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29 dezembro, 2013

29 dezembro, 2012

18 outubro, 2012

Casa ou Fora… Dragões de Um Azul Só!!!

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Lotação esgotada… A melhor forma de entrar a ganhar!?!?

Com o futebol cada vez mais equiparado a uma estrutura empresarial, onde os clubes de topo gerem milhões e somam parcelas a orçamentos avultados, muito por culpa das exorbitâncias que pagam, pela compra das melhores competências com a bola nos pés, era presumível que desafio após desafio, relvado atrás de relvado, o efeito fosse uma consecutiva soma de vitórias e a tabela classificativa fosse não mais que um somar de três em três.

O futebol há muito não se tem como matemática ou ciência exata, já todos se convenceram, quantos não debateram a lógica da vitória que bateu no poste e catapultou para momentos de glória, emblemas cujas cores nos eram totalmente desconhecidas.

Coletivamente o futebol conexo de inúmeras variáveis, quantifica cada vez mais as vantagens do fator casa, na avaliação correlativa entre os desempenhos intra e extra muros!

Por entre questões técnicas/táticas, que sempre há que levar em conta face ao adversário da contenda, salvo alteração pontual ao nível dos nomes que não da identidade do Dragão, este prelúdio de 9 jogos oficiais, mostra claramente um Azul a 2 tons.

Azul Forte… Imbatíveis em casa, competentes ao nível da finalização, assim como no que respeita ao manter inviolável o último reduto, expressivos, dinâmicos, em alguns momentos avassaladores e com muitas das nossas mais-valias a emanar qualidade por tudo o que é poro, traduzindo trajetória positiva feita de entendimento entre a conceção natural do crescimento dos mais novos e a noção pelo saudável ciclo de ganhar.

Azul Fosco, mate, pálido no que ao conceito de resiliência este Dragão se teria de promover e/ou revestir, quando vai à jogo além pontes do Douro.

Nunca percebi em mim e nas minhas conceções, qual a melhor forma de construir uma equipa, contudo sei que sobre qualquer relvado ou outra perene ideia, esta deve ter como trave mestra o bom futebol e uma coluna condutora de identidade.

A cada 90 minutos no Dragão, vejo um 11 que provém qualidade, modelar face as exigências, estrangulador de espaços táticos onde o adversário possa crescer, banalizando linhas de construção, coartando qualidade alguns bons nomes do futebol atual.

Após o PSG na Champions, e uns bons 20 minutos frentes aos Viscondes, instalou-se em mim como que um efeito de Halo, onde a qualidade e personalidade deste Porto de VP, me atira para impressões que uma vez capazes de jogar e demonstrar tais competências, teremos outras performances similares ou superiores.

A receção aos Vitorianos de Guimarães, tinha sido causadora dessa mesma 1ª impressão, super valorizando características e traços de jogo, cujo inócuo contendor Beira-Mar, apenas ajudou a dourar o caminho face à possibilidade de adversidades e outras complexidades, com que nenhum destes adversários nos confrontou.

Visão ampla, uma linha defensiva nova nos envolvimentos pelas laterais, ponto conexo da certeza que construir bom futebol também parte por pensar de trás para a frente. Cerne tático de um qualquer 11, o meio campo, pensa e determina coordenadas, constrói jogo mesmo de posições mais recuadas, idealiza posse, temporiza e mede os princípios de jogo, solidifica a equipa num todo, ligando setores, imaginando ruturas por entre as ultimas linhas, relacionando espaços interiores com largura nas faixas, em que Jackson Martinez é um 9 que cada vez mais se move em função da equipa.

Intra muros este Azul carregado de intenções no pressing alto, logo a partir da 1ª fase de construção rival, onde o sair a jogar curto, os expõe a riscos sempre que não feito com velocidade de processos, obrigando-se ao descaraterizar da transição em apoio, por troca com o passe longo, jogando apenas com sentido de profundidade e ou erro alheio, obrigando-se a outras especificidades e interpretes nessa forma de jogar.

Pode jogar-se melhor ou pior, o que não compreendo é como posso passar do efeito Halo ao seu prejuízo contrário, o efeito Horn, tendo como tenho este FC Porto como pano de fundo.

Cada jogo fora de portas é antítese das competências e adjetivos alcandorados a exibição caseira anterior, parece mais um meio jogar, limiar de sucesso, por força de ideias de controlo de jogo, reforçando ações de cobertura defensiva, baixando bloco como princípio de equilíbrio em detrimento do que são ideias de profundidade e pressão, obrigando a maior esforço tático e físico, a que se interliga o desgaste emocional do que é ver os azuis e brancos combaterem a ideia que é não ter bola e serem geridos pelos ritmos de terem de a recuperar.

Nem sempre se fazem bons jogos, mas custa-me mais perceber tanta diferença entre jogar fora ou em casa no que respeita as intenções e ideias que se levam para esses mesmos jogos.

Nas palavras ficam as intenções, na falta de ações ficam os empates e a perda de pontos, resultado não, do controlar do jogo, mas da ideia mais que provada e refutada de que é possível controlar um resultado.

Percebo que jogar no Dragão, é um estímulo que transforma o jogo da equipa, sumptuosidade emocional, instinto voraz e inato da qualidade de quem traja as nossas vestes… honra lhes seja feita, são e somos muitos os que os acompanham onde quer que vão e como tal não é pedir muito que quando entrem em campo, seja em casa ou fora, sempre que nas bancadas estiver um de nós… Ganhar é o mínimo, porque somos Dragões de Um Azul Só!!!!

24 setembro, 2012

Ser Feliz... O Imprevisto é Chorar!!!

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A cada 90 minutos sobre um qualquer relvado, cada resultado final tem múltiplas explicações, algumas são tão unívocas e universais que determinam conclusões apressadas, subvertendo a imprevisibilidade do Futebol.

Cada vez mais um treinador lidera ideias, procura em cada unidade de treino a busca pelo previsível, aspirando nessa capacidade de prever, o domínio tático, condicionando jogadores na diversidade de ações em função do esquema. É cada vez mais corriqueiro ouvirmos como fatores determinantes de uma vitória ou analise à derrota, que a equipa estava desequilibrada aquando do momento de transição ataque/defesa, que determinado jogador hipotecou a forma como a equipa reagiu a perda da bola em zona sensível e/ou ainda que esteve na intensidade, agressividade e na dinâmica a explicação para terem entrado mal no jogo ou se ter perdido o controlo do adversário.

No Dragão, mesmo que VP seja um treinador com dificuldade em correlacionar a ideia tática com alavancar emocional, este Fc Porto tem em cada onze inúmeras formas de explicar como se ganha um jogo, pois a diversidade/oferta sustenta com autodeterminação o DNA Azul e branco bem como a máxima… A Vencer desde 1893!

Há muito que este Dragão bebe de bases táticas enraizadas e do manter de uma identidade, 4x3x3 é modelo preferencial e não é de agora que não existe plano B.

Vastas vezes impenetrável no estilo, por muito que outros “taberneiros” e arautos da verdade desportiva se refugiem em tuneis e outras obscuridades para trazer luz explicativa aos nossos sucessos, existe uma matriz de bom futebol elucidativa e vindoura, mas que exceção feita as épocas em que “especiais” profissionais (Mourinho, Villas-Boas), ousaram saltar a linha de evolução competência/sucesso, transcendendo brusca, explosivamente a sua indomável filosofia de sobreporem ou serem mais que o clube, que não vemos um futebol que cative de sobremaneira o “Tribunal das Antas”.

Ser Portista tem elevado a bitola do gostar de sensações fortes, com o maior fator de imprevisibilidade e desequilíbrio no futebol portista, encaixotado tipo matrioska, rumo a todo Gaz à Perestroika do futebol Russo, cabe ao arquiteto VP a nova visão tático/técnica de reconstrução, tendo para mim a duvida maior no binómio, será a equipa a dar e a colmatar a ausência do incrível ou será que alguém se emancipa e se auto pressiona como substituto natural de Hulk.

Ciência a parte que isto de o Futebol ser exato, tem muito que se escreva, deixo neste pós Hulk algumas reflexões que parecem ser cerne do futebol do Dragão.

Somos muito mais equipa tanto quanto conseguirmos defender de forma assertiva, formos equilibrados no momento de transição defensiva e melhor nos prepararmos para o momento e local da perda da bola e aqui vamos vendo a espaços a tentativa de upgrade no que respeita ao conceito pressão e posse.

Já vi o Porto utilizar as duas formas de luta pelo manter inviolável da sua baliza, confesso que prefiro ver intensidade de pressão que ver aquelas camisolas sagradas aglutinarem-se sobre uma linha mais recuada e/ou bloco baixo como competência maior para fechar espaços ao adversário.

Sem Hulk, poucos são os residentes capazes de tornar vertiginosa a mudança de velocidade, meter celeridade nos processos é diferente de aumentar a distância entre as linhas por força da agilidade velocista de um outro ala/flanqueador de jogo.

Centro de ação e posição aculturada é o nº10… James parece querer alcandorar-se ao brilho da colocação, mas a imaturidade devora-o quando confrontado pelos deveres táticos, perdendo-se quando é chamado a dar largura, abrindo o livro quando abandona a linha e nos espaços interiores cria soluções no labirinto que é o corredor central.

Num só toque “el bandido” pode expressar tecnicamente aquilo que muitos só correndo metros conseguem fazer. Aceleração/rutura versus condução/correria, vive nesta casa tática o menino que ainda não pega na batuta como organizador, mas que tem passe que imagina e pensa jogo em espontaneidade e visão coletiva.

Construção curta, equilíbrio tático, trabalhar, ter paciência e pensar… Jackson o 9 que quer trabalhar para a equipa mas que sente a necessidade que também esta o ajude, é certo que tecnicamente a receção de bola ainda não capitaliza fio condutor, influenciando a posse, tornando o 4x3x3 de maior previsibilidade e lentidão.

Com Fernando a rotina é um peso fiável, jogando só como pivô defensivo é enorme como farol, pendulo e bussola, referência do equilíbrio defensivo mas que graça em passes errados e perdas de bola pois há muito que se vê imiscuído na construção, que se obriga a ser apoio para sair a jogar mesmo que se vejam os centrais abrir sobre as alas como outra forma de sair a jogar quanto mais não seja através das diagonais de passe longo para as faixas.

Os laterais aparecem de forma responsável mas com responsabilidades diferentes, pela direita sobem em apoio, pelo lado contrario condução, desequilíbrio e explosão, emergindo Alex Sandro como lateral moderno que reinventa a capacidade de chegar à baliza.

Não creio, que equipa alguma se construa sob a única e exclusiva ideia de dependência a um nome, muito menos se ache capaz de a sua força ofensiva seja suficiente para dominar o adversário, equacionando nesse temor uma visão redutora do condicionalismo ao rival.

Hulk, pode até deixar sensação de vazio, Hulk era uma superioridade moral no futebol de ataque e sem este estratosférico atleta, o futuro próximo passará ainda por viver o dúbio conflito de como seria com Hulk, nas antevisões e no jogo imaginado não haverá espaço para o mesmo, no presente dos 90 minutos apoiaremos aqueles que estão e escolheram ficar, no pós 3 pontos ou na falta deles façam-me um favor, não vale a pena conspirar destinos negros de raiz, nem muito menos há nos astros um dom que nos confira o Tri… Parem de chorar, não deixem de sorrir, porque aqui Somos Porto e sabemos o que é ser Feliz!!!!

