27 dezembro, 2011

Competições Internacionais – 2) Estatística, os goleadores (até 6-12-2011)

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Este post é a 2.ª parte de “Competições Internacionais” e que apresenta a análise de dados: estatística geral dos jogos e competições, goleadores do FC Porto.

De salientar: Hulk (15 golos) superou Pena e Deco (12) e Lisandro (13); igualou Madjer e Derlei (15). À sua frente apenas tem Fernando Gomes e Jardel (19) e Falcao (22 golos).

Como sabem, estes dados serão permanentemente actualizados e disponíveis na página de links/índice de “FC Porto – Dragões de Azul Forte”.

Fernando Moreira (Dragão de Azul Forte)

26 dezembro, 2011

Dois mil e onze

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1/janeiro/2011: Começa o ano e o FC Porto encontra-se destacadíssimo na frente do campeonato, melhor ataque, melhor defesa e um futebol absurdamente superior a todos os outros. Cerca de 5 meses antes bastaria ver qualquer capa de jornal para antever que um novo ciclo no futebol português iria começar: o FC Porto liderado por um inexperiente treinador acabaria por ser naturalmente cilindrado pelo “clube do regime”, que ainda vivia a euforia de um raro título obtido na época anterior.

2/fevereiro/2011: Depois de um janeiro tranquilo com vitórias frente a equipas de menor dimensão, o FC Porto tem o primeiro embate do ano com o “clube do regime” em pleno Dragão, num jogo da Taça Portugal. Surge aí o primeiro murro no estômago da época, uma derrota por 2-0 e vida difícil para a 2ª mão no galinheiro. Seria o primeiro e único murro no estômago, a partir daí nada falhou!

13/fevereiro/2011: Jogo fundamental em Braga, estádio muito difícil e uma equipa de qualidade. Vitória indiscutível por 2-0 com um improvável bis de Otamendi. Um jogo em que se viu claramente a fibra de campeão do conjunto portista!

17/fevereiro/2011: 16-avos-final da Liga Europa (LE) e logo um adversário bem difícil, o Sevilha de Fabiano, Kanouté, Navas e companhia. O teste ideal para um FC Porto excelente em termos internos, mas que em termos europeus ainda não tinha sido verdadeiramente testado. No difícil ambiente de Sevilha, o FC Porto passou com distinção, batendo os sevilhanos por 2-1 e garantindo uma boa vantagem, que depois seria confirmada no Dragão.

10/março/2011: Novo obstáculo difícil na LE, desta vez o CSKA Moscovo equipa que habitualmente participa na champions. Nova demonstração de categoria e consistência do FC Porto. A sucessão de vitórias, o futebol praticado, a capacidade goleadora, aliada à consistência defensiva, tudo isso espantava a Europa do futebol e granjeava elogios vindos de todas as partes do mundo. Só neste pequeno “quintal” chamado Portugal é que muitos ainda teimavam em querer ter os olhos fechado e desesperadamente lançar poeira para o mérito do FC Porto. Como sempre aliás…

3/abril/2011: A vida tem coisas verdadeiramente inacreditáveis, coincidências dirão uns, justiça divina dirão outros. Então não é que por capricho de calendário este magnifico FC Porto teve a possibilidade de arrumar a questão do título no estádio de um clube que há vários anos tenta derrubar o FC Porto através de meios execráveis, arranjando processos judiciais patéticos contra o nosso clube, difundido uma propaganda vermelha incrivelmente nojenta e cultivando um ódio anti-portista doentio que até chegou ao ponto de desejos de morte ao nosso PRESIDENTE em pleno canal de tv da propaganda vermelha. Confesso que há vários anos esperava por isso. Espetar-lhes uma faca nas costas em pleno galinheiro, enfiar-lhes uns bons murros naquela boca e festejar o título em plena casa deles. Ganhámos 2-1, sofrendo um golo de um penaltie incrivelmente falso. Ganhamos com classe, categoria e muito suor no terreno mais hostil possível. Apagamos literalmente a luz. Um dia que jamais esquecerei!

7/abril/2011: Goleada ao Spartak Moscovo por 5-1 e selada passagem às meias-finais. Em todas as casas de apostas o favorito a ganhar a LE é apenas um: FUTEBOL CLUBE DO PORTO!

20/abril/2011: Se a vitória no campeonato em pleno galinheiro já parecia um autêntico “conto de fadas”, a possibilidade de eliminá-los da taça em sua casa depois da derrota no Dragão por 2-0, já parecia ser bom demais! Precisávamos de espetar 3 batatas no galinheiro. Então não é que ganhamos, marcamos 3 golos e selamos de forma brilhante a passagem à final da Taça!

28/abril/2011: Vitória por 5-1 ao Villarreal nas meias-finais da LE. 4 golos de Falcao e uma máquina demolidora em velocidade cruzeiro.

