20 março, 2008

Liga Bwin... a dobrar!!

A convite do caríssimo bLuE bOy, o presidente do blog, é com muita honra que escrevo estas próximas linhas num espaço de discussão ímpar da NAÇÃO azul e branca, o qual já acompanho faz algum tempo.

A todos os habituais cronistas, que muito prezo, não só pela superior qualidade, mas também pela diversidade, de ver, sentir, analisar e amar o nosso FC Porto, quero desde já pedir desculpa pela intromissão... prometo que não volta a acontecer :D

Dito isto, vou explanar logo aqui abaixo tudo aquilo que me vai na alma.

Pelo que tenho lido aqui por estas bandas, tenho sentido um sentimento vacilante por parte da grande maioria dos Portistas. Tal repercute-se na forma de sentir, como vai o nosso campeonato. Claro que todos nós sentimos um enorme orgulho pela forma fácil, confortável e tranquila que semana após semana, o FC Porto passeia e espalha a classe e o bom futebol nesses estádios por esse país fora, sendo que a recompensa são os inevitáveis 3 pontos ao final de cada jogo e o aumento da diferença pontual em relação aos perseguidores e uma satisfação inigualável.

Ninguém mais do que os Portistas gosta de vencer… ninguém mais do que os Portistas gosta de dar baile aos clubezinhos da mourolândia… ninguém mais do que os Portistas gosta de trocar capas de jornais por troféus a sério.

Por outro lado, sinto que os Portistas (eu incluído) andam um pouco aborrecidos com as facilidades que nos têm sido concedidas ao ponto de parecer que o campeonato é uma competição de segundo plano que estamos a disputar e ganhar, como se fosse algo de mera obrigação, sem com isso dar o devido valor à maior prova de Portugal, dando-o sim por vezes, à Taça de Oeiras como lhe chama o nosso Presidente, ou a outra «treta» qualquer.

E isto acontece porquê??? São pontos a mais é fácil de mais!!! É tempo a mais à espera de vencer algo que é um dado adquirido faz tempo.

Sendo assim tenho algo para apresentar a todos vocês!

Visto que a espera pela glória se tem tornado penosa por ser tão longa, proponho uma alteração aos moldes do campeonato Português. Em vez de um, passaríamos a ter DOIS por ano!!! E porquê?

Principal motivo: comemorar duas vezes sabe sempre melhor do que uma e os Portistas não se cansam de comemorar!!!

Assim sendo acho que a solução a adoptar seria a seguinte e tomando por base parte o campeonato Escocês.

-Reduzir o número de equipas no principal escalão.
-Fazer dois campeonatos um de Inverno e outro de Verão.

Se o principal motivo acima descrito é o mais saboroso (vencer e vencer e vencer…), outros também o seriam. Bem sei que com esta medida, seria criar uma elite de clubes, mas traria as suas vantagens.

Assim sendo, o nosso campeonato passaria a ser disputado por equipas com melhor qualidade, por equipas que poderiam dar mais um pouco de aperto e luta, e até alguns crónicos ditos grandes podiam até descer de divisão… mas não só, o grave problema do FC Porto passa por não ter receitas para poder lutar com alguns tubarões da Europa, sendo que assim iríamos ter mais receitas, na medida em que o bolo das transmissões televisivas seria a dividir por menos, o campeonato português seria mais cobiçado internacionalmente e teríamos mais jogos emocionantes para encher mais vezes o estádio.

Os «outros» lá da segunda circular e os pasquins de Lisboa também concerteza concordariam. Isto porque, podiam sempre sonhar duas vezes em poder ser campeões (salvo seja, por proferir tal barbaridade).

Para o Benfas do Orelhas, seria mais fácil querer recomeçar os ciclos, pois tornava a sua periodicidade menor e troca de treinador visto que esse é o período de duração médio que eles duram no Benfas, iludir-se e iludir com contratações fantasiosas de americanos e chineses, ele que tanto apregoa aos quatro cantos do mundo que vai fazer dos rosinhas a maior equipa da Europa.

Para os gatinhos sem garras, que vivem na eterna esperança do «para a próxima é que é…», sempre era mais fácil, pois assim recomeçam a acreditar duas vezes por ano, além de que as diferenças pontuais para o FC Porto podiam assim ser inferiores a 20 pontos em cada campeonato, visto haver menos jornadas.

Para os pasquins, seria «ouro sobre azul», não porque eles fossem falar do FC Porto, mas porque assim podiam continuar a impingir a esse bando de acéfalos o que bem lhes apetecia duas vezes por ano, logo venderiam mais jornais, visto que para esse bando de energúmenos (jornalistas e directores de jornais), a palavra do Orelhas é como a palavra do Senhor e se a fé alimenta paixões, por isso também deve vender jornais (e que jeito isso nos têm dado…).

Assim proponho para Portugal um género de liga Bwin, com um toque de liga Intercalar…

Saudações azuis e brancas,
Carlos Pinto.

Em busca do tempo perdido...

FC Porto 2-1 Penafiel

Liga Intercalar 2007/08
19 de Março de 2008
7ª jornada do Campeonato de Primavera

Estádio do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival

FC Porto: Ventura; Eridson, Stepanov, Stephane e Graça; Castro, Bolatti e Josué; Mariano, Miguel Galeão e Marco Aurélio.
jogaram ainda: Kazmierczak, Chula e Figueiredo.

treinador: João Pinto.

Penafiel: Avelino; Celso, João Pedro, Franco e Hélder; Rafa, Rui Sampaio, Alex e Jean; Thiago e Nelson Campos.
jogaram ainda: Penela, Calamari, Fabrício, Diego e Guedes.

treinador: António Sousa.

marcadores: Marco Aurélio (21m), Mariano (36m) e Jean (70m).

A atravessar um bom momento na prova, o FC Porto bateu o Penafiel por 2-1 no encontro da sétima jornada do Campeonato de Primavera da Liga Intercalar, num desafio em que os Dragões revelaram, sobretudo na primeira metade, muita ambição, traduzida em números por dois golos de grande nível e belo efeito, assinados por Marco Aurélio, após uma desatenção da defesa contrária, e Mariano, na marcação de um livre directo.

Os Dragões voltam a jogar para a Liga Intercalar já esta sexta-feira, no Estádio Municipal de Braga, onde cumprem, a partir das 11h00, frente ao conjunto local, o jogo em atraso da terceira ronda do Campeonato de Primavera.
fonte: FCPorto.pt

A Liga Intercalar, nova competição que surgiu no panorama do futebol português, teve o seu início marcado para 28 de Novembro com a participação de 10 formações: FC Porto, Braga, V. Guimarães, Boavista, Leixões, Varzim, Gondomar, Desp. Aves, Penafiel e Trofense. Com um formato dividido em dois campeonatos, um de Inverno (1ª volta) e um outro de Primavera (2ª volta), são apurados os dois primeiros classificados de cada uma das voltas que jogarão entre si as meias-finais a duas mãos, marcadas para 9 e 30 de Abril. A final será em campo neutro e será disputada a 30 de Abril de 2008.

O objectivo da competição, que terá os seus jogos agendados para quarta à tarde, é permitir um maior ritmo de jogo a atletas menos utilizados, a afirmação de jovens valores e a actuação de jogadores a recuperarem de lesões.

Confira aqui o calendário desta nova competição.

19 março, 2008

E os indígenas somos nós?

Pois, este fim-de-semana não há futebol de Liga. Fica-se pela não menos importante Taça da mesma dando-se assim algum uso ao Estádio Algarve. Que vença o melhor.

Na Liga em si e a 7 jornadas do fim, com 21 pontos em jogo leva-se 16 do adversário, que até são dois, mais próximo. Faltam assim 5, talvez 6 pontos para que o Porto saia para a rua, este ano ainda mais cedo. E quanto mais cedo melhor levando ao desespero uns tais fazedores de opinião que, pasme-se, chegam até a inventar que 'o golo da vitória do FC Porto foi marcado em gritante fora-de-jogo de Lisandro' dando ainda ênfase a que '50% dos golos do argentino foram marcados nessa posição'. Sim, será de compreender que a Liga 'tornou-se uma grande chatice' para tais personagens mas algo vai mal, mesmo muito mal, quando se escreve sem qualquer noção da realidade.

Será da vergonha, estampada nos diários do País vizinho?
Será da qualidade do cristal, a poucas dezenas de Euros + IVA?
Será da equipa, com 4 defesas laterais num total de 9 jogadores defensivos, na boa politica de tentar defender o 2º. lugar?
Será do fumo sem fogo?
Ou será da difícil digestão de um tal de clube apetitoso?

A verdade é que não sei e pouca vontade tenho em querer saber.
Com cruzes ou sem elas, com canhotos ou destros o importante é que se arrume o Tri de uma vez por todas e se começa já a amealhar pontos para o próximo campeonato. Esse sim, é que vai for. Aos fazedores de opinião aconselha-se a verem os jogos ou a uma visita ao oftalmologista.

Ou será até caso para parafrasear aquele que, preocupado em poupar os fundos da Federação, se desloca a Valência em sinal de apoio a determinado jogador: 'E os indígenas somos nós?'

O meu primeiro Dia do Pai...

Se até então me considerava apenas mais um que vegetava neste mundo, desde 23 de Abril de 2007 que a minha vida mudou por completo (aqui e aqui), e continua a mudar a cada dia que passa. A cada centímetro que o seu corpo minúsculo cresce, a minha responsabilidade aumenta um quilómetro. E a minha felicidade cresce na mesma proporção: se nos primeiros dias ficava assim meio pró palerma só de vê-la abrir os seus pequenos olhos côr de mel, hoje, dou por mim a rir-me às gargalhadas como um perfeito idiota quando ela faz uma travessura qualquer e me olha com aquele olhar do mais puro e inocente. E afinal, qual é a piada? A piada é que já não sou mais um único individuo. A minha filha Leonor é um pouco de mim também!

Hoje, vou comemorar o meu primeiro Dia do Pai e sinceramente, não estou nem um pouco preocupado em receber ou não presentes. Para mim, não há maior presente que possa receber do que poder olhar-me ao espelho todas as manhãs e falar em voz baixinha, para que ninguém mais me ouça: “eu sou Pai, carago!!”.

