colunas de opinião do Jorge Maia (oJogo) e Miguel Sousa Tavares (aBola) já disponiveis na caixa de comentários
23 dezembro, 2008
22 dezembro, 2008
Natal amargo
assistência: 37.809 espectadores.
árbitros: Duarte Gomes (AF Lisboa), Bertino Miranda e Pedro Garcia; Vasco Santos.
FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Raul Meireles e Lucho; Lisandro, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Pedro Emanuel por Mariano (67 min) e Raul Meireles por Farías (85 min)
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Benítez, Guarin e Tomás Costa.
Treinador: Jesualdo Ferreira.
MARÍTIMO: Marcos; Briguel, João Guilherme, Fernando Cardozo e Van der Linden; Olberdam, Bruno «cap.», Marcinho e Miguelito; Bruno Fogaça e Baba.
Substituições: Bruno Fogaça por Djalma (46 min), Marcinho por Vítor Júnior (77 min) e Baba por Manu (86 min).
Não utilizados: Marcelo, Luis Olim, João Luiz e Zé Gomes.
Treinador: Lori Sandri.
disciplina: cartão amarelo a Olberdam (14 min), Van der Linden (44 min), Hulk (54 min), Fucile (67 min), Baba (75 min), Rodríguez (78 min), Vítor Júnior (80 min), Marcos (90 min) e Bruno (90 min). Cartão vermelho a Miguelito (90 min).
golos: ---.
Existirá quem sonhe, com ansiedade, com a noite de 24. Aquela onde pretensamente os desejos se realizam. A noite da magia. Das prendas. Nesta voragem do consumismo, poucos escaparão a almejar alguma coisa nesta quadra natalícia. Saúde, dinheiro, jóias, consolas. O objecto que lhes confira prazer. Alegria. Felicidade.A ambição, qualidade que faz parte do código genético, está presente em todos os nossos actos. Até no respirar. Temos que ser melhores do que os outros, nesse simples aspecto da vida. A melhor prenda nos sapatinhos dos portistas passa por duas fases: vencer o Marítimo, adversário último antes do período festivo, e o 1º lugar. Aquele posto que é nosso, quase por direito, tamanha tem sido a supremacia azul e branca nos últimos anos.
Se neste derradeiro anseio dependemos de terceiros, o primeiro e mais premente desejo depende de nós. Apenas. O derradeiro desafio, no Dragão, neste ano que caminha para o seu ocaso, coloca os pupilos de Jesualdo frente-a-frente com o Marítimo, onde o sotaque cerrado da Madeira ganhou uma fluência típica de sons baianos. O ritmo dengoso e vibrante do Brasil é quase a segunda natureza da equipa de Lori Sandri.
E a verdade é que, mesmo com os 18 pontos e o 6º lugar no bornal, os madeirenses são uma incógnita, quando se pretende aferir o seu valor. O que vale este Marítimo? Se a avaliação tiver em linha de conta os últimos desafios dos insulares, é com um sorriso que destila confiança que aguardaremos o embate. Uma humilhação, sofrida em pleno Caldeirão, no jogo frente aos encarnados, e uma deplorável mostra dos predicados próprios, no jogo da Taça da Liga, frente ao Sporting, dão uma ideia de fragilidade que poderá não corresponder à verdade.
Ao invés, na Invicta respira-se segurança, firmeza e arrojo. O Porto já esteve às portas do Inferno, nesta temporada. Sobreviveu. E regressou, dessa travessia do deserto, mais forte do que nunca. 9 vitórias consecutivas atestam o facto. Apuramento e primeiro lugar na elitista prova de clubes do Velho Continente. Único grande em prova, na Taça de Portugal. Parece uma contagem de medalhas, no peito de um veterano de guerra, mas são motivo de orgulho, de quem não soçobrou na defesa do escudo de campeão nacional.
A resolução da crise estava guardada em sede própria. Duas palavras, melhores do que um avançado letal ou um médio de renome. Paciência e Estabilidade. Foram estes os ingredientes utilizados pelo timoneiro da nau portista, conferindo confiança aos reforços recém-chegados, ajudando a conceder a mecanização perfeita no jogo colectivo.O Porto é agora uma equipa estruturada, vivendo do trabalho de sapa de Fernando no meio-campo, onde Meireles vai suprindo, com o labor de sempre, o abaixamento de forma de Lucho. Na frente, um trio de demónios à solta, atormentando as defesas opositoras, vivendo da mobilidade, aliada à velocidade, criando uma dinâmica que permite a criação de inúmeras oportunidades de golo. Lisandro, Rodriguez e Hulk, um trio irmanado num pacto de sangue: dilacerar as muralhas defensivas.
Foi assim o Porto esperado que entrou em campo, para este derradeiro confronto de 2008. Um Porto ameaçador, pressionante, demorando apenas 22 segundos para rematar à baliza adversária, por intermédio de Lucho.
Foi o mote para 15 minutos excelentes, criando o pânico nas hostes opositoras, com Luho muito activo, empunhando a batuta de maestro no meio-campo. Ao remate inicial, seguiram-se outros, de graus de perigosidade diferentes, mas todos procurando o caminho da felicidade. Rodriguez, Fucile, outra vez Lucho e Hulk visaram a baliza de Marcos, não permitindo qualquer veleidade aos madeirenses.
O Marítimo, com um futebol explanado quase sempre pelo centro do terreno, procurava timidamente importunar a baliza de Helton, mas conseguindo criar apenas um momento de verdadeiro perigo para as redes do keeper portista. Aos 30 minutos, na marcação de um livre, o esférico tem um encontro imediato com a barra da baliza azul e branca. O Porto ía sempre respondendo. Beneficiando do apoio constante de Fucile, no flanco direito, e do labor de Cebola, no lado oposto, foram criadas condições para a abertura do marcador. Não uma. Não duas. Mas várias vezes. Bruno Alves, já dentro da área adversária, terá desperdiçado a mais soberana. Rodriguez, num movimento excelente de cabeça, após um canto, provocou frisson nas bancadas. Debalde. O intervalo mostrava, no marcador, um teimoso nulo, injusto para quem tinha porfiado tanto.
A 2ª metade trouxe um futebol mais confuso, por parte dos pupilos de Jesualdo, e um maior atrevimento nos homens oriundos do feudo de Alberto João Jardim. Um Marítimo mais descomplexado, esticando as linhas, aproveitando os espaços cedidos pelo Porto, ameaçando a estabilidade defensiva.O Porto teve alguma dificuldade em se reorganizar. O jogo tornou-se intenso. Um futebol mais musculado, rasgado, com longas vias convidativas para o ataque. E contra-ataque. Ao futebol mais lateralizado, mais pensado, os azuis e brancos respondiam aos repelões. Hulk, do lado direito, ou Rodriguez, na esquerda, aríetes usados para derrubar a muralha. Com menor tempo de posse de bola, relativamente à 1ª parte, mas quase letais, de cada vez que chegavam á área opositora.
