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09 junho, 2011

Parabéns, PortoMaravilha!

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Podem proibir bandeiras e cachecóis, podem inventar penaltis e expulsões! Podem lutar até morrer, podem apagar luzes e ligar sistemas de rega! Mas nunca impedirão que o invicto Futebol Clube do Porto seja Campeão! Ganhamos contra tudo e contra todos! BiBó PoRtO, carago!!

aMIGO, Muitos Parabéns!!!

São os votos de todos os colaboradores/as deste espaço de tertúlia.



18 setembro, 2010

O Porto não precisa de desforras

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Já aqui citei, várias vezes, que o FC Porto alcançou um estatuto único no mundo do Futebol.

Único porque foi o primeiro clube a concretizar a “Aldeia Global” a nível futebolístico.

Penso que, ainda hoje, muitos Portistas (e não só) vêem só o golo de Madjer como uma proeza técnica futebolística. Só que, parecem esquecer, essa proeza foi sinónimo de aspectos e análises que ultrapassaram o mundo, cada vez mais pequeno, limitado e mesquinho, do futebol.

Único porque soube, graças a uma velha escola mais que centenária, ser um clube regional, nacional e internacional.

Se é verdade que a imprensa nacional Portuguesa tem tendência (mas é uma visão de fora minha e, logo, subjectiva) a esquecer o FC Porto, o mesmo já não existe quanto à imprensa internacional e à imprensa regional Portuguesa.

Já, neste espaço, citei inúmeras vezes a imprensa internacional. Uma só vez citei a imprensa regional, aquando do Apito Dourado. Na altura, Correia da Fonseca, crónista no “Jornal do Fundão”, dava uma visão diferente da entrevista de Pinto da Costa aos mídias Portugueses. O que espantou alguns...

O autor Checo Milan Kundera escreveu que uma vez é nunca e que duas vezes é sempre.

Assim, ficam duas vezes:

Uma das últimas edições do “Jornal do Fundão” põe em destaque os antigos colegas no FC Porto (João Pinto e Augusto Inácio), aquando do Covilhã-Leixões. Consulte-se a página 30 do referido semanário de 2 de Set do ano em curso.

O FC Porto existe só por si!

Para terminar, mostrando que o FC Porto nunca conheceu cíclos, mas fases, eis uma lembrança duma publicação que já, mesmo antes de Viena, mostrava a vida do FC Porto!

Foto: Sociologia, 10º/11º anos de escolaridade, ed. Asa, 1985, p.62

E Viva o Porto !

04 setembro, 2010

O fC pORTO na e/imigração!

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Aquando o torneio de Paris, este último verão, e, também, aquando a apresentação do Porto no seu estádio que, apesar de ter mudado de nome (não se sabe bem porquê?!) , continua a tapar ou a encobrir um cemitério celtibérico, a imprensa desportiva Portuguesa apontou para uma relativa fraca assistência. Essa relativa fraca assistência seria devida à ausência de emigrantes.

Apontamentos dum jornalismo desportivo sem interesse que esquece o essencial. Ou talvez porque não conheça a realidade. O que se espera de qualquer jornalismo é ir ao essencial.

Não vão entrar em detalhes. Deixo apenas uma pergunta: até que ponto os meus sobrinhos netos são emigrantes? Eles que têm uma avó que nada tem de Português e por aí fora...

A tentativa de tentar reduzir, mera e unicamente, o estatuto do FC Porto a um clube que, em França, só é conhecido junto dos emigrantes não me parece gratuita.

A imprensa desportiva Portuguesa e não só (há muitos tripeiros e portistas alienados), gosta de passar em silêncio o maior feito geo-político da história do futebol: foi com o FC Porto que, pela primeira vez, um jogador Africano ganhou um Troféu Europeu.

Talvez tenham complexos quanto a Eusébio e ao colonialismo. Que eu saiba, Eusébio era Português e não Africano. Mas bom...

Madjer é Argelino. Fez parte da seleção mítica Argelina que, mais após, foi destruída, fisicamente, pelo “Front du Salut Islamique”.

O golo de Viena, "Une talonnade à la Madjer", ficou para história do futebol.

Mas também ficou para a história geo-política do futebol o simples nome FC Porto.

A França continua a ser o país que mais títulos têm junto das formações jovens. Muitos jovens Franceses são de origem Magrebina, longínqua ou não.

E a história moderna da França, devido ao colonialismo, está ligada ao Magreb.

Por essas razões, o FC Porto está ligado, intimamente, à sociedade Francesa.

Poder-se-ia, igualmente acrescentar, sem qualquer problema que, com Artur Jorge, o FC Porto foi o primeiro clube a dar à luz (Nossa!) um treinador universitário!

Para terminar: em qualquer super ou hiper-mercado Francês, os produtos Portugueses estão todos na ala das gôndolas: produtos exóticos.

Ele há um produto Português que escapa a este estereótipo e que se encontra num espaço nobre: O Vinho do Porto!

Em França, para o futebol é igual: o FC Porto, pelas razões acima citadas, existe no espaço da memória colectiva Gaulesa. Os outros clubes Portugueses existem no espaço do exótico!

E Viva o Porto!

10 abril, 2010

FC Porto, uma lenda viva!

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O FC Porto, pelos resultados desportivos internacionais conseguidos, está no âmbito dos melhores clubes do mundo.

Não vou referir os títulos internacionais alcançados pelo FC Porto, porque penso que são conhecidos de quem acompanha e segue o futebol.

Hoje vou debruçar-me, sintecticamente, sobre aspectos que mostram que o FC Porto é o único clube Português a fazer parte da Lenda do futebol Mundial. E isto, porque o futebol também pode ser pensado dum ponto de vista histórico e geo-político.

Em 17 de Maio de 1984, após a final de Basileia, o diário “Libération“, criado pelo filósofo Jean Paulo Sartre, dedica a sua primeira página à final da Taça das Taças: “La Juve a gagné, mais Bravo Porto!“. Esta primeira página está esgotada. Quem a tem, sabe que assim foi.

A equipa treinada por António Morais, apresentou um futebol sublime, um futebol que anunciava, simbolicamente, a possibilidade da sociedade Portuguesa poder entrar na CEE, para consolidar a democracia dum país que acabava de sair do fascismo. Se, na altura, o diário “Libération“ é o único diário generalista Francês a escrever sobre o FC Porto e sobre Portugal, é porque será um dos raros diários a defender o pleno direito de Portugal fazer parte da CEE. O jogo do FC Porto, sob a batuta de António Morais , apesar da derrota, foi arte. E a arte cria diálogo.