23 agosto, 2012

Minuto Zero… Por Onde Começar?!?!

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Continuidade e circunstâncias... Olhar o Dragão e o seu actual futebol apenas pelo ângulo de VP, é sobretudo particularizar pormaiores, o que apesar de tudo, me obriga e atira para opiniões que não colhem junto de apaniguados consócios simpatia, mas que se mostram a longo prazo uma ideologia desportiva de argumentação vasta capaz de atacar o cerne dos problemas, como forma de inverter o rendimento desportivo.

90 Minutos depois, resumo este FC Porto a um espartilho de ideias, perdão, 180 Minutos... Porque apesar de entrar na época a ganhar o troféu em Aveiro por tradição, é me impossível dissociar exibições e/ou distinguir evolução, e discorrer na troca de unidades, resolução capaz de mudar o fio condutor ao cinzentismo explanado aquando da Supertaça.

VP, ignora noções de colectivismo, concessões de equipa, obrigando o DNA idiossincrásico do Dragões às limitações do individualismo e à crença de que basta a bola rolar, e mais minuto menos minuto o talento e a arte dos mais capazes vão fazê-la entrar!?!?

O Mundo Futebol caminha paralelo ao Mundo Real e como tal, mesmo que ambos se apresentem redondos, nenhum é simples ou perfeito, e individualidade alguma crescerá acima do conceito táctico colectivo, por muito que tantas vezes façam sozinhos aquilo que mais ninguém faz, pois essa não é a realidade global.

Por isso em Barcelos, ao saber do Onze, em mim já orbitava uma ideia, ao minuto zero VP achava que só com Hulk se atreveria a ganhar, sem o Incrível, o Treinador Campeão não sabia por onde deveria o futebol do Dragão começar!

Na cidade dos Moliceiros, os azuis e brancos já haviam denotado uma exasperante falta de intensidade, ideias e dinâmica ao nível da posse de bola, algo a que a continuidade de Fernando como primeiro vértice de construção não será alheia.

Incapazes de criar desequilíbrios a partir da linha média, o que dizer da total falta de química entre o tridente ofensivo, inábeis na capacidade de dar largura ao jogo, inconsequentes perante a necessidade de jogar como apoio quer em movimentos fora dos centrais, quer em movimentos interiores, capazes de soltar ou convidar as sobreposições dos laterais pelos flancos.

Pode parecer contra sensual, direccionar critica à justiça pela escolha e formulação do onze e depois, continuar a rasgar VP pela inoperância do futebol explanado dentro das 4 linhas. De facto só o consigo fazer porque segundo a análise condutora deste processo de continuidade, apenas consigo determinar este semi insucesso pela circunstância de que se não estamos pior, melhor é que não estamos, salvo a verdade de defensivamente ter-mos de certo modo erradicado grande parte dos erros infantis que enfermavam e apunham certos nomes quando chamados a titularidade.

No passado a linha do sucesso revitalizou-se quando a reviravolta se deu ao nível do psicológico e VP agarrou o grupo, quando abriu mão da unicidade e percebeu que inovação alguma tinha emprestado ao sentido táctico deste grupo e com isso se inteirou das suas limitações, que não ao nível de como lê o jogo, mas sim como líder básico que quase comprometia o título.

Naïf, é forma que melhor caracteriza este arranque, mesmo num exercício linear e de raciocínio agarrado ao passado, o 4x3x3 tradicional emanando traços tácticos conservadores, onde Kleber foi a pedrada num charco seco, face ao que se pedia como capaz de romper com o tradicional.

Ideias dogmáticas de posse, peremptório quando nas transições rápidas é como se encontra mais próximo do desequilíbrio e como tal do golo. Indefinido porque mesmo que Lucho estabilize e compacte a organização, existe um limbo na coexistência estratégica do querer pressionar alto e o reconhecer segurança quando recua as linhas e a sensibilidade táctica do triângulo do meio campo consegue interpretar transição/compensação, através de movimentos contrários, onde nem Lucho se encosta ao ponta de lança, nem Moutinho se resguarda como muleta de Fernando, tornando-se assim o motor das transições, diminuindo a distancia para a 2ª linha intermédia.

Enquanto não encerra o Mercado pairam no Dragão os espectros de transferências frustradas, jogadores pouco comprometidos com as envolvências do jogo ou ate com o próprio clube.

Até 31 de Agosto, por muito que VP seja um alvo em que me apetece bater, não só por ser um alvo fácil, não deixo de sentir esta dezena de dias como a maior ameaça táctica ao crescimento natural desta equipa.

Uma vez mais VP teria de aparecer com alma/voz maior de um colectivo, trabalhando-o acima de qualquer individualidade, sustentando no seu saber do jogo, sistemas e soluções alternativas a um possível contexto de perda abrupta de matéria-prima.

Conceptualizar variantes ao sistema é trabalho de campo, apostar tudo na continuidade sem olhar as circunstâncias da dificuldades que é ter de reconstruir, é hipotecar o colectivo, minar o pilar “espinha dorsal”, como motor do sucesso em face unicamente de quem desequilibra por si só.

As amarguras de início de Liga só não são mais nefastas porque a jornada alinhou pelo sortilégio dos empates, somando aos rivais falsas partidas, o que não deve contudo ser razão suficiente em mim para diluir o quão naïf foi o arranque para as cores Azuis.

Enquanto o saber prático do Dragão não transbordar o fogo próprio de quem só na vitória se realiza, de pouco servirá um Treinador que se credibilizou num título, mas que em teoria continua refém da bipolaridade automação táctica/autoridade e perfil de liderança.

Passados os primeiros 90 minutos em Barcelos... Rapidamente começo a pensar no minuto zero da 2ª jornada.

Quando o Guimarães subir ao nosso relvado, com que futebol Rui Vitória se preocupará... Com o que sai dos pés dos virtuosos autónomos à quem o mercado não esquece ou com o que nasce do colectivo???

26 julho, 2012

Bola(s)... Já Podia Rolar!

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Por estes dias é sempre assim... Ser Dragão é um estilo de vida, cujo trimestre coincidente com o desfecho de estação primaveril e o inicio da época veraneante, mais não exponencia em mim, que o habitual desconforto de quem se sente incapaz de adulterar o curso cronológico da silly-season, circunstanciando de forma mais exaustiva a sintomatologia de ressaque e/ou distúrbio compulsivo face a ausência de Futebol.

Sim estivemos no Euro, sim há quem nos represente e leve o FC Porto até as Olimpíadas em Londres, sim e Futebol??? Sim falo daquele rolar da bola, que segue rituais, manias, junta classes assimétricas tanto ao nível da carteira como ao nível das idiossincrasias, mas que segrega em nós uma diversidade compulsiva pelo que melhor se faz no Dragão... Ganhar, Vencer, Conquistar!

Percebo facilmente, que uma orgânica de matriz vencedora, que comuta sinergias de eficiência e competitividade carece sempre de um período de reflexão, critério e análise, sistematizando de forma contextual o protótipo de planificação orientada, onde cada pré-temporada se encarrega de fazer o corte com o passado, quer seja por força do mercado ou outras conceções verticais ao nível do sucesso dentro da própria equipa técnica.

Concebo por inerência própria do know-how processual desportivo, que esta etapa de crescimento dentro do macro ciclo que é 2012/13, é o pilar mestre do sucesso, tão somente por axiomas, como compreensão das limitações e busca pela solução especifica, serem elementos interdependentes de um algoritmo de sucesso, que autorizam apenas a possibilidade de up-grades e nunca o reset como resolução.

Ainda é cedo para que inaugure á cabeça o debitar e solidificar de opinião sobre a nova versão do Dragão, até porque o Bicampeão aparece ainda muito disfarçado e retocado por valores cujo seu valor é um enorme enigma, porque ninguém esquece o titubeante que foi o pulso do homem que maneja o leme da nau Azul e branca.

Vítor Pereira é uma parafernália de percepções cognitivas acerca do jogo sobretudo ao nível da concessão táctica, conceito estratégico e inteligibilidade ao nível do treino, mas mesmo alcandorado à máxima, “Quem Treina o Porto, habilita-se a ser Campeão”, nem sempre a lógica é tão direta, e é preciso acreditar que uma época, seja suficiente para transformar os dilemas emocionais, tornando-o mais capaz de moldar a complexidade que o tolhe nas decisões, deixando-o preso a incerteza entre o crescer contrariando as adversidades/fragilidades ou nutrir o ADN do Dragão potenciando forças como principio base de crescimento e construção.

Para além das questões teóricas da pré-epoca, na prática o que de melhor esta fase embrionária do futebol traz é que essencialmente cada “amigável” é uma nova oportunidade para aprender e compreender não só os conceitos táticos, mas lidar com a sensação do que pode significar perder e o alterar dos estados de confiança e medos próprios.

A pré-temporada é o período onde nada se ganha mas tudo se conquista e talvez por isso repudie o futebol que se vê por esta altura, mormente quando o plantel e o Dragão estão demasiados expostos ao mercado degolador das nossas maiores figuras e talentos a troco vastas vezes de um necessário equilíbrio dos cofres e restabelecer de créditos bancários.

São receios desequilibradores que deixam a equação para o TRI com demasiadas variáveis e fatores X, face aquilo que é já uma imagem de futebol capaz, feito de posse que privilegia o coletivo, mas que segundo VP se quer escudado numa componente de índole física fulgente, capaz de conferir competência as vertentes agressividade e velocidade de processos quer na cinética ofensiva quer aos processos defensivos.

Se não houvesse mercado, e mormente os diversos estádios de preparação e ausência de parte dos jogadores diria que está garantido um processo de continuidade na ideia de pressão alta e na forma rendilhada como se trabalha para garantir o melhor caminho até as redes adversárias, é um modo de vida uma base genética bem justa posta ao 4x3x3, mas ao qual o Amanhã pode guilhotinar em pedaços aquele que se julga um Onze capaz e rotinado.

Para já fico na observância de não termos laterais de raíz e para colmatar tal défice as adaptações serem o recurso (Djalma/Sereno/Mangala), subindo no relvado a casa tactica 6 e que tanta celeuma despertou como fio condutor das saídas em transição defesa/ataque, continuam entregues ao “polvo” como fiel depositário da titularidade, lembrando o emagrecimento na zona nevrálgica o mercado só ameaça piorar a qualidade do sector se Moutinho/Fernando levarem rumo a outras paragens.

Jackson é o novo 9, ser ou não ser quem vai fazer golos, fica a questão, por agora, a hora de jogo em que se mostrou deixou perceber capacidade para vir fora dos centrais segurar, tabelar com os médios e envergadura para discutir pelo ar as bolas que o excesso de flanqueadores podem trazer a largura de jogo dos Dragões. Hulk continuará a ser o agitador de mercados, Iturbe, Atsu e poucos mais, as renovadas esperanças de antevermos brotar crescente talento pelas mãos de VP.

