26 agosto, 2013

25 agosto, 2013

ENTREVISTA: Os Dragões de Mozelos (SM Feira, Aveiro)

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Em pleno mês de Agosto, época de praia e muito calor, trago-vos mais uma pequena entrevista em exclusivo para este espaço de tertúlia azul-e-branca. Desta feita, junto da Casa Os Dragões de Mozelos, freguesia no concelho de Santa Maria da Feira.

Feito o contacto e concretizada a tão pretendida entrevista, não posso deixar de agradecer a extrema simpatia e disponibilidade demonstrada pelo Sr. Pedro, aproveitando para desejar os votos dos maiores sucessos para esta (mais uma) Casa do (nosso) FCPorto.

Vamos lá então a essa prometida entrevista...



CASA OS DRAGÕES DE MOZELOS
Delegação nr. 15 do FC Porto e Dragão de Ouro em 1997


1 - Queiram fazer uma breve apresentação dos orgãos sociais:

Os órgãos sociais de Os Dragões de Mozelos, delegacção nº15 do FC Porto, fundado em 17/03/1992, são compostos por pessoas que alem da amizade que os unem, ainda maior que a amizade, é o amor que todos sentem pelo nosso FC Porto, já que todos têm orgulho em sentir o nosso clube como a sua segunda família, é tão simples quanto isto.

2 - Como e quando surgiu o espaço azul e branco da casa de Os Dragões de Mozelos:

A ideia de fundar uma casa do FC Porto em Mozelos surgiu de um encontro de dez portistas de Mozelos em casa de uma pessoa amiga em 17/03/1992, em que nesse mesmo encontro ficou decidido avançar com e ideia e concretiza-la, nunca mais parando até a data actual.

3 - Como tem sido o desenvolvimento, durante o tempo de existência, e quantos associados têm?

Durante cerca de um ano, e já depois de legalmente sermos reconhecidos pelo FC Porto como sua delegação, reunia-mos em casa de um elemento da direcção, enquanto não tinhamos sede própria, até que nos foi oferecido um espaço gratuito um pouco degradado para a nossa primeira sede. Pusemos mãos a obra, reconstruimos o espaço que nos foi oferecido e tinha cerca de 30m2, e foi assim que surgiu o nosso primeiro espaço que foi inaugurado em 03/07/1993 pelo nosso dignissimo presidente Jorge Nuno de Lima Pinto da Cost. A nossa delegação neste momento tem 352 sócios. Em 29/07/2007, mudamos para a actual sede que é nossa propriedade com 970m2.

4 - Quais foram os pontos mais altos ou mais marcantes da casa?

De todos os pontos altos que Os Dragões de Mozelos já tiveram, nós sempre destacamos o principal que foi a primeira visita a Mozelos do sr. Pinto da Costa em 4/12/1992 em que juntamos 600 pessoas num jantar e muitos mais ficaram de fora porque as instalações não davam para mais. Há um segundo ponto alto na nossa existência que foi quando nos foi atribuído o Dragão de Ouro em 1997 pelo fato de a nossa delegação ter sido considerada pelo FC Porto a melhor delegação durante o ano 1996.

5 - Quais os apoios e iniciativas que a casa pode oferecer aos adeptos do nosso clube?

Os Dragões de Mozelos , sempre que pelos seus associados, que pelos adeptos do FC Porto dão-lhes todo o apoio quer na cobrança de cotas como sócios do FC Porto, bilhetes mais baratos para assistir aos jogos do FC Porto no Estádio do Dragão, criando um espaço confortável tanto para sessões de convívio como para assistir aos jogos do FC Porto em ecrã gigante na sua sede, promovendo convívios entre os portistas afim de nos unirmos mais em apoio ao nosso clube do coração.

6 - Existem casa ou delegações de outros clubes na vossa região? Se sim, qual o tipo de relação que mantém?

No concelho de Santa Maria da Feira que é onde pertencemos, existem oito casas do FC Porto, com as quais mantemos as melhores relações institucionais e de fervor clubístico.

7 - Tem alguma história curiosa que queiram contar ou relatar, relacionada com a vossa região e a vossa casa?

A historia mais curiosa e hilariante que visa Os Dragões de Mozelos relaciona-se com uma frase bem humorada do nosso Presidente, Pinto da Costa, aquando de uma visita à nossa sede actual que ainda estava na fase da sua construção. Ele estava numa das varandas juntamente com alguns directores de os Dragões de Mozelos, que é bastante alta, e de repente virou-se para nós e disse com o seu habitual sentido de humor: "esta varanda é boa para quando vier uma rebolada de vento e estiver aqui algum benfiquista, cair lá abaixo só para assustá-los, não para matar nem aleijar".

8 - Kelvin e o minuto 92 da penúltima jornada da época 2012/2013... o que representou?

Sobre o kelvin e o minuto 92 do ultimo Porto-benfica, foi o maior orgasmo que um Dragão jamais teve na sua vida.

9 - Vitor pereira saiu e entrou Paulo Fonseca. Que comentário sobre cada um destes nomes?

Sobre Vitor Pereira devemos agradecer-lhe e respeita-lo pelas vitorias que nos deu durante dois anos que esteve como treinador principal. Sobre Paulo Fonseca, esperamos que trilhe o mesmo caminho dos seus antecessores, já que o destino do FC Porto é Vencer, Vencer e Vencer.