A esta prestação, haverá que acrescentar a final de Viena pela continuação de tal valor simbólico.

Por outro lado, pela primeira vez na história do futebol Europeu, uma equipa, o FC Porto, permite a um futebolista Africano ser campeão Europeu. E, pela primeira vez, uma equipa campeã Europeia apresenta jogadores oriundos de três nacionalidades continentes. A Aldeia Global estava, na altura, em marcha e o primeiro clube do mundo (a meu conhecimento) a desenhar ou a figurar essa evolução, foi o FC Porto.

Poderíamos acrescentar que o FC Porto é um dos raros clubes Europeus a ter participado e marcado presença numa final das três grandes provas Europeias: Taça dos Campeões, Taça da Taças e Taça UEFA. O único clube Português a ter tal mérito.

Poderíamos também acrescentar que o FC Porto é, igualmente, o primeiro clube do mundo a conjugar cultura e futebol. Artur Jorge foi o primeiro treinador do mundo culto a ser reconhecido internacionalmente como tal. Este aspecto fica para uma próxima oportunidade com um papelinho “Artur Jorge-Wenger: O combate dos diplomados?“.

Quer se queira ou não, embora o FC Porto não tenha participado nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus, parece que houve por lá um gestozinho à Madjer e à Porto!

E Viva o Porto!

27 março, 2010

Fidel Castro, Che Guevera e o FC Porto!

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Caro leitor, a estória que me foi contada e que agora te transmito parece vinda de outro mundo!
Mas não é!

Que relação pode haver entre Fidel Castro, Che Guevera e o FC Porto? Em princípio, nenhuma. Eu também não queria acreditar, e porém...

O amor de Che Guevera pelo futebol é, na maior parte das vezes, deixado de lado pelas biografias oficiais. Se em 1962, “El Comandante“ consegue fazer vir a Cuba cinco campeões do Mundo (Zagallo, Garrincha, Didi, Nilton Santos e Amarildo), depressa Fidel Castro impõe o seu gosto pelo “baseball“. E Che Guevera entra em quase em depressão.

Para Che Guevera, filho da burguesia Argentina, o futebol é o meio priveligiado que lhe permitirá entrar em contacto com outros povos sul americanos. Organizará mesmo torneios de futebol com leprosos, jogando como guarda-redes nas equipas de leprosos com medo que estes se magoem.

Em 24 de Julho de 1959, é a única personagem carismática da Revolução Cubana a não participar no torneio de “baseball“ organizado por Fidel Castro. Após ter deixado Cuba em 1965, “El Comandante” morre dois anos depois.

Será preciso esperar trinta anos para ver outro Argentino famoso e louco por futebol desembarcar em Cuba: Diego Armando Maradona. Quando pisa o solo do aeroporto da ilha, Maradona tem no seu braço direito a tatuagem do Che.

No início do século XXI, um dos maiores clubes da Europa e do Mundo voltará a fazer renascer a imagem do Che, denominando “El Comandante“ um dos seus jogadores. Jogador até então praticamente desconhecido da imprensa não especializada: Lucho Gonzalez. Jogador que carrega consigo a tatuagem de Maradona.

Mesmo se Lucho Gonzalez já não é jogador do FC Porto, não deixa de ser curioso que tenha sido o FC Porto o primeiro a continuar esta transmissão simbólica no século XXI .

E Viva o Porto!

fonte: foto da coreografia (Che e Maradona) dos South Winners de Marselha, aquando um Marselha-PSG.

06 fevereiro, 2010

Histórias para divertir a minha psi

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Aconselharam-me fazer, seguir ou rezar, etc. (como quiserem), uma análise psi. E que esta era indispensável para o meu trabalho. É que nos almoços, (que não são mais que o prolongamento com penaltis das horas de trabalho), entre colegas, a conversa roda em torno do que contou o psi desta ou daquele.

Fui à lista telefónica e encontrei três que estavam “convencionados com a Segurança Social”. Pelo menos, assim, seria reembolsado. Uma mulher e dois homens.

Escolhi a mulher. Na guerra são os homens que matam e as mulheres que curam.

Mas enganei-me. A minha psicanalista é fria como as águas onde nada o bacalhau.

A minha psi anda tristonha. Por isso, tentei alegrá-la com anedotas para crianças. Até lhe contei aquela do pinguim que respira pelo tutu. Mas nada. Parecia uma estátua a olhar para o relógio.

E se assim é, “A la Guerre comme à la Guerre“:

    A célula de ajuda e de apoio psicológico, chegou uma hora depois do desastre. Trinta homens e mulheres formados para as urgências e situações de crise, desembarcaram e tomaram em mão a situação, ocupando bancadas e balneários.

    Uma jovem psi ajuda um matulão. Este, com a cara pintada de vermelho, choraminga e repete: “Não é possível , não é possível...”

    A psi responde-lhe sossegadamente: “Actualmente, atingiu o máximo de sofrimento. O tempo e a comunicação televisiva Portuguesa, vão acalmar a sua ferida“.

    O matulão repetia: “Não quero ver mais ninguém. Tenho vergonha. Não quero comer“.

    E, carinhosamente, a psi diz-lhe: “Continue a chorar. Faz-lhe bem. Vou-lhe aconselhar um tratamento. É livre de o tomar ou não. Mas é muito eficaz”.

    E receita-lhe um tratamento: quatro comprimidos por 24 horas. Dois azuis e dois brancos, que devem ser tomados em alternância, segundo a cor , todas as seis horas.

    Nas entranhas do desastre, um psy, com experiência, ouve, nos balneários, um homem com uma águia desenhada no peito que mais parecia uma coruja numa noite de chuva.

    Estava sentado no chão e psalmodiava: 7-0 não é justo... 7-0 não é justo, devíamos ganhar...

    A minha psi sorriu.
E Viva o Porto!

19 dezembro, 2009

Não há intrusos!

À hora que estou a escrever, já é conhecido o adversário do FC Porto nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Não vou comentar este sorteio. Haverá tempo e lugar para comentá-lo.

O FC Porto está nos oitavos-de-final da melhor competição Europeia. O FC Porto está, no mínimo, entre as dezasseis melhores equipas da Europa. E não é novidade! É mesmo uma constante desde há largos anos.

