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26 fevereiro, 2016

DESTINO TRAÇADO.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

FC PORTO-BORUSSIA DORTMUND, 0-1

Liga Europa, 16 avos de final, 2ª mão
qui, 25 Fevereiro 2016 • 20:05
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: -


Árbitro: Mark Clattenburg (Inglaterra).
Assistentes: Simon Beck e Jake Collin; Anthony Taylor e Andre Marriner (adicionais).
4.º Árbitro: Stuart Burt.

FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Layún, Marcano, José Ángel, Rúben Neves (c), Danilo, Evandro, Marega, Aboubakar, Varela.
Suplentes: Helton, Brahimi (65' Varela), Sérgio Oliveira, Herrera (71' Evandro), Corona, André André, Suk (56' Aboubakar).
Treinador: José Peseiro.

BORUSSIA DORTMUND: Bürki, Ginter, Bender, Hummels (c), Schmelzer, Gündogan, Weigl, Kagawa, Mkhitaryan, Aubameyang, Reus.
Suplentes: Weidenfeller, Subotic (46' Hummels), Leitner, Sahin (46' Gündogan), Adrián Ramos (70' Reus), Gonzalo Castro, Durm.
Treinador: Thomas Tuchel.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Aubameyang (23').
Disciplina: cartão amarelo a Evandro (14'), Rúben Neves (56'), Bürki (58'), Sahin (59'), Maxi Pereira (90').

Há uma semana, após ser derrotado em Dortmund, tinha previsto que o FC Porto sairia da Liga Europa tão depressa como entrou. E assim foi. O FC Porto não foi capaz de inverter a desvantagem de dois golos na eliminatória e remete-se à sua condição de equipa nacional porque esta equipa actualmente não tem dimensão europeia.

Por isso, ao FC Porto resta lutar dignamente pelo campeonato nacional mesmo que seja bastante complicado alcançar o título e tentar minimizar a 3ª época desastrosa com a conquista da Taça de Portugal. Sim, desastrosa porque no dia em que ficar contente e satisfeito por o FC Porto vencer numa época apenas uma taça de Portugal, então não estarei bom da cabeça de certeza.

Mas estou resignado em termos de ambições na presente época. O plantel e a equipa não dão para mais. A falta de qualidade é notória e ontem viu-se um Dortmund superior em quase todos os capítulos do jogo. Já na 1ªmão essa diferença tinha ficado bem patente.

Ainda ontem em conversa no Estádio com um amigo estávamos a comparar a equipa do ano passado com a equipa deste ano e a diferença é abismal. Se formos a analisar enquanto equipa, é comparar um Fiat 600 a um BMW e se formos analisar jogador a jogador, por posição, a presente equipa perde claramente para a da época passada. Ou seja, o FC Porto decresceu de qualidade de uma forma assombrosa, perdeu valores incontornáveis e a política desportiva não foi bem delineada, nomeadamente na questão dos empréstimos.

E se formos comparar o plantel que iniciou a presente época com o actual plantel, apetece dizer que o FC Porto formou dois plantéis diferentes numa só época. Quantos jogadores saíram em Dezembro e Janeiro? Cissokho, Lichnovsky, Maicon, Osvaldo, Tello, Gudiño e mais uns poucos da equipa B que poderiam ser opções na equipa A. Por outro lado entraram Marega, Suk, Sá e da equipa B Chidozie. Muitas trocas e baldrocas para um mercado de inverno.

E se alargarmos a situação à mudança de treinador e ao timing que foi escolhido para o seu despedimento bem como os quinze dias necessários para a contratação de um novo treinador que não foi primeira, nem segunda, nem terceira, nem quarta opção, o que dizer da época 2015-16? É ou não é um desastre? Há condições para trabalhar, para formar um bom plantel? Há condições para formar uma equipa boa de dimensão europeia e candidata séria ao título?

O que move no FC Porto tantas saídas e tantas entradas nos últimos anos? O que motivou tantas contratações e tantas vendas de uma época para a outra? Porque não tem o FC Porto uma base e uma equipa que possa consolidar-se por um período de dois/três/quatro anos? Porque contrata o FC Porto jogadores de duvidosa qualidade que dispensa meses depois ou um ano depois, andando a suportar salários, quando tem jogadores da cantera que podem ser muito bem boas opções?

Vou dar um ou dois exemplos que são apenas a ponta do iceberg. O FC Porto tem nos quadros e da cantera um defesa esquerdo que já vem a ser falado há uns dois anos. Passa nos juniores, passa na equipa B como titularíssimo e é unânime que está ali um jogador de futuro, com capacidade para integrar a equipa A. Se não para ser titular no imediato, pode ser uma boa alternativa. Falo obviamente de Rafa.

O FC Porto, em Agosto passado forma um plantel com dois defesas esquerdos. Um espanhol de nome José Angel, vindo da época transacta, que serve bem para jogar no Rayo Vallecano e vai buscar por empréstimo Cissokho, investindo dinheiro em salários, prémios e uma verba para pagar o empréstimo. Tem Alex Sandro, em vias de sair. Quem acaba por ser titular é Layún inicialmente para concorrer com Maxi. Expliquem-me porquê. Os referidos defesas esquerdos são melhores do que Rafa e reúnem mais condições para integrar o actual plantel? Claramente que não. Então porquê isto? Que interesse há por detrás disto? Pois Rafa sai em Janeiro por empréstimo para a Académica e fica no FC Porto um grande José Angel e Cissokho tem guia de marcha para o clube de origem.

Outro caso. O FC Porto inicia a época com 4 defesas centrais, sendo que o 4º central (Lichnovsky) é recrutado para jogar regularmente na equipa B. Chega Janeiro, Lichnovsky é emprestado e fica uma vaga por preencher. Não é preenchida. Sobram Verdasca e Chidozie, trinco adaptado a central, ambos da equipa B. É esse o caminho? Tudo bem! Janeiro termina e com ele o mercado fecha.

O que acontece a seguir? Maicon é dispensado e colocado noutro clube por um comportamento inaceitável durante um jogo de futebol e por uma atitude jamais admitida num jogador que enverga a camisola deste clube. Errou, é certo! Não pode nem deve envergar novamente a camisola do FC Porto porque demonstrou mesmo não merecer. Mas vamos raciocinar. Fica o plantel com dois defesas-centrais disponíveis e mais dois da equipa B que não têm qualquer experiência, sendo que um deles nem sequer está inscrito nas competições europeias?

Coincidência das coincidências, novo revés na equipa. Marcano lesiona-se antes da viagem a Dortmund e quem está disponível para jogar no eixo da defesa? Apenas Martins Indi. Que grande chatice!

Soluções?

Colocar Verdasca? Não. Recuar Danilo Pereira para defesa-central e abrir um buraco no meio-campo portista ou desviar Miguel Layún da lateral esquerda ou, neste caso, da lateral direita (Maxi castigado) para junto de Indi e perder capacidade ofensiva e assistências para o golo. Que faz José Peseiro? Coloca Layún a central. Conclusão: Verdasca não conta em Dortmund ao contrário de Chidozie na Luz e no Dragão frente ao Moreirense. Ou seja menos um central. Fica o FC Porto a contar no plantel com dois centrais e mais um recurso da equipa B muito verdinho como se viu frente aos verdes de Cónegos. Eu pergunto: É uma boa gestão?
Chidozie e Verdasca são chamados à equipa A (o segundo para fazer número no banco) e Rafa não foi porquê? Tem menos condições?

O que acontece no jogo desta noite? Marcano recupera da lesão e é titular frente ao Dortmund no Dragão e Indi vai para o estaleiro com uma lesão contraída na primeira mão. Novamente o problema a bater à porta. Centrais onde estão? Apenas um. Marcano ocupa uma posição no eixo e Layún volta a sacrificar-se para fazer o outro lugar. O que acontece? O FC Porto frágil e novamente em desvantagem perante um adversário claramente superior.

Alguém sabe responde a tudo isto? Muito sinceramente, vejo no FC Porto o Sporting e o Benfica dos anos 90 e da primeira década de 2000. Anos em que chegámos a vencer campeonatos com 4, 5 e 6 derrotas no campeonato. Tenho muito receio do futuro próximo.

As eleições no clube são em Abril e para haver continuidade, ela terá que mudar radicalmente de estratégia. Caso contrário vamos assistir ao desmoronamento do que começou a ser construído há mais de 30 anos, regressando às travessias no deserto. Alguém tem dúvidas? Eu não tenho nenhumas.

José Peseiro, esta noite, optou por um onze com algumas poupanças (e bem) pois viu que a eliminatória está praticamente perdida e o destino traçado. Então deu prioridade ao jogo do próximo Domingo em Belém. Mas o FC Porto não tem qualidade para se manter na Liga Europa nem para ombrear com outros clubes de dimensão europeia. Mesmo com o seu melhor onze. É actualmente uma equipa muito desequilibrada.

No jogo jogado esta noite, vi alguma entrega, querer e vontade de vencer o jogo pelo menos mas é visível das bancadas a impotência e a incapacidade dos jogadores e da equipa portista. Não chegam para dar respostas e para serem felizes. E depois o azar quando acompanha uma equipa, nada há a fazer.

O FC Porto saiu da Liga Europa com toda a lógica depois de dois jogos em que ficou claro que muito há a fazer no reino do Dragão. Esta noite não mereceria perder o jogo mas a vitória ainda estava muito longe de alcançar. Quando ninguém tem a sagacidade necessária para furar uma linha defensiva que se limitou a fazer o seu papel sem grande esforço, não há hipóteses de sucesso.

Aos 22 minutos, o FC Porto já estava a perder por 1-0. Apesar do golo marcado em fora-de-jogo por Aubameyang, na recarga a uma grande defesa de Casillas, cedo o Dortmund traçou o destino e definiu a eliminatória. Foi o xeque-mate alemão.

O FC Porto, poupando unidades do meio-campo e os extremos, jogou claramente com o pensamento no Belenenses mas José Peseiro tentou uma equipa equilibrada. Só a espaços o FC Porto incomodou os alemães. Evandro teve uma arrancada perto do fim da primeira parte com um remate a rasar o poste e logo a seguir Varela num cabeceamento obriga o guarda-redes contrário à defesa da noite.

Na etapa complementar, o FC Porto teve uma oportunidade por Aboubakar após centro de Marega. Depois Suk num remate de ângulo reduzido permite a defesa do guardião da equipa alemã e Brahimi perto do fim remata estrondosamente à trave.

Pelo lado do Dortmund, os alemães viram dois golos bem anulados por fora de jogo e ainda enviaram uma bola ao poste de Casillas em resposta ao lance na trave de Brahimi.

O FC Porto perdeu bem a eliminatória, não merece nem tem condições de continuar em prova e só tem que pensar muito bem no futuro e no que resta da época.

Domingo regressa o campeonato com a vista do FC Porto ao Restelo e a partir de 6 de Março passará a jogar uma vez por semana. Nessa altura, José Peseiro terá muito tempo para trabalhar com a equipa e talvez melhorar algumas coisas para tentar um final de época de forma a minimizar os estragos.



DECLARAÇÕES

José Peseiro: “A equipa mostrou um grande caráter e abnegação”

Reconhecendo que o Borussia Dortmund mereceu passar no conjunto da eliminatória, José Peseiro considerou que a exibição do FC Porto no jogo da segunda mão justificava outro resultado que não a derrota (0-1), ainda por cima tendo o golo dos germânicos surgido num lance irregular. O treinador dos azuis e brancos destacou a forma como a equipa acreditou e lutou “até ao fim”, não esquecendo o apoio dos adeptos, “que foram fantásticos”.

“Tenho de dar os parabéns à equipa e aos jogadores, que acreditaram até ao fim, tal como os nossos adeptos, que foram fantásticos na forma como nunca deixaram de nos apoiar. Parabéns também ao nosso adversário, que no cômputo geral da eliminatória mereceu passar, mas creio que este jogo éramos nós que merecíamos vencer. Sofremos um golo quando estávamos a dominar, na primeira transição ofensiva deles e ainda por cima em fora de jogo, e isso acabou por perturbar um pouco a equipa, dando maior conforto e tranquilidade ao nosso adversário. O empate talvez fosse um resultado mais justo, mas a vitória também nos assentaria bem por aquilo que fizemos. Merecíamos pelo menos o empate”, afirmou José Peseiro após o desafio com o Borussia Dortmund, no Estádio do Dragão, que ditou o afastamento do FC Porto das competições europeias na presente temporada.

Enaltecendo a “força anímica tremenda” demonstrada pela equipa mesmo em desvantagem, o treinador portista insistiu na injustiça do desfecho com que terminou o segundo duelo entre FC Porto e Borussia Dortmund. “Entrámos muito bem na segunda parte, com uma força anímica tremenda e, mesmo a perder 3-0 na eliminatória, lutámos, quisemos e criámos oportunidades de golo que não conseguimos concretizar. A equipa mostrou um grande caráter e abnegação, tal como os nossos adeptos, que estiveram sempre connosco. Acusámos algum desgaste na parte final e eles criaram-nos mais dificuldades, também porque procurámos chegar rápido ao ataque e por vezes precipitámo-nos. O Borussia Dortmund é uma grande equipa e no conjunto da eliminatória mereceu passar, mas hoje deveríamos ter sido nós a vencer”, prosseguiu José Peseiro.

Garantindo que escolheu os jogadores que entendeu serem “os melhores” para este jogo, o técnico dos Dragões apontou desde já ao desafio que se segue, marcado para domingo, às 19h15, no Estádio do Restelo, frente ao Belenenses. “Temos um plantel com qualidade e escolhi aqueles que entendi serem os melhores para este jogo. Além disso, tínhamos trunfos no banco para lançar. Foi um jogo intenso, no qual nunca nos entregámos e que nos fez gastar muita energia. Agora vamos procurar recuperar e começar a preparar o próximo jogo, que é muito importante na nossa luta no campeonato. Perder nunca é bom e sair desta competição nesta fase também não, mas neste jogo a nossa prestação foi melhor do que o resultado”, finalizou José Peseiro.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

25 fevereiro, 2016

JOSÉ PESEIRO PEDE “SUPERAÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA”

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A tarefa do FC Porto nos 16 avos de final da Liga Europa está muito longe de ser fácil e José Peseiro reconheceu-o, mas para o treinador portista “não há impossíveis” no futebol. A perder por 2-0 no intervalo da eliminatória com o Borussia Dortmund, José Peseiro manifestou total confiança no “potencial” dos jogadores e na “ambição” que estes têm de recuperar novamente de uma desvantagem de dois golos, à semelhança do que aconteceu frente ao Moreirense (3-2). Entre elogios naturais à valia e qualidade do Borussia Dortmund, atual vice-líder da Liga alemã, José Peseiro espera um FC Porto mais dominador e ofensivo no jogo da segunda mão, mas sem que isso coloque em causa o equilíbrio da equipa.

“A principal confiança que temos é em nós próprios. Acreditamos no potencial dos nossos jogadores e temos 90 minutos para recuperar de uma desvantagem de dois golos, sendo que no último jogo conseguimos fazê-lo em 50. São adversários diferentes, com potencial diferente, mas acreditamos em nós. Sabemos que é difícil, mas temos potencial, ambição e acreditamos que é possível dar a volta à eliminatória. Queremos defender todos e bem e atacar todos e bem, mas só se pode ganhar ao Borussia Dortmund com superação individual e coletiva. Temos de estar nos limites, até porque eles vêm jogar aqui com uma motivação tremenda. Sabemos da força do adversário, mas também sabemos da nossa força, sendo importante mantermo-nos equilibrados no processo defensivo e ofensivo”, afirmou José Peseiro, no Estádio do Dragão, pouco depois de orientar a última sessão de trabalho antes do segundo embate com o Borussia Dortmund, marcado para esta quinta-feira, às 20h05, com transmissão em direto na SIC.

Puxando uma vez mais pela qualidade do plantel que orienta, José Peseiro pediu inteligência e paciência aos seus jogadores, apelando também ao apoio dos adeptos. “Sabemos da força do adversário e que o resultado neste momento não nos é favorável, mas também sabemos o que queremos fazer. Queremos ser afirmativos e mais ofensivos, sobretudo porque jogamos em casa e contamos com o apoio dos nossos adeptos. Queremos ter mais bola, atacar mais e destabilizar mais o nosso adversário, sabendo que temos de ser inteligentes, equilibrados e pacientes. Queremos ganhar o jogo nos 90 minutos e passar a eliminatória com o nosso potencial, qualidade e organização, mas também com paciência, pois não queremos sofrer golos. Vamos defrontar uma equipa forte, mas não vamos ter medo e procuraremos estar mais equilibrados”, prosseguiu o técnico.

Muito claro no momento de definir os objetivos que pretende alcançar como treinador do FC Porto, José Peseiro reiterou que todos acreditam na reviravolta nesta eliminatória. “Sonho em conseguir títulos neste clube e é nossa obrigação tentar vencer todos os jogos que disputamos, seja qual for o adversário. Sabemos que a tarefa é difícil, mas vamos lutar até ao fim. Se estivessem aqui todos os jogadores a falar, eles diriam que têm uma grande vontade em dar a volta à eliminatória, e no futebol não há impossíveis. É muito difícil, mas acreditamos que é possível e lutaremos até ao fim. Os meus jogadores fazem-me acreditar que é possível. A derrota deixou-nos tristes e isso é um sinal de que sabemos que podemos fazer mais”, finalizou o treinador dos Dragões.

MARCANO: “VAMOS LUTAR ATÉ AO FIM”

Uma equipa confiante, com “ambição, esperança e com vontade de lutar até ao fim”. Foi assim que Marcano definiu o estado de espírito do plantel do FC Porto, que na quinta-feira, pelas 20h05, vai defrontar o Borussia Dortmund em partida da segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Os Dragões estão em desvantagem na eliminatória após a derrota no Westfalenstadion (2-0), mas o defesa garantiu que a equipa está motivada para dar a volta aos acontecimentos, num jogo em que não haverá “pressão excessiva, mas sim esperança excessiva”.

“Temos de dar a volta a um resultado negativo e ajuda ter dado a volta a outros jogos recentemente. Temos a esperança e a ambição de consegui-lo outra vez, e isso motiva-nos a todos. Somos uma equipa e todos atacamos e todos defendemos; acredito que o vamos fazer bem amanhã”, disse Marcano, em conferência de imprensa realizada no Estádio do Dragão, nesta quarta-feira.

Definindo “equilíbrio” como palavra-chave da partida contra os alemães, até porque os Dragões têm de estar “bem no ataque e na defesa”, Marcano observou que todos os que jogarem no setor mais recuado terão de ser verdadeiros “patrões”: “Todos somos importantes. Vamos jogar quatro e eu estou preparado para jogar com Martins Indi, com Chidozie, com Miguel Layún… Seja com quem for que o treinador decida. Temos um grande plantel e todos os jogadores que têm vindo a jogar até agora têm dado bem conta do recado. Acho que não há diferenças e quem jogar vai fazer o melhor possível”.

Referindo, tal como José Peseiro, que é “importante não sofrer golos” para aumentar as hipóteses de sucesso, Marcano não enjeitou a oportunidade de fazer uma análise do que foi o encontro da primeira mão, em Dortmund, valorizando também a exibição de Martins Indi, que fez um “grande esforço”: “Visto de fora, creio que o FC Porto lutou muito e que estivemos um pouco atrás, mas acredito que, com a ajuda dos nossos adeptos, aqui no Dragão, podemos jogar mais acima, com esperança e ambição para dar a volta”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas e Helton.
Defesas: Maxi, Marcano, Layun e José Ángel.
Médios: Rúben Neves, Danilo Pereira, André, Evandro, Herrera, Corona, Varela, Brahimi e Sérgio Oliveira.
Avançados: Aboubakar, Suk e Marega.

19 fevereiro, 2016

PODIA SER PIOR.

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BORUSSIA DORTMUND-FC PORTO, 2-0

Liga Europa, 16 avos de final, 1ª mão
qui, 18 Fevereiro 2016 • 18:00
Estádio: Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha
Assistência: -


Árbitro: Luca Banti (Itália)
Assistentes: Lorenzo Manganelli e Alessandro Giallatini; Marco Guida e Andrea Gervasoni
4.º Árbitro: Andrea Padovan

BORUSSIA DORTMUND: Bürki, Piszczek, Papastathopoulos, Hummels (c), Schmelzer, Weigl, Nuri Sahin, Kagawa, Mikhitaryan, Reus, Aubameyang.
Suplentes: Bonmann, Subotic, Leitner (58' Nuri Sahin), Adrián Ramos, Pulisic (87' Reus), Ginter (87' Kagawa), Durm.
Treinador: Thomas Tuchel.

FC PORTO: Casillas, Varela, Martins Indi, Layún, José Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Herrera (c), Marega, Brahimi, Aboubakar.
Suplentes: Helton, Evandro, (76' Sérgio Oliveira), Corona, André André (59' Brahimi), Suk, (88' Aboubakar), Francisco Ramos, Verdasca.
Treinador: José Peseiro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Piszczek (6'), Reus (71').
Disciplina: cartão amarelo a Varela (58'), José Ángel (62'), Evandro (78'), Suk (90').

O FC Porto estreou-se na presente época na Liga Europa e está de malas aviadas para sair tão depressa como entrou. Depois de uma vitória saborosa no Estádio da Luz, o FC Porto não foi capaz de dar sequência aos bons resultados na Alemanha.

E não se poderia esperar muito no jogo desta noite. Se atendermos ao poderio do adversário, ao momento de forma da equipa portista e, principalmente, à ausência de jogadores nucleares, o FC Porto pouco mais poderia fazer do que o que fez. Mas, sim, poderia fazer um pouco mais.

Quem treina é o treinador, quem decide é o treinador, quem sabe é o treinador, quem conhece os jogadores é o treinador mas normalmente quando se altera e quando se adaptam jogadores a posições em que não têm rotinas, o resultado não pode ser satisfatório. A história diz-nos isto mas há sempre tendência para repetir as mesmas coisas.

E perante o que se viu esta noite, o FC Porto pode sentir-se algo feliz por não reviver nova goleada na Alemanha. Iker Casillas e algum desacerto na hora da finalização impediram que o resultado se tornasse mais volumoso.

No ataque o FC Porto foi confrangedor. Nunca conseguiu sair para o ataque e a única oportunidade de golo neste jogo aconteceu já perto do final do jogo através de uma jogada de Evandro e remate de Suk contra um defesa contrário a salvar o que teria sido o tento de honra portista.

Isto foi o que eu vi. E é isto que escrevo e vou escrever. Não vou escrever o que uma cambada de lambe-botas queria que eu escrevesse. Aliás, nunca gostei de lambe-botas. Por isso, dispenso bitaites desses tagarelas.

Passando ao jogo, vi um FC Porto com remendos, o FC Porto possível mas não com as melhores opções para os diferentes lugares. O destino estava traçado e confirmou-se o receio. Ao FC Porto resta sair da prova com dignidade mas não deixando desde já de apontar todas as suas baterias para os jogos com o Moreirense e com o Belenenses.

O B. Dortmund entrou no jogo com muita intensidade e isso ficou à vista logo após o pontapé de saída. E não tardou a concretizar em golos o seu poderio. O golo surgiu aos 6 minutos na sequência de um pontapé de canto e a estratégia de Peseiro caiu por terra.

O FC Porto não conseguiu reagir, limitou-se a tapar os caminhos para a sua baliza e a jogar com linhas recuadas. Neste aspecto, Peseiro pareceu-me acertado porque o Dortmund explora muito bem as costas das equipas adversárias mas com esta estratégia o treinador portista perdeu os últimos 30 metros. Ou melhor, não conseguiu chegar à área como se pretendia. A sua equipa revelou-se muito curta.

Apesar disso, Varela fechou bem a ala direita mas nada mais do que isso e Marega foi obrigado a recuar muito o que lhe tirou capacidade ofensiva. Layún não comprometeu a central mas o FC Porto sentiu a falta da sua capacidade atacante e, consequentemente, das suas assistências. No meio-campo Sérgio Oliveira formou duplo pivôt com Rúben Neves (claramente irreconhecível), Herrera tentou pressionar o portador de bola mas revelou-se insuficiente. No ataque Brahimi e Aboubakar andaram completamente perdidos, tendo o argelino jogado para se promover ao invés de trabalhar para a equipa.

Após o 1-0, o FC Porto não conseguia soltar-se da teia bem montada pelos germânicos mas à medida que o tempo foi passando, o FC Porto conseguiu equilibrar-se defensivamente e o Dortmund recuou e desacelerou. No entanto, os germânicos sentiam-se confortavelmente em campo.

Sérgio Oliveira conseguiu o único remate da primeira parte com uma bola que saiu à figura do guarda-redes contrário. Muito pouco para uma equipa que tem aspirações a passar a eliminatória. Chega a ser confrangedor ver o FC Porto mas a culpa não é de Peseiro. Joga com as armas que tem mesmo que eu não concorde com as opções tomadas para este jogo. A culpa é de quem preparou mal a época e de quem tomou certas decisões que fizeram com que a equipa ficasse desequilibrada e sem soluções.

Na 2ª parte mais do mesmo. FC Porto de linhas recuadas, muito curto ofensivamente e a jogar na defesa do 1-0. O Dortmund, sem forçar e sem praticar o jogo vertiginoso, ia aproveitando os espaços que os azuis e brancos concediam. E sempre que chegavam à baliza de Casillas, o perigo era constante.

Pois aos 71minutos, numa das muitas bolas perdidas pelo FC Porto no seu meio-campo, a bola circulou livremente e com velocidade na área portista e Reus aumentou para 2-0. O golo quase que “matou” a eliminatória.

Até aqui, o FC Porto poderia ter sofrido um ou dois golos e já depois do segundo golo, Casillas safou o FC Porto de uma goleada à Munique. Peseiro ainda colocou Evandro e Suk e estes dois elementos, em poucos minutos, produziram muito mais do que Sérgio Oliveira e Aboubakar o jogo todo. Já antes Brahimi tinha sido substituído por A. André que não trouxe nada de novo.

Nos instantes finais, Suk teve uma oportunidade única de relançar a eliminatória mas Burki impediu o golo de honra portista. A equipa portista regressa a Portugal para encarar mais uma jornada da Liga NOS já este Domingo com o Moreirense. Palavra de ordem é vencer. Sem desculpas.

Quanto à Liga Europa, o FC Porto tem uma missão extremamente difícil e complicada e eu acrescento, quase impossível de ultrapassar. Para além de ter de recuperar de uma desvantagem de dois golos, ao FC Porto depara-se um cenário histórico: nunca ter conseguido recuperar de uma desvantagem de dois golos nas competições europeias.

Esteve para acontecer na longínqua época de 85-86 quando o FC Porto defrontou o Barcelona na extinta Taça dos Campeões Europeus. Na 1ª mão, os Dragões perderam em Barcelona por 0-2 e na 2ª mão nas Antas, os azuis e brancos anularam a desvantagem mas os catalães reduziram logo a seguir, de nada valendo o 3º golo portista perto do fim, pois como se sabe os golos marcados fora de casa valem por dois no desempate de uma eliminatória.

Há muitos que acreditam e eu também tenho a minha crença mas não deixo que o meu lado emocional me tolde o raciocínio, nem deixo que essa minha crença me converta ao ridículo de não querer ver a realidade tal como ela se apresenta. Nem vamos comparar a famosa equipa dessa época 85-86, que viria a ser campeã europeia um ano depois e tinha estado dois anos antes noutra final europeia, com esta manta de retalhos que temos presentemente.

Tudo é possível mas ou somos realistas ou então mais vale estar calado sob pena de sermos ridículos. Não devemos apoiar e estar presentes? Claro que devemos. Mas com os pés bem assentes.

Se o FC Porto tivesse tido apenas uma noite má mas revelando ser uma equipa segura, consistente, regular e forte, haveria motivos mais que suficientes para poder acreditar numa reviravolta, mesmo contra todas as estatísticas e evidências históricas. Mas não é o caso.

Estou perfeitamente à vontade para o dizer pois apesar de, repito, ter aquela esperança sempre, não vou seguir a carneirada e soltar palermices. No entanto, estarei presente no Dragão na próxima 5ª feira para ver o clube do meu coração.



DECLARAÇÕES

José Peseiro: “Não estamos mortos”

José Peseiro não sabe “quais são as probabilidades” de o FC Porto avançar para a os oitavos de final da Liga Europa, após a derrota desta quinta-feira no terreno do Borussia Dortmund, por 2-0, mas garante que a equipa se vai “agarrar a elas”. “Ainda temos possibilidades, não estamos mortos. Sei que é muito difícil passar esta eliminatória, mas vamos estar na quinta-feira com o apoio dos nossos adeptos, contra uma equipa muito forte, para lutar para passar à próxima eliminatória”, afirmou o treinador, na entrevista rápida após o encontro.

O técnico começou por “agradecer a presença dos adeptos” na Alemanha, com “muito sacrifício”, e mostrou-se “satisfeito” com a forma como os Dragões trabalharam, face aos condicionalismos e aos castigos que os limitaram, especialmente a nível defensivo. “Foi um jogo difícil, frente a uma equipa muito poderosa, e com os condicionalismos de termos jogadores com posições alteradas, que não jogavam na posição há muito tempo ou nunca tinham jogado. Defensivamente fizemos um trabalho magnífico e os jogadores responderam de forma inequívoca”, explicou.

Frisando que não gosta de “individualizar”, Peseiro referiu o esforço de Martins Indi – que sentiu “dor” mas cumpriu os 90 minutos, não se sabendo ainda qual a sua condição clínica –, Varela, adaptado a lateral direito, e Layún, que alinhou como defesa central. “O Miguel tinha feito essa posição duas ou três vezes, o Varela nunca a tinha feito, mas prepararam-se mentalmente para isso e dentro do treino, para dar uma resposta cabal, com a ajuda de todos os outros jogadores. Foi preciso a defesa ser mais sólida, coesa e junta a defender, porque a equipa adversária era muito forte em ataque posicional”, detalhou.

O treinador reconheceu que, em termos ofensivos, faltou “mais atrevimento e afirmação” e “mais qualidade para ter a bola”. Foi por isso mesmo que André André entrou em campo aos 59 minutos: “Havia um momento para ter mais bola e jogo em posse e entendi que seria na parte final. Resultou em parte, mas sofremos o segundo golo”. Já na sala de imprensa, deu os “parabéns” aos alemães, que foram mais fortes, mas reforçou a mensagem de esperança. “Queremos daqui a uma semana mostrar que ainda estamos vivos, sabendo das dificuldades, mas com a solidez de hoje na defesa e a capacidade que vamos ter na frente”, disse.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

18 fevereiro, 2016

JOSÉ PESEIRO: “TEMOS QUE SER MAIS FORTES DO QUE NUNCA”

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O FC Porto está de regresso à Liga Europa e tem pela frente o poderoso Borussia Dortmund num “jogo difícil”, como perspetivou José Peseiro, que vai obrigar a equipa a defender mais do que é hábito e que, por isso, vai exigir determinação, capacidade de sacrifício, de superação e “solidariedade total” entre os jogadores. O objetivo, sublinhou o treinador, é conseguir um bom resultado para levar a decisão da eliminatória para o jogo da segunda mão no Estádio do Dragão. Para isso, no entanto, os portistas terão que ser, neste primeiro round, “mais fortes do que nunca”.

“Temos consciência da dificuldade do jogo e é bom para nós sentirmo-la contra uma equipa que é forte em qualquer momento do jogo, não apenas na transição ofensiva, mas também em ataque posicional. É uma equipa com muita qualidade, composta por bons jogadores, que está em segundo num campeonato forte como é a Bundesliga”, afirmou o treinador na conferência de imprensa de antevisão do encontro desta quinta-feira (18h00 de Portugal Continental), antes de dar início ao treino de adaptação ao Westfalenstadion.

O grau de exigência do jogo pede à equipa, segundo Peseiro, “confiança, determinação, solidariedade total, capacidade de sacrifício e superação” nos momentos em que a equipa não tiver a bola: “O Borussia vai obrigar-nos a defender com mais gente. Temos que defender todos muito e bem quando não tivermos a bola, de forma a também colocarmos problemas na construção do jogo do adversário. Mas pela nossa riqueza e qualidade, quando tivermos a bola temos de acreditar, temos que provocar, fazer o Borussia correr, colocá-lo nas zonas de desconforto do seu processo ofensivo. Temos dois jogos, queremos passar esta eliminatória e queremos levar a decisão desta eliminatória para o jogo no Porto”.

Desengane-se, porém, ressalvou o treinador, “quem pensa que o FC Porto vem para aqui defender”, até porque, como se diz na gíria futebolística, a melhor defesa é o ataque: “É verdade que queremos defender bem, mas também queremos ter iniciativa, porque quanto mais tivermos bola, mais iniciativa teremos e menos iniciativa damos ao adversário. Queremos correr, ir atrás do adversário, pressioná-lo quando não tivermos a bola e, quando a tivermos, queremos ser afirmativos”.

A utilização ou não de Marcano, que esteve ausente do clássico com o Benfica por lesão, foi outros incontornáveis de uma conferência de imprensa na qual marcaram presença o presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, e o CEO da FC Porto Desporto, Antero Henrique. Peseiro, no entanto, não confirmou se o central espanhol estará ou não disponível para dar o seu contributo. “Ainda não temos a certeza. Certeza tenho é que o 11 que escolhermos tem toda a nossa confiança. Mas só irá a jogo se tivermos a convicção de que poderá jogar ao seu nível e não agravar a lesão que tem”.

Na antevisão da partida, o treinador do Dortmund, Thomas Tuchel, considerou o FC Porto um dos candidatos à conquista da Liga Europa, prova que já os Dragões já venceram em 2011 e em 2003. José Peseiro também esteve perto de o fazer, em 2005, mas desvalorizou esse fantasma, até porque os tempos são outros e o clube também: “Por aquilo que é a história do FC Porto e dos títulos que já conquistou, faz todo o sentido essa afirmação. A final de 2005? Eu sou treinador do FC Porto, a minha responsabilidade aqui é essa. Estou focado no FC Porto e não olho para isso”, referiu o treinador, que aproveitou para desejar “as maiores felicidades a Maicon” no novo projeto.

HERRERA: “VAI SER UM JOGO BONITO”

Héctor Herrera esteve ao lado de José Peseiro na conferência de imprensa de antevisão do Borussia Dortmund-FC Porto e acredita que o Westfalenstadion será palco de um bom espetáculo na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa (quinta-feira, 18h00, SportTV1). O médio disse estar preparado até para jogar a lateral direito, se necessário, e sublinhou que, para o plantel portista, “a Liga Europa tem a mesma importância que a Liga dos Campeões”.

“Ganhar um clássico tem sempre muita importância e dá uma grande motivação e otimismo à equipa. Era uma vitória que queríamos para reforçar a nossa confiança, ainda mais antes deste jogo. Acredito que vai ser um jogo bonito, que qualquer jogador gosta de jogar, e vamos entrar com a mentalidade de ganhar e levar um bom resultado para casa”, afirmou Herrera, na sala de imprensa do Westfalenstadium, antes do treino de adaptação dos Dragões ao relvado do recinto do Borussia Dortmund.

O FC Porto viajou para a Alemanha sem Maxi e Danilo Pereira, a cumprir castigo, mas Herrera acredita que quem jogar nos seus lugares dará boa conta do recado. “O Maxi e o Danilo Pereira são jogadores importantes dentro do grupo, mas há outros jogadores importantes que podem fazer igualmente bem esse trabalho. O mister saberá quem irá colocar a jogar e com certeza irá decidir o que é melhor para a equipa”, prosseguiu o internacional mexicano, que deu voz ao grupo e à forma como este olha para a competição em causa.

“Para nós, a Liga Europa tem a mesma importância que a Liga dos Campeões. Gostamos de jogar perante muito público e, neste caso, a única forma de nos abstrairmos de um ambiente adverso é pensarmos que nos estão a apoiar. Vai ser um jogo bonito, num ambiente bonito, e vamos lutar pela vitória”, prometeu o 16 portista, elemento relevante no plano ofensivo mas que também trabalhará no sentido de “tentar ajudar a parar toda a equipa do adversário”.

Face às ausências de Maxi e Danilo, Herrera não descurou a possibilidade de atuar como lateral direito e garantiu que dará o “máximo” se assim tiver que ser. “Se o treinador entender que devo jogar a lateral direito, não tenho problemas. Estou sempre preparado para ajudar a equipa e darei o meu máximo mesmo quando não jogar na minha posição”, finalizou.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton, Casillas e João Costa;
Defesas: Martins Indi, Marcano, José Ángel, Verdasca eAndré Layún
Médios: Rúben Neves, Evandro, Herrera, Francisco Ramos, Brahimi e Sérgio Oliveira;
Avançados: Aboubakar, Suk, Varela, Marega e Corona.

14 dezembro, 2015

LIGA EUROPA 2015/2016 - SORTEIO 16 AVOS FINAL

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Borussia Dortmund é o adversário na Liga Europa
Eliminatória inédita está agendada para 18 e 25 de Fevereiro de 2016

O Borussia Dortmund, da Alemanha, é o adversário do FC Porto nos 16 avos-de-final da Liga Europa. O sorteio realizado esta segunda-feira, na sede da UEFA, em Nyon, ditou um duelo inédito em jogos oficiais, sendo que a primeira mão será disputada no Westfalenstadion, em Dortmund, às 19h00 locais (menos uma em Portugal Continental) do dia 18 de Fevereiro, e a segunda mão às 20h05 do dia 25 do mesmo mês, no Estádio do Dragão.

O Borussia Dortmund chega a esta fase da prova após ultrapassar, na terceira pré-eliminatória, os austríacos do Wolfsberger (agregado de 6-0) e depois de se classificar no segundo lugar do grupo C (dez pontos, resultantes de três vitórias, um empate e duas derrotas), atrás dos russos do Krasnodar (13 pontos) e à frente de PAOK, da Grécia, e Gabala, do Azerbaijão. Na liga alemã, a equipa do estado da Renânia do Norte-Vestfália é segunda classificada, com 38 pontos, menos cinco do que o líder Bayern Munique.

O palmarés internacional da formação orientada por Thomas Tuchel inclui uma Liga dos Campeões (1996/97), uma Taça das Taças (1965/66) e uma Taça Intercontinental (1997), sendo que, na Taça UEFA, em que participa pela 12.ª vez, foi por duas vezes finalista vencido (1993 e 2002) . A nível nacional, o Borussia foi por oito vezes campeão alemão, conquistou três Taças da Alemanha e cinco Supertaças. No plantel, contam com internacionais alemães como o capitão Hummels, Gundogan e Reus e ainda com o goleador gabonês Aubameyang.



Conheça os 15 possíveis adversários do FC Porto na Liga Europa
Sorteio decorre esta segunda-feira, às 12h00

Fenerbahçe (Turquia), Sion (Suíça), Dortmund (Alemanhã), Midtjylland (Dinamarca), Villarreal (Espanha), Marselha e Saint-Étienne (França), Fiorentina (Itália), Anderlecht (Bélgica), Sparta Praga (República Checa), Augsburgo (Alemanha) e os piores terceiros classificados da Liga dos Campeões - Sevilha e Valência (Espanha), Galatasaray (Turquia) e Shakhtar Donetsk (Ucrânia) - são os possíveis adversários do FC Porto no sorteio dos 16-avos-de-final da Liga Europa, que se realiza esta segunda-feira, às 12h00 de Portugal Continental, na sede da UEFA, em Nyon.

Os Dragões - que ergueram este troféu em 2003 e 2011 (na foto) - fazem parte do pote um (cabeças-de-série), que contém os 12 vencedores dos grupos da Liga Europa e as quatro equipas classificadas no terceiro lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões com melhor registo na presente temporada. É esse o caso do FC Porto, que é aliás mesmo o terceiro colocado com melhor pontuação (dez pontos). O pote dois é formado pelos 12 segundos classificados e os restantes terceiros classificados na Champions, sendo que apenas o Sporting, por ser também uma equipa portuguesa, não pode calhar em sorte aos azuis e brancos.

São por isso 15 os possíveis adversários, sendo que entre eles estão vários ex-vencedores, a começar pelo Sevilha, que conquistou as últimas duas últimas edições e é o recordista de conquistas, com quatro troféus (2006, 2007, 2014 e 2015). Anderlecht (1983), Galatasaray (2000), Valência (2004) e Shakhtar Donetsk (2009) também já venceram a prova.

As equipas cabeças-de-série disputarão a segunda mão em casa. Os jogos serão realizados, em princípio, às quintas-feiras, dias 18 e 25 de Fevereiro, às 18h00 e 20h05 (de Portugal Continental), mas os horários exactos serão confirmados após o sorteio. Refira-se que, ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, não será desta vez conhecido o alinhamento para os oitavos-de-final, que terá direito a um sorteio autónomo, a realizar a 26 de Fevereiro de 2016.

Possíveis adversários e melhores prestações na Taça UEFA/Liga Europa

Anderlecht (Bélgica, grupo J)
Entrada em prova: fase de grupos
Presenças anteriores: 18
Melhor desempenho: vencedor (1983)
Última época: 3.º na Liga belga, 16 avos-de-final da Liga Europa

Augsburgo (Alemanha, grupo L)
Entrada em prova: fase de grupos
Presenças anteriores: 0
Melhor desempenho: 16 avos-de-final (2015/16)
Última época: 5.º na Bundesliga, ausente das provas europeias

Borussia Dortmund (Alemanha, grupo C)
Entrada em prova: terceira pré-eliminatória
Presenças anteriores: 11
Melhor desempenho: finalista vencido (1993, 2002)
Última época: 7.º na Bundesliga, oitavos-de-final da Liga dos Campeões

Fenerbahçe (Turquia, grupo A)
Entrada em prova: play-offs (vindo da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões)
Presenças anteriores: 20
Melhor desempenho: meias-finais (2012/13)
Última época: 2.º na Liga turca, ausente das provas europeias

Fiorentina (Itália, grupo I)
Entrada em prova: fase de grupos
Presenças anteriores: 14
Melhor desempenho: finalista (1990)
Última época: 4.º na Série A, meias-finais da Liga Europa

Galatasaray (Turquia)
Entrada em prova: 16 avos-de-final (após terminar em 3.º na Liga dos Campeões, grupo C)
Presenças anteriores: 12
Melhor desempenho: vencedor (2000)
Última época: campeão turco, fase de grupos da Liga dos Campeões

Marselha (França, grupo F)
Entrada em prova: fase de grupos
Presenças anteriores: 11
Melhor desempenho: finalista vencido (1999, 2004)
Última época: 4.º na Liga francesa, ausente das provas europeias

Midtjylland (Dinamarca, grupo D)
Entrada em prova: play-offs
Presenças anteriores: 4
Melhor desempenho: segunda eliminatória (2002/03)
Última época: campeão dinamarquês, play-offs da Liga Europa

Sevilha (Espanha)
Entrada em prova: 16 avos-de-final (após terminar em 3.º na Liga dos Campeões, grupo D)
Presenças anteriores: 11
Melhor desempenho: vencedor (2006, 2007, 2014, 2015)
Última época: 5.º na Liga espanhola, vencedor da Liga Europa

Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
Entrada em prova: 16 avos-de-final (após terminar em 3.º na Liga dos Campeões, grupo A)
Presenças anteriores: 14
Melhor desempenho: vencedor (2009)
Última época: 2.º na Liga ucraniana, oitavos-de-final da Liga dos Campeões

Sion (Suíça, grupo B)
Entrada em prova: fase de grupos
Presenças anteriores: 8
Melhor desempenho: terceira eliminatória (1994/95)
Última época: 7.º na Liga suíça, vencedor da Taça da Suíça, ausente das provas europeias

Sparta de Praga (República Checa, grupo K)
Entrada em prova: play-offs (vindo da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões)
Presenças anteriores: 13
Melhor desempenho: quartos-de-final (1983/84)
Última época: 2.º na Liga checa, fase de grupos da Liga Europa

Saint-Étienne (França, grupo G)
Entrada em prova: terceira pré-eliminatória
Presenças anteriores: 6
Melhor desempenho: quartos-de-final (1979/80, 1980/81)
Última época: 5.º na Liga francesa, fase de grupos da Liga Europa

Valência (Espanha)
Entrada em prova: 16 avos-de-final (após terminar em 3.º na Liga dos Campeões, grupo H)
Presenças anteriores: 17
Melhor desempenho: vencedor (2004)
Última época: 4.º na Liga espanhola, ausente das provas europeias

Villarreal (Espanha, grupo E)
Entrada em prova: fase de grupos
Presenças anteriores: 6
Melhor desempenho: meias-finais (2005/06, 2010/11)
Última época: 6.º na Liga espanhola, Oitavos-de-final da Liga Europa

18 maio, 2015

EM 2011, DUBLIN FOI O NOSSO DESTINO.

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FC Porto 1-0 SC Braga

Liga Europa, final
18 de Maio de 2011
Estádio Aviva Arena, em Dublin (Irlanda)
Assistência: 45.391 espectadores


Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha).
Assistentes: Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro.
Assistentes adicionais: Carlos Clos Gomez e Antonio Rubinos Pérez.
Quarto árbitro: David Fernández Borbalán.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, Guarín, João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Guarín por Belluschi 73m, Varela por James Rodriguez 79m
Não utilizados: Beto, Maicon, Souza, James Rodriguez, Rúben Micael, Belluschi e Walter.
Treinador: André Villas-Boas.

SC BRAGA: Artur Morais, Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez, Sílvio; Vandinho, Custódio, Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima.
Substituições: Rodriguez por Kaká, aos 46m; Hugo Viana por Mossóró, aos 46m; Lima por Meyong 66m.
Não utilizados: Cristiano, Hélder Barbosa, Elderson e Leandro Salino.
Treinador: Domingos Paciência.

Marcadores: Falcao 44m.

Disciplina: Hugo Viana 24m , Sílvio 29m, Sapunaru 49m, Miguel Garcia 55m, Mossóro 59m, Kaká 80m, Helton 90m, Rolando 90+3m.

Em 2003, no ambiente quente de Sevilha, o FC Porto conquistava a primeira Taça UEFA (agora denominada Liga Europa) ao bater o Celtic de Glasgow por 3-2. A 18 de Maio de 2011, o FC Porto voltou a levar o troféu mais pesado da UEFA para a cidade do Porto ao vencer o compatriota Sporting de Braga por 1-0.

Um ano em grande para o Dragão que, depois de ter conquistado a Supertaça, o campeonato português sem derrotas e reservado um lugar no Jamor na Final da Taça de Portugal, deixou a sua marca de fogo na Arena de Dublin, na Irlanda, demonstrando que pode enfrentar qualquer batalha proposta.

Foi necessário apenas um golo para levantar o tão ansiado troféu, cobiçado pelos Dragões desde o início de temporada, graças ao talento de dois colombianos: o assistente Guarín e o goleador Falcao.

Do jogo, assistiu-se a uma primeira parte encarada com muita cautela por parte das duas equipas portuguesas que fizeram história na primeira final de uma competição europeia completamente lusa.

O Sporting de Braga e o FC Porto passaram os primeiros minutos a estudarem-se mutuamente, com a equipa minhota, que jogava pela primeira vez na final de uma competição europeia, a assumir uma postura mais defensiva, para depois apostar no contra-golpe. A equipa da cidade do Porto quis assumir o jogo mas sem encontrar espaço suficiente.

O único golo apontado teve a autoria do melhor marcador desta prova, o colombiano Falcao, que assim apontou o seu 17º golo. O médio Guarín fez um cruzamento longo para o coração da área bracarense e “El Tigre”, como do costume, cabeceou fora do alcance do guardião dos minhotos, fazendo mexer o marcador na Arena de Dublin.

A segunda parte começou com a melhor oportunidade para o Sporting de Braga, com Mossoró, completamente isolado perante Helton, a chutar rasteiro mas o guardião brasileiro do FC Porto mostrou-se atento com uma grande defesa.

Até ao apito final, os cerca de 45 mil espectadores não assistiram a mais golos na Arena de Dublin mas viram a equipa azul e branca erguer o troféu da Liga Europa, sucedendo aos espanhóis do Atlético de Madrid.

E pronto, DUBLIN foi o nosso destino...



VÍDEO DO JOGO

18 maio, 2014

EM 2011, DUBLIN FOI O NOSSO DESTINO.

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FC Porto 1-0 SC Braga

Liga Europa, final
18 de Maio de 2011
Estádio Aviva Arena, em Dublin (Irlanda)
Assistência: 45.391 espectadores


Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha); Assistentes: Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro ; Assistentes adicionais: Carlos Clos Gomez e Antonio Rubinos Pérez ; Quarto árbitro: David Fernández Borbalán.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, Guarín, João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Guarín por Belluschi 73m, Varela por James Rodriguez 79m
Não utilizados: Beto, Maicon, Souza, James Rodriguez, Rúben Micael, Belluschi e Walter.
Treinador: André Villas-Boas.

SC BRAGA: Artur Morais, Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez, Sílvio; Vandinho, Custódio, Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima.
Substituições: Rodriguez por Kaká, aos 46m; Hugo Viana por Mossóró, aos 46m; Lima por Meyong 66m.
Não utilizados: Cristiano, Hélder Barbosa, Elderson e Leandro Salino.
Treinador: Domingos Paciência.

Marcadores: Falcao 44m.

Disciplina: Hugo Viana 24m , Sílvio 29m, Sapunaru 49m, Miguel Garcia 55m, Mossóro 59m, Kaká 80m, Helton 90m, Rolando 90+3m.

Em 2003, no ambiente quente de Sevilha, o FC Porto conquistava a primeira Taça UEFA (agora denominada Liga Europa) ao bater o Celtic de Glasgow por 3-2. A 18 de Maio de 2011, o FC Porto voltou a levar o troféu mais pesado da UEFA para a cidade do Porto ao vencer o compatriota Sporting de Braga por 1-0.

Um ano em grande para o Dragão que, depois de ter conquistado a Supertaça, o campeonato português sem derrotas e reservado um lugar no Jamor na Final da Taça de Portugal, deixou a sua marca de fogo na Arena de Dublin, na Irlanda, demonstrando que pode enfrentar qualquer batalha proposta.

Foi necessário apenas um golo para levantar o tão ansiado troféu, cobiçado pelos Dragões desde o início de temporada, graças ao talento de dois colombianos: o assistente Guarín e o goleador Falcao.

Do jogo, assistiu-se a uma primeira parte encarada com muita cautela por parte das duas equipas portuguesas que fizeram história na primeira final de uma competição europeia completamente lusa.

O Sporting de Braga e o FC Porto passaram os primeiros minutos a estudarem-se mutuamente, com a equipa minhota, que jogava pela primeira vez na final de uma competição europeia, a assumir uma postura mais defensiva, para depois apostar no contra-golpe. A equipa da cidade do Porto quis assumir o jogo mas sem encontrar espaço suficiente.

O único golo apontado teve a autoria do melhor marcador desta prova, o colombiano Falcao, que assim apontou o seu 17º golo. O médio Guarín fez um cruzamento longo para o coração da área bracarense e “El Tigre”, como do costume, cabeceou fora do alcance do guardião dos minhotos, fazendo mexer o marcador na Arena de Dublin.

A segunda parte começou com a melhor oportunidade para o Sporting de Braga, com Mossoró, completamente isolado perante Helton, a chutar rasteiro mas o guardião brasileiro do FC Porto mostrou-se atento com uma grande defesa.

Até ao apito final, os cerca de 45 mil espectadores não assistiram a mais golos na Arena de Dublin mas viram a equipa azul e branca erguer o troféu da Liga Europa, sucedendo aos espanhóis do Atlético de Madrid.

E pronto, DUBLIN foi o nosso destino...



VÍDEO DO JOGO

11 abril, 2014

PESADELO NA ANDALUZIA

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Sevilha-FC Porto, 4-1

Liga Europa 2013/14, quartos, 2.ª mão
10 de Abril de 2014
Estádio: Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha
Assistência: -


Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália).
Assistentes: Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini; Daniele Orsato e Paolo Valeri.
4º Árbitro: Riccardo Di Fiore.

SEVILHA: Beto, Coke, Pareja, Fazio, Fernando Navarro, Carriço, Mbia, Rakitić, José Antonio Reyes, Bacca, Vitolo.
Substituições: Diogo Figueiras por José Antonio Reyes (56m), Kevin Gameiro por Bacca (69m), Trochowski por Rakitić (86m).
Não utilizados: Varas, Marin, Iborra, Samperio.
Treinador: Unai Emery.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera, Carlos Eduardo, Varela, Ghilas, Quaresma.
Substituições: Quintero por Carlos Eduardo (46m), Ricardo por Varela (46m), Kelvin por Danilo (64m).
Não utilizados: Kadú, Maicon, Josué, Licá.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 3-0.
Marcadores: Rakitić (5m, pen), Vitolo (26m), Bacca (29m), Kevin Gameiro (79m), Quaresma (90+2m).
Cartões amarelos: Mangala (29m), Varela (31m), Coke (32m), Quaresma (32m), Bacca (66m), Ricardo (75m).
Cartões vermelhos: Coke (54m).

Não consigo descrever o que me vai na alma. Apenas um sentimento como há muito, muito tempo não sentia. É o que dá ganhar muito e muitas vezes. Mas nem só de sucessos é feita a vida. No entanto, não vou escrever a crónica habitual com a história do jogo em si porque, neste momento, isso é o que menos importa. No final de contas, o que se passou foi mais do mesmo, mais um episódio dos muitos episódios desta miserável época que se pretende que acabe e bem depressa.

Esta noite em Sevilha, o FC Porto viveu um dos piores pesadelos dos últimos anos, perante uma equipa inferior e de 2º escalão europeu. Eu admitiria que este FC Porto fosse eliminado, admitiria que perdesse o jogo, admitiria que a sorte, ou a falta dela, impedisse que a equipa atingisse as meias-finais da prova. O que nunca me passou pela cabeça é que perdesse da forma como perdeu, que fosse humilhado e goleado por uma equipa inferior, que visse jogadores encarem este jogo como se fosse um jogo a feijões.

O que vi hoje foi um conjunto de jogadores que envergonham o emblema que envergam, um conjunto de jogadores que merecem estar em todo o lado menos neste clube, um conjunto de jogadores que entram num jogo sem saber o que fazer, como reagir e como actuar perante as adversidades e perante um adversário que queria fazer golos e dar a volta à eliminatória.

O que pude observar e presenciar na primeira meia hora de jogo é indescritível. É impossível caracterizar e classificar aquela actuação. Se me dissessem que à meia hora de jogo, o FC Porto estaria a perder por três bolas sem resposta e que em vez de três poderiam ser quatro, cinco ou mesmo seis, eu diria que nem nos piores pesadelos. O FC Porto mostrou ser não uma equipa porque essa não existe, nem existiu esta época mas sim um conjunto de amadores que nem nas distritais teriam lugar.

Não venham com a desculpa, nem sequer narrar o facto de que, no primeiro golo, aos 5 minutos de grande penalidade convertida por Rakitic, antecede uma jogada em fora de jogo e a grande penalidade não existe. Isso é tentar minimizar os estragos e a vergonha que esta equipa demonstra jogo após jogo. Porque uma equipa na verdadeira acepção da palavra, perante a desvantagem aos 5 minutos teria que fazer muito mais, teria que reagir de pronto, teria que criar situações e soluções para chegar ao golo. Isto é o que teria feito o FC PORTO que sempre conheci.

Mas não! Logo a seguir surgem outras duas situações para o Sevilha chegar ao golo. Uma com um remate de Koke ao lado e outra com uma defesa de Fabiano para a linha de fundo a remate de Reyes. A defesa aos papéis, sem organização, sem rigor, toda borradinha de medo não sabia o que ali estava a fazer. O conjunto de jogadores (não o FC PORTO porque estes jogadores não são PORTO) continuaram a meter água, a não sair do seu meio-campo, a não construir uma jogada com princípio, meio e fim.

Aos 26 minutos surge outra calinada. Fabiano coloca a bola em Danilo e este, infantilmente, perde a bola perante a pressão de um jogador contrário. A bola é trocada pelos sevilhanos como querem e Vitolo faz um golo simples. Parecia uma jogada de treino em que um conjunto de jogadores defronta um conjunto de bidões. Não contentes, estes jogadorzecos, sabendo que ainda estava tudo em aberto, permitem novo passeio na sua grande área. A bola passeia e saltita livremente e Bacca no meio de cinco (!!!) jogadores domina a bola, faz a rotação e atira para o 3-0. Aos 29 minutos este era o filme do jogo. Um verdadeiro filme de terror.

Na primeira parte, apenas registe-se aos 24 minutos um remate de Quaresma para defesa de Beto e outro aos 42 minutos de Defour a rasar o poste. Muito, muito pouco para um conjunto de jogadores que almejavam sair com as meias-finais asseguradas.

Na segunda parte com a eliminatória praticamente perdida, Luís Castro retira Varela (coitado!) e Carlos Eduardo (saberá o moço onde joga?) e mete Ricardo e Quintero. O jogo mudou mas não mudou porque o conjunto de jogadores azuis assim o quis mas sim porque o Sevilha o permitiu. A equipa espanhola iria encarar a 2ª parte confortavelmente, recuando linhas e explorando os espaços que o conjunto de jogadores vestidos de azul iria dar ao tentar acercar-se da baliza contrária.

Foi isso que aconteceu mas estes jogadores nem isso sabem fazer. Bola de pé para pé, sempre no sentido lateral e para trás, sem ideias, sem soluções, sem chama, estacionaram no meio campo sevilhano. As oportunidades criadas por Quaresma aos 51 minutos num remate que Beto defende para a barra, por Herrera aos 55 minutos num remate novamente defendido por Beto para o poste e novamente por Quaresma aos 61 minutos a rasar o poste, não justificam sequer um golo para tão pouco futebol mostrado. E mais: este domínio na etapa complementar, além de consentido pelo Sevilha, é também possível devido à expulsão de Koke aos 54 minutos que colocou os espanhóis em inferioridade numérica.

Mesmo em superioridade numérica e encostando o Sevilha atrás, estes jogadores tiveram a veleidade e a desfaçatez de sofrerem novo golo à passagem dos 79 minutos de jogo numa jogada que começa com uma bola perdida por Ricardo (mais uma!) no seu meio-campo para M´Bia. Este desmarcou Vitolo na grande área portista que cruzou tenso. Fabiano defendeu para a frente e Gameiro antecipando-se a Mangala fez o impensável 4-0.

A vergonha estava instalada, o pesadelo era real e este conjunto de jogadores cometeram a proeza de expor ao ridículo um clube com um prestígio e uma história internacional muito rica. Nem o grande golo de Ricardo Quaresma do meio da rua aos 92 minutos atenua esta grande vergonha internacional. Ao falar deste jogo só me vem à memória o jogo com o PSV em 88-89.

Jogadores como Danilo, Jackson e Alex Sandro que custaram milhões, que toda a crítica, treinadores e afins os classifica como jogadores de top, bem podem passear os seus predicados por outras bandas. Metem dó. Jogadores como Varela, Defour, Carlos Eduardo, Licá e Abdoulaye podem preparar guia de marcha porque não calçam neste clube. Há necessidade urgente de encontrar um treinador de renome que seja capaz de pegar no leme e levá-lo a bom porto.

Muita limpeza e trabalhinho há para fazer neste clube. Não só a nível de jogadores e treinadores. Lá dentro muita coisa vai mal e ou muita coisa muda na estrutura, ou vamos continuar a acreditar no Pai Natal todos os anos para nos dar Kelvins 92 e anos como este que estamos a passar presentemente.

Esta época está visto que foi pessimamente mal preparada, foi preparada à sombra do que foi conseguido nos últimos dois anos, a confiar na sorte e na sobranceria em relação aos nossos adversários directos. Andamos a brincar aos treinadores e a fazer contratações de jogadores caros por potenciar, andamos a tentar contratações que falharam à última hora sem ter alternativas imediatas e depois esperam milagres. Que saudades do FC PORTO dos anos 80 e dos anos 90!

A época ainda não terminou, infelizmente. Nem quero imaginar como será o final mas temo que seja mais penoso do que muita gente julga. Com este conjunto de jogadores temos duas meias-finais de taças para cumprir e quatro jogos da Liga Portuguesa para assegurar o acesso à pré-eliminatória da champions league da próxima época. Não sei o que será possível atingir mas não vislumbro nada de bom.




DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto manifestou o seu desalento pela exibição pouco conseguida dos Dragões frente ao Sevilha, na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa. Herrera e Quaresma, naturalmente desiludidos com a derrota na Andaluzia, alertam para o que ainda há para vencer em 2013/14.

​“O lance da grande penalidade acaba por ser preponderante para o desenrolar do jogo. Tentámos jogar, mas o Sevilha pressionou muito alto, criando-nos dificuldades nas nossas saídas para o ataque. O segundo golo foi difícil de digerir e o terceiro abalou-nos por completo emocionalmente. A segunda parte foi claramente nossa, mas esta foi uma noite em que nada nos correu bem”, afirmou Luís Castro na flash-interview que se seguiu ao embate com o Sevilha.

O técnico portista salienta, no entanto, que os azuis e brancos foram uma equipa trabalhadora e dedicada, abrindo horizontes para os compromissos que se seguem. “É fácil apontar erros depois de um jogo que se perde por 4-1. Trabalhámos muito, ainda que nem sempre bem. Neste momento, ninguém no FC Porto se sente bem por aquilo que aconteceu. Temos de trabalhar para o que ainda há para disputar esta época. O próximo objectivo é vencer em Braga”.

Sobre a sua expulsão, bem como sobre o trabalho do árbitro, Luís Castro não podia ser mais explícito: “Creio que o árbitro actuou de forma arrogante e prepotente para comigo e para com os jogadores do FC Porto”.

VÁRIOS JOGADORES

Para Herrera, o golo madrugador dos andaluzes acabou por destabilizar o FC Porto, que não mais conseguiu reagir à desvantagem que se foi acumulando com o desenrolar do encontro. “A grande penalidade que deu origem ao primeiro golo não existiu. Acusámos esse golo e demos espaço ao Sevilha para praticar o seu futebol. Estamos tristes pois esta era uma competição que ambicionávamos vencer. É uma derrota que dói muito, mas temos de levantar a cabeça e trabalhar para vencer o próximo jogo”.

Por sua vez, Ricardo Quaresma, autor do único golo portista neste encontro, reconheceu que os Dragões não entraram bem no jogo: "Jogámos mal e merecemos perder. Podemos e devemos dar muito mais do que aquilo que fizemos neste jogo. Temos de lutar pelo que ainda podemos ganhar”.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga Europa 2013/14, quartos, 2ª mão

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Tribunal O JOGO: Sevilha-FC Porto, 4-1
Árbitro Principal: Gianluca Rocchi (Itália) / Assistentes: Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini; Daniele Orsato e Paolo Valeri / 4º Árbitro: Riccardo Di Fiore.




fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

10 abril, 2014

Luís Castro: “Esta eliminatória está totalmente em aberto”

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O FC Porto vai apresentar-se em Sevilha (quinta-feira, 20h05 de Portugal Continental) de forma “determinada e corajosa, sem perder o equilíbrio”. Na conferência de imprensa de antevisão do desafio da segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, Luís Castro admitiu que o 1-0 do jogo no Porto é um resultado magro, que “dá esperança às duas equipas” de seguir em frente.

“O jogo de amanhã será difícil e complicado para ambas as equipas. Após a primeira mão, pode haver um olhar sobre o favorito na eliminatória e podemos atribuir favoritismos nos outros jogos dos quartos-de-final, mas esta eliminatória está totalmente em aberto. Em Portugal, embora tenhamos dominado, não conseguimos o resultado que o jogo nos poderia ter dado” afirmou o técnico, na sala de imprensa do Estádio Rámon Sánchez Pizjuán.

Uma eliminatória que termina com um 1-0 na primeira mão, dá uma perspectiva “bem viva” a ambos os adversários para seguir em frente. Por isso, Luís Castro está pronto para um adversário que será agressivo, mas que também terá como objectivo não sofrer golos. “Espero um Sevilha a querer ganhar o jogo e eles podem esperar de nós o mesmo, de forma determinada e corajosa, sem perder o equilíbrio. Um golo na segunda mão pode dar-nos outra estabilidade e vamos procurá-lo desde o primeiro minuto. Vamos estar muito conscientes daquilo que é o jogo e a nossa vantagem, mas procurando sempre o golo”, afirmou.

O treinador dos Dragões desvalorizou as ausências de Fernando e Jackson Martínez – “todos os jogadores convocados estão prontos para dar a melhor resposta, com grande respeito pelo Unai Emery e pelo Sevilha” – e adiantou que a equipa está preparada para abordar o prolongamento, se necessário: “O nosso objectivo é resolver a eliminatória nos 90 minutos. Se tivermos de jogar mais 30, os jogadores sabem o que os espera e qualquer equipa do mundo não terá a mesma intensidade, mas esse será um problema das duas equipas”.

Este será um encontro especial, mas não a salvação da época, frisou Luís Castro, que admite que a final começa a aparecer no horizonte, mas para lá chegar será necessário apresentar “muita qualidade” em campo, esta quinta-feira: “Claro que quando as provas se aproximam do final os jogadores olham para as eliminatórias cada vez com mais esperança. Mas para chegar às meias-finais e às finais é preciso passar os ‘quartos’ e, no jogo de amanhã, só temos pela frente o quinto classificado na melhor Liga do mundo, atrás de Atlético de Madrid, Real Madrid, Barcelona e Athletic de Bilbau, o que tem um valor enorme. Sabemos que fomos felizes em Sevilha em dois momentos muito bons, mas os jogos não se ligam à história, ao futuro ou ao passado, mas sim a um contexto muito específico, que é do amanhã”.

O Sevilha é uma equipa que vale “pela sua dinâmica” e pelo “seu todo” e não pelas individualidades, sublinhou Luís Castro, que destacou o papel dos jogadores nos resultados positivos que têm sido conseguidos nas competições europeias e na Taça de Portugal. “Quando os alunos são bons, o professor aparece. Os alunos são fantásticos e é bom ser treinador no FC Porto, não só pela instituição mas também pelos jogadores que tenho ao dispor. Aquilo que faço é trabalhar e eles também trabalham. Há um conjunto de vontades que nos têm feito ter sucesso em determinadas competições. É fruto do trabalho e nada mais”, concluiu.

Ghilas: “Estou confiante”

​Ghilas atravessa um bom momento: nos últimos dois meses apontou quatro golos, tendo um deles sido no domingo, frente à Académica, encontro em que ainda conseguiu uma assistência para Jackson abrir o marcador. Na conferência de imprensa de antevisão do desafio da segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, em Sevilha (quinta-feira, 20h05 de Portugal Continental), o avançado argelino confessou que está confiante e pronto “para ajudar a equipa”.

​“O golo com a Académica deu-me mais confiança, mas a equipa já estava confiante, estamos todos confiantes pelos treinos e pelos jogos. Espero entrar da melhor forma e fazer o melhor possível”, afirmou Ghilas, que é o maior candidato a ocupar o lugar que normalmente pertence a Jackson Martínez, suspenso para este desafio.

Aliás, o argelino admitiu mesmo que a posição central do ataque é a sua preferida, dando-se já como titular, o que provocou o sorriso e a reacção de Luís Castro, que não garantiu esse facto. “Para mim este jogo é muito importante e toda a gente quer estar na Liga Europa. Estou confiante para jogar, tentar marcar e ajudar o mais que puder”, declarou o argelino, que revelou ainda que Jackson lhe deu “moral”, um hábito entre “todos os jogadores” no FC Porto.

A responsabilidade de substituir Jackson é de “todos”, porque a “responsabilidade interna da equipa” é partilhada: “O meu trabalho é fazer um bom jogo, mas não vou jogar sozinho e sim com a equipa, também terei de vir atrás ajudar. Temos de ser inteligentes e vamos pensar em fazer um golo nos primeiros minutos para tornar tudo mais tranquilo”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú
Defesas: Danilo, Maicon, Reyes, Mangala e Alex Sandro
Médios: Herrera, Defour, Carlos Eduardo, Mikel, Josué, Licá, Kelvin, Quintero e Ricardo
Avançados: Quaresma, Ghilas, Varela.

04 abril, 2014

POSTES ADIAM AS MEIAS

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FC Porto-Sevilha, 1-0

Liga Europa 2013/14, quartos, 1.ª mão
03 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 31.122


Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha).
Assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel; Marco Fritz e Robert Hartmann.
4º Árbitro: Christoph Bornhorst.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Carlos Eduardo (57m), Herrera por Defour (70m), Ghilas por Varela (76m).
Não utilizados: Kadú, Licá, Ricardo, Mikel.
Treinador: Luis Castro.

SEVILHA: Beto, Coke, Pareja, Fernando Navarro, Moreno, Iborra, Carriço, Rakitić, Marin, Bacca, José Antonio Reyes.
Substituições: Diogo Figueiras por Iborra (63m), Kevin Gameiro por Marin (63m), Vitolo por José Antonio Reyes (74m).
Não utilizados: Varas, Trochowski, Samperio, Luismi.
Treinador: Unai Emery.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Mangala (31m).
Cartões amarelos: Moreno (15m), Jackson Martínez (42m), Reyes (69m), José Antonio Reyes (69m), Fernando (86m+86m), Mangala (87m).
Cartões vermelhos: Fernando (86m+86m).

De volta às competições europeias, o FC Porto defrontou, esta noite, o Sevilha no jogo da 1ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa. O resultado é escasso para aquilo que o FC Porto produziu ao longo de todo o jogo. Os Dragões podem queixar-se da falta de sorte e vão à Andaluzia com um golo de vantagem que, no entanto, dá algumas garantias para a 2ª mão. O Sevilha bem pode respirar de alívio pois a esta hora poderia estar a eliminatória decidida a favor dos Dragões.

Além disso, vão receber o FC Porto desfalcado de duas pedras importantes no seu onze. Jackson Martínez viu o cartão amarelo num lance com Vicente Iborra. O colombiano falha o jogo da segunda mão. Como uma contrariedade nunca vem só, Fernando fez uma falta na direita do meio campo portista, o árbitro deixou seguir e Fernando fez mais uma na sequência da mesma jogada.

Insólito no mínimo, o árbitro Wolfgang Stark deu a lei da vantagem mas guardou o cartão e mostrou dois de seguida ao jogador do FC Porto na mesma jogada pelas duas faltas.

Mangala fez o resultado num lance rápido pelo lado esquerdo após cobrança de um livre. Quaresma recebeu a bola, fez um cruzamento de trivela e Mangala entrou fulminante para bater o guarda-redes Beto.

O Sevilha só deu um ar da sua graça na parte final do jogo e regista-se uma única oportunidade de golo. No entanto, esse registo da parte final do jogo do Sevilha pode ser um tónico para o que vai ser o jogo da 2ª mão. O FC Porto tem que fazer o seu jogo, à semelhança do que fez em Nápoles.

O Sevilha apresentou onze jogadores atrás da linha de bola, com linhas bastante recuadas e curtas. A estratégia de Unai Emery passava por transições rápidas, tendo como referências Rakitic, a estrela da companhia, e Bacca, ponta de lança colombiano. Mas este Sevilha não mostrou nada de nada, excepto nos últimos 15/20 minutos do jogo. Durante grande parte do jogo remeteu-se atrás e a praticar o pontapé para a frente.

O FC Porto entrou muito bem no jogo, à semelhança do que tinha feito com o Nápoles e mais recentemente com o Benfica, principalmente nos primeiros 20 minutos de jogo.

Ao minuto 31, Alex Sandro sofreu uma falta. Fernando cobrou rapidamente, apanhando o adversário desprevenido. Quaresma recebeu na esquerda e ensaiou a trivela, colocando a bola no coração da área onde surgiu Mangala a cabecear sem hipóteses para Beto.

O FC Porto não desarmou e continuou à procura do 2º golo, o golo da tranquilidade. Mangala esteve perto do bis e logo a seguir Jackson fez um passe rasgado para um pontapé de primeira de Quaresma. Beto fez a defesa da noite. Em cima do intervalo, o poste evitou o segundo golo do FC Porto, na sequência de um remate fortíssimo de Defour. O intervalo sabia a pouco. O 2-0 seria o resultado mais acertado.

Na segunda parte, os dragões continuaram a assumir as despesas do jogo, procurando a baliza de Beto. Mas a bola nunca quis entrar. Jackson teve uma boa oportunidade num remate que saiu por cima da baliza e ao cair do pano, Ricardo Quaresma rematou ao poste da baliza sevilhana, após recarga a um livre cobrado por si. Os postes impediram o passaporte imediato para as meias-finais da prova mas o FC Porto vai até à Andaluzia fazer tudo para carimbar esse passaporte para depois discutir o acesso à Final de Turim.

No Domingo, o FC Porto recebe a Académica de Coimbra para a Liga Portuguesa.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto mostrou-se satisfeito com o desfecho da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, mas considera que o 1-0 deixa tudo em aberto para o reencontro em Sevilha. Mesmo privado de Fernando e Jackson Martínez, o técnico portista garante que, jogue quem jogar, “o FC Porto vai a Sevilha para ultrapassar a eliminatória”.

​“O resultado é desconfortável para ambos os treinadores e não nos deixa descansados para o jogo da segunda mão. Como prevíamos, será uma eliminatória muito disputada entre duas grandes equipas”, começou por dizer Luís Castro na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre os andaluzes.

O técnico dos azuis e brancos elogiou os primeiros 45 minutos do FC Porto e sublinhou a justiça do resultado, ainda que este pudesse ter sido mais dilatado. “Dominámos na primeira parte e estivemos muito equilibrados defensivamente, jogando a maior parte do tempo no meio-campo adversário. Houve mais equilíbrio na segunda parte, mas creio que fomos justos vencedores. A justiça do futebol está sempre no resultado e aceito-o, apesar de considerar que poderíamos ter feito mais golos”.

Considerando “exagerado” o cartão amarelo exibido Jackson Martínez, Luís Castro confessou ainda não entender o que motivou a expulsão de Fernando e deixou uma promessa: “Jogue quem jogar, o FC Porto vai a Sevilha para ultrapassar a eliminatória”.

VÁRIOS JOGADORES

Foram vários os jogadores do FC Porto que passaram pela zona mista do Estádio do Dragão, após a vitória contra o Sevilha (1-0), e havia um denominador comum no seu discurso: era importante vencer a partida contra o conjunto espanhol e também não sofrer golos, de forma a passar à próxima eliminatória.

​Feliz pela exibição e por “poder ajudar a equipa”, o defesa Danilo foi o primeiro a falar aos microfones dos meios de comunicação social, dizendo que, “por tudo o que a equipa fez”, o resultado podia ter sido mais amplo, além de realçar o trabalho dos seus companheiros de sector mais recuado: “Era importante não sofrer golos e a nossa defesa, uma das mais jovens da Europa, mostrou-se compacta e fez um bom trabalho. Agora vamos descansar para podermos continuar a fazer o nosso melhor”. O jogo em Sevilha vai ser, segundo Danilo, complicado: “É difícil jogar lá e eles já demonstraram isso nesta temporada. É uma equipa perigosa, mas nós temos um plantel forte, com muita qualidade, com jogadores que podem suprir qualquer necessidade que tenhamos”.

O guarda-redes Fabiano espelhou, na zona mista, a tranquilidade que tem demonstrado no campo e foi sucinto nas declarações: “O resultado não me surpreendeu. Foi um jogo difícil, como resultado do grande trabalho que fizemos e temos feito durante a semana. A determinação que mostrámos durante o jogo fez-nos vencer. Merecíamos uma vantagem maior, pois tivemos mais oportunidades, mas o importante é sair daqui com uma vitória. Agora é ir a Sevilha e alcançar a qualificação”. A ausência de Jackson e Fernando foi falada por todos os atletas do FC Porto e Fabiano não foi excepção: “São grandes jogadores e acho que ajudam muito a equipa. Creio que o nosso plantel tem muitos jogadores de qualidade e quem entrar vai fazer um bom trabalho e ajudar a equipa”.

O avançado Quaresma, autor do cruzamento para o golo de Mangala, não esteve com meias-medidas na abordagem à vitória contra o Sevilha e, apesar de dizer que “está tudo em aberto” na eliminatória, desejava mais: “Penso que podíamos ter acabado o jogo com dois ou com três golos marcados. Há que continuar a trabalhar, com a mesma vontade, para irmos a Sevilha ganhar e passar a eliminatória”. Confiante de que quem ocupar o lugar de Jackson e Fernando vai cumprir a missão, Quaresma agradeceu a confiança do plantel e da estrutura do FC Porto: “O plantel sempre me ajudou, confiou em mim, sempre me ajudou a passar todas estas fases. É um orgulho ouvir as palavras do presidente, que confia e acredita em mim. O que dizem os outros não interessam. Parece que o Mundo acaba com tudo o que digo ou faço, mas eu tenho as costas largas e lido bem com isso”.

Por seu lado, Jackson Martínez confessou que “era importante manter a outra equipa a zero e marcar” e que foi “duro levar amarelo naquela jogada”, algo que o tira do jogo da segunda mão, mas está pronto para apoiar a equipa: “Vai haver muita tensão em campo e vou estar a apoiar os meus companheiros. Tenho a certeza de que quem me substituir vai fazer um belo trabalho. Ghilas fez um excelente trabalho contra o Nápoles e sei que vai dar o seu melhor pelo FC Porto”.

O mexicano Diego Reyes, titular novamente na formação de Luís Castro, estava satisfeito no final do jogo: “A equipa jogou bem e tivemos muitas oportunidades, pelo que acho que podíamos ter feito mais um golo. Os nossos adversários quase não remataram à nossa baliza e fizemos bem as coisas. O resultado é favorável e temos uma pequena vantagem, mas não podemos relaxar: temos de ter a mesma atitude, determinação e continuar a trabalhar para conseguir um bom resultado em Sevilha”. Em termos individuais, Reyes não conseguiu disfarçar a felicidade pelo momento que atravessa: “Estou tranquilo, contente, a aprender muito e feliz por ajudar a equipa no muito ou pouco que seja”.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga Europa 2013/14, quartos, 1ª mão

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Tribunal O JOGO: FC Porto-Sevilha, 1-0
Árbitro Principal: Wolfgang Stark (Alemanha) / Assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel; Marco Fritz e Robert Hartmann / 4º Árbitro: Christoph Bornhorst.




fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

03 abril, 2014

Luís Castro: ​“Temos uma ambição muito grande”

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O treinador do FC Porto prevê uma eliminatória muito disputada frente ao Sevilha, nos quartos-de-final da Liga Europa, prova que os Dragões já conquistaram e querem “voltar a conquistar”. Luís Castro sublinha ainda a qualidade do opositor dos portistas e garante que os jogadores têm consciência da importância do jogo no Estádio do Dragão, aproveitando para voltar a apelar ao apoio dos adeptos.

​“Vai ser um jogo extremamente difícil frente a uma equipa que vem de uma boa série de resultados. Estamos optimistas e esperamos vencer a primeira parte desta eliminatória, sem sofrer golos. Estamos esperançados num bom resultado. Queremos um bom FC Porto, um FC Porto equilibrado defensivamente e a sair bem para o ataque. O FC Porto tem de ser atrevido, corajoso e determinado para fazer um bom jogo e para o vencer”, afirmou o técnico dos tricampeões nacionais na conferência de imprensa de antevisão do encontro com os andaluzes.

Vencedor da Taça UEFA/Liga Europa em duas ocasiões (2003 e 2011), o FC Porto assume óbvias ambições nesta competição, mas respeita todos os adversários que se lhe atravessarem no caminho. “Pela história que tem e pelos títulos que já conquistou, o FC Porto não precisa de salvar o que quer que seja. Salvar é uma palavra demasiado forte para aquilo que é a nossa história. Temos consciência da importância deste jogo e queremos continuar em prova, como é óbvio. Temos uma ambição muito grande”, garantiu Luís Castro, que afasta qualquer cenário de favoritismo antecipado.

“O favoritismo não ganha jogos. Temos de provar aquilo que valemos dentro do campo. O Sevilha venceu oito dos últimos dez jogos e é uma equipa repleta de jogadores de qualidade, mas vale essencialmente pelo seu todo. De qualquer forma, estamos focados em nós e naquilo que temos de fazer. É essencial encararmos este jogo com uma grande paixão”, prosseguiu o técnico, que voltou a falar ao coração da massa adepta azul e branca: “Os nossos adeptos voltarão a ser fundamentais para o nosso sucesso e contamos com eles do primeiro ao último segundo”.

Indiferente à pressão extra inerente a esta fase das competições europeias, o FC Porto alimenta genuínas ambições de reerguer um troféu que lhe é familiar. “Trabalhar no FC Porto é um acto de responsabilidade. A Liga Europa é uma prova de grande prestígio, que o FC Porto já conquistou e quer voltar a conquistar”, concluiu Luís Castro.

Fabiano preparado para uma “batalha difícil”

​A viver aquele que será o melhor momento da carreira, Fabiano mostra-se preparado para mais uma “batalha difícil”, frente ao Sevilha (quinta-feira, 20h05, primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League). Em conferência de imprensa, o guarda-redes recusou-se a apontar um favorito para esta eliminatória e elogiou o adversário.

“Passámos uma eliminatória muito difícil contra o Nápoles e vamos continuar a trabalhar. Amanhã temos mais uma batalha difícil e o intuito é sempre sair com um resultado positivo. O favoritismo não cai muito nesta questão: temos a nossa qualidade e sabemos do nosso potencial, mas o Sevilha também é uma equipa muito qualificada, que tem pontos fortes. Vamos concentrar-nos muito no jogo”, garantiu Fabiano.

O guarda-redes, que assumiu a titularidade após a lesão de Helton em Alvalade, considerou-se adaptado ao papel de número um de uma grande equipa – “a bola chega poucas vezes à nossa baliza, mas nos treinos trabalhamos com o intuito de estarmos sempre concentrados durante 90 minutos” – e comentou ainda as mensagens de apoio que tem recebido do compatriota, nomeadamente através das redes sociais. “Partindo do Helton não é novidade. Sempre me apoiou e conversou comigo, para me ajudar. Fico muito feliz, mas dele só poderia esperar isso”, acrescentou.

A caminho do quinto jogo consecutivo como dono das redes azuis e brancas, Fabiano confessou estar “muito feliz”. “Estou a realizar um dos objectivos da minha vida. Desde o dia em que cheguei aqui que penso em jogar, mas levo tudo um passo de cada vez e com a cabeça no lugar. Estar num grande clube é uma responsabilidade e tenho de melhorar sempre o meu trabalho para estar ao nível exigido”, declarou.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro,
Médios: Herrera, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Fernando, Mikel e Defour;
Avançados: Quaresma, Jackson Martínez, Quintero, Varela e Ghilas.

21 março, 2014

Sorteio dos quartos de final da liga Europa

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Realizou-se esta sexta-feira em Nyon, Suíça, o sorteio dos quartos de final da Liga Europa.

Os jogos estão agendados para os dias 3 e 10 de abril.

A final disputa-se a 14 de maio, no Estádio Olímpico de Turim.

RESULTADO DO SORTEIO:

AZ Alkmaar - benfica
Lyon - Juventus
Basileia - Valência
FC PORTO - Sevilha

fonte: fcporto.pt



EQUIPAS APURADAS:

AZ Alkmaar (Holanda)
Valência (Espanha)
Lyon (França)
benfica (marrocos)
Juventus (Itália)
FC PORTO (Portugal)
Basileia (Suiça)
Sevilha (Espanha)

REGRESSADOS PARA FICAR

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Nápoles-FC Porto, 2-2

Liga Europa 2013/14, oitavos, 2.ª mão
20 de Março de 2014
Estádio: San Paolo, Nápoles
Assistência: -


Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra)
Assistentes: Stephen Child e Darren England; Anthony Taylor e Craig Pawson.
4º Árbitro: Stuart Burt.

NÁPOLES: Reina, Henrique, Fernández, Raúl Albiol, Ghoulam, Inler, Behrami, Pandev, Mertens, Higuaín, Insigne.
Substituições: Hamšík por Pandev (68m), Zapata por Higuaín (78m), Callejón por Mertens (83m).
Não utilizados: Colombo, Réveillère, Britos, Dzemaili.
Treinador: Rafael Benitez.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Ricardo, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Josué por Carlos Eduardo (63m), Ghilas por Varela (66m), Licá por Quaresma (81m).
Não utilizados: Kadú, Quintero, Herrera, Mikel.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Pandev (21m), Ghilas (69m), Quaresma (76m), Zapata (90+2m).
Cartões amarelos: Henrique (52m), Behrami (75m), Fernando (90m).

O FC Porto parece sair, definitivamente, do marasmo que assolou a equipa durante grande parte da época. A mudança de treinador foi o toque que faltava para transfigurar o FC Porto 2013-14. É certo que esta mudança não resolve os problemas todos mas tornou-se um importante factor de motivação com melhoria na equipa.

É certo que, desde que Paulo Fonseca saiu e entrou Luís Castro (será que está encontrado o treinador da próxima época?), os Dragões respiram melhor, os jogadores animicamente estão também melhores mas é também certo que a sorte tem aparecido com mais frequência e os deuses do futebol têm estado com a equipa, embora em Alvalade os ferros, a fortuna e o árbitro tenham impedido um resultado positivo. O mais importante é que a equipa parece regressar, em definitivo, à normalidade e tem mais é que crescer até ao fim da época.

O tricampeão nacional eliminou, esta noite, o Nápoles da Liga Europa, com um empate no Estádio de San Paolo. Na segunda mão dos oitavos-de-final, os Dragões foram expostos a um teste de fogo, estiveram encostados às cordas, tremeram durante os primeiros 30 minutos de jogo mas despertaram na 2ª parte quando Luís Castro lançou as mudanças na equipa, ajudando-a a libertar-se do sufoco imposto pelo adversário.

Não foi surpresa para ninguém ver o Nápoles meter a sexta velocidade logo nos primeiros minutos de jogo. A correr atrás do prejuízo, a equipa napolitana tinha que assumir as despesas do jogo. Com Insigne de um lado e Mertens do outro, havia rapidez nas alas, diagonais constantes e muitas trocas de posições, especialmente com Higuaín a confundir as marcações dos centrais. O FC Porto com uma defesa que, mais pareceu uma manta de retalhos, viu-se aos papéis para evitar males maiores.

Com Alex Sandro a cumprir castigo, Maicon lesionado e Abdoulaye impedido de jogar na prova por já ter representado o V. Guimarães, Luís Castro, sem soluções, lançou o jovem Ricardo no lugar do defesa brasileiro e o Mexicano Reyes no lugar de defesa central. Entregou uma missão hercúlea aos dois estreantes. O ímpeto inicial dos italianos dava pouco tempo ao FC Porto para sair em ataque organizado, até porque Defour e Carlos Eduardo estavam mais ocupados a fechar espaços do que propriamente a criar linhas de passe na primeira fase de construção. O FC Porto, na 1ª parte criou apenas um lance de registo mas sem grande perigo. Quase ao fechar a primeira metade, Jackson, após cobrança de um pontapé de canto, cabeceou ao lado do poste de Reina.

O Nápoles mostrava ao que vinha. Jogando com linhas muito baixas e dando a iniciativa de jogo aos portistas, os italianos aproveitavam os erros dos Dragões e em três/quatro passes chegavam à área da equipa portuguesa, pasme-se, em superioridade numérica. Em lances seguidos, os portistas ficaram completamente em sobressalto e atarantados perante a avalanche napolitana. Os Dragões não conseguiam controlar o jogo e a posse de bola e o Nápoles, fazendo pressão à saída do seu meio-campo, roubava bolas aos portistas e jogavam no erro do adversário.

Mertens, aos 15 minutos, amorteceu de cabeça para um remate cruzado de Henrique ao lado do poste. Aos 16 minutos, Insigne surgiu sozinho nas costas da defesa mas atirou para as mãos de Fabiano. Aos 17 minutos, Higuaín desmarcou-se na área mas falhou o controlo da bola.

O Nápoles sufocava, o FC Porto sobrevivia. Até que numa das muitas perdas de bola a meio-campo, aos 21 minutos, O FC Porto permitiu uma saída rápida dos italianos para o ataque. Higuaín galgou terreno, fez um compasso de espera à entrada da área, Pandev desmarcou-se nas costas de Reyes e Mangala e Higuaín endossou-lhe a bola. Instintivo, o jogador macedónio, passou a bola por cima de Fabiano. Ricardo, o jovem jogador lançado às feras, não foi lesto a colocar o jogador napolitano em fora de jogo. A eliminatória estava empatada e o receio e a insegurança instalaram-se no Dragão.

Quem viu a primeira parte do jogo no Estádio do Dragão terá ficado com a sensação de estar a assistir a um duelo totalmente diferente no San Paolo. As coisas não ficaram por aqui. O Nápoles continuava a carregar e o FC Porto a tentar sacudir como podia. Fabiano bem contribuiu com um punhado de defesas a evitar males maiores. Primeiro com uma defesa oportuna à recarga de Mertens após um livre directo de Insigne, aos 31 minutos e no segundo tempo com uma mancha, saindo corajosamente, a um cabeceamento do extremo italiano.

Os Dragões, porém, estavam reservados para a segunda parte, ainda que, após o intervalo, o Nápoles tenha voltado a pegar o FC Porto pelos colarinhos. Até aos 60 minutos, o Nápoles continuava a fazer do FC Porto saco de pancada. Aos 59 minutos, a defesa do FC Porto foi apanhada desprevenida, Higuaín recebeu e atirou para grande defesa de Fabiano.

Aos 60 minutos, o sentido do jogo mudou radicalmente. Luís Castro refrescou o meio-campo com a entrada de Josué para o lugar do apagadíssimo Carlos Eduardo e para o ataque entrou Ghilas e saiu Varela. Parece que o FC Porto sofreu um abanão que espevitou por completo a equipa. Josué conseguiu pegar no jogo, segurar a bola e coloca-la jogável. Os Dragões começaram a mostrar que estavam ali para discutir o jogo até ao fim e a equipa começou a ganhar metros. Aos 69 minutos, Jackson iniciou uma jogada no meio-campo onde foi ceifado por um adversário, o árbitro mandou seguir pois Fernando aproveitou para desmarcar Ghilas e o argelino, à entrada da área, atirou de pé esquerdo para o empate. Estava dado o golpe que os napolitanos tanto receavam.

O San Paolo gelava, o FC Porto tornava-se mais atrevido. Defour, de seguida, desmarcado, entrou na área pela esquerda e acertou no poste. Estavam decorridos 72 minutos mas quatro minutos depois Quaresma deu o xeque-mate, ao assinar o momento da noite. O extremo português (homem da risca ao meio, vais convocá-lo para o mundial?) recebeu na área, driblou entre dois adversários e atirou de pé esquerdo colocado e com potência, deixando Reina pregado ao relvado.

Os italianos sentiram-se derrotados. No entanto, ainda tentaram reagir mas já sem o ímpeto e a força da primeira parte. Mas aos 91 minutos, Zapata rematou já na pequena área, após centro da direita do ataque napolitano. O sonho do FC Porto de chegar a Turim está em aberto. Os Dragões ficam a conhecer às 12:00 desta Sexta-feira o adversário dos quartos-de-final que sairá do grupo dos seguintes adversários: Juventus, Valência, Sevilha, Ol. Lyon, AZ Alkmaar, Basileia e benfica.

Notas finais, pelo lado positivo, para as grandes actuações de Fabiano, Quaresma, Danilo e Ghilas. As boas notas de Reyes e Ricardo, apesar das falhas, e a boa entrada de Josué em jogo. Pelo lado negativo, os exageros de Fernando, provavelmente, a querer mostrar-se para os clubes endinheirados e as exibições apagadíssimas de Carlos Eduardo, Varela e Jackson Martínez.

O FC Porto regressa no Domingo à Liga Portuguesa para a recepção ao Belenenses no Estádio do Dragão. A Liga Europa regressa no dia 3 de Abril.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto elogiou a determinação e entrega dos tricampeões nacionais no empate a duas bolas em Nápoles, que garantiu a qualificação para os quartos-de-final da Liga Europa. Fabiano, Ghilas e Quaresma também exultaram pela continuidade em prova dos Dragões.

​“Sabíamos que ia ser uma eliminatória apertada, para ambas as equipas. Eles estiveram por cima e nós também, mas no cômputo dos 180 minutos, merecemos a qualificação. Soubemos sofrer sempre que foi necessário e fizemos uma grande segunda parte, na qual fomos superiores. Os jogadores tiveram uma entrega muito grande, foram fantásticos, enormes. Estão de parabéns, tal como os adeptos que nos apoiaram. A nação portista está certamente orgulhosa desta equipa”, afirmou Luís Castro na flash-interview após o embate no Estádio San Paolo.

FABIANO

Fabiano, titular na baliza do FC Porto, manifestou a sua felicidade pela passagem aos quartos-de-final e dedicou-a a Helton. “Conseguimos a qualificação e estou feliz por ter ajudado a equipa a consegui-la. Preparámo-nos bem e soubemos reagir às incidências do jogo. Dedico esta vitória ao Helton, que é um grande amigo e companheiro”. Ghilas, autor do primeiro golo dos azuis e brancos neste encontro, destaca a justiça do agregado final da eliminatória. “Estou muito feliz por ter marcado e ajudado o FC Porto a seguir em frente. Defrontámos uma grande equipa, mas mostrámos o nosso valor e merecemos continuar em prova”.

QUARESMA

Ricardo Quaresma, que apontou o segundo golo dos azuis e brancos num magistral lance individual, voltou a sublinhar que, no FC Porto, a palavra medo não tem lugar no dicionário. “Foi um jogo difícil, como prevíamos. Mostrámos que somos uma grande equipa e que temos muita qualidade. Colectivamente, fizemos coisas bonitas. Temos de continuar a lutar pelos nossos sonhos. Venha quem vier, não tememos ninguém”.



RESUMO DO JOGO