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07 maio, 2011

Competições Internacionais - todos os jogos do FC Porto

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/


Há cerca de dois meses e meio meti mãos à obra e iniciei a construção de uma Base de Dados, em Microsoft Access, para tratamento da informação relativa a todos os jogos do FC Porto nas Competições Internacionais. Se para mim é uma satisfação trabalhar em bases de dados, foi um prazer fazê-lo com algo respeitante ao meu Clube.

Tinha como objectivo terminar o trabalho (estruturar e carregar a aplicação) até ao dia 18 de Maio… Queimando etapas, consegui-o dois dias antes do jogo com o Villarreal, em Espanha, que carimbou a brilhante qualificação do FC Porto para a final de Dublin. Com este encontro já “contabilizado”, apraz-me desvendar aos leitores do “Bibó Porto, carago!” uma amostra do que, após 18 de Maio, será apresentado na íntegra.

Por ora é, de facto, apenas a revelação do que ficará disponível na página de links de “FC Porto – Dragões de Azul Forte”. Depois da final da Liga Europa espero que a base de dados faça aparecer, nos campos azuis de “Títulos”, mais um para o nosso FC Porto. Até lá, vamos relaxar…

Só uma nota: Falcao, em apenas 2 anos, guindou-se ao lugar de melhor marcador de sempre nas competições internacionais, superando nomes como Fernando Gomes e Jardel. Fantástico!


– NESTA ÚLTIMA IMAGEM, CLIQUE NELA PARA AMPLIAR -

26 março, 2009

Oporto... o pior pesadelo dos red devils!

A Champions é uma prova apelativa por muitas e boas razões, sobretudo quando a competição entra na fase de eliminação directa, escolhidos os melhores de entre a elite. Troféu reluzente, sonhado meses a fio por adeptos indefectíveis, ávidos de saborear emoções únicas, ao verem o capitão do seu clube a erguer a taça ambicionada. Comparo a Liga dos Campeões a uma mulher, bela e caprichosa, que nos seduz com os seus encantos, e atormenta com os seus repúdios. Vivemos obcecados com ela. Alegrias e tristezas, irmanadas de forma siamesa. Gritos de júbilo misturados com berros de frustração. Gestos de alegria espontânea mesclados com outros de pura exasperação. E, quando os Deuses da Fortuna, finalmente, nos deixam contemplá-la de perto, vitoriando os nossos guerreiros, o Mundo parece diferente. Gáudio. Júbilo. Regozijo. Transformamo-nos em crianças, felizes, como se nada mais importasse. Mas, no fundo, somos sempre uns felizardos. Por estarmos lá. Por podermos lutar, até à última gota de suor, pela sua conquista.

Chegados aos quartos-de-final, nenhum adversário seria considerado fácil. Uns almejavam uma viagem menos agreste a território espanhol, para defrontar o “submarino amarelo”. Outros, com o intuito de alfinetar um rival interno, sonhavam com a rigidez germânica, reeditando a célebre final de 1987, quando a soberba bávara foi liquidada a golpe de calcanhar por um magrebino de aspecto franzino.

As bolinhas da sorte ditaram outro contendor. Um nome que inspira respeito. Um brasão que provoca reverência. Os “red devils” de Manchester, ironicamente atropelados noutra caminhada portista até à glória, corria o ano de 2004.

A evocação do duplo confronto provoca um friozinho desagradável na barriga. O melhor jogador do Mundo, com a cara escarafunchada por uma acne persistente, mas dono de uns pés mágicos. Um treinador sagaz, alcunhado de “velha raposa”, possuidor de um histórico de dimensão paquidérmica. Também ele, curiosamente, com caminhos cruzados com os homens de trajam de azul e branco [Corria o ano de 1984. Nas terras altas escocesas, território inóspito para o comum mortal, um jovem técnico sorria, com o rosto açoitado pelos ventos inclementes, enquanto assistia aos treinos do seu Aberdeen, equipa modesta que tinha surpreendido a Europa, ao erguer o troféu da Taça das Taças, em 1983. Disposto a fazer história, tentava a 2ª final consecutiva. O opositor, renascido de uma longa travessia do deserto, que tinha durado 19 anos, erguia-se aos poucos, cimentando a sua reputação no velho continente, disputando a hegemonia interna. A Invicta assistiu, no embate da 1ª volta, a um golo. Marcado pelos homens da casa, cabeçada vitoriosa e imparável saída da nuca de Fernando Gomes. A vingança, nessa Escócia forjada pela têmpera de heróis que brandiam espadas contra a Coroa britânica, não aconteceu. A Europa assistia ao nascimento de um Porto adulto, com espírito de sacrifício, indómito. E com Vermelhinho, autor de um golo magnífico, saído de entre a espessa névoa, num chapéu quase sobrenatural ao guardião contrário. Alex Ferguson sabe qual é a nossa identidade. E aquilo de que somos capazes].

A qualidade galáctica dos homens de Manchester não se esgota na mediatização deste duo. Tem Evra, um francês raçudo, defesa-esquerdo brilhante. Uma dupla imperial de centrais, Vidic e Rio Ferdinand, torres gémeas intratáveis, com uma capacidade de jogo aéreo ao alcance apenas dos eleitos. Um meio-campo com a experiência de Scholes, ou o génio e nervo de Anderson, o nosso conhecido “Jurema”, o conservadorismo táctico de Carrick, o exotismo de Park, o traquejo de Giggs. Um ataque demolidor, com o instinto assassino do felino Berbatov, classe pura, o vigor e força de Rooney ou a capacidade de choque de Tevez.

Os pratos da balança parecem claramente favoráveis aos vermelhos ingleses. Um dos lugares-comuns mais utilizados, quando se fala de futebol, é afirmar que o desporto-rei é uma caixinha de surpresas. Uma espécie de Disneylândia, um parque encantado, onde tudo é passível de acontecer. E, lá no fundo, mesmo o mais confiante adepto inglês sentirá uma pontada de temor. Bem impresso na memória colectiva está o lance, em Old Trafford, prenúncio de tragédia. Uma barreira. McCarthy afagando o esférico, murmurando preces ancestrais e pagãs. Os olhares, nervosos, nas bancadas. Os risos emudecidos, num ápice. O nó na garganta, difícil de desatar. E o lance que os persegue, desde então, passado em slow-motion, torturando-os de forma repetitiva. A bola, suave, rasgando o ar, sobrevoando a barreira, aproximando-se da baliza. Entre os postes, um gigante negro, lançando a massa muscular para a trajectória do couro. Os dedos, espetados, esticando-se nos limites do suportável. A mão, enluvada, tocando na bola. E os rostos, tensos, libertando o nervosismo, sorrindo de alívio, respirando fundo. Estava acabado, pensaram. Durou um pequenino instante esse momento. Até se aperceberem de um atleta, vestido de azul e branco, movimentando-se de forma felina e furtiva. O remate, enrolado e seco, colocou um selo de justiça numa eliminatória ganha aos pontos. Old Trafford aprendeu, da forma mais crua, a respeitar o campeão português. FUTEBOL CLUBE DO PORTO. Ou, na língua pátria de Shakespeare, OPORTO.

Podem ter orçamentos obscenamente elevados. O melhor jogador do Mundo. Nomes sonantes. Nada apagará aquele desígnio de Deus, personificado nas chuteiras de Costinha. O medo está lá. Escondido. Sorrateiro. Esperando apenas uma oportunidade de os intranquilizar. Vamos aproveitá-la.

ps - A onda de insegurança, no País, teve mais um caso mediático, acentuando a ideia de que é necessária uma acção preventiva, prevenindo futuros erros/falhas. O Algarve, pese a sua invejável situação geográfica, não escapou a um roubo à mão armada. O culpado, ainda impune, é sobejamente conhecido. Lucílio Baptista, desvirtuando mais um resultado na sua já longa carreira de “equívocos”. O beneficiário, aceitando a oferenda sem qualquer pudor, é a “locomotiva de transparência do futebol português”. A apitar, de forma imutável, década após década. É tão giro construir palmarés assim, não é?

19 março, 2009

Golpe de misericórdia

Recebemos do nosso leitor, Lino Lourenço, o email que segue:

    Depois do mito do GLORIOSO, só falta mesmo cair o mito que a LEONOR PINHÃO é mulher!

    Só para cultura geral...

    Venho apenas informar que esse clube a que chamam Glorioso (ex-Glorioso?), acabou de ser retirado da página dos clubes históricos da FIFA, onde estava desde os anos 60! É um dos momentos mais tristes na história do ex-Glorioso.

    Adivinhem quem lá está por Portugal? CLICA AQUI e confirma.

    Que os "milhafres" deixem de falar do passado distante e reconheçam a grandiosidade do FC Porto.

04 setembro, 2008

Espírito indomável

Apesar do “Verão quente” de que falei num dos últimos artigos, as convulsões internas não retiraram a ambição ao emblema portista. O sonho de conquistar a Europa não esmoreceu, no Porto. Titubeante nas grandes competições europeias, o clube sediado na Invicta só a espaços conseguia resultados que faziam sonhar os seus adeptos. Esporádicos, como se os Dragões ainda se envergonhassem de bater o pé aos colossos europeus.

Mas tudo isso se alterou com a visão sagaz de Pedroto e o apoio incondicional de Pinto da Costa. Depois do ocaso em que o clube caiu, no seguimento do afastamento de ambos e da vinda de Stessl, o regresso de Pedroto ao clube, com Pinto da Costa como presidente, reactivou o germinar da semente que grassava no interior de cada um. Tornar o Porto um colosso europeu…

Em 1984, como em todos os outros anos, o sonho estava lá. No início da competição. E o Porto foi passando. Avançando passo a passo. Insuflando, com cada vitória, novo alento no corpo mirrado de Pedroto. Debatendo-se heroicamente contra a doença que o minava, o Zé do Boné via na carreira europeia do seu clube de sempre o bálsamo que o mantinha agarrado à vida. A equipa, por sua vez, lutava desesperadamente, sabendo que cada jogo era decisivo, que cada vitória importava, como se as mesmas fossem uma vacina contra o mal de que padecia o seu treinador. Formou-se um elo. Inquebrável. Unidos por algo mais do que o simples êxito ou meras glórias terrenas, a equipa e o velho Mestre tornaram-se umbilicalmente unos. Como se matéria e alma se fundissem.

