15 dezembro, 2007

1%? Quem sou eu para o contrariar?!

Tranquilidade, parece ser a palavra de ordem no actual Futebol Clube do Porto... se a essa juntarmos Paz de espírito e Confiança, nada melhor para combinar com a época Natalícia que já aí está à porta.

Ora bem, tive finalmente o previlégio de fazer de Jesualdo Ferreira e idealizar a minha equipa. Óbvio que o faço sempre, mas desta vez darão atenção à mesma.

Helton: Já o disse e repito: pode não ser dos melhores do Mundo, mas transmite confiança!

Bruno Alves: Tantas vezes o critiquei... nos tempos do Pepe, não o suportava. Achava-o trapalhão e apesar de nunca o assobiar, desejava que fosse vendido. Agora, admito estar errada. Ocupa o lugar deixado pelo Pepe, lugar de muita responsabilidade, por mérito próprio.

Pedro Emanuel: De volta e ainda bem. Pode não ter a rapidez dos colegas, mas impõe respeito. E veste a camisola como poucos, apesar de a maior parte deles já começar a mostrar o significado da mesma.

Bosingwa: Caso sério de popularidade lá por casa... raramente desilude e na minha opinião insubstituível.

Fucile: Para completar a defesa.

Paulo Assunção: Outros dos quais por quem não nutria grande simpatia. Mas provou a época passada que consegue “segurar” o meio campo, e desempenhar com qualidade o elo de ligação entre defesa e ataque.

Passemos agora à minha parte predilecta, isto é onde nascem os golos...

Raúl Meireles: Outros dos quais que gostaria de ver por muitos e muitos anos no Porto. Jogador esforçado e que volta e meia nos presenteia com bonitos golos.

Lucho Gonzalez: “El Capitan”, motor do Futebol Clube do Porto, que mesmo não sendo um goleador nato, leva a equipa sempre atrás, não desiste das jogadas e mesmo se tudo isto não bastasse, jogador preferido da minha filha Gu.

Tarik: Jogador que desde o FC Porto x Marselha, se tornou um caso sério de popularidade no Dragão. Provavelmente, até lá não lhe teria dado grande importância, mas a verdade é que de jogo para jogo, demonstra excelentes jogadas, como aconteceu na passada terça-feira.

Lisandro Lopez: Palavras para quê... o melhor marcador da Liga e joga na perfeição com o Lucho. Dupla imbatível no ataque Portista.

Quaresma: Se o Lucho é o jogador preferido da mais velha, o Quaresma é o eleito da mais pequena. Palavras sobre a sua qualidade são mais que muitas. Dou-lhe toda a razão quando diz que nos momentos cruciais ele está lá.

Prognósticamente falando, vamos vencer por dois a zero. Golos de Lucho e Quaresma, escusado será dizer dedicados a quem...

Beijinhos da,
Heliantia.

As compras...

Pois bem, já estamos em meados de Dezembro, e como se sabe, daqui a cerca de duas semanas abre o mercado de transferências, e como é costume, já se começa a falar das possíveis contratações que vão ser feitas pela equipa A, B ou C.

Sobre a nossa equipa, fala-se que podemos contratar o Belluschi e segundo a imprensa argentina (isto diz a imprensa portuguesa, porque não me lembro de ler nenhum jornal argentino), fala-se que Gustavo Cabral já está certo no F.C. Porto. O primeiro ocupa a mesma posição que o nosso conhecido Lucho ocupava no River. Já o segundo, é um central cujo apelido é "El Sargento", o que de si deve dizer já alguma coisa e joga no Racing Club onde já jogou outro nosso conhecido Lisandro López.

Por simples coincidência ou por outra razão qualquer, dois grandes reforços deste ano, já foram mencionados em cima. São eles Lucho e Lisandro.

O FC Porto comprou os 50% que faltavam do passe de Lucho, o que foi esforço um financeiro considerável, mas que nenhum de nós questionou, e para mostrar a sua importância na nossa equipa nem preciso recorrer a números (embora eles existam), porque todos sabemos o porquê da alcunha de "El Comandante". Bem sabemos quem põe ordem naquele meio campo, quem "leva a equipa às costas" e dá o máximo a todos os jogos. Sem Lucho, a equipa joga na mesma, mas o perfume é muito diferente.

Já com o Lisandro, não houve compra de passe nenhum, mas pela primeira vez que está em Portugal, o puseram a jogar onde ele mais gosta e ganhou fama na Argentina (chegando mesmo a ser o melhor marcado do Torneio de Apertura). Lisandro sempre jogou bem no Porto, marcava um golo aqui e acolá, mas nunca era aquela coisa. Agora, mais que um excelente ponta de lança (se for preciso os números comprovam isso), mas acima de tudo é o primeiro homem a defender, com Lisandro no meio dos centrais adversários, dificulta e muito a organização das jogadas adversárias.

Sei bem que o FC Porto não vive só destes dois argentinos, mas como ultimamente só se falam em argentinos para o nosso clube, e como eles o são (e vieram dos clubes dos jogadores mencionados), lembrei-me de falar neles. Embora para mim outra das grandes "compras" tenha sido também Tarik (como me sinto feliz de nunca o ter sacrificado), e penso que anda um lá fora (emprestado) que um dia nos vai calar a todos, mas isso já são outros negócios.

Um abraço do,
Teixeira

14 dezembro, 2007

Esta é a minha gente!

Esta semana tenho de dar os meus sinceros parabéns aos adeptos que estiveram na passada terça feira no estádio do Dragão, sobretudo às claques! A estes os meus sinceros Parabéns!

Já há muito que não ouvia as claques a gritaram e a cantarem tanto como neste último jogo.

Infelizmente não estive no estádio, mas tive o prazer de seguir o jogo pela televisão e de seguir atentamente o incentivo que as claques deram ao clube e ver o ambiente fantástico que criaram.

Creio que muitas vezes o que faz falta aos jogadores é este tipo de incentivo por parte dos adeptos, gritarem, cantarem, darem força. Esta terça feira os adeptos estiveram 90 minutos sem se calar, sempre a cantar, sempre a gritar.

A alma de tripeiro saiu mais forte, saiu com garra. Havia confiança, havia sede de ganhar. Algo dentro de cada adepto estava mais forte!

Senti-me honrada e feliz por ver todo o estádio a cantar! Senti que esta era a minha gente! Que estes eram sem dúvida os verdadeiros adeptos portistas!

Parabéns a todos os adeptos!
Parabéns às claques que foram incansáveis!

Às claques tenho apenas um pedido a fazer. Sejam sempre como foram na terça feira! Façam ouvir a vossa voz de incentivo e façam sempre o nosso Porto Campeão!

Saudações azuis e brancas da,
Sodani

13 dezembro, 2007

Próxima paragem: Final da Champions!

A notícia correu livremente pelos becos e ruas sombrias da Invicta. O império Otomano estava em marcha, calcorreando territórios, ávido de conquistas. Encabeçando a imensa legião de muçulmanos, ostentando as cores pretas e brancas da tropa de elite, vinham os idolatrados guerreiros do Besiktas. Rostos crispados, de tez morena, maxilares cerrados, concentrados no único objectivo válido para as suas cores: a derrota do potentado do Norte de Portugal.

Lá, alheios a medos e receios, os bravos lutadores do Porto prepararam-se para o confronto. Sabiam o que estava em jogo. Conscientes da sua qualidade, aguardavam serenos, confiantes, olhando de quando em vez para o símbolo do Dragão, ondulando lá bem no alto, junto ao recinto onde tudo se desencadearia. O animal mítico, símbolo de força e poder, de conquistas eternas, emanava uma aura de invencibilidade quase sobrenatural.

As gentes do Norte, habituadas a combates anteriores, uniam-se nas preces, sabendo que dos favores dos deuses podia depender a sorte da batalha. Aglomeravam-se em magotes, analisando tácticas, discutindo estratégias, sentindo no seu íntimo um calor agradável, proveniente de experiências anteriores, onde aqueles bravos combatentes, com as suas vestes azuis e brancas, tinham enchido de glória o nome da cidade.

E depois, quando se ouviam os primeiros gritos de desespero, com o avanço destemido dos turcos, surgiu Ele. Cabelos negros esvoaçando na brisa da noite, um corpo afilado, misto de músculo e energia, correndo intrépido na defesa dos nobres ideais. E as pessoas prostraram-se, benzendo-se, agradecidas aos céus por aquele guerreiro lutar do seu lado. Murmuraram reverenciadoramente: El Comandante!