O título deste artigo, não é mais que a cópia fiel da substância da maioria dos comentários lidos a artigos de jornais (desportivos ou generalistas) na net Francesa, a propósito dos 16 clubes qualificados para os oitavos-de-final. Assim, sabendo ler, só posso deduzir que a presença do FC Porto, na elite Europeia, é considerada pelos internautas Franceses, como natural e lógica.

E eu continuo a não compreender quem afirma que o FC Porto não tem projecção internacional.

Vejamos o que escrevem, “L’Equipe” e “So Foot”, antes do sorteio :

O diário “L’Equipe” (edição papel) de sexta-feira, 18 de Dezembro, (Vicent Duluc p.3), escreve que, entre os seis possíveis adversários do Bordéus , três são mais difíceis e temíveis: Inter, Milão e FC Porto.

A revista “So Foot“ on-line, com a sua habitual linguagem humorística, qualifica o FC Porto de clube “casse-couilles” (literalmente, significa “parte quilhões"). Em linguagem mais casta, talvez se possa traduzir por “desmancha–prazeres”. E acrescenta que não é por ter perdido peças importantíssimas que o FC Porto está mais fraco que pelo passado. O FC Porto sempre procedeu assim nas épocas anteriores. Para a “So Foot”, o FC Porto é um clube a evitar.

E eu continuo a não compreender quem afirma que o FC Porto não tem projecção internacionalmente!

E Viva o Porto !

14 novembro, 2009

Aconteceu-me, há dias, uma história trágico-cómica!

Estava a falar com um senhor que me acabara de ser apresentado. Um senhor já aqui radicado há muitos anos. A um dado momento, começa a me falar de futebol. Inicialmente, não entendi muito bem porque é que tinha mudado de assunto, já que estávamos a discursar a propósito da invisibilidade ou da “tracibilidade”, para empregar uma palavra que está na moda, das associações Portuguesas no seio da sociedade Francesa.

Assim, repentinamente, sem pés nem cabeça quanto ao teor da nossa discussão, disse-me que o Benfica era o maior clube Português , acrescentando que eu podia perceber muito de sociologia, mas que não percebia nada de futebol.

Respondi-lhe que o clube com maior projeção em França era o Porto. E que era o único clube Português a ser citado pela imprensa Francesa generalista de renome internacional. Ouvi, aterrorizado, como resposta, que o diário “Le Monde” não tinha qualquer prestígio internacional. E que a França já não é o que era.

Ao que retorquei que a França continua a ser um grande país e que o referido diário pode ser comprado em qualquer capital do planeta.

Tornei-me a cruzar com esse senhor. Pediu-me desculpas pelo excesso de linguagem. E proclamou: “O Porto está para o nosso tempo como o Benfica estava para os anos sessenta”.

Pensei em responder-lhe que era mais fácil ser-se reconhecido sem concorrência do que com concorrência. Pensei em recordar-lhe o que era o fascismo (sim, o salazarismo era um regime fascista) e o Benfica dos anos sessenta. Mas calei-me.

No fundo, este senhor soube e veio reconhecer o mérito actual do Porto. Calei-me e fiquei contente.

Quem sabe ganhar, não sabe humilhar!

E Viva o Porto !

obs: o diálogo e o após diálogo são verídicos.

24 outubro, 2009

O dia em que lhes disse!

Quando entrei na sala de estar, estavam sentados e pareciam à minha espera. Tinham um ar grave e preocupado. Tinha em mente o meu discurso, mas as palavras tinham dificuldade em navegar. E eu que tinha repetido, com os meus botões, tantas vezes, a minha confissão.

“Tenho que confessar uma coisa“.

A minha mãe pegou na mão de meu pai. Este olhou para mim e, com um pequeno gesto de cabeça, acenou como para me dar coragem. Sorria. Mas eu sabia que daqui a dez minutos já não sorriria .

Olhei para a minha mãe:

“A mãe lembra-se do Pierre ? Veio cá jantar várias vezes“.
- “Sim. Muito bem. É aquele rapaz encantador com quem jogas rugbi.”

Retomo a minha respiração. Tenho que ser rápido e conciso.

“É esse! Só que não jogo só ao rugbi com ele. Na realidade, não jogamos rugbi...“

A minha mãe ficou petrificada no sofá. O meu pai levantou-se . Tinha compreendido e não me ajudaria. Estou só com a minha confissão.

“Queres dizer que tu...“
- “Sim!“

O meu pai sem me olhar, partiu fechar-se no meu quarto.

Foi a minha mãe quem quebrou o silêncio.

“Sabes há quanto tempo?“
- “Desde há três anos. Tenho a certeza.“
- “Desde há três anos?“
- “Sim. Foi numa noite de Maio. Fomos com colegas a um bar . E vimos o Porto-Bayern. Adorei. O toque de calcanhar de Madjer.“

A minha mãe levantou-se e começou a andar dum lado para o outro. E fui eu quem quebrou o silêncio:

“Mas sabia-o! Eu sei que leu os artigos que tenho escondidos debaixo da cama. E, sobretudo, aquele do Rei Artur ao “Le Monde”. Duas páginas que mostram que o futebol não é só meia bola e força.“
- “Porque ainda por cima conheces os nomes dessas pessoas?“

Apesar do tom irónico da pergunta, soube que, com o tempo, ela falaria com o meu pai e que tudo acabaria por se arranjar. E tudo se acabou por arranjar. E o Porto voltou a ser de novo campeão da Europa e do Mundo!

E Viva o Porto !

10 outubro, 2009

Quando o FC Porto é citado no “Le Monde“...

... que mais pedir?

O planeta inteiro conhece o diário Francês, “Le Monde“. Este é uma referência mundial.

Não é o planeta inteiro. É o planeta inteirinho!

Na sua edição de 18 de Setembro, este diário cita o FC Porto. É algo raro tal diário dar espaço ao futebol. E, em geral, ao desporto. Quando dá espaço ao desporto, na onda do politicamente correcto, o relevo é dado ao raguebi ou andebol, quanto aos desportos colectivos.

O diário “Le Monde” está para a imprensa Francesa como o “Louvre“ está para os outros museus Franceses.

O FC Porto teve a honra e, sobretudo, o mérito de ser estudado por este diário.