Enquanto procuramos argumentos, elementos factuais de melhor e/ou mais capaz competência para com o genoma e hegemónico destino desde 1893, é de elementar clarividência ressalvar que mesmo que o esboço seja ainda rudimentar, existe um objetivo primordial, a manutenção do ceptro luso, o TRI como ambição, sem claro tirar o enfoque a nova aventura europeia, angustia de tão amargo sabor na pretérita temporada, cujo os nossos pergaminhos defraudou.

O que o destino nos reserva já todos sabemos... oficialmente que role a bola, que estou cansado de a fazer bulir mentalmente para mais uma Temporada de Sonhos…

03 maio, 2012

Campeões...(O)Caso, (A)Típico!!!

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Bicampeões... Podia ser ocasional, mas não, é um estilo de Vida!

Em casa, fora, intramuros ou além-fronteiras, este Dragão há muito se conhece como ADN de idiossincrasias maduras, convictas, intuitivas da força que reside na estrutura de um colectivo, mas acima de tudo, nas bancadas por esse País fora.

Apenas 2 meses mediaram o passo decisivo e a consagração. Consumada a revalidação do título que, verdade seja dita, elogio lhes seja feito, apenas os seus apaniguados simpatizantes, sócios e adeptos acreditaram desde o 1º pontapé na bola.

Nunca o chavão do futebolês, “o campeonato é um caminho de regularidade”, e na equação final, o que determina o campeão é o maior número de pontos somado, fez tanto sentido.

Nunca como hoje, elogiar a filosofia que se vive nos “Super Dragões”, “Ultras”, “Colectivo” e demais apaixonados pela causa Azul e branca, se revelou tão decisiva como esta época. Na vida como no futebol, muitos dos movimentos são traduzidos pelo binómio acção/reacção, difícil é muitas vezes perceber qual deles se torna mais influente e determina factor de sucesso no objectivo final.

O Ocaso futebolístico do Dragão, traduz um caminho titubeante, irregular sobre os relvados, com exibições frente a emblemas de menor expressão a roçaram a vergonha da competência e que só não amplificaram outras distâncias na tabela classificativa, fruto de um rácio de aproveitamento altamente profícuo nos embates frente aos seus rivais pelo ceptro Luso.

Atípico o limbo em que Vítor Pereira se viu emaranhado, umas vezes por culpa própria, em outras, arrastado pelo egocentrismo daqueles que dirigia. Lugar comum no futebol ver-se o treinador como espaço ingrato, pois a critica vive paredes meias com o elogio, mas onde o desígnio final será sempre o de resultados imediatos.

VP será, por força do resultado final uma das figuras da Liga, envolto por dúvidas internas, rodeado por críticas externas, circundado pelos fantasmas de um sucesso passado mas vindouro. A sua afirmação de personalidade abanou com os cenários tácticos, a incredulidade de algumas opções posicionais, iam conferindo ao todo chamado de “estofo de campeão” uma nuvem cinzenta técnico/táctica, onde tudo emoldurado dava um Dragão em sub-rendimento jornada após jornada.

O plano de ajustamento aquando do mercado de Inverno, foi antídoto e clique, a faceta futebolística de Lucho, subindo e assumindo a posse de bola em zonas mais adiantadas, comendo espaços e bola, tornando o colectivo mais forte em pressão alta nas recuperações, tomou conta do novo comportamento táctico/mental, circunstanciando nova vida ao treinador agora campeão Nacional.

Indubitavelmente, imperou o pragmatismo neste Dragão de VP. Arrisca pela confiança nos seus em detrimento do que era aposta num futebol cativante e romântico, mas abstracto no que concerne as exibições.

O desvio em relação ao anteriormente previsto mais a Sul era contundente, os sinais ameaçavam evidenciar que de pouco valem os elogios feitos, alguém apareceria a terreiro, pois a receita de contenção arbitral não havia resultado e as previsões eram de crise.

Caso Típico, assumindo todas as responsabilidades, a Troika Azul e Branca na pessoa do seu presidente, limita-se a cumprir o seu PEC, emagrecendo o plantel, mas também empobrecendo possíveis focos de mais e maior desestabilização. Não terá sido uma total sangria, mas a austeridade das medidas conferiam aos presentes um aumento substancial nos custos do trabalho próprio em torno da causa e objectivo final.

Numa época em que todos, excepção feita a Helton, e talvez Maicon, se exibiram abaixo das suas competências desportivas, talvez ate por força da confiança que VP foi roubando com a sua falta de “voz” forte de líder, convivendo mal com os maus humores e prestações ridículas, nunca conseguindo puxar para o colectivo o melhor das principais unidades deste plantel.

A reacção ao que foi a ideia mais original de um Dragão subsequente e de continuidade a Villas-Boas, onde a perda de Falcao, e o aparente cansaço de ganhar por parte de muitos, não explica o deplorável rendimento colectivo em muitos jogos e competições, deixou-nos a míngua na luta pelo BI-Campeonato.

A herança foi demasiado pesada, a imagem demasiado redutora, há jogadores que crescem com a equipa, há jogadores que fazem crescer uma equipa e há treinadores que colocam o seu nome no crescimento de um curriculum se souberem perceber, que no Dragão existe um núcleo duro carregado de hábitos de ganhar, onde se acredita e onde sonhar, mais não é que ter ambição e vontade de lutar, vencendo obstáculos e desafios fazendo de nós fervorosos adeptos ansiosos por gritar...

SOMOS PORTO!…Como máxima e lema maior, segredo das vitórias às vezes mais improváveis. Também por isto, um Sub-Porto em ocaso atípico de futebol, continue a ser um caso típico de sucesso cujo destino é Vencer desde 1893...

08 março, 2012

Para o infinito... e mais além!!!

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Março, afigura-se mês de correcção, ajustamento às derrapagens futebolísticas de um Dragão torpe e ímpio de processos que por muita reflexão que me mereça, não passa por ser mais que uma cogitação individual, onde os porquês e reais motivações para determinadas exibições, são em mim, duvidas entre interesses próprios/pessoais de uns e a visão colectiva de uns tantos outros.

Não sei se o País parou à hora do Clássico, desconfio que muitos especularam sobre o porquê de as equipas trazerem expresso em forma publicitaria o desfecho da contenda, nas suas vestes habituais.

PT 4G… a liga tuga não prima por ser vertiginosa, nem em competitividade, muito menos em grandes emoções, como tal, o logo publicitário mais não era que um feitiço bruxico que haverá de traduzir a verdade da tabela classificativa para memória futura.

Supus que a tentativa era propalar a ideia de que em Portugal há 4 Grandes, algo que Sá Pinto logo tratou de desmistificar colocando os Leões ao nível das lutas pela despromoção.

Percebi que afinal era visão, perspectiva futura, conceito matemático de pontos infinitos, onde os 3 pontos derivam da vitória e o infinito, é tudo aquilo que o FC Porto nos tem habituado, inumerável em títulos, cuja intuição nos percebe como emblema maior.

Há muito que o futebol em Portugal se inverteu perante pólos de um domínio centralista, cada época molda o género textual e por muito que a propaganda se consuma em volta de audiência sectarista, ou se aumente a largura de banda, a linguagem não-verbal explana sobre o relvado, aquela que é a verdade dos factos… somos lideres!

Anuncia-se futebol veloz e fantástico que ganha asas a cada voo picado, publicidade enganosa diria, tal a velocidade com que os G’s os fazem despenhar-se a cada embate frente ao granítico Dragão, cimentado por infinitas projecções de sucesso, reinventando em faces capazes de doutrinar a expressão “Somos Porto”.

A Norte, as idiossincrasias são profundas, a força das estruturas fazem de cada 11 um colectivo táctico capaz de “comer” o Mundo e qual outdoor ou banner de crença em Azul, aqui o limite tende sempre para o infinito, mesmo que o encarte habitual dos mídias se faça de discriminação e/ou tratamento diferenciado, sejam ou não evidentes as matérias de facto.

Mobilidade criativa é tudo o que a mente pede às dinâmicas de pensamento, respirando para lá de convicções individualistas. E com um terço de Liga pela frente, VP variou graficamente a sua imagem colectiva, persuadindo os interlocutores a aderir à ideia imperativa de ganhar.

Depois de 6ª feira, ficará no imaginário de cada um, a comunhão entre o imperturbável e o impassível, um Dragão capaz de se libertar de fantasmas e se alocar ao mais comum ADN que lhe provem das bases e não das realidades ou imagens metafóricas que muitos tentam vender-nos.

O Relógio tic-tac, às 20h15 em movimento… o presente imobilizava-se perante um futuro que sempre avança inexplorado, mas que ganha dimensão cada vez que o Dragão entra em campo.

Clássicos vão e vem, os nossos jogadores são infinitos! Muitos ganham a eternidade nas nossas memórias quando se esfumam os 90 minutos.

Os Azuis e brancos mesclam fronteiras emocionais com desenhos tácticos que experimentam o adepto em variáveis recursos de paciência e/ou diatribes sonoras.

Lucho é o padrão mor da casa táctica que equilibra o centro nevrálgico deste FC Porto, inquebrantável nas noções posicionais e de cinética rotatividade em transição, “el comandante” é a nova visão geral que premeia a ideologia de posse, envolvendo com a sua cultura de inteligibilidade os processos da fase construtiva, sem desarmar a equipa entre os momentos de pressão alta e os de linhas mais recuadas, para lançar movimentos verticais capazes de ruptura.

Fernando “o polvo” que abraça todo o peso de cobertura, farol táctico de equilíbrio defensivo, respira agora um ar filtrado, que o liberta da rarefacção que era aguentar todo a ofegante fôlego de um colectivo que se achava à beira do divã psiquiátrico, tal a dicotomia entre a personalidade futebolística e autoridade da táctica.

Ganhar o hoje é ter consciência que a transformação vai muito para além da diferença pontual que a tabela reflecte, VP pode pensar bem o jogo, mas falta(va)-lhe ainda a capacidade de transpor para o relvado essa capacidade, concessão maior/menor das suas ainda limitações. Ganhar, à luz da melhor e mais forte ideia de jogo patenteada no curso da época, é ter como limite algo que há muito norteia o meu Portismo…

O que este Clube nos pode dar, é sempre mais que aquilo que um treinador/jogador nos pode tirar.

No DRAGÃO, o presente são 3 pontos, o futuro é o infinito (∞) e mais além!!!!

12 janeiro, 2012

Com Destino... Ou Contramão!!!

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Estou sentado na beira do virar da 1ª volta à espera de uma carruagem que me leve a estação do título!

Tenho a certeza que esse comboio ainda passará, mas escorre-me na mente tácita um ruido de que nem todos os que habitam a locomotiva azul e branca sabem para onde vão. Outrora imbuídos de um espírito PORTO, hoje personagens opacos na mentalidade ganhadora, outros longe dos heróis que sentiam o emblema como segunda pele.

Este ruído permanente suprime-me os sorrisos e inclina-me para mistérios cuja explicação alicerça em pormenores e se embrulham em vontades próprias.

Quem gosta de Futebol por muito que não queira tem neste Dragão sempre tema de conversa, muito mais por força do distribuir das culpas que pelo momento desportivo que atravessa.