Este, como se ouvisse o seu chamamento, virou-se para os seus camaradas de armas e gritou, numa voz tonitruante: Vamos a eles…

Será por certo algo exagerado transformar um mero jogo de futebol numa cruzada, onde o sangue ímpio se misturava com o dos fiéis, caindo agarrados aos baluartes da fé cristã. Mas na 3ª feira, naquele palco dos sonhos que nos continua a fascinar, como meninos a ver um espectáculo de magia, o Porto tornou a fazer história. Qualificou-se para os oitavos da Champions, vencendo pela 2ª vez na sua história a fase de grupos.

Se preciso fosse, mostrou novamente, de forma clara e inequívoca, quem é a única equipa nacional capaz de ombrear com os colossos europeus. Não se trata aqui de dirimir argumentação básica, toldada por sentimentos clubistas. O que o Porto fez é algo recorrente. Algo alicerçado na qualidade. No profissionalismo. Num projecto sério, encetado décadas atrás por alguns visionários que tinham um sonho: transformar o Porto num clube aglutinador de paixões, por todo o Mundo, monopolizador de títulos em terras lusas e dotá-lo de ferramentas necessárias para entrar, por direito próprio, no Olimpo, esse lugar mítico só frequentado pela classe alta europeia.

Pois bem, já todos nós sabemos que aquilo que começou por ser um desejo, rabiscado em pedaços de papel, se transformou em realidade, assumindo proporções gigantescas, transbordando mesmo o mais optimista dos sonhos.

E a pergunta que assola, nesta altura, os pensamentos dos apaniguados portistas é apenas uma: “Até onde pode ir esta equipa?”.

Eu sonho. Eu almejo. Que a próxima paragem seja apenas naquele jogo. O jogo. O que nos faz doentes de ansiedade. Que aumenta a batiada cardíaca, à medida que a hora de início de aproxima. Que nos rebenta o peito de orgulho, ao vermos a equipa pisar a relva, entrando para os 90 minutos mais decisivos da história de um clube. Sim, eu sonho com a final da Champions. Quase todos os dias. Uns dirão que é uma mera utopia. Mas bem lá no fundo, no âmago, mesmo os mais descrentes sentirão uma pontada de fé. É possível. A longa maratona iniciada em Agosto tem apenas 16 sobreviventes. Nós somos um deles. Estamos lá. E não tememos ninguém.

Não temos um mago da táctica no banco, que se apelida a si próprio de especial, nem o mágico Deco a perfumar o meio-campo de classe, ou o imperial Ricardo Carvalho lá atrás, sustendo as investidas adversárias. Pois não. Mas temos a imprevisibilidade de Quaresma, a velocidade de Tarik, a codícia de Lisandro ou o trabalho de sapa de Paulo Assunção. E no meio, nessa zona nevrálgica onde os entendidos dizem que se decidem a maioria dos jogos, possuímos um dos melhores médios mundiais. Planando, quase sempre omnipresente, como se cada jogada, cada passe, cada corte, fosse feito sem esforço, está Lucho. Peito aberto para os combates de titãs que se avizinham, numa equipa que sabe que é possível. Que acredita. Que lutará até ao fim.

Eu acredito. E tu?

[nota do administrador] este blog foi nomeado por aqui na categoria de "desporto". No próximo sábado, dia 15, será conhecido o vencedor. Seja 'ele' qual for, com esta nomeação, o prémio já é nosso. Em nome de toda a nossa 'equipe', obrigado!

São já 20 os que se passaram...

FC Porto 2-1 Penãrol

Taça Intercontinental 1987
13 de Dezembro de 1987
National Stadium, Tóquio

árbitro: Franz Wöhrer (Aústria)

FC Porto: Mlynarczyck; João Pinto, Inácio, Lima Pereira, Geraldão; André, Rui Barros, Jaime Magalhães, Sousa; Gomes e Madjer.
jogaram ainda: aos 65m, Rui Barros por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

Penãrol: Pereira; Rotti, Trasante, Herrera, Dominguez; Perdomo, Da Silva, Aguirre; Vidal, Cabrera e Viera.
jogaram ainda: 46m Cabrera por Matosas; 95 m Herrera por Gonzalves.
treinador: Oscar Tabarez.

marcadores: 1-0, Gomes (42m); 1-1, Viera (80m); 2-1, Madjer (110m).

Depois de conquistar brilhantemente a Taça dos Clubes Campeões Europeus, apresentou-se novo desafio ao FC Porto: derrotar o Campeão Sul-Americano e tornar-se Campeão Mundial. Este encontro disputou-se em Tóquio, em condições verdadeiramente surrealistas, tal foi o nevão que inesperadamente caíu sobre a capital Nipónica.

Foi um verdadeiro encontro de titãs, onde o FC Porto mostrou que, para além de brilhante, era também uma equipa capaz dos maiores sacrifícios. Foi o que provaram os valentes Dragões frente ao Penarol de Montevideo, do Uruguai. O domínio inicial do FC Porto materializou-se com o 1º golo do encontro, apontado por Fernando Gomes. Aos poucos, os Uruguaios foram equilibrando o jogo, e quando já ninguém esperava que pudessem empatar, Viera fez o golo.

Tudo seria decidido num prolongamento... de repente, numa jogada a meio-campo, Sousa tira um adversário do caminho, e passa a Madjer, este consegue esquivar-se ao defesa adversário e, vendo o guarda-redes Pereira adiantado, fez-lhe um "chapéu" fabuloso! Uma vez mais, Madjer foi decisivo, marcando um golo só ao alcançe de um verdadeiro predestinado. Era já alta madrugada quando o país pode finalmente festejar um título mundial de clubes. O FC Porto inscrevia o nome de Portugal na lista de clubes campeões do mundo.

# textos simpaticamente raptados no Portal dos Dragões

Quase uma mão cheia

FC Porto 4-0 SC Braga

Liga Intercalar 2007/08
12 de Dezembro de 2007
3ª jornada do Campeonato de Inverno

Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, em Vila Nova de Gaia

FC Porto: Ventura; Eridson, João Paulo «cap.», Tengarrinha e Lino; Castro, Kazmierczak, Leandro Lima e Rui Pedro; Adriano e Edgar.
jogaram ainda: André Pinto, André André, Ramon e Marco Aurélio.
não utilizados: Ruca, Graça e Alex.
marcadores: Adriano (21 m), Kaz (37 m), Leandro Lima (51 m) e Marco Aurélio (89 m).

Quatro golos sem resposta foram o desfecho inevitável de uma exibição muito promissora da formação azul e branca na terceira ronda do Campeonato de Inverno da Liga Intercalar. Os Dragões impuseram-se claramente perante o SC Braga, somando o segundo triunfo na competição.

A equipa orientada por Rui Barros, que voltou a contar com vários jogadores cedidos por Jesualdo Ferreira - marcou presença no Olival -, dominou por completo o jogo com os «arsenalistas» - Manuel Machado fez alinhar um «onze» menos experiente.

Aliando uma exibição promissora a um resultado expressivo, o FC Porto agora com 6 pontos ao fim da 3ª ronda na Liga Intercalar, olha já para a recepção ao Desportivo das Aves agendado para o dia 19 de Dezembro, a contar para a quarta ronda da competição.

A Liga Intercalar, nova competição que surgiu no panorama do futebol português, teve o seu início marcado para 28 de Novembro com a participação de 10 formações: FC Porto, Braga, V. Guimarães, Boavista, Leixões, Varzim, Gondomar, Desp. Aves, Penafiel e Trofense. Com um formato dividido em dois campeonatos, um de Inverno (1ª volta) e um outro de Primavera (2ª volta), são apurados os dois primeiros classificados de cada uma das voltas que jogarão entre si as meias-finais a duas mãos, marcadas para 9 e 30 de Abril. A final será em campo neutro e será disputada a 30 de Abril de 2008.

O objectivo da competição, que terá os seus jogos agendados para quarta à tarde, é permitir um maior ritmo de jogo a atletas menos utilizados, a afirmação de jovens valores e a actuação de jogadores a recuperarem de lesões.

Confira aqui o calendário desta nova competição.


12 dezembro, 2007

E já se passaram 3 anos...