O jornalista Bruno Lesprit retraça, graças ao seu artigo, o que todos sabemos:

    "Ce club portugais a réalisé les plus gros tranferts pour les grands clubs européens"
    (Este clube português realizou as maiores transferências para os grandes clubes europeus)
Não irei traduzir o artigo na sua totalidade, visto que penso que ele não acrescenta nada mais ao que todos nós sabemos: a capacidade do FC Porto em se regenerar após a perda dos seus melhores elementos.

O único aspecto em que não concordo, é a afirmação do jornalista: “Porto, um anti-Real Madrid“. Isto no que diz respeito ao rigor financeiro do Porto. Que é muito bom! O jornalista deve ter esquecido que o clube do rei não tem, por definição, orçamento. Não existem possibilidades de comparação.

Como hábito, em fim de artigo, existem as especulações quanto à venda de jogadores do Porto.

A única pergunta que levantaria é a seguinte: quantos clubes Portugueses tiveram o direito a serem citados no “Le Monde“?

E Viva o Porto !

obs: sem a vigilância do Lucho, este texto nunca teria visto o dia. Obrigado Lucho!

05 setembro, 2009

FC Porto: mudar de pele e continuar a ser o mesmo!

O semanário, “Le 10 Sport.Com”, é um jornal que cobre várias modalidades desportivas. A sua edição de sexta-feira, 28 de Agosto do ano em curso, dedica a página 12 ao futebol estrangeiro. Dois clubes são citados: FC Porto e Liverpool.

O artigo consagrado ao FC Porto, assinado por Pierre-Antoine Chevallier, tem a originalidade de transcrever a palavra "Porto" em vermelho. Visto os elogios do artigo, podemos mais que pensar que se trata dum recurso gráfico que visa a ironia.

O título é difícil de traduzir. Não existe, verdadeiramente, uma tradução, em Português, da palavra Francesa, “la mue”. Tentei ser o mais fiel possível.

O artigo põe em evidência a capacidade do FC Porto em se desfazer, todos os anos, das suas peças principais e continuar igual a si próprio. Por essa razão, o jornalista escreve que se os sócios não se indignaram, com a saída de três jogadores essenciais, foi porque têm uma confiança cega no clube. E, igualmente, na sua capacidade em encontrar novos talentos.

Deste ponto de vista, as contratações de Falcão (persisto em escrever com til) e de Maicon são postas em relevo. Falcão tem até direito a um medalhão: "O novo prodígio do FC Porto?". Paralelamente, segundo o autor, Maicon era um jogador que estava a ser seguido de perto (“supervisé”) pelo Marselha.

Curiosamente, o autor afirma que, exceptuando Lucho lesionado, quer Lisandro, quer Cisso, visto o início da época, não foram assim tão caros (“on constate qu’ils n’ont pas été tant surévalués”).

Cissokho é, também, referido. A imprensa Francesa, em geral, tem dificuldades em aceitar o percurso deste jogador. Acho que acertei em cheio, por uma vez, quando escrevi: “Comprar Cissokho para salvar a honra“. Eis, o que escreve o jornalista: “Saiu de França, gratuitamente, para regressar um ano e 15 milhões de euros mais tarde”.

O artigo finda com a evocação da trajectória de Hulk. Comprado por 5,5 milhões, enquanto Paris (PSG) propunha, na altura, 4 milhões. A cláusula passou para 100 milhões. Como escreve e termina o artigo, no dia da venda, a diferença de um milhão e meio aparecerá seguramente, bem anedótica.

E Viva o Porto!

22 agosto, 2009

Porto, et de cinq?

apresentação do Campeonato 2009-2010 pelo diário “ L’Equipe“...

É com este título que o “L’Equipe” apresenta a nova época que se adivinha no futebol Português.

O diário “L’Equipe” não é um pequeno jornal. Além de ter uma tiragem perto dos 700.000 exemplares (durante o mês de Agosto, ronda os 600.000), é um jornal que é lido por cerca de 7 milhões (ou mais) de leitores diariamente. Com efeito, não só está à disposição livre nas bibliotecas, centros culturais para jovens, etc., como também está à disposição, tal como o “Le Parisien”, dos clientes dos bares e brasseries que esperam as suas correspondências para poderem chegar ao trabalho. Que bom é ler o “L’Equipe”, de manhazinha e cedinho, bebendo “le petit serré” (cafézinho) e mastigando o croissant.

Na edição de 16 de Agosto, do ano em curso, o artigo de R. D. , iniciais de Régis Dupont, na página nove do “L’Equipe”, é explicito. O artigo dá a entender, sem qualquer equívoco, que o único clube Português que merece atenção é o FC Porto.

O jornalista sublinha, claramente: Não é porque o Porto perdeu três peças fulcrais que deixará de ser Porto. É já um hábito.

Inicialmente, tinha optado por traduzir o texto na sua integralidade. Após reflexão, pensei que os quadros que R. D. apresenta são muito mais sintéticos e ilustrativos que qualquer tradução.

No fim do artigo, o jornalista cita, ironicamente, o Benfica, escrevendo que, por esta vez, se assemelha a um sério candidato ao título. Ironia, porque o seu prognóstico, veja-se o quadro em baixo à direita, é explicito. Basta contar as estrelas!

Para o leitor que, com ou sem sono (faço parte dos com sono quando tenho que me levantar às 5h30), começa a consultar este diário, com o “croissant” e o “petit serré”, o que vai ler, relativamente ao campeonato Português?

Qual é a equipa citada no título?

Qual é a equipa simbolizada na foto que ilustra o artigo?

E qual é a equipa de sonho vendida pelo FC Porto? E faltam alguns jogadores: Cisso, Costinha...

Quem pode negar a realidade? O FC PORTO é o clube Português com maior projecção internacional!

Para terminar, o seu a seu dono: treze Franceses jogam em Portugal, sendo o Naval que mais recrutas têm. Vou começar a puxar pelo Naval, fora nos jogos contra o FC Porto.

E Viva o Porto!

Obs: Não sei se reparam, mas em nenhum momento o jornalista evoca a palavra “Sagres”, preferindo o termo “Superliga”.

25 julho, 2009

Comprar Cissokho para resgatar a honra?

A estória de Aly Cissokho perturbou a imprensa Francesa e, talvez, o inconsciente colectivo do Hexagono.

