19 junho, 2015
18 junho, 2015
JACKSON MARTINEZ - ADEUS E OBRIGADO A UM JOGADOR EXCEPCIONAL.
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
Chegou envolto em neblina. Pudera! Um colombiano a jogar no México cujo BI marcava 26 anos. À sua frente, na selecção, muitos: Falcao, Teofilo Gutierrez, Bacca and so on. Aterrou em circunstâncias estranhas, pois tinha pela frente uma tarefa difícil e fácil ao mesmo tempo: por um lado, sendo colombiano, evitar as comparações com Radamel e, se possível, fazer esquecer o seu compatriota; por outro, claramente ocupar um lugar que não existia na anterior temporada, já que nem Kleber, nem Hulk, nem Janko mostraram ser pontas-de-lança à altura do FC Porto. Vinha para, nitidamente, fazer a posição. É tua, toma, agora desenrasca-te.
Impossível esquecer o seu primeiro golo com a nossa camisola: aquela cabeçada fulminante a decidir a Supertaça frente à Académica. Foi um bom começo, mas o melhor estava para vir. Pelo meio, algumas dúvidas, um ou outro apagão de golos, uma ou outra desilusão.
Não se pode dizer que seja um bem amado ou sequer um personagem extremamente querido da massa associativa. Não tem aquele trincar de língua de Lisandro, nem aquele jogo felino de Falcao. Não é um cabeceador jardeliano, muito menos um continuador das bombas do mccartismo. Não é um menino da casa como Domingos, muito menos uma lenda como o Bi-Bota.
E olhemos para as suas características. Não se pode dizer que seja rápido. Não se pode dizer que seja um exímio cabeceador. Não se pode dizer que seja um grande virtuoso com a bola no pé. Não é um pé-canhão. Nem um rato de área. Muito menos um driblador nato. Não tem, assuma-se, o killer instinct. Por vezes falha golos fáceis. Não é aquele típico jogador de manhas e truques. Não é um panzer que assuste só pela sua presença.
E se é verdade que não é nada disso, é imperioso dizer que é um pouco de tudo isso. É um profissional completo, um craque de todo o tamanho, um atleta que domina todas as vertentes do jogo. Um homem que faz literalmente uma equipa e que representa um ataque. Figura de proa, referência, elegante na pose e no toque, jogador de equipa e ao mesmo tempo estrela da companhia. Jogador que partilha o jogo, que envolve os colegas e que, ao mesmo tempo, parece algo solitário em campo, ar sério, pose altiva e um não sei quê de tristeza no olhar. Deixa-nos na retina golos brilhantes: de calcanhar, de bicicleta, à meia volta, de cabeça, de pé direito, esquerdo, dentro e fora da área. Para todos os gostos, géneros e feitios. Pró menino e prá menina.
Jackson Martínez teve o azar de chegar ao FC Porto num momento histórico conturbado. Três épocas de Dragão ao peito, três vezes melhor marcador, apenas um título de campeão. Para se ter noção, Falcao, em dois anos, nunca foi o melhor marcador, mas sai com um Campeonato, duas Taças de Portugal e uma Liga Europa.
Se quisesse fazer um álbum de fotografias da passagem de Jackson pelo Porto, escolheria duas e deixo o leitor à vontade para fazer o mesmo. As minhas são simbólicas: Jackson ajoelhado, na Mata Real, mãos esticadas para o céu, a festejar o título mais saboroso dos últimos anos; e o momento mágico em que, após aquela recepção dos deuses, contorna com classe e atrevimento o melhor guarda-redes do mundo (Neuer). Esses dois momentos definem um jogador e bastam para o classificar como um dos 10 melhores estrangeiros que vestiram a nossa camisola.
Lembram-se do Jackson?
Vamos sorrir, ar sonhador e pensativo e dizer que
parece que não, mas já foi há mais de 10 anos
e, tal como de Hulk, de Deco ou de Lucho, direi:
que saudades de um jogador assim!
Obrigado Cha Cha Cha!!
Rodrigo de Almada Martins
17 junho, 2015
ÚLTIMA HORA: LIMA (DO CARNIDE) VAI ASSINAR PELO PORTO.
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Pronto. Neste momento, arrisco que este post tenha mais visualizações do que muitos outros devido ao titulo bombástico.
Tranquilizem-se, é boato. Fait-divers. É uma tanga como tantas outras que emprenhamos pelos olhos nesta altura de pausa das competições profissionais.
Mas este titulo serve, sobretudo, para vosso auto-diagnóstico. Lima era importante para o Futebol Clube do Porto? Era um bom negocio desportivamente falando? É um bom investimento? Não. Não era. No entanto, e infelizmente, 80% daqueles que vieram ver este post estão extasiados com a possibilidade de roubar um "jogador" a um rival.
Olhem que eu não.
Gosto mais de cuidar do meu umbigo - neste caso, clube - do que me preocupar em atingir terceiros, roubando-lhe jogadores. Calma. Não sou nenhum santo, nem devemos ser. Esclareço, para que não hajam dúvidas. Se for um jogador que nos faz falta, um bom investimento, para melhorar a equipa e, por último, se entre dois jogadores, um deles represente uma "facada" no rival, siga sem hesitar para o "punhal".
Agora, volto a referir, o que me interessa, o que tem que interessar aos adeptos, é e terá que ser sempre o Futebol Clube do Porto.
Indo claramente ao "busílis" da questão. Maxi Pereira tem sido falado para o Futebol Clube do Porto. Há quem ache piada à ideia! Devem ser os mesmos do menu pipoca e refrigerante...