FC Porto 0-0 Once Caldas (8-7, após gp)

Taça Intercontinental 2004
12 de Dezembro de 2004
Estádio Internacional de Yokohama, Tóquio

árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)

FC Porto: Vítor Baia, Jorge Costa, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Seitaridis, Costinha, Maniche, Diego, Derlei, McCarthy e Luis Fabiano.
jogaram ainda: 68m Derlei por Carlos Alberto, 79m Luis Fabiano por Quaresma e 103m Vítor Baia por Nuno.
treinador: Victor Fernandez.

Once Caldas: Henao, Vanegas, Rojas, Cambindo, García, Velasquez, Viáfara, Arango, Elkin Soto, Fabbro e De Nigris.
treinador: Luis Montoya.

marcadores: 0-0.

1ª série gp: Vanegas: 0-1; Diego: 1-1; Alcazar: 1-2; Carlos Alberto: 2-2; Viafára: 2-3; Quaresma: 3-3; De Nigris: 3-4; Maniche: FALHA 3-4; Fabbro: FALHA 3-4; McCarthy: 4-4.

2ª série gp: Velasquez: 4-5; Costinha: 5-5; Diaz: 5-6; Jorge Costa: 6-6; Cataño: 6-7; Ricardo Costa: 7-7; Garcia: FALHA 7-7; Pedro Emanuel: 8-7.

Momentos depois da estrondosa conquista de Gelsenkirchen, muitos começavam já a pensar na possibilidade de vencer mais uma Taça Intercontinental e de repetir os feitos de 1987. Na altura, o adversário foi o Penarol de Montevideo, um gigante do futebol sul-americano e mundial. E desta vez, como seria?

Estávamos nos 1/4 de final da Taça Libertadores e alguns dos «suspeitos do costume» perfilavam-se como possíveis adversários: São Paulo, Boca Juniors, Santos e River Plate. O Once Caldas, da Colômbia, começou a dar nas vistas, eliminando o Santos (ex-equipa de Diego). Nas 1/2 finais, o Boca Juniors elimina o rival River Plate e o Once Caldas volta a causar sensação, eliminando o São Paulo (ex-equipa de Luís Fabiano).
Todos pensávamos que a Intercontinental ia ser frente ao Boca Juniors, mas a surpresa chegou novamente! Os Colombianos empataram em Buenos Aires (0-0) e empataram em casa (1-1). A eliminatória só foi resolvida nas penalidades. Aí, Juan Carlos Henao defendeu quatro e o Once Caldas venceu por 2-0, conquistando de forma sensacional a Taça Libertadores. O estádio de Manizales explodia de alegria. O Once era vencedor da Taça Libertadores e seria o adversário do FC Porto na Taça Intercontinental.

A Taça Intercontinental era uma competição que colocava frente a frente os campeões da Europa e da América do Sul. Ao longo de décadas, esta prestigiante competição determinava o clube campeão do mundo! Esta edição, disputou-se nestes moldes pela última vez, sendo substituída em 2005 por um campeonato mundial de clubes, juntando todos os clubes campeões de todas as confederações do planeta.

O FC Porto (campeão europeu) defrontou o Once Caldas (campeão da América do Sul). Num jogo épico disputado em Yokohama, o FC Porto não desperdiçou a oportunidade de conquistar o 2º título mundial, tornando Yokohama num das cidades-talismã do Dragão.

# textos simpaticamente raptados no Portal dos Dragões

Concentrados... e muito inteligentes!

Liga dos Campeões 2007/08
11 de Dezembro de 2007
6ª jornada do Grupo A

Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 39.608 espectadores


FC Porto: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Fucile (Cech 75m); Lucho (Bolatti 81m), Paulo Assunção e Raul Meireles; Tarik (Hélder Postiga 73m), Lisandro e Quaresma
Golos: Lucho (44m), Quaresma (62m).

Vencemos os turcos do Besiktas e por conseguinte, conquistamos por mérito próprio o apuramento para a próxima fase a eliminar da Liga dos Campeões, mas qual cereja em cima do bolo, com o 1º lugar assegurado, o que permitirá evitar (?!) alguns dos nomes mais fortes do futebol aquando do sorteio.

Quanto a mim, foi um vitória conquistada com muita concentração e inteligência, mas, e se me permitem, no final, fiquei com um trago meio doce, meio amargo, como que a trazer-me à memória um jogo em muitos momentos, pouco emotivo, o que se explicará porventura pela tal ‘concentração e inteligência’ colocada em campo em busca do objectivo principal, que foi conseguido a 100%.

O onze escolhido para começar este jogo, foi tão só a confirmação da mais natural previsão apontada por 99% dos Portistas quanto aos eleitos para este jogo. Este, era sem dúvida, o nosso ‘melhor onze’ para este jogo.

O FC Porto entrou, não direi que pressionante a toda a linha, porque não foi de todo o caso, mas sim de uma forma tranquila, serena e muito concentrada, onde se apelava a uma simpática circulação de bola, em primeiro lugar, para não se perder o controlo dos ritmos de jogo a empregar, mas também em segundo lugar, para obrigar o adversário a correr atrás da bola e com isso, desgastar-se mais facilmente.

Não obstante este ritmo tranquilo, não haja dúvidas que desde o 1º minuto, se houve equipe em campo que procurou a vitória, foi unicamente o FC Porto, que foi sempre mais forte, mais consistente e ao mesmo tempo, mais rematador.

Fruto dessa pressão, mesmo que não tão elevada, o marcador poderia ter sido inaugurado por um par de vezes, tendo o guarda-redes adversário Rustu, brilhado ao mais alto nível, demonstrando que quem sabe, nunca esquece. Ainda nesta fase, Lisandro teve um golo anulado indevidamente por fora de jogo, já que estava para trás do último defensor turco. Adivinhavasse a todo o momento o golo portista.

Estavam decorridos 44 minutos de jogo, quase em cima do apito final da 1ª parte pelo árbitro sueco, quando no seguimento de um canto marcado sobre a direita, a bola é desviada para a entrada da área, onde surge Raul Meireles a fazer um balão para dentro da área, onde encontrou um Tarik 'plantado' (que se confirmou não estar em fora de jogo!) que com um ligeiro desvio, coloca a bola à merce de Lucho que se limitou a fuzilar as redes adversárias, fazendo o 1-0. Foi um momento muito importante para o jogo, já que permitiu ao FC Porto ir para os balneários com uma importante vantagem no jogo.

Para a 2ª parte, veio o tal jogo a que há pouco chamei de ‘pouco emotivo’, onde o FC Porto procurou ainda mais fortemente controlar os ritmos de jogo, verdade seja dita, não permitindo grandes veleidades ao adversário, que mais não fazia que correr atrás da bola e pouco mais.

Estávamos no ‘vai que vai, fica que não fica’, quando aos 62 minutos de jogo, Quaresma é lançado magistralmente por Lisandro na entrada da grande área, onde à saída de Rustú, coloca a bola no poste mais distante – o direito, e aumenta a contagem para 2-0, o que de certa forma matou ali o jogo e qualquer ténue esperança que os turcos ainda tivessem para o que restava do jogo.

Até ao final, foi apenas assistir, com alguns bocejos pelo meio, ao domínio completo de todas as variantes de jogo por parte do FC Porto, já com o adversário apenas a fazer figura de corpo presente no jogo.

Chegou entretanto o último apito por parte do árbitro, e com isso, o FC Porto assegurava oficialmente o 1º lugar do grupo e a passagem à fase seguinte pela 9ª vez, em 13 edições da Liga dos Campeões!! Aceitam-se ‘curriculum vitae's’ com melhores marcas! Encontram?

Para os oitavos-de-final, já é certo que não encontraremos o Manchester United, o Chelsea, o AC Milan, o Inter, o Barcelona e o Real Madrid. Entre os possíveis adversários, temos para já o Schalke, o Olympiakos, o Celtic, a Roma e os possíveis Rangers/Lyon, Fenerbahce/PSV e Sevilha/Arsenal.

azul + : Lucho González (VIPortista), Lisandro, Paulo Assunção e para a dupla Bruno Alves / Pedro Emanuel que esteve irrepreensivel.

azul - : Raul Meireles (que hoje me pareceu um tanto ou quanto perdido) e Hélder Postiga que no pouco tempo que esteve em campo, foi de asneira em asneira… completamente a leste do jogo.

arbitragem: Peter Frojdfelt (Suécia), uma arbitragem calma e serena, com os grandes destaques negativos a serem claramente um amarelo mostrado a Quaresma num lance que é uma falta clara do adversário (e não simulação) e para o golo mal anulado a Lisandro, quando o resultado era ainda de 0-0, mas aqui, as culpas terão que ser assacadas em maior grau ao assistente que viu mal (!) o lance. No 1º golo, lance muito bem ajuizado (para quem lá estava, uma completa ilusão de óptica, num lance que de irregular, é zero!).

