23 agosto, 2015
22 agosto, 2015
“BÊS” ALCANÇAM SEGUNDA VITÓRIA CONSECUTIVA
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
FC PORTO B-ORIENTAL, 2-1
Segunda Liga, 3.ª jornada
22 de Agosto de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia
Árbitro: Duarte Oliveira (Braga).
Assistentes: Licínio Vieira e Nuno Fernandes.
Quarto árbitro: Carlos Dias.
FC PORTO B: Caio; Víctor García, Verdasca, Maurício e Pité; Omar, Francisco Ramos e Graça; Ismael, André Silva e Gleison.
Substituições: João Graça por Fede Varela (61m), Ismael por Ruben Macedo (73m) e Gleison por Chidozie (84m).
Não utilizados: João Costa, Rafa, Sérgio Ribeiro e Leonardo.
Treinador: Luís Castro.
ORIENTAL: Rafael Veloso; Hugo Grilo, Daniel Almeida (cap.), Amorim e João Pedro; Júlio César, Tiago Mota e Tom; Hugo Firmino, Peter e Henrique Gomes.
Substituições: Henrique Gomes por Fernando Santos (46m), Hugo Firmino por Figo (69m) e Júlio César por Valdo (76m).
Não utilizados: Rafael Marques, Edson Silva e André Almeida.
Treinador: João Barbosa.
Ao intervalo: 2-1.
Marcador: Pité (14m), Henrique Gomes (18m) e André Silva (25m, g.p.).
Disciplina: cartão amarelo a João Pedro (24m), Tiago Mota (50m), João Graça (57m), Daniel Almeida (58m) e Gleison (64m).
O FC Porto B venceu, este sábado, o Oriental por 2-1 em partida da terceira jornada da Segunda Liga, disputada no Estádio de Pedroso. Os golos da segunda vitória consecutiva dos Dragões foram marcados por Pité (14m), num golaço de fora da área e André Silva (25m, de grande penalidade), tendo Henrique Gomes (18m) feito o único golo da equipa lisboeta. Os comandados de Luís Castro, que ainda desperdiçaram um penálti (André Silva enviou a bola ao poste, aos 50m), somam agora seis pontos na competição em três jogos disputados.
Luís Castro, que fez quatro alterações em relação ao onze inicial da partida com o Santa Clara – Gudiño (convocado para a equipa principal), Chidozie, Rafa e Ruben Macedo deram o lugar a André Caio, Maurício, Pité e Ismael –, assistiu a um bom início de jogo dos portistas, com vontade de atacar e a impor um ritmo elevado nas transições para o ataque. Já após uma excelente oportunidade de Ismael, que rematou por cima (4m), coube a Pité fazer o primeiro golo do desafio, aos 14 minutos, com um remate fantástico bem de fora da área (1-0) que o fez celebrar o 21.º aniversário em grande estilo. O Oriental reagiu e marcou aos 18 minutos, com um golo de Henrique Gomes, mas os “bês” continuaram ao ataque e, aos 25 minutos, após um penálti cometido sobre Francisco Ramos, André Silva marcou o seu quarto golo em três jogos na Segunda Liga e fez o resultado com que se chegou ao intervalo (2-1).
Os portistas entraram a todo o gás na segunda metade: André Silva podia ter marcado novamente aos 50 minutos, mas enviou a bola ao poste na conversão de uma grande penalidade e, apenas quatro minutos depois, foi Ismael a desperdiçar uma excelente situação de contra-ataque, enviando a bola ao lado quando estava isolado. O encontro entrou numa fase de maior luta no meio-campo e diminuíram as ocasiões de perigo junto às balizas, sendo que as várias iniciativas ofensivas do Oriental esbarraram sempre na exibição de elevada qualidade da defesa azul e branca. Francisco Ramos e Fede Varela, já dentro dos últimos cinco minutos, podiam ter feito o 3-1, mas o resultado já não sofreu mais alterações e o FC Porto B alcançou, assim, a primeira vitória em Pedroso de 2015/16.
O FC Porto B tem agora encontro marcado com o Leixões, no Estádio do Mar, em partida referente à quarta jornada da Segunda Liga e que está marcada para a próxima quarta-feira, às 17h00.
fonte: fcporto.pt
RESUMO DO JOGO
Segunda Liga, 3.ª jornada
22 de Agosto de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia
Árbitro: Duarte Oliveira (Braga).
Assistentes: Licínio Vieira e Nuno Fernandes.
Quarto árbitro: Carlos Dias.
FC PORTO B: Caio; Víctor García, Verdasca, Maurício e Pité; Omar, Francisco Ramos e Graça; Ismael, André Silva e Gleison.
Substituições: João Graça por Fede Varela (61m), Ismael por Ruben Macedo (73m) e Gleison por Chidozie (84m).
Não utilizados: João Costa, Rafa, Sérgio Ribeiro e Leonardo.
Treinador: Luís Castro.
ORIENTAL: Rafael Veloso; Hugo Grilo, Daniel Almeida (cap.), Amorim e João Pedro; Júlio César, Tiago Mota e Tom; Hugo Firmino, Peter e Henrique Gomes.
Substituições: Henrique Gomes por Fernando Santos (46m), Hugo Firmino por Figo (69m) e Júlio César por Valdo (76m).
Não utilizados: Rafael Marques, Edson Silva e André Almeida.
Treinador: João Barbosa.
Ao intervalo: 2-1.
Marcador: Pité (14m), Henrique Gomes (18m) e André Silva (25m, g.p.).
Disciplina: cartão amarelo a João Pedro (24m), Tiago Mota (50m), João Graça (57m), Daniel Almeida (58m) e Gleison (64m).
O FC Porto B venceu, este sábado, o Oriental por 2-1 em partida da terceira jornada da Segunda Liga, disputada no Estádio de Pedroso. Os golos da segunda vitória consecutiva dos Dragões foram marcados por Pité (14m), num golaço de fora da área e André Silva (25m, de grande penalidade), tendo Henrique Gomes (18m) feito o único golo da equipa lisboeta. Os comandados de Luís Castro, que ainda desperdiçaram um penálti (André Silva enviou a bola ao poste, aos 50m), somam agora seis pontos na competição em três jogos disputados.
Luís Castro, que fez quatro alterações em relação ao onze inicial da partida com o Santa Clara – Gudiño (convocado para a equipa principal), Chidozie, Rafa e Ruben Macedo deram o lugar a André Caio, Maurício, Pité e Ismael –, assistiu a um bom início de jogo dos portistas, com vontade de atacar e a impor um ritmo elevado nas transições para o ataque. Já após uma excelente oportunidade de Ismael, que rematou por cima (4m), coube a Pité fazer o primeiro golo do desafio, aos 14 minutos, com um remate fantástico bem de fora da área (1-0) que o fez celebrar o 21.º aniversário em grande estilo. O Oriental reagiu e marcou aos 18 minutos, com um golo de Henrique Gomes, mas os “bês” continuaram ao ataque e, aos 25 minutos, após um penálti cometido sobre Francisco Ramos, André Silva marcou o seu quarto golo em três jogos na Segunda Liga e fez o resultado com que se chegou ao intervalo (2-1).
Os portistas entraram a todo o gás na segunda metade: André Silva podia ter marcado novamente aos 50 minutos, mas enviou a bola ao poste na conversão de uma grande penalidade e, apenas quatro minutos depois, foi Ismael a desperdiçar uma excelente situação de contra-ataque, enviando a bola ao lado quando estava isolado. O encontro entrou numa fase de maior luta no meio-campo e diminuíram as ocasiões de perigo junto às balizas, sendo que as várias iniciativas ofensivas do Oriental esbarraram sempre na exibição de elevada qualidade da defesa azul e branca. Francisco Ramos e Fede Varela, já dentro dos últimos cinco minutos, podiam ter feito o 3-1, mas o resultado já não sofreu mais alterações e o FC Porto B alcançou, assim, a primeira vitória em Pedroso de 2015/16.
O FC Porto B tem agora encontro marcado com o Leixões, no Estádio do Mar, em partida referente à quarta jornada da Segunda Liga e que está marcada para a próxima quarta-feira, às 17h00.
fonte: fcporto.pt
RESUMO DO JOGO
LOPETEGUI: “É UM JOGO DE MÁXIMA DIFICULDADE”
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O FC Porto desloca-se ao recinto do Marítimo para a segunda jornada da Liga NOS (sábado, 20h45) e Julen Lopetegui espera um encontro que “vai exigir muito” dos portistas frente a uma equipa que, na época anterior, causou amargos de boca aos Dragões nas partidas disputadas no Estádio do Marítimo referentes ao campeonato e à Taça da Liga. O treinador destacou ainda a saída de vários elementos dos titulares da equipa-base de 2014/15, reforçando a “máxima confiança” nos que ficam e deixando a promessa de que os portistas vão construir uma equipa “competitiva, com futebol, carácter e ambição máxima” para dar resposta aos objectivos para esta época.
“O Marítimo é uma equipa bem estruturada, preparada e orientada e acredito que é uma das formações que vai estar no topo da classificação da Liga. É um jogo de máxima dificuldade, mas queremos ganhar perante uma equipa que nos vai colocar em situações em que teremos de ir ao limite. Temos de ser capazes de superar o desafio e fazer um bom jogo. Não fomos capazes de o fazer no ano passado, mas isso já passou e este ano vamos com vontade, optimismo e ambição para ultrapassar uma boa equipa. No futebol olhamos sempre para a frente e estamos conscientes da dificuldade do jogo”, disse Lopetegui.
O técnico aproveitou para desejar “a melhor das sortes” a Alex Sandro que, a concretizar-se a transferência, será o sétimo da equipa titular da época anterior que sai do FC Porto, e para afirmar que não se vai “lamentar” face a estas alterações: “Quando saem tantos jogadores, se bate um recorde histórico de encaixe financeiro e se consegue colocar tantos jogadores em tantas equipas, acho que se pode concluir que a equipa teve uma boa presença no ano passado e que a actuação individual saiu valorizada. Acredito que isso possa ser produto de um trabalho bem feito, mas se calhar o valor que se dá lá fora é mais elevado do que se dá a nível interno. Com tantos jogadores a sair é porque evoluíram, cresceram e estão preparados para um desafio semelhante noutro clube. Como treinador, claro que não quero perder jogadores desse nível, mas não vamos olhar para trás. Vamos construir uma equipa nova, competitiva, com futebol, carácter e ambição máxima para dar resposta aos objectivos do FC Porto, para que o clube tenha a possibilidade de ganhar todos os títulos a que se propõe”.
