05 abril, 2007

Direito à indignação

“O cantinho do Sr. António”

No rescaldo de mais uma arbitragem imparcial do sócio do malfica, ficou para o nosso pecúlio anual: 1 amarelo mal mostrado a Bruno Alves, 1 laranja perdoado à Simoneta (que pelas minhas contas estaria fora do próximo jogo, acumulando 5 cartões amarelos), 1 vermelho perdoado ao Petit Patapon, 1 penalty por assinalar sobre Pepe, e o golo obtido em fora-de-jogo do clubezeco que veste de vermelho. Querem mais alguma coisa para aquilatar do rigor desta excelente arbitragem?? Como é possível os pseudo-analistas da nossa praça não se insurgirem contra isto?? Como é possível que mesmo assim esta arbitragem tenha sido classificada como isenta?? É assim… eu quando vejo que me estão a fazer uma “filha da putice”, não chamo “filha da matronice”, os bois têm nomes, ou será que é preciso avivar a memória de alguns?!

Mas o que me deixa podre, é que como diz o outro, nós falamos, falamos, e os da SAD não os vejo a fazer nada, Presidente incluído. Mas afinal onde fica localizado o nosso burgo?! Na Cidade Invicta ou em terra de ninguém?! Já não há paciência para comunicados de merda que não atam nem desatam. Há um completo abandono do nosso lema “antes quebrar, que torcer”. O Clube está a ser alvo de roubos sucessivos, de ataques verbais da pior espécie, e de pressões de todo o lado, e não se faz nada?! Até quando temos que gramar com esta situação?! Depois vejo o meu caríssimo Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, sentado ao lado do Caldeira e do Fernando Gomes, bem abancados na área VIP do estádio da EDP. Longe vão os tempos em que ia para o relvado dar o exemplo aos atletas a quem pagava o ordenado. Começo a perder a pachorra. Pinto da Costa terá para sempre a minha admiração e voto incondicional de apoio, sem ele não saberia o que era o FC Porto Campeão do Mundo. Terá sempre da minha parte compreensão até no silêncio, mas desde que isso não colida com os objectivos do Clube.

Antigamente tínhamos o circo mediático constantemente atrás do Presidente, era ele que regia o que os títulos dos jornais iam dizer no dia seguinte, para o bem e para o mal (quase sempre neste caso). Mas ao menos tínhamos força, ninguém nos achincalhava, ninguém ousava pisar em “ramo azul” pois iria levar o troco. Hoje em dia é triste verificar que Pinto da Costa se tornou na antítese da imagem que criou. Sei bem que talvez não esteja em posição para se poder esticar. Já aqui afirmei que não devemos ser ingratos e compreender o seu silêncio, mas a partir de agora e para sempre (a não ser que haja notórias diferenças nos acontecimentos) vou começar a pugnar por uma revolução na Sad, ou se arranja voz dentro da Sad, e assim Pinto da Costa até pode remeter-se ao silêncio mais à vontade, ou então que se arranje um cargo compatível com a eterna importância que o meu Presidente terá. Eu não achava nada mal um cargo de Presidente Honorário, dando o poder executivo a outros candidatos. Assim, conforme está, é que não pode ficar.

E tudo isto veio a propósito dos incidentes em marrocos. Temos que gramar com o orelhudo a espernear, e a pressionar o poder político no sentido de fazerem um sumaríssimo ao nosso Clube. E do nosso lado?? Nada, tudo na paz, na tranquilidade, nas calmas, não se passa nada. Deixai-os falar. O protagonista é hoje em dia, e sem dúvida alguma, o orelhudo. Para grande tristeza minha, é ele que dita as regras do tabuleiro do futebol, e isso tem-lhe trazido alguns proveitos, como o escandaloso campeonato, e só não lhe traz mais porque o nosso Clube é feito de uma massa que nem todos conseguem amassar. Mas esta falta de liderança, repito, é gritante!! Então os nossos adeptos são tratados como cães, os acessos ao estádio da merda são de bradar aos céus, as condições de segurança inexistentes, e depois a única coisa que se faz é considerar a nossa claque a pior claque do mundo (como se a dos outros fosse melhor), e da parte de quem nos gere e que ganha 22.000 euros por mês para nos defender?? Nada, deixa lá isso!! É nomeado mais uma vez um arbitro de Lisboa, e com a agravante de ser sócio do clube adversário, e a nossa Sad?? Nada, não vale a pena falar. Esse mesmo gatuno rouba-nos escandalosamente, e da parte dos nossos?? É pá, conseguimos empatar, esquece isso. Quando foi para defender a honra da vaca lambidinha, o Presidente apressou-se em defesa da sua dama. E agora que a sua dama se chama FC Porto?? Nada?! Assim não dá, assim não posso mais. Se em minha casa algum f**** da p*** tivesse a ousadia de me ir insultar, ou roubar o que é meu, eu não hesitaria um segundo que fosse em lhe dar um enxerto de porrada. Sempre ouvi dizer que “quem não se sente, não é filho de boa gente”, e esta escumalha da SAD boa gente não são concerteza.

Quanto ao jogo com o Setúbal, bem… lá estarei sentado no meu lugar anual a exigir a vitória. Agora sim, não há margem para o erro, ouviste bem Jesualdo?? O Paulo Assunção foi arrumado pelo Petit Patapon, e tem para duas semanas, o Raul Meireles também não joga. Já se foi chamar o jovem Castro, recém promovido a sénior, espero que, se jogar, tenha uma estreia auspiciosa. Mas algo me está a assustar neste jogo. Se o nosso meio-campo já anda há muito a meio gás, sem os habituais titulares vai ser bonito, especialmente sem o Paulo Tampão. Mas para o Setúbal qualquer meio-campo tem obrigação de chegar. Espero eu.

Saudações,
Sr_Antonio

04 abril, 2007

Mas porquê o Renteria?

'Nortada' do Miguel Sousa Tavares...

Diz Jesualdo Ferreira que Renteria «tem atributos de qualidade superior». Pois, se fossem apenas de qualidade banalíssima, anteontem teríamos saído da Luz com o título na algibeira.

1 - O Benfica-FC Porto desmentiu vários prognósticos, incluindo meus. Para começar, foi um bom jogo de futebol, emotivo até ao fim — o que raramente acontece num clássico, para mais decisivo. Ambas as equipas tiveram a sua parte de domínio e até concordo com Fernando Santos quando diz que a parte do Benfica foi mais «avassaladora» do que a do FC Porto havia sido. Mas a do FC Porto foi mais bem jogada, foi mais banho de bola, do que a do Benfica. Como vai sendo habitual e é já uma imagem de marca, o FC Porto deu o berro na segunda parte — como já sucedera nos dois jogos contra o Chelsea e no jogo contra o Sporting. Jesualdo pode-se refugiar em imprevistos problemas musculares de jogadores do meio-campo, mas salta à vista de todos que a preparação física é o principal handicap de uma equipa que quer ser campeã. Inversamente, o Benfica confirmou uma saudável capacidade de reacção, de resistência e de disputar os jogos até final.

2 - Revelei o meu temor de que o Ricardo Quaresma não acabasse o jogo — estava a vê-lo expulso, depois de reagir a várias entradas à margem das leis. Um temor agravado quando, logo aos dois minutos, Pedro Proença mostrou o amarelo a Bruno Alves, que cortou a bola antes de atingir Simão, e, na jogada seguinte, perdoou o amarelo a Simão por uma entrada directa às pernas do adversário. Temi aí que o critério disciplinar do árbitro viesse a ser durante todo o jogo totalmente unilateral — como foi (sete cartões amarelos para jogadores do FC Porto!) — mas isso não teve como consequência que Quaresma não acabasse o jogo, porque ele, simplesmente, não chegou a entrar nele. Os benfiquistas, que tantas suspeitas lançaram sobre Scolari por não o ter posto a jogar contra a Bélgica, mais a Sérvia (enquanto o Simão descansaria os dois jogos…), não têm razão de queixa: a Bélgica chegou para deixar Quaresma de rastos.

3 - O FC Porto entrou muito bem — sem medo, a agarrar o jogo logo de início e a pôr o Benfica em sentido. Quim roubou um golo certo a Adriano e, mais tarde, falharia por completo no golo de Pepe, permitindo-lhe cabecear a meio metro da baliza, numa zona que é exclusiva do guarda-redes. Pena que este FC Porto não dê para mais do que meia parte. Pena que o gigantismo de Pepe e de Paulo Assunção não tenha sido suficiente para segurar a vitória, perdida a oito minutos do fim. E valeu Helton, finalmente em noite sem mácula e inspirada. A segunda parte do FC Porto foi confrangedora: a equipa recuou, recuou, sem conseguir ganhar uma segunda bola, sem segurar o jogo a meio-campo, sem lançar sequer o contra-ataque. Jesualdo Ferreira assistiu sem reacção e, mais uma vez, mostrou que o seu forte não são as substituições. Lucho, Jorginho, Quaresma e Adriano — enfim, toda a força de ataque — arrastavam-se em campo, e ele… nada. Tinha o Anderson, o Vieirinha, o Alan, o Bruno Morais, até o Postiga.

4 - Os benfiquistas ficaram meio frustrados por não lhes terem dado o Lucílio Baptista como árbitro. Com ele, era trigo limpo, Farinha Amparo. Mas também não ficaram insatisfeitos com Pedro Proença. Que diriam eles se, para um FC Porto-Benfica em que podia decidir-se o título, fosse nomeado um árbitro portuense e portista?

Pedro Proença não teve nenhum erro com influência no resultado. Mas a sua actuação, a começar pela dualidade de critérios disciplinares anunciada logo de início e a continuar em tudo o resto, foi de um caseirismo desnecessário e pouco elegante. Tenho um caderno de notas com três folhas de erros seus enumerados, em que só um e banal, beneficiou o FC Porto. É certo que não se deixou tentar por erros óbvios a pedido do Benfica (como um penalty inventado pelo Nélson) mas também aí não fez o que devia, que era mostrar um amarelo ao Nélson — ele que foi tão pródigo em amarelos aos jogadores do FC Porto.

5 - Rui Costa é o jogador do Benfica que mais admiro. Pelo seu passado, pelo seu presente, pelo seu amor ao clube que o formou, pela sua personalidade e pela sua inteligência. Mesmo a meio-gás, a sua entrada no jogo virou o jogo. A classe ainda é um grande argumento. Repare-se como ele correu, procurou a bola, procurou o jogo, procurou o destino. Enquanto o FC Porto tinha lá um colombiano que, quando perdia a bola (que era sempre que lhe tocava), ficava no mesmo sítio, parado, como se não lhe pagassem para se incomodar com aquilo. Rui Costa ainda faz falta a jogos como este.