Se, por um lado, a imprensa desportiva alimentou criticas severas contra a falta de capacidade de prospecção dos clubes Franceses, por outro, a imprensa generalista citou o percurso de Aly Cissokho como um exemplo de êxito e de esperança para os jovens desfavorecidos dos subúrbios. Os contos de fada continuam a ser possíveis numa sociedade em crise.

Para quem consultar o mapa da França, verificará que Gueugnon, cidade e clube que está ligado à estória de Cissokho, não fica longe de Lyon. Daí, talvez os artigos críticos da imprensa desportiva quanto à incapacidade dos grandes clubes Franceses em saber encontrar novos talentos “à beira de casa“.

A imprensa generalista não tecerá qualquer comentário sobre este último assunto (1). Não é a sua esfera de tratamento da informação. Só comecerá a se exprimir aquando do episódio burlesco ligado à transferência de Cissokho. A revista “So Foot” que é, duma certa maneira, o elo entre a imprensa desportiva e generalista (futebol-sociedade), escreve, numa das suas “news”: “Sílvio, menino mau, não é bonito mentir!”.

A imprensa generalista Francesa não aceitará o argumento dos dentes. Porque, para ela, um jovem, nascido em Blois (subúrbio da cidade de Orléans), teve sempre, por ter nascido no solo Francês, direito aos melhores tratamentos desde a infância. E comecerá uma campanha em defesa de Cissokho. O filho pródigo, após ter corrido mundos, deve regressar a casa.

O Lyon assumirá o papel do pai que autoriza o regresso do filho pródigo. O conto de fadas pode continuar.

E Lyon ganhou, extraordinariamente, em popularidade e, indirectamente, o FC Porto também!

O artigo do diário “Libération”, de 20 de Julho, diário genaralista pouco disposto a dar espaço ao futebol, sobretudo quando há a volta a França, apresenta um enorme artigo, página 22, sobre o tema referido. O artigo de Grégory Schneider, quanto a mim, não dá qualquer informação inovadora. Por isso, não me pareceu pertinente traduzi-lo.

Porém, acho que o título, é claro:

    Desempregado há um ano, o jovem defesa do FC Porto assinou, com o Olympique Lyonnais, Sábado. 15 milhões: o bom resultado, para Aly Cissokho.

A referência a é ”o bom resultado“ (“le conte est bon”), reenvia para um concurso cultural televisivo Francês. Este concurso é uma verdadeira instituição na paisagem televisiva Francesa. Tem décadas de existência e chama-se: “Des lettres et des chiffres(letras e algarismos).

Será que o FC Porto já faz parte do inconsciente colectivo Francês?

Seria interessante apontar que ninguém fez, a meu conhecimento, um paralelo que, contudo, podia ter sido feito. Quem se lembra de Madjer?

Após “Le Figaro” e “Le Parisien”, eis outro monstro sagrado da imprensa generalista Francesa que, em tão pouco tempo, cita e mostra, em destaque , a camisola do FC Porto.

E eu continuo a não entender quem não quer entender que o FC Porto é o clube Português com maior projecção internacional.

E Viva o Porto!

(1): Para que não hajam equívocos, estou a referir-me à imprensa ou edição papel.

18 julho, 2009

Entrevista de Pinto da Costa na "France Football"...

... em data do dia 17 de Julho

A revista “France Football” de sexta-feira, 17 de Julho (nr. 3301 bis), apresenta nas páginas 26 e 27, um enorme artigo sobre o FC Porto. O título é, “Les bonnes recettes de Porto“ (As boas receitas do Porto). O artigo, que focarei mais tarde, é ilustrado com uma entrevista de Pinto da Costa, que passo a traduzir, integralmente.

    No lugar desde 1982, o Presidente dos Dragões é o arquitecto do “milagre Porto“.

    Jorge Nuno Pinto da Costa, o seu FC Porto é outra vez mais o alvo do mercado de jogadores...

    E estou satisfeito com tal. Lembro-me que em Janeiro, aquando duma reunião da Associação Europeia de Clubes ( ECA) , na Suiça , discutíamos das transferências, sem pensar em quantias como aquelas gastas, recentemente, pelo Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo. Joan Laporta, sublinhava que talvez o FC Porto vendesse os seus jogadores caros, mas que a qualidade estava sempre presente. Dizia que, quando se compra um jogador do Porto, sabemos que este é competitivo. O presidente do Barça lembrou-me que Mourinho tinha preferido ter Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho no Chelsea, recusando as opções Beckham e Roberto Carlos.

    Pensa que o Porto seria mais forte se tivesse a possibilidade de conservar os seus melhores jogadores?

    Se não fôssemos obrigados a vender, seríamos ainda mais fortes. Só que, se o Porto não os tivesse vendido, haveria ainda na defesa, por exemplo, Paulo Ferreira, Pepe e Ricardo Carvalho e, logo, não se poderiam ter descoberto pepitas como Bosingwa e Bruno Alves. O que nos preocupa não são as transferências, mas ter jovens jovens à altura para colmatar as saídas e manter, pelo menos, o nível. Valorizar os novos recrutas para os vender três ou quatro épocas mais tarde.

    Esta época, Lucho Gonzalez e Lisandro Lopez, partiram para a França. Raul Meireles, Hulk e Bruno Alves ainda estão nas listas de grandes clubes europeus. Podemos imaginar um êxodo massivo?

    É verdade, mas não queremos, forçosamente, vender todos. Bruno Alves tem uma claúsula de 30 milhões de euros. É evidente que, se alguém chegasse ao Porto e nos oferecesse essa quantia, eu nada poderia fazer se o jogador decidisse de sair. Desejaria que ele ficasse, sem qualquer garantia, visto a quantidade de pretendentes.

    O que pensa de Lisandro Lopez que o Lyon acaba de contratar?

    Tinha ainda dois anos de contrato connosco. Um dirigente do Lyon (ndrl: Marino Feccioli, director-administrativo do OL) veio nos ver para elaborar uma proposta, pensando que, inicialmente, Lisandro só tinha um ano de contrato. Num primeiro compasso de espera, respondi-lhe que não tinha qualquer intenção em vendê-lo. Não o queria saldar, tanto mais que Lisandro é um bom profissional . Finalmente, Lyon soube reconhecer o preço. O preço dum grande jogador.

    Certos observadores comparam o Lyon ao Porto. Quanto a si, porquê?

    Talvez porque foram clubes que ganharam muitos campeonatos estas últimas épocas. Mas creio que temos outras coisas em comum, como, por exemplo, o caso de sermos duas cidades um pouco ignoradas, provavelmente, em relação ao contexto nacional. Lyon é conhecida porquê? Pelo futebol, tal como o Porto.