Lopetegui deixou ainda uma certeza bem vincada sobre o que os Dragões podem vir a alcançar esta época: “O único fruto que podemos vir a colher provém do nosso trabalho, que fazemos no Olival, com os jogadores, a SAD, o presidente e o director geral. Tudo o resto não me interessa. O meu foco e o foco da equipa é o Marítimo, que é um objectivo demasiado importante para nos distrairmos. A nossa concentração está 100% focada nos jogadores que ficam e espero que eles façam um grande jogo, porque o adversário vai exigir-nos isso mesmo. Temos de estar preparados para dar resposta às dificuldades que vamos encontrar”.
fonte: fcporto.pt
LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton, Casillas e Raul Gudiño.
Defesas: Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano e Aly Cissokho.
Médios: Rúben Neves, Imbula, Herrera, Danilo Pereira e André André.
Avançados: Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello e Alberto Bueno.
“O Marítimo é uma equipa bem estruturada, preparada e orientada e acredito que é uma das formações que vai estar no topo da classificação da Liga. É um jogo de máxima dificuldade, mas queremos ganhar perante uma equipa que nos vai colocar em situações em que teremos de ir ao limite. Temos de ser capazes de superar o desafio e fazer um bom jogo. Não fomos capazes de o fazer no ano passado, mas isso já passou e este ano vamos com vontade, optimismo e ambição para ultrapassar uma boa equipa. No futebol olhamos sempre para a frente e estamos conscientes da dificuldade do jogo”, disse Lopetegui.
O técnico aproveitou para desejar “a melhor das sortes” a Alex Sandro que, a concretizar-se a transferência, será o sétimo da equipa titular da época anterior que sai do FC Porto, e para afirmar que não se vai “lamentar” face a estas alterações: “Quando saem tantos jogadores, se bate um recorde histórico de encaixe financeiro e se consegue colocar tantos jogadores em tantas equipas, acho que se pode concluir que a equipa teve uma boa presença no ano passado e que a actuação individual saiu valorizada. Acredito que isso possa ser produto de um trabalho bem feito, mas se calhar o valor que se dá lá fora é mais elevado do que se dá a nível interno. Com tantos jogadores a sair é porque evoluíram, cresceram e estão preparados para um desafio semelhante noutro clube. Como treinador, claro que não quero perder jogadores desse nível, mas não vamos olhar para trás. Vamos construir uma equipa nova, competitiva, com futebol, carácter e ambição máxima para dar resposta aos objectivos do FC Porto, para que o clube tenha a possibilidade de ganhar todos os títulos a que se propõe”.
Lopetegui deixou ainda uma certeza bem vincada sobre o que os Dragões podem vir a alcançar esta época: “O único fruto que podemos vir a colher provém do nosso trabalho, que fazemos no Olival, com os jogadores, a SAD, o presidente e o director geral. Tudo o resto não me interessa. O meu foco e o foco da equipa é o Marítimo, que é um objectivo demasiado importante para nos distrairmos. A nossa concentração está 100% focada nos jogadores que ficam e espero que eles façam um grande jogo, porque o adversário vai exigir-nos isso mesmo. Temos de estar preparados para dar resposta às dificuldades que vamos encontrar”.
fonte: fcporto.pt
LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton, Casillas e Raul Gudiño.
Defesas: Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano e Aly Cissokho.
Médios: Rúben Neves, Imbula, Herrera, Danilo Pereira e André André.
Avançados: Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello e Alberto Bueno.
21 agosto, 2015
PRIMEIRAS NOTAS DE INÍCIO DE ÉPOCA.
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1. A vinda de Iker para o FCPorto é, de facto, um acontecimento fantástico. Um guarda-redes (ainda!) extremamente competente, um dos mais titulados jogadores de sempre, uma pessoa fantástica e um factor adicional de atratividade para o clube.
Ver os direitos de transmissão dos jogos do FCPorto adquiridos por televisões espanholas, o clube ser capa de jornais em Espanha e falado um pouco por toda a parte são tudo motivos de grande orgulho. Caberá, agora, capitalizar a exposição mediática.
Por isso, uma palavra de louvor à estrutura - que soube trazer um jogador desta dimensão para o FCPorto. Um reconhecimento justo e merecido ao treinador - que foi fundamental em todo este processo.
2. A saída de Alex Sandro é uma péssima notícia desportiva. É, para mim, a par de Marcelo, o melhor lateral esquerdo brasileiro e um dos melhores a atuar na Europa.
A saída de Alex Sandro a somar-se às saídas de Danilo, Oliver, Jackson e Casemiro é um pesadelo desportivo.
Resta a ideia de que vender por 26 milhões de euros um jogador no último ano de contrato, o qual, tanto quanto se percebeu, se recusou a renovar, é mais uma prova da excelência da negociação da estrutura do FCPorto.
É claro que li e ouvi os sujeitos do costume criticar a direcção portista, afirmando, em tom trocista, que super estrutura não convenceu o atleta a renovar contrato.
É um facto que Alex Sandro não renovou. Mas isso não dependia apenas do FCPorto. Não há forma de obrigar um jogador a renovar contrato contra a sua vontade. Mas já dependia do FCPorto tentar encaixar o máximo possível com a saída do jogador. E isso foi plenamente conseguido.
Para se perceber a dimensão do sucesso financeiro associado à venda do passe do defesa esquerdo brasileiro importará relembrar que o Chelsea desembolsou qualquer coisa como 30 milhões de euros por Pedro Rodriguez, herói da última supertaça europeia. Pouco mais, portanto.
3. As comparações são sempre arriscadas numa altura tão embrionária da época.
Mas, ainda que correndo o risco de estar enganado, atrevo-me a dizer que, quando comparado com a época anterior, o FCPorto parece jogar um futebol mais vertical e com maior presença na área.
Tal aparente mudança poderá explicar-se com uma alteração, deliberada e expressamente, promovida pelo treinador. Mas também poderá resultar das características dos próprios jogadores que, neste início de temporada, têm, a meus olhos, assumido particular protagonismo na equipa.
Por um lado, Imbula veio trazer uma capacidade de penetração na zona central que não existia, neste nível e qualidade, no FCPorto 2014/2015. A passada larga do jogador, as mais das vezes direcionada em frente, isto é, no sentido da baliza adversária, confere ao FCPorto a capacidade de queimar etapas de forma mais rápida e acutilante. A entrada no último terço do campo fica mais facilitada e acontece mais naturalmente, sem necessidade de 20 ou 30 passes sempre lateralizados e sem progressão.
Por outro lado, Danilo oferece uma robustez requintada ao meio campo. Defende bem, com elevados níveis de agressividade e de presença física, ocupa bem os espaços, mas, do ponto de vista de construção de jogo, consegue sair bem a jogar, seja em passe curto, médio ou longo. Não garante tantas soluções de passe como Rúben Neves, mas safa-se lindamente na primeira fase de construção de jogo.
No ano anterior, Casemiro garantia músculo e agressividade no miolo, mas obrigava um dos dois médios da frente, designadamente Oliver ou Herrera, a baixar no terreno para iniciar o momento ofensivo da equipa. Resultado: médios baixos, sem presença na área. Com Danilo em campo, não se sente, pelo menos para já, a necessidade de baixar tanto os médios, o que permite um posicionamento tendencialmente mais adiantado no terreno e, com isso, maior facilidade em chegar à área contrária. Foi frequentar ver Herrera ou Imbula aparecer na cara do guardião do Vitória com oportunidade para fazer o golo.
E deixem-me dizer-vos que já fazia falta ver alguém daquela seleção de sub-20 que perdeu a final do mundial de 2011 para o Brasil aparecer ao mais alto nível. A turma canarinha deu ao futebol mundial Danilo (Real Madrid), Alex Sandro (Juventos), Óscar (Chelsea), Casemiro (Real Madrid) e Philippe Coutinho (Liverpool). Danilo parece ser o único vice campeão do mundo português que se conseguiu impor. É pena.
4. Quem é o único beneficiado com as novelas Jesus - Rui Vitória, Bruno de Carvalho - João Gabriel, salários em atraso - indemnização por resolução do contrato sem justa causa, Benfica - Sporting? Indiscutivelmente o FCPorto.
Então por que razão o folhetim Dragões Diários insiste em ser notícia metendo colheradas em discussões que não são as nossas? Não se percebe. Não faz sentido. Não defende os interesses do clube.
Dragões Diários, enquanto meio de comunicação oficial do FCPorto, deveria dedicar-se exclusivamente ao clube, com notícias, efemérides, curiosidades, funny facts, cultura, arte e histórias do universo azul e branco.
Artigos de opinião e comentários pessoais - ainda por cima de gosto, por vezes, duvidoso - deveriam ser, na minha modesta opinião e salvo o devido respeito, para blogs e bloggers e não para órgãos oficiais do clube.
Pedro Ferreira de Sousa
Ver os direitos de transmissão dos jogos do FCPorto adquiridos por televisões espanholas, o clube ser capa de jornais em Espanha e falado um pouco por toda a parte são tudo motivos de grande orgulho. Caberá, agora, capitalizar a exposição mediática.
Por isso, uma palavra de louvor à estrutura - que soube trazer um jogador desta dimensão para o FCPorto. Um reconhecimento justo e merecido ao treinador - que foi fundamental em todo este processo.
2. A saída de Alex Sandro é uma péssima notícia desportiva. É, para mim, a par de Marcelo, o melhor lateral esquerdo brasileiro e um dos melhores a atuar na Europa.
A saída de Alex Sandro a somar-se às saídas de Danilo, Oliver, Jackson e Casemiro é um pesadelo desportivo.
Resta a ideia de que vender por 26 milhões de euros um jogador no último ano de contrato, o qual, tanto quanto se percebeu, se recusou a renovar, é mais uma prova da excelência da negociação da estrutura do FCPorto.