O melhor que um filho tem, é percebermos de imediato que todos os problemas do mundo, sejam eles quais forem, parecem ridículos e distantes. Apenas desejo segurar a minha filha ao colo, bem juntinha ao meu peito, e sonhar que o mundo afinal é perfeito.

Que me perdoem todos vocês este post em off-topic ao tema central deste espaço, mas como hoje é um dia especial para todos os Pais, muito em particular para mim próprio porque é o meu primeiro do resto da minha vida, não queria deixar passar esta data em claro, nem tão pouco deixar de desejar a todos aqueles que já conhecem esta magnifica experiência, um Feliz Dia dos Pais para todos nós!!!

Importam-se de deixar jogar futebol?

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

Decidir contra o FC Porto parece ser condição de subida na carreira.

Reconheço que ultimamente tenho andado um bocado repetitivo com este tema, mas a verdade é que são os factos e a sua repetição constante que a isso me obrigam. Refiro-me aos foras-de-jogo mal assinalados pelos nossos bandeirinhas que, de tendência, já passaram a praga. Tenho-os visto às dúzias em vários jogos, mas, em especial, nos jogos do FC Porto. Não por acaso e sim por razões concretas: porque o FC Porto é a equipa que mais ataca e mais golos marca no campeonato; porque tem um tipo de futebol que vive do passe em profundidade para as alas ou do passe de ruptura pelo centro da defesa; e porque, hoje, decidir contra o FC Porto parece ser condição de subida na carreira para árbitros e assistentes.

Nos últimos três jogos internos do FC Porto — contra Paços de Ferreira, Académica e Leixões — a tendência acentuou-se até chegar a um ponto que causa indignação. É verdade que, felizmente para a verdade desportiva, nenhum dos foras-de-jogo mal assinalados ao ataque portista nesses jogos colocou em causa o triunfo final. E é verdade também que, contra o Paços, o segundo golo do Porto nasceu de um off-side não assinalado e, contra o Leixões, talvez o segundo golo também tenha sido em fora-de-jogo. Mas, em contrapartida, em ambos os jogos o ataque portista foi travado inúmeras vezes por erros dos fiscais-de-linha, às vezes grosseiros.

Contra o Leixões, nos primeiros doze minutos de jogo, o fiscal-de-linha que acompanhava o ataque do Porto conseguiu assinalar três foras-de-jogo todos mal marcados e dois deles inacreditáveis. Não por acaso, todos três travaram jogadas de golo iminente, com um avançado a ficar sozinho só com o guarda-redes pela frente, porque todos nasceram de passes a rasgar a defesa leixonense pelo centro. Ao ver a tranquilidade com que aquele fiscal-de-linha conseguiu em apenas doze minutos anular indevidamente três jogadas de golo portista, pus-me a pensar que só havia três razões possíveis para tal:

a) o homem tinha uma clara embirração pelo azul e branco;

b) o homem sofre de necessidade de afirmação, gostando de dar nas vistas, ser focado pelas câmaras de televisão ou tornar-se objecto de embirração para milhares ou milhões de portistas no estádio ou em frente à televisão; ou

c) o homem é totalmente incapaz para a função (hipótese mais provável). Seja, pois, por parcialidade, por exibicionismo ou por incompetência, a mim parece-me que este fiscal-de-linha não pode e não deve voltar a pisar um relvado da primeira Liga. Com a sua leviandade de julgamento, ele poderia ter determinado o resultado do jogo e, com isso, interferido, por exemplo, na questão da permanência do Leixões na 1.ª divisão. E amanhã pode (o que agora não era, felizmente, o caso), interferir na atribuição do título ou da Taça de Portugal.

Nos últimos jogos do FC Porto, há sempre golos anulados por off-side, jogadas mal anuladas por pretenso off-side, e uma preciosa ajuda dos árbitros ao sistema castrador da defesa em linha. A questão só não se tornou ainda objecto de problemas sérios porque é o FC Porto e porque este traz de há muito o campeonato assegurado. Mas podia ter muitos mais golos marcados, que não tem (em especial, Lisandro López, a grande vítima dos off-sides inventados), e podia dar muito mais espectáculo, se o deixassem.

Mas há, mesmo assim, outras implicações a que a Comissão de Arbitragem não pode continuar indiferente. Jesualdo Ferreira explicava, no final do jogo com o Leixões, que a equipa passa a semana a treinar os passes em profundidade para as alas e os passes de ruptura pelo centro: é por isso que o FC Porto joga com dois extremos de raiz (uma raridade nos tempos que correm), e é para isso que mantém ao seu serviço, e a fazer uma época espectacular, o melhor «passador» e mestre das assistências para golo: Lucho González. Ora, como disse Jesualdo e com razão, o facto de o futebol ensaiado e desenvolvido pela equipa ser sistematicamente travado nos jogos pelos erros dos auxiliares, desmoraliza os jogadores e, em última análise, torna-os até descrentes do sistema de jogo adoptado. A questão é clara: o FC Porto joga o melhor e o mais bonito futebol do campeonato; a equipa trabalha todas as semanas para isso e não é aceitável que o trabalho feito e a qualidade do futebol exibido sejam altamente prejudicados pela incompetência de quem não pode tornar-se figura decisiva dos jogos e pelas más razões. É óbvio que há margens de erros inevitáveis e admissíveis e não é disso que falo. Mas ver o fiscal-de-linha levantar automaticamente a bandeirola logo que se apercebe do Lucho a rasgar um passe de morte pelo centro da defesa adversária e o Lisandro a antecipá-lo e a correr entre os defesas para o ir recolher à frente e ficar isolado, isso não é admissível. E, de tão frequente, de tão automático que parece o gesto, começa a nascer a suspeita de que há uma pré-determinação dos fiscais-de-linha (ao arrepio do que manda a FIFA), de, na dúvida — ou antes mesmo de qualquer dúvida — assinalar off-side ao ataque portista.

Duvido que estes fiscais de linha se lembrem de um alemão chamado Günter Netzer, que jogou no Nuremberg e depois no Real Madrid, aí pelo final da década de setenta, princípio da de oitenta. Ou, menos ainda, de um senhor chamado Hernâni, que jogou como número dez do FC Porto na década de sessenta. Qualquer dos dois ficou a dever o melhor da sua fama à extraordinária capacidade de passe à distância que revelavam. Eram capazes de colocar uma bola a trinta ou quarenta metros de distância à frente do avançado, deixando-o cara a cara com o guarda-redes, depois de o passe ter aberto a defesa de alto a baixo. E uma das coisas mais bonitas do futebol é o passe que opera a ruptura, que, por si só, é capaz de mudar num instante o sentido do jogo, desbaratando as defesas e as melhores tácticas defensivas. Porque sempre fui um apaixonado por esse tipo de futebol — em oposição ao futebol de progressão lenta em passe curto e lateralizado — sou também um defensor acérrimo de que todos os campos da primeira Liga deveriam ter as dimensões máximas. Creio mesmo que essa é uma das razões pelas quais o futebol que vemos das ligas espanhola, italiana ou inglesa, nos parece sempre mais espectacular que o nosso: porque usa o máximo de espaço permitido e não o mínimo, e o grande futebol é feito de espaço e movimento. Ao invés, sustento que é impossível ver-se bom futebol em campos como o do Nacional, do Paços ou do Estrela da Amadora. E se, às dimensões reduzidas de alguns campos, se junta ainda a defesa em linha da equipa mais fraca e se a estes factores vem também somar-se os off-sides mal assinalados à equipa que mais ataca, então é virtualmente impossível termos um bom jogo de futebol. Também por isso sustento há muito esta heresia: num Nacional-FC Porto ou num Estrela da Amadora-FC Porto, o favorito, à partida, não é o FC Porto, mas sim os anfitriões. Porque ali o bom futebol não é solução; a solução é a melhor equipa adaptar-se a jogar pior. Como portista, estes são os jogos do campeonato que eu mais temo.

Agora, já basta o que basta: os campos pequenos, os relvados mal tratados, as tácticas ultradefensivas, o público fanatizado, que tanto lhe faz que se jogue bem como mal, desde que a sua equipa não perca. Dispensava-se também a colaboração de fiscais-de-linha incompetentes para ajudar à degradação do futebol que temos.

in jornal “A BOLA” de 2008.03.18
fonte: "Futebolar"

18 março, 2008

Humilhação na Catalunha...

Este fim de semana começou bem com a nossa vitória no futebol diante do Leixões (deixando o «tri» cada vez mais perto), mas terminou com uma grande decepção em plena Catalunha onde o hóquei em patins do FC Porto se viu eliminado da Liga Europeia... na 1ª derrota da época!! O basquetebol continua em fase ascendente e encostou à Ovarense, enquanto o andebol só volta ao activo dia 29 de Março.

Basquetebol: Ovarense e FC Porto lado a lado...
1º Ovarense (3 derrotas, 19 jgs), 2º FC Porto (3 derrotas, 19 jgs), 3º Vagos (9 derrotas, 19 jgs).

crónica do CAB/FC Porto (56-74): Esta jornada 19 marcou o regresso do FC Porto ao 1º lugar com os mesmos pontos da Ovarense. Os vareiros perderam com o Belenenses e sentem agora a ameaçadora companhia do FC Porto. Frente ao CAB (em Vila Nova de Poiares), o FC Porto com um 3º período arrasador traçou em definitivo o rumo do jogo. Julian Terrell (na foto), Marçal e Gentry foram, uma vez mais decisivos. O 1º posto da fase regular vai-se decidir na próxima jornada em campo neutro (dia 29 ou 30 de Março) com um escaldante FC Porto/Ovarense. Quem ganhar pode até perder na última jornada que mesmo assim não perde a 1ª posição. Amanhã, pelas 21 horas, os pupilos de Alberto Babo deslocam-se ao Sampaense para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, competição ganha pelo FC Porto nas últimas 2 edições. Este FC Porto promete...