    Seria favorável a uma Super Liga Europeia?

    Absolutamente! Aspiro a uma Liga Europeia tal como a NBA. Isso, permitiria ao FC Porto alcançar uma dimensão muito mais importante em termos de mercado. Embora todos conheçam o FC Porto e os seus jogadores. Hoje, o valor dos jogadores do meu clube é reconhecido e incontestável em toda a Europa. Há dias, Adriano Galliani, o administrador do Milan AC, falava-me dum jogador do Benfica. Dizia-me que era um jogador de qualidade e que, se fosse do Porto, era uma garantia para ele. Assim, isso prova que ser jogador do Porto, neste momento, é uma marca de reconhecimento, melhor dizendo, uma garantia de qualidade.
Fica, pois, a tradução da entrevista de Pinto da Costa.

Antes da patente registrada: Não deixa de ser curioso que é o quinto título da imprensa Francesa, generalista e desportiva confundidos, que cito e que dá grande espaço ao FC Porto.

E continuo a não entender quem não entenda que o FC Porto é o clube Português com maior projecção internacional!

Oups: A patente reclama o que segue.

E Viva o Porto !

17 julho, 2009

O dicionário dos Losers

A revista mensal “So Foot” do mês de Julho-Agosto (nr. 69), apresenta um suplemento de 32 páginas que é alegre, risonho e, simultaneamente, muito instrutivo. É “O Dicionário dos Losers”!

Este último, aliando o humor com a ironia e a sátira, unindo a língua culta com o calão e, sobretudo, casando o futebol com a sociedade, destaca-se pela sua criatividade e originalidade. O “Dicionário dos Losers remete-nos para a nossa vivência clubistica e para a modalidade futebol. É uma leitura hilarante para as férias!

As trinta e duas páginas, englobam a história do futebol desde o século dezanove até aos nossos dias. Clubes, jogadores e regras do futebol são passados em revista. Aqueles que são considerados perdedores, também fizeram ou continuam a fazer parte da história do mundo do futebol. Eis alguns exemplos citados de autênticos “losers“, segundo a referida revista: Bergkamp, Eriksonn S-G, Inter Milan, Garrincha, Portugal, (a definição está fora de série), Queiróz Carlos, Wenger, etc.

No que diz respeito ao FC Porto, três nomes são postos em relevo. Passo a traduzir:

    "Cubillas (Teófilo, Perú, 8 de Março de 1949): Quem prosperou graças ao Deus Dollar, morrerá pela mão do Deus Dollar: Alianza Lima (1966/72); FC Bâle (73); FC Porto (74/ 76); Alianza Lima (77/79); Fort Lauderdale (79/83); Alianza Lima (84); South Florida Fun (85); Alianza Lima (87 /88) ; Miami Sharks (88);? Cómo se dice saudade en péruano?

    Jardel (Mário, Brasil, 18 de Setembro de 1973): Um homem Alemão perdido num corpo de Brasileiro. Mário Jardel é como o salto de Clyde Drexler e os cestos de 30 a 42 golos no Porto e no Sporting. Problema: “Madame” prefere o jogo de equipa. Divorcia em directo na televisão Portuguesa. Jardel faz uma depressão e liquida o PIB do seu país em pastéis de nata. Faz, finalmente, naufrágio no Nancy onde é reprovado após uma volta ao campo.

    Quaresma (Ricardo, Portugal, 26 de Setembro de 1983): “Tudo começou no dia em que nasci / O dia em que não me cruzei com a fada boa / Quem teria feito de mim o que eu não sou / Os que por vezes invejo / Os que a vida lhes deu sorte / Mas eu infelizmente, pronto / Não estou aí / E privado disso porquê deveria combater? / De qualquer modo, não vale a pena / Conheço o refrão / O meu amor pela vida saldou-se com um divórcio.“ (1)"

Não comentarei estas definições.

Deixo o debate em aberto !

Já mais interessante, quanto a mim, é verificar que, na imprensa Francesa , é imposível omitir o FC Porto quando se escreve sobre futebol. Nem sempre e nem nunca foi assim pelo passado. Basta lembrar os anos sessenta e início dos anos setenta.

E Viva o Porto !

(1) A definição relativa à definição de Ricardo Quaresma é, meramente, a transcrição duma canção dos NTM (nique ta mère = fode a tua mãe ) cujo título é “J’appuie sur la gâchete” / aperto o gatilho. Os NTM , grupo de rap, tiveram grande sucesso nos subúrbios Parisienses na década noventa para, em seguida, desaparecerem dos palcos. Um dos dois fundadores dos NTM é de origem Portuguesa. Assim, talvez se entenda melhor, para o leitor pouco a par da realidade Francesa, a noção de sucesso passageiro e a relação entre a definição de Quaresma e a letra duma canção dos NTM.

11 julho, 2009

Porquê os clubes franceses recrutam no FC Porto?

O diário Francês “Le Parisien”, em data de 8 de Julho, publicou na página 24, um importante artigo sobre o FC Porto. Há que notar que o diário citado é o diário mais vendido em França e, sobretudo, o mais lido. É o periódico que os bares e “brasseries” põem à disposição dos clientes. É a leitura tradicional que acompanha o café e o croissant da manhã na espera do trem ou do autocarro.

Sylvie de Macedo e Yves Leroy, expõem as várias razões que levam a que, de hoje em diante, os clubes Franceses façam as suas compras no FC Porto. As razões financeiras são conhecidas e não são novidade. Os clubes Franceses não têm poder de acesso de compra nos campeonatos Inglês ou Espanhol. Marselha e Lyon nunca conseguiram criar mais valia com jovens prometedores comprados a custo mínimo. Em contrapartida, parece-me importante relevar as palavras de, Didier Deschamps, o novo treinador do Marselha.

Didier Deschamps foi campeão da Europa (1998) e do Mundo (2000), ganhou duas Ligas dos Campeões, etc. Como jogador, tem um palmarés enorme. Como treinador, ajuda a subir a Juventus de divisão e é finalista da Liga dos Campões em 2004. Após um percurso fabuloso, eliminação do Real Madrid e Chelsea, é obrigado a render-se, na final, à superioridade do FC Porto (3-0).