É claro que li e ouvi os sujeitos do costume criticar a direcção portista, afirmando, em tom trocista, que super estrutura não convenceu o atleta a renovar contrato.
É um facto que Alex Sandro não renovou. Mas isso não dependia apenas do FCPorto. Não há forma de obrigar um jogador a renovar contrato contra a sua vontade. Mas já dependia do FCPorto tentar encaixar o máximo possível com a saída do jogador. E isso foi plenamente conseguido.
Para se perceber a dimensão do sucesso financeiro associado à venda do passe do defesa esquerdo brasileiro importará relembrar que o Chelsea desembolsou qualquer coisa como 30 milhões de euros por Pedro Rodriguez, herói da última supertaça europeia. Pouco mais, portanto.
3. As comparações são sempre arriscadas numa altura tão embrionária da época.
Mas, ainda que correndo o risco de estar enganado, atrevo-me a dizer que, quando comparado com a época anterior, o FCPorto parece jogar um futebol mais vertical e com maior presença na área.
Tal aparente mudança poderá explicar-se com uma alteração, deliberada e expressamente, promovida pelo treinador. Mas também poderá resultar das características dos próprios jogadores que, neste início de temporada, têm, a meus olhos, assumido particular protagonismo na equipa.
Por um lado, Imbula veio trazer uma capacidade de penetração na zona central que não existia, neste nível e qualidade, no FCPorto 2014/2015. A passada larga do jogador, as mais das vezes direcionada em frente, isto é, no sentido da baliza adversária, confere ao FCPorto a capacidade de queimar etapas de forma mais rápida e acutilante. A entrada no último terço do campo fica mais facilitada e acontece mais naturalmente, sem necessidade de 20 ou 30 passes sempre lateralizados e sem progressão.
Por outro lado, Danilo oferece uma robustez requintada ao meio campo. Defende bem, com elevados níveis de agressividade e de presença física, ocupa bem os espaços, mas, do ponto de vista de construção de jogo, consegue sair bem a jogar, seja em passe curto, médio ou longo. Não garante tantas soluções de passe como Rúben Neves, mas safa-se lindamente na primeira fase de construção de jogo.
No ano anterior, Casemiro garantia músculo e agressividade no miolo, mas obrigava um dos dois médios da frente, designadamente Oliver ou Herrera, a baixar no terreno para iniciar o momento ofensivo da equipa. Resultado: médios baixos, sem presença na área. Com Danilo em campo, não se sente, pelo menos para já, a necessidade de baixar tanto os médios, o que permite um posicionamento tendencialmente mais adiantado no terreno e, com isso, maior facilidade em chegar à área contrária. Foi frequentar ver Herrera ou Imbula aparecer na cara do guardião do Vitória com oportunidade para fazer o golo.
E deixem-me dizer-vos que já fazia falta ver alguém daquela seleção de sub-20 que perdeu a final do mundial de 2011 para o Brasil aparecer ao mais alto nível. A turma canarinha deu ao futebol mundial Danilo (Real Madrid), Alex Sandro (Juventos), Óscar (Chelsea), Casemiro (Real Madrid) e Philippe Coutinho (Liverpool). Danilo parece ser o único vice campeão do mundo português que se conseguiu impor. É pena.
4. Quem é o único beneficiado com as novelas Jesus - Rui Vitória, Bruno de Carvalho - João Gabriel, salários em atraso - indemnização por resolução do contrato sem justa causa, Benfica - Sporting? Indiscutivelmente o FCPorto.
Então por que razão o folhetim Dragões Diários insiste em ser notícia metendo colheradas em discussões que não são as nossas? Não se percebe. Não faz sentido. Não defende os interesses do clube.
Dragões Diários, enquanto meio de comunicação oficial do FCPorto, deveria dedicar-se exclusivamente ao clube, com notícias, efemérides, curiosidades, funny facts, cultura, arte e histórias do universo azul e branco.
Artigos de opinião e comentários pessoais - ainda por cima de gosto, por vezes, duvidoso - deveriam ser, na minha modesta opinião e salvo o devido respeito, para blogs e bloggers e não para órgãos oficiais do clube.
Pedro Ferreira de Sousa
AGENDA DRAGÃO: 21-Ago a 27-Ago
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
OFICIAL - FC PORTO E JUVENTUS ACERTAM TRANSFERÊNCIA DE ALEX SANDRO
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O FC Porto e a Juventus chegaram a acordo para a venda do passe de Alex Sandro, a título definitivo, ao clube italiano, por 26 milhões de euros. O FC Porto comunicou esta quinta-feira a transferência, através de um comunicado enviado à CMVM.
O lateral esquerdo, de 24 anos, chegou aos Dragões em 2011 e já foi por seis vezes internacional pelo Brasil. Ao serviço dos azuis e brancos, alinhou em 137 jogos oficiais, tendo apontado três golos, conquistado duas Ligas e duas Supertaças de Portugal.
fonte: fcporto.pt
O lateral esquerdo, de 24 anos, chegou aos Dragões em 2011 e já foi por seis vezes internacional pelo Brasil. Ao serviço dos azuis e brancos, alinhou em 137 jogos oficiais, tendo apontado três golos, conquistado duas Ligas e duas Supertaças de Portugal.
fonte: fcporto.pt
20 agosto, 2015
“GAJAS!” (ou o plantel de H de Helton a B de Bueno)
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São 28 (contei bem?) os jogadores que actualmente compõem o nosso grupo de trabalho. Morenos, loiros, cabeludos, carecas, altos, baixos ou nem por isso, com mais ou menos tatuagens, mais ou menos orelhas, melhores ou piores pernas, mais ou menos tecnicistas, possantes, delicados, dedicados, talentosos, mais calmos ou temperamentais, têm em si todos os sonhos do mundo. E também os nossos. Que os saibam mimar. E merecer. Vestem a mais linda das Camisolas. Não é para todos. *
12. IKER CASILLAS: OMG. O-M-G. Que príncipe! De palmarés – jeitosito! -- e de aparência. Estratosférico, poucos acreditavam que viria jogar de Dragão ao peito, mas não acredito, não acredito, não acredito que esteja na curva descendente da sua carreira. Aqui vai renascer. Aqui se vai fazer incrivelmente mais Homem. Mesmo que só por uma chuvinha. Vem para guarda-redes.
71. RAUL GUDINO: Puto. Promissor. Com 19 aninhos, vem da B, trazendo na ainda leve bagagem exibições de encher o olho e grandes penalidades defendidas. Com dois mentores/gurus como os Senhores com as camisolas 1 e 12, deve sentir-se no Sétimo Céu. Estaremos talvez na presença do Futuro.
2. VICTORIO MAXIMILIANO PEREIRA PÁEZ: Puto uruguaio de 32 anos e de nome algo comprido, materializou-se em circunstâncias algo turvas em pleno estágio na Holanda. Apraz-me dizer que sem ser sex-symbol material, o azul e branco lhe fica muito bem e lhe dá um ar mais levezinho, aliviando de certo modo o peso de toda uma enorme e traumática sensação de dejá-vu. Promissor defesa-direito, tem vindo a fazer bons jogos, entregando-se a eles como poucos. G’anda Victorio Maximiliano!
3. BRUNO MARTINS INDI: De nome inexplicavelmente pujante, com um porte físico que valha-me Deus, é luso-holandês e tem um olhar penetrante (fui eu, confesso!), pondo em sentido os avançados adversários. Titular de uma “Laranja Mecânica”, ainda não se conseguiu impor definitivamente no 11 azul e branco, não sei bem porquê. Lope?
4. MAICON: Jogador que tem tudo para ser imperial e que apenas o é (ainda!) a espaços. Defesa-central, alterna o muito bom e a letal eficácia com momentos alarmantes e irregulares. Dedicado, profissional, brioso, material de capitão de equipa, interioriza já a Mística. Gosto imenso dele. E há já 6 anos. Principalmente desde Março dos Idos de 2012 quando marcou um golo decisivo no Antro do Recreativo da Luzinha, causando ondas de ataques de miocárdio e de fantástico histerismo nos milhões e milhões e milhões e milhões e milhões… de adeptos encornados que pululam nesta galáxia. Na outra desconhece-se o alcance do fenómeno. Só por isso deveria ter uma estátua. Ao lado da do puto Kelvin.
5. MARCANO: A mi me gusta. É um dos esteios da nossa defesa, tendo pegado de estaca a partir de dado momento da época passada. Não foi por ele que perdemos o título (também não foi por mim), mas muitos adeptos azuis e brancos insistem em não gostar dele. Go figure. Teimosos como mulas. Palavras como punhais.
14. JOSÉ ÁNGEL: Veio como bom jogador, mas o certo é que ainda não vingou nas alas e é um dos candidatos a deixar o plantel nesta temporada e até ao fim do mercado de transferências. Oh, inclemência e madrasta sina. Signo Virgem. Não é que o zodíaco interfira muito na sua prestação em campo, mas… a escriba não sabe que mais deve escrever sobre ele e sempre dá para acrescentar mais umas linhas.
21. RICARDO: Puto castiço, talento puro e ai-só-espero-que-o-Julen-aposte-nele. Gosto dele e não é pouco desde que soube que é Portista desde pequenino e em Lisboa e since the minute que marcou o golo decisivo aos mourecos naquela maravilhosa, estrondosa e fabulosa tarde de Final de Taça de Portugal da época em que estes perderam tudo aos ‘92. É um diamante em potência e precisa de ser polido por quem de direito. Que se saiba tirar partido das suas características e reais qualidades, é tudo o que peço. ELE NÃO É DEFESA-DIREITO!
24. LICHNOVSKY: Puto. Central. (Deixa ver se escrevi bem o nome dele...) Dizem que é autoritário e elegante, seguindo a linhagem e a tradição de outros Senhores Imperiais e Imperiosos que vestiram a Mágica Camisola. Wow. Estou ansiosa por o ver em acção. O Tempo é o seu melhor aliado.