Hóquei: Porto goleado diz adeus à Europa...
1º FC Porto (70 pts, 26 jgs), 2º Benfica (55 pts, 26 jgs), 3º Oliveirense (51 pts, 26 jgs).

crónica do Vic/FC Porto (4-0): O Porto é hexacampeão, andou a passear na fase regular do campeonato interno desta época (sem qualquer derrota), mas também na liga Europeia, chegando à última ronda necessitando apenas de perder até 3 golos de diferença. Aquilo a que assisti pela RTP2 foi mau de mais para ser narrado. Vou ser breve. O FC Porto, o símbolo do clube, as nossas camisolas não foram respeitadas pelos homens que as vestiram. Entraram com aquela postura de craques, que vão lá só para dar uns autógrafos e nem se preocuparam quando já perdiam por 2 ou 3. Só começaram a correr quando já estavam fora, a perder por 4. Esta humilhação que sofremos em Vic não tem justificação. Pelo que a equipa demonstrou no domingo, ao levar um banho dos jovens Espanhóis, penso que passou a equipa que mais mereceu. Com aquela atitude, com tanta displicência e falta de garra não iamos fazer nada à final-four. Ainda se poupam uns euros... agora é levantar a cabeça, ganhar o hepta e fazer regressar a humildade que esteve nos 6 títulos do nosso hexa. Só assim os adeptos irão esquecer esta tarde de pesadelo. E não venham com desculpas de arbitragens e ambientes terríveis porque desta vez não colhe. Estarei a ser injusto? Não creio. Provem que a tarde de domingo foi só um dia mau e tudo se esquece...

Treinador da Semana: Alberto Babo
Jogador da Semana: Julian Terrell


Para técnico da semana, escolho Alberto Babo, por mais uma vitória numa jornada em que alcançamos a Ovarense e... para jogador da semana, a escolha recai em Julian Terrell por ter sido o MVP da partida frente ao CAB com 19 pontos e 12 ressaltos.

Natação: No Campeonato zonal Norte de Infantis em Piscina Curta (25m) que decorreu na Mealhada, o FC Porto foi 3º classificado em medalhas (6 ouro, 4 prata e 3 bronze). No Campeonato Regional de Juniores e Seniores em Piscina Longa (50m)que decorreu na Póvoa de Varzim, o FC Porto foi 2º classificado em medalhas (16 ouro, 17 prata e 18 bronze). Assim, os Infantis terminaram a época de Inverno com uma prestação positiva, começando agora a preparar a época de Verão que termina com a principal competição do ano, o Campeonato Nacional de Infantis (50m) em Famalicão. Quanto aos Juniores e Seniores, passaram mais uma etapa de preparação para os Campeonatos Nacionais (Open de Portugal) que se realizam de 28 a 30 Março, em Coimbra. Os nadadores Luís Monteiro e Paulo Santos, duas das principais referências da nossa equipa sénior masculina, participaram no Grand Prix 2008 na Suécia. O Luís Monteiro ganhou a medalha de prata nos 200 Mariposa e o Paulo Santos ganhou a de bronze nos 50 Livres. O Luís ainda foi à final dos 200 Livres e o Paulo à final dos 100 Livres.

Recorde agora Jorge Araújo, antigo treinador do FC Porto na modalidade de basquetebol:

Situem-se... finalíssima do campeonato Nacional de basquetebol, época de 1994/95, Pavilhão da Luz, time-out pedido por um dos técnicos a poucos instantes do fim, a jovem equipa do FC Porto tinha obrigado o hexacampeão Benfica à disputa do 5º e último jogo, decisivo para o título dessa época. Nesse instante quando o jogo já está mais que decidido a favor do clube da casa, vê-se pelas imagens da RTP2, o Professor Jorge Araújo a obrigar os jovens jogadores do FC Porto a levantarem a cabeça quando o desânimo era evidente entre todos eles. No final da partida as palavras de Jorge Araújo são estas: «Esta equipa sabe o que vale, sabe que vai ganhar títulos, só não sabe é ainda se será na próxima época, mas todos eles sabem que o seu momento está a chegar, nas derrotas também se cresce, também se aprende».

Na época seguinte o FC Porto volta a disputar com o Benfica (heptacampeão) a final do campeonato e em pleno Pavilhão da Luz (4º jogo) a festa é, desta vez, azul e branca. Miller, Rui Santos, Marçal, Paulo Pinto, Fernando Sá, entre outros, tinham o seu momento de glória num domingo da Primavera de 1996. No último jogo de Carlos Lisboa no Benfica, o FC Porto sagra-se Campeão Nacional abatendo o, até então, dominador da modalidade, Benfica de Mário Palma. Jorge Araújo (Babo era o seu adjunto) foi o técnico que levou a equipa à glória e o FC Porto regressou aos títulos 13 anos depois.

Logo a seguir, ainda com Jorge Araújo, o FC Porto sagrou-se bicampeão e nas competições Europeias fez história com o apuramento para os quartos de final da Taça da Europa de Clubes (o FC Porto ganhou os jogos todos da sua poule), num jogo memorável no «Rosa Mota» diante de uma equipa Polaca. Jorge Araújo, natural de Lisboa, rendeu-se por completo ao FC Porto e às suas gentes nos quase 20 anos em que serviu o Clube da Invicta e foi considerado por diversas vezes um dos «mestres» do basquetebol Nacional. Actualmente é consultor numa empresa (já editou vários livros) e tem a Licenciatura em Educação Física, estando afastado da modalidade depois de 35 anos ao serviço do basquetebol.

O título conseguido por Dale Dover (dizem que foi o melhor jogador que passou por Portugal), que era na altura jogador e treinador do clube da Invicta, em 1972 acabou com o jejum que já ia em 19 anos. Depois disso apareceu no clube Jorge Araújo que logo se impôs e conseguiu ser campeão em 1979, em 1980 e em 1983. Posteriormente surgiram os referidos títulos de 96 e 97. Jorge Araújo ganhou também as Taças de Portugal de 1979, 86, 87, 88, 91 e 1997 (ganhou ainda as supertaças de 86 e 97). Em 1986 foi eleito o técnico do ano e ergueu o Dragão d’Ouro. Em 1998 saiu do FC Porto e rumou a Ovar onde foi campeão em 2000.

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.

17 março, 2008

Em reflexão…

Ao olhar para a tabela classificativa da Bwin Liga, é bem perceptível a diferença entre 2 equipas e as restantes 16: FC Porto e U Leiria são, de facto, duas equipas à parte conseguindo manter uma regularidade no campeonato que é de admirar, isto é, o primeiro sempre a vencer o segundo sempre a perder…são realmente duas equipas muito regulares…

Feita esta introdução, acho relevante, numa altura em que o título é mera questão de dias, fazer uma análise fria e imparcial do estado a que o nosso campeonato chegou: é demasiado vergonhosa a participação de alguns clubes neste campeonato, clubes que habitualmente acrescentavam qualidade à Liga e melhoravam a competitividade da mesma, mas que este ano se encontram num estado tão miserável, tão miserável que até mete dó…Meus amigos, digo-vos sinceramente que não me dá muita motivação e gozo vencer um campeonato em que os nossos mais directos adversários (Setúbal e Guimarães) têm um orçamento mais de 10 vezes inferior ao nosso…

Por tudo isto questiono-me acerca das razões para esta desconcertante e desmotivante falta de qualidade e competitividade do nosso campeonato.

Na minha humilde opinião é altura de debater algumas das possíveis causas para que de ano para ano o nosso campeonato se torne cada vez mais enfadonho e fraco:

- Nos últimos 3/4 anos temos assistido, fruto das dificuldades de competitividade económica dos nossos clubes face ao resto da Europa, a um autêntico êxodo futebolístico: saíram jogadores como Pepe, Anderson, Nani, Simão e entraram jogadores como Purovic (um case-study de mediocridade), Bynia (outro case-study, mas este de “dar pancada”), Mariano (ao contrário de alguns portistas, eu penso mesmo que este argentino não é lá grandes coisas), etc…Concluindo, se o “campeonato” assiste, impávido e sereno, à constante saída de jogadores que valem “ouro” e entrada de outros que valem “lata”, como pode a qualidade do nosso futebol se manter a níveis aceitáveis?!?!?

- Outra das causas: a idiotice de se ter reduzido o número de clubes e criado a Taça da Liga. Então, reduz-se o campeonato para os clubes terem menos jogos e depois cria-se uma competição para sobrecarregar os mesmos clubes, ainda por cima, uma competição com calendário desadequado e que todos, menos o Sporting, quiseram abandonar o mais cedo possível. O que acontece é simples: se agora apenas descem 2 equipas (uma proporção de descidas inferior ao campeonato com 18 equipas), por que hão-de as equipas investir em bons jogadores que lhes garantam um bom campeonato? Basta ter meia dúzia de gajos que saibam dar um pontapé na bola, que se garante facilmente a manutenção até por que há sempre uma equipa que se distancia de todas as outras, neste caso o Leiria…Em suma, é necessário investir menos para se conseguir a manutenção, isto depois traduz-se em falta de qualidade no meio da tabela classificativa e equipas que nada jogam mas também não descem…

Resumindo e concluindo, o FC Porto tem de, necessariamente, abrir horizontes europeus, não se contentando com o fácil sucesso interno e apostar forte na Liga dos Campeões…E, a meu ver, apostar forte na Liga dos Campeões significa:

1 - Vender, no máximo, um dos génios da equipa… do meu ponto de vista, entre Bosingwa, Lucho, Assunção, Lisandro e Quaresma, que venha o diabo e escolha!

2 – Investir de forma menos arriscada…a política de contratações do FC Porto foi por mim criticada neste blog no início da época…infelizmente tinha toda a razão! Olhemos para o onze-base do FC Porto e vejamos que novos jogadores lá entram? Apenas Farias, e nem sempre…O FC Porto não pode insistir na política de ir buscar meia dúzia de brasileiros e ficar todo contente…Não pode e não deve, sob pena de apenas continuar alegremente a vencer internamente e perder com 5ºs classificados de ligas alemãs ou holandesas nos oitavos-de-final da Champions!!!!

ps - Uma palavra para a última crónica de MST: EXCELENTE! Concordo a 200% com tudo o que ali está escrito e cada vez me convenço mais que em todo o conjunto de “ilustres” comentadores portistas (e há tantos), MST é o mais lúcido, perspicaz e frontal!

15 março, 2008

Navegando num mar confuso... até à bonança!

Liga Bwin 2007/08, 23ª jornada
15 de Março de 2008
Estádio do Mar, em Matosinhos
Assistência: --- espectadores

Leixões SC: Beto; Nuno Silva (Pedro Cervantes, 76m), Joel, Elvis e Nuno Amaro; Bruno China «cap.», Castanheira e Filipe Oliveira; Roberto (D.Valente, 78m), Jorge Gonçalves e Hugo Morais (J.Duarte, 63m).
Não utilizados: Jorge Baptista, Paulo Machado, Vieirinha e Jaime.
Treinador: António Pinto.