Um jogador que não irá evoluir, caro, com 31 anos. Dito assim. Era atrativo? Não? Então, se tiver o carimbo de "roubo a Carnide" já é uma grande aquisição? Mas afinal, és Portista e queres o bem do Porto ou... vou escusar-me de o dizer. Terás percebido.
Neste momento, enfrentamos uma razia no plantel e andamos entretidos com folhetins que nada têm a ver com o nosso Clube.
Perdemos Danilo, Casimiro, Oliver.
Estamos em vias de perder - pelo o que é comentado na imprensa - Jackson Martinez (Presidente, inclusive, reforçou a ideia da sua saída)e Maicon.
E, mantenho sérias dúvidas na permanência de Brahimi, mas sobretudo, Alex Sandro (último ano de contrato e ainda não renovou).
Aqui chegados, estamos a falar de 6 (excluindo desta perspetiva a saída de Brahimi) jogadores titulares.
3 na defesa! Onde Lopetegui teve mais problemas e mais exigências faz. Todo o nosso jogo começa lá.
2 no meio campo! O trinco e o maestro.
Pelo menos 1 na frente.
E não me venham com teorias de que "saiu Falcao e resolvemos", "saiu Lisandro e resolvemos". Isto é uma debandada de TITULARES.
E batem palmas ao Maxi Pereira?
Exultavam com um Lima?
Orientem-se. O que eu quero é jogadores que façam falta ao Porto. Capazes de chegar e vencer. Capazes de se imporem. Sem medos.
A minha prioridade é GANHAR, não é DERROTAR. No final de um jogo do FC PORTO vs carnide. Eu festejo a minha vitória, não festejo a derrota do adversário.
A minha preocupação é, e sempre será, o Futebol Clube do Porto.
Perdemos o campeonato dois anos seguidos. Não pensem que me atiram areia para os olhos com "roubos a rivais".
Quero ganhar.
Quero este campeonato.
Não brinquem comigo.
Com os adeptos.
Com o símbolo.
Tolerância zero para palhaçadas.
Tranquilizem-se, é boato. Fait-divers. É uma tanga como tantas outras que emprenhamos pelos olhos nesta altura de pausa das competições profissionais.
Mas este titulo serve, sobretudo, para vosso auto-diagnóstico. Lima era importante para o Futebol Clube do Porto? Era um bom negocio desportivamente falando? É um bom investimento? Não. Não era. No entanto, e infelizmente, 80% daqueles que vieram ver este post estão extasiados com a possibilidade de roubar um "jogador" a um rival.
Olhem que eu não.
Gosto mais de cuidar do meu umbigo - neste caso, clube - do que me preocupar em atingir terceiros, roubando-lhe jogadores. Calma. Não sou nenhum santo, nem devemos ser. Esclareço, para que não hajam dúvidas. Se for um jogador que nos faz falta, um bom investimento, para melhorar a equipa e, por último, se entre dois jogadores, um deles represente uma "facada" no rival, siga sem hesitar para o "punhal".
Agora, volto a referir, o que me interessa, o que tem que interessar aos adeptos, é e terá que ser sempre o Futebol Clube do Porto.
Indo claramente ao "busílis" da questão. Maxi Pereira tem sido falado para o Futebol Clube do Porto. Há quem ache piada à ideia! Devem ser os mesmos do menu pipoca e refrigerante...
Um jogador que não irá evoluir, caro, com 31 anos. Dito assim. Era atrativo? Não? Então, se tiver o carimbo de "roubo a Carnide" já é uma grande aquisição? Mas afinal, és Portista e queres o bem do Porto ou... vou escusar-me de o dizer. Terás percebido.
Neste momento, enfrentamos uma razia no plantel e andamos entretidos com folhetins que nada têm a ver com o nosso Clube.
Perdemos Danilo, Casimiro, Oliver.
Estamos em vias de perder - pelo o que é comentado na imprensa - Jackson Martinez (Presidente, inclusive, reforçou a ideia da sua saída)e Maicon.
E, mantenho sérias dúvidas na permanência de Brahimi, mas sobretudo, Alex Sandro (último ano de contrato e ainda não renovou).
Aqui chegados, estamos a falar de 6 (excluindo desta perspetiva a saída de Brahimi) jogadores titulares.
3 na defesa! Onde Lopetegui teve mais problemas e mais exigências faz. Todo o nosso jogo começa lá.
2 no meio campo! O trinco e o maestro.
Pelo menos 1 na frente.
E não me venham com teorias de que "saiu Falcao e resolvemos", "saiu Lisandro e resolvemos". Isto é uma debandada de TITULARES.
E batem palmas ao Maxi Pereira?
Exultavam com um Lima?
Orientem-se. O que eu quero é jogadores que façam falta ao Porto. Capazes de chegar e vencer. Capazes de se imporem. Sem medos.
A minha prioridade é GANHAR, não é DERROTAR. No final de um jogo do FC PORTO vs carnide. Eu festejo a minha vitória, não festejo a derrota do adversário.
A minha preocupação é, e sempre será, o Futebol Clube do Porto.
Perdemos o campeonato dois anos seguidos. Não pensem que me atiram areia para os olhos com "roubos a rivais".
Quero ganhar.
Quero este campeonato.
Não brinquem comigo.
Com os adeptos.
Com o símbolo.
Tolerância zero para palhaçadas.
16 junho, 2015
UM NOVO FÔLEGO.
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1. Volto a escrever depois de algumas semanas verdadeiramente frenéticas e cujos contornos ainda serão difíceis de decifrar...