26. ALEX SANDRO: Rotulado como craque desde os seus primeiros passos com a camisola Portista, carimbado pelas suas internacionalizações nas camadas jovens com a “canarinha”, vejo-o como defesa esquerdo muito talentoso, indubitavelmente, mas também como irregular, preguiçoso e só-jogo-se-me-apetecer-e-se-estiver-bem-disposto-e-além-disso-está-a-fazer-fita-para-sair. Ao contrário do saudoso Danilo Luiz, andou a meter nojo e a produzir cera em praticamente toda a época passada. Ah, sim, e é Aquário, o que só o recomenda e lhe dá responsabilidades. Vou estar de olho em si, minino! ***
28. ALY CISSOKHO: Lembro-me dele primeiramente pela sua ascensão meteórica Vit. Setúbal-FC Porto e FC Porto-Milan onde se destacou por não ter dentes à altura dos testes médicos. Com apenas seis meses de Dragão ao peito, Tetra-Campeão, merece voltar a deslumbrar, a convencer, a triunfar.
6. RÚBEN NEVES: Puto. Giro. Ultra-fofinho. Outro Portista desde pequenino, o que por si só o torna especialíssimo aos meus olhos. Altamente talentoso no meio do terreno, precoce, dono de uma maturidade incrível no alto dos seus 18 anos tem o mundo do futebol de olhos de tubarão em si, desde que com 17 anos e 155 dias se tornou o mais jovem jogador da história do FC Porto a marcar no campeonato numa estreia memorável a todos os níveis e mais algum. Para o raio que os parta, ele é nosso. XÔ. Tal como o Ricardo, ai-só-espero-que-o-Julen-aposte-nele.
13. SÉRGIO OLIVEIRA: Puto. Muito castiço. Maravilhoso. Também Portista desde pequenino. Passei a segui-lo com mais atenção desde que marcou ao selebe na época passada quando ao serviço do Paços de Ferreira. Voltou a Casa e ainda bem. Espero que encante e que encontre o seu lugar, armando-se da sua gabada inteligência em campo e aclamada qualidade de passe. Imagino-o a marcar muitos golos de bola parada. De bandeira. Tal como o Ricardo e o Rúben Neves, ai-só-espero-que-o-Julen-aposte-nele.
15. EVANDRO: Veio do Estoril com o estatuto de trabalhador depois de uma época estupidificante em que tanto precisávamos de homens como ele. Com um futebol cerebral, é jeitosito de bola e sabe marcar penalties, algo que me emociona profundamente depois de jogos após jogos após jogos de ver grandes penalidades, resultados e títulos desperdiçados por não termos quem os marcasse.
16. HERRERA: Grande figura do futebol mexicano, os adeptos não vão muito com a cara dele e reclamam de tudo o que faz e de tudo o que não faz, ainda mais depois do primeiro jogo frente ao Vitória de Guimarães. Eu gosto dele, já foi decisivo em diversos momentos da época passada e considero-o uma mais-valia da nossa equipa, trabalhador e simples. Irá embora?
16. ANDRÉ ANDRÉ: A sua herança é pesada, não fosse ele o filhote do nosso Grande e Adorado e Venerado André, médio todo-o-terreno, Campeão de Viena Extraordinnaire. Vénias. As nossas esperanças nele são também enormes e devem pesar, pelo que o que o rapazinho tem sobre os ombros parece o mundo. Não é preciso ter-se dons especiais para se saber que vai ser um dos esteios do balneário e do grupo, íman de simpatia, reconhecido pelo trabalho, entrega e paixão em campo. É feito de material de primeira e só espero que o saibamos manter e mimar como sei que fará por merecer. Tal como o pai, sabe marcar penalties. Tal como o Ricardo, o Rúben Neves, e o Sérgio Oliveira, ai-só-espero-que-o-Julen-aposte-nele. Vai ter uma época fantástica.
22. DANILO PEREIRA: Devo dizer que mal o vi em plena conferência de imprensa da Selecção Nacional que soube que tinha de ser nosso. Já tinha ouvido falar dele pelo seu valor, mas nunca ninguém me havia alertado para o facto de ser giro como o raio que o parta. Que doçura de cara. Que estampa física. Depois de experiências um pouco por todo o lado e também em território hostil apapoilado, veio para o melhor clube português, numa relação que se sabe vai ser vantajosa para todas as partes. É como o algodão. Não engana. Milhõe$ à vista.
25. IMBULA: Tem cara de bom menino, cheio de humildade e vontade de brilhar. E de quem está encantado por estar aqui. Ouviste, Alex Sandro? Vem referenciado como “craque”, patrão, pulmão e coração. Muita responsabilidade para alguém tão novinho, mas parece-me que isso a ele nada pesa, apenas o motiva. Alia capacidade física com poderio técnico e é exactamente o que precisávamos para o meio-campo. Vai destruir o que deve e construir o que sabe e vai aprender a marcar mais golos. Milhõe$ à vista.
7. VARELA: My darling boy. Tem um je ne sais quoi que me cativa e não estou sozinha nisto, sei. Talentoso como o seu antecessor (aquele que foi o jogador mais Portista do Mundo e Arredores), é contudo mais simples e trabalhador. Mais fiável e consistente, acho que só temos a ganhar com o seu regresso depois de um ano em que decidiu parvamente seguir novas aventuras. Aqui ele sabe que já foi e vai voltar a ser feliz.
8. BRAHIMI: O Brahimi… Humpf. Continuo a não conseguir perdoá-lo pela desilusão de proporções everestianas que foi a sua prestação na deprimente época finda. Com um séquito de seguidores fanáticos e fiéis, prometia mundos e fundos e alegrias e títulos e perdeu-se no meio de tantas loas, dribles, virtuosidades e CANs. Dediquei-lhe músicas e cânticos, comparei-o ao Rabah (ah, o sacrilégio!) e no final já nem o conseguia ver de tão danada fiquei com a sua falta de entrega e estranhas apoplexias em campo. Ficou no plantel para grande contrariedade minha e para o recomeçar a ver com outros olhos, vai ter muito que penar. Humpf. Prima-dona de um raio. Madjer só há um, o Rabah e mais nenhum.
9. ABOUBAKAR: Outro dos meus meninos. Já viram bem a carinha dele? Que coisa mais fofa. Um portento de hino à vontade, ao espírito indomável, à humildade. A quem duvidava que conseguisse substituir o, o... o… -- bolas! Como se chamava mesmo? -- deu sábado uma resposta cabal, qual Leã…Dragão das Savanas. Temos Homem. Um Homem possante, versátil e que sabe rematar, aqui e ali, de longe e de perto, de frente e na diagonal. Com um entusiasmo que enternece. Que festeje muitos golos e que entre na história do nosso clube pela quantidade de golos que marcou.
10. DANI OSVALDO: E ora bem. Ei-lo. Eye-candy material. Chegou cheio de rótulos e famas e… deslumbrou e converteu almas até de outros clubes. Claramente uma pura jogada de marketing e isco para encher estádios, trata a feminina bola por tu e revela um excelso gosto musical, esperando eu que nos dê e inspire muita música.
11. CRISTIAN TELLO: Demorou a impor-se e parecia-me desconectado e afectado. Vaidoso e com tiques de estrela vinda da cantera do Barça. Até que… Tello! E é bom tê-lo. Virtuoso, rápido…
17. HERNÂNI: Herdeiro de um nome mítico no Clube, veio do Guimarães e desde logo deu uns ares da sua graça. Espero que se mantenha no plantel, até porque valor não lhe falta. E é português.
19. ANDRÉ SILVA: Também é português e é puto e é das Escolas e já ouço falar dele há anos como a Próxima Maravilha do Mundo. Pelo menos é o que o meu primo Ricardo e amigo Luciano dizem, ar extasiado. Raposa de área, algo ultra-raro e precioso em lusas terras, tem um remate fácil e promete dar-nos mundos. Saibamos preservá-lo, já que por diversas vezes corremos o grave risco de o perder. Cabeça, SAD, cabeça! Cuidado com o baby…
23. BUENO: Um dos primeiros reforços anunciados para esta época, via-o nos treinos da pré-época e perguntava aos meus botões: “Olá… Mas quem é aquele mocinho tão jeitosinho?” Era o Bueno e… é discreto e sóbrio e reúno indicadores perigosos daqui e de acolá que parecem rotulá-lo como o “Próximo Adrián Lopéz” do plantel. Nada disso e era o que mais faltava! Os Portistas andam uns valentes chatos, melgas, injustos e xenófobos como o caraças com a ideia azémola e já gasta do “De Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos”. Apoiem o rapaz: tal como o pobre e deprimido e traumatizado Adrián (viram o que fizeram?!), vem até nós precedido de um óptimo currículo, um histórico interessantíssimo de golos e provas dadas, não desaprende isso só por mudar de país e pode vir a ser muito, muito útil na sua qualidade de segundo avançado.
00. O QUINTERO ???!!!!
00. O ÓLIVER? Não se tem visto porquê?!
E é isto. Gajas!!
* Falo, por exemplo, de um fábio coentrão ou de um Maxi Pereira…
** Helton, babe, não és tu, sou eu.
*** Parece não ir aguentar a pressão dos meus olhos e já ligou à Juve a pedir para o levar a troco de umas bagatelas. Enfim, fraquinho…
19 agosto, 2015
10 MILHÕES DE DRAGÕES.
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Não, não vou entrar na mania das grandezas, não se assustem. 10 milhões foi marca que o nosso estádio do Dragão atingiu no passado Sábado, em número de espectadores desde a sua inauguração, em Novembro de 2003. Quase um milhão de espectadores por época, é um grande número!
Esta época, nos dois jogos no Dragão, um amigável e outro já oficial para o início do campeonato, tivemos a placa “esgotado” na bilheteira. Só não batemos os 50 mil espectadores em ambos os jogos por algumas falhas de quem tem lugar anual, pois os bilhetes estavam esgotados.
Um Dragão “à pinha” para ver o primeiro jogo do FC Porto no campeonato 2015/2016. “Nós só queremos o FC Porto campeão!” entoaram os Super Dragões durante a partida, tal como já tinham feito durante o jogo com o Nápoles. Vamos em busca do resgate do título nacional, todos juntos, equipa e adeptos. Excelente moldura humana no nosso estádio. O meu desejo é que seja para manter!
Sabendo de antemão que é “impossível” encher os jogos todos e também sabendo que neste altura do ano os emigrantes ajudam “à festa”, daí termos estes números nas primeiras assistências, apelo a que se mantenham activos no papel de adeptos e não deixem de ir ao estádio porque o jogo é Domingo à noite, está frio e é contra o último classificado.
