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26 janeiro, 2019

ENTREGA DO OURO AO “BANDIDO”.


sporting-FC PORTO, 1-1 (3-1 gp)

O FC Porto tem que ir à bruxa. Não há um jogo em que o Dragão tenha que ir ao desempate por pontapés de grande penalidade e que não esteja condenado ao fracasso. Na época passada assim foi com o rival de hoje e por duas vezes. Este ano voltou a acontecer a mesmíssima coisa. Por outro lado, os campeões nacionais continuam sem vencer esta prova, a competição que os azuis-e-brancos sempre desvalorizaram ao longo dos anos. Em três finais, os Dragões perderam outras tantas.

Sérgio Conceição apostou no mesmo onze utilizado quatro dias antes frente ao Benfica. No banco, Manafá estreou-se nas convocatórias e Soares teve que sair, devido a uma indisposição, ocupando Danilo a vaga. A expectativa era de que se pudesse assistir a uma final aberta, à semelhança do que aconteceu no jogo com o Benfica. Mas o que se viu na primeira parte foi um pouco do que se viu em Alvalade há umas semanas.


O Sporting pressionou o FC Porto na sua fase inicial de construção e os Dragões foram obrigados a fazer jogo directo com lançamentos em profundidade. No entanto, em algumas situações, a defesa portista esteve mal com passes mal medidos que poderiam ter trazido alguns dissabores.

Corona estava algo endiabrado na direita do ataque portista e colocava em água a defesa leonina. Só na hora da definição é que o mexicano pecou e daí perderem-se algumas situações de perigo iminente. No entanto, o extremo portista proporcionou a André Pereira a melhor oportunidade de toda a primeira parte. Num cruzamento com conta, peso e medida para a cabeça do atacante português, a bola saiu a rasar a trave. Na resposta, o Sporting rematou a rasar o poste de Vaná com um livre batido por Bruno Fernandes.


A etapa complementar foi completamente diferente. O FC Porto empurrou o Sporting para o seu meio-campo e dominou o jogo com quis. Os leoninos recuaram linhas, jogaram em bloco baixo e espreitavam o contra-ataque, mas a produção ofensiva tornava-se muito curta. O Dragão não permitia a subida do adversário. Apesar disso, as oportunidades de golo continuavam a escassear, ficando-se pelas ameaças. Fernando Andrade entrava em jogo para o lugar do apagado André Pereira, mas a bola não chegava à baliza de Renan Ribeiro.

Até que aos 79 minutos, Herrera ensaiou um remate de fora da área, a bola levava efeito e provocou uma defesa incompleta do Guarda-redes leonino. Na recarga, Fernando Andrade empurrou o esférico para a baliza e entregava, praticamente, a taça ao FC Porto. Festa e euforia em Braga com os Dragões a colocarem-se em vantagem a pouco mais de dez minutos de jogo.


Sentia-se no estádio que o jogo estava decidido e muito bem controlado. Só que, no melhor pano, cai a nódoa. Num lance de falta de concentração da defensiva portista, o Sporting obteve o empate caído do céu. Após tentativa de cruzamento do lado esquerdo do ataque verde-e-branco, Militão, em cima da linha de fundo e de forma a tentar evitar pontapé de canto, cabeceou para a entrada da área. A bola foi amortecida por Herrera para Óliver. O médio espanhol quando se preparava para pontapear na bola, deixou-se antecipar por Diaby e acertou na perna do seu adversário.

Com recurso ao VAR, o árbitro só tinha de assinalar grande penalidade. Bas Dost empatou o jogo e levou a decisão para as grandes penalidades. Mais uma vez a equipa portista foi derrotada desta forma. O FC Porto entregou o ouro ao “bandido” quando estava com quase duas mãos na taça. E assim se perde uma competição. Uma taça foi perdida por uma desatenção, mas agora há que arregaçar as mangas porque estão a chegar as primeiras grandes decisões da época e há que arrepiar caminho.

Próximo compromisso já na Quarta-feira, com a recepção ao Belenenses a contar para a 20ª Jornada da Liga NOS.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Queremos dar uma boa resposta frente ao Belenenses"

FC Porto foi mais forte
“Todas as derrotas são difíceis de engolir, principalmente quando sentimos que fomos mais fortes e que merecíamos ganhar. Foi uma primeira parte equilibrada, mas sempre com ascendente do nosso lado, com aquela oportunidade do André Pereira. Na segunda parte não houve nenhum remate enquadrado do Sporting, tirando a situação do penálti. Fomos superiores, com o Sporting muitas vezes a quebrar o ritmo de jogo, a intensidade do jogo, a querer arrastar o jogo para o levar para os penáltis. Custa perder desta forma, porque era um título que queríamos conquistar. Mas há que seguir em frente e pensar já no próximo objetivo, no jogo de quarta-feira. Queremos dar uma boa resposta frente ao Belenenses.”

As grandes penalidades
“Nós treinamos todos os pormenores e todas as situações que podem decidir um jogo. Treinamos os penáltis, a dinâmica ofensiva, situações defensivas também. Tudo. Depois, o jogo dita outra coisa diferente. Também treinámos os penáltis antes do jogo do Benfica, mas naquele momento, naquela hora, tudo aquilo que é fazer o golo, pode ser uma coisa diferente do que acontece nos treinos. Nestes três jogos, quem foi superior? O FC Porto. Mas no fim o que conta é o resultado, e hoje quem ganhou foi o Sporting. Se é justo? Pelo que disse, não.”


As paragens constantes do jogo
“Somos uma equipa habituada um ritmo alto, queremos sempre um jogo vivo, e muitas vezes o jogo foi quebrado por faltas. Numas vezes, justificando-se as paragens, em outras nem tanto. O árbitro, como queria segurar o jogo, como foi muito pressionado, acho que parou o jogo em demasia. Não foram apenas os jogadores da equipa adversária.”

O que disse aos jogadores na roda
“Disse-lhes para olhar em frente e olhar para o próximo jogo, para olhar também para trás, para quem nos estava a aplaudir enquanto fazíamos a roda, e para os esperam de nós uma resposta muito positiva na quarta-feira, num jogo para o campeonato, que é o próximo objetivo”.



RESUMO DO JOGO

22 janeiro, 2019

CLÁSSICO AO RUBRO.


benfica-FC PORTO, 1-3

Foi um clássico como todos os adeptos do futebol gostam: aberto, rápido, agressivo, polémico e de discussão prolongada. O FC Porto e o Benfica encontraram-se em Braga para disputar a primeira meia-final da presente edição da Taça da Liga. Saiu-se melhor o FC Porto que acabou por vencer por um resultado algo folgado.

Não faltaram motivos de interesse e quem receou assistir a um clássico fechado, táctico e bastante cauteloso de ambas as equipas, enganou-se redondamente. O FC Porto apresentou o onze do último jogo, apenas com duas alterações: Vaná apareceu na baliza e André Pereira ocupou a vaga de Soares na frente de ataque.


O FC Porto entrou fortíssimo no jogo. Ainda não estavam cumpridos os primeiro 60 segundos de jogo e já Marega desperdiçava um golo na cara de Svilar. Não contente com isto, o Benfica decidiu ripostar no minuto imediato, com a bola a sobrevoar a baliza portista mas o perigo terminou com uma bola rematada à malha lateral por João Félix.

Aos 8 minutos, Corona recebeu um passe de Marega na grande área e foi derrubado por Rúben Dias. O árbitro mandou seguir e nem sequer houve intervenção do VAR. Aos 24 minutos, os Dragões inauguraram o marcador já depois de André Pereira e Corona terem desperdiçado boas oportunidades de golo.

Marega, desmarcado na direita, rematou para defesa de Svilar e na passada, Brahimi atirou para o fundo das malhas, perante a incapacidade da defesa contrária. O Benfica respondeu sete minutos depois. Numa transição rápida, o FC Porto foi apanhado em contrapé com a defesa descompensada. Pizzi cruzou para a área, Seferovic dominou a bola e rematou para defesa de Vaná. A bola ressaltou para o pé de Rafa e encaminhou-se para a baliza.

O FC Porto reagiu de imediato. Aos 35 minutos, Brahimi desmarcou Corona na área, o mexicano amorteceu para a entrada de Marega que, de pé esquerdo, bateu Svilar. Estava reposta a vantagem no marcador.


O jogo ficou partido e havia ameaças nas duas balizas. Alguma precipitação e boas intervenções dos Guarda-Redes impediram que o resultado sofresse alterações até ao descanso.