À 2ª bola na trave de Helton, cabeceada por Marcinho [lance idêntico ao golo sofrido na Amadora, na marcação de um livre, mostrando que o trabalho de casa dos Dragões não foi feito], o Porto respondeu com uma pressão asfixiante, com dois momentos altos:
- centro de Lisandro, para uma entrada de rompante de Rodriguez, proporcionando uma defesa espantosa de Marcos;
- notável trabalho de Hulk, na direita, em velocidade, com o centro rasteiro a ser concluído com um forte remate de Lisandro, para nova intervenção segura do brasileiro guardador da baliza dos insulares;
O golo, ansiado e adiado, pressentia-se em cada novo ataque dos donos da casa. Lori Sandri, consciente do perigo que a sua equipa corria, coloca em campo Manú. Um velocista nato, driblador por excelência, que tem nos pés uma oportunidade de ouro, ao isolar-se sobre a meia-esquerda, no ocaso da partida. O Porto racional já não existia. Vivia apenas por sofreguidão, com o coração a chefiar a procura do golo. Farías, na fase de desespero, entrou na procura do milagre.
Mas estava escrito nos céus da Invicta que o Natal dos apaniguados portistas será triste. Após 10 vitórias seguidas [considerando no número redondo o dramático triunfo na Taça, em Alvalade], os Dragões voltam a ceder inesperadamente pontos, numa altura crucial da temporada. Não será motivo para, novamente, duvidar do valor e carácter da equipa, mas sente-se esta perda de pontos como um retrocesso, numa altura em que a marcha rumo ao 1º posto parecia imparável.Melhor do Porto: Após o início prometedor, tal como na Amadora, com Lucho aparecer como o emblemático rosto do carrossel ofensivo, El Comandante voltou às exibições soturnas, cinzentas, longe do fulgor que o alcandoraram ao topo exibicional sonhado por qualquer treinador.
No tridente atacante, nomes de quem se espera sempre a descoberta da arte para empurrar as bolas para as redes adversárias, o esplendor recente foi como que eclipsado nesta quadra de vertigem consumista. Hulk, habitual nos seus movimentos repentistas, ainda criou o desassossego no último reduto maritimista, procurando amiúde as iniciativas individuais, sem sucesso. Foi, na minha opinião, do lado esquerdo que esteve o melhor elemento azul e branco. Rodriguez, sempre batalhador e empreendedor, procurou jogar em velocidade, forçando a linha de fundo, durante a primeira metade, mas surgindo bastas vezes em zonas de finalização. E esteve sempre perto, tão perto, da glória, que não mereceria o castigo do empate.
Arbitragem: Sem grandes casos por resolver, optou por uma profilaxia ausente de cartões, permitindo que os madeirenses endurecessem o jogo. Quando, finalmente, mostrou as cores dos mesmos, na sua forma mais suave, preferiu a contemporização com o avolumar de faltas de Olberdam, já admoestado. Expulsou Miguelito, já nos descontos, pretensamente por palavras. Deixou passar em claro uma agressão a Rolando, com o jogo parado. Sem influência aparente no resultado final.
21 dezembro, 2008
Ganhar no Natal... e esperar pelo Nacional!!!
Posto isto, e tu nobre Dragão, o que desejas? Simples questão retórica, claro, nas mentes de todos, só um desejo nos invade, ocupar aquele lugar que por tradição e direito têm sido nosso, face a evidente e tamanha supremacia ano após ano.
Para que a tradição ainda seja o que era, só um pensamento me habita, ganhar aos Verde Rubros insulares, é indesmentível que o primordial anseio está dependente de terceiros, o que torna o concretizar das pretensões azuis numa prenda faseada.
O derradeiro desafio, no Dragão, neste ano que caminha para o seu ocaso, coloca no caminho dos azuis e brancos o Marítimo, equipa que à luz dos últimos encontros se mostra uma verdadeira incógnita quando o tema versa o aferir do seu real valor.
Humilhados em pleno caldeirão às mãos dos encornados, onde nem mesmo a expulsão prematura em fase embrionário do jogo é justificativa de tamanha e gritante incapacidade face a tal desenlace, voltariam a exibir deploráveis predicados frente a Viscondes, em jogo para a Taça da Liga, confirmando uma ideia de fragilidade, onde os 18 pontos e o sexto lugar no bornal madeirense fazem por não corresponder a verdade.
Da Madeira, diz-se ser um jardim, e mesmo levando em linha de conta as últimas derrotas dos insulares, que me fazem destilar confiança, o adversário não será por certo flor que se cheire. Os maritimistas, não esqueçamos são um conjunto bem delineado, de futebol curto e apoiado, onde o sotaque cerrado da Madeira ganhou uma fluência típica de sons Baianos e ritmos Sambistas. O ritmo dengoso e vibrante do Brasil é quase uma segunda natureza da equipa de Lori Sandri.
Os Verde Rubros, contam no seu seio com algumas unidades experientes, que contra balançam a posse de bola com a audácia das transições rápidas, nem sempre com um futebol rectilíneo, a verticalidade do seu jogo emperra no futebol de pé para pé, donos de uma defensiva forte, (só um golo sofrido em jogos fora de casa), os maiores destaques vão para Van der Linden e Marcos, sem me esquecer das laterais entregues a homens que fazem da velocidade arma de arremesso.
A zona intermédia é repleta de jogadores que conhecem e tratam a bola por tu, sempre bem secundados pelos habituais carregadores de piano, onde Marcinho, Bruno e Olberdam, são pedras fulcrais do esquema do técnico dos Barreiros.
Na frente as luzes da ribalta têm dado a conhecer Djalma e um tal de Baba, ainda assim parece-me que este é o sector menos forte do colectivo insular, onde Bruno Fogaça pode ser a surpresa no onze maritimista, sejam eles quem forem, uma certeza, aliam a irreverência e o dinamismo próprio de quem procura um lugar ao sol, e o desafio no palco azul e branco é local ideal para evidenciar atributos, fica o aviso para o perigo que dai possa advir.
Não espero um Marítimo muito diferente do registo colectivo de outros encontros, (3x4x1x2), táctica e tecnicamente arranjando nas ideias de um técnico que opta sempre por um discurso arrojado mas que acaba sempre em desculpas calemerianas, existindo ainda o handicap de quem carrega sobre si o peso de um par de derrotas que pode adensar o clima de pressão e a inibição do seu futebol.