FC Porto: Helton; Fucile, Pedro Emanuel «cap.», Bruno Alves e Cech (Kazmierczak, 76m); João Paulo (Sektioui, 55m), Lucho González e Raul Meireles; Quaresma, Farías (Adriano, 68m) e Lisandro.
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Castro.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: cartão amarelo a Bruno China (27m), Fucile (83m) e Elvis (90m).

Golos: Roberto (52m), Lisandro (77m) e Sektioui (85m).

Devagar, devagarinho, e mesmo que em grande parte do 90 minutos de jogo com um futebol muito pouco atractivo, aqui vamos nós a caminho do segundo «tri» da nossa história, depois de conseguida mais uma vitória, desta vez na casa do Leixões, pela diferença mínima (1-2), depois de estarmos a perder por 1-0.

Outro dos factos também significativos deste jogo, foi que pela primeira vez (!) esta época, e decorridas que vão já 23 jornadas, o FC Porto conseguiu virar um resultado desfavorável a seu favor, o que merece também uma nota de especial destaque.

Para o inicio do jogo, coube a João Paulo ocupar o lugar de Paulo Assunção no miolo defensivo do terreno, onde, passou com distinção, é verdade que não tendo deslumbrado, mas também não comprometeu. Em tudo o resto, e com a opção a recair em Farias em detrimento de Sektioui, tudo normal.

No primeiro quarto de hora, foi um FC Porto por cima no jogo, empurrando os leixonenses para o seu reduto defensivo, procurando resolver rapidamente a partida. O que é certo, é que apesar de criadas algumas soberanas oportunidades para se inaugurar o marcador, este manteve-se intocável.

Com o passar do tempo, e com um nítido afrouxar do ritmo ofensivo por parte dos azuis-e-brancos, o jogo equilibrou-se a meio campo, mostrando a espaços uma equipa caseira a tentar aproximar-se com mais perigo da baliza defendida por Helton.

O jogo foi sendo jogado nesta toada pouco atractiva, até que o arbitrou apitou pela última vez nos primeiros 45 minutos.

Para a 2ª parte, e sem alterações nos onzes, foi o Leixões a entrar melhor, quando aos 52 minutos de jogo, aproveita com eficácia um cruzamento para o interior da área e inaugurou o marcados para os da casa por intermédio de Roberto, colocando o resultado em 1-0. Este período, mostrou um FC Porto algo apático, conformado com o resultado e muito, muito mesmo desinspirado, não parecendo mostrar qualquer tipo de arrogância ou orgulho ferido na busca dos golos na baliza adversária.

Por aqui, víamos já um Lucho em claro declínio fisico, um Quaresma a manter a toada habitual de conseguir enervar um santo qualquer que esteja na terra, e um Pedro Emanuel a mostrar um nervosismo preocupante e pouco consentâneo do seu real valor.

Com o tempo a passar e a manutenção da desvantagem, o FC Porto viu-se obrigado a operar algumas alterações na equipa, com a entrada em cena de Sektioui, de seguida Adriano, e mais para o final, nos últimos 15 minutos, Kazmierczalk.

Continuando a mostrar um futebol com pouco ou nenhum pragmatismo, mas sim abusando da individualização, fomos conseguindo voltar a empurrar os da casa para o seu reduto defensivo, começando a surgir lances de maior perigo junto da baliza de Beto.

Fruto deste pressing, e quando estavam decorridos já 77 minutos, surge o golo do empate a uma bola (1-1) pelo Senhor do costume: Lisandro Lopez, que depois de assistido de cabeça por Sektoui no interior da pequena área, colocou a bola no fundo das redes.

Mesmo depois do reatamemto, continuou a ser o FC Porto a mandar no jogo, quando apenas já restavam 5 minutos para os 90 minutos, aos 85 minutos, Sektioui surge isolado cara-a-cara com Beto, depois de uma assistência de Lucho, e com um chapéu faz a bola saltar por cima deste, tendo-se limitado a colocar a bola no fundo das redes fazendo o 1-2 para os azuis-e-brancos.

O apito final chegou rapidamente com uma vitória por 1-2 na casa dos leixonenses, perfazendo um total de 57 pontos, o que equivale a dizer que restam nos próximos 7 jogos, apenas mais 7 pontos para a conquista do «tri»... vamos a eles, mai'nada!

Uma nota final para a amabilidade e simpatia demonstrada pelo Dragão Vila Pouca, que me ofereceu a oportunidade de assistir ao vivo a este jogo, o que assim veio a acontecer. Pelo facto, aqui fica publicamente o meu sentido e especial “Obrigado!”.

azul + : Lucho (VIPortista), Lisandro, Raul Meireles e Helton.

azul - : Pedro Emanuel, Quaresma e Farias.

arbitragem: Jorge Sousa (Porto), António Vilaça e José Luís Melo. Uma arbitragem tipicamente à «portuguesa»… foras de jogo na 1ª parte ao ataque azul-e-branco de bradar aos céus, quase mais parecia um «sinaleiro»… para depois na 2ª parte, aparentemente ao que sei, ter deixado passar em fora-de-jogo o 2º golo da vitória azul-e-branco. Como digo, tipicamente à «portuguesa» e por aqui me fico.















Sem mimos para os bebés...

Ainda dói. A letargia apoderou-se de mim de tal forma que não consigo vislumbrar no resto do campeonato nacional alguma réstia de interesse. A modorra que, se tornou o campeonato interno, impede-me de sair deste estado ébrio de tristeza. Não consigo exorcizar a noite do dia 5 de Março. O âmago de ser portista não é certamente este, sei-o e isso mata-me. Mas, a criança, que chora compulsivamente com os fracassos – injustos ou justos – do FC Porto teima em exprimir-se irracionalmente, batendo energicamente com os pés no chão, exigindo às entidades divinas que transformem o desfecho do inglório jogo europeu.

O jogo contra a Académica não ofereceu qualquer estímulo – compreensivelmente - para a minha convalescença. Posto isto, aposto neste clássico portuense para revitalizar o meu estado de espírito. Os embates contra a equipa de Leixões nunca se afiguraram fáceis, como a história pode ilustrar. A motivação natural, de defrontar o campeão nacional, aliada à rivalidade histórica e à recente chicotada psicológica no comando técnico Leixonense poderá aumentar, exponencialmente, o grau de dificuldade do encontro.

O Prof. Jesualdo promoveu as entradas do jovem Castro e o central Stepanov na convocatória para combater a ausências do Bosingwa e Paulo Assunção.

O argentino Bolatti terá sido preterido por questões técnicas – falta de ritmo face à recente lesão. A nota de destaque é o cariz defensivo que a convocatória, subtilmente, denota e a falta de soluções ofensivas para o centro do terreno.

A equipa que eu colocaria no Estádio do Mar, frente ao 14º classificado, seria: Helton, Fucile, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Marek Cech, João Paulo, Raul Meireles, Lucho, Tarik, Ricardo Quaresma e Lisandro.

A estratégia que a minha irascível criancice utiliza para afastar esta dor é de visualizar os germânicos do Schalke em cada jogador adversário. Espero que os jogadores do FC Porto optem pela mesma estratégia e me ajudem a enterrar esta agonia...

Abraço sulista azul e branco,
CJ

Renovar ou não renovar…

… com o Futebol Clube do Porto?

Está aqui uma adepta tão sossegadinha, na viagem rumo ao Tri, é verdade que com um “abanão” lá pelo meio para voos mais altos… mas, na realidade o campeoanto até se torna assim um bocadinho para o enfadonho dada a falta de competitividade que se arrasta neste marasmo que é a nossa liga.

Como dizia, e na tranquilidade do meu dia-a-dia, aguardando pelo dia 20 de Maio, não que seja jogo que vá alterar alguma coisa, mas porque me dá especial satisfação vencer os adeptos do SLB no meu Dragão, e olhar para eles lá no cantinho inferior esquerdo maravilhados com a visão que têm uma vez por época de estar no Palco de todos os Sonhos…

(e lá vai ela... ó Heliantia, volta ao tema, pode ser?)

Portanto, como dizia, renovar ou não renovar com o Futebol Clube do Porto?

O Professor Jesualdo Ferreira, recentemente promovido a Mestre, acordou verbalmente com o nosso Presidente que iria renovar por mais um ano como treinador principal do FC Porto.

Vai dai, os nossos desportivos resolvem dar algum ênfase à notícia, mas como se trata de um clube sério, no qual técnicos e jogadores não enchem capas com supostas vindas e/ou vendas, a CMVM fez questão de colocar um comunicado a negar qualquer renovação entre o FC Porto e o Treinador.

Então, como ficámos?

É para nós, enquanto adeptos Portistas suficiente a palavra de Jorge Nuno Pinto da Costa? Em princípio e para mim, seria mais do que suficiente. Mas… porque não está já oficializada esta renovação ? Estranho, no minimo…

Será que a renovação está dependente de resultados?

Porque procura a esposa do Prof. Jesualdo Ferreira, nova casa lá para os lados da Capital?

E porque será que me parece que tudo isto não me parece tão desassociado da saída de Camacho do SLB?

Já é dado adquirido que qualquer treinador que venha para o FC Porto, “se arrisca a ser campeão”. Mas eu gosto de continuidade, gosto de “paz de espírito”, gosto de saber que os cargos no FC Porto estão firmes.

Gosto de plantéis que se mantêm por várias épocas.

E gosto de saber que se não há alternativa credível para o lugar de treinador, que vamos manter aquele que temos. Pode não ser o melhor, nem dos melhores do mundo, mas neste momento é “aquele” que melhor conhece o plantel. Tem a equipa moldada ao seu estilo, e isso é o mais importante numa equipa. Um jogador forte no balneário terá a sua importância, mas que nunca esteja acima da figura do treinador (lá para os lados da segunda circular, aqueles casos raros mais iluminados começam a dar-me razão).

Treinadores estrangeiros como não conheço, não adianto com nenhum nome... dos Portugueses, há um e apenas um que eu gostaria de voltar a ter no FC Porto…

14 março, 2008

Violência dentro das quatro linhas...

