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12 fevereiro, 2011

Um lampião triste e só... muito só

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Noite de 3ª feira passada... o meu marido assistia ao Trio de Ataque. Apanhei o programa a meio, mas bem a tempo de constatar a realidade dos três maiores clubes de Portugal.

Logo a começar pelos comentadores.

O Miguel Guedes espelha a juvenilidade do FCP, o Rui Oliveira e Costa à imagem do Sporting completamente perdido, o António Pedro Vasconcelos, triste... tão triste que aquele homem estava.

Não devia ele estar feliz? O clube dele não ganhou ao meu? É certo que para a competição que conta mesmo, estou a 11 pontos… sim, eu sei, mesmo que à condição (como eles insistem nisso… enfim adiante).

Mas não, a felicidade de ganhar em casa do FCP não é suficiente. Porque para ele, maior alegria que uma vitória própria é enxovalhar o prestigio alheio.

Vai dai, desanca numa nova contratação do FCP alegando que os meios não foram os correctos (podia aproveitar para aprender alguma coisa, com a brilhante explicação do Miguel Guedes, mas não acredito nisso, não tem esse poder de encaixe), congemina uma aliança entre FCP e SCP e vá lá… parece que se esqueceu de incluir o SCB, que coisa feia…

Mas como se isto tudo não bastasse, ainda consegue ser protagonista de uma deselegância de todo o tamanho, quando o Rui Oliveira e Costa para terminar a sua vez de falar apresenta as condolências à família de um sportinguista ligado à direcção do clube em tempos idos e o APV simplesmente ignora e mostra pateticamente um recorte de jornal (daquele mais que duvidoso, de que ninguém tem duvidas, o CM).

Last but not least, as agressões ao famigerado autocarro do SLB. E o silêncio (pareceu-me que o silêncio por parte da direcção do meu clube é que o incomoda na verdade).

Caro (delicadeza, mesmo, eu não gosto de si) APV, há bons e maus adeptos em todos os clubes. Há verdadeiros índios entre os adeptos do FCP. E há adeptos Portistas com muita mais eloquência da que aquela que demonstrou ontem.

Se o autocarro é mimoseado na AE, por um bando de energúmenos (seja lá de clube forem) a Direcção do FCP não tem de tomar qualquer posição, porque pura e simplesmente não tem nada a ver com isso.

Do mesmo modo, há bons e maus comentadores nos vários programas desportivos.

Bons do FCP, infelizmente perdemos o melhor que havia, e muito dificilmente algum vai tomar o seu lugar. O Miguel Guedes é de uma educação que rareia por este mundo fora, e fala com conhecimento de causa, promete.

O Manuel Serrão, não comento e agradeço todos os dias (feriados incluídos) a desistência do Rui Moreira.

Mas temos opções credíveis, gostava de ver o Sousa Tavares num destes programas.

Quanto a comentadores do slb, o senhor não sabe perder nem tão pouco ganhar. Faz de conta que não ouve os seus colegas, e isso fica-lhe tão mal..

O Reboredo Seara, tendo em conta que foi meu Professor na Universidade vou-me abster de comentários, e há um outro que não sei o nome que é de uma prepotência desmesurada. Quanto ao impagável Silvío Cérvan nem vocês gostam dele.

A educação aprende-se em casa, o saber estar não ocupa lugar.
Lamentável de quem não sabe disso e ainda tenta do alto do pedestal dar lições a outros.

Heliantia

22 janeiro, 2011

Parabéns, Heliantia!

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o especialista de meia-distância... o todo-o-terreno...
um poço de energia... o Michael Jackson dos anos 80...
Freddy, Freddy Guarin, El Bombardero Colombiano!!!

aMIGA, Muitos Parabéns!!!

São os votos de todos os colaboradores deste espaço de tertúlia.



12 junho, 2010

Habemus Treinador

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Ora bem, que posso eu convosco partilhar sobre o nosso novo treinador que já não tenha sido falado até ao mais ínfimo pormenor.

No meu anterior post havia já sido confirmado pelo FCP a rescisão amigável com Jesualdo Ferreira, mas ficara ali a flutuar a sombra de quem se seguiria.

A ameaça de Paulo Bento era amenizada pela promessa de Villas-Boas e ainda metiam um estrangeiro ao barulho e o pânico instala-se com aparição de “e o burro sou eu”?!

É verdade, tudo servia para me assustarem...

Três dias se passaram, e estando eu tranquilamente a jantar na companhia do meu marido num restaurante de tapas em Braga – não tão gourmet, como tentam publicitar – e eis que um alerta de sms canta de dentro da minha carteira.

    Sms recebida ás 23:03 - “Villas Boas”

    Sms enviada às 23:22 – “A sério?”

    Sms recebida às 23:24 – “O Pinto* nunca se engana. É apresentado na sexta. ;)”

    Sms enviada às 23:25 – “A CMVM** já emitiu comunicado?”

    Sms recebida às 23:29 – “Já está.”

    * Jorge Nuno Pinto da Costa. O termo utilizado não é sinal de falta de respeito, é assim para o familiar.

    ** Mulher prevenida vale por duas, e antes de fazer a festa, nada como ter a certeza.
Um largo sorriso continua a acompanhar a refeição e o passeio que se seguiu pela parte história de Bracara Augusta, um sentimento de confiança, de orgulho e de muita expectativa neste novo treinador.

Como que a antevisão de um renascimento desejado para os lados do Dragão.

No dia seguinte, um Pai satisfeito, com a promessa de voltar a marcar presença no Estádio do Dragão, amigas encantadas com o perfil do jovem treinador (não gostam de futebol, mas simpatizaram com o André...) e eis que quando já me dava por satisfeita, Villas Boas surpreende-me:

    "Sou mais clone de Robson do que de Mourinho."
Para mim, não precisa dizer mais nada, adepta satisfeita a 101%.

Heliantia.

29 maio, 2010

Reconhecimento, gratidão e… futuro

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“André Vilas-Boas substitui Jesualdo Ferreira”, atirava a TSF aos quatro ventos no passado dia 20 de Maio.

O receio de ver o meu Porto treinado por quem não me agrada, era tanto que confesso que foi grande a alegria que senti, não deixando de partilhar a mesma.

Depois, e com a mais que merecida chamada de atenção, reflecti e perguntei a mim mesma, que tão grande mal me havia feito o Professor Jesualdo Ferreira para eu rejubilar com a sua suposta substituição… nada, nada de mal, mesmo.

Muito antes pelo contrário, sempre se comportou como excelente profissional, festejou connosco todas as vitórias, defendeu-nos quando foi preciso e sempre com a postura de um profissionalismo acima dos demais.

No fim da Taça de Portugal, mostrou-se magoado com a insistência dos jornalistas, mágoa essa que sentiria de certeza se soubesse de adeptos que como eu reagiram à dita notícia da TSF…



Revi nesse mesmo dia, o video de agradecimento quando ganhou o Globo de Ouro – SIC – na categoria de Melhor Treinador e não é preciso dizer mais nada, não é verdade…?

Esta quarta-feira rescindiu o contrato que o ligava ao meu Clube, e mais uma vez o fez à sua imagem. Tenho pena que não tenha optado por permanecer por cá, mas compreendo perfeitamente que gostando tanto do que faz, que o continue a fazer.