É quase uma inevitabilidade atacar o mercado como solução magica, ou principio activo de uma terapêutica que tem tanto de questionável, como de milagre capaz de o ressuscitar de um grafismo de futebol incompetente e minguante no que aos sinais vitais deste conjunto diz respeito.

Na feira das vaidades feita de sacos com milhares de €uros, surgirão nomes que aguçam o fiel adepto e nos acordam da letárgica forma de estar e encarar o que foi a silly-season de início de época. Temo que este capítulo do mercado se transforme num reforçar anestésico onde os agentes transformam jogadores em vírus patogénicos e estertores incómodos, hipnotizando o património genético deste Dragão.

Muitos acham que o empate que sonegou a liderança aos Azuis e brancos, é muito barulho por nada, ainda que as incapacidades futebolísticas se repitam nas imagens até a exaustão, e o jogo jogado devotadamente se manifeste de aceitáveis lógicas e promoções técnico/tácticas adstritas ao novo técnico, mas a cada jornada ou exercício de consolidação mais exigente sob o ponto de vista da luta pelo ceptro Luso ou prestigio Europeu, esbarra nas dores de crescimento e período de adaptação de quem lidera e de quem tem de executar.

Cada equilíbrio tactico preconizado esbarra no medo, cada afirmação convicta e pejada de vigor e eloquente discurso, sucumbe em decisões vazias de risco e se a esperança não morre é cada vez mais dominador em mim a ideia que se esvazia a almofada de conforto que nos garanta uma época de quase tudo, perto do quase nada!

Olhar em frente seria tão válido como somar equilíbrio, raça, talento, empatia entre as opções tácticas e as soluções técnicas, o ADN do Dragão refuta alterações morfológicas que o façam, abdicar da sua matriz de jogo, mas causticar os espíritos de expectativas, onde a iniciativa se prende com o adversário, capaz de subverter o triângulo na zona nevrálgica e sobrevivendo de extremos que o mais que são capazes é ajudar nas acções e equilíbrios da transição defensiva e equilíbrio após a perda de bola é manifestamente um acto de sobrevivência pessoal, tornando VP um homem só, que faz da metodologia de treino o seu recreio e do jogo um definhar de acções e vontades muito próprias.

O 4x3x3 de Alvalade “humilhou” a melhor idiossincrasia que tinha para a 2ª volta, polvilhando novamente o decurso exibicional de soluços, virtudes anedóticas, qb de deméritos.

A Equipa é cruel até com os adeptos, pois muito sumptuosamente se escuda a cumplicidade e se encruzilha num colectivo órfão de figuras capazes de evidenciar uma rotação credível com futebol de bitola superior ao patenteado em muitas das letárgicas 14 jornadas findas.

Onze jogadores e uma bola, VP e uma solidão gradual mas desnecessária, pois a orbe Azul e branca nem no pós Taça o desintegrou ou lançou num buraco negro, insiste no efeito boomerang e deflagração dos labirintos em que cadenciadamente se repete terrenamente sob o relvado.

Estagnação táctica, morte lenta de um futebol rico que se augurava de construção apoiada, variável no recurso as linhas de pressão com proximidades pelas redes adversárias, onde a importância ofensiva dos flancos fosse não só variante de largura mas fundamento de construção, objectividade e verticalidade.

Ainda não foi esta jornada que vi a locomotiva atracar em si uma carruagem de sinal “mágico”, mas continuo aqui crente que os que lideram apressados, terão um fim desprovido e amargurado.

Dizem os antigos que até ao Natal, salto pardal… até Janeiro salto de cordeiro. Depois do galinheiro, estamos de novo em primeiro!!!

Nada está decidido, nada esta resolvido, nós DRAGÕES apenas precisamos de colocar as coisas no lugar, porque conhecemos o caminho e os outros continuarão a lamentar não terem o mesmo destino!... A Vencer desde 1893!!

29 dezembro, 2011

Parabéns Bruno Rocha!

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Primeiras e eternas memórias de paixão e amor ao clube. Mas não de qualquer clube. Porto, palavra exacta, nunca ilude. Portista vive, subsiste, é eterno.
O Portista sente, sofre e luta. O Portista quer, pede, exige.
O Portista junta, acumula e ganha.

O verdadeiro paraíso? FC Porto, sempre!!

aMIGO, Muitos Parabéns!!!

São os votos de todos os colaboradores/as deste espaço de tertúlia.



15 dezembro, 2011

Natal no Dragão... liderança por tradição!!!

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Um golo mudava o guião… Élio passaria de figurante a figura de cartaz, Helton, Maicon e outros pares, veriam nas parangonas habitué, o zurzir de exibição menos capaz!

Naquela fracção de momento, a dúvida tomou-me de assalto, a vitória parecia de encontro aos 3 pontos e ninguém parecia estar pronto para diferente acaso. Já só pensava nas vozes incómodas, relaxei... um, dois, exercícios de respiração, ampliada por uma técnica tranquilizante que descompassa o ritmo cardíaco e me altiva o espírito Dragão.

A noite era de chuva, com a mente ainda bem presa ao Municipal de Aveiro, a contenda em Madrid foi meu travesseiro, para um normal passeio interior às tácticas e estratégias de jogo azuis e brancas.

Os últimos tempos têm sido convidativos a grandes mergulhos nas correntes da táctica, e se não me escrevo, também não me leio, mas de uma certeza não abro mão, neste FC Porto, Vítor Pereira não é tão-somente o único bloqueio.

Atirado para uma liderança cujo pulso lhe parece fraquejar, acreditou que o muito que havia bebido na semântica de um treinador Porto, o ajudariam a somar crescente rendimento ao seu cunho pessoal.

Os resultados tornaram complexo o sucesso, a identidade genética submergiu as forças ambivalentes, bipolares dos nexos causais mente/físico, emoção/razão, derrubando padrões, mas tentando garantir uma sofisticação cognitiva que a maturação dos novos processos nunca evidenciou sobre a relva.

Falhas explicativas, erros seus... um argumento passível de gralhas conceptuais de jogo que nos afastaram de objectivos tão reais.

A significância do sucesso em Futebol é tão efémera como temporária, e a expressão máxima da frase assume relevância no não ganhar.

Ganhando o risco, é reescrever história, retirar personalidade, rotinas e identidade, é caminhar um horizonte limite do precipício tendo como fundo o abismo.

Com 2012 à porta, o futuro espera-se melhor para diferente. Marítimo e Paços Ferreira são um presente exigente, onde não manter a bitola e somar pontos, hipoteca o emanar de luz da candeia que desde inicio lidera, mesmo com exibições de teor pouco refulgente, mas que importuna os demais, incómodo para esses que não se chamam de gente.

Dezembro é mês de envolvência festiva, sumptuosidade materialista, a quadra será tanto mais alegre quanto o nosso Dragão faça das vitórias sentimento imperialista.

Muito se discute este Porto de final de ano, e até seria premente rebuscar o tudo que se disse ou escreveu, como solução de futuro e erros de presente, embrulhar em teorias todas as premissas de desconformidades entre o modelo sucesso e o protótipo explicativo do retrocesso. Será porque há um novo modelo táctico, a inculpa estará no posicionamento emocional e/ou na flexibilidade, maleabilidade do mercado.

Em tempos de crises e troikas, aqui em casa, ainda existe pinheiro, prendas e um enorme alento, de viver a época como manda a tradição!!!

Reinventar o sucesso, é tudo o que te peço.

Põe mão neste DRAGÃO de talento... faz este PORTO CAMPEÃO!!!

26 agosto, 2011

SUPER DRAGÃO... ABRA(R)ÇA TAÇA!!!

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“O Sucesso tem tudo a ver com atitude”
(Jimmy Dunne)

A vencer desde 1893! Este é o nosso Destino! Somos Porto!...Três frases soltas que espelham os intentos dos adeptos no Mónaco.

O Principado é concepção e sucessão inevitável da ordem natural das conquistas no Futebol, sobretudo para quem granjeia sucesso, prestígio e historial como os Dragões na Europa.

Como em qualquer outro jogo, a questão resume-se a ganhar, por muito que politicamente jogando as equipas comecem por criar códigos genéticos e identidades próprias compatíveis com objectivos de bom futebol.

Na sua significação máxima, uma Final é ainda mais um jogo de variáveis imensas onde cada segundo ganha dimensão exponencial, por muito intrínseca que seja a memoração táctica, a disciplina técnica ou a bipolaridade criativa/activa entre momentos de equilíbrio, passividade e/ou explosividade em passes rasgados que deliciam os olhos tal é a geometria dos seus desenhos.

Se toda esta prosaica escrita parece óbvia e concordante, não é menos verdade que tudo isto não é assim tão linear, pois a cada acção de jogo muda a ordem das prioridades, não devendo contudo mudar o objectivo final da contenda.

Antes de atacar e procurar a baliza adversária, falta sentir no Dragão o fluxo produtivo da mente, explorar a motivação, traçando linhas teóricas entre o que é viver no fio da navalha ao encontrar equipas que roçam a perfeição e a sensibilidade de manterem a predisposição para dinâmicas de intensidade, de coesão, ganhando antecipadamente enquadramento entre acção/reacção, captando elos charneira de abertura ao diálogo entre a lógica e o imprevisto.

Pensar no Barça é pensar no pior dos problemas em termos de Futebol, up-date Catalão de um processo de jogo refinado, autoritário em posse e de invisíveis pontos débeis quer em amplitude de movimentos ofensivos quer em dinâmicas de posicionamento defensivo.

Qualquer que seja o caminho, a multiplicação de passes leva perigo e deriva em golo. Percorra a bola centenas de calcetas hábeis, peça movimentos curtos, passes, tabelas, calcorreie por princípio o meio-campo ofensivo, ou a génese seja o eixo defensivo, a qualidade é de quilate abissal e só de acompanhar os traços e a ocupação dos espaços é de ficar com a língua de fora.

Raciocinar esta envolvente estrutura colectiva é como cogitar um Icebergue, onde Messi é só a ponta, referência ofensiva de posicionamento vagabundo, favorecendo ainda mais o carrossel futesalístico em que se torna o futebol Blaugrana.

Paradoxalmente os comandados de Pep Guardiola, jogam longe da área procurando a destabilização rival em rasgadas diagonais, que depois desaguam como enxurradas de finalizações dentro do rectângulo mais próximo da linha de golo.

Ao dogmático 4x3x3 de sintomatologia táctica livre, Busquets é âncora do corredor central, móvel, fixo, às vezes dois metros a frente, outras, três metros mais atrás é ele a delimitação e báscula entre sectores, mobilizando nas suas acções o redesenhar dos Culés para um engenhoso 3x4x1x2, com Villa e Pedrito a dar largura ao campo, originando os espaços nas costas da defesa, quando acompanhados os seus movimentos por parte dos centrais rivais.

Xavi é precisão, Iniesta um complemento mental da velocidade de pensar/executar o tik e taka, os laterais materializam o acessório, coordenando ritmos, incorporando velocidade em transição, optimizando a manutenção da posse de bola obrigando ao baixar de linhas por parte dos contendentes.