O campeonato foi perdido da pior maneira possível, tendo em conta as circunstâncias. Um empate desgarrado em Belém confirmou que a ficha desligou-se na fatídica noite de Munique, sendo que a versão 2014/15 do FC Porto teve demasiada apetência europeia e pouca fome nacional (algo que já falei em Novembro passado), num caminho que importa corrigir.
Entretanto, a previsivelmente intragável festa do bicampeonato foi atirada para um plano menos destacado pelas actividades paralelas que decorreram no Marquês e Guimarães. Mesmo achando absurdas e evitáveis aquelas criminosas palhaçadas, devo confessar que me deu gozo ver aquilo. Qualquer coisa que desvie o foco é bem-vinda...
E quando nos preparávamos para um interminável Verão de pressão alta sobre o FC Porto, com Jesus de pedra e cal e a atacar o almejado Tri que seria apresentado como uma implosão definitiva da hegemonia do nosso Clube, eis que o terramoto aconteceu: o adorado, afinal é um Judas!
Para nós, a saída do Jorge Jesus do benfica seria sempre uma boa noticia. Mesmo não considerando que o percurso foi tão bom como o pintam (basta frisar que os últimos 2 anos que equilibraram a contenda foram recheados de tiros nos pés do FC Porto e de um domínio de bastidores sem paralelo), era importante para nós que o ciclo mudasse, com tudo o que isso pode trazer. Era importante que tivessem de recomeçar, que a estabilidade fosse abalada e que quebrassem com uma ligação que estava no momento mais estável.
Se a saída era portanto uma variante que podia ser interessante para nós, a transferência para Alvalade é ouro sobre azul. Como escrevia aqui o Pedro Ferreira de Sousa ontem, os holofotes voltaram-se em definitivo e uma estranha calma reina no seio do Dragão, num cenário absolutamente improvável há 3 semanas atrás.
Cabe-nos portanto aproveitar o momento e as oportunidades que advêm deste cenário que de repente se tornou bem mais favorável. No entanto, nada é garantido, basta recordarmo-nos do que sucedeu depois do Verão Quente de 1993, mas de repente o futuro parece outra vez mais risonho.
Falta o mais importante, fazermos bem o nosso trabalho. A ver vamos...
2. No dia em que praticamente se confirmou a saída de Ljubomir Obradovic dos comandos do andebol do FC Porto queria deixar aqui um grande obrigado e registar a minha profunda admiração por um Homem que, para muito para além dos títulos, se transformou num símbolo do que os Portistas mais desejam ver naqueles que servem o nosso Clube e que lideram planteis que enverguem o nosso escudo.
No entanto, o FC Porto não para e caberá ao Ricardo Costa liderar o barco rumo ao 8º título consecutivo.
Um novo ciclo avizinha-se também no Hóquei e na outra modalidade mais mediática, o Basquetebol, estaremos de volta aos grandes palcos. Esperemos que as modalidades do FC Porto tenham um novo impulso, porque, ao contrário do que alguns pensam, o Clube não seria o que é se fosse “apenas” um clube de futebol.
Ah, e já agora, por favor não se esqueçam que nos chamamos FUTEBOL CLUBE DO PORTO e não uma designação franchisada qualquer.
Boa semana!
O campeonato foi perdido da pior maneira possível, tendo em conta as circunstâncias. Um empate desgarrado em Belém confirmou que a ficha desligou-se na fatídica noite de Munique, sendo que a versão 2014/15 do FC Porto teve demasiada apetência europeia e pouca fome nacional (algo que já falei em Novembro passado), num caminho que importa corrigir.
Entretanto, a previsivelmente intragável festa do bicampeonato foi atirada para um plano menos destacado pelas actividades paralelas que decorreram no Marquês e Guimarães. Mesmo achando absurdas e evitáveis aquelas criminosas palhaçadas, devo confessar que me deu gozo ver aquilo. Qualquer coisa que desvie o foco é bem-vinda...
E quando nos preparávamos para um interminável Verão de pressão alta sobre o FC Porto, com Jesus de pedra e cal e a atacar o almejado Tri que seria apresentado como uma implosão definitiva da hegemonia do nosso Clube, eis que o terramoto aconteceu: o adorado, afinal é um Judas!
Para nós, a saída do Jorge Jesus do benfica seria sempre uma boa noticia. Mesmo não considerando que o percurso foi tão bom como o pintam (basta frisar que os últimos 2 anos que equilibraram a contenda foram recheados de tiros nos pés do FC Porto e de um domínio de bastidores sem paralelo), era importante para nós que o ciclo mudasse, com tudo o que isso pode trazer. Era importante que tivessem de recomeçar, que a estabilidade fosse abalada e que quebrassem com uma ligação que estava no momento mais estável.
Se a saída era portanto uma variante que podia ser interessante para nós, a transferência para Alvalade é ouro sobre azul. Como escrevia aqui o Pedro Ferreira de Sousa ontem, os holofotes voltaram-se em definitivo e uma estranha calma reina no seio do Dragão, num cenário absolutamente improvável há 3 semanas atrás.
Cabe-nos portanto aproveitar o momento e as oportunidades que advêm deste cenário que de repente se tornou bem mais favorável. No entanto, nada é garantido, basta recordarmo-nos do que sucedeu depois do Verão Quente de 1993, mas de repente o futuro parece outra vez mais risonho.
Falta o mais importante, fazermos bem o nosso trabalho. A ver vamos...
2. No dia em que praticamente se confirmou a saída de Ljubomir Obradovic dos comandos do andebol do FC Porto queria deixar aqui um grande obrigado e registar a minha profunda admiração por um Homem que, para muito para além dos títulos, se transformou num símbolo do que os Portistas mais desejam ver naqueles que servem o nosso Clube e que lideram planteis que enverguem o nosso escudo.