10 - O que pensam dos novos jogadores que chegam este ano ao clube, isto é, as saídas de Moutinho e James irão notar-se em demasia?

Sobre a saída de João Moutinho e James, é um facto que perdemos dois jogadores de eleição, mas como é normal do FC Porto, os jogadores são simples pedras num tabuleiro de xadrez, já que o FC Porto funciona como equipa aprovada por uma estrutura muito forte e com certeza que confiando nessa estrutura os nossos jogadores que vieram estarão à altura de fazer com que o FC Porto continue a dominar o Futebol Português dentro do relvado e não fora dele como os maldizentes querem por vezes fazer crêr.

11 - O que pensam do caso Atsu?

Caso Atsu, nós não gostamos de quem é ingrato e não quer continuar a vestir a nossa linda camisola.

12 - Estão reunidas todas as condições para a renovação do titulo nacional?

É evidente que vamos ser novamente campeões em 2013/2014, então quem haveria de ser?

13 - Entusiasmados com a noticia de abertura do museu para o próximo mês de Setembro?

A abertura do nosso museu em Setembro será, depois de o Estádio do Dragão e do Dragão Caixa, o expoente máximo da vitalidade do FC Porto e do nosso Presidente, onde todos os Portistas poderão ver e rever toda a historia dos seus 120 anos da sua existência.

14 - Já conheciam o blog BiBÓ PoRtO, carago? Qual a vossa opinião?

Não, não conhecíamos o blog BIBO PORTO CARAGO, mas a partir de agora iremos estar atentos.

15 - Para finalizar, queiram deixar uma mensagem aos nossos leitores:

Para terminar, Os Dragões de Mozelos através dos seus órgãos sociais, querem deixar uma mensagem aos leitores do blog. Consultem o blog, porque assim ficarão a conhecer melhor a historia do FC Porto e das Delegações, dêem-nos sugestões afim de ser melhorado se possível, dêem o seu apoio a iniciativas como esta afim de tornarmos mais conhecido o nosso FC Porto.



CONTACTOS E INFORMAÇÕES ÚTEIS

morada [sede social]: rua de santa luzia, 114 - apartado 45 - 4536-902 mozelos vfr.
contactos telefónicos: 22 081 5162.

como se podem inscrever novos associados da casa do FC Porto e os seus custos: deslocar-se às instalações e pagar uma anuidade de 15€, acrescido de 5€ apenas no acto da inscrição para o cartão.

vantagens em se tornar associado da casa do FC Porto: descontos em merchandising do FCPorto e produtos dos Dragões de Mozelos, bem como na compra de bilhetes para os jogos do FCPorto.

e-mail: dragoes.de.mozelos@gmail.com
site na internet: -.
página no facebook: https://www.facebook.com/pages/Os-Drag%C3%B5es-de-Mozelos/202081676535168?fref=ts

“Somos uma equipa serena, tranquila e moralizada”

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Paulo Fonseca, treinador do FC Porto, perspectivou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, o encontro com o Marítimo de domingo, às 19h45, no Estádio do Dragão, a contar para a segunda jornada da Liga. O treinador do tricampeão nacional reforçou a vontade de vencer o desafio, ciente das dificuldades que o adversário pode colocar ao FC Porto, num jogo encarado “sem descompressões nem descontracções”.

O treinador do FC Porto espera uma equipa do Marítimo disposta a lutar pelo resultado no primeiro desafio oficial dos Dragões frente ao seu público: “Espero um Marítimo moralizado e motivado em função do que fez no primeiro jogo. Certamente não vai fugir daquilo que é normalmente uma equipa do Pedro Martins – fortes na troca de bola e rápidos a sair para o contra-ataque. Temos noção que vai ser um jogo complicado, com um sério candidato aos lugares cimeiros da classificação”, referiu, com esperança que se possa ver bom futebol no Dragão: “Todas as equipas que procuram jogar o jogo pelo jogo podem contribuir significativamente para a qualidade da partida. Espero que tanto nós como o Marítimo possamos providenciar um bom espectáculo”.

Segundo Paulo Fonseca, o FC Porto está numa boa fase: “Somos uma equipa feliz, até porque vencemos todos os jogos nas competições que tínhamos de disputar. O FC Porto é, neste momento, uma equipa serena, tranquila e moralizada – mas ciente das dificuldades que vai encontrar”, comentou. Independentemente do que fazem os adversários, declarou: “Se há algo que todos temos de saber num clube como o FC Porto não pode haver lugar a descompressão nem a descontracção. Temos de entrar em qualquer jogo para vencer, algo que é ainda mais importante no primeiro jogo em casa, com o excelente apoio que temos vindo a receber dos adeptos nas partidas que já disputamos. Esperemos que eles possam estar em massa neste jogo, é importante para nós e temos a obrigação, perante as exigências do jogo, do campeonato e dos nossos adeptos, estar ao nível que possa contribuir para mais uma vitória do FC Porto”.

Josué foi o marcador do penálti do FC Porto no jogo com o Vitória de Setúbal, algo que Paulo Fonseca considera normal: “A questão do marcador de penaltis parecia que estava a assombrar esses momentos. Trabalhamos todos os dias com os jogadores, avaliamos em função da resposta que tem sido dada nos treinos e decidimos por um jogador que bate bem os penáltis. Mas outros atletas poderão assumir essa responsabilidade, incluindo, naturalmente, os que marcavam anteriormente. Ninguém passou para segundo plano”, revelou.

O treinador dos tricampeões nacionais abordou também a ausência de Iturbe nas recentes convocatórias, referindo que “é um jogador que está a trabalhar bem”, mas que só pode “escolher 18 para cada jogo”, tendo ainda comentado as possibilidades de Quintero se afirmar num futuro próximo: “É um jogador em que acreditamos muito. Pode ainda não estar no seu melhor momento em termos físicos, mas está num patamar muito elevado e vai ser, com certeza, importante no FC Porto. Pelo meio ou pelas alas”, declarou.

Fugindo a polémicas e mostrando-se despreocupado em relação a entradas e saídas, Paulo Fonseca está confiante de que vai manter o núcleo-duro do plantel para o resto da época: “Acredito que é isso que vai acontecer, pese embora as notícias que têm vindo a público. Os plantéis de clubes como o FC Porto nunca estão fechados, mas estou satisfeito com o plantel à minha disposição. Claro que se houver algum negócio vantajoso para o FC Porto estamos abertos a isso. O que posso confidenciar é que estou ansioso que chegue o dia 31 para terminarem as notícias que podem, em determinados momentos, mexer com os jogadores”, completou.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Otamendi, Mangala, Maicon, Alex Sandro, Fucile e Danilo;
Médios: Defour, Josué, Fernando, Herrera, Lucho e Quintero;
Avançados: Jackson, Ghilas, Iturbe e Licá.

24 agosto, 2013

No meio... as dores de cabeça

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O Verão tem nitidamente duas velocidades. As férias são rápidas como uma bala, os dias de praia fogem-nos como a areia por entre os dedos, ficam as saudades dos mergulhos de mar, das jantaradas com os amigos e daí a nada estamos outra vez na rotina de sempre, a trabalhar, a mal-dizer a chuva, o frio e os afazeres do quotidiano.

Já o mercado de transferências faz lembrar a viagem do elefante, lenta, pesada, interminável. Até ao dia 2 de Setembro muita coisa pode acontecer, apesar do FC Porto ter já o assunto semi-resolvido com as vendas prematuras de João Moutinho e de James Rodriguez. Apesar de estar sujeito a uma investida milionária de última hora por Jackson Martínez, o Presidente dá-se ao luxo de rejeitar propostas por um jogador no último ano de contrato (Fernando) e ainda quase poder decidir, do alto da sua sabedoria, que central vender (Otamendi, Mangala ou Maicon). Certo é que o trabalho de casa foi bem feito, a planificação da pré-época e do plantel decorreu sem sobressaltos e, caso não haja um accionamento das cláusulas que obrigue à venda de uma das pérolas, parece que será com estes que iremos à guerra.

A baliza e o quarteto defensivo deverão permanecer inalteráveis face ao ano passado. A “novidade” Fucile poderá obrigar Danilo a redobradas atenções, pois o uruguaio parece ter voltado com outra atitude competitiva. Veremos como reage ao banco de suplentes.

No meio-campo surgem as boas dores de cabeça. A primeira delas é a adaptação da equipa (por confirmar) à inversão do triângulo. Depois: Fernando, Défour, Josué, Herrera, Carlos Eduardo, Tiago Rodrigues, Lucho e Quintero. Oito cabeças, mas apenas três (quatro?) lugares disponíveis. Carlos Eduardo e Tiago Rodrigues, ao que parece, partem na posição mais atrasada e o português, atendendo à sua idade e inexperiência, poderá ganhar calo competitivo na equipa B, evoluindo como jogador e sentindo o peso da camisola.

Muitos jornalistas e portistas dos mais variados quadrantes já começaram a praticar o conhecido desporto que é treinar a partir da bancada. Regressa a velha conversa de que Lucho está velho para estas andanças e surgem vozes a exigir Quintero a titular. Miguel Sousa Tavares diz mesmo que está na cara que o meio-campo do FC Porto terá obrigatoriamente que ser constituído por Josué, Lucho e Quintero. De portista para portista: discordo. Totalmente.

Vamos aos porquês.

Antes de mais, nenhuma equipa europeia que almeje ganhar títulos joga sem um trinco puro. Basta ver o Barcelona (Busquets), o Real Madrid (Xabi Alonso), o Manchester (Carrick), o Bayern (com Schweinsteiger nessa zona no sistema de Guardiola), etc. Ora, olhando para o nosso plantel, o único trinco de que dispomos, o chamado “meia” no Brasil, é Fernando, aquele que está mais familiarizado com a posição 6, seja ela preenchida no papel por um elemento (como com Mourinho, Jesualdo, Villas Boas e Vítor Pereira) ou por dois (Paulo Fonseca). Por algum motivo, o Presidente Pinto da Costa – o homem que conheço que mais percebe de futebol – se mostra tão relutante em vender o brasileiro.

A não ser que Miguel Sousa Tavares defenda um sistema para o campeonato português e outro sistema para a Champions, depois de Costinha, Assunção e Fernando, seria inimaginável jogarmos na Europa sem um peso-pesado todo-o-terreno que feche o miolo à frente dos centrais. Josué e Lucho são jogadores combativos, de sacrifício, abnegados, mas não faz parte da sua natureza disputar bolas no jogo aéreo, sujar os calções e andar a fazer carrinhos. O trabalho sujo para uns, a arte para outros.