Um fim-de-semana triste

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

Dava a baliza ao Nuno e não ao Hélton.

1 - Um fim-de-semana sem futebol a sério é como ir à praia sem sol, comer num bom restaurante e depois não poder acender um charuto, ser sacudido e enjoado no Alfa Pendular e nem ao menos poder fumar um cigarrito durante as duas horas e quarenta minutos que dura a viagem Lisboa-Porto. Este fim-de-semana, para agravar as coisas, ao mesmo tempo que descobri que o Chaves - FC Porto não era transmitido pela televisão, descobri também que não tinha um simples rádio em casa. E assim fiquei duas horas sem saber de nada, até que a internet me trouxe, a seco, a feliz notícia: por uma vez, a segunda linha azul-e-branca tinha cumprido os mínimos e lá havia ultrapassado o Chaves na Taça de Portugal. Depois, li nos jornais que nem toda a segunda linha do FC Porto tinha estado à altura das responsabilidades que aquela lindíssima camisola exige. Consta, nomeadamente, que João Paulo e Lino se encarregaram de adensar o mistério das suas contratações e que Mariano Gonzalez voltou a arrastar o seu imenso talento pelo campo, com aquele seu jeito de quem tem um conflito sem solução com a bola. Melhor fez o Stepanov, que se mantém prudentemente «tocado», e o Farías, que arranjou maneira de se magoar num treino antes do jogo, de modo a não estragar a sua média de cerca de uma hora de jogo por cada seis meses e em troca de alguns 75.000 euros mensais.

2 - Estes «reforços» portistas do Verão de 2007 fazem-me lembrar, pelo exemplo contrário, o mais extraordinário profissional estrangeiro que alguma vez vi jogar de azul-e-branco. Chamava-se Teófilo Cubillas, peruano comprado a preço de saldo ao Basileia, da Suíça, algures aí por meados dos anos 70 do século passado, e que era um príncipe e um profissional de eleição, dentro e fora do campo. Um número dez completo: defendia, organizava, atacava; fintava, passava, desmarcava, rematava e marcava. A ele devo o mais bonito golo que vi marcar ao vivo, num estádio: foi na Tapadinha, para o campeonato, quando ele arrancou com a bola a meio campo, deu três toques nela e fez duas simulações, até acabar cara-a-cara com o guarda-redes e com cinco adversários fintados e caídos no relvado. Então, quando se esperava que ele fuzilasse a baliza do Atlético, Cubillas marcou como se estivesse a cobrar um penalty em grande estilo: uma finta de corpo e guarda-redes caído para um lado e a bola a entrar suavemente pelo outro. Lembro-me que se fez um imenso silêncio no velho campo da Tapadinha e os primeiros a reagir foram os próprios jogadores do Atlético, que começaram a bater-lhe palmas. Em Alvalade vi-o marcar outro golo fantástico: sempre a direito, fintou três jogadores do Sporting e, no fim, o guarda-redes; mas, entretanto, estava na linha do fundo e sem ângulo para visar a baliza nem companheiro desmarcado a quem passar a bola; então, lançou-se no percurso inverso, desatando a fintar outra vez os mesmos até chegar à marca de penalty, voltar a virar-se para a baliza e daí fuzilar então as redes sportinguistas.

Recordo este último golo ainda por duas outras razões. A primeira é que, apesar do golo, que colocou o FC Porto a ganhar por 1-0 em Alvalade, o resultado final acabou em 5-1 a favor do Sporting! E a segunda razão é que esse jogo assinalou a minha primeira e única incursão no jornalismo desportivo, enquanto repórter. Jovem estagiário num jornal diário, eu tinha sido mandado substituir um colega da secção desportiva que tinha tido um impedimento de última hora. Radiante por ter oportunidade de ver o meu FC Porto à borla, parece que não estive à altura das circunstâncias: o meu relato do jogo foi julgado de tal maneira distorcido, digamos, que fui para sempre dispensado de fazer «ganchos» daqueles — com a minha inteira concordância, aliás.

Mas, voltando ao Cubillas, ele não era apenas o homem dos grandes golos e a estrela da equipa portista naqueles anos. Ele era ainda um profissional exemplar, correctíssimo e cavalheiro dentro do campo, simpático e simples fora dele, tão dedicado ao clube que lhe pagava que, em dois anos e meio com a camisola do FC Porto, não falhou um único jogo, fosse por castigo ou por lesão.

3 - E já que não há actualidade suficiente com que me ocupar e prosseguindo nesta linha de revivalismo portista, lembrei-me de pensar quem foram os melhores estrangeiros que vi jogar pelo FC Porto. E depois de muito pensar, eis a minha lista:

1 – Madjer
2 – Cubillas
3 – Jardel
4 – Aloísio
5 – Kostadinov
6 – Drulovic
7 – Branco
8 – Geraldão
9 – Derlei
10 – Anderson

Qual seria, então, o onze ideal de sempre de estrangeiros que actuaram pelo FC Porto? Aí vai a minha escolha:

Na baliza, o Mlynarzick — aliás, não me lembro de mais nenhum bom, apenas da série de desastres retumbantes, quando se tratou de preencher o lugar do Baía, saído para o Barcelona. Na defesa, tivemos quatro grandes centrais: o Geraldão, o Aloísio, o Demol e, recentemente, o Pepe; um grande defesa-esquerdo, que foi o Branco; e nenhum defesa-direito — terei, pois, de escolher uma defesa só com três elementos. No meio-campo está a dificuldade maior: dois grandes «trincos», o Doriva e o Emerson; dois bons médios-direitos, o Duda e o Ademir; e vários excelentes médios-esquerdos, «números dez»: o Cubillas, o Deco, o Anderson, o Carlos Alberto. Enfim, no ataque, para além do «rei» Mário, que reina sem rival no lugar fulcral, tivemos dois génios à direita, o Madjer e o Kostadinov, e dois grandes jogadores à esquerda, o Drulovic e o Derlei. Cozinhando tudo isto, com as necessárias alterações, eis a equipa de sonho escalada com os imortais que vieram de fora para honrar a camisola azul e branca.

Que tal, portistas? Até fazíamos mais um estádio para os ver jogar juntos!

4 - Entretanto, é preciso descer do sonho à realidade. E a realidade é que esta noite, no Dragão, o FC Porto não pode deixar escapar a possibilidade de ouro, não apenas de seguir para os oitavos-de-final da Champions, mas também de segurar o primeiro lugar e dar já meio passo… para os «quartos». Para isso, é necessário não jogar para o empate, mas sempre para a vitória. Até porque, deixando arrastar o empate ao longo do jogo, à medida que este for caminhando para o final, os jogadores vão começar a enervar-se, sabendo que o Besiktas precisa da vitória e que a derrota significa para o FC Porto até a possibilidade de nem à UEFA ir.

A equipa não tem nada que saber: Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho; Quaresma, Lisandro e Tarik. A única coisa diferente de Jesualdo Ferreira que eu faria era dar a baliza ao Nuno e não ao Helton.

E vamos lá então transformar este sonho em realidade!

# jornal “A BOLA” de 2007.12.11
# origem: "Futebolar"

11 dezembro, 2007

Objectivo: vitória, 1º lugar e 1/8 Champions League

Não há que estar com meias palavras. O FC Porto (logo às 19.45h no Dragão/RTP1) tem a oportunidade de ser a única equipa Lusa a continuar em prova na prestigiada Champions League. 50 mil espectadores estarão no Dragão ansiando por mais uma grande noite Europeia do FC Porto perante um opositor (Besiktas) que ainda tem aspirações de continuidade na competição. A missão do FC Porto é «simples», basta assumir o natural favoritismo, jogar com as melhores unidades, procurar a vitória do 1º ao último segundo e marcar viagem para o sorteio em Nyon no próximo dia 21. É o que se exige a este «Porto de casta Europeia», ganhar, ser 1º do grupo e jogar os oitavos de final com um dos segundos classificados com a 1ª mão a ser jogada fora de casa nos dia 19 ou 20 de Fevereiro de 2008.