18/maio/2011: Mais uma Liga Europa para o currículo, desta vez em Dublin. Depois de Viena, Gelsenkirchen e Sevilha, Dublin era palco de uma final inédita entre clubes portugueses, o valoroso Braga e o grande FC Porto! 2 Taças dos Campeões, 2 Ligas Europa, 1 Supertaça Europeia. Não há muitos clubes europeus que se podem gabar disso!

22/maio/2011: O culminar de uma época fantástica. 0 derrotas no campeonato, vantagem de 21 pontos para o 2º classificado, uma máquina de fazer golos. Um espectáculo memorável. Desde que me lembro nunca vi um FC Porto tão avassalador, humilhando os adversários mais difíceis, limpando tudo o que havia para limpar. Foi épico!!

NOTA FINAL: A todos vocês, votos de um excelente 2012, com as maiores felicidades pessoais, profissionais e desportivas. Que o nosso FC Porto tenha um excelente 2012. Esperam-nos dificuldades é certo, mas somos PORTO, e estou certo que todos vão responder à altura nos momentos decisivos!

24 dezembro, 2011

O Porto das vitórias e o Porto das derrotas

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Só há um que partido em que milito, uma religião que pratico, uma crença que partilho: o nosso Porto. O das vitórias, pois claro, não a cidade, esse Porto de derrotas. Politicamente, tanto me identifico com os ideais de Esquerda como com os de Direita. Não voto, portanto, em partidos, nem em ideologias, nem em programas políticos. Voto em pessoas. Ou contra pessoas, como foi o caso das duas últimas eleições para a Câmara que gere os destinos da minha ‘mui nobre e leal’ cidade Invicta.

Por esta altura, assinalam-se – e não se comemoram, porque não concebo celebrar um desastre – dez anos da primeira vitória de Rui Rio no Porto, dez anos que o poder lhe caiu nas mãos, quando nem ele próprio acreditava, dez anos em que a cidade parou e iniciou um definhamento agoniante “até cair de joelhos e tornar-se moribunda”, como um dia disse e muito bem Pedro Abrunhosa. Na verdade, em 2001, não foi Rio que ganhou, foi Fernando Gomes e a sua sobranceria que perderam. E também o povo portuense que não lhe perdoou a traição quando, a meio do mandato, trocou o Porto por um lugar no Governo, com a promessa da Regionalização que a capital, obviamente, não o deixou fazer no País.

E assim ficámos nós, portuenses, entregues a um senhor que quase ninguém conhecia e que se deu a conhecer pelos piores motivos. Na sua estratégia de afirmação, esgrimindo o pacóvio argumento da promiscuidade entre a política e o futebol, Rio achou que devia afrontar e comprar uma guerra com uma das principais instituições da cidade, que mais contribui na promoção da marca “Porto” nos quatro cantos do mundo. Primeiro, foi o famoso Plano Pormenor das Antas, que não mais serviu do que para irritar o clube e mostrar quem é que manda. Depois, foi a indecorosa comparação de Pinto da Costa com Bernard Tapie e Jesus Gil y Gil – presidentes de clubes de futebol condenados pela Justiça por ligações nebulosas entre o futebol e a política – numa altura em que o País se masturbava de contente com o processo “Apito Dourado”.

Não satisfeito, Rio resolveu fechar as portas do edifício dos Paços do Concelho ao clube, logo num período em que, para mal dos seus pecados, as glórias foram tantas. Os festejos da conquista dos sete campeonatos, da Taça UEFA, da Liga dos Campeões, da Taça Intercontinental e da Liga Europa, ao longo desta década, não passaram pela varanda dos campeões, como um dia lhe chamou Fernando Gomes, o político. A festa é feita ali, na Baixa, com a Câmara tristemente de luzes apagadas, de costas voltadas para as vitórias que continuam a incomodar solenemente o senhor presidente. Porque Rui Rio continua sem perder uma oportunidade para atacar a única instituição vencedora que ainda sobrevive na cidade – até na visita do Papa, há dois anos, foi capaz de arranjar um conflito por causa de um simples lençol de boas-vindas colocado na varanda da antiga sede do clube, na Praça Humberto Delgado.

Uma década depois, o Porto é hoje uma sombra daquilo foi, regrediu em todos os indicadores de desenvolvimento: tem hoje menos habitantes e a mesma população que tinha há um século; a reabilitação urbana está estagnada; a maioria das instituições de relevo desertou da cidade em litígio com a autarquia; muitos equipamentos, se não encerraram, estão moribundos – o Rivoli, o Cinema Batalha são apenas dois exemplos; o Bolhão continua por privatizar. Mais: a voz regional e nacional do Porto silenciou-se e Rio riscou-o do mapa das decisões nacionais e da euroregião.