6 - Uma volta inteira de campeonato depois, está de regresso aquele que, até então, tinha sido o melhor jogador do campeonato: Anderson (o do FC Porto, é claro). Confesso que nunca tive muita esperança de o voltar a ver jogar este ano e o regresso foi apenas simbólico: Jesualdo Ferreira preferiu meter antes um rapaz da Colômbia, adoptado pelo Natal. Mesmo assim, por muito pouco, por dez centímetros, Anderson não assinalou o seu regresso com o golo da vitória portista. Teria sido a mais sublime vingança. Mas alegrem-se todos os que verdadeiramente gostam de futebol: o génio está de volta e ainda a tempo de fazer a diferença.

7 - Não sei qual o estado de espírito dos benfiquistas após o jogo: se acham que perderam dois pontos ou que salvaram quatro. Eu, portista, fiquei frustrado. Porque estivemos a ganhar até oito minutos antes dos 90, porque nos deixámos empatar de autogolo e porque perdemos a vitória numa jogada de golo certo, ao soar do gongue. Mas o que é certo é que houve, apesar disso, uma subtil melhoria da situação. O Benfica já não depende só de si; em caso de igualdade pontual, ganha o FC Porto; passou mais um jogo; e o Anderson está de volta.

8 - Quando Alexandre Pinto da Costa iniciou a sua brevíssima carreira de empresário de jogadores (em associação com José Veiga…), tratou logo de fazer o seu primeiro negócio a expensas do FC Porto. Impingiu-nos o pior jogador de futebol que alguma vez vi jogar: um tal de Paulinho César, suposto ponta-de-lança. O tipo conseguiu fazer uma coisa que eu achava virtualmente impossível — a meio metro da linha de golo, sem guarda-redes nem ninguém entre ele e a baliza, vê cair-lhe uma bola a saltitar à frente; enche o pé e remata… na vertical, três metros acima da barra. Pois, este tal de Renteria faz-me lembrar o Paulinho César: por duas vezes já o vi ficar de posse de uma bola que só precisava de ser encaminhada, de qualquer forma, para a baliza. E das duas vezes o pobre rapaz nem conseguiu, como diria o Gabriel Alves, ter o «gesto técnico» de fazer um remate. O inocente do Renteria, que não tem culpa nenhuma que o tenham contratado, parece não fazer a mais pequena ideia para que serve uma bola de futebol nem que o objectivo final do jogo é tentar enfiá-la dentro da baliza. A esta hora, Renteria ainda deve estar a perguntar-se quem é que se lembrou de o meter numa equipa que ainda há três anos era campeã da Europa e quem é que se lembrou de o meter num jogo dito do título. Diz Jesualdo Ferreira que ele «tem atributos de qualidade superior». Pois, se fossem apenas de qualidade banalíssima, anteontem teríamos saído do estádio da Luz com o título na algibeira.

# in Jornal “A BOLA”, 2007.04.03

PS - Após escutar os últimos vómitos do Dumbo Orelhudo ontem à noite em horário nobre, onde teve a puta da lata de me chamar de 'vândalo' com as letras todas, nada mais me resta que lhe dar o devido troco no meio de comunicação que tenho mais à mão: "Óh meu cabrão de merda, vai lá chamar vândalo ao caralho que ta foda, seu gradessissimo filho da puta!! Ainda te fodo mas é esse focinho de porco amansado, seu paneleiro de merda!!"... pronto, já está; desabafei e já me sinto muito melhor.

03 abril, 2007

Tudo igual… em PORTOgal


Competição: bwin 06/07 (23ª jornada)
Data: 01.04.2007
Local: Estádio da Luz, Lisboa
FC Porto: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Jorge Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles (Marek Cech), Lucho Gonzalez; Jorginho (Renteria), Quaresma (Anderson) e Adriano.
Golos: Pepe e Lucho (pb)

A ida…

Depois de uma noite bem regada, em prol do Amigo Caxana, a manhã de domingo começou bem cedinho, mas com os habituais atrasados da ‘praxe’… não é bLuE bOy?… às 10h20 em ponto, ligaram-se as bufadeiras do dragôn-mobile e bora que se faz tarde; ainda havia que tomar o cafezinho matinal na primeira estação de serviço (Estarreja) e apanhar o 5º elemento (BiChO) a meio do caminho no ‘Albatroz Palace’.

O almoço aconteceu como sempre no ‘Manjar do Marquês’ com o habitué arrozinho de tomate que até estala, os panadinhos que fazem uma bela d’uma lavagem ao intestino e regada com muita água daquela que faz rir… aconchegados os estômagos, era hora de nos fazermos à estrada em direcção à fronteira para entrarmos apenas por umas horas, em território ‘Afro-Maroco-Red-Gay Land’ (vá lá, que as vacinas tomadas ainda em PORTOgal de prevenção contra a febre amarela comportaram-se lindamente…), não sem antes pararmos em Leiria para o cafezinho e de seguida, em (quase) todas as estações de serviço para verter águas e saudar os nossos ‘meninos de tantas guerras’.

A chegada e o passeio (quase) triunfal…

Colocadas as máscaras de oxigénio para se evitarem contactos impróprios e cancerígenos, mais como prevenção das veias respiratórias provocadas pelo cheiro nauseabundo e pestilento que se confundia entre os fritos dos ‘couratos’ e o corporal do ‘Afro-Maroco-Red-Gays’… sim, porque o cheiro nauseabundo e pestilento era exactamente igual, e qual deles o pior?

Estrategicamente (mas com as coordenadas trocadas), estacionamos o dragôm-mobile em zona ‘franco-atiradora’, mas com um senão… o mitra dos mitras, o arruaça dos arruaças, o desonesto dos desonestos, vulgo CaXaNa, como sempre!!, manda avisar que se tinha esquecido de levar uma muda de roupa (devia ter o cesto em casa cheio por lavar, só pode) e por isso, não tinha nadinha para uma ‘camuflagem preventiva em território Gay’“ora fodasse, digo eu!!! Este arruaceiro um dia vai arranjar que alguém me ponha a correr os 100 mts em tempo record mundial… ou então, na próxima trip, tomo eu a responsabilidade de lhe levar uma muda de roupa como se faz quando se vai com a putalhada de viagem”.

Assim, qual lema do D’Artacão e os seus Mosqueteiros, “um por todos e todos por um”, siga pra bingo e cor azul bem ofuscante no meio de todo aquele mar cor de nojo e mais parecido com uma daquelas festinhas Gay-Party… todos os adereços do blog em riste (camisola, chapéu e cachecol) e bota caminho nisso com muita fé que o ‘nosso’ menino bem lá em cima tomasse conta de nós e nos cobrisse o costado ;-)

Entretanto, já andamos a ser ‘demasiado observados’ para o meu gosto pelos labirintos do Colombo, sempre de pestana bem aberta, não vá sentirmos um leve sopro vinda de uma qualquer direcção… espero bem que tenha sido a primeira e última vez que me vejo envolvido numa destas por causa de ‘esquecimentos constantes e sistemáticos!’, porque já o disse e volto a repetir as vezes que forem necessárias: o cemitério está cheio de heróis!

Começamos a ‘ser micados’ ainda no interior do Colombo… viemos para o exterior e começam-se a ouvir ‘burburinhos’ do género: “quantos é que eles são? serão só 5?”… pois, estava difícil de adivinhar!… entretanto, e porque já eram cerca de 18h30, estava na hora de deslocalizar e procurar uma forma de fazermos uma aproximação estratégica ao ‘cesto do pão’. O famoso ‘túnel’ não era pelos motivos óbvios, o mais aconselhável… só havia uma outra forma: a entrada pela zona norte em direcção à porta 23… lá seguimos o caminho, não que sem antes tenha ‘ocorrido’ um já previsível encontro imediato que nos fez senão manter a serenidade, acelerar o passo e ‘cerrar os punhos’ preventivamente em caso de necessidade de amassar o focinho a algum Red-Gay que nos tentasse acertar a luva… nessa altura, já estávamos a ser marcados há distância pelo ‘grunho do rabo vermelho’, a sua ‘amiga porcalhona’ e o ‘carneiro do hooligan’ com cara de corno amansado… eles bem queriam molho, mas estavam digamos que manietados pelo nossa superioridade, mas ai que levavam no focinho levavam.

Lá conhecemos mais 3 artistas que de ‘tão anónimos’ estavam, não enganavam ninguém e já tinham feito um pré-aquecimento nas solas das sapatilhas… eheheh… éramos 8 nesta altura e estávamos preparados para o que desse e viesse… foi então que lá surgiu um daqueles ‘moinas’ que deve gostar muito deles, deve, deve!, e com a maior das tranquilidades, nos abordou: “vocês quantos são? oito? ó pá, mano a mano com 8 destes pretitos, tão com medo do quê afinal? eles não aguentam com uma chapada bem dada!” Não era preciso dizer mais nada… estávamos estupidamente heróis nesta altura e com as costas bem protegidas, até apetecia gritar alto e em bom som: “quantos são, carago? venham eles que nós não temos medo” eheheh

E não é que o puto do ‘grunho do rabo vermelho’, a sua ‘amiga porcalhona’ e o ‘carneiro do hooligan’ com cara de corno amansado, continuavam próximos, bem próximos e a tentar captar as nossas conversas… começou então o show-off e com os sorrisos cúmplices do ‘moina friend’… eles bem chamavam, mas nós respondíamos com ‘sinais-indicativos-sexualizados-dos-baixos-frontais’, e não é que ele, principalmente o tal ‘carneiro do hooligan’ com cara de corno amansado se espumava todo ao olhar-nos e a tratar a mãe (a dele!) com os nomes mais simpáticos que ele aprendeu lá na sua ‘cubata’?

Era hora de aguardar pelos nossos ‘amigos de tantas guerra’, bem protegidos pela GNR… até me sentia um VIP carago, acreditam? LOL

A entrada na bosta do cesto do pão…

Feita a aproximação do cortejo ultra, era hora de nos introduzirmos imediatamente a seguir ao primeiro grupo, caso contrário, correríamos o risco de entrar no ‘cesto do pão’ lá para os 15 minutos da 2ª parte… como sempre, fomos bem recebidos pela merda da organização lampiona, própria e digna de um clube de ciclistas com nome de bairro.

Já com tudo ao molho, primeira barreira de segurança e não é que o macambúzio do idiota do steward, sabe-se lá com que intenções e ordens superiores, começou logo por ‘tripar’ com o meu mano, Xeio_d_Xono porque o cachecol de tantas e tantas guerras com os escritos ‘Anti-Lampiões’ não apelava ao fair-play? E eram tantos e tantos a passar ali mesmo na nossa frente e na dele, mas o do meu mano, não podia passar… cabrão de merda! solução: recuo na fila de entrada e tentativa na outra passagem sem qualquer problema de maior… alguém me explica? Próxima vitima? moi même… não podia entrar com o isqueiro porque era considerada uma arma de arremesso com muito perigo… deixem-me rir, pode ser?... cambada de grunhos, digo eu!! Ao amigo Miau, pronto, o steward deveria ter algumas tendência gay e simpatizou com o batom do cieiro… tanta ridicularia que nem dá para acreditar… o resultado de tamanha revistas, tivemo-lo depois mais tarde durante o jogo… adiante.