Ao invés na Invicta respira-se segurança e firmeza, o campeão atravessa a sua melhor fase o que em conjunto com a recepção a um adversário em perda, só augura mais do mesmo, Jesualdo procura o décimo triunfo consecutivo, o que seria novo recorde e o carimbar da melhor série de vitórias ao serviço dos Dragões, algo inesperado até a bem pouco tempo atrás, mas sabe-se como o futebol tem destas coisas e como em sede própria as equipas com estofo revertem facilmente os cenários de morte anunciada.
Mais que a ambição e qualidade que emanam do nosso código genético e se é justo que Hulk seja o catalisador associado a nova performance ofensiva azul, tenho para mim que o segredo não reside apenas e só neste fenómeno, para além do futebol compassado em ritmos de tango alvi-celeste, a “culpa” de todo este bom momento assenta na influência de Fernando no jogo colectivo Azul. É ele o barítono, a âncora que mantém o onze de Jesualdo preso a estas novas sensações de vitórias em catadupa.
O pivot defensivo tem vindo em crescendo, refinando a sua forma de jogar, muito mais capaz de controlar a posse de bola, a cada passo mais sagaz na recuperação da mesma, percebo perfeitamente que é naquela posição central que todo o jogo se influi e que o bloco ganha a consistência necessária para depois se poder sub dividir pelas várias fases dos processos ofensivos e defensivos como um todo.
É por vezes um trabalho invisível, em que se esmorece na dinâmica que depois a estrutura do 4x3x3 atribui aos médios vértices do triângulo, no nosso caso Meireles e Lucho, sendo estes, quase sempre os responsáveis pelas transições ofensivas e pela capacidade de estreitar a relação entre a linha de ataque e a primeira fase do processo ofensivo, bebendo do seu posicionamento, a capacidade de em quase todos os momentos, este lhes oferecer a melhor solução colectiva, até porque não privilegia os passes longos, optando sempre pela segurança e posse de bola.
A formação madeirense vai pois colocar à prova o ritmo intenso dos Dragões, numa equipa onde só Sapunaru e Tarik são baixas, não sendo pois de esperar grandes alterações ao onze que actuou na Reboleira a meio da semana. Nada aponta para que haja um desvio no alinhamento apresentado, atendendo ao poder de fogo demonstrado, onde finalmente a fidelização nas apostas no trio de ataque começam a surtir os seus efeitos, conjugando dessa forma todos os atributos, envoltos na mecanização sustentada da equipa, todo o poder de explosão de Hulk, materializando de forma evidente o crescimento ofensivo que a equipa demonstra, reforçado nos sete golos alcançados nos dois últimos encontros, sustentam uma lógica de continuação.
Apenas nas laterais o decano treinador azul parece ter de concentrar energias na procura da melhor solução, Pedro Emanuel tem sido solução de recurso, onde pese embora toda a experiencia e enorme boa vontade se denota a tibieza e falta de rotina. Fucile apesar do jogo de altos e baixos na Reboleira, será sempre um dos eleitos quer a esquerda ou no flanco oposto, sendo que Lino e Tomas Costa podem sempre espreitar a possibilidade nalgum devaneio de última hora. Conscientes da dificuldade do embate caseiro só um caminho norteia os Dragões, desde cedo o Marítimo terá de perceber os sinais evidentes da ambição azul e branca, ganhar é a palavra, os três pontos são essenciais a manutenção da férrea vontade de ainda antes do dobrar do campeonato a tabela conheça as habituais cores azuis, têm a palavra as equipas do feudo de Alberto João.
§2 a não perder mais logo, pelas 19h00, transmissão em directo do jogo aqui no blog.
20 dezembro, 2008
Paulo Machado, o novo ídolo do Saint-Etienne?
O texto publicado, no football365 é de Xavier Sueur e tem por título: “La Révélation Machado”. E que, em parte, passo a traduzir:
- Titular indiscutível desde a chegada de Alain Perrin a Saint Etienne, Paulo Machado, equipado de verde, acaba de marcar o seu primeiro golo contra o Nancy, domingo. Eis a oportunidade de melhor tomar conhecimento com este jovem médio Português.
Os verdes respiram. Graças à vitória fora contra o Nancy, domingo (2-1), os companheiros de Loic Perrin puseram fim a uma série de sete derrotas consecutivas no campeonato e, sobretudo, sairam de baixo da linha de despromoção. Um sucesso conquistado, nomeadamente, graças ao primeiro golo de Paulo Machado na “Ligue 1”. Ao apontar, com o pé direito, um soberbo livre enrolado, nos 25 metros, o médio Português (que já tinha marcado contra o Rosenborg na taça UEFA) encontrou a fresta da baliza de Gennaro Bracigliano, abrindo o placard aos dez minutos de jogo. Um soberbo golo para este jogador reconhecido, antes de mais, pelo seu esforço, o seu trabalho e o seu talento de recuperador. Mas que, rapidamente, caiu nas vistas de Alain Perrin. Aliás, este último fez dele um titular indiscutível.
Mais relevante parece ser a opinião de Robert Herbin. Este, antigo treinador do Saint-Etienne e, também, treinador mítico para muitos, escreveu o seguinte elogio (na sua crónica semanal de segunda última, para o diário "La Tribune-Le Progrès"): “Marcou um belo golo de livre, apontado de modo notável” . E, acrescenta, “ foi uma das poucas satisfações (o Saint-Etienne perdeu 3-1 contra o Toulouse )... é muito activo e tenta sempre criar e propocionar soluções”.
Claude Chevally, jornalista do diário “L’Equipe” (após o jogo para a taça UEFA, Saint-Etienne- Valência (2-2), desta semana) parece ter a mesma opinião: “Não tem medo de trabalhar. Será difícil poder tirá-lo do onze“.
A isto há que acrescentar que, cada vez mais, Paulo Machado, aparece como um dos emblemas maiores do Saint-Etienne actual na imprensa nacional Francesa . Veja-se o número crescente de fotografias por aqui e por ali deste jovem jogador.
É também visível o capital de simpatia que Paulo Machado soube conquistar junto dos adeptos, público muito exigente, do Saint-Etienne. Basta consultar a blogosfera verde.
Deixo a informação em aberto.
E Viva o Porto !
19 dezembro, 2008
Ditou o sorteio para...