De Guimarães viajaram cerca de 500 adeptos. Melhor que nos últimos anos, o que é normal, pois é o primeiro jogo do campeonato, onde ainda é tudo um mar de rosas, mas ainda assim longe da fama que lhes atribuem. Diria que só batem o milhar de adeptos fora de casa, nas deslocações ao Minho, Barcelos, Braga, Moreira de Cónegos e eventualmente mais um ou outro estádio. De resto, perfeitamente à altura de outros grupos, nomeadamente em deslocações ao Dragão, Campo Grande e Carnide.
Enjaulados nas camionetas desde o estádio D. Afonso Henriques, andam sempre em auto-estrada até entrarem no sector visitante. O único momento em que foram audíveis foi durante a segunda parte quando se “lembraram” de insultar o FC Porto, tendo as nossas claques rapidamente “contra-atacado”.
Uma vitória no campo, claríssima, assim como nas bancadas. Super Dragões com melhor prestação do que no jogo de apresentação, colorindo a bancada com uma enorme fumarada à entrada das equipas e também nos festejos dos golos.
Uma boa viagem a todos os ultras que irão deslocar-se à Madeira! Nunca estarás só!
Um abraço ultra.
Esta época, nos dois jogos no Dragão, um amigável e outro já oficial para o início do campeonato, tivemos a placa “esgotado” na bilheteira. Só não batemos os 50 mil espectadores em ambos os jogos por algumas falhas de quem tem lugar anual, pois os bilhetes estavam esgotados.
Um Dragão “à pinha” para ver o primeiro jogo do FC Porto no campeonato 2015/2016. “Nós só queremos o FC Porto campeão!” entoaram os Super Dragões durante a partida, tal como já tinham feito durante o jogo com o Nápoles. Vamos em busca do resgate do título nacional, todos juntos, equipa e adeptos. Excelente moldura humana no nosso estádio. O meu desejo é que seja para manter!
Sabendo de antemão que é “impossível” encher os jogos todos e também sabendo que neste altura do ano os emigrantes ajudam “à festa”, daí termos estes números nas primeiras assistências, apelo a que se mantenham activos no papel de adeptos e não deixem de ir ao estádio porque o jogo é Domingo à noite, está frio e é contra o último classificado.
Enjaulados nas camionetas desde o estádio D. Afonso Henriques, andam sempre em auto-estrada até entrarem no sector visitante. O único momento em que foram audíveis foi durante a segunda parte quando se “lembraram” de insultar o FC Porto, tendo as nossas claques rapidamente “contra-atacado”.
Uma vitória no campo, claríssima, assim como nas bancadas. Super Dragões com melhor prestação do que no jogo de apresentação, colorindo a bancada com uma enorme fumarada à entrada das equipas e também nos festejos dos golos.
Uma boa viagem a todos os ultras que irão deslocar-se à Madeira! Nunca estarás só!
Um abraço ultra.
18 agosto, 2015
O REI BAKAR, O NOSSO UMBABARAUMA.
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[Dedicada à Lealtad Xeneiza, Fox, Tomé e Gogas, inseparáveis companheiros de bancada no Dragão e das históricas noites europeias de Sevilha, Gelsenkirschen e Dublin. O trabalho acabou por nos separar das cadeiras do Covil do Dragão, colocando um em Paraná, outros em Sevilha e em Lisboa, ficando um, solitário, pelo nosso Porto. Mas a chama do Dragão continua a vencer a distância. Para eles, sempre tão ávidos por notícias e escritos sobre o nosso FC Porto]
Esta crónica deve ser lida ao som da brilhante música de Jorge Ben, Ponta de Lança Africano (Umbabarauma), pertencente ao magnífico álbum África Brasil do ano da graça de 1976.
Umbabarauma
Homem-Gol
(…)
Pula, pula, cai, levanta
Sobe, desce, corre, chuta
Abra espaço
Vibra e agradece
Olha que a cidade
Toda ficou vazia
Nessa tarde bonita
Só pra te ver jogar
(…)
Essa é a história de Umbabarauma
Um ponta de lança africano
Um ponta de lança decidido
Umbabarauma
Pequena nota introdutória: no ano de 1472 (século XV), o navegador português Fernão do Pó acercou-se do estuário do rio Wouri. Ao ver as águas abundantes de saborosos crustáceos, decidiu baptizar a região de Rio dos Camarões. Mais de 500 anos depois, há alguém a fazer a ligação directa entre Portugal e os Camarões: Vincent Aboubakar.
Há quem lhe chame Bouba, há quem lhe chame Abombakar, há quem o chame simplesmente pelo nome. Eu chamo-o de Rei Bakar. Impossível não idolatrar este camaronês resgatado com alguma surpresa ao modesto Lorient de França.
Para quem não sabe, o Rei Babar era um elefante querido da nossa infância. Pelo seu saber estar, pela sua forma paquidérmica, pelo seu porte majestoso, pela sua infância entre humanos até chegar a incontestado Rei da Selva. Ora, basta pensar que só há elefantes em dois locais do mundo: em África e nas florestas asiáticas. Aboubakar é africano, camaronês, pelo que a alcunha de Rei Bakar lhe assenta como uma luva, pois tal como o elefante da série animada, também ele é forte, gigante, portentoso, generoso, o verdadeiro rei da selva, pois nunca se viu um qualquer leão ousar atacar em plena savana o grande elefante africano.
Mas, até sábado à noite, ninguém diria o que ali estava. Aboubakar tinha sido contratado para, quando muito, fazer sombra a Jackson Martínez. Nunca desiludiu, é certo, tendo inclusivamente feito alguns golos e fazendo adivinhar um pontapé-canhão. No entanto, parecia muitas vezes alheado do jogo, facilmente desmotivado após uma jogada azarada, bastante inferior ao colombiano no jogo de apoios e tabelas, menos requintado no toque e mais atabalhoado na condução de bola. Uma espécie de Yekini aprimorado ou qualquer coisa parecida com isso. Em suma, um jogador pior do que Jackson Martínez.
Mas o que não sabíamos foi o que vimos no encontro inaugural da Liga portuguesa. Recepção orientada de costas para a baliza, futebol ao primeiro toque, trabalho para a equipa em zonas mais recuadas, visão de jogo periférica com aberturas dilacerantes a expôr as vísceras da defesa contrária, arranque rápido e potente, killer instinct (Avé, Sir Robson!) e a confirmação do remate-bomba. Num repente, Bogotá ou Cartagena deixaram de ser feitorias do portismo, que se transferiu de armas e bagagens para Yaoundé.
E é impossível pois então não recordar o brasileiro Jorge Ben e o seu Ponta de Lança Africano, Umbabarauma, homem decidido que pula pula, cai, levanta, sobe desce, corre e chuta, homem-gol. É de louvar aos céus termos um ponta-de-lança africano no Dragão. Drogba, E’too, Adebayor: todos eles diferentes dos comuns avançados do Velho Continente, todos eles pertencentes a uma estirpe rara e autónoma, por lapidar. O avançado africano é mágico, é explosivo, aparece quando ninguém conta, autêntico inventor de voodoos nas áreas adversárias, personagem das feitiçarias dos países do corno de África, encarnando o espírito dos míticos avançados africanos Roger Milla, Abédi Pelé, Weah, Kanu, entre outros.
Senhoras e Senhores, o novo Rei da Selva passeia-se sob formas paquidérmicas pela Invicta. É camaronês, é ponta-de-lança africano e chama-se Bakar. Somos todos teus súbditos, Rei Bakar!
Rodrigo de Almada Martins
Homem-Gol
(…)
Pula, pula, cai, levanta
Sobe, desce, corre, chuta
Abra espaço
Vibra e agradece
Olha que a cidade
Toda ficou vazia
Nessa tarde bonita
Só pra te ver jogar
(…)
Essa é a história de Umbabarauma
Um ponta de lança africano
Um ponta de lança decidido
Umbabarauma
Pequena nota introdutória: no ano de 1472 (século XV), o navegador português Fernão do Pó acercou-se do estuário do rio Wouri. Ao ver as águas abundantes de saborosos crustáceos, decidiu baptizar a região de Rio dos Camarões. Mais de 500 anos depois, há alguém a fazer a ligação directa entre Portugal e os Camarões: Vincent Aboubakar.
Há quem lhe chame Bouba, há quem lhe chame Abombakar, há quem o chame simplesmente pelo nome. Eu chamo-o de Rei Bakar. Impossível não idolatrar este camaronês resgatado com alguma surpresa ao modesto Lorient de França.
Para quem não sabe, o Rei Babar era um elefante querido da nossa infância. Pelo seu saber estar, pela sua forma paquidérmica, pelo seu porte majestoso, pela sua infância entre humanos até chegar a incontestado Rei da Selva. Ora, basta pensar que só há elefantes em dois locais do mundo: em África e nas florestas asiáticas. Aboubakar é africano, camaronês, pelo que a alcunha de Rei Bakar lhe assenta como uma luva, pois tal como o elefante da série animada, também ele é forte, gigante, portentoso, generoso, o verdadeiro rei da selva, pois nunca se viu um qualquer leão ousar atacar em plena savana o grande elefante africano.
Mas, até sábado à noite, ninguém diria o que ali estava. Aboubakar tinha sido contratado para, quando muito, fazer sombra a Jackson Martínez. Nunca desiludiu, é certo, tendo inclusivamente feito alguns golos e fazendo adivinhar um pontapé-canhão. No entanto, parecia muitas vezes alheado do jogo, facilmente desmotivado após uma jogada azarada, bastante inferior ao colombiano no jogo de apoios e tabelas, menos requintado no toque e mais atabalhoado na condução de bola. Uma espécie de Yekini aprimorado ou qualquer coisa parecida com isso. Em suma, um jogador pior do que Jackson Martínez.
| Gratidão e generosidade: Rei Bakar agradece a Lopetegui a evolução e crescimento como jogador. |
E é impossível pois então não recordar o brasileiro Jorge Ben e o seu Ponta de Lança Africano, Umbabarauma, homem decidido que pula pula, cai, levanta, sobe desce, corre e chuta, homem-gol. É de louvar aos céus termos um ponta-de-lança africano no Dragão. Drogba, E’too, Adebayor: todos eles diferentes dos comuns avançados do Velho Continente, todos eles pertencentes a uma estirpe rara e autónoma, por lapidar. O avançado africano é mágico, é explosivo, aparece quando ninguém conta, autêntico inventor de voodoos nas áreas adversárias, personagem das feitiçarias dos países do corno de África, encarnando o espírito dos míticos avançados africanos Roger Milla, Abédi Pelé, Weah, Kanu, entre outros.
