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09 agosto, 2008

Até sempre

Nunca pensei que fosse fácil, mas está a custar imenso. Chega a ser penoso. Não, não é demagogia.

Devo a este blog, ao seu autor, aos restantes colaboradores e visitantes, o privilégio e a honra de puder ter dado corpo e voz ao meu portismo sulista. Mas, hoje, decidi encerrar o meu ciclo participativo.

Entendo que o blog atingiu um elevado patamar de qualidade pelo qual não consigo corresponder. Por isso, e sem dramas, num momento de puro altruísmo, queria agradecer a todos, sem excepção, os laços que aqui estabeleci em prol da mesma paixão: o FC Porto. Um sentido obrigado.

"Na fantástica cidade do Porto vive um povo que não verga, um clube que não desiste e um orgulho que pode ser combatido... mas nunca derrubado!"

Grande Abraço,
CJ

26 julho, 2008

Dos fracos não reza a história

O tema já foi aqui abordado: os rostos guerreiros – sob égide do Dragão – vão-se apresentar, finalmente, no sábado, aos associados e simpatizantes do Campeão Nacional. E, mais do que a ansiedade que nos irrompe o sentido, o sentimento crítico vai aflorar com maior veemência. A procura constante da perfeição competitiva está na nossa composição sanguínea. Temos o pleno direito de exigir aos atletas o máximo das suas capacidades técnico/tácticas e, sobretudo, intelectuais. O esteio da educação portista apresenta a particularidade de se concentrar numa pluralidade de entidades que comungam o mesmo ideal: a vitória.

Mas, nesse encandeamento educacional – direcção/corpo técnico/jogadores carismáticos/adeptos – que tutela e incute o espírito de conquista, nós, adeptos, somos os mais implacáveis e intolerantes. A mutabilidade de opiniões e a avaliar pelos fenómenos cíclicos, de antipatia generalizada, que por vezes se instalam nas bancadas, poderão ser prejudiciais na integração do chorrilho de esperanças sul-americanas que desembarcaram no Olival.

E, reparem, contra mim falo. Num paralelismo histórico, considero esta cerimónia de apresentação uma prova pública de resistência à dor psicológica e física, igual àquela que os guerreiros da antiga Grécia eram submetidos, chicoteados no altar da Deusa Ártemis. Temo, no entanto, que se possam destruir gratuitamente algumas etapas de integração dos novos jogadores. Resta-me, então, esperar que todos passem com elevada distinção e correspondam ao proverbial ditado: Dos fracos não reza a história.

Abraço,
CJ

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in fcporto.pt

Sábado, a partir das 17h30
Festa de apresentação com dois jogos e muita animação


O FC Porto – versão 2008/09 – apresenta-se este sábado a associados e adeptos no Estádio do Dragão, numa festa que promete grandes desafios e muita animação. A equipa de juniores do Valência e o Celtic, adversário de boa recordação para os azuis e brancos, para sempre ligado à conquista histórica da Taça UEFA, são os convidados de honra daquele que será certamente um acontecimento inesquecível.

Num dia de entusiasmo desmesurado para todos os que guardam no coração o clube que tantas alegrias lhes oferece, as portas do espaço de preferência dos Tricampeões abrem ao público a partir das 17h30, tendo início uma hora e um quarto depois (18h45) o primeiro espectáculo do evento, assinalado pelo confronto entre as equipas de sub-19 de FC Porto e Valência (duas partes de 30 minutos cada) e pela Dança do Dragão.

A festa prossegue com a apresentação individual do plantel sénior para a temporada 2008/09, marcada para as 20h15, e com novo encontro prometedor, sobretudo pelas características que lhe são inerentes. Os Dragões defrontam o Celtic às 21h00, num jogo que trará inevitavelmente à memória a final de 2003 da Taça UEFA, que o FC Porto venceu, erguendo assim pela primeira vez na sua história um troféu que nenhum outro clube português conquistou.

Após a partida contra o conjunto escocês, terá lugar a cerimónia de encerramento, com direito a música e fogo de artifício.

12 julho, 2008

Mais do mesmo...

Ao que parece o Aimar já fez as malas e está a caminho do Hospital da Luz, o Vilarinho entrou em abstinência alcoólica e o Primeiro-ministro vai anunciar o Robin dos Bosques como próximo reforço da tributação Fiscal, sendo este, benfiquista desde que nasceu e alvo de assédio por parte da SAD do F.C Porto.

O Ministério Público decide averiguar. A Maria José Morgado incorpora a Liberdade, imortalizada e personificada pelo Delacroix, hasteando a bandeira da gaivota e guiando o povo até ao novo ciclo. As inquisições judiciais chegam até Londres. O povo exulta e aclama pelo seu novo herói, carrega-o sobre ombros, empurrões e pontapés com a convivência da guarda de honra da PSP.

A verdade é que o enredo está gasto e perverso, mudando apenas de cenários e actores.

Sempre será assim: a competência desportiva/directiva do FC Porto continuará a ser posta em causa pela sociedade desportiva que se demonstra mais preocupada com fait-divers. Ao invés de trilhar pelos caminhos mais sórdidos e complacentes com o insucesso, o (tri)Campeão Nacional, antecipou-se aos seus adversários de campo/secretaria e já encetou o seu estágio de pré-temporada.

Calculo o desapontamento e o desespero de certos adeptos, habituados a lideranças e equipas técnicas de bigode, cujas limitações são evidentes.

Contudo, tudo se torna simples. O próximo campeonato, onde figuram além da melhor equipa – o FC Porto – as grandes equipas portuguesas (e também o S.L.B, curiosamente), será vencido pelo mais organizado, empenhado, trabalhador, competente e talentoso clube.

De resto, bem, de resto é mesmo esperarem que a UEFA acredite a silly-season como uma prestigiada competição. Aí sim o título é garantido.

Abraço,
CJ

28 junho, 2008

É triste...

Contentamento descontente...

Há quem diga que a verdadeira felicidade só se atinge à custa de alguma ignorância, mas talvez o inverso também seja verdade. Pelo menos a julgar pelas palavras de Michel Platini, em entrevista ao diário espanhol Mundo Deportivo, na qual o presidente da UEFA confessava não estar nada contente com a inclusão do FC Porto na Liga dos Campeões. E afinal porque está tão infeliz o ex-internacional francês? Porque, diz ele, nenhum clube que tenha sido sancionado pela sua Federação ou pela UEFA por corrupção pode participar numa competição europeia. Ora aí está. Michel Platini ignora que o FC Porto não foi sancionado pela Federação Portuguesa de Futebol. E ignorando isso, ignora que esse foi precisamente um dos argumentos para o Comité de Apelo anular a primeira decisão da Comissão de Controlo e Disciplina da UEFA, permitindo assim a participação do FC Porto na Liga dos Campeões. De resto, também parece ignorar que a Juventus - onde, apenas por coincidência, jogou durante a sua longa carreira de futebolista - foi, ela sim, sancionada pela respectiva Federação, tendo, no entanto, escapado à justiça da UEFA. Aliás, Michel Platini ignora tanta coisa e de forma tão veemente que, se a felicidade dependesse da ignorância, o presidente da UEFA deveria ser tão genuinamente feliz como o proverbial idiota da aldeia em dia de romaria. Mas não é. E isso é triste.

Jorge Maia
# crónica publicada no diário desportivo O JOGO em 27Jun2008.

Vou ser lacónico. Algo está fétido, no organismo que tutela o futebol europeu, quando o seu máximo dirigente resolve ir contra o seu próprio órgão judicial a favor de uma fábula popular encarnada muito mal sustentada. A presunção de inocência é, e deveria ser, sempre assegurada pelo clube contra este tipo de ataque inquisitório selectivo, com uma reacção enérgica e esclarecedora, sobre o processo em curso. É inconcebível que se denigra a imagem de um clube com a leviandade, ignorância e desonra - imposta e patrocinada pela comunicação social - numa clara e inequívoca atitude persecutória do presidente da UEFA, sedento de uma justiça cega e obscura de modo a reforçar a sua autoridade com tiques de medievalismo. Reforçando e corroborando com o artigo publicado: É triste.

Abraço.
CJ

31 maio, 2008

Metro e meio de Kostadinov

Pouco mais de um metro e meio de pessoa. A bola desgastada, já com alguns gomos descosidos, sofria com a subjugação dos pés reguilas. O alcatrão, dilacerante de joelhos e pernas, surgia como um perfeito relvado. As pedras marcavam o último reduto do adversário e guardavam, preciosamente, o júbilo do futebol: o golo.

O frenesim na rua acalmava com a passagem de um carro ou o deslizar violento de uma persiana que pronunciava a expulsão do campo. A vizinhança era um juiz autoritário mas, nada, nem ninguém, abalava o meu orgulho ao ostentar aquela camisola azul e branca com o número 8 nas costas e coroada com o nome Kostadinov.

E vocês, eram metro e meio de quem?

Abraço,
CJ

17 maio, 2008

A final entre o Bem e o Mal...

Faltam ainda algumas horas para a final da Taça de Portugal e o desassossego já se apoderou de mim. É crónico. No longínquo Maio de 92, afundado no sofá com a televisão pela frente, assistia – inebriado com a paixão azul e branca – à primeira final do Jamor com olhos de gente.

O cenário horripilante, com traços similares ao Estádio de Berlim, influenciado pelos princípios fascistas vigentes na altura da sua construção, transformou aquela final de futebol numa guerra entre o bem e o mal, fruto da minha fértil imaginação infantil. Os estóicos onze jogadores, acérrimos defensores do bem, trajados de azul e branco defrontavam os maléficos e perigosos axadrezados de Marlon, Ricky e João Pinto. O princípio base do eterno confronto entre o bem o mal cumpriu-se: supremacia inicial para o lado obscuro. Os axadrezados saíram na frente do marcador mas, o bravo Jaime Magalhães, equilibrou a balança. O triunfo sobre o mal parecia estar encaminhado, seguindo os princípios vitoriosos das fábulas infantis. A minha alma, entusiasmada com o final feliz, cerrava os pulsos e esbracejava contra os cavaleiros do mal quando, subitamente, Marlon prostrava o meu imaginário idílico através de uma machadada no marcador. No final, a balança pendeu para o mal, com a prepotência ditatorial vincada na tribuna e o cinzentismo profundo das bancadas adjacentes a saírem vitoriosos sobre os portadores da descaracterização centralista que reinava e/ou reina em Portugal.

O Bem tinha sido derrotado e a partir daí o meu espírito ficaria atormentado para sempre. O desdém e desconfiança com que, desde então, encaro esta prova são sintomáticos desse meu baptismo negativo.

Actualmente, a missiva do bem contra o mal ainda está bem presente no meu inconsciente vitorioso. A turbulência jurídica dos últimos dias no futebol português veio enfatizar isso mesmo. A pobreza de espírito e falta de lucidez desportiva quer, a todo o custo, camuflar a manifesta incapacidade de derrotar a hegemonia dos guerreiros do Bem.

Por isso a razão do meu desassossego. Na tarde de domingo, num Estádio que envolve todo o espírito e uma época nacionalista, caracterizada pela impunidade sectária de um clube, vai estar o Campeão Nacional contra o sentimento secretariado de vitória impregnado de inveja.

Aguardo, que no final do apito, a profecia da vitória do Bem contra o Mal se cumpra religiosamente não dando azo a alegrias tenebrosas... e a imagem do capitão João Pinto a erguer a Taça, debaixo de garrafas e impropérios viscondados, reforce o espírito de conquista dos nossos jogadores.

Abraço,
CJ

19 abril, 2008

Notas soltas

Admito. A rotina de elaborar antevisões toldou-me a imaginação e despoletou a preguiça no meu neocórtex. Estou aqui há horas, ainda febril, para reproduzir uma frase digna do clube que amo e da casa que me acolhe na blogoesfera. Mas nada, zero!

Nem a categórica vitória no Sado, do qual assisti in loco, me ilumina. A supremacia azul e branca é tão expressiva e avassaladora que só num país de autistas e esquizofrénicos se procura desacreditar e minar, diariamente, o mérito desportivo com a habitual campanha de cosmética avermelhada encetada pelos media a soldo dos papalvos demagógicos do costume.

E a melhor resposta para esses insípidos insultos é dentro das quatro linhas. Foi esta a razão pela qual, mesmo estando debilitado fisicamente, me fez deslocar à meia-final da Taça de Portugal. E mesmo em défice de saúde, o relacionamento instantâneo que se estabelece com as pessoas que comungam do mesmo amor, olvida qualquer dor do organismo. Aqueles 90 minutos, rodeado pelas pessoas de Ovar, Espinho, Arcozelo – desculpem-me os outros – presenciando aquele fabuloso prelúdio para a dobradinha mitigaram estes meus dias enfermos.

Nota: No domingo há clássico no Dragão. O ego do Campeão Nacional não deve ser exageradamente monstruoso de modo a cair numa toada displicente e prepotente. Não respeitar o adversário será um erro crasso e temo que isso possa acontecer. Concentração, profissionalismo e jogar à Porto será o suficiente para esmagar os sarracenos. E aproveitando o tema, faço aqui a minha homenagem a um dos jogadores que mais admirei no FC Porto e que por sinal foi um dos marcadores do emocionante clássico de 2002: Alenitchev.

A classe, a técnica e frieza do Leste que sempre colocou no seu jogo nunca teve – na minha opinião – o justo reconhecimento a nível nacional. Pelo que li, dia 4 de Maio vai fazer o seu jogo de despedida. Resta-me agradecer pelos inesquecíveis golos que marcou com a camisola do FC Porto. Obrigado!

Dimitri Dimitri Dimitri Alenitchev!!!

Abraço,
CJ.

05 abril, 2008

Uma época em 90 minutos

Amanhã, no sacrário azul e branco, atingiremos o zénite desportivo desta época, de forma imperturbável e com o arquétipo vencedor que nos caracteriza. Os recentes acontecimentos reforçam a imutabilidade da nossa profecia conquistadora e avivam o brio do brasão invicto. Sempre foi assim, e continuará a sê-lo. A euforia generalizada que se instalou no país, motivada por uma falácia proporcionada pela Liga de clubes para reanimar o interesse da mesma, é anedótica.

A honradez, a qualidade/quantidade do trabalho e empenho dos jogadores merece ser premiada com o título de Campeões Nacionais e festejado, merecidamente, em comunhão com os adeptos e demonstrar a nossa cabal e incandescente superioridade sobre os adversários.

A carga emotiva deste jogo é naturalmente elevada e o Estrela da Amadora merece-nos todo o respeito possível, mas faltam 90 minutos para o corolário do nosso desempenho desportivo e não vislumbro no adversário qualquer arma para travar o ímpeto azul e branco para almejar o segundo Tri-Campeonato da história do FC Porto.

Aqui ao lado, está o meu onze especial que marcará a história do FC Porto e nos fará vibrar e na noite de sábado. Preparem as gargantas e o champanhe. A noite será nossa, independentemente da localização de cada portista, e nossa paixão e júbilo convergirá para o inigualável FC Porto!

Com o espírito "sangue, suor e (b)itórias", o FC Porto vencerá o jogo e nada, nem ninguém, nos tirará o Campeonato da Liga Bwin 07/08.

[lista de convocados]

Guarda-redes: Helton e Nuno;
Defesas: Bruno Alves, João Paulo, Pedro Emanuel, Bosingwa e Fucile;
Médios: Kazmierczak, Lucho, Paulo Assunção, Raúl Meireles, Bolatti e Mariano Gonzalez;
Avançados: Quaresma, Adriano, Lisandro, Farías e Tarik.

ps - Não poderei deslocar-me ao Dragão, nem à cidade Invicta, para festejar com a minha gente. Poderia ter um laivo de egoísmo e desejar que o título fosse decidido na próxima jornada, disputada na minha área geográfica: Setúbal. Mas é impossível ter desejo tão vil. Contudo, o presidente do FC Porto fez questão de premiar-me ao estagiar cinco dias na minha vila (Palmela) para preparar o duplo embate contra os sadinos. Digam lá se não sou um sortudo!!!

[nota do administrador]

ps1 - o inicio dos festejos do «TRI» está marcado para as 19h00, na Porta 29. Apareçam por lá.

ps2 - aproveitando a
ideia do ano passado e já aqui relembrada na caixa de comentários por parte do Amigo e colaborador, Estilhaço, ficam desde já todos convidados a dar-nos o vosso contributo para o mega-post alusivo ao «TRI», enviando para o email do blog: fotografias, vídeos, etc, dos festejos dos adeptos do FC Porto em Portugal e além-fronteiras, não esquecendo de informar a origem desses envios. Contamos convosco para nos ajudar na produção de mais um mega-post.

15 março, 2008

Sem mimos para os bebés...

Ainda dói. A letargia apoderou-se de mim de tal forma que não consigo vislumbrar no resto do campeonato nacional alguma réstia de interesse. A modorra que, se tornou o campeonato interno, impede-me de sair deste estado ébrio de tristeza. Não consigo exorcizar a noite do dia 5 de Março. O âmago de ser portista não é certamente este, sei-o e isso mata-me. Mas, a criança, que chora compulsivamente com os fracassos – injustos ou justos – do FC Porto teima em exprimir-se irracionalmente, batendo energicamente com os pés no chão, exigindo às entidades divinas que transformem o desfecho do inglório jogo europeu.

O jogo contra a Académica não ofereceu qualquer estímulo – compreensivelmente - para a minha convalescença. Posto isto, aposto neste clássico portuense para revitalizar o meu estado de espírito. Os embates contra a equipa de Leixões nunca se afiguraram fáceis, como a história pode ilustrar. A motivação natural, de defrontar o campeão nacional, aliada à rivalidade histórica e à recente chicotada psicológica no comando técnico Leixonense poderá aumentar, exponencialmente, o grau de dificuldade do encontro.

O Prof. Jesualdo promoveu as entradas do jovem Castro e o central Stepanov na convocatória para combater a ausências do Bosingwa e Paulo Assunção.

O argentino Bolatti terá sido preterido por questões técnicas – falta de ritmo face à recente lesão. A nota de destaque é o cariz defensivo que a convocatória, subtilmente, denota e a falta de soluções ofensivas para o centro do terreno.

A equipa que eu colocaria no Estádio do Mar, frente ao 14º classificado, seria: Helton, Fucile, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Marek Cech, João Paulo, Raul Meireles, Lucho, Tarik, Ricardo Quaresma e Lisandro.

A estratégia que a minha irascível criancice utiliza para afastar esta dor é de visualizar os germânicos do Schalke em cada jogador adversário. Espero que os jogadores do FC Porto optem pela mesma estratégia e me ajudem a enterrar esta agonia...

Abraço sulista azul e branco,
CJ

01 março, 2008

Título em Boa...vista!

Honestamente, a carga emotiva inerente aos embates contra o Boavista nunca me afectou de forma profunda. Encaro o derby portuense como mais uma batalha rumo ao tri campeonato. E não o faço com o desrespeito pelo adversário e nem pela rivalidade histórica existente entre os dois emblemas. Esta letargia face ao derby resulta – em grande parte – da inexistente experimentação dos hábitos citadinos e culturais da invicta.

Contudo, existe um indicador que me deixa verdadeiramente preocupado – e ao departamento clínico do FC Porto –, é a forma agressiva com que as equipas orientadas pelo Jaime Pacheco abordam os jogos contra o campeão nacional. Poderão evocar que a equipa axadrezada, este ano, não sustenta o seu futebol na virilidade e agressividade. Eu não arrisco e o mestre também não o deveria fazer.

É insofismável que os jogos no Bessa roçam a batalhas campais e em vésperas de um jogo com carácter tão decisivo na campanha europeia, seria prudente recorrer a alguns jogadores da 2ª linha, de forma a evitar algumas baixas de peso. O fosso pontual para o 2º classificado permite-nos, nesta altura, operar alterações estratégicas no onze sem perder a identidade vencedora e competitiva do clube.

Analisando os convocados:

Guarda-redes: Helton e Nuno.

Defesas: Bruno Alves, Marek Cech, Fucile, João Paulo, Lino e Stepanov.

Médios: Raul Meireles, Paulo Assunção, Lucho e Kazmierczak.

Avançados: Adriano, Farías, Hélder Barbosa, Mariano Gonzalez, Quaresma e Tarik.

Deduzo que o mestre corrobora com a minha tese de rotatividade e colocará numa redoma de vidro as peças basilares do FC Porto, existindo ainda, a necessidade dos jogadores azuis e brancos apresentarem-se com índices de concentração elevada, abstraindo-se totalmente da jornada europeia (tarefa árdua, convenhamos).

Admito que o onze (que aposto) seja extremamente revolucionário. Ponderaria também outra variável no meio campo de forma a poupar o Paulo Assunção: colocar o João Paulo a trinco e jogar com o Fucile na ala direita. São meramente opções de treinador de bancada.

Os jogadores que forem escalonados para o onze inicial, encontrarão cerca de 10 mil portistas nas bancadas, e isso é suficientemente motivador para garantir o triunfo e manter os níveis de confiança bem elevados.

Saudações azuis e brancas,
CJ

[nova actualização] [CoNtRa dOSsiEr] "o apito Bermelho" com upload de 2 novas imagens (total: 206 slides)… passem por lá para confirmar, não custa nada! Só tens que clicar no banner respectivo logo ali acima.

02 fevereiro, 2008

Alguém vai ter que pagar a factura

Pelos vistos o campeonato está relançado. A fórmula é simples: um infortunado líder, oito pontos de distância, junta-se à emulsão um Sporting – equiparada à selecção de Itália, campeã do mundo, por um erudito paineleiro – polvilha-se com a conduta irrepreensível dos habituais arautos da moral desportiva (agressões bárbaras, arremesso de cadeiras e acessórios incandescentes para o relvado) e no fim colocam-se três brindes, consequência da estrondosa e esmagadora exibição, na cidade berço, cujo objectivo se restringia à luta pelo 2º lugar.

O folclore retoma os trilhos da 2º circular e os propagandistas subservientes do regime vermelho levantam dúvidas sobre a capacidade do FC Porto em aguentar tão “escassa” vantagem.

Utilizam o passado recente como gazua para escancararem e corroerem, lentamente, a confiança e a personalidade vitoriosa do nosso plantel.

Enganam-se redondamente.

As vitórias morais têm o peso que têm, mas, no último clássico a equipa demonstrou uma assombrosa superioridade, tanto a nível qualitativo – individual e colectivo – como na abnegação, raça e disponibilidade física para dar a volta ao marcador, sendo o Lisandro López actualmente o expoente máximo desses itens. Há muito que a minha alma não era invadida por uma mescla de sentimentos.

Os minutos finais revelaram-se um misto entre a frustração, raiva (pelo resultado) e a serenidade de espírito, garantida pela boa exibição do FC Porto, apenas traída pelo infortúnio.

E, por muito que abomine a tese das vitórias morais, a exibição rubricada no clássico permite-nos julgar que o resultado negativo representou um mero percalço na caminhada vitoriosa até ao Tri.

Posto isto, sábado, é um excelente dia para entregar a factura ao Leiria. A história do David e Golias já teve o seu epílogo no domingo passado e desejo que o drama não se repita. É intolerável perder, consecutivamente, pontos com equipas inferiores especialmente na antecâmara da ida ao Estádio dos Barreiros.

O Leiria ocupa a última posição da tabela e apresenta maiores fragilidades no ataque com a ausência do senegalês Sougou no CAN08 e Maciel por lesão.

Deverão, certamente, optar pela estratégia do autocarro e fé na santinha de Alvalade.

Aqui em cima, está o meu palpite para a equipa titular que vai subir ao relvado, no Dragão, ante à equipa do Lis.

A não inclusão do minino Ricardo Quaresma no onze poderá parecer surpreendente, face à minha afamada admiração pelas suas potencialidades futebolísticas e a militante relutância com que defendi o atleta dos recentes assobios. Pois bem, seria desonesto intelectualmente se não reconhecesse que o Ricardo Quaresma teve uma sucessão de afirmações e comportamentos pouco dignas para com a instituição que representa.

Admiro o génio indomável com que perfuma o seu futebol, contudo, não aceito que esse factor paralise a sua educação e formação cívica. Um jogo no banco só lhe fará bem.

Abraço,
CJ

19 janeiro, 2008

Motivação, será sinónimo de vitória!

Este fim-de-semana há Taça de Portugal no Dragão contra o Desportivo das Aves (18h30).

Não me esqueço que foi esta competição que no ano transacto nos fez desguarnecer as fileiras para um resto de campeonato sofrível. A tragédia do ano passado não poderá ter novo episódio na vida azul e branca.

O prof. Jesualdo Ferreira ao que tudo indica, irá apostar nas segundas opções do plantel face à calendarização aprazível do mês de Janeiro, da confortável vantagem no campeonato, de confrontar uma equipa do escalão secundário (em casa) e de gerir o plantel, fazendo descansar alguns jogadores nucleares da equipa.

Tudo isto se traduz numa óptima ocasião para rodar os jogadores, antes da difícil caminhada europeia. Contudo, e volto a repetir, a plateia do Dragão não deseja ser novamente invadida pelo sentimento de vergonha. Os jogadores que pisarem amanhã o relvado deverão sentir o peso das camisolas que envergam e deixarem-se de relaxamentos inveterados, pródigos nesta competição perante equipas menores.

O adversário, pela familiaridade com o grupo dos aviários, não obterá qualquer tipo de simpatia e compaixão da minha ilustre pessoa. É arrasá-los!

Muito provavelmente não irei acertar no onze, mas conto com a guarda de honra – que estará no banco - caso exista necessidade de corrigir algum percalço durante o desafio.

Abraço portista do sul,
CJ

06 janeiro, 2008

Ano Novo, vida igual

A bola volta a rolar no Dragão após a paragem natalícia. A saída do ano passado foi-nos aziaga e nada como um jogo em casa para retomarmos o trilho das vitórias no início de 2008. Outro resultado não é expectável. A quebra de rendimento no período homólogo – que resultou num fim de época sofrível – servirá, de certo, como tónico para atacar a segunda volta da prova. A repetição de erros é uma premissa fracturante no sucesso e competência de uma equipa. Acredito que o técnico Jesualdo e os seus pupilos vão afundar a frota da Naval com uma sequência de tiros certeiros e dobrar a primeira metade do campeonato no incontestável primeiro lugar com a almofada de 7 ou mais pontos para o segundo classificado.

O técnico Jesualdo operou alterações na convocatória. A origem das mudanças estão directamente implicadas com diversos factores; o regresso dos alas Tarik e Quaresma; a provável gestão física de Fucile (motivado pela sua participação na Copa América e inexistente pré temporada) e a entrada de Farías, para o leque de ataque, em detrimento do Hélder Postiga. Saíram ainda Leandro Lima (suplente utilizado na Choupana) e Bolatti (suplente não utilizado) da convocatória.

Nota também para a ausência do central Stepanov. Pelas últimas crónicas, a sua exibição na Liga Intercalar foi um desastre.

Contra a equipa Figueirense, o técnico Jesualdo Ferreira deve apostar:

- Helton na baliza;

- Na defesa, o quarteto deve ser composto pela dupla de centrais Bruno Alves e Pedro Emanuel. Nas laterais o Bosingwa na direita e o Marek na esquerda – embora o eslovaco no meio campo é mais eficiente;

- Meio campo capitaneado pelo Lucho e coadjuvado pelo Paulo Assunção e Meireles;

- Nas alas o regresso do “minino” Ricardo Quaresma e a incógnita, Mariano ou Tarik. A minha dúvida é suscitada pelas últimas declarações do técnico Jesualdo em reposta aos jornalistas sobre a sobrevalorização do papel desempenhado por Tarik na equipa e da já confirmada presença do marroquino na CAN. É crível que Jesualdo aposte em Mariano de inicio contra a Naval com intuito de analisar a reacção da equipa à orfandade de Tarik - durante um mês - e oferecer (mais) um estimulante voto de confiança ao argentino;

- No centro do ataque, aquele que actualmente melhor expressa o espírito do Dragão: Lisandro López.

Espero uma entrada vigorosa e asfixiante da nossa equipa e que no final dos 90 minutos a vitória seja ornamentada com uma excelente exibição. Ano Novo, vida igual. Sempre FC Porto.

Abraço,
CJ

PS - E a exibição do número 7 da Briosa? O Olival espera por ele.

22 dezembro, 2007

“O bom filho à casa torna”

É indiscutível. O sorteio foi simpático para nossas cores. O Shalke 04 – a par dos católicos do Celtic – eram os adversários mais acessíveis, no plano teórico, que nos poderiam calhar no sorteio de hoje em Genebra. E saiu-nos o brinde germânico.

Convêm no entanto lembrar que batalhamos por este favoritismo ao obter a liderança do nosso grupo. Não comungo da ode vermelha que se generalizou após o sorteio que “O FC Porto no sorteio foi novamente bafejado pela sorte“. Enganam-se.

A hegemonia portista no campeonato interno e a consequente consolidação ao nível europeu permite-nos almejar posições de destaque nos sorteios, evitando os conhecidos tubarões, por isso é legitimo dizê-lo: este FC Porto europeu é fruto do trabalho e não do acaso.

E defendo esta tese porque me parece que o desmesurado optimismo – que já roça a euforia exacerbada – pode minar o espírito combativo e aguerrido da nossa equipa, transformando-a sobranceira. Estou confiante, mas com um optimismo calculado e suportado pela abnegação e consistência exibicional actual. O panorama futebolístico é pródigo em alterações e até Fevereiro/Março muita coisa pode acontecer.

O Shalke 04 é um histórico alemão e embora neófito nestas andanças tem um palmarés recheado com 7 títulos de campeão nacional. 4 Taças da Alemanha e uma Taça Uefa na época 96/97.

Incomparável ao nosso, é certo, mas têm um plantel com jogadores que podem desequilibrar, sobretudo na frente: Asamoah e Kuraniy; no meio campo os mais desconhecidos Grossmuller, Ozil e Jermaine Jones. No sector mais recuado o nome mais sonante é o do lateral direito Rafinha. O dinamarquês Lovenkrands (ex: Glasgow Rangers, jogador que nos feriu de morte na inenarrável campanha europeia do FC Porto da era Adriaanse) também integra o plantel.

Lincoln transferiu-se para o Galatasaray e o turco Alintop para o Bayern. Duas ausências de peso na antiga estrutura da equipa que secundou o campeão alemão Estugarda na época transacta.

Existe ainda um factor que pode ser negativo/ positivo para o desenlace da eliminatória, a paragem de Inverno da Bundesliga e o reajustamento do plantel germânico.

Assim sendo, resta-nos esperar até Fevereiro e rezar que as peças fundamentais da máquina azul e branca não se lesionem gravemente, visto que a nossa 2ª linha ainda não demonstrou potencial que assegure um acréscimo qualitativo na caminhada europeia (desculpem o meu cepticismo). Em suma, em condições normais, este obstáculo será ultrapassado com sucesso.

Que o regresso a Gelsenkirchen seja um prelúdio para uma nova epopeia vitoriosa na Europa…..

Saudações.
CJ

ps - Desejo-vos, sem excepção, um santo Natal e uma entrada auspiciosa no ano 2008.

24 novembro, 2007

Defender o “ Minino”


Os mais incautos, provavelmente, julgarão que irei desatar aos socos para defender o “minino” Ricardo Quaresma. Não. Não o farei, por dois motivos: primeiro, porque tenho a pontaria mais afinada que determinado brasileiro e segundo, julgo que a família do mágico do FC Porto é mais do que suficiente para salvaguardar o bem-estar do mesmo.

Na realidade o que me incomoda é a incomplacência com que os adeptos azuis e brancos – que rapidamente se propagou para os adeptos do clube de Scolari – presenteiam o número 7 do FC Porto.

É incontornável que o Quaresma está em sub rendimento, que por vezes a sua inconstância exibicional inflama os nervos aos adeptos do Dragão, mas não é menos verosímil que foi o próprio jogador que colocou a fasquia bem alta – especialmente nas duas últimas épocas – com a magia que perfuma os relvados mais tenebrosos da super liga. O ruído, constante, que se vem verificando no Dragão, jornada após jornada, em consequência de uma jogada individual menos produtiva do mesmo, começa a ser irritante e origina-me inflamações no estômago. Dispenso tiques de taxistas, característica inata dos adeptos do Recreativo do Centro Comercial Colombo, na massa adepta e associativa do meu clube. E, atenção, comungo da mesma paixão exacerbada pelo Futebol Clube do Porto. Tudo isto no universo azul e branco.

Abordo, agora, o assunto na perspectiva de selecção nacional. Recente e invariavelmente um dos bodes expiatórios das medíocres exibições da selecção nacional tem sido: Ricardo Quaresma.

A sua não inclusão no Mundial de 2006 foi levemente abordada pelos críticos desportivos e comunicação social, e o motivo para essa branda e silenciosa discussão foi motivada pela cor do seu jersey. Actualmente, titular na selecção, é repetidamente rotulado de individualista, praticante de um futebol inconsequente. Discordo. Se existe inconsequência é na montagem e abordagem táctica da equipa nacional, e dos tiques de vedetismo do inimputável Cristiano Ronaldo. Admito que o Quaresma também os tenha, embora não consiga entender a incoerência como se avalia o mesmo defeito em diferentes atletas. No jogo contra a Finlândia, num puro exercício estatístico o Harry Potter foi o jogador nacional mais perigoso. Efectuou 6 remates (3 enquadrados à baliza e 3 fora), participou directa ou indirectamente nos lances mais perigosos da equipa. Arrancou um amarelo aos Finlandeses e protagonizou, um lance espectacular perto da grande área adversária, parado por um nórdico em falta.

Na minha óptica o menos mau no ataque. Contudo, considerado insuficiente pelos sapientes críticos desportivos. O pânico instalado, derivado da ausência do ex-menino de ouro da Luz na equipa titular, paralisa a massa encefálica a muita gente. Ao que parece o Ricardo Quaresma é o único jogador que já queimou a sua oportunidade na selecção. Incrível, não só pelo número de jogos realizados como titular e, pelo rácio minutos/aproveitamento que apresenta, ao contrário de muitos.

E, por fim, a inevitável comparação com o endeusado de Manchester.

Nunca registei uma crítica destrutiva para com o craque do BES. Fala-se em actividades circenses, de complicação de processos, de inconsequência, etc. Cristiano Ronaldo é incólume a esses adjectivos. Numa atitude sebastiânica é apontado como o melhor do mundo. As suas exibições nunca são negativas, apenas menos conseguidas. Irrita-me. Solenemente. Se ser objectivo é pegar no esférico, tentar serpentear – ao bom estilo “ obikwelano” – uma floresta de pernas adversárias… prefiro a objectividade do nosso cigano.

Podem me apelidar de faccioso, de burro, de Luís Campos ou de Octávio Machado (respeitando esta sequência natural)… mas uma coisa é certa: não trocava o pé direito do cigano pelos dois pés do Cristiano Ronaldo.

A avaliação desta afirmação polémica, muito subjectiva, fica ao vosso critério.

Um Abraço do,
CJ

27 outubro, 2007

Desabafos

Eis a dúvida do momento: jogar menos bem e obter vitórias ou jogar bem e empatar?

Eu escolheria uma exibição agradável aos sentidos associada a um pragmatismo vitorioso com requintes maquiavélicos. E os 60 minutos do jogo em Marselha poderão ser um bom prenúncio, a tal esperada luz que abençoe por unanimidade o trabalho do Jesualdo Ferreira. Mas viu-se que há lacunas na construção do plantel ou na falha de adaptação dos reforços. Penitencio-me, como muitos estou certo, que o meio-campo sem Paulo Assunção, Lucho e Raúl Meireles não faz a máquina carburar convenientemente. As transições ofensivas resultam por que estes jogadores assimilam na plenitude a função recuperação/pressing e o lançamento ofensivo. E Leandro Lima nisso é incipiente, maioria das vezes a sua deslocação posicional nas recuperações impede-o de ser criativo porque está longe dos avançados ou cria um grande fosso entre os outros dois jogadores do miolo, descompensando a equipa. Aí reside o grande défice da nossa equipa, além do imberbe brasileiro, não temos ninguém no banco com qualidade que assegure o funcionamento contínuo da máquina azul e branca. Bolatti é uma incógnita e com características defensivas, Kaz é inconsequente e estático. Fazendo uma rápida analogia, na era Mourinho tínhamos, sobretudo, um enorme jogador no banco: Alenitchev (não esquecendo também o Pedro Mendes). A sua entrada em campo significava fantasia, experiência, rigor táctico e um enorme profissionalismo.

Relativamente ao ataque, o Postiga é uma autêntica quimera, tanto é capaz de fazer coisas incríveis como disparates vergonhosos. Embora seja da opinião que nem Adriano, nem Edgar conseguiriam isolar-se naquele lance em que o 23 portista falhou clamorosamente. Volta Renteria, estás perdoado.

Tenho a capacidade suficiente para discernir que o actual treinador do FC Porto tem algumas limitações que não se coadunam com o espírito portista. Enalteço-lhe, no entanto, o trabalho que tem preconizado na Champions League – incluindo a época transacta. Conferiu-me novamente, e desculpem o chavão, a tranquilidade que se tinha extinguido nos embates internacionais após o descalabro de Artmedia. Na quarta, não coloquei outro cenário senão o empate - ou a vitória - após o golo dos franceses.

nota: Como já vem sendo hábito, o canal estatal não transmitiu o jogo do FC Porto. Seguindo a lógica adoptada por esse organismo – transmissão dos jogos das equipas lisboetas em terreno adversário – quando será que transmitem o FC Porto? Em Liverpool? Provavelmente só nos oitavos, visto que não têm outra alternativa…

Ainda sobre o jogo:


"Poste nega, árbitro dá"

no Correio da Manhã, em 25.10.2007

A maior, e desculpem o palavrão, filha da putice que tenho assistido na comunicação social dos últimos tempos.

Abraço,
CJ.

12 outubro, 2007

Baptismo azul e branco

Por ironia e vontade patriarca – sportinguista – foi no antigo José de Alvalade que assisti ao meu primeiro jogo ao vivo. Decorria a época de 91/92 e à 33º jornada finalmente pude ver os heróis que preenchiam a minha caderneta. O meu nervosismo foi dissimulado com o agitar frenético da minha bandeira azul e branca, julgando-a uma varinha mágica com o condão de resolver o jogo a favor das nossas corres. E o imaginário infantil por vezes resulta. Triunfo do mágico FC Porto com golos de Kostadinov e Bandeirinha.

O meu périplo portista na capital tinha-se iniciado da melhor forma, contudo a alegria que transbordava o meu pequeno corpo foi substituída por uma súbita curiosidade: o porquê de alguns adeptos – azuis e brancos – usarem capacetes de protecção – modelos comuns aos que se utilizam na construção.

No fim do jogo essas dúvidas foram dissipadas. Incipiente na matéria, rápido percebi que o arremesso de objectos vindos das zonas mais altas do estádio justificava essa estratégia de defesa. Indignado, reforcei ainda mais o meu portismo.

Devido à minha formação cívica não trilhei pelos mesmos caminhos da intitulada e reputada massa adepta impoluta e exemplar da 2ª circular. Infelizmente as coisas pouco ou nada mudaram: a violência existe no desporto mas só conotada com as nossas cores. O problema residual consiste no número de adeptos azuis e brancos que apoiam a equipa azul e branca na capital, anteriormente circunscreviam-se em algumas centenas de corajosos, agora, são milhares de campeões destemidos. A táctica recorrente é não cumprir os regulamentos e reduzir precariamente as condições logísticas. Não nos conseguem desmobilizar, já partilhei a minha cadeira com 3 pessoas num estádio perto do Centro Comercial Colombo e se for necessário, partilharei com mais.

Admito que as claques têm comportamentos violentos, mas são um problema transversal e não regional. Não é fácil a diária intifada com os insubordinados que invariavelmente sucumbam ao nosso poderio profissional e emocional. Evocam desculpas bacocas e desgastadas para obterem vitórias morais nos matutinos nacionais.

A minha convicção aumenta a cada dia que saio e me desloco a Lisboa.
Somos superiores e demarcamo-nos de povo mesquinho sulista e prepotente.

Solenemente, quando o mágico FC Porto visita o sul, acompanho e renovo a minha crença inabalável que celebrei no meu baptismo.

Abraço,
CJ

29 setembro, 2007

Xeque-mate do Prof. Jesualdo?

Ainda estou em convalescença do péssimo hábito que o Jesualdo implementou no nosso Porto – perder sem dignidade com equipas de escalão inferior. Não, não vou questionar a importância da competição, das alterações tácticas, da revolução do onze, da qualidade dos reforços, etc. Na minha modesta opinião, existem 4 factores fundamentais no futebol: determinação, carácter, competência e profissionalismo. E, isso, não existiu.

Proclamam, alguns, que foi um erro acidental. Pois bem, dois erros idênticos já conferem uma base sólida para um acto negligente, acrescido de outro que o Alcides Freire evoca e, bem, na sua crónica de hoje: “a necessidade de "mimar" alguns dos reforços utilizados em Fátima e que, quase de certeza, valem mais do que o exibido. Caso não o faça, corre o risco de ficar com um plantel demasiado curto durante este período quase "non-stop" que dura até Dezembro.”

A margem de manobra junto à massa associativa é escassa e o divórcio – ainda pouco ruidoso – entre os adeptos e o treinador do F.C.Porto é uma realidade. Cinco são as golfadas de ar que mantêm o Prof. Jesualdo oxigenado e espero que neste sábado a gravata não fique mais apertada.

Sábado é um jogo crucial, não só na vertente desportiva como na vertente anímica. Perder pontos em casa com o velho rival axadrezado – após a vergonhosa eliminação ante ao G.D.Fátima – e com a agravante de desaproveitar a perca de pontos de um dos eternos rivais, afigura-se como uma conjuntura bastante negativa e que, de certeza, reflectir-se-á na difícil deslocação à Turquia.

É uma visão catastrófica mas que não pode deixar de ser equacionada em função de algumas fracas prestações que temos vindo a assistir do nosso Porto e da ainda recente experiência traumática – o Atlético – que foi geradora do confrangedor e dramático final de época.

Os embates com o Boavista, especialmente quando orientado pelo Pacheco, roçam sempre a violência. Assim sendo os níveis de abnegação e entrega terão de estar altíssimos. É pública a predisposição do Boavista para este jogo. Defender e defender, o que é preocupante face à nossa inoperância e desinspiração ofensiva, camuflada pela excelente forma de Lisandro López.

Equipa:

No ataque a aposta deve-se manter em Licha, Quaresma e o marroquino Tarik.

A caixa negra da equipa, o meio campo, não deverá também sofrer alterações. Paulo Assunção (já apto), Raul Meireles e Lucho (neste jogo a não utilização do Leandro Lima poderá ser entendida como forma de proteger o pequeno artista da virilidade do jogo, o que é aceitável).

Em relação à defesa. A recuperação física do Helton deverá dar-lhe a titularidade e com um quarteto defensivo à sua frente composto por: Bosingwa, Bruno Alves, Stepanov e Cech (Fucile não foi convocado por opção técnica).

Com o núcleo duro a vitória exige-se e de preferência com bom futebol.

A celebração do 114º aniversário do clube merece, definitivamente, um espectáculo que prestigie os pergaminhos do enorme F.C.Porto, o maior símbolo de sucesso português.

Se quarta-feira passada nos ajoelhamos perante a “nossa senhora”, amanhã dispenso conduta de exemplar civismo ao dar prioridade a um clube de rotunda.

Força Campeões
Rumo ao tri.

Abraço,
CJ

14 setembro, 2007

Embate entre líderes

Finalmente regressamos à bwin liga e ao Estádio do Dragão. Às 19.15 de sábado, o mágico FC Porto inicia o assalto à liderança isolada do campeonato num embate diante o Marítimo e o Lucílio Baptista. Após a pressão pública sobre a Comissão de Arbitragem – para esclarecer o lance do Clássico no Dragão – ter sido bem sucedida, através de uma nota de esclarecimento do presidente desse mesmo organismo, certas vozes iluminadas insurgiram-se contra o conteúdo do comunicado e foi necessário recorrer à nomeação do Lucílio Calabote para serenar as hostes da segunda circular. Até aqui, nada de novo.

Sábado, é necessário entrar no jogo com os níveis de concentração, empenho e determinação ao máximo e esquecerem o jogo com o Liverpool. Temo que o Prof. Jesualdo poupe algumas pedras fulcrais da equipa visando o embate europeu. Eu abomino tal atitude, se for tomada, pois estamos em início de época e nada justifica a famigerada rotatividade nesta altura competitiva.

Em relação ao Marítimo: tem sido a surpresa inicial da Bwin – apesar do afastamento do precoce na Taça da Liga face ao Penafiel – encontra-se em excelente forma, bem reforçada, com uma equipa dinâmica, coesa e criativa comandada por um técnico experiente: Lazaroni. Um adversário tradicionalmente difícil nos Barreiros contra os três grandes, embora, fora baqueie inúmeras vezes. Com a ausência do Makukula – presença na área será mais ténue – Kanu deve ser alvo da maior atenção por parte da defensiva, e evitar a todo o custo faltas nas imediações da área defensiva. Motivo? O ex-Nacional Bruno que é tremendamente eficaz nas bolas paradas.

A minha equipa para defrontar os insulares seria:

- na baliza, com a não recuperação de Helton, o lugar é de Nuno;

- quarteto defensivo mantêm-se intacto – a noticia de que Fucile antecipou o seu regresso reforça essa ideia. Fucile à esquerda, Bruno Alves e João Paulo no eixo defensivo e o Zé Bosingwa na direita;

- o meio-campo é porventura o sector onde estarei em choque com as opções do Prof. Jesualdo. O elemento mais defensivo Paulo Assunção, com Lucho box-to-box e Leandro Lima a municiar o ataque;

- com a ausência de Adriano e Farías sem ritmo competitivo o eixo do ataque deve ser entregue ao “Licha”. Nas alas, o crónico Quaresma e o surpreendente Tarik.

Sem um profundo conhecimento técnico/táctico do futebol – suficiente para suplantar o meu conterrâneo agricultor, é certo – estes são os homens que eu escolheria, como adepto, para superar os Marítimistas. Mas, independentemente dos escolhidos, não espero outro resultado se não a vitória do nosso mágico Porto.

ps - um beijinho enorme à Fokinha e melhor sorte do mundo para a nova etapa da sua vida.

Abraço.
CJ
[nota do administrador]

Entretanto, quantos aos passatempos que lançamos esta semana, resolvemos fazer uma inflexão. Apenas a liga RECORD estará reservada a ‘pagantes’, visto os prémios em disputa; quanto à UEFA league, a mesma foi aberta a todos os que pretendam inscrever-se, pelo que podem confirmar o respectivo código de inscrição da liga na imagem aqui logo acima. Entretanto, boa sorte para todos, e que vença o melhor (eu!).

ps - aos concorrentes da liga RECORD, não se esqueçam de efectivar os vossos onzes, em limite, até às 18h de hoje.

01 setembro, 2007

Sorte Europeia

Finalmente a competição rainha do futebol europeu vai começar. Com o estatuto que o nosso clube ostenta na Europa e no Mundo, não há equipa que me atemorize enquanto portista. E na quinta-feira, não fugiu à regra. A presença do director das relações externas do clube, mítico Vítor Baía, no sorteio da fase de grupos 07/08 realizado no Mónaco reforçou ainda mais a minha confiança. As diferenças orçamentais, por vezes, desequilibram os encontros conferindo no plano teórico o estatuto de favorito a determinados clubes, embora apologize que a força mental diminua o fosso qualitativo.

No pote 1 encontravam-se os ditos “poderosos” futebolísticos do velho continente. A sorte ditou-nos o Liverpool (campeão europeu em 2005 e finalista vencido em 2007), adversário carregado de história e simbolismo treinado por um espanhol presunçoso, cínico e pragmático. O mítico Anfield Road figura-se como um palco temível devido à sua atmosfera. O jogo da época transacta com o Chelsea deve servir de lição para o Prof. Jesualdo para que este não condicione a forma habitual de jogar em função do adversário. A matriz da equipa deve-se manter e usar como tónico o confronto com jogadores de craveira técnica como: Gerrard, Mascherano e Torres.

Do pote 3 saiu-nos na rifa o Marselha do histórico e terrível Jean Pierre Papin. As idas à França são tradicionalmente difíceis e o público do Vélodrome não é inferior ao de Anfield Road. A sua figura de proa é Djibril Cisse depois da tranferência de Ribery para a Bundesliga. O actual momento no Championnat (1 vitória em 6 jogos) pode não traduzir o verdadeiro potencial do clube francês. O presidente do Marselha, Pape Diouf, exprimiu recentemente o desejo que a sua equipa volte a recuperar a alma para a Champions League. Eu, vaticino o mesmo desfecho que em 2004: duas vitórias ante aos franceses.

No pote 4, o Besitkas. Na minha perspectiva onde residem os adversários mais complicados. Ainda não me refiz completamente do pesadelo Artmedia e dispenso revivalismos. Conheço minimamente o futebol turco e a sua valia, mas o seu sinónimo mais sonante é: adeptos fervorosos. A crença dos adeptos turcos é capaz de mover montanhas e vai se apresentar como o maior obstáculo à nossa equipa. Contudo é preciso ter em conta o experiente Rustu na baliza e a dupla atacante alvi-celeste composta por Delgado e Higuáin que confere grande mobilidade ao último terço do terreno.

Grupo A: Liverpool, F.C.Porto, Marselha e Besiktas.

Em suma, um grupo sobretudo aguerrido com adeptos apaixonados. Os níveis de concentração exigem-se elevados em todos os jogos. A história e a camisola não vencem jogos. Vencer todos os jogos no Dragão e pontuar fora – com vitórias preferencialmente – são imperativos para a passagem aos oitavos de final.

Que se inicie… eu acredito.

Um abraço,
CJ

[notas do administrador]

ps - A lista dos 25 jogadores + 4 júniores do FC Porto foi já entregue para inscrição na UEFA Champions League. Podem confirmá-la clicando aqui. Afinal, Postiga ficou por cá e no plantel... e bem quanto a mim.

pps - Mesmo no fecho das inscrições, e depois de confirmada a saída a título definitivo de Jorginho para Braga (não me perguntem o porquê, mas a saída deste deixa-me alguma mágoa porque sempre nutri por ele alguma simpatia, mesmo contra a opinião generalizada), o reforço uruguaio nesta época, Luís Aguiar (médio ofensivo), vai rodar 1 época no Estrela da Amadora, onde irá fazer companhia ao também já emprestado, o brasileiro Fernando (médio defensivo). Bruno Vale, o jovem guarda-redes formado nas escolas do FC Porto, e depois de uma época passada para esquecer na Amadora, vai rodar por 1 época no Varzim na Liga de Honra.

ppps - desde o passado fim de semana, apenas e só bloggers registados poderão aqui comentar, pelo que caso pretendas registar-te (e se ainda não o és), contacta-nos via email que explicaremos na volta o modo de o fazer... é fácil, grátis, mas infelizmente não dá milhões.

pppps - no decorrer da próxima semana, vamos abrir oficialmente as inscrições para as nossas ligas privadas das edições deste ano da Liga Record 2007/08 e da UEFA Champions League Fantasy Football 2007/08... [actualização] poderão juntar-se a nós contra um pagamento residual da respectiva inscrição, e lutar até ao final pelos prémios finais reservados aos 3 primeiros classificados de cada uma das ligas privadas, individualmente. Mas por ora, fiquem na expectativa, porque em breve, daremos todas as explicações.