Eis o que diz Deschamps, “O FC Porto fez um grande trabalho. O clube sabe, em seguida, vender bem os seus jogadores quando estes chegam a maturidade”. Ou seja, esta pequena frase, vinda de quem sabe de futebol, salienta que o FC Porto tem uma excelente escola e estratégia.

É já o quarto título de imprensa que cito e que mostra que o FC Porto é o único clube Português a ter visibilidade fora fronteiras.

E eu continuo a não entender quem não o entende.

E Viva o Porto !

04 julho, 2009

O FC Porto sabe vender!

"O FC Porto sabe vender". Foi assim que a conceituada revista “So Foot” comentou a transferência de Lucho Gonzalez (na rúbrica “news” de 29 de Junho). E, acrescenta o jornalista , com as saídas mais que prováveis de Lisandro Lopez e Bruno Alves, o FC Porto poderá encaixar mais de 60 milhões de euros. E, isto, graças à venda de só 3 jogadores.

Em seis anos, o FC Porto vendeu por mais de 300 milhões em jogadores. O que não impediu o clube de alcançar os êxitos nacionais e internacionais que se conhecem.

Com Ricardo Carvalho e Pépe, Bruno Alves poderá ser o terceiro defesa do Porto a sair por mais de 25 milhões de euros. “Chapeau!” escreve a “So Foot”. Sim: Chapéu!

Contrariamente ao Manchester ou ao Real Madrid, por exemplo, o FC Porto é obrigado a viver em função duma maximização de resultados desportivos debaixo de constrangimentos orçamentais. Com efeito, atestando-se na venda e compra de Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores do mundo e super-star , nada nos proibe pensar que os dois clubes citados procuram uma maximização dos seus resultados económicos debaixo dum contexto desportivo.

O FC Porto é o clube europeu que melhor tem sabido aliar resultados e constrangimentos orçamentais.

O FC Porto vende para melhor continuar a ganhar.

E Viva o Porto!

27 junho, 2009

Quando o FC Porto é imortalizado...

... pela literatura Francesa.

Nas linhas que vou escrever, pode haver algo de surrealista para quem continua a afirmar que “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”.

Eis que um dia, um jornalista Francês, não se sabe bem porquê, decidiu imortalizar o Porto, após o confronto com o Manchester. A 16 de Abril do ano em curso, a revista mensal que vive de “água fresca e de futebol”, “Les Cahiers du Football”, publica um artigo, assinando Alphonse Raspouet. O título é: “La chèvre do Senhor Seguem“.

Trata-se dum pastiche de “La Chèvre de Monsieur Séguin” (A Cabra do Senhor Séguin). Este texto, é um conto clássico da literatura Francesa.

Foi escrito por Alphonse Daudet (1840-1897) e é, imensamente, popular. É um texto que pode ser lido dos “7 aos 77 anos”. É dado e estudado nas escolas primárias. É e tem sido alvo de adaptações teatrais, radiofónicas e cinematográficas. Também já foi adaptado à banda desenhada.

O conto de Daudet expressa o desejo de uma das cabras do Senhor Séguin em ser livre. Ela prefere ser livre e morrer livre, a morrer amarrada a um pau sem conhecer o monte. O Senhor Séguin tem as suas cabras presas, porque tem medo do lobo. Este, vive no monte e come-lhe as cabras que fogem.

A rebelde chama-se “Blanquette”. Um dia esta foge e vai afrontar o monte e o lobo. Quer ser livre! E irá combater o lobo.

O pastiche desta fábula, publicado pela revista “Cahiers du Football”, apresenta o FC Porto no papel de “Blanquette”. Denominada Branquinha, é ela quem sobe ao monte Europa, para lutar, cheia de coragem, contra o lobo Macuniano. É que no prado lusitano, ela aborrece-se. Não tem ninguém com quem brincar, tal é sua a superioridade sobre as outras cabras.

O artigo da revista “Les Cahiers do Football”, está escrito num Francês excelente cheio de humor e de trocadilhos. Também, há que notar que respeita, rigorosamente, a transcrição de nomes ou palavras Portugueses e, nomeadamente, o emprego do til. Algo que nem sempre se verifica na imprensa internacional.

O FC Porto mostrou que é possível fazer jogo igual, senão melhor, com o segundo clube mais rico do mundo. O FC Porto não tem medo do lobo mau!

O artigo da referida revista exemplifica, melhor que palavras, o capital simpatia e a fama que o FC Porto alcanço . E eu continuo a não entender quem não o reconhece.

E Viva o Porto !

PS - O artigo referido pode ser consultado no site da revista citada, "Les Cahiers du Football", na rubrica "archives / les coupes européennes".

20 junho, 2009

Et de 4!

Tenho dado, até agora, uma apresentação do FC Porto vista pelo prisma da imprensa desportiva Francesa. Mas o FC Porto também é citado pela imprensa generalista Francesa.

O artigo que segue traduzido, em baixo, foi publicado pelo diário “Le Figaro”, a 11 de Maio do ano em curso. Este diário é, conjuntamente, com o “Le Monde” e o “Libération”, uma verdadeira instituição. Com efeito, “Le Figaro”, foi criado em 1826 . É o mais antigo diário Francês!

Ele tem por título “Et de 4!“ (Já são 4!) e é ilustrado com a foto que mostra os jogadores a festejarem o golo de Bruno Alves contra o Nacional da Madeira. É escrito por uma mulher, Leonor David. A autora, traça um balanço da época 2008-2009. Poderão verificar que é simples, conciso e objectivo.

Passo a traduzir:


    “O FC Porto festejou domingo o seu 4º título consecutivo de campeão, graças à sua vitória sobre o Nacional da Madeira. É o 14º título dos Dragões em 20 anos, o 3º para o seu treinador Jesualdo Ferreira.

    O que é preciso decorar:

    O FC Porto alcançou domingo o seu 4º título de campeão consucutivo e confirmou a sua supremacia no futebol Português. É a 14ª sagração dos Dragões em 20 anos, contra três, somente, para o Benfica, dois para o Sporting e uma para a excepção Boavista...