ATLÉTICO MADRID - FC PORTO
SPORTING - BAYERN MUNIQUE
CHELSEA - JUVENTUS
VILLAREAL - PANATHINAIKOS
INTER DE MILÃO - MANCHESTER UNITED
ARSENAL - ROMA
REAL MADRID - LIVERPOOL
LYON - BARCELONA
- jogos a 24/25 de Fevereiro e 10/11 de Março de 2009 -
Hulk: Força H
Quando o conjunto funciona, é natural que as individualidades apareçam com mais brilho. Uma das que tem brilhado mais intensamente é o avançado brasileiro Hulk, tema central deste texto. O golo espantoso que apontou na Amadora, pleno de técnica e colocação de remate, foi mais uma marca de Givanildo Vieira de Souza na presente temporada. Já poucos duvidam do acerto da sua contratação.
Quando foi anunciado como a surpresa prometida por Pinto da Costa, tão badalada durante o defeso, a maioria de nós torceu o nariz, inclusivé eu próprio, não tenho pejo em reconhecê-lo. Mesmo continuando a achar que 5,5 milhões de euros por metade do passe foi um exagero - Hulk era um desconhecido e vinha da 2ª divisão japonesa -, não hesito agora em classificá-lo como uma
Hulk tem 22 anos, é um jovem ainda e tem muito para aprender, nisso penso estarmos todos de acordo. Revela ainda muitos sinais de imaturidade, estraga algumas jogadas com o seu excesso de vontade de chegar à baliza rapidamente, não consegue, por vezes, discernir qual o melhor momento para endossar a bola a um colega. É verdade. O que não se pode negar é que tem também qualidades absolutamente extraordinárias e muito raras de se ver por esse mundo fora. Fortíssimo fisicamente e dono de uma potência muscular invulgar, detém uma aceleração e velocidade de ponta demolidoras, galgando metros de relva com a bola colada ao pé esquerdo e deixando adversários para trás com uma facilidade que impressiona os mais impassíveis. Não acho exagerado dizer que, quando encostado a uma das faixas, é dos jogadores que mais facilmente ganha a linha de fundo que alguma vez tive oportunidade de ver. Depois, possui uma excelente capacidade técnica que, sem ser muito refinada, dá para driblar com bastante sucesso e ter aqueles pormenores que a bancada gosta de apreciar. O seu remate alia força e colocação.
Se no início dizia que Hulk era um jogador que poderia ser muito útil em alguns jogos e que era sempre benéfico contar com um jogador como ele no plantel, agora não tenho dúvida em afirmar que é pouco menos que indiscutível e capaz de, por si só, resolver um jogo a favor do FC Porto.
Com Hulk no onze, o FC Porto de Jesualdo torna-se uma equipa mais explosiva e temível. Se levarmos em conta que as badaladas transições rápidas são um dos princípios de jogo primordiais no modelo idealizado por Jesualdo Ferreira, então o brasileiro encaixa que nem uma luva no tridente ofensivo, junto de Lisandro e Rodríguez. Mesmo que isso signifique o afastar de Lisandro da área (algo que até nem é prejudicial, pois, como sabemos, o argentino faz da mobilidade e procura das faixas uma das suas armas mais importantes).
Hulk foi, de facto, um achado. Parece que já estou a ver os treinadores das equipas que jogam contra o FC Porto a pensar como neutralizar esta verdadeira Força H! É um futebolista pouco convencional, pouco usual, que não se vê aparecer todos os dias. Não sei se tem as características para um dia vir a ser uma estrela à escala planetária e nem isso me interessa. Importa sim vê-lo a decidir jogos e sentir que, com ele, estamos sempre mais perto da vitória.
PS: Para o sorteio dos oitavos-de-final da Champions, já sabemos que todos os opositores são do melhor que há na Europa. Ainda assim, há uns mais fortes que outros. Inter, Chelsea e Real Madrid são de evitar, na minha opinião, a todo o custo. Atlético Madrid, Villarreal e Lyon são igualmente temíveis, mas sempre dava para repartir o favoritismo e ter melhores perspectivas de passagem aos 'quartos'. A ver vamos.
passatempo 2008/09
19Dez2008, capas da imprensa
coluna de opinião do Jorge Maia (oJogo) e Rui Moreira (aBola) já disponiveis na caixa de comentários
18 dezembro, 2008
Uma espécie de Hulkshow...
assistência: --- espectadores.
árbitros: Paulo Baptista (Portalegre), Luís Tavares e José Braga; Bruno Esteves.
ESTRELA DA AMADORA: Nélson; Hugo Gomes, Mustafá, Carreira «cap.» e Moreno; Celestino, Marcelo Goianiria, Fernando Alexandre e Vidigal; Silvestre Varela e Anselmo.
Substituições: Mustafá por Ndiaye (20m), Celestino por Pedro Pereira (65m) e Anselmo por Rui Varela (73m).
Não utilizados: Filipe Mendes, Jardel, Marco Paulo e Nelson Pedroso.
Treinador: Lázaro Oliveira.
FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Raul Meireles e Lucho González; Lisandro Lopez, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Raul Meireles por Guarin (85m), Hulk por Mariano Gonzalez (88m) e Pedro Emanuel por Tomás Costa (90m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Benitez e Farías.
Treinador: Jesualdo Ferreira.
disciplina: Cartão amarelo a Carreira (45 e 83m) e Vidigal (53m).
golos: Lisandro Lopez (10m), Moreno (27m), Rodríguez (45 e 85m), Vidigal (62m) e Hulk (64m).
E voilá, quer-me parecer que alguém (vocês sabem bem de quem estou a falar) já estremece de medo e pavor por sentir o «bafo» do Dragão bem junto ao pescoço, o que é caso para recomendar a esses tais que “tenham medo, muito medo!”. A festa ainda agora começou.
No acerto de calendário para a liga Sagres, o FC Porto visitou a Reboleira em jogo de atraso da 9ª jornada, conquistando merecidamente os 3 pontos em disputa e com isso, reduzindo a desvantagem para o líder (favorito de toda a imprensa!) a uns míseros 2 pontos.Lisandro, CR10 (Christian Rodriguez) e Hulk, com um golo f-a-b-u-l-o-s-o, foram os reis da noite na Amadora, onde o domínio do jogo foi quase sempre em tons de azul-e-branco, mas em que ciclicamente ano após ano, as dificuldades ali passadas para se conseguir um triunfo, são mais que muitas.
O FC Porto entrou no jogo decidido a conquistar os 3 pontos em jogo, lançando-se desde muito cedo em busca de um golo madrugador que ajudasse a pender os pratos da balança a seu favor. Os estrelistas, nesta fase, sentiram muitas dificuldades em suster o poderio ofensivo do FC Porto, com Hulk em plano de destaque, causando inúmeras dificuldades ao sector defensivo adversário.
Foi por isso sem surpresas que aos 10 minutos de jogo, Lisandro inaugurou o marcador para o FC Porto, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Fucile pela direita do ataque, cabeceando para o fundo das redes à guarda de Nélson.