Mais um ano, o mesmo tratamento de sempre! Segunda barreira de segurança e novos problemas com tantas e tantas barreiras metálicas a impedir o livre acesso dos adeptos para a entrada 23… e eram ver centenas de adeptos a quase esmagarem-se para entrar em zonas que apenas cabiam um simples adepto de cada vez… deplorável e próprio de uma organização terceiro-mundista!.

Mas ainda não tinha acabado: faltava a terceira barreira de segurança e novos problemas com o amontoamento de centenas de pessoas a tentarem a toda a força e sem conseguirem sequer dizer um ‘uiii’ na ânsia de entrar para a zona dos torniquetes… nova confusão, novos problemas com a policia a tentar intervir e afastar os adeptos e cada vez eram mais, dado que outros iam passando a segunda barreira e juntando-se a este grupo da frente… moral da história: no meio de tanta confusão, e agora que me recordo ao escrever a crónica, acreditam que nem uma única vez me pediram para mostrar o bilhete?? acreditam nisto??? é a mais pura verdade!!!!

Depois de tantos problemas para entrar, finalmente estávamos todos lá dentro do estádio e justamente indignados por tamanho tratamento a que somos permanentemente sujeitos sempre que visitamos o «aido dos porcos».

Volto a repetir: Para um clube de merda, um estádio de merda e uma organização terceiro-mundista própria de quem está habituada a tratar assim os seus próprios adeptos!!

Ficamos localizados estrategicamente a meio do 3º anel, lateralizados e bem defronte para a baliza, onde fazíamos fronteira com os cabeçudos do parque aquático que estavam ali mesmo ao lado... óptimo local, óptimo local para assistir ao jogo… estava quase na hora.

O jogo…

Ao terminar o aquecimento, topei logo que Jorginho (a minha eleição para este jogo, lembram?) estava no onze titular, o que logo me deixou satisfeito… era aquele o meu onze para os enfrentar sem medos nem receios.

Começado o jogo, o FC Porto entrou claramente melhor em jogo e tivemos o domínio de jogo em toda a primeira parte, onde o adversário não conseguia mais que por poucos momentos, trocar a bola a meio campo, mas sem nada de produtivo.

Pedro Proença é que tratou logo de início de dizer ao que vinha… Bruno Alves limpa a bola de uma forma ainda que rígida, completamente limpinha ao Simulão e ‘amarelo’… pensei cá para comigo e até comentei com o Caxana: “este, já não chega ao fim”… as minhas suspeitas reforçaram-se logo a seguir, quando o mesmo Simulão, entre a rasgar sobre Adriano e este que faz? Nada, zero, nem falta, nem amarelo, nem nada!! Bem, já não nos podíamos mais queixar sobre as naturais tendências ao longo do jogo.

Entre estes 2 lances, eu pergunto só: lembram-se ainda da jogada do caceteiro grego sobre Anderson no Dragão, na 1ª volta, já no longínquo mês de Outubro? Lembram? Ainda bem então… agora, puxem pelos neurónios e façam as comparações!

Com o controle total do jogo por parte dos Portistas, Adriano tem a primeira grande oportunidade de jogo, quando magistralmente desmarcado por Lucho, consegue fazer o mais difícil (fintar Quim) e perder o mais fácil (deixar que Quim lhe defendesse a bola já em esforço)

Estávamos neste ‘controle absoluto’, quando no seguimento de um livre marcado por Quaresma, estavam decorridos 41 minutos de jogo, Pepe inaugura o marcador e faz o 0-1, levando ao delírios os cerca de 3.500 adeptos do FC Porto que ocupavam o sector visitante… até ao fim da 1ª parte, se o apoio já estava a ser constante e potente, tornou-se brutal a contrastar com o silêncio sepulcral vindo do resto da ‘comitiva do galinheiro’.

O intervalo chegou… e com isso, a perda do controle do jogo e com algum recuo que de estratégico parecia ter pouco, mas sim mais porque se deixou de fazer a pressão alta sobre o transportador da bola.

No meio de tanto recuo, o adversário chega ao empate 1-1, através de um golo irregular por posição de fora de jogo de um seu jogador, tendo contribuído para esse golo, mais que a irregularidade do lance, a infelicidade do jogador Lucho que ao tentar desviar-se da bola que tinha embatido no poste, de cabeça a faz entrar na baliza… tamanha injustiça para um jogador que neste jogo, até se estava a portar bem, apesar de um nítido abaixamento de qualidade de jogo nesta 2ª parte.

Até ao final do jogo, ainda tempo para 2 grandes defesas de Hélton (ontem sacrifiquei-te… hoje, felicito-te pela tua segurança e tranquilidade na baliza)… e uma oportunidade perdida de uma maneira escandalosa e estapafúrdia por Renteria a apenas 5 segundos do final do jogo (!!) que ainda hoje estou por perceber o que quis ele afinal fazer: rematar, desviar, assustar, sei lá… quem souber que responda.

Estava terminado o jogo… e dentro dos resultados possíveis que nos agradassem, julgo termos conquistado o resultado mínimo admissível… um empate! Não podendo ser melhor, também serve! Além do mais, este empate deixa tudo na mesma na frente do campeonato (1 ponto separa o FC Porto do 2º classificado), mas confirma a vantagem no confronto directo.

A saída do cesto do pão e o regresso a PORTOgal…

Esperada que foi a hora habitual dentro do estádio para desbloqueio dos acessos junto ao estádio, era hora de ‘discretamente e calmamente’ nos afastarmos do grupo Ultra, e dirigirmo-nos em direcção ao dragôm-mobile, viagem essa que decorreu tranquilamente e sem qualquer registo de interesse.

Estava terminada mais uma epopeia à terra do lampião. Para o ano, há mais!

Azul + : primeiros 45 minutos plenos de classe e atitude e para toda a linha defensiva que esteve brilhante ao longo de todo o jogo (Helton seguro, Bosingwa poderoso, Pepe eficaz, Bruno Alves brutal e Fucile certinho como um relógio suíço)

Azul - : Prof Jesualdo Ferreira merdoso (Renteria? Anderson a 1 minuto do fim?) e Renteria quem é quem mesmo afinal este tipo?

PS1 - Petardos, cadeiras e outros que voaram em sentido descendente, “quem semeia ventos, colhe tempestades” e não é preciso dizer muito mais, acho eu. Se está bem? Não, não está! Eu não gostaria de ter estado lá em baixo a levar com petardos, não gostaria mesmo. Mas quem nos enviou para este local? Fomos nós? É a tal organização terceiro-mundista que há pouco falava… mas pelos vistos, ao que se ouve, escreve e lê, parece que afinal, os únicos culpados foram os adeptos do FC Porto… ele há cada um que sinceramente. Sem comentários.

PS2 – Pensamento do dia: “atrás de um monte, vem outro”… quem terá sido? ohohoh

01 abril, 2007

Soube a pouco, mas estamos em primeiro lugar

Bom, mais uma ida ao galinheiro, e o resultado saldou-se por um empate. Dá para esboçar um sorriso, mas não dá para a alegria descontrolada. Dos dois objectivos em jogo conquistámos um, mas talvez tenha sido o objectivo mais importante: a manutenção do primeiro lugar. Quanto ao objectivo da vitória, bem estivemos lá perto mas aquele lance infeliz do Lucho deitou tudo por terra.

Quanto ao jogo propriamente dito ficam aqui algumas notas de destaque:

Não me sai da cabeça aquele lance do Adriano que o Quim salvou por milagre logo na fase inicial do jogo. E o lance do Renteria na fase final, onde era só marcar e matar o jogo.

- Amarelo a Bruno Alves no lance em que nem sequer cometeu falta sobre a Simoneta, e no lance seguinte a Simoneta faz uma entrada assassina sobre o Adriano e nem amarelo leva, chama-se a isto critério largo, muito largo mesmo. E assim foi ao longo de todo o jogo, com um vermelho perdoado ao Petit Patapon.

- Boa aposta táctica do Jesualdo na fase inicial do jogo, e mais uma vez mal nas substituições, se no caso Marek não tenho nada a apontar, no caso da entrada de Renteria, que eu ainda não percebi que veio fazer para cá, e de Anderson apenas nos últimos instantes da partida, esteve muito mal. Num caso, no jogador que colocou em campo, no outro caso, no timming da substituição.

- Boa aposta em Jorginho.

- Boa exibição colectiva, de luta, raça e esforço.

- Lance muito infeliz do Lucho a quando do autogolo.

Bom e por aqui me fico, como já sabem amanhã poderão contar com a qualidade da habitual crónica do jogo do amigo Blue Boy que neste momento ainda deve estar a vir a caminho de Portugal. Aos bravos Blue Boy, Miau, Caxana, Bicho e Xeio de Xono um desejo de boa viagem.

Em contagem decrescente...

São 9h45 da manhã. Está na hora de nos colocarmos a caminho da Nenucolâdia... ninguém nos pára; ninguém nos cala... prometemos arrasar com o nosso apoio incondicional e nonstop às mágicas cores azuis-e-brancas. Vamos em busca de um único objectivo: ser felizes!

Por tudo isso, desejos de muita e especial boa sorte para nós, para o FC Porto... e para todos vocês Portistas que nos visitam e se encontram espalhados por todo este imenso mundo fora.

PS - esta noite, pelos motivos óbvios, e com chegada prevista ao Norte pela madrugada dentro, não irei colocarei a habitual crónica do jogo com os devidos registos fotográficos; apenas o farei na 2ª feira à noite. Mas como queremos este espaço sempre «actualizadissimo», o Amigo Sr_António ficou com a responsabilidade de logo após o final do jogo, deixar-vos aqui uma primeira impressão sobre os acontecimentos decorridos no «cesto do pão»... eu acredito que vai ser mais uma «postagem» de imensa alegria incontrolada... oxalá que sim!

31 março, 2007

Sem comentários


Passaportes com visto já os tínhamos... também o boletim de vacinas em dia contra eventuais surtos da «gripe das aves»... faltavam os bilhetes! Aqui estão eles, a razão do nosso sonho e paixão... 5 bravos magnificos (bLuE bOy, MiAu, CaXaNA, BiChO e XeiO_d_XoNo) vão lá estar e prometem-vos uma coisa: muito em breve, estaremos de volta da nenucolância com a vitória e os 3 pontos; chegou a hora de os colocar no seu devido lugar!!

