25 janeiro, 2016

SONHOS CUMPRIDOS NA APRESENTAÇÃO DA EQUIPA DE CICLISMO NO DRAGÃO.

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A equipa W52-FC Porto-Porto Canal foi este domingo apresentada aos adeptos, antes do apito inicial do jogo frente ao Marítimo, relativo à 19.ª jornada da Liga NOS. Os 12 atletas e o diretor desportivo Nuno Ribeiro foram chamados individualmente ao relvado e tiraram depois uma foto de grupo, enquadrada pela bicicleta da equipa. Os aplausos foram fortes e Nuno Ribeiro reconheceu que se trata de mais uma “motivação”.

“Foi importante. Foi um sinal de que estão com a equipa e para nós é um orgulho bastante grande representar o FC Porto. Como portista, tinha o sonho de o fazer enquanto atleta e agora, como diretor desportivo, é mais um objetivo concretizado”, declarou o diretor desportivo ao www.fcporto.pt.

O trepador António Carvalho – cujo avô, Alberto Carvalho, foi durante três anos atleta dos Dragões e cujo tio, Fernando Carvalho, foi vencedor da Volta a Portugal em 1990, pela Ruquita/Feirense – ficou “arrepiado” e acabou por cumprir um desejo de criança. “Quando era miúdo cheguei a jogar futebol e claro que tinha o sonho de representar o clube de que gosto, o FC Porto. Costumava apoiar sempre a equipa de futebol nas Antas e no Dragão. Neste momento, devido ao nosso presidente, conseguimos ter o ciclismo na estrada e viver este momento”, frisou.

Os objetivos da equipa são, como é regra nos azuis e brancos, vencer todas as provas, especialmente a Volta a Portugal. António Carvalho já sonha com esse triunfo e depois com uma receção “ainda melhor” no Estádio do Dragão. “Vamos lutar o máximo e tentar dar vitórias aos nossos adeptos”, desejou.

fonte: fcporto.pt

24 janeiro, 2016

REGRESSAR A BOM PORTO NA ESTREIA DE JOSÉ PESEIRO.

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Para o jogo que marca a estreia de José Peseiro no comando técnico do FC Porto, o treinador elaborou uma convocatória de 18 jogadores, na qual se registam oito regressos. A partida será dirigida pelo árbitro bracarense Jorge Ferreira.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Imbula e Suk

23 janeiro, 2016

"BÊS" PERDEM FRENTE AO ORIENTAL

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ORIENTAL-FC PORTO B, 2-1

Segunda Liga, 26.ª jornada
23 de Janeiro de 2016
Estádio Eng.º Carlos Salema, em Lisboa


Árbitro: Hélder Malheiro (Lisboa).
Assistentes: José Luiza e Hugo Ribeiro.
Quarto árbitro: Tiago Ribeiro.

ORIENTAL: Mota (g.r.); Hugo Grilo, André Almeida, Diego Tavares e João Pedro; Tiago Mota (cap.), Tom e Bruno Aguiar; Hugo Firmino, Fernando e Peter Caraballo.
Substituições: Bruno Aguiar por Valdo (46m), Peter Caraballo por Leonel (72m) e Tom por Pedro Mendes (75m).
Não utilizados: Rafael Veloso (g.r.), Sérgio Duarte, Daniel Almeida e Henrique.
Treinador: João Barbosa.

FC PORTO B: João Costa (g.r.); Rodrigo, Chidozie, Maurício e Pité; Tomás Podstawski (cap.), Omar Govea e João Graça; Ruben Macedo, Gleison e Leonardo.
Substituições: Gleison por Cláudio (65m), Tomás Podstawski por Sérgio Ribeiro (66m) e Maurício por Rui Pedro (82m).
Não utilizados: André Caio (g.r.), Verdasca, Fede Varela e Rui Moreira.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Ruben Macedo (6m), Hugo Grilo (38m), Fernando (48m).
Disciplina: cartão amarelo a Hugo Grilo (26m), Pité (37m), Graça (41m) e Pedro Mendes (90m+4).

O FC Porto B perdeu este sábado diante do Oriental (1-2), em Lisboa, em jogo a contar para a 26.ª jornada da Segunda Liga. Os Dragões, que vão continuar na liderança isolada da competição, até estiveram em vantagem graças a um golo madrugador de Ruben Macedo (6m), mas a formação lisboeta acabou por dar a volta ao resultado.

A primeira parte esteve longe de ser amplamente dominada pelos portistas, que encontraram uma excelente réplica da equipa local. Ainda assim, foi do FC Porto B o primeiro golo do encontro, que se adiantou no marcador por intermédio de Ruben Macedo, logo aos seis minutos, numa rápida jogada de contra-ataque. O Oriental não esmoreceu com o golo dos Dragões, mas viu Leonardo falhar o 2-0, de cabeça, após cruzamento bem medido de Pité (25m). No caminho para o intervalo, os lisboetas chegaram ao empate na sequência de um livre direto apontado por Hugo Grilo (38m), que estabeleceu desta forma o 1-1 com que as equipas recolheram aos balneários.

A etapa complementar não começou de feição para o FC Porto B e, volvidos apenas três minutos após o reatamento, Fernando deu o melhor seguimento a um cruzamento de Hugo Firmino e deu vantagem ao Oriental (48m), consumando a reviravolta no marcador. Privados de jogadores como Víctor García, Francisco Ramos ou Ismael Díaz, os “bês” portistas partiram em busca de nova igualdade, mas a organização defensiva dos lisboetas raramente consentiu veleidades ao ataque dos Dragões, ainda o melhor da prova, com 58 golos marcados.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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EQUIPA DE CICLISMO JÁ SENTIU O PESO DA HISTÓRIA.

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Jorge Nuno Pinto da Costa revelou que um dos ciclistas da W52-FC Porto-Porto Canal até se sentiu “esmagado” pelo peso da história do clube, na apresentação deste sábado da equipa, que incluiu uma visita ao Museu. Os Dragões são recordistas de vitórias individuais (12) na Volta a Portugal e associam-se agora a uma formação que triunfou na geral individual nas últimas três edições da Volta a Portugal (duas delas, em 2014 e 2015, por intermédio de Gustavo Veloso, atual chefe de fila). A responsabilidade da equipa, composta por 12 ciclistas e comandada pelo diretor desportivo Nuno Ribeiro, será “grande”, mas, para já, o presidente do FC Porto congratula-se com o facto de as camisolas do clube irem circular pelas estradas de Norte a Sul do país, com os atletas a serem verdadeiros “embaixadores“.

“Era um sonho meu, mas que levei avante e fiz tudo para concretizar porque era um sonho de muita gente. Nem calculam! Eram muitas as pessoas que me perguntavam quando iriamos voltar a ter ciclismo e dizia-lhes sempre que um dia iríamos encontrar o parceiro certo para regressar”, afirmou Pinto da Costa, no Auditório Fernando Sardoeira Pinto, na apresentação da equipa à comunicação social, que ocorreu após a visita ao Museu FC Porto. O responsável máximo dos azuis e brancos elogiou a forma como foi possível chegar a acordo com Adriano Quintanilha, o homem forte da W52: “Foi, desde o primeiro contato, exemplar no relacionamento e interesse em que hoje estivéssemos todos aqui. É o parceiro ideal, devo dizer que é uma honra ter esta relação consigo e com a sua admirável equipa, que com certeza vai perdurar para além do contrato que já assinamos”.

Na cerimónia, os ciclistas já envergaram as novas camisolas – azuis e brancas às listas, claro está – e foi ainda apresentado Elias Barros, o diretor nomeado do FC Porto para o ciclismo, que se assumiu como um “braço direito” de Jorge Nuno Pinto da Costa para a modalidade. Para além do espanhol Gustavo Veloso, a equipa conta ainda com os seus compatriotas Juan Perez Inacio, Ángel Rebollido e Raúl Alarcón, e com os portugueses Samuel Caldeira, Rui Vinhas, António Carvalho, Joaquim Silva, Rafael Reis, João Rodrigues, Daniel Freitas e Ricardo Mestre. “Que hoje a seja a primeira pedalada de muitas que ficarão na história do FC Porto”, augurou Pinto da Costa, que recordou corredores lendários dos azuis e brancos, como Fernando Moreira de Sá – ao lado de cuja bicicleta a comitiva posou no Museu –, Dias dos Santos, Mário Silva, Joaquim Leão ou Manuel Zeferino.

O FC Porto regressa, 31 anos depois, ao ciclismo, com o claro objetivo de conseguir vitórias, com destaque para a Volta a Portugal. “Entramos em tudo para vencer. Nem sempre se consegue, mas estou convencido de que teremos uma grande percentagem de vitórias nas provas que vamos realizar. Senti nos atletas, mesmo os que já estavam na equipa, um renovar de esperança e ambição. Foi muito bom terem visto o museu para perceberem bem o que é o FC Porto”, notou o presidente dos azuis e brancos, que revelou que existe a intenção de participar em provas internacionais, algo que será tratado “no seu tempo”. Nuno Ribeiro, portista assumido, garante que os ciclistas vão “dignificar” a camisola do clube nas estradas: “A base do ano passado mantém-se, agora reforçada porque estamos associados a um grande clube, e esse é o reforço principal”. Para Gustavo Veloso, trata-se de uma “grande responsabilidade”, mas o espanhol tem do seu lado a experiência de “dois anos a liderar uma equipa unida”. “Temos força para os atingir os objetivos e levar o nome do FC Porto a conquistar o máximo possível. É por isso que estamos aqui”, acrescentou.

Na apresentação esteve ainda presente Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, cuja liderança foi elogiada por Pinto da Costa. Falou-se já da primeira prova do calendário, a Volta ao Algarve, que decorre de 17 a 21 de Fevereiro. “Sabemos da força do FC Porto, do que vamos encontrar nas estradas e do carinho que os ciclistas irão ter dos associados e simpatizantes. Para bem do ciclismo, vai ser tudo muito melhor”, frisou Adriano Quintanilha.

fonte: fcporto.pt

22 janeiro, 2016

A HORA DO PRESIDENTE E DA ESTRUTURA.

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1. Após chegar à liderança às portas do Natal, o FC Porto encetou uma triste saga de autodestruição pouco consentânea com os pergaminhos do Clube Português de maior sucesso dos últimos 30 anos.

O mal-amado Lopetegui já é passado (quem diria que Pinto da Costa e Florentino Perez podiam ser tão parecidos na forma como descartaram treinadores depois de fazer a respectiva defesa 15 dias antes) e agora é a hora de José Peseiro, como antes foi a de Paulo Fonseca ou mesmo a de Luís Castro.

O melhor e mais sólido clube português, capaz de criar campeões quase do nada, transformou-se numa espécie de mini-cemitério de treinadores, onde até alguns dos últimos vencedores foram bastante criticados por adeptos e até por alguns elementos da estrutura, Presidente incluído, como no caso de Vítor Pereira e respectivas criticas ao seu estilo de futebol. E agora Peseiro. Apesar de rimar, não é de certeza um milagreiro e sozinho pouco poderá fazer, ainda mais atendendo a que chegará por meio do ano e num cenário pouco favorável.

Mais do que a hora de Peseiro é, no entanto, a hora do Presidente e da administração. Acredito que o sucesso e insucesso neste momento dificilmente voltará a ser personificado num treinador como o foi com Lopetegui, situação que o próprio Presidente alimentou hoje na entrevista. Neste momento, mais do que o treinador, quem está em exame é a própria imagem da estrutura que tanto ganhou, mas que por estes dias arrasta consigo uma imagem de menor fulgor. Pinto da Costa está e estará na história e será provavelmente inigualável, mas, como o próprio ainda hoje o disse, o presente e o futuro são sempre o mais importante numa instituição da grandeza do FC Porto.

2. O Presidente falou ao Porto Canal, numa entrevista aguardada com expectativa pela situação actual e até por algumas picardias públicas entre um antigo capitão e símbolo dos anos de sucesso e a sua própria mulher.

Cada um terá a sua opinião, começo por saudar o facto de ter acontecido em directo e por termos visto serem feitas algumas perguntas sobre assuntos mais incómodos, mesmo que naturalmente não se tenha tratado de um Crossfire (nem faria sentido que assim fosse num canal do Clube).

Com momentos melhores e outros piores na minha modesta opinião, não vou no entanto escalpelizar até porque escrevo este texto imediatamente após o final da entrevista.

Como principais notas ficam o anuncio da recandidatura, nada surpreendente porque dificilmente Pinto da Costa deixaria de se candidatar num cenário destes, e a mensagem da completa associação do insucesso desportivo ao antigo treinador Lopetegui.

Após um inicio focado na recandidatura e em indirectas ao Vitor Baia, o foco voltou-se depois para o ex-treinador e na passagem por algumas ideias que foram vincadas pelo Presidente de forma insistente.

As tácticas, os métodos de treino e a postura perante o grupo e o país foram atacadas pelo Presidente, que também empurrou para o antigo treinador as responsabilidades sobre alguns casos polémicos como o “Ferrari” Imbula ou Adrian Lopez (de salientar aqui também uma “boca” ao super empresário Jorge Mendes…). De forma algo surpreendente, Pinto da Costa traçou uma imagem de poder quase absoluto de Lopetegui sobre toda a política desportiva, quase à imagem de um Manager britânico.

Nunca no FC Porto de Pinto da Costa tal situação pareceu possível, excepção feita a Pedroto, cujas características e enquadramento eram, como todos sabemos, bem diferentes de qualquer um dos seus sucessores. Nem com Artur Jorge, Mourinho ou Villas Boas tal situação ocorreu, sendo que nos maiores sucessos a estrutura nunca se “demitiu” de envergar também os seus méritos. Algo natural, porque ninguém ganha sozinho e se estes nomes fizeram o que fizeram também o devem ao FC Porto e às suas direções, que lhes proporcionaram as melhores condições para executarem o seu trabalho com sucesso.

Desta feita, e contrariamente ao normal, o ónus da culpa foi atirado quase em exclusivo a Julen Lopetegui. Nada habitual em Pinto da Costa, que assim também se mostrou quase como um observador, apenas “um adepto mais”, quase capaz de assobiar a equipa de cujo futebol não gostava. Perante este cenário nada habitual, fica a expectativa para descobrir qual será a postura do Presidente nos próximos tempos.

Num período de menor fulgor, onde a contestação tem atingido níveis parecidos com os de 2002, resta saber se o Presidente ainda terá mais uma vida e se será com ele que daremos a volta por cima.

Pinto da Costa fechou a entrevista a recordar Mourinho, invocando um “bom augúrio” para a estreia de Peseiro com o Marítimo, um paralelismo curioso com essa época igualmente difícil na sua longa carreira de Presidente.

A ver vamos se se trata de uma convicção forte e segura de um renascimento em pleno do FC Porto ou se toda esta situação e o queimar de Lopetegui em fogueira pública não se tratou apenas de uma fuga para a frente de um Homem que, aconteça o que acontecer, será muito provavelmente para sempre a figura nº 1 da história do FC Porto.

21 janeiro, 2016

JOSÉ PESEIRO: “ESTOU AQUI PARA VENCER”.

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José Peseiro, o 21.º treinador em mais de 33 anos de presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa, foi apresentado nesta quinta-feira na Sala VIP do Estádio do Dragão, após ter sido anunciado na terça-feira. O português, de 55 anos, disse estar preparado para o desafio que o aguarda, assegurou que chegou ao FC Porto “para vencer e para ajudar os jogadores a vencer”, e garantiu que vai implementar a sua própria conceção de jogo: “Venho com as minhas ideias. Tenho uma maneira de treinar diferente, de ver o jogo de forma diferente e esse é o caminho”.

O treinador iniciou a conferência de imprensa com uma breve mensagem: “Sei da exigência do FC Porto, que conseguiu um estatuto internacional que toda a gente conhece. Sei da minha competência, do meu profissionalismo, da minha capacidade como treinador e como homem. Sei que tenho um grupo de grande qualidade, um clube e uma estrutura organizada ao mais alto nível e sei que vamos lutar pelos objetivos pelos quais este Porto se comprometeu. Estou aqui para vencer e para ajudar os jogadores a vencer. Acredito nisso piamente e foi por isso que me comprometi com o presidente e com a estrutura. Quero colocar o clube no lugar que a instituição exige e que tem de estar. Obrigado ao presidente por me convidar, tenho a certeza de que não o vou deixar ficar mal”.

Assegurando que só aceitou o desafio por achar que “pode ter sucesso”, com “modelos de jogo e metodologias de treino adequadas”, José Peseiro frisou que não se vai “agarrar ao passado”: “Venho com as minhas ideias, independentemente do meu antecessor. Tenho uma maneira de treinar diferente, de ver o jogo de forma diferente e esse é o caminho. Não vou refugiar-me no que está feito. Tenho outra ideia de ver o futebol e fui contratado para a implementar. Conhecem-me, sabem como entendo o jogo nos princípios gerais e quero fazer a minha identidade. No treino desta manhã senti os jogadores entusiasmados, com vontade e eu quero atletas ativos, não quero marionetas; quero é que tenham ideias, sejam afirmativos e que eu os consiga colocar num caminho que acho ideal para nós”.

José Peseiro deixou também palavras aos jogadores, os intérpretes das suas convicções em campo: “Eu quero vencer, o FC Porto também; tenho acompanhado muito aquilo que são os clubes vitoriosos e este é um deles. É preciso trabalhar bem, confiarmos uns nos outros e que os jogadores acreditem na competência que têm. Eles sabem da exigência e do stress de um clube desta dimensão, mas estão aqui porque são bons. Estão nas meias finais da Taça de Portugal, não passaram na Liga dos Campeões por questões de pormenor e estão só a cinco pontos do primeiro lugar, onde até já estiveram. Podem estar desconfiados, mas autoestima eles têm e de uma coisa tenho a certeza: quando os jogadores são bons, têm capacidade de aprender mais depressa”.

Recusando falar de reforços – “esse é um assunto entre mim, o presidente e a administração” -, o novo técnico dos Dragões garantiu que, apesar de as mudanças serem indispensáveis, “o foco está já no próximo jogo” e que o trabalho num futuro próximo consiste em que os jogadores “percebam, sintam e tenham convicção de que têm qualidade”: “Tal como disse aos jogadores, queremos ser campeões, queremos ganhar a Liga Europa e a Taça de Portugal. Não faz sentido estar aqui sem pensar assim. O foco está no próximo jogo. Os objetivos dividem-se em etapas e a próxima é o Marítimo, em que vamos estar focados. O meu objetivo é que todos estejam focados nisso”.

José Peseiro não enjeitou também a oportunidade para descrever como se processou o convite para orientar a equipa do FC Porto: “Fui contactado pelo presidente na manhã do dia seguinte ao empate com o Rio Ave em casa. Tinha jogo nesse dia, em Alexandria, e o presidente perguntou-me sobre a disponibilidade, se acreditava no projeto, se me sentia confortável e motivado para um projeto vencedor. Naturalmente, respondi que sim, até porque sei que a maior parte dos treinadores que chegaram aqui nunca tinham ganho e ganharam muito a seguir. Só o conseguiram fazer pela competência e qualidade próprias e pelo contexto que encontraram aqui, que é certamente muito favorável”.

O novo treinador dos Dragões enviou ainda uma mensagem dirigida aos adeptos, a quem lançou um repto: “Todos os portistas, que têm sido um fator importante no crescimento e no atingir do alto nível competitivo do clube, têm exigências. Não estão totalmente satisfeitos e ainda bem. Quero lançar um desafio: é o momento, e eles têm sido o 12.º jogador, em que precisamos deles e que precisamos que o estádio esteja cheio, da emoção, do envolvimento e de estarmos mais unidos que nunca. Há muitos que não gostam que o FC Porto ganhe, mas não queremos que os adversários sejam os portistas. Estando a apoiar, todos os que trabalham aqui estarão mais fortes e menos suscetíveis a algo de mal. Para já, um desafio: que enchamos o estádio no próximo desafio”.



Pinto da Costa: “Confiança e unanimidade total”
Presidente portista esteve ao lado de José Peseiro na apresentação oficial como treinador dos Dragões


Como é seu hábito sempre que um momento como este o exige, Jorge Nuno Pinto da Costa esteve ao lado de José Peseiro na apresentação oficial do técnico ribatejano como novo treinador do FC Porto. O líder dos Dragões dispensou apresentações do eleito para comandar a equipa principal e deu oficialmente as boas-vindas a José Peseiro, a quem desejou as “maiores felicidades”, tal como à restante equipa técnica. Pinto da Costa terminou o seu curto discurso reiterando a confiança e unanimidade total por parte da Direção na escolha do novo treinador portista.

“Não é necessário apresentar o professor José Peseiro, porque se alguém não o conhecesse não estaria a ser apresentado aqui, nestas funções. Seria como desconhecer o futebol português. Quero dar publicamente as boas-vindas a José Peseiro, sublinhando o entusiasmo e a vontade de estar connosco que demonstrou desde a primeira hora em que falámos sobre o projeto do clube, e em conseguir aquilo que todos ambicionamos. A si, e a toda a equipa técnica, desejo as maiores felicidades, em meu nome e da Direção do FC Porto. Tem a nossa confiança total e houve unanimidade total na sua escolha”, afirmou o presidente do FC Porto.

fonte: fcporto.pt

20 janeiro, 2016

A ÉPOCA TERMINOU.

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FAMALICÃO-FC PORTO, 1-0

Taça da Liga, Grupo A, 2ª jornada
qua, 20 Janeiro 2016 • 19:45
Estádio: Municipal de Famalicão
Assistência: -


Árbitro: Luís Ferreira (Braga).
Assistentes: Nuno Manso e Alfredo Braga.
4.º Árbitro: Vítor Ferreira.

FAMALICÃO: Chastre, Joel Monteiro, Silvério Silva, Luiz Alberto, Vítor Vinha, Diogo Santos, Ibraima, Diego, Mauro Alonso, Chico, Diego Medeiros.
Suplentes: Vítor Murta, Vilaça, Mércio, José Palheiras (90' Diego Medeiros), Daniel, Pedro Correia (77' Chico), Amessan (66' Mauro Alonso).
Treinador: Daniel Ramos.

FC PORTO: Helton (c), Víctor García, Maicon, Lichnovsky, José Ángel, Rúben Neves, Imbula, Sérgio Oliveira, Varela, Suk, André Silva.
Suplentes: Raúl Gudiño, Martins Indi, Corona (63' Rúben Neves), Miguel Layún, Ismael Díaz (79' André Silva), Francisco Ramos (67' Imbula), Omar Govea.
Treinador: Rui Barros.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Mauro Alonso (58').
Disciplina: cartão amarelo a Mauro Alonso (20'), Ibraima (75'), Sérgio Oliveira (75'), Silvério Silva (82'), Chastre (90+4').

O FC Porto “terminou” a época esta noite em Famalicão, como quem diz, espera-se que termine o calvário que a equipa atravessa. O jogo tem muito pouco para contar e por isso o importante é falarmos da realidade actual do clube que a todos nos deixa desalentados e desiludidos com certas coisas que se passam e que se passaram.

Em Famalicão, com o novo timoneiro da equipa José Peseiro na bancada, o FC Porto teve mais uma noite para esquecer. Os jogadores reclamam as oportunidades e quando lhes são dadas, não as aproveitam. Depois vê-se um descrédito, uma desmotivação e uma falta de vontade gritante em vários jogadores. Salvo 3 ou 4 jogadores, tudo o resto foi um autêntico marasmo.

Mas o que me incomoda mesmo é ver elementos da estrutura do FC Porto impávidos, serenos e com sorrisos de orelha a orelha como se nada estivesse a passar e tudo corresse sobre rodas. Isto é que deixa as pessoas preocupadas e desalentadas. E não estou a reportar-me apenas a imagens registadas e captadas no jogo de ontem, mas sim imagens desde a pretérita temporada.

É triste ver, durante os jogos, elementos da estrutura agarrados aos smartphones, completamente alheados do jogo, enquanto se vê o desespero e a raiva despoletada pelo técnico ou mesmo os sorrisos de outros elementos quando a equipa sofre um golo. Não se compreende, não consigo perceber e nem reconheço estas atitudes. É confrangedor.

Em 2002, numa entrevista concedida à extinta NTV, o presidente Pinto da Costa, questionado por Bernardino Barros no programa “Njogadas”, afirmava que, e passo a citar,: “não vencer um ano é mau; não vencer dois anos é péssimo; três anos sem vencer é um desastre. No entanto, há outros que não vencem há 8 anos e andam todos felizes”.

Eu pergunto quem é que parece andar feliz agora. E pergunto onde está o grande presidente que comanda os destinos do clube há 34 anos. Confesso que estou mesmo desalentado com toda estas situações. Com entra e sai de treinadores, com as movimentações de jogadores e empresários, com a cantera do clube a produzir talentos e jogadores de futuro a serem emprestados a outros clubes e perderem-se para não mais voltarem. Rúben Neves? André Silva? Ah, está bem… Estamos conversados.

Há uns anos, em crises momentâneas ou momentos menos bons, habituei-me a ver o presidente dar a cara sempre e a mostrar ser o responsável, principalmente, nos momentos mais complicados. De há uns anos a esta parte, quem dá o peito às balas é o técnico e o silêncio permanece e perdura na administração. Quer nas questões do clube, quer nas questões importantes do futebol português.

Pedroto dizia: “Enquanto fomos bons rapazes, fomos comidos” e tinha razão. Voltamos a ser bons rapazes. Claramente. Hoje qualquer árbitro prejudica o FC Porto facilmente, marca uma grande penalidade inexistente contra nós sem problema nenhum; estâncias desportivas tomam decisões contra o clube e beneficiam outros e é ver tudo a assobia para o lado. Onde é que isto se viu com o verdadeiro presidente Pinto da Costa?

As voltas e reviravoltas que o Mestre Pedroto deve dar no túmulo ao ver esta situação. Não vejo como isto pode ser possível e não percebo porque é que houve aparição do presidente na zona mista no dia 20 de Dezembro no fim do jogo com a Académica. Perceber até percebo mas não entendo. Vangloriar-se pelo 1º lugar na Liga? Lugar esse que só ocupou uma jornada nos últimos dois anos?

O FC Porto apresentou-se em Famalicão com uma equipa de segundas linhas perante um adversário também sem 8 titulares. A configuração da equipa mudou, apresentando-se em 4x1x3x2, com dois pontas de lança na frente. Estreia de Suk ao lado de André Silva.

A equipa tentou atacar e jogar mas as rotinas deste sistema não existem. O jogo foi muito mastigado mas aos 7 minutos, Victor Garcia centrou para a baliza com o guarda-redes contrário a defender para canto. Depois disso, o jogo foi de muita circulação mas sem efeitos práticos. O Famalicão mostrou uma boa organização e recuado no seu meio-campo, jogando no erro do adversário.

No entanto aos 26 minutos, Suk teve oportunidade de marcar quando desmarcado por André Silva sobre a esquerda, rematou contra o guarda-redes famalicense. Ainda antes do intervalo, na conversão de um livre, Sérgio Oliveira colocou a bola na área e, novamente, Suk cabeceou por cima da baliza.

Na segunda parte muito jogo mastigado e sem qualquer interesse. Apenas realce para o golo da equipa da casa. Depois do frango de Casillas, Helton não lhe quis ficar atrás e dá um peru. Mauro bate o livre sobre a direita, a bola sai inofensiva e a movimentação de Chico confunde defesas e Helton, com o guarda-redes a fazer-se ao lance e a falhar redondamente na intercepção do esférico. Um peru de todo o tamanho.

O golo do Famalicão e as reacções posteriores mostram claramente o desnorte que vai na casa do Dragão. Num clube que nunca gostou de perder nem a feijões, num clube em que a cultura de vitória era a palavra de ordem, num clube em que havia grandes despiques e batalhas nos treinos pelas vitórias nas peladinhas, alguém me explica esta resignação, este baixar de braços e os sorrisos incompreensíveis vindos das bancadas?

Notas finais para a prestação positiva de Victor Garcia, a seriedade de Rúben Neves e Sérgio Oliveira, a vontade de André Silva e a dinâmica de Suk.

Tudo o resto foi confrangedor.

O ano civil começou agora, mas a época do FC Porto “terminou” hoje em Famalicão. Amanhã começa um novo ciclo sob o comando do treinador José Peseiro. Todos os holofotes estão apontados.

O FC Porto regressa ao Dragão para defrontar a besta negra no próximo Domingo a contar para a 19ª Jornada da Liga NOS.



DECLARAÇÕES

​​Rui Barros: “Não merecíamos perder”

Para Rui Barros, o desfecho do Famalicão-FC Porto, favorável aos locais (0-1), não espelhou o que se passou dentro das quatro linhas ao longo dos 90 minutos. O treinador dos Dragões sublinhou as oportunidades desperdiçadas e enalteceu o caudal ofensivo portista, que ainda assim não foi suficiente para evitar a derrota diante dos famalicenses, na segunda jornada da Taça da Liga.

“Não merecíamos perder, mas o futebol é assim mesmo. Críamos ocasiões de golo e tivemos um caudal ofensivo suficiente para merecer outro resultado, mas não foi possível. Um lance de bola parada resultou no golo deles e isso criou intranquilidade e nervosismo nos jogadores. Que o futuro seja mais risonho”, afirmou Rui Barros depois da partida referente ao Grupo A da competição.

Apesar das muitas alterações introduzidas na equipa titular, Rui Barros sublinhou que o objetivo passou sempre por conquistar os três pontos. “Apresentámos uma equipa nova, com jogadores diferentes, e era nossa intenção dar mais minutos a alguns deles, querendo sempre vencer, como é óbvio. Aqui, estamos habituados a ganhar mais vezes do que aquelas que empatamos ou perdemos”, prosseguiu.

O treino desta quinta-feira já será orientado por José Peseiro, o novo treinador do FC Porto, e Rui Barros acredita que “coisas boas” estão para chegar. “Amanhã inicia-se um novo ciclo e que isso ajude o FC Porto. Tenho a certeza de que o futuro vai trazer coisas boas ao clube”.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

RATOS NO PORÃO.

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    Lasciatemi cantare
    con la chitarra in mano
    lasciatemi cantare
    sono un italiano

    Tal qual Toto Cutugno, assim parecia cantar o italo-argentino Pablo Osvaldo quando aterrou no Sá Carneiro, confiante que bastaria o seu look de Johnny Depp, e tiques de vedeta de Hollywood, para ter a titularidade garantida e os holofotes na Champions apontados à sua pessoa. Qual Porto, qual equipa? Champions!!! Só isso interessava ao internacional italiano quando assinou connosco. Esse contratempo de ter que jogar em campos enlameados, com equipas das quais nunca ouvira falar, longe do glamour do hino milionário, não entrava nas aspirações do artista. De azul e branco vestido, lembro-me de um punhado de jogos em que conseguiu a difícil proeza de falhar ainda mais golos cantados do que Aboubakar. Especialmente marcante, foi a sua "excelente" contribuição nos 10m finais do jogo com o Dinamo Kiev, em que Pablito trabalhou afincadamente numa possível contratação para o exército ucraniano, espalhando o seu mau feitio pelo desesperado relvado do Dragão.
    Com a sua guitarra na mão, cantando tangos ao Boca, foi o primeiro a partir antes do Natal, e não mais voltou. Gracias a Dios!
    1 de Março de 2015. Por três vezes apareceu isolado frente ao guardião da selecção nacional. Por três vezes fez-lhe passar a bola para o fundo das redes. Hat-trick inesquecível num grande jogo de Tello. Esse mês de março continuaria a ser mágico para o espanhol, marcando o golo da vitória no sempre difícil campo do Braga, e sendo dele o melhor momento do malfadado Nacional - Porto. A desconfiança dos adeptos esmorecia. Todos começavam a acreditar que afinal, o jogador emprestado pelos blaugrana poderia fazer história no Porto. Prestes a atingir esse Olimpo, lesionou-se.
    Não sabemos até que ponto a lesão estendeu-se à massa cinzenta do jogador. A verdade, é que desde Março de 2015, até o presente, não fosse uma fugaz aparição na Póvoa e um par de fogachos esporádicos, muitos portistas pensariam que o lugar de extremo-direito estaria assombrado, tal a invisibilidade do catalão em campo. Ao momento que escrevo este texto, está mais próximo de Florença, do que do campo de treinos do Olival.
    A pré-época estava ao rubro. Jorge Jesus trocara a Luz por Alvalade fazendo ruir dogmas há muito estabelecidos no desporto nacional. Neutral nesse campo de batalha, o FC Porto não quis ficar atrás no barulho mediático, e lança a sua bomba. 20 milhões! 20 milhões de euros por um jogador. A mais cara contratação de sempre em Portugal. Para escarrapachar ainda mais a nossa aparente pujança financeira (!?), estes largos milhões não foram despendidos num jogador titular das selecções do Brasil, Argentina ou Alemanha, mas sim numa promessa semi-desconhecida do futebol francês. Ainda nem tinha calçado umas chuteiras em Portugal, e já Imbula dava ao Porto 2015/16 o epíteto do plantel mais caro, do super-plantel, da equipa maravilha. Entretanto, conforme a frescura da relva ia desgastando a tinta das chuteiras, mais com a noção ficávamos de que Josué teria sido injustiçado. Ou o médio que Paulo Fonseca trouxe de Paços de Ferreira, valia no mínimo 25 milhões, e fizemos uma venda em saldos ao Bursaspor? Ou Imbula valia no máximo uns 5 milhões, e fomos comidos de cebolada? A verdade nua e crua, é que o português na época que fez de Dragão ao peito, mostrou muito mais do que o francês até ao presente. Mesmo que não esbanjasse atributos técnicos em campo, tinha o querer e a raça. O único querer que vi e ouço de Imbula, é o querer sair daqui para fora. Desaparecer para outro campeonato. Um dia, até pode vir a valer a fortuna da sua etiqueta. No presente, Imbula tem uma personalidade que vale 20 cêntimos. Não é debaixo das saias do pai que os Homens mostram o seu valor. É dentro das 4 linhas! Continuo à espera...
Estes exemplos não são de jogadores obscuros do plantel ou da equipa B. Estes 3 jogadores contribuíram directamente para o propalado mito do super-plantel com que a imprensa intoxicou as mentes dos adeptos portistas. Qualquer adepto, mesmo de tenra idade, deveria saber que os craques vêm-se nos golos que marcam, nos cortes que fazem, nas fintas que deslumbram, na garra que colocam em campo. Não nos likes que têm no facebook, ou nos títulos gordos dos jornais. Isso sempre foi domínio do Benfica. Nunca do Porto.

Para perceberem a bondade e boas intenções da imprensa portuguesa em relação ao nosso clube, Peseiro ainda não chegou a pisar o tapete de boas-vindas do Dragão, e já aparecem notícias sobre o que este disse ou não de um jogador do plantel, com o óbvio intuito de introduzir ruído e desestabilizar a equipa.

A nós adeptos, cabe-nos uma atitude mais crítica em relação à palha que a imprensa nos dá a comer. Afinal, somos Porto, ou uma cambada de pacóvios?

Mais importante ainda, urge estabilizar o plantel com jogadores com a cabeça no clube. Não interessa se vêm do Barcelona, do Guimarães ou do Águias da Areosa. Interessa sim, se querem fazer-se jogadores e conquistarem títulos no FC Porto. De uma vez por todas, temos que acabar com os jogadores que vêm o nosso clube apenas como um trampolim para outros vôos. Não se admite que da equipa que subiu ao relvado do Afonso Henriques, apenas André André e Danilo sabem o que é ser Porto. Um por coração, outro por respeito.

Se com os assobios forçaram (erradamente) a saída do treinador, com a mesma força podem forçar a SAD a entrar no rumo certo. E digo SAD, pois pela recente novela mexicana em torno do treinador, se prova que Pinto da Costa é cada vez mais uma figura decorativa, na ampla teia de interesses que gravitam no Dragão.

Uma nota final para Peseiro.

Exceptuando os utópicos Marco Silva e André Vilas-Boas, nenhum outro técnico reunia consenso entre os adeptos portistas. Como tal, será de uma absoluta desonestidade qualquer eventual incompreensão para com este treinador. Bom ou mediano, a meio do campeonato terá a quase impossível tarefa de conhecer uma equipa desmoralizada que lhe caiu em mãos, transmitir uma ideia de jogo motivadora e vencer jogos. Basicamente, pedir a Lua. Com muita sorte, isto até poderá ser conseguido daqui a um par de meses. Contudo o custo é óbvio. Pontos!

Se quiserem assobiar os nossos eventuais futuros empates ou derrotas, assobiem-se uns aos outros! Afinal, ninguém está de mãos limpas na nossa actual situação.

OFICIAL - JOSÉ PESEIRO É O NOVO TREINADOR DO FC PORTO.

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José Peseiro é o novo técnico do FC Porto. O português, que representava o Al Ahly, do Egito, assinou um contrato válido por um ano e meio, com mais um de opção. Alexandre Santos, Ricardo Dionísio, Rui Barros e Daniel Correia acompanham José Peseiro na equipa técnica. A apresentação do treinador aos órgãos de comunicação social será na quinta-feira, pelas 13h30, no Estádio do Dragão.

Com uma experiência vasta, José Peseiro, de 55 anos, já trabalhou em sete países e 12 clubes, entre os quais se destacam o Sporting, o Sporting de Braga, o Panathinaikos (Grécia), o Rapid Bucareste (Roménia) e o Real Madrid (como adjunto), bem como da seleção da Arábia Saudita.

Futebol moderno, futebol de ataque
Treinador chega ao Dragão com um vasto currículo: já passou por sete países, 12 clubes e uma seleção

José Peseiro é um dos treinadores portugueses no ativo com mais experiência, nacional e internacional. O novo treinador do FC Porto conta com passagens por sete países, 12 clubes, entre os quais se destacam o Sporting, o Sporting de Braga, o Panathinaikos (Grécia), o Rapid Bucareste (Roménia), o Real Madrid (como adjunto) e ainda a seleção da Arábia Saudita. Em todos eles deixou a sua marca identitária: uma filosofia de jogo moderno, de pressão alta, com as linhas subidas, porque tem sempre pendor ofensivo, privilegiando o controlo do jogo com bola e a exploração do jogo interior.

Todas as equipas orientadas pelo técnico nascido em Coruche caracterizaram-se, por isso, por jogar de olhos postos na baliza, por marcar sempre muitos golos. Em 2012/13, o Sporting de Braga, que era por ele treinado e ao serviço do qual conquistou uma Taça da Liga, marcou 84 golos em 47 jogos. Foi também no Minho que se estreou na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes, na passagem pelo Sporting, em 2004/05, terminou a época com 104 golos em 52 jogos (uma média de dois por jogo), que se revelaram determinantes para que pudesse conduzir a equipa de Alvalade a uma final europeia (Taça UEFA) ao fim de 41 anos e a ficar muito próximo da conquista do campeonato.

Foi, no entanto, no banco do Nacional da Madeira que Peseiro se deu a conhecer. Pegou no clube na segunda divisão B e, em apenas três épocas, levou-o até à primeira divisão. Na época de estreia no principal escalão do futebol português, deixou os insulares no 11.º lugar.

Impressionado com o futebol dinâmico e ofensivo dos madeirenses, Carlos Queiroz, seu antigo professor no curso de Educação Física, levou-o para o Real Madrid para ser seu adjunto. Durante um ano, Peseiro trabalhou com alguns dos melhores jogadores da história do futebol europeu, como Luís Figo, David Beckam, Raúl e Iker Casillas, que agora reencontra no Dragão.

Foi a primeira experiência do treinador alentejano no estrangeiro que, mais tarde, viria a passar pelo Al Hilal (Arábia Saudita), Panathinaikos (Grécia), Rapid Bucareste (Roménia), Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), Al-Ahly (Egito) e ainda pela seleção da Arábia Saudita. Aos 55 anos, Peseiro abraça o maior desafio da sua carreira: o FC Porto.

fonte: fcporto.pt

19 janeiro, 2016

ANDEBOL, BASKET E HÓQUEI TÊM RUMO!

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Infelizmente, o futebol, modalidade rainha deste clube, não posso de maneira alguma incluir no título deste post, porque a equipa não tem rumo nenhum, e a direção parada no tempo, nem sequer acha que os sócios merecem explicações. Uma vergonha de um Porto sem líder, sem rumo e em que só as modalidades chamadas amadoras conseguem escapar dignificando a nossa camisola sagrada nos pavilhões onde o FC Porto joga, nas piscinas onde atua, enfim, apenas os meninos mais bem pagos e que jogam em relvados bonitos, teimam em dar-nos desilusões e quem manda no clube, assiste a isto emitindo comunicados, dizendo que nem estamos à procura de treinador... afinal, estamos... vem hoje.



ANDEBOL

  • benfica 19-23 FC PORTO
Vitória categórica na luz, com Quintana em grande e Gilberto e Yoel a faturarem 5 golos cada. Foi a 18º vitória em 18 jogos de uma equipa extraordinária! Os encarnados ainda não tinham perdido em casa e acabaram o jogo a tentar perder por poucos!

  • PRÓXIMOS JOGOS
Sexta-feira, no dragão caixa, pelas 21h00, diante do Fafe (Porto canal).



BASQUETEBOL

  • FC PORTO 112-58 ginásio
Seguimos em frente na taça, após vitória perante o Ginásio, com Tinsley (17 pontos) e Monteiro (15) a destacarem-se. Estamos nos oitavos-de-final frente a Sangalhos ou Lumiar, ou seja, praticamente quase na F8.
  • PRÓXIMOS JOGOS
Sábado, pelas 17h30, em Barcelos (Porto canal).



HÓQUEI EM PATINS

  • iserlohn 1-7 FC PORTO
Seguimos na liga europeia só com vitórias, desta vez na Alemanha, vencendo o Iserlohn, com 3 golos de Alvarinho e a ser o melhor em pista. Somos a única equipa da Europa só com vitórias! Falta saber se vamos enfrentar nos quartos a Oliveirense ou o Liceo, com a 2ª mão no Caixa.
  • PRÓXIMOS JOGOS
Sábado, pelas 21h30, em Viana (Porto canal).



E por hoje, é só isto, porque estou cada vez mais revoltado com a passividade e inércia de quem já tantas glórias nos proporcionou. Que desilusão senhor Presidente! Que me desculpem as equipas das modalidades que não têm culpa do meu estado de espírito atual! Uma última nota para elogiar o Paulo Miguel Castro (Porto canal) que ontem reuniu no mesmo programa: Moncho, Cabestany e Ricardo Costa. Foi um programa fantástico. Se puderem ver, passou ontem (2ª feira), pelas 22h00, no Porto canal.

Um abraço do Lucho.

E O ESCOLHIDO É: JOSÉ PESEIRO.

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Dez dias após o despedimento de Julen Lopetegui, eis que está encontrado o sucessor do basco no comando técnico do Dragão, José Peseiro, 55 anos é o próximo a sentar-se naquela que um dia alguém apelidou de “cadeira de sonho”, mas que nos últimos 2 anos e meio tem sido mais uma “cadeira de terror”, com 3 treinadores que sem sucesso passaram pelo comando técnico do melhor clube português das últimas décadas. Curiosamente após dezenas de nomes apontados pelos vários meios de comunicação social, a escolha recaiu sobre um nome que não tinha sido apontado por praticamente ninguém nos últimos dias.

A partir de agora, e independentemente dos gostos ou preferências pessoais de cada um de nós, creio que a altura deverá ser de apoio ao novo treinador num caminho que será muito difícil, e que ficou ainda mais difícil com a derrota em Guimarães, um jogo que podia ter permitido a aproximação à liderança, mas que acabou por nos atirar para a 3ª posição a 5 pontos da liderança. As coisas não estão nada fáceis portanto.

Falar de Peseiro enquanto treinador é falar obrigatoriamente em dois aspetos quase unânimes para a generalidade das pessoas: um positivo, o de colocar as equipas que treina a praticar bom futebol; um negativo, o de ter o chamado “pé-frio” e de ter falhado em alturas cruciais da carreira.

Ainda assim, há sempre várias formas de ver as coisas. Se é verdade que Peseiro não tem conseguido livrar-se do rótulo de “pé-frio” ao longo da sua carreira, também não é menos verdade que foi o único treinador a levar o Sporting a uma final europeia nos últimos 50 anos e que também venceu um troféu nacional pelo Sp. Braga, algo que já não acontecia há 50 anos. Em termos internacionais, ficam passagens pelo Panathinaikos onde apurou a equipa helénica para a Champions League do ano seguinte, mas também pela Roménia e Médio Oriente, sendo que atualmente se encontrava no Al-Ahly do Egipto. Para além disso, o início de carreira ficou marcado por ter sido o treinador que orientou o Nacional na sua ascenção dos escalões inferiores até à 1ª Liga, bem como pelo facto de ter feito bons trabalhos em equipas de escalões secundários.

Tal como o sempre faço em relação a qualquer treinador que inicie as suas funções no meu clube, darei exatamente a mesma margem de manobra que a qualquer outro, sendo que lhe dou um benefício da dúvida mais alargado pelo facto de apanhar uma equipa a meio da época, numa fase terrível quer a nível de resultados, quer a nível de exibições, mas sobretudo a nível psicológico. Muitos jogadores encontram-se num estado psicológico terrível, o fio de jogo é quase inexistente, a instabilidade é evidente e isso vê-se em campo.

Peseiro terá obviamente vários desafios pela frente, a sua tarefa não será fácil, mas há que acreditar que é possível juntar os "cacos" em que se encontra a equipa e colocar um grupo de jogadores, alguns deles de muito bom nível, a praticar um futebol com cabeça, tronco e membros, algo que não se vê no Dragão há já algum tempo.

Não creio que o caminho agora seja o de malhar já num treinador, relevando os aspetos negativos que possam ser apontados a esta escolha. Prefiro pensar naquilo que pode ser positivo nesta escolha porque de negativismos já bastam os últimos tempos. Bem sei que agora virão muitos dizer que a escolha é uma desgraça e que o fim está próximo. Mas recuso a ideia de que agora apenas resta baixar os braços, deitar a toalha ao chão e entregar tudo aos rivais. Continuo com a ideia que sempre defendi desde o início da época: temos bons jogadores, temos excelentes condições financeiras para os profissionais que representam o clube e agora com um treinador que conheça minimamente o futebol português, consiga colocar a equipa a jogar com o mínimo de sentido coletivo, algo que nos últimos tempos simplesmente não se vislumbra, creio que as coisas podem melhorar e ainda podemos acabar a época de forma digna.

Resumindo, é claro que a mudança de treinador a meio da época obriga às soluções possíveis, mesmo não sendo as ideais. É evidente que não contratamos o melhor treinador do mundo, nem contratamos alguém que com uma varinha mágica resolva todos os problemas atualmente existentes. Mas creio que perante alguns dos nomes que ouvi serem apontados ao FC Porto, esta escolha acaba por fazer algum sentido tendo em conta o cenário atual. O sucesso de Peseiro será também o sucesso de todos os Portistas, aqueles que gostam realmente do clube!

PS - Um Portista da minha geração habituou-se a ganhar tudo e mais alguma coisa, nacional e internacionalmente. Habituou-se a ganhar campeonatos com muitos pontos de distância sobre os rivais, habituou-se a ganhar taças, supertaças, a fazer grandes campanhas europeias, a bater o pé aos "tubarões europeus" e a atingir o "céu", vencendo Champions League e Ligas Europa com uma frequência inacreditável para qualquer Portista que tenha vivido os 19 anos de seca. Juro-vos que aquilo que me chateia mais não é perder um jogo, um campeonato ou uma taça, mas sim ver que o "velho" FC Porto feito de jogadores que queriam agredir tudo e todos quando perdiam um jogo já apenas e só uma miragem. Sim, tenho saudades de ver Portismo no FC Porto, algo que há não muitos anos via. Sou o primeiro a compreender quando perco porque os outros são melhores. E neste momento do campeonato tenho de dizer claramente, por muito que me custe (acreditem o quanto me custa!!), estamos no lugar que merecemos pelo futebol que praticamos porque os outros dois jogam mais, melhor e com um sentido coletivo (até de comunhão com os próprios adeptos!) bem melhor que o nosso. Não acho que tudo esteja perdido, creio que ainda é possível salvar a época, mas peço para além de todos os objetivos certamente definidos pela SAD a Peseiro, uma coisa muito simples mas que para mim é muito relevante: que os jogos do FC Porto deixem de ser um suplício, um sofrimento, uma agonia que só acaba quando o árbitro apita. Que o FC Porto comece a jogar algum futebol e deixe de ser um exercício de enorme sofrimento ver um jogo do clube que tanto amo.

18 janeiro, 2016

EQUIPA ÓRFÃ.

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VITÓRIA DE GUIMARÃES-FC PORTO, 1-0

Primeira Liga, 18ª jornada
dom, 17 Janeiro 2016 • 20:30
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães.
Assistência: -


Árbitro: Manuel Oliveira (Porto).
Assistentes: Tiago Leandro e Pedro Ribeiro.
4.º Árbitro: Cosme Machado.

VITÓRIA DE GUIMARÃES: Miguel Silva, Bruno Gaspar, Josué, Pedro Henrique, Dalbert, Cafú (c), Bouba Saré, Valente, Xande Silva, Henrique Dourado, Tyler Boyd.
Suplentes: Douglas, Luís Rocha (79' Dalbert), Tomané, João Afonso (86' Bouba Saré), Helinho, Tozé, Phete (63' Tyler Boyd).
Treinador: Sérgio Conceição.

FC PORTO: Casillas, Maxi, Martins Indi, Marcano, Layún, Danilo, Herrera (c), André André, Corona, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton, Maicon, Rúben Neves, Varela (62' Corona), Sérgio Oliveira (86' André André), José Ángel, André Silva (72' Herrera).
Treinador: Rui Barros.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Bouba Saré (4').
Disciplina: cartão amarelo a Aboubakar (28'), Herrera (60'), Tyler Boyd (60'), Phete (79'), Sérgio Oliveira (87'), Danilo (90+1'); cartão vermelho a Aboubakar (90+3').

Após dois jogos com 100% de vitórias, o FC Porto desceu à terra. A crise mantém-se bem viva na equipa e a falta de um timoneiro acentua essa mesma crise. No entanto, os jogadores mostram mais vontade de vencer do que na era Lopetegui, só que o problema tem de ser resolvido não só a nível de técnico.

A crise vai muito para além disso. É um problema estrutural e há uma política ou ausência dela que faz do FC Porto uma equipa banalíssima. Muita coisa vai mal no reino do Dragão e, enquanto o problema estrutural não for corrigido, o FC Porto vai continuar a travessia no deserto que caminha para o 3º ano consecutivo.

No reinado de Pinto da Costa este é o pior período que o FC Porto vive. Para compararmos idêntico período teremos que recuar aos períodos de 1941 a 1955 e de 1960 a 1976, anos em que o FC Porto andou pelas ruas da amargura.

Habituei-me a ver o FC Porto comandado por um homem que dava o corpo às balas, aparecia nos piores momentos e resolvia os momentos menos bons de uma forma eficaz. De há uns anos para cá, o clube tem iniciado um percurso de declínio constante com anunciada morte lenta. O presidente que outrora aparecia em alturas de alarme, nem vê-lo, surgindo apenas quando a equipa em 2 anos aparece em 1º lugar numa única jornada.

Tenho grande respeito e estima pelo presidente Pinto da Costa. Eu e muitos mais com certeza. O ditado diz e com razão: “Não há mal que sempre dure, não há bem que não se acabe”. Tudo tem um fim e, estando grato e reconhecendo Pinto da Costa como sendo uma celebridade inigualável e jamais comparável com quem passou no clube e com quem virá a suceder-lhe, chegou a hora de sair pelo próprio pé. Mais vale sair agora no final deste mandato do que sair mais tarde.

Muitos pensam como eu mas não o dizem. Pelo menos publicamente. Ficam-se pelos cochichos ou então dizem-no nas costas, chegando alguns a ser ingratos e cruéis para quem deu tudo a este clube.

O clube precisa de gente nova, com ideias novas, que sinta o clube e que tenha a capacidade de gerir e de renovar o clube tal como se exige. Mas perante a mais que provável recandidatura do actual presidente, não há ninguém que, reunindo as condições, lance a sua candidatura. Por receio? Por falta de coragem? Ou porque será?

Um erro de principiante de Dragon Force aos 4 minutos facilitou a vitória do Guimarães esta noite no jogo que iniciou a 2ª volta do FC Porto na Liga NOS. Iker Casillas deu um monumental frango que deixou completamente o estádio atónito. Muito deste lance reflecte o que vai no seio do grupo portista animicamente. Este golo vimaranense condicionou toda a estratégia portista e revelou-se decisivo para o desfecho do encontro.

O FC Porto reagiu ao golo e teve algumas oportunidades para chegar ao empate quer por André André, quer por Jesus Corona mas o estado da equipa se já era frágil pior ficou quando saiu um garrafal erro da parte do seu guarda-redes que coloca a nu todas as fragilidades da equipa.

A equipa quer fazer as coisas, mostra vontade em chegar ao golo mas as coisas acabam por não sair e a sorte também não aparece. Tudo corre mal. Não será com certeza um treinador de renome ou um treinador capaz de pegar na equipa feita em cacos, destruída lentamente por um basco exigente na carteira que colocará a jogar como queremos e como pretendemos.

Será necessário muito mais do que isso. Primeiro acabar com o camião de jogadores de qualidade duvidosa e que chegam aqui não para jogar mas para aquecer o banco. Depois acabar com os altos salários de jogadores em fim de carreira que nada acrescentam ao plantel. A seguir, terminar com a política de aquisição de jogadores por empréstimo que só beneficiam os clubes detentores dos seus passes. E, por fim, começar a apostar na prata da casa e em jogadores portugueses e outros que actuam no futebol português com provas dadas e que nada ficam a dever à maior parte dos jogadores que compõem o actual plantel azul e branco.

Na segunda parte com sentido único, viu-se um FC Porto a tentar tudo mas com pouca capacidade de sucesso. A equipa está feita em frangalhos, órfã de treinador (a sério) e órfã de uma estrutura que apoia, que está presente e sempre atenta para intervir sempre que é necessário.

Neste fim-de-semana, os três grandes entraram a perder nos seus jogos mas apenas o FC Porto não conseguiu traduzir em golos qualquer reacção nem mesmo em jogo jogado. Esta equipa está claramente desfeita e é bom que as pessoas responsáveis pelo clube, se gostam realmente do clube, tomem medidas, sejam elas quais forem, mesmo que sejam medidas que não agradem.

Do lado contrário esteve uma equipa limitada, com algumas peças impedidas de actuar mas que mostrou garra, que correu mais e que teve no seu treinador um factor acrescentado e que exigiu da sua equipa uma atitude séria.

Falo de Sérgio Conceição, muito falado nesta última semana para futuro treinador do FC Porto. Não sei se vai ser ou não vai ser mas não é claramente a minha escolha e a maior parte dos portistas. Se se confirmar esta situação, será mais um sinal de uma estrutura de um clube que anda à deriva, sem plano B e sem qualquer norte. Uma estrutura que um dia disse que até um macaco seria campeão a treinar o FC Porto. Declaração essa por altura em que Vítor Pereira, o último verdadeiro treinador e campeão pelo FC Porto, que muito injustamente foi empurrado do clube depois de ter ganho dois campeonatos nacionais em dois anos.

Não sei também o que vai acontecer entre hoje e 4ª feira, data do próximo jogo mas que se esperam mudanças e novidades na equipa técnica, isso qualquer um espera. É o mínimo. E é bom começar já a trabalhar a nível da estrutura. Eliminar vícios, eliminar males e pensar o clube para tentar regressar ao que sempre me habituei a ver desde a doutrina Pedrotiniana.

O FC Porto regressa hoje aos treinos preparando um jogo a feijões a realizar na próxima 4ª feira. Deslocação a Famalicão para cumprir a 2ª Jornada da Taça da Liga, prova em que se encontra praticamente afastado. Importante, sim, será vencer no Dragão, no próximo Domingo, a besta negra recente: o Marítimo.




DECLARAÇÕES

​​Rui Barros: “Trabalhámos muito para não sair derrotados”

O golo madrugador, sofrido logo aos quatro minutos, e a falta de eficácia no último remate explicam, de acordo com Rui Barros, a derrota do FC Porto​ neste domingo, frente ao Vitória de Guimarães (1-0). O treinador considerou que a equipa fez “um grande trabalho” para sair com os três pontos do Estádio D. Afonso Henriques e, por isso, está triste pelo resultado e por ter perdido uma boa oportunidade de reduzir a distância para o líder da Liga NOS.

“Jogar em Guimarães é sempre difícil, mais fica ainda mais sofrendo um golo logo aos quatro minutos. Trabalhámos muito para não sair daqui derrotados. Tivemos circulação de bola, criámos oportunidades, mas faltaram detalhes. Os jogadores do FC Porto fizeram um grande trabalho para somar os três pontos, por isso estamos todos muito tristes", admitiu o técnico portista em declarações no final da partida da 18.ª jornada da Liga.

Numa curta análise ao encontro, Rui Barros afirmou que os portistas tentaram chegar à baliza de Miguel Silva pelas laterais e conseguiram-no, faltando sempre a melhor direção no remate: “Os jogadores fizeram um bom trabalho. Fizemos tudo na primeira e na segunda partes para dar a volta”, reconheceu. Ao primeiro jogo da segunda volta da Liga, o FC Porto poderia ter reduzido para dois pontos a distância para o primeiro classificado, o Sporting, mas Rui Barros lembra que “falta muito campeonato", garantido ao mesmo tempo que os Dragões estarão “na luta” até ao fim.



ARBITRAGEM




RESUMO DO JOGO