Competição: bwin 06/07 (23ª jornada)
Data: 01.04.2007
Local: Estádio da Luz, Lisboa
FC Porto: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Jorge Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles (Marek Cech), Lucho Gonzalez; Jorginho (Renteria), Quaresma (Anderson) e Adriano.
Golos: Pepe e Lucho (pb)
A ida…Depois de uma noite bem regada, em prol do Amigo
Caxana, a manhã de domingo começou bem cedinho, mas com os habituais atrasados da ‘praxe’… não é
bLuE bOy?… às 10h20 em ponto, ligaram-se as bufadeiras do dragôn-mobile e bora que se faz tarde; ainda havia que tomar o cafezinho matinal na primeira estação de serviço
(Estarreja) e apanhar o 5º elemento (
BiChO) a meio do caminho no
‘Albatroz Palace’.
O almoço aconteceu como sempre no
‘Manjar do Marquês’ com o habitué
arrozinho de tomate que até estala, os
panadinhos que fazem uma bela d’uma lavagem ao intestino e regada com muita
água daquela que faz rir… aconchegados os estômagos, era hora de nos fazermos à estrada em direcção à fronteira para entrarmos apenas por umas horas, em território
‘Afro-Maroco-Red-Gay Land’ (vá lá, que as vacinas tomadas ainda em PORTOgal de prevenção contra a
febre amarela comportaram-se lindamente…), não sem antes pararmos em Leiria para o cafezinho e de seguida, em (quase) todas as estações de serviço para verter águas e saudar os nossos
‘meninos de tantas guerras’.
A chegada e o passeio (quase) triunfal…
Colocadas as máscaras de oxigénio para se evitarem contactos impróprios e cancerígenos, mais como prevenção das veias respiratórias provocadas pelo cheiro nauseabundo e pestilento que se confundia entre os fritos dos
‘couratos’ e o corporal do
‘Afro-Maroco-Red-Gays’… sim, porque o cheiro nauseabundo e pestilento era exactamente igual, e qual deles o pior?
Estrategicamente
(mas com as coordenadas trocadas), estacionamos o dragôm-mobile em zona
‘franco-atiradora’, mas com um senão… o
mitra dos mitras, o
arruaça dos arruaças, o
desonesto dos desonestos, vulgo
CaXaNa, como sempre!!, manda avisar que se tinha esquecido de levar uma muda de roupa
(devia ter o cesto em casa cheio por lavar, só pode) e por isso, não tinha nadinha para uma
‘camuflagem preventiva em território Gay’…
“ora fodasse, digo eu!!! Este arruaceiro um dia vai arranjar que alguém me ponha a correr os 100 mts em tempo record mundial… ou então, na próxima trip, tomo eu a responsabilidade de lhe levar uma muda de roupa como se faz quando se vai com a putalhada de viagem”.
Assim, qual lema do
D’Artacão e os seus Mosqueteiros,
“um por todos e todos por um”, siga pra bingo e cor azul bem ofuscante no meio de todo aquele mar cor de nojo e mais parecido com uma daquelas festinhas Gay-Party… todos os adereços do blog em riste
(camisola, chapéu e cachecol) e bota caminho nisso com muita fé que o ‘nosso’ menino bem lá em cima tomasse conta de nós e nos cobrisse o costado ;-)
Entretanto, já andamos a ser
‘demasiado observados’ para o meu gosto pelos labirintos do Colombo, sempre de pestana bem aberta, não vá sentirmos um leve sopro vinda de uma qualquer direcção… espero bem que tenha sido a primeira e última vez que me vejo envolvido numa destas por causa de ‘esquecimentos constantes e sistemáticos!’, porque já o disse e volto a repetir as vezes que forem necessárias:
o cemitério está cheio de heróis!Começamos a
‘ser micados’ ainda no interior do Colombo… viemos para o exterior e começam-se a ouvir
‘burburinhos’ do género:
“quantos é que eles são? serão só 5?”… pois, estava difícil de adivinhar!… entretanto, e porque já eram cerca de 18h30, estava na hora de deslocalizar e procurar uma forma de fazermos uma aproximação estratégica ao
‘cesto do pão’. O famoso
‘túnel’ não era pelos motivos óbvios, o mais aconselhável… só havia uma outra forma: a entrada pela zona norte em direcção à porta 23… lá seguimos o caminho, não que sem antes tenha
‘ocorrido’ um já previsível encontro imediato que nos fez senão manter a serenidade, acelerar o passo e
‘cerrar os punhos’ preventivamente em caso de necessidade de amassar o focinho a algum Red-Gay que nos tentasse acertar a luva… nessa altura, já estávamos a ser marcados há distância pelo
‘grunho do rabo vermelho’, a sua
‘amiga porcalhona’ e o
‘carneiro do hooligan’ com cara de corno amansado… eles bem queriam molho, mas estavam digamos que manietados pelo nossa superioridade, mas ai que levavam no focinho levavam.