Que os nossos 11 Bravos Dragões, respeitem todo o nosso esforço, dedicação e paixão, mas que também honrem a nossa mágica camisola de azul-e-branca e dragão ao peito... pela nossa parte e por todos os que vão lá estar com «fé» e «esperença», não faremos por menos: apenas e só, um apoio NONSTOP ao longo dos 90 minutos!

Portanto, façam o favor de conquistar essa vitória pelo FC Porto, por vocês (jogadores, técnicos e direcção)... mas também por nós e por todos aqueles que não estando presentes, estarão convosco em pensamento num qualquer cantinho deste Mundo... connosco, vocês nunca estarão sós!!

Até os comemos, carago!!

30 março, 2007

Assalto ao galinheiro

“O cantinho do Sr. António”

Está quase a chegar… está quase a chegar… é já no Domingo, e pelo menos no que a mim diz respeito, não vejo a hora de ver a bola a rolar. Sempre quero ver quem é o melhor, quem é que tem estofo de campeão, quem afinal merece este campeonato. Acho que nos últimos anos nunca estive com tantas ganas de ir ao cesto do pão roubar os 3 pontinhos.

Tal como eu previa, começou o espectáculo mediático anti-portista dos pseudo-jornalistas da nossa praça. A imparcial TVI já veio dizer que devido à utilização do Pitbull Rafeiro, da Margaridinha das Traças Longas e da Simoneta, o clube do aviário vai partir em desvantagem contra o nosso FC Porto. E pior ainda, os mesmos que defendiam a utilização da Simoneta, em vez do Quaresma, no jogo da selecção contra a Sérvia, são os mesmo que ontem “assaltaram” o “Escovari” a perguntar se não achava que o “malfica” tinha saído prejudicado em relação ao FC Porto nesta ronda da selecção devido ao esforço dos seus 3 jogadores, enquanto Quaresma descansou. Vá-se lá entender esta escumalha!! Mas nós já estamos avisados e prevenidos que contra o nosso Mágico clube vale tudo, inclusive arrancar olhos.

Os paladinos da verdade, sempre disseram que assim é que é bonito, não ver os dirigentes falar antes dos jogos, não haver troca de galhardetes maliciosos entre os treinadores, em suma, não haver bate-boca antes do jogo propriamente dito. Pois eu cá acho que assim é que é feio, sempre fomos um Clube de guerrilha, que ia à luta, que dava o corpo às balas, e agora não temos uma viva alma que nos defenda contra os ataques de que somos vítimas diariamente em cada título do jornal, em cada bloco noticiosos, em cada comentário dos que defendem o outro lado da barricada. Espero que a resposta seja dada dentro de campo, mas que pena tenho de andarmos a ser assim tão enxovalhados, não me conformo!! Estou para ver se no final do campeonato isto leva uma volta dentro do Clube, porque como está é impossível continuar.

Acho que o Jesualdo fazia bem em apostar no 4-4-2 com que jogámos em Inglaterra, muito por culpa da lesão do Lisandro, e também porque eu acho que o Anderson deveria no máximo sentar-se no banco, e entrar apenas se necessário. Com a apatia evidenciada pelo Lucho nos últimos jogos, penso que só tínhamos a ganhar com um meio-campo reforçado, a minha equipa seria esta: Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Fucile, Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho, Marek Cech, Quaresma e Adriano. Com o Marek a descair na ala esquerda, funcionando como extremo quando tivéssemos a posse de bola, e com o Quaresma a deambular entre a posição de extremo e de médio volante sempre que necessário. Não acho que esta seja uma táctica defensiva, acho apenas que é a táctica adequada ao jogo que temos pela frente. Não sou daqueles que pensa que o FC Porto deva ir jogar em ataque continuado, esquecendo completamente a retaguarda, acho que devemos ir com prudência. Afinal, quem vai à frente ainda somos nós, e mai nada!! Esperar por eles e matá-los na primeira oportunidade. Concentração máxima e empenhamento é o que peço, e se assim for trazemos de lá a vitória de certeza, pois como equipa somos muito melhores. Só uma nota relativamente ao Jorginho, também acredito que ele pode fazer estragos neste jogo, mas não o colocaria de início pois apesar de achar que o Lucho está de rastos, penso que no mínimo está mais rotinado com os companheiros. O Jorginho seria para mim um homem a lançar no início da 2ª parte se o jogo nos estiver a correr mal.

Quanto aos índices de confiança, bem, acho que o facto de estarem a subestimar o nosso valor depois da derrota com os lagartos joga em nosso favor, mas para isso é preciso que o nosso Treinador tenha a perspicácia de aproveitar os “mind games” para motivar as tropas, e no que concerne a motivação eu não acho que ele seja especialista . Mas vamos acreditar que sim. Queria deixar só aqui uma pergunta, que fazer com Jesualdo se perdermos o jogo?? Terá futuro na nossa equipa?? Aguardo as vossas conclusões. Eu no meu caso não me conformo ter estado a 9 pontos e hoje em dia estar a passar este suplício de andar pendurado por apenas 1 ponto, é incrível!!

Aos adeptos que vão ao galinheiro, só lhes desejo que venham de lá com um sorriso nos lábios em especial aos amigos Blue, Caxana, Miau e Bicho. Eu sei que eles já compraram as máscaras de protecção contra a gripe das aves, e isso pelo menos já me deixa mais descansado ehehehe

Saudações,
Sr_Antonio

29 março, 2007

Espero que a gente não apanhe nenhum assim

“O cantinho do Sr. António”

Os jogos da selecção acabaram, ufa… estava a ver que nunca mais!! Estava com algum receio que o nosso menino se lesionasse, principalmente depois de o ver com o saco de gelo no final do 1º jogo disse de mim para mim “tu queres ver que ainda nos vão empenar o Quaresma?!” mas pronto, parece que os meus receios foram infundados. Deus seja louvado, pois é sempre um perigo cada vez que algum dos nossos vai à selecção, parece que é castigo virem de lá com uma mialgia de esforço ou com uma entorse manhosa.

Caros Blues, mas já sabem, acabou a selecção, começa o forrobodó habitual antes de qualquer clássico, e em especial antes de um FC Porto – aves engripadas. Hoje já começa o espectáculo mediático, pena é que da nossa parte já não haja voz para o artista, e que do lado de lá, nem seja necessário alguém piar, pois os “amigos jornalistas” fazem o trabalhito por eles.

Achei engraçada uma nota muito pequenina na penúltima página do jornal “rascord” (li no café, pois recuso-me a comprar tal merda) que tinha como título: “Apito Dourado: Pedro Henriques e PC ilibados”, quando li o título pensei que o computador do Pedro Henriques tinha sido confiscado no âmbito do apito dourado, mas não, não era isso, era mesmo o arquivamento de um processo levantado ao nosso presidente e no qual Pedro Henriques também estava envolvido. Custou assim tanto colocar essa notícia mesmo na penúltima página sr. jornalista?! Como diz a mosca a picar a vaca: “dói não dói?!” porque será que o título não era: “Apito Dourado: PH e Pinto da Costa ilibados” será porque depois o pessoal fazia confusão com a publicidade a algum sabonete de ph neutro?! Deve ser.

Bom, em todo o caso, a pressão sobre o árbitro já começou, e claro, nem foi preciso vir nenhum orelhudo dizer o que quer que fosse, os amiguinhos lá fazem o trabalho por ele e colocam em título, Pedro Proença está envolvido no apito dourado. Assim a modos que… ou fazes o trabalhinho habitual, depois de pores o gel no cabelo, ou estás feito ao bife.

Só espero que não nos calhe na rifa uma arbitragem como esta que vos mostro a seguir. Fez-me lembrar o Calabote, pois também ele teve que se render às evidências depois de ter tentado de tudo para dar o título aos marroquinos.

Vejam e tirem as vossas dúvidas.

E como a César o que é de César, foi no blog do Vizinho que vi este vídeo

Saudações,
Sr_Antonio

PS - concerteza a explicação estará numa qualquer ‘azia mestrual’, mas por um lapso qualquer de memória, não publiquei a crónica do MST n’A Bola do dia 20 de Março, no pós-desaire-com-o-lagarto. Se ainda a pretenderem ler/comentar, além de a ter já publicado no arquivo deste mês (dia 21 de Março), podem também aqui CLICAR e passar os vossos olhos.

28 março, 2007

Tudo isto e mais um Benfica - FC Porto

'Nortada' do Miguel Sousa Tavares...

1 - Há três anos que ando a desbaratar elogios a Ricardo Quaresma e a defendê-lo de todos os cépticos ou cegos. Defendi-o em 2005, o ano horrível do FC Porto, quando ele sozinho carregou às costas uma equipa sem tom nem som. Defendi-o no início de 2006, quando o visionário Co Adriaanse resolveu que ele servia era para suplente - ou porque era cigano, ou porque não gostava do penteado dele ou porque, como dizia a generalidade dos críticos, o Quaresma «não defendia». E defendi-o no Verão passado, quando já só um vesgo ou um teimoso é que não reconhecia a excelência do futebol subversivo de Quaresma, e Scolari resolveu, mesmo assim, deixá-lo de fora do Mundial, privando-o de uma experiência que, mais do que tinha justificado e merecido, privou milhões de amantes de futebol no mundo inteiro de tomarem conhecimento da sua existência.
Mas Ricardo Quaresma gosta demasiadamente de jogar futebol para se deixar abater ou ficar cativo da apreciação alheia. Contra tudo e contra todos, até contra a pancada que recebe em doses acrescidas e até contra os castigos que depois é ele que recebe e não os agressores, Ricardo Quaresma continua a ter um imenso prazer em jogar futebol e em cumular-nos de prazer ao vê-lo jogar. Estou inteiramente de acordo com a opinião que João Bonzinho ontem aqui expôs: Cristiano Ronaldo é bem capaz de ser o melhor jogador do mundo, neste momento, mas Quaresma é mais «selvagem», mais «puro» enquanto génio, Cristiano é um jogador completo, arrebatador, demolidor; Quaresma é um mágico, um daqueles jogadores capazes ainda de inventar novos truques com uma bola, de fazerem o impensável de, na subtileza de um simples toque, mudarem o vento do jogo. Assim, o fantástico golo de Quaresma contra a Bélgica não me surpreendeu. Aliás, já esta época marcou um assim ao Benfica e não marcou outro ao Chelsea porque a bola morreu na tinta da barra de um petrificado Petr Cech. A mim só me surpreende que alguém ainda se surpreenda, e, para a surpresa ser total, só falta que venham dizer que foi o Scolari quem descobriu o génio do Quaresma e o soube pôr ao serviço da Selecção.

2 - A esta Selecção falta, de facto, um defesa-esquerdo e um sucessor para Pauleta, no eixo do ataque. Aparte isso, é capaz de ser a melhor Selecção portuguesa de todos os tempos. Só por incrível acidente é que não chegará à fase final do Europeu. Mas devia jogar sempre em Alvalade: há qualquer coisa ali que os inspira.