Queria apenas que soubesse que entra para o leque restricto de treinadores que passaram pelo Futebol Clube do Porto que guardo com carinho, muito obrigada Professor.

O meu clube está sem treinador… fosse o nosso Presidente outro, e a sensação seria a de abandono, qual nau à deriva sem timoneiro. Dá azo às mais variadas especulações, até ao Jorge Jesus perguntam se ele não terá sido contactado para trocar o clube que treina pelo Futebol Clube do Porto. Aqui consigo esboçar um leve sorriso, porque apesar de não estar em causa a veracidade da situação, consigo-a antever como Pinto da Costa no seu melhor. Aliás, o sorriso do treinador quando questionado deixa muito à imaginação de cada um.

Continuo sem confessar quem eu realmente queria para treinador, mas dos apontados, a minha inclinação vai para o André Vilas-Boas.

Quanto mais não seja, porque não vem rotulado, tem todo o futuro à sua frente e o Porto é um clube onde se pode inovar.

E neste momento é isso que eu quero, época nova, vida nova.

Uma restruturação no plantel, sendo para isso necessário um treinador, para ontem de preferência, porque adeptos e jogadores merecem ir de ferias com tranquilidade (olha a maldade, aqui..).

Se bem que… não acredito nem um bocadinho que o treinador já não esteja escolhido, e esse eleito terá de certeza já delineado o plantel para a próxima época, faltando apenas o revelar.

Heliantia

01 maio, 2010

Num abrir e fechar de olhos…

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Assim foi, como passou este campeonato, tão célere e tão desprovido de alegrias...

A alegria com que normalmente é esperado o último jogo no Dragão, foi-nos sonegada pelos motivos já sobejamente conhecidos e os quais já discutidos até à exaustão, não me despertam mais interesse.

Curiosamente, eu iria estar presente no Dragão. Havia-me sido prometido caso o SC de Braga perde-se em casa da equipa que vamos agora defrontar.

Por um lado, a mágoa de ver o resultado não desejado, era amenizada pela alegria da antecipação da presença no meu estádio. Vida complicada a de adepta do Futebol Clube do Porto deste ano...

Mas as constantes trocas de agressões verbais, as ameaças veladas ou não, no meu próprio Estádio por parte dos meus e as provocações dos do outro lado, ao fazerem reservas de espaços para festejos, visto pela comunicação social como “obra” de agência de publicidade (valha-nos Deus), porque se fossem as reservas feitas por outros (nossas, entenda-se), seriam divulgadas como actos de vandalismo…, fizeram-me desistir de estar presente.

E só lamento, porque a minha presença seria apenas no sentido de mostrar que apesar de não sermos campeões, que o meu orgulho em ser Portista é inabalável.

Por isso...

... ao FCPorto, apenas peço uma coisa: não permitam que nos vençam em casa. Assumam, como já o fizeram – e vocês sabem como - que SOMOS PORTO.

Entrem de cabeça erguida, pois não haverá nenhum Portista no Dragão que não esteja convosco... e em casa também.

Honrem essa camisola, lutem como verdadeiros Dragões e deêm-nos golos. Deêm-nos a oportunidade de os festejar em alto e bom som.

E no final, quando estiverem de saída, contemplem aqueles que vos adoram e fiquem para o aplauso final, todos, sem excepção. Eu tenho a certeza que ninguem arredará pé para vos saudar.

É o minimo que vos posso pedir, é o minímo que vocês me podem dar.

Heliantia.

03 abril, 2010

De quem eu gosto…

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... nem às paredes confesso.

Estou a falar do próximo treinador do Futebol Clube do Porto. Daquele que ocupará o lugar de Jesualdo Ferreira no comando dos nossos rapazes.

E como não posso dizer quem queria, opto por vos confidenciar quem não quero.

E começo já com o Paulo Bento. Não quero, não o quero no Futebol Clube do Porto.

E nem percam tempo com argumentações do género que aposta nos jogadores da escola do clube, dando oportunidades aos mesmos, criticas como esta que feriram de morte Jesualdo Ferreira.

Eu não quero, e ponto final! O homem pode ser excelente pessoa, pode ter a escola toda do futebol que a mim, não me convence. É demasiado tranquilo (e não estou a falar do famoso discurso...), ele é “apagado”, o futebol dele é aborrecido, carece de vivacidade (lembram-se do Quaresma? o futebol do Quaresma nos dias bons é a antítese do transmitido no futebol do Paulo Bento). A emotividade que ele costumava exibir nas flashs interviews é a que lhe falta passar em campo.

E eu detesto treinadores chorões, chora das arbitragens, chora dos resultados… enfim, vocês sabem do que eu estou a falar.

Paulo Bento é um treinador de conquistas limitadas, para o segundo lugar e olha lá… eu nem para o Braga o queria.

Jorge Costa. Será para sempre o nosso capitão. Tem a garra necessária para mandar dois berros e pôr o plantel em sentido e sabe o que é ser do Porto. É Portista até à medula, mas é muito recente… ainda lhe falta experiência enquanto treinador. Quem sabe um dia…

Domingos Paciência, à semelhança de Jorge Costa ainda está verde para um clube como o Futebol Clube do Porto. Está a fazer um excelente trabalho com os Arsenalistas do Minho, e muito sinceramente espero que por cá continue. Não me engano ao pensar que gosta do Braga, porque uma coisa é certa, os Bracarensess gostam dele.

Dedicado ao futebol, profissionalmente é acarinhado pelos jogadores que treina.

Não lhe falta muito para ser um sério candidato a nosso treinador.

André Villa-Boas, pois… eu sei que o que hoje é verdade, amanhã pode muito bem ser mentira. Ou tudo isto faz parte de uma encenação ao melhor estilo de Jorge Nuno Pinto da Costa, ou este candidato a Mourinho estará já de pés bem assentes no Sporting.

Não sei se o quero, se não o quero, quanto a este não me consigo decidir…

Claro está que no panorama nacional, não quero nenhum dos restantes, incluindo Jorge Jesus, porque não vale a pena querer algo que não é possível.

O que eu queria – o tal que não posso revelar – é Português.

E acredito... que se lhe for dada oportunidade não nos desiludirá.

Vou aguardar...

Heliantia

nota: se – caso, na eventualidade – de algum dos acima visados vier a revelar-se nosso treinador... terá todo o meu apoio, mas terá que se esforçar muito e obter resultados convicentes à primeira.

08 março, 2010

Retrato de uma princesa desconhecida

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Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino


# Sophia de Mello Breyner Andresen

Neste Dia Internacional da Mulher, partilho com as Portistas, um dos poemas mais lindos da minha poetiza preferida.

Um excelente dia a todas,
Heliantia.

05 março, 2010

Mulheres com entrada gratuita na recepção ao Olhanense

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No sábado, às 17h00, o FC Porto recebe o Olhanense, em mais uma jornada da Liga, e as entradas vão ser gratuitas para as mulheres maiores de 16 anos, mediante levantamento de bilhete. A iniciativa celebra o Dia Internacional da Mulher, que se comemora dois dias depois.

fonte: fcporto.pt

20 fevereiro, 2010

Confiança é a palavra de ordem

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Numa época que se mostra totalmente atípica à normalidade das prestações Portistas, vai que não vai, e a confiança fica abalada, a antecipação do jogo é vista com alguma apreensão, e quando já fica tudo tão pessimista, eis que o patinho feio do plantel, quiçá embalado pela mítica braçadeira de capitão no braço, troca as voltas a toda a gente , levando o Porto a reboque de duas excelentes exibições.

