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16 novembro, 2018

ESTÁDIO DO DRAGÃO: 15 ANOS, OUTRAS TANTAS MEMÓRIAS.


Desde que há 15 anos foi inaugurado, o estádio do FC Porto foi palco de conquistas várias, vitórias épicas e de múltiplas alegrias

1 – A inauguração mágica ­– FC Porto-Barcelona, 2-0 – 16/11/2003
Que era belo por fora, todos sabiam, que o era ainda mais por dentro apenas 51 mil pessoas tiveram a privilégio de o comprovar primeiro do que toda a gente. Quem lá esteve nunca mais se esquecerá daquela noite de Alegría, como canta a música que o batizou, de um espetáculo único, com a magia de Luís de Matos ao som do piano de Pedro Burmester, o hino do FC Porto cantado a capella por Isabel Silvestre e um convidado ilustre para o jogo de gala. O Barcelona estreava um menino chamado Messi, mas perdia por 2-0, com golos de Derlei e Hugo Almeida.

2 – O primeiro jogo oficial – FC Porto-União de Leiria, 2-1­ ­– 07/02/2004
Foi preciso esperar 83 dias para que o relvado, hoje um tratado, permitisse o regresso à casa nova e fosse palco do primeiro jogo oficial: FC Porto-União de Leiria para a jornada 21 do campeonato. Ao minuto 17, Maniche, o número 18, apontou o primeiro golo, inventado por Deco. O número 10 estendeu depois a passadeira para Maciel bater Helton, que uns anos mais tarde se tornaria o jogador que, até hoje, mais vezes pisou aquele relvado. Os leirienses reduziriam já no último quarto de hora, por Freddy.

3 – A estreia internacional – FC Porto-Manchester United, 2-1 – 25/02/2004
Primeira mão dos oitavos de final da Champions, a primeira noite europeia. O campeão inglês Manchester United, treinado por Sir Alex Ferguson, partia como favorito mas caiu com estrondo e estupefação só para quem não assistiu ao jogo. O sul-africano Fortune colocou, com fortuna, os devils em vantagem, mas quem brilhou foi o compatriota Benni McCarthy: ainda na primeira parte, rematou sem hipóteses para Tim Howard que, já no final da segunda, bem se esticou mas não segurou um cabeceamento fulminante do avançado que, à Jardel, voou sobre os centrais.

4 - O recorde de espectadores – FC Porto-Deportivo Corunha, 0-0 – 21/04/2004
50.818 espectadores assistiram à primeira mão da meia-final da Champions. A marca permanece e permanecerá imbatível, porque entretanto a lotação do estádio baixou para 50.033, para cumprir as normas de segurança da UEFA. Não havia espaço para mais ninguém, mas também não houve golos e por isso ficou tudo adiado para duas semanas depois. No Riazor, um penálti que Derlei transformou em golo já no prolongamento colocou o Super Porto de Mourinho a caminho de Gelsenkirchen para se sagrar campeão europeu pela segunda vez na história do clube.

5 – O jogo de abertura do Euro 2004 – Portugal-Grécia, 1-2 – 12/06/2004
Ainda não tinha cumprido o sétimo mês de vida e já tinha o mundo todo de olhos postos nele quando abriu as portas para ter a honra de receber o pontapé de saída do Euro 2004 que Portugal organizou pela primeira vez. A cerimónia de abertura inspirou-se na epopeia dos Descobrimentos e inundou o tapete verde de azul do mar para dar as boas-vindas às 16 seleções participantes. A luso-canadiana Nelly Furtado cantou “Força”, o hino do torneio, mas foi a Grécia quem a teve, ao derrotar a seleção portuguesa por 2-1, deixando o país em estado de choque.

6 – O primeiro concerto –­­ Rolling Stones – 12/08/2006
Passavam exatos mil dias desde a inauguração quando exibiu pela primeira vez toda a sua multifuncionalidade, transformando-se numa enorme numa sala de concertos. Naquele que foi então o maior palco alguma vez montado em Portugal, uma das bandas mais bem-sucedidas deu um espetáculo de duas horas de uma energia inesgotável perante 47 mil espetadores. “É muito bom tocar nesta linda cidade pela primeira vez”, disse Mick Jagger a certa altura. Os Stones adoraram do Porto e o Porto delirou com os Stones numa noite de verão memorável.

7 - O segundo tetra – FC Porto-Nacional, 1-0 – 10/05/2009
Minuto 47: um canto cobrado por Raul Meireles termina com Bruno Alves, na zona de decisão, junto à marca de penálti, a cabecear sem levantar os pés do chão e sem hipóteses para Bracali. Foi o golo 200 no Dragão, o golo da vida do central que, em entrevista à Dragões, o distinguiu como o mais relevante de todos os que marcou, porque valeu um campeonato, o segundo tetracampeonato do FC Porto, o 24.º título do historial e o 14.º em 20 temporadas, que fez de Jesualdo Ferreira o primeiro treinador português a somar três títulos de forma consecutiva.