Em cima do intervalo, o Benfica empatava o jogo, mas o golo era anulado pelo árbitro auxiliar. O VAR chamado a intervir não se pronunciou contra, uma vez que o lance não é claro. Mas já lá vamos à apreciação do momento. O FC Porto beneficiou de um livre perto da área benfiquista. Alex Telles cobrou, a bola foi cortada pela defesa vermelha e, num ápice, surgiram três jogadores do Benfica para um do FC Porto. Seferovic isolou Rafa e o avançado foi para a baliza. À saída de Vaná tocou a bola para Pizzi que empurrou para as malhas.

Ora, no momento do passe de Seferovic para Rafa, o avançado português encontrava-se numa posição milimétrica de fora-de-jogo. É um lance que suscita muita controvérsia e bastante polémica. Quer tivesse sido validado, quer tivesse sido anulado, como foi o caso. O VAR só pode intervir em lances de erros claros. Na repetição do lance com a linha da câmara de TV, é possível ver a ponta da bota do jogador benfiquista à frente dessa linha. Permite-nos dizer que estava em fora-de-jogo milimétrico.

Mas como estamos num país de pura propaganda do benfiquistão, o lance foi, é e será passado e discutido até à exaustão, sob a teoria de que foi um escândalo nacional. E o benfiquistão, com os seus acólitos bem posicionados estrategicamente nos principais órgãos de comunicação social, irá repetir permanentemente que foi um erro claro e inequívoco e que penalizou a sua equipa. Não, não há erro nenhum. Há, sim, um lance milimétrico que quer fosse validado, quer fosse anulado, seria sempre uma decisão perfeitamente aceitável. Mas como o modus-operandi de vigaristas e desonestos é o que todos sabemos, este lance vai já marcar a época toda na cabeça de gente mesquinha.


Esta gente quando foi colocada perante o lance do Benfica-Portimonense da época passada, com o VAR a anular um golo à equipa algarvia por pretenso fora-de-jogo milimétrico, foi aplaudido de pé por todo o benfiquistão. Uma decisão muito bem ajuizada e de grande competência foi o que se disse e o que se escreveu por toda a imprensa. Curiosamente e, eu acrescento, coincidentemente, o VAR desse jogo foi o mesmo que esteve esta noite em Braga. E o que disse agora o líder do benfiquistão sobre o árbitro? Não tem condições para apitar. Bendita coerência!

Esta gente que está ao serviço do benfiquistão e que dispara e propala barbaridades em tudo o que é tv/jornais/radio é a mesma que aceitou e concordou com o lance anulado a Soares na temporada passada no jogo entre o Sporting e o FC Porto a contar para as meias-finais da mesma prova. Soares estava na mesma situação que Rafa neste jogo. Ou seja, quanto muito seria um lance milimétrico.

Mas ainda há mais.

Esta gente, que não pensa pela própria cabeça e diz o que lhe mandam dizer, escamoteou e esqueceu por completo o golo que Seferovic marcou, esta época, diante do P. Ferreira. O jogador suíço encontrava-se adiantado no momento do cruzamento. Onde estão as vozes protestantes e condenatórias? Zero.

Tenham vergonha! Deveriam estar calados e lavar a boca com sabão.


Na segunda parte, o FC Porto recuou as linhas e defendeu a vantagem que dispunha. O Benfica pegou no jogo e tentou acercar-se da baliza portista. Por duas vezes, a baliza de Vaná esteve ameaçada. Os campeões nacionais tentavam sair para a contra-ofensiva e em duas situações Marega poderia ter definido melhor, não fosse o cansaço que acusou, uma vez que o maliano passou a fechar o corredor direito depois da saída de Corona.

A etapa complementar apesar de ter sido intensa e de bastante luta, foi menos interessante do que a etapa inicial. No entanto, a seis minutos da contenda, Soares recebeu uma bola perto do meio-campo, rodou e isolou Fernando Andrade que rendera Brahimi. O avançado brasileiro acelerou para a baliza e colocou a bola no canto inferior, estabelecendo o resultado final.

No final, venceu a melhor equipa, o colectivo mais sólido e mais experiente. Destaques finais para o grande jogo de Óliver Torres e para a capacidade de sacrifício de Marega que se desdobrou em várias funções em prol da equipa. Por outro lado, a grande moldura humana azul-e-branca registada na bancada nascente contrastou com as clareiras na bancada poente vermelha que nos faz perceber que, neste país, há mesmo seis milhões. São os seis milhões da treta.

O FC Porto segue para a final da prova onde vai esperar pelo vencedor da outra meia-final entre Sp. Braga e Sporting. O derradeiro jogo será disputado no próximo Sábado, no mesmo palco.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Provocámos o erro do adversário"

Maturidade e pressão alta
“Sinceramente, não me apetece muito falar do jogo. Podia falar da maturidade da minha equipa. Fizemos a nossa pressão alta e provocámos o erro do adversário, um dos nossos golos nasce dessa forma. Naturalmente demos mais campo ao Benfica na segunda parte, fizemos um golo em transição. Houve uma ou outra oportunidade do Benfica na segunda parte provocada por erros nossos, e sabíamos por onde o Benfica poderia criar perigo. Mas, sinceramente, não me apetece muito falar do jogo. Poderia falar de touradas e em como pegamos 'o touro pelos cornos', como se costuma dizer em bom português, mas também não vou falar disso porque tenho respeito pela instituição Benfica.”


Acontecimentos que falam mais alto
“O meu pensamento, neste momento, vai para a família do Emiliano Sala, que foi meu jogador no Nantes. Um miúdo fantástico. Seguramente que a família dele está a sofrer muito e a minha equipa técnica também está, tínhamos uma boa relação com todos os jogadores e recebemos hoje a notícia e deste desaparecimento. Não sabemos, neste momento, como estão as coisas, mas o meu pensamento mais forte é esse.”



RESUMO DO JOGO

30 dezembro, 2018

O BOM HÁBITO DE SOFRER.


BELENENSES-FC PORTO, 1-2

Esta equipa parece ter ganho o terrível prazer de vencer pelo sofrimento. Depois de se habituar a entrar a perder por quatro vezes nos últimos cinco jogos, o Dragão adquiriu um novo gostinho: sofrer até ao último apito do árbitro.

Por um golo qualificou-se o FC Porto para a Final Four da Taça da Liga a disputar-se em Braga entre 22 e 26 de Janeiro. Os Dragões ficaram empatados em tudo na classificação com o Desp. Chaves, excepto num factor determinante. Fizeram sete golos contra cinco dos flavienses. De resto, igualaram-se em pontos, na diferença de golos marcados e sofridos e em número de empates.

O carimbo da qualificação para a Final Four só aconteceu mesmo no final do jogo. Os últimos quinze minutos dos jogos Chaves-Varzim e Belenenses-FC Porto foram extremamente enervantes e emocionantes. Ora o Chaves que, em Trás-os-Montes, sufocava o Varzim mas a bola não entrava na baliza varzinista, ora o FC Porto via o Guarda-Redes Mika negar um punhado de golos feitos aos Dragões.

Sérgio Conceição apostou praticamente no seu onze habitual com duas alterações. Uma já esperada na baliza com Vaná a surgir no lugar de Casillas e outra de Bruno Costa a formar o trio do meio-campo com Danilo e Herrera. O técnico portista não facilitou e por isso não poupou pedras influentes na equipa azul-e-branca.


O jogo começou com uma entrada muito má do FC Porto. Aos 4 minutos, o Belenenses, a jogar sem nove habituais titulares, logrou adiantar-se no marcador. Após uma falta cometida por Maxi, Matija cobrou o livre na esquerda entre a linha lateral e a linha da grande área, Cleyton cabeceou para defesa incompleta de Vaná e Reinildo, mais lesto que toda a gente, rematou para a baliza.

O golo afectou bastante a equipa do FC Porto. Os Dragões não conseguiam organizar uma jogada com princípio, meio e fim e até aos 20 minutos de jogo, os azuis-e-brancos estavam, no fraco relvado do Jamor, com alguma dificuldade em entrar na partida.

Depois, os Dragões encontraram-se e começou a ver-se jogo com sentido único. Surgiram quatro oportunidades de golo. Todas para a equipa portista. Bruno Costa rematou a rasar o poste e depois Corona por três vezes desperdiçou o ensejo de empatar a partida. Primeiro, num cabeceamento deficiente, com tudo para atirar à baliza, depois num remate ao poste da baliza de Mika e, por fim, bem enquadrado com a baliza, à meia volta rematou ao lado.