Inaugurado o marcador, assistiu-se a um desacelerar do ritmo de jogo por parte do FC Porto, onde mesmo assim, mantinham total e completo controle dos ritmos de jogo, tendo CR10 nesta fase falhado por 2 vezes consecutivas, excelentes oportunidades para elevar a contagem.
Sem saber ler, nem escrever, os deuses da fortuna estiveram com os estrelistas ao minuto 27, quando Fucile ao tentar aliviar uma bola na defensiva, viu a bola embater em Vítor Moreno, tendo dali resultado um chapéu completamente inesperado ao guarda-redes Hélton que nada podia fazer para evitar a igualdade.
Acusando a desgraçada batida à porta, o FC Porto voltou a acelerar o ritmo de jogo, procurando desfazer a igualdade naquele momento registada e completamente injusta, com o adversário mais uma vez e como em quase todo o jogo, remetendo-se à sua zona defensiva, procurando segurar o resultado.Foi então que quando já se esperava o apito final do árbitro para os primeiros 45 minutos, na sequência de um canto, CR10 surge no coração da área adversária e de cabeça a meias com o ombro, desfaz a igualdade, assinalando novo golo mais que merecido para o FC Porto, e que reflectia a superioridade azul-e-branca em campo.
Nos segundos 45 minutos, o Estrela apareceu em campo com outra atitude ofensiva, conseguindo provocar alguns calafrios na nossa defensiva, com especial incidência no lado esquerdo da defensiva, tentando aproveitar a natural falta de rotina de Pedro Emanuel. Apesar desse ímpeto mais atacante, nunca o FC Porto perdeu o controlo do jogo, nem tão pouco deixou de ser a equipa mais dominadora.
Não obstante estas nuances, em tudo idênticas aos primeiros 45 minutos, os da casa voltaram a conseguir empatar o jogo a duas bolas, aproveitando um livre lateral executado para o interior da área portista, aparecendo Vidigal a antecipar-se, penso que a Raul Meireles, provocando novo balde de gelo nas hostes azuis-e-brancas, mais uma vez, completamente contra a corrente do jogo. Estavam decorridos 67 minutos de jogo e a partida voltava a ficar relançada para o que faltava até ao seu final.
Quem não concordou em nada com este assomo de pouca vergonha dos deuses da fortuna, que bafejavam e de que maneira os estrelistas, foi Hulk que apenas um minuto passado da igualdade, resolveu abrir a lâmpada do (seu) génio, assinalando como já disse, um golo f-a-b-u-l-o-s-o, ao rematar em arco na entrada da área, fazendo a bola entrar junto ao ângulo superior esquerdo de Nélson que pouco ou nada podia fazer, senão assistir a tão obra magistral.
Desta vez, o FC Porto não permitiu mais abusos aos deuses da fortuna, continuando a criar oportunidades para aumentar a vantagem a um ritmo galopante, mas onde havia sempre um toque um corte, um desvio, mais uma finta, mais qualquer coisa, que acabava sempre por estragar o lance.A justiça no resultado final, surgiu apenas quando já restavam apenas 5 minutos para o término da partida, na marcação de um livre executado de forma irrepreensível por CR10, que apesar da palmada em esforço de Nélson, acabou por ver a bola anichar-se pela 4ª vez nas redes da baliza à sua guarda.
E prontos, finalizada que foi entretanto a partida, concretizou-se o aproximar ao topo da classificação por parte do FC Porto, aposto, provocando desde já um medo de morte ao líder preferido de toda a imprensa… sintam medo, muito medo, porque o Dragão, acordou!!!
§ nota1 » as minhas desculpas pelo atraso na publicação, mas o pc anda cheio de viroses e quem paga com isso, é a ligação da net que ora funcemina, ora manda-me ir dormir mais cedo (que foi o caso desta noite, como já de outras há bem pouco tempo atrás). Por ora, aparentemente, problema resolvido!
§ nota2 » quanto a futuras transmissões dos jogos por aqui num modo «em directo», independente da origem da transmissão televisiva, e porque a aceitação foi mais que excelente, não prometemos mais nada, senão que podem contar connosco, como sempre puderam até hoje! A próxima, será já este domingo, pelas 19:15. Estejam atentos!
Campeão de Inverno perde na Trofa
Liga Intercalar 2008/09
17 de Dezembro de 2008
1ª jornada do Campeonato de Primavera (zona norte)
Estádio do CD Trofense, na Trofa
CD Trofense: Vítor; Bessa, Marco, Serra e Areias; Sidney, Zamorano «cap.», Rui Borges e David Caiado; Ruben e Silas.
Jogaram ainda: Rafael, Pedro Silva, Dani, Ricardinho e Laranja.
Não utilizados: Luís e Amândio.
Treinador: Manuel Pinho.
FC Porto: Ventura «cap.»; Ivo Pinto, Tengarrinha, Raphael e Lino; Pelé, Bolatti e Rafa; Chula, Rabiola e Diogo Viana.
Jogaram ainda: Massari, Jakubov e Josué.
Não utilizados: Ruca, Roberto, Ramon e Miguel Galeão.
Treinador: Rui Barros.
disciplina: Cartão amarelo para Raphael (62 min), Rabiola (63 min) e Silas (66 min).
golos: Silas (31 min).
Detentor do título de Campeão de Inverno da Liga Intercalar, o FC Porto arrancou a segunda metade da competição, o Campeonato de Primavera, com uma derrota no terreno do Trofense por 1-0. A partida foi equilibrada e dividida, com o golo solitário de Silas a decidir o destino dos três pontos em disputa.
O cabeceamento certeiro de Silas, aos 31 minutos, bastou para que a formação anfitriã garantisse o seu primeiro triunfo na edição deste ano da Liga Intercalar, prova em que a equipa da Trofa não havia ainda participado (esteve ausente do Campeonato de Inverno).
A formação azul e branca, orientada por Rui Barros, apresentou algumas caras conhecidas do plantel principal portista no onze inicial, com Pelé e Lino a assumirem algum protagonismo no primeiro tempo do encontro, ao tentarem a sorte à distância através de livres directos que puseram em sentido o guarda-redes adversário.
Já depois da equipa da Trofa se ter colocado em vantagem, instante de excepção na equilibrada contenda, os Dragões voltaram a tentar a sorte, desta vez para chegarem à igualdade, mas as investidas de Rabiola ou Chula acabaram por não encontrar o destino pretendido.
Carimbada a presença na ronda decisiva da competição, graças ao triunfo no Campeonato de Inverno, o FC Porto disputa a segunda jornada da fase de Primavera a 30 de Dezembro, recebendo o Boavista no CTFD PortoGaia.
fonte: fcporto.pt
Confira aqui o calendário desta nova competição no seu site oficial.