8 – A mão-cheia – ­FC Porto-Benfica, 5-0 – 7/11/2010
Varela marcou o primeiro, Falcao o segundo e o terceiro, e depois Hulk imitou-o: fez um e a seguir mais outro, porque só quatro era pouco: 5-0. O FC Porto vergou o Benfica a mais uma goleada histórica - igual à que tinha imposto 12 anos antes em casa do grande rival - e saiu ainda mais líder do campeonato em que foi rei e senhor, em que somou 27 vitórias, três empates e não perdeu um único jogo. A conquista matemática do título foi confirmada a cinco jornadas do fim em pleno Estádio da Luz apagada e de rega ligada.

9 – O primeiro póquer – FC Porto-Villarreal, 5-1 – 28/04/2011
Ao intervalo, a eliminatória pendia para os espanhóis, mas o FC Porto ainda foi a tempo de viver uma das mais gloriosas noites europeias. Uma segunda parte demolidora, à imagem daquela equipa de sonho de André Villas-Boas, afundou o submarino amarelo com uma manita. Falcao foi o herói: assinou um póquer, igualou o recorde de 15 golos numa edição da Liga Europa, que depois superaria, e colocou os Dragões com um pé na final de Dublin, onde 20 dias depois, venceriam o Braga por 1-0 e conquistariam o sétimo troféu internacional do palmarés.

10 – O minuto Kelvin – FC Porto-Benfica, 2-1 – 11/05/2013
Jogava-se o tempo de compensação, o empate persistia e quando começava a parecer uma fatalidade, um pé esquerdo vagabundo virou o mundo ao contrário - o pesadelo virou sonho, o impossível possível, a angústia uma alegria indescritível. Nunca o Dragão terá explodido da forma como o fez naquele minuto 92 e, talvez por isso, por ocasião do 13.º aniversário, tenha sido eleito pelos adeptos como o melhor momento que ali viveram. Com o golo de Kelvin, o FC Porto tirava o primeiro lugar ao Benfica a uma jornada do fim da Liga para, oito dias depois, se sagrar tricampeão nacional pela terceira vez no seu historial.

11 – Deco para sempre – FC Porto 2004-Barcelona 2006, 4-4 – 25/07/2014
Foi com uma homenagem digna de um campeão que Anderson Luís de Souza, ou simplesmente Deco, se despediu do futebol. O jogo que opôs o FC Porto campeão europeu em 2004 ao Barcelona que venceu a Champions em 2006 permitiu uma viagem no tempo e, no final, registou um empate a quatro golos, com o mágico a marcar pelos dois clubes que mais troféus lhe deram a conquistar. O Dragão aplaudiu Deco de pé, fez-lhe a vénia que merecia e disse adeus ao mítico número 10, que fintava com os dois pés e que dizíamos ser melhor que o Pelé.

12 – Uma lenda na baliza – FC Porto-Guimarães, 3-0 – 15/08/2015
Aboubakar bisou, Varela fechou a contagem, mas naquele dia os holofotes estavam virados para Iker Casillas que ali se estreava oficialmente pelo FC Porto e se tornava o primeiro campeão do Mundo de seleções a representar o cube. O jogo foi transmitido em Espanha e por 30 canais em várias televisões de todo o mundo e o momento que Iker garante nunca mais esquecer fez mesmo capa do jornal espanhol AS. Desde então, entrou no top 10 dos guarda-redes que mais vezes vestiram de azul e branco e juntou dois troféus a um currículo sem igual em Portugal.

13 – Em 2015 como em 1987 – FC Porto-Bayern Munique, 3-1 – 15/04/2015
Quase 28 anos depois, a reedição da final de Viena: o FC Porto vestiu o fato de gala das melhores noites europeias e voltou a bater aquela que então era para muitos a melhor equipa do planeta, com seis campeões do mundo no onze, com um dos melhores treinadores de sempre no banco. A vitória número 200 em 265 jogos em todas as competições no Dragão foi também a primeira derrota dos alemães em Portugal e a segunda frente a um emblema português, depois de a 27 de maio de 1987 ter perdido para os portistas a Taça dos Clubes Campeões Europeus.

14 – Tantos milhões – FC Porto-Leipzig, 3-1 – 02/11/2017

Mais um jogo frente a um adversário alemão que ficou marcado na história do Dragão. 41.616 pessoas assistiram à vitória do FC Porto sobre o Leipzig e permitiram que o estádio, a nove dias de completar 14 anos de vida, ultrapassasse a marca dos 12 milhões de espectadores, depois de ter superado a barreira dos 10 na receção ao Vitória de Guimarães, a 15 de agosto de 2015, no dia em que Casillas defendeu pela primeira vez a baliza portista em encontros oficiais. Em pouco mais de dois anos, portanto, foram mais de dois milhões que passaram pelo recinto.