Com um rácio de aproveitamento cínico e desgastante, são-no ainda mais com a bola no pé, soltam-na com segurança exasperante na certeza, multiplicando incerteza nessa precisão, pois quem recebe o endosso mesmo que após 123 passes, sabe que quando esta chegar está perto o ambicionado golo.

Senão pudemos mudar o destino da índole do jogo que chega da cidade Condal, não mudemos a nossa atitude perante as adversidades. Após o que será o impacto emocional inicial, há que mostrar o rosto do Dragão, laterais responsáveis com mobilidade cuidada nos apoios ofensivos, encaixando verticalidade nas saídas e na capacidade de pressionar em linhas mais altas.

É comum a agressividade caminhar paralela com a competitividade, é certo que o tik e taka, promove face a árbitros menos conscientes, o toque e cai, blaugrana, ensombrando o tempo real de jogo. A serenidade e capacidade de retenção emocional, diluem certas não conformidades, resistindo o conjunto ao estremecimento de um apito desregrado em função de uma certa filosofia de jogo.

Apreensivos por culpa de um começo titubeante no que concerne ao esplendor exibicional, que não de resultados, a alma-mater deste Dragão enferma da chama que engoliu adversários na época transacta, a qualidade está lá, a posse, o passe, a raça e a vontade de chegar aos efeitos da transição apoiada, pensada e de equilíbrio entre a organização e a capacidade de pressionar como reacção efectiva à perda de bola.

A teia invisível que o trinómio força/raça/abnegação possa criar como primeiro obstáculo ao futebol rendilhado do Barça é apenas parte de uma solução tímida, o défice tético nas bolas paradas defensivas dos blaugrana pode ser outra estrada para o Olimpo, agravado até pelas ausências de Pique e Puyol.

A superação individual fará este Porto transpor as barreiras de um qualquer medo ou insegurança, auto estima, método e a tal coragem da geração da moda, são segredos artifícies das equipas que atingem dimensões de reconhecimento internacional. Liberdade para criar, investir e arriscar, as mãos de Hulk, Varela, Moutinho, Guarin ou de um nome menos público como Kléber, podem inspirar os azuis e brancos para mais um desígnio que não impossível, antes de começarmos a tentar.

Uma vez mais seremos a expressão futebolística de um País além fronteiras, o mérito expressa-se à luz de uma hegemonia que não deixa margem para laivos dúbios, rigor táctico, solidariedade, voluntarismo, sacrifício e superação nos erros próprios, tudo em função de um só repto…Ganhar!!!

Se o Barça é a perfeição... a imperfeição no Futebol, é só poder ganhar um! Hoje vamos ser Nós...



LISTA DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Bracali e Helton.
Defesas: Fucile, Maicon, Otamendi, Rolando e Sapunaru.
Médios: Belluschi, Defour, Fernando, Guarín, João Moutinho, Souza, Cristian Rodríguez e Djalma.
Avançados: Hulk, Kleber e Varela.

07 agosto, 2011

Aveiro de Rabelo ou Moliceiro... Supertaça no Roteiro!!!

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Julho e Agosto são por excelência meses de férias, a silly season legisla aceleradamente o campeão para a época que se inicia, loas em abundância escriba, parangonas feitas de reforços putativos, perfeita harmonização entre melhoria substantiva dos planteis e a exibição de riqueza que desagua em consumismo desmedido.

2011/2012, não se afasta da regra, é o desporto rei em euforia desmedida, com o curso da temporada, virá a essência do futebol, músculo, suor, qualidade técnica e competência táctica.

Aveiro, volta a ser destino como conjuntura de contiguidade ao sucesso. Enquanto não encerra a espera e se solta o frisson associado a ansiedade competitiva, naveguemos as águas tácticas que os emblemas em contenda podem hastear como recursos capazes de elevar o primeiro troféu oficial da época.

Troféu descurado por agremiações com objectivos mais prestigiantes, é para os Dragões, unívoco no conceito de consecução e atracção por vitórias, cruzando no seu mapa de triunfos, patamares de conquista que não encontram paralelismo no resto da realidade Lusa, por muito que promovam afanosamente mentiras para discussão pública.

Deixemos o prelúdio e pensemos no que se passa sobre a relva, a fase larvar como equipa que o mercado deu aos Vimaranenses, atira-me para um binómio suspeita/ignorância no que concerne ao seu futebol. A espinha dorsal parece ter um veio condutor no mentor estratégico da estrutura.

Manuel Machado, Professor multidisciplinar tem um trajecto astuto, ardiloso na edificação da identidade do futebol das suas equipas, pensador específico de cada contenda, há muito abandonou a correlação defensiva para com princípios exclusivos de contra-ataque.

Ignoro se as cerca de 10 aquisições para a nova época, lhe fortificaram o traço de ocupação de espaços, ou personificam uma maior capacidade de controlo da posse da bola, ou ainda se expressam melhor, um pensamento de transição rápida com o ónus da bola a tomar os caminhos das alas em passes rápidos de geometria linear e objectiva, traço histórico comum do veneno estratégico, com que muitas equipas de menor dimensão, qual David fazem sucumbir os Golias do futebol.

Não faltam “conquistadores” que signifiquem recorte técnico-táctico sob o relvado, seja em velocidade (Targino, Faouzi), profundidade ou largura. As finais metrificam agressividade, por aqui Pedro Mendes, Olímpio, João Alves, são razões conhecidas como obstáculos que visam a intensidade da barreira centro campista, ficando depois a filosofia do golo entregue a Edgar, Toscano e à conformidade dinâmica que conseguirem alinhar como mecanismos de movimentação desde a linha defensiva até a baliza adversária.

Na Cidade Berço o optimismo e motivação caminham juntos, por muito que desempenhos recentes enfermem de maior capacidade para flanquear o jogo, denotem carências na fluidez, algo à que não será alheio a utilização de 3 médios de cariz defensivo, pisando terrenos vizinhos e acentuando previsibilidade nas acções ofensivas.

Serenos por força da qualificação para o Play-off da Liga Europa, os Vimaranenses procuram diluir os efeitos psíquicos do 6-2 do Jamor, admitindo pois que por entre uma ou outra alteração face ao jogo da passada 5ª feira, se apresentem acutilantes nos processos e nada inertes na ambição.

O palco do Municipal de Aveiro para além de recém nicho de vitória azuis e brancas, apadrinha desta feita um acerto de contas. Os Dragões por muito que não se movam por vinganças terão por certo em mente “vingar” 87/88, ainda que o troféu em si, valha como objectivo muito mais que isso.

Vitor Pereira é o debutante, com uma base similar à equipa tipo de um passado recente, os encontros de pré-época desnudaram um esboço próximo quer em conceitos, princípios e nomes que vão dar corpo a nossa ambição de somar a 17ª Super Taça.

Sem muito mais crédito que o de estar inserido numa estrutura forte e ganhadora, VP, sabe que qualquer erro de calculo lhe enche o caminho futuro de interrogações bem como comparações. Mantendo as bases tácticas, sem forçar clivagens com princípios de sucesso, tem o condão de aprimorar a flexibilidade técnica, apurando a elasticidade do pressing em zonas mais altas, sufocando o adversário na 1ª fase de construção

Em termos de código genético, o FCP de inicio de época personifica estados de bom futebol, cultura da posse, controle e passe, capacidade técnica e futebol apoiado, triangulações de geometria variável sem penhorar objectividade e sentido colectivo.

A falta de alguns nomes coloca alguma subjectividade na percentagem de força colectiva azul e branca, alguns espaços específicos do relvado, configuram espaços tácticos órfãos do seu habitual titular.

Souza é o assunto do momento e expressão maior, da assumpção do upgrade táctico de VP, em teoria o brasileiro é consequente e consciente, equação moratória do sistema, define nas suas limitações posicionais de momento, capacidade de passe curto e longo, não se coibindo ao drible estéril, sujeitando-se ao risco desnecessário, não tendo sido ainda sujeito a um jogo de grande pressão. Vive no limbo, entre a certeza de ter de jogar de fato-macaco, mas ávido por empenhar uma batuta que o mostre ao jogo como capaz de rasgar ofensivamente com régua e esquadro.

Mostrando-se como solução mais construtiva, não enleia rapidez de processos, nem o colectivo o procura como primeira escolha para inicio de construção, posicionalmente não desvirtua a equipa no que respeita aos equilíbrios defensivos, mas o gosto por colocações mais audazes sob o centro nevrálgico fá-lo respirar melhor, mas causa frisson à linha defensiva pelo espaço que cava entre as duas linhas em questão.

A posição pivot-defensivo tem sido no 4x3x3 Azul e branco, pilar e protótipo de semideuses discretos de inveterado labor que abrem portas aos nossos heróis do golo. Rápidos sobre a bola e sobre as investidas dos rivais, reside nesta capacidade a força de travar intenções, passando o jogo para o meio campo adversário.

Kleber, é por força da Copa América o único reforço com vista para o Onze, esforçado e lutador, personaliza codicia pelo golo, remate espontâneo, não carece da habitual periodização adaptativa ao futebol Português, movimentando-se com alegria, dinâmica e intensidade quer em espaços curtos, quer em movimentações para as alas ou movimentos de apoio ao toque curto e tabelas inteligíveis com os médios na cabeça da área.

Ruben Micael pode bem ser o senhor pés de veludo capaz organizar e transportar jogo, dando-lhe o cunho de magia como solução de último passe, sem Belluschi em alta voltagem por força de um reinício tardio, o Madeirense tem óptima oportunidade para firmar créditos e o seu processo de maturação, enterrando as sensações mistas no seio das hostes que o aplaudem a cada passe de cinética mágica ou o assobiam e verbalizam desconfiança a cada acção errática, mesmo que seja sempre unidade de inesgotável capacidade e talento.

Falta pouco para que todas as bolas contem, mesmo que os árbitros invalidem algumas, a ansiedade é algo que me preocupa tanto ou mais que o adversário, tão-somente porque ela causa incerteza, precipitação, tolhe a serenidade ate de acções básicas, levando as equipas a procurarem outras soluções diferentes dos seus refúgios naturais de qualidade e competência.

Imperturbáveis ou talvez não, também nós adeptos, ansiamos por vestir a camisola, fazer da nossa voz as vossas forças, engalanando Ruas, Canais e Passeios, alterando as cores do Moliceiro e de Aveiro, para que a SUPERTAÇA seja apenas o troféu primeiro deste ansiado Destino/Roteiro.



LISTA DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Bracali e Helton.
Defesas: Fucile, Maicon, Otamendi, Rolando, Sapunaru e Sereno.
Médios: Belluschi, Guarín, João Moutinho, Rúben Micael e Souza.
Avançados: Djalma, Falcão, Hulk, Kleber e Varela.

24 julho, 2011

Lar Doce Lar...

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Retorno às fainas… Escrevinhador de paixão conhecida e convicção profunda pelo tom Azul, defraudei-vos enésimas semanas com a minha ausência.

Mansidão familiar, pressão dos Amigos e ainda que careça justificar a súbita preguiça intelectiva e/ou o pifo de paciência para blogar, concretizo hoje o desafio, atendo à pessoa que gere um dos mais viventes e refulgentes blogs, mas também a maturação da ideia de retorno ao melhor do meu passado, injecção de vida nesta mortiça indolência para a escrita.