Enquanto numa cama de Hospital Pedroto cerrava os dentes, impedindo momentaneamente os avanços do mal que o corroía, no relvado o seu exemplo servia de factor extra de motivação. E essa vontade férrea de vencer frutificava, quase de modo sobrenatural. Foi assim na suada e épica eliminatória com o Dínamo de Zagreb. Batiam fortes os corações. Roíam-se as unhas, na esperança cada vez mais ténue de um golo, que acalentasse as esperanças. Os minutos passavam. As hipóteses minguavam. Até que, mostrava o relógio o ponteiro nos 90’, Gomes, incorporando o papel de alter-ego de Pedroto, lá dentro do campo, fez explodir as Antas. A ebulição atroou os céus da cidade nortenha. O Porto avançava mais um passo…

Míseros 180 minutos separavam o clube portista da tão ansiada final. Pela frente, vindos das terras altas escocesas, o Aberdeen, detentor do troféu. Homens de barba rija, habituados a sofrer, tinham como general um jovem quase imberbe, mas que se tornaria grande. Alex Ferguson, semideus no seu País, viu uma cabeçada de Gomes, aos 14 minutos, sentenciar o jogo da primeira mão. Vantagem escassa, é certo, para a visita a terras britânicas. Mas os jogadores queriam, mais do que nunca, ofertar a Pedroto uma prenda inigualável. Lutaram como nunca. Sofreram como heróis. Numa pressão sufocante, fazendo alarde do tradicional “kick and rush” de terras da Sua Majestade, as bolas caíam continuamente na área portista. O perigo espreitava, em cada lance. Dentes cerrados, despachando o couro para terrenos mais longínquos, destacavam-se os defesas portistas. Rostos suados, olhos fixos, num exemplar exercício de concentração, cerrando fileiras, gritando incentivos. E a equipa aguentava. Fustigada numa pressão asfixiante, parecendo soçobrar a cada momento. Até que, a meio da 2ª parte, um pequeno homem, correndo veloz como o vento, cabelos encaracolados em desalinho, fugiu por entre os defesas contrários. Acreditou na felicidade. E a Europa viu um dos golos mais belos de sempre. Vermelhinho, do meio-campo, chutou a bola. Ela subiu, subiu, num arco perfeito, sobrevoando o guarda-redes contrário. Pedroto deve ter sorrido, naquele exacto momento, ao ver o couro preto e branco a descer indolentemente, prenúncio de alegria desmedida, até se anichar de forma suave nas redes opostas. O Porto marcava na Escócia. As lágrimas tomaram conta de todos os que presenciavam aquele espírito indomável do Dragão. A final da Taça das Taças, a nossa primeira presença nos grandes palcos, era realidade.

E, depois de um mês de anseios, sonhos e glórias oníricas chegou o dia. O dia em que, finalmente, as camisolas azuis e brancas entrariam num palco europeu, disputando uma final. Um dia único. Aguardado por milhões. Aquilo que durante décadas parecia inatingível estava ali. Concretizado. Pela frente, a Juventus. A “vechia signora”, como lhe chamam carinhosamente os seus adeptos, comandados por uma raposa velha, Giovani Trappatoni. A seus pés, uma constelação de estrelas. Imensa. Repleta de brilho. Platini, Boniek, Paolo Rossi, Tacconi, Gentile, Scirea, Cabrini, Tardelli. A base da Selecção italiana, vigente campeã do Mundo, entrava no relvado, prestes a defrontar-nos. E nós, adeptos, vivendo aquilo como se num sonho. Saboreando as sensações, de forma sôfrega, sentindo as vivencias sublimes, as emoções dispares, olhos colados nos ecrãs, esperando o apito inicial.

O coração, batendo descompassadamente, fazia aumentar a pulsação. Secar a boca. Transpirar a palma das mãos. Não era medo. Nem pânico. Era ansiedade. Da 1ª vez. E como todos os neófitos, ela teve momentos mágicos. E outros cruéis. O golo madrugador dos italianos foi mais uma prova da categoria que imperava no plantel azul e branco. Longe de acusarem o golpe, os portistas assenhorearam-se do domínio do jogo. Responderam à bomba. Sousa fez-nos soltar o grito mais esperado. GOLO. Um remate forte, de fora da área, empatando a contenda. E quando parecia que a felicidade iria sorrir, de forma justa, os Dragões foram travados, à margem da lei. Adolf Prokop, juiz de campo, aliou-se aos italianos, ofertando o troféu a Platini, validando um golo irregular e não vendo uma penalidade do tamanho do Mundo.

O orgulho sentido pela exibição imaculada mesclou-se com a raiva e o desespero. Sentimos na pele a infâmia do roubo. E, naquele momento, a encruzilhada apareceu na história do clube. O Porto podia facilmente ter embarcado pelo caminho mais fácil. O da comiseração. Da vitimização. Só que isso não está na massa de quem pugna por aquele emblema. Optou-se pelo caminho mais difícil. O da auto-afirmação. E aquela derrota, na noite Suiça, foi o prenúncio. Ela fortaleceu o espírito de conquista. A avidez de vencer. O clube podia ter-se acomodado. Mas ficou viciado no sucesso. A sofisticação do palco da final, o brilho esplendoroso das luzes, o glamour da mediatização. E o Mundo, a partir desse longínquo encontro de 1984, aprendeu a sussurrar, com reverência e respeito um novo nome. Futebol Clube do Porto.

22 julho, 2008

Um mistério oculto e um minuto especial

«Toda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha»

Agustina Bessa Luís, sobre a Cidade do Porto.

Praça Carlos Alberto, na freguesia de Vitória no Porto, nasce ao 10º dia do mês de Novembro do ano da Revolução de Abril este que vos escreve. Orgulhosamente, digo sempre que nasci na Cidade Invicta (Ordem do Carmo) embora a minha naturalidade no BI registe Matosinhos por ser a minha primeira morada. A minha paixão pela Cidade do Porto vem, no entanto, já da infância com recordações diversas, desde as marchas nas noites de São João até às deliciosas tardes passadas no Cinema Batalha...

O Porto, aos meus olhos, teve sempre magia, tenho sempre para mim, desde miúdo, que os segundos que se esgotam enquanto passo a Ponte da Arrábida me transmitem sempre uma multiplicidade de sentimentos, de emoções, de pensamentos... O gosto pelo futebol surgiu um pouco mais tarde (cerca dos 11 anos) mas bem a tempo de me tornar, sem receios o afirmo, um «Porto-dependente». É este o meu vício, é esta a minha paixão, é isto a minha vida.

Sentir o Porto Cidade e o Porto Clube como um só é uma evidência que todos nós conhecemos. Um dia, depois de uma derrota dolorosa do nosso FC Porto acordei bem cedo e decidi caminhar pelas ruas cinzentas da baixa do Porto. Durante esse percurso visualizei as expressões tristes de pessoas que, tal como eu, sofrem pelo Porto. Foi um exercício mental que me tornou ainda mais Portista e Portuense do que aquilo que já era.

Como diz canta Rui Veloso no seu «Porto sentido», a nossa Cidade oculta um mistério naquele seu ar grave e sério, naquele seu timbre pardacento, naquele seu jeito fechado de quem mói um sentimento e por isso, costumo dizer, que esta paixão pelo Porto que todos nós sentimos é algo de difícil compreensão para os nossos rivais. É esta a nossa mística, o nosso sentimento, na verdade o que nos distingue de todos os outros. Porto, Cidade e Clube, formam, de facto, uma imponente Muralha, aproveitando as sábias palavras de Agustina Bessa Luís.

A vida, as emoções que nos acompanham ao longo do tempo, as pessoas com quem convivemos vão-nos moldando o caracter, a personalidade. A minha vida confunde-se hoje com o pulsar do Dragão... E por isso, encaro com toda a naturalidade que a vida que levo desde os meus 11 anos me tornou um Portista acérrimo, convicto, outros diriam doente... Acreditem que o instante em que visualizei pela primeira vez o relvado das Antas, era ainda uma criança, marcou-me profundamente. Esse doce momento ficará para sempre no meu «albúm de recordações».

E hoje, ao escrever todas estas linhas, olho para trás e o que vejo?

Grandes emoções, glórias, golos, vitórias, jogadores, noites memoráveis, algumas mágoas... acreditem que não me é difícil lembrar jogos em que dei por mim a festejar golos com incontroláveis lágrimas escorrendo-me pelo rosto, com festejos com efusivos abraços aos colegas de bancada que não conhecia de lado nenhum, de sentir o coração a bater de forma acelerada, de gritar golos do Porto em locais menos próprios...

Minuto 90 do Manchester vs FC Porto da Champions League 2004, livre para o Porto, talvez a última esperança para as nossas cores, sinto uma agitação anormal, as mãos suam descontroladamente, digo para mim mesmo que tem que ser ali, que a história está ali à espera de ser tingida pelo azul e branco, McCarthy corre para a bola, o coração quase que bloqueia naqueles segundos, há uma defesa para a frente e os meus olhos viram, juram que viram, antecipadamente o que se seguiu, Costinha remata e a bola encosta às redes, salto da cadeira do café, aos berros percorrendo todo o corredor do mesmo até junto da TV, de braços no ar, acompanhando a louca correria de Mourinho nos festejos, há pessoas, nesse instante, que não conheço de lado nenhum, que me abraçam, que saltam a meu lado, que gritam e choram comigo, choram descontroladamente.

Isto, meus caros é saber viver, é saber amar, é ser do FC Porto.



O FC Porto tem uma história gloriosa e acreditem que muito se deve a nós, simples adeptos. Nós somos o que de mais belo o futebol tem para oferecer... Nós somos a verdadeira voz do FC Porto. E o FC Porto é a nossa vida. E quem sabe se na Champions deste ano não vamos voltar a viver momentos como o que vos recordei neste post?

ps - Parabéns à equipa de futebol de praia do FC Porto que este fim de semana venceu, na localidade de Entre os Rios, o trofeu Ibérico derrotando o Real Madrid (4-3), o Benfica (5-5 e 4-3 após gp) e o Valência (5-1). Este Dragão é insaciável... Uma última nota para referir que a RTP2 está a acompanhar em directo o Europeu de hóquei em patins (em Oviedo) com Portugal a estar representado por 3 jogadores do FCPorto, R.Ventura, Caio e P.Moreira. Ontem ganhamos no 1º jogo por 7-0 à Inglaterra.

Saudações Portistas,
Lucho.

29 abril, 2008

Gratidão… rima com Alenitchev!

No próximo dia 04 de Maio, vai-se realizar o jogo de despedida de Dmitri Alenitchev dos relvados de futebol, no Estádio do Lokomotiv, em Moscovo.

Alenitchev, agora com 35 anos, iniciou a sua carreira no Lokomotiv Moscovo, em 1991, mas foi no rival Spartak que ganhou maior projecção e atraiu as atenções de Itália. Em 1998, foi contratado pela Roma, mas foi cedido ao Perugia antes de rumar o FC Porto em 2000, onde se manteve até 2004.