Como treinadora de bancada e como uma adepta cheia de garra pelo FC Porto, por vezes excedo-me nas coisas que digo. Quando há um jogo contra as galinhas (sobretudo) dá vontade que os nossos jogadores sejam agressivos com eles e os magoem lesionando-os (como fez Katsouranis a Anderson por exemplo) ou até mesmo partindo-lhes as pernas. Sei que há muitos adeptos a pensarem o mesmo.

Mas na realidade, será isto justo? Será que devemos pensar estas coisas? Afinal, rivalidades à parte, são jogadores que nos entretêm… haverá necessidade de haver um ódio tão grande entre jogadores que os façam fazer coisas gravíssimas?

É verdade que estas coisas também podem acontecer inadvertidamente, mas muitas faltas graves que vemos no futebol são mais do que meras faltas. São faltas cometidas com agressividade própria de um adversário.

Confesso que muitas vezes gostaria que as galinhas saíssem todas lesionadas (gravemente) de um jogo? Mas será isto ético pensar? Independentemente de sermos de clubes diferentes e da nossa ideologia clubistica ser a melhor, não passam todos de ser humanos.

Não será muito agradável para um adepto ver um jogo onde as faltas são única e exclusivamente cometidas para não fazerem golo, para cortar uma jogada perigosa, etc e não por picardia?

Quantos e quantos jogos assistimos em que dá dó a picardia que é criada contra o Quaresma? Contra o Lucho? Em que são tão fustigados que o jogador nem consegue praticar um bom futebol. Pensará ele “para quê estar a jogar se posso sair daqui lesionado, cheio de dores e posso estar parado uma série de tempo e não poder fazer aquilo que mais gosto, jogar futebol?”.

Quando estou a ver um jogo e vejo um dos nossos jogadores a levar “porrada” e depois não os vejo jogar como deve ser, começo a insultá-los porque ganham rios de dinheiro e não fazem nada. Mas depois, de cabeça fria, começo a pensar nestas coisas e realmente no lugar deles fazia o mesmo. Não jogava. Para quê jogar se posso sair de lá a não voltar a jogar ou estar por tempo indeterminado sem jogar? É uma situação um pouco complicada.

E nós como grandes adeptos que somos, o que queremos afinal? Queremos que os nossos jogadores partam as pernas aos adversários, que os lesionem correndo também eles o mesmo risco ou queremos um jogo limpo, sem faltas maldosas?

Saudações Azuis e Brancas da,
Sodani

13 março, 2008

Uma semana depois...

A minha depressão continua. Não sou masoquista, mas revivo ainda na cabeça o jogo com os alemães do Schalke. Esse mesmo, o que nos colocou um ponto final no sonho. E eu, neste momento, não sinto prazer nem contentamento com os jogos nacionais…

Não é, nem poderia ser, um afastamento da realidade lusa. Adoro o Porto. Aliás, digo-o sem qualquer ponta de brincadeira, o clube que amo é a minha religião. Mas esta derrota pesa ainda na alma. Sonhos estilhaçados, numa cruel partida do destino. Um jogo surrealista, onde um punhado de heróis, trajando de azul e branco, pugnaram até à exaustão. Os Deuses da Fortuna, no entanto, não quiseram a nossa felicidade. O alento, os planos, essa vontade indómita de ir mais longe, de atingir os píncaros da Europa, foi novamente adiada. Recordamos, da pior forma, o que é a Liga dos Campeões. Bela e sensual, com os reflexos dourados da Taça a fascinarem-nos. Cruel e caprichosa, capaz de brincar com os sentimentos no seu jogo de emoções, qual montanha russa de sentimentos díspares.

A derrota foi contundente. E ali, no silêncio sepulcral do Dragão, atónito ainda pela eliminação, dei por mim a reviver momentos passados. Este clube que se impôs, passo a passo. Lenta mas inexoravelmente. Primeiro, combatendo com bravura os obstáculos internos. Agarrando a hegemonia, que perdura ainda. Depois, paulatinamente a crescer na Europa. A impor a qualidade, a provocar receios nos opositores, a granjear simpatias. Um clube que nunca teve nada de mão beijada. Sofreu derrotas copiosas. Mas soube sempre erguer-se.

É isso que faremos novamente. Num novo ciclo. Para o ano lá estaremos. De novo. Não sei se mais fortes. Mas sempre, sempre a lutar pela vitória. Porque é isso que este clube sabe fazer. Apenas isso. Algo inato. Que existe no código genético. A procura incessante e compulsiva pela vitória. E aquela Taça, que nos fascina, que nos hipnotiza, será nossa outra vez. Seja para o ano. Ou daqui a 10. Ou mais. Não importa. Nós seremos novamente CAMPEÕES DA EUROPA. Quantos podem afirmar isso?

Confesso que a única alegria sentida, nos dias seguintes, foi na comemoração [efusiva, devo dizê-lo] dos golos do Getafe. Sem Paratys por perto, as cotoveladas de Cardozo fizeram mossa na águia. Vi o jogo, sentado à mesa de um restaurante, num convívio com amigos. Vermelhos, maioritariamente. Com a minha pouco proverbial contenção verbal, lançando remoques a cada passe falhado dos que jogavam de vermelho, ou saudando com olés a circulação de bola de nuestros hermanos, fui alvo da acusação, normal nestes casos, de que torcer pelos adversários das equipas lusas nas competições europeias é uma prática retrógrada, indigna de um verdadeiro patriota. Descontando a imbecilidade da ideia, assente numa dialéctica salazarenta, sucedânea de nacionalismos bacocos, o amor e o ódio não são pilares fundados sobre o racionalismo. É a emoção de ver as derrotas dos nossos inimigos que nos alegra. Sem falsos pruridos morais. Sem ser politicamente correcto. O que importa é vencer. E, por contraponto, vê-los perder. Até podemos sentir-nos envergonhados. Ofendidos. Pelo primitivismo da coisa. Mas é assim que eu sou. Fundamentalista. Assumo-o. A vida é feita de noventa minutos. Nacionais ou internacionais. É feita de vitórias inesquecíveis. De confrontos fundamentais. De derrotas humilhantes. De perdas dolorosas. De recuperações lentas. Como esta, resultante do dissabor da eliminação. E eu recupero assim. Com bálsamos provenientes de Getafe…

Por cá, em território luso, nada de novo. Os serventuários do regime destruíram mais uma reputação. A intriga, o boato e a calúnia passaram a ser as armas de destruição massiva, tão do agrado de alguns correligionários escribas de alguns pasquins. Bastou o leve sopro da suspeita de que Almeida Pereira, indigitado Director da PJ do Porto, conhecia Pinto da Costa para que a máquina que manieta os media agisse, pressurosa. Do leve conhecimento até a fortes suspeitas, colocadas sem pudor, nem confirmação de fontes, nas páginas dos diários, foi um pequeno passo. Alvo de linchamento mediático, com a honra vilmente atacada, sem que a terreiro alguém viesse demonstrar a sua solidariedade, não restou outra solução do que a remissão do cargo. Feito o serviço, arranjado novo homem de mão, mais do agrado do Procurador e da Mizé, foi tempo de escrever o epitáfio nas páginas dos jornais. Para o caso pouca importa que, dias depois, a investigação levada a cabo tenha concluído pela inocência de Almeida Pereira, no pretenso favorecimento ao FC Porto. E ainda alguém acredita que o Apito Dourado tem alguma coisa a haver com Justiça?



ps - O novo ciclo do Benfica [o 1437º da era Orelhas] teve um final abrupto com a demissão de Camacho. O el-rei D. Sebastião bateu com a porta, enfadado. Ficam, no entanto, os esforços denodados do presidente para o manter. “Nós tentamese-o manter, mas ele estava irredutível”. Ora nem mais. Nem o emplastro diria melhor…

vídeo made by PentaDragão

2ª vitória consecutiva

Boavista FC 1-2 FC Porto

Liga Intercalar 2007/08
12 de Março de 2008
6ª jornada do Campeonato de Primavera

Estádio do Bessa XXI, no Porto

Boavista FC: Carlos; Ivo, Ricardo Araújo, Diakité e Gilberto; Rissutt, Bruno Pinheiro, Hugo Monteiro «cap.», Pedro Moreira e Hussaine; Edgar.
jogaram ainda: François, Ivan e Djibril.

treinador: Jaime Pacheco.

FC Porto: Nuno «cap.»; Eridson, André Pinto, Stepanov e Lino; Bolatti, Tengarrinha e Castro; Mariano, Rabiola e Hélder Barbosa.
jogaram ainda: Graça e Marco Aurélio.

treinador: Rui Barros.

marcadores: Mariano (4 min), Rabiola (57 min) e Djibril (88 min).

A entrada vigorosa dos Dragões, que logo aos quatro minutos já comandavam o marcador, serviu de mote para a consistente exibição portista, que rendeu o segundo triunfo consecutivo no Campeonato de Primavera da Liga Intercalar. Liderada por Mariano, a formação azul e branca foi eficaz no ataque e segura a defender, argumentos fundamentais para explicar o favorável resultado final.

Com apenas quatro minutos de jogo decorridos, já o F.C. Porto se colocava em vantagem na partida, graças ao sentido de oportunidade de Mariano, que surgiu no sítio certo para aproveitar um ressalto em plena área axadrezada, após um livre directo cobrado por Lino, rematando com vigor para o fundo da baliza de Carlos.

A segunda metade arrancou nos mesmos moldes da primeira e viu os Dragões acercarem-se com perigo da zona mais recuada do seu opositor. Um livre directo cobrado por Mariano poderia ter tido efeitos práticos se Stepanov não tivesse chegado atrasado para a emenda, antes ainda do extremo argentino voltar a assumir protagonismo, construindo um lance individual na direita do ataque portista e servindo Rabiola para um desvio oportuno e bem sucedido, em pleno coração da área do Boavista.

A margem do triunfo portista poderia ter sido alargada por diversas vezes ao longo da etapa complementar, com especial destaque para um par de lances de grande perigo, novamente tendo Mariano como protagonista, quando este apareceu isolado perante Carlos, mas rematou à figura do guarda-redes axadrezado. Em cima do apito final, Tengarrinha imitou o companheiro argentino, aparecendo solto na cara do guarda-redes contrário, de novo com a tentativa a não encontrar o sucesso pretendido.

fonte: FCPorto.pt

A Liga Intercalar, nova competição que surgiu no panorama do futebol português, teve o seu início marcado para 28 de Novembro com a participação de 10 formações: FC Porto, Braga, V. Guimarães, Boavista, Leixões, Varzim, Gondomar, Desp. Aves, Penafiel e Trofense. Com um formato dividido em dois campeonatos, um de Inverno (1ª volta) e um outro de Primavera (2ª volta), são apurados os dois primeiros classificados de cada uma das voltas que jogarão entre si as meias-finais a duas mãos, marcadas para 9 e 30 de Abril. A final será em campo neutro e será disputada a 30 de Abril de 2008.