17 dezembro, 2008
A caminho das meias...
FC PORTO - LEIXÕES V.GUIMARÃES - E. AMADORA P. FERREIRA - NAVAL AT. VALDEVEZ - NACIONAL
- Jogos a 28 Janeiro 2009 -
É na Reboleira!?!?!… Bato, 3 vezes na madeira!!!
Com a Bwin relançada após o empate caseiro dos novos líderes e a ter-mos que nos cuidar face as “fabulosas” exibições de alguns perseguidores, é de crer que temos mesmo que arrepiar caminho, não vá que escudados na famosa morte anunciada, ainda antes do Natal, os Media tenham já dado sua sentença e entrega do campeonato!!!
Desta feita nova viagem a Sul, depois da passagem pelo Sado onde enfrentamos a valia e a sagacidade do Faquir(á) Daúto no banco adversário, o conjunto tricolor, ex-equipa do dito técnico, é um daqueles emblemas que nos tem feito passar “vergonhas” maiores, desde frangos da Baía com Adrianse, a mosquitos por cordas e desaguisados disciplinares com Policias, na Reboleira tudo nos acontece!!!... (até Fernando Santos ao leme da equipa de um dos dormitórios de Lisboa nos ganhou!!!).
Para os mais esquecidos, os Amadoristas foram responsáveis pelo adensar da crise na 2ª volta da época de estreia do Prof. ao leme do Dragão, causando sensação ao ganharem no anfiteatro azul e branco. Jesualdo terá memória fresca e de certo não descurará os devidos ensinamentos estando de sobreaviso, até porque o empate de “amadores” da última época ainda estará bem fresco no seu subconsciente.
Os Amadorenses não ganham desde a 5ª jornada da Liga Sagres, começaram por ser uma das surpresas, agonizando a posteriore no lento afogar e imergir dos salários em atraso, contam no plantel com jogadores de créditos firmados, Nelson, Vidigal, Varela, Ndiaye, Celestino, Marco Paulo e Anselmo são algumas das pedras que o técnico Lázaro não abre mão na intenção de ressuscitar o emblema tricolor.
Outrora eram os centrais quem mais davam nas vistas, fortes no jogo aéreo, explosivos nos disparos quando o tema era livres directos, os estrelistas não apresentam agora a mesma argumentação onde solidificaram vitórias que lhes permitiram passar ao lado de grandes tormentos na luta pela manutenção.
Na sequência de Cinfães, não custa crer e antever que se perspectiva o regresso ao onze base, ainda que nem tudo tenha sido positivo no confronto em terras durienses, o embate teve o condão de laurear Guarin e lançar a discussão sobre a aptência ofensiva do Colombiano, hà mesmo que alvitre novos desenhos da zona intermédia capazes de potenciar um desempenho mais afoito e preconize um veio condutor transversal a maiores balanceamentos ofensivos, augurando uma maior expressão e capacidade atacante.
Fico com sérias dúvidas sobre os proferidos augúrios no adicionar e sobre os resultados da sua inserção na conjuntura que agora se verifica, refuto desde logo a ideia concebida que as exibiçoes do reforço até aqui escondido seja por si só motivo suficiente para modificar a matriz de jogo azul e branca. Contudo e ainda que me restem dúvidas sobre a sua capacidade quando utilizado como referência na posição de pivot defensivo, nesse capitulo tenho para mim que a prisão a que se vota quando obrigado a desempenhar essa missão é castradora das reais capacidades do seu futebol.
Não sendo um médio box-to-box, fica longe da capacidade de ocupação de espaços quando comparado com Meireles, e apesar da irreverência que procura demonstrar, é incomparável a qualidade de decisão e de último passe face a Lucho.
A Reboleira será por certo mais um capítulo no reforçar das certezas do 4x3x3 adstrito às dinâmicas e competências estruturais do 4x4x2, uma equipa que vive dos equilibrios que Fernando ja propicia, sendo esse o melhor elogio que se lhe pode fazer, onde a bipolaridade ou tripolaridade de Hulk teve efeito coincidente com a maturidade e controlo dos tempos e momentos de jogo, apesar das vivenciadas e visíveis oscilações de rendimento, às vezes dentro do mesmo jogo, é óbvia a melhoria consubstancial face a exibições amorfas e reprováveis, notando-se grosso modo um Dragão mais capaz e próximo de uma plenitude mental capaz de o projectar para o tetra.
Vai sendo tempo que se calem as imberbes vozes que a cada jornada ou jogo nos auguram desfechos inusitados, nos fazem crer nas teorias da pseudo dependência de A ou de B, encontrando sempre neste ou naquele artificie do futebol do Dragão a desculpa ou a escusa de dar como prova provada que a nossa grande valia tem sido o COLECTIVO.
Até porque, como já vi escrito por ai é tempo de matar o “borrego” nem que seja empunhando um trevo, porque eu continuo com a minha só de pensar na Reboleira, corro e bato três vezes na madeira…..e como dizem nostros Hermanos.. 'Yo no creo en bruxas, pero que las hay, las hay'!!! (não é Quique?)
Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Fucile, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Rolando, Stepanov e Benítez.
Médios: Fernando, Guarín, Raul Meireles, Lucho e Tomás Costa.
Avançados: Candeias, Farías, Hulk, Lisandro, Mariano e Rodríguez.
# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal.
16 dezembro, 2008
Vamos Marçal, não nos deixem ficar mal...
FC Porto tem tudo para manter a liderança da fase regular
(1º FC PORTO- 30 pts/11 jgs; 2º Benfica- 25 pts/10 jgs; 3º Madeira SAD- 23 pts/10 jgs)
- ABC Braga, 25 - FC Porto, 26
A vitória do FC Porto em Braga foi seguida por mim via sms em Madrid. Um jogo terrível com muita pressão do público mas com um Porto corajoso em que na 2ª metade soube sempre estar em jogo com empates consecutivos. Depois a 10 segundos do fim um grande golo de Filipe Mota (melhor em campo com 6 golos) deu-nos a vantagem que depois soubemos defender nos segundos finais. Boas prestações também as de Eduardo Filipe (5 golos), Ricardo Moreira (4), Inácio Carmo (4) e Wilson Davyes (3). Em Madrid houve, pelo menos um Portista que na tarde de domingo vibrou imenso com esta sempre muito saborosa vitória.