Depois das conquistas de Sevilha em 2003 e de Gelsenkirchen em 2004, onde marcou golos em ambas as partidas, regressou a Moscovo para terminar a carreira no Spartak.

Esta é a hora de recordar um jogador de excelente técnica, passe e visão de jogo, que para além da sua enorme e reconhecida humildade, poderia ter tido uma ainda maior projecção no FC Porto, caso não tivesse na altura que viver na sombra de um outro mágico, o Deco.

Mesmo assim, e sempre que foi chamado a entrar em campo, cumpriu com mestria e afinco as tarefas que lhe foram destinadas.

Posto isto, e porque neste nosso clube que é o FC Porto, nunca tivemos memória curta e sempre soubemos acarinhar e agradecer a quem sempre nos respeitou e contribuiu para os nossos êxitos, não posso deixar de aqui em palavras sentidas, transmitir o meu particular agradecimento, respeito e admiração por este Senhor Jogador e Homem com “H” maiúsculo por todos os momentos bonitos e alegrias que nos proporcionou … Obrigado, Alenitchev!

13 março, 2008

Uma semana depois...

A minha depressão continua. Não sou masoquista, mas revivo ainda na cabeça o jogo com os alemães do Schalke. Esse mesmo, o que nos colocou um ponto final no sonho. E eu, neste momento, não sinto prazer nem contentamento com os jogos nacionais…

Não é, nem poderia ser, um afastamento da realidade lusa. Adoro o Porto. Aliás, digo-o sem qualquer ponta de brincadeira, o clube que amo é a minha religião. Mas esta derrota pesa ainda na alma. Sonhos estilhaçados, numa cruel partida do destino. Um jogo surrealista, onde um punhado de heróis, trajando de azul e branco, pugnaram até à exaustão. Os Deuses da Fortuna, no entanto, não quiseram a nossa felicidade. O alento, os planos, essa vontade indómita de ir mais longe, de atingir os píncaros da Europa, foi novamente adiada. Recordamos, da pior forma, o que é a Liga dos Campeões. Bela e sensual, com os reflexos dourados da Taça a fascinarem-nos. Cruel e caprichosa, capaz de brincar com os sentimentos no seu jogo de emoções, qual montanha russa de sentimentos díspares.

A derrota foi contundente. E ali, no silêncio sepulcral do Dragão, atónito ainda pela eliminação, dei por mim a reviver momentos passados. Este clube que se impôs, passo a passo. Lenta mas inexoravelmente. Primeiro, combatendo com bravura os obstáculos internos. Agarrando a hegemonia, que perdura ainda. Depois, paulatinamente a crescer na Europa. A impor a qualidade, a provocar receios nos opositores, a granjear simpatias. Um clube que nunca teve nada de mão beijada. Sofreu derrotas copiosas. Mas soube sempre erguer-se.

É isso que faremos novamente. Num novo ciclo. Para o ano lá estaremos. De novo. Não sei se mais fortes. Mas sempre, sempre a lutar pela vitória. Porque é isso que este clube sabe fazer. Apenas isso. Algo inato. Que existe no código genético. A procura incessante e compulsiva pela vitória. E aquela Taça, que nos fascina, que nos hipnotiza, será nossa outra vez. Seja para o ano. Ou daqui a 10. Ou mais. Não importa. Nós seremos novamente CAMPEÕES DA EUROPA. Quantos podem afirmar isso?

Confesso que a única alegria sentida, nos dias seguintes, foi na comemoração [efusiva, devo dizê-lo] dos golos do Getafe. Sem Paratys por perto, as cotoveladas de Cardozo fizeram mossa na águia. Vi o jogo, sentado à mesa de um restaurante, num convívio com amigos. Vermelhos, maioritariamente. Com a minha pouco proverbial contenção verbal, lançando remoques a cada passe falhado dos que jogavam de vermelho, ou saudando com olés a circulação de bola de nuestros hermanos, fui alvo da acusação, normal nestes casos, de que torcer pelos adversários das equipas lusas nas competições europeias é uma prática retrógrada, indigna de um verdadeiro patriota. Descontando a imbecilidade da ideia, assente numa dialéctica salazarenta, sucedânea de nacionalismos bacocos, o amor e o ódio não são pilares fundados sobre o racionalismo. É a emoção de ver as derrotas dos nossos inimigos que nos alegra. Sem falsos pruridos morais. Sem ser politicamente correcto. O que importa é vencer. E, por contraponto, vê-los perder. Até podemos sentir-nos envergonhados. Ofendidos. Pelo primitivismo da coisa. Mas é assim que eu sou. Fundamentalista. Assumo-o. A vida é feita de noventa minutos. Nacionais ou internacionais. É feita de vitórias inesquecíveis. De confrontos fundamentais. De derrotas humilhantes. De perdas dolorosas. De recuperações lentas. Como esta, resultante do dissabor da eliminação. E eu recupero assim. Com bálsamos provenientes de Getafe…

Por cá, em território luso, nada de novo. Os serventuários do regime destruíram mais uma reputação. A intriga, o boato e a calúnia passaram a ser as armas de destruição massiva, tão do agrado de alguns correligionários escribas de alguns pasquins. Bastou o leve sopro da suspeita de que Almeida Pereira, indigitado Director da PJ do Porto, conhecia Pinto da Costa para que a máquina que manieta os media agisse, pressurosa. Do leve conhecimento até a fortes suspeitas, colocadas sem pudor, nem confirmação de fontes, nas páginas dos diários, foi um pequeno passo. Alvo de linchamento mediático, com a honra vilmente atacada, sem que a terreiro alguém viesse demonstrar a sua solidariedade, não restou outra solução do que a remissão do cargo. Feito o serviço, arranjado novo homem de mão, mais do agrado do Procurador e da Mizé, foi tempo de escrever o epitáfio nas páginas dos jornais. Para o caso pouca importa que, dias depois, a investigação levada a cabo tenha concluído pela inocência de Almeida Pereira, no pretenso favorecimento ao FC Porto. E ainda alguém acredita que o Apito Dourado tem alguma coisa a haver com Justiça?



ps - O novo ciclo do Benfica [o 1437º da era Orelhas] teve um final abrupto com a demissão de Camacho. O el-rei D. Sebastião bateu com a porta, enfadado. Ficam, no entanto, os esforços denodados do presidente para o manter. “Nós tentamese-o manter, mas ele estava irredutível”. Ora nem mais. Nem o emplastro diria melhor…

vídeo made by PentaDragão

08 março, 2008

E depois do adeus..

Muito se disse e certamente ainda muito pode haver para dizer sobre a o facto da nossa equipa ter sido eliminada da Champions. Mas penso que acima de tudo há que ter orgulho por aquilo que somos. Por aquilo que temos e por aquilo que fazemos.

É por isso que abordo este assunto, pois mesmo em conversas com amigos todos querem crucificar alguém da equipa, Quaresma, Tarik, Fucile, Jesualdo e até já ouvi alguns a criticar o Bruno Alves por ter falhado o penalty. E vou ser sincero, no início até a mim me apetecia fazer-lhes alguma coisa. Houve situações que se falharam que parecem impossíveis, mas acontecem a todos, não estávamos era habituados que nos acontecessem a nós.

E hoje, já passados alguns dias desse inesperado e inesquecível desaire penso que me sinto melhor como Dragão. Porque gosto muito de ver um Porto ganhador, que como adepto é o melhor que posso pedir, mas ver ali um Porto lutador, que dá tudo por tudo, o que tem e o que não tem. Isso, isso deixa-me orgulhoso. E muito.

Por muitas vezes disse que ser Portista é muito mais que uma paixão por um clube, é viver um clube, e quem não gosta de viver a raça? A paixão? Quantos de nós não gostam de dar o tudo por tudo? E nem sempre conseguimos o desejado, mas é nessas alturas que dá para ver daquilo que somos feitos, e esta equipa (que o FC Porto consiga sempre ter equipas com o espírito desta), mostrou bem daquilo que é feita, e isso a nós só nos pode encher de orgulho.

Numa música o Tupac disse "keep your head up and pray for better days", e é isso que temos de fazer. Manter a cabeça erguida e esperar alguns tempos, porque de uma equipa com este espirito de sacrificio e com esta paixão, só podemos esperar coisas boas.

Um abraço,
Tiago Teixeira

Há momentos na vida que guardamos para sempre…

A noite de 05 de Março de 2008, é certamente um deles.

Ter estado no Estádio do Dragão, ter festejado o golo do Lizandro quando já ninguém, excepto “nós” acreditávamos naquela reviravolta. Assistir aos 30 minutos extra com a ansiedade no máximo na expectativa de a bola entrar na baliza. O grito de “gooooooooooooooolo” mais do que pronto para sair a qualquer momento, os olhos fixos nos nossos jogadores e a maledetta que teimou em não entrar… o entoar do Hino a uma só voz antes dos penalties com as lágrimas a correr cara a baixo, e acreditar ainda que tudo era possível.

O que se seguiu não interessa…

Mas a noite ainda não tinha terminado, nem eu termino sem estas palavras:

Ao Paulo Assunção, que caminhou de encontro ao Bruno Alves, quando este regressava da marca de grande penalidade (e como lhe devem ter parecido kilómetros aquela meia duzia de metros…), conquistou toda a minha admiração. Hão-de ser das imagens que me ficarão para sempre na memória. A esse jogador, o meu sincero OBRIGADO!!

Heliantia.

ps - eu não sabia quem tinha sido o jogador em questão… obrigada, Presidente: “…o tal GRANDE SENHOR e GRANDE JOGADOR que falas, e que vai de encontro ao Bruno Alves, foi o Paulo Assunção… quem mais poderia ter sido?”.

07 março, 2008

Será sorte, será azar?

Corre, corre levemente
Num campo sem fim
Será sorte, será azar?
Sorte não é certamente e nunca vi azar assim…
Dei-me conta… já não estávamos na Champions League.

Nem sei o que dizer... um sonho perdido no meio de tanto azar!
Jogadores empenhados, ambiente morno e falta de concretização de golos! Que se passou?
Uma noite onde a esperança reinava, um sonho perdido por golos não marcados. Uma fé que não se mostrou durante o jogo todo.
Foi azar? Foi falta de motivação por parte dos adeptos?
Que se passou ontem no Estádio do Dragão?