A seis minutos do intervalo e sem ver resultados práticos, Sérgio Conceição, irritado, nervoso e impaciente, retirou do campo Maxi e Bruno Costa e lançou Hernâni e Soares. O FC Porto passava a jogar com uma disposição mais ofensiva. Corona desceu para lateral, Hernâni colocou-se a extremo e Soares apoiou Marega no ataque. O miolo ficou entregue apenas a Danilo e Herrera.


Ao intervalo, o resultado era injusto, mas castigava a inoperância do FC Porto nos primeiros vinte minutos e o desperdício dos seus jogadores. A etapa complementar foi terrivelmente intensa. O jogo continuava com sentido único. O Belenenses a defender e a procurar o contra-golpe e o FC Porto a apostar tudo no assalto à baliza de Mika.

A equipa portista assumia riscos elevados, mas não podia actuar de outra forma. A equipa estava toda balanceada para o ataque e dava muitos metros atrás para o contra-golpe dos azuis de Belém. A sorte dos azuis-e-brancos foi que o Belenenses apenas ameaçou por uma vez em lances de transição ofensiva, com Dramé a rematar cruzado ao lado da baliza de Vaná.

Aos 53 minutos, no entanto, o empate chegou com toda a naturalidade. Soares desmarcou Brahimi na esquerda e o argelino cruzou, por alto, para o coração da área onde Marega rematou forte sem deixar pousar a bola. O FC Porto estava nesse momento apurado, mas em Chaves, a registar-se um empate na altura, tudo poderia mudar a qualquer momento. Haveria que chegar à vitória e, se possível, marcar mais golos.

O Belenenses procurou reagir e o seu treinador Silas apostou em jogadores rápidos para tentar surpreender os Dragões. Mas o FC Porto estava demasiado comprometido com o jogo para permitir qualquer veleidade ao Belenenses. Aos 63 minutos, Alex Telles bateu mais um dos seus infindáveis livres e Soares, com um excelente toque de cabeça, fez a bola entrar junto ao poste e bateu Mika.


Com vantagem de um golo no seu jogo e a verificar-se um empate em Chaves, o FC Porto passou a controlar a partida e o resultado. No entanto, acerca de vinte minutos do fim, chegam notícias de Trás-os-Montes. O Chaves acabava de marcar dois golos em quatro minutos e o apuramento dos Dragões estava preso por arames. Apenas um golo separava a linha muito ténue entre o apuramento e a eliminação.

Até ao final assistiu-se a uma franja de nervos e a mais um punhado de golos desperdiçados pelo FC Porto. Mika, guarda-redes do Belenenses, fazia três grandes defesas a remates de Hernâni por duas vezes e depois a um remate de Adrián, defendido por instinto.

Em Chaves, o sufoco à baliza do Varzim era de tal ordem que se temia que a qualquer momento, os flavienses marcassem um golo que lhes daria a qualificação para a Final Four da prova. Danilo, no Jamor, viu ainda um golo anulado por fora de jogo, mas em Chaves, a equipa local acabaria por não marcar e os Dragões acabaram por se qualificar, onde vão defrontar o Benfica, nas meias-finais, no próximo dia 22 de Janeiro.

Até lá, muitos jogos esperam o FC Porto. Jogos exigentes, intensos e desgastantes a começar já no terceiro dia do Ano Novo, na sempre difícil deslocação à Vila das Aves a contar para a 15ª Jornada da Liga NOS.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "A Taça da Liga é vivida de forma diferente"

Objetivo cumprido e o recorde
“Estamos contentes. Tal como no ano passado, chegamos à Final Four. Lembro-me que perdemos nos penáltis na meia-final, mas queremos mais, queremos vencer a competição. Houve emoção. Acredito que a Taça da Liga é aquilo que não foi no início, é vivida de uma forma diferente. A 16.ª vitória equivale a um recorde, mas é um recorde para o clube. Para mim é bom porque coincide com a passagem à meia-final da Taça da Liga”.

Reação após mau início
“Entramos mal, tivemos 20 a 25 minutos fracos. A partir do momento em que acordamos um pouco para o jogo, principalmente naquilo que foi a disponibilidade mental dos jogadores para este encontro, o jogo teve praticamente sempre um sentido. O Belenenses é uma equipa com jovens jogadores com qualidade, e o golo deu-lhes ânimo, mas falhamos dez oportunidades de golo graças a Mika, que foi o melhor jogador em campo. Por tudo isto, a vitória é merecida, e continuamos a colher o fruto que advém do nosso trabalho”.


Final Four equilibrada
“Desculpe estar aqui com a braçadeira, mas é para a Liga não me multar outra vez. Os clubes hoje dão imensa importância a esta competição, e a verdade é que os quatro primeiros clubes da Liga estão na Final Four. Acho que as meias-finais vão ser muito competitivas e isto só ajuda a dar um maior prestigio à Taça da Liga”.

A mesma ambição no virar do ano
“A conquista do campeonato foi o maior momento do ano, mas é um prazer trabalhar todos os dias nesta casa. Vivemos com uma ambição muito grande, houve momentos muito positivos em 2018, mas temos de dar continuidade em 2019. Aproveito para desejar um grande 2019, cheio de saúde, paz e de muito sucesso, que é isso que todas as pessoas procuram”.



RESUMO DO JOGO

31 outubro, 2018

HALLOWEEN NO DRAGÃO.


FC PORTO-VARZIM, 4-2

Não consigo olhar para esta competição com bons olhos. Desde a sua implementação no panorama desportivo nacional que embirro com esta prova. Nasceu torta, traz jogos sem qualquer interesse, leva pouca gente aos estádios e é altamente prejudicial para o calendário de jogos que as equipas têm que cumprir entre Campeonato, Taça de Portugal e Champions League.

Muita gente poderá dizer que o Sérgio Conceição colocou em campo onze jogadores habituais suplentes. Pois colocou e rodou a equipa. Mas esses jogos com onze jogadores que pouco ou nada têm de entrosamento no próprio jogo, tornam o espectáculo chato, aborrecido e sensaborão. Preferia ter mais jogos de campeonato ou duas fases de Champions League do que jogar esta taça da “treta”. O Sérgio Conceição que me desculpe, mas não gosto desta competição. Confesso que vejo com mais interesse jogos da pré-época do que os jogos desta taça.


Vamos ao jogo.

Foi uma vitória conseguida com bastante dificuldade perante uma equipa da Ledman Liga Pro. O FC Porto, para vencer, teve que recorrer ao banco de suplentes e colocou a artilharia pesada para levar de vencida um Varzim bem organizado e estruturado por Nuno Capucho.

O FC Porto revelou níveis de agressividade e intensidade muito abaixo do esperado e os 11 jogadores iniciais revelaram uma clara estranheza a jogar entre si. O Varzim disso se aproveitou para fazer o seu jogo e, desse modo, sentiu-se algo confortável no reduto dos azuis-e-brancos. Os varzinistas pouco ou nada incomodaram Vaná, perante um FC Porto apático, lento, sem ideias e alheado, de certa forma, do próprio jogo.

No entanto, aos 20 minutos de jogo, Hernâni teve uma boa oportunidade pela esquerda para defesa do Guarda-Redes poveiro. Dez minutos depois surgiu a surpresa no Dragão. Estrela deambulou pela direita do seu ataque, a bola sobrou para a entrada da área e Toro rematou ao ângulo superior da baliza de Vaná. O FC Porto reagiu e acordou do marasmo em que estava mergulhado. André Pereira rematou ao poste da baliza dos poveiros à passagem dos 40 minutos e dois minutos volvidos, Bazoer culminou uma jogada com um golo de trivela de belo efeito. Estava reposta a igualdade.


Ao intervalo, Sérgio Conceição não estava satisfeito. Havia que mudar alguma coisa para aumentar a produtividade. Os jogadores em campo tiveram oportunidade para mostrar a sua mais-valia para o grupo, no entanto alguns não justificaram a chamada. Jorge ficou no balneário e Corona entrou em campo para fazer a diferença. Hernâni recuou para lateral esquerdo.

O FC Porto até entrou com mais intensidade no jogo e os primeiros minutos mostraram isso mesmo com Corona a dar razão à opção de Sérgio Conceição. Só que o marcador não se alterava. Foi preciso recorrer novamente ao banco para que o FC Porto tivesse mais presença na área. João Pedro, também pouco inspirado, saiu para a entrada de Soares aos 65 minutos. Corona recuou para lateral direito. Oito minutos depois, o ponta-de-lança brasileiro concretizou a reviravolta, correspondendo de cabeça a um canto batido por Sérgio Oliveira.