Eu nem queria acreditar… Mariano, o Mariano que eu em tempos comparei à aluna mais fraquinha da minha classe de ballet, toma agora ares de primeira bailarina e devolve a confiança aqui à adepta mais critica que o rapaz já teve.

Obrigada Mariano, um sincero e orgulhoso obrigada por mostrares aquilo que podes e fazes pelo meu Futebol Clube do Porto.

A Liga de Campeões, competição reservada a poucos eleitos, onde nós estamos e onde mostramos o nosso melhor jogo. Porque aqui encontarmos equipas à nossa altura, onde jogamos de igual para igual, onde as arbitragens passam ao lado do espectáculo, onde o Dragão devidamente engalanado recebe os aplausos dos adeptos e não deixa por mãos alheias o sonho de seguir em frente.

Gosto dos golos de Falcao, o desta semana foi sem margem para duvidas, delicioso.

Podem esbracejar, barafustar, o diabo a quatro! Foi golo !! Um golo bem humorado, e os festejos, à verdadeiro Dragão. Venham mais destes :)

Amanhã, o Futebol Clube do Porto recebe o SC de Braga...

Pondo de parte o já mais que divulgado carinho que sinto pelo clube da minha actual cidade, e o peso que tem a minha Rita jogar na equipa do minibasquete do SCB, tal não impede de desejar acima de tudo uma vitória e de preferência estrondosa, sem margem para duvidas do Futebol Clube do Porto.

Quem me conhece, pergunta: mas, então não preferes “ceder” uns pontos ao teu Braga de modo a ficar isolado na liderança ? Complicado, não é ? Eu, preferir, prefiro – ou melhor, eu quero - o FCP pentacampeao, quero o Braga em segundo e os restantes não me fazem diferença.

Duvido mesmo, que haja adepto Portista, que pense de outra forma. Nada melhor do que ir para o Dragão com tudo, com a raça que nos caracteriza e como se diz por aqui, suar a camisola.

Fazer em campo cumprir a promessa de Jorge Nuno Pinto da Costa.

Agora, vou tentar convencer o meu irmão a levar-me ao Dragão amanhã,

Heliantia.

ps - quase que me escapava, deixem o Mariano ser amanhã capitão...

09 janeiro, 2010

Um rasgo de pura ficção

O envelope fora-lhe entregue em mão, mas por gente desconhecida. O momento era único, sentia-se como se fizesse parte de uma causa maior, qual mártire das guerras santas, pronto a sacrificar-se por tudo aquilo em que acreditava.

Alberto refugiara-se na privacidade do seu quarto, longe dos olhares familiares que desconheciam esta sua devoção tão doentia.

Estudante do ultimo ano de um curso superior nada fazia supor esta faceta tão radical.

Abriu o envelope amarelo, e nas suas mãos estava o colete da mesma tonalidade, mas fluorescente que lhe havia sido destinado. Tinha um nome, igual aos demais, mas um número que o destacaria dos restantes. Um número que lhe permitiria acesso a um espaço onde não é suposto estarem elementos destes.

Não lhe foi fácil adormecer, tamanha era a ansiedade com que aguardava o domingo que já se avizinhava.

Na manhã do dia seguinte, sabado, almoçou com a família e de tarde passeou com o grupo habitual de amigos. Não conseguia ceder à tentação de olhar para o estádio do outro lado do centro comercial. Os olhos teimavam em seguir tal direcção. Os amigos não estranhavam, conheciam-lhe a fé clubística no seu clube.

Mas a intensidade era diferente. Haviam-lhe prometido um papel no jogo no dia seguinte. Um papel decisivo, que faria “dele” parte de um projecto há muito já delineado que teria por todos os meios de entregar o título de campeão, porque assim haviam prometido.

Uma noite em claro, durante a qual reviu palavra por palavra tudo o que lhe havia sido transmitido por aquele enviado de nome falso, podia ser Lucílio, podia ser João, podia ser.. é, podia ser João…

O jogo decorreria normalmente, os jogadores da sua cor evitariam todo e qualquer confronto com os adversários, não responderiam a eventuais provocações, tudo com o intuito de não haver castigos disciplinares. A contrapartida estaria reservada para o final do jogo. Os jogadores já lhe haviam tomado o gosto num jogo disputado há uns tempos atrás. Havia-lhes ficado no sangue, mas desta vez não seriam eles os protagonistas… seria ele, Alberto, um adepto até então anónimo, recrutado na faculdade pelo seu ar tranquilo e carácter reservado.

Caber-lhe-ia a ele, provocar, achincalhar a equipa visitante já quando esta estivesse de regresso aos balneários, quando e onde estivessem apenas presentes as pessoas que interessassem, onde se pudesse filmar e manipular imagens a belo prazer da entidade responsável.

O seu momento chegou e passou tão velozmente que nem conseguiu retirar a satisfação que o levara a aceitar a proposta.

Regressou a casa com o rosto marcado, regressou tambem com um aperto na alma. A duvida mantinha-se e iria prolongar-se: teria sido atingido o objectivo maior ?

Não conseguiu festejar a vitória do seu clube, afinal ele não era talhado para o serviço que aceitara. Havia-lhe sido prometido o céu, mas ele tinha uma sensação de amargo da qual não se conseguia abstrair.

O Natal estava à porta, mas ele sentia-se como um Judas, não por trair o seu clube, mas por trair o seu gosto pelo futebol que o acompanhava desde pequeno.

Maquinações destas, destroiem não só a verdade desportiva, como os próprios adeptos.

Alberto queimaria na lareira da sala tudo o que associava ao clube que o fez perder o gosto pelo futebol. O clube perdia um adepto. O futebol perde a sua verdadeira essência: jogar, vencer ou perder, mas no campo, no onze contra onze.

Heliantia

07 novembro, 2009

O estranho caso de Mariano Gonzalez

No passado dia 16 de Outubro, na sequência de um artigo do Dr. Rui Moreira, “filhos e enteados” quer em conversa com um amigo, quer lendo na caixa de comentários, apercebi-me que tanto um como outro concordavam em absoluto com a opinião do autor.

O jogador pode ser o mais esforçado, o mais atento e fiel seguidor das indicações de Jesualdo, pode até jogar mais para os outros do que em proveito próprio, mas não chega.

Falta-lhe algo. Não discuto se é talento, se é concentração, a verdade e por demais evidente, é que ele não flui em campo como o deveria fazer.

Chega a ser estranhamente parecido com uma qualquer e toda aula de ballet: há sempre uma bailarina, que prima por ser a primeira a chegar (quando nós chegamos, já ela está lá sentada com um ar muito compenetrado), impecavelmente equipada, o cabelo preso ao mais infímo pormenor, é sempre a mais atenta às indicações da professora, a mais séria, teria tudo para ser a mais profissional, se caso disso se tratasse.

