Vieira e José Gomes.
4º Árbitro: Inácio Pereira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Quaresma, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: Josué por Fernando (42m), Ghilas por Defour (59m), Quintero por Maicon (73m).
Não utilizados: Helton, Herrera, Kelvin, Otamendi.
Treinador: Paulo Fonseca.

MARITIMO: Welligton, João Diogo, Bauer, Igor Rossi, Rúben Ferreira, Marakis, Artur, Weeks, Danilo Dias, Fidélis e Nuno Rocha.
Substituições: João Luiz por Weeks (67m), Edivândio por Fidélis (76m), Rúben Brígido por Danilo Dias (89m).
Não utilizados: José Sá, Fábio Santos, Luís Olim, Amar.
Treinador: Pedro Martins.

Ao intervalo: 1-2.
Marcadores: Jackson Martínez (20min), João Diogo (21m), Artur (34m), Carlos Eduardo (86m), Josué (pen) (90m+6').
Cartões amarelos: Weeks (64m), Danilo (83m), Mangala (90m).
Cartões vermelhos: Igor Rossi (90m+4').

Em primeiro lugar, como portista fico contente pela vitória e pela passagem às meias-finais, porque apesar daquela lenga-lenga de que esta competição não interessa, portista quer ganhar até no berlinde e na carica!

Em segundo, este jogo foi mais uma vez o demonstrar o que é Ser Porto, o acreditar até ao fim, mesmo quando nada parece fazer acreditar que isso vá acontecer!

Em terceiro, e este ponto seria para falar do jogo, mas não há muito a dizer. Entrada razoável, muita precipitação pela pressa de marcar o maior número de golos possíveis, isto até aos 20 minutos, a partir daí mais do mesmo e o mesmo tem sido cada dia que passa, cada semana que passa, cada dia que passa, medíocre.

Não é esta vitória e passagem que podem alterar tudo o que se passou nos restantes 70 minutos que não relatei aqui, pois é preciso olhar para dentro, e melhorar muito, imenso, pois caso contrário foi só o adiar do inevitável…

Como portista acredito sempre a cada jogo que vamos sair com a vitória, mas se em outras épocas era um acreditar racional pela nossa superioridade, esta época tem sido um acreditar irracional, sem saber muito bem o porquê de acreditar, se não o ser Portista!

Melhor em campo: Josué, pela marcação do penalti que ditou a passagem.



DECLARAÇÕES

PAULO FONSECA

O técnico do FC Porto vincou a justiça do triunfo sobre o Marítimo (3-2) e sublinhou a determinação com que esta foi alcançada. O técnico dos tricampeões nacionais guardou ainda elogios para o apoio incansável que os mais de 20 mil adeptos presentes no Estádio do Dragão deram à equipa.

​“Foi uma vitória à Porto, com muita alma, garra e determinação. Trabalhámos muito e merecemos a estrelinha que tivemos. O Marítimo tem uma excelente equipa, muito forte no contra-ataque. Sofremos dois golos mas nunca deixámos de acreditar e arriscámos tudo, pelo que esta vitória é justíssima”, começou por dizer Paulo Fonseca após o triunfo que garantiu a passagem do FC Porto às meias-finais da Taça da Liga.

Destacando o “grande apoio” dos adeptos à equipa até ao último segundo, o treinador dos Dragões deixou também uma palavra aos que vaticinavam outro desfecho para este grupo: “Quando a comunicação social já festejava a qualificação do Sporting, nós mostrámos que estavam enganados”. As lamúrias de outros também não ficaram sem resposta: “Quando se fala do FC Porto, os outros têm sempre motivos para se queixar. Já estamos habituados”.

Paulo Fonseca explicou ainda a saída de Lucho González. “O FC Porto foi sensível ao pedido do jogador, que achou importante dar outro rumo à sua carreira”, esclareceu o técnico portista.



RESUMO DO JOGO

20 janeiro, 2014

Mais do mesmo… valeu pelos Golos

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FC Porto-Setúbal, 3-0

Liga 2013/14, 16.ª jornada
19 de Janeiro de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 24.209


Árbitro: Hugo Pacheco (Porto)
Assistentes: Cristóvão Moniz e Filipe Ramalho
4º Árbitro: Marco Cruz.

FC PORTO: Helton, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Lucho, Carlos Eduardo, Quaresma, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: Kelvin por Quaresma (66m), Josué por Lucho González (75m), Quintero por Carlos Eduardo (88m).
Não utilizados: Fabiano, Ghilas, Otamendi, Defour.
Treinador: Paulo Fonseca.

SETÚBAL: Kieszek, Pedro Queirós, Venâncio, Cohene, Nélson Pedroso, Dani, Tiago Terroso, Miguel Pedro, Bruninho, Cardozo e Pedro Tibaa.
Substituições: François por Cohene (26m), Rafael Martins por Bruninho (46m), João Mário por Cohene (66m).
Não utilizados: Servín, Diogo Rosado, Ney Santos, Zequinha.
Treinador: José Couceiro.