Ainda as bancadas do Dragão estavam a acomodar-se com o 2-1, via-se o Varzim a repor novamente a igualdade no marcador. Sérgio Oliveira aparecia de novo em destaque, mas desta vez pela negativa. O médio portista, num momento de falta de concentração, atrasou inadvertidamente a bola para Vaná, com Haman, o avançado varzinista, a interceptar a bola, ganhando o ressalto ao Guarda-redes portista. Depois só teve que empurrar a bola para as malhas.

Sérgio Conceição chamou de imediato Óliver para o lugar de Bazoer. O empate e os efeitos do Dia das Bruxas pareciam ameaçar o Dragão. No entanto, Óliver mexeu com o jogo e a bola pareceu circular com muito mais desenvoltura. O FC Porto lançou-se para os últimos 15 minutos com uma vontade indómita de vencer o jogo, condição essencial para Sérgio Conceição poder estar na Final Four da prova.


Aos 81 minutos, Adrián teve uma jogada dentro da grande área, cruzou para a zona de baliza e Payne, defesa poveiro, pressionado por Soares, colocou a bola dentro da própria baliza. Estava feito o 3-2 e sentia-se que a vitória já não escapava. O Varzim tentou ameaçar, mas os Dragões com três reforços de peso saídos do banco foram mais do que suficientes para garantir os três pontos. O jogo não terminou sem o quarto golo obtido por André Pereira. Jogada sensacional de Corona pela direita, a ultrapassar três adversários, cruzamento para a entrada da pequena área com André Pereira a cabecear para as malhas.

Com 4-2, o FC Porto arrumou a questão do jogo e com três pontos assumiu a liderança do grupo C da prova. Numa semana, o FC Porto passou a assumir liderança em três competições. Esperemos que seja para manter. Para terminar esta fase de Grupos, o FC Porto terá de vencer o Belenenses, provavelmente, no Estádio do Jamor, em fins de Dezembro. Antes disso, os Dragões terão muitos jogos para cumprir. A começar já no Sábado para a Liga NOS, com uma difícil deslocação ao reduto do Marítimo, antes de regressar aos compromissos europeus para a recepção ao Lokomotiv de Moscovo.

Destaque para a boa exibição de Bazoer, para a confirmação do bom momento de forma de Óliver e para a magia de Corona, decisivos no triunfo desta noite frente ao Varzim. Jorge, João Pedro e Sérgio Oliveira estiveram muito abaixo do expectável.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Foi uma vitória justíssima"

A revolução no onze
“Assumo aquilo que fiz e fazia exatamente igual. O discurso não é hipócrita quando dizemos que confiamos no grupo de trabalho. Se o FC Porto não conseguisse a vitória estava em risco a nossa passagem, mas assumi a opção de colocar onze jogadores que estavam a jogar praticamente pela primeira vez juntos. Sei como trabalharam durante a semana, e estou aqui para modificar algo que não corra bem durante o jogo. É para isso que me pagam. Nestes jogos, com uma equipa de um escalão inferior, combativa, era importante saber que íamos sofrer em determinados momentos, precisamente pela falta de entrosamento. É óbvio que um jogador ou outro esteve abaixo do que esperava, mas não posso ter um discurso dentro do balneário e outro fora. O que assumo dentro é também para fora.”

Aplicação, determinação e vontade
“Obviamente que não gostei da prestação de uma ou outro jogador, mas sei que não foi porque quisessem, mas a verdade é que uma coisa é treinar e bem, com dedicação e intensidade, outra diferente é ter o ritmo do jogo, sobretudo jogando numa equipa em que os 11 jogadores jogaram juntos praticamente pela primeira vez. Fico menos contente, sim, quando a aplicação, a determinação e a vontade de fazer não estão lá e é verdade que senti, em determinados momentos, que um ou outro jogador poderia ter feito mais.”


As substituições
“Tirei os laterais e meti dois alas a lateral, porque precisávamos de algo mais nos corredores laterais, precisávamos de dar mais largura, criar mais desequilíbrios. A entrada do Tiquinho teve como objetivo ter mais presença na zona de finalização.”

O festejo do quarto golo
“Sou um adepto do futebol e quando vejo lances daquele género fico feliz. O Corona é um craque, mas tem que juntar mais algumas coisas ao seu jogo. Quando consegue meter para fora o que tem dentro fico extremamente feliz, porque sou apaixonado pelo jogo. E também festejei daquela forma porque era um golo importante e que nos deu a tranquilidade para uma vitória justíssima que podia ter tido mais um ou outro golo, principalmente na segunda parte, em que tivemos mais cinco ou seis ocasiões claras para marcar.”

Consistência defensiva
“Gosto mais de ganhar por 1-0 do que por 4-2, porque quero que a minha equipa seja mais consistente defensivamente, que não permita ocasiões de golo ao adversário. É preciso não esquecer que os dois golos que sofremos nasceram de erros individuais e não por causa da nossa organização defensiva.”



RESUMO DO JOGO

14 setembro, 2018

A MALAPATA DA TAÇA DA LIGA.


FC PORTO-CHAVES, 1-1

O FC Porto tem, de facto, uma estranha relação com a Taça da Liga. Desde a sua estreia no panorama desportivo nacional, os azuis-e-brancos não se dão bem com os ares desta competição. Ano após ano, os azuis-e-brancos têm grandes dificuldades em levar de vencida os seus adversários e em chegar ao derradeiro jogo de uma prova que nunca foi vista com simpatia pelo FC Porto. Sérgio Conceição, no entanto, desde que ingressou no clube, faz questão de mostrar que a Taça da Liga é um troféu para vencer e esta noite voltou a reforçar essa ideia.


Apesar de tudo, o resultado alcançado vai obrigar o FC Porto a fazer dois resultados convincentes nos próximos dois jogos: em casa com o Varzim e, no Jamor, com o Belenenses. Os Dragões empataram em casa com o Desp. Chaves, pela primeira vez na sua história, num jogo em que os flavienses estiveram mais preocupados em promover o anti-jogo do que em contribuir para o espectáculo dentro das quatro linhas.

Sérgio Conceição operou algumas mexidas na sua equipa, com destaque para as estreias de Vaná e de João Pedro. Os azuis-e-brancos entraram com intenção de marcar cedo e Felipe revelou-se o protagonista desta fase do jogo. Primeiro com um desvio de calcanhar para defesa do Guarda-redes contrário e depois, num cabeceamento à figura do mesmo.

O Desp. Chaves alimentava as perdas de tempo, a simulação de lesões e jogava completamente com o relógio. Depois dos 5-0 com que foram brindados na 1ª Jornada da Liga NOS, Daniel Ramos preparou a equipa para fazer este jogo miserabilista. Marega ainda tentou o golo aos 22 minutos, mas a sorte nada quis com o maliano.


O árbitro, complacente com a postura da equipa transmontana, deu dois miseráveis minutos de compensação, no final da primeira parte, o que levou à reacção enérgica e intempestiva de Sérgio Conceição. Com esta reacção do treinador portista, o homem do apito, provavelmente para mostrar algo a alguém, mandou, de imediato, o timoneiro portista para as cabines.

Na segunda metade, a parte inicial continuou com a mesma toada. O FC Porto com vontade de marcar e de chegar à baliza contrária e o Desp. Chaves a contar com a aprovação do juiz de campo para explanar o seu anti-futebol a toda a largura do campo.

Brahimi e Hernâni entraram para tentar resolver o jogo e com as suas presenças, o FC Porto aproximou-se perigosamente da baliza contrária. Até que aos 74 minutos, o argelino, a passe de Herrera, entrou na grande área, pela esquerda, cruzou, a bola sobrou para Hernâni que, num remate espontâneo, bateu António Filipe. Estava feito o mais difícil.


O anti-jogo flaviense, de repente, desapareceu do relvado do Dragão. O Chaves procurou, então, modificar alguma coisa e, numa jogada pela esquerda, a bola foi cruzada para a área portista onde Eustáquio surgiu no segundo poste a bater Vaná. Uma injustiça de todo o tamanho que viria, ainda, a ser acrescentada por uma grande penalidade sobre Aboubakar sonegada, escandalosamente, pelo árbitro da partida.

A terminar o jogo, Jefferson obrigou Vaná à defesa da noite e, logo a seguir, Aboubakar colocou a bola na baliza do Chaves com a mão. O árbitro assinalou o golo, mas depois a decisão foi revertida, e bem, pelo árbitro auxiliar.