Mas na hora “agá”, na hora de mostrar o que realmente interessa, ela falha… falha na barra, perde-se no centro. Por mais esforçada e dedicada que seja, ela não “flui” com as restantes. Nota-se a diferença nos exercícios de barra, e no centro é uma a menos nas coreografias.

A professora não desiste dela, mas… ou fica na fila de trás (o mesmo será dizer no banco de suplentes, ou fica “reservada” para coreografias mais técnicas, as tais que não necessitam do tal “click”, aquele que na verdade faz toda a diferença, seja num estádio sob o olhar exigente dos adeptos, seja na sala de ballet sob o olhar acutilante da professora.

Jesualdo não desiste de Mariano, quer-me cá parecer que se trata de uma aposta pessoal, mas a verdade é que começa a ser desesperante ver o número 11 perdido em campo, com ar de apavorado de cada vez que a bola lhe é passada e tão indefeso para a fazer seguir.

Justificar esta insegurança com o facto de o treinador não o colocar na posição dele, não alivia o mal-estar sentido. Antes pelo contrario, ficámos com um jogador fora da sua posição natural e com um treinador teimoso que insiste nesse erro.

Jogar assim com o Mariano é jogar com 10 mais 1.

E nem a má forma de outros jogadores como no caso do Raúl Meireles, serve para atenuar este handicap.

Não assobio jogadores, não vaio treinadores que estejam ao serviço do Dragão. Mas que é desanimante constatar a insistência no Mariano, é.

Por outro lado, e quando marca um golo, o Mariano espelha no rosto todo o orgulho de vestir a nossa camisola, e todos os impropérios dittos cá para mim se evaporam como por magia.

Dá vontade de agarrar aquela felicidade e não desistir dele.

- Acerta, rapaz! Vai em frente, não tenhas medo de errar! Arrisca!

Porque a mim o que me irrita não é o errar, mas sim "o" receio de errar.

Tal como diria à esforçada bailarina:

- Não penses nos movimentos dos pés, nem dos braços, segue simplesmente a música.

Futebol & Ballet Clássico,
Heliantia.

17 outubro, 2009

Sweet memories…

Duas semanas após ter completado um ano de idade, e já pelo meu pé, de mão dada aos meus Pais, subi a nave da Igreja das Antas a fim de ser baptizada.
Inexplicavelmente, nunca lá mais voltei... parece-me que está na hora de corrigir esta falha.

Dois anos passados, e do outro lado da Fernão de Magalhães, a camioneta do Colégio Nossa Senhora da Paz, conduzida pelo Sr. Pinto, contornava o encantador Estádio das Antas e descia até às piscinas.

Eu, mais uns tantos lá íamos devidamente sentados (ou não, que naquela altura não havia cá tanta meticulosidade com seguranças e afins), atenção que não é uma crítica, as minhas filhas não vão em passeios do colégio sem que as Irmãs me garantam (e quando digo garantam, é autorizar-me a entrar na mesma) de que há cintos de segurança.

Aproximava-se o meu segundo baptismo... supostamente, não seria ?

Lembro-me bem dos balneários, dois – um para os meninos, outro para as meninas - em tons de tijolo, bancos corridos em ambas as divisões e ganchos de bengaleiros para a roupa.
À saída do mesmo, havia um pequeno quadrado de água que chegava apenas para molhar os pés.
Pois, dos pés, não passou...

No fim da aula, a minha Mãe foi-me buscar e o professor - João Mota - muito pacientemente lhe explicou que aqui, a futura adepta do FC Porto, se recusou determinantemente a por os pés na água.
Ou porque era fria, ou porque tinha muita gente ou porque simplesmente a Mãe não estava lá (conhecendo-me como me conheço, acho que foi mesmo esta), tendo em conta que já aos 3 meses andava na natação do CRB, mais conhecido por Foco.

Mãe que se preze, lá arranja maneira de trocar os turnos no Hospital de modo a conseguir pelo menos nas primeiras vezes assistir às aulas de natação.
Remédio santo, atenta ao professor, mas sempre fitada na Mãe, aqui esta que vos escreve lá atina com a natação e só pára aos 16, com uns anos pelo meio parados e depois retomados com uma “cunha” (shiuuuu, não era para contar) do Dr. Domingos Gomes.

Dos melhores momentos, recordo o aquecimento feito cá fora, em passe de corrida em volta do Estádio, aproveitando sempre para nos sentarmos nas bancadas de pedra que havia viradas para o campo de treinos.
Mas sempre alertas, não fosse caso o treinador – o famoso Belga – vir cá fora.
Procurei por todo o lado, um papel pequenino onde tinha uma dedicatória do José Mota, o meu ultimo treinador enquanto atleta do FC Porto, não o encontrei, mas as palavras nunca as esquecerei:
“A Heliantia a sorrir, tem um brilho no olhar,
Mas está sempre a mandar vir na hora de nadar!”
… algures por 1985…

Quando o “meu” Estádio foi demolido, a sensação de vazio, de impotência foi enorme. Retiram-nos algo nosso, sem consentimento. Ainda hoje, magoa passar pelos espaços antes ocupados por lugares que fizeram parte da minha infância...

Tendo estado no FC Porto muitos mais anos na parte dos “grandes”, é a imagem das paredes em tons de tijolo que sinto falta e ao mesmo tempo que recordo com carinho tão grande.
Faz-me sorrir, constatar que o Futebol Clube do Porto fez parte da minha infância.

Bem... melhor trocar de assunto, venha de lá o futebol no Dragão, já hoje, com clara intuição para um expressivo resultado,
Heliantia.

03 outubro, 2009

A mim não me enganas Tu…

Acreditem que em grande parte dos casos, os Portistas mais críticos, são aqueles que mais amam o nosso Futebol Clube do Porto.
Sempre que o Porto joga, tenho por hábito ( independentemente do resultado) no final do mesmo, ligar ao meu Pai e perguntar-lhe: "Que tal o meu Porto?"

A resposta normalmente recai entre críticas ao treinador, ou porque não tem alma de Dragão ou porque se acautela demais. O “pobre” do Mariano também costuma ser alvo de críticas e assim mais uns “mimos” próprios a este ou aquele, de quem já é Portista há muito tempo e não quer mais do que vitórias à Dragão.

Mas… na passada quarta-feira, em resposta habitual à dita questão, pasmem-se os senhores ( e… senhoras), esta foi a resposta:
- Não tens mais nada em que gastar o dinheiro do que em sms´s ?!
- ?!!
- “A mim, não me enganas Tu…”
era um Portista feliz e orgulhoso do outro lado.
Nem mais palavras foram precisas, estava tudo dito.
Grande Porto ! O Porto que nos enche a alma e nos dá asas para voar.

Um Porto que marcou um golo para a história, história essa com final feliz com um golo semelhante. E lá vamos nós outra vez, é um prenúncio de sorte, um prenúncio do Norte, aquele - o tal - que nos torna únicos.

Como já foi escrito aqui há uns dias, é hábito do Porto de Jesualdo Ferreira , começar devagar, devagarinho demais para os mais exigentes, e depois quando realmente tem de ser, pura e simplesmente nos arrebata com exibições e resultados dignos do símbolo que ostentam.