15 – Um título que valeu por cinco – FC Porto-Feirense, 2-1 – 06/05/2018
O jogo que era para ser do título foi, afinal, o da consagração. O FC Porto entrou em campo com o campeonato no bolso desde a véspera, à custa do empate entre os rivais de Lisboa, mas nem por isso tirou o pé do acelerador. O campeão voltou, festejou mas não brincou em serviço, até porque no banco estava Sérgio Conceição, o quarto ex-futebolista do clube a ser campeão também como treinador e que colocava um ponto final no jejum de quatro anos de conquistas, o maior da era de Jorge Nuno Pinto da Costa. Foi o 24.º título da vida do Dragão.

fonte: fcporto.pt

16 novembro, 2015

12º ANIVERSÁRIO DO ESTÁDIO DO DRAGÃO.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.

O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.

Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.

O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

Estádio do Dragão, um local onde todos nós no sentimos em casa, e onde partilhamos muitas alegrias!

16 novembro, 2014

11º ANIVERSÁRIO DO ESTÁDIO DO DRAGÃO.

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O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.

O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.

Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.

O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

Estádio do Dragão, um local onde todos nós no sentimos em casa, e onde partilhamos muitas alegrias!

14 junho, 2014

ESTÁDIO DO DRAGÃO VAI TER CAIXA DE SEGURANÇA

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ADEPTOS ADVERSÁRIOS SOBEM PARA A ARQUIBANCADA

O Estádio do Dragão vai ter uma caixa de segurança para os adeptos visitantes a partir da próxima temporada, que ficará situada na arquibancada Moche, basicamente por cima da zona onde ficavam até agora, avança o jornal O Jogo.

A ideia é dar seguimento à política de proximidade dos portistas com a equipa. Os adeptos dos adversário passam para um sector mais distante do relvado que terá uma rede para impedir o arremesso de objetos para o relvado e ainda stewards a separá-los dos restantes espectadores.

Vai ser ainda criada uma área dedicada à família na Superior Norte e outra área jovem na Sul e ao longo da época haverá várias iniciativas para promover estes sectores.

fonte: ojogo.pt



16 novembro, 2013

10º aniversário do Estádio do Dragão

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O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.

O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.

Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.

O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

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16 novembro, 2012

9º aniversário do Estádio do Dragão

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O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

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16 novembro, 2011

8º aniversário do Estádio do Dragão

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11 junho, 2011

Camisola Oficial FC Porto e Visita ao Estádio do Dragão por apenas EUR 49,20 (40% desconto)!

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16 novembro, 2010

7º aniversário do Estádio do Dragão

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16 novembro, 2009

6º aniversário do Estádio do Dragão

O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.

O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.

Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.

O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

30 maio, 2009

Para memória futura

24 de Maio é sempre uma data que celebro com muito carinho.
É a data de aniversário de casamento dos meus Pais. Este ano completaram 40 anos.
Em 2009 calhou igualmente a data do fim do campeonato e com um jogo no Dragão entre as minhas duas equipas: a de coração e a adoptada.
Como a adoptada infelizmente já não dependia deste resultado para subir na tabela classificativa estava ausente qualquer ansiedade no resultado desejando obviamente uma vitória do Futebol Clube do Porto, mas lá no fundo também um golo do Braga para satisfazer a minha filha Gu.
O marido lá em casa bem que tentava assombrar a festa, com a ameaça de que ia chover, ia estar frio e o diabo-a-quatro, como se costuma dizer.
A tarde revelou-se afinal ensolarada, com uma temperatura bastante agradável.
Findo o almoço, estava na hora de ir para o Porto, até porque combinara finalmente conhecer pessoas, que “falando” diáriamente com elas até então não tinha tido o prazer de as conhecer.
Primeira paragem no Velasques, onde alguns colegas da ML do Portal dos Dragões estavam na esplanada após o almoço do Tetra realizado ali perto.
Engraçado como é ligar a cara a pessoas de quem só conhecemos o que escrevem. Foi muito agradável, constatar a simpatia das mesmas, que só pelo simples facto de serem Portistas já era quase que garantido.
Alguns minutos depois, descemos rumo ao Dragão para desta feita conhecer alguns do BiBóPoRtO.
O mais caricato é que para não haver desencontros, tive o especial cuidado de ligar antes ao Presidente cá da casa, que me responde com a simpatia que o caracteriza:
Estou a chegar!
Certo.

(…)
(duplo…)
ok
(aieeee…)

Aproveito para ir olhando os ilustres adeptos que circulam na Praça do Estádio do Dragão, tirando umas fotos (que acompanham estas palavras), quando vejo uma cara, duas que me são familiares. Era o Lucho, o Estilhaço e Estilhaço Jr.
Fico na duvida, vou, não vou. Se eles já estão ali o Sr. Presidente não deve demorar.