Por um lado apetece-me dizer que foram os “6 milhões” que estavam de olhos postos no jogo e a agoirar o FC Porto. As bolas teimavam em não entrar! Golos falhados que ninguém falha! Como é possível? Para a próxima temos de mandar fazer um exorcismo ao campo…

Por outro lado fiquei triste com a prestação dos adeptos?
Onde está a minha gente que canta do inicio ao fim?
Que incentiva a equipa minuto a minuto sem se cansar?
Onde estiveram ontem os adeptos? Onde estiveram as claques? Pouco ou nada se ouviam! Tiveram alguns momentos de motivação, sim! Mas poucos!
É necessário mostrar à equipa que estamos com eles nos bons e nos maus momentos!

Um adepto não é um mero simpatizante do clube! Um adepto deve ter força suficiente para dar força ao seu clube! Deve gritar, cantar, incentivar os jogadores! Deve dar-lhe força para fazer melhor. Deve incentivá-los a jogar com garra e deve sobretudo mostrar que é por eles que os adeptos existem!

Os jogadores têm de sentir energia positiva do lado de fora do relvado. Devem sentir o calor dos adeptos. Só assim se sentem capaz de lutar, lutar e continuar a lutar pela sua equipa! Se os adeptos não incentivarem, então para quê lutar pela equipa? Para quê mostrar garra? A todos os adeptos lanço um desafio. No próximo jogo, vamos mostrar e dar força aos nossos jogadores! Vamos gritar, cantar e apoiar com garras e fogo de dragão!

Foi triste o desfecho das Champions League. Mas temos de levantar a cabeça! Fomos a única equipa portuguesa que chegou aos oitavos de final! Temos orgulho no que somos! Temos orgulho de chegar onde chegamos! Temos ainda muito que mostrar!

Saudações azuis e brancas da,
Sodani

05 março, 2008

Apelo ao passado...

Esta manhã o tempo acordou cedo, nem necessitou do despertador da Heliantia. E eu cedo acordei não conseguindo tirar da ideia a partida desta noite no Dragão. No trajecto habitual para levar o júnior à escola passei pela casa de um ilustre e desconhecido vizinho que faz honra em ter o estandarte azul e branco na varanda da sua casa 365 dias por ano e o pensamento levou-me até um Março de 2003, até uns quartos de final da UEFA.

A primeira-mão, em casa e contra todas as expectativas, tinha corrido mal e a tarefa aparentava-se impossível: ganhar por 2-0 no Apostolos Nikolaidis. Qual impossível qual caraças! O Ninja encarregou-se de tal feito com um golo logo no minuto 16 e, já no prolongamento e em queda, umas coxinhas ao Nikopolidis, que ficou a ver a bola passar. Sim, é verdade. Era uma equipa de Super Guerreiros e o Prof. da altura era exímio, se não o único, na motivação.

Ora, logo à noite o mote é esse. O Prof. é outro e talvez como 'era' vermelho desde pequenino alguns, aqueles que criticam no após, olharam-no de lado. Mas existem muitos outros que nunca se deixaram enganar. A raça mora nele. Tirem-lhe agora, antes do jogo, o chapéu e apelidem-no de Mestre. Os Super também são outros mas que ninguém, mesmo ninguém, se equivoque. A vontade de ganhar, contra todos e contra tudo, não se mudou para outras paragens.

Logo à noite será assim o momento de demonstrar o espírito de luta, o espírito de corpo. Será o momento de elevar a tradição, de dignificar a camisola. Corram, caiam, sangrem, levantem-se, caiam outra vez e levantem-se novamente.
Eles são duros? Sejam ainda mais duros!
Façam como o Licha: comam a bola! Melhor, comam a bola e comam a relva!!!
Não interessa se faz dia, noite. Se está calor, frio ou cai neve.
Não interessa quem é o novo Director da PJ a Norte.
Não interessa, nos nossos dias, a presença de figuras políticas em camarotes, os discursos paquidérmicos, as investigações, as querelas a sul e os choradinhos do costume. Não interessa quem são os onze, quem é o árbitro. Batam no peito uma, duas, três, vinte, as vezes que forem necessárias!
Joguem à bola! Deixem-se de merdas e passem a eliminatória!!!

Da nossa parte, prometemos encher o Dragão. Seremos o 12º, o 13º e se necessário o 14º jogador. Cantaremos até perder o compasso, berraremos até perder a voz. Seremos a multidão num grito só de todos nós.

Apelo ao passado... para legitimar o presente.
Quanto ao futuro... já não é o que era, mas eu continuo a acreditar. E Vocês?

22 fevereiro, 2008

Incompreensível…

É com algum desalento que esta semana escrevo este artigo. Estou realmente muito triste pelo facto do FC Porto ter perdido na passada terça-feira. Sei que há grandes hipóteses de ainda se resolver esta falha, mas estaríamos muito melhor se tivéssemos conseguido uma vitória!

No entanto pergunto-me: perdeu porquê? Falta de sorte? Nervosismo? Ou as más tácticas de Jesualdo Ferreira?... haverá um pouco de todas elas, mas creio que o Prof. Jesualdo Ferreira teve algumas culpas no cartório.

Entristece-me que ele invente esquemas em jogos como estes?! Será que ele não teve tempo suficiente para ver qual a melhor táctica a aplicar em jogos complicados? Não o percebo?!

E uma coisa que me deixou ainda mais irritada com o nosso Mister foi o facto de fazer uma substituição aos 84m de jogo! Como é que uma equipa que está a perder, queima tempo com uma substituição a 6 minutos do fim? Não entendo! Quer dizer… deve ter sido para não correrem o risco de sofrer mais um golo, só pode!

Quantas e quantas vezes me pergunto se Jesualdo Ferreira é treinador para o FC Porto? Será que com a equipa que temos, com os fantásticos jogadores que temos, não merecíamos um treinador à altura? Um treinador que lutasse pelos bons resultados?

Confesso que nunca gostei do Mourinho, pela sua arrogância e pela sua postura, mas é um excelente treinador! Com ele, conseguimos tudo e mais alguma coisa. Com esta equipa, e um treinador como o Mourinho, não tínhamos de ter receio de nada, nem de ninguém!

Parece que estamos a jogar única e simplesmente para o campeonato nacional e o resto vem por acréscimo.

Somos a única equipa portuguesa a estar presentes na Liga dos Campeões. Será que não devíamos mostrar ainda mais o nosso valor? Será que não devíamos mostrar toda a nossa garra?

Temos EXCELENTES jogadores! Temos uma equipa ESPECTACULAR! O que nos falta? Um treinador! Um treinador com vontade de vencer! Um treinador com sede de ganhar! Ao nosso mister, parece faltar vontade de vencer! Espero que tenha aprendido a lição com o jogo de terça-feira.

Aguardo que no Estádio do Dragão, no dia 5 de Março, as coisas sejam bem diferentes, que haja uma atitude fora de série e que mostremos a tudo e a todos, AS GARRAS DO DRAGÃO!!

Saudações azuis e brancas e até para a semana!
Sodani

[notas dos administrador]

ps1 - Invariavelmente, os êxitos do FC Porto continuam a ser
reconhecidos lá fora... cá dentro, onde impera apenas a inveja e a medíocridade, é (quase) impossivel que tal venha algum dia a acontecer... azar o deles, perante a nossa indiferença!

ps2 - Guilherme Aguiar em grande estilo na
entrevista concedidada aos enc(o)rnados do Correio da Manhã... muito melhor do que em «voz» no tal formato dos «3 estarolas» à 2ª feira na SIC Noticias (noticia raptada sem autorização do blog BiCampeões do Mundo).

ps3 - a não perder esta noite, no Jornal da Noite na SIC, pelas 20 horas, a
entrevista ao nosso Mítico Presidente, Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa!! (noticia raptada sem autorização do blog Sou Portista com Orgulho).

21 fevereiro, 2008

Não se deve voltar a um local onde já fomos felizes...

Não sei onde ouvi a frase. Provavelmente numa daquelas canções pop, cantadas de forma lânguida, debitadas incessantemente por rádios um pouco por todo o Mundo. “Não se deve voltar a um sítio onde já fomos felizes…”

Curiosos mecanismos cerebrais que nos fazem recordar, no meio de um jogo importante, frases soltas ouvidas algures. E o cérebro incapaz de deixar de trautear a letra, numa cadência premonitória. “Não se deve voltar a um sítio onde já fomos felizes…”

Pois não, apeteceu-me gritar no final do jogo correspondente aos oitavos-de-final da Champions. Mas as imposições do sorteio assim o ditaram. Gelsenkirchen, cidade fabril alemã, terra de mineiros, ficará para sempre associada a uma das maiores conquistas do Porto. Por ironia do Destino, poderá também ficar nefastamente ligada ao descalabro azul e branco na conquista da Europa, sonho esse acalentado meses a fio por fiéis adeptos [há que bater três vezes na madeira, para espantar o agoiro] …

Depois de desbaratarem as hordas turcas, de terem esgrimido argumentos com os bárbaros ingleses e travado as invasões francesas, os guerreiros azuis e brancos, assim apelidados pelo “general” Jesualdo, marcharam para longe, para a longínqua terra de teutões, onde os bávaros do Schalke constituíam um desafio titânico.

Regressando a um local de culto, terra santificada na cruzada anterior, onde o General Special One tinha levado os Invictos a uma vitória histórica, foi com a serenidade espelhada no rosto que os experientes gladiadores portistas se prepararam para o desafio.

O balde de água gelada, correspondente ao golo alemão, refreou ânimos, estilhaçou sonhos e aumentou exponencialmente a ansiedade. Nada está perdido. A eliminatória, previsivelmente equilibrada, será decidida no Estádio do Dragão. Lá, amparados por milhares de vozes que não se calarão, pisando o solo sagrado, já calcorreado por outros heróis de azul, em noites de glória frescas na memória, os atletas portistas terão que ser apenas eles próprios. Bastará isso e uma ligeira aragem da Fortuna para que a passagem aos quartos seja selada com uma exibição de gala.

Convenhamos: o que se assistiu na Auf Schalke Arena foi suficiente, apesar da derrota, para ficarmos optimistas. Somos melhores. Teremos que prová-lo dentro das quatro linhas, o que será feito, desde que a ansiedade não tolha a magia dos nossos artistas. Basta seguir o exemplo de raça e empenho dado por Pedro Emanuel, enorme coração na defesa, uma raça indomável em todas as situações.

Para reflexão futura ficam as patentes fragilidades demonstradas sempre que algum dos "peso-pesados" da equipa não joga [neste caso Bosingwa], a morosidade das mexidas introduzidas por Jesualdo e a incapacidade [mais uma vez] de conseguir anular uma desvantagem. Tem sido esta a sina do Dragão, ao longo da temporada.