Não podendo estar nas embriaguezes do ambiente eloquente e passionista à porta do Dragão ou Dragãozinho, este é o domínio que me completa nas modalidades do desporto eclético, mas sobretudo na flama pelo Futebol de meandros técnico/tácticos. Esta chancela que supostamente abandonara, longe de a apelidar de grandiosa, é o meu percurso, provindo linhas que retratam não só as geometrias variáveis adversárias, mas as representações estrategas da bola em correlação com as dinâmicas cinéticas daqueles que nos fazem sonhar com o golo.

Se é verdade que a bola já rola, ainda falta para que as que entram tenham efeito directo nas contas finais. Se a estação é de Verão, a canícula que a ele se devia associar, esta longe de bronzear, e nem esta indomável brisa de norte, acelera o curso cronológico do mercado e/ou silly season.

Com Quim Barreiros, o melhor dia para casar, é 31 de Julho, pois a seguir entra Agosto… já para mim falar de futebol sem muito errar, gosto do 1 de Setembro, que é quando o Pinto da Costa diz, não compraste ao preço da cláusula, falamos lá para Dezembro.

Na cultura Oriental, o Dragão é símbolo de vida longa e prosperidade, ao nível Europeu esse arquétipo constrói-se com base em euros. Aquele que melhor vestiu o Dragão como segunda pele, sucumbiu ao prazer precioso das “esterlinas”, viveu uma equipa e agora tenta com o oxigénio da sua genialidade modal, fazer outros “blues” respirar.

Há um ano planeara-se um Dragão campeão, o êxito de verticalidade exponencial, confere obrigatoriedade a planos similares para com épocas vindouras.

Órfãos da personalidade e da especificidade do seu génio mentor ao nível do relvado e treino, o normal era termos os olheiros a procurarem soluções que cintilem num onze, esperando que o gestor dessas pedras os lapide e nos adjudiquem transferências recorde.

Sem treinador era preciso repensar a anatomia da estrutura, a questão suponha-se hercúlea, detectar ADN compatível com a somatologia cromossomática existente posicionava o cerne e tornava-a o busílis maior da pré-epoca.

O maior preceptor do futebol Luso, olheiro de visão cooptada, sensível ao simbolismo umbilical entre equipas técnicas, formatou a expressão “carreira” em Vítor Pereira, aceitação do cargo foi peremptória, o não domínio da função pode custar-lhe o banco de sonho hipotecando um trajecto de “treinador Porto”, que “tão pouco” lhe custou a alcançar.

Sem um protótipo a que se consiga colar, Vítor Pereira personifica desde o dia da apresentação, ambições renovadas, inerte no discurso como primeira observância ao seu valor, assumo a minha idiossincrasia de o ver como líder capaz de pensar futebol, usando da margem de progressão que o talento de um habitual nº2 não reflecte, escudou-se por trás das virtudes que revelou ,não expondo demasiados defeitos, aqueles que o observavam de forma solvente para uma qualquer inequação de variável repentista.

Nem sempre é fácil coabitar num ego introspectivo, a natureza da ambição com outros papéis secundários, chega o dia em que a realidade dimensiona o Eu inferior e manipula vontades com as coordenadas de um sucesso por demais evidente como propósito final.

Marienfeld, ponto comum numa similaridade onde à primeira vista tudo parece idêntico, até os cépticos parecem entender o padrão da orgânica, renunciando à subjectividade do descaminho que o raide Abramovich incitara.

Recriar, reinventar-se é por certo mais difícil que sujeitar um colectivo a novas fases cognitivas e/ou gestacionar fases embrionárias de noção evolutiva, (pense-se, custa mais fazer obras numa casa velha, que construir uma de novo), onde apenas colheriam influências progressivas os nomes que pudessem advir ou chegar ao Dragão.

Tacticamente, VP e a sua preconização como escolha também refutam outro tipo de mudanças, a equipa baliza e norteia os seus pergaminhos de ambição no 4x3x3, jogar contra as nossas próprias limitações fará parte do novo espaço dimensional de progresso.

Não me confesso adepto das pré-épocas, entendo-as de forma teórica como um ciclo de azáfama física indissociável do Macro ciclo que é uma temporada, sendo porém uma montra de assimetrias, entre o que se tem e o que se quer. Concordem ou não, por muito que tragam o treino para patamares próximos da competição, esta é a fase em que a imagem reflectida se torna baça muito por força da rigidez imposta pela aquisição de conceitos e se estrangula a arbitrariedade e liberdade criativa.

Dimensionar o físico por entre gradação táctica, é a fase em que o líder tenta dar o cunho e lança mão na sua capacidade para ser ele a ganhar jogos, quando for a sério, será muito mais dependente dos que escolher para dar corpo a essa ambição.

Com 11 em campo, (há os que jogam com mais, e há aqueles que até nesta fase preliminar, nos queiram já ver jogar com menos), o axioma táctico mãe é 4x3x3, argamassa do sucesso anterior é de há muito génese do nosso melhor futebol. VP em registo escrito na nova Dragões parece querer acrescentar à posse, uma gestão diferente de ritmos no endosso da bola. Mantêm-se o gosto pelo critério, cultiva de igual forma o sentido pela baliza adversária, mas visto daqui do “sofá”, acho-o demasiado tentador querer e procurar bola mais perto do golo.

Esta concepção não lhe terá surgido do nada, crédito ao mentor, desde que capaz de mesclar no seu todo a dimensão física para o pressing alto, a cultura táctica dos desdobramentos de compensação, interpretando com nexo o conforto de jogar perto da área rival com a dificuldade da profundidade entre a linha defensiva e os espaços de ninguém, onde sempre existe um artista capaz de rasgar em gestos cerebrais o passe ou centro que trás amargura.

A posteridade sublinhará o meu regresso com outras linhas e assuntos a esta vossa/minha casa, ajudando os que vivem/sentem o FC Porto, a pontapear épocas passadas afinando-se com as novas realidades tácticas e reflexivas do futebol Azul.

O Peñarol apadrinha o regresso ao nosso ecossistema de vitórias, em ambiente de festividade, o cunho ganhador terá reforço nas gargantas das hostes azuis e brancas. A simbiose tem tudo para ser perfeita, assim esteja o concubinato entre sectores, e ou organização colectiva, passa por defender bem, interligando a vontade de chegar ao ataque sem desprezar o centro nevrálgico como expressão maior dessas ligações unívocas.

A selecção de valores obriga avançar, o tempo é de diminuir incertezas, passes errados e/ou precipitações individuais, aos que regressam, vocês conhecem o perfume da Marca, aos que só agora chegam ao DRAGÃOBEM VINDOS A CASA, sabemos como é difícil disfarçar a emoção.

30 dezembro, 2010

Parabéns, Bruno Rocha! [29Dez]

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rETRATO fiel do (nosso) «MESTRE» para outro (nosso) «MESTRE» da táctica!!!

aMIGO, Muitos Parabéns!!!

São os votos de todos os colaboradores deste espaço de tertúlia.

ps - mea, mea, mea culpa, o atraso de 1 dia na publicação do teu aniversário (29Dez)... as minhas desculpas!!!



29 outubro, 2010

Secret Story... Segredos do Dragão!!!

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O Dragão é um espaço majestoso, cenário aprazível, propício a grandes espectáculos. Por muito que os pasquins do nosso rectângulo, conceptualizem convictamente outros protagonistas, é obrigatório perceber os primeiros sinais e as boas impressões portistas.

O FC Porto de AVB pode soar a um epítome de ilusão, contudo o colectivo Azul e branco não confunde identidade com seriedade, fazendo do seu futebol um jogo de sinceridade, por muito que alem reino do Dragão, se insista numa quimérica verdade desportiva, discutindo futebol por entre silvos arbitrais.

O futebol de hoje em dia confunde-me cada vez mais. Depois de ler que o PSV engatilhou dez bolas ao Feyenoord, acho que não é exagero afirmar que em cada gesto táctico, remate, passe ou outra componente técnica se escondem segredos.

Há coisas que ninguém vê, a emoção que o jogo proporciona distrai-nos, turva-nos a capacidade de avaliar os factos, impedindo que acontecimentos anteriores revelem os verdadeiros segredos. Mas eles estão lá, e em cada jogo real estamos prontos a tentar desnuda-los.

Ninguém duvide que há muitos segredos dentro e fora do campo, mas um dos segredos do bom futebol actual, é o colectivo pensar todos os momentos não como individualismos distintos, mas como simbioses irrepreensíveis entre defesa/ataque.

Não existem fórmulas imaculadas de sucesso, cada individualidade de um plantel é um mistério, os egos e o sobredimensionamento do alter-ego, destroem projectos e treinadores.

Afinal porque suscita este inicio de época do Dragão tantas ondas e elogios, que mistérios e segredos se alocam ao conjunto Azul e branco que transfiguram o nível exibicional desta equipa.

Num repente vejo o Olival transformar-se numa espécie de relvado dos segredos, claramente AVB aparece como a “voz”. Observador privilegiado, conserva e respira o seu lado de adepto. Partidário de eloquentes metodologias, fã incondicional dos meios audiovisuais, utiliza o vídeo como ponte forte da apreensão adversária, releva o essencial sempre em doses curtas, mas repletas de conceitos atractivos onde a globalização exprime uma filosofia estratégica de 4x3x3, com exigência pelas ofensivas dinâmicas e futebol sedutor, mas sempre a tempo de espicaçar os egos unindo o colectivo.

Quando o “oiço” imagino um futuro, e pensava mesmo que este equilíbrio derivava e caminhava paralelamente com o efeito placebo trazido por essa “voz”. Uma vitória, duas vitórias e o colectivo inerte de outrora, ruía face a materialização de um contundente equilíbrio de força anímicas.

Ponho os olhos no passado e descubro que Bruno Alves e Meireles eram um “casal” enamorado pelos cifrões e não pela vontade de ganhar novos desafios, dualidade de sensibilidades, que obrigam a uma nova formatação dos pilares que complementam as acções defensivas. A vivencia destes reptos desafiam a “voz” a optar pela simplicidade de ideias, Otamendi chega, mas as rotinas são os passos menos complexos, e a eficiência é acima de tudo funcionar bem como dupla.

Mas se a “voz” tem as suas funções bem definidas e o seu raio de acção bem delineado, era preciso arranjar quem fosse o seu prolongamento no relvado…

A braçadeira foi o amplificador, Helton ostenta-a com orgulho e dá corpo a novo segredo, o sambista do violão é o “cúmplice da voz”. A maturidade comprova-a com a elasticidade de muitas das suas estiradas, a concentração hoje repercute como jambé no espírito do grupo e na inviolabilidade das redes.

Numa equipa que vence 14 dos 15 desafios propostos, tem de encerrar no seu âmago mais segredos sobre o relvado.

Com Jesualdo o quarteto defensivo era por demais conhecido, contudo Fucile chega do Mundial em contra ciclo, quando comparado com o seu opositor de lugar. Sapunaru salta para a titularidade sem comprometer o espaço defensivo, recatado na envolvência com o ataque.