( …já estou a chegar, ouvira eu…)

Bem, vamos lá!
Atravessando a onda de adeptos que entretanto chegavam ao Dragão tive então o prazer de os conhecer e de lhes apresentar as minhas filhas e o meu irmão.
Passados largoooos (botem largo nisso) minutos, e no meio de uma imensidão azul e branca, qual D.Sebastião a emergir do nevoeiro surge sua senhoria, Blue Boy.
Tenho igualmente o prazer de conhecer a Mafaldinha de quem a minha filha mais pequena se encantou, enquanto eu e o meu irmão resolviamos o problema do cartão da Gu que a máquina teimava em não ler.
Resolvido este problema, chega então a hora de dislumbrar o meu estádio, a quem eu não via já seguramente quase há uma ano.
E essa parte dá não para explicar, melhor mesmo que toda essa emoção é faze-lo na companhia das minhas filhas. Ouro sobre Azul, é o lema da minha vida.
Tempo ainda para conhecer mais um ilustre Portista que deixa finalmente ao fim de 5 anos de ser virtual para passar a ser um amigo de verdade.

O jogo em si, foi mais de festa do que propriamente um jogo de futebol. Fizemos um golo que permitiu aos tetracampeoes presentes festejarem todo o orgulho de pertencer a esta casa. E um golo do Braga, o qual é inteiramente dedicado à Miss Gu, que vestiu a camisola do Braga durante os 90 minutos. E que ninguém o ouse reclamar...
Ou seja, da minha parte estava toda a gente feliz.
Mas a emoção mais forte ainda estaria para chegar. Findo o jogo, e agradeço ao meu irmão, ter aguardado até ao final do mesmo, o speaker anunciou que Jesualdo Ferreira fazia anos e convida os adeptos a cantarem-lhe os parabéns.
Conseguem fazer ideia do significado desse momento para as crianças presentes no estádio ? Eu falo pelas minhas:
Momento único de espanto, de alegria, de vontade de estar sempre ali naquele Estádio, naquela cadeira, de pertencer a um clube que lhes proporciona emoções destas.

Eu faço o meu papel, mostrando e transmitindo-lhes o privilégio do que é ser-se do Futebol Clube do Porto.
Já lhes prometi, que para o ano iremos mais vezes, e que no final lá estaremos para festejar o Penta.

IV Campeãs,
Heliantia, Gu e Fi.

13 fevereiro, 2009

Volta Futebol! Estás perdoado.

Arbitragens… Comentadores… Comunicação Social…
A impressão que tenho é que estes três ocuparam o lugar daquilo que à partida deveria ser o principal.
Deixou-se de comentar o jogo em si, as boas ou menos boas exibições, a emoção de fazer parte de um espectáculo, a alegria de ir ao Estádio, para os assuntos de debates serem outros que deveriam passar despercebidos.
O Porto jogou bem? Mas o que interessa isso?
Vamos lá ver se o árbitro nos prejudicou, se nos beneficiou, se tinha mais ou menos gel…
(este jogo entristeceu-me não pelo resultado mas sim pela importância dada a uma decisão de um árbitro).
A comunicação social fala do jogo, ou fala do árbitro? Fala deste ou daquele jogador que se destacou ou das bocas dos dirigentes desportivos ?
E os comentadores afectos aos três grandes? De que falam eles? Deixa cá ver… Pois…

O meu Estádio das Antas. Aquele onde os adeptos sem cadeiras marcadas tinham de se sentar ombro a ombro tal era a enchente de gente que fazia parte daquele palco. Esse sim, um palco de sonhos, onde antes de sermos SAD, éramos um Clube.
Onde os jogos eram salvo os europeus a horas decentes. Onde os adeptos (aqueles mais antigos) deixavam as respectivas esposas a tricotar no carro enquanto iam ao futebol. Onde antes do mesmo se reuniam no Café Velasques e falavam de futebol! De futebol!
Lembro-me de acompanhar o meu Pai e o assunto era o futebol. Não era se o árbitro era de Lisboa ou do Porto. Não era sobre o que o comentador x ou y tinham falado na televisão. É certo que na altura pouco ligava, mas ele falava dos jogadores.
Foi esse espírito de futebol que me fez Portista. O orgulho que transmitiu a mim e ao meu irmão em ser-se Portista. Muito sinceramente se fosse criança hoje, o mesmo não teria despertado em mim tanto afecto.

Hoje temos um estádio belíssimo; o Estádio do Dragão. Com todo o conforto e digno de orgulho para os adeptos Portistas.
Mas o futebol deixou de ser uma emoção inata.
Festejamos vitórias e lamentamos derrotas mas com outro sabor.
Ganhamos para sermos melhores que os restantes, Não pela genuína felicidade de se ganhar.
Há que devolver esse espírito ao futebol. Abdicar provavelmente das receitas das transmissões pagas a peso de ouro mas que por vias das mesmas obrigam os jogos a ser a horas tardias.
O futebol é bonito ao vivo, a emoção de um estádio cheio não se paga em euros.

Sinto falta do futebol do Estádio das Antas, do “meu” Estádio…

Heliantia

13 janeiro, 2009

16 novembro, 2008

Ó tempo volta pa trás...

16 de Novembro de 2003

Muita emoção, muita euforia. Tanto sentimento dentro do coração e tanta coisa na cabeça. As Antas não se andavam a portar nada mal, e depois do que se tinha passado com tanto atraso por causa disto e por causa daquilo e por mais meia cambada de bandidos que não queriam que o estádio fosse avante. Mas tudo acabou bem.