É um ensaio pouco inspirador para a estreia na UEFA Champions League, mas não há jogos iguais. O FC Porto poupou algumas peças do seu onze habitual e, com certeza, que na próxima Terça-feira dará uma resposta cabal, na Alemanha quando defrontar o Schalke 04, num saudoso estádio, em Gelsenkirchen.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "O árbitro teve pouca mão no jogo"

Tempo útil de jogo muito curto
“Tivemos entre 12 a 15 minutos de tempo útil de jogo na primeira parte. Cada reposição de jogo do guarda-redes demorava 20, 30 ou 40 segundos, por isso é que me vim embora. Ao intervalo, disse que o tempo útil de jogo era muito curto, muito curto. Obviamente que não falei neste tom, falei num tom mais exaltado, mas foi isto que disse. Vi o árbitro com pouca confiança, com pouco caráter, com algum receio até durante o jogo, pareceu-me estar pouco seguro. A minha expulsão teve a ver com isso, com a forma de estar dele. Estavam lá 12, 15 pessoas que podem testemunhar isso. Não foi por algo mais, foi exatamente isto que se passou e com testemunhas.”

Faltou maior dinâmica e velocidade
“Houve alguma ineficácia da nossa parte. Sabemos que as equipas do Daniel Ramos, quando a equipa adversária joga com dois avançados, encaixam um médio defensivo junto aos centrais. Faltou-nos alguma dinâmica, alguma velocidade na circulação também. Penso que tivemos algumas ocasiões de golo e, não fazendo um jogo espetacular, merecíamos sem dúvida ganhar este jogo.”


Ambição intacta na Taça da Liga
“Queremos ir mais longe nesta competição e eu quero ganhá-la. Vamos fazer tudo para que isso aconteça. Mas temos de meter gente competente, gente que contribua para o espetáculo. Penso que a Liga deu lucro e hoje por exemplo, se tivéssemos aqui o VAR, teríamos conseguido um resultado melhor que o empate.”

Moldura humana bastante interessante
“Esteve uma moldura humana bastante interessante, esta empatia e este envolvimento que eles conseguem criar com a equipa é importante. Da nossa parte, devíamos ter feito um pouco mais, para além daquilo tudo que falei. Um adversário com constantes perdas de tempo, com constante antijogo, foi por isso que falei ao intervalo, porque o árbitro teve pouca mão no jogo.”



RESUMO DO JOGO

24 janeiro, 2018

O VAR DECIDIU, ESTÁ DECIDIDO.


SPORTING-FC PORTO, 0-0 (4-3 gp)

A segunda meia-final da presente edição da Taça da liga, lucílio, ctt, cerveja, o que lhe quiserem chamar, foi mais uma excelente propaganda para o VAR e seus pares. A continuar assim, iremos ter um VAR com óculos de graduação garrafal. Cada semana que passa, os erros e as vistas grossas aumentam e os artistas mantêm-se impávidos e serenos como se tudo estivesse normal.

Há poucos dias, reuniu a comissão de arbitragem com os clubes em Fátima, não fossem os padres faltar a um importante evento se tal reunião fosse agendada para o Porto, Vila Real ou outro lugar que o valha. O evento serviu para analisar a arbitragem e o VAR. Da tal reunião, os árbitros e o G15-3 terão saído muito satisfeitos com o balanço feito. Segundo eles, o VAR está a funcionar na plenitude e em quase 100% dos casos encontra-se a agir em conformidade. Se eles o dizem, quem somos nós para o contestar?

Não podemos ser obtusos ao ponto de colocar em causa toda esta gente que, pelo menos, nos últimos 4 anos ajuizaram e decidiram tudo em volta das competições a nível interno. Nós temos a mania que somos mais evoluídos e inteligentes que essa gente e que os erros que registámos são coisas das nossas cabeças apenas para implicar. Por isso e por outras situações, eu estou a pensar que deveremos, claramente, perder o jogo com o Estoril "na secretaria" porque os nossos adeptos são inequivocamente um bando de energúmenos que, por não saberem perder, invadiram o campo da Amoreira no intervalo do jogo com o Estoril. E depois ainda tiveram a distinta "lata" de inventar uma história mirabolante de que a bancada, onde se situavam a ver o jogo, estaria a ruir. Mas que mentes mais perversas!


Deixemo-nos de brincadeiras e de cinismos. Vamos ao que interessa e dizer as coisas tais como elas são. O VAR foi claramente decisivo para o desfecho do jogo desta noite entre Sporting e FC Porto. Tal como tem sido para vários jogos ao longo desta temporada. É hora de dar um murro na mesa e dizer basta. Não é tolerável continuarmos a assobiar para o lado e a permitir que incompetentes idiotas continuem a tomar decisões incríveis.

Em primeiro lugar, este jogo teve seis árbitros de campo: o principal, dois auxiliares nas linhas laterais, dois de baliza e um situado entre os bancos para controlar os mesmos e as substituições. Depois, ainda teve o VAR e o AVAR. Tanta gente para ajuizar e conduzir um jogo, não significa que a arbitragem irá ser melhor. Pelo contrário, pode ser um autêntico desastre.

Estavam decorridos os primeiros minutos de jogo, quando na conversão de um livre para a grande área, foi detectado por toda a gente que viu o jogo uma suposta grande penalidade contra o FC Porto. Danilo puxou e agarrou, de facto, Bas Dost dentro da grande área mas só as equipas de arbitragem e do VAR é que não viram qualquer infracção. Uma falta do tamanho dos clérigos. Não viu o árbitro, não viram os árbitros de baliza e não viu o VAR motivos para marcar grande penalidade.

Mas caso fosse assinalada falta de Danilo sobre Bas Dost, o VAR teria que saber analisar uma situação antes de decidir marcar pontapé de penalty. Teria que visualizar a jogada desde o início para verificar se havia ou não alguma infracção anterior. O VAR saberia analisar isso? Se calhar não saberia ou talvez soubesse. A comunicação social tão depressa a apontar esta falta grosseira de Danilo, não foi menos lesta a escamotear e a silenciar um fora-de-jogo de Bas Dost no momento em que Bruno Fernandes bateu o livre para a grande área.


O certo é que o jogo prosseguiu. Não foi assinalado qualquer fora-de-jogo e não foi marcada a grande penalidade por falta de Danilo sobre Bas Dost. Temos então o primeiro grande caso em que o VAR não soube avaliar como deveria ter avaliado.

O jogo prosseguiu. Nos primeiros 15 minutos, o Sporting teve algum ascendente sobre o meio-campo portista. Sem criar oportunidades de registo, excepto num lance em que Bruno Fernandes viu um remate ser interceptado por Alex Telles, a equipa azul-e-branca via o seu pêndulo do meio-campo lesionar-se sozinho. Danilo queixou-se da perna e foi imediatamente substituído por Óliver Torres.

Curiosamente, a entrada do espanhol coincidiu com a viragem do jogo. O FC Porto começou a equilibrar o jogo, a ganhar duelos no meio-campo e a ameaçar relativamente a baliza contrária. Sérgio Oliveira que aparece no onze nos jogos de maior exigência teve uma ou outra oportunidade para decidir melhor no último passe mas precipitou-se nas vezes em que se aproximou da baliza de Rui Patrício.

Até que aos 35 minutos, surge o segundo caso do VAR. Contra-ataque rápido do FC Porto com Brahimi a lançar em profundidade Sérgio Oliveira, este apertado, desmarcou Soares que o acompanhava e o brasileiro, que jogou no lugar de Aboubakar, abriu o marcador em Braga. Golo validado pelos árbitros de campo mas segundos depois o árbitro pede um momento. Recua na decisão e, perante instruções do VAR, anula o golo ao FC Porto.

Ora, no lance que vimos pela tv, ninguém no seu perfeito juízo pode determinar com certeza de que Soares está em fora-de-jogo, tal como ninguém pode afiançar que Soares estava em jogo.


A pergunta que eu deixo é a seguinte: como é que o VAR pode ajuizar um lance que mais ninguém pôde avaliar?

a) Estaria o VAR na posse de imagens a que mais ninguém teve acesso?

b) Terá o VAR acedido a imagens com as linhas que as tvs usam nas transmissões e que, por vezes, são colocadas no relvado para ajudar a perceber se há ou não fora-de-jogo?

c) Terá o VAR usado essas linhas que a FIFA e a UEFA recusam liminarmente por considerarem que não são altamente fiáveis?

d) Será que o VAR estaria a ouvir os idiotas da RTP que comentavam o jogo, tendo um deles afiançado e afirmado que Soares estaria, no mínimo, um metro em fora-de-jogo e por aí decidiu anular o golo?