Sim, o Porto mudou. Tem hoje uma marca internacional reconhecida pelo mundo e divulgada incessantemente pela imprensa estrangeira, que a transformou num dos destinos turísticos preferidos dos europeus. O que foi conseguido, aliás, à custa do sector privado a quem a Autarquia deu a cidade de mão beijada, demitindo-se, sem pudor nem vergonha, das suas funções. Pois, é verdade, o Porto tem também a maioria dos seus bairros sociais reabilitados, numa estratégia que resultou num enorme sucesso, pois foi ali que Rio foi buscar as duas maiorias absolutas conseguidas em 2005 e 2009.

É pouco, muito pouco para uma cidade que teve sempre uma ambição maior do que a terra que ocupa. E ainda Faltam dois anos para Rui Rio desaparecer. Uma eternidade, portanto. O Porto urge, desesperadamente, recuperar do coma em que entrou desde que Rio desaguou na Câmara.

Capítulo 5: 1941 a 1950 – O centralismo da capital e o jejum (Parte XII)

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FCPorto – Dragões de Azul Forte
Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do
F. C. do Porto


Capítulo 5: 1941 a 1950 – O centralismo da capital e o jejum (Parte XII)

Época 1948-49 (Continuação)

Jun.1949 – Os terrenos das Antas - O FC Porto tinha já na sua posse 48 mil metros quadrados de terreno, nas Antas. Mas o projecto do futuro estádio previa a necessidade de 63.220 m2. Era, pois, preciso comprar os 15.220 metros quadrados em falta ou esperar que o Estado expropriasse essa parcela.
O padre Marcelino da Conceição, portista indefectível que levara Araújo para a Constituição, escreveu no jornal “O Porto” uma carta apelando à necessidade de construção imediata do estádio e propondo uma campanha junto dos sócios e simpatizantes de todo o Mundo para angariar fundos. Deu a ideia: a criação de um campeonato que ajudasse a recolher 10 milhões de escudos e aventando que cada escudo valeria um... golo.
A Direcção do FC Porto colocaria os golos no Montepio Geral e só poderia levantar esse dinheiro para construção do campo. “Haverá marcador de muitos e de poucos ‘golos’, pouco importa. Um petiz marca o seu golo e lá virá o seu nome. No fim, a Direcção encadernará as folhas em livro e isso ficará como o melhor monumento proclamador de que o Porto é o Porto”.
O próprio jornal “O Porto” decidiu marcar os primeiros 500 golos. Hermenegildo Costa, 250, Leite Maia, 150, padre Marcelino, Miguel Pereira, Albano Araújo, Gomes Sousa, António Meneses, Sousa Pereira, Hermínio Caiano e Armando Tavares, com 100 golos cada, foram os marcadores seguintes. Engrossar-se-ia, depois, o rol de gente famosa, do desporto, do espectáculo, da política.
A campanha correu bem.
[Os terrenos das Antas - In "Glória e Vida de Três Gigantes", 1995 - Adaptação]

10 Jul.1949 – Alberto Augusto, foi contratado para substituir Alejandro Scopelli. Tornava-se no primeiro treinador (efectivo) do FC Porto com nacionalidade portuguesa. Miguel Siska era naturalizado (luso-húngaro).
O FC Porto acabou o Campeonato de 1948-49 num 4.º lugar decepcionante para as aspirações do clube. Mas não foi por isso que o treinador argentino saiu. A intenção dos dirigentes portistas era, mesmo assim, de renovar contrato com Scopelli, mas este optou por aceitar uma proposta do Desportivo da Corunha e abalou para a Galiza.
Alberto Augusto, irmão do primeiro internacional do FC Porto, Artur Augusto, assinou contrato por dois anos e recebeu de imediato o prémio de assinatura, mas não quis usar o direito aos prémios por jogos ganhos ou empatados. Prémios, só ganhando o Campeonato ou a Taça de Portugal.
Alberto Augusto chegou… e partiu com a equipa para uma digressão a Angola.