Um dia ventoso como me lembro de poucos, um espectáculo do Luís de Matos, um adversário de nome mas fragilizado, um relvado degradante, mas acima de tudo muita e muita vontade de ver a nossa equipa a estrear aquela maravilha que é o nosso estádio.

Tudo maravilhado, parecia em tudo igual àqueles estádios que vemos quando saímos do país. Zona envolvente, tudo limpo, tudo organizado, tudo espaçoso. Até parecia um sonho. Todos de máquina fotográfica na mão, a reparar no mais pequeno detalhe. A reparar nisto, naquilo, e mais aquilo e mais isto. É como quem compra uma casa nova. E que rica casa!!

Há imagens que valem mais que mil palavras!! Porque há momentos e ocasiões que são indescritíveis. E na minha memória, a inauguração do Dragão é um desses momentos.

Um abraço,
Tiago Teixeira

13 setembro, 2008

(Quase) lotação esgotada!

Quase 40 mil Dragões garantidos nos jogos do FC Porto

Os números não deixam margem para dúvidas. O Estádio do Dragão é um dos espaços de maior referência do panorama desportivo nacional. Só para o campeonato, são aguardados no palco azul e branco, no decurso da época 2008/09, mais de 39 mil espectadores por jogo. O apoio à equipa é uma realidade constante.

As contas são simples: além dos 25 mil Dragon Seat já assegurados, o FC Porto garante ainda por encontro a ocupação de mais de 12 mil lugares destinados a compromissos institucionais e corporativos, a associações de adeptos e filiais e delegações, não esquecendo também os cerca de 2.500 reservados para o sector do visitante.

Tudo somado, a conclusão tem tanto de clara como de animadora. Não vai faltar incentivo em casa aos Tricampeões Nacionais. É certo que, pelo menos, 37 mil vozes vincarão, desafio após desafio, a força do Dragão na Liga portuguesa.

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in fcporto.pt

05 agosto, 2008

Viena, Sevilha e Gelsenkirchen não merecem museu?

Quando em 2003 foi inaugurado o magnífico Dragon Stadium, seria difícil algum Portista acreditar que passados quase 5 anos ainda não se tivesse iniciado a construção do Museu do FC Porto. Nunca mais se soube do paradeiro dos troféus (desde o fecho do velhinho Museu das Antas em 2002 que recordo aqui numa foto do nosso leitor Dragão Azul) nem se sabe de nenhum projecto em concreto para um novo Museu. Segundo me contaram, na última AG informaram os Sócios que o Museu ficará instalado mesmo ao lado da Loja Azul e que não será apenas um Museu mas que terá também uma forte componente audiovisual. A verdade é que nada mais se sabe. Um clube com a nossa história com glórias constantes e troféus ganhos a um ritmo avassalador não mereceria que este projecto fosse encarado com maior urgência?

A pujança de um clube também se avalia pela forma como fortalece e preserva a memória e como honra o seu passado e as pessoas que o serviram. Em final de Agosto de 2007 estive em Barcelona e não perdi a oportunidade de visitar o Camp Nou mas não esqueci, igualmente, de entrar no Palau Blaugrana e no extraordinário Museu do Barça. E acreditem que o Estádio e o pavilhão (ver foto) são fantásticos mas o Museu com todos aqueles trofeus (ver foto junto à Champions) mas também com os filmes preparados para a juventude sobre a História do Barça e da afirmação da Catalunha, me deixaram ansioso pelo momento em que também o nosso FC Porto (clube que sempre associei ao Barcelona pela afirmação Regional que ambos cultivam) apresente um espaço idêntico onde os Sócios e adeptos do FCPorto possam viajar nas asas do Dragão revisitando as nossas glórias do passado, as nossas conquistas em todas as modalidades e os homens extraordinários que defenderam a nossa camisola desde a fundação do Clube em 1893.

O complexo do Estádio do Dragão (museu incluído), tornar-se-á definitivamente um pólo de atracção, aproveitando também o acréscimo de visitantes que a cidade do Porto tem vindo a receber e diversificando dessa forma as fontes de receita do clube e da SAD (o n.º de visitantes do Dragão que é actualmente de 30 mil/ano aumentaria exponencialmente). Sempre tive a opinião que o impacto num adepto ao ver as taças conquistadas, com muito suor, por gerações de atletas do nosso clube era, é e será sempre colossal. E por isso, depois do Presidente ter dito que o objectivo principal do seu actual mandato era o pavilhão Dragão Caixa (em andamento) é urgente que se pense rapidamente no próximo alvo porque as gloriosas conquistas de Viena, Sevilha e Gelsenkirchen, entre outras, assim como os nomes associados a essas epopeias, como por exemplo Madjer, Gomes, Baía, Deco mas também outros do passado mais longínquo e tantos ainda nas restantes modalidades mereciam ver as suas conquistas bem destacadas num nobre espaço no interior do Estádio mais belo do Mundo.