O objectivo da competição, que terá os seus jogos agendados para quarta à tarde, é permitir um maior ritmo de jogo a atletas menos utilizados, a afirmação de jovens valores e a actuação de jogadores a recuperarem de lesões.

Confira aqui o calendário desta nova competição.

12 março, 2008

Como nem só de futebol...

Como nem só de futebol se vive no Reino do Dragão e com o aproximar dos play-off na modalidade ficam, a título informativo, umas linhas com curiosidades/regras sobre hóquei em patins.

A pista de jogo, sempre na relação de 2 para 1, deve ter as seguintes dimensões em metros:
- Mínima - 34 x 17
- Standard - 40 x 20
- Máxima - 44 x 22
É fechada nos quatro lados e a vedação deve ter 1 metro de altura. Os dois topos devem ter uma rede de protecção, mesmo amovível, com uma altura de 4 metros.

A baliza, feita em tubo de ferro de 9 centímetros de diâmetro, deve ter uma altura interior de 105 centímetros e largura interior de 170 centímetros. Deverá ainda ter fixada apenas à parte superior, a uma profundidade de 40cm e suspensa, uma rede de algodão mais fina que a exterior e de cor branca.

As rodas dos patins não podem ter um diâmetro inferior a 3 centímetros.
O stick, também chamado de aléu, de madeira ou plástico deve medir entre 90 e 115 centímetros, e não pode exceder o peso de 500 gramas.

A bola, de cor única e de cor que contraste com a pista, linhas de marcação e tabelas, deve pesar 155 gramas e ter um perímetro de 23 centímetros.

Cada equipa deve ser composta por um mínimo de 6 jogadores: 1 guarda-redes, 4 jogadores e um guarda-redes suplente, podendo no entanto serem utilizados até 4 jogadores suplentes.

Os jogos da categoria de Seniores têm uma duração de 2 períodos efectivos (o relógio pára quando o jogo é interrempido) de 25 minutos. O tempo de intervalo é sempre de 10 minutos após o qual haverá sempre mudança de campo.

Cada equipa poderá pedir, através do seu delegado e em cada período do jogo, um pedido de desconto de tempo de 1 minuto. Caso não o utilize na primeira parte, não poderá pedir dois na segunda.

Existem 3 tipos de punição das faltas:
- Livre indirecto
Pune falta fora da área e é um remate ou movimentação da bola, que tem que estar parada, a um só toque.
- Livre directo
Pune jogo bruto, cargas violentas e perigosas e é assinalado pelo levantar de um dos braços do árbitro com a mão aberta. É marcado na pista da equipa contrária e a bola pode ser rematada directamente, jogada em todas as circunstâncias sendo até permitidoao executante patinar na direcção da baliza com o intuito de driblar o guarda-redes contrário.
- Grande penalidade
Pune qualquer tipo de falta cometida dentro da área de baliza da equipa infractora. O guarda-redes terá de estar sempre colocado sobre a linha de baliza, apoiado nos patins e com o stick a tocar ambos os patins. O executante deverá rematar a bola directamente na direcção da baliza não a podendo levar na direcção da mesma.

Como acções disciplinares os jogadores podem ser punidos com 3 tipos de cartões:
- O cartão amarelo
Será utilizado para advertir qualquer jogador em pista ou qualquer elemento que esteja autorizado a permanecer no banco desuplentes.
- O cartão azul
Será utilizado para ordenar a suspensão de qualquer jogador em pista, por um período de 2 minutos. Dois cartões amarelos dão um azul e respectiva suspensão de 2 minutos.
- O cartão vermelho
Será utilizado sempre que tenha de ser expulso qualquer jogador em pista ou qualquer elemento que esteja autorizado a permanecer do banco de suplentes. Um cartão amarelo depois de um azul leva à expulsão.

E pronto. Espero não ter cometido nenhum erro.
O Lucho já deixou o calendário dos play-off com o Gulpilhares, à melhor de 3.

29.03.2008 - FC Porto x Gulpilhares
05.04.2008 - Gulpilhares x FC Porto
09.04.2008 - FC Porto x Gulpilhares (se necessário)

Haverá ainda uns 16 avos-de-final com FC Porto - Candelária, dia 12.04 para a Taça e claro, o embate principal com um Vic x FC Porto, para a liga Europeia e possível passagem à 'final-four', a 16 de Março, pelas 16.15 e com transmissão directa na RTP2. Este sim o jogo do ano.
Espera-se a comparência em massa de adeptos nos jogos em Fânzeres.

Ah, e então o porquê da foto [slb * Leiria - Lusa]?
A meio da semana, mais precisamente depois de Quarta, mas ainda antes de Quinta, fomos brindados, por blogs & afins, com a foto do Sr. Manuel Neuer.
Como a transmissão em directo da chegada do D. Sebastião ao Aeródromo de Tires foi já há 7 meses e uma imagem actual vale mais que mil palavras, fica a mesma para os Vossos comentários.

A grande depressão

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

Resta-nos torcer pelo Guimarães e pelo Setúbal.

1 - A eliminatória perdida contra o Schalke e a forma como foi perdida, deixou-nos, a nós portistas, psicologicamente de rastos. Por várias razões, a saber:

— Porque desde cedo se percebeu que a Champions League ia ser o único verdadeiro desafio da época. O campeonato seria fácil demais para chegar a constituir desafio, a Taça da Liga era apenas um estorvo e a Taça de Portugal um prémio de consolação para vencidos de tudo o resto – o que não seria e não é o nosso caso. Passar a fase de grupos era o primeiro e essencial desafio e foi ultrapassado de forma categórica. Aí chegados, também, é preciso sermos realistas: o FC Porto tem uma boa equipa, seguramente uma das melhores da Europa. Mas não tem equipa para ser campeão europeu. Os quartos-de-final seriam o culminar de uma época de êxitos, as meias-finais um marco quase inimaginável. Logo, muito dependeria do sorteio dos oitavos-de-final.

— E, em parte por sorte, em parte por mérito próprio (ter terminado em primeiro lugar no grupo faz bastante diferença), o FC Porto teve sorte no sorteio: o Schalke 04 era uma equipa perfeitamente ao alcance do FC Porto – com muito menos experiência, infinitamente menos futebol, muito menos categoria.

— Com o avanço conquistado no campeonato e a sorte de uma época praticamente sem lesões, o FC Porto pôde planear esta eliminatória com tempo e com capacidade de gestão do plantel, ao passo que o Schalke chegou à eliminatória sem poupanças, sem crença e em crise.

— E, enfim, porque, para o ano que vem, não sabemos se lá teremos o Bosingwa, o Bruno, o Lucho, o Quaresma ou o Lisandro. Conhecendo o que a casa gasta e olhando para as pouco subtis pressões da imprensa lisboeta ligada aos rivais, não é de prever que tal milagre aconteça.

Custa muito ser afastado da Europa por uma equipa que mostrou exuberantemente ser inferior e ter jogado sempre no factor sorte. Custa muito ver o melhor futebol derrotado apenas pela sorte e por um factor individual: um guarda-redes concedeu um golo perfeitamente evitável aos 3 minutos do primeiro jogo e que viria a revelar-se decisivo; o outro defendeu tudo o que era imaginável mais o que não era, até aos penalties do segundo jogo. Essa é a primeira razão deste tão triste desfecho: o FC Porto não teve sorte alguma nos dois jogos com o Schalke. No primeiro, merecia, pelo menos, ter empatado; no segundo, justificou a vitória por 3 ou 4-0, e acabou derrotado no penalties. Como já tínhamos visto no jogo com o Sporting, também é preciso que a sorte não esteja sempre do mesmo lado.

As grandes equipas conseguem contornar os erros de arbitragem e a sorte do jogo. Nem sempre, mas conseguem. O FC Porto não o conseguiu, o que quer dizer que também houve erros próprios. E, praticamente de todos. Jesualdo Ferreira esteve a um passo de uma época de êxito pleno, teve muito pouca sorte em não ter lá chegado, mas também cometeu alguns erros, a meu ver: o primeiro foi o do Helton – não vou voltar ao assunto, mas já dei a minha opinião de que não é jogador para grandes jogos. Não é, ao contrário de Neuer, do Schalke, um guarda-redes que garanta vitórias e milhões. Depois, Jesualdo teve o erro crónico do Mariano González. Quando o Fucile foi (injustamente) expulso no Dragão e ele fizera entrar o Mariano, o FC Porto não ficou a jogar com dez, ficou sim a jogar praticamente com nove e meio. No ano passado era o Renteria, este ano é o Mariano: pergunto-me que estranha fixação terá Jesualdo Ferreira neste Mariano González, o qual, basta olhar para a maneira como conduz a bola sem levantar a cabeça, as dificuldades que tem em dominá-la, a absoluta falta de ideias e capacidade de que dá mostras, para compreender que não cabe na equipa. Também Farias foi um erro de casting: será útil para jogos caseiros de pouco grau de exigência, mas jamais será jogador de grandes jogos. E, enfim, para quem havia anunciado que ensaiara os penalties durante a semana, prevendo um desempate nesses termos, Jesualdo mostrou que ensaiou pouco ou mal, ao contrário dos alemães. Pessoalmente, nunca aceitei a frase feita da «lotaria dos penalties». Quem alguma vez marcou penalties ou tentou defendê-los, sabe que há técnicas para tal que se apuram e há regras de ciência que aos treinadores cabe explicar. E, tirando Lucho, nenhum dos outros intervenientes do FC Porto nos penalties – Helton, Bruno Alves ou Lisandro – mostrou fazer a mínima ideia de como se marca e se tenta defender um penalty. Os alemães sabiam-no e, por isso mesmo, nem mesmo em superioridadde numérica durante quase uma hora, se preocuparam em tantar evitar a suposta «lotaria dos penalties».