Fazer o mesmo que Sporting e Benfica (3º lugar e transferência para a Taça Uefa) para mim é uma derrota de todo o tamanho. Também existem mais 2 cenários além deste do 3º lugar e do mais que provável 1º posto a ser alcançado logo à noite. Para ser 2º e ser apurado na Champions basta um empate mas não ficaria nada eufórico com tal cenário, porque somos favoritos, temos obrigação de ganhar o jogo e ser primeiros do grupo e também porque ser 2º implica muitas mais dificuldades nos oitavos de final. O último cenário (4º lugar) é perder o jogo e existir empate na partida de Marselha, um cenário inadmissível e trágico.

Na Turquia um golo tardio de Quaresma chegou para o FC Porto derrotar o Besiktas. Hoje espero não ter que sofrer tanto. Quanto à equipa, Jesualdo deve alinhar com o mesmo onze que jogou, ganhou e brilhou no Estádio da Luz. E logo a partir das 21.30h (final do jogo) estaremos todos a ouvir a música da Champions League, nós, os únicos neste País, que teremos esse privilégio. As grandes competições são para as grandes equipas. E este Porto é a única equipa de futebol em Portugal com capacidade e classe para jogar uma competição de elite como esta (principalmente a partir desta fase de grupos).

«E azul e branca, essa bandeira avança, azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se daqui houve nome Portugal?»

Andebol: FC Porto com dois testes muito exigentes
1º ABC (31 pts, 12 jgs), 2º FC Porto (30 pts, 12 jgs), 3º Belenenses (28 pts, 12 jgs)

O Campeonato de andebol esteve parado e só regressa amanhã com o FC Porto a receber (às 21h em Santo Tirso) o Sp. Horta. O Lucho, uma vez mais, lá estará a acompanhar ao vivo mais uma partida que se antevê complicada até porque o FC Porto tem muitos jogadores em fase final de recuperação de lesões. O último a lesionar-se foi Tiago Rocha no estágio da Selecção. Vou tentar saber novidades destas lesões e averiguar se já poderão defrontar o líder ABC em Braga no próximo domingo (16h na sporttv1).

Basquetebol: FC Porto vence e alcança a Ovarense
1º Ovarense (86%, 7 jgs), 2º FC Porto (86%, 7 jgs), 3º Belenenses (57%, 7 jgs)

Estive no passado sábado (mais o meu amigo Estilhaço) em Matosinhos a acompanhar o basquetebol do FC Porto diante do Barreirense. Numa partida com uma assistência reduzida o FC Porto venceu o Barreirense, após prolongamento, por 98-96 (após um empate a 85 pontos), alcançando na liderança a Ovarense que perdeu pela 1ª vez. Começou melhor a turma do Barreiro mas ainda antes do intervalo os Dragões passaram para a frente (42-38) com Nuno Marçal a ser o melhor concretizador do FC Porto. No 3º período o FC Porto, com os seus 2 postes a registarem 4 faltas, viu o seu adversário passar de novo para a liderança no marcador. No 4º período o FC Porto resolveu aparecer e conseguiu as melhores jogadas do encontro mas aí alguns triplos incríveis dos homens do Sul mantiveram o marcador nivelado. Nos últimos lances Gentry (na foto) faz o 83-82 mas um triplo do Barreirense deixa o Porto à beira do desaire. No último ataque Toree Morris afunda após ganhar um ressalto e o Porto empata a 85 pontos a 3 segundos do fim!!! No prolongamento o Porto entra a todo o gás e um magistral triplo de Paulo Cunha deixa o FC Porto com 7 pontos de avanço que os Dragões depois souberam gerir. Vitória justa do Porto mas tenho que fazer alguns reparos. A qualidade dos Americanos tem que ser uma mais valia e se relativamente a Morris (precisa de mais concentração) e Gentry acho que estamos bem servidos, já quanto a Terrel não acredito que se mantenha no plantel até aos play-off. O novo recruta Payton não me convenceu totalmente mas ainda precisará de tempo. O espírito de grupo não me pareceu o melhor e alguns jogadores deixam transparecer evidente insatisfação por não serem mais utilizados. Gostei de Nuno Marçal (grande exibição com 29 pontos) e Paulo Cunha (18 pontos) com Gentry, Morris e Payton a aparecerem a espaços... A equipa entrou triste, algo desmotivada e só na parte final o Dragão deitou um pouco de fogo. Valeu o esforço para não estragarem a tarde ao Lucho... Agora no próximo fim de semana o FCPorto de Alberto Babo desloca-se aos Açores para defrontar o Lusitânia que este sábado venceu a Ovarense causando o 1º dissabor a Luís Magalhães. Porto e Ovarense lideram a prova com mais 2 vitórias que o Belenenses.

Hóquei: FC Porto segura vantagem confortável
1º FC Porto (31 pts, 13 jgs), 2º Viana (26 pts, 14 jgs), 3º Benfica (25 pts, 14 jgs)

Na última 4ª feira o FC Porto venceu no reduto do Ouriense por 7-5 numa partida complicada e em que os Dragões adormeceram um pouco depois do 1-4 com 3 golos de Jorge Silva e 1 de Filipe Santos nesta fase. O clube da casa reagiu e chegamos ao intervalo com 3-4 e com Edo Bosch expulso por 2 minutos. Na 2ª metade Reinaldo Ventura fez o 3-5 e depois André Azevedo bisou ficando desde logo o jogo decidido. Na parte final ainda reduziram para 2 golos de diferença mas a vitória já estava garantida. Esta partida teve uma arbitragem muito «rigorosa» para com o FC Porto com penaltys e livres directos inventados e 2 azuis muito forçados a E.Garcia e Edo Bosch. Tem sido assim desde o início. Não querem o hepta, está visto.

Este sábado o FC Porto iniciou a 2ª volta empatando 3-3 em casa do 2º classificado (Viana) mantendo a vantagem sobre os adversários uma vez que o Benfica também empatou em Oliveira de Azeméis. No jogo de Viana do Castelo o Porto chegou a estar a perder por 2-0 mas 2 golos oportunos do Argentino Emanuel Garcia deram outra motivação à equipa que passou mesmo para a frente com um golo do capitão Filipe Santos. A Juventude de Viana ainda chegou ao empate e segundo as palavras de Franklim Pais o resultado acaba por ser justo. O Porto continua a ser a única equipa que ainda não perdeu esta temporada... Nesta partida os árbitros assinalaram 3 livres directos e 2 penaltys contra o FC Porto, além de terem expulso Reinaldo Ventura por acumulação de cartões azuis... A vantagem do FC Porto, agora que se iniciou a 2ª volta é muito confortável mas há que ter muita cabeça para saber gerir algumas arbitragens encomendadas. A J.Viana mantém-se a 5 pontos do FC Porto enquanto o Benfica e a Oliveirense continuam a 6, mas destes todos o único com um jogo em atraso é o Porto, sinal que a vantagem dos Dragões será ainda maior, brevemente. Na próxima jornada o Porto recebe a Ac.Espinho devendo o jogo ser adiado para dia 18 ou 19. No próximo sábado (17h, RTP 2) os Dragões jogam para a Liga Europeia recebendo em Fânzeres o Vic de Espanha numa partida extremamente importante para o futuro do Porto nesta competição. É preciso um pavilhão cheio para dobrar este adversário complicado numa partida que termina às 18.30h bem a tempo de todos se deslocarem posteriormente para o Estádio do Dragão (20.45h, TVI) para verem o Porto- Guimarães.

Treinador da Semana: Franklim Pais
Jogador da Semana: Nuno Marçal


Para técnico da semana, escolho Franklim Pais que venceu na quarta feira em Ourém por 7-5 e no último sábado empatou 3-3 em Viana frente ao 2º classificado numa partida difícil conseguindo manter a vantagem sobre os adversários e a invencibilidade do hexacampeão....e para jogador da semana, a escolha recai em Nuno Marçal (na foto) pelos 29 pontos apontados diante do Barreirense sendo claramente o jogador mais motivado da equipa azul e branca. Ele e Paulo Cunha levaram a equipa às costas e esta semana quero também deixar uma palavra de apreço para Jorge Silva que na quarta feira marcou 3 importantes golos para a vitória do Porto sobre a J.Ouriense.

nota final: O próximo sábado é dia de festa para os membros deste blog. À noite há um jantar (sem mãe natal suponho...) mas o que mais me motiva é o jogo de futebol que o antecederá. O Lucho tem treinado noite e dia e prometo não deixar ficar mal visto o verdadeiro Lucho Gonzalez... Mas nada de pressão alta, deixem-me controlar a bola, pelo menos isso... Ainda não decidi por que equipa jogarei, vou estudar as propostas :)

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.