É com natural ansiedade que todos aguardamos o dia em que nos seja possível recordar fisicamente, entre outros objectos, a camisola do João Pinto, as botas do Madjer, a camisola do Carlos Resende, a braçadeira do Gomes, a camisola do Hernâni, as luvas do Vitor Baía, o stick do Reinaldo Ventura, as sapatilhas da Fernanda Ribeiro, as botas do Futre, o boné do Pedroto, a gravata do Artur Jorge, os patins do Vítor Hugo, a camisola do Pavão, as luvas do Barrigana, as sapatilhas da Aurora Cunha, a camisola do Jared Miller, as luvas do Mlynarczyk, as botas do Cubillas, a camisola do Oliveira, os panfletos que Mourinho afixava no balneário, a foto do nosso grande Presidente Pinto da Costa e, sobretudo, os vários trofeus Nacionais e internacionais ganhos pelas nossas equipas de futebol, andebol, basquetebol, hóquei em patins, voleibol, natação, ciclismo, bilhar, atletismo, boxe, desporto adaptado... O nosso velho general, por certo, está sensível a tudo isto e por isso é de aguardar, a qualquer instante, a boa nova. É só um pouco mais de azul...

Abraço,
Lucho.

01 fevereiro, 2008

Ser pobre e gostar de futebol, é pecado?

Tenho, cada vez mais, um sentimento contraditório em relação ao Campeonato Inglês de Futebol. Por um lado, não posso deixar de admirar o espectáculo que muitos desafios proporcionam e a magia de muitos jogadores que actuam na “Premier League”. Mas, por outro, não posso deixar de abominar a evolução que conheceu e conhece a Primeira Liga Inglesa.

Durante inúmeros tempos, o futebol inglês foi símbolo de desporto popular, até chegarem estes últimos dez anos. A partir da década de noventa, o futebol inglês tornou-se símbolo de “futebol business”. Este fenómeno está a provocar uma grande segregação social. E parece-me que este aspecto, a exclusão da classe média e das camadas populares dos estádios ingleses, não está a ser, devidamente, enfatizada pela imprensa desportiva.

O mais que conceituado diário Francês “Le Monde” que nada tem de revolucionário, publicou, em 9 de Agosto de 2007, as seguintes linhas que passo a traduzir :

“Assistir a um jogo de futebol na Grã Bretanha é ainda possível quando não se tem um poder de compra próximo daquele dum golden boy da City?“ E, mais adiante, o jornalista cita um responsável da Federação Inglesa : “Há já uma dezena de anos que as classes populares não podem comprar um lugar num estádio, nomeadamente em Londres ou Manchester, sem fazerem enormes sacrifícios financeiros”.

Em 4 de Outubro de 2007, o conhecido diário Francês “Libération” que, também, nada tem de revolucionário, retoma o mesmo tema. O artigo do jornalista, Grégoire Mathieu, procura sintetizar o relatório feito por dois Senadores Franceses sobre a violência no futebol francês. Para estes dois senadores, parece que só “o preço dos bilhetes é uma alavanca contra a violência”. E não mais!

Esperemos que o exemplo inglês não continue a se alastrar e que seja mesmo combatido. Gosto de ver futebol nos estádios. Não quero que os estádios de futebol se transformem em salões destinados, unicamente, a uma aristocracia financeira!

Reservar um lugar, com três meses de antecedência no Emirates Stadium do Arsenal custa, no mínimo, segundo o “Libération”, 160 euros. Sabendo-se a grande miséria que conhece a sociedade inglesa actual, como é possível dar 160 euros? Reservar para uma família de quatro, custaria 640 euros! Comparativamente, esta quantia de 640 euros é , em França, o equivalente de um aluguer dum apartamento T2 em “Paris entre muros”, o custo de 80 bilhetes de cinema sem redução, o custo de 49,2 entradas sem redução no Museu do Louvre. E , de modo, ainda mais pragmático : 160 euros representam 32,6 refeições na cantina do meu local de trabalho.

É verdade que a compra, por um ano, dum lugar cativo pode permitir certas economias. Mas, visto as tarifas, tais economias só tocam quem já é abastado. No estádio do Arsenal, para 2007-08, o preço dum lugar cativo podia ir até 1825 £., ou seja, cerca de 2600 euros. Para cair na realidade, sem pára-quedas, a “espécie” de salário minímo, instituido em 1999, por Tony Blair, para combater a probeza, conhece a seguinte tarifa: 3.60 £ por trabalho/hora, ou seja, 5,20 euros por trabalho/hora.

Quem pode? Quem vai ao futebol na Grã Bretanha?

Se a França seguir as mesmas pisadas, o que é mais que provável visto a proposta de lei dos dois Senadores referidos, quem poderá ir, num presente próximo, ao futebol no país do Galo?

A França é o país, salvo erro, que mais títulos internacionais têm a nível das camadas jovens. Sob o pretexto de lutar contra os hooligans, é justo excluir os jovens e os menos abastados dos estádios?