No entanto, o FC Porto não para e caberá ao Ricardo Costa liderar o barco rumo ao 8º título consecutivo.
Um novo ciclo avizinha-se também no Hóquei e na outra modalidade mais mediática, o Basquetebol, estaremos de volta aos grandes palcos. Esperemos que as modalidades do FC Porto tenham um novo impulso, porque, ao contrário do que alguns pensam, o Clube não seria o que é se fosse “apenas” um clube de futebol.
Ah, e já agora, por favor não se esqueçam que nos chamamos FUTEBOL CLUBE DO PORTO e não uma designação franchisada qualquer.
Boa semana!
15 junho, 2015
MILAGRE AO CONTRÁRIO.
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O mundo parou.
O salvador, o mestre da tática, o bicampeão virou traidor, ignorante e perdedor de finais.
Jesus travestido de Judas.
Uma espécie de milagre ao contrário.
Choro, lamento, clamor.
Um senhor que intervém num programa da televisão pública portuguesa chegou mesmo a afirmar que já tinha feito «o luto de Jesus».
Órfãos, viúvos, perdidos e abandonados.
Tudo bem pequenino, tudo bem parolo, à medida dos intervenientes.
Posto isto, importa tecer algumas considerações relativas ao impacto deste “fenómeno” no universo FCPORTO.
A primeira consideração prende-se com o facto de, ao contrário do que sucedeu o ano passado, os holofotes desta pré-época não se encontrarem apontados ao FCPorto. Como se recordam, no ano passado, o FCPorto estava na berlinda. Depois de uma época dececionante com Paulo Fonseca ao comando da máquina, anunciava-se a contratação de um técnico espanhol, acompanhado de um armada igualmente castelhana. Um forte investimento, jogadores novos e de qualidade, a pré-eliminatória da champions, tudo era noticia e tudo foi notícia.
Os detratores diminuíam a escolha com a torre no olival e com a inexperiência do técnico, colocando pressão na equipa através da constante menção aos milhões investidos no plantel.
O FCPorto entrou em brasa.
Este ano é tudo diferente. As capas de jornais, os comentadores, as televisões – não há elemento do mundo futebolístico que preste atenção - mais do que uma mera nota de rodapé - ao FCPorto. E isso não é necessariamente mau. A tranquilidade é, em regra, geradora de bons resultados.
A segunda consideração encontra-se umbilicalmente relacionada com a primeira. A pressão, as luzes, o olhar mediático recai sobre os clubes da segunda circular. Vão ser escrutinados até à exaustão, cada erro, cada falhanço, cada decisão mal tomada vai ser discutida e notada e dedos vão ser apontados.
Tudo isto agravado pelo facto de se encontrar agendada uma supertaça que, antes de qualquer outro derby, colocará em confronto os ditos clubes. Agravado ainda mais pela circunstância de o clube de verde e branco ter compromissos europeus numa fase muitíssimo inicial da época.
É inevitável que alguém comece logo a perder e esse alguém vai iniciar a época muito fragilizado.
Se for Rui Vitória o perdedor, todos recuperarão o pedido de contratação de Marco Silva.
Se for Jesus o perdedor, todos perguntarão a Bruno de Carvalho se os milhões terão sido bem gastos e exigirão explicações.
E nenhum destes cenários é propriamente prejudicial para o FCPorto.
E imaginem por um instante o final da época 2015/2016. Assumindo que o FCPorto será campeão, alguém terá necessariamente de ficar em terceiro. Rui Vitória sobrevive ao terceiro lugar? Nunca. Jorge Jesus aguenta ficar atrás dos encarnados e Bruno Carvalho segura a contestação com o último lugar do pódio depois dos milhões investidos? Nem pensar.
Tem tudo para correr muito mal.
A terceira consideração é que nada disto é garantia de sucesso para o FCPorto. A pressão mediática será menor. A equipa não entrará sobre brasas. Mas a concentração tem de estar lá. A vontade e o trabalho têm de ser máximos. A exigência não pode ceder nem um milímetro.
Partimos para a pré-época em (ligeira) vantagem.
Fica “apenas” a faltar o engenho e a arte para a materializar.
Pedro Ferreira de Sousa
O salvador, o mestre da tática, o bicampeão virou traidor, ignorante e perdedor de finais.
Jesus travestido de Judas.
Uma espécie de milagre ao contrário.
Choro, lamento, clamor.
Um senhor que intervém num programa da televisão pública portuguesa chegou mesmo a afirmar que já tinha feito «o luto de Jesus».
Órfãos, viúvos, perdidos e abandonados.
Tudo bem pequenino, tudo bem parolo, à medida dos intervenientes.
Posto isto, importa tecer algumas considerações relativas ao impacto deste “fenómeno” no universo FCPORTO.
A primeira consideração prende-se com o facto de, ao contrário do que sucedeu o ano passado, os holofotes desta pré-época não se encontrarem apontados ao FCPorto. Como se recordam, no ano passado, o FCPorto estava na berlinda. Depois de uma época dececionante com Paulo Fonseca ao comando da máquina, anunciava-se a contratação de um técnico espanhol, acompanhado de um armada igualmente castelhana. Um forte investimento, jogadores novos e de qualidade, a pré-eliminatória da champions, tudo era noticia e tudo foi notícia.
Os detratores diminuíam a escolha com a torre no olival e com a inexperiência do técnico, colocando pressão na equipa através da constante menção aos milhões investidos no plantel.
O FCPorto entrou em brasa.
Este ano é tudo diferente. As capas de jornais, os comentadores, as televisões – não há elemento do mundo futebolístico que preste atenção - mais do que uma mera nota de rodapé - ao FCPorto. E isso não é necessariamente mau. A tranquilidade é, em regra, geradora de bons resultados.
A segunda consideração encontra-se umbilicalmente relacionada com a primeira. A pressão, as luzes, o olhar mediático recai sobre os clubes da segunda circular. Vão ser escrutinados até à exaustão, cada erro, cada falhanço, cada decisão mal tomada vai ser discutida e notada e dedos vão ser apontados.
Tudo isto agravado pelo facto de se encontrar agendada uma supertaça que, antes de qualquer outro derby, colocará em confronto os ditos clubes. Agravado ainda mais pela circunstância de o clube de verde e branco ter compromissos europeus numa fase muitíssimo inicial da época.
É inevitável que alguém comece logo a perder e esse alguém vai iniciar a época muito fragilizado.
Se for Rui Vitória o perdedor, todos recuperarão o pedido de contratação de Marco Silva.
Se for Jesus o perdedor, todos perguntarão a Bruno de Carvalho se os milhões terão sido bem gastos e exigirão explicações.
E nenhum destes cenários é propriamente prejudicial para o FCPorto.
E imaginem por um instante o final da época 2015/2016. Assumindo que o FCPorto será campeão, alguém terá necessariamente de ficar em terceiro. Rui Vitória sobrevive ao terceiro lugar? Nunca. Jorge Jesus aguenta ficar atrás dos encarnados e Bruno Carvalho segura a contestação com o último lugar do pódio depois dos milhões investidos? Nem pensar.
Tem tudo para correr muito mal.
A terceira consideração é que nada disto é garantia de sucesso para o FCPorto. A pressão mediática será menor. A equipa não entrará sobre brasas. Mas a concentração tem de estar lá. A vontade e o trabalho têm de ser máximos. A exigência não pode ceder nem um milímetro.
Partimos para a pré-época em (ligeira) vantagem.
Fica “apenas” a faltar o engenho e a arte para a materializar.
Pedro Ferreira de Sousa
14 junho, 2015
13 junho, 2015
12 junho, 2015
TEXTO COM BOLINHA ENCARNADA NO CANTO SUPERIOR DIREITO.
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Pois continuei em hibernação profunda durante uns bons pares de dias. Um remanso retemperador. Eis senão quando, em finais da semana passada, comecei a oxigenar violentamente por força das notícias que vinham do exterior da toca, mais precisamente de um determinado ponto nevrálgico da Capital do Santo Império Lusitano (CSIL). Saí dela a rir-me como uma perdida. Orelhas alerta mas já não ursa. A vida já mais tolerável e menos pulha. Decidida a escrever uma crónica. Esta. Uma crónica com bolinha encarnada* no canto superior direito.
Todos nos lembrámos das últimas épocas do futebol português, de muitas das suas particularidades e encantos mil que incluíram túneis, árbitros de chuteiras emprestadas e um clube da Linha de Cascais a jogar em casa em pleno Algarve. E todos se recordam de como foi a época finda, certo? Pois, sim, sim, yadda, yadda. Já sabemos. Estavas bem calada. Foi horripilante de tão promiscua e batoteira e pornográfica e alarve e-faltam-me-mais-palavras-para-descrever. Desculpem voltar a tocar neste assunto que já tresanda e que queremos ver enterrado. Não querendo mexer mais na… na dita cuja, tenho de o fazer (com um pau devidamente esterilizado e mola na ponta do nariz) para tentar perceber a razão que nos levou a reagir assim e não assado, quando o assado era o ideal e aconselhável para não ficarmos fritos ou sermos cozidos. E COMO fomos!
Quando escrevo na segunda pessoa do plural, no “nós”, refiro-me obviamente à SAD do nosso Clube. O que levou a nossa SAD a agir da forma que fez? Ou melhor, a não agir? O que fez com que os nossos responsáveis ficassem mudos e quedos enquanto o país inteiro testemunhou um crime de lesa-pátria que só não o foi porque a maioria dos compatriotas é porcamente conivente e parcial com a Força que o perpetrou? O que motivou a os nossos directores a assistirem (aparentemente) impávidos e (aparentemente) serenos ao ataque semanal à nossa honra e dignidade? À pilhagem bruta e autêntica vergonha de que fomos alvo? O quê, bolas, o quê?!?!?!
A SAD Portista teve um Verão de 2014 muito activo. Desdobrando-se em negócios, em contactos e em contratos, fortalecendo de forma brutal a equipa, de tal modo que o país assistia de boca aberta ao desfile de craques anunciados. Parte dele de boca aberta e olhos brilhantemente estrelados, outra (bem maior) parte de boca aberta e olhos aterrorizados. Porque terá feito isso a nossa SAD? Por ambição desmedida e ataque puro ao campeonato que já nos fugira na época anterior? #RESGATE? Ou por já saber o volume, o alcance, a podridão do que nos esperaria?
Os comuns mortais cedo perceberam que a estratégia montada FORA das quatro linhas assentava no ataque ao nosso Clube DENTRO dos relvados, numa actuação sem precedentes. A equipa que o faria estava sem dúvida coordenada, bem afinada e todas as vénias devem ser feitas a quem urdiu e oleou a Máquina. Um trabalho perfeito e meticuloso que certamente terá implicado noites de laborioso planeamento e até ao queimar das pestanas, o adeus às férias de muitos, inúmeros e discretos(?) jantares, cozinhados perfeitos. Tudo com o objectivo claro de fragilizar os rapazes de azul e branco e tentar dessa forma equilibrar um pouco os pratos da balança. Todos nós sabemos o que ganhou Luís Filipe Vieira, mas… o que lucrou o sportinguista Presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Vítor Pereira? Favores de toda a espécie? Perdões? Indultos? Um andar [sinónimo de caminhar] novo? Pagamentos de dívidas? Dinheiro$? Patrocínios? Apoios? Pneus com droga? A droga sem os pneus? Ou terá sido apenas gratidão imorredoura? Como montou o esquema? A cilada perfeita? Uma engrenagem que de tão óbvia e gritante não foi por ninguém desmontada?
Face à existência de um vencedor antecipado e à certeza de quem estaria por detrás disso, a SAD Portista teve tempo mais do que suficiente para inverter o rumo das coisas, para reclamar os nossos direitos, para dar um murro na mesa, e para gritar que alto e parásse o baile. Não o fez, não gritou, nem sequer piou e a música continuou, o que desde logo nos permite ventilar ilações e atribuir responsabilidades. Não defendendo os interesses do Futebol Clube do Porto, clube que terão jurado honrar, que lhes paga as chorudas comissões e altos salários, podemos e devemos contestar o seu trabalho.
Deveríamos ter respondido em todas as frentes (através dos meios de comunicação social – porque entre tenebroso fanatismo há sempre, sempre quem nos abra as portas – das instâncias superiores, de contra-informação, mupis, outdoors #FREE PORTO!, panfletos, aviõezinhos de praia… whatever!**) como sempre nos orgulhámos de fazer, denunciar sem ser apenas através de textos meritórios no site oficial do clube, e mais tarde – já no final da época – em interessantes “bicadas” diárias… Tudo a roçar o patético e confrangedor. Porque não o fizemos?
Por dignidade? Por receio que a resposta beliscasse de alguma forma o nosso imenso patamar de glória ou o limite de ética? Por nova política interna de comportamento? Por acharmos que a resposta seria a seu tempo dada em campo? Por sobranceria? Por erro de cálculo? De planeamento? Por já não pertencermos à Elite? Ao Olimpo dos Deuses? Por algum acordo, pacto feito? Por estarmos comprometidos? Obrigados de alguma forma ao humilhante, desesperante silêncio? Rabos trilhados? Encostados à parede? Por cansaço? Por… medo? Porra, porquê?!
Expliquem-me. Façam-me um desenho. Grande e enorme e colorido. Não como se eu fosse burra. Mas como se voltasse a ser a menina que aos 8 anos se apaixonou perdidamente por este Clube orgulhoso, altivo, do antes quebrar do que torcer. Irredutível. Invicto, impoluto. Desde 1893. Oh, yeah!
* podia ser vermelha, mas é encarnada.
** temos o nosso próprio CANAL!!!!
*** já nem falo em amor e devoção.
IV ENCONTRO BLUEGOSFERA – ESTAMOS DE VOLTA!
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Em Julho de 2012, altura em que foi realizado o I Encontro da Bluegosfera, a semente foi plantada para que periodicamente conseguíssemos juntar os elementos desta família portista que vive e trabalha com o objectivo de fazer do FC Porto um clube cada vez maior e melhor. Três encontros depois, continuamos com o mesmo espírito e a mesma vontade, partilhada por todos que participaram activamente nas três ocasiões em que tivemos a oportunidade de juntar no mesmo fórum muitos dos que estão activos nos meandros da internet e das redes sociais. Assim sendo, estão abertas as inscrições para o IV Encontro da Bluegosfera, a realizar no próximo dia 4 de Julho na bela localidade de Espinho, que tem sido a nossa casa longe de casa e que nos acolhe sempre com boa disposição e alegria. Perspectiva-se um dia cheio de portismo, com discussões construtivas e debates dinâmicos e vivos sobre o dia-a-dia do nosso clube mas também com uma visão global daquilo que somos e daquilo que queremos ser. A organização é composta mais uma vez pelo José Correia do “Reflexão Portista“, o Jorge Bertocchini do “Porta19“, o Nuno Góis do “Mística do Dragão“/”Fórum Somos Porto” e este que vos escreve.
Como sempre, o evento será aberto ao público em geral (que esperamos seja composto na sua grande maioria por adeptos portistas) e mantemos a necessidade de uma pré-inscrição através do preenchimento de um curtíssimo formulário via Net porque, obviamente, não há espaços com lugares ilimitados.
O encontro será realizado no dia 4 de Julho (sábado) e este ano terá moldes ligeiramente diferentes dos anteriores, para continuarmos a moldar o formato ao gosto dos participantes e para poder contar com mais tempo para discussão fluida e activa de todos os intervenientes. O PROGRAMA será o seguinte:
A seu tempo serão divulgadas mais informações, mas podem desde já preencher o formulário de inscrição:
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO NO IV ENCONTRO DA BLUEGOSFERA
Em alternativa, podem enviar um email para encontro.bluegosfera@gmail.com Para mais informações, podem sempre visitar a página no Facebook dos Encontros da Bluegosfera aqui: Facebook oficial dos Encontros da Bluegosfera.
Vamos lá, portistas, não se deixem ficar pelo bitaite via net! Apareçam e ajudem a fazer do nosso clube aquilo que querem que seja!