Para além do erros que acho que Jesualdo cometeu, outros contribuiram também para a derrota: Lisandro falhou três golos no conjunto dos dois jogos; Tarik falhou dois no Dragão, um deles indesculpável; Quaresma esteve «ausente» do primeiro jogo e falhou um golo imperdível no segundo; Farias falhou outros dois no Dragão, de forma que tornou claras as suas limitações de vária ordem; e Lucho, que fez duas grandes exibições, continuou cativo de uma estranho temor de arriscar o remate para golo, quando tinha condições para o fazer.

E, todos juntos, mais um gigante chamado Neuer e um monstro chamado azar, escreveram a história de uma eliminatória ingloriamente perdida. Para o ano há mais? Pois, o problema é mesmo esse. Não sabemos se para o ano há outra hipótese como esta.

2 - Camacho antecipou a sua morte anunciada e poupou ao «amigo» Luis Filipe Vieira a chatice de ter que despedir um amigo e o contratempo de ter que indemnizar o treinador que foi a sua aposta pessoal. E aí vão já dois, na mesma época: escolhidos por ele, descartados por ele. Até quando é que o discurso do Apito continuará a conseguir desviar as atenções?

3 - Para consolo interno, costuma-se dizer que o «Sporting está em todas as frentes». Na verdade, não está em nenhuma por mérito próprio: está na taça UEFA porque falhou a continuidade na Liga dos Campeões e o sorteio tem sido misericordioso; está na Taça de Portugal, porque também lhe calhou jogar sempre em casa e contra equipas fracas; está na final da Taça da Liga, porque foi a única equipa das grandes que ligou alguma coisa ao assunto e, mesmo assim, porque, contra o Fátima, era uma eliminatória a duas mãos e contra o Setúbal lhe bastou ficar em segundo lugar num grupo onde atrás de si só havia equipas da segunda divisão; e, na Liga está a 20 pontos (!) do primeiro lugar, a seis da entrada directa na Liga do Campeões e a lutar presentemente por um lugar na UEFA. Contra o Benfica, pese à desajuda de Paraty, nunca mostrou argumentos suficientes par levar de vencida uma equipa que nem ao Leiria mete medo. E, noutro jogo da verdade, em Guimarães (com o seu querido Lucílio Baptista, por uma vez imparcial), mostrou-se inferior em tudo a quem lhe disputa o terceiro lugar. A falta de Liedson e a falta de orçamento não explicam tudo: há ali também muita falta de classe, muito menino que se acha vedeta internacional, mas que não imagina o trabalho que isso dá.

4 - E, agora, que faz um adepto portista reduzido à tristeza deste campeonato? Torce pelo Guimarães e pelo Setúbal, para que sejam eles a disputar a Champions. E torce pela Académica e pelo Leixões, para que não desçam.

in jornal “A BOLA” de 2008.03.11
fonte: "Futebolar"

11 março, 2008

Como nasceu esta paixão...

Esta crónica, confesso, deu-me um prazer especial. Especial porque consegui entrevistar um dos responsáveis pela minha paixão pelas modalidades amadoras do FC Porto, com particular destaque para o andebol. Nos finais dos anos 80 (1988/89), numa tarde de sábado quase sem querer liguei a RTP2 e detectei as camisolas azuis e brancas, as que tanto me entusiasmavam nos relvados Nacionais e Europeus. Só que desta vez o jogo era outro, era dentro de um pavilhão e jogado à mão. Era andebol. Mas que isso interessa? Era o Porto. E por ali fiquei. Ganhamos em Setúbal 19-18 depois dos comentadores já terem dado a nossa derrota como certa. A partir desse sábado fiquei «viciado» nos jogos de andebol do Porto tendo assistido ao vivo a um pela primeira vez em 1992. Paixão que depois se alargou ao basquetebol e ao hóquei em patins.

Nesses anos de 89-92, o andebol do FC Porto era treinado por António Cunha e tinha na altura grandes jogadores como Ussati, Resende, Rui Rocha, Alexandre Barbosa, Luís Graça... grandes duelos foram travados no Américo de Sá a que assisti ao vivo, pela RTP2 ou ainda sintonizado na Rádio Placard que dava os relatos dos jogos das modalidades do FC Porto. Pena não existir actualmente esta última opção (rádio).

Esta fabulosa equipa do FC Porto esteve nestes 4 anos muito próxima de conseguir o título Nacional que já escapava desde finais dos anos 60... mas em todas essas 4 ocasiões existiram vários factores e condicionantes. Recordo as arbitragens habilidosas que encontrávamos em Lisboa e em Braga, situações em que António Cunha nunca receou defender a sua «dama» protestando vivamente durante e após os jogos que nos afastaram dos títulos merecidos. Numa dessas vezes as luzes falharam no Américo de Sá e o jogo nunca mais foi reatado. Deram a vitória ao ABC.

Todas estas injustiças fizeram com que sentisse sempre um carinho especial pelo nosso andebol e provocaram neste adepto do FC Porto um impulso que o leva a deslocar-se sistematicamente aos pavilhões por onde joga o FC Porto, porque se no futebol se sentem as injustiças que nos fazem, o que dizer das situações que muitas vezes têm que enfrentar os nossos jogadores das outras modalidades?

Agradeço ao Professor António Cunha a simpatia e disponibilidade em nos conceder esta entrevista exclusiva. Depois de o ter contactado por email, tive oportunidade de o cumprimentar pessoalmente no dia do último Porto/Benfica em Santo Tirso. António Cunha, actualmente com 61 anos, é natural de Paranhos e Portista desde que se conhece.

Como jogador do nosso clube, conseguiu ser campeão Nacional em andebol de 11 (variante que já não existe) por 4 ocasiões (em 1975 pela última vez) e foi campeão Nacional pelo FC Porto em andebol de 7 (variante actual) na época 67/68, a última antes do jejum de 31 anos quebrado em 1999. Como treinador principal do FC Porto (andebol de 7), ganhou 4 taças de Portugal (a última em 1980) sendo vice-campeão nacional 8 vezes (a última em 1992, ano em que saiu do FC Porto). Noutros clubes conseguiu ser campeão como jogador e treinador, mas todos sabemos que no clube do coração é sempre especial e daí ser natural que António Cunha guarde nas suas memórias e com especial carinho as épocas passadas no FC Porto. Em 1990 recebeu o Dragão de Ouro. Actualmente é Professor Universitário e tem uma Licenciatura em Educação Física e um Mestrado em Ciências do Desporto.

Esta crónica de hoje é um «2 em 1», uma vez que além da entrevista concedida, António Cunha é também uma glória do passado do nosso andebol. Nas fotos que acompanham a entrevista deve ser referido que todas elas me foram fornecidas pelo Professor Cunha, numa delas, a mais antiga, é possível ver António Cunha com o treinador lendário Armando Campos aos ombros (nos festejos do título Portista em 1965). Correspondendo à sugestão do nosso leitor Carlos Pinto, vou hoje apresentar mais um desafio aos leitores e colaboradores deste blog, pedindo que identifiquem os jogadores da foto da equipa de andebol do clube do ano de 1990 (as soluções estão aqui comigo...) que segue neste post, a tal equipa que me despertou o «bichinho» do andebol e que era treinada por António Cunha. Também tenho no meu arquivo uma outra da equipa de andebol dos finais dos anos 70 e várias do hóquei em patins que ficarão para próximas oportunidades.

ENTREVISTA EXCLUSIVA
António Cunha, ex-jogador e ex-treinador de andebol do FC Porto

Lucho: Como foi o seu percurso no FC Porto? Em que épocas treinou o clube?

António Cunha: Era jogador do clube na equipa sénior e aos 26 anos (1972) o treinador Jugoslavo Harvoje Djebic decidiu no inicio da época aceitar convite de um clube da Alemanha e a pedido do director Sr. Alfredo Borges e dos atletas acedi iniciar a minha carreira de Treinador, actividade que não era minha primeira opção.

Lucho: O melhor que o Clube alguma vez conseguiu foi chegar aos 4ºs de final de uma competição Europeia, uma dessas vezes com o professor António Cunha no comando técnico, conte-nos como viveu essa fase?

António Cunha: Pelas 4 Taças de Portugal conquistadas ao Serviço do FCP (e pelas classificações obtidas nos campeonatos), o nosso clube esteve presente nas competições internacionais e fazendo excelentes resultados com equipas super profissionais e mais tarde numa dessas oportunidades (1991) o FCP chegou aos 4º final da Taça da Europa. Foi um momento fantástico porque eliminamos o Banika Karvina por goal average (mais golos em casa do adversário). Foi um momento alto da carreira dos todos os que tiveram a possibilidade de estarmos presentes. Esta passagem deveu-se a um trabalho de observação (espionagem desportiva ) realizada pelo Djebic Harvoje.

Lucho: Quais as vitórias mais importantes do Professor no comando do FC Porto? Era treinador da equipa em 1979 e 80 quando ganhamos essas duas Taças de Portugal antes do jejum vivido até 1994?

António Cunha: Fui 3 vezes vice campeão nacional, ganhei 4 Taças de Portugal (incluindo as referidas de 1979 e 80) e vários Títulos do Andebol de 11 e muitas vitórias pessoais, muitas vezes mais importantes que os Títulos conquistados pela equipa. Projectar atletas de Base até atletas internacionais pela primeira equipa é um momento muito alto na minha vida.

Lucho: Sei (porque o vejo muitas vezes em S.Tirso) que continua a seguir as incidências do campeonato Português desta época, não é verdade? O que pensa da equipa do FC Porto, acha possível destronar o ABC?

António Cunha: Há 4 equipas que podem lutar pelo titulo face à historia na modalidade e à organização ABC, FCP, SCP, SLB, e duas que podem fazer surpresas Belenenses e Madeira.

Lucho: Qual o sete ideal da história do FC Porto?

António Cunha: Torna-se difícil porque o andebol nos últimos anos evoluiu muito mas vou tentar fazer uma equipa possível .

Equipa genuína e com certificação no andebol Portista: Guarda-redes- José Ferra/Joaquim Capela; Pivot- Coelho/Ricardo Campos Costa; Ponta Esquerda- Monteiro; Ponta Direita- Fernando Maia; Lateral Esquerdo- Fernando Dias; Central- Mário Gouveia; Lateral direito- Leandro Massada; Treinador-Armando Campos; Director: Delfim Ferreira; Melhor massagista de todos os tempos do andebol portista-"Lopinhos"; Grande figura do Andebol de Onze como Atleta e depois como Treinador: Henrique Fabião.