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Viajar pela Europa abre horizontes, mostra novos mundos e acorda-nos para uma realidade diametralmente oposta à do País de origem. Mas tem um senão. O regresso a solo pátrio. E ao ar bafiento que se sente, mal o Atlântico se deixa vislumbrar pelas janelas do avião. É como se existissem duas realidades, com Portugal a representar um regresso ao passado, a um Mundo ainda por evoluir. Por aqui, tudo parece imutável, semana após semana. Tal como na Superliga. Jornadas idênticas, numa monotonia que vai imperando, transtornando uns, agraciando outros, numa espécie de dicotomia entre o bem e o mal.

De um dos lados da barricada, habitam uns seres mirrados, transportando aos ombros o pesado fardo da inveja, com a mesquinhez a transformá-los em personagens azedas e odiosas. O fim-de-semana, altura propícia para a descontracção, trouxe-os de novo à ribalta. Vozes inflamadas, clamando por sumaríssimos a jogadores do Porto, numa mostra de que os triunfos dos azuis e brancos provocam sempre uma digestão difícil aos seus inimigos.

As capas dos jornais, essas, continuam na onda do revivalismo, com o vermelho monocromático a merecer as honras de ser cor predominante nas primeiras páginas. Cânticos e hossanas às novas “vedetas” da Luz, mesmo que joguem míseros 5 minutos. Pelo caminho, a ética e deontologia, aliadas à imparcialidade que sempre deveria nortear o caminho profissional de qualquer jornalista que se preze, são “esquecidas”.

E esses “esquecimentos” evitam que, para memória futura, se fale dos lançamentos de linha lateral irregularmente cobrados pelo camaronês com o penteado mais ridículo de todos os tempos, ou de mais uma penalidade sonegada, caprichosamente, aos adversários dos encarnados. Desta feita, nenhum pressuroso repórter intrépido colocou um microfone a jeito, junto de Aprígio Santos, presidente da Naval, para que a indignação deste com a “badalhoquice” do costume tivesse eco nacional. E assim, paulatinamente, se branqueia mais uma jornada onde os pretensos grandes de Lisboa foram carinhosamente aconchegados no colinho do costume.

O cheiro a bafio continua…e a “badalhoquice” também!!

nota: Alguém disse uma vez que os elogios, como todas as coisas verdadeiramente preciosas, devem o respectivo valor à sua escassez. Portugal prova isso mesmo. A ausência de elogios ao FC Porto é, sem dúvida, a nossa medalha mais valiosa.

[nova actualização] [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com upload de 2 novas imagens (total: 202 slides)… passem por lá para confirmar, não custa nada! Só tens que clicar no banner respectivo logo ali acima.

22 dezembro, 2007

“O bom filho à casa torna”

É indiscutível. O sorteio foi simpático para nossas cores. O Shalke 04 – a par dos católicos do Celtic – eram os adversários mais acessíveis, no plano teórico, que nos poderiam calhar no sorteio de hoje em Genebra. E saiu-nos o brinde germânico.

Convêm no entanto lembrar que batalhamos por este favoritismo ao obter a liderança do nosso grupo. Não comungo da ode vermelha que se generalizou após o sorteio que “O FC Porto no sorteio foi novamente bafejado pela sorte“. Enganam-se.

A hegemonia portista no campeonato interno e a consequente consolidação ao nível europeu permite-nos almejar posições de destaque nos sorteios, evitando os conhecidos tubarões, por isso é legitimo dizê-lo: este FC Porto europeu é fruto do trabalho e não do acaso.

E defendo esta tese porque me parece que o desmesurado optimismo – que já roça a euforia exacerbada – pode minar o espírito combativo e aguerrido da nossa equipa, transformando-a sobranceira. Estou confiante, mas com um optimismo calculado e suportado pela abnegação e consistência exibicional actual. O panorama futebolístico é pródigo em alterações e até Fevereiro/Março muita coisa pode acontecer.

O Shalke 04 é um histórico alemão e embora neófito nestas andanças tem um palmarés recheado com 7 títulos de campeão nacional. 4 Taças da Alemanha e uma Taça Uefa na época 96/97.

Incomparável ao nosso, é certo, mas têm um plantel com jogadores que podem desequilibrar, sobretudo na frente: Asamoah e Kuraniy; no meio campo os mais desconhecidos Grossmuller, Ozil e Jermaine Jones. No sector mais recuado o nome mais sonante é o do lateral direito Rafinha. O dinamarquês Lovenkrands (ex: Glasgow Rangers, jogador que nos feriu de morte na inenarrável campanha europeia do FC Porto da era Adriaanse) também integra o plantel.

Lincoln transferiu-se para o Galatasaray e o turco Alintop para o Bayern. Duas ausências de peso na antiga estrutura da equipa que secundou o campeão alemão Estugarda na época transacta.

Existe ainda um factor que pode ser negativo/ positivo para o desenlace da eliminatória, a paragem de Inverno da Bundesliga e o reajustamento do plantel germânico.

Assim sendo, resta-nos esperar até Fevereiro e rezar que as peças fundamentais da máquina azul e branca não se lesionem gravemente, visto que a nossa 2ª linha ainda não demonstrou potencial que assegure um acréscimo qualitativo na caminhada europeia (desculpem o meu cepticismo). Em suma, em condições normais, este obstáculo será ultrapassado com sucesso.

Que o regresso a Gelsenkirchen seja um prelúdio para uma nova epopeia vitoriosa na Europa…..

Saudações.
CJ

ps - Desejo-vos, sem excepção, um santo Natal e uma entrada auspiciosa no ano 2008.

11 dezembro, 2007

Objectivo: vitória, 1º lugar e 1/8 Champions League

Não há que estar com meias palavras. O FC Porto (logo às 19.45h no Dragão/RTP1) tem a oportunidade de ser a única equipa Lusa a continuar em prova na prestigiada Champions League. 50 mil espectadores estarão no Dragão ansiando por mais uma grande noite Europeia do FC Porto perante um opositor (Besiktas) que ainda tem aspirações de continuidade na competição. A missão do FC Porto é «simples», basta assumir o natural favoritismo, jogar com as melhores unidades, procurar a vitória do 1º ao último segundo e marcar viagem para o sorteio em Nyon no próximo dia 21. É o que se exige a este «Porto de casta Europeia», ganhar, ser 1º do grupo e jogar os oitavos de final com um dos segundos classificados com a 1ª mão a ser jogada fora de casa nos dia 19 ou 20 de Fevereiro de 2008.

Fazer o mesmo que Sporting e Benfica (3º lugar e transferência para a Taça Uefa) para mim é uma derrota de todo o tamanho. Também existem mais 2 cenários além deste do 3º lugar e do mais que provável 1º posto a ser alcançado logo à noite. Para ser 2º e ser apurado na Champions basta um empate mas não ficaria nada eufórico com tal cenário, porque somos favoritos, temos obrigação de ganhar o jogo e ser primeiros do grupo e também porque ser 2º implica muitas mais dificuldades nos oitavos de final. O último cenário (4º lugar) é perder o jogo e existir empate na partida de Marselha, um cenário inadmissível e trágico.

Na Turquia um golo tardio de Quaresma chegou para o FC Porto derrotar o Besiktas. Hoje espero não ter que sofrer tanto. Quanto à equipa, Jesualdo deve alinhar com o mesmo onze que jogou, ganhou e brilhou no Estádio da Luz. E logo a partir das 21.30h (final do jogo) estaremos todos a ouvir a música da Champions League, nós, os únicos neste País, que teremos esse privilégio. As grandes competições são para as grandes equipas. E este Porto é a única equipa de futebol em Portugal com capacidade e classe para jogar uma competição de elite como esta (principalmente a partir desta fase de grupos).

«E azul e branca, essa bandeira avança, azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se daqui houve nome Portugal?»

Andebol: FC Porto com dois testes muito exigentes
1º ABC (31 pts, 12 jgs), 2º FC Porto (30 pts, 12 jgs), 3º Belenenses (28 pts, 12 jgs)

O Campeonato de andebol esteve parado e só regressa amanhã com o FC Porto a receber (às 21h em Santo Tirso) o Sp. Horta. O Lucho, uma vez mais, lá estará a acompanhar ao vivo mais uma partida que se antevê complicada até porque o FC Porto tem muitos jogadores em fase final de recuperação de lesões. O último a lesionar-se foi Tiago Rocha no estágio da Selecção. Vou tentar saber novidades destas lesões e averiguar se já poderão defrontar o líder ABC em Braga no próximo domingo (16h na sporttv1).

Basquetebol: FC Porto vence e alcança a Ovarense
1º Ovarense (86%, 7 jgs), 2º FC Porto (86%, 7 jgs), 3º Belenenses (57%, 7 jgs)

Estive no passado sábado (mais o meu amigo Estilhaço) em Matosinhos a acompanhar o basquetebol do FC Porto diante do Barreirense. Numa partida com uma assistência reduzida o FC Porto venceu o Barreirense, após prolongamento, por 98-96 (após um empate a 85 pontos), alcançando na liderança a Ovarense que perdeu pela 1ª vez. Começou melhor a turma do Barreiro mas ainda antes do intervalo os Dragões passaram para a frente (42-38) com Nuno Marçal a ser o melhor concretizador do FC Porto. No 3º período o FC Porto, com os seus 2 postes a registarem 4 faltas, viu o seu adversário passar de novo para a liderança no marcador. No 4º período o FC Porto resolveu aparecer e conseguiu as melhores jogadas do encontro mas aí alguns triplos incríveis dos homens do Sul mantiveram o marcador nivelado. Nos últimos lances Gentry (na foto) faz o 83-82 mas um triplo do Barreirense deixa o Porto à beira do desaire. No último ataque Toree Morris afunda após ganhar um ressalto e o Porto empata a 85 pontos a 3 segundos do fim!!! No prolongamento o Porto entra a todo o gás e um magistral triplo de Paulo Cunha deixa o FC Porto com 7 pontos de avanço que os Dragões depois souberam gerir. Vitória justa do Porto mas tenho que fazer alguns reparos. A qualidade dos Americanos tem que ser uma mais valia e se relativamente a Morris (precisa de mais concentração) e Gentry acho que estamos bem servidos, já quanto a Terrel não acredito que se mantenha no plantel até aos play-off. O novo recruta Payton não me convenceu totalmente mas ainda precisará de tempo. O espírito de grupo não me pareceu o melhor e alguns jogadores deixam transparecer evidente insatisfação por não serem mais utilizados. Gostei de Nuno Marçal (grande exibição com 29 pontos) e Paulo Cunha (18 pontos) com Gentry, Morris e Payton a aparecerem a espaços... A equipa entrou triste, algo desmotivada e só na parte final o Dragão deitou um pouco de fogo. Valeu o esforço para não estragarem a tarde ao Lucho... Agora no próximo fim de semana o FCPorto de Alberto Babo desloca-se aos Açores para defrontar o Lusitânia que este sábado venceu a Ovarense causando o 1º dissabor a Luís Magalhães. Porto e Ovarense lideram a prova com mais 2 vitórias que o Belenenses.