Barrigana – Frederico Barrigana (n. Alcochete, 28 Abr.1922 – m. Águeda, 29 Set.2007), o "Mãos de Ferro", foi um ídolo do FC Porto cujas balizas defendeu de 1943 a 1955, tendo ultrapassado os 400 jogos.
• As mãos enormes, os braços compridos, o estilo espectacular, a irreverência incontrolável. É considerado um dos melhores guarda-redes de sempre no futebol português. Soberano entre os postes, mantinha em respeito os avançados contrários. Em jeito que lhe era peculiar, saía à bola com o joelho à frente e voava para defesas acrobáticas. Fez jus ao epíteto “Mãos de Ferro” atribuído por um jornal francês, após uma excelente exibição num jogo pelo FC Porto em Paris.
• Começou a jogar nos Onze Unidos do Montijo, mas aos 18 anos ingressou no Sporting onde se manteve três épocas. “Tapado” por Azevedo, também titular da Selecção Nacional, não pode mostrar o seu valor.
• A sua vinda para o FC Porto, em 1943, deveu-se à saída (forçada) do húngaro Bela Andrasik. Chegou com 21 anos e rapidamente ganhou a titularidade nas balizas dos azuis-e-brancos. Frederico Barrigana acabou por nunca ser campeão pelo FC Porto pois o seu ingresso coincidiu com o longo período de 16 anos de jejum. Deteve o recorde do guarda-redes com mais jogos na equipa principal do FC Porto, recorde que só seria batido muito mais tarde por Vítor Baía. Só no Campeonato Nacional, Frederico disputou 259 jogos.
• Ele desejava que o tratassem por Frederico. O povo negou-lhe a pretensão. E Barrigana, dando jus ao nome, foi guarda-redes de afoitezas gordas. Do "Mãos de Ferro" se narram facetas admiráveis, algumas épicas.
• Barrigana lembrado nas tertúlias futebolísticas, nas páginas dos jornais, nas efemérides do clube, porque criador de um estilo, separação do efémero do perene. O mestre Aquilino Ribeiro, em "O Malhadinhas", monólogo de um almocreve de uma aldeia serrana, não o ignorou na composição de uma bela partitura literária: …"É ainda intuito meu construir um fontanário em Chambão das Maias, erigir em Naviarra da Torre uma estátua ao Magriço, filhote dos sítios, digna da epopeia nacional, e outra aos insignes ases da pedibola Barrigana e Matateu".
• “Se não tivesse sido escritor gostaria de ter sido Barrigana, o Mãos de Ferro” – revelou António Lobo Antunes.
• Barrigana ia para a baliza como se fosse para uma festa. Impecavelmente penteado, calçava meias pretas se os jogos fossem no Porto e azuis-e-brancas se fossem noutro sítio qualquer. Era um pinga-amor. “Todas diziam que eu parecia um manequim”, afirmaria, orgulhoso, muitos anos passados. Depois dos jogos com Benfica e Sporting em Lisboa, perdesse ou ganhasse, tinha ritual a cumprir: passar a noite no Maxime’s. Entre as meninas, que o paparicavam. Se a folia se prolongasse havia sempre colega avisado que lhe levava a mala para a estação. E chegava sempre a horas para a partida…
• Em 1947 recebeu uma oferta do Vasco da Gama (Brasil) que lhe dava 10 vezes mais do que o que ganhava no Porto. Rejeitou a proposta e continuou a envergar a camisola azul-e-branca, que amava.
• As grandes exibições na baliza portista conduziram-no, cinco anos após a chegada à Invicta, à Selecção Nacional onde se impôs como titular, relegando Azevedo para o banco. Barrigana foi 12 vezes internacional e estreou-se com a camisola das quinas vestida no dia 21 Mar.1948, frente à Espanha (0-2), em Madrid. O último jogo fê-lo contra a Alemanha (0-3), em Lisboa, em 19 Dez.1954.
• No início da época 1955-56, com a chegada do treinador Yustrich, que acabou com a crise de títulos no clube, foi dispensado ao vizinho Salgueiros. Decisão controversa e do desagrado dos adeptos portistas que nutriam profunda admiração pelo guardião “Mãos de Ferro”. No clube de Paranhos, que representou com a sua proverbial galhardia e ajudou a regressar à 1.ª divisão, esteve três temporadas (1955-56 a 1957-58) até abandonar a carreira de futebolista. Curiosamente, o FC Porto sagrou-se Campeão Nacional logo após a saída de Barrigana. Que pena não ter partilhado tal alegria com os seus companheiros! E tanto que o merecia. Prosseguiu no futebol enveredando pela carreira de treinador. Orientou o Salgueiros, Desportivo de Chaves, Académico de Viseu e outros clubes de menor dimensão.
• Morreu em 29 de Setembro de 2007, com 85 anos, no Hospital de Águeda, vítima de doença pulmonar.
• “Barrigana simbolizou um dos ídolos da minha infância. Foi um guarda-redes excepcional, que nos meus tempos de director do futebol trabalhou como observador. Perde-se uma glória da sua geração, mas nunca se perderá a memória de um guarda-redes fabuloso e de uma excelente pessoa”, afirmou o presidente Pinto da Costa, numa nota publicada no sítio oficial do FC Porto aquando do falecimento de Frederico Barrrigana.
• “Barrigana foi um guarda-redes excepcional, de dedicação extrema ao FC Porto. O clube deve-lhe muitas vitórias. Ele tinha um carisma extraordinário. Lembro que fez uma grande exibição no Stade Colombes, em Paris, e de um jornal lhe ter chamado "L'homme aux mains de fer". E não é que esse texto foi publicado num livro curricular da escola francesa! Só isso diz da categoria do Barrigana", presidente da AG do FC Porto, Sardoeira Pinto, no dia do funeral de Barrigana.
• Barrigana, um guarda-redes ímpar, um ídolo eterno das gentes do FC Porto!
Carreira no FC Porto
1943-44 a 1954-55
Palmarés
4 Campeonatos do Porto