AVB, prefere a inevitabilidade de não contar com o enfoque do seu lateral na construção, a ter que revelar que Fucile é consumido em jogo por momentos e experiencias paranormais, pois só assim se justificam alguns lapsos comprometedores.
Acresce neste rejuvenescimento táctico a emancipação do “polvo” Fernando, tal desempenho leva-me a crer que é cada vez mais visível o número infinito de relacionamentos deste com as sinergias de posse e trato de bola.

Adulto na sua nova relação com a bola, envolve-se hoje sem pudor com outros espaços ofensivos, relaciona-se intrepidamente ate com a área contrária, esguio e de passada larga é hoje vértice tantos nos espaços vazios, como rápido nas execuções curtas de antecipação de forma a não perder adversários de vista.

Com um passado sem grande interacção com a bola, hoje não é segredo estatístico nenhum que deve ter para ai 250 relacionamento com a redondinha por jogo.
Um segredo mal guardado é quase sempre motivo de conflito, a Sul o caso não foi de descoincidência, Moutinho, aprestava-se para perder a braçadeira, a conversa azedou e um dos melhores vinhos do convento (academia), transformou-se em vinagre de Macã podre.

O rumo do playmaker pouco tempo foi enigma, não sei se esteve 9 anos no convento (academia), passou lá tempo demais a bambolear os vértice de um losango, encontrou finalmente espaço para ser box-to-box e caminha facilmente para levar a carta a Garcia (Bettencourt).

Como a clonagem dos arquétipos futebolísticos tipo Barçelona, Arsenal, Chelsea, etc…, são ainda paradigmas desportivos, é preciso encontrar acompanhantes de luxo. Uns fazem-se de intensidade, outros de capacidade para decidir no último passe, todos eles emanam qualidade técnica, doseando sobre o relvado pitadas de desequilíbrio mas também de altruísmo nas parcerias que estabelecem dentro do colectivo.

Bellushi e R.Micael são um luxo para com quem com eles partilha espaços de dependência táctica, inteligíveis na forma de perceber o jogo, simplificam num passe grandes desenhos estilísticos da táctica, transportam nos seus adereços de jogo (chuteiras), o código genético, definindo o estilo de jogo, sustentando racionalidade e emoção quer no critério da posse como na eficiência da transição.
O impacto destes segredos ameaça as iniciais especulações sobre este FC Porto, este Dragão parece um “papão” técnico-tactico, a cada jogo ganho o novo “look” azul e branco oferece nuances e paradoxos vertiginosos.

Hulk parece ser um dos mais visíveis, depois de passar entre o relvado, o túnel e a bancada, entre a luz e a sombra, entre as clausuras do espaço central de área ou as faixas, oferece em cada 90 minutos, gritos de revolta que resultam num estado secreto de equipa que começa no super herói e lhe concede o cunho de obcessivo e compulsivo para com fenómenos de explosividade no remate, velocidade nas faixas, descobrindo caminhos sem fim para o golo.

Não vive bem com a área de baliza, convive mal com os freios tácticos e como tal recicla qualquer dinâmica que lhe permita partir vertiginosamente rumo a sua obstinação de ser imagem de desequilíbrio, deixando jornada após jornada imagens fortes, resgatando-o do ocaso “premeditado”.

Se creio que podem existir muitos mais segredos, nesta novela táctica, sim é quase certo. O futebol joga-se no relvado, e ai Falcao promete continuar a não esconder a sua secreta vontade “participar no assalto” às balizas contrarias, por muito que os comensais do apito lhe invalidem golos.

Tem sido difícil negociar esta nova forma de jogar e a exuberância de Hulk, com o faro pelo golo de “el tigre”, o habitat natural tem-lhe sido sonegado, pela afirmação vitoriosa deste rejuvenescido futebol e que ate aqui tem disfarçado as fragilidades que de inicio se apontavam ao Dragão.

Confesso que cheguei a embarcar na possibilidade deste futebol consistente e equilibrado ser obra daquela pulseira “power balance”, mas como neste desporto são proibidos brincos, colares, piercings e pulseiras, eu fico a vê-los no ecrã (por acaso esta semana devo ir a Coimbra) e a descobrir os seus segredos!!!!

02 outubro, 2010

PES... assentes na terra!!!

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O campeonato ainda mal começou, e já está a doer! E muito, diria eu se fosse da oposição.

Por muito que tente escrever sobre outra coisa, a realidade futebolística, impõe que a par das medidas de austeridade, o tema do momento seja o défice pontual e a forma acelerada como ele se cava jornada após jornada.

AVB anda nas bocas do mundo, mormente as reservas iniciais existentes, o novo delfim do banco azul e branco, tem com calma e sentido de responsabilidade, calcorreado a ponte entre a realidade informática virtual, e a consistência como técnico de relvado, com sucesso.

Após anos a fio de gabinete, a densidade ficcional supriam-lhe a máxima sensação de realidade, amplificando-lhe maior vontade e sentimento de interacção com o tempo e jogo real.

Onze jogos depois, prós e contras aparte, talvez se comprove a existência de uma relação positiva entre os sistemas informáticos do futebol virtual e os efeitos benéficos, para com as suas atitudes de pensamento inovador, criatividade, estratégia, percepção cooperante e coragem face aos novos estímulos.

Traçada a rota para 2011 sem medos, os sinais valem mais que os números. A Sul há quem à boca do túnel ou à luz da realidade de outros números, pense “só resolvo isto na playstation”, outros procuram no seu “quintal de talentos” um pinheiro, capaz de transformar uma vitória numa floresta de pontos.

Esta quinta-feira, após mais uma jornada europeia de campeões, acordei resolvido a ignorar a galopante subida dos juros da dívida pública internacional ou o rumo estratosférico do défice, estava decidido a sucumbir aos prazeres do consumismo e como tal o futebol pela TV a partir desse dia dar-me-ia a possibilidade de ver o FCPorto na Europa com mais brilho, nitidez e contraste.

Aquele LED com resolução/definição de muitos hertz e imagens 3D, seria finalmente uma realidade, tecnologia capaz de me atirar para percepções sensoriais e de imersão próxima da realidade in loco.

Fiquei-me pela intenção. A loja escolhida para o efeito da compra, encontrava-se “sitiada” por uma turba pouco dada a ordem pública, por entre amálgama e azáfama dos trabalhadores do dito espaço comercial, percebi que o dia era de pré-lançamento de um jogo electrónico de futebol.

Não eram 6 milhões, mas entre muitos lá estava Jesus à conversa com o Rui Costa, qual binómio médico/paciente, chorrilhavam um sem fim de explicações para o mau inicio de época, desaustinados acreditavam piamente que aquela realidade virtual lhes aliviaria a depressão e evitaria o contacto com o mundo real.

À falta de melhor, as certezas de outrora já não são tão certas por ora, eles que sabiam que a Terra gira, em face da crise, já não a pensam tão gira, e o SLBÊ, bem é o que se vê.

A matriz do conceito electrónico permite sonhar, as probabilidades de insucesso diminuem drasticamente a cada reset, manuseando com destreza os comandos as metas estão a distância de um pulsar de teclas.

A sensação de espera diluía-se com a ilusão daquele mundo paralelo, Jesus não parecia confortável naquele papel de freguês de fantasias, contudo sabe que só agarrado aquela interacção será capaz de se equivaler em futebol ao líder da Liga Zon.

Na verdade a cada jornada, mais confuso fica. Se inicialmente não perdia tempo a analisar o jogo rival, ate porque convictamente “a jogar assim, dificilmente alguém nos pára”, hoje não consegue perceber onde acaba o real e o imaginário do novo futebol do Dragão.

Ele que até tinha mais de metade do trabalho táctico feito, foi ultrapassado logo no arranque por equipa organizada, que não se desposiciona nos seus equilíbrios defensivos, que em cada momento de jogo vê imergir pequenos heróis, uns pela esquerda, outros em passada larga, oferecendo um nível com poucos elos precendentes na relação com a bola.

Os passes conferem liberdade de criação, exactos momentos de profundidade ofensiva e a pressão nas primeiras linhas leva ao desespero o mais titânico dos adversários.

O mestre da táctica, acalenta no subterfúgio electrónico alento e animação para os bloqueios tácticos e realidade das derrotas.

Por contra ponto a norte, o renascimento contempla menor fulgor das transições, mas a conexão entre fantasia, verticalidade e ordem mesmo por entre a irrealidade dos mix’s ao nível da zona intermediária, 4x2x3x2; 4x4x2; 4x1x3x2 e 4x3x3, serem desvios conceptuais para com imagens de outrora.

É obvio que esta nossa realidade perfila a positividade de um crescimento, importa não subestimar as realidades adversárias e mesmo que o futebol desta nova era não seja de outro mundo, é bom que Guimarães continue a ser berço de um crescimento sustentado e com os pés bem assentes na terra.

19 setembro, 2010

Dragão refulgente… Imprensa torpemente

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Escrever sobre Futebol é cada vez mais ingrato… se o Porto ganha, só os outros são noticia. A linha cronológica de 4 jornadas imprevisíveis, tornam evidentes as distintas realidades deste rectângulo à beira mar plantado.

Há os que vivem à sombra de um “centralismo” subserviente e os que fazem do esforço e vontade própria, mecânica explosiva de “sobrevivência”, transformando semana após semana, retalhos de labor num espectro de capítulos históricos, substantivando incómodo nas consciências da Capital.

Sem Futebol, instala-se o tédio, em boa verdade a “bola” é a senhora dos assuntos, mesmo que o jogo jogado seja, salvo raras excepções, fastidioso para o espectador, a verdade é que diariamente as parangonas, ressuscitam “velhas” regras de jogo, promovem o absurdo fatigando-nos com os habituais excessos, dificultando a orientação e temperando factos nefandos por via gramatical, cumprindo o objectivo de interiorizar ideias nos mais sugestionáveis… chamam-lhe ruído.

Jogar com as palavras é na imprensa de hoje táctica cada vez mais infalível, primeiro porque depois da dificuldade que tem em adjectivar de forma limpa os factos, dispensam-se da ingrata e humilhante missão de corrigir os efeitos.

Já percebemos pois que o Futebol também se escreve!!!

Só neste País se aceita, compreensivelmente, que um clube populista, dirigido por pessoas com passado obscuro, venha a cada 3 pontos perdidos, puxar o carretel da verdade desportiva, esgrimindo teses de forma vil e atitude acusatória, despoletando sinal de alarme, dissimulando e omitindo questões de relvado com que se tisnam jornada após jornada.

Quando o tempo ainda era de férias, o calor tórrido, era providencial justificação para a fuga à realidade, e só no papel há planos e desenhos tácticos que não falham.

Não vale a pena esconder o Sol com a peneira, todo este levantar de poeira, promete adensar durante o ano, o clima de guerrilha, desgaste, politica de bastidores, manobras de realinhamento de forças, onde a duvida persistirá entre quem ganha o duelo, a estratégia, a táctica ou a técnica!?!?

A culpa é sempre dos outros, o processo de vitimização é cartilha e marca um estilo, que a par da arrogância, marca notoriamente as diferenças das cargas genéticas que nos destrinçam e fazem seguir caminhos opostos, como tal as “sortes” tornam-se desiguais e a 5ª jornada, pode muito bem assumir-se como um dos momentos da verdade deste campeonato.

Percebesse pois que por muito que se queira, o Futebol não se joga só nos jornais!!!

No Dragão, mora uma equipa que por ora tem vista panorâmica para o analfabetismo funcional do Futebol Luso.

AVB, um tipo novo “académico”, qual estagiário de uma faculdade “briosa”, mostra vocação, a qualidade dos resultados mesclam-se por entre suor e disciplina, até porque o curriculum supunha menor brilhantismo e potenciava matéria para agradáveis momentos de tertúlia.

Ao fosco da pré temporada, o Dragão refulge, como da noite para o dia, emana competência onde outrora se denotavam eclipses de aptidão. As vitórias são imagem forte de inicio de época, mas a refulgência é de tal forma eloquente que obriga o mister a ser obstinado na rédea curta para com a prudência e humildade.

Fragilidades encontram-se, mas o imago do momento é a dimensão que o treinador faz cair sobre si mesmo, assertivo no discurso directo, encontra no relvado espaço próprio para cadenciar conceitos que resgatam o Dragão para um DNA, que torna impossível ao adepto não resistir e criar um sem fim de ilusões.

Sincronizados entre a dinâmica de acções sobre a relva e a activa onda de vitórias, o impacto da mesma, sobre as primeiras jornadas, cavou um fosso pontual considerável. Mais que isso, elevou a equipa para um plano mental, cujo a preponderância e efeito é bem mais catalisador de sucesso, que o perceber dos compromissos entre o saber articular o 4x3x3 e as vertentes variáveis do sistema 4x4x2.

Hoje a mente azul e branca fixa objectivamente e mecanicamente exercícios de ataque-defesa-ataque, transição-posse-organização, apoio-cobertura-equilibrio, solidariedade colectiva-pressão no último terço-profundidade ofensiva. Parece um protótipo complexo, que só de imaginar cansa, mas que propicia um crescimento táctico consciente neste modelo de transformação do futebol preconizado por Villas-Boas.

Cintila no Dragão uma alegria táctica, como foi possível mudar-se tanto em tão pouco tempo, fica até difícil entender como uma equipa deixa cair a força das transições e cresce na paixão pela baliza, contrastando a verticalidade de outrora com o futebol horizontal de pé para pé, um futebol rendilhado onde se sobrepõem as combinações posicionais inteligentes que sem sombra de dúvida nascem do treino.

Neste contexto, Portugal é pequeno demais para o paradigma da imprensa Nacional, sem espaço para o futebol jogado, vendem os célebres conteúdos que conquistam audiências, mas quando os 3 pontos não tiverem a cor habitual deste inicio de época, haverá espaço por certo para as conclusões trágicas de um jornalismo de aparências.

03 setembro, 2010

Idiossincrasia Villas Boas… técnicas de construção!!!

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Não se nasce treinador!!!

Um Líder de relvado, mais que de balneário (nesse diz quem sabe manda o capitão), molda-se, condicionando todo um trajecto de aprendizagem ao longo da vida.

Mesmo quando julga controlar os efeitos do dia-a-dia, o treino, base de uma ideia maior de colectivo e sucesso, transformam a continuidade de saberes, numa metamorfose metódica, mas perpetua de adaptação a erosão da sapiência empírica.

Nunca ou quase nunca, o acaso atrai à profissão gente por engano, desde tenra idade, contaminam-se por um chamamento interior que os faz perseguir um futuro, mostrando na sua individualidade a influência de diversos mentores.

Jesualdo perseverado ao TETRA, Mourinho aportado a feitos Europeus, podem adejar no Dragão o efeito sombra, sob o que se prevê ser a visão reformadora do futebol azul e branco.

Anos a fio assentes numa motricidade ganhadora, a continuidade era um múltiplo de cariz zero face ao pragmatismo de ocasião… Ressurgir era preciso.

Se o Verão se quer quente, o ano desportivo, Azul vivo nas ideologias de jogo atraente. No Dragão há muito se transpira um código genético onde a competitividade e a qualidade se fundem simbioticamente em prol da vitória.

AVB é carpo desse ADN, recolhe em seu favor a sagaz capacidade de fazer passar ideias, transmitindo de igual maneira emoção e fervor clubístico, recuperando o vínculo entre adeptos e equipa.

O esfíngico semblante de outrora comuta com o ar trintão e a reconstrução começa ai.

Mais que os elogios colaterais a 90 minutos de Supertaça, a overdose anímica provocada pela conquista do troféu, promete a ver pelo inicio de campeonato, fragmentar as incertezas de inicio de temporada. O que se pensava, poder ver-se mais lá para a frente, apareceu no relvado em velocidade vertiginosa, desconsertando os adversários e as vitórias acontecem.

Incrivelmente as vicissitudes dessa vitória foram tão somente, os verdadeiros primeiros passos da construção do novo FCP.

Com um ataque que se alimenta e vive por si próprio, o busílis do crescimento reside no puzzle que é a construção dicotómica carácter/intensidade competitiva.

Há quem preconize que melhor que reconstruir é arquitectar de novo, AVB tem conciliado ambos, assente na inteligibilidade da manutenção das bases, procura serenamente estruturas tácticas alternativas, dando liberdade de ocupação de espaço, fazendo da bola solução da equação para o binómio equilíbrio ofensivo/defensivo.

No que a época leva decorrida, as acções não atingiram bases multidimensionais de jogo, mas é notório que este Dragão toca várias metamorfoses tácticas durante 90 minutos.

A realidade 4x3x3 é uma das molduras tácticas sólidas, procuram-se dinâmicas capazes de depender menos das transições vertiginosas, mas capazes de fazer fluir os novos princípios de jogo, construir, construir e mesmo sem caminho para a área adversaria o mote é construir respirando confiança quando de posse do esférico.

As alas parecem dar menor largura e objectividade ofensiva, falta expressividade aos chamados extremos genuínos, combatendo-se essa ideia, com os movimentos de apoio dos laterais, permitindo-se a Hulk e outros vagabundear por zonas interiores quer em diagonais quer em movimentos de ruptura, como receptores da capacidade de passe do renascido Belluschi.

Em AVB expressão simbólica idiossincrática de construção, ganha rosto em Fernando, ícone e upgrade, faz a equipa caminhar por inteiro, não só porque se vê obrigado a dar mais ao jogo, mas porque é chamado a faze-lo nos mais variados momentos, deixando de viver emparedado entre as acções de receptáculo de quem vive amparado pela dupla de centrais, para se tornar veio e primeira fase de construção e/ou alimentador suporte dos médios ofensivos.

Não será o seu habitat mais natural mas será no futuro o espaço táctico preconizado pelo treinador, a convergência entre estes 2 espaços paralelos será uma das imagens de marca das novas sinergias do futebol azul e branco.

É neste processo de “visão táctica” revigorada que a filosofia do treinador marca intenções e/ou se define por acções, AVB pode ter devorado todos os livros da táctica, pode ter ensaiado programaticamente todos os códigos táctico/estratégicos, mas este Porto bebe do seu novo mentor o instinto rebelde, competitivo british, a sensibilidade táctica da qualidade organizacional e posicional quer em pressão alta ou blocos mais recuados no rectângulo de jogo. A Liga segue dentro de momentos, mostrou surpresas iniciais, em bom futebolês aconteceu futebol, ate a bola pareceu ter vontade própria, numa analise mais fria a tendência ainda não prima pelo estilo, mas que ninguém duvide que a Norte a ideia é muito mais que ganhar é construir uma inteligência colectiva que apenas reconhece a identidade idiossincrática base... futuro igual a sucesso!!!

16 julho, 2010

Dragão, o futuro não espera…vamos fazer o que ainda não foi feito!!!

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A cada época tuga, o desporto rei é um admirável mundo novo, a competição é cada vez mais global, mas mais medíocre. Tal como está, (fora das 4 linhas), não inspira nem agrega a sociedade, vertendo sim precariedade e medo do amanhã.

O futebol ao nível dos centros de decisão, estiolam e atrofiam o estado de alma colectivo dos clubes, obrigando a que muitos dos seus melhores interpretes, ideiem no seu egoísmo, ponte para realidades desportivo/financeiras mais atractivas.

A degradação é transversal, toca todos de forma endémica e como o futuro não espera por nós, o Dragão fechou um ciclo, permitindo-se ter no horizonte um destino de esperança, marcado por uma nova atitude de jogo, voltada para a busca egoísta de prazeres (títulos), como concepção maior do seu futebol.

Erros passados desalojaram qualidade ao plantel, é preciso elevar os padrões e recuperar ambição, mudar o discurso e ter uma nova visão, assentes em pessoas que sejam exemplo e referência de um lema “a vencer desde 1893”

A passividade é um ónus que tudo degrada, pelo que o clima de pré-época é ainda dúplice, a inquietude por algumas indefinições é contrastante com alegria de um discurso mobilizador, feito de liderança e ávido de sucesso.

Não se julgue radicalismo total este assumir da cisão com o anterior ciclo, todas as viragens de ciclo exigem adaptabilidade continuada, traduzindo-se a nova torrente de conhecimentos em aplicações úteis e geradoras de valor acrescentado.

A alegórica “jabulani” é cada vez mais conexão ideológica com a paisagem global de noção de equipa e esse parece ser vector máximo da forma de pensar o Dragão a partir da bola.

O Dragão de AVB é ainda um puzzle de polivalentes e multifuncionais idiossincrasias, mas onde a diversidade táctica afiança uma equipa de acção empolgante, talvez menos vertical nas acções ofensivas, mas dominadora de filosofias menos reactivas, estreitando simbioses entre a cinética da posse nos espaços, com a essência do “passe precise”, solução táctica dos melhores contextos táctico/dinâmicos, amplitude e largura natural de uma maleabilidade estratégica com sentido de baliza e objectivo primordial, o Golo.

A agilidade táctica do novo Dragão preconiza o redimensionar de algumas posições chave, Fernando, Hulk e os laterais são em face de tudo isto as unidades cujo processo de aculturação a nova matriz mais precisam de refinar premissas como movimento, recepção, aceleração e passe.

Há muito que alinho pelo diapasão dos mais sábios, se o treino é a base de construção de uma equipa, o jogo é o seu melhor professor, pelo que os próximos encontros de preparação passarão aos fiéis adeptos azuis e brancos hipotéticas convicções ou desilusões sobre o que está feito e o que está por fazer…

Nós, adeptos, somos únicos, alimentamos a causa, os valores e os princípios, vestimos a pele e incorporamos o espírito de missão, obrigando-nos à mobilização face ao que parece ser a nova política (interna do clube???) ou lei do silêncio e do coarctar da igualdade de direitos televisivos.

Enquanto ideia maior, este "novo" FC Porto é para AVB um inicio tentador, cuja complexidade, ADN, génese e identidade, transportam uma inevitabilidade histórica, a de um clube ganhador, onde falta de Futuro…

“Fazer o que ainda não foi feito”

“Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito
Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra conta
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais”