aMIGO, Muitos Parabéns!!!
São os votos de todos os colaboradores/as deste espaço de tertúlia.
A revista mensal “So Foot” do mês de Julho-Agosto (nr. 69), apresenta um suplemento de 32 páginas que é alegre, risonho e, simultaneamente, muito instrutivo. É “O Dicionário dos Losers”!
Este último, aliando o humor com a ironia e a sátira, unindo a língua culta com o calão e, sobretudo, casando o futebol com a sociedade, destaca-se pela sua criatividade e originalidade. O “Dicionário dos Losers“ remete-nos para a nossa vivência clubistica e para a modalidade futebol. É uma leitura hilarante para as férias!
As trinta e duas páginas, englobam a história do futebol desde o século dezanove até aos nossos dias. Clubes, jogadores e regras do futebol são passados em revista. Aqueles que são considerados perdedores, também fizeram ou continuam a fazer parte da história do mundo do futebol. Eis alguns exemplos citados de autênticos “losers“, segundo a referida revista: Bergkamp, Eriksonn S-G, Inter Milan, Garrincha, Portugal, (a definição está fora de série), Queiróz Carlos, Wenger, etc.
No que diz respeito ao FC Porto, três nomes são postos em relevo. Passo a traduzir:
"Cubillas (Teófilo, Perú, 8 de Março de 1949): Quem prosperou graças ao Deus Dollar, morrerá pela mão do Deus Dollar: Alianza Lima (1966/72); FC Bâle (73); FC Porto (74/ 76); Alianza Lima (77/79); Fort Lauderdale (79/83); Alianza Lima (84); South Florida Fun (85); Alianza Lima (87 /88) ; Miami Sharks (88);? Cómo se dice saudade en péruano?
Jardel (Mário, Brasil, 18 de Setembro de 1973): Um homem Alemão perdido num corpo de Brasileiro. Mário Jardel é como o salto de Clyde Drexler e os cestos de 30 a 42 golos no Porto e no Sporting. Problema: “Madame” prefere o jogo de equipa. Divorcia em directo na televisão Portuguesa. Jardel faz uma depressão e liquida o PIB do seu país em pastéis de nata. Faz, finalmente, naufrágio no Nancy onde é reprovado após uma volta ao campo.
Quaresma (Ricardo, Portugal, 26 de Setembro de 1983): “Tudo começou no dia em que nasci / O dia em que não me cruzei com a fada boa / Quem teria feito de mim o que eu não sou / Os que por vezes invejo / Os que a vida lhes deu sorte / Mas eu infelizmente, pronto / Não estou aí / E privado disso porquê deveria combater? / De qualquer modo, não vale a pena / Conheço o refrão / O meu amor pela vida saldou-se com um divórcio.“ (1)"
"O FC Porto sabe vender". Foi assim que a conceituada revista “So Foot” comentou a transferência de Lucho Gonzalez (na rúbrica “news” de 29 de Junho). E, acrescenta o jornalista , com as saídas mais que prováveis de Lisandro Lopez e Bruno Alves, o FC Porto poderá encaixar mais de 60 milhões de euros. E, isto, graças à venda de só 3 jogadores.
Em seis anos, o FC Porto vendeu por mais de 300 milhões em jogadores. O que não impediu o clube de alcançar os êxitos nacionais e internacionais que se conhecem.
Com Ricardo Carvalho e Pépe, Bruno Alves poderá ser o terceiro defesa do Porto a sair por mais de 25 milhões de euros. “Chapeau!” escreve a “So Foot”. Sim: Chapéu!
Contrariamente ao Manchester ou ao Real Madrid, por exemplo, o FC Porto é obrigado a viver em função duma maximização de resultados desportivos debaixo de constrangimentos orçamentais. Com efeito, atestando-se na venda e compra de Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores do mundo e super-star , nada nos proibe pensar que os dois clubes citados procuram uma maximização dos seus resultados económicos debaixo dum contexto desportivo.
O FC Porto é o clube europeu que melhor tem sabido aliar resultados e constrangimentos orçamentais.
O FC Porto vende para melhor continuar a ganhar.
E Viva o Porto!
Nas linhas que vou escrever, pode haver algo de surrealista para quem continua a afirmar que “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”.
Eis que um dia, um jornalista Francês, não se sabe bem porquê, decidiu imortalizar o Porto, após o confronto com o Manchester. A 16 de Abril do ano em curso, a revista mensal que vive de “água fresca e de futebol”, “Les Cahiers du Football”, publica um artigo, assinando Alphonse Raspouet. O título é: “La chèvre do Senhor Seguem“.