Hóquei: FC Porto segura vantagem confortável
1º FC Porto (31 pts, 13 jgs), 2º Viana (26 pts, 14 jgs), 3º Benfica (25 pts, 14 jgs)

Na última 4ª feira o FC Porto venceu no reduto do Ouriense por 7-5 numa partida complicada e em que os Dragões adormeceram um pouco depois do 1-4 com 3 golos de Jorge Silva e 1 de Filipe Santos nesta fase. O clube da casa reagiu e chegamos ao intervalo com 3-4 e com Edo Bosch expulso por 2 minutos. Na 2ª metade Reinaldo Ventura fez o 3-5 e depois André Azevedo bisou ficando desde logo o jogo decidido. Na parte final ainda reduziram para 2 golos de diferença mas a vitória já estava garantida. Esta partida teve uma arbitragem muito «rigorosa» para com o FC Porto com penaltys e livres directos inventados e 2 azuis muito forçados a E.Garcia e Edo Bosch. Tem sido assim desde o início. Não querem o hepta, está visto.

Este sábado o FC Porto iniciou a 2ª volta empatando 3-3 em casa do 2º classificado (Viana) mantendo a vantagem sobre os adversários uma vez que o Benfica também empatou em Oliveira de Azeméis. No jogo de Viana do Castelo o Porto chegou a estar a perder por 2-0 mas 2 golos oportunos do Argentino Emanuel Garcia deram outra motivação à equipa que passou mesmo para a frente com um golo do capitão Filipe Santos. A Juventude de Viana ainda chegou ao empate e segundo as palavras de Franklim Pais o resultado acaba por ser justo. O Porto continua a ser a única equipa que ainda não perdeu esta temporada... Nesta partida os árbitros assinalaram 3 livres directos e 2 penaltys contra o FC Porto, além de terem expulso Reinaldo Ventura por acumulação de cartões azuis... A vantagem do FC Porto, agora que se iniciou a 2ª volta é muito confortável mas há que ter muita cabeça para saber gerir algumas arbitragens encomendadas. A J.Viana mantém-se a 5 pontos do FC Porto enquanto o Benfica e a Oliveirense continuam a 6, mas destes todos o único com um jogo em atraso é o Porto, sinal que a vantagem dos Dragões será ainda maior, brevemente. Na próxima jornada o Porto recebe a Ac.Espinho devendo o jogo ser adiado para dia 18 ou 19. No próximo sábado (17h, RTP 2) os Dragões jogam para a Liga Europeia recebendo em Fânzeres o Vic de Espanha numa partida extremamente importante para o futuro do Porto nesta competição. É preciso um pavilhão cheio para dobrar este adversário complicado numa partida que termina às 18.30h bem a tempo de todos se deslocarem posteriormente para o Estádio do Dragão (20.45h, TVI) para verem o Porto- Guimarães.

Treinador da Semana: Franklim Pais
Jogador da Semana: Nuno Marçal


Para técnico da semana, escolho Franklim Pais que venceu na quarta feira em Ourém por 7-5 e no último sábado empatou 3-3 em Viana frente ao 2º classificado numa partida difícil conseguindo manter a vantagem sobre os adversários e a invencibilidade do hexacampeão....e para jogador da semana, a escolha recai em Nuno Marçal (na foto) pelos 29 pontos apontados diante do Barreirense sendo claramente o jogador mais motivado da equipa azul e branca. Ele e Paulo Cunha levaram a equipa às costas e esta semana quero também deixar uma palavra de apreço para Jorge Silva que na quarta feira marcou 3 importantes golos para a vitória do Porto sobre a J.Ouriense.

nota final: O próximo sábado é dia de festa para os membros deste blog. À noite há um jantar (sem mãe natal suponho...) mas o que mais me motiva é o jogo de futebol que o antecederá. O Lucho tem treinado noite e dia e prometo não deixar ficar mal visto o verdadeiro Lucho Gonzalez... Mas nada de pressão alta, deixem-me controlar a bola, pelo menos isso... Ainda não decidi por que equipa jogarei, vou estudar as propostas :)

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.

28 novembro, 2007

Vamos 'pra' cima deles

E está aí a 5ª e antepenúltima jornada da fase de grupos da Champions League.

Grupo A
Classificação actual:
1º FC Porto, 8 pts
2º Marselha, 7 pts
3º Liverpool, 4 pts
4º Besiktas, 3 pts

Jogos da jornada:
Liverpool-FC Porto (1-1 na 1ª. mão)
O árbitro, Italiano, será o Sr. Roberto Rosetti que apitou já em Março do corrente ano o jogo de má memória Chelsea-FCPorto.
Besiktas-Marselha (0-2 na 1ª. mão)

Próxima e última jornada:
FCPorto-Besiktas (1-0 na 1ª. mão)
Marselha-Liverpool (1-0 na 1ª. mão)

Olhando para a classificação é fácil deduzir que o Liverpool, onde existe guerra aberta entre o treinador (que transformou agora a sua arrogância em respeito) e a direcção norte-americana, necessita de ganhar a partida, o que pode até nem fazer, para os mesmos, diferença alguma. Qual então a melhor táctica?
Reforçar o meio-campo com músculo e centímetros, estacionar aí (pois defender atrás seria fatal) o autocarro e aproveitar uma aberta com Lisandro e Quaresma, como geralmente fazem os Ingleses quando vem ao Dragão?
Não mexer na equipa que jogou em frente ao Setúbal? Substituir apenas o Tarik pelo Mariano?
Como treinador de bancada não pouparia ninguém pois o Byinia, que lá se escapou mais uma vez sem sequer um amarelo, não joga esta quarta-feira. Utilizaria o Fucile à esquerda em vez do Cech e talvez trocasse apenas o Tarik pelo Mariano.
Mas a escolha, que não é fácil, é do Prof. em quem confio totalmente.

Ainda uma nota para realçar uma afirmação de um dos habituais (des)comentadores desportivos: 'Esperamos que o Porto não saia de Liverpool com uma derrota pesada'.
Levando em conta o 1º lugar tanto na liga Nacional como no grupo da Champions tem tom de talvez, apenas talvez, um pouco descabido, não? De certeza que descurou, além do apoio in loco do Miau, este e mais este, ambos os três de peso.

Espera-se é que num estádio onde é normalmente complicado jogar o FCPorto se ultrapasse a si próprio.
Que apele a toda a sua garra para demonstrar, mais uma vez, por essa Europa fora de que raça, de que aço são feitos os Campeões.
Esqueçam, no jogo agendado para esta quarta-feira a partir das 19.45 em Anfield Road, a mais antiga aliança do mundo e vamos 'pra' cima deles.
Vamos 'pra' cima deles e vamos deixar os comentadores à espera.
À espera mas sentados, pois até os aviões da Ryanair tardam em chegar a bom PORTO.

Saudações
Estilhaço.

[nota] se estás 'lá fora', ou até mesmo 'cá dentro', mas não sabes como, toma bem atenção ao conteúdo do scroller que rola logo ali em cima. Quem sabe, não encontres por ali algo que até venha a ser de teu total interesse?

06 novembro, 2007

Mais um exclusivo do blog em dia de «Champions»

Mais logo pelas 19.45h espero não perder, de vez, a paciência com Jesualdo Ferreira. Porque o FC Porto que todos nós conhecemos tem sempre que ganhar e logo é, mais do que nunca, primordial atingir esse desiderato. É certo que Jesualdo esteve muitos anos habituado a não ter que ganhar sempre, situação que ainda não superou... Um empate pode ser perigoso face à classificação do grupo e uma derrota seria muito difícil de superar, até porque se segue uma deslocação a Anfield Road.

Os Dragões se efectivamente somarem os 3 pontos ficarão desde logo na liderança do grupo e com a qualificação praticamente assegurada sendo que o 1º posto ficará a depender, quase unicamente, do jogo em casa ante o Besiktas. Portanto se dobrarmos estes Marselheses enfrentaremos uma tranquila viagem a Liverpool.

Quanto à equipa, espero que o Professor se liberte dos habituais temores e coloque Tarik atrás dos avançados além de arrumar com Cech que foi o principal culpado do golo do empate do Belenenses que nos fez ficar com «apenas» 6 e 7 pontos de avanço sobre os nossos rivais. Assim, teremos Helton, Bosingwa, Fucile, Stepanov, Alves, Assunção, Tarik e Meireles, Quaresma, Postiga e Lisandro. Allez Porto Allez, nós somos a tua voz, queremos esta vitória conquistada por vós...

Nos outros grupos, o Sporting recebe o Roma e o Benfica vai a Glasgow onde espero que obtenha resultado igual ao conseguido em Setúbal para a Carlsberg Cup (este jogo diante do Celtic não será apitado por Bruno Paixão).


ENTREVISTA 'EXCLUSIVA'
Jorge Silva, jogador de hóquei em patins do FC Porto

É com grande satisfação e com um largo sorriso no rosto que publicamos esta semana uma entrevista (dada em exclusivo ao nosso blog) a Jorge Silva, jogador de hóquei em patins do FC Porto. Deixei propositadamente a entrevista para esta semana porque amanhã (4ª feira) temos um escaldante FC Porto - SL Benfica em Fânzeres (21h00)... Jorge Silva é actualmente um dos melhores jogadores Portugueses e está na equipa principal do FC Porto desde 2005 (ganhou 2 dos 6 títulos do hexa do FCPorto) mas o seu sentimento de paixão pelo clube da Invicta já existe desde o berço.

Foi considerado em 2003 o melhor jogador do Mundo no Campeonato Mundial Sub 20 realizado no Uruguai (melhor marcador e jogador) em que Portugal derrotou na final a Argentina por 5-3 e algum tempo depois capitaneou a nossa Selecção de Juniores em mais uma grande vitória batendo a Espanha, na final do Euro-2003, por 2-1, com Jorge Silva a ser novamente o melhor marcador e melhor jogador da prova disputada em Vale de Cambra.

Fica aqui uma palavra para a simpatia e grande disponibilidade do Jorge Silva em responder com toda a abertura às questões que o Lucho lhe colocou. Ao Jorge, tudo de bom e que o heptacampeonato e a Liga Europeia sejam os novos capítulos de glória do Jorge Silva e do FC Porto. Depois da publicação da entrevista a Alberto Babo (para recordá-la, clicar aqui), podem agora ler as respostas de Jorge Silva em mais um exclusivo deste blog.

Lucho: Pensas que o FC Porto é menos favorito este ano para o heptacampeonato do que nas últimas 6 temporadas? Achas que a luta se resumirá a Porto e Benfica?

Jorge Silva: Em 1º lugar devo dizer que é com todo o gosto que te dou as respostas às questões que me colocaste. De maneira nenhuma, o hóquei do F.C.Porto continua forte e com o desejo de conseguir o hepta. Cada vez se torna mais difícil renovar o titulo, mas sabemos que temos que nos assumir como favoritos e mostrar dentro do rinque que somos mesmo os melhores. Já a luta não se resumirá a Porto e Benfica, penso que existem mais duas ou três equipas que poderão ter uma palavra a dizer, equipas que se reforçaram para poderem entrar na luta do titulo.

Lucho: Na tua opinião, o pavilhão de Fânzeres é uma mais valia para a equipa? Estive presente em vários jogos e senti que quando está cheio é transmitida uma força enorme para dentro do rinque... Os adversários receiam esse ambiente ou não? E o pavilhão novo junto ao Dragão, achas importante?

Jorge Silva: Sim, o pavilhão de Fânzeres é uma mais valia para nós devido ao público estar muito junto ao jogadores e aí se criar uma ambiente onde sentimos todo o apoio da nossa massa adepta. Os adversários devem sentir isso mesmo, percebendo que têm ali uma multidão que só quer ver o F.C.Porto a ganhar. Aí está um dos factores que nos torna em casa uma equipa muito eficaz. O pavilhão junto ao Dragão sempre foi um desejo, apesar de sermos bem tratados em Fânzeres queremos vir para a nossa Cidade e para junto dos adeptos que gostam de ver todas as modalidades no mesmo lugar. Aí iremos voltar a encontrar aquela mística de ver vários jogos num só dia.

Lucho: O FCPorto já ganhou a supertaça. O objectivo é ganhar tudo de novo. Hepta, Taça de Portugal e a Liga Europeia. Achas possível desta vez quebrar a malapata da Liga Europeia? Desde 1990 que nos foge...

Jorge Silva: O objectivo da nossa equipa é entrar em todos os jogos para vencer. Por isso se coloca o objectivo de vencer todas as provas em que entramos. A liga Europeia tem estado perto, este ano vamos primeiro tentar conquistar o lugar na final-four e se tal for conseguido aí vamos lutar por esse título que nos tem fugido por vários motivos. E sim, acredito que este ano essa malapata poderá acabar.

Lucho: Que achas dos novos reforços do FCPorto, André e Caio? E o Jorge Silva, melhor jogador do Mundo num Mundial de Juniores em 2003, é desta feita que se assume titular do FCPorto?

Jorge Silva: Tanto o Caio como o André já passaram pelo F.C.Porto em outras alturas, por isso já perceberem como funciona o clube. Como jogadores são jogadores que trazem cada um à sua maneira uma mais valia para o grupo. E se fazem parte deste plantel só podem ser dois dos melhores jogadores a jogar em Portugal. Para mim a titularidade não é o mais importante. Tento sim ajudar o grupo da melhor maneira. Temos um grupo onde sabemos que todos podemos jogar e isso é o mais importante. Mas não escondo que tento dar o meu máximo para que um dia essa titularidade possa acontecer, mas não me preocupa. Se tiver que acontecer irá acontecer a seu tempo.

Lucho: Costumas visitar alguns blogues do Porto? Já conhecias o nosso? O que achas de termos um dia por semana (terça feira) para, em exclusivo, destacarmos as outras modalidades? Sentes que na blogosfera Portista se fala excessivamente de futebol?

Jorge Silva: Tento ao máximo estar atento a blogues que falem do clube, já conhecia o vosso blogue e vou com mais frequência na tal terça-feira em que existe o espaço das modalidades do clube. Sabemos que o clube em 90% é futebol, mas acho que até se dá muito valor às modalidades. Tenho experiência de falar com sócios que apesar de seguirem o futebol tentam ao máximo estarem perto das modalidades.


Andebol: FC Porto triunfa em jogo electrizante
1º ABC (23 pts, 9 jgs), 2º FC Porto (21 pts, 8 jgs), 3º Madeira (19 pts, 9 jgs)

Este domingo assisti ao vivo ao FC Porto - Madeira SAD (29-28) e saí de Santo Tirso bem disposto com a vitória dos Dragões mas, o jogo frente aos vice-campeões Nacionais foi muito disputado e na parte final foi mesmo impróprio para cardíacos. Na 1ª parte, o FC Porto esteve bem melhor e chegou a ter 5 golos de vantagem, mas ao intervalo já só restavam 2 (14-12) e na segunda metade vários lances de golo aos 6m foram incrivelmente falhados (outros bem defendidos pelo guarda-redes Madeirense) e nos últimos 6 minutos o empate chegou por várias vezes. Na última posse de bola (a 10 segundos do fim), o talento de Eduardo Filipe permitiu-lhe ver Bosko (7 golos) desmarcado e este não falhou levando ao rubro o pavilhão. Vitória importante do FC Porto por 29-28 estando agora a 2 pontos do ABC, que perdeu no Restelo na quinta feira, mas os Bracarenses têm mais um jogo, daí o FC Porto ser nesta altura a equipa com menos pontos perdidos. Sábado há um SL Benfica - FC Porto.

Basquetebol: FC Porto só sabe ganhar
1º Ovarense (100%, 3 jgs), 2º FC Porto (100%, 3 jgs), 3º Vagos (67%, 3 jgs)

Este sábado, o FC Porto somou a sua 3ª vitória no campeonato vencendo em Matosinhos o CAB por 82-74, jogo a que assisti ao vivo. Foi uma vitória justa em que os Dragões estiveram quase sempre na liderança mas esta foi uma partida onde o FC Porto cometeu vários turn-overs, situação que terá que ser corrigida. Grande exibição de Toree Morris (20 pts) bem acompanhado por Paulo Cunha e Gentry. Este FC Porto está muito limitado em opções e segundo sei, o TJ foi dispensado procurando-se novo Americano. Terrel nem sequer entrou neste jogo e é outra interrogação. Grande triplo do miúdo Fábio num momento importante da partida. Falta um base de valor para ser uma real alternativa ao João Figueiredo. No próximo fim de semana, há jogo com o Lusitânia em campo neutro.

Hóquei em patins: FC Porto líder antes do clássico
1º FC Porto (16 pts, 6 jgs), 2º Oliveirense (15 pts, 6 jgs), 3º Benfica (13 pts, 7 jgs)

O FC Porto voltou à liderança numa jornada em que visitou Barcelos e venceu tranquilamente o Hóquei de Barcelos por 6-1. O adversário estava limitado, mas os pupilos de Franklim não facilitaram. Ao intervalo já venciam por 4-0 com um bis de Ventura, 1 golo de Moreira e 1 outro de Caio. Na 2ª metade, Figueira e Azevedo também facturaram. Na 4ª feira (amanhã às 21h), o Lucho e outros parceiros do Blog estarão nas bancadas de Fânzeres a assistir ao sempre emocionante FC Porto - SL Benfica (post deste jogo na manhã de 5ª feira). Depois no sábado, há um Oliveirense - FC Porto.

Treinador da Semana: Carlos Resende
Jogador da Semana: Toree Morris

Para técnico da semana, escolho Carlos Resende pela importante vitória alcançada diante do Madeira SAD, adversário directo na luta pelo título de andebol, num jogo em que o FC Porto só a 10 segundos do fim conseguiu materializar a vitória... para jogador da semana, a escolha recai em Toree Morris (na foto), brilhante poste do basquetebol do FC Porto, pelos 20 pontos apontados diante do CAB Madeira num jogo em que o seu poder físico (2,11m) foi fundamental... Também Gentry , Paulo Cunha, Bosko e Reinaldo Ventura poderiam ter sido os escolhidos, mas só um pode ganhar.

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,

Lucho.

ps - não se esqueçam hoje, em limite, até às 19h30 (hora portuguesa), de refazerem as vossas equipas para esta 4ª jornada da fase de grupos do passatempo UEFA Fantasy Football.

24 outubro, 2007

Antevisão 'marselhesa'

Poderia não ser fácil, para um Portista, a poucas horas do jogo Marselha - FC Porto, pedir uma antevisão deste desafio a adeptos e simpatizantes Marselheses. Todavia, tal tarefa tornou-se realizável porque os adeptos do Marselha têm personalidade e são descomplexados.

O texto que segue é uma síntese (Merci François!) de discussões e de troca de ideias entre um adepto Portista e quatro adeptos Marselheses. Quem disse que só no rugby há saber viver? Vejamos:

Pontos fortes do Marselha:
- Boa dinâmica na Liga dos Campeões: dois jogos e duas vitórias, sendo uma histórica. Pela primeira vez, um clube Francês ganhou em Inglaterra;
- Um novo treinador Eric Gerets. Melhor disposição e ocupação táctica do terreno. O discurso do treinador parece ser bem aceite pelos jogadores;
- Ataque: um grande criativo (Nasri), dois bons alas (Zenden e Ziani) e dois bons avançados (Niang e Cissé).
- O público: o Vélodrome é um caldeirão que apoia a equipa.

Pontos fracos do Marselha:
- Muito mal classificado no campeonato. Ocupa os últimos lugares;
- Obrigação de bons resultados para o novo treinador;
- Defesas laterais indecisos. Bonnard sem experiência à esquerda e à direita Taiwo nem sempre se situa ou se posiciona bem;
- A dupla de centrais (Givet-Rodriguez) é a antiga dupla de centrais daquele Mónaco que perdeu a final contra o FC Porto.

Pontos fortes e fracos simultaneamente:
- Nasri vem duma lesão, mas pode sempre explodir;
- Cissé anda trapalhão, mas pode sempre acertar;
- O público é fantástico, mas imensamente exigente. Caso o Marselha jogue mal, os adeptos assobiam.

Prognóstico:
No início da discussão, a tendência era para um categórico 3-1 em favor do Marselha. Assentando a discussão, em base racional, os prognósticos tendem para 0-0. É que nem o FC Porto nem o Marselha têm interesse em perder.

Mas se o Marselha ganha, isso, quer dizer que o Marselha está, praticamente, qualificado.