10 dezembro, 2007

Desta vez não houve Taça

Disputou-se este fim-de-semana a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, uma competição histórica e que, geralmente, serve para as equipas fazerem rodar os jogadores menos utilizados no campeonato, fazendo com que por vezes surjam os chamados “tomba-gigantes”. Nesta matéria, o FC Porto tem tido alguns dissabores nos últimos anos… basta lembrar o Fátima e o Atlético.

Contrariando estes dois “acidentes de percurso”, o FC Porto abordou, a julgar pelo que se ouviu na rádio, o jogo de uma forma mais séria, honesta e profissional do que as últimas participações do conjunto azul e branco em competições internas a eliminar!

Em Chaves, os pupilos de Jesualdo Ferreira responderam bem à oposição do Desportivo de Chaves, um clube com várias participações na 1ª divisão mas que milita numa divisão inferior do futebol português, estando já afastado da “alta roda” há já vários anos. Desta vez, o FC Porto não vacilou perante uma equipa de escalão inferior e com uma vitória clara e tranquila carimbou, muito justamente, a passagem à 5ª eliminatória da Taça.

Como nota final, não posso deixar de referir uma situação de que me apercebi pelos resumos que vi de alguns dos jogos desta eliminatória, mesmo aqueles que envolveram equipas da Bwin Liga: a miserável assistência nos estádios em que se disputaram os jogos deste fim-de-semana… Este é um problema que também se estende às outras competições (Bwin e Carlsberg Cup) e que, muito sinceramente, ou são tomadas medidas para atrair pessoas aos estádios ou então corre-se o risco das pessoas se desligarem DE VEZ do futebol em Portugal… De quem será a culpa?!?!?!?

09 dezembro, 2007

Futebol e Superstição

Antes do jogo Marselha - FC Porto, eu andava mesmo atribulado e encontrei uma Senhora com S Maiúsculo porque gosto muito dela, já é avó e percebe de futebol, que me disse que o Marselha ganharia ao Porto e logo respondi que "não" porque o Marselha é inferior ao Porto e que ademais estavam em plena mudança de treinador, pelo que não havia comparação possível entre o Porto e o Marselha.

Voltou responder-me que isso não tinha importância porque todas e todos estavam a rezar por Nossa Senhora das Graças que está bem lá em cima do rochedo bem em frente do velho Porto de Marselha... respondi-lhe que hoje em dia, o futebol era científico e que o se o FC Porto foi campeão em Viena em 1986, foi porque tinha tido um treinador, o Artur Jorge, que foi uns dos primeiros a utilizar as estatisticas e as matemáticas para elaborar um jogo e quando a ciência avança, a superstição recua e por aí adiante.

Como senti que não nos íamos entender, decidi falar de outra coisa porque sempre me ensinaram a respeitar as avós, mas só que durante o jogo não pude deixar de pensar na conversa da tarde com a avó porque vi a bola duas vezes seguidas bater no poste e perguntei-me se ali não havia protecção mais que desleal às redes do Marselha e se calhar, pensas tu que eu estou xê-xê ou que matutei demais para estar a escrever tamanha literatura.

Olha que não, olha que não, porque o Mais Velho lá da rua grande do meu bairro no coração do Porto não parava de contar histórias sobre as Antas, e que se o Nóbrega tinha falhado um penálti contra a Académica num jogo decisivo, era porque as Antas são Antas e um estádio construido em cima de sepulturas pré históricas sem contar com as almas vindas do fim do mundo que não gostam de ser pisadas e porque aspiram ao conforto após tantos anos de sossego não dá, porque não se pode correr em cima das almas, mesmo se o relvaldo é fofo.

Mas felizmente que o Mais Meio Velho lá da rua grande do meu bairro no coração do Porto contava que não era bem assim que e que haveria um dia de vir um sábio que saberia seduzir as almas das Antas e encontrara a boa música e o bom futebol porque nós éramos do Porto de Portogal, que descobriu almas e mundos, e que a História estava escrita.

E, como continuas a pensar que estou mesmo xê-xê, então lê bem o que te vou dar a ler. É um grande privilégio e que te sirva de lição:

“Recebi na antevéspera do jogo de quarta-feira entre brasileiros e chilenos uma telefonada, que era, vejam só, de uma freira, minha conhecida, e, quando pensei que ela ia falar-me de religião, falou-me foi de futebol, é verdade, mas misturado com religião. Em suma, o que ela queria é que eu escrevesse uma espécie de oração em verso a “Nossa Senhora das Graças” para que ajudasse os jogadores da selecção brasileira a derrotar os chilenos. “Nossa Senhora das Graças”, explicou-me ela, “é representada com os pés postos sobre uma bola que é o mundo. Esse detalhe, pode fornecer-lhe a imagem para escrever uma bela prece” – grande freira, que já foi missionária na China! – prometi à freira fazê-lo. Cheguei até a pôr a folha de papel na máquina, cheguei até a começar o poema-prece: “Nossa Senhora das Graças, Que tendes os pés sobre a bola do mundo, Eu, pecador, pobre de mim, Peço que os ponhas também na bola do campeonato, Quando os brasileiros avançarem com ela contra os chilenos...” Mas nesse momento a consciência me doeu : não era fair-play invocar o auxílio da Santa para o nosso quadro. Seria dopagem. Antes perder com honra do que vencer por graça da Senhora das Graças. Ganhar no esforço, ganhar no sangue, na fibra, na raça. Não rezei, e ganhamos aos chilenos, como espero que ganhemos dos checos. Com Pelé, ou sem Pelé! Com Garrincha, ou sem Garrincha!”. (1)

(1) : Este texto, praticamente desconhecido, é da autoria dum dos maiores vultos de sempre da literatura de expressão Portuguesa : Manuel Bandeira , in Música e Futebol.

Pois é !
E Viva o Porto !
PortoMaravilha

07 dezembro, 2007

Para lá do Marão... manda o Dragão!

Taça de Portugal 2007/08
07 de Dezembro de 2007
4º eliminatória
Estádio Municipal de Chaves, em Chaves
8.000 espectadores

fc porto: Nuno; Fucile, João Paulo, Pedro Emanuel «cap» e Lino; Mariano (Lisandro 76m), Bolatti, Kazmierczak e Leandro Lima (Lucho 62m); Hélder Postiga (Cech 89m) e Adriano.
golos: Hélder Postiga (53m) e Adriano (90m).

É, foi uma sensação muito estranha ao fim de tanto tempo voltar a reviver o nervoso miudinho ao ter que se ouvir o relato de um jogo do FC Porto via ondas hertzianas, única forma possível de ‘ver’ o que lá se passava naquele momento. Para ter sido um total regresso ao passado, faltou apenas a acompanhar a voz do Gomes Amaro no ‘Quadrante Norte’, onde em tantas e tantas tardes de domingo passadas, era os nossos olhos lá bem longe nos estádios por onde o FC Porto passava… velhos tempos, carago!

Como já seria de esperar, o FC Porto de hoje entrou muito diferente do habitual, com muitas e muitas alterações no onze titular, casos de: Nuno, João Paulo, Lino, Bolatti, Leandro Lima, Kazmierczak, Mariano, Adriano e Hélder Postiga. Dos habituais titulares ou apostas mais fortes na liga Bwin, apenas Fucile e Pedro Emanuel.

Quanto ao que pude perceber deste jogo através do relato, o Chaves terá entrado a todo o gáz, tendo nos primeiros 10 minutos, criado 2 oportunidades com muito perigo para a nossa defensiva que com maior ou menor dificuldade, lá conseguiu resolver o problema. A partir dos 30 minutos de jogo, grosso modo, terá conseguido estabilizar o seu futebol, ainda que até ao final da 1ª parte, apenas por 2 momentos terá levado perigo à baliza adversária sem qualquer proveito, razão pela qual, se chegou ao intervalo com o mesmo resultado do inicio do jogo.