Lucho, esse, é inquestionável, como se viu no jogo da Supertaça em que foi o melhor em campo a par do surpreendente Licá. Apesar de estar a jogar numa posição que não o favorece, obrigando-o a jogar de costas e a disputar muitas bolas no espaço aéreo, mantém-se como uma referência de experiência e de controlo dos tempos e ritmos do jogo, pressionando em todo o campo, recuperando inúmeras bolas, fazendo golos e assistências. Além do peso institucional, Lucho não é um veterano nem faz figura de corpo presente. Por isso, haja respeito pelo Capitão.

Quem jogará, então, ao lado dos dois jogadores mais experientes?

Quintero é sem dúvida um fenómeno. As suas acelerações são indescritíveis, a sua tracção ao relvado augura um futuro brilhante, ao nível dos melhores do mundo. Dezanove anos e tanta qualidade parecem sonho ou ficção. Mas não nos esqueçamos da idade e do que isso pode acarretar. Uma utilização prematura pode levar a uma caça ao miúdo nos relvados nacionais, recordando o tristemente célebre Katsouranis vs Anderson, alterando para sempre o rumo de uma carreira que prometia ser estratosférica. Além disso, o FC Porto só teria a ganhar com resguardar o jogador, obrigando-o a percorrer os patamares normais de evolução, protegendo-o de pressões externas, de empresários, de propostas milionárias. Hoje em dia, o síndrome Bruma também sucede dentro de portas (caso Atsu). Importa, pois então, não colocar já no colombiano o peso de resolver os jogos.

Défour e Herrera protagonizarão uma luta renhida por um lugar ao sol. O belga, muito trabalhador e mais experiente, parte na dianteira. Mas confesso que parece sempre faltar-lhe algo, tal é a sofreguidão com que quer mostrar serviço. O mexicano, na equipa B, já mostrou pormenores que o podem tornar num box-to-box de referência, capaz de efectuar o transporte vertical com bola, usando a força, velocidade e poder de choque.~

Já o portista Josué parece ser a coqueluche e o joker de Paulo Fonseca. Ora no meio, ora à esquerda travestido de extremo, parece ser o homem de confiança e aposta do treinador. O penalty batido no Bonfim é disso exemplo. Admitindo uma inicial desconfiança da minha parte, Josué está a convencer-me. Para além do óbvio pé esquerdo e da facilidade de passe, começo a descortinar ali um atleta que pode fazer carreira de dragão ao peito por largos anos. Conhecedor do futebol português, combativo, com sangue na guelra, faz lembrar no estilo os carregadores de piano símbolos do FC Porto dos anos 90, até pelo seu passado de sucessivos empréstimos. Estará ali, mais tarde ou mais cedo, tal como Licá, um jogador de Selecção Nacional.

No ataque, Jackson Martínez é consensual, secundado por um avançado de categoria (Ghilas), como há muito não se vi no FC Porto. Nas alas, Licá e Varela partem em vantagem, já que Kelvin e Iturbe (estranha ausência das convocatórias, atendendo à forte aposta na pré-época) parecem ainda não estar adaptados às exigências do campeão nacional.

Muitas interrogações na mente dos adeptos e, especialmente, na de Paulo Fonseca, que não se pode queixar de falta de soluções para a temporada que agora começa.

Até ao fim do mercado, as saídas serão uma realidade. Iturbe e Varela estão na calha. Veremos o que sucede com Fernando e algum dos centrais. Mas não me admiraria – e agora surge a minha aposta – que o sistema de jogo do FC Porto evoluísse para um 4 4 2, com Jackson e Licá na frente de ataque, servidos por Fernando, Lucho, Herrera e Josué. Quintero à espreita, claro. Fonseca terá a resposta.

23 agosto, 2013

Entrar com o pé direito

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1. Finalmente já rola a redondinha, e agora é a valer. Depois da incontestável vitória em Aveiro, a primeira jornada ainda deu para assustar um bocadinho. Não estava à espera de um jogo tão tremido, e embora a vitória tenha sido justa - até porque o penalty e a expulsão, que naturalmente pesaram no resultado, foram justos - gostava de ter visto mais e melhor da nossa parte. Valha-nos que o penalty entrou. O trauma do Jackson quase nos custava o título na época passada, e se ele não o resolve que o resolva, como fez e bem, o treinador. É certo que o histórico recente da equipa nos penalties seria sempre um peso sobre os ombros de qualquer jogador que o fosse marcar, ainda por cima estando a perder e já na segunda parte, mas o Josué suportou-o com toda a classe, abrindo caminho para o triunfo quando as coisas podiam começar a complicar. E depois aquele golo do Quintero...

Lá acabámos por entrar com o pé direito, pelo menos em termos de resultado, o que é sempre importante. E o desaire do clube do regime no estádio onde festejou o (nosso) título até deu para entrar no campeonato a rir. Vê-los todos histéricos a pedir a cabeça do catedrático já é por si só entretenimento de qualidade, mas se fecharmos os olhos e recordarmos que há pouco mais de três meses festejavam com bazófia uma suposta época de sonho, este início de campeonato torna-se verdadeiramente delicioso. Como correrá o resto da época ninguém poderá afirmar, mas, independentemente do futuro, estes últimos meses, futebolisticamente falando, têm sido uma maravilha. E temos todas as condições para que esse sentimento se prolongue por toda a época, desde que sejamos competentes e responsáveis.

2. Gostava, genuinamente, de saber o que se passa com o Iturbe. Acho que fez o suficiente na pré-época para justificar uma aposta, e não pensei que fosse ser novamente colocado de parte este ano. É certo que não sei o que se passa fora do campo, mas custa-me ver um potencial craque tão desvalorizado. Se o problema for, como tantas vezes é, pouca cabecinha e/ou mau aconselhamento, só posso esperar que tome juízo em breve. Ninguém tem nada a ganhar com a situação actual.

3. Dos pés para as mãos, o nosso andebol disputa a Supertaça já este Sábado em Viseu, contra o Sporting. Para a semana a decisão do apuramento para a Liga dos Campeões será novamente no Dragãozinho, mas uma coisa de cada vez. Espero que o andebol imite o futebol e que a conquista desta taça que nos tem fugido marque o início de mais uma época triunfal!

22 agosto, 2013

Tempos de expectativa

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1. Começou oficialmente a época futebolística 2013/14 e já temos as primeiras boas notícias: a 20ª Supertaça e uma difícil vitória em Setúbal, a que se juntou uma escorregadela do principal rival.

Ainda como pontos auspiciosos podemos notar que a nossa equipa parece focada e com vontade de continuar a ganhar e o nosso novo treinador Paulo Fonseca parece estar a fazer um início sólido e realista, tendo inclusive demonstrado “estrelinha” ao lançar Quintero para resolver em definitivo o problema Vitória de Setúbal.

Temos no entanto muito para evoluir e algumas desafinações ainda se fazem sentir, coisas perfeitamente naturais atendendo à fase embrionária em que nos encontramos. Neste momento é importante manter a concentração e vencer os 2 jogos que ai vem antes da primeira paragem do campeonato, que serão disputados contra duas equipas complicadas – Marítimo e Paços de Ferreira.

É tempo também de aguardar pacientemente pelo final do mercado, esperando para ver os eventuais ajustes que ainda possam ser feitos ao plantel. A partir daí teremos então os dados definitivamente lançados para esta temporada e poderemos ser mais precisos na definição de expectativas para esta nova época, cujos objectivos serão os de sempre: ganhar títulos a nível interno e lutar por ir o mais longe possível na Champions.

2. Como era de esperar o nosso principal rival continua traumatizado e a carpir mágoas, não conseguindo avançar o calendário, que para eles cristalizou em Maio passado.

Por muito que tenham tentado beber inspiração no exemplo do Bayern (derrotado em todas as finais em 2012, vencedor em 2013), a verdade é que os encarnados estão bem mais próximos do destino do Leverkusen 2002 ou do Sporting 2005, cujas épocas seguintes foram de ressaca e muito pouco produtivas.

O ciclo JJ, que mesmo pouco ganhador se constituiu como o desafio mais forte ao FC Porto em duas décadas, foi esticado para além do descalabro e começa a parecer que o seu desfecho será parecido com o de Peseiro no célebre Sporting do “quase”, despedido pouco depois do início da nova temporada. Para além desse enigma em torno da continuação de um técnico que foi categoricamente derrotado 3 épocas consecutivas, temos um autêntico circo montado na capital. Casos como os de Cardozo, Roberto, Pizzi e Fariña têm levado a uma crescente contestação e parecem um sinal de desnorte total no seio dos encarnados. Com o mal deles podemos nós bem obviamente, no entanto espero que estas situações não signifiquem o início do fim do ciclo do senhor de bigode, uma vez que o mesmo tem sido bastante proveitoso para os nossos objectivos.

A ver vamos o que sucede nas próximas semanas, há que aguardar pelas próximas jornadas e pelo fecho do mercado com as pré-anunciadas vendas para percebermos que rival teremos no caminho para o Tetra.

3. Braga e Sporting parecem mais sólidos e estáveis do que na temporada passada, capazes de serem mais regulares e somarem mais pontos que os averbados na última época.

Sendo certo que um percurso ao nível dos últimos por parte do FC Porto nos colocará longe destes 2 adversários, há que contar também com eles pelo menos nesta primeira fase do campeonato. O exemplo do Braga 2009/10 do Domingos é para ser recordado como um aviso do que pode suceder quando se deixa um adversário competente fugir e não podemos deixar de olhar com especial atenção para estas equipas, principalmente para o Braga liderado por uma “velha raposa” como o Jesualdo e com um calendário relativamente acessível nestas primeiras jornadas.

Quanto ao Sporting e embora pareça uma equipa com algumas fragilidades e recheada de elementos ainda inexperientes, há que ter em atenção que terão apenas 1 jogo por semana e em teoria serão superiores às restantes 12 equipas, daí que possam ir construindo um importante pecúlio e tornarem-se mais perigosos do que aparentemente parecem. Neste capítulo recordo-me sempre da época 1999/00, em que após um 4º lugar na temporada anterior anunciaram que não seriam candidatos ao título, mas aproveitando as “baldas” de um FC Porto focado na Champions, fustigado por lesões importantes e algo burguês pós Penta levou a que o título fugisse para os lados do Campo Grande (com alguma Paixão à mistura…).