Senhoras e Senhores, o novo Rei da Selva passeia-se sob formas paquidérmicas pela Invicta. É camaronês, é ponta-de-lança africano e chama-se Bakar. Somos todos teus súbditos, Rei Bakar!
Rodrigo de Almada Martins
Anónimo
agosto 18, 2015
dragões de azul forte, estatisticas, mundo fcp, ranking de títulos
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FC PORTO 74 versus 75 5LB. Em breve retomaremos o nosso lugar: a liderança!
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Em 22 de Maio de 2011 eu escrevia na actualização do Ranking:
“Ultrapassámo-los! 69 versus 68! Admirável! HISTÓRICO! Para mim e outros adeptos portistas que viveram a travessia do deserto, a luta titânica do FC Porto com os poderes instituídos e o encetar de uma carreira vitoriosa, é um feito pelo qual esperámos muito tempo. Conseguimos! O sonho, em que muitos não acreditavam, concretizou-se; a dinâmica de um Clube, que dá uma lição de ordem, método, organização, trabalho, ambição e talento, é a esperança e garantia de futuro risonho. Nada nos deterá, porque “O NOSSO DESTINO É VENCER!”.”
Desde esse inesquecível dia de Maio de 2011 até Maio do corrente ano, o FC Porto liderou sempre o ranking havendo, em certa altura, a diferença máxima de 5 títulos. As épocas 2013-2014 e 2014-2015 foram desastrosas em termos de conquistas e o 5LB acabou por nos ultrapassar. Vejamos o histórico do “ranking” (Seniores – Competições nacionais e internacionais) desde 3 de Abril de 2011 até ao presente:
03 Abr.2011 : FCP 67 – 5LB 67
22 Mai.2011 : FCP 69 – 5LB 68
07 Ago.2011 : FCP 70 – 5LB 68
11 Ago.2012 : FCP 72 – 5LB 69
10 Ago.2013 : FCP 74 – 5LB 69
10 Ago.2014 : FCP 74 – 5LB 73
29 Mai.2015 : FCP 74 – 5LB 75 – SCP 46
09 Ago.2015 : FCP 74 – 5LB 75 – SCP 47.
No que toca ao ranking de JUNIORES (A-B-C-D), apesar de nas duas anteriores épocas não ter, lamentavelmente, conseguido qualquer título, o FC Porto continua a liderar (57 v 51 v 42) e no “Total Geral” o nosso amado Clube também comanda:
TOTAL GERAL - FC PORTO 131 títulos, 5LB 126, Sporting 89 e outros 59.
Caros leitores, de seguida o quadro do RANKING GERAL actualizado e o registo de todos os vencedores em todas as competições.
Abraço.
Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)
17 agosto, 2015
OS "CANTOS DE SEREIA".
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Tenho assistido com alguma curiosidade, e alguma boa disposição diga-se, aos autênticos “cantos de sereia” que têm sido entoados por alguns comentadores desportivos (provavelmente, a “profissão” em Portugal com maior crescimento nos últimos anos) relativamente à projeção daquilo que será o campeonato que teve o seu começo neste fim-de-semana.
Elogios e mais elogios à qualidade do plantel do FC Porto em relação às demais equipas, às novas contratações, mas esquecendo cirurgicamente que saíram Danilo, Jackson, Oliver e Casemiro. Na boca de alguns, parece que o campeonato é uma obrigação apenas para o FC Porto, sendo que todas as outras equipas, coitadas, não têm a menor responsabilidade em fazer o que quer que seja perante o Grande FC Porto. Curioso ver muitos desses comentadores a encher a boca com o “avultado investimento” do FC Porto em contraponto com os restantes rivais. Pois, é verdade (como expliquei há dias atrás!) que o FC Porto investiu já 26,5M€ em novas aquisições, no entanto há um pequeníssimo pormenor chamado receita com vendas de jogadores. E a receita que o FC Porto já fez em vendas de jogadores, como esta semana foi sublinhado por um meio de comunicação social estrangeiro (os únicos meios de comunicação que respeitam o FC Porto), ascende a quase 84M€, ou seja, quase três vezes mais que aquilo que se investiu. São as tais análises sérias que a nossa inefável comunicação social faz sempre em relação ao FC Porto.
A partir do momento que eu ouvi num canal generalista, um dos muitos canais que “adoram” o FC Porto, um comentador ex-jornalista da Bola, reconhecido não-Portista, dizer que o FC Porto com o investimento que fez é um dos candidatos a vencer a Champions League só me dá vontade de rir. Tudo isto tem como objetivo colocar a pressão toda no FC Porto, retirando a pressão dos outros rivais e apontar apenas todas as obrigações e holofotes ao FC Porto.
É bom por isso que nenhum de nós pense que de forma alguma este campeonato vai ser um passeio. Será exatamente o contrário, os obstáculos serão muitos, não é com um simples clicar de botão que uma equipa começa a carburar perfeitamente. É verdade que temos matéria-prima e teoricamente os jogadores que vieram substituir os que saíram têm qualidade mas não partilho da ideia de que a diferença entre nós e eles sejam assim tao grande. Vai ser preciso dar ao pedal e muito, correr, sofrer e obviamente ter qualidade e inspiração para superar os muitos problemas que se nos vão deparar.
Relativamente ao jogo de estreia do meu FC Porto, não posso deixar de referir algumas notas que me ficaram na retina:
PS - Na linha do conteúdo do meu post, é bom que não nos esqueçamos do seguinte. O nosso rival que teoricamente estava mais fraco, após uma pré-época sem vitórias e uma derrota na supertaça terá 4 jogos em casa nas 4 primeiras jornadas, e jogando mal ou bem, com penalties por assinalar, golos aos trambolhões ou o mais que seja, com certeza irá ganhar estes 4 jogos dando um balão de oxigénio numa altura em que já haviam alguns nervos por aquelas bandas. Não podemos perder qualquer ponto até jogarmos com eles na nossa casa na 5ª jornada, porque, se tal acontecer, significa que vamos entrar em campo a correr atrás do prejuízo. Não pode haver desconcentrações desde a 1ª à última jornada.
Elogios e mais elogios à qualidade do plantel do FC Porto em relação às demais equipas, às novas contratações, mas esquecendo cirurgicamente que saíram Danilo, Jackson, Oliver e Casemiro. Na boca de alguns, parece que o campeonato é uma obrigação apenas para o FC Porto, sendo que todas as outras equipas, coitadas, não têm a menor responsabilidade em fazer o que quer que seja perante o Grande FC Porto. Curioso ver muitos desses comentadores a encher a boca com o “avultado investimento” do FC Porto em contraponto com os restantes rivais. Pois, é verdade (como expliquei há dias atrás!) que o FC Porto investiu já 26,5M€ em novas aquisições, no entanto há um pequeníssimo pormenor chamado receita com vendas de jogadores. E a receita que o FC Porto já fez em vendas de jogadores, como esta semana foi sublinhado por um meio de comunicação social estrangeiro (os únicos meios de comunicação que respeitam o FC Porto), ascende a quase 84M€, ou seja, quase três vezes mais que aquilo que se investiu. São as tais análises sérias que a nossa inefável comunicação social faz sempre em relação ao FC Porto.
A partir do momento que eu ouvi num canal generalista, um dos muitos canais que “adoram” o FC Porto, um comentador ex-jornalista da Bola, reconhecido não-Portista, dizer que o FC Porto com o investimento que fez é um dos candidatos a vencer a Champions League só me dá vontade de rir. Tudo isto tem como objetivo colocar a pressão toda no FC Porto, retirando a pressão dos outros rivais e apontar apenas todas as obrigações e holofotes ao FC Porto.
É bom por isso que nenhum de nós pense que de forma alguma este campeonato vai ser um passeio. Será exatamente o contrário, os obstáculos serão muitos, não é com um simples clicar de botão que uma equipa começa a carburar perfeitamente. É verdade que temos matéria-prima e teoricamente os jogadores que vieram substituir os que saíram têm qualidade mas não partilho da ideia de que a diferença entre nós e eles sejam assim tao grande. Vai ser preciso dar ao pedal e muito, correr, sofrer e obviamente ter qualidade e inspiração para superar os muitos problemas que se nos vão deparar.
Relativamente ao jogo de estreia do meu FC Porto, não posso deixar de referir algumas notas que me ficaram na retina:
- Pode criticar-se, não gostar-se, até mesmo encontrar defeitos até ao mais ínfimo pormenor mas a verdade é que o FC Porto de Lopetegui tem um modelo de jogo que se percebe, um sistema tático bem definido e uma ideia do que pretende para o jogo. Percebe-se o 4x3x3 em que a equipa joga, percebe-se o entendimento tático entre os sectores e nota-se que cada jogador sabe o que faz. Há obviamente muitas arestas a limar, jogadores ainda em baixo de forma como é normal nesta altura da época mas aquilo que se vê atualmente, e viu-se durante grande parte da época passada mesmo com os problemas que se sabem, é uma equipa com cabeça, tronco e membros.
- Um jogador que em 11 jogos completos faz 8 golos, na condição de suplente de um dos melhores avançados mundiais, e que mesmo assim tem mentalidade para ter um registo desses, contribuindo positiva e humildemente para o sucesso coletivo da equipa só pode ser um jogador útil para o FC Porto na época que agora se inicia. Aboubakar não é obviamente nenhum Ibrahimovic mas é um jogador com qualidade e enorme potencial que pode ser muito útil nesta época. Para mim foi o melhor em campo e provou mais uma vez que podemos não ter um grande ponta-de-lança como Jackson mas temos duas boas alternativas como Aboubakar e Osvaldo.