- FC Porto, 35 - Águas Santas, 32
Em noite de champions League estavam na Póvoa escassos espectadores mas um deles era eu. Em jogo antecipado o Porto chegou cedo à vantagem mas desconcentrou-se e ao intervalo estava tudo empatado. A melhor equipa era claramente a nossa e por isso na 2ª metade voltamos para a frente com margens de 3 e 4 golos que não soubemos depois aumentar. Na parte final os Maiatos podiam até ter reduzido para 1 golo mas em 2 contra-ataques acabamos o ano com mais uma vitória. O Porto só joga agora a 15 de janeiro para a taça da liga em Portimão. Quanto a esta fase regular parece-me claro que o Porto tem tudo para chegar ao final em 1º ganhando a vantagem do factor casa para os play-off. Faltam 5 jogos mas há que manter a postura e a atitude em todos eles. Neste jogo destacaram-se E.Filipe e R.Moreira com 8 golos cada e logo a seguir T.Rocha e I.Carmo com 6 golos cada.
FC Porto bate no fundo mas ainda vai a tempo de recuperar
(1º Benfica - 26 pts/13 jgs; 2º CAB Madeira - 25 pts/13 jgs; 8º FC PORTO - 20 pts/13 jgs)
- Esgueira, 74 - FC Porto, 82
Vitória justa mas só conseguida após prolongamento (72-72). Kevin Martin com 27 pontos e 15 ressaltos e Nuno Marçal com 26 pontos foram os melhores dos azuis e brancos.
- FC Porto, 92 - CAB Madeira, 93
Quinta derrota no campeonato. Injusta e consumada a poucos segundos do fim numa partida onde Marçal falhou um triplo no soar do gongo. Kevin Martin (18), Marçal e Figueiredo (17) foram os jogadores com mais pontos nesta partida.
- V.Guimarães, 65 - FC Porto, 63
Sexta derrota em 13 jogos! E a quarta por números tangenciais, pois em 4 das 6 derrotas Portistas um só cesto tinha revertido todos esses resultados. Aliás, a falta de sorte tem sido evidente e neste jogo o cesto decisivo foi concretizado...no último segundo. Burns com 21 pontos foi o elemento mais em foco nesta partida. Sábado recebemos o ainda invicto líder Benfica...
FC Porto consegue importante empate em Espanha
(1º FC PORTO - 33 pts/13 jgs; 2º J.Viana - 30 pts/14 jgs; 3º Oliveirense - 26 pts/13 jgs )
- Carvalhos, 3 - FC Porto, 8
A vitória Portista foi clara num jogo sem história. Emanuel Garcia (4), Jorge Silva (2), Reinaldo Ventura e Pedro Moreira foram os autores dos golos.
- FC Porto, 7 - Barcelos, 1
A vitória Portista estava mais que decidida ao intervalo (6-0). Bisaram Filipe Santos e Reinaldo Ventura enquanto os outros 3 golos foram de Pedro Moreira, Emanuel García e Jorge Silva. Amanhã recebemos o Cambra no início da 2ª volta e sábado vamos ao recinto da Nortecoope.
- Igualada (Espanha), 3 - FC Porto, 3
A presença do FC Porto na «final-eight» desta Liga Europeia poderia ficar ameaçada se não pontuássemos neste jogo em Espanha. Por isso o empate alcançado é importantíssimo para que no jogo da última jornada (em Gondomar com o Igualada) só dependamos desse resultado. Aliás na próxima ronda há um Igualada-Noia e nesse jogo vai ganhar sempre o Porto. Ao intervalo ganhávamos 1-3 (golos de R.Ventura, F.Santos e Caio) mas na 2ª metade o adversário reagiu. Na classificação do grupo lidera o Noia com 7 pontos, segue-se o Porto com 5, Igualada com 4 e, por último, o Quevert com zero pontos. Na próxima ronda a 17 de Janeiro o Porto recebe os Franceses enquanto o Igualada recebe o Noia em mais um duelo Catalão.
Como no último fim de semana estive ausente do País, desta feita a eleição do Dragão de Ouro tem dois capítulos. No 1º fim de semana destaco o central Filipe Mota que foi decisivo na vitória do andebol do FC Porto no pavilhão do ABC. Marcou 6 golos e mais importante que isso foi ele que a 10 segundos do fim fez o 26º tento do FC Porto silenciando a plateia Bracarense. Foi ele quem organizou o jogo do nosso ataque e esteve sempre muito sereno.
Eduardo Filipe
Este fim de semana opto pelo também andebolista Eduardo Filipe que na quarta feira brilhou ao marcar 8 golos ao Águas Santas já depois dos 5 marcados ao ABC. Continua com um poder de fogo temível. Nesta equipa do Porto Ricardo Moreira, Inácio Carmo e Tiago Rocha também têm estado em muito bom nível. Caio, Ventura e F.Santos marcaram na Catalunha em jogo vital enquanto no basket foi C.Burns quem mais se evidenciou embora K.Martin e Marçal sejam de longe os jogadores em melhor forma nos últimos jogos.
FCP-Infesta (4-0) e FCP-Gondomar (3-1)... futebol/juniores
Penafiel-FCP (1-1) e FCP-Diogo Cão (6-0)... futebol/iniciados
V.Formoso-FCP (0-10)... futebol/juvenis
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EB Porto/FCP (52-74) e Vasco-FCP (55-58)... basket/cadetes
FCP-Penafiel (111-31)... basket/juniores A
FCP-Gaia (62-54) e Leça-FCP (89-84)... basket/juniores B
A equipa do FCP/iniciados sub-14 masculinos garantiu a presença no Campeonato Nacional de Iniciados pois venceu a 1ª Fase. A Fase Final do Distrital disputa-se a 19, 20 e 21 de Dezembro no Pavilhão do AC Alfenense.
A equipa feminina de iniciados também se apurou directamente para a Fase Final Distrital e para o Campeonato Nacional. A Fase Final disputa-se no Pavilhão de Ermesinde nos dias 19, 20 e 21 de Dezembro.
[infos dos basquetebol remetidas pelo Amigo do blog, Eurico Brandão]
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Boavista-FCP (22-39)...andebol/juvenis
Benfica-FCP (31-26)...andebol/juniores
S.Tirso-FCP (27-29)...andebol/iniciados
O JOGO DA JORNADA (SUB-19, CAMPEONATO NACIONAL FUTEBOL/JUNIORES)
FC Porto 3-1 Gondomar
[crónica remetida pelo Amigo do blog, Pedro Porto]
FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Ruca; Ivo Pinto, Roberto, Ramón (Raphael aos 63') e Massari; Júlio Alves (Jakubov aos 45'), Miguel Galeão e Josué (Cap); Diogo Viana, Alex (Jorge Chula aos 71') e Claro.Suplentes não utilizados: Rafael, Paulinho, Cardoso e Caetano. Treinador: Patrick Gravegaars.