Aguardemos portanto as cenas dos próximos capítulos...

Continuação de boa semana!

Mar Azul e Branco no Sado

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Está de volta o campeonato e a primeira jornada levou-nos a Setúbal. Levou-nos a todos, claro! Juntamente com a nossa equipa lá nos deslocámos e conquistámos os primeiros três pontos! Ao contrário da temporada passada, desta vez não precisámos de duas deslocações para que houvesse jogo. Debaixo de um calor abrasador, um pouco de todo o lado os Dragões apareceram para apoiar o FC Porto. A maioria viajou desde a Invicta mas atendendo ao facto de estarmos no mês de Agosto, muitos outros sócios/adeptos/ultras viajaram de outros pontos do país.

No meu caso foi desde o Alentejo, um “tirinho” fez-me juntar aos meus a meio da tarde. A bonita Avenida Luísa Todi foi o local onde estagiámos até à hora de nos deslocarmos para o estádio. Numa das esplanadas vimos o Carnide sofrer o primeiro golo, no estádio onde festejou o campeonato na temporada passada. Já próximos da nossa porta de entrada, a explosão cá fora no momento do 2-1 na Madeira e os primeiros cânticos em plena rua! Terminado o jogo, faltava cumprir a nossa parte. E não foi nenhum passeio!

A juntar às nossas claques, estiveram presentes centenas de portistas daquela zona do país. Foi a melhor deslocação de portistas aquele estádio nos últimos anos. Semelhante a esta, talvez só a meia-final da taça de Portugal em 2008, creio. O sector atrás da baliza estava repleto de azul e branco. Também muitos vitorianos, uma boa casa no Bonfim. O facto de ser a 1ª jornada, a presença dos emigrantes e o muito calor ajudaram à rumaria.

Mais uma vez ficou bem explícita a “simpatia” que aquele clube e aqueles adeptos têm por nós. Como quase todos. Pinto da Costa alvo de insultos e tentativas de agressão logo depois do 1-1. Não me esqueço de que há dois anos, após um golo do Vitória, “apareceu” um cachecol dos encornados na bancada dos sócios vitorianos e após o Porto marcar novamente, houve “caça” aos nossos adeptos que festejaram nessa bancada. Isto a juntar às queixas do Motinha, foi uma saborosa vitória, a primeira de muitas como assim esperamos.

Na Curva, o Colectivo entrou já com alguns minutos de jogo, ainda a tempo de se impôr vocalmente, como acontece na maioria dos jogos fora. Os Super Dragões com diversos núcleos presentes, fizeram-se notar durante grande parte do jogo.

Estão lançados os dados, vamos caminhar juntos nas restantes 29 jornadas para em Maio voltarmos a festejar!

Um abraço ultra.

21 agosto, 2013

FC Porto B mantém pleno de vitórias

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Portimonense 0-1 FC Porto B

II Liga 2013/2014, 3.ª jornada
21 de Agosto de 2013
Estádio Municipal de Portimão


Árbitro: Jorge Tavares (Aveiro).

PORTIMONENSE: Márcio Ramos; Ricardo Pessoa (cap.), Ivo Nicolau, Rui Correia e Nelsinho; Semedo, Vítor Moreno e Mica; Zambujo, Dyego Souza e Quinaz.
Substituições: Vitor Moreno por Fabrício (59m); Quinaz por Anselmo (59m); Zambujo por Zé Miguel (85m).
Não utilizados: Ricardo Ferreira, Bruno Gonzalez, Luís Pedro e Hugo Gomes.
Treinador: Lázaro Oliveira.

FC PORTO B: Kadú; Victor Garcia, José António, Tiago Ferreira e Quiño; Mikel, Tomás Podstawski e Tozé (cap.); Ivo, Vion e André Silva.
Substituições: Tomás Podstawski por Pedro Moreira (63m); Vion por Leandro (67m); Ivo por Rafa (79m).
Não utilizados: Matos, Bruno Silva, Mata e Caballero.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: André Silva (18m).
Cartões amarelos: Nelsinho (45m), Quiño (53m), Kadú (60m), Rui Correia (74m).

O FC Porto B continua a trilhar um percurso 100% vitorioso na actual edição da Segunda Liga. Depois dos triunfos sobre Beira-Mar (3-2) e Trofense (2-1), o conjunto comandado por Luís Castro bateu fora o Portimonense, por 1-0, com André Silva a apontar o único golo do encontro.

Sem “reforços” da equipa principal, ao contrário do que havia sucedido nas duas primeiras rondas, o FC Porto B apresentou-se em Portimão com uma média de idades consideravelmente baixa, mas a juventude anda quase sempre de braço dado com a irreverência.

Curiosamente, foi um dos jogadores mais jovens em campo a decidir o jogo. À passagem do 13.º minuto, André Silva, de apenas 17 anos, aproveitou uma má intercepção de um adversário e, depois de deixar o guarda-redes Márcio Ramos pelo caminho, estabeleceu aquele que viria a ser o resultado final.