Ao intervalo: 2-0.
Marcadores: Jackson Martínez (11m), Varela (35m), Carlos Eduardo (87m).
Cartões amarelos: Nélson Pedroso (23m), Helton (26m), Miguel Pedro (52m), François (77m), Kieszek (80m).

Começando pela escolha do título, a exibição foi o costume, q.b. para adversários desta valia, um Setúbal mauzinho de mais no Dragão, valendo então os 3 grandes golos marcados (2 de inspiração individual e outro num bom envolvimento colectivo). Para a Liga, vindos de uma derrota merecida na Luz, com uma “chuvada” de golos a meio da semana para a Taça da Liga, hoje poderia ter sido reclamada nova goleada, não fosse mais uma vez um jogo lento, sem grande critério quase na totalidade do encontro... mais gritante nos últimos 45 minutos.

Boa entrada do Porto no jogo, procurando desde cedo chegar à vantagem. E conseguiu-o à passagem dos 11’ numa combinação pelo corredor esquerdo, óptimo cruzamento de Alex Sandro a solicitar Quaresma ao 2º poste, remate de 1ª desviado para os pés de Jackson e este último só teve de empurrar para o 1-0 na partida. Estava feito o mais difícil, pois a ansiedade após más exibições e sabendo de antemão os resultados dos rivais estávamos obrigados a vencer para nos mantermos perto da liderança. Após o golo mais 10 minutos com qualidade, boa posse de bola, tentando envolver muita gente no ataque com os principais dinamizadores do jogo ofensivo a serem Carlos Eduardo e Ricardo Quaresma que algumas vezes exagerou, mas conseguiu entusiasmar o público.

Após esse período o jogo do Porto voltou ao que tem sido mais regular esta época... jogo lento, com poucas ideias, a viver de individualidades que nem sempre funcionam e acima de tudo pachorrento, aborrecido. De registo na 1ª o 2-0 marcado por Varela. Recuperação de bola no círculo central, o internacional português aproveita a demasiada exposição do adversário, liberta-se de um adversário e à entrada da área dispara fortíssimo para fazer um grande golo, resultado com o qual se chegaria ao intervalo. Esperava-se mais e melhor para os últimos 45 minutos por vários motivos. Marcador estava tranquilizador, os últimos tempos não têm sido fáceis e uma goleada e demonstração de força do Dragão seria bem-vinda pelos adeptos. Incrivelmente a nada disso assistimos, muito pelo contrário. Digo que a 2ª parte foi ridícula, aborrecida, demasiado lenta para o mínimo exigível naquela casa e neste Clube.

As mexidas nada de novo trouxeram ao jogo, alguns safanões de Kelvin, uma melhor entrada de Josué que tentou por tudo o golo e no melhor período da equipa na 2ª parte, os últimos 10 minutos. Para o final o melhor golo do jogo, com Carlos Eduardo a brincar o público com um grande remate de 1ª após mau alívio da defensiva contrária para a entrada da área... 3-0 resultado final, o menos mau para hoje.

Enquanto andarmos a tentar fazer crer que com a equipa está tudo bem e que o “Mundo” é que está contra nós, dificilmente vamos melhorar e evoluir, até porque a consciência interna é a de fazer passar a tudo e todos que o problema não é nosso. Para sermos melhores e mais fortes devemos reconhecer os nossos erros, na altura certa, no momento certo... na minha opinião isso não aconteceu esta semana!

Vem aí a decisão da Taça da Liga no próximo fim-de-semana. Jogo no Dragão, é favor não desperdiçar a vantagem que já conseguimos.



DECLARAÇÕES

PAULO FONSECA

Para o treinador dos Dragões, o triunfo do FC Porto sobre o Vitória de Setúbal (3-0) não deixa margem para dúvidas e até poderia ter sido mais folgado. Paulo Fonseca destaca ainda a veia goleadora de uma equipa que está mais próxima daquilo que pretende.

“Marcar 19 golos e não sofrer nenhum demonstra uma grande consistência defensiva e poder ofensivo considerável. A nossa vitória neste jogo é clara e inequívoca, com grandes momentos de futebol. Estamos satisfeitos por ganhar, sobretudo por ganhar desta forma”, começou por afirmar o técnico portista, aludindo ao registo de 19 golos marcados e nenhum sofrido nos últimos cinco jogos no Estádio do Dragão.

Para Paulo Fonseca, os tricampeões entraram “determinados e pressionantes” e estiveram “constantemente perto da área adversária”, pelo que o triunfo azul e branco justificava “mais golos”. Após o 11.º triunfo no campeonato, Paulo Fonseca garante que o FC Porto é uma equipa em crescendo: “Trabalhamos todos os dias para nos tornarmos mais fortes. A equipa está a crescer e este é um FC Porto mais próximo daquilo que pretendo”.

“À medida que o campeonato se aproxima do fim, é cada vez mais importante não perder pontos. Para nós, é fundamental que isso aconteça, dado que não estamos no lugar que pretendemos”, acrescentou Paulo Fonseca, realçando ainda a qualidade existente no plantel que comanda: “É injusto assumir este ou aquele jogador como titular indiscutível. Todos os jogadores têm possibilidades de jogar e ajudar a equipa”.



RESUMO DO JOGO