Pinto da Costa esteve imparával na quinta feira. Sempre com o seu mui refinado humor, leva ao desespero os adeptos Benfiquistas. Ou porque lhes agracede a descoberta de um nome que resolve brilhar ao nosso serviço, ou porque responde à letra a ex-jogadores do dito que com tendência para a vulgaridade, patinam e depois espalham-se ao comprido. Azar…

Para fechar o dia em beleza, não é que os Gregos do AEK resolvem fazer um brilharete e vencer (os Deuses do Olimpo sabem de que lado estar…) os profetas de Jesus ?!
Blasfémia, dirão eles.
Não, afinal a culpa foi só e apenas do relvado, vá lá… lá fora, não atacam as arbitragens… ou melhor, o Jesus não ataca, porque segundo opinião de adepto Benfiquista, o seu glorioso (?!!) só não venceu porque os árbitros lá fora não marcam faltas, pois optam por deixar jogar (humor caseiro).
E não é suposto ser assim ?! Fica para vossa reflexão… eu tenho a minha.

Amanhã é para ganhar e se não for pedir muito, Sr. Jesualdo, acredite.
Arrisque, que das sms´s trato eu.

Heliantia,
ainda “embalada” pelo golo de Falcao.

15 agosto, 2009

Um manto azul celeste...

É natural para quem está fora (fisicamente), pois de paixão estou colada à minha Invicta Cidade (de preferência ali juntinho da Igreja das Antas onde fui baptizada), que procure tudo aquilo que de alguma forma atenue essa distância.
Dai a minha recente “cruzada” em busca de uma medalhinha da Padroeira da Cidade do Porto.

Pesquisa daqui, indaga dali e eis que venho a descobrir Nossa Senhora de Vandoma, que com um manto azul celeste é a minha Padroeira.

A sua história faz parte da nossa e não resisti a partilhar aquilo que aprendi:

O Porto teve a sua origem no Morro da Sé no século VIII a.C.
Esta poderá não ter sido a primeira Padroeira desta cidade, mas é a que figura entre as duas torres do nosso Brasão.

No ano de 999, chega uma armada vinda da Gasconha Francesa com o intuito de expulsar uns Mouros que haviam ilegalmente ocupado umas terras. Era chefiada por D. Moninho Viegas, acompanhava-o seu irmão, D.Sesnando e o Bispo de Vandoma.
Este ultimo, vem a desistir desse cargo para chefiar investidas que expulsaram os mouros da nossa Cidade. Esta armada faz-se acompanhar por uma imagem de Nossa Senhora de Vandoma.

Destes confrontos, a nossa cidade fica destruida. Era hora de começar a reedificar a mesma. Numa das portas da cidade é colocada a sua imagem.
É então adoptada como armas da cidade que toma o nome de “Civitas Virginis”, ou seja “Cidade da Virgem”.

A Sé do Porto era uma ermida, que passou a ser do especial agrado de D.Teresa (mãe do nosso primeiro Rei) e posteriormente de D.Mafalda , esposa do mesmo.
Depressa passa a Catedral , sofrendo ao longo dos séculos remodelações dos vários bispados.

Originalmente a imagem trajava um manto azul sobre uma veste vermelha. Durante as lutas Liberais, o manto mantem a côr original , ao passo que a veste passa a branca.
É por esta altura – Cerco do Porto – que a Rainha D.Amélia concede à cidade e aos seus habitantes o título único entre as demais cidades de Portugal, de Invicta Cidade do Porto.

A imagem de Nossa Senhora de Vandoma, é posteriormente retirada do arco, quando este é destruido em 1855, passando para a capela de S.Vicente.

Em 1954, é finalmente colocada na Sé do Porto, em lugar de culto de destaque, no transepto da mesma onde se pode actualmente venerar.

Não encontrei relação directa entre as cores da nossa padroeira com as do nosso Clube, mas quem assim o entender e desejar está à vontade.
Eu assumo-as como tal.


Heliantia.

08 agosto, 2009

Foi Você que pediu...

“É toda uma história, a trajetória do vinho do porto, único em sua categoria, que enseja tantas possibilidades a partir do simples prazer de degustar.”

Embaixada de Portugal em Brasilia


Foi você que pediu um Porto ? Um Porto de fazer sonhar, um Porto com tudo para atravessar fronteiras e espalhar magia por esse mundo fora ?
É assim com o Vinho do Porto desde o século XVII.

É de 1678, a primeira referência à bebida espirituosa. Desde aquela época, o vinho conhecido pela sua aspereza e adstringência, ao receber uma adição de aguardente, perdeu acidez, e, portanto, realçou aroma e amaciou o paladar, adquirindo um sabor incomparável.


Embaixada de Portugal em Brasilia

Temos um plantel digno das melhores castas do Douro.
Na base, jogadores da casa, pesos pesados de balneário que guiarão com estacas seguras as castas mais novas do plantel.
Castas de Hulk, uma casta de ouro, de sabor e aroma explosivo que fervilha de ansiedade de fazer aquilo que mais gosta, marcar golos.
Castas recentemente adquiridas que numa parafernália de côr e sabor espalharão magia nos estádios nacionais e europeus.

Junte-se a esta degustação, confortavelmente sentado no seu sofa ou na envolvência do estádio, sinta o trago inconfundível deste Porto e saboreiem como mais adepto nenhum o privilégio de ser Portista.

Tudo isto é vosso, por momento algum abdiquem do nosso lema, “A vencer desde 1893”

Heliantia

05 agosto, 2009

Entrevista a Antero Henrique


"Prontos para o campeonato mais difícil dos últimos anos"
JORGE MAIA

A seis dias do arranque oficial da temporada, o responsável pelo futebol portistas faz um balanço positivo da pré-época do tetracampeão nacional, não só ao nível do que eram os objectivos desportivos, mas também ao nível da projecção da marca, nomeadamente através da participação na Peace Cup. Pelo meio, Antero Henrique pede cuidado aos árbitros na protecção a jogadores como Hulk e reconhece que os adversários estão mais fortes, mas avisa que o FC Porto está preparado para defender o título e atacar o penta

Este plantel está fechado ou ainda há espaço para retoques de última hora?
Nos dias de hoje, todos os plantéis estão sempre fechados e sempre abertos.

Se estiver aberto, está para reforçar o ataque?
Essas são especificidades nas quais não vou entrar. São análises que fazemos a nível interno e, a partir das conclusões que tiramos, em conjunto com a equipa técnica, agimos da forma que entendemos e podemos. O FC Porto não contrata os jogadores que quer, mas aqueles que são mais adequados.

Kléber seria um jogador adequado?
Não comento.

E no capítulo das saídas, Bruno Alves não é uma preocupação?
Não é uma preocupação, simplesmente porque nada mudou desde a última vez que o presidente do FC Porto falou sobre o assunto, e de forma muito clara. Toda a gente sabe que existe uma cláusula e toda a gente sabe que o FC Porto pretende que o jogador continue. Também é público, porque o FC Porto tornou público, que não há qualquer proposta para a transferência do jogador.