Sem nunca perder de vista a baliza contrária, o FC Porto B soube segurar a vantagem construída e voltou a deixar excelentes apontamentos. Para já, os resultados falam por si: três vitórias em outros tantos jogos.

fonte: fcporto.pt

CLASSIFICAÇÃO II LIGA
1º - Moreirense, 3j, 3v, 0e, 0d, 9pts
3º - FC Porto B, 3j, 3v, 0e, 0d, 9pts



RESUMO DO JOGO

Regabofe

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Como sempre acontece quando a carneirada perde, determinados jornais, para não dizer 70% dos aidos jornaleiros atiram-se a quem ganha. Desta feita, e como já era esperado, o Curral da Manhã lá teve a sua tirada de azia em capa de jornal: “penalti da tradição empurra portistas”, escrito como é claro, na única cor que estes cornos conhecem, que é o vermelho ou encarnado, como preferirem!

Ora, tal como o anti-Portista primário, de seu nome Zé Mota, um catedrático do rugby em que a sua táctica consiste sempre em bater o máximo possível no adversário e se possível manter os mesmos 11 caceteiros em campo, não é um treinador que premeie pela visão de jogo e muito menos pela coerência das palavras, visto que fala consoante o resultado final.

Estas duas entidades, chamo assim porque considero Zé Mota um biscateiro com várias números fiscais, o que acabam por ter em comum?

Ora a esta gente “actua” para uma plateia composta de gente limitada, com pouco poder de encaixe e normalmente nunca discutem o fundo da questão. Ora o penalti que tanto reclamam, é efectivamente penalti que não deixa dúvidas a ninguém, mas isso eles não falam.

O que eles gostam é de lançar suspeições, como se o FC Porto precisasse sempre de penaltis para ganhar jogos, tenho consciência do jogo excepcional que fez o Vitória de Setúbal, colocou 3 jogadores a correr acima dos 10 km, num ritmo potente e a jogar em sua casa.

O FC Porto bastou saber sofrer, enfrentar com humildade o adversário, superar as dificuldades e dar a volta a um golo sofrido, infelizmente para muita gente, incluindo as duas entidades acima referidas não faz parte do jogo e conseguiram resumir um jogo de noventa e alguns minutos a um lance que não merece dúvidas e muito menos restou dúvidas da cabeçada que o Polaco deu ao Josué.

Continua de pé a campanha da falácia, dos corruptos, das escutas, das insinuações, etc, etc... o que eles ainda não perceberam é que isto é apagar o fogo com gasolina. Infelizmente, todos sabemos que a comunicação social também ela passa por algumas dificuldades económicas, mas nada justifica este género de profissionalismo do faz de conta e das insinuações.

Antes de acabar, gostava de deixar um abraço aos amigos Portistas do Sul que me receberam em Azeitão para uma tarde fabulosa, antes do jogo, onde nada faltou, nem mesmo um calor espectacular que esteve até à hora de rumar a Setúbal. A eles, o meu muito obrigado.

Setúbal, essa fabulosa terra onde ainda há gente que gosta de andar nas imediações do estádio com a camisola dos carneiros... a esses, dedico meia poncha de banana e um bailinho da Madeira.

Um abraço Tripeiro e muito... muito Portista.

20 agosto, 2013

19 agosto, 2013

Josué e Quintero resolvem no Bonfim

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Vitória de Setúbal 1-3 FC Porto

Liga 2013/14, 1.ª jornada
18 de Agosto de 2013.
Estádio do Bonfim, em Setúbal.


Árbitro: João Capela (Lisboa).
Assistentes: José Lima e Bruno Trindade.

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Rúben Vezo, Cohene e Nélson Pedroso; Dani, Paulo Tavares e Tiago Terroso; Bruno Sabino, Ramón Cardozo e Rafael Martins.
Substituições: Adilson por Bruno Sabino (52m); Jorginho por Rafael Martins (68m); Miguel Pedro por Paulo Tavares (78m).
Não utilizados: Pedro Tiba, Ney Santos, François e Bruninho.
Treinador: José Mota.

FC PORTO: Helton (cap.); Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Josué, Jackson Martínez e Licá.
Substituições: Quintero por Defour (60m); Herrera por Lucho (82m); Ricardo por Licá (90m+5).
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Carlos Eduardo e Ghilas.
Treinador: Paulo Fonseca.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Rafael Martins (13m), Josué (49m, pen.), Quintero (61m), Jackson Martínez (88m).
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno Sabino (24m), Ramón Cardozo (37m), Fernando (37m), Dani (48m); Josué (50m), Nélson Pedroso (80m), Alex Sandro (84m); Cartão vermelho directo a Kieszek (49m).

O FC Porto fez a estreia na Liga ZonSagres 2013/14 no Bonfim, terreno tradicionalmente acessível para a equipa azul e branca. A comunicação social fez referência a esse facto mas a tradição vale o que vale e o jogo foi tudo menos acessível. A ansiedade tomou conta dos tricampeões nacionais e o jogo não foi tão fluído como seria de esperar.

Perante uma moldura humana de realçar mas um relvado péssimo para a prática do futebol, assemelhando-se mais a um autêntico batatal, o FC Porto entrou muito bem. Logo aos 3 minutos, Jackson teve uma oportunidade clamorosa frente ao guarda-redes Kieszek. Mas em cima da linha um defesa setubalense salvou o que teria sido o primeiro golo da partida. Continuando a atacar e a mandar no jogo, o FC Porto teve nova oportunidade por Defour num centro remate que o guarda-redes contrário sacudiu para canto.