Virgílio – Virgílio Marques Mendes (n. Entroncamento, 17 Nov.1926 – m. Porto, 24 Abr.2009), foi um dos maiores defesas-direitos da história do FC Porto e da Selecção Nacional.
• Começou no Ferroviário do Entroncamento, a jogar como avançado-centro, e era obcecado pelo golo. Tinha 18 anos e trabalhava como serralheiro nas oficinas da CP. Um dia, ansioso por alterar o seu destino… (VER A BIOGRAFIA COMPLETA NO PRÓXIMO POST).
  • No próximo post.: Capítulo 5, 1941 a 1950 – O centralismo da capital e o jejum (Parte XIII) – Biografia de Virgílio Mendes; época 1949-50; Biografia de Alberto Augusto; digressão a Angola; Troféu Salvador Correia de Sá.

23 dezembro, 2011

Ponta de Lança

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O contexto mundial em que vivemos é de extrema contracção ao investimento e à audácia.
Todos os dias somos inundados com notícias sobre a crise, e por muito que não queiramos, todos nós somos afectados por ela, quanto mais não seja no nosso menor ânimo em enfrentar as dificuldades diárias.
Como não pode deixar de ser, também no futebol se sente a crise, e com excepção dos clubes onde surge um qualquer Mecenas Russo ou Árabe, todos os outros têm maiores dificuldades em pagar valores elevados pelos passes de atletas que pretendem contratar.

No nosso caso, e ainda por cima com a eliminação da Liga dos Campeões, o dinheiro não abunda, e as verbas disponíveis para aquisição de jogadores é bem reduzida e, segundo nos dizem, terá que ser aquela que advenha da venda de actuais jogadores.
Ora, se percebo o contexto de crise que vivemos, não posso deixar de manifestar a minha estranheza e grande dificuldade para compreender esta realidade.
Quem tem sido com muita frequência o campeão do defeso em termos de encaixe de vendas de jogadores??
Quem é um dos clubes com maior número de presenças na Liga dos Campeões??
Quem é o clube que nos últimos 7 anos ganhou 3 competições europeias??
Então e é num clube destes que falta o dinheiro??? Bem, então como andarão os outros...
Além disso, gerir em tempos de “vacas gordas”, até eu governo, ou desgoverno... já em tempos de “vacas magras” como parece ser este o tempo, aí sim se vêm os grandes gestores e os modelos que todos julgámos ter dentro de portas.

Ora, sendo para mim indesmentível que nesta fase de transferências que se avizinha, é absolutamente decisiva a aquisição de um ponta de lança, (se é verdade que estamos claramente melhor e em crescendo, também não é menos verdade que as dificuldades de finalização são gritantes) apetece “pensar alto” sobre o jeito que nos daria o dinheiro que gastamos, por exemplo em Walter, precisamente um jogador da posição que tão necessitados estamos.

Por estranho que pareça, Walter foi contratado ao Club Atlético Rentistas!
Calma amigos!
Para que não restem dúvidas e não pensem que eu estou com alucinações, segue o comunicado da Futebol Clube do Porto SAD à CMVM.
DOWNLOAD DO COMUNICADO
Se todos sabíamos que Walter jogava no Internacional de Porto Alegre, porque pagámos a transferência ao Rentistas??
Perante isto, “meti os pés ao caminho” e fui tentar descobrir algo mais sobre este clube.

Então e o que descobri? Trata-se de um clube da 2.ª divisão do Uruguai, fundado em 23/03/1933, com sede na capital Montevideu.
Numa pesquisa mais aprofundada, pude perceber que o seu nome surge sempre ligado ao empresário FIFA Juan Figer.
E porquê? Alegadamente, Juan Figer faz ou fazia passar os seus jogadores pelo Rentistas, emprestando-os de seguida a clubes brasileiros ou faziam nesses clubes a ponte entre transferências América do Sul-Europa. O assunto está sob investigação das autoridades competentes sob o título “Triangulação Uruguaia”, por forte suspeita de evasão fiscal.
Ora, como qualquer cidadão responsável e que acredita na justiça, não vou fazer outras quaisquer considerações adicionais ao processo até ao mesmo ser julgado.