- Maxi Pereira: independentemente do desempenho desportivo deste jogador reitero que esta foi uma contratação da qual discordei por vários motivos que já referir e não vou repetir. Dito isto, a partir de agora desejo-lhe as maiores felicidades desportivas. Quanto à sua exibição no sábado também não posso deixar de dizer que em termos ofensivos esteve muito bem, mas em termos defensivos o grau de exigência a que esteve sujeito não me permite fazer melhor avaliação sobre a sua exibição. Mas repito: desejo que seja o melhor lateral-direito do mundo enquanto estiver de Dragão ao peito.
PS - Na linha do conteúdo do meu post, é bom que não nos esqueçamos do seguinte. O nosso rival que teoricamente estava mais fraco, após uma pré-época sem vitórias e uma derrota na supertaça terá 4 jogos em casa nas 4 primeiras jornadas, e jogando mal ou bem, com penalties por assinalar, golos aos trambolhões ou o mais que seja, com certeza irá ganhar estes 4 jogos dando um balão de oxigénio numa altura em que já haviam alguns nervos por aquelas bandas. Não podemos perder qualquer ponto até jogarmos com eles na nossa casa na 5ª jornada, porque, se tal acontecer, significa que vamos entrar em campo a correr atrás do prejuízo. Não pode haver desconcentrações desde a 1ª à última jornada.
AUTOPEÇASONLINE de qualidade a preços baixos
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
É proprietário de um carro Ford B-Max, precisa de o reparar e não sabe onde comprar peças?
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Resumindo, não tens mais com que te preocupar em encontrar e comprar as peças para reparar o teu carro. Estão todas aqui.
16 agosto, 2015
Pedro Cardona
agosto 16, 2015
a videoteca do 4lusos, arbitragem, liga 2015-16, tribunal d'o jogo, videos
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ABOU(M)BAKAR.
http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/
FC PORTO-GUIMARÃES, 3-0
Primeira Liga, 1ª jornada
Sábado, 15 Agosto 2015 - 20:45
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 48.509
Árbitro: Fábio Veríssimo.
Assistentes: Paulo Soares e Pedro Felisberto.
4º Árbitro: André Moreira.
FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Danilo, Herrera, Imbula, Varela, Aboubakar, Tello.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Brahimi (85' Varela), Osvaldo, Evandro (65' Imbula), André André (53' Herrera), Bueno.
Treinador: Julen Lopetegui.
GUIMARÃES: Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Luís Rocha, Cafú, Bouba, Tozé, Henrique Dourado, Alex, Tomané.
Suplentes: Assis, Moreno, Valente (69' Henrique Dourado), Montoya (77' Tozé), Vigário (88' Alex), João Pedro, Breno.
Treinador: Armando Evangelista.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Aboubakar (8' e 61'), Varela (83').
Disciplina: cartão amarelo a Bouba (31'), Maxi Pereira (64'), André André (79'), Tomané (88'), Luís Rocha (89').
Grande entrada do FC Porto na época que agora começa. Depois de duas épocas paupérrimas, com apenas uma supertaça nacional conquistada, o FC Porto tem que, urgentemente, recuperar o hábito de conquista de títulos. A Lopetegui foram dadas mais uma vez todas as condições e recursos que pediu e que mais nenhum treinador teve, desde José Mourinho. Quando ouvi Julen Lopetegui dizer, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Guimarães, que "o objectivo é o título mas seis titulares saíram", confesso que senti ali um pretextozinho para o fracasso. Não há "mas". Este ano só tem duas hipóteses: ou ganha ou ganha.
A pressão de voltar a vencer títulos é enorme mas só os fortes resistem, só os bons e competentes têm sucesso. Julen Lopetegui terá a oportunidade de ouro de mostrar a todos os portistas que é treinador para o FC Porto e que é capaz de levar o clube a bom porto. Por isso, começar bem é importante e foi o que aconteceu esta noite na abertura da Liga NOS.
O FC Porto entrou muito bem no jogo desta noite frente ao Guimarães. Com boa circulação de bola, com intensidade e asfixiando o adversário nos primeiros minutos, os pupilos de Lopetegui mostraram que estavam determinados em chegar ao golo rapidamente. O assalto à baliza vimaranense era a palavra de ordem. Primeiro foi Imbula com um remate aos seis minutos, mas logo a seguir aos oito minutos, Aboubakar não quis ficar atrás de Falcao e de Jackson Martínez. Na 1ª Jornada de um campeonato, os três marcaram na estreia. Numa jogada rápida pela esquerda entre Varela e Alex Sandro, saiu um cruzamento da esquerda tenso para a área, onde Aboubakar rematou, a bola sofreu uma trajectória, batendo num defesa contrário, aninhando-se, por fim, nas redes.
Estava aberto o marcador e a promessa de uma noite cheia de bom futebol com quase 50 000 pessoas nas bancadas. Na primeira parte, apesar do controlo absoluto por parte dos Dragões, apenas mais dois registos do lado do FC Porto. Primeiro Imbula num cabeceamento que saiu ao lado e depois uma oportunidade flagrante desperdiçada por Herrera. O mexicano, mais uma vez e como é seu hábito, teve uma noite para esquecer. Sinceramente, não percebo a titularidade de Herrera e, muito menos, o que tem a mais que André André ou Sérgio Oliveira. Jogadores como Herrera há muitos em Portugal e estar a desperdiçar dois talentos da cantera portista por um mexicano é incompreensível.
Voltando ao lance do mexicano, Herrera teve nos pés o falhanço do campeonato, após um passe magistral de Aboubakar (o melhor em campo). Herrera isolado de baliza aberta, na pequena área, falhou na bola e esta saiu pela linha de fundo. Bastaria ter encostado. Herrera falhou muitos passes, perdeu muitas bolas, tomou decisões pouco acertadas durante o jogo, o que levou à irritação de Julen Lopetegui. Quando ao intervalo vi uma estatística de 82% de eficácia no passe por parte de Herrera, acredito que muitos lances foram sonegados por parte de quem fez essa estatística.
Do lado do Guimarães, na primeira parte, Alex fez brilhar Casillas com uma intercepção perfeita num lance de verdadeiro perigo. Terminada a primeira parte, fiquei com a sensação que Lopetegui poderia mexer no miolo. Tirar Herrera e também Imbula. O jogador ex-Marselha não teve uma noite de muita inspiração. Apesar de ter qualidade e de mostrar bons dotes e duas boas oportunidades para marcar, ainda está longe do que pode vir a render nesta equipa. Foi algo lento a soltar a bola, deixou-se antecipar em alguns lances e teve perdas de bola onde se exigia que fosse mais lesto. Por isso, se após o intervalo entrassem André André e Evandro não seria de todo descabido. No entanto, nada disto se verificou.
Ainda na primeira parte, em alguns momentos, senti o jogo algo mastigado, sem soluções. Falta ali um jogador capaz de criar espaços de ruptura, romper com defesas contrárias, abrir crateras. Lembrei-me de Oliver Torres. E que falta faz um jogador da classe do jovem espanhol. Até 31 de Agosto ainda há tempo para preencher esta lacuna. Há vida, há esperança!
Na segunda parte, os homens da cidade-berço entraram mais acutilantes e dispostos a reagir à desvantagem com que foram apanhados desde muito cedo. Aos 51 minutos, Alex novamente colocou Casillas à prova com uma grande defesa a evitar o empate. Mas foi sol de pouca dura. A partir dali, só deu PORTO novamente. Aliás, foi na segunda parte que os azuis e brancos encarrilaram de vez o seu jogo e mostraram vontade de arrumar o mesmo e proporcionar ao estádio um bom espectáculo.
Primeiro Aboubakar rematou à figura de Douglas, depois outra grande oportunidade da noite em dose dupla. João Afonso salva um remate de Tello, quase em cima da linha de golo e Imbula na recarga, rematou ao poste. Mas o camaronês bombástico de nome Abou(m)bakar não esperou mais. Aos 61 minutos, após um passe de Maxi (que exibição), Aboubakar rematou à entrada da área e fez o 2-0. Um remate fulminante sem hipóteses para Douglas.
Faço aqui um parêntesis para destacar outra exibição muito agradável nesta noite. Maxi Pereira revelou ser uma mais valia para esta equipa. Esteve, como é seu timbre, sempre em cima do portador da bola, não deixando jogar, apoiou as iniciativas atacantes e esteve na origem dos dois últimos golos. Se Maxi tiver cuidado com as entradas e faltas a que nos habituou no clube de onde veio, poderemos ter um jogador muito importante para a época. Caso contrário, teremos de jogar muitas vezes com 10 elementos porque aqui não há colo que o valha.
Depois do 2-0, Lopetegui geriu o jogo e as substituições. No início da 2ª parte já tinha entrado André André para o lugar de Herrera mas depois do jogo resolvido, Evandro entrou para o lugar de Imbula e Brahimi, regressado de uma lesão, entrou para os aplausos para Varela.
Maxi além de ter feito uma bela assistência para o segundo golo, esteve também no terceiro aos 84 minutos, numa jogada de entendimento com Varela pelo lado direito, com o Drogba da Caparica a rematar e a fazer o golo que fechou a contagem. Viu-se esta noite um FC Porto muito interessante, com boas perspectivas de futuro mas em que é necessário provar em todos os campos a mesma vontade, a mesma raça, o mesmo querer, a mesma paixão e toda a competência.
A próxima paragem é Funchal, frente ao Marítimo onde o FC Porto não tem sido feliz, nem competente nas últimas épocas. Está aí um belo teste para Lopetegui e seus pares mostrar a toda a gente que é possível contrariar a tendência. Aguardemos, pois, pelo próximo jogo.
Notas finais para a excelente moldura humana que esgotou o Dragão, o ambiente fantástico criado em volta do jogo e algumas belas prestações com Aboubakar à cabeça. O menos positivo: Herrera, pelo que já foi aqui dito, e as ausências de Rúben Neves e Sérgio Oliveira nos escolhidos por Julen Lopetegui.

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Gostei muito da nossa exibição”
O FC Porto iniciou a Liga NOS 2015/16 com uma vitória incontestável sobre o Vitória de Guimarães (3-0), num Estádio do Dragão com lotação esgotada, e Julen Lopetegui elogiou o trabalho colectivo dos portistas que, sublinhou, jogaram com “muita gente nova”. O treinador dos azuis e brancos lamentou apenas as ocasiões desperdiçadas e destacou ainda a segurança defensiva evidenciada pelos Dragões.
“Fizemos um jogo muito bom, frente a uma equipa de qualidade, que acredito que estará na parte superior da tabela. Fizemos coisas muito boas e creio que até poderíamos ter marcado mais golos, não só na primeira parte, mas também na segunda, na qual tivemos inumeráveis ocasiões. A equipa teve muito mérito, apesar de ter jogado muita gente nova que jogou pela primeira vez no Dragão, ainda por cima com o estádio cheio. Fizemos três golos e poderíamos ter feito mais, mas gostei muito da nossa exibição”, afirmou Julen Lopetegui após a estreia vitoriosa no campeonato, que coloca desde já os portistas no topo da classificação.
Recordando que a esta prova só agora começou, o técnico espanhol evitou comparações entre Jackson Martínez e Aboubakar, autor dos dois primeiros golos do FC Porto. “O campeonato acaba de começar e é muito cedo para se estabelecerem comparações. O que pedimos aos avançados são, naturalmente, golos, até porque é algo que lhes aumenta e reforça a confiança. Por vezes podemos não ter essa lucidez, mas só podemos estar satisfeitos, sobretudo pela exibição colectiva da equipa, que trabalhou muito e venceu com todo o mérito”, prosseguiu Julen Lopetegui.
Justificando a ausência de Rúben Neves com a opção por Danilo Pereira, o treinador dos Dragões deixou ainda elogios ao desempenho defensivo do FC Porto. “Acabámos por praticamente não conceder qualquer ocasião de golo ao Vitória de Guimarães, que é uma equipa com muita qualidade ofensiva”, concluiu.
ARBITRAGEM

RESUMO DO JOGO
Primeira Liga, 1ª jornada
Sábado, 15 Agosto 2015 - 20:45
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 48.509
Árbitro: Fábio Veríssimo.
Assistentes: Paulo Soares e Pedro Felisberto.
4º Árbitro: André Moreira.
FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Danilo, Herrera, Imbula, Varela, Aboubakar, Tello.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Brahimi (85' Varela), Osvaldo, Evandro (65' Imbula), André André (53' Herrera), Bueno.
Treinador: Julen Lopetegui.
GUIMARÃES: Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Luís Rocha, Cafú, Bouba, Tozé, Henrique Dourado, Alex, Tomané.
Suplentes: Assis, Moreno, Valente (69' Henrique Dourado), Montoya (77' Tozé), Vigário (88' Alex), João Pedro, Breno.
Treinador: Armando Evangelista.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Aboubakar (8' e 61'), Varela (83').
Disciplina: cartão amarelo a Bouba (31'), Maxi Pereira (64'), André André (79'), Tomané (88'), Luís Rocha (89').
A pressão de voltar a vencer títulos é enorme mas só os fortes resistem, só os bons e competentes têm sucesso. Julen Lopetegui terá a oportunidade de ouro de mostrar a todos os portistas que é treinador para o FC Porto e que é capaz de levar o clube a bom porto. Por isso, começar bem é importante e foi o que aconteceu esta noite na abertura da Liga NOS.
O FC Porto entrou muito bem no jogo desta noite frente ao Guimarães. Com boa circulação de bola, com intensidade e asfixiando o adversário nos primeiros minutos, os pupilos de Lopetegui mostraram que estavam determinados em chegar ao golo rapidamente. O assalto à baliza vimaranense era a palavra de ordem. Primeiro foi Imbula com um remate aos seis minutos, mas logo a seguir aos oito minutos, Aboubakar não quis ficar atrás de Falcao e de Jackson Martínez. Na 1ª Jornada de um campeonato, os três marcaram na estreia. Numa jogada rápida pela esquerda entre Varela e Alex Sandro, saiu um cruzamento da esquerda tenso para a área, onde Aboubakar rematou, a bola sofreu uma trajectória, batendo num defesa contrário, aninhando-se, por fim, nas redes.
Estava aberto o marcador e a promessa de uma noite cheia de bom futebol com quase 50 000 pessoas nas bancadas. Na primeira parte, apesar do controlo absoluto por parte dos Dragões, apenas mais dois registos do lado do FC Porto. Primeiro Imbula num cabeceamento que saiu ao lado e depois uma oportunidade flagrante desperdiçada por Herrera. O mexicano, mais uma vez e como é seu hábito, teve uma noite para esquecer. Sinceramente, não percebo a titularidade de Herrera e, muito menos, o que tem a mais que André André ou Sérgio Oliveira. Jogadores como Herrera há muitos em Portugal e estar a desperdiçar dois talentos da cantera portista por um mexicano é incompreensível.
Do lado do Guimarães, na primeira parte, Alex fez brilhar Casillas com uma intercepção perfeita num lance de verdadeiro perigo. Terminada a primeira parte, fiquei com a sensação que Lopetegui poderia mexer no miolo. Tirar Herrera e também Imbula. O jogador ex-Marselha não teve uma noite de muita inspiração. Apesar de ter qualidade e de mostrar bons dotes e duas boas oportunidades para marcar, ainda está longe do que pode vir a render nesta equipa. Foi algo lento a soltar a bola, deixou-se antecipar em alguns lances e teve perdas de bola onde se exigia que fosse mais lesto. Por isso, se após o intervalo entrassem André André e Evandro não seria de todo descabido. No entanto, nada disto se verificou.
Ainda na primeira parte, em alguns momentos, senti o jogo algo mastigado, sem soluções. Falta ali um jogador capaz de criar espaços de ruptura, romper com defesas contrárias, abrir crateras. Lembrei-me de Oliver Torres. E que falta faz um jogador da classe do jovem espanhol. Até 31 de Agosto ainda há tempo para preencher esta lacuna. Há vida, há esperança!
Na segunda parte, os homens da cidade-berço entraram mais acutilantes e dispostos a reagir à desvantagem com que foram apanhados desde muito cedo. Aos 51 minutos, Alex novamente colocou Casillas à prova com uma grande defesa a evitar o empate. Mas foi sol de pouca dura. A partir dali, só deu PORTO novamente. Aliás, foi na segunda parte que os azuis e brancos encarrilaram de vez o seu jogo e mostraram vontade de arrumar o mesmo e proporcionar ao estádio um bom espectáculo.
Primeiro Aboubakar rematou à figura de Douglas, depois outra grande oportunidade da noite em dose dupla. João Afonso salva um remate de Tello, quase em cima da linha de golo e Imbula na recarga, rematou ao poste. Mas o camaronês bombástico de nome Abou(m)bakar não esperou mais. Aos 61 minutos, após um passe de Maxi (que exibição), Aboubakar rematou à entrada da área e fez o 2-0. Um remate fulminante sem hipóteses para Douglas.
Depois do 2-0, Lopetegui geriu o jogo e as substituições. No início da 2ª parte já tinha entrado André André para o lugar de Herrera mas depois do jogo resolvido, Evandro entrou para o lugar de Imbula e Brahimi, regressado de uma lesão, entrou para os aplausos para Varela.
Maxi além de ter feito uma bela assistência para o segundo golo, esteve também no terceiro aos 84 minutos, numa jogada de entendimento com Varela pelo lado direito, com o Drogba da Caparica a rematar e a fazer o golo que fechou a contagem. Viu-se esta noite um FC Porto muito interessante, com boas perspectivas de futuro mas em que é necessário provar em todos os campos a mesma vontade, a mesma raça, o mesmo querer, a mesma paixão e toda a competência.
A próxima paragem é Funchal, frente ao Marítimo onde o FC Porto não tem sido feliz, nem competente nas últimas épocas. Está aí um belo teste para Lopetegui e seus pares mostrar a toda a gente que é possível contrariar a tendência. Aguardemos, pois, pelo próximo jogo.
Notas finais para a excelente moldura humana que esgotou o Dragão, o ambiente fantástico criado em volta do jogo e algumas belas prestações com Aboubakar à cabeça. O menos positivo: Herrera, pelo que já foi aqui dito, e as ausências de Rúben Neves e Sérgio Oliveira nos escolhidos por Julen Lopetegui.
DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Gostei muito da nossa exibição”
O FC Porto iniciou a Liga NOS 2015/16 com uma vitória incontestável sobre o Vitória de Guimarães (3-0), num Estádio do Dragão com lotação esgotada, e Julen Lopetegui elogiou o trabalho colectivo dos portistas que, sublinhou, jogaram com “muita gente nova”. O treinador dos azuis e brancos lamentou apenas as ocasiões desperdiçadas e destacou ainda a segurança defensiva evidenciada pelos Dragões.
“Fizemos um jogo muito bom, frente a uma equipa de qualidade, que acredito que estará na parte superior da tabela. Fizemos coisas muito boas e creio que até poderíamos ter marcado mais golos, não só na primeira parte, mas também na segunda, na qual tivemos inumeráveis ocasiões. A equipa teve muito mérito, apesar de ter jogado muita gente nova que jogou pela primeira vez no Dragão, ainda por cima com o estádio cheio. Fizemos três golos e poderíamos ter feito mais, mas gostei muito da nossa exibição”, afirmou Julen Lopetegui após a estreia vitoriosa no campeonato, que coloca desde já os portistas no topo da classificação.
Recordando que a esta prova só agora começou, o técnico espanhol evitou comparações entre Jackson Martínez e Aboubakar, autor dos dois primeiros golos do FC Porto. “O campeonato acaba de começar e é muito cedo para se estabelecerem comparações. O que pedimos aos avançados são, naturalmente, golos, até porque é algo que lhes aumenta e reforça a confiança. Por vezes podemos não ter essa lucidez, mas só podemos estar satisfeitos, sobretudo pela exibição colectiva da equipa, que trabalhou muito e venceu com todo o mérito”, prosseguiu Julen Lopetegui.
Justificando a ausência de Rúben Neves com a opção por Danilo Pereira, o treinador dos Dragões deixou ainda elogios ao desempenho defensivo do FC Porto. “Acabámos por praticamente não conceder qualquer ocasião de golo ao Vitória de Guimarães, que é uma equipa com muita qualidade ofensiva”, concluiu.
ARBITRAGEM
RESUMO DO JOGO