Ninguém saberá com certeza em que é que Soares Dias se baseou para anular o golo. O certo é que a olho nú, ninguém pode dizer se Soares está ou não em fora-de-jogo.

Só um iluminado do Porto Canal, um tal de Perdigão, é que na sua análise pós-jogo viu um fora-de-jogo de Soares e entendeu que a decisão foi bem tomada. Mas quem é este sujeito, com suposto olho de falcão, para afirmar tal coisa? Sujeito esse que nem sequer foi capaz de analisar correctamente o lance na área portista entre Danilo e Bas Dost. E o que é que esse Perdigão está a fazer num canal que é um canal com ligações ao FC Porto e serve para defender os interesses do clube?


Dizem por aí que, alegadamente, esse Perdigão tem um bom "padrinho" dentro das estruturas do FC Porto. Não sei qual é a definição de "padrinho" neste contexto mas gostaria de saber. E também, alegadamente, representa o FC Porto nas reuniões de arbitragem. Não sei se corresponde ou não à verdade mas se for verdade, então o FC Porto está muito mal representado nessas reuniões. Não precisamos de nenhum Perdigão para analisar os lances dos nossos jogos porque esse sujeito faz análises completamente desajustadas, tendo já sido contestado várias vezes por outros companheiros de painel do programa. E para defender os nossos interesses nas reuniões de arbitragem, há com certeza pessoas que defendem muito melhor os nossos interesses do que este sujeito. Com este discurso, jamais. Como sócio, sinto-me envergonhado.

Voltando ao VAR, eu pergunto o que diz o protocolo do próprio VAR. Muito claramente diz que só em casos claros, flagrantes, de certeza é que o VAR deve intervir num lance destes de suposto fora-de-jogo e ajuizar em conformidade. Não foi o caso. Nem Soares Dias, nem Perdigão, de uma forma séria, podem dizer se foi ou não fora-de-jogo.

Posto isto, o VAR tem condições para continuar a actuar pelos relvados portugueses? Os senhores que lá estão, que visualizam e analisam as imagens têm condições para desempenhar as funções com esta responsabilidade? Tirem as vossas conclusões.

O jogo continuou com um nulo e com ambas as equipas a praticarem um jogo intenso, de luta, muito tácticas e com poucos espaços para a baliza.


A etapa complementar trouxe mais Porto. Os Dragões quiseram ganhar o jogo na segunda metade e mostraram isso em, praticamente, toda a segunda parte. Não obstante, o Sporting teve o lance mais perigoso ao enviar uma bola ao poste num cabeceamento de Coates. Os azuis-e-brancos, no entanto, tiveram algumas oportunidades.

Soares isolado rematou contra Rui Patrício mas o lance foi anulado por fora-de-jogo; Ricardo Pereira teve uma incursão à área contrária, no entanto, rematou à figura do guarda-redes contrário; Aboubakar, que substituiu Soares, interceptou uma bola no meio-campo e, precipitadamente, tentou o remate para a baliza; Waris, que se estreou, cabeceou ao lado; e Marega, no último lance de jogo, entrou na área pela direita e tomou a decisão de rematar quando tinha Brahimi completamente solto para atirar à baliza.

Sinal mais para o FC Porto, claramente mas este facto não chega para vencer jogos. Em três jogos com os eternos rivais, o FC Porto ficou-se sempre pelo "quase", apesar de todas as contrariedades e os malabarismos das arbitragens e do VAR. Os Dragões têm que, de uma vez por todas, não falhar nem comprometer na hora de decidir no momento de atirar à baliza. Os azuis-e-brancos terão que voltar a ter aquela mentalidade que tantas vitórias deram num passado não muito longínquo em que no momento das decisões raramente claudicavam.

Os jogos que virão em breve serão claros testes à capacidade de decisão desta equipa e serão um claro indicador de avaliação para atestar a capacidade mental da equipa e dos seus jogadores.


Não havendo golos (validados) ao fim de 90 minutos, recorreu-se à decisão do vencedor da partida através de grandes penalidades. Herrera, Aboubakar e Brahimi não fizeram a sua parte com competência e o Sporting acabou por ser mais feliz, vencendo o jogo por 4-3.

O FC Porto regressa à Liga NOS no próximo dia 30, dia em que vai jogar a Moreira de Cónegos mais uma jornada com vista a obtenção de mais três pontos essenciais na luta pelo título de campeão nacional.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Queremos ganhar o que ainda temos para jogar”

Um FC Porto superior
“Ainda não tive oportunidade de ver o golo. O jogo foi intenso, não bem jogado, em especial na primeira parte, porque houve pouco espaço. Tivemos o percalço da lesão do Danilo, que alterou um pouco a estratégia para o jogo: tive de puxar o Marega para a direita e o Sérgio para o meio, para apoiar o Herrera e Óliver. Mesmo assim houve um golo anulado e uma situação de perigo nossa e não me lembro de nenhuma deles. Na segunda parte entrámos fortes, o Sporting teve a bola parada que enviou ao poste e depois nós voltámos a criar situações de fazer golo. Penso que nos 90 minutos ninguém duvida que fomos a equipa que teve as melhores oportunidades. Depois, nas grandes penalidades, que não são lotaria nenhuma porque as trabalhamos, o Sporting foi mais competente.”


O “não” peso da derrota
“A derrota tem impacto. Claro que tem. Na revolta que nós sentimos e na vontade que temos em ganhar o campeonato, a Taça de Portugal e ir o mais longe possível na Liga dos Campeões. Sabemos que somos uma equipa forte, competitiva, e que vai querer ganhar as competições internas que temos para jogar.”

Lição para o futuro
“Vamos ter tempo de preparar esse jogo da melhor forma e saberemos o que fazer para fazer golos, que é o que falta. Em Alvalade tivemos uma mão cheia de oportunidades e hoje também tivemos algumas. Sabemos das fragilidades deles e vamos trabalhar nisso. Às vezes pecamos no último passe, é verdade, mas nestes dois jogos conseguimos criar e ter ascendente. Obviamente que o Sporting tem valor e qualidade.”



RESUMO DO JOGO

30 dezembro, 2017

ESPERANÇA NO NOVO ANO.


PAÇOS FERREIRA-FC PORTO, 2-3

O ano que agora termina, deixa duas certezas: uma é de que o FC Porto está em quatro frentes para lutar pela vitória; a outra é de que a esperança na equipa de Sérgio Conceição aumenta de jogo para jogo.

O jogo desta noite em Paços de Ferreira não foi um exemplo do que é o FC Porto ou daquilo que se espera dos Dragões. No entanto, os portistas mostram uma vontade indómita de vencer que chega para desvalorizar a parte final da primeira parte em que foi pouco consentânea com uma equipa com os objectivos da equipa de Sérgio Conceição.


O FC Porto chegou com facilidade à vantagem de duas bolas de diferença. O jogo indiciava um passeio na Mata Real. Não só pelos dois golos nos primeiros vinte minutos obtidos por Reyes e Brahimi, mas também pelas oportunidades flagrantes desperdiçadas por Soares, Ricardo e Marega.

Mas no último quarto da hora da etapa inicial, os Dragões relaxaram e os pacenses aproveitaram os espaços concedidos pelos azuis-e-brancos e chegaram à baliza de Iker Casillas com facilidade e lograram empatar o jogo. Numa equipa que tem grandes objectivos para esta época, é inadmissível permitir esta recuperação, principalmente, a uma equipa inferior.

A linha defensiva esteve particularmente mal, desconcentrada e pouco agressiva na abordagem dos lances. Por isso, no descanso, Sérgio Conceição corrigiu e fez duas alterações. Maxi e Soares ficaram nas cabines e Corona e Aboubakar entraram para a etapa complementar.

O técnico portista acertou em cheio. Decorria o quarto minuto da segunda parte quando Corona cruzou com conta, peso e medida para a entrada da pequena área, onde apareceu Aboubakar a facturar de cabeça, repondo a vantagem do Dragão no jogo.


A segunda metade foi encarada pelos portistas com grande profissionalismo, não permitindo ao adversário grandes veleidades no assalto à baliza de Casillas.

Pelo seu lado, os Dragões ainda tiveram uma ou outra oportunidade para aumentar o score, nomeadamente por Aboubakar, mas Defendi evitou males maiores para a equipa da casa.

A terminar a partida, Herrera, num momento infeliz, fez um gesto com o cotovelo na cara de um adversário e foi expulso. Decisão correcta, nada a contestar, excepto a gritante dualidade de critérios do padre Bruno Esteves.