3 - À moda do Trio D'Ataque, eis a equipa do FC Porto que eu faria entrar de início no relvado da Luz: Vítor Baía; Fucile, Pepe, Bruno Alves e Marek Cech; Vieirinha, Bosingwa, Paulo Assunção e Raul Meireles; Adriano e Quaresma. Parto do princípio de que o Lizandro não recupera e que o Anderson só poderá ser utilizado com riscos. Eu preferia não arriscar, preferia o Anderson para o que resta de campeonato, do que tê-lo na Luz a meio-gás e, depois, perdê-lo até final. Aliás, não tivesse sido a derrota com o Sporting, se o Porto tem chegado à Luz com quatro pontos de avanço, eu também dispensaria o Quaresma: é que tenho um mau pressentimento que ele não vai acabar o jogo.
Mas, seja qual for a equipa que Jesualdo Ferreira venha a escolher, eu deixo aqui uma previsão arriscada: em circunstâncias normais (isto é, sem casos de arbitragem ou jogadores enviados para o estaleiro), o FC Porto é o meu favorito á vitoria. Porquê? Porque é nestas alturas que o FC Porto costuma transcender-se e mostrar porque é que ganha mais vezes que os outros. Porque, quando já nada mais resta do que ir á luta em campo e vencer, o espírito de todas as equipas formadas ao longo dos últimos anos naquela casa é o de vencedores. Não quero com isto dizer que não tenho respeito ou que não temo a actual equipa do Benfica. Muito pelo contrário, o Benfica em dia sim é uma equipa temível. Mas tanto é capaz do melhor como do pior, e ao longo do mesmo jogo. Mas uma equipa de campeões demora anos a forjar e passa por uma quantidade de factores que não se limitam à vontade de ganhar. É isso que muita gente insiste em não querer ver.

4 - Li atentamente a entrevista que o Dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga, deu ontem a este jornal - como já antes havia lido com igual atenção as suas intervenções anteriores.
Li e não fiquei convencido. Respeito muito a sua vontade de fazer bem, a sua qualificação jurídica, o seu esforço pelo futebol. E, obviamente, não está, nem nunca esteve, em causa a sua honestidade ou a dos demais elementos da CD - ao contrário, do que ele sustenta, quando se atira aos comentadores clubísticos. Parece que, infelizmente, também é preciso começar por recordar que, na sociedade democrática em que vivemos, existe uma coisa que se chama direito de opinião, direito de crítica, direito de discordar. Ao contrário do que ele sugere, não existem, de um lado os bons, honestos, sérios e isentos, que são 05 membros do CD; e, do outro lado, os mal-intencionados, facciosos e, eventualmente, desonestos, que são quem os critica, Eu, por exemplo, de facto, não sou isento clubisticamente. Só que nunca o escondi, antes o afirmei, e é na qualidade de adepto, e apenas nessa, que aqui exponho as minhas opiniões. Mas também devo dizer que não acredito que os métodos do CD da Liga sejam todos isentos clubisticamente. Nem acredito nem o exijo: basta-ma que sejam isentos a decidir.
Aqui há semanas, e reflectindo sobre a aparente disparidade de tratamento disciplinar dado aos casos de Nuno Gomes e de Ricardo Quaresma, escrevi aqui um texto, que bastante sereno e isento me pareceu, em que explicava as razões pelas quais não compreendia ou rejeitava alguns dos critérios adoptados e não compreendia ou rejeitava alguns dos critérios adoptados e porque é que, a meu ver, eles podiam facilmente conduzir a decisões comparativamente injustas e incompreensíveis. Devo dizer, imodestamente, que achei que as minhas razões poderiam pelo menos suscitar alguma discussão, igualmente séria e serena, em que quem pode e manda tentasse perceber as razões de quem não manda mas pode discordar ou ter dúvidas. O que não esperava, sinceramente, é que quem pode e manda descartasse tudo à conta da ignorância ou do facciosismo clubístico.
Registadas mais uma vez as explicações do Dr. Ricardo Costa, eu continuo na minha, nas minhas razões e nas minhas dúvidas, que, de forma alguma, vi esclarecidas. E, acima de tudo, o que me faz confusão é que, na esteira deste mundo de juristas em que vivemos (e eu também o sou, embora salutarmente retirado), se continue a confundir legalidade com justiça, Há muitas áreas, no nosso direito, em que por amor extremo e absurdo à legalidade formal e ao processualismo, se deixa de fazer justiça - pelo menos, uma justiça que o comum dos cidadãos possa entender e respeitar. Mas o futebol e os regulamentos de disciplina desportiva não são um código penal, são uma área onde, justamente o que se pede é bom-senso e justiça, e não uma série infinda de malabarismos processuais e legalistas que fazem com que, no limite, ninguém entenda por que razão um jogador que entra a pontapé sobre as pernas doutro numa disputa de bola é menos penalizado do que um que dá um safanão com o braço para se libertar de um adversário que o está a agarrar. Ou que dois jogadores que praticaram exactamente o mesmo acto possam ser punidos de forma diferente, conforme os árbitros digam que viram ou que não viram o que todos viram, incluindo os membros do CD.
Não duvido de que o Dr. Ricardo Costa e os seus pares cumpram escrupulosamente os regulamentos da Liga, ou que, pelo menos, o tentem. Mas, com todo o respeito pelo seu esforço, não é isso que está em causa. Eu estou-me nas tintas para a vaca sagrada dos regulamentos da Liga, se eles não fazem sentido. Quero é uma justiça desportiva que seja rápida, eficaz, coerente, igual para todos e entendível por todos. Isso, para mim, é que seria novo. Mas, pelos vistos, ainda não é desta que a vamos ter.

# in Jornal “A BOLA”, 2007.03.27

27 março, 2007

26 março, 2007

Coleccionismo de bilhetes de futebol

Desde há muito que tinha em mente abordar este assunto aqui no blog… é chegada a hora.

Desde muito novinho que sou, digamos, um ‘maníaco’ por todo o tipo de adereços que digam respeito ao meu FC Porto… aquilo são quase já ‘centena’ de cachecóis, aquilo são porta-chaves, são revistas, esferográficas, pin's, galhardetes, medalhas, etc, etc… e bilhetes, então nem se fala, muito mais ainda desde que os mesmos passaram a ser personalizados com a identificação do respectivo jogo.

A maluquice é tanta que até tenho um arquivo com tudo ordenadinho por datas e tudo, onde tenho um especial sentimento de orgulho profundo por ter os nesse tal arquivo os bilhetes originais de todas as finais europeias do FC Porto, há excepção do bilhete da final da Taça das Taças em Basileia; tudo o resto, está lá… coisas de ‘puto maluco’, digo eu.

Infelizmente, ou talvez não, desde que resolvi comprar o meu lugar anual no Estádio do Dragão (Nov.03), deixei de ter a obrigatoriedade de comprar bilhetes, e agora só em raras excepções volto a ter necessidade dessa compra (um dos exemplos, foi ainda agora no jogo com o Chelsea no Dragão, visto que o meu cartão de lugar anual, apenas contemplava os 3 jogos da fase de grupos).

Apesar de toda a dificuldade que hoje tenho para encontrar bilhetes para a minha colecção privada, vai sendo uns e outros que encontro na saída do Estádio e que andam espalhados ou amarrotados pelo chão (e tenho de deixar aqui um agradecimento especial ao sempre preocupado e qual alarme de memória, um tal de Caxana... bigadinho friend) , outros oferecidos por amigos que vão ao estádio, etc… o que é manifestamente pouco.

Assim, e porque tenho um montes de bilhetes para trocas (nacionais e internacionais do FC Porto, outros nacionais e internacionais, da selecção nacional) devidamente listados em ficheiro excel, se houver por aqui algum ‘doido salutar’ como eu que goste destas maluquices de coleccionar bilhetes de jogos de futebol, que me contacte para informar o que tem disponível para estas andanças e logo tentaremos chegar a uma plataforma de entendimento entre as partes que possibilite essa transacção.

Portanto, se têm bilhetes de futebol para trocas, esperam o quê? é faxabôr contactar-me rapidamente.

24 março, 2007

23 março, 2007

Pasquins de retrete

“O cantinho do Sr. António”

O meu avô foi habituado a ouvir falar da inabalável conduta profissional dos jornalistas. Apenas comparável à dos médicos, forças policiais e judiciais. Era do senso comum saber que qualquer jornalista era isento, rigoroso e incapaz de apresentar notícias meramente decorativas. A opinião não tinha lugar nos factos noticiosos e impunha-se a lei de responder apenas e só ao: Como? Quando? Onde? E porquê?

Mas os tempos mudaram, a ditadura acabou, as forças policiais passaram a deparar-se com casos de corrupção, os médicos viram-se a braços com casos de negligência médica grosseira, e os magistrados foram postos em causa nas suas funções por outros magistrados considerados mais iluminados. E os jornalistas?? Esses não. Esses continuam completamente alheios a estes fenómenos sociais, e reproduzem inteiramente a verdade, sem qualquer espécie de “amiguismo” ou de juízos de valor. Ahahahahah… não me façam rir por favor. Será que a comunicação social acha que nós somos todos “pategos” ou andam a colocar muita droga nos copos de café?!

Temos assistido a uma autêntica palhaçada nestes anos todos de domínio do nosso querido FC Porto. A comunicação social tentou por todas as formas e feitios deitar por terra a grandeza do nosso Clube, minimizar a importância das nossas vitórias, destruir o âmago da nossa mística. Mas não conseguiu. Agora, essa mesma escumalha, explora incessantemente o “filão” que se tornou o Apito Dourado. Lança notícias atrás de notícias sem qualquer critério ou rigor jornalístico. Ainda há bem pouco tempo o próprio JN que eu lia com tanto gosto, e que sempre lhe gabei a isenção, dava uma notícia sobre o Apito Dourado em que relacionava textualmente Pinto da Costa e Pinto de Sousa em mais um facto apurado (segundo eles) no processo, e que segundo o jornal, Pinto de Sousa tinha admitido à PJ que cozinhava os árbitros com o nosso Presidente. Pinto de Sousa decidiu contradizer imediatamente a notícia e exigiu o “direito de resposta” no mesmo jornal, o jornal lá lhe proporcionou o direito de resposta num cantinho de uma página sem o habitual espalhafato da primeira página. É ao que chegámos!!