Naquilo que nos diz respeito, e como certamente ninguém será tão insano de acreditar que Walter foi atleta deste clube um único dia da sua vida, a minha questão é óbvia, e julgo eu natural: porque razão o Futebol Clube do Porto anuncia a contratação do atleta a este clube? Porque razão o Futebol Clube do Porto pagou a esse clube seis milhões de euros por 75% do passe de Walter? Responderão certamente os mais tradicionalistas: “Pagámos porque o passe pertencia ao Club Atlético Rentistas.”. Ora aí está uma bela resposta, que gera outra pergunta aos mais curiosos: “Mas como é que o passe do jogador pertencia num dia ao seu clube de origem, e no outro dia a outro, sem o jogador ter efectuado um único jogo por esse clube?”. Como diria Fernando Pessa: “E esta, hein??”. E como nos dava jeito agora este dinheirinho....

Tudo isto para dizer que nós os Portistas não andamos a dormir!
Temos confiança nas pessoas que lideram os nossos destinos, mas não façam de nós parvos.
Não queiram louvores quando ganham, mesmo que esbanjando dinheiro como este, mas quando têm que tomar decisões em contextos mais difíceis se justifiquem com a menor liquidez da banca.
Respeitem a inteligência, amor e sacrifício que para nós significa pagar 10€ mensais para a quota, mais 125€ ou 200€ ou 300€ por ano para o nosso lugar anual no Dragão, mais outro tanto para o lugar anual no Dragão Caixa, mais 20€ ou 30€ por cada jogo fora de casa e mais umas centenas de euros por cada jogo no estrangeiro. Respeitem isso, pois no orçamento do final do ano, este valor pesa e de que maneira nas nossas contas... pelos vistos pesa bem mais do que os milhões que parecem esbanjar em determinadas alturas e que depois parecem fazer falta.

Assim sendo, deixem-se de tangas, e comprem o ponta de lança que já deviam ter comprado, mantendo de pé a nossa fé numa época de títulos, pois é para eles que fazemos todos os esforços, e não para receber chorudos prémios no final do ano... é que com o FC Porto nós gastamos dinheiro, ao contrário de quem manda, para quem o FC Porto é a sua profissão e o seu meio de subsistência.

Um Santo e Feliz Natal para Todos os Portistas e respectivas Famílias!
Até para o Ano....

Última deslocação de 2011

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Foi na Mata Real, em Paços de Ferreira, que terminou o ano para o FC Porto. Um ano de 2011 que guardarei certamente para sempre, tantas foram as imensas alegrias vividas ao longo dos seus doze meses. Seja em futebol ou nas restantes modalidades do nosso clube. Um ano repleto de emoções fortes, conquistas estrondosas e muitas, mas mesmo muitas histórias para contar, na companhia daqueles que me acompanham. Em casa ou fora, em Portugal ou no estrangeiro!!

Imensos jogos vibrantes no estádio do Dragão, sendo o 5-1 ao Villareal o que mais me tocou. Jogos fora, assim por alto, começo desde logo pela sensacional transferta ao Ramón Sánchez Pizjuán, em Fevereiro, e à malta que esteve presente em Léon para apoiar o andebol no final desse mês contra o Ademar. Aos 400 quilómetros que percorremos numa segunda-feira à noite para ver o Porto em Leiria. Ao dia em que apagamos as luzes do circo gigante. Dezassete dias depois voltei lá e presenciei aquele que denomino como o jogo da minha vida. Na semana anterior estivemos em Portimão já como campeões nacionais, num fim-de-semana vivido intensamente.

Em Maio, desde a malta que esteve no El Madrigal à emocionante viagem até Dublin e a conquista da taça de Portugal no Jamor quatro dias depois! Sagrámo-nos TriCampeões em andebol em Águas Santas, onde até dentro do campo estivemos! Em Junho acrescentamos os campeonatos de hóquei em patins e basquetebol no Dragão Caixa!

Em Agosto a estrondosa viagem ao Mónaco de autocarro, uma deslocação que recordarei sempre com um carinho especial. Em Setembro a deslocação à Marinha Grande, desta vez numa terça-feira, onde presenciámos novo apagão! E mais recentemente percorri o país de lés a lés e vi o meu clube empatar em Olhão!

Mais ainda as deslocações a Braga, Guimarães, Coimbra, Vila do Conde e as quatro vezes que calhámos de ir a Aveiro.

No global um 2011 inesquecível... mas que ninguém diga irrepetível!

Aguardamos ansiosamente as próximas caminhadas. Com o Porto sempre, pelo Porto tudo!

Sábado mais uma vitória no campeonato, lá passaremos mais uma consoada no primeiro lugar! A recepção ao Marítimo ficou marcada pela fumarada dos Super Dragões à entrada das equipas, que fez lembrar a recepção ao SC Braga a época passada. Grande momento na Curva Sul, que contagiou o resto do estádio, ao som do hino do FC Porto.