A nossa discussão findou assim!
Oups! Oups! Cuidado meu FCPORTO!
E Viva o Porto!

03 outubro, 2007

Operação Istambul

Istambul, a antiga Constantinopla, capital da Turquia.
Cidade com mais de 14 milhões de habitantes com a singularidade de se situar tanto na Ásia como na Europa, partes separadas pelo estreito do Bósforo.

O Besiktas Jimnastik Kulübü, adversário do FCPorto, foi fundado em 1903 é um popular clube de futebol desta cidade. Tem como palmarés caseiro 12 Campeonatos e 6 Taças ocupando, actualmente, o terceiro lugar da SuperLiga Otomana com 14 pontos em 7 jornadas. Vem de uma derrota por 2-1 com o líder da prova, Galatasaray.

Na vertente internacional chegou aos quartos de final da Champions em 87 e tb. aos quartos da UEFA em 2003. Na presente edição da Champions vem de uma derrota fora, com o Marselha, por 2-0 ocupando assim o último lugar do grupo.

Penso não errar nem tão pouco estar a faltar à verdade afirmando que, teoricamente, o FCPorto é superior ao Besiktas. Mas, todos nós sabemos que a bola é redonda e nem sempre vencem os melhores ou os que jogam melhor.

O meu onze favorito não foge ao esquema habitual do 4-3-3. Escolho o Helton na baliza mas tiro o chapéu ao Nuno. Após confirmação do ok do Lucho a única baixa é o João Paulo e aposto na sua substituição pelo Stepanov.

Mas, seja qual for a táctica e o onze inicial, o apelo para o jogo de quarta-feira é simples, bastante simples até.

Esqueçam os penaltis do tamanho de cabeças e outros tais, resolvidos com bola ao ar (ou será ao solo ?).
Não percam tempo com a 'Santa Aliança' nem a tentar advinhar quem é a 'outra equipa'.
Deixem os medos, os receios e os pedidos de desculpas para os outros.
Quem tiver dúvidas ou incertezas que não jogue e fique em casa.
Não se deslumbrem com o dourado mas sejam duros como o aço.
Esqueçam se é mão na bola ou bola na mão, há que jogar com os pés utilizando a cabeça.
Usem e, porque não, abusem da Vossa alma guerreira.
Numa simples frase: deixem-se de merdas e ganhem o jogo.
Os copos, de fino cristal ou de barro tosco com tinto, que fiquem para serem saboreados depois da Bitória.

E que a força do Dragão esteja convosco.
FCP Sempre.

Saudações
Estilhaço

18 setembro, 2007

Façam-nos sonhar...

É logo, às 19.45 horas no Templo do Dragão, que se inicia a Champions League 2007/08 que, esta época, termina a 21 de Maio de 2008 no Estádio Luzhniki, em Moscovo (Rússia). Os nossos guerreiros têm treinado arduamente para que no seu jogo de estreia consigam encantar os seus fieis adeptos que deverão esgotar a lotação do palco dos sonhos. Líder isolado do campeonato luso, o FC Porto de Jesualdo prepara-se para enfrentar, olhos nos olhos, o vice-campeão Europeu, o Liverpool de Benitez.

O FC Porto tem algumas baixas na equipa, desde logo, as ausências de Adriano, Pedro Emanuel e Helton obrigaram Jesualdo a tirar Lisandro das alas abrindo uma vaga para o marroquino Tarik.

Quanto à baliza parece-me evidente desde a pré-época que o FC Porto tem um suplente à altura de Helton e por isso, Nuno não causa preocupação.

Já João Paulo terá que estar concentrado os 90 minutos pois a presença «ameaçadora» de Fernando Torres assim o exigirá. Quanto ao resto tudo na mesma, Bosingwa, Bruno Alves e Fucile já estão mais que rotinados enquanto aquele meio campo, tridente Meireles, Lucho e Paulo Assunção, já joga de olhos fechados, com Lucho a ser a peça decisiva para que a organização, segurança, elegância, objectividade estejam sempre presentes no sector mais importante de uma equipa.

Na frente, Lisandro estará com aquele olhar felino à espera das diabruras de Ricardo Quaresma e Tarik.

Nas bancadas, 50 mil apaixonados estarão de corpo e alma com os heróis azuis e brancos que lutam no campo. No final se verá se o Dragão conseguiu vergar os «vermelhos» de Inglaterra nesta 1ª jornada que muitas vezes define o rumo da fase de grupos. Mas a esperança, essa, está intacta e bem viva. Façam-nos sonhar. Deixem-nos, por momentos, voltar a lembrar as imagens gloriosas de Viena, Sevilha e Gelsenkirchen.

Bem antes do início da partida, já muitos dos membros deste blogue estarão a conviver no Dolce Vita no local do costume. O Lucho não faltará...

ANDEBOL
Belenenses, 29 - FC Porto, 29
Começou a Liga de Andebol com o FCPorto de Carlos Resende a estrear-se na prova frente a um dos seus mais fortes opositores. Esta época a Liga terá 6 candidatos ao título, Porto, Benfica, Sporting, ABC, Madeira e Belenenses. O jogo que se disputou anteontem no Restelo teve uma 1ª parte com domínio do Belenenses com o FCPorto a viver muito das investidas de Ricardo Moreira, responsável pelo facto de só perdermos por 2 ao intervalo. Defensivamente fomos pouco intensos e no ataque algo desinspirados (só 2 golos de 1ª linha). Na 2ª metade o nosso pivot Tiago Rocha começou a facturar e depois de estarmos a perder por 4 e 5 golos conseguimos aproximarmo-nos nos últimos 5 minutos. Na última posse de bola, Pedro Solha isolou-se e foi carregado. No livre de 7m Eduardo Filipe não perdoou e empatou o jogo no último segundo silenciando por completo o pavilhão do Restelo. No final do jogo a assistência dos da casa foi algo agressiva para com a comitiva do FC Porto. Já cantavam vitória e depois ficaram com azia. Este Porto é assim, nunca deixa de acreditar. Notas positivas para Eduardo Filipe, Ricardo Moreira, Pedro Solha, Tiago Rocha, Jorge Ribeiro e Kavalenka. Sábado às 16h em Santo Tirso, o FCPorto recebe o São Bernardo.

HÓQUEI EM PATINS
No hóquei em patins, ganhamos o torneio da Cidade do Porto batendo na final a Oliveirense por 6-1 com 3 golos do capitão Filipe Santos e sábado às 15h (Pav. Infante Sagres) jogamos a final da supertaça no 1º jogo oficial da temporada, frente ao Cambra. Mais um «caneco», é o que se impõe ao hexacampeões de Franklim Pais.


BASQUETEBOL

O basquetebol do FCP iniciou a pré-época no passado dia 10 e já ouvi uns rumores sobre uma possível transferência de Paulo Cunha.

Treinador da Semana: Carlos Resende
Jogador da Semana: Tiago Rocha

(*) Esta será uma rubrica que a partir desta semana, inclusive, destacará o treinador e o jogador (de andebol, basket ou hóquei) que, na opinião do Lucho, mais se destacaram no último fim de semana. Esta semana destaco Carlos Resende pelo facto da sua equipa não ter desistido nunca de conseguir um resultado positivo no Restelo, enquanto que Tiago Rocha com 6 golos demonstrou talento, eficácia e muita crença.

E, para fecho desta crónica, 3 notas finais:

Juniores (futebol):
Leixões, 1 - FC Porto, 1
Os juniores do FCPorto voltaram a conseguir um resultado positivo nesta sua 3ª deslocação depois das vitórias em Vizela e do empate em Braga. De notar que Leixões e Braga lideram a prova com mais 2 pontos que o FCPorto. Devo realçar que o futebol apresentado pela nossa equipa, bem treinada pelo Holandês Patrick Greveraars (foto), tem deixado impressões muito positivas. Neste jogo disputado no Padrão da Légua o FCPorto adiantou-se por Mohamed que respondeu bem de cabeça a um centro de Marco Aurélio mas a 4 minutos do final os da casa empataram no seguimento de um canto. Um bom jogo com um resultado justo num duelo entre as 2 melhores equipas da série. Na quarta feira os juniores do FCPorto haviam ganho à Naval por 5-0 enquanto os juvenis e iniciados também ganharam, este fim de semana, pela mesma margem, 3-0.

Líder incontestável:
FC Porto, 1 - Marítimo, 0
Estive no Dragão e fui um dos 39 mil que tiveram a felicidade de ver o FCPorto assumir, de forma isolada, a liderança do campeonato à 4ª jornada. A exibição não foi muito consistente mas o essencial foi conseguido. Gostei de Lisandro (marcador do golo), de Lucho e dos poucos minutos de Leandro Lima, a merecer novas chamadas. Tarik tinha sido dos melhores e voltou a sair enquanto Quaresma não esteve nos seus dias. Agora é manter esta liderança até à 30ª jornada.

Selecção de Scolari e os parolos que o pasquim voltou a adormecer

A Selecção de Scolari voltou a desiludir. Em 3 jogos o favoritismo claro resultou em, apenas, 3 míseros pontos. O «sargento» passou-se e a soco atingiu um jogador Sérvio cujo nome começava por «Draga». «Fui defender o menino», «tapeei o homem porque ele vinha bater no nosso menino», disse ele. Todos percebemos que Quaresma é que se portou mal. Muita gente pediu a demissão do Brasileiro mas este, um dia depois, pediu desculpa e diz que está preparado para as consequências, mas não pensou sequer na demissão. Vinte e quatro horas depois, o pasquim desportivo ao serviço do Regime exclamava (de forma falsa) que Pinto da Costa tinha ligado 3 vezes a Madaíl «obrigando-o» a tomar medidas drásticas. Estava conseguido o essencial, os parolos a quem Scolari engana há 4 anos voltavam a não admitir outro cenário que não o da permanência de Scolari, a bem do povo, a bem dos 6 milhões e contra PdC. Pois, por mim, também está bem. Desde que o Porto ganhe...

Saudações azuis e brancas,

Lucho.

[notas do administrador]

ps - a nossa liga privada Record já está em andamento e
podes ver aqui a forma de jogares connosco; quanto à liga privada UEFA Fantasy Footbal, que esperas para te juntar a nós? os códigos estão aqui identificados... e além do mais, tens até às 19h30 de hoje (hora portuguesa) para formares a tua equipa e entrares já a jogo nesta 1ª jornada da fase de grupos.

pps - entretanto, continuamos à procura d’uma
nova ‘bitaiteira’ para se juntar ao nosso grupo de trabalho … tu, que nos lês diariamente, que esperas para nos contactar e te candidatares a tão honroso cargo?