Não me sai da cabeça algumas situações antigas como: título do “Rascord” a minimizar o facto de termos sido Campeões do Mundo e dando mais destaque aos golos apontados por uma ponta-de-lança num treino do sl bosta; “a bola” a debitar noticias, atrás de notícias, acerca do assassinato que um jogador do FC Porto cometeu numa Avenida da Invicta, quase que dizendo que se ele continuasse a ser jogador do sl bosta isso não aconteceria (falando de Yuran). Mais recentemente, engoli em seco com o cantinho a que foi votado o jogo entre Chelsea e FC Porto na Champions, sendo muito mais importante o jogo entre o 2º classificado do nosso campeonato e o penúltimo de França; o branqueamento da agressão de Liedson, após se ter quase chamado de arruaceiro a Quaresma; o ignorar da presença do Orelhas no escândalo da transferência de Mantorras; a pouca importância dada às conversas telefónicas, vindas a lume, entre o Major e o mesmo Orelhudo; a diferença de tratamento entre a naturalização de Nelson do sl bosta, e a possível naturalização de Pepe; o incrível silêncio sobre o jogo de bridge da “comichão disciplinar”; as análises sempre positivas ao trabalho do árbitro, cada vez que ele equipa as mesmas chuteiras avermelhadas; etc etc etc.

Haja respeito, comunicação social de merda. E depois ainda tenho que gramar com mouros a dizer que nós, os Portistas, é que temos a mania da perseguição. Enfim, o que vale é que o que não nos mata, torna-nos mais fortes!!

Neste país à beira-mar, deveriam ter a coragem que têm em Espanha. Os jornais estão perfeitamente identificados com as cores dos clubes e não fazem questão de esconder esse facto. E não fazem como os nossos pasquins de retrete, que se armam em paladinos da verdade. Em Espanha toda a gente sabe que o “Mundo Deportivo” é afecto ao Barcelona, e a “Marca” é afecta ao Real Madrid. Tudo preto no branco, sem rodeios. Por cá ainda temos que gramar com “rascords” e “as bolas” a afirmarem a sua imparcialidade. Quanto ao “O Jogo”, que tantos afirmam ser o nosso jornal de eleição, bem… tenho a dizer que já foi mais do meu agrado. Cada vez se tem associado mais à ala dos “pasquins de retrete”. O Oliveirinha já se deve ter esquecido (ou não) que lhe tentaram matar o irmão através da comunicação social no defunto programa anti-portista “Donos da Bola”.

Saudações,
Sr_Antonio

22 março, 2007

I Torneio de Futebol 5x5

Porque se aproxima a passos largos o início dos festejos do 1º aniversário deste blog (25.05.2007), resolvemos colocar mãos à obra com mais uma das ideias lançadas a cabo pelo já habitual ‘engenhocas de serviço no barracão’, um tal de Caxana.

Encontram-se já abertas as inscrições para o I Torneio de Futebol 5x5 a realizar no sintético da fantástica cidadela de Bustelo - Oliveira de Azeméis, com inicio previsto para o próximo dia 25 de Abril e término em 12 de Maio. Pelo meio, esperam-se jornadas de salutar confraternização e agradáveis caneladas nos dias 25 e 28 de Abril e 1, 5 e 12 de Maio.

Como poderão aqui verificar no cartaz publicitário e já colocado num qualquer lugar perto de si, o valor da inscrição por equipa com um máximo de 12 elementos, é de 150 caragos, valor este, e depois de contabilizados todos os custos da organização deste evento, necessários para custear todos os custos envolvidos: sintético e respectivos balneários, árbitros, troféus e prémios… e já agora, uma sandes de gomas e um pires de pipocas para os organizadores, já que para a cerveja, não chega ;-)

Os prémios em jogo, além de troféus para todas as equipes e mesmo individuais (melhor marcador, melhor guarda redes, equipa fair-play, etc, etc), será um prémio final de 250 caragos para o 1º classificado e 50 caragos para o 2º classificado.

Caso estejam interessados em participar nesta jornada de salutar confraternização, bastará para tal formarem uma equipa de 12 elementos e juntarem-se a nós para darem também umas boas d'umas caneladas no adversário mais próximo... eheheh

Por fim, chamo apenas a especial atenção para que como poderão verificar na imagem acima, o limite de equipas são de apenas 16, e neste momento, apenas já só restam 7 vagas... apressem-se, bora lá!

PS - para mais informações, podem contactar-me via email para blogdoblueboy@gmail.com

21 março, 2007

Outro olhar sobre o FC Porto - Sporting

'Nortada' do Miguel Sousa Tavares...

O Sporting foi indiscutivelmente melhor como equipa e em termos de estratégia de jogo. Mas, para uma equipa a quem só a vitória interessava, a mim ficou-me a ideia de que o Sporting muito pouco fez por isso

1 - Mal o jogo acaba, começo a receber SMS de sportinguistas: «Grande banho de bola que vos demos!» Abro os jornais desportivos do dia seguinte e dizem o mesmo. E confesso que fico entre o perplexo e o preocupado: aquilo foi «um banho de bola» e eu não dei por nada? Será que o meu facciosismo clubístico já me impede de ver o que todos vêem, ou todos vêem o que querem ver? Eis o que eu vi.

O Sporting foi indiscutivelmente melhor como equipa e em termos de estratégia de jogo. Explorou os dois pontos fracos do FC Porto, que são evidentes para qualquer pessoa: o meio-campo e a preparação física. Com isso, a equipa dirigida por Paulo Bento controlou grande parte do jogo, anulou, com relativa facilidade, a criatividade do jogo do Porto e jogou, ou não deixou jogar, o suficiente para nunca merecer perder.

Mas, para uma equipa a quem só a vitória interessava, a mim ficou-me a ideia de que o Sporting muito pouco fez por isso: limitou-se quase só a esperar por uma dávida dos céus e ela chegou. Em toda a primeira parte, é verdade que o Sporting e Nani exploraram a seu bel-prazer o flanco direito da defesa do Porto, mas o saldo de tudo isso traduziu-se apenas em dois remates mais ou menos perigosos que Helton defendeu com mais ou menos dificuldade, enquanto que, do lado oposto, Alan desperdiçou a melhor oportunidade de golo, com um remate desastrado. E, na segunda parte, fora o golo de bola parada, o Sporting dispôs apenas de mais uma oportunidade, em contra-ataque e depois do golo — a qual, ao contrário do que vi escrito, não foi salva pelo Helton, foi sim criada pelo Helton, ao defender com os pés e para a frente um remate que deveria ter agarrado com as mãos. Jogando pior e sempre em esforço e desinspiração, o FC Porto teve mais oportunidades de golo do que isso.

2 - Jesualdo Ferreira tem uma qualidade que eu aprecio: quando perde não se refugia em desculpas com o árbitro e coisas que tais. Assimilou e bem aquilo que é o sinal distintivo das equipas ganhadoras: só faz sentido falar em erros de arbitragem quando se jogou o suficiente para ganhar e foram os erros do árbitro que o impediram. Sábado, o FC Porto não jogou o suficiente para ganhar e, por isso, não adianta falar no árbitro. Mas duvido que qualquer outro treinador daqui, tendo acabado de viver aquele último lance da partida, não viesse falar do árbitro. Os sportinguistas, de certeza que não tinham ficado calados. A única coisa boa de perder é saber perder.

3 - Mas Jesualdo perdeu o jogo, tanto como a equipa, ou mais até. Assistiu, sem reacção, durante toda a primeira parte, à cavalgada do Sporting na alameda do flanco direito da defesa portista, a metros do banco onde ele estava. Assistiu, sem reacção e durante 70 minutos, a mais uma exibição nula de Lucho Gonzalez, cuja inutilidade absoluta e continuada é o único que parece ainda não ter percebido (no jogo anterior, no Funchal, dei-me ao trabalho de seguir o Lucho com atenção: tocou na bola pela primeira vez aos 31 minutos de jogo, já o Porto ganhava por 2-0. Deve ser um feito digno do Guinness…). Eu sei que Jesualdo deixou de contar com o Anderson, já lá vai uma volta inteira de campeonato, sei que perdeu agora também o Ibson, sei que não foi ele quem formou o plantel do FC Porto para esta época e que andou irresponsavelmente a dispensar e emprestar médios de ataque.

Mas também sei que, com o seu aval ou a sua cumplicidade, se comprou no mercado de Dezembro um jogador para ser a quarta opção como defesa-esquerdo (Mareque) e um avançado, que dizem futebolista, para ser a quarta opção como ponta-de-lança (Renteria), mas não se comprou, como era notóriamente necessário, um médio ofensivo. E depois, caramba, há-de haver nos juniores ou nos juvenis alguém que simplesmente corra e jogue, coisa que o Lucho não faz há meses!

À parte isso, que já não é pouco, Jesualdo Ferreira falhou na estratégia, na observação do adversário e nas substituições. E, por mais que o desdiga, o facto é que havia um FC Porto até às fatídicas férias grandes de Dezembro e outro depois disso. Este que agora se apresenta e que já vai na quinta derrota do ano, não pode com uma gata pelo rabo, está deserto de ideias de jogo e vai começando a fazer lembrar cada vez mais o de Co Adriaanse, que sobreviveu uma época inteira, tem-te-não-caias, à custa de três jogadores e apenas três: o Pepe, na defesa, o Paulo Assunção, no meio-campo, e o Quaresma, no ataque. Não chega para fazer uma equipa.

4 - Não me vou desdizer: um mau jogo não consente desculpas com erros de arbitragem. Mas não resisto a recflectir o que seria ao contrário. No FC Porto-Sporting de sábado há três decisões controversas da arbitragem e as três foram decididas contra o FC Porto.

Primeira: num contra-ataque letal, Quaresma vai ficar isolado a caminho da baliza: pode optar entre ir para o golo directamente ou fazer o 2x1 com Adriano, face a um desamparado Anderson Polga. Partiu três metros atrás do mesmo Polga e o fiscal de linha demorou três segundos a assinalar um fora-de-jogo que, a olho nu, era evidente que não havia. Esses três segundos foram incompreensíveis: o que terá passado pela cabeça do árbitro assistente nesses três decisivos segundos?

Segunda: Postiga entra de ombro contra ombro em Polga. No meu ver, completamente normal, mas admito que outros não pensem assim. A questão, porém, é que não é o nosso critério de avaliação que deve prevalecer, mas sim o muito personalizado critério disciplinar de Pedro Henriques — que é um bom árbitro, mas que, neste capítulo, assume uma arbitragem de risco permanente. Ora, deixando ele jogar largo, é legítimo que os jogadores se adaptem ao critério do árbitro: até pode ser que aquilo seja falta, mas, segundo o critério daquele árbitro, e designadamente neste jogo, aquilo nunca seria falta. Pedro Henriques não pode deixar passar dez faltas ou pretensas faltas iguais ou piores e marcar aquela, naquela posição. Porque, ainda por cima, foi o lance que decidiu o jogo.