Nenhuma das nossas claques encheu totalmente o seu sector mas mesmo assim foram audíveis ao longo dos 90 minutos, embora com altos e baixos. O golo do Cebola originou explosão no Dragão e até ao fim fez-se a festa.

Bilhetes a 5 euros na Mata Real é histórico... para quem estava habituado a pagar 20!! Jogo a meio da semana para a mal-amada taça da Liga, temperaturas de bater o dente, transmissão na TV e num campo de futebol. Sim, campo de futebol, aquilo não é um estádio. Estavam juntos todos os ingredientes para que lá fosse com toda a convicção, porque se há jogos em que me dá um gozo especial estar presente, são estes.

Chegada em cima do apito inicial e uma fila interminável que era atendida por três pessoas. Mais uma “brincadeira” de mau gosto. Entrámos para o topo Norte, que não esgotou, embora tivesse bem preenchido. Faixas, bandeiras e estandartes, tanto dos Super Dragões como do Colectivo. Apoio vocal moderado, melhor na primeira do que na segunda parte.

O grupo da casa, os “Yellow Boys”, deixaram a desejar, pouca gente no sector, embora no segundo tempo ainda se tivessem feito ouvir uma ou outra vez. Ganhámos 1-2 e temos tudo para garantir as meias-finais, agora com dois jogos em nossa casa. Assim o espero.

Próximo jogo já em 2012 e em... Alvalade!

Meus Amigos, desejos sinceros de um Santo Natal a todos vós e às vossas famílias, assim como um excelente ano de 2012!

SOMOS PORTO!

Um abraço ultra.

22 dezembro, 2011

Ao ritmo de Taça da Liga!

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FC Paços Ferreira 1-2 FC Porto

Taça da Liga 2011/12, Grupo D, 1ª jornada
21 de Dezembro de 2011
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira


Árbitro: Rui Costa (AF Porto).
Assistentes: Nuno Manso e Tomás Santos.
Quarto árbitro: Hugo Pacheco.

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Diogo Figueiras, Javier Cohene, Fábio Faria e Luisinho; Filipe Anunciação (cap.), André Leão e Vítor; Manuel José, William e Melgarejo.
Substituições: Vítor por Bacar (75m), William por Michel Lugo (83m) e Diogo Figueiras por Caetano (86m).
Não utilizados: António Filipe, Josué, Luiz Carlos e Eridson.
Treinador: Henrique Calisto.

FC PORTO: Bracali; Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Souza, Belluschi (cap.) e Varela; Djalma, Kléber e Rodríguez.
Substituições: Maicon por João Moutinho (46m), Varela por Hulk (58m) e Souza por Fernando (79m).
Não utilizados: Kadú, Iturbe, Tiago Ferreira e Vion.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores: Rodríguez (2m), William (16m) e Hulk (70m, pen.).

Cartões amarelos: Mangala (64m), Fábio Faria (69m) e Luisinho (82m).

Após 2 jogos nos quais foram notórias melhorias ao nível da qualidade exibicional dos Dragões, especialmente a última frente aos madeirenses, em que talvez tenhamos feito dos melhores jogos esta época, surge no panorama portista o início de mais uma competição. A “nossa querida” Taça da Liga estava de volta e na antevisão da partida, Vítor Pereira deixou logo o aviso que não é uma prioridade para a nossa equipa vencer esta competição em detrimento de outras bem mais importantes.

A antecipação deste encontro foi brilhante do ponto de vista desportivo para o Porto. Com a jornada marcada para os primeiros dias de Janeiro, na semana da deslocação a Alvalade, podemos assim ganhar uns dias de preparação desse jogo importante no nosso calendário.

Vítor Pereira prometeu mudanças no 11 inicial e meia equipa foi alterada relativamente ao último jogo. Ressaltam as entradas de Alex Sandro, Rodriguez e Kléber. A juntar a isto, o teste a um sistema alternativo, mais próximo do 4x4x2 ou 4x1x3x2, quando Belluschi aparecia em zonas mais próximas de Rodriguez ou Kléber.

Entrada forte do Porto e logo aos 2 minutos, Kléber procura dar apoio em zonas próximas do meio-campo, recebe e gira sobre dois adversários e com Rodriguez a criar um movimento de ruptura nas costas do lateral, recebe a bola de Kléber e remata forte para um bonito golo do Porto. Destaca-se o trabalho do ponta de lança azul e branco. Durante os 15minutos iniciais, apesar do domínio portista, notou-se a falta de Moutinho na 1ª fase de construção da equipa. Era um domínio natural mas que não era traduzido em oportunidades ou qualidade na posse de bola.

À passagem do minuto 16, num lance de bola parada, os jogadores da casa chegam ao empate fruto da passividade enorme da defensiva do Porto. Bola no 2º poste, defesa incompleta de Bracalli e no poste contrário novamente um jogador do Paços a ganhar a frente desta vez a Alex Sandro e o empate estava consumado. William foi o marcador.