    A festa arrancou muito cedo domingo nos quatro cantos da cidade do Porto e, mais particularmente, em redor do Estádio do Dragão, onde os sócios vieram em número para a recepção do Nacional da Madeira. Foi preciso, todavia, esperar o início do segundo período e a cabeçada imparável do capitão Bruno Alves para soltar a nação Portista. Idealmente servido por Lisandro Lopez, o número 2 Português, digno sucessor de João Pinto e Jorge Costa, abria o marcador e oferecia, aos 50.000 espectadores que enchiam as bancadas do Dragão, a sua primeira explosão de alegria. Os homens de Jesualdo Ferreira contentaram-se, em seguida, em guardarem o controle das operações até ao apito final, para festejarem, dignamente, um 24º título de campeão inteiramente merecido. Um sucesso que muito se deve ao presidente dos Campeões Europeus de 2004, o omnipotente e inesgotável Pinto da Costa, dirigente mais títulado em Portugal com 17 troféus e, também, a Jesualdo Ferreira que se torna o primeiro técnico Português a ganhar três campeonatos consecutivos (veja-se mais abaixo ).

    Em seguida, em poucas linhas, a jornalista lembra que o Sporting foi 2º pela terceira vez consecutiva e que o Benfica decepcionou, novamente, o seu público.

    O topo:

    Jesualdo Ferreira entrou este domingo na história do futebol Português , tornando-se o primeiro treinador Lusitano a ganhar três campeonatos consecutivos. Antes dele, só quatro técnicos estrangeiros tinham realizado tal proeza. Um 3º título que muito deve à experiência do coach Português (62 anos) e que teve que gerir a saída de jogadores tão importantes como Bosingwa, Paulo Assunção e, sobretudo, Quaresma. Se os reajustamentos, no início de época, fizeram perder alguns pontos e a posição de leader à sua equipa, Sapunaru, Fernando, Rodriguez, Hulk e o Francês Aly Cissokho, acabaram todos por se impor no seio dum grupo encabeçado pela experiência e a sede de vitórias dos indiscutíveis Bruno Alves, Raul Meireles, Lucho Gonzales e Lisandro Lopez, para permitir aos Dragões de realizar uma segunda metade de época vertiginosa (11 vitórias e 2 empates em 13 jornadas).

    O flop:

    Nesta alínea, a autora evoca o balanço negativo do treinador do Benfica: 23 vitórias, 15 empates, 11 derrotas em 49 jogos. Um fim de época com só 11 pontos em 21 possíveis.

    Está Dito!

    “Sou, actualmente, uma das pessoas mais felizes do mundo “. O antigo parisiense, Cristian Rodriguez, saboreia, como se deve, o seu primeiro título ganho em Portugal.

    O artigo acaba com os resultados da 28 ª jornada e o programa da 29ª jornada.

Esta peça jornalística, mostra que dimensão do FC Porto, em França, vai muito mais além da única imprensa desportiva. O FC Porto é o único clube Português a ter um estatuto de grande na Europa. E eu continuo a achar estranho que haja quem não o compreenda.

E Viva o Porto !

Obs: o artigo pode ser consultado no site lefigaro.fr

13 junho, 2009

O FC Porto está no TOP10!

A conceituada revista mensal, “So Foot“, tem na sua edição diária, uma rúbrica denominada, Top 10. É assinada por Chérif Ghemmour. Os temas tratados, sempre em relação com o futebol e a sociedade, são variados. O último texto da referida rubrica (o nº 11) , publicado a 26 de Maio do ano em curso, tem por tema: “As melhores finais da C1“.

O autor indica e justifica quais foram, na sua opinião, as finais memoráveis da história da Champions League:

    1960 : Real Madrid - Eintrach Francfort ( 7-3 )

    1967 : Celtic Glasgow - Inter Milão ( 2- 1 )

    1971 : Ajax - Panathinaikos ( 2-0 )

    1974 : Bayern - Atlético de Madrid ( 1-1 / 4-0 )

    1977 : Liverpool - B. Monchengladbach ( 3-1 )

    1985 : Juventus - Liverpool ( 1-0 )

    1987 : FC Porto - Bayern ( 2-1 )

    1994 : AC Milan - Barcelona ( 4-0 )

    1995 : Ajax – AC Milan ( 1-0 )

    1999 : Manchester - Bayern ( 2-1 )

    2005 : Liverpool - AC Milan ( 3-3 / 3-2 )

Não é meu intuito analisar em detalhe esta lista. Verifico, unicamente, que o FC Porto é o único clube Português a ser citado. Assim, passo a traduzir as linhas que dizem respeito à final de Viena:

    “Bela final cheia de suspense. O Bayern é favorito e, antes do jogo, fanfarroneia. O que sossega o astucioso Artur Jorge. Kogl abre o marcador ao 24º minuto. Tranquila a Baviera.... e, depois, o artista apareceu: Rabah Madjer. Aos 77 minutos, marca um golo de antologia com um toque de calcanhar insensato que, desde então, tem o seu nome (como Panenka e o seu penalti). Dois minutos mais tarde, Madjer executa um passe decisivo para o 2º golo do FC Porto: um super centro para Filho Juary que chicoteia à primeira para debaixo do tecto. Magistral! Primeira C1 para o FC Porto. Nova derrota para o Bayern: uma vitória quase certa que se transforma em derrota em dois minutos. Os homens da Baviera, viverão mais tarde o mesmo pesadelo...”.

Farei unicamente uma só critica a este artigo. Na medida em que se insere num contexto jornalístico que foca o futebol e a sociedade, penso que podia ter referido que o FC Porto foi o primeiro clube a ganhar a Taça dos Campões com uma equipa transcontinental. África, América e Europa, estes três continentes, estavam representados. Em suma, o anúncio da “Aldeia Global“. Haveria que referir, igualmente, que Madjer foi o primeiro Africano, graças ao FC Porto, a ganhar a Champions League.

Isto dito, parece-me que há algo importantíssimo no texto. O golo de Madjer enriqueceu o vocabulário ligado ao futebol , pelo menos, em França. Com efeito, quando um miúdo faz um belo passe com o calcanhar, ou marca um golo com o calcanhar, é-lhe dito que fez “une talonnade à la Madjer“. E esteja ele no recreio, nos jardins ou nas escolas de futebol.

Ora, este aspecto é tão evidente que me escapou. Quando o mesmo miúdo pergunta quem é o Madjer, forçosamente, aparecerá na resposta, quer dos companheiros quer do formador, o nome FC Porto.

Viena imortalizou o FC Porto. O FC Porto faz parte dos imortais do mundo do futebol e continuo a achar estranho que haja quem não o reconheça.

E Viva o Porto!

Obs: o artigo pode ser consultado no site da “So Foot“.