Terceira: tanto na análise de A BOLA, como na dos especialistas do O JOGO, o Polga (sempre ele…) não cometeu falta para penalty no último lance do desafio. E todos o justificam dizendo que ele simplesmente jogou a bola. Convido-vos, porém, a reverem o lance na televisão, tal como eu já o fiz várias vezes: vê-se o Pepe a armar o remate à baliza e vê-se o Polga a entrar (de pé em riste) ao conjunto Pepe-bola; a seguir, vê-se o Pepe a levantar voo como um pião ( e ele não é homem de fitas ou simulações), e vê-se, sobretudo, que a bola não se mexe do mesmo sítio. Como é que o Polga jogou a bola, se ela nem se mexeu?

Mas, nestes tempos de intimidação penal que se vivem, é preciso saber também tomar decisões sábias: só um suicida é que se atreveria a assinalar um penalty decisivo a favor do FC Porto, no último segundo do jogo.

5 - Anotem: foi o segundo jogo de título disputado no Dragão este ano. Não houve quaisquer declarações provocatórias ou incendiárias dos dirigentes, técnicos ou jogadores do FC Porto, antes ou depois do jogo; não houve quaisquer incidentes causados pelos adeptos portistas com os jogadores ou adeptos adversários, e os dirigentes destes assistiram ao jogo no camarote da Direcção, em paz e tranquilidade; nenhum jogador adversário saiu do campo com uma perna partida ou lesionado devido a uma entrada de um portista; e, no final, com razões ou não para tal, não houve queixas de arbitragem nem falta de fair play, tanto na vitória como na derrota. Anotem e façam igual.

6 - O presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol deveria estar menos entusiástico com o absurdo acórdão do tribunal administrativo que confere aos jogadores a possibilidade de se transformarem em mercenários, que hoje beijam o emblema de um clube e amanhã assinam por outro. A liberdade contratual absoluta dos jogadores implica, a prazo, a morte inevitável dos clubes.

E, sem clubes, não há futebol profissional. Aliás, e como bem nota o presidente do Sporting, se um jogador pode passar a despedir-se sem justa causa e quando o quer, também o clube deve ter a faculdade de fazer o mesmo. E, entrando-se por aí, o Sindicato vai ter muito a que acorrer.

# in Jornal “A BOLA”, 2007.03.20

Porque será?


SILÊNCIO

Este recém-reencontrado equilíbrio na luta pelo título tem todo o tipo consequências, umas mais positivas do que outras, dependendo todas dos respectivos pontos de vista ou, mais concretamente, das cores clubísticas de cada um. Uma delas, inegável e transversalmente positiva, é a sensível diminuição das críticas ao trabalho dos árbitros e até do número de referências por centímetro quadrado de opinião publicada ao processo Apito Dourado. A primeira e a mais simples explicação para o fenómeno tem a ver com o facto das arbitragens servirem normalmente de desculpa para os maus resultados. Ora, como os resultados até têm sido bons, pelo menos do ponto de vista do Sporting e do Benfica e respectiva corte, não tem sido preciso encontrar desculpas no sempre polémico trabalho dos árbitros. Não é uma receita muito complicada: se ganham, é naturalmente por mérito próprio; se perdem, é obviamente por culpa alheia. Serve-se requentada, em colunas de opinião mais ou menos como esta, mas com um sotaque mais afectado. Mas há outros motivos para que as arbitragens em geral e o Apito Dourado em particular não sejam agora o pão nosso de cada dia que foram até Dezembro. Acontece que, por obra e graça deste recém-reencontrado equilíbrio na luta pelo título, há, de repente, mais do que um candidato à sucessão do FC Porto como campeão. Ora, como está bom de ver, não fica bem a ninguém descredibilizar uma competição que pode vencer. Não pode um presidente andar por aí a gritar aos sete ventos que o futebol em Portugal está podre, que só se consegue ganhar fazendo batota e aliciando árbitros e correr o risco de ser o clube dele a ganhar. Não, durante os próximos dias o futebol português vai estar no bom caminho. Se continua depois do clássico da Luz ou não, essa é outra história.

BILHETES
Já foram pedidos

O FC Porto pediu atempadamente os bilhetes a que tem direito para o clássico com o Benfica no Estádio da Luz. De acordo com o Regulamento de Competições, os portistas têm direito a 5% da lotação do recinto, o que corresponde a cerca de 3 mil bilhetes que, também de acordo com os regulamentos, devem ser enviados para o clube visitante até dois dias depois da recepção do pedido por parte do clube organizador, mas o FC Porto ainda não recebeu os bilhetes, nem foi informado de quando os poderá disponibilizar aos seus adeptos. Uma polémica em potencial?

# Jorge Maia, in “O JOGO” de 2007.03.21

20 março, 2007

Os 4 pecados (quase) capitais...

Aviso já que este post é um bocado longo. Estão com pachorra para me aturar? Se estão, óptimo. Se não estão, podem sempre ir ler a Maria ou a Nova Gente ou então ver o programa das manhãs da TVI ou da SIC, que concerteza vão achar mais piada, menos perca de tempo e poderão sempre culturalmente crescer mais um pouquinho ;-P

Como tinha ontem prometido, o post de hoje não iria ser, aliás, não vai ser mesmo ‘para amar’, como costumo dizer entre o meu círculo restrito de amigos. Depois das mais recentes e já não é de hoje ‘porcarias’ que vou vendo pelo reino do Dragão, deixo-vos aqui a minha mais sentida e revoltada opinião sobre os 4 pecados (quase) capitais com o que o ‘meu’ FC Porto se tem deparado desde a mais que já falada, discutida, explorada e confusa, ‘paragem de inverno’.

Então é assim. Quem não deve, não teme… sim!, porque eu não sou, nunca fui, nem nunca serei nenhum ‘chulo’ do futebol, que só anda por lá, naquelas apaixonadas bancadas azuis-e-brancas, ou porque os bilhetes são de borla, ou porque arranja uns convites de patrocinadores, ou por isto ou por aquilo… eu ando lá, desde muito ‘tenrinho’, apenas e só por um motivo: o meu amor ao FC Porto e nunca, repito, nunca lá entrei ‘à salgueiros’. Sempre paguei para lá estar e continuo a pagar, por isso, digo o que quero, o que penso e não sou ‘a voz de nenhum dono’! Adiante.

Estas são então na minha opinião, os tais 4 pecados (quase) capitais da actual situação:

Presidência (actual) da tanga...

Sempre fui, sou e sempre serei um admirador confesso do meu Presidente, do nosso Presidente, do Presidente de todos os portistas: Jorge Nuno Pinto da Costa. Não tenho memória curta, não sou mal agradecido, nem cuspo no prato de quem nos fez ‘gigantes’ na Europa do Futebol. Nesse aspecto, o meu obrigado… aliás, o meu especial e sentido obrigado.

Mas, e há sempre um mas, começa urgentemente a estar na hora de ‘sangue novo’, e quando me refiro a ‘sangue novo’, não estou a falar em mudar por mudar… tem de ser alguém que entre ‘sem telhados de vidro’, que não tenha medo e se sinta capaz de mostrar toda a nossa força, toda a nossa pujança, todo o nosso orgulho, toda a nossa mística de gentes do norte e Portistas… alguém, que volte a ‘capitalizar’ de nós, esta força única neste país de invejosos: o bairrismo!! Hoje, quando olho ‘lá para dentro’, o que vejo? Silêncio, medo, cobardia, um misto de emoções mais própria de um qualquer clube de carreira, que não do grande FC Porto.

Estou farto de ser ‘enxovalhado’, estou farto de ser ‘gozado’, estou farto de ser ‘caluniado’, estou farto de não ter argumentos para contrariar os ataques que nos movem em cada esquina em que caminhamos… estou farto!! Ando eu a chatear-me para quê afinal? Para eles andarem todos lá dentro a rir-se de nós, da nossa palermice, a chularem-nos, a roubar-nos, a delapidar aquilo que tanto nos custou a conquistar? Elas são escutas, elas são ‘putas’, elas são passivos a aumentar em flecha, elas são camiões de jogadores, elas são jogadores empurrados para fora e outros para dentro sem qualquer explicação, etc, etc… estou farto de muita coisa.

Esta situação que vivemos actualmente, já teria merecido à uns bons valentes de anos atrás, um sério puxão de orelhas do Presidente para dentro e para fora… hoje, ao que vemos, nem para dentro, nem para fora, nem para o lado, nem para cima, nem para baixo. Sinceramente, cada vez acredito menos que algo alguma vez vá mudar. Quero sangue novo e respostas rapidamente… enchi deste ‘silêncio comprometido’!!!

Treinador medroso e confuso...

Contra muitos, desde a primeira hora sempre defendi o nosso treinador: o Prof. Jesualdo Ferreira porque lhe reconhecia méritos enquanto treinador. Hoje, depois de tantas e tantas ‘estupidezes’ juntas, esgotei a paciência no sábado passado quando essa ‘besta quadrada’, se lembrou de tirar o único avançado de jeito que tinha em campo (Adriano), já que o incansável Lisandro estava ausente por lesão, a 15 minutos do fim do jogo e a perder por 0-1!!

Nesse momento, ‘fiz-lhe uma cruz em cima’. Sinceramente, já me convenci que nunca passará de um Queiroz em ponto mais pequenino, que é o mesmo que ‘um eterno adjunto’. O homem não acerta uma e pensa que somos todos pacóvios de uma qualquer aldeola à beira mar plantado… não há ‘caralho’ nenhum lá dentro no clube, da SAD ou do plantel que lhe explique que este clube não é nenhum dos clubezecos por onde ele andou até ter sido resgatado para o nosso mundo?

Primeiro, foi o ‘voto meritório’ para o mês de férias na paragem de Inverno; depois, foi a queda livre em termos físicos dos jogadores; depois é a insistente utilização de Lucho em campo ao longo dos jogos quando ele está todo roto, todo rasgado, todo partido; depois é ninguém, a não ser ele próprio, que compreende as substituições que faz e que leva a equipa sempre para patamares mais baixos; depois é não conseguir incutir nunca na equipa aquela garra, disciplina, aquela mística de que tanto nos orgulhamos. Sinceramente, (mais) uma aposta errada e logo eu que tanto o defendi! Acabou-se-me a paciência.

Jogadores mimados...

Mas alguém compreende que estes mesmos jogadores que quase até ao final de Dezembro, fizeram bons jogos, lutaram, sofreram e conquistaram grandes vitória com bravura e orgulho, hoje sejam um ‘escarro’, salvo raras excepções, que o expoente máximo é o incansável Lisandro, que não se esforçam mas sim se acomodam, não lutam, não cerram os dentes, não partem para cima deles, nada, nada mesmo… são de uma nulidade e de um comodismo a todos os níveis irritantes.

Ele é o Hélton aos cucos… ele é o Lucho a meter dó a vê-lo arrastar-se em campo… ele é o Quaresma a ser um ‘irritante’ dono da bola… ele é um Postiga do mais trapalhão que há… etc, etc, etc. No meio desta miséria toda, salva-se Lisandro e pouco mais, muito pouco mais.

