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29 dezembro, 2013

29 dezembro, 2011

Parabéns Bruno Rocha!

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Primeiras e eternas memórias de paixão e amor ao clube. Mas não de qualquer clube. Porto, palavra exacta, nunca ilude. Portista vive, subsiste, é eterno.
O Portista sente, sofre e luta. O Portista quer, pede, exige.
O Portista junta, acumula e ganha.

O verdadeiro paraíso? FC Porto, sempre!!

aMIGO, Muitos Parabéns!!!

São os votos de todos os colaboradores/as deste espaço de tertúlia.



18 junho, 2010

Villas-Boas, sei o que farás neste Verão…

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… planearás um Dragão, Campeão!!

Para muitos. a estação é de Mundial. Anseia-se o trimestre veraneante, conveniente ao bronzear dos corpos, trajando-os de forma semi-nua, face a canícula que só o Verão parece capaz de trazer.

Incapaz de adulterar o tempo ou mudar o curso cronológico das coisas, vejo esta singular brisa marítima alvoraçar todo e qualquer mote para a minha habitual colaboração neste espaço de tertúlia.

O som da vuvuzela estrondeia e nem a silly-season repetida ad nauseum, deixa a conjuntura do banho-maria, deixando nos adeptos, um certo desconforto desportivo.

O futebol há muito que se entende como desporto de massas, mas também de características especificas onde a planificação e o treino desportivo, são pilares mestre de toda uma matriz de sucesso.

Planear desportivamente é sinónimo de processo de análise, que define e sistematiza comutações sinergéticas, com intuito e inerentes a eficiência.

“Futebol é espectáculo, criatividade, mas também organização, critério e eficácia. Organização não quer dizer tédio, mas sim disciplina, inteligência, pensamento e conhecimento", desnudo nestes axiomas parte do que será a personalidade contextual do futebol de André Villas-Boas.

Habituados a décadas de hegemonia brutal, Jesualdo entre outros, de azul e branco ao peito, há muito educam o protótipo de ”Quem treina o FC Porto, arrisca-se a ser campeão”.

Villas-Boas por muito que carregue o estigma de clone, eu sem grandes preâmbulos e mesmo que arvorado de precocidade, afiro nas correlações de conceitos e na essência do seu lado estratégico um só objectivo, evolução táctica, técnica, física, cognitiva e psico-mental.

O 2010/2011, será um corte com o passado recente, o jovem técnico, defende a minúcia, argúcia, organização, criatividade, posse e verticalidade, como formas de atingir o sucesso, aqui desde logo rotura com as concepções do decano professor.

Entre muita parafernália de percepções de jogo, André dotará o novo Dragão de ofensividade nas alas, a profundidade estará a cargo dos laterais, deixando nas mãos dos alas o 1x1, capaz do desequilíbrio ou do endosso em formato último passe para zonas de finalização já na grande área.

Adepto do equilíbrio base, nunca os laterais se projectam ofensivamente em simultaneamente, como compreensão estrutural das dinâmicas de harmonia, obstando assim a uma possível saída em transição ofensiva adversária.

Pedra basilar nos esquemas futuros de Villas-Boas, o ancoradouro das suas equipas, é o pivot defensivo ou trinco, unidade fundamental terá de ser capaz de mesclar agressividade no cariz organizacional defensivo, como apontar o primeiro caminho no mecanismo de compensação, assumindo riscos nos passes de penetração. Palavra chave na nova concepção da casa táctica 6, retirar ao posicionamento o seu cariz maioritariamente “defensivo”, configurando-o com mais um responsável pela vertente ofensiva.

Este FCPorto está ainda numa fase embrionária, larvar até, pois os parâmetros de possível crescimento encontram-se a ser esmiuçados ao nível do gabinete, onde as características dos jogadores a contratar terá por certo influência capital na caracterização do futuro. Até que a bola comece a rolar, o projecto FCPorto/Villas-Boas, suscitará habituais reservas.

O ponto de partida será o 4x3x3. Dai em diante, será recriação evolutiva, tornando-se aliciante para os adeptos o próximo Campeonato, pois qualquer que seja o estádio na próxima época, haverá um Dragão a inscrever o seu código genético com o mesmo fulgor de um passado recente.

04 junho, 2010

O eleito...

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O Dragão tem um novo programa/projecto, o princípio que norteia o seu mentor é o de sempre, Ganhar!!!

O rosto do Dragão 2010/2011, deixou de ser segredo dos deuses, e ninguém tenha dúvidas de que a nova temporada procura um fio condutor bem ao estilo do criador da saga, “O Dragão mais brilhante do último quarto de século”, cujo formato vencedor fez germinar sucessos inolvidáveis, (Penta, Tetra, Uefa e Champions), e que ninguém os diga irrepetíveis.

Consta que o cariz percentual da unanimidade do nome, viveu paredes meias com o temor da não assertividade, sendo plausível supor que de entre os tais ditos 50, não existiu verdadeira concorrência, por muito que os candidatos fossem técnicos para todos os géneros, de enésimos estilos e formação, autodidactas e/ou “cromos” profissionais.

O tabu talvez tenha ajudado a promoção do novo ciclo, o fim da novela terá epílogo na “fausta” apresentação, onde por certo o cicerone mor vinculará oficialmente um debutante técnico, com ideias claras, distinto qb na personalidade e quiçá bastião primitivo para futuras lutas, não só sob um qualquer relvado.

Pinto da Costa, volta a assomar-se no comando das rédeas, num biénio que se espera de títulos, ao Dragão não se perdoam erros de casting, sendo que este custa a partida 500 mil euros…A fasquia é elevada, reconquistar o título nacional ao arqui-rival, pedindo-se a AVB que personifique no banco um choque tsunamico, com o que foi a imagem última do futebol azul e branco.

Se a oficialização do vínculo não se questiona presentemente, a interrogação maior põe-se nas novas directrizes técnico/tácticas que alicerçarão o Dragão e o seu futebol.

Quem aposta numa viragem e ruptura com o passado sobretudo ao nível do sistema e vertente táctica, pode começar desde já a apostrofar, o 4x3x3 é a imagem lógica da geometria mais usada, no pouco tempo que leva de treinador.

Quem peleja paulatinamente no handicap experiência como argamassa basilar da pirâmide do sucesso, também não encontrará na bagagem de Villas-Boas traquejo capaz, como arma de arremesso justificativa só por si de lhe alavancar êxito.

Adepto das variâncias tácticas, como factor inversor de um resultado parcial negativo, ousado nas metodologias de treino, carece de análise mais detalhada o seu perfil como líder e competência no evoluir do nada ate ao vencer de algo

Jesualdo compeliu ao seu FC Porto um lado profissional e racional, harmonizando sempre o seu futebol a uma reconstrução de castradores processos, incapaz de abrir mentalmente fronteiras à predisposição predadora e aglutinadora de massas quer fosse ao nível de grupo quer ao nível da massa adepta.

Salvaguardando melhores e doutas opiniões, não pode o FC Porto de Villas-Boas, iniciar a época com dúvidas, hesitar tacticamente ou jornada após jornada testar jogadores. Forçosamente o primeiro episódio deste novo argumento é reconstruir o carácter desta equipa.

Objectivamente apascenta obsessão pelo jogo agradável de pendor ofensivo, aliando-se ao cariz espectáculo, expresso tacticamente em conceitos perfeccionistas, sem subjugar a criatividade e o direito a imprevisibilidade dos que comanda, dando corpo a máxima por si defendida “o futebol é muito mais decidido pelos jogadores do que pelos treinadores”.

Multiplicar-se-ão as analises a posteriori, todavia os sistemas tácticos são crenças de design ajustável e vida própria, com Villas-Boas haverá modernidade nas realidades do jogo, sendo impossível adivinhar o futuro, não será de todo prevê-lo, ainda que melhor que nos subjugarmos a imprevisibilidade é preparáramo-nos com vista a algo melhor.

Villas-Boas alicerça toda uma estrutura evolutiva em axiomas e modelos de posse e grande estrutura posicional, podendo por este prisma conjecturar-se a inobservância das transições rápidas, imagem e elogio maior da forma de atacar em Jesualdo.

A rodagem e o reescrever dos novos pergaminhos táctico/cognitivos, tem data marcada para 2 de Julho, sendo que o elenco passa ao enquadramento pré-competitivo em terras Germânicas, onde Marienfeld, será novamente paisagem e cenário até meados de Julho.

Gradativamente o Dragão ganhará cor, o Azul explodirá em antestreia a 18 e 24 do mesmo Mês, no nosso anfiteatro, servindo o torneio do PSG em Paris, como espelho Europeu a este Dragão, que se anseia vindouro.

16 maio, 2010

Chaves D'um Caneco...

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Taça é Festa… e o BiBó PoRtO, vai na defesa das suas cores, faze-la e vive-la, à sua e da melhor maneira.

Em cada termo de época, é naquele, obsoleto e decano número de hectares quadrados, (simbolismo alar de um centralismo remanescente), que brota ambiência e envolvência festiva, numa sumptuosa adaptabilidade da sociedade civil a rusticidade, confundindo culturalidades e diversidades humanas, que se encerra a época em mais um Domingo de contenda inédita.

O sonho “Flaviense” não se abstrai de um trajecto atinente à surpresa mas impulsionado por vitórias frente a clubes de maior relevo no presente, Beira-Mar, Paços e Naval são amparos motivacionais, mas quiçá, espelho do custo maior no que foi a descida aos escalões secundários do futebol Luso.

Desconheço por completo as “chaves”, desenhos, sinergias e dinâmicas que possam levar Tulipa a revitalizar o seu conjunto, de forma a dar uma imagem mais perene, que a deixada aos seus apaniguados adeptos transmontanos, durante largos meses na Liga Vitalis.

A cada 90 minutos, (podem ser 120), a história e o jogo reinventam-se, quebram-se paradigmas, decifram-se conceitos audazes, onde se mescla táctica com a arte da superação individual, deixando a porta aberta ao Futebol como ciência inexacta.

Por entre a ilusão da descida, (vale o que vale num jogo destas características), acredito que o trabalho de casa Azul e branco esteja feito, acredito que as virtudes e defeitos do colectivo “flaviense” estejam escalpelizados de forma a sermos conhecedores, se tremem ou são coriáceos defensivamente, se são astutos no contra golpe, se guardam argúcia capaz de mostrar veia goleadora ou até se possuem robustez mental e física capaz de os levar a conviver sagazmente com o binómio que é jogar um jogo que muitos apenas sonharam jogar.

As raízes Transmontanas e orgulho flaviense, levá-los-á a serem inquebrantáveis, a experiência de uma ou outra unidade sectorial, (Castanheira ex-SC Braga), e do seu jovem técnico, traduzem ideais de quem sabe ser “David”, experienciando um conjunto curto de linhas próximas, que não enjeitara a posse de bola como argumento maior ao obstar de perigo nas redes de Rui Rego.

O colectivo será por certo primazia maior do futebol flaviense, Bamba e Edu, (herói da meia-final), procurarão dar uma funcionalidade individual e criativa capaz de retirar a equipa de uma ideia de jogo estanque, almejando o golo como desiderato e lufada positiva, no superar de demasiados espartilhos e configurações de tracção defensiva.

Presença assídua nas últimas temporadas, o Dragão detentor do troféu, terá no Jamor palco e epicentro de emoções, mas sobretudo de questões futuras, cujo sistema táctico será lógica e consequência maior de um FC Porto mais forte.

Na final da Taça de Portugal, Jesualdo e o seu “dragão” não fugirá ao sistema 4x4x2, que não puro, dissimulando o seu preferencial 4x3x3, mesmo que todas as unidades do miolo o sejam por vocação. Fernando, Meireles, Guarin e Belluschi, transportam insistentemente o conjunto azul e branco para novos conceitos e princípios de jogo, alavancando de igual forma algumas individualidades, que habitavam outros espaços tácticos, sem rendimento uniforme e clarividência para a produção ofensiva.

Com Rodriguez muda um pouco a lógica de pensamento no sector vital das transições e/ou orgânica da construção do jogo, continuará a existir para a partida do Jamor um padrão onde Hulk terá liberdade para cair nas faixas e dai crescer como potenciador e detonador de perigos, quer em diagonais libertinas de espaços quer em tiros furtivos de meia distância.

Falcao ocupará a zona central do ataque, baixando entre linhas como elemento capaz de ser farol e veículo de interligação sectorial, movimentar-se-á como se não tivesse nas pernas uma época inteira, descobrirá o espaço certo, arrastará marcações permitindo a outros veleidades ofensivas. O desgaste de “el tigre”, será evidente sobretudo se Meireles continuar abusar do auto-proteccionismo físico que impôs as suas dinâmicas de médio alimentador de ataque, impedindo-o de ser o catalisador e sustentáculo das aproximações as zonas frontais da área rival.

O novo desenho articula renovadas simbioses, Guarin é talvez a expressão maior das alternâncias, propiciando uma maior capacidade na subida das zonas de pressão, aliviando Fernando e a linha defensiva de constantes sobressaltos. O trânsito de ofensividade azul cresceu face a esta raiz qualitativa do saber estar dos 4 de meio campo, mesmo que o figurino demonstre menor capacidade na forma de criar e cavar distâncias e rupturas entre as linhas defensivas adversárias.

Os onze não deve por certo fugir aquele que pode ser o das melhores escolhas, Beto laureado com passaporte para África, terá a guarda da baliza, na competição que foi sua por ordem natural de hierarquia. Miguel Lopes e Álvaro Pereira serão os tampões nas faixas e os primeiros a circular ala/corredor fora, como saca-rolhas de inusitados ferrolhos flavienses.

Bruno Alves e Rolando serão a primeira via do sair a jogar curto, imagem da primeira fase de abordagem e construção, cuja âncora Fernando pronuncia complementaridade como principio base do sistema. A dupla de centrais terá ainda no jogo aéreo, a codicia pelo golo, ainda que me contente pelo não conceder de volubilidades no domínio do espaço aéreo na vertente defensiva.

Farias, será a tecla de acorde afinado com o golo, para qualquer eventualidade inóspita. O Jamor afianço-o como gáudio de um ciclo, (nem sempre nos lembramos como começou), mas a Final será por certo realidade concreta de um cenário vitorioso, atestando qualidade ao presente, alicerçando vindouro futuro, mesmo que este FC Porto 2009/10, tenha sido contrastante nas ideologias de organização colectiva, inteligência ofensiva, disponibilidade física e estabilidade defensiva, gerando comportamentos intermitentes na dinâmica de vitória

Na Vida, o caminho faz-se caminhando, no Desporto e no Futebol, o futuro faz-se ganhando, há alturas em que nos desviamos e perdemos nas estradas do sucesso, mas sempre existe a possibilidade de retomar o rumo certo… mesmo que houvesse uma só fórmula certa, não era de esperar acertar sempre, pois a cada novo começo o fim apenas será satisfatório se assente na sabedoria e experiências do passado.

ps - Após algumas semanas de interregno, voltou o Tarot, uma espécie de Olá, mas também um Adeus, lembro-me bem da 1ªvez, sem exigências o espaço de tertúlia a que me juntava lograva o diálogo e a discussão, acalentava a pretensão de na acutilância das previsões, obter dos indefectíveis e obstinados Portistas, o seu lado de treinadores de sofá/bancada.

Contenda após contenda cabia-me o acto de antever, colocar em palavras a visão antecipada, não falta quem no depois apareça a bitaitar, criticar e alvitrar soluções, mas quando passa por perspectivar o antes, poucos ousam lançar mais que a simples ideia prognostica de “vamos ganhar”, visão redutora e simplista do que é o Futebol. Finda a rubrica, que preencheu um espaço pouco explorado na bluegosfera, fica contudo a certeza que continuarei por aqui ainda que de forma diferente, no antes, no durante e no depois, sempre em prol daquelas que são a minha Paixão, as muy nobres cores do Dragão!!!


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Bruno Alves, Alvaro Pereira, Maicon, Rolando, Miguel Lopes e Addy.
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Rodríguez, Tomás Costa e Fernando.
Avançados: Falcao, Hulk e Farías.

21 fevereiro, 2010

Somos Porto, continuaremos a ser Porto, vamos ganhar, sempre e cada dia mais!

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Quase me apetecia que esta antevisão fosse como que um livro branco, espaço livre não da táctica nem da técnica, mas do que quer que fosse, não será o caso.

Assisti ao debitar da sentença, haverá muito a dizer sobre ela, dir-se-á ser um exemplo, direi apenas que enlameia e propaga a mediocridade, confirmando um cenário de decisões mergulhadas em maldade, em que o Futebol sai a perder em toda a linha.

As culpas perder-se-ão no tempo, mas o futebol Azul e branco sobre um qualquer relvado não!!!

É o jogo da jornada, importância capital e essa é a ideia da realidade concreta, não adianta desviar os holofotes. Depois das luzes da ribalta de mais uma 4ª feira Europeia o cenário interno não se configura de menor dificuldade e/ou competitividade.

Se é evidente que este Braga há muito vinha fazendo uma aproximação intensiva aos ditos emblemas maiores cá da praça, confesso que não contava por esta altura, “ver Braga por um canudo”

O trajecto tem sido impulsionador do sonho bracarense, o ideal colectivo tem sido argamassa do sucesso e mãe de muitos 3 pontos, este Arsenal Minhoto é um contraste estratégico entre os habituais candidatos ao título, mas feito de organização colectiva e inteligência ofensiva, cujos pilares máximos se constroem a custa de elevados comportamentos dinâmicos, grande disponibilidade física e estabilidade defensiva.

Os laterais, mesmo que menos incisivos à direita face a saída de João Pereira, têm em Evaldo ponto forte de iniciativa ofensiva e largura de jogo. As faixas esticam o jogo para níveis superiores de velocidade impondo respeito, personificando capacidade de mesmo em zonas interiores darem profundidade as investidas.

No miolo reside o busílis dos tempos mais recentes, sem Vandinho, a zona pressionante, logo no inicio das fases de construção adversaria, vê-se amputada da sua ancora e pêndulo, contudo Hugo Viana, Mossoró e Luís Aguiar desenham figuras geométricas de enorme cinética e cumplicidade, onde se criam vastas linhas de passe, gerindo a posse, temporizando as entradas cobrindo espaços sem descurar as preocupações defensivas, importunando a qualidade de passe rival e emperrando transições.

Na frente, o ataque, há muito abandonou ideias de dois avançados centros, com Domingos, Meyong é o homem de área, descaindo Paulo César para zonas mais próximas das faixas, dando à equipa estruturas mais complexas que os habituais esquemas 4x4x2 ou 4x3x3.

Ao Dragão não resta escapatória, a margem de manobra é nula e como tal os azuis e brancos vivem entre a pressão dos 3 pontos e o título como miragem. É certo que o melhor Porto tem qualidade na circulação de bola na linha média, tem executantes de primeira que em dia sim transportam o jogo para uma qualidade superlativa, tem médios estanques e outros capazes de se assemelharem aos melhores em situações de transição.

Tem Falcao como catalisador de acções, destinatário concreto da ideia de golos sempre que a equipa se enleia em cinéticas constantes de passes de ruptura e cruzamentos.

Mas também tem vezes onde a inépcia o distancia do objectivo PENTA, Jesualdo sabe que vive no limbo, o fio da navalha aguçasse por muito que puxe a si os méritos do TETRA, é que mesmo ganhando o professor continua a ter de fazer contas.

Resta-lhe uma certeza, “Somos Porto, continuaremos a ser Porto, vamos ganhar, sempre e cada dia mais”!.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Fucile, Miguel Lopes, Álvaro Pereira, Bruno Alves, Rolando e Maicon.
Médios: Fernando, Tomás Costa, Raul Meireles, Ruben Micael Belluschi, Guarín e Valeri.
Avançados: Falcão, Mariano e Varela.

17 fevereiro, 2010

Reduzir o Arsenal... a cinzas de Carnaval!!!

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The truth is rarely pure and never simple!!!

Se a afirmação é bem a moda das verdades do senhor de La Palice, a Champions e os confrontos Azuis e brancos com emblemas britânicos, são quase um lugar-comum.

Os “Gunners” são a par de outros clubes British, contexto competitivo previsível, nesta fase da elitista prova da UEFA.

Se a pontualidade for britânica, o reencontro com os comandados de Wenger tem como sempre, as 19:45 como hora marcada.

Retrospectivando números, os Dragões são recordistas de presenças nas Champions, os Londrinos um dos clubes com mais presenças sucessivas nos 1/8 de final.

Velhos conhecidos nestas lides, o factor casa tem sido lei. Até a bem pouco tempo a invencibilidade caseira frente a emblemas ingleses davam ao Dragão um estimulo extra, algo que os insucessos últimos frente a Manchester United FC e Chelsea FC, me põem a especular sobre fatalismos, e o determinismo das viagens a terras de sua majestade.

“Em tempo de guerra, não se limpam armas”, a realidade e o peso do jogo sustentam o cenário. Hulk é arma de destruição massiva e cerne desta questão, titular ou não titular, é algo que só se desvendará a posteriori, a equipa pode estranhar a explosividade, velocidade, capacidade física acima de patamares médios, o conceitos de individualidade que resolve jogos num só momento.

Depois a equipa em sintonia com o público pode absorver-se e embrenhar-se de um factor motivacional ainda maior, potenciando capacidade de superação, aludindo a estados de revolta, capitalizando preciosa valia técnico/individual, rasgando caminho para a fase seguinte da Liga Milionária.

Quem também conta armas é o técnico Francês do Arsenal, é uma catadupa de nomes sonantes (Arshavin, Van Persie, Eduardo, Gallas, Song e Almunia), ausências de peso na manobra de uma equipa que faz da posse de bola privilégio táctico maior do seu colectivo.

Cesc Fabregas é o farol táctico, maestro regedor dos ritmos, pensador de toda a geometria ofensiva deste Arsenal, relevância maior, a sua capacidade para fazer a diferença nas zonas de finalização ou preponderante na capacidade de colocar os colegas em situação de golo fácil com passes de ruptura que deliciam qualquer plateia.

Wenger há muito que faz das dinâmicas da posse de bola, papel determinante, sobretudo nos últimos 30 metros, quando levada a perfeição máxima chega a ser exasperante ver a supremacia e qualidade de passe bem como a ocupação dos espaços.

Movimento é a ordem, palavra-chave dos desdobramentos, seja Rosicky, Nasri, Denilson ou Diaby, a irromperem em posicionamentos interiores nas alas quer seja por rupturas pelo corredor central.

Com Sagna e Clichy nas laterais defensivas o desenho táctico “gunner” ganha largura táctica garantindo inúmeras linhas de passe, depois cabe a Eboué adaptar-se as necessidades colectivas fazendo o trabalho de sapa e recuperação, pressionando o portador da bola, aumentando o grau de pressing em linhas mais recuadas, fortalecendo a zona defensiva central onde Vermaelen tem lugar garantido.

Bendtner será o aríete ofensivo, não sendo de descurar Walcott e Vela como soluções capazes de conferir sagacidade e astúcia na procura pelas redes de Helton.

Ambição, estádio cheio, jogo aberto são as tónicas dominantes no discurso de Jesualdo, a intensidade dos jogos deste calibre suscitam sempre algum temor no técnico Azul e branco e como tal haverá sempre uma percentagem de imprevisibilidade no onze que subirá ao relvado do Dragão.

Se Hulk é pedra de toque de todas as apostas, Meireles e Álvaro Pereira podem ter no Arsenal horizonte próximo da titularidade, sendo que para o médio tatuado é o regresso após paragem, perspectivando-se dupla com Ruben Micael em detrimento de Belluschi.

Mariano será a interrogação táctica, com ele o Porto recupera a apetência internacional pela 4ª unidade de miolo, fechando em movimentações interiores, sem ele a estrutura e processos do 4x3x3, ganhará força com Varela e Hulk.

Não sofrer golos é meio caminho andado para um prognóstico favorável na eliminatória, contudo marcar é condição impreterível para o desafio, é nas alas e nos desequilíbrios das transições ataque/defesa dos londrinos, que o Dragão pode marcar pontos, pois o conjunto do Emirates Stadium descura em várias fases de jogos este processo, dada a propensão ofensiva com que se instala no meio campo adversário.

Depois do naufrágio ao largo de Leixões, não sobra tempo para lamber as feridas, uma vitória confere ao Dragão o bálsamo e os milhões em mais um jogo só para CAMPEÕES.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Fucile, Rolando, Álvaro Pereira, Maicon, Miguel Lopes e Bruno Alves.
Médios: Raúl Meireles, Guarín, Belluschi, Tomás Costa, Fernando e Ruben Micael.
Avançados: Falcão, Mariano González, Hulk e Varela.

14 fevereiro, 2010

Leixões empata Campeões....

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assistência: --- espectadores.

árbitros: Bruno Paixão (AF Setúbal), António Godinho e Paulo Ramos; Jorge Tavares.

LEIXÕES: Diego; Nuno Silva, Joel, Fernando Cardozo e Nelson; Fernando Alexandre, Paulo Tavares, Hugo Morais e Seabra; Zé Manuel e Pouga.
Substituições: Nuno Silva por Cauê (62m), Zé Manuel por Tucker (78m) e Paulo Tavares por Fábio Espinho (89m).
Não utilizados: Berger, Jean Sony, João Paulo e Tiago Cintra.
Treinador: Fernando Castro Santos.

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves e Fucile; Fernando, Ruben Micael e Belluschi; Varela, Falcao e Mariano.
Substituições: Belluschi por Tomás Costa (65m) e Fernando por Orlando Sá (81m).
Não utilizados: Beto, Guarín, Valeri, Maicon e Addy.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

golos: nada a assinalar.

disciplina: cartão amarelo para Zé Manuel (7m), Ruben Micael (32m), Rolando (54m), Nelson (71m), Pouga (72m) e Paulo Tavares (76m).

Ainda antes de apontar aos “Gunners” e à Liga dos Campeões, havia que atravessar a VCI e domar ondas no Mar de Leixões.

Fevereiro avizinha-se mês de alta voltagem na agenda dos Dragões, não fosse a imprevisibilidade do futebol, o desafio frente aos de Matosinhos seria provavelmente o de cariz mais simpático e menor exigência competitiva.

O dia de temperaturas siberianas contrastava com o ambiente feérico e de rivalidade intensa entre apoiantes dos emblemas em compita.

Extremos opostos na tabela classificativa, a mesma obrigação de ganhar na perseguição por objectivos diferentes, uma dicotomia futebolística, que apesar do fosso de pontos entre os contendores se desvaneceu à flor da relva.

Com o Carnaval à porta, desejava-se um Sábado gordo em tons de Azul, prenúncio maior de nova Quaresma “encornada”.

E se o período carnavalesco marca o “adeus a Carne”, o período que se segue lembra-me a Paixão de CRISTO…mas afinal o que tem o futebol haver com isto!?!?!?

Se agrura do empate me catalisa mau espírito, não embarco em pessimismo exacerbado, apesar dos impropérios debitados a eficácia.

O futebol é isto, um misto de paradoxos lógicos outra vezes inteligíveis divergências entre o querer e o poder.

Jesualdo mostrou-se fiel a identidade do Dragão, depois da ressurreição táctica as mãos do novo diamante da joalharia azul, a contextualização das dinâmicas não se mostraram assimiladas logo nos minutos iniciais.

A nau azul fazia-se ao Mar e com o primeiro quarto de hora decorrido, dava sinais de andar a deriva, baixa intensidade, profundidade nula, velocidade de acções incipiente, jogo com assumida lateralização de bola e inépcia nos passes de ruptura.

Aos da casa o desnorte adversário conferia pontos estruturais capaz de os motivar e dar corpo ao upgrade psíquico que lhes fomentasse outras valias que não só a arte da luta e abnegação.

O técnico galego estreava-se no banco, ávido de pontos que liberta-se o emblema matosinhense da agonia da cauda da tabela, não foi de modas, 4x2x3x1 a estrutura montada para aniquilar as investidas do Dragão.

Um central adaptado a direita com intuito de dar centímetros a defesa, dois tampões como faróis de um futebol impositivo, mas que este remake espanhol de José Mota, não se coibi de exibir na luta pelo ponto.

O Dragão acusava o toque, paulatinamente o ponteiro dos minutos conferia sucessivas voltas sem que Belluschi ou Micael, artífices do último passe, dessem cor ao futebol geométrico e incutissem no desafio outra consistência táctica.

Os azuis tardavam em acelerar os ritmos, o Leixões somava parcas tentativas de visar a baliza de Helton, a meia distância era arma inócua para as redes mas que galvanizavam as hostes da casa. Uma vintena de minutos e a nota de realce era a compaixão arbitral para com Zé Manuel numa entrada dura sobre Rúben, que valeu apenas amarelo.

Miguel Lopes começava a carrilar jogo à direita, os azuis e brancos mostravam vontade de pegar nas rédeas de jogo, Fernando dominava os espaços tácticos do miolo, o sentido posicional deste libertava a equipa de amarras iniciando os processos de recuperação/organização/transição, contudo os vértices criativos oscilavam, Varela aparecia pouco, Mariano desligava-se do jogo e Falcao vivia encarcerado entre as torres da defesa matosinhense.

Belluschi desperdiçava a passagem da 1ª meia hora a oportunidade mais flagrante, logo em seguida novo capítulo da paixão pelo erro e o madeirense ao serviço dos Dragões somava o 4º amarelo, nos da casa do bom inicio já só sobrava a vontade e um remate com selo de golo que Helton travou com uma magnífica estirada.

O intervalo pôs fim ao défice qualitativo do futebol azul e branco, a 2ª parte só deu Porto, o futebol rendilhado e de câmara lenta dava lugar a maior clarividência, a velocidade e urgência pelo chegar ao golo eram agora imagem mais consentânea com o objectivo ganhar. Fucile e Miguel Lopes conferiam mais predisposição ofensiva, somando investidas pelos flancos mas que colhiam pouca eficácia no coração das decisões, a área Leixonense.

O cerco apertava-se, Diego fazia pela vida e os companheiros davam o corpo ao manifesto, bravura, tenacidade, virilidade, agressividade, faltas interrupções e futebol zero…Só os Dragões procuravam o golo, catadupa de cantos, mas poucas situações de remate claras.

As linhas subidas na procura da bola, mas a qualidade de passe ditavam perdas e intermitência nas saídas para o ataque que os da casa aproveitavam para semear algum perigo nas saídas em contra-ataque.

Mormente a subida de produção individual de parte das unidades portistas, era indisfarçável o peso dos minutos na luta contra o relógio, talvez por isso Belluschi e ansiedade voltaram a ter de lutar contra a atracção pelos ferros, isto já depois de Micael se ter enamorado pela lei da gravidade, escapando incólume a Paixão dos cartões em duplicado.

Desvirtuada que estava a verdade desportiva, a mascara da isenção mantinha-se justaposta ao apito, fair-play e anti-jogo conviviam de forma pouco salutar, Jesualdo começava a puxar os seus coelhos da cartola e num ápice trocava o pêndulo táctico por uma peça de maior capacidade na verticalização de jogo, sobretudo nas transições. Tommy assistiu Varela, rasgando uma diagonal toda ela com sentido de baliza, escandalosamente o Drogba da Caparica fez-se rogado, aqui um parêntesis, o estado do relvado terá tido cota parte no insucesso, sendo que volvidos minutos a tese já não colhe argumentação para tanta demora e dificuldade em assumir a finalização de novo lance isolado na área leixonense.

Terá sido o harakiri azul e branco, o que restava do jogo foi como o trago amargo de um copo cheio de nada, é certo que o empate nos deixa mais longe, mas não fora da luta!!!

Não vou destacar individualidades, nem verberar o dono do apito, contudo um aparte…

Jesualdo na conferência de imprensa, “A linha do campeonato está traçada”, devo alertar - excepção feita a entrada de Tommy o Porto não apresentava no banco de suplentes qualidade capaz de inverter ou solucionar o caminho para o golo, bem sei as lesões condicionam (Rodriguez, Farias, Meireles), mas onde quero chegar é que mais que mostrar acidez de discurso pôs jogo, era preciso ripostar veementemente sobre o caso Hulk, pois é inadmissível que 12 jogos passados e 50 e muitos dias depois este seja continuamente carta fora do baralho.

Pepe em Espanha agrediu barbaramente um colega de profissão e levou 10 jogos, será um Steward mais importante para o futebol!?!??

07 fevereiro, 2010

Naval e bons costumes... 3 pontos evitam azedumes!!!

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Taça cheia, futebol com todos, cinco batatas e um túnel sem murros!!!

Confesso-me adepto deste futebol Azul e branco sobre o relvado, ainda que face às lutas de bastidores, reconheça cada vez mais propriedade e credibilidade aos que auguram que os resultados se obtenham de futuro, sob um qualquer ringue de boxe.

Enquanto uppercuts, coices e alterações ao calendário desbridam o caminho da verdade desportiva, aos Dragões compete-lhes ir ganhando as suas batalhas, fazendo do mérito exibicional, prova cabal da ressurreição para o título.

Se o PENTA é a nossa “guerra”, a Naval é a batalha que se segue, sendo nesta que devemos empenhar os nossos esforços e melhores armas.

Manifestamente, o emblema da Figueira da Foz, é de todos os conjuntos da Liga Sagres, aquele com que menos familiarizado estou, no que concerne a virtudes e defeitos. Facilmente, o memorial de embates passados, tornam a partida em casa dos Dragões, em 3 pontos fora do bolso visitante, agudizando ainda mais, o curto histórico de confrontos em que os Navalistas não lograram somar um ponto ou golo que fosse nas visitas à Invicta.

Os da Figueira reflectem hoje uma imagem bem diferente da equipa da 1ª volta, fugindo por completo à ideia que muitos possam ter da Naval dos primeiros paços debutantes de equipa de 1ª Liga.

Hoje comandados por Augusto Inácio, estão longe da exuberância futebolística que lhes permitiu, ser em alguma fases de épocas anteriores, apelidados de boa surpresa e lufada de ar fresco no futebol Luso.

Os fantasmas e proximidade de lugares de descida, atiram esta equipa para rótulos pouco simpáticos com reflexo em confrangedoras exibições. Sem pejo pelo adoptar de princípios de jogo de tracção recuada, sem que as intenções passem por atacar, fazendo valer estratégias de pressing defensivo, onde todas as unidades se distribuem segundo o fuso orientador do posicionamento atrás da linha da bola.

Superpovoamento dos espaços, organização defensiva equilibrada, ilustram grosso modo o que têm sido os recursos futebolísticos apresentados pelos figueirenses, sobretudo nos jogos com os chamados grandes. Marcando bem sobre o miolo, colocam grandes e sérias dificuldades às manobras ofensivas adversárias, não se inibindo com o facto de não jogarem olhos nos olhos.

Se esta é a receita para não sofrer muitos golos, (em Braga valeu empate, na Luz quase valia idêntico desfecho), na velocidade do contra-ataque e nas bolas paradas reside a fé da armada gaulesa em chegar ao golo, e se a tranquilidade ainda não é dado adquirido na tabela, há contudo 2 itens relevantes que Inácio transmitiu a este conjunto, maturidade e experiência.

Goste-se ou não dos recursos estilísticos, na prática, a performance combativa tem garantido oxigénio suficiente capaz de os fazer respirar confiança e os motivar para outros voos. Resta-me neste RaioX macroscópico à Naval 1º de Maio, referenciar os nomes que dão corpo aos ardis montados pelo seu técnico: Peiser, Diego Ângelo, Alex Hauw, Godemeche, Lazaronni e Simplicio, são alguns dos que posso citar, como mais capazes de nos urticar e levar as unhas até ao sabugo.

Do lado oposto, um Dragão cuja aura resplandeceu após a goleada cominada aos Leões, para trás parece ficar a latência exasperante, a opacidade de um futebol feito de descontrolo emocional e pouca responsabilidade táctica.

Como tal, é imperativo capitalizar esta nova roupagem, mais que os discursos assertivos de ocasião, o Dragão deve impreterivelmente lançar o fogo das suas competências, fazendo da sua astúcia competitiva, a voz de uma razão maior e solidez ideológica.

Será exagero redutor pensar que os Dragões atingiram um auge criativo de bom futebol, até porque espero que o ADN da zona nevrálgica do miolo, ainda que amputada da sua habitual âncora, (Fernando), renasça uma vez mais para superiores e melhores dinâmica, capazes não só de influir em novos posicionamentos sobre o relvado, mas sobretudo convenientes ao entendimento global de uma visão táctica feita de conceitos de passe com qualidade, aguçando agressividade e capacidade de decisão quer entre linhas quer na ocupação de outras zonas sectoriais.

Os castigos e as lesões adensam um cenário de várias nuances futuras no que respeita ao futuro desenho. Por ora, o atelier azul-e-branco redimensiona um Dragão num 4x3x3 dissimulado, muito por força da dupla Belluschi/Micael que controla e manuseia os ritmos de jogo sem precisar de baixar o bloco.

Com as laterais entregues aos ritmos Uruguaios, a certeza de as faixas terem não só garra, mas também profundidade e clarividência nos timings de saída apoiada para o ataque. Ressurge a capacidade do tridente do miolo se complementar com as linhas ofensivas, reequilibrando processos e reavivando as referências das manobras de transição e dos mecanismos interventivos nas zonas de pressão entre linhas.

No mais, o onze deve apenas consubstanciar o regresso da voz de comando ao sector defensivo, Bruno Alves emergirá como capitão, sanando bitaites de sentido desviante e índole dissertiva.

A recepção à Naval emerge no relevo de uma etapa cujo caminho se faz da preponderância e primazia no somar pontos e capitalizar deslizes alheios.

Antes da visita à Choupana, escrevia que sentia que este FC Porto encerrava no seu âmago, essências de um futebol mais capaz, faltando-lhe um click que lhe desponta-se brilho, pois bem, fui feliz no palpite em jeito de profeta, ganhamos não foram precisas muitas explicações, venha pois nova a vitória que os 3 pontos são sempre a medida certa.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Nuno
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Alvaro Pereira, Maicon, Miguel Lopes e Addy
Médios: Guarín, Belluschi, Valeri, Mariano, Tomás Costa e Ruben Micael
Avançados: Falcao, Varela e Orlando Sá.

30 janeiro, 2010

Ganhar ao Nacional... para que o PENTA seja real

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Com a liderança a 6 pontos, mais que a distância pontual, o que pesa sobre os adeptos Dragões, é a pressão de estar há tempo demais longe do lugar cimeiro da tabela. Crónicos Campeões, a fragilidade do futebol portista, espelha uma realidade inóspita e a possibilidade de não concretizar o 1º lugar ao fim das 30 jornadas.

A marcar “paço(s)”, foi como dobramos a Liga, erros próprios, má fortuna e a imparcialidade desportiva à mercê do trilhar do apito!!! O hiato exibicional do campeão, prosseguiu pela sensaborona Taça da Liga, atingindo plenitude e irascibilidade no histórico e enfático desempate por penalidades na Taça de Portugal, frente aos azuis de Belém, no Restelo.

Se o limbo psíquico/futebolístico em que o colectivo se vê aprisionado, não propicia nem augura uma resposta mental capaz de nos manter na rota do PENTA, parangonas sobre escutas, túneis e apedrejamentos, são expediente comum da locomotiva da verdade desportiva, cuja finalidade maior é obstar ao materializar crescente do domínio Azul e Branco no que ao futebol jogado diz respeito.

Ainda que o futebol que se joga à margem do relvado não me seja indiferente, gosto de pensar e acreditar, que na maioria das vezes, o que se passa dentro das 4 linhas, é quem dita o resultado final, tornando indiscutível os méritos de cada um.

O Nacional, é o adversário que se segue, como obstáculo aos intentos de vitória Azul e branca.

A Choupana é sinónimo tradicional de dificuldades, não só pela valia do colectivo da casa, mas também dadas as vicissitudes do palco do jogo, quer seja pela ideia de campo curto e estreito, quer as condições meteorológicas irrompam como handicap, que mexe com as variáveis do jogo.

A viagem à Madeira não fugirá por certo à regra dos últimos anos, sendo que a contenda vespertina deste Sábado, encerra curiosidades e factos que se correlacionarão por certo, como atractivo e factor de incerteza no resultado final.

Do lado alvi-negro, o Professor Manuel Machado, regressa oficialmente ao banco nacionalista, ao passo que do lado azul e branco, pensa-se mais na mossa que pode significar a ausência de Bruno Alves e Meireles, por entre outras dúvidas no habitual onze.

Ideia transversal às duas equipas em compita, Ruben Micael, o Madeirense fará a sua estreia de dragão ao peito para a Liga, logo no campo do seu antigo emblema, com tudo o que isso pode implicar e trazer ao jogo, quer seja pelo que pode significar como perda no lado alvi-negro, quer seja, pelo que todos esperam poder acrescentar no centro do terreno no lado oposto.

Ambos os conjuntos terão de encontrar soluções capazes de suprir as ausências, se aos Dragões, faltam tão somente, duas das maiores referencias sectoriais e de balneário, aos da casa, não será fácil substituir o médio, agora transferido para a Invicta.

Esta nuance é talvez aquela que maior incógnita trás ao jogo nacionalista, os alvi-negros não abdicarão por certo da sua matriz de jogo, Manuel Machado é um técnico metódico e criterioso, e os seus jogadores explanam em campo essas virtudes

Senão vejamos, à experiência acumulada da Liga Europa, a equipa nacionalista acrescenta o conceito de equipa que gosta de sair a jogar, processos bem delineados onde as linhas de jogo se interligam com futebol e trato escorreito da bola. É notória a utilização de um bloco defensivo mais baixo que em outras épocas, que passam pelo recurso em determinados jogos, pela opção de 3 centrais, não creio porem que o façam frente ao seu público.

O mercado trouxe alguns nomes desconhecidos mas que integram a lista para o jogo de hoje, Alex Bruno e Thiago Gentil são dois dos que devem preencher as vagas, num onze que contará sempre com a valia individual de pedras como Bracalli, Patacas, Cléber, João Aurélio, Felipe Lopes, Leandro Salino, Pecnik e Edgar.

Sem conhecer a derrota no seu reduto, jogar e lutar pelos 3 pontos é intenção maior e esse é mesmo o perigo maior, motivação e empenhamento forte são tónicas de um discurso ambicioso, que saberá colher respeito no adversário, aumentando a pressão, ou não estivesse o Dragão inibido de perder pontos.

A visita à Pérola do Atlântico, ganha para os Azuis e Brancos contornos de capital importância, Jesualdo demora em encontrar as peças certas para o seu modelo, a equipa não joga nem se aproxima de um rendimento de outras épocas, pressiona menos e mal, e mesmo quando o faz, é uns metros mais atrás.

As dinâmicas de outrora não se reflectem nas transições, Varela apesar de pouco dado ao jogo interior, faz da verticalidade matriz de explosividade, conferindo algum impacto ao processo ofensivo, e só Falcao apesar de alguma ineficácia, tem sido expoente e vórtice das áreas contrárias.

Com a equipa em reconstrução, urge somar pontos, não sei se Ruben Micael será o catalisador da tão ansiada mudança táctica, ou será a ausência de Meireles a potenciar uma nova ordem natural, num sistema a lapidar de 4x4x2, com menos interjeições de equilíbrios e mescla de conceitos no que foi o 4x3x3, como pedra táctica de êxitos passados.

O técnico Azul e Branco, apesar de fazer resistir Belluschi na posição 8 de interior direito, desconfia do seu talento, como alma das transições, talvez porque o ritmo “tanguista” do alvi-celeste, insista em baixar para pegar no jogo uns bons metros atrás, rendilhando o futebol de pé para pé, ao invés de preconizar movimentações entre linhas, o que leva o Professor a ensaiar o concilio de 3 médios de características menos criativas, mas maior incidência pela recuperação da bola.

Será a Madeira e o relvado da Choupana palco da ressurreição deste FC Porto??? Neste novo contexto, o Dragão ganha com Micael uma nova flexibilidade táctica, não sei onde encaixa este médio, que não nega ao jogo intensidade, embora não sendo um 8, pode identificar-se com o posicionamento 10, se utilizado em losango, num meio campo de 4 unidades.

Mesmo que a 1ª aparição do novo estratega e maestro se tenha pautado por eficácia de passe e assertividade na forma como joga de cabeça levantada, falta ainda descobrir se o grau evolutivo na mudança de clube, lhe confere um traço técnico/táctico capaz de organizar e dar soluções construtivas, quer seja na capacidade de passe ou de remate na meia distância.

Os dilemas estruturantes são evidentes, a equipa é, neste momento de nova base conceptual, um misto de debilidades onde as pedras no tabuleiro táctico estranham os desdobramentos, fugirá Jesualdo a tentação de sobrepor Ruben a Belluschi, ou o técnico afugentará medos e receios conceptualizando novas rotinas e missões, rompendo a imagem recente de um Dragão amorfo, votado ao marasmo exibicional, aproximando-o de 4x4x2 e/ou 4x1x3x2, compatíveis com as características das unidades deste plantel.

Tenho para mim uma convicção muito própria, existe neste conjunto Azul e Branco muito futebol escondido, algo inerte tolhe os nossos equilíbrios e turva as nossas dinâmicas, há um qualquer princípio activo técnico/táctico que ainda não sustentam as lógicas fáceis que outrora eram marca e projectavam êxitos.

Esqueçamos pois os antecedentes, pensemos no que de bom pode ser o subsequente, é tempo de dar nova vida a fórmula de ganhar, para tal reactive-se o saber defender, o saber atacar, sejamos audazes nas transições ofensivas e equilibrados nas defensivas, não se comprometa a táctica com o normal baixar do bloco, onde o importante é ter gente atrás da linha da bola, pois essa é muito porventura, a fronteira entre o ter medo de jogar e a vontade de ganhar.

E se há quem diga que a Madeira é um jardim, eu por mim, quero que continue assim, não gostava mesmo de a conotar nesta Liga, como o princípio do fim...

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Fucile, Rolando, Alvaro Pereira, Maicon, Nuno André Coelho e Miguel Lopes.
Médios: Guarín, Belluschi, Ruben Micael, Tomás Costa, Mariano e Fernando.
Avançados: Falcão, Varela, Orlando Sá e Rodríguez.

16 janeiro, 2010

Sem es"paço"s para errar... na hora de virar!!!!

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É sobre um inóspito cenário, erigido por pasquins e parangonas diárias, que o Dragão dobra o calendário, procurando “Paços” certos para encurtar distâncias, suprindo a diferença pontual com garra, talento e qualidade, mesmo por entre escabrosos túneis que minam o percurso futebolístico Azul.

No anfiteatro azul o último triunfo foi “dramático” e Hitchcockiano, o resultado entrou directamente para o baú dos jogos cardiologicamente dispensáveis. De certa forma tal adágio de sofrimento apenas acresce ao já habitual formigueiro que me percorre quando instado a antever e prognosticar os jogos está época.

A tabela mostra uma contenda de pólos opostos, nos Dragões há muito que o ganhar é doutrina única, contudo nem a comunhão desses predicados, com a minha paixão clubista me leva a sobrepor tais desígnios de vitória, ao racional das dinâmicas de processos físicos, técnico/tácticos de 90 minutos de futebol.

Os “castores” são um opositor clássico, associados de longa data a uma imagem de equipa aguerrida, pressionante, onde a organização é conceito de unidade em que cada mecanismo prima sobretudo na prioridade por equilíbrios defensivos.

Ulisses Morais, substituiu o agora técnico Vimaranense, (Paulo Sérgio), reflexo da dança de treinadores a equipa da capital do móvel carece ainda de uma total assimilação de ideias e processos de jogo, fiel ao desenho geométrico 4x3x3, menos incisiva no domínio do factor agressividade, mostra contudo a mesma identidade estrutural de épocas vindouras, as faixas ofensivas do ataque denotam a mesma apetência pelos movimentos em velocidade, conferindo largura de jogo e capacidade de chegar a área adversária.

Na intermediária mesmo com o passar dos anos e apesar da diferença em alguns nomes, é norma deste sector exibir grande capacidade de pressão, dotando a equipa de coesão e musculo, ainda que o conjunto fique uns metros mais atrás no terreno do que era o seu posicionamento usual.

Hoje sem Cristiano os Pacenses denotam incapacidade para ligar as linhas, faltando-lhes uma unidade de envolvimento entre sectores que vindo de trás dê critério no sair e no transportar de bola, obrigando com isso William a uma missão de maior solidão na frente do seu ataque.

Com uma linha defensiva sólida e capaz de meter os laterais em dinâmicas de apoio ao ataque, o Paços de Ulisses promete elevar as suas competências para níveis de sagacidade e Do lado Azul e branco e mormente a estranheza do 3º lugar, a verdade é que o Dragão está longe de apresentar um futebol sedutor, é certo que Jesualdo e a sua personalidade de sobrolho carregado tem reinventado época após época uma equipa sem trair as suas ideias, quer se goste muito ou pouco do estilo.

O casulo táctico idiossincrásico do decano treinador portista desafia em cada partida o mais optimista dos adeptos, e este Sábado poderá ser diferente!!?!?.

Sem Fernando, pedra de toque de todo e qualquer desenho táctico do Professor, deixará o Dragão para trás a imagem de passividade pela luta e recuperação da bola??? Haverá um Meireles mais cinético, furtando-se ao papel discreto de inicio de temporada por troca com uma imagem táctica impulsionadora de um futebol de passe curto e a rasgar, com protagonismo nos espaços de finalização mais próximos do golo???

Aparecerá finalmente Belluschi com expressão de interior direito, não tão funcional como “el comandante”, mas capaz de se manter ligado ao jogo por maiores períodos, conseguindo ser o click das transições, mesclando a criatividade quando empenha a batuta da construção, sem virar a cara a luta no momento em que tem de reagir a perda da bola???

Desvanecer-se-á o estigma psicológico rotineiro dos golos sofridos em casa, sintomatologia apanágio de equipas que concedem ao adversário capacidade para ter bola e saber o que fazer com a mesma???

Impressionará ver Bruno Alves, senhor dos ares, afirmar-se em cada lance que corta e sai a jogar, continuará intrigante pensar em Fucile e Álvaro Pereira como alas puros, quando acrescentam profundidade nos momentos ofensivos e depois não ver a simbiose individual com o futebol pouco colectivo e contra natura apresentado???

Ou serão Varela e Falcao os baluartes máximos da mascara que vai disfarçando males maiores, quer seja através dos movimentos interiores e verticais do primeiro ou pelas inteligíveis movimentações do segundo que se obriga a vir tabelar fora do seu habitat natural e dar soluções ao défice de construção ofensivo.

Uma volta cumprida, 15 jornadas para o fim!!!... Olhar o futuro é com certeza acreditar, que associado ao retomar de querelas, quezílias e mestria na arte de conflituar, está ainda por florescer, um FC Porto, consentâneo em futebol, com a maquina azul e branca, que emane brilho, resplandeça em ideias que lhe outorgam dimensão Nacional, bem como além fronteiras, resgatando o orgulho ferido do Dragão.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Fucile, Miguel Lopes, Álvaro Pereira, Bruno Alves, Nuno André Coelho e Rolando.
Médios: Raúl Meireles, Guarín, Tomás Costa, Valeri e Bellushi.
Avançados: Mariano González, Rodríguez, Varela, Farías e Falcão.

11 janeiro, 2010

Helton, nas asas de Falcao!!!

assistência: 24.209 espectadores.

árbitros: Elmano Santos (AF Madeira), Sérgio Serrão e Álvaro Mesquita; Cosme Machado.

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles e Belluschi; Varela, Falcao e Rodríguez.
Substituições: Miguel Lopes por Farías (59m), Falcao por Mariano (84m) e Belluschi por Tomás Costa (86m).
Não utilizados: Beto, Guarín, Valeri e Maicon.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

UNIÃO DE LEIRIA: Djuricic; Vinícius, Bruno Miguel, Diego Gaúcho e Ronny; André Santos, Marco Soares e Silas; Tiago Luís, Carlão e Patrick.
Substituições: Patrick por Moreno (46m), Silas por Hélder Godinho (70m) e Tiago Luís por Cássio (87m).
Não utilizados: Elias, Hugo Gomes, Brígido e Pedro Cervantes.
Treinador: Lito Vidigal.

golos: Falcao (15m), Diego Gaúcho (31m), Bruno Alves (36m), Ronny (52m) e Falcao (64m).

disciplina: cartão amarelo para Bruno Miguel (10m), Vinícius (58m), Ronny (66m), Fernando (90m e 92m) e Raul Meireles (93m); cartão vermelho directo para Djuricic (68m) e, por acumulação de amarelos, para Fernando (92m).

Sensação de déjà vú, mais que um cliché, a expressão gaulesa manifesta a dificuldade que os Dragões têm em delimitar e clivar, com o que ameaça tornar-se imagem de marca dos jogos no Dragão.

Se o Futebol fossem só golos, o anfiteatro portista dir-se-ia palco de um espectáculo sublime, mas tal adjectivo esteve ausente do relvado e muito por culpa dos homens da casa.

Na semana em que Pedroto foi pedra de percussão no toque a reunir dos azuis e brancos, a vitória era o único caminho que importava seguir.

Sabedor dos desempenhos rivais, à pressão de ganhar juntava-se o frio, a chuva e o desconforto de o onze se ver subtraído de uma das habituais peças, Fucile, o Uruguaio que por coincidência procurava a fasquia do centenário de jogos, ficava apeado e concedia os 1ºs minutos na Liga ao debutante Miguel Lopes…não haveria de vir mal ao Mundo por isso!

Os Visitantes não fugiam ao figurino de equipa arrumadinha, duas linhas bem visíveis postadas atrás da linha divisória do campo, quando em momento defensivo, onde se observava a utilização do duplo pivot como sinal maior ao stop das ofensivas contrarias.

Não era o augurado autocarro de 2 andares, mas os do Lis mostravam a formatação costumeira para jogos fora de portas, André Santos era o musculo sobre o meio terreno, Silas os pés de veludo, que tentavam envenenar o ultimo reduto, onde invariavelmente, todo o jogo lhe passava nas chuteiras, derivando todo e qualquer passe para um só receptor, Carlão, que dava no jogo aéreo, agua pela barba a Bruno Alves.

Procurar algo mais no futebol da UD Leiria é puro exercício especulativo, excepção feita às bolas paradas e seu batedor, qual atirador furtivo, Ronny.

Perante um adversário que apresentava um registo de pontos extra muros superior aos conseguidos pelos Dragões, a máquina azul começou desde cedo a entrosar processos e movimentos que prometiam uma noite cheia de labaredas, capaz de suprir e amenizar o ar gélido nortenho, Belluschi dava o mote logo ao minuto dois, disparando de meia distância à baliza Leiriense.

Os minutos passavam e as promessas tardavam em repercutir êxito, minuto dez Belluschi vislumbrava hipóteses de alvejar a baliza com êxito, livre em posição audaz, mas o desfiar da jogada, mais não seria que um registo caricato a que haveria de seguir-se um momento de polémica arbitral, mesmo escorregando na hora de bater o pontapé livre, a bola sujeitou Djuricic a trabalho apertado, na impossibilidade de suster à primeira, largou-a para a frente onde Falcao aproveitaria para atirar a contar, não sem que a bandeirola do liner subisse e invalidasse o tento.

Os Dragões previligiavam a posse, mesmo que sem critério de assinalável registo, Rodriguez e Pereira davam dinâmica a ala esquerda, se o primeiro apesar de abnegado e no seu estilo lutador pouca profundidade dava as ofensivas, refugiando-se em movimentos interiores, já o segundo perdia-se em cavalgadas corredor fora sem grandes frutos. Do lado oposto Varela era a vitamina criativa, bem secundado por Belluschi, que aproveitava bem a verticalização do jogo para desenvencilhar espaços com passes de ruptura.

Ainda que longe de uma imagem de futebol pressionante, feito de recuperações no último terço, o transporte da bola fazia-se com velocidade capaz de irromper na defesa forasteira, os leirienses só defendiam, acutilância pela baliza zero, do lado azul a exibição não era exuberante mas marcava pontos no respeitante a fluidez e dinâmica.

Transições, futebol com largura nas alas, talvez por isso não estranhou que os bons indícios confluíssem para o golo. Varela arranca em direcção a área, perdido nos dribles a jogada parecia condenada ao fracasso, Belluschi imaginou em esforço um destino melhor, o guardião forasteiro opôs-se com mestria e das sobras tratou um faminto Falcao, estava inaugurado o marcador.

Era um belo inicio, o relógio marcava 15 minutos, e o esfregar das mãos para alem de aquecer, perspectivava um serão tranquilo com números gordos, puro engano, como em tantas outras vezes, recuavam-se as linhas, trocava-se a vontade de chegar ao 2 golo pelo controlo de acções adversarias e sabe-se como isso custa concentração e níveis elevados de competência.

A União tentou a reacção cresceu territorialmente, aproximou a bola da área a guarda de Helton e sorrateiramente ameaçou em contra ataque aos 27 minutos, passados escassos minutos concretizou os intentos. O keeper Azul não fica isento de culpas e o arbitro auxiliar defendia na perfeição a máxima de em caso de duvida, o ataque é favorecido.

Acção/Reacção e os portistas à procura do prejuízo, não tardou que Meireles aquecesse as mãos ao guardião do Lis, e que volvidos mais um trio de minutos os suspeitos do costume nos lances de bola parada colocassem de novo o Fc Porto na liderança do marcador. Canto batido pelo médio tatuado, bola comprida para a linha de grande área e o Capitão lá bem nas alturas dava seguimento fulgurante ao esférico, travando a inquietude que alarmava nas bancadas.

O regresso aos balneários ficava mais próximo sem que o minuto 41 pusesse a nú algumas das diferenças entre o Fc Porto 09/10 e o da época transacta, bola recuperada a entrada da área em momento defensivo, saída para a famigeradatransição, galgam-se metros mas sente-se Varela desapoiado sem linhas de apoio capazes de nutrir a ofensiva de veleidades e assustar o opositor, Falcao acorreria ao centro mas chegaria atrasado e o apito de Elmano Santos ecoava para intervalo.

Se a igualdade a um, como que tinha chovido do céu, o que dizer do empate a dois, o estéril ataque da União caprichava nos lances de estratégia, Ronny disparava a entrada da área e colhia no pé esquerdo de “cebola” o ressalto que punha o Dragão a chorar sobre o leite derramado, atroz infelicidade, capricho da sorte ou algo vai mesmo mal no reino defensivo do Dragão!?

Farias, salta para o aquecimento, Jesualdo vê-se obrigado a abrir mão do habitual conservadorismo, Miguel Lopes encerra o seu contributo a passagem da hora de jogo. Um avançado centro por um lateral é algo pouco visto, a ideia era não perder o contacto com os líderes do campeonato, um par de minutos volvidos, Belluschi bate o canto, Rolando discute no ar, “el tecla” divide com o guardião e “el tigre” predador nato de área, faminto pelo balançar das redes, conferiam nova vantagem aos Dragões, suspirava-se de alivio!

Até aqui a única nota de realce no futebol de inicio de 2ª parte era troca posicional de Rodriguez e Varela para jogarem em flancos contrários, resultado Varela desligou-se do jogo e Rodriguez ajudou no empate, no míssil de Ronny. Sem lateral o trio de meio campo conheceu uma nova disposição, Meireles passou para interior direito e Belluschi passou para a esquerda.

Os da casa dominavam e pareciam perto de aumentar o score tal a catadupa de lances capazes de mexer com o placard, Meireles denotava pulmão capaz de alimentar o seu futebol de passe curto com as movimentações capazes de o fazer aparecer em zona de finalização, Belluschi ia perdendo fulgor até desencantar um passe magistral que isola Falcao, Djuricic é lesto a sair, divide com o avançado o lance e obsta ao golo fora da sua área de jurisdição, o árbitro madeirense não vai de modas e expulsa mal o Guardião Leiriense, do livre não resulta perigo.

Reduzidos a 10 elementos pensou-se que a contenda estava decidida, Falcao ficava perto do hat-trick, mas desta feita o auxiliar não usava da mesma máxima de favorecer o ataque, o tempo corria para o fim dos 90 minutos, mas o jogo estava longe do fim, os Leirienses num assomo de dignidade e sem nada a perder fizeram entrar Cássio e mesmo com dez faziam perigar a baliza contrária. Fernando tem um minuto negro e põem o Dragão em sobressalto, falta a despropósito, amarelo e livre bem ao jeito do pé canhão de Ronny, Helton rechaça com dificuldade o alivio sai para a lateral, as benesses não ficavam por ai e do arremesso lateral, Rolando falha o tempo de salto e Fernando nas costas não faz melhor contrariando a trajectória da bola com o braço, 2º amarelo, consequente expulsão e grande penalidade…o Dragão gelava, o que se afigurava como vitória sofrida estava agora no limbo e ameaçava tornar-se uma divisão de pontos e o fechar da 1ª volta a seis pontos do topo.

Helton às vezes vilão, hoje herói, o jubilo pela defesa ao remate saído a 124 km/h mais parecia um golo marcado, o apito final soaria quase no imediato, garantindo a vitória e o crucial caminho na luta pelo topo.

20 dezembro, 2009

Clássico... um jogo de Sonhos!!!

Era uma vez, por terras do Pai Natal! Sem tempo para sentir frio, o lúdico e o frenesim do labor na oficina mágica dos brinquedos, eram garantia de um bom prelúdio de Natal.

Todos os anos era a mesma azáfama, um contra relógio, não havia mãos a medir, naquele que é considerado o Mundo de todos os desejos e sonhos, não se falava de outra coisa. Na última semana o burburinho, havia aumentado de tom, não havia uma só personagem, desse mundo encantado, que não murmurasse acerca do “clássico”.

Era o duelo mais aguardado da Liga de jogos virtuais no Pais das Fantasias, também por aqui o futebol era Rei.

O Domingo reservava um esgrimir de forças entre Rudolfo, a rena de nariz lampião, e um velhinho de barbas brancas, cuja sua maior tristeza, era a de uma vez por ano ter de despir as suas nobres vestes e trajar de vermelho, mesmo que por poucas horas fosse.

Rivais de longa data, as 2 figuras haviam já perdido a conta ao número de vezes que se haviam defrontado em tira teimas e luta pela supremacia futebolística em tal liga. Época após época repetiam-se as contendas, já haviam experimentado os matraquilhos como forma de confronto, o suboteo, e a sua mesa já haviam sido palco de enormes jogatanas.

Desta vez não seria diferente, alguns handicaps tornavam o confronto sempre uma incógnita, o factor casa garantia a Rudolfo a escolha do divertimento em que se degladiariam pela vitória.

O advento tecnológico notava-se cada vez mais em solo de fantasia, o boom era evidente, a lufa-lufa no armazém dos vídeo games, comprovava a tendência no mercado dos sonhos.

Rudolfo, há muito se rendera as evidências, não enjeitava o conforto do GPS na noite de 24 Dezembro e nos últimos tempos, onerava-se mestre das tácticas, tal era a opulência com que brindava outros visitantes e os goleava no Footbal Manager.

O Decano velhinho, que tinha no Azul das auroras boreais a sua força e inspiração, não se dava mal com o choque tecnológico, mas ano após ano via-se confrontado com um mesmo problema, pedidos e prendas de última hora levavam-lhe o que de melhor tinha, obrigando-o a resetar e reiniciar novos processos de up-grade.

Com o estábulo lotado, o nariz tinto, havia convidado inúmeros habitantes do Circulo Polar Árctico, amontoados em frente ao LCD topo de gama de largas polegadas, esperavam pelo início das hostilidades.

O dono do trenó mais famoso do planeta, chegou cedo, cercado de fiéis seguidores, logo percebeu a tarefa que o esperava, Rodolfo não havia feito por menos, 1 Playstation 3 slim, 2 comandos e o FIFA 10, era uma jogabilidade cada vez mais realística, mesmo que a vitória não desse a qualquer um deles a possibilidade de reinar.

Alguns minutos prévios de habituação mútua a nova realidade, o dono da casa mostrava altivez num ou outro comentário, mas notava-se que a confiança estava abalada, a força mental do lado azul havia tolhido o efeito rolo compressor.

O ambiente electrizante ajudava ao amenizar de temperaturas siberianas, repentinamente Rodolfo mostrou-se apreensivo, ao passar no menu do jogo, as opções para tapete verde não mostravam um relvado capaz…não começava bem o Clássico.

O anfitrião percorria agora as opções dos esquemas tácticos e os melhores nomes para lhe darem corpo, no entanto havia algo que o condicionava, vários jogadores apareciam interrogados e limitavam-lhe a possibilidade de escolha, aumentava a intensidade no ruminar da sua pastilha elástica. Meses a fio a preparar-se, horas de sono perdidas esmiuçando os conteúdos do jogo e agora a Playstation virava-se contra ele.

Dedilhava tecla atrás de tecla, o Guarda-redes conseguia escolher bem, a linha de 4 defesas (ou será 4 em linha), não era costume ter laterais de raiz, hoje teria de ser igual, como se não bastasse, as unidades que havia escolhido rumo ao estrelato para a zona nevrálgica, habitual sector ofensivo e zona criativa por excelência tinha interrogações de sobra e só na frente parecia poder contar com a perícia e codicia pelo golo da dupla do costume.

Interrogações a parte, a Rena de nariz luzidio, escolhe o 4x1x3x2, que dissimula o 4x4x2 losango, tendo pelo menos em Javi, um farol para unir as linhas, e mesmo que o centro do terreno não se preencha com os habituais titulares, esta garantida a sociedade que permite o estereotipado movimento de Cardozo como elemento fixo de área, com Saviola a baixar em movimentos interligados na perspectiva de arrastar defesas e criar superioridade conectando-se à geometria do jogo nos espaços entrelinhas, sobretudo no espaço dos centrais e pivot defensivo.

Do lado forasteiro, ainda que na máxima força, primava-se pelas habituais dúvidas da fartura, se nas linhas mais recuadas não havia nada a mudar, já do miolo para a frente a dificuldade era misturar tudo muito bem, mesclar, explosividade, criatividade, poder de fogo sem perder capacidade de equilíbrio, deitando olho aos movimentos, que melhor se executavam no comando Pad dos vídeo jogos, as transições, onde a verticalidade era imagem de um futebol com sentido de baliza.

Dali para a frente ambos esperavam que os seus eleitos não subvertessem dinâmicas, se seguissem como sombras, emparelhando duelos físicos e de iniciativas 1x1, cruzando vectores de circulação de bola, criando linhas de passe, sistematizando princípios como expressão máxima de organização de jogo.

Os anteriores Clássicos haviam sido assim, feitos de rigor táctico, Rodolfo esperava um corte com o passado, afinal tinha prometido a ele próprio uma evolução de jogo para o dobro desde que tinha a PS3, como elemento de mesinha de cabeceira. Já o seu opositor do lado, esperava que a cultura táctica 4x3x3 e mística azul e branca coroassem o colectivo como herói discreto, mas imprescindível para o garantir dos 3 pontos.

Estas eram aquelas partidas onde a cada minuto o cariz do jogo mudava, a história reescrevia guiões tácticos, as vezes de futebol curto e linear, outras de relâmpagos e fogachos futebolísticos. Os dados estavam lançados o cérebro da máquina virtual começava a processar a informação dos técnicos do mundo paralelo, ninguém conseguia disfarçar, era impossível conter as emoções, eu se lá estivesse, diria ao Pai Natal… Dragões, vamos a eles que nem Tarzões!!!

LISTA DE CONVOCADOS OFICIAL
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Sapunaru, Fucile, Bruno Alves, Rolando, Nuno André Coelho e Álvaro Pereira.
Médios: Fernando, Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Mariano e Rodríguez.
Avançados: Falcao, Hulk, Varela e Farías.

13 dezembro, 2009

Aprender com o passado... 3 pontos, frente aos do Sado!

Já Bocage não sou!... Se fosse vivo, o ícone do Arcadismo Lusitano, (movimento literário que serviu de premeio à transição entre o clássico e o estilo romântico), encontraria por certo no actual momento colectivo Sadino, inspiração capaz de reescrever tão celebre passagem poética.

Numa época em que são evidentes os erros de percurso à beira Sado, a figura de Manuel Maria, ver-se-ia obrigado a questionar, Que Vitória sou?

Não faltaria quem o ajudasse a encontrar uma declaração aparentemente verdadeira, digna de um dos emblemas “históricos” do futebol cá do burgo, mas cujo lugar que ocupa na tabela o atira para uma contradição mais ou menos lógica, por justaposição com os seus desempenhos.

Quando mais logo as equipas pisarem a relva do anfiteatro azul e branco, não faltarão vozes bitaiteiras, onde a ideia comum, será a de um jogo onde os extremos se tocam, consubstanciado por deduções de superioridade caseira, fazendo do desporto rei uma ciência exacta.

Não fosse a lógica, vezes sem conta ser atirada as malvas, e a matemática encerrar em si paradoxos lógicos ou coabitar paredes meias com a lógica da batata e eu alinhava sem qualquer receio, na ideia de 3 pontos, tão inteligíveis como limpar o rabo a criancinhas.

Os pupilos de Manuel Fernandes carregam o fardo pesado da lanterna vermelha, asseiam avidamente pela abertura do mercado de Inverno como solução maior ou ideia maquilhadora de permeabilidade e debilidade, adjectivos imagem de um colectivo que se vê cair de forma progressiva e mais ou menos cíclica nas últimas épocas, no desconforto da luta pela permanência.

É indesmentível que depois da chicotada em Azenha, o elan criado em torno do novo técnico sadino, devolveu outra alma ao Vitória, quer em desenhos tácticos, quer na disposição de algumas pedras da equipa, mascarando carências e limitações técnicas de organização e cariz exibicional.

O Setúbal encaixa perfeitamente na ideia basilar de equipa humilde, voluntariosa onde qualquer esquema táctico tem por base bloquear os acessos as suas redes, onde grande parte das unidades do esquema montado tem preocupações defensivas, objectivando ferreamente a ocupação do miolo e zona nevrálgica das decisões.

Alguns dos seus melhores elementos, Sandro, Djikiné, Luís Carlos, Álvaro Fernandez e Alan, procuram dinamizar e organizar as transições, aliando velocidade de execução as competência do esclarecimento técnico/táctico como atributos capazes para chegar a área contrária.

A intenção não sendo a de jogar olhos nos olhos, terá sempre intuitos de consistência e grande organização defensiva, Manuel Fernandes sabe que para ambicionar atacar, terá que ter bola, como tal será uma daquelas contendas em que, diz-me como defendes, dir-te-ei como podes atacar.

Sem matéria-prima capaz de dotar o colectivo de profundidade/ofensividade ou jogar no campo todo, fazendo subir as linhas, os sadinos não se atiram para grandes aventuras, tendo como melhor arma, a incógnita sobre o modelo com que se apresentam a jogo.

Por entre sinais de recuperação, ressurreições tácticas e anímicas dos azuis e brancos, os últimos jogos tem sido sinónimo de vitórias expressivas. Madrid foi mais uma etapa da reconstrução, onde se reactivaram elos e se contextualizaram dinâmicas entre sectores, mas onde o equilíbrio ainda não é tónica dominante.

Se aos do Sado não consigo perspectivar um modelo táctico, seja ele 3X5x2, ou algo ate de maior tracção à retaguarda, já no que concerne ao Dragão, Jesualdo vive enclausurado entre a pureza do 4x3x3 e a robustez do controlo das transições que a dimensão do dissimulado esquema 4x4x2, lhe traduz como evolução maior do plano global de jogo.

A consistência táctica e o equilíbrio do passado parecem querer regressar a identidade do Dragão, Falcao viabiliza nos seus movimentos uma nova forma de jogar nos espaços centrais, ganhando o FC Porto uma nova forma de atacar e de sedução pela baliza adversaria.

Num jogo que se antevê muito fechado, onde a míngua de espaço, sobretudo nas costas da defensiva, pode perfilar-se como um dos vectores mais prejudiciais à explosividade e dinâmica das transições, temo pelo regresso de um conjunto azul e branco espartilhado na objectividade vertical do seu futebol.

É notória a evolução da equipa sobretudo quando em posse de bola, denotando crescimento na lucidez e confiança com que troca a bola, levando-a percorrer toda a largura do terreno, procurando disseminar cinética, ate encontrar espaços vazios.

A sequência programática do Dragão, atira-o para a positividade, sem que contudo me esqueça das dificuldades que a equipa revela, quando se estende pelas 4 linhas como um colectivo onde o ultimo reduto se encosta muito a sua área, deixando as despesas do jogo entregues a circunstâncias que pouco têm a ver com ideias denominadoras de autoritarismo, hipotecando conceitos tácticos de pressing, ficando a mercê de concepções de bloco baixo e grande espaço entre linhas, não podendo capitalizar recuperações nas zonas altas.

O crescente leque de opções ao nível da disponibilidade física do plantel, garante que este Porto, mudando jogadores, traduz alterações no sistema, e por conseguinte cada onze revela realidades de crescimento diferentes nos processos.

Existirão por certo mil e uma maneiras diferentes de ganhar este ou um outro qualquer jogo, para mim este tem na questão dos espaços, ou falta deles, ponto fulcral, como tal, mudanças de velocidade, transições rápidas, reforçar as zonas de pressão como caminho para o que existe antes dos golos, criatividade, atitude, dinâmica e futebol.

Por entre discurso puramente futebolístico, os eleitos deixam nas entrelinhas a Luz como linha de um horizonte próximo, Álvaro Pereira é poupado, Maicon e Valeri, sucumbe fisicamente depois da aparição na Champions, o que deixa entre outras perspectivas, Bellushi como artificie de último passe e Fucile como dono do flanco esquerdo.

O Setúbal, é ou deveria ser no horizonte dos Dragões a contenda que se segue, e apesar de parecer uma frase feita, o jogo mais importante, como tal a única preocupação portista, neste regresso a casa, será somar 3 pontos tendo a vitoria como desígnio máximo, confirmando crescimento e melhorias nas promessas de bom futebol.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Bruno Alves, Rolando, Fucile, Nuno André Coelho, Sapunaru e Miguel Lopes.
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Mariano e Fernando.
Avançados: Falcão, Rodríguez, Hulk, Varela e Farias.

08 dezembro, 2009

Vitórias a “feijões”… dão prestígio e milhões!

O desespero parecia instalado, as vozes uníssonas de tragédia, ecoavam como bolas nos postes, a equipa praticava um futebol desigual, onde qualquer semelhança com bom futebol era pura coincidência, de repente, uma dúzia de minutos mostravam um Dragão avassalador, onde mesmo sem Hulk, as transições voltavam a irromper, semeando desnorte em defesa alheia.

O futebol é isto, uma irrealidade, feita de contrastes radicais, onde nem tudo é mau, e o bom é sempre pouco para os demais.

O sucedâneo de ciclos competitivos, nem sempre propicia tempo de treino capaz de curar feridas tácticas, que nos afastam de rendimentos superiores.

Em semana de Champions, o cariz volta a ser, o de crescer a jogar e como tal a última jornada da liga milionária, tem para Colchoneros e Dragões, uma similaridade pertinente, a de comprovar a retoma interna de ambos.

Para além da expressão financeira que significa 800 mil euros, as motivações de ambos os conjuntos apontam a questões desportivas, como significância maior no processo evolutivo.

Em Madrid, 3 pontos para os da casa significam o atingir do objectivo mínimo, passando a ter a Liga Europa, como montra maior de uma época que tem sido a todos os títulos decepcionante.

Num Grupo onde desportivamente o acesso aos 1/8 de final, cedo ficou escalonado, os Espanhóis lutam ainda pela continuidade uefeira, tendo no mínimo que garantir um resultado idêntico ao do Apoel em Londres.

Dos Rojiblancos de Abel Resino, restam ainda múltiplas facetas, desde uma equipa que parece um autentico amontoado de personalidades díspares, há quem os considere mesmo um despropósito como expressão máxima de equipa. Lacunas, mais que muitas, defensivamente um colapso a cada rasgo de velocidade, por cima por baixo, muitas são as bolas que acabam a conhecer o fundo das redes de Asenjo.

Estrategicamente, o 4x4x2 losango de Quique Flores, poucas mutações trouxe ao jogo Colchonero, e nem mesmo a inclusão de Reyes, renovou a ideia de um futebol feito de pouco critério construtivo, ou capaz de quer pelas alas, quer pelo centro, servir de forma contundente uma das melhores duplas avançadas, Aguero/Forlan.

O novo desenho carece ainda de maior mecanização no entanto é já plataforma de sucesso, criando ideia sustentada de capacidade ofensiva, onde a dupla sul-americana mostra efectividade, fazendo crescer o bornal de ponto e retirando a equipa das últimas posições da tabela em Espanha.

Paulatinamente, e pior seria impossível, os pupilos de Quique vão exponenciando tacticamente a grande qualidade técnica individual que têm sobretudo do miolo para a frente.

Se é possível encontrar pontos comuns neste Atlético, bem menos serão os pontos comuns entre este FC Porto e o que visitou o Vicente Calderon a 24 de Fevereiro de 2009, começando desde logo pelo carácter não decisivo, que o confronto não tem, para as cores azuis e brancas.

Assim para os Dragões, a jornada vale por ser tempo de encaixar dinheiro e granjear prestigio, não deixando de ser neste processo de retoma, um jogo de novas oportunidades para algumas unidades.

Mesmo sabendo que raramente os Rojiblancos, cedem perante os seus aficionados, os Dragões costumam dar-se bem com os ares em terras de nuestros hermanos, o que acalenta esperanças num desempenho competente onde se evidencie capacidade em defender alto, resgatando predicados colectivos, solidificando intensidade e explosividade nas acções de transição.

A contenda pode muito bem evidenciar aquilo que é ainda hoje uma incerteza, mesmo depois do arrojo exibicional no Berço, este FC Porto é bem capaz de mostrar um lado ainda curto para a Champions, baralhando-se ainda na frequência das intensidades e ritmos europeus, talvez por isso esta fosse uma boa jornada para que o 4x3x3 se moldasse a estratégias e nuances mais imaginativas e menos constrangidas aos factores de velocidade mas sempre com intenção de surpreender o adversário.

O onze apresentará alterações, ate pela certeza da inclusão de Maicon, na frente a ideia é que a disponibilidade do tridente se alie a mobilidade, sempre tendo em mente a ideia de serem a 1ª barreira defensiva e darem ao conjunto a saudosa largura de pressing em busca da bola.

E como a partida não aquece, nem arrefece, há mais uns quantos nomes que Jesualdo não se importou de lançar como parte de uma equipa organizada e personalizada, Hulk, Helton, Fucile, Varela e Fernando, são meia equipa, ou outros ficam no segredo dos Deuses, sobrando pouco espaço para grandes surpresas.

Em suma os Colchoneros podem viver hoje melhor com a velocidade e efectividade do seu ataque, podem ate estar de moral em alta, mas que ninguém negue que este Dragão cresceu em disponibilidade física e/ou espírito de sacrifício, o que por certo lhes alimenta desejos de vitória, mesmo num jogo em que os “feijões”, valem milhões.

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto
Defesas: Miguel Lopes, Maicon, Álvaro Pereira, Sapunaru, Fucile e Bruno Alves
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Fernando, Rodríguez e Mariano
Avançados: Hulk, Varela, Farias e Falcão.

04 dezembro, 2009

No berço da Nação… embala Dragão!!!

Ou não?!?!? Maioritariamente, esta é talvez, senão a maior, uma das maiores dúvidas que assolam os espíritos dos mais indefectíveis adeptos azuis e brancos.

Um terço da época cumprida e o rumo do PENTA, por muito que se cole a discursos optimistas, corajosos e de alarve esperança, emperra a cada transição, vê-se tolhido de sucesso a cada golo sofrido e pior que tudo, enferma a esperança, de repetir façanha, na ineficácia ofensiva em frente das balizas contrárias, defendidas por um qualquer Peçanha.

No Minho, cabe a Vimaranenses e Dragões, honras de abertura na Jornada 12, jogo de cartaz, de indesmentíveis dificuldades e de resultado apontado à tripla.

Em Guimarães, Cajuda é passado mesmo depois de momentos triunfais, Vingada, chegou contagiou a massa adepta, mas cedo conheceu a lei do chicote. Paulo Sérgio, é agora “Rei”em terras de Afonso Henriques, aposta que parece conduzir os Vitorianos para lugares mais próximos de objectivos europeus.

A primeira vista os de Guimarães parecem ter ganho agressividade ofensiva, no entanto a pedra basilar deste encadear de sucesso último, manifesta-se no rigor posicional, na tenacidade defensiva, bem vincada na inviolabilidade da baliza de Nilson, mas também na nova estrutura táctica do meio-campo.

O ex-técnico Pacense, que para os mais esquecidos, começou a época a roubar pontos ao TetraCampeão, tem demonstrado argúcia no arquitectar dos onze.

A equipa inspira-se entre o labor e o virtuosismo técnico de algumas das suas melhores unidades. Aos movimentos incisivos, soma-se o talento, e sob o relvado aparece o futebol carrossel a toda a largura do terreno, onde Nuno Assis, Desmarets, Targino, são vértices fulcrais de dinâmicas pujantes e da personalidade adulta que este novo Vitória evidencia, aliando rapidez sobre a bola à cada vez mais evidente capacidade de pressing sobre as linhas adversárias.

Confiança é algo que não falta ao 4x4x2 vimaranense, os laterais não traduzem grande profundidade, mas sobem a preceito, a direita é a ala mais utilizada para canalizar os ataques, ate porque a esquerda da defesa tem sido alvo de adaptações circunstanciais.

O núcleo central e linha transversal da coesão têm em Nilson, guardião de recursos elásticos e defesas felinas em instinto e eficácia. Gustavo Lazaretti transmite segurança, dando poder e acutilância nos lances de bola parada. Flávio Meireles e João Alves, são tampões e filtros da consistência no miolo, conferindo equilíbrio defensivo, traduzindo por norma superioridade numérica face as acções do adversário. Depois o playmaker Assis, impõe os ritmos ofensivos, trava e acelera as transições, libertando a régua e esquadro passes de ruptura que encontram em Targino, Douglas e/ou Roberto, fonte de perigo constante para o ultimo reduto contrário.

Moral da história, se Guimarães já é por norma um feudo de dificuldades, esta nova filosofia e princípios de jogo, cujo conjunto de Paulo Sérgio assimila a olhos vistos, só potencia ainda mais o ambiente electrizante que circunda as bancadas do Afonso Henriques, sempre num registo de apoio, onde a máxima é empurrar o emblema da casa em direcção à baliza contrária.

Por tudo isto e sabendo eu como muitos outros que “futebol é o momento”, faz sentido considerar esta contenda como o mais difícil teste ao Porto de Jesualdo… não pelo que o adversário faz adivinhar em problemas, mas por aquilo que não consigo antever como soluções para garantir os 3 pontos e embalar de forma sólida, rumo ao PENTA.

Não sei se passa por mudar o sistema, não sei se passa por mudar as rotinas, nem mesmo acredito ou sei se passa por mudar os interpretes, tão somente penso, qualquer grande clube deve ter sempre mais que um sistema onde se possam acrescentar ideias com o sentido de progredir.

Jesualdo vincou a ideia que a evolução verificada na pós-paragem competitiva, não chega para ultrapassar o obstáculo minhoto. Será possível que em 5 dias se cresça tão abruptamente?... Se consiga suplantar objectivamente e eficazmente ideias intermitentes de agressividade, competitividade, capacidade de pressing e eficácia?... Imagem de marca deste Dragão de inicio de época.

Naturalmente nem só destas premissas poderá viver a ambição de evolução azul e branca, para lá destas, está a moldura táctica capaz de as fazer coabitar como expressão de bom futebol.

Sem mecanização capaz, as transições perdem fulgor na catadupa de passes transviados, falta ao conjunto de Jesualdo decifrar o código capaz de abrir o Dragão ao futebol explosivo, organizado, criativo, feito de dinâmicas cinéticas, mas também de rigor posicional, sobretudo na dimensão da ocupação de espaços defensivos.

Parece consensual a importância de Belluschi como elo criativo, unidade de fantasia, que distancia com a sua presença, o futebol azul de uma imagem de previsibilidade, cujo os desequilíbrios se fazem de correrias estéreis ou duelos combativos de médios mais dados a futebol musculado, feito de expressão física e táctica, mas incapazes de alterar ritmos e transportar o jogo para patamares de qualidade exigível a um campeão.

Não sendo um futebol de encantar aquele com que nos presenteiam jornada após jornada a verdade é que seguimos apostados em chegar o quanto antes a liderança, não restam duvidas pois que em Guimarães só um Porto pouco visto no decurso da época pode fazer face as adversidades.

Um Dragão capaz de combinar criatividade com solidez de processos, mesclar disciplina com fantasia de acções ofensivas, onde a simbiose dos sistemas tácticos case na perfeição a compatibilidade de jogadores como Hulk, Rodriguez, Varela, Farias e/ou Falcao. Onde a equipa evidencie capacidade para se equilibrar entre linhas, com e sem bola, de forma coesa, capaz de interpretar uma linha defensiva mais subida no relvado, propiciadora de maior capacidade de zonas de pressão alta, traduzindo uma atitude dominadora sobre o relvado.

Estas são para mim as linhas orientadoras do sucesso que anseio para o clube que colhe a minha paixão.

Já Jesualdo teima em baralhar e voltar a dar, e como tal vai experienciando ideias de trocas e baldrocas, na berlinda, Beto pode ceder o lugar a Helton, Maicon pode ver Rolando voltar a titularidade, Belluschi pode voltar ao aconchego do banco e Farias ocupar um lugar de destaque na frente de ataque. Hulk pode voltar a ter de conhecer o espaço central do ataque, como melhor caminho para o golo ou Rodriguez ceder lugar a um médio de características mais interiores e como tal Mariano já espreita.

Fico pois a espera que tanta remodelação e escolha, sejam o berço da revolução, e o Dragão embale para uma exibição a CAMPEÃO!!!

LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Fucile, Bruno Alves, Rolando, Maicon, Sapunaru e Alvaro Pereira.
Médios: Fernando, Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri e Rodríguez.
Avançados: Falcão, Varela, Hulk, Farías e Mariano.