Daqui até ao intervalo uma oportunidade para cada lado. Primeiro por Melgarejo na cara de Bracalli a rematar ao lado depois de percorrer o corredor todo em velocidade e Otamendi a não ser rápido o suficiente para o acompanhar. Depois, numa grande jogada colectiva, remate por cima de Rodriguez e o intervalo a chegar pouco depois.

Pediam-se mudanças para a 2ª parte ao nível da qualidade de posse de bola e construção de jogadas ofensivas e para isso entrou Moutinho. Saída de Maicon e passagem de Djalma para lateral direito.

As linhas do Dragão passaram a jogar mais subidas com mais tracção à frente e fomos ganhando mais bolas no meio-campo adversário fruto de uma pressão mais intensa sobre o portador da bola. Moutinho fez a equipa jogar e variar jogo procurando sempre o lado aberto do jogo para circular a bola. Ainda antes dos 15’ da 2ª parte, nova alteração no Porto com a saída de Varela (nem hoje aproveitou a oportunidade) e entrada de Hulk. Com Kléber em campo, o incrível colocou-se na sua posição mais natural, o corredor direito e criou os desequilíbrios necessários para o aparecimento de perigo junto da baliza de Cássio.

Após algumas ameaças, recuperação de bola a meio-campo por Moutinho, de imediato a bola a entrar em Hulk e este fez o resto…deixou um adversário pelo caminho e já dentro da área só não deixou o 2º por claro derrube de Fábio Faria e desta vez o árbitro assinala grande penalidade (não valia 3 pontos para a Liga Sagres foi marcada). Hulk chamado a marcar e regresso aos golos da marca dos 11metros após ter falhado em Olhão, enganando o gr e colocando o Porto em vantagem até final da partida.

A partir deste momento alguns bons momentos de Hulk e Rodriguez entregando-se sempre até ao limite em cada lance disputado.

Tive pena de não termos mais um cheirinho de Iturbe, mas Souza teve de sair com problemas físicos aos 78minutos dando lugar a Fernando. Pela equipa apresentada, apesar das mexidas, dá a ideia do Porto estar a encarar esta competição com um pouquinho de mais seriedade do que em épocas anteriores, talvez por já não haver Taça de Portugal, não sendo, no entanto, de abdicar das outras por esta, mas após vitória fora e com 2 jogos em casa, temos via aberta para a meia-final da competição.

Bom final de ano para a equipa que cumpriu esperando-se entrada com 3 pontos no ano novo!

Para vocês, bloguistas da família portista, desportistas e restantes viajantes deste blog, desejos de Boas Festas para todos e um ano 2012 cheio de sucessos azuis e brancos!

Notas positivas: Entrada a vencer na competição e fora tendo tudo agora para carimbar a passagem para as meias-finais; oportunidade para ver outras soluções.

Notas menos boas: Ritmo lento e pouca dinâmica em jeito de algum desprezo por esta competição… mas sem Taça de Portugal, terá de ser um escape para a equipa enquanto for possível conciliar com as restantes competições; golo sofrido de bola parada.

Melhor em campo: Cebola Rodriguez – sempre vivo no jogo arrancou em grande com um bom golo logo aos 2 minutos, dando seguimento ao grande jogo que fez no passado sábado. Demonstra capacidade física para aguentar outro nível e está bem mentalmente. Para continuar a apostar.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

"Vencemos, ganhámos bem e cumprimos a nossa obrigação, frente a um adversário com uma boa atitude. Estamos ainda num processo de evolução, mas preparados para a dificuldade dos jogos por disputar."

Rodríguez

"Sabíamos que jogar neste campo, de pequenas dimensões, é muito difícil. Felizmente, tivemos a oportunidade de converter aquele penalty e chegámos à vitória. Estou muito contente neste clube e neste plantel, que tem muito bons jogadores e, se puder ficar, vou ficar muito feliz. Se tiver que partir, ficarei igualmente feliz por ter feito parte desta grande equipa. Tive a oportunidade de marcar, mas o mais importante foi termos vencido."



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - taça Liga 2011/12, grupo D, 1ªj

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Tribunal O JOGO: FC Paços Ferreira 1-2 FC Porto
Árbitro: Rui Costa (AF Porto) / Assistentes: Nuno Manso e Tomás Santos / Quarto árbitro: Hugo Pacheco.


Grande penalidade bem assinalada

Rui Costa ajuizou bem o lance mais complicado da partida, ao apontar para a marca de grande penalidade quando Fábio Faria albarroou Hulk, apesar dos protestos dos pacenses. No capítulo disciplinar também esteve bem, indo ao bolso apenas nos lances mais duros.



fonte: ojogo.pt