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21 maio, 2019

O MEU ÚLTIMO POST. MUITO OBRIGADO A TODOS VOCÊS!


420 posts depois, quase 12 anos depois (estreei-me em junho de 2007) do meu 1º texto, escrevo pela última vez neste espaço de referencia da blogosfera azul e branca.

Ao longo destes quase 12 anos partilhei com todos vocês as minhas alegrias, tristezas, dúvidas e reflexões sobre o CLUBE QUE TANTO AMO.

Durante esses 12 anos em que aqui escrevi, partilhei convosco seguramente muito mais alegrias que tristezas. Apesar dos últimos anos não terem sido famosos, neste período de tempo partilhei convosco a alegria de uma brilhante conquista europeia, algo em que os nossos rivais não metem a mão há mais de 50 anos, partilhe a conquista de um tetracampeonato em 2009, a brilhante conquista em 2011 com as luzes fechadas e a rega acesa, o momento Kelvin, o fantástico campeonato ganho no ano passado impedindo mantendo-nos como último clube português que detém um pentacampeonato, por entre outros momentos de conquista que felizmente tivemos ao longo destes anos.

No meu último post, quero de forma muito especial deixar as seguintes palavras:

Muito obrigado ao fundador e administrador deste blog por me ter dado a oportunidade de escrever neste fantástico espaço, escolhendo-me no já longínquo casting de escolha de “novos bitaiteiros” em meados de 2007. Obrigado por tudo!

Muito obrigado a todos os atuais e antigos colaboradores do blog pelos momentos de reflexão, partilha de alegrias e também algumas tristezas. Foi um prazer ler os vossos artigos e refletir convosco sobre o nosso FC Porto!

Muito obrigado a todos os meus leitores, a quem comentou os meus posts, a quem comigo refletiu sobre o nosso FC Porto e até a quem discordou por completo das minhas opiniões, porque a divergência é também de salutar em democracia. A liberdade permite isso mesmo, a livre troca de ideias, sem mordaças, sem medos, nem limitações. O meu objetivo foi sempre refletir em conjunto e nunca escrever textos em modo monólogo, apenas agarrado às minhas convicções. Procurei sempre interagir com quem comentava os meus posts, promovendo um debate saudável, frutuoso mas sempre com respeito pelo clube e seus profissionais;

OBRIGADO A TODOS!

FC PORTO SEMPRE... NAS VITÓRIAS E NAS DERROTAS!!!

09 maio, 2019

E QUE TAL ESTARMOS TODOS UNIDOS?


Não vale a pena "dourar a pílula", a semana que passou foi horrível, ao inacreditável episódio dos Arcos em que os 2 pontos perdidos de uma forma inacreditável e impensável, transformaram uma missão muito difícil num milagre (que pode acontecer, enquanto a matemática permitir!), juntou-se outro episódio repentino e que deixou todos em choque: a situação de Casillas!

Após tudo isto, a equipa reagiu bem frente ao Aves, num daqueles jogos em que havia tudo a perder e nada a ganhar. Sem fazer uma exibição brilhante, a equipa demonstrou carácter e personalidade numa altura delicada da época e após uma semana muito difícil. Venceu de forma clara e mantém a sua luta por um título nacional que já esteve nas nossas mãos mas que agora é uma miragem. Ainda assim, a única coisa possível de admitir neste momento é que a equipa faça tudo o que está ao seu alcance para pelo menos adiar a decisão até ao máximo que for possível, honrando a camisola e a história do clube.

No meio de tudo isto, era verdadeiramente dispensável tudo aquilo que se viu no final de um jogo que aparentemente tinha contribuído para ultrapassar toda a tensão que havia sido vista em Vila do Conde. Tudo o que não precisávamos agora era de expor algum tipo de conflito interno para permitir o falatório daqueles que nos odeiam, que corresponde a praticamente 90% da comunicação social do país. Era dispensável que uma roda habitualmente feita perto da bancada onde habitualmente estão os Super Dragões tenha sido feito desta vez no centro do terreno, era dispensável tudo o que se viu a seguir, com jogadores e treinador a reentrarem depois de terem saído sem agradecer aos adeptos, bem como alguns exageros de adeptos aquando da aproximação dos jogadores às bancadas.

Vamos por partes, os adeptos têm todo o direito de manifestarem o seu enorme desagrado após aqueles catastróficos e inexplicáveis 5 minutos finais em Vila do Conde e os jogadores têm de saber ouvir os adeptos e o seu desagrado aquando de um momento destes. É verdade também que determinados exageros são dispensáveis mas todos nós sabemos que o futebol desperta em TODOS nós reações a quente que depois de maior ponderação poderiam ser evitáveis. Ainda assim, deixo duas ideias fortes que tenho sobre isto:

  1. Tenho ouvido e lido que o apoio dos adeptos tem sido incondicional e inexcedível nos últimos 2 anos, algo do qual a equipa e treinador não se podem queixar. Reformulo esta ideia, nos últimos 3 anos (e não 2!) a equipa e treinador têm sido apoiados incansavelmente. Foi assim durante TODA a época de NES e tem sido assim nos 2 anos de Conceição. Os adeptos têm apoiado muito e mesmo em alturas difíceis. Não creio que se possa apontar algo aos adeptos nestes últimos 3 anos, ao contrário do que aconteceu por exemplo na era Lopetegui em que perdemos um campeonato 2014/2015, sabe-se lá como... ou se calhar, tem-se uma ideia indo pesquisar os autos do Ministério Público onde estão expostas as suspeitas e fortes indícios de várias situações suscetíveis de integrar ilícitos criminais em que são intervenientes dirigentes do clube dos 10 milhões de adeptos (só em Portugal), nomeadamente crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem... Mas sobre os processos de CORRUPÇÃO em que está envolvido o nosso rival direto, casos que têm sido branqueados pela generalidade da cobarde e merdosa comunicação social, irei falar num post próximo.

  2. A verdade é também uma: nos 2 anos de Conceição a equipa e o treinador têm feito um trabalho globalmente muito competente, não merecendo que após um deslize (inexplicável é certo!) seja tudo colocado em causa. Se há grupo que merece crédito é o FC Porto de Conceição que atingiu o recorde de pontos do clube num campeonato com 18 equipas/3 pontos, que impediu o penta dos "outros" e que este ano se arrisca a fazer 80 e muitos pontos e mesmo assim não ser campeão, indo às finais de taça de Liga (perdida) e taça de Portugal, esta ainda com hipóteses de sucesso.
Tenhamos todos muita calma e ponderação neste momento que é particularmente delicado. O tempo agora é de estarmos TODOS UNIDOS! AGORA E SEMPRE! FC PORTO SEMPRE!!!!

02 maio, 2019

"ARBITRAGEM? NÃO QUERIA MUITO IR POR AÍ..."


Não é preciso recuar muito tempo, foi no dia 24 de janeiro de 2019 após a segunda meia-final da Taça da Liga que terminou com a vitória do Sporting, nos penaltis, sobre o braga. O sr. abel ferreira compareceu na conferência de imprensa transtornado e revoltado. Completamente histérico, bateu violentamente na mesa, gritou como se não houvesse amanhã ou como se tivesse saído recentemente de uma qualquer instituição médica de saúde mental. "Por favor ajudem-me todos a credibilizar o futebol", "Trabalho todos os dias, se não ganhar dou a vez a outro, é isso que temos de fazer", foram algumas das frases ditas por um histérico e incomodado abel.

Foi exatamente com que esta mesma atitude que o sr. abel encarou o final do jogo deste fim-de-semana que ocorreu na Pedreira. O mesmo histerismo, os mesmos gritos, o mesmo incómodo. Depois de tudo o que aconteceu, que creio ser tão visível e descarado que repeti-lo aqui seria enfadonho e repetitivo para vós (penalties inventados, outros por marcar, expulsões perdoadas, etc, etc), o sr. abel teve exatamente a mesma atitude de histerismo e gritaria que teve aquando da taça da Liga. Gritou e berrou como um louco no final do jogo e nem sequer proferiu a seguinte declaração "Arbitragem ? Não queria muito ir por aí...".

Cada um tire as suas conclusões disto.

Porque a azia e frustração são imensas, o post de hoje irá ser curto e pouco desenvolvido nas ideias. Ainda assim, faço minhas as palavras do melhor (de longe!) comentador afeto ao FC Porto sobre o que se passou este campeonato. Miguel Guedes referiu no espaço de opinião do qual faz parte que, a partir do momento que o FC Porto perdeu no Dragão frente ao seu rival direto, deixando aí de depender de si próprio, abriu várias portas para o que se viu a seguir. E isto foi mais ou menos o que já tinha defendido num post que escrevi há uns tempos atrás aqui neste blog, a partir de determinada altura depender de outrém num país normal até pode não significar a "pena capital", mas num país como Portugal significa mesmo uma "pena de morte".

Todavia, agora mais do que carpir mágoas do que deveria ter sido feito ou chorar "sobre o leite derramado", importa que todos (inclusive os adeptos) se focalizem agora num final de campeonato digno dos pergaminhos do clube e tentar arrecadar mais uma taça de Portugal para o riquíssimo museu do clube.

PS: Sobre o que se passou em Vila do Conde não vou acrescentar muito mais ao tanto que já se disse e escreveu. Apenas gostaria de dizer o seguinte: TODOS os Portistas metam na cabeça uma coisa, até podemos chegar ao final da época apenas com uma supertaça no pecúlio, mas nos 2 anos de Conceição não só ganhamos já um campeonato e uma supertaça, como quando perdemos estivemos MUITO mais perto de ganhar do que nos 4 anos que precederam a sua vinda para o clube. Se calhar aquilo que muitos Portistas querem é voltar àquele maravilhoso ciclo de 4 anos com Fonsecas, Castros, Peseiros, Espíritos Santos e Lopeteguis onde não ganhamos a "ponta de um corno" e algumas vezes ficamos abaixo do 2º lugar a distâncias vergonhosas para o 1º classificado, nem sequer passando da fase de grupos da Champions League.

24 abril, 2019

IREMOS CONTINUAR A SER O ÚNICO CLUBE PORTUGUÊS A...


Para mim, aquilo que de mais importante fica na semana que passou é o facto indesmentível que decorreu da participação europeia dos clubes portugueses, ou seja, iremos continuar a ser o único português que conquistou troféus internacionais (7 por sinal!) nos últimos 55 anos, altura em que o Sporting venceu a extinta Taça dos Vencedores das Taças.

De conversa sobre grandeza e superioridade estamos cheios, é ver a fanfarronice e vaidade (sem razões diga-se) estampada em adeptos de vários clubes sempre que o seu atinge uma fase mais avançada das competições europeias, seja a Champions League, seja a Liga Europa. Os nossos rivais de Lisboa já foram a várias finais europeias ao longo desses 55 anos e o resultado final foi sempre o mesmo: saíram derrotadas! Bem ao contrário do único clube português com estaleca e capacidade de se impor ao mais alto nível europeu e mundial, o único que já levou o "caneco" em várias finais internacionais, apesar de também ter perdido outras finais, nomeadamente a taça das Taças com a Juventus e duas Supertaças Europeias frente a Valência e AC Milan.

A forma como as duas equipas foram eliminadas diz também muito do porquê do FC Porto ter tido sucesso nas competições europeias nos últimos 55 anos e os outros não, é verdade que o FC Porto caiu perante o Liverpool, certamente uma das 2 ou 3 melhores equipas mundiais da atualidade, mas toda a Europa reconheceu a coragem do FC Porto em toda a eliminatória frente a um colosso tremendo.

Os primeiros 25 minutos do FC Porto no Dragão foram elucidativos, a equipa, dentro das suas limitações, tentou tudo aquilo que era possível, atacou por todos os lados, rematou, cabeceou mas a bola não entrou. Na primeira vez que os ingleses fizeram um ataque, eis que surge um golo saído do nada, num lance anulado pelo fiscal-de-linha mas que depois o VAR teve olho de lince para ver que Mané estava milimetricamente em jogo. Não só existe não existe nenhuma imagem clara de que o senegalês estava em jogo, como existem várias imagens que mostram que Mané estava mesmo adiantado em relação ao último defensor no momento em que foi efetuado o passe.

Não deixa de ter piada esta decisão do VAR, anula um lance em que depois não existe nenhuma imagem que comprove claramente que a decisão do fiscal-de-linha estava incorreta. Tudo isto depois uma 1ª mão em que vários jogadores do Liverpool jogaram andebol na sua área sem que o árbitro assinalasse o que quer que seja e depois de Salah ter agredido Danilo (algo que todo o mundo viu e falou) e de nem um amarelo ter visto, o mesmo Salah que deveria estar suspenso, aquele que marcou e assistiu no jogo do Dragão em que não deveria ter jogado.

A diferença entre as duas equipas já era obviamente enorme, os árbitros dos 2 jogos trataram de dissipar qualquer dúvida e impedir sequer que o FC Porto pudesse lutar com armas iguais, foram 2 arbitragens vergonhosamente tendenciosas e sempre para o mesmo lado. Caímos, mas caímos com honra, lutando galhardamente até ao fim apesar da eliminatória ter ficado definitivamente morta e enterrada com o 1º golo do Liverpool no Dragão.

Do outro lado aquilo que vimos foi o nosso rival cair perante o 4º classificado da Bundesliga, após uma 1º mão em que jogou em superioridade numérica durante mais de 70 minutos mas em que mesmo assim sofreu dois golos e conseguiu uma vantagem de apenas 2 golos. Depois na Alemanha, e ao contrário de algumas teorias peregrinas que por aí ouvi, não foi uma derrota "de propósito" mas sim foi uma derrota por pura incompetência sobretudo pelo facto de não terem aproveitado jogar em superioridade numérica durante mais de 70 minutos numa eliminatória de 180 minutos. A mesma incompetência que explica que nos últimos 55 anos apenas o FC Porto consiga conquistar troféus internacionais!!!

17 abril, 2019

É DIFÍCIL NÃO FICAR PESSIMISTA... INFELIZMENTE...


Há uns tempos, escrevia que a partir do momento em que deixamos de depender de nós próprios, com a agravante de já não haver jogos frente ao nosso rival direto, ao contrário de alguns campeonatos taco a taco mas em que nas ultimas jornadas tínhamos a possibilidade de ganhar vantagem no confronto direto (por exemplo, épocas 12/13 ou 17/18), as nossas possibilidades de chegar ao título passaram a ser quase nulas.

Gostava muito de ter outra opinião, de pensar de outra forma, mas infelizmente já vejo futebol há anos suficientes para perceber que para o nosso rival direto perder pontos é necessário praticamente acontecer um milagre. Na semana passada, o Feirense marcou um golo inacreditavelmente limpo (não há uma única imagem que mostre qualquer fora-de-jogo!!) mas o sr. VAR viu o que mais ninguém viu (ou não viu e fez que viu) e anulou aquilo que seria o 2-0. Ninguém sabe o que aconteceria depois, mas minutos depois lá houve um penaltie inventado para um lado e outro por marcar a favor do Feirense mas que aí o sr. VAR não se dignou a ver. Se dúvidas houvessem, ficaram mais dissipadas e esclarecidas.

Hoje vemos o treinador do marítimo admitir que obrigou jogadores a forçar amarelos para não jogar o próximo jogo. Pois, o histórico desse treinador frente a esse clube de 8 jogos e 8 derrotas (ao contrário da forma animalesca com que as suas equipas defrontam o FC Porto e que vários dissabores já nos causaram) se calhar ajuda a explicar esta atitude. Acho que seria uma poupança interessante de dinheiro para o marítimo não viajar sequer para Lisboa na próxima semana, poupava-se muito em viagens, estadias, alimentação, etc. Assim como assim, importante é ter os todos os jogadores fresquinhos para as 4 finais a seguir segundo o seu treinador, nem vale a pena ir a um jogo que está perdido à partida.

No meio de tudo isto, outra notícia que os meios de comunicação desportiva se esforçaram para branquear, uma notícia muito pouco relevante de que Cássio assumiu, em TRIBUNAL e SOB JURAMENTO, que um empresário lhe aliciou para perder o jogo frente a um certo clube. Também Lionn já o tinha feito, em TRIBUNAL e SOB JURAMENTO. São dois jogadores, que se saiba porque isto vai-se sabendo a conta-gotas tal o esforço brutal para estarem todos calados que nem ratos, que admitiram em pleno tribunal que foram aliciados pelo mesmo agente para perder frente ao mesmo clube e o que se assiste é a uma passividade bovina por parte da generalidade da comunicação social, contrariamente aos vários meses de discussão e debate ao mais ínfimo pormenor aquando por exemplo do processo da saída de Bruno Carvalho do Sporting.

E mais outra notícia, o desaparecimento de um dos quatro volumes do processo que investiga o jogo Feirense-Rio Ave, instaurado depois de ter sido detetado um número invulgar de apostas. O único meio de comunicação social que se dispôs a falar nisso foi o Expresso. O resto ficou tudo bem caladinho que nem ratos. Para tornar a coisa mais ridícula, a notícia referiu que o processo foi encaixotado e enviado de Lisboa para o Porto pelos correios e, à chegada, percebeu-se que faltava o quarto volume. Extraviou-se, perdeu-se ou foi roubado, ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Talvez na Etiópia ou no Sri Lanka ocorram coisas semelhantes.

Perante tudo isto, torna-se muito difícil não ficar pessimista, infelizmente.

PS: Só encontro uma explicação para a escandalosa agressão de Salah a Danilo ou o penaltie claro de Arnold por mão na bola (braço esticado a aumentar a volumetria) terem passado despercebidos ao VAR. A criatura que estava sentada em frente ao VAR era um chimpanzé. Porque aquilo que diferencia um chimpanzé de um ser humano é a questão da racionalidade, e não há qualquer tipo de racionalidade em não ver uma agressão clara e um penaltie evidente que tinha todos os requisitos para ser assinalado (braço esticado a aumentar a volumetria e fora da posição normal). E pronto, não bastava defrontarmos uma das melhores equipas do mundo no seu estádio, faltava sermos espoliados por um chimpanzé.

02 abril, 2019

INSULTOS A CONCEIÇÃO? SÃO UM ÓTIMO SINAL...


Parece que virou desporto nacional, o insulto de baixo nível ao atual treinador do FC Porto da parte de umas coisas que não me lembro quem ou o que são. Há umas semanas não sei quem insultou Sérgio Conceição chamando-lhe de tudo deste "aldrabão a complexado", este fim-de-semana não sei o quê insultou também Conceição chamando-lhe "javardo".

É com enorme felicidade que vejo estes insultos ao nosso treinador. É um ótimo sinal, excelente mesmo! Sempre que vejo um treinador do FC Porto ser insultado com o mais baixo nível é um excelente sinal para nós, adeptos do FC Porto. Lembro-me bem das "cobras e lagartos" que se diziam de Mourinho, que logo após sair de Portugal passou a ser um grande treinador muito competente, ou do "infantil e imberbe" Villas-Boas ou do achincalhamento frequente com que Vítor Pereira era brindado pela generalidade dos rivais. São tudo exemplo de treinadores que se fartaram de ganhar no FC Porto, que se fartaram de humilhar os rivais diretos (goleadas, humilhações, coças, etc...), por isso eram maltratados pelos nossos rivais mais nojentos e ordinários.

Nunca me lembro de ver algum rival preocupar-se em adjetivar de forma menos simpática Paulo Fonseca, que era motivo de chacota quando confundia Frankfurt com Munique ou Dortmund, ou por exemplo José Peseiro, que era um homem bem simpático e agradável. Geralmente é sempre assim, os treinadores de um FC Porto que fica em 2º ou 3º lugar a 15 ou 20 pontos do 1º lugar são sempre uns gajos "porreiros e muito simpáticos", os treinadores do FC Porto que humilham os rivais diretos e ganham campeonatos, taças, Champions e Ligas Europa, são uns "javardos, arrogantes, malcriados" e mais não sei quantos adjetivos de mais baixo nível possível. Prefiro mil vezes um "javardo malcriado e aldrabão" do que um "corno manso e simpático".

O FC Porto treinado pelo "javardo malcriado e aldrabão" em pouco mais de um ano já venceu um campeonato com o recorde de pontos do clube e com uma limpeza tão incrível quando justa, batendo toda a concorrência de forma clara e clarividente. E este ano o FC Porto do "javardo" pode efetivamente chegar ao fim da época apenas com uma supertaça nas vitrinas do museu do Dragão mas tenho a certeza absoluta que o FC Porto irá lutar até à ultima pinga de suor e irá um "osso bem duro de roer" para todos os adversários. Não será fácil derrubar este FC Porto, mas foi muito fácil derrubar o FC Porto nos 4 anos anteriores à vinda do "javardo" para treinador do FC Porto. Esta é que é a grande verdade e é isto que motiva tanto insulto, tanta ordinarice e tanto baixo nível contra o atual treinador do FC Porto.

Será sempre um ótimo sinal quando o FC Porto, na pele dos seus profissionais, é maltratado e insultado pelos rivais. É assim há 37 anos e ainda bem. Eram bem mais triste sermos bem tratados e nada termos ganho ao longo desses 37 anos.



26 março, 2019

UM TESTE DIFÍCIL, SEM MARGEM DE ERRO.


Todos nós nos lembramos seguramente dos vários episódios que têm envolvido o atual treinador do braga em assuntos relacionados com o FC Porto por contraponto com assuntos relacionados com outros clubes.

Lembramos-nos do treinador do braga ter dito que não conhecia pessoalmente Sérgio Conceição depois de terem trabalhado juntos durante 7 meses em braga, um na equipa principal e outro na equipa b. E também nos lembramos da sua postura histérica e excitada nos jogos com o FC Porto em contraponto com as gargalhadas e abraços a adversários no final de jogos em que leva 6.

Não haja a menor dúvida que o adversário que iremos defrontar no sábado irá ser uma equipa com "a faca nos dentes", disposta a morrer em campo para impedir que o FC Porto vença. Sim, assumo claramente o que estou a dizer, o principal objetivo daquela gente não é vencer o jogo e com isso manter o 3º lugar, o principal objetivo na cabecinha daquela gente, daqueles adeptos é impedir o FC Porto de vencer perdendo assim pontos para o 1º classificado. Não estou a inventar nada, no último jogo da época 15/16 frente ao outro rival de Lisboa, numa jornada onde se discutia o título entre os dois rivais da capital, os adeptos do braga estiveram mais preocupados em festejar os golos e o título de outro clube do que propriamente com o seu jogo. É cultural e difícil de sair daquelas mentalidades.

Dito isto, terá de ser um FC Porto a um elevado nível para levar de vencida um dos jogos com maior grau de dificuldade até ao final do campeonato. Meio país estará a salivar e esperar por um deslize nosso, será com certeza um golpe desagradável para muitos milhões caso o FC Porto passe o teste de braga.

O chato de tudo isto é que mesmo sendo muito competentes e vencendo em braga continuaremos sempre atrás na classificação com a péssima sensação de não depender de nós próprios, mas essa será infelizmente a nossa realidade até ao final do campeonato, a menos que algo de muito improvável aconteça.

A ver vamos no que dá a deslocação a braga. Apesar da complexidade do momento, há que ter esperança que o grande FC Porto que raramente falha nos momentos decisivos irá surgir na pedreira de braga e dar-nos mais uma grande alegria. FORÇA FC PORTO!!

PS: Foi com algum humor que assisti à excitação geral do país aquando da chegada de Rui Pinto a Portugal. Foram diretos sobre os primeiros passos de Rui Pinto em Portugal, sobre as primeiras palavras de Rui Pinto, sobre o primeiro xixi de Rui Pinto. O país que agora se excitou é o mesmo país onde banqueiros envolvidos na falência de grandes bancos (que custaram e custam milhares de milhões de € aos contribuintes) demoram décadas a irem a julgamento, onde há um ex-primeiro ministro há anos e anos à espera sequer da decisão sobre se vai ou não a julgamento, onde há homens que rebentam o tímpano a mulheres e ficam em liberdade, etc, etc. Dá que pensar.



20 março, 2019

DEPENDER DE OUTROS, NUM PAÍS DESTES.


Não tenhamos a mínima ilusão, a partir do momento em que perdemos a possibilidade de depender apenas de nós próprios, após perder um jogo que não se podia perder de forma alguma, as coisas complicaram-se de uma forma não digo irreversível, mas quase.

Porque depender de outros fatores significa mesmo depender de todo o tipo de outros fatores, sejam eles desportivos, arbitrais, meteorológicos ou de outra qualquer índole (sim, no futebol português a natureza dos fatores parece por vezes ter uma abrangência maior que o normal...).

Quando foi a Moreira de Cónegos, o FC Porto defrontou uma equipa concentrada a 1000%, centro-campistas super-agressivos, avançados em pressão o jogo praticamente o jogo todo e defesas-centrais que limparam tudo e mais alguma coisa, pelo ar, pelo chão, à cacetada, à cabeçada, etc, etc. Este fim-de-semana, olhamos para o 1º golo sofrido pelo Moreirense e vemos que o defesa-central cónego deixa passar a bola por entre as pernas de forma quase ridícula permitindo o avançado ficar isolado, olhamos para o 4º golo sofrido e vemos os defesas após um canto numa sequência de ressaltos do mais palerma que pode existir permitindo que o adversário marcasse a seu bel-prazer. Depender de outros fatores é depender disso, de palermas, pinos e idiotas com uns, mas que se transformam em "Beckenbauers" com outros.

Depender de outros é depender de critérios diferentes no mesmo jogo, é depender de árbitros e VAR´s com diferentes graus de visão. É depender de uns com "olho de falcão" e outros que não vêm um palmo à frente dos olhos.

Depender de tudo isto, num país em que há vários jogadores que acusam (declarações em tribunal sob juramento) um agente de lhes tentar aliciar para perder um jogo mas que toda a gente assobia para o ar.

Depender de tudo isto, num país em que há um processo de corrupção relacionado com "e-mails" mas em que aquilo que se discute é a forma, quem e como divulgou os e-mails (quando nas escutas do apito dourado alguém se preocupou com o facto destas estarem no youtube há anos e anos?!?!).

Depender de tudo isto, num país em que há "mala ciao", "vouchers", "emails", "e-toupeiras", "operação lex"...

Em suma, é uma valente BOSTA ter que depender de outros num país destes. Pior, um campeonato em que já tivemos uma excelente vantagem mas que a perdemos de forma incompetente (é verdade, temos de ser sérios, ao contrário dos outros), só nos podemos culpar a nós próprios. Porque agora a depender de outros, as coisas ficam muito, muito difíceis. É uma sensação de frustração olhar para a tabela classificativa e perceber que o nosso rival jogou miseravelmente durante grande parte da época com um treinador que foi corrido (do qual segundo o Presidente os adeptos iriam ter muitas saudades) e com adeptos a pedir a cabeça de tudo e todos na estrutura. É difícil não ficar com azia.

PS: Paulo Gonçalves era assessor jurídico da SAD, representava o clube nas reuniões da Liga, andava sempre "debaixo das saias" de Vieira, dele se diziam maravilhas ao nível da competência e conhecimento jurídicos, mas... o que raio tem ele a ver com aquele clube?!?!? Nada! Um agente que negoceia a saída do treinador que foi corrido há 2 meses (mas que dele se diziam maravilhas) e que passa a vida com posts odiosos sempre contra o FC Porto, o que ele tem a ver com aquele clube?!?!? Seguramente, nada!

06 março, 2019

NÃO COLOQUEMOS AGORA TUDO EM CAUSA.


Há 2 meses atrás, após a vitória frente ao nacional no Dragão, o FC Porto tinha uma vantagem de 7 pontos sobre o rival que agora nos ultrapassou. Em apenas 60 dias portanto, o FC Porto esbanjou 9 pontos para um rival que durante praticamente 5 meses (até ao despedimento de um treinador que agora está nas Arábias) não jogou aquilo que na gíria se chama de "a ponta de um corno". Ou seja, 5 meses sem jogar nada, pedidos de demissão do treinador, do presidente (sim do presidente!!!) e de muitos outros na estrutura, gritos, lenços brancos, berros e mais berros... eis senão quando, com um treinador que só o foi porque não havia outra escolha (não me venham com tretas...) e que há apenas dois anos era adjunto no Championship, o cenário mudou radicalmente.

O momento é obviamente delicado, perdeu-se um jogo que nunca se poderia perder, o único resultado possível que nos retirava da liderança e agora há um novo desafio na 4ª feira seguramente mais difícil do que todos os jogos que tivemos até agora no Dragão. A tendência/tentação numa altura destas é que todos percam a cabeça, jogadores, treinador e adeptos. E é isso que todos nós temos a responsabilidade e obrigação de contribuir para que não aconteça de todo.

Também não vale a pena enveredar por um discurso palerma e irrealista de que as hipóteses de título apenas se reduziram um pouco, não, as hipóteses de revalidar o título baixaram drasticamente depois de sábado. De tal forma que, agora realisticamente, temos de admitir que é quase um milagre a conjugação de fatores que nos poderiam levar ao título, nomeadamente o nosso rival perder mais de 3 pontos até ao fim do campeonato (braga ?!?!? se calhar vão lá e espetam 4 ou 5 secos!) e nós ganharmos tudo até ao fim. Bem diferente seria caso saíssemos na frente após o jogo de sábado, mas não saímos.

Aquilo que neste momento se tem que exigir é que o FC Porto deixe tudo o que for possível deixar até à última gota de suor. Que não fique a sensação de que o nosso rival escorregue e nós não aproveitemos. Mas obviamente o cenário agora ficou bem negro infelizmente.

É bom que neste momento não nos esqueçamos também das seguintes coisas:
  1. Que nos 4 anos anteriores a Sérgio, o nosso rival detinha uma hegemonia esmagadora (11 títulos nacionais em 16 possíveis), sendo que no ano e meio de Conceição o FC Porto já ganhou 2 troféus (campeonato e taça) enquanto o nosso rival venceu apenas 1 até agora, e mesmo que ganhe os dois em falta este ano, o rácio de sucesso é bem inferior ao ocorrido nos 4 anos anteriores.

  2. Que o FC Porto se encontrava em 2017, ano de entrada do atual técnico, numa situação financeira catastrófica fruto de asneiras atrás de asneiras dos últimos anos.

  3. Que o FC Porto em 2019 continua numa situação financeira catastrófica...

  4. Que qualquer organização que se encontra numa situação financeira catastrófica tem problemas no normal desenrolar da sua atividade. No caso de um clube de futebol essas dificuldades refletem-se sobretudo na sua atuação no mercado de transferência, nomeadamente entrada de jogadores que possam aumentar o nível qualitativo do plantel.

  5. Que há uns anos atrás contratávamos bife de lombo e hoje contratámos um bife de bem pior qualidade. Um bife que tem de ser moldado e bem moldado pelo treinador. Para além disso, no último ano e meio foi necessário ir buscar que muita gente que se julgava já fora do prazo de validade, mas que tão bem conta do recado têm dado.
Dito isto, é verdade que as coisas se complicaram muito, mas agora, mais do que nunca, é necessário TODOS estarmos juntos no apoio a esta equipa, em uníssono e perfeito espírito de união. 4ª feira ao Dragão marchar, marchar!!

PS: Independentemente de tudo o que escrevi, seria bom Conceição refletisse sobre algumas opções iniciais que tomou. OK, tudo bem que é importante haver disciplina num grupo de trabalho (um dos fatores importantes no título do ano passado) mas não seria melhor essa indisciplina pesar sobretudo na folha salarial e não dentro de campo?!?! Ok, é importante premiar os bons desempenhos mas e Soares, não jogou bem frente ao Braga?? Em minha opinião, Conceição equivocou-se na escolha de Manafá e Adrian Lopez (2 erros seguidos no lance do 1º golo sofrido) em detrimento de Militão e Soares. E em jogos desses, em que qualquer pormenor milimétrico pode fazer a diferença, fica a sensação de que não jogamos com os melhores jogadores, que como sabemos num jogo destes geralmente é condição importante para ter sucesso.

26 fevereiro, 2019

UMA REAÇÃO À PORTO.


Com praticamente meia equipa titular indisponível, nomeadamente, Danilo, Marega e Aboubakar lesionados, Soares castigado e Militão autoexcluído, o FC Porto teve uma demonstração de grande competência e seriedade competitiva na passada 6ª feira em Tondela.

Olhando para o histórico do FC Porto em Tondela, e mesmo tendo em conta os jogos dos beirões no estádio do Dragão (na 1ª volta, Soares marcou o golo da vitória perto do fim), as coisas não se afiguravam fáceis. O treinador e os jogadores portistas sabiam perfeitamente o que iriam encontrar em Tondela, ou seja, o mesmo de sempre, uma equipa agressiva, com bloco baixíssimo, tentando parar o ritmo de jogo sempre que possível e procurando o contra-ataque como forma de surpreender o FC Porto. Em resumo, um jogo difícil, apertado, com alta intensidade e grau de dificuldade. O FC Porto seguramente sabia que não iria encontrar um adversário com atitude competitiva miserável, sabia que nem iria estar a ganhar já aos 30 segundos de jogo, nem iria marcar 10 golos a um pobre adversário.

Dito isto, foi belíssima a atitude da equipa no jogo de Tondela. Uma enorme prova de vida, uma equipa coesa, segura e competente. Um saboroso regresso aos golos de Pepe ao serviço do seu clube do coração, um grande golo de Óliver - caso o espanhol vestisse outras cores, aquele golo seria seguramente capa num qualquer pasquim com parangonas do tipo "Golo para Prémio Puskas" e uma exibição geral muito positiva.

O principal objetivo foi conseguido, chegar ao jogo da próxima jornada na liderança do campeonato, infelizmente apenas com um mísero de ponto de vantagem, muito pouco para aquilo que o FC Porto tem demonstrado ao longo da época. Afirmo com total certeza que com um ponto de vantagem, mesmo estando a escrever estas linhas ainda antes do jogo do nosso rival, uma vez apenas resta saber quantos segundos irá aguentar o Chaves (o Nacional nem 35 segundos aguentou!) até sofrer o primeiro de muitos golos.

Agora é apontar baterias para o jogo da Taça, um importantíssimo jogo de uma competição que essa sim assume alguma relevância na globalidade da época do clube. Veria por exemplo com muitos melhores olhos poupar jogadores nos 2 jogos da final-four da taça da Liga do que no jogo de 3ª feira frente ao Braga, mesmo tendo em conta o clássico que se disputa no sábado. A questão é que havendo tantas ausências de jogadores fundamentais, se calhar agora vai pesar na consciência de Conceição uma possível recaída ou nova lesão de algum jogador fundamental. Ainda assim, entre quem entrar, é muito importante ganhar, de preferência com uma boa vantagem para encarar o jogo da 2ª mão com mais tranquilidade. É importante chegar à final da Taça!

Nota Off-topic: Achei muita piada à forma histérica e generalizada a nível nacional com que se reagiu às declarações de um comentador adepto do FC Porto na CMTV em relação a um suposto doping de um clube. Em primeiro lugar, pelo que ouvi das declarações de Aníbal Pinto, o mesmo referiu que aguardava com enorme curiosidade os resultados dos testes de antidoping de um determinado clube. Em momento algum, referiu que algum jogador desse clube estava dopado, apenas referiu a sua curiosidade em ver os resultados dos testes de antidoping. Há uma coisa que existe em Portugal desde 1974 que se chama liberdade de expressão. O que é assustador (e muito curioso!!!!) é ver a reação oficial de um clube a um comentário de um comentador. Acho mesmo muita piada e também eu por vezes tenho enorme curiosidade em ver os resultados dos testes de antidoping não do nosso rival direto mas sim de algumas das equipas com as quais o FC Porto joga, nomeadamente algumas que fazem pressão forte depois do meio-campo os 90 minutos, etc, etc. Não, isto não é uma acusação ou suspeita, apenas uma constatação de que por vezes apetecia-me ser a ADOP e selecionar alguns jogadores de algumas equipas em alguns jogos para fazer os testes ao "xixi". As diferenças de atitude às vezes são gritantes, é que uns mordem a língua literalmente, outros aos 34 segundos já estão a mamar golos...


19 fevereiro, 2019

A PRAGA DAS LESÕES E UMA MÁ SENSAÇÃO.


Uma das características que Sérgio Conceição possui e que contribuiu muito para devolver o FC Porto aos títulos, após 3 épocas de total jejum, é a sua capacidade em levar os jogadores a ultrapassar todos os limites, sejam eles técnicos, táticos, mentais ou físicos.

Outra das coisas que Conceição erradicou quase por completo foi o desleixo e a displicência que em inúmeras ocasiões foram bem patentes nos quatro longos anos sem o título de campeão nacional. Foi também isto que fez o FC Porto em pouco mais de um ano e meio ganhar um campeonato, uma supertaça e ultrapassar a fase de grupos da Champions League por duas vezes.

Posto isto, há um “calcanhar de aquiles” intrínseco à capacidade que Sérgio tem de levar os jogadores até ao seu limite. Por vezes, não seria má ideia fazer alguma gestão física dos jogadores mais importantes em determinados momentos da época.

Acho muitíssimo bem que Sérgio tenha querido muito ganhar a Taça da Liga, a 5ª e última prioridade da época bem atrás de Campeonato, Taça Portugal, Champions League e Supertaça. Esta enorme fome e vontade de vencer tudo é o que também faz dele o grande treinador que é, mas a questão que se coloca é: tendo em conta ser a última prioridade da época, não deveria ter sido mais aconselhável tentar ganhar a Taça da Liga gerindo a equipa de outra forma, ou seja, fazendo descansar alguns dos elementos mais fatigados? Por exemplo, Telles, Marega e Brahimi foram titulares e completaram praticamente o pleno de minutos nos 2 jogos da taça da Liga apenas separados por 4 dias...

Não há obviamente nenhuma evidência científica que comprove a relação entre as lesões de Brahimi, Danilo Pereira e Moussa Marega e a gestão física feita por Sérgio, nomeadamente naqueles 2 jogos no espaço de 4 dias. Mas fica claramente a sensação de que se a gestão fosse outra, seriam bem menores as probabilidades de Marega romper em Guimarães, Brahimi tombar em Roma ou Danilo voltar as lesões no Dragão frente ao Setúbal.

E esta sensação não é definitivamente boa para ninguém, a sensação de que a Taça da Liga (a última prioridade da época, repito!) poder vir a ter um peso muito grande no desenrolar desta época, um peso aliás totalmente desproporcionado em relação à importância da competição.

Gostava imenso de dizer e pensar outra coisa, mas é inegavelmente muito diferente um FC Porto com Danilo, Aboubakar, Marega e Brahimi e outro FC Porto sem nenhum desses 4 jogadores. É verdade que este treinador tem revelado uma boa capacidade em resolver os problemas físicos que se lhe vão deparando, nomeadamente na época passada onde perdeu Danilo e Marega numa altura fundamental, mas uma coisa são 2 jogadores fundamentais no "estaleiro", outra um bocadinho pior é ter 4 jogadores importantíssimos no "estaleiro".

Resta-nos acreditar que tudo isto não complica um campeonato que parecia muito bem encaminhado para os nossos lados e que agora está preso por um fio (um ponto neste caso). Será obviamente muito relevante perceber nas próximas semanas se algum destes jogadores recupera a tempo de dar o seu contributo numa altura em que ainda é possível vencer algo... A ver vamos.

07 janeiro, 2019

SÉRGIO CONCEIÇÃO MERECE UM REFORÇO DO PLANTEL.


17 vitórias consecutivas é de facto, e sob todo e qualquer ponto de vista, notável para Sérgio Conceição e os seus jogadores. Depois do recorde de pontos do clube num campeonato com 34 equipas a 3 pontos, conquistado no ano passado, agora mais um recorde pulverizado, o de vitórias consecutivas em jogos oficiais.

Não, os recordes não dão troféus para o lindíssimo museu do clube, nem permitem propriamente que se vão fazer festas para os aliados, mas não resta qualquer dúvida que os vários recordes pulverizados desde o momento em que Sérgio assumiu o comando do FC Porto comprovam que o trabalho realizado pelo técnico português, que é sempre bom lembrar herdou um clube que não ganhava rigorosamente nada há 4 épocas consecutivas, tem sido de elevadíssimo nível.

No ano e meio que leva de trabalho no FC Porto, começam a faltar adjetivos para classificar aquilo que Sérgio tem feito pelo clube. Não falo só do saboroso e justíssimo título de campeão nacional e supertaça conquistados em apenas ano e meio, falo sobretudo do facto de ter devolvido ao clube a sua identidade, que nos 4 anos anteriores andou permanentemente pelas “ruas da amargura”. Depois também poderia falar na qualidade de jogo que o FC Porto de Conceição tem tido ao longo deste ano e meio, infinitamente melhor que em quase todo o período de seca (2013-2017).

Dito isto, vou ser claro e conciso no que vou dizer: Sérgio Conceição, mais do que ninguém, merecia um reforço efetivo do plantel neste mercado de inverno, não daqui a 5 meses nem daqui a 1 ano, mas já.

Sérgio Conceição merece efetivamente que o FC Porto faça um esforço para poder contar no seu plantel com um central de top como Pepe. Sim, é um central de top mesmo com 35 anos, ainda pode perfeitamente jogar ao mais alto nível mais 2/3 anos. Seria a uma distância larga o melhor central do campeonato português. Permitiria que outro enorme jogador, Éder Militão pudesse fazer a lateral direita, sendo uma alternativa a Maxi e Corona. Casillas na baliza, Militão na direita, Felipe e Pepe como centrais e Telles na esquerda é uma defesa de nível Champions League.

Sérgio Conceição merece efetivamente um reforço para o sector ofensivo da equipa, tentando equiparar este à qualidade que existe no sector defensivo. Acho que era preciso arriscar neste mercado de inverno e quando digo arriscar é se calhar transferir algum dos habituais titulares para tentar reforçar efetivamente o plantel. Porque não, tentar impedir que Herrera saia a custo zero no final da época, transferindo-o nesta janela de transferências e ir buscar um jogador que jorra qualidade dos pés à cabeça de seu nome Nakajima?!?!

Veremos como vai decorrer então este mercado de transferências, sendo que sinceramente não tenho grandes esperanças que haja um reforço efetivo do plantel. Se depois no final da época mesmo sem reforço do plantel e provavelmente com risco de mais saídas importantes a custo zero, as coisas correrem ainda melhor quer no campeonato, quer na Champions, é encomendar os moldes do corpo de Conceição para ir preparando uma estátua sua no museu do clube.

17 dezembro, 2018

SOBRE O SORTEIO DA CHAMPIONS.


Decorre esta 2ª feira o sorteio dos oitavos-final da Champions League em que mais uma vez, e para não variar, o FC Porto é o único representante do futebol português.

Independentemente do que possa acontecer no sorteio, a vantagem do FC Porto ter ficado em 1º lugar no seu grupo é evidente, na medida em que se evitam assim equipas como Barcelona, PSG, Manchester City, Juventus ou Real Madrid.

Numa análise preliminar àquilo que são as possibilidades do FC Porto para o adversário a defrontar na próxima fase da Champions diria que:

• Um sorteio péssimo: Liverpool! Não é pelo facto de termos sido eliminados pelos ingleses na edição passada da competição que me leva só a dizer isso, até porque depois de nos ter eliminado por 5/0 no agregado das 2 mãos, o Liverpool despachou o campeão inglês por 5/1 e depois aviou a Roma marcando 7 golos em 2 jogos. Digo que seria um sorteio péssimo porque o Liverpool de Klopp joga um futebol de enorme qualidade, dinâmica ofensiva impressionante, jogadores de topo mundial, tecnicamente muito evoluídos e rapidíssimos, como Salah ou Mané... Sem complexos, seria um sorteio com 75% de probabilidade de sucesso para os ingleses.

• Um sorteio mau: Tottenham! Assim de repente, lembro-me daquela correria louca de Mourinho em Old Trafford na caminhada do FC Porto rumo à glória europeia em 2004 mas pouco mais... O histórico do FC Porto nas últimas décadas com equipas inglesas é mau, a tradição não tem sido boa. Para além disso, o Tottenham é uma equipa com um belíssimo treinador e tem jogadores de enorme nível.

• Um sorteio desagradável: Manchester United ou Atlético Madrid! São duas equipas em momentos distintos mas duas equipas igualmente incómodas no caso de serem os adversários do FC Porto. O Manchester United está dado por muitos como "morto" mas desconfio sempre imenso de quando se fazem "funerais" a equipas de José Mourinho pois a sua capacidade de sobrevivência é algo que parece ser inesgotável. Jogar frente a uma equipa treinada por alguém que já ganhou tudo (e muito!) em termos mundiais ao serviço dos melhores clubes europeus nunca será fácil. Quanto ao Atlético Madrid, a equipa de Simeone é uma verdadeira "máquina de guerra" com excelentes executantes na frente de ataque.

• Um sorteio de que não nos podemos queixar: Roma, Lyon ou Ajax! Dadas as opções existentes, estas serão as 3 melhores alternativas para calhar em sorte ao FC Porto. Qualquer dessas equipas significará uma eliminatória equilibrada, sendo que no caso dos holandeses poderemos ter ligeiro favoritismo teórico e no caso dos italianos e franceses será uma eliminatória de 50/50.

Agora resta esperar para saber a nossa sorte. Será sempre uma eliminatória difícil mas o FC Porto tem nos habituado ao longo das últimas décadas a surpreender a Europa e dar-nos grandes alegrias nas competições europeias.

11 dezembro, 2018

17 ANOS DEPOIS.


Faz este mês precisamente 17 anos desde a última vez que eu tive a possibilidade de ver “in loco” ao vivo e a cores o meu clube do coração num jogo a contar para o campeonato português.

Foi a 22 de dezembro de 2001 que o FC Porto foi derrotado por 2-1 pelo Santa Clara, em jogo disputado na ilha de São Miguel, a ilha onde resido desde que nasci. Cerca de um ano depois, o FC Porto de José Mourinho venceria no mesmo estádio São Miguel o Santa Clara por 1-3 numa caminhada que terminaria em glória para o clube mas nesse dia compromissos inadiáveis não me permitiram assistir à vitória do FC Porto ao vivo e a cores.

Antes disso, no dia 15 de abril de 2000 assisti ao vivo ao primeiro jogo oficial do FC Porto no arquipélago dos Açores. Foi uma vitória por 0-2 com golos de Nuno Capucho e do inevitável Mário Jardel numa época em que o FC Porto falharia o hexacampeonato, permitindo ao Sporting quebrar um jejum de 18 anos sem conquistar o título de campeão nacional. Dessa visita do FC Porto aos Açores recordo, apesar dos 18 anos de distância, a forma verdadeiramente triunfal e eufórica com que a equipa foi recebida no aeroporto João Paulo II. Recordo-me como se fosse hoje da forma incrível como Pinto da Costa foi recebido pelos muitos Portistas que o esperavam, o presidente do FC Porto foi levado em ombros até ao autocarro da equipa, num momento de euforia que jamais me esquecerei.

Nesse hiato de tempo todos os jogos que vi do FC Porto ao vivo e a cores foram disputados fora do meu local de residência, com especial recordação para as duas taças de Portugal conquistadas a Leiria (2003) e Guimarães (2011) e vários jogos da fase a eliminar da Champions League, todos no lindíssimo estádio do Dragão. É por isso com enorme expetativa e alegria que aguardo o jogo do próximo fim-de-semana a disputar no estádio de São Miguel, um jogo importantíssimo para as aspirações do FC Porto que apenas dispõe de 2 pontos em relação ao 2º classificado, ou seja, uma escorregadela pode significar automaticamente a perda da liderança.

Lá estarei nas bancadas do estádio de São Miguel a apoiar o meu amado clube, e ver uma equipa de verdadeiros Homens treinados por um grande Homem. Os campeões nacionais em título! FORÇA FC PORTO!!

27 novembro, 2018

A BONITA HISTÓRIA DO FC PORTO NA MAIOR COMPETIÇÃO DE TODAS!


Segue já a seguir, a caminhada do FC Porto na mais importante e endinheirada competição de clubes do planeta, a milionária Champions League.

Com 10 pontos ao fim de 4 jornadas disputadas, o único clube português com verdadeira dimensão internacional, precisa apenas de 1 ponto para seguir caminho até ao grupo de 16 clubes europeus que vão disputar a fase a eliminar da competição onde estão presentes as melhores equipas, os melhores jogadores e os melhores treinadores. É assim desde há cerca de 26 anos, desde a longínqua época de 1992/1993 que a regra é o FC Porto estar presente na fase a eliminar da competição, algumas vezes até em fases muito adiantadas (venceu em 2004, meias-finais em 1994), enquanto que para os restantes clubes portugueses é tão rara a passagem da fase de grupos que os dedos de uma só mão se calhar devem ser suficientes para contar as vezes em que tal aconteceu.

As razões que sustentam o sucesso do FC Porto ao longo dos anos na mais importante competição de clubes a nível mundial não têm que ver com sorte nos sorteios, com o estado do tempo ou a temperatura ambiente (3 argumentos igualmente estúpidos), têm a ver com a única maneira de ter sucesso numa competição em que entram todos os tubarões europeus: COMPETÊNCIA!

Não, não é por acaso que o FC Porto venceu a Champions League em 2004, numa competição onde enfrentou por exemplo o Real Madrid, o Manchester United de Ferguson (bem diferente do atual Manchester...), o Lyon (que era campeão francês com a mesma frequência que o PSG o é por estes anos) ou o Deportivo da Corunha (que na altura era uma espécie de Atlético Madrid).

Não é por acaso que o FC Porto nas 26 edições da Champions League, para além da épica edição de 2004 onde se sagrou campeão europeu pela 2ª vez na sua história, atingiu as seguintes façanhas (sim, porque competiu quase sempre frente a clubes com orçamentos bem maiores, jogadores de topo, treinadores do melhor...):
  • Meias-finais em 1994, perdendo em Camp Nou frente a um Barcelona de Stoichkov e Romario, sendo que na fase de grupos o FC Porto ficou a 1 ponto do Milan, a melhor equipa europeia da altura, que nas Antas empatou a zero golos, num jogo onde o FC Porto esteve muito perto de vencer o gigante italiano e poder ter a possibilidade de defrontar não o Barcelona em Espanha, mas sim o Mónaco no estádio das Antas.

  • Quartos-final em 1997, apenas 3 anos depois de ter sido semifinalista, o FC Porto com uma fase de grupos irrepreensível (16 pontos em 18 possíveis) caiu em Old Trafford, num jogo marcado por alguns equívocos táticos de um treinador arrojado, que nunca tinha medo de nenhum adversário, mas que naquele jogo errou.

  • Quartos-final em 2000, após passar 2 fases de grupos com Real Madrid e Barcelona pelo meio, o FC Porto foi alvo de um dos maiores roubos que jamais me lembro de ter visto nas competições europeias. Não há meias palavras, nem formas de dourar a coisa, foi um roubo descarado aquele que o FC Porto foi alvo em Munique. Uma eliminatória perdida por uma unha negra, com um golo sofrido após um livre inventado por um árbitro escocês…

  • Quartos-final em 2009, mais uma edição em que o FC Porto ficou a uma “unha negra” das meias-finais, quando perdeu frente ao Manchester United por 3/2, com o golo que fez a diferença a favor dos ingleses a ser considerado anos mais tarde como um dos melhores golos de sempre das edições da Champions League.

  • Quartos-final em 2015, para a história mais do que tudo fica em termos de resultados que o FC Porto atingiu o “filtro” das 8 melhores equipas, perdendo para o Bayern Munique treinado por Guardiola (só o melhor treinador do mundo há já vários anos…) por um agregado de 7/4 na eliminatória.
Em conclusão, uma bonita história do FC Porto na Champions League. Não é para qualquer clube europeu ter na história da Champions League uma vitória, uma presença nas meias-finais, quatro presenças nos Quartos-final e diversas presenças nos oitavos-final. Temos todas as condições para este ano continuar a escrever a bonita história do FC Porto nesta competição.

12 novembro, 2018

SÉTIMA CONSECUTIVA.


Não há qualquer dúvida que após a segunda derrota do FC Porto no campeonato, altura em que Sérgio Conceição afirmou que "se calhar seria a última derrota do FC Porto para o campeonato", a melhoria da equipa foi evidente, como bem revelam as 7 vitórias consecutivas.

É verdade que a equipa ainda está longe do nível elevado atingido em muitos momentos a época passada, mas há sinais bastante positivos relacionados sobretudo com a intensidade e dinâmica ofensiva da equipa, duas imagens de marca do FC Porto campeão versão Conceição.

Para além do bom comportamento coletivo, sobressai a subida exponencial de forma de vários elementos, sendo o caso mais flagrante o de Otávio. Costumo dizer que o futebol não é assim uma ciência tão oculta como isso, como alguns "especialistas de tv" querem fazer crer com teorias super-complicadas sobre táticas, posicionamentos e jogadores. Perceber que um jogador é fraco e não tem qualidade é relativamente simples, bastam ver alguns jogos para confirmar a falta de qualidade. Perceber que um jogador tem qualidade também não é muito difícil, basta por vezes apenas um jogo para perceber se estamos perante um craque ou não, claro que depois existem uma série de fatores que influenciam o desempenho de um jogador, como a capacidade física e aspeto mental, ou seja, a atitude perante o jogo, algo que hoje em dia faz toda a diferença.

Relativamente a Otávio, bastou para mim ver um célebre Braga vs Guimarães disputado na Pedreira em fevereiro de 2016, num eletrizante empate a 3 bolas, para perceber que de facto é um jogador com uma capacidade técnica acima da média, muito acima da média aliás. Naquele jogo o brasileiro sozinho praticamente detonou a Pedreira, jogando, fazendo jogar e até marcando o golo do empate. Um jogo inacreditável do jovem médio que havia sido contratado ainda muito jovem pelo FC Porto. Agora, apenas comprova o enorme jogador que é. Qualidade, intensidade, qualidade tática, não duvidem que estamos perante um jogador de altíssimo nível, que mantendo a constância pode tornar-se um caso sério não só no FC Porto mas também a nível europeu e mundial.

Certo e sabido é que após aquele amargo desfecho, o FC Porto subiu muito o nível apresentado, aproximando-se da sua melhor versão, seguiu em frente na taça de Portugal, manteve intactas as suas aspirações na taça da liga, está com um pé nos oitavos da Champions League e alargou a vantagem na liderança do campeonato. É obviamente sempre melhor trabalhar em cima de vitórias e também isso tem catapultado a equipa para um nível superior. A paragem para a brincadeira das seleções é má para o FC Porto, surge mesmo na pior altura, mas enfim.

Desengane-se quem, apesar dos sinais positivos acima referidos, pense que o caminho irá ser fácil tendo em vista o grande objetivo da época, o bicampeonato. Não, não será. E não será não só apenas por motivos desportivos, mas também por motivos extra-futebol. Sobre isso também não será preciso desenvolver muito porque todos nós sabemos bem o que a casa gasta. Não esquecerei porém o que se passou este fim-de-semana em termos de arbitragem. É que se fosse o FC Porto a beneficiar de expulsões como as que se viram nos 2 jogos dos rivais, a generalidade da comunicação social entraria num histerismo enorme, mas pelos vistos, agora está tudo na paz do senhor.

05 novembro, 2018

AO RITMO DO “PASO DOBLE”.


Não é por acaso que o futebol é o desporto mais visto ao nível planetário, mais nenhum se aproxima em emoção e imprevisibilidade em relação àquilo que nos dá o desporto onde 22 homens correm atrás de uma bola.

Há um mês atrás, quando no salão de festas predileto do FC Porto, o mesmo onde já foram apagadas as luzes a acendida a rega numa inesquecível festa de título, ecoou nas colunas do salão uma música frequente naqueles espetáculos onde um conjunto de seres humanos massacra gratuitamente e para sua diversão e dos espetadores um animal de grandes dimensões, o famoso “Paso Doble”, tudo parecia cinzento para os adeptos Portistas. O gozo, acompanhado de danças eufóricas dos nossos adversários, transformou-se um mês depois por completo. Tem coisas curiosas o futebol.

Passado um mês, o cenário desanuviou e muito para o FC Porto. Há um mês onde os Portistas viam problemas, agora vislumbram coisas animadoras. Excetuando o caso de Aboubakar, Sérgio Conceição passou a dispor de todos os jogadores do plantel, o que obviamente lhe abre o leque de opções, permitindo várias alternativas inclusivamente táticas. Entretanto Óliver Torres parece que “renasceu das cinzas”, assumindo um papel de destaque no meio-campo Portista, uma autêntica lufada de ar fresco que melhorou e muito um FC Porto amorfo e sem ideias que várias vezes tinha sido visto durante esta época. Outro destaque que gostaria de fazer é para Corona, um jogador que mesmo não sendo titular indiscutível, tem tido um excelente desempenho nos últimos jogos e parece querer aproximar-se do nível que pode e deve atingir, um jogador estonteante para os adversários, que acrescenta muita criatividade ao ataque do FC Porto.

Foi assim ao ritmo do “Paso Doble” que o FC Porto no último mês recuperou 6 pontos ao clube do salão de festas, viu vários jogadores subir de forma, evoluiu na sua qualidade exibicional, venceu todos os jogos, segue na liderança isolada, sendo o melhor ataque e melhor defesa da Liga, e segue invicto nas restantes competições, nas quais mantém intactas as suas legítimas aspirações.

Não há qualquer razão para estarmos eufóricos nesta fase prematura da época, mas não deixa de ser verdade que os sinais ultimamente vistos foram positivos, quer em relação à atitude da equipa, quer em relação ao desempenho de vários jogadores. Que sabe bem estar à frente com possibilidade de na próxima jornada ampliar para pelo menos 2 pontos a vantagem para o 2º classificado, lá isso sabe. Este é o nosso lugar, o lugar do grande FC Porto a que nos habituamos a ver.

23 outubro, 2018

FALEMOS SÓ DE FUTEBOL.


Não gostava de dedicar a totalidade deste post a falar de coisas que não me fazem sentido nenhum porque, sinceramente, já estou farto de repetir as mesmas coisas há já vários anos em relação à gestão da SAD do FC Porto nas suas mais variadas vertentes. Não posso, no entanto, deixar de questionar o seguinte:
  1. Pinto da Costa referiu que se o FC Porto tivesse vendido Herrera, não receberia tudo porque só tem parte do passe. Pelo que consta do Relatório e Contas da FC Porto SAD, “só” detém 80% do passe mexicano. Nas últimas décadas, desde quando não deter a totalidade do passe de determinado jogador é um fator inibidor para o FC Porto vender um ativo?

  2. Detendo o FC Porto 80% do passe do mexicano, e tendo em conta inúmeras noticias de clubes interessados no mexicano após a melhor época ao serviço do FC Porto e de ter atuado no mundial da Rússia, não seria difícil encontrar uma proposta por Herrera a rondar os 25 milhões de euros. 80% de 25 milhões de euros dá 20 milhões de euros de encaixe. É preferível ver o mexicano já a partir de janeiro assinar por qualquer outro clube, sem qualquer compensação financeira para o FC Porto? Depois de Marcano e Reyes...

  3. Finalmente, e para terminar assuntos que me azedam o estômago, Pinto da Costa disse que Herrera pediu 6 milhões para renovar, mas não especificou se os 6 milhões referem-se a prémio de assinatura, a acréscimo salarial face ao anterior contrato ou a salário anual. Em matéria de dinheiro gasto em disparates nos últimos tempos, haveria IMENSO para escrever, mas assim de repente, lembro-me de Saidy Janko, Paulinho, Ewerton, Waris. Quantos milhões de euros, por entre salários, prémios de assinaturas e custos de aquisição, estão aqui?!
Creio por isso que não é muito difícil perceber o que penso sobre tudo isso. Fica para reflexão dos meus caríssimos leitores.

Falando então de futebol propriamente dito, o que resta até ao final do mês reveste-se efetivamente de muita importância para o FC Porto, a começar já na próxima 4ª feira no reduto do Lokomotiv. São muitos milhões de euros em jogo e pontos importantes, tendo em conta um dos grandes objetivos da época, ou seja, a passagem aos oitavos-final da Champions League. No campeonato, é importante que a equipa reaja bem à derrota do último encontro, num jogo frente a um adversário que tem sido incómodo nos últimos anos.

Para que as coisas corram bem, seria importante que o nível exibicional aumentasse face ao que já se viu. A grande verdade é que o FC Porto pode fazer muito mais do que aquilo que tem feito, tanto a nível de qualidade de jogo, como a nível obviamente de resultados. Mas a verdade também é que no último jogo em casa do rival, o jogo foi fraquíssimo de parte a parte, ou seja, o rival direto a jogar em casa praticamente teve apenas uma oportunidade de golo e nada mais em 90 minutos. Os outros também estão a jogar muito pouco, essa é a verdade.

Concentremo-nos por isso em nós próprios, nos nossos problemas e na melhor forma de os resolver. Para já, é positivo pelo menos que em termos físicos as coisas se estejam a recompor, com Danilo apto e os regressos de Bazoer e Mbemba. O único jogador de fora é mesmo Aboubakar, que colocou a nu uma lacuna clara na abordagem ao mercado de transferências, ou seja, a necessidade de ir buscar mais alguém para a frente de ataque.

Resta-nos esperar que os sinais vindos de dentro do campo sejam positivos, a começar já em solo russo!

02 outubro, 2018

A HISTÓRIA DO FC PORTO JAMAIS PODERÁ ESQUECER…


Que me perdoem os restantes galardoados na gala dos Dragões de Ouro realizada no passado sábado mas sem sombra de dúvidas, há um Dragão que se sobrepôs a todos os outros, pelo merecimento (não que os restantes não fossem mas…), pela categoria (não que os restantes não tenham mas…) e pelo justíssimo reconhecimento de um trabalho de altíssima qualidade.

O FC Porto que terminou a época 2016/2017 era um FC Porto dilacerado por 4 anos de tantos e tantos desgostos, erros, equívocos e coisas estranhas no futebol português, muito estranhas aliás, mas já com sinais de serem um pouco mais do que simplesmente estranhas.

Era um FC Porto dilacerado por uma época em que a liderança esteve muito perto várias vezes, a mais flagrante das quais num jogo que jamais esquecerei enquanto Portista, o célebre jogo no Dragão frente ao setúbal onde o anti-jogo atingiu o nível mais ordinário de que há memória, mas que nunca foi alcançada. Um FC Porto dilacerado por imensos erros absurdos de várias equipas de arbitragem durante muitas (demasiadas!) semanas.

Um FC Porto dilacerado por 4 anos de seca, dilacerado por um ano traumático de Paulo Fonseca, que em Frankfurt nem sabia bem onde estava tal era a desorientação, dilacerado por uma eliminação traumática nas meias-finais da taça 2013/2014 frente ao seu “querido inimigo”, um FC Porto dilacerado pela final da taça 2015/2016, onde Helton, Chidozie e Marcano ofereceram 2 golos ao Sp. Braga.

Foi por isso um FC Porto traumatizado e financeiramente sob alçada da UEFA aquele que Sérgio Conceição herdou no início da época passada. É bom que jamais ninguém se esqueça disso e é claro que a história jamais poderá apagar o grande responsável pelo FC Porto não ter permanecido num jejum de títulos que poderia assumir proporções ainda maiores.

Não vou mais uma vez enumerar os vários méritos de Sérgio Conceição no “levantar” de um FC Porto moribundo e dilacerado por 4 anos de asneiras, erros e traumas. Mas confesso que fico espantado com algumas apreciações de alguns Portistas ao estilo e qualidade de jogo do FC Porto de Conceição.

Tal não significa que a partir de agora tudo se desculpe e permite a Sérgio Conceição. Não, não é isso. Mas deixa-me espantado que os méritos por quase todos apontados na época passada ao FC Porto, nomeadamente, equipa intensa, pressionante, com enorme capacidade ofensiva e excelente organização defensiva agora se transformem em defeitos de uma equipa que só fazer jogo direto e defende mal.

Existem obviamente problemas no atual FC Porto, vários deles que entram numa dimensão inexplicável nomeadamente a não inclusão de Soares na lista da Champions em detrimento de Adrian Lopez, mas discordo completamente de algumas críticas e ideias predefinidas em relação a Sérgio Conceição, que não correspondem de todo à verdade, nem são justas para com um treinador que devolveu o FC Porto aos títulos, mas sobretudo retirou o FC Porto do marasmo de incompetência e insucessos em que o clube estava mergulhado nos últimos anos.

24 setembro, 2018

SINAIS PREOCUPANTES.


É evidente que os sinais demonstrados pela equipa nestes quase 2 meses de competição não são os mais animadores, creio mesmo que é caso para dizer que à medida que os jogos se vão desenrolando, a coisa vai tomando uma aparência preocupante, porque em vez de melhorar, a equipa parece piorar, demonstrando sinais de nervosismo e falta de confiança sem razão aparente.

Obviamente não conseguimos encontrar num único fator a justificação para este início de época pouco fulgurante do FC Porto, mas parece-me evidente que neste momento há 3 peças fundamentais deste FC Porto que estão muito longe da sua melhor forma, encontrando-se em sub-rendimento, nomeadamente, Herrera que está num momento de forma terrível, falha passes a um ritmo alucinante e não surge na dinâmica ofensiva da equipa como habitual, parece claramente com a cabeça noutras paragens, compreendo e aceito que os jogadores tenham ambições de jogar em grandes equipas europeias e rechear os bolsos de milhões, mas enquanto têm contrato devem concentrar-se só e apenas no seu clube atual. Outro caso é o de Brahimi, parece que o argelino ligou novamente o “complicador”, tornando difícil aquilo que é simples. Espera-se que o internacional argelino volte rapidamente ao brilhante desempenho que apresentou por exemplo na época passada. Finalmente, o caso mais específico de entre os 3 que apontei é o de Marega. O maliano teve a braços com um processo disciplinar que apenas lhe permitiu entrar em competição à 4ª jornada e isto pesou obviamente na forma em que o jogador se encontra. Ainda assim, mesmo muito longe da sua forma, Marega já marcou um golo e participou ativamente em jogadas que deram outros golos, nomeadamente o 1º golo em Setúbal.

Como nem tudo são más notícias, é com muito agrado que vejo o desempenho de Otávio, um jogador fundamental nos últimos jogos, não só pelo que marca mas pelo que joga, bem como a entrada de Militão, um jogador com excelente potencial e que já demonstra um nível de maturidade muito bom para a idade que tem. Que tudo o que se diz e espera dele seja mesmo uma realidade e tenhamos aqui um belo central, na boa velha tradição de excelentes centrais que o FC Porto nos habituou. Resta-nos esperar melhorias no desempenho da equipa, sendo que as vitórias ajudam e muito, pois trabalhar em cima de vitórias, mesmo que se esteja a jogar pouco, é sempre muito mais tranquilizador do que trabalhar em cima de maus resultados. O problema é que a jogar pouco durante muito mais tempo, e sobretudo quando o nível de dificuldade se elevar, os problemas surgiram com mais intensidade, os maus resultados serão uma realidade inevitável que poderão mesmo colocar em causa os principais objetivos da época. Ao arrepio de algumas ideias que considero peregrinas, continuo a confiar plenamente em Sérgio Conceição para reverter o desempenho menos bom que a equipa tem tido, se há lugar onde a competência é uma certeza absoluta no FC Porto, é no lugar do treinador!

PS: Um departamento de comunicação que tem a desfaçatez de dizer que “uma parede branca é preta”, ou seja, que não consegue ver o que toda a gente viu, nomeadamente que o jogador do Setúbal ajeitou a bola com a mão antes de marcar um golo bem anulado, é a prova mais que provada (como se já não bastassem as que existiam!) que a sua credibilidade está abaixo de zero. Acho que as coisas já atingiram um nível de ridículo, com erros de português pelo meio e tudo, que sinceramente já extravasam aquilo que é minimamente aceitável.