#ENCONTROSDABLUEGOSFERA
endereço electrónico oficial: encontro.bluegosfera@gmail.com
página oficial no facebook: https://www.facebook.com/bluegosfera
página oficial no youtube: https://www.youtube.com/user/bluegosfera
página oficial no ustream: http://www.ustream.tv/channel/bluegosfera
informação completa do/s encontro/s AQUI
Como sempre, o evento será aberto ao público em geral (que esperamos seja composto na sua grande maioria por adeptos portistas) e mantemos a necessidade de uma pré-inscrição através do preenchimento de um curtíssimo formulário via Net porque, obviamente, não há espaços com lugares ilimitados.
O encontro será realizado no dia 4 de Julho (sábado) e este ano terá moldes ligeiramente diferentes dos anteriores, para continuarmos a moldar o formato ao gosto dos participantes e para poder contar com mais tempo para discussão fluida e activa de todos os intervenientes. O PROGRAMA será o seguinte:
- 10:00 – 10:30: Recepção dos participantes
10:30 – 10:40: Abertura
10:40 – 12:30: O ADN Portista (Moderador: Paulo Santos | BiBó PoRtO, carago!)
12:45 – 14:45: Almoço em tons de azul-e-branco
15:00 – 17:30: FCP4ALL (“Provocador”: José Correia | Reflexão Portista)
A seu tempo serão divulgadas mais informações, mas podem desde já preencher o formulário de inscrição:
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO NO IV ENCONTRO DA BLUEGOSFERA
Em alternativa, podem enviar um email para encontro.bluegosfera@gmail.com Para mais informações, podem sempre visitar a página no Facebook dos Encontros da Bluegosfera aqui: Facebook oficial dos Encontros da Bluegosfera.
Vamos lá, portistas, não se deixem ficar pelo bitaite via net! Apareçam e ajudem a fazer do nosso clube aquilo que querem que seja!
#ENCONTROSDABLUEGOSFERA
endereço electrónico oficial: encontro.bluegosfera@gmail.com
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11 junho, 2015
DE CADEIRÃO... NO ESCRITÓRIO!
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
Enquanto os clubes do sul se divertem a jogar futebol dentro de um pavilhão, a aplicar a decisão e só depois instaurar o processo disciplinar aos seus trabalhadores, a ver o presidente disparar para os adeptos do próprio clube, a ver os adeptos disparar para o presidente do clube, a não saber se devem ficar tristes por ter quem têm a treinador ou contentes por conseguirem dar uma "bicada" em alguém, o que perfeito para quem vai ganhando um título a cada 8 anos, a ver papagaios no Twitter a mostrar de que são feitos, leitores que não querem assumir as suas decisões, rasgar contratos com fundos, construtoras... encontrar o rasto ao dinheiro que se perdeu no BES, etc etc... tem sido uma alegria assistir a isto de cadeirão.
Contudo, e como o próprio título indica, é bom que esse cadeirão esteja a ser acompanhado de um belo trabalho de escritório. Temos zero razões para assistir a isto com um sorriso nos lábios. Tirando os heróis do HEPTA e do BI, ninguém se pode rir!
Até ao momento, perdemos Danilo, Casemiro, vamos perder Jackson e... renovamos com Hélton. Sempre aqui o escrevi, não tenho dúvidas que o brasileiro é um dos melhores de sempre da baliza do FC Porto. Se renova para ser titular... perfeito. Se renova para ser suplente de quem se fala... vamos ver como corre.
Quanto às restantes entradas, comentarei no devido momento. Agora, é tempo de o comum Portista descansar.
Por isso mesmo, por aqui me fico... aguardando ansiosamente que a bola comece a rolar. Enquanto isso, vou-me deliciando a ver as entrevistas de carreira que o Bernardino Barros tem conduzido e que estão (algumas) disponíveis do site do Porto Canal. Ouvir André, João Pinto, Lima Pereira, Rodolfo... não era um mau cartão de visita para quem chega ao clube.
Um grande abraço a todos os Portistas.
Contudo, e como o próprio título indica, é bom que esse cadeirão esteja a ser acompanhado de um belo trabalho de escritório. Temos zero razões para assistir a isto com um sorriso nos lábios. Tirando os heróis do HEPTA e do BI, ninguém se pode rir!
Até ao momento, perdemos Danilo, Casemiro, vamos perder Jackson e... renovamos com Hélton. Sempre aqui o escrevi, não tenho dúvidas que o brasileiro é um dos melhores de sempre da baliza do FC Porto. Se renova para ser titular... perfeito. Se renova para ser suplente de quem se fala... vamos ver como corre.
Quanto às restantes entradas, comentarei no devido momento. Agora, é tempo de o comum Portista descansar.
Por isso mesmo, por aqui me fico... aguardando ansiosamente que a bola comece a rolar. Enquanto isso, vou-me deliciando a ver as entrevistas de carreira que o Bernardino Barros tem conduzido e que estão (algumas) disponíveis do site do Porto Canal. Ouvir André, João Pinto, Lima Pereira, Rodolfo... não era um mau cartão de visita para quem chega ao clube.
Um grande abraço a todos os Portistas.
PARABÉNS, TRIPEIRO!
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Amigo, Muitos Parabéns!!!
São os votos de todos os teus colaboradores deste espaço de tertúlia.
10 junho, 2015
A TAÇA E A LIGA DOS CAMPEÕES DA UEFA.
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O FC Barcelona conquistou o seu 5.º título após bater a Juventus na final daquela que foi a 60.ª edição da prova (Taça + Liga). O ranking continua a ser liderado pelo Real Madrid, com 10 triunfos.
A competição é organizada pela UEFA desde a época de 1955-56. Até 1991-92 designou-se Taça dos Clubes Campeões Europeus e era disputada, do início até à final, através de eliminatórias. Desde a temporada 1992-93, no seu actual formato, designa-se Liga dos Campeões da UEFA.