Resultado ao intervalo: 2-0.Marcadores: 1-0 por Diogo Viana aos 13'; 2-0 por 40 por Miguel Galeão; 2-1 por Ângelo aos 62'; 3-1 por Claro aos 81'.
Numa tarde de muito frio e de alguma chuva, o FC Porto conseguiu a sua nona vitória consecutiva na prova. Mas não foi uma vitória fácil, muito por culpa dos portistas que tiveram uma tarde muito pouco inspirada, onde apenas Diogo Viana se exibiu ao seu nível.O Porto com o seu esquema habitual (3x4x3), apresentou duas novidades no seu onze. Júlio Alves e Alex surgiram no lugar de Dias e Chula respectivamente.
O jogo começou com uma oportunidade incrivelmente falhada pelo Gondomar. Roberto facilita na zona central, permitindo ao avançado Pinto aparecer isolado perante Ruca, mas a rematar por cima da barra. O Porto acusou o toque e teve logo a seguir duas boas oportunidades por Claro e Josué para inaugurar o marcador. Golo esse que surgiu logo a seguir na marcação de um livre directo marcado superiormente por Diogo Viana.O segundo golo apareceu aos 40 min. Cruzamento de Diogo Viana e Galeão no interior da área, completamente sozinho, a cabecear ao poste, com a bola caprichosamente a bater nas costas de GR, entrando na baliza.
Na 2ª parte o treinador do Porto fez entrar o checo Jakubov para o lugar de Júlio Alves. O Porto entrou de uma forma muito desconcentrada, errando muitos passes com o meio-campo a pressionar muito pouco. O Gondomar aproveitou este facto para ir se aproximando mais vezes á baliza de Ruca.Não foi por isso surpresa que o golo dos Gondomarenses apareceu e de uma maneira incrível. Atraso de Roberto para Ruca, com o guarda-redes a tentar fintar Ângelo na pequena área. O avançado adivinhou as intenções e, com toda a calma, introduziu a bola na baliza. Incrível.
O Porto nos minutos seguintes acusou o golo, com o Gondomar galvanizado a acreditar que poderia chegar ao empate.Patrick Gravegaars vendo esse facto, mudou o esquema para um 4x3x3 e equipa melhorou. A defesa estabilizou e permitiu ao FC Porto controlar melhor o jogo. Esta alteração permitiu também aos nossos laterais poderem subir mais no terreno e apoiar mais o ataque, tarefas que desempenham muito bem. O F.C.Porto sentenciaria a partida através de Claro: jogada de Ivo Pinto na banda direita e cruzamento rasteiro, com Jakubov a simular e Claro, à meia-volta, a rematar sem hipóteses de defesa.
Vitória justa do F.C.Porto com um placard apropriado. De facto, apesar da superioridade dos dragões, o Gondomar deu uma boa réplica que não merecia um hipotético dilatar do resultado.Nota negativa para as lesões de Ramon e principalmente Diogo Viana que já perto do fim sofreu uma entrada dura e saiu muito queixoso do seu pé direito. Esperemos que não seja nada de muito grave.
Pedro Porto - blog Dragao Júnior
Nos dias 6, 7 e 8 Dezembro as equipas de Infantis (1995 a 1997) e Absoluta (+14anos) do FCPorto/Império Bonança estiveram em acção. Os primeiros participaram no Campeonato Regional de Infantis, em Recarei, e os segundos participaram nos Campeonatos Absolutos de Portugal de Piscina Curta, em Guimarães.
A equipa de Infantis esteve em bom plano, conseguindo o 4ºlugar no medalheiro, com 7 ouros, 9 pratas e 14 bronzes (30medalhas), superando as melhores expectativas. Além disto, na grande maioria das provas os atletas melhoraram os seus recordes pessoais, sendo que já há 10 atletas que asseguraram a participação em provas individuais no Torneio Zonal Norte, pois conseguiram realizar os TAC's (tempo de admissão aos campeonatos), e também já foram conseguidos os TAC's para todas as estafetas.
Quanto aos Campeonatos Absolutos de Portugal de Piscina Curta, a equipa do FCPorto/Império Bonança dominou, ficando em 1º lugar no medalheiro, com 12 ouros, 7 pratas e 2 bronzes. Foram ainda conseguidos 3 Recordes Nacionais Absolutos, nas estafetas de 4x50Livres, 4x100Livres e 4x50Estilos, e vários Recordes do Clube.As primeiras Campeãs Nacionais da época 2008/09 são Sara Oliveira, Sara Loureiro, Marta Marinho, Joana Carvalho, Alexandra Oliveira,Cláudia Moreno e Joana Rodrigues.
Entre os dias 11 e 14 de Novembro, decorreram os Campeonatos da Europa de Piscina Curta na Croácia, onde participaram os nossos atletas Paulo Santos e Sara Loureiro. O Paulo nadou os 50Livres em 22.99 (53º lugar) e os 100Livres em 50.04 (61º lugar). A Sara Loureiro (ver foto), que se estreou em grandes provas internacionais, esteve em grande forma. A Sara nadou os 100Livres em 55.73 (34º lugar), estabelecendo um novo Recorde Nacional Absoluto, retirando 0,69s ao antigo recorde e 1.5s ao seu recorde pessoal; nadou os 200Livres em 2:01.34 (35º lugar), estabelecendo um novo Recorde Nacional Absoluto, retirando 0,02s ao antigo recorde, que já tinha 13 anos, e 2.16s ao seu recorde pessoal; e nadou ainda os 400Livres em 4:16.93 (27º lugar) que é um novo Recorde do Clube (que durava desde 1983), ficando apenas a 0.61s do Recorde Nacional que já tem 11 anos.
Já neste fim de semana, nos dias 13 e 14 de Dezembro, estiveram em acção os nossos Cadetes (1997 a 1999), no Torregri 1 em Paços de Ferreira. Neste torneio não existe a atribuição de pódios, mas os atletas mais velhos,quer rapazes (1997), quer raparigas (1998), podem conseguir acesso ao estágio organizado pela Associação de Natação do Norte de Portugal (ANNP), através dos bons resultados alcançados nas provas nadadas (400Livres e 200Estilos).A nossa equipa conseguiu colocar 6 atletas num estágio onde participam 32 (16rapazes + 16raparigas).
A próxima grande prova é o Campeonato Nacional de Clubes, em que as equipas feminina e masculina competem na 1ªdivisão, e que se realiza nos próximos dias 20 e 21 de Dezembro de 2008, em Sines, esperando-se uma participação bastante positiva. Boa Sorte para as duas equipas!
[infos da natação remetidas pelo Amigo do blog, André Cereja]
Lucho. # post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal




