Para a 2ª parte, o FC Porto terá entrado mais forte nas marcações, o que originou o inaugurar do marcador à passagem dos 53 minutos por Hélder Postiga que após assistência de cabeça por parte de Kazmierczak, rematou de primeira, fazendo a bola anichar-se no fundo das redes adversárias, fazendo o 0-1.

Terá sido a partir deste momento que o FC Porto assumiu o total controle do jogo, conseguindo então a partir dali demonstrar a sua superioridade em relação ao visitado. A partir da entrada de Lucho para o lugar de Leandro Lima (ao que parece, mais uma vez sem ponta de chama, ainda que pelo que foi relatado, passou grande parte do jogo fora do seu lugar no desenho táctico da equipa), a qualidade de jogo a meio campo por parte dos nossos cresceu exponencialmente, pelo que não foi de espantar que em cima do apito final, aos 90 minutos, após cruzamento de Lucho para o interior da área, Adriano, outro dos recentemente esquecidos pela equipe técnica, tenha feito o 0-2 final.

Agora, venha o próximo adversário para a 5ª eliminatória da Taça de Portugal.

azul + : Lucho González (VIPortista), Hélder Postiga, Adriano e Mariano González.

azul - : Leandro Lima.

arbitragem: Elmano Santos (Madeira).

Em busca das ‘chaves’ certas

Depois de longos anos de ausência do mapa desportivo nacional, chegou novamente a oportunidade de Trás-os-Montes voltar a ser tema de conversa no que ao futebol principal diz respeito, e tudo fruto da visita do FC Porto que irá acontecer mais logo, pelas 19h30, para o jogo da 4º eliminatória da Taça de Portugal, edição 2007/08, quando defrontar os transmontanos do Grupo Desportivo de Chaves no seu terreno.

Se é verdade que, e falando por mim, me satisfaz esta colagem de um clube transmontano às discussões futebolísticas, também não escondo que vejo este jogo com alguma apreensão, quer pela competição em si, quer mesmo pelo acontecido na época passada para o mesmo troféu, e até ainda muito recentemente, para a Taça da Liga.

Quando não se é profissional a ‘tempo inteiro’, tudo se torna mais difícil e como não sou crente em histórias do Pai Natal, não me passa sequer pela cabeça que venha a ocorrer um tal de ‘não há duas, sem três’. Por todos os motivos (já referenciados) e mais alguns, é bom que mais logo, os principais, as segundas ou terceiras escolhas, saibam encarar o jogo em Trás-os-Montes com seriedade e profissionalismo acentuado, mas também e acima de tudo, respeitem a nossa história e o ‘bom nome’ do FC Porto a defender.

Será esta mais uma oportunidade para se dar descanso a algumas das peças chaves da base deste FC Porto actual, e confirma-se de imediato esta opção técnica quando pensamos nas ausências confirmadas para este jogo na lista de convocados entretanto publicada (Helton, Bosingwa, Raul Meireles, Ricardo Quaresma e Sektioui foram poupados, a pensar já no jogo da próxima 3ª feira frente aos turcos do Besiktas, para a 6ª e última jornada da Liga dos Campeões), mas seria de todo importante que desta vez, a aplicação e determinação fosse em tudo contrária aos anteriores jogos para as ditas competições menores do futebol português.

Por tudo isso, e encarando a lista de convocados dada a conhecer na imprensa de hoje, apostaria no onze aqui delineado, composto por um mix de habituais titulares e outros nem tanto assim, mas que a meu ver, permitiria uma maior tranquilidade na condução do fio de jogo. Com o passar do tempo, e o resultado a isso permitisse, haveria que começar a fazerem-se as trocas dos jogadores base para o antecipado descanso e até mesmo se precaver de lesões que possam acontecer, onde o futebol costuma ser tão fértil.

Mais logo, confirmaremos o que nos reserva para este ano, a tal 4ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira onde entram as equipas da bwin Liga… para bem de todos, e principalmente para os jogadores considerados como ‘2ªs opções’, seria muito importante uma vitória concludente, com muita serenidade. A ver vamos mais logo.

Tenho muito orgulho em ser Tripeira!

De que mais poderia eu falar esta semana, senão da fantástica e magnífica vitória do FC Porto no galinheiro do passado sábado (01 de Dezembro) por 0-1?

Sei que o tema já foi bastante falado nestes últimos dias, mas não consigo deixar de reforçar a minha alegria pelo FC Porto ter ganho... e por vários motivos! Primeiro, como grande Portista que me considero e vivendo nesta terra de galinhas e lagartos, nada me dá maior gozo que vencer às galinhas, num jogo claramente limpinho, sem erros de arbitragem (a nosso favor) e que nos pudessem atacar de alguma forma, mas sobretudo, dá-me um enorme gozo termos dado um show de bola!

Mas ainda maior prazer tive quando depois de terminado o jogo, pendurei uma bandeira na janela da minha casa e mostrar o meu orgulho de ser Tripeira. E mais, Domingo (que até nem era para sair de casa) fui ao supermercado aqui perto com uma sweet-shirt dos Super Dragões vestida! Ainda ouvi uns comentários, mas como mulher honrada não tem ouvidos, foi como não tivessem dito nada! Sempre de sorriso na cara e orgulho no coração! Adorei ver a cara de algumas das pessoas, incomodadas com esta minha atitude! Provavelmente, terei ficado marcada cá no bairro e qualquer dia não me safo, mas sabe tão bem ver a cara de inveja desta gentinha!

Esta semana no trabalho ninguém me disse nada. Andava tudo muito caladinho, até eu mandar umas piadas engraçadas relativas ao fim de semana passado!

Mais engraçado ainda foi que a mister galinha tem como exemplo de GRANDE EQUIPA o FC Porto! Fantástico, não? Aqui realmente se mostra que não existe no mundo uma outra equipa fantástica e fabulosa como o (nosso) FC Porto!

Assim, ainda consegui gozar mais com o pessoal lá do escritório, agora que não têm nada para me picarem, aliás, os que gostavam de me espicaçar, sobretudo quando perdemos com o Fátima e que inclusivé me colocaram na secretária vários artigos sobre os milagres de Fátima, evitam-me à força toda. Fazem os possíveis e os impossíveis para não se cruzarem comigo nos corredores! De facto, deve ser muito triste ser cobarde! Mas também é um sentimento que nunca irei saber, nem eu, nem nenhum Portista de coração.

Tenho orgulho no que sou!
Tenho orgulho no meu Clube!
E sobretudo, tenho orgulho de ser Tripeira!

Saudações Azuis e Brancas e até para a semana da,
Sodani.

06 dezembro, 2007

Realidade virtual

Imagine o leitor que não pertence a este cantinho à beira-mar plantado. Por momentos, deixe-se levar no mundo do faz-de-conta. Não é um nativo, indígena ou o que quer que seja a este País. Não percebe nada das tricas políticas, do mundo crispado das finanças ou sequer das tácticas de guerrilha habituais no futebol luso. Nunca ouviu falar no processo Casa Pia, do rocambolesco caso chamado Apito Dourado ou da existência de escutas telefónicas, a qualquer um, em qualquer local, sem o mínimo de controlo, ao bom estilo do Big Brother totalitário.

Resumindo, o leitor encarna um bom vivant, adepto do cosmopolitismo, vivendo no 1º Mundo, num qualquer País abastado e evoluído. Sem nada para fazer ao tempo, resolve embarcar numa viagem turística. Escolhe Portugal. Atrai-o a ideia de radicalismo, mesmo que isso represente apenas a experiência de viver frugalmente num 5 estrelas, neste estado democrático. Sente aquela pontada de ansiedade, misturada com a excitação de desvendar os segredos de um local milenar, onde os homens arrotam sonoramente depois do almoço, usam grandes bigodes, palitam os dentes em público e as mulheres, de forma reverente, caminham sempre dois passos atrás dos maridos.

Aterra em Lisboa. Disseram-lhe que é a capital. Encolhe os ombros. Para si, pouco importa. Tentaram convencê-lo, na agência de viagens, a viajar em low-cost, para o pitoresco Norte. Recusou liminarmente. Não pelos baixos preços, que conferiam até uma aura de algum romantismo à viagem, relembrando tempos passados, mas porque se recordou de ter lido, num qualquer jornal de economia, sobre o conflito de interesses que envolviam a companhia de aviação e a entidade que gere os aeroportos.