No conjunto de 22 clubes Campeões da Europa, o FC Porto está entre os 10 clubes que, para além de terem vencido a Taça dos Campeões Europeus, foram vencedores da Liga dos Campeões. Ao FC Porto também cabe a honra de ser um dos clubes com mais participações na Liga.
O quadro menciona todos os títulos atribuídos, separando-os em “Taça dos Campeões” e “Liga dos Campeões”.
Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)
09 junho, 2015
O DESPORTO DE FORMAÇÃO.
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O tema que hoje vou abordar é o papel do desporto de formação. Na minha concepção, a base do desporto de formação é formar homens mas sempre conciliando com a performance desportiva e a capacidade de se tornarem atletas válidos dos escalões seniores. O caso da formação do nosso clube, acho que podemos separar o futebol dos restantes desportos. Se no futebol raros são os casos de atletas que conseguem saltar da nossa formação para a equipa principal, nas outras 3 modalidades, o panorama é claramente distinto. As 3 modalidades de alta competição (Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins) devem ter cada vez maior aproveitamento dos atletas oriundos da formação, visto que cada vez há menos investimento nos plantéis seniores. Analisando cada uma das modalidades individualmente, esta é a minha opinião:
Até breve,
Delindro
- ANDEBOL – Os últimos anos mostram um maior comprometimento de toda a secção em obter o máximo rendimento dos atletas formados localmente ou que incorporam o nosso clube muito jovens. A chegada à equipa principal e o papel que eles já desempenham, do Gilberto Duarte, do Hugo Santos ou do Miguel Martins, são o melhor exemplo da aposta da secção nos atletas da formação. A criação da equipa B foi mais um passo que está a permitir que os jovens possam competir em escalões de maior grau de dificuldade. Os títulos têm andado arredados destes escalões, mas ontem (domingo), conseguimos o 1º título ao fim de 11 anos, e parece-me que há nesta equipa margem de progressão para no futuro termos alguns atletas a alcançarem um lugar na equipa principal. No escalão de juvenis, o apuramento para a fase final não foi conseguido muito por culpa de 2 derrotas em casa perante os principais rivais (abc e águas santas), mas convém lembrar que neste escalão jogamos muitas vezes com atletas que este fim de semana se sagraram campeões nacionais de iniciados. No escalão de juniores, também com uma equipa muito jovem, foi também uma derrota em casa que nos afastou do apuramento para a fase final. Já a equipa B, foi composta maioritariamente por atletas da equipa de juniores, alguns deles ainda com idade de juvenis.
- BASQUETEBOL – Quando no verão de 2012 fomos surpreendidos com a suspensão do basquetebol sénior, poucos de nós imaginavam a situação do basquetebol de formação. Tinha tido oportunidade de acompanhar alguns jogos e qualidade era coisa que não abundava e os exemplos que chegavam à equipa principal, eram os irmãos Diamantino e o André Boavida que, apesar de bons rapazes, deixavam muito a desejar no que à qualidade basquetebolística diz respeito. Quando no início da época 2012-2013 defrontamos o Desportivo da Póvoa para a Taça de Portugal, a diferença de qualidade era tão grande para o que estávamos habituados, que aqueles que comigo estavam no pavilhão, ficaram preocupados com o que estávamos a ver. Com o passar dos meses, a qualidade foi crescendo exponencialmente e desde esse dia uma nova realidade existe. Desde esse jogo na Póvoa já conquistamos títulos distritais, títulos nacionais e no próximo ano vamos estar de regresso à liga principal. Nesta época de 2014/15, a equipa principal revalidou o título da ProLiga contando por vitórias todos os jogos nesta competição. Na taça de Portugal, caiu perante um dos finalistas do campeonato da liga. A equipa B garantiu a promoção à ProLiga e discute no próximo fim de semana o título de campeão do Campeonato Nacional da 1ª Divisão Masculina, naquela que poderá ser a vingança sobre o Imortal pela derrota no CNB 2 na final do ano de arranque deste projecto. Os sub-18 foram meritoriamente campeões nacionais, seguindo o exemplo dos seniores, contando por vitórias todos os jogos. Os sub-16 foram campeões distritais e falharam no momento chave da época, a Final 4. Os sub-14 fizeram uma época menos conseguida, não alcançando a Final 4, mas o tempo vai levá-los a melhores performances.
- HÓQUEI EM PATINS – A modalidade que me é mais querida, não tem conquistado títulos na base que o adepto do FC Porto gosta e está habituado, nem tem reforçado a equipa principal com atletas vindos da formação. Para que a mudança seja menos brusca e a integração dos atletas na equipa senior seja mais fácil, se calhar, faltará o degrau intermédio entre a equipa júnior e a equipa sénior. A criação de uma equipa B que fique posicionada na 2ª Divisão poderá ser uma ajuda importante para que os atletas da formação alcancem mais facilmente o plantel sénior como acontece. Os títulos nos escalões de formação também não têm sido abundantes. Na época passada, alcançamos o campeonato nacional de iniciados e esta época apenas garantimos o apuramento para a fase final de infantis e de juniores. No escalão júnior, não vejo neste momento nenhum atleta capaz de dar o salto para a equipa principal e penso que introduzir os nossos atletas juniores juntamente com aqueles que se tornaram seniores recentemente na equipa B com possibilidade de integrarem a equipa principal, seria uma mais-valia para o processo formativo destes atletas.
Até breve,
Delindro





