Eu sou contra a violência. Que, isso, seja claro! Mas discordo da evolução que muitos “decidores” querem dar ao futebol.

E, por analogia, quem pode afirmar que o futebol Luso não seguirá o exemplo inglês?

Por essa razão, penso que Pinto da Costa, ao batalhar para criar o Estádio do Dragão, foi, realmente, visionário. Ele soube adaptá-lo às exigências do mundo do futebol a porvir, guardando as camadas populares.

Um estádio que recebe em média 35.000 espectadores por desafio, num país de 10 milhões de pessoas com baixo poder de compra, parece um conto de fadas. Parece-me, ainda mais, um conto de fadas , quando se sabe que o Porto e a Região Norte estão deveras empobrecidos, à força, pelo poder central de Lisboa!

Deixo o debate em aberto.

E Viva o Porto !

Fontes citadas:
- "Les tarifs extravagants des clubs de football anglais", Le Monde, artigo não assinado, 09.08.07 (edition on line: 17h06).
- "Supporter n’est pas (encore) un crime", Libération , Grégoire Mathieu, Jeudi 4 octobre 2007 (edições papel e on-line).

14 janeiro, 2008

De Braga para o Dragão…

Há dez anos atrás, este irá ser já o décimo-primeiro, quando vim morar para Braga, diziam-me: “Ui, tu vais para Braga? Mas lá é só lampiões…”. E não, não estavam enganados. Não digo que os Bracarenses não gostem do SC Braga, mas era sempre como segunda opção, quase por obrigação de terem nascido na Cidade.

Curiosamente, é o actual treinador do Futebol Clube do Porto, o próprio Prof. Jesualdo Ferreira que altera de forma significativa essa situação. Devolveu aos Bracarenses o gosto pelo seu clube, curiosamente um homem cuja côr clubística todos sabem qual é… irónico, não?

Já é habitual ver no Colégio, os miúdos nos dias de ginástica com a camisola do FC Porto. A fotografia publicada, foi tirada por mim, numa casa no centro histórico de Braga, no verão passado. A casa já dela é linda, mas com esta bandeira…

Agora, de volta ao tema e para vos contar como é que uma adepta Portista nascida na Invicta Cidade, vive os dias de jogo no Dragão. Como são mais as vezes que não vou, e como ver os jogos na televisão me aborrece, passemos ao mais importante: aos jogos em que posso estar presente!

A alegria começa logo no dia, em que o meu irmão me diz: “Vamos ao Dragão!”. A partir daí, é contagem decrescente para o jogo… no próprio dia, já ninguém me atura (eu sei, eu não era assim, mas o estar longe da minha Cidade tem destas coisas). Perde-se o apetite, quer-se que as horas passem a correr para ir a casa buscar o cachecol e seguir rumo ao Porto.

Na A3, a viagem serve para dar asas à imaginação e dizer que vamos ganhar e por quantos (digo eu), pois parece que o optimismo nestas coisas caiu apenas para o meu lado… à medida que nos aproximamos do Porto, fica-se parado no trânsito, mas não deixa de ser divertido, pois os carros com os cachecóis afectos ao FC Porto já são muitos e depressa se chega ao Dragão. Já nas imediações do Estádio, é arranjar lugar e aí, sim!

Finalmente, estou na minha Cidade! E nesta altura, qualquer descrição fica muito aquém daquilo que se sente. É um estado de tranquilidade tal, que quando vejo o Estádio do Dragão, outro resultado que não o da vitória, não me passa sequer pela cabeça.

E depois de se passar pela segurança, depois de passar o cartão, depois da área dos cafés quando se desce as escadas, a primeira visão que se tem do Estádio do Dragão – do relvado já com os jogadores e todo aquele barulho – digam lá se não é uma imagem de nos cortar a respiração?!!

De seguida, procurar o lugar habitual, cumprimentar os conhecidos e… ver o FC Porto jogar, torcer por eles até ao fim se necessário, sair 8 minutos antes do final (esta parte é que não está com nada…) e regressar, regressar feliz a Braga com uma vitória e aproveitar a viagem de regresso para dizer: “Eu não disse? Não disse que o Porto ia ganhar?!!”.

E enquanto o meu irmão fala do desempenho feliz ou menos feliz deste ou daquele jogador, eu vejo-os como um todo. Para mim, o FC Porto é sempre um “todo”, excepção para aquando do golo do Tarik. Aí, acho que foram os 50 kms de regresso a falar dele.

Nas raríssimas vezes que o FC Porto não ganhou, o regresso pode não ser tão divertido, mas a verdade é que só o facto de ter estado na minha Cidade, no meu Estádio, fez valer bem a pena ter ido.

“Vale sempre a pena ir ao Dragão!”

Beijinhos,
Heliantia.

22 novembro, 2007

O palco dos sonhos

Fez, na semana passada, 4 anos que o Estádio do Dragão entrou no imaginário de todos nós. Quatro anos são, grosso modo, 1460 dias. Pouco tempo, se aferido pela idade humana, mas pleno de acontecimentos, na vivência desportiva.