No entanto, contra todas as previsões e contra a corrente do jogo, o FC Porto foi apanhado em contrapé e o avançado setubalense Rafael Martins aparece no coração da área portista entre dois defesas azuis e brancos com tempo para receber a bola e rematar duas vezes. Rematou, primeiro, para a defesa de Helton e na recarga, perante alguma passividade da defesa do FC Porto, inaugurou o marcador. Estavam decorridos 13 minutos.

O FC Porto sentiu, de certa forma, esta contrariedade e a equipa desconcentrou-se um pouco nos minutos imediatamente a seguir. No entanto, a equipa procurou reagir ao golo contrário e Lucho, Licá e Jackson tiveram boas oportunidades para repor a justiça no marcador mas na baliza estava um guarda-redes inspirado que foi adiando o golo da turma portista.

O V. Setúbal ainda criou mais uma ou outra situação de calafrio para a baliza portista, aproveitando algum desnorte defensivo dos Dragões.

O árbitro João Capela, ainda na primeira parte, fez vista grossa a uma pretensa grande penalidade a castigar uma falta sobre Licá, uma clara obstrução ao avançado azul e branco.

Na segunda parte, o FC Porto chegou ao empate logo no reinício da partida através de uma grande penalidade apontada por Josué aos 48 minutos a castigar um derrube claro sobre Jackson Martínez. Na sequência do golo, o jovem médio apressou-se a ir buscar a bola ao fundo das redes e o guarda-redes Kieszek, além de agarrar na bola, deu uma cabeçada em Josué e foi expulso.

Alguns minutos depois, Quintero entrou para o lugar de Defour para imprimir maior velocidade e criar espaços e situações de ruptura. Defour estava em bom plano mas notava-se que a equipa precisava de alguém para assumir as despesas do jogo, para criar situações em busca do golo da vitória. Quintero, pois claro, entrou e na primeira vez que tocou na bola, teve um lance de génio. Tirou um adversário do caminho e fez um golo de bandeira com um remate colocadíssimo aos 61 minutos.

Com cerca de meia hora para jogar e em superioridade numérica, o FC Porto não exerceu um domínio avassalador. Desengane-se que o jogo ficava fácil para os Dragões, após expulsão do guarda-redes sadino. Pelo contrário, a equipa tricampeã nacional entrou numa crise de ansiedade inexplicável e a defesa mostrou-se intranquila.

No entanto, várias oportunidades surgiram para acabar com a incerteza do resultado mas Jackson Martínez e Danilo não aproveitaram as oportunidades.

Até que aos 88 minutos, Jackson Martínez marcou o golo da tranquilidade após uma jogada ensaiada pelo lado esquerdo, conduzida por Josué. O esquerdino colocou a bola no ponta de lança colombiano na grande área e este com o pé esquerdo efectuou um remate forte e colocado.

Apesar de ter sido uma vitória justa, o FC Porto teve um jogo bastante difícil, pouco inspirado, num relvado paupérrimo, impraticável contra uma equipa que dificultou bastante a tarefa da equipa portista. Três pontos importantes foram, no entanto, alcançados neste início da caminhada para o tetra.

Notas muito positivas para Josué e para Quintero com exibições de encher o olho. Os dois jovens jogadores levaram a equipa à vitória e deram passos importantes para se impor no onze. Quanto às notas negativas, destaco a defesa do FC Porto, incluindo Helton. Criaram-se alguns calafrios desnecessários que poderiam ter originado dissabores maiores. Também Lucho esteve em noite não, errando passes atrás de passes. Jackson esteve igualmente apagado.

O FC Porto recebe o Marítimo, na próxima jornada, no Estádio do Dragão.



DECLARAÇÕES

Paulo Fonseca:
“Antevíamos que ia ser uma partida complicada, visto o V. Setúbal ter uma boa equipa. É verdade que poderíamos ter resolvido o jogo muito cedo, pois entrámos muito bem no jogo mas, na primeira vez que o adversário foi à nossa baliza, acabou por marcar. Isso dificultou a nossa reacção porque o V. Setúbal baixou as linhas e começou a apostar no contra-ataque. Não foi um jogo fácil, mas acreditámos sempre, mostrámos uma determinação muito grande. Sabemos que não fizemos aqui uma exibição perfeita, mas o mais importante de tudo era começarmos a vencer e ainda poderíamos ter feito mais golos e, por isso, penso que é um resultado justo”.
“Estamos no início da Liga e era importante vencer o nosso jogo, algo que fizemos de forma meritória, não nos tendo de preocupar com o que os adversários fazem. Estamos satisfeitos e esperamos conseguir muitas mais vitórias para anexar às 1500 vitórias a que chegamos hoje. É sempre um feito histórico e espero que venham muitas mais”.

Quintero:
“Quando entrei a equipa estava intranquila, marquei um bonito golo, virámos o resultado e foi nesse momento que ficámos mais tranquilos. Acredito que no primeiro tempo estávamos confusos, mas no segundo tempo aproveitamos as oportunidades para ganhar o desafio. Era fundamental ganhar, principalmente por ter sido um jogo muito duro. Creio que esta partida nos vai tornar uma equipa mais tranquila e vamos trabalhar esta semana para conseguirmos fazer um bom trabalho no próximo jogo. Só vamos conseguir ganhar se exibirmos o que mostrámos hoje: entrega e vontade de ganhar”.



RESUMO DO JOGO