Acha piada ao futebol. Não como um verdadeiro adepto, capaz de berrar até à rouquidão pelo emblema que venera, ou exultando em saltos acrobáticos com a marcação de um golo, mas com um interesse mais sociológico. Poliglota, resolve comprar, durante a estadia, os jornais desportivos. Lê-os atentamente, devorando os artigos de opinião, fascinado pelas parangonas. Dia após dia após dia após dia. Percebe as loas, os hossanas, os elogios rasgados, o orgulho exaltado. Sente o coração de um Povo a pulsar. Consegue comungar e partilhar desse sentimento de fé, genuíno. Embarca de regresso.

Dias depois, num daqueles habituais e circunspectos colóquios sociais, num qualquer salão de chá, murmura para os seus companheiros de tertúlias:
“Lá em Portugal, existe uma grande equipa de futebol, adorada pelos adeptos, movimentando milhões. Todos se curvam à sua passagem, quase como se vissem ali um milagre, tal é o nível de paixão religiosa que lhe devotam”, proclama, sentindo a satisfação tomar conta de si, ao ver o ar interessado dos companheiros.

Um deles, pousando o Financial Times exclama, excitado:
“Eu sei. É o Porto. Belíssima equipa. Vi-os a jogar…”, mas a frase foi interrompida pelo primeiro.

“O Porto?”, pergunta ele, intrigado. “Quem são esses?”, e um sorriso trocista baila-lhe nos lábios. “Estive lá uma semana e nunca li nada sobre eles… agora sobre o Benfica, era todos os dias”. Finalizou, contente com o seu argumento. Não gostava de ser contrariado.

O seu interlocutor soltou uma gargalhada divertida. Abanou a cabeça, perplexo. “Estiveste lá uma semana?”, questionou, de forma retórica. “Pois eu vivi lá uns meses… e sei do que falo. A melhor equipa portuguesa é o Porto, sem dúvida alguma. Venceram a UEFA e a Champions, em anos seguidos, são os campeões em título…”

“Mas… mas… tens a certeza?", pergunta o 1º, já com a sombra da dúvida instalada na face. "Esses não foram derrotados contundentemente pelos ingleses do Liverpool?", e sorriu, novamente satisfeito com a sua réplica. "E o Benfica, ao invés, bateu o pé ao campeão europeu...". Vendo o ar malicioso no seu companheiro, resolveu acrescentar um pormenor que lhe pareceu a prova definitiva:

"E um jornal até titulou que foi o regresso às grandes noites europeias. Ah pois"!, suspirou, levando delicadamente a chávena de chá aos lábios.

O outro não respondeu de imeadiato. Limitou-se a abanar a cabeça. Pousou o jornal que lia, com gestos vagarosos, levantou-se sem pronunciar palavra, e saiu.

O recém-chegado de Portugal, perante o ar interrogativo dos restantes companheiros de discussão, limitou-se a encolher os ombros, replicando: "Não tenho culpa que ele não tenha poder de encaixe!". No seu íntimo, sentia-se a regozijar. O sorriso, no entanto, foi efémero, perante a entrada do outro.

Este, sem pronunciar palavra, sentou-se novamente à mesa, abriu uma pasta de cabedal, fingiu que procurava algo, e retirou um jornal, algo amarelecido. Folheou as páginas, puxou de um marcador vermelho, e sublinhou algo, perante a crescente curiosidade dos amigos. Finalmente, com gestos estudados, pousou um jornal na mesa do outro, onde se destacavam as partes sublinhadas. Maliciosamente, estudou o rosto do amigo que tinha elogiado os encarnados. Estava branco como a cal, com a cor sumida repentinamente do rosto.

Este pequeno exercício de imaginação serve apenas para desnudar a falta de pudor e seriedade a que se assiste, com crescente preocupação, nos meios de comunicação social, ou me(r)dia, como muito bem os apostrofou o Estilhaço. A noite de quarta-feira (semana anterior) foi, no mínimo, surrealista. A onda de euforia que varreu o País, de lés a lés, faria supor ao mais incauto espectador, que o Benfica tinha cometido uma proeza. Mas não. Pese o empate frente ao Milão [resultado que chegava aos italianos], os encarnados viram-se automaticamente excluídos da prova. A excitação continuou, numa escalada debochada, até à noite de sábado, com o combate de titãs previsto, onde "apenas" 4 pontos separavam as duas equipas. Numa espécie de realidade virtual, parecia que o papéis estavam invertidos. Pois. Isso era no início. O Porto, como quase sempre, respondeu da forma habitual, jogando com classe e vencendo com contundência. São cerca de 740 dias na liderança, consecutivamente. E, para os adversários, nada pior do que olharem, semana após semana, para a classificação e verem, lá no alto, dominador, intransigente, o nome do clube que lhes esmaga os sonhos, sem piedade: FUTEBOL CLUBE DO PORTO!

ps - Tentou fazer-se um caso, nado-morto à nascença, do arrufo no final entre Jesualdo e Nuno Gomes. Confesso que ao ler o motivo do desaguizado, o treinador portista subiu exponencialmente na minha consideração. Passar 90 minutos a ser apostrofado, vaiado, insultado, vendo dezenas de objectos a serem arremessados na sua direcção, esmaga o lado de bom samaritano de qualquer um de nós. Foi o que aconteceu ao nosso Mister. Pena que não tenha respondido com a elevação necessária ao comentário viperino de Nuno Gomes. Mais do que mandá-lo fo**r, era a altura indicada para deixar um singelo "obrigado, Nuno, não nos defraudaste". O avançado do Benfica foi igual a ele próprio, dentro do campo. E, quando assim é, os adversários podem sorrir de satisfação.

Castro terá deitado tudo a perder

Vitória Guimarães 1-0 FC Porto

Liga Intercalar 2007/08
05 de Dezembro de 2007
2ª jornada do Campeonato de Inverno

Complexo Desportivo do Vitória SC, em Guimarães

fc porto: Nuno «cap.»; Castro, André Pinto, Eridson e Graça; Ricardo Miguel, André André, Marco Aurélio e Alexandre Freitas; Rui Pedro e Edgar.
substituições: Ventura, Ricardo Dias, Cristiano Seixas, Jorge Chula e Tengarrinha.
marcadores: Tiago Ronaldo (29m)

A resposta positiva da equipa do FC Porto ao teste da deslocação a Guimarães, a contar para a segunda jornada do Campeonato de Inverno da Liga Intercalar, não é, de forma alguma, ofuscada pelo resultado obtido. Em plano de destaque estiveram vários jovens atletas dos Dragões, perfeitamente integrados no lote dos cinco jogadores do plantel principal, que deixaram sinais evidentes de qualidade, augúrio de um futuro promissor ao serviço da formação azul e branca.

Perante um Vitória de Guimarães que alinhou com 10 jogadores da primeira equipa do clube, a formação azul e branca, esta tarde orientada por João Pinto, cedo demonstrou vontade de fazer sobressair a qualidade de jogo patenteada.

Em tarde de chuva e perante um opositor de nomeada, o balanço positivo do teste portista sai reforçado pela exibição de carácter e qualidade demonstrada pelos talentos em forja nos escalões mais jovens dos Dragões.

O próximo passo da caminhada portista na Liga Intercalar está agendado para 12 de Dezembro, com a recepção ao SC Braga, em partida referente à terceira ronda da competição.

A Liga Intercalar, nova competição que surgiu no panorama do futebol português, teve o seu início marcado para 28 de Novembro com a participação de 10 formações: FC Porto, Braga, V. Guimarães, Boavista, Leixões, Varzim, Gondomar, Desp. Aves, Penafiel e Trofense. Com um formato dividido em dois campeonatos, um de Inverno (1ª volta) e um outro de Primavera (2ª volta), são apurados os dois primeiros classificados de cada uma das voltas que jogarão entre si as meias-finais a duas mãos, marcadas para 9 e 30 de Abril. A final será em campo neutro e será disputada a 30 de Abril de 2008.

O objectivo da competição, que terá os seus jogos agendados para quarta à tarde, é permitir um maior ritmo de jogo a atletas menos utilizados, a afirmação de jovens valores e a actuação de jogadores a recuperarem de lesões.

Confira aqui o calendário desta nova competição.