Cada um terá vivido a transição do palco eterno, as Antas, para o novel recinto, à sua maneira. Pedra sobre pedra, a árida zona começou a ganhar forma. No meio da lama, da terra, dos gritos dos trabalhadores, do frenesim de uma obra grandiosa, a estrutura começou a crescer. Acompanhada diariamente com um fervor quase religioso, o ansiado dia era, cada vez mais, uma certeza, no horizonte próximo.
Até que…

A cidade engalanou-se. As melhores vestes saíram dos armários. Os fatos de gala brilharam, resplandecentes. Tal como todos os que se dirigiram, num frio dia de Outono, para as luzes, brilhando majestosas, iluminando os céus da Invicta. A noite encheu-se de murmúrios, quase como se todos os que lá estavam tivessem medo de quebrar a magia. Reverência e esgares de espanto, perante a maravilha arquitectónica que desafiava convenções empoeiradas.

16 de Novembro de 2003. O nosso Mundo, o nosso Universo, tinha novo local de romaria. Depois do estádio do Lima, da Constituição, das Antas [que saudades], um novo local de culto tinha nascido.

Num estado de exaltação, assistimos a 4 anos de jogos. Jogos memoráveis. Jogos emocionantes. Jogos para a história. E nós todos participamos activamente neles. Sim, porque a empatia alcançada pelo novo recinto não se esgotou na interactividade vinda das bancadas. Nós jogamos. Nós participamos. Em cada carrinho, de dentes cerrados. Em cada ataque adversário, cerrando fileiras. Nas movimentações ofensivas, pedindo a bola, totalmente desmarcados. E no momento sublime do GOLO, comemorando abraçados ao resto da equipa, unos na defesa da mística. Sonhos?

Nada disso. Aquele enquadramento único, em que alguns vêem apenas um monumental bloco de cimento, é mais do que isso. É um teatro, um local propício à realização dos sonhos e fantasias, em que os 90 minutos encerram em si mesmos uma lição de vida. Drama, emoção, nervosismo, ansiedade, alegria, comunhão e angústias gastas. 90 minutos que nos fazem soltar lágrimas furtivas, abraços, sorrisos nervosos, risos incontinentes ou blasfémias malditas.

É ali que eu pertenço. É ali que eu sofro. Que eu vivo. Que eu oculto a dor, quando o resultado é penalizador, que eu sinto o coração estilhaçar-se em milhares de pedaços, quando vencemos. Repito, “sonhos”?

Ná! Sou eu que impulsiono o Helton, para defender aquela bola indefensável, que ajudo o Paulo Assunção a cortar mais um lance de perigo. E sinto o suor a empapar-me a camisola. E, juro, já por lá vi o Porto Maravilha, auxiliando o Bosingwa naquelas corridas irresistíveis, o Estilhaço, imperial, ganhando um lance aéreo, o Sérgio, fazendo de El Comandante, capitaneando o ritmo do jogo, o Teixeira, felino, recebendo um passe mortífero ou o Blue Boy, mágico, num passe de letra. Em pensamentos, sim, mas funcionando como uma entidade invisível, capaz de catapultar a equipa para outros feitos. Porque é isso o PORTO. É isso o DRAGÃO. Um clã. Unido. Para vencer, vencemos todos. Para sofrer, cravamos as unhas na pele e aguentamos, estóicos, as investidas.

Somos nós
a tua Força, a tua Voz,
tu nunca estarás só
força Porto, vence por Nós!

Mais do que os parabéns ou a tradicional festa que celebra cada passagem do calendário, um singelo agradecimento. Pelas noites e dias de magia. Por nos fazeres sonhar. Por teres transformado o meu Mundo num local mais risonho, pincelado a azul e branco. Obrigado, ESTÁDIO DO DRAGÃO.

ps1 - O Estádio do Dragão recebeu uma prenda antecipada, na véspera do seu 4º aniversário. Passou a ser, a partir de agora, o primeiro estádio de cinco estrelas do Mundo, com certificados de Qualidade e Ambiente.

ps2 - A foto, belíssima, é da autoria de Luis Vieira. Sub-repticiamente retirada do site Olhares, fica aqui a menção à panorâmica grandiosa do palco dos sonhos...

16 novembro, 2007

Parabéns 'puto' Dragão...


Dia 16 de Novembro de 2003, um frio de rachar… era finalmente chegado o grande dia porque todos os Portistas ansiavam há muito - a inauguração do novo Estádio do Dragão.

Perante 52.000 almas Portistas, comigo incluido, era hora de celebrar e festejar este momento mágico e sublime. Com esta obra monumental e imponente, mostramos ao ‘mundo’ o espirito do ser Portista, de sermos diferentes e de sermos únicos em Portugal… e arredores.

Este Estádio do Dragão é tão só mais uma manifestação da força do «Dragão» e do FC Porto no inicio do século XXI.

Feliz 4º Aniversário 'puto'!!