Meninos engravatados e 'in' do Estádio 'chique'...

Uiiii, então aqui, é de bradar aos céus a atitude mais que passiva, tolerante e acomodada dos 'meninos engravatados' do novíssimo, chique e ‘in’ Estádio do Dragão. Hoje em dia, não se pode assobiar, porque os ‘meninos engravatados’ não gostam… hoje em dia não se pode criticar, porque os ‘meninos engravatados’ não gostam… hoje em dia não se pode levantar, porque os ‘meninos engravatados’ não gostam… hoje em dia não se pode insultar, porque os ‘meninos engravatados’ não gostam… hoje em dia não se pode apontar o dedo, porque os ‘meninos engravatados’ não gostam, etc, etc.

O que esses tais 'meninos engravatados' gostam mesmo é de ir para um campo de futebol como quem vai assistir a uma bela ópera, onde a assistência está cheia de cócós da sociedade, se vestem com roupinha da moda com etiqueta bem visível e se portam como completos anormais ao olhar do mais ‘comum mortal’… cachecol, camisola ou acessório azul-e-branco em cima do corpo, é que nada mesmo!, porque pode estragar a combinação multicolor da benetton, ‘made by’ loja 3-A do Shopping de Cascais. E depois além disso, no final do jogo, vai-se para a noite e é preciso ir-se chique e in. Sem comentários.

A esses, respondo-lhe apenas com um: ‘vão todos pró c******’… eu tenho orgulho em ser Portista, ando de calça de ganga roçada, sapatilha com mais kms que o meu carro, camisola azul-e-branca sempre enfiada e cachecol ao pescoço… e não tenho vergonha de ser quem sou nem de ir a lado nenhum com a minha ‘cor’ vestida! Por isso, ‘vão todos pró c******’. Se querem ópera, vão para o CCB que lá é que é o vosso lugar no meio dos cócós da sociedade tuga!

A mim, ninguém me cala… a mim, ninguém me manda calar… a mim, ninguém me manda sentar… a mim, ninguém me proíbe de criticar. Se o FC Porto está no estado actual que está, muito desse momento se deve a vocês que tudo toleram, tudo permitem, tudo apoiam e com tudo são coniventes… por mim, nunca estará assim. Este não é o meu FC Porto… é o vosso FC Porto!

Ainda no antigo ‘Estádio das Antas’, com aquele mítico Tribunal da Superior Sul que tanto medo provocava, onde tantas vezes gelei o meu ‘traseiro’ ao estar sentado naquelas bancadas geladas, onde tanta chuva apanhei da cabeça aos pés, onde tanto frio apanhei nas orelhas, onde tanto cantei, vibrei e me entusiasmei, onde em tantas tardes ou noites presenciei inesquecíveis vitórias, onde tão poucas vezes sai de lá vergado ao peso de uma derrota… nessa altura, eles vinham cá jogar 'todos borrados de medo'. Os adeptos vinham cá ‘todos borrados de medo’. Hoje em dia, com estes tais adeptos da gravata e do fatinho rosa choque, os tais ‘meninos engravatados’, eles não têm medo de cá vir ou de nos enfrentar de peito aberto… porque sabem que têm a tarefa facilitada. A esses tais ‘meninos engravatados’, deixo-lhes apenas um recado sentido:

A mágica Massa Associativa do FC Porto só pode ter um único espírito:

Sempre Orgulhosa.
Com cultura de luta e garra.
Com cultura de exigência.
Com cultura de ambição.
Com cultura de vontade.
Com cultura de não aceitar desculpas esfarrapadas.
Com cultura de dar a cara.
Com cultura de lealdade.
Com cultura e paixão pelo jogo.
Com cultura de VITÓRIA.
Menos que isto, podes ser adepto do Nacional, do Beira-Mar, dos lagartos ou do clube de ciclistas… entenderam? Ou querem que faça um desenho?


Conclusão…

Pronto.. é isto tudo que me invade a alma neste momento crítico (e já começam a ser tantos nos últimos anos). Se concordam e se revêem nestas criticas, muito bem. Se não concordam, escusam de tentar, porque eu não vou mudar… continuarei a ir ao meu Estádio de “calça de ganga roçada, sapatilha com mais kms que o meu carro, camisola azul-e-branca sempre enfiada e cachecol ao pescoço”. Os outros? continuarão a ir de fatinho e gravata rosa choque!

17 março, 2007

Quem não merece mais...

Competição: bwin 06/07 (22ª jornada)
Data: 17.03.2007
Local: Estádio do Dragão, Porto
FC Porto: Helton; Jorge Fucile, Pepe, Bruno Alves e Marek Cech; Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho Gonzalez (Jorginho); Alan (Hélder Postiga), Quaresma e Adriano (Bruno Moraes).
Golos: -

Depois de uma noite, mal, muito mal dormida, a ‘azia’ ainda por aqui anda e não me parece que vá desaparecer tão rapidamente, tamanha foi a ‘porca miséria’ a que assisti ontem por esta mesma hora.

Bem, é assim, não há muito para dizer sobre este jogo, senão que foi a mais miserável exibição do FC Porto esta época, por consequência, os lagartos acabaram por fazer um jogo quase perfeito e lá se foram mais 3 pontinhos a voar… quando tudo poderia estar a ser diferente se houvesse em campo, atitude, garra, amor e dedicação. O que vimos, foi apenas e tão só: uma filha-da-putice dos jogadores e treinador que carregam ao peito o símbolo do nosso mágico FC Porto.

Antes do jogo, ainda na 6ª feira, recebemos a péssima notícia da lesão de Lisandro. Eu, não me perguntem porquê, logo previ que as coisas tinhas ficado más, muito más mesmo… parece que não me enganei.

Grande jogo do FC Porto… até aos 2 minutos de jogo com um bom remate de Quaresma! Depois desse momento, só deu lagartos, mais lagartos, ainda mais lagartos e acabou com lagartos. Até ao fim da 1ª parte, era incrível ver a superioridade evidente dos lagartos a meio campo, dominando claramente todas as nuances de jogo, e com sistemáticas entradas pela ala esquerda em superioridade numérica para um completamente desamparado Fucile que nada podia fazer perante as aproximações em simultâneo de Nani, Yanick e muitas vezes, também Tello. Até ao final do jogo, foi sempre o mesmo, e o (des)inteligente do nosso treinador a dormir na sorna.

Eras assim tão difícil, trocar Quaresma com Alain para ajudar Fucile, já que para o primeiro, defender é para o batalha!!; outra alternativa, seria levar Marek mais para o centro, e com isso empurrar a defensiva para entreajuda a Fucile… nada foi feito e os resultados estiveram há vista de todos… um descalabro total.

Para a segunda parte, o iluminado Jesualdo, colocou em campo o nulo, completamente nulo Hélder Postiga para o lugar de Alain (que ao contrário do que muito já o aqui critiquei, era o única na avançada que recebia a bola para partir para cima do adversário). A partir dali, passamos a jogar com 10, e dizer este número, já era uma expectativa muito elevada, porque na prática, aquilo eram bem menos, bem menos.

O FC Porto era mais do mesmo; uma nulidade total, falho de ideias, sem garra, sem paixão, sem poder de choque, sem atitude… sem NADA! E andávamos nesta coisa do faz-de-conta, quando Tello, aos 71 minutos, inaugura o marcador e faz 0-1 para os lagartos, na execução de um livre na entrada da área, com conta, peso e medida… indefensável.

Quem esperava um ataque maciço à defensiva lagarta, perdeu todas as esperanças, quando qual ‘calhau com 4 olhos’, o nosso treinador faz a troca mais estapafúrdia que me recorde… a perder 0-1, tira de campo o Imperador Adriano (!), o único jogador nos últimos jogos com motivação e moral elevada para fuzilar as balizas adversárias, por Bruno Moraes. Entretanto, só por engano, concerteza, retirou de campo o completamente inexistente há não-sei-quantos-jogos Lucho para dar lugar à entrada de Jorginho. O homem dó podia estar louco para tirar Lucho… só podia!

Agora, a perder em casa, a ter que jogar no campo do 2º classificado na próxima jornada e com apenas 4 pontos de distância para este (que com esta derrota, seriam, teoricamente apenas 1), tirar um avançado (o único que temos, na ausência de Lisandro!), para colocar outro avançado em campo, mostrando medo, falta de ambição e de atitude de campeão, eu digo só isto: “Óh Jesualdo, vai pró c****** que te f*** pá”.

Quem tem um treinador merdoso como este, sinceramente, não pode aspirar a muito mais… e eu que tanto o defendi contra muitos e muitos, mas admito… acabou-se-me a paciência. Razão tem quem um dia destes me disse: “Um treinador que aos 62 anos nunca ganhou nada na vida, só pode ser uma m****”.

Quase nos 90 minutos, Helder Postiga (quem mais poderia ser?) consegue cabecear a bola a 1 metro da linha de golo, com Ricardo batido… enviando a bola quase para a bandeirinha de canto… incrível!! E andam estes tipos a ganhar milhares por mês… sinceramente.

Depois de tudo o que vi, deixo-vos aqui apenas o meu pensamento sobre qual foi a verdadeira moral deste jogo e que cada vez mais interiorizo e me convenço: o FC Porto somos nós e unicamente nós, os adeptos!!

Aguardemos pelo que vai acontecer mais logo na Amadora, mas se não ‘houverem estrelas no céus’, como disse um dia Rui Veloso, o cenário fica negro… aliás muito negro para o que nos espera dentro de 15 dias em terras mouriscas.

Quem me conhece, sabe bem do que falo: “ídolos nunca os tive… o meu ídolo é o FC Porto, aquele símbolo que tanto amo e tanto me fascina”. Por isso, dia 01 de Abril, lá estarei em terras mouriscas a apoiar o meu FC Porto, mesmo que eventualmente tenha que fazer um regresso num manto de desilusão e tristeza, mas eu nunca abandonarei “o meu único ídolo: o meu FC Porto”. Não desisto mesmo, podem ter a certeza!

azul + : Alain, Bruno Alves, Paulo Assunção e para a paciência dos adeptos portistas nos últimos tempos

azul - : 90 minutos de ‘nada’ por parte dos jogadores, uma diarreia mental por parte do treinador ao longo de todo o jogo e é favor arranjarem uma bela d'uma poltrona para o Lucho no banco de suplentes, porque já é demais, cansa, chateia, incomoda e já soa a provocação, carago.

PS – amanhã, colocarei um novo post ainda sobre esta tal ‘porca miséria’, mas desta vez, individualizando a minha análise, que é como quem diz, chamando ‘o nome aos bois’, Muita coisa tem andado mal, anda mal e parece que irá continuar mal no reino do Dragão.. aguardem!