Lá conhecemos mais 3 artistas que de
‘tão anónimos’ estavam, não enganavam ninguém e já tinham feito um pré-aquecimento nas solas das sapatilhas… eheheh… éramos 8 nesta altura e estávamos preparados para o que desse e viesse… foi então que lá surgiu um daqueles
‘moinas’ que deve gostar muito deles, deve, deve!, e com a maior das tranquilidades, nos abordou:
“vocês
quantos são? oito? ó pá, mano a mano com 8 destes pretitos, tão com medo do quê afinal? eles não aguentam com uma chapada bem dada!” Não era preciso dizer mais nada… estávamos estupidamente heróis nesta altura e com as costas bem protegidas, até apetecia gritar alto e em bom som:
“quantos são, carago? venham eles que nós não temos medo” eheheh
E não é que o puto do
‘grunho do rabo vermelho’, a sua
‘amiga porcalhona’ e o
‘carneiro do hooligan’ com cara de corno amansado, continuavam próximos, bem próximos e a tentar captar as nossas conversas… começou então o show-off e com os sorrisos cúmplices do
‘moina friend’… eles bem chamavam, mas nós respondíamos com
‘sinais-indicativos-sexualizados-dos-baixos-frontais’, e não é que ele, principalmente o tal
‘carneiro do hooligan’ com cara de corno amansado se espumava todo ao olhar-nos e a tratar a mãe (a dele!) com os nomes mais simpáticos que ele aprendeu lá na sua
‘cubata’?
Era hora de aguardar pelos nossos
‘amigos de tantas guerra’, bem protegidos pela GNR… até me sentia um VIP carago, acreditam? LOL
A entrada na bosta do cesto do pão…
Feita a aproximação do cortejo ultra, era hora de nos introduzirmos imediatamente a seguir ao primeiro grupo, caso contrário, correríamos o risco de entrar no
‘cesto do pão’ lá para os 15 minutos da 2ª parte… como sempre, fomos bem recebidos pela merda da organização lampiona, própria e digna de um clube de ciclistas com nome de bairro.
Já com tudo ao molho,
primeira barreira de segurança e não é que o macambúzio do idiota do steward, sabe-se lá com que intenções e ordens superiores, começou logo por
‘tripar’ com o meu mano,
Xeio_d_Xono porque o cachecol de tantas e tantas guerras com os escritos
‘Anti-Lampiões’ não apelava ao fair-play? E eram tantos e tantos a passar ali mesmo na nossa frente e na dele, mas o do meu mano, não podia passar…
cabrão de merda! solução: recuo na fila de entrada e tentativa na outra passagem sem qualquer problema de maior… alguém me explica? Próxima vitima?
moi même… não podia entrar com o isqueiro porque era considerada uma arma de arremesso com muito perigo… deixem-me rir, pode ser?... cambada de grunhos, digo eu!! Ao amigo
Miau, pronto, o steward deveria ter algumas tendência gay e simpatizou com o batom do cieiro… tanta ridicularia que nem dá para acreditar… o resultado de tamanha revistas, tivemo-lo depois mais tarde durante o jogo… adiante.
Mais um ano, o mesmo tratamento de sempre!
Segunda barreira de segurança e novos problemas com tantas e tantas barreiras metálicas a impedir o livre acesso dos adeptos

para a entrada 23… e eram ver centenas de adeptos a quase esmagarem-se para entrar em zonas que apenas cabiam um simples adepto de cada vez… deplorável e próprio de uma organização terceiro-mundista!.
Mas ainda não tinha acabado: faltava a
terceira barreira de segurança e novos problemas com o amontoamento de centenas de pessoas a tentarem a toda a força e sem conseguirem sequer dizer um ‘uiii’ na ânsia de entrar para a zona dos torniquetes… nova confusão, novos problemas com a policia a tentar intervir e afastar os adeptos e cada vez eram mais, dado que outros iam passando a segunda barreira e juntando-se a este grupo da frente…
moral da história: no meio de tanta confusão, e agora que me recordo ao escrever a crónica, acreditam que nem uma única vez me pediram para mostrar o bilhete?? acreditam nisto??? é a mais pura verdade!!!! Depois de tantos problemas para entrar, finalmente estávamos todos lá dentro do estádio e justamente indignados por tamanho tratamento a que somos permanentemente sujeitos sempre que visitamos o
«aido dos porcos».
Volto a repetir: Para um clube de merda, um estádio de merda e uma organização terceiro-mundista própria de quem está habituada a tratar assim os seus próprios adeptos!!F
icamos localizados estrategicamente a meio do 3º anel, lateralizados e bem defronte para a baliza, onde fazíamos fronteira com os cabeçudos do parque aquático que estavam ali mesmo ao lado... óptimo local, óptimo local para assistir ao jogo… estava quase na hora.
O jogo…
Ao terminar o aquecimento, topei logo que Jorginho
(a minha eleição para este jogo, lembram?) estava no onze titular, o que logo me deixou satisfeito… era aquele o meu onze para os enfrentar sem medos nem receios.
Começado o jogo, o FC Porto entrou claramente melhor em jogo e tivemos o domínio de jogo em toda a primeira parte, onde o adversário não conseguia mais que por poucos momentos, trocar a bola a meio campo, mas sem nada de produtivo.
Pedro Proença é que tratou logo de início de dizer ao que vinha… Bruno Alves limpa a bola de uma forma ainda que rígida, completamente limpinha ao Simulão e
‘amarelo’… pensei cá para comigo e até comentei com o
Caxana:
“este, já não chega ao fim”… as minhas suspeitas reforçaram-se logo a seguir, quando o mesmo Simulão, entre a rasgar sobre Adriano e este que faz? Nada, zero, nem falta, nem amarelo, nem nada!! Bem, já não nos podíamos mais queixar sobre as naturais tendências ao longo do jogo.
Entre estes 2 lances, eu pergunto só: lembram-se ainda da jogada do caceteiro grego sobre Anderson no Dragão, na 1ª volta, já no longínquo mês de Outubro? Lembram? Ainda bem então… agora, puxem pelos neurónios e façam as comparações!
Com o controle total do jogo por parte dos Portistas, Adriano tem a primeira grande oportunidade de jogo, quando magistralmente desmarcado por Lucho, consegue fazer o mais difícil (fintar Quim) e perder o mais fácil (deixar que Quim lhe defendesse a bola já em esforço)
Estávamos neste
‘controle absoluto’, quando no seguimento de um livre marcado por Quaresma, estavam decorridos
41 minutos de jogo,
Pepe inaugura o marcador e faz o
0-1, levando ao delírios os cerca de 3.500 adeptos do FC Porto que ocupavam o sector visitante… até ao fim da 1ª parte, se o apoio já estava a ser constante e potente, tornou-se brutal a contrastar com o silêncio sepulcral vindo do resto da
‘comitiva do galinheiro’.
O intervalo chegou… e com isso, a perda do controle do jogo e com algum recuo que de estratégico parecia ter pouco, mas sim mais porque se deixou de fazer a pressão alta sobre o transportador da bola.

No meio de tanto recuo, o adversário chega ao empate
1-1, através de um
golo irregular por posição de fora de jogo de um seu jogador, tendo contribuído para esse golo, mais que a irregularidade do lance, a infelicidade do jogador Lucho que ao tentar desviar-se da bola que tinha embatido no poste, de cabeça a faz entrar na baliza… tamanha injustiça para um jogador que neste jogo, até se estava a portar bem, apesar de um nítido abaixamento de qualidade de jogo nesta 2ª parte.
Até ao final do jogo, ainda tempo para 2 grandes defesas de Hélton
(ontem sacrifiquei-te… hoje, felicito-te pela tua segurança e tranquilidade na baliza)… e uma oportunidade perdida de uma maneira escandalosa e estapafúrdia por Renteria a apenas 5 segundos do final do jogo (!!) que ainda hoje estou por perceber o que quis ele afinal fazer: rematar, desviar, assustar, sei lá… quem souber que responda.
Estava terminado o jogo… e dentro dos resultados possíveis que nos agradassem, julgo termos conquistado o resultado mínimo admissível…
um empate! Não podendo ser melhor, também serve! Além do mais, este empate deixa tudo na mesma na frente do campeonato (1 ponto separa o FC Porto do 2º classificado), mas confirma a vantagem no confronto directo.
A saída do cesto do pão e o regresso a PORTOgal…
Esperada que foi a hora habitual dentro do estádio para desbloqueio dos acessos junto ao estádio, era hora de
‘discretamente e calmamente’ nos afastarmos do grupo Ultra, e dirigirmo-nos em direcção ao dragôm-mobile, viagem essa que decorreu tranquilamente e sem qualquer registo de interesse.
Estava terminada mais uma epopeia à terra do lampião. Para o ano, há mais!
Azul + : primeiros 45 minutos plenos de classe e atitude e para toda a linha defensiva que esteve brilhante ao longo de todo o jogo (Helton seguro, Bosingwa poderoso, Pepe eficaz, Bruno Alves brutal e Fucile certinho como um relógio suíço)
Azul - : Prof Jesualdo Ferreira merdoso (Renteria? Anderson a 1 minuto do fim?) e Renteria quem é quem mesmo afinal este tipo?
PS1 - Petardos, cadeiras e outros que voaram em sentido descendente, “quem semeia ventos, colhe tempestades” e não é preciso dizer muito mais, acho eu. Se está bem? Não, não está! Eu não gostaria de ter estado lá em baixo a levar com petardos, não gostaria mesmo. Mas quem nos enviou para este local? Fomos nós? É a tal organização terceiro-mundista que há pouco falava… mas pelos vistos, ao que se ouve, escreve e lê, parece que afinal, os únicos culpados foram os adeptos do FC Porto… ele há cada um que sinceramente. Sem comentários.
PS2 – Pensamento do dia: “atrás de um monte, vem outro”… quem terá sido? ohohoh