Considera que a equipa está preparada para o arranque da temporada?
Achamos que a equipa está preparada para iniciar as competições porque confiamos nos jogadores que cá estavam e acreditamos nos jogadores que chegaram. Aliás, o FC Porto é a única equipa nacional, a par do Paços de Ferreira, que pode lutar pelas quatro competições internas. Estamos em condições e apetrechados para lutar por essas quatro competições. Para já, vamos à procura de conquistar a 16ª Supertaça e queremos fazê-lo com apoio daquele que consideramos ser o nosso primeiro jogador, não o 12º. Para o FC Porto, para a estrutura, para os jogadores e para os técnicos, o nosso público é o primeiro jogador.

Há uma hipótese de o FC Porto poder ser a única equipa na Champions esta temporada…
Não acredito. Tenho a certeza de que o Sporting vai conseguir o apuramento e vai garantir a presença na fase de grupos da Champions ao lado do FC Porto como representante do futebol português na primeira competição de clubes do Mundo.

Um grande desafio em perspectiva para a conquista do penta, então?
O mais difícil dos últimos anos, claramente. Mesmo dos anos a seguir àqueles em que não ganhámos.

Prontos para ele?
Absolutamente preparados.
A começar pela Supertaça…
A Supertaça é muito importante para o FC Porto, pelo seu valor intrínseco, por sermos o clube com mais títulos na competição, mas também se disputar numa fase crucial da temporada. Por isso mesmo, esperamos que os adeptos do FC Porto invadam Aveiro e nos acompanhem em mais esta conquista. O nosso público percebe a estratégia do clube em relação à integração dos jogadores e sabe que pode ter um papel determinante na construção e consolidação da equipa porque entende que a integração dos novos deve ser feita com o auxílio de todos. E é com a ajuda de todos que conseguimos ter equipas fortes e competitivas.

"Estamos na primeira divisão do futebol mundial"
Que balanço é possível fazer à pré-temporada que está agora a terminar?
O balanço desta pré-temporada é muito positivo, desde logo porque demos seguimento às pretensões do treinador no que diz respeito à preparação da equipa, mas também porque conseguimos projectar a nossa marca, participando na Peace Cup. Este torneio veio para a Europa por sugestão do FC Porto, feita há alguns anos, e porque considerávamos que participar num torneio deste tipo no Oriente, nesta fase da temporada, traria grandes custos para a preparação da equipa por causa das deslocações envolvidas. A sua deslocação para a Europa torna-o muito mais interessante em termos daquilo que são os objectivos dos clubes envolvidos, mas também reforça a sua importância situando no principal mercado futebolístico Mundial, um reforço perceptível no nível dos clubes envolvidos na prova deste ano.

Portanto, a participação na Peace Cup não obedeceu a objectivos estritamente desportivos?
Os aspectos desportivos são sempre a nossa prioridade, mas torneios deste nível colocam-nos em destaque em mercados muito agradáveis para a nossa marca, porque chegámos a todo o Mundo através das transmissões televisivas para mais de 40 países diferentes. De tal forma que, além do ponto de vista desportivo, no financeiro, o FC Porto tem sido a equipa portuguesa mais solicitada, talvez das mais solicitadas a nível europeu para participar neste tipo de competições, conseguindo terminar a pré-época com um saldo bastante positivo de mais de um milhão de euros. Mas também ao nível da divulgação, da expansão, do impacto cultural e social a nossa participação na Peace Cup foi muito importante para o FC Porto, confirmando a sua presença entre a elite do futebol europeu e na primeira divisão do futebol mundial.

O FC Porto recebeu outros convites para além deste?
Sim, para participar no Juan Gamper, por exemplo, mas não pudemos aceitar. Basicamente, temos convites para participar nos torneios mais importantes que se realizam actualmente e alguns para torneios que, no passado foram grandes testes, e que agora são desvalorizados e por isso já não nos interessam porque são redundantes e inconsequentes do ponto de vista da expansão, consolidação e prestígio da marca FC Porto. Para um clube com a projecção do tetracampeão português, a Peace Cup é o torneio de Verão que mais interessa no sentido da projecção da marca.

Resumindo, o FC Porto termina a pré-época sem razões de queixa?
Não é bem assim. Há algumas coisas que não entendemos. Por exemplo, tenho de manifestar estranheza pelo facto de a RTP, consecutivamente, colocar o FC Porto em terceiro lugar nos alinhamentos televisivos. Ou querem premiar a mediocridade ou então está em causa o interesse pessoal de algum responsável em particular. E esta é uma situação preocupante por se tratar da estação pública. Quando falamos de estações privadas falamos de objectivos comerciais e de políticas editoriais que são avaliadas pelo mercado, mas essa não pode ser a atitude da televisão pública, onde a isenção e a equidistância devem ser a regra. Pelos vistos não são e nós gostávamos de saber porquê.

"Sporting e Benfica estão fortíssimos"
Como viu a pré-temporada dos principais adversários do FC Porto?
Acredito que este ano o campeonato vai ser muito difícil. É preciso levar em conta que o Sporting contratou dois excelentes jogadores e volta a apresentar uma grande estabilidade quer ao nível directivo, com a continuidade de Pedro Barbosa à frente do futebol, quer ao nível da equipa técnica. No ano passado ficou a apenas quatro pontos do FC Porto, revelando-se um adversário dificílimo até ao final da temporada. Acredito que este ano, sem grandes perdas no plantel e com os reforços contratados, será ainda mais forte e um concorrente de peso.

O presidente do Sporting disse que o FC Porto era o seu grande concorrente. O Sporting também é a principal preocupação do FC Porto?
Não. O FC Porto preocupa-se com todos os adversários. Para já, é o Paços de Ferreira que nos vai ocupar. Depois, são os outros que, semana a semana ou jogo a jogo, nos aparecerem pela frente.

Isso significa que só se preocupam com o Benfica quando for o próximo adversário?
Em relação ao Benfica, é preciso reconhecer que também está fortíssimo e isso porque tem um treinador que fez um bom trabalho nos clubes por onde passou. De resto, o Rui Costa, responsável pelo futebol do clube, tem muita experiência, excelentes conhecimentos a nível internacional e tem mantido uma grande coerência de procedimentos, mostrando grandes capacidades para as funções que desempenha.

"Não temos culpa que os jogadores nos prefiram"
Considerando que saíram três jogadores importantes e que entraram mais de uma dezena de jogadores novos, até que ponto foi importante manter Jesualdo Ferreira como treinador?
Foi fundamental. O FC Porto tem um treinador de conceito. O professor Jesualdo Ferreira é um dos principais elementos constituintes da marca FC Porto, como de resto acontece com toda a equipa técnica. É ele o grande coordenador e o grande líder de todo o futebol profissional. Da mesma forma, Will Coort tem responsabilidades no treino dos guarda-redes também no futebol juvenil, enquanto João Pinto coordena todas as acções em torno dos jogadores emprestados pelo FC Porto. José Gomes, para além de ser o braço direito de Jesualdo Ferreira, também participa na definição das linhas de orientação de todo o futebol de formação, a par de Luís Castro, enquanto Rui Barros mantém uma estreita ligação ao "scouting" do clube. De resto, Jesualdo Ferreira é o grande coordenador técnico e líder do futebol profissional e não profissional do clube. Pode dizer-se que a estrutura escolhe os jogadores de acordo com os conceitos dele, e o treinador aprova essa escolha segundo aquele que é o seu método de trabalho e de treino.

É, então, o treinador ideal para o FC Porto?
Sem dúvida. É o treinador ideal por ser multidisciplinar e por ser 100 por cento colaborante com todas as estruturas do clube, desde a formação, até ao "scouting". Existe uma relação de complementaridade entre o FC Porto e Jesualdo Ferreira. Aliás, não é por acaso que ele se tornou no primeiro treinador português a vencer três campeonatos consecutivos. Se é verdade que o FC Porto lhe deu as condições para ele explorar todo o seu potencial, o facto é que esse potencial estava lá e ele soube aproveitar as condições proporcionadas pelo FC Porto. De resto, para além dos resultados desportivos, o sucesso desta parceria entre o FC Porto e Jesualdo Ferreira também é perceptível ao nível dos jogadores que ele formou, que ganhou para a equipa, que saíram para grandes clubes europeus e que, entretanto, ele já conseguiu substituir por outros de igual ou superior valor.

E esses jogadores ainda se podem definir como "jogadores à FC Porto"?
Claro. Procuramos encontrar precisamente jogadores cujo perfil se adequa e integre a marca FC Porto. A nossa marca tem um ADN muito próprio e é com base nele que procuramos jogadores que correspondam a determinadas características desportivas, mas também mentais, sociais e comportamentais. Jogadores à FC Porto. Caso contrário será muito mais difícil construir uma equipa sólida.

Rejeita, então, a ideia de estar preocupado em tirar jogadores ao Benfica?
Essa questão não existe. Não podemos é ser culpados de os jogadores nos preferirem. O mercado está aberto a todos e os jogadores escolhem o FC Porto com base em argumentos desportivos e não financeiros. Se os atletas preferem o FC Porto, se acham que aqui têm mais hipóteses de se desenvolverem, se preferem estar num patamar superior ao nível competitivo, tiramos partido disso, obviamente. O mercado e os jogadores são livres.

"Árbitros devem proteger jogadores como Hulk ou Ronaldo"
A Peace Cup ficou marcada por algumas arbitragens polémicas. Acha que isso pode ser um mau prenúncio para a temporada que aí vem?
Espero que não. Foi pena que não estivessem árbitros portugueses presentes na prova porque este é, claramente, o melhor torneio de pré-temporada, mas também porque, infelizmente, a Peace Cup ficou, de facto, marcada pela fraca prestação dos árbitros envolvidos, sobretudo no caso do que esteve envolvido nos últimos dois jogos do FC Porto. De tal forma que somos forçados a concluir que a arbitragem portuguesa está num bom patamar.

Também devia haver uma pré-temporada exigente para os árbitros?
Sem dúvida. Aliás, há uma preocupação que sai deste torneio e que tem a ver com a protecção que é dada a quem joga futebol. Se repararmos no que aconteceu ao Hulk no jogo com o Besiktas, mas também ao Cristiano Ronaldo no jogo com a Juventus, chegamos à conclusão de que os árbitros devem preparar-se para os jogos que tenham este tipo de jogadores. Este tipo de jogador requer preparação especial por parte dos árbitros para entenderem a forma como jogam. O antijogo não pode ser premiado e tem sido. É por isso que faço um apelo aos responsáveis da arbitragem portuguesa para enquadrarem este tipo de situações e darem instruções claras aos no sentido da protecção do jogo. Mas que não sejam apenas palavras vãs, que passe pela formação dos árbitros para que entendam a forma como estes jogadores participam no jogo. Seria bom que tal fosse uma realidade antes que acontecessem lesões graves.


fonte: O Jogo

30 maio, 2009

Para memória futura

24 de Maio é sempre uma data que celebro com muito carinho.
É a data de aniversário de casamento dos meus Pais. Este ano completaram 40 anos.
Em 2009 calhou igualmente a data do fim do campeonato e com um jogo no Dragão entre as minhas duas equipas: a de coração e a adoptada.
Como a adoptada infelizmente já não dependia deste resultado para subir na tabela classificativa estava ausente qualquer ansiedade no resultado desejando obviamente uma vitória do Futebol Clube do Porto, mas lá no fundo também um golo do Braga para satisfazer a minha filha Gu.
O marido lá em casa bem que tentava assombrar a festa, com a ameaça de que ia chover, ia estar frio e o diabo-a-quatro, como se costuma dizer.
A tarde revelou-se afinal ensolarada, com uma temperatura bastante agradável.
Findo o almoço, estava na hora de ir para o Porto, até porque combinara finalmente conhecer pessoas, que “falando” diáriamente com elas até então não tinha tido o prazer de as conhecer.
Primeira paragem no Velasques, onde alguns colegas da ML do Portal dos Dragões estavam na esplanada após o almoço do Tetra realizado ali perto.
Engraçado como é ligar a cara a pessoas de quem só conhecemos o que escrevem. Foi muito agradável, constatar a simpatia das mesmas, que só pelo simples facto de serem Portistas já era quase que garantido.
Alguns minutos depois, descemos rumo ao Dragão para desta feita conhecer alguns do BiBóPoRtO.
O mais caricato é que para não haver desencontros, tive o especial cuidado de ligar antes ao Presidente cá da casa, que me responde com a simpatia que o caracteriza:
Estou a chegar!
Certo.

(…)
(duplo…)
ok
(aieeee…)

Aproveito para ir olhando os ilustres adeptos que circulam na Praça do Estádio do Dragão, tirando umas fotos (que acompanham estas palavras), quando vejo uma cara, duas que me são familiares. Era o Lucho, o Estilhaço e Estilhaço Jr.
Fico na duvida, vou, não vou. Se eles já estão ali o Sr. Presidente não deve demorar.

( …já estou a chegar, ouvira eu…)

Bem, vamos lá!
Atravessando a onda de adeptos que entretanto chegavam ao Dragão tive então o prazer de os conhecer e de lhes apresentar as minhas filhas e o meu irmão.
Passados largoooos (botem largo nisso) minutos, e no meio de uma imensidão azul e branca, qual D.Sebastião a emergir do nevoeiro surge sua senhoria, Blue Boy.
Tenho igualmente o prazer de conhecer a Mafaldinha de quem a minha filha mais pequena se encantou, enquanto eu e o meu irmão resolviamos o problema do cartão da Gu que a máquina teimava em não ler.
Resolvido este problema, chega então a hora de dislumbrar o meu estádio, a quem eu não via já seguramente quase há uma ano.
E essa parte dá não para explicar, melhor mesmo que toda essa emoção é faze-lo na companhia das minhas filhas. Ouro sobre Azul, é o lema da minha vida.
Tempo ainda para conhecer mais um ilustre Portista que deixa finalmente ao fim de 5 anos de ser virtual para passar a ser um amigo de verdade.

O jogo em si, foi mais de festa do que propriamente um jogo de futebol. Fizemos um golo que permitiu aos tetracampeoes presentes festejarem todo o orgulho de pertencer a esta casa. E um golo do Braga, o qual é inteiramente dedicado à Miss Gu, que vestiu a camisola do Braga durante os 90 minutos. E que ninguém o ouse reclamar...
Ou seja, da minha parte estava toda a gente feliz.
Mas a emoção mais forte ainda estaria para chegar. Findo o jogo, e agradeço ao meu irmão, ter aguardado até ao final do mesmo, o speaker anunciou que Jesualdo Ferreira fazia anos e convida os adeptos a cantarem-lhe os parabéns.
Conseguem fazer ideia do significado desse momento para as crianças presentes no estádio ? Eu falo pelas minhas:
Momento único de espanto, de alegria, de vontade de estar sempre ali naquele Estádio, naquela cadeira, de pertencer a um clube que lhes proporciona emoções destas.

Eu faço o meu papel, mostrando e transmitindo-lhes o privilégio do que é ser-se do Futebol Clube do Porto.
Já lhes prometi, que para o ano iremos mais vezes, e que no final lá estaremos para festejar o Penta.

IV Campeãs,
Heliantia, Gu e Fi.

09 maio, 2009

Venha de lá mais um título...

Mais uma época prestes a terminar, e mais uma vez o Futebol Clube do Porto se prepara para se sagrar Campeão Nacional de Portugal. Campeão, é como quem diz, sagrar-se-à Tetra Campeão. É o estado natural das coisas, dirá a maioria.

A verdade é que se este campeonato se decidisse apenas e exclusivamente “em campo”, já há muito que o título era nosso, e já teria Hermínio Loureiro nos entregue as faixas e Taça de Campeões. Mas como vivemos num país que teima em agarrar-se ao passado e centralizado à Capital, a disputa pelo título futebolístico, desenrola-se para “outros” nas secretarias, tribunais e nos túneis de acesso aos relvados de futebol.

O que essa gente ainda não percebeu, é que a superioridade do Futebol Clube do Porto é tão avassaladoramente manifesta, que mesmo assim, ganhamos e convencemos. Seguimos imparáveis e brilhamos na Europa como foi ilucidativo o fantástico jogo do Porto em Manchester.

O que nos separa então da mediocridade do nosso campeonato?

Em primeiro, no Futebol Clube do Porto, há um timoneiro, um Homem que coloca acima de si próprio o amor a um clube que é o da sua cidade e pelo qual enfrenta um país inteiro e se necessário, a Europa. Não há em nenhum clube no mundo um Presidente com o carisma do nosso Pinto da Costa. E não o é, para proveito próprio.

Nós, Portistas, e o Clube em si, é que tiramos proveito da sua liderança.

No nosso clube, não somos bajulados pela comunicação social e as nossas contratações não vendem capas. Os nosso jogadores entram de mansinho, transformam-se em campeões e são vendidos para outros grandes clubes Europeus, lançando o bom nome de Futebol Clube do Porto por esse mundo fora.

No Futebol Clube do Porto não há chicotadas psicológicas aos jogadores, ao treinador ou aos adeptos. Não se fazem promessas que depois não se cumprem. Quando as coisas vão menos bem, e os nossos jogadores nos pedem confiança, nós acreditamos e estamos do lado deles.

Neste clube, aprende-se a confiar nos sucessos desportivos. Porque aqui os resultados são claros, em campo, para quem quiser ver. Não há manobras nos bastidores.

É um clube com mentalidade Nortenha, onde a frontalidade e a seriedade são inatas. Nada a ver com a tacanhez da mentalidade da segunda circular, onde são os eternos coitadinhos e prejudicados do sistema. Quem sabe caso se libertassem dessa traumatologia, o nosso campeonato não se assemelharia mais com o de Espanha ou mesmo o Inglês… seria bem mais interessante.

Mas, não se iludam, porque nós continuaríamos a vencer.

Fazemos-o desde 1893,
Heliantia.

Cada vez mais há crianças em Braga adeptas do FC Porto.
Um especial obrigada a quem lhes proporciona momentos únicos.

18 abril, 2009

O cachecol

A manhã acordara cinzenta. A chuva, teimava em cair. As camisolas e os casacos mais quentes, já haviam sido arrumados para o próximo Outono na prateleira mais alta do armário. Com a ajuda de uma cadeira, subi para tirar um casaco para a mais pequena.

E junto a ele, veio um cachecol do Porto. Este cachecol estava arrumado ali havia já muito tempo. Desde a noite em que no Dragão o sonho de seguir em frente fora retirado ao Porto na marcação das grandes penalidades.

Volto a atirar com ele lá para trás, que hoje não é dia de ver o Porto a ser eliminado.

O dia arrastava-se, trocavam-se no BiboPorto, mensagens de confiança, de Portismo, coisas normais para quem está habituado a estes palcos… a preocupação do Jesualdo não poder ficar no banco, trazia à memoria o ano de Mourinho que também ficara impedido de dirigir os nossos rapazes em Roma frente à Lazio, e onde seguiramos em frente.

“Já da para imaginar Jesualdo a correr rumo ao Dragão para festejar com os nossos rapazes a passagem às meias finais e a SORRIR na conferência de imprensa :D ADORO-TE PORTO!”, escrevera eu.

Quarta-feira é um dia que aprecio especialmente, e este, prometia ser um dia para guardar pelos melhores motivos.

Às 19:45, o meu Porto preparava-se para entrar em campo. Conseguia, sem grande esforço, imaginar o Dragão cheio de adeptos de ar confiante e do sítio de onde costumo ficar, ver à minha esquerda, no canto oposto, os adeptos do Manchester.

A música era outra (clássica), mas consigo imaginar o hino da Champions, e no meio de battements tendus, dégagés e outros que tais, o meu coração apertava-se de ansiedade de saber como ia o Reino do Dragão.

A aula acabara mais tarde, e assim que me apanhei cá fora, envio uma sms a uma amiga: “Como estamos?”. A resposta devolve-me a traquilidade: “0-0”. Nem tempo deu para terminar de trocar os sapatos, quando uma luzinha piscava de volta no telemóvel: “0-1”. Não dá para explicar este sentimento… é como quando o chão nos falha sem aviso.

Quando finalmente chego a casa, já a primeira parte estava quase no fim. Tempo para jantar e sentar frente ao televisor.

Assisto à segunda parte caladinha e dou pela falta do Lucho. "Que lhe aconteceu? Não entrou? Foi substituido?". Lesionou-se… inconscientemente ou não, dou comigo a pensar que estão lá onze! Não são um onze qualquer, é o meu.

Os minutos passam e a bola teima em não entrar :(

A escassos minutos do fim, dois lances conseguem-me animar e lembrar o golo do Mariano em Manchester. Mas… desta vez, não aconteceu. O meu Porto foi eliminado e a vontade de os ver na final, é adiada.

Hoje é um novo dia. Podia lamentar os comentários de Portistas que preferem apontar o dedo a este ou aquele, criticar o Helton por não ter antevisto o remate do primeiro-segundo-e-terceiro melhor jogador do mundo; criticar as declarações do José Gomes, de culpabilzar a UEFA por o Jesualdo não estar no banco.

Mas tudo isso, para mim, é muito pouco à beira do orgulho que eu tenho neste símbolo, que é o meu.

Mui orgulhosamente Portista,
Heliantia.

nota: O dito cachecol, continua arrumado na prateleira mais alta. E aquele só sairá de lá para os jogos dos quartos-de-final da próxima Liga dos Campeões.

15 abril, 2009