Trata-se dum pastiche de “La Chèvre de Monsieur Séguin” (A Cabra do Senhor Séguin). Este texto, é um conto clássico da literatura Francesa.Foi escrito por Alphonse Daudet (1840-1897) e é, imensamente, popular. É um texto que pode ser lido dos “7 aos 77 anos”. É dado e estudado nas escolas primárias. É e tem sido alvo de adaptações teatrais, radiofónicas e cinematográficas. Também já foi adaptado à banda desenhada.
O conto de Daudet expressa o desejo de uma das cabras do Senhor Séguin em ser livre. Ela prefere ser livre e morrer livre, a morrer amarrada a um pau sem conhecer o monte. O Senhor Séguin tem as suas cabras presas, porque tem medo do lobo. Este, vive no monte e come-lhe as cabras que fogem.
A rebelde chama-se “Blanquette”. Um dia esta foge e vai afrontar o monte e o lobo. Quer ser livre! E irá combater o lobo.
O pastiche desta fábula, publicado pela revista “Cahiers du Football”, apresenta o FC Porto no papel de “Blanquette”. Denominada Branquinha, é ela quem sobe ao monte Europa, para lutar, cheia de coragem, contra o lobo Macuniano. É que no prado lusitano, ela aborrece-se. Não tem ninguém com quem brincar, tal é sua a superioridade sobre as outras cabras.
O artigo da revista “Les Cahiers do Football”, está escrito num Francês excelente cheio de humor e de trocadilhos. Também, há que notar que respeita, rigorosamente, a transcrição de nomes ou palavras Portugueses e, nomeadamente, o emprego do til. Algo que nem sempre se verifica na imprensa internacional.
O FC Porto mostrou que é possível fazer jogo igual, senão melhor, com o segundo clube mais rico do mundo. O FC Porto não tem medo do lobo mau!
O artigo da referida revista exemplifica, melhor que palavras, o capital simpatia e a fama que o FC Porto alcanço . E eu continuo a não entender quem não o reconhece.
E Viva o Porto !
PS - O artigo referido pode ser consultado no site da revista citada, "Les Cahiers du Football", na rubrica "archives / les coupes européennes".
Tenho dado, até agora, uma apresentação do FC Porto vista pelo prisma da imprensa desportiva Francesa. Mas o FC Porto também é citado pela imprensa generalista Francesa.
O artigo que segue traduzido, em baixo, foi publicado pelo diário “Le Figaro”, a 11 de Maio do ano em curso. Este diário é, conjuntamente, com o “Le Monde” e o “Libération”, uma verdadeira instituição. Com efeito, “Le Figaro”, foi criado em 1826 . É o mais antigo diário Francês!
Ele tem por título “Et de 4!“ (Já são 4!) e é ilustrado com a foto que mostra os jogadores a festejarem o golo de Bruno Alves contra o Nacional da Madeira. É escrito por uma mulher, Leonor David. A autora, traça um balanço da época 2008-2009. Poderão verificar que é simples, conciso e objectivo.
Passo a traduzir:
“O FC Porto festejou domingo o seu 4º título consecutivo de campeão, graças à sua vitória sobre o Nacional da Madeira. É o 14º título dos Dragões em 20 anos, o 3º para o seu treinador Jesualdo Ferreira.
O que é preciso decorar:
O FC Porto alcançou domingo o seu 4º título de campeão consucutivo e confirmou a sua supremacia no futebol Português. É a 14ª sagração dos Dragões em 20 anos, contra três, somente, para o Benfica, dois para o Sporting e uma para a excepção Boavista...A festa arrancou muito cedo domingo nos quatro cantos da cidade do Porto e, mais particularmente, em redor do Estádio do Dragão, onde os sócios vieram em número para a recepção do Nacional da Madeira. Foi preciso, todavia, esperar o início do segundo período e a cabeçada imparável do capitão Bruno Alves para soltar a nação Portista. Idealmente servido por Lisandro Lopez, o número 2 Português, digno sucessor de João Pinto e Jorge Costa, abria o marcador e oferecia, aos 50.000 espectadores que enchiam as bancadas do Dragão, a sua primeira explosão de alegria. Os homens de Jesualdo Ferreira contentaram-se, em seguida, em guardarem o controle das operações até ao apito final, para festejarem, dignamente, um 24º título de campeão inteiramente merecido. Um sucesso que muito se deve ao presidente dos Campeões Europeus de 2004, o omnipotente e inesgotável Pinto da Costa, dirigente mais títulado em Portugal com 17 troféus e, também, a Jesualdo Ferreira que se torna o primeiro técnico Português a ganhar três campeonatos consecutivos (veja-se mais abaixo ).