O mesmo árbitro, perdão padre, em jogos que arbitrou anteriormente, não sancionou lances mais graves em que os intervenientes foram jogadores do Benfica. Gravata de Samaris a João Carlos Teixeira e apertão do pescoço do mesmo a outro jogador bracarense. Critérios…


Por outro lado, o homem do apito deixou passar claras faltas grosseiras para cartolina a jogadores do Paços de Ferreira que, várias vezes, recorreram ao anti-jogo para interromperem jogadas de perigo da equipa portista. O padre mostrou não estar à altura do encontro. Péssimo juiz de campo!

Terminado o ano civil, o FC Porto vai ter os primeiros dois meses do ano de grande exigência competitiva. Com jogos de 4 em 4 dias, o FC Porto vai definir muito do que pode ditar a época em termos de conquistas.

Serão quatro competições de grande exigência a começar já na Quarta-feira com uma sempre difícil deslocação a Santa Maria da Feira para conquistar três pontos, numa jornada em que os dois grandes rivais se defrontam.

Palavra de ordem: VENCER.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “É uma vitória completamente justa”

Entrada forte
“Entrámos bem no jogo. Sabíamos que era preciso ganhar para estarmos nas meias-finais da Taça da Liga. Fizemos dois golos e criámos situações para o 3-0, que nos daria maior tranquilidade. O Paços teve o mérito de marcar nas duas únicas situações que teve e aproveitou desconcentrações nossas. Retificámos algumas coisas ao intervalo, nomeadamente a forma como defendíamos. Fizemos o terceiro golo na segunda parte e, se tivéssemos definido melhor em algumas situações, poderíamos ter conseguido um resultado mais amplo. É uma vitória completamente justa. Foi um bom jogo da equipa e conseguimos o mais importante, que era ganhar.”

Uma questão de eficácia
“Criámos muitas situações de golo. Chegámos com facilidade ao último terço, mas temos de ser mais eficazes. Hoje não estivemos tão bem defensivamente, mas fico sempre satisfeito por criarmos tantas oportunidades de golo. O difícil é chegar lá como nós o fazemos. Já estivemos bem melhor noutros jogos, mas é de realçar o esforço dos jogadores depois de uma paragem que não é muito benéfica. Estamos em todas as frentes e isso é de louvar. Os jogadores estão de parabéns.”


A expulsão de Herrera
“É o ponto mais negativo desta noite. Não havia necessidade de ter feito o que fez. Se calhar nem atingiu o adversário, mas fez o gesto e já se sabe como é. Contra o FC Porto não se facilita. Ficámos sem um jogador importante, mas outros irão jogar e com certeza que vão aproveitar a oportunidade.”

A meia-final contra o Sporting
“Ainda falta muito para esse jogo. Agora pensamos no Feirense e concentramos todas as nossas atenções no jogo de quarta-feira.”

Feliz 2018
“Desejo a todos os portugueses um 2018 cheio de saúde, paz e sucesso. E que o sucesso seja maior para o FC Porto do que para as outras equipas.”



RESUMO DO JOGO

21 dezembro, 2017

FESTIVAL DE FUTEBOL E DE DESPERDÍCIO.


FC PORTO-RIO AVE, 3-0

O FC Porto que defrontou esta noite o Rio Ave foi uma equipa completamente transfigurada no que concerne à forma com encara esta prova. O Dragão desvalorizou sempre a Taça da Liga, aproveitando a prova para rodar jogadores.

Mas este ano o “chip” terá mudado. Sérgio Conceição faz questão de mostrar que está em todas as provas para vencer e a tão propalada rotatividade não é colocada em prática, visto que a equipa portista tem um plantel relativamente curto.

Depois de 8 jogos consecutivos sem vencer na prova, os Dragões entraram com tudo e deram um festival de futebol e de desperdício a cerca de 30.000 espetadores que viram in loco o jogo e a mais uns milhões que assistiram pela tv.


Nos primeiros minutos, o FC Porto falhou três oportunidades soberanas para abrir o marcador com a mais escandalosa a ser desperdiçada por Soares com a baliza completamente escancarada.

Mas aos 11 minutos, Soares redimiu-se. Jogada de pressão da equipa azul-e-branca que recuperou a bola à entrada da grande área contrária, Brahimi deu para Herrera que de calcanhar assistiu Soares e o brasileiro inaugurou o marcador.

A ordem de Conceição era para fazer pressão bem alta, junto à grande área vila-condense. O Rio Ave gosta de sair com a bola controlada desde o seu Guarda-redes e isso implica custos. Perante uma equipa muito mais forte, os vilacondenses não abdicam do seu modelo de jogo e os erros e perdas de bola acentuam-se, originando golos para o adversário.

Por outro lado, o FC Porto deu a iniciativa ao adversário e quando a bola não era recuperada perto da grande área vila-condense, tornava-se inevitável que fosse no meio-campo. E depois a bola era endossada em profundidade para os homens rápidos do FC Porto como é o caso de Marega. Foi assim que os Dragões chegaram ao segundo golo aos 22 minutos.


Rúben Ribeiro e Geraldes perderam a bola perto do meio-campo, Brahimi recuperou e lançou Marega. Cássio saiu da baliza mas o maliano foi mais rápido, ultrapassou o guardião contrário e só teve que empurrar o esférico para a baliza deserta.

As oportunidades surgiam umas atrás das outras com desperdícios incríveis de Soares, Marega, Herrera e ainda uma bola enviada por Danilo de cabeça ao poste da baliza de Cássio.

Se o resultado ao intervalo ditasse um 7-0 ou um 8-0 seria perfeitamente justificado. O FC Porto exerceu uma intensidade tão grande e uma agressividade alucinante sobre um Rio Ave que chegou ao descanso com 64% de bola mas completamente perdido e a agradecer à sorte não estar a ser estrondosamente goleado pelos Dragões.

No regresso do intervalo, o jogo foi mais do mesmo. Espetáculo dentro das quatro linhas com o Rio Ave a fazer muita circulação de bola mas a cair inevitavelmente no erro de perda da mesma em zonas perigosas. O Dragão estava completamente extasiado e demasiado sôfrego com a baliza. Não foi surpresa que os portistas tenham desperdiçado três grandes oportunidades logo nos minutos iniciais.


Soares e Marega por duas vezes frente a Rui Vieira, que, entretanto, tinha substituído Cássio por lesão, perderam o ensejo de ampliar o resultado. Os azuis-e-brancos continuaram com o pé no acelerador no assalto à baliza de Vila do Conde mas a bola não entrava ou os jogadores azuis-e-brancos não tinham a calma necessária na hora de rematar à baliza.

O Rio Ave só conseguiu reagir à entrada para o último quatro de hora com um par de remates que Casillas defendeu ou acompanhou sem grandes problemas.

Entretanto Sérgio Conceição operou as substituições. Saíram Soares, Brahimi e Corona e entraram Aboubakar, André André e Layún. Danilo foi expulso por descarregar a sua frustração numa bandeirola de canto e o FC Porto jogou os últimos 10 minutos em inferioridade numérica.

O Dragão continuou a desperdiçar oportunidades de golo. Marega e André André perderam o 3-0 e foi aos 90 minutos de jogo que, em mais um dos muitos lances perigosos, Aboubakar isolou-se para a baliza e foi rasteirado por trás com a falta a começar antes da linha da grande área e a terminar já no seu interior.

O jogador do Rio Ave, Pelé, foi bem expulso e Aboubakar converteu o castigo máximo dando um pouco de justiça ao resultado. André André antes de terminar, apareceu na área a corresponder a um cruzamento de Layún mas a bola saiu ao lado da baliza contrária.


Quanto ao "Ferrari" que deambulou pelo relvado do Dragão, mais parecia um calhembeque abandonado numa qualquer sucata algarvia. Tenho a lamentar mais uma desastrosa atuação deste senhor que veio para estragar o espetáculo e tomou decisões erradas com bastante frequência.

Anulou mal alguns lances de jogadores isolados para a baliza vilacondense, não assinalou uma grande penalidade contra o Rio Ave por uma mão na bola na primeira parte, mostrou dualidade de critérios na exibição de cartões e quis, no fundo, mostrar serviço ao chefão. Impondo o seu excesso de zelo, ainda teve dotes para expulsar Danilo, que mais não fez do que descarregar uma frustração própria de quem estava com níveis de adrenalina no máximo, mas que não prejudicou ninguém. Falta de bom senso total!