Melhor equipa de sempre do FC Porto: Guarda-redes - Carlos ferreira/José Ferra; Pivot - Dedu/Tavares da Rocha; Ponta Esquerda - Rui Rocha; Ponta Direita - Ricardo Costa/Rochinha; Lateral Esquerdo - Carlos Resende/Eduardo Filipe; Central - Bogdanovic/José Luzia; Lateral direito - Petric/Leandro; Director - Arq. Nélson de Almeida; Treinador: Branislav Pokrajac/Paulo Jorge Pereira; Director desportivo: Prof. José Magalhães.

Lucho: Nos finais dos anos 80 o FC Porto teve sempre boas equipas no andebol mas sentia-se que era muito difícil conquistar títulos. Sentiu que não deixavam o Porto ganhar?

António Cunha: Senti que o Porto em 1989, 90, 91 e 92, nesses momentos podia ter ganho e não conseguiu por intervenção de movimentos exteriores e dirigidos pelos clubes de Lisboa a nível da arbitragem, mas dois títulos que perdemos nas Antas foi por erros nossos e porque a rectaguarda da equipa se equivocou a nível dos dirigentes.

Lucho: Espera ainda regressar ao andebol, em que função? Sente a modalidade mais forte esta época?

António Cunha: Vou regressar à modalidade mas não na função de Treinador porque decidi, quando fiz 25 anos de treinador principal dos principais clubes e Selecção Nacional e ter sido útil à modalidade e porque o andebol não conseguia avançar para uma competição mais profissionalizante decidi terminar, não contra nada nem contra ninguém, por minha decisão. Tenho sido convidado varias vezes para várias tarefas, mas não aceitei, porque só entro naquilo em que sinto Competência e Motivação.

Lucho: Quais os 3 melhores jogadores que treinou no FC Porto?

António Cunha: Carlos Resende, Eduardo Filipe, Ussati e Pokurkine (Soviéticos).

Lucho: Quais os 3 melhores treinadores Nacionais da actualidade?

António Cunha: Alexander Donner, Jorge Rito, Paulo Jorge Pereira; da nova geração: Carlos Resende, Paulo Faria, Ricardo Tavares, Paulo Fidalgo, Filipe Duque.

Lucho: Júlio Marques, vice-Presidente do FCP, o que pensa desta personalidade do FC Porto?

António Cunha: Um portista de eleição "Dragão D'Ouro", humilde, disponível e sempre pronto a ajudar, mas com pouca influência na vida frenética do departamento. O verdadeiro revolucionário da modalidade nos anos 80, Luís Teles Roxo, na actualidade Nelson de Almeida que construiu a melhor equipa de sempre do andebol Português. Recordo e por erro primário e grosseiro (decisão interna do departamento) não foram às competições Europeias: fantástica equipa;Carlos ferreira, Rui Rocha, Dedu, Ricardo Costa, Eduardo Filipe, Carlos Resende, Petric, tendo como Treinador Branislav Pokrajac (um dos melhores treinadores do mundo) e tendo como Director Desportivo Prof. José Magalhães Pacheco da Silva. Esta equipa e Departamento sob a orientação de Nélson de Almeida poderia ter sido Campeão da Europa de Clubes.

Lucho: O que representa para si o nome F.C.Porto? Penso até que chegou a receber o Dragão de ouro, não é assim?

António Cunha: Sou Sócio 3050 daqui a uns tempos 50 anos de filiação, Trofeu Pinga "melhor jogador do ano das modalidades amadoras", Dragão D'Ouro em 1990, considerado pela direcção do FCP o treinador do Ano e não tinha ganho o titulo como treinador. Foi um momento importante pela decisão do Presidente do FCP Jorge Nuno Pinto da Costa (o melhor Presidente que conheci em todos os clubes onde trabalhei), premiar a dedicação e mérito mesmo não tendo sido campeão nacional.

Lucho: O que pensa do nosso blog?

António Cunha: Uma grande surpresa e quando a juventude quer e tem meios faz coisas fantásticas e ao serviço e para servir os outros, agradeço a todos os que servem e não se servem da sua actividade a titulo pessoal e nas sombras da noite.

Cumprimentos,
António Cunha

Passando agora ao fim de semana desportivo, devo realçar que assistimos a mais um pleno de vitórias. Tudo normal. Em fim de semana em que as Águias perderam no voleibol e os Leões no futsal os Dragões em tudo ganharam. No futebol (desta vez estive no Dragão) ganhamos à Académica e aumentamos para 14 pontos o nosso avanço. Os vermelhos empataram com o último e os verdes perderam em Guimarães onde mora o 3º classificado, para já...

Andebol: FC Porto apura-se facilmente para os quartos de final
1º ABC (54 pts, 20 jgs), 2º Benfica (49 pts, 20 jgs), 3º FC Porto (49 pts, 20 jgs).

crónica do Alavarium/FC Porto (19-37): Em Aveiro o FC Porto ganhou tranquilamente diante de um opositor de escalão secundário. Ao intervalo os Portistas tinham já 5 golos de vantagem que seriam alargados até aos 18 finais. O grande destaque desta partida foram os 11 golos do nosso pivot Tiago Rocha, verdadeiramente inspirado. As suas movimentações, os livres de 7m ganhos, a sua eficácia de concretização poderá ser decisiva para o nosso sucesso nos play-off. Ricardo Moreira com 6 golos também foi dos mais eficazes a par de Bosko e J.Ribeiro com 4 golos cada. Com esta vitória o FC Porto está apurado para os quartos de final da Taça de Portugal que se jogarão a 1 de Maio. A final four será em Guimarães nos dias 17 e 18 de Maio. O FC Porto é o actual vencedor desta prova ganha ao Benfica na temporada transacta e que também foi ganha pelos Dragões ao Sporting há duas épocas atrás. Agora é tempo de descanso com o play-off (quartos de final) a iniciar-se dia 29 com a recepção ao S.Bernardo.

Basquetebol: Jogo electrizante no Barreiro
1º Ovarense (2 derrotas, 18 jgs), 2º FC Porto (3 derrotas, 18 jgs), 3º Vagos (9 derrotas, 18 jgs).

crónica do Barreirense/FC Porto (82-83): Quando a 5 minutos do fim o Barreirense ganhava por 11 pontos parecia tudo já decidido. Mas das equipas que vestem de azul e branco esperam-se sempre recuperações milagrosas e feitos notáveis. Um parcial de 15-0 mudou o jogo de 76-65 para 76-81 com cestos fantásticos de Paulo Cunha, Gentry, Nuno Marçal e Julian Terrell que foi mesmo o nosso MVP com 23 pontos. Um contra ataque com afundanço de Marçal acabou com o jogo a 11 segundos do fim (79-83) acabando por entrar ainda um triplo no último segundo para os donos da casa. Fabulosa reviravolta deste Porto que nunca desiste... O Porto quer o 1º lugar (a discutir com a Ovarense dia 29) mas para isso é importantíssimo ganhar ao CAB na próxima jornada a disputar em Vila Nova de Poiares. Esse jogo com o CAB é domingo dia 16 às 17 horas.

Hóquei: Ambiente terrível à espera dos Dragões
1º FC Porto (70 pts, 26 jgs), 2º Benfica (55 pts, 26 jgs), 3º Oliveirense (51 pts, 26 jgs).

crónica do FC Porto/Ouriense (14-1): Em Fânzeres onde o nosso amigo Estilhaço esteve presente (podem apreciar os seus vídeos e fotos) o FC Porto terminou a fase regular do campeonato com mais uma vitória por números claros. Os catorze golos do Porto foram distribuídos por Filipe Santos (o mais eficaz com 5 tentos), Jorge Silva, André Azevedo, Reinaldo Ventura e Emanuel Garcia (com 2 cada) e um último tento de Caio. Acabou a fase regular e o Porto terminou líder incontestável e imbatível com 15 pontos de avanço, com 22 vitórias e 4 empates. O play-off inicia-se dia 29 (quartos de final) com o Porto a receber os vizinhos do Gulpilhares. Na taça de Portugal os Dragões recebem a 12 de Abril nos 1/16 avos de final o Candelária. No próximo fim de semana há jogo grande na Catalunha para a Liga Europeia. A RTP2 vai transmitir em directo (domingo às 16.15h) o desafio Vic-Porto da última ronda da fase de grupos da Liga Europeia. Os Dragões invictos vão ao recinto do Vic podendo perder até 3 golos de diferença. Se não acontecer nenhuma desgraça a final four de 10 e 11 de Maio em Barcelona contará com o FCP nas meias finais para defrontar o clube da casa (FC Barcelona). O Vic é o 3º da Liga Espanhola e finalista vencido da Taça do Rei. Tem uma equipa que defende muito bem e está há muito tempo a preparar este jogo incendiando o ambiente recordando incidentes da final da taça Cers de 1994 que o FC Porto ganhou a estes Espanhóis. Nessa final o Porto tinha perdido por 3 golos lá e no Américo de Sá ganhamos 7-1 erguendo a Taça em jogo que segui apaixonadamente via rádio. Franklim Pais já veio dizer que nada de anormal se passou em 1994 mas isso para aqueles fanáticos Espanhóis pouco interessará... O ambiente será infernal e espera-se que os árbitros Italianos não se deixem intimidar porque os nossos jogadores já estão mais que habituados a estes ambientes. Em Fânzeres ganhamos 4-1 e agora em Vic é preciso jogar para ganhar porque gerir diferenças é sempre perigoso. «Adiós» Vic é o que espero dizer no próximo domingo.















Treinador da Semana: Alberto Babo
Jogador da Semana: Tiago Rocha


Para técnico da semana, escolho Alberto Babo, pela vitória no Barreiro em jogo dramático com final de loucos depois de tudo já parecer perdido para a nossa equipa de basquetebol... e para jogador da semana, a escolha recai em Tiago Rocha (na foto) pela brilhante exibição no jogo de domingo apontando 11 golos, com um pivot destes a nossa equipa de andebol promete um play-off de grandes emoções... Também merecem uma menção honrosa Filipe Santos do hóquei (5 golos) e Julian Terrell (23 pontos) do basquetebol.

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.