Em seguida, em poucas linhas, a jornalista lembra que o Sporting foi 2º pela terceira vez consecutiva e que o Benfica decepcionou, novamente, o seu público.
O topo:
Jesualdo Ferreira entrou este domingo na história do futebol Português , tornando-se o primeiro treinador Lusitano a ganhar três campeonatos consecutivos. Antes dele, só quatro técnicos estrangeiros tinham realizado tal proeza. Um 3º título que muito deve à experiência do coach Português (62 anos) e que teve que gerir a saída de jogadores tão importantes como Bosingwa, Paulo Assunção e, sobretudo, Quaresma. Se os reajustamentos, no início de época, fizeram perder alguns pontos e a posição de leader à sua equipa, Sapunaru, Fernando, Rodriguez, Hulk e o Francês Aly Cissokho, acabaram todos por se impor no seio dum grupo encabeçado pela experiência e a sede de vitórias dos indiscutíveis Bruno Alves, Raul Meireles, Lucho Gonzales e Lisandro Lopez, para permitir aos Dragões de realizar uma segunda metade de época vertiginosa (11 vitórias e 2 empates em 13 jornadas).
O flop:
Nesta alínea, a autora evoca o balanço negativo do treinador do Benfica: 23 vitórias, 15 empates, 11 derrotas em 49 jogos. Um fim de época com só 11 pontos em 21 possíveis.
Está Dito!
“Sou, actualmente, uma das pessoas mais felizes do mundo “. O antigo parisiense, Cristian Rodriguez, saboreia, como se deve, o seu primeiro título ganho em Portugal.
O artigo acaba com os resultados da 28 ª jornada e o programa da 29ª jornada.
A conceituada revista mensal, “So Foot“, tem na sua edição diária, uma rúbrica denominada, Top 10. É assinada por Chérif Ghemmour. Os temas tratados, sempre em relação com o futebol e a sociedade, são variados. O último texto da referida rubrica (o nº 11) , publicado a 26 de Maio do ano em curso, tem por tema: “As melhores finais da C1“.
O autor indica e justifica quais foram, na sua opinião, as finais memoráveis da história da Champions League:
Não é meu intuito analisar em detalhe esta lista. Verifico, unicamente, que o FC Porto é o único clube Português a ser citado. Assim, passo a traduzir as linhas que dizem respeito à final de Viena:
“Bela final cheia de suspense. O Bayern é favorito e, antes do jogo, fanfarroneia. O que sossega o astucioso Artur Jorge. Kogl abre o marcador ao 24º minuto. Tranquila a Baviera.... e, depois, o artista apareceu: Rabah Madjer. Aos 77 minutos, marca um golo de antologia com um toque de calcanhar insensato que, desde então, tem o seu nome (como Panenka e o seu penalti). Dois minutos mais tarde, Madjer executa um passe decisivo para o 2º golo do FC Porto: um super centro para Filho Juary que chicoteia à primeira para debaixo do tecto. Magistral! Primeira C1 para o FC Porto. Nova derrota para o Bayern: uma vitória quase certa que se transforma em derrota em dois minutos. Os homens da Baviera, viverão mais tarde o mesmo pesadelo...”.
Farei unicamente uma só critica a este artigo. Na medida em que se insere num contexto jornalístico que foca o futebol e a sociedade, penso que podia ter referido que o FC Porto foi o primeiro clube a ganhar a Taça dos Campões com uma equipa transcontinental. África, América e Europa, estes três continentes, estavam representados. Em suma, o anúncio da “Aldeia Global“. Haveria que referir, igualmente, que Madjer foi o primeiro Africano, graças ao FC Porto, a ganhar a Champions League.
Isto dito, parece-me que há algo importantíssimo no texto. O golo de Madjer enriqueceu o vocabulário ligado ao futebol , pelo menos, em França. Com efeito, quando um miúdo faz um belo passe com o calcanhar, ou marca um golo com o calcanhar, é-lhe dito que fez “une talonnade à la Madjer“. E esteja ele no recreio, nos jardins ou nas escolas de futebol.
Ora, este aspecto é tão evidente que me escapou. Quando o mesmo miúdo pergunta quem é o Madjer, forçosamente, aparecerá na resposta, quer dos companheiros quer do formador, o nome FC Porto.
Viena imortalizou o FC Porto. O FC Porto faz parte dos imortais do mundo do futebol e continuo a achar estranho que haja quem não o reconheça.
E Viva o Porto!
Obs: o artigo pode ser consultado no site da “So Foot“.