O FC Porto vai partir para cinco dias de folga, correspondente ao período da quadra natalícia, e regressa aos trabalhos no dia 27 para preparar o jogo da terceira e última jornada da Taça da Liga frente ao Paços de Ferreira que poderá carimbar o passaporte azul-e-branco para a Final Four a realizar-se em Braga entre 20 e 27 de Janeiro do próximo ano.

Aos portistas e desportistas, em geral, e aos que nos acompanham, em especial, faço votos de Boas Festas para todos.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não deixamos cair nada”

Exigência a atacar, exigência a defender
“Quando encontramos uma equipa que não abdica da sua identidade e não abdica da sua primeira fase de construção de jogo optamos sempre por fazer uma pressão alta. Tentamos que o adversário não construa e que não seja fiel ao seu modelo. E foi isso que fizemos. Era preciso ser eficaz a defender e a atacar, porque nunca podemos dissociar o processo ofensivo do defensivo. Sabíamos da qualidade do rival o que eles faziam com e sem bola e isso acabou por ser determinante. Tivemos a inteligência de saber como ferir o adversário. Podia ter acabado com uma goleada histórica e é fantástico perceber o que é pedido aos jogadores e ver a resposta que eles dão em campo. Há muitos pormenores que nós identificamos a preparamos que acabam por ser determinantes. Acho que só nos faltou um pouco de eficácia nos últimos 30 metros para dar justiça ao resultado.”

Treinadores diferentes, equipa diferentes
“Cada treinador tem a sua forma de trabalhar as equipas. Penso que o Miguel Cardoso não quer abdicar dos princípios da sua equipa e há outros que o fazem. Depende da estratégia e do que cada treinador passa aos jogadores. De uma maneira ou de e outra já provamos que temos forma de lidar com equipas como o Marítimo, por exemplo, porque também marcámos três golos. O que nós podemos controlar, nós controlamos.”


A expulsão de Danilo
“Não era falta. A expulsão vem de alguma frustração do Danilo. Não houve maldade. Acho que os árbitros devem ser mais compreensivos nestas situações.”

Todos disponíveis, todos comprometidos
“O Soares está disponível, como estão os 24 jogadores. Todos estão envolvidos com este projeto e é por isso que nós estamos a caminhar em todas as competições a um nível muito alto. Ainda não ganhamos nada, é certo, mas após estes cinco meses de trabalho temos um grupo à imagem do que é o FC Porto.”

Na Taça da Liga como no campeonato
“Não deixamos cair nada. Hoje foi a prova disso. Mostramos vontade de ganhar para não deixamos cair esta competição. Foi uma prova. Mostrámos vontade de ganhar para estar nas meias-finais. E é assim também nas outras provas.”

Trabalho e empenho como garantias
“Não vale a pena prometer nada. Só trabalho, rigor e disciplina, com a certeza que vamos dar tudo pelo clube que amamos. E que os portistas tenham um Natal recheado de paz e de amor, porque é isso que faz com que nos sintamos mais próximos de toda a gente.”



RESUMO DO JOGO

24 outubro, 2017

A FOBIA À TAÇA DA LIGA.


FC PORTO-LEIXÕES, 0-0

O FC Porto mantém uma estranha relação com a Taça da Liga. Os Dragões, desde que a prova foi inserida no calendário nacional, raramente encararam a prova com espírito de vitória. Os jogadores parecem entrar já com a sensação de que vão falhar a vitória no jogo que têm pela frente. São já mais de 1000 dias sem uma vitória nesta prova. Não é normal.

O adversário desta noite a militar na Liga Ledman Pro, é um adversário que o FC Porto tem obrigatoriamente que vencer, seja no Dragão, em Matosinhos e com ou sem os habituais titulares. Não se pode admitir que os jogadores entrem para estes jogos e bloqueiem perante esta prova.


Será que se o jogo contasse para a Taça de Portugal, o FC Porto também iria baquear? Não me parece, atendendo ao histórico na prova-rainha do calendário nacional.

O FC Porto apresentou um onze com muitas poupanças. Na baliza jogou o recém-titular José Sá, apoiado por uma defesa com alterações em todos os lugares excepto Felipe que foi capitão.

Maxi, Reyes e Layún preencheram a defesa. No meio-campo, jogou um trio composto por A. André, Óliver e Otávio e na frente de ataque, Galeno e Hernâni estiveram no apoio a Aboubakar. Muitas poupanças mas ainda assim, obrigatoriedade de vencer é do FC Porto.

Foi uma primeira parte muito fraca, sem oportunidades de golo e sem ideias da parte dos azuis-e-brancos. A única situação de algum perigo surgiu aos 13 minutos quando Galeno correspondeu a um bom centro mas a bola rematada foi parar à bancada. Fora isso, o jogo deu até para adormecer, tanta era a apatia portista.


O Leixões fez pela vida. Jogou tudo neste jogo, sabendo que se não perdesse, poderia aumentar consideravelmente as possibilidades de passar à final-four da competição, uma vez que já venceu o P. Ferreira na 1ª Jornada da prova. Apoiados por muitos adeptos, os matosinhenses deram boa réplica mas longe de serem um quebra-cabeças para o Dragão.

No segundo tempo, o FC Porto continuou com aquele marasmo habitual que a equipa atravessa nesta prova. Sem soluções, denotando uma apatia geral, os azuis-e-brancos teriam que mexer no onze e recrutar no banco os seus melhores jogadores do momento.

Sérgio Conceição meteu a carne toda no assador. Entraram Brahimi, Corona e Marega para os lugares de Galeno, Hernâni e Otávio e o FC Porto voltou ao figurino do último jogo com o P. Ferreira: 4x4x2. Estas mudanças transformaram o jogo portista que começou a produzir muito mais do que até então. Três oportunidades soberanas foram desperdiçadas no último quarto de hora por Corona, Reyes e Marega mas o marcador não funcionou.


O jogo terminaria com um Sérgio Conceição desiludido, desalentado, notoriamente aborrecido com o jogo e a exibição. E no meu entender, há jogadores que não mostraram ser merecedores de jogar nesta equipa pois quando a oportunidade é dada, não mostram a motivação que é exigível. Não vou individualizar mas há vários jogadores que devem repensar o que pretendem para esta época. E caso não arrepiem caminho, começam a estar a mais neste curto plantel.

O FC Porto tem agora que vencer os dois jogos teoricamente mais complicados da prova, defrontando o Paços de Ferreira na Capital do Móvel e recebendo o Rio Ave no Dragão. Em caso de vitória nos dois jogos, terá que esperar que o Leixões não vença em Vila do Conde.

Próxima paragem será no Bessa, no próximo sábado, com o regresso da Liga NOS. Os Dragões irão ter muito apoio nas bancadas e por isso os jogadores façam o favor de se redimir e trazer a vitória de um campo onde é sempre muito complicado para os portistas.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não fomos eficazes”

O filme do jogo
“A razão para o empate foi não fazermos golos. Tivemos ocasiões, especialmente na segunda parte, para fazer golos e quebrar a ação defensiva do Leixões. Na primeira parte não gostei da minha equipa nos últimos 30 metros, faltou-nos diversidade de movimentos na frente. Tínhamos bola e o controlo do jogo, mas sem que isso significasse a criação de oportunidades. Mérito também para o Leixões, pelo que fez e trabalhou e pela ocupação que fez do espaço nos últimos 30 metros.”

Um problema de eficácia
“Na segunda parte melhorámos, tivemos quatro ou cinco oportunidades de golo, mas o futebol mede-se pela eficácia e hoje não fomos eficazes. Se alguma das situações que criámos tivesse sido concretizada, poderíamos ter ganho por mais do que 1-0. Não aconteceu, parabéns ao Leixões, que veio aqui fazer aquilo que nenhuma equipa da Primeira Liga conseguiu e isso demonstra qualidade.”


As mudanças na equipa
“O plantel dá garantias, com os jogadores que temos. Formamos um grupo competitivo, agora é preciso demonstrar isso, ir para dentro do campo. Eu dou muita atenção a todos os pormenores, sejam eles no treino ou no jogo, em competição. Hoje houve coisas de que não gostei.”

Ambição mantém-se
“Claro que não estamos satisfeitos, queríamos ganhar. O grupo sentiu isto, a seu tempo falaremos desta competição e estamos plenamente convencidos de que vamos passar este grupo. É o primeiro título que podemos conquistar, temos é de estar muito conscientes, motivados e determinados para o conseguir. Aquilo que se passou nos outros anos não interessa